Boatos que se Hamlet fosse escrito em 2022, no mundo dos investimentos, a famosa frase “ser ou não ser, eis a questão” seria, na realidade, “dólar ou euro, eis a questão”.
O dólar e o euro, principalmente o dólar, impactam diretamente na nossa economia. Logo, o sobe e desce dos mesmos pode não nos ajudar logo de cara.
Por exemplo, o trigo, é importado e é utilizado na fabricação de pães e derivados e é cotado em dólar. Isso quer dizer que, se o dólar sobe, o preço do pão também subirá.
Muitos investidores escolhem o investimento em moedas estrangeiras, com foco no dólar e no euro, o que pode ser uma alternativa a mais quando o assunto é diversificação de carteira e proteção de patrimônio.
No entanto, para aqueles que pensam que é “só” comprar as moedas que tudo está feito, não é bem assim: antes de tudo, é preciso analisar o cenário econômico, as características e como se expor a cada uma das moedas já que elas, definitivamente, não são semelhantes.
Vamos aprender e descobrir quem vence a batalha dólar ou euro?
Siga a leitura!
Dólar ou Euro, conheça as moedas
Antes de tudo, você precisa conhecer as duas moedas. Mas conhecer de forma aprofundada, não de maneira vaga.
Vamos lá?
Dólar
Em 2022, o dólar norte-americano completou 230 anos. Antes de 1972 havia uma diversidade de moedas que circulavam nos Estados Unidos da América.
Com o Coinage Act, o congresso estabeleceu, no dia 2 de abril do mesmo ano, que o dólar passaria a ser, a partir daquele momento, a unidade monetária do país.
O presidente George Washington foi o responsável por assinar a lei e, tempos depois, acabou se tornando o rosto da nota de um dólar e das moedas de 25 centavos. Marcou a história, literalmente!
Uma curiosidade sobre o dólar é que o lema “in God we trust” ou, em português, “nós confiamos em Deus” está presente em todas as moedas e notas emitidas pelo Tesouro norte-americano.
E tem um contexto histórico para isso: conhecido desde o século XVI, o lema tornou-se ainda mais popular e ligado ao dólar em 1864, no meio da Guerra Civil Americana.
As lideranças religiosas da época sugeriram essa frase para a União, para demonstrar que Deus estava ao lado do povo.
Quando o assunto é o cenário atual do dólar, a moeda americana tem se mostrado cada dia mais fortalecida.
Isso acontece por causa da expectativa de que o banco central dos EUA, conhecido por Federal Reserve, aumente o ritmo de aumento de juros, já que a inflação tem crescido no país.

Euro
O Euro não é tão antigo como o dólar, definitivamente. Mas desde que foi criado, tem trilhado uma história relevante para a economia mundial.
Com o Tratado de Roma sendo assinado e a criação da CEE, ou seja, a Comunidade Econômica Europeia, formada por Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Itália, França e Alemanha, a história da moeda nasceu em 1957.
Tal tratado estabeleceu o Mercado Comum Europeu que, por sua vez, tinha como objetivo garantir o progresso econômico e estreitar relações entre países europeus.
Ao longo das três décadas seguintes, novos países aderiram à CEE. São eles:
- Em 1973: Irlanda, Dinamarca e Reino Unido;
- Em 1981: Grécia;
- Em 1986: Portugal e Espanha;
- Em 1995: Suécia, Áustria e Finlândia.
Depois da inserção de todos esses países, em maio de 1998 a União Europeia impôs a sua moeda comum: o Euro.
A moeda europeia é, historicamente, mais valorizada. A última vez em que foi vista sendo negociada no mesmo patamar do dólar foi no meio de 2002, mais precisamente em julho.
Porém, essa valorização tem caído: em 2022 o euro teve uma queda acumulada que ultrapassa os 10% que tem relação com a preocupação de uma possível recessão na Europa, a moeda tem sido negociada proximamente do valor do dólar.
Por que isso tem acontecido?
Em suma, a desvalorização do euro é um reflexo da inflação, dos preços altos de energia e dos problemas com o fornecimento de gás natural da Rússia, país europeu que tem travado guerra contra a Ucrânia.
Enquanto os EUA vive um aperto monetário, a zona do euro não tem conseguido acompanhar o ritmo e, com isso, a moeda tem se desvalorizado.
Dólar ou Euro: qual é mais valorizado?
Historicamente falando, o euro.
No entanto, conseguimos enxergar uma aversão ao risco no mercado financeiro de investir em euro, o que tem estimulado a compra de dólar, por ser considerada mais segura quando o assunto é fases adversas.
Melhor investir em dólar ou euro?
Primeiro, você precisa entender o seu perfil de investidor e pensar no que você deseja para o seu futuro.
Mas, a opinião dos especialistas, por sua vez, o dólar é melhor, uma vez que os EUA oferecem mais segurança para investir e, além disso, paga juros maiores.
Logo, a valorização do dólar ocorre não só em comparação ao euro, mas frente a todas as moedas.
O que considerar na hora de investir em dólar ou euro?
Os seguintes pontos:
- Entender qual o seu perfil de investidor: conservador, arrojado ou moderado?
- Mapear quais são seus objetivos financeiros: quais metas você quer alcançar com os seus investimentos?
- Estudar o mercado: estar sempre de olho no cenário e investir de forma inteligente.
Vantagens de desvantagens de investir em dólar ou euro
Vamos conhecer as partes boas e as não tão incríveis assim dos investimentos em dólar e em euro?
Vantagens e desvantagens de investir em dólar
Vantagens: se mantém forte mesmo em momentos de crise e oscilação de mercado e econômica, ou seja, volatilidade, rendimento que pode ser maior com base nas cifras estadunidenses e um bom histórico de valorização.
Desvantagens: incerteza na oscilação do câmbio estrangeiro e não traz tantas certezas quando comparado com investimentos em renda fixa, por exemplo.
Vantagens e desvantagens de investir em euro
Vantagens: mercados financeiros mais integrados, eficiência gerada com essa integração, alta influência na economia mundial, além de ser um sinal concreto da identidade da Europa.
Desvantagens: com a possibilidade de uma recessão na Europa, junto a guerra entre Rússia e Ucrânia, a moeda vem sendo desvalorizada e comparada com o dólar pela primeira vez em 20 anos.
Quais as perspectivas futuras para o dólar e o euro?
Especialistas afirmam que é improvável uma brusca mudança de cenário quando o assunto é o curto prazo. É possível que os ativos ligados ao dólar tenham maiores chances de ter um desempenho melhor do que os ligados ao euro.
“Acredito que, no médio e longo prazo, o euro se recupere frente ao dólar, mas talvez não alcance o câmbio médio dos últimos 20 anos, de 1,25 sobre a moeda americana”.
Francisco Nobre, economista da XP.
Existe a possibilidade dos EUA entrarem em recessão também? Sim. A diferença é que seria por um curto espaço de tempo e com um PIB caindo pouco, diferentemente do que podemos ver na Europa.
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