UX

O termo UX tem sido muito mencionado, mas não é recente. Ele foi popularizado na década de 1990 pelo cientista da computação e, na época, colaborador da Apple, Don Norman. Iniciava ali uma preocupação com a experiência que o usuário teria desde a primeira vez que via o produto, qual seria o grau de satisfação com a sua utilização e o impacto que essa impressão traria para as vendas.

Basicamente, nós temos contato com diversos produtos e serviços no dia a dia. Usar o celular, o notebook, acessar um site, abrir e navegar por um aplicativo, dirigir um carro e abrir uma embalagem, são exemplos de pequenas ações que provocam experiências que podem ser boas ou ruins. O trabalho do UX é fazer com que elas sejam cada vez melhores. Quer entender mais? Continue a leitura!

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UX: o que é?

A sigla UX significa User Experience, em português, Experiência do Usuário. Ao contrário do que é divulgado em alguns lugares, ela não fala somente sobre a maneira de criar sites e aplicativos, mas sim a experiência que o usuário tem quando interage com produtos ou serviços, em ambientes online e offline. 

Toda empresa fornece uma experiência, porém, nem sempre ela é agradável. Um site que demora muito para carregar, um aplicativo que trava, uma ligação com o SAC que demora demais para ser atendida, uma caixa de um produto que é difícil de abrir ou que não o embala como deveria, são exemplos de experiências que podem prejudicar a visão que temos de uma empresa.

Quando as empresas perceberam isso, começaram a demandar por profissionais que trabalhassem nesses aspectos. Hoje, em algumas empresas, existem setores voltados apenas para esse intuito, com profissionais especialistas em técnicas que possam proporcionar experiências e superar as expectativas dos usuários. 

Quais os tipos de UX?

Para que o UX seja implementado com sucesso, ele depende não apenas de um, mas sim de uma série de atividades que podem ser realizadas por profissionais diferentes, conforme a área de atuação. 

UX Research

A UX Research (Pesquisa em Experiência do Usuário) é a área responsável por planejar e realizar pesquisas com os usuários. O objetivo é identificar comportamentos, motivações, dores e necessidades dos clientes. Desse modo, é possível criar ações que realmente possam fazer a diferença. Em algumas empresas, o UX Researcher é quem realiza essa função.

UX Design

Na UX Design (Desenho na Experiência do Usuário), temos uma ramificação da User Experience. Ela é voltada para a aplicação de técnicas usadas no desenvolvimento de produtos, websites, aplicativos, entre outros. 

O UX Designer pode, por exemplo, usar um mapa de calor para saber quais ações realizar no layout de modo que o site se torne ainda mais intuitivo e agradável de acessar. 

UX Writing

A UX Writing (Escrita na Experiência do Usuário) é a área focada nos textos. São usadas técnicas para escrever com o tom de voz adequado, frases e palavras que tornem o uso do produto mais intuitivo, além de termos que provocam as reações certas, seja clicar para comprar o produto ou permanecer em uma página. 

Sendo assim, a responsabilidade do UX Writer é fazer com que o texto encontrado pelo usuário proporcione uma boa experiência.

Information Architecture (IA)

A Arquitetura da Informação é a maneira como a informação é mapeada e organizada. Ela é muito importante para definir a estrutura de um aplicativo, site ou produto, de modo que o usuário possa saber onde está e como encontrar as informações que precisa facilmente. 

O profissional responsável por essa área é o arquiteto da informação, que se baseia no resultado das pesquisas e testes realizados pelo UX Researcher.

Existem ainda outros departamentos que demandam profissionais como o Product Designer, o UI Designer, Usability Analyst, entre outras. 

O que o UX faz?

A área de UX tem algumas responsabilidades desde o início do projeto até a sua conclusão. Listamos elas resumidamente para compreender melhor esse processo.

  1. Análise do propósito: etapa em que é analisado qual o problema do usuário, como a empresa o resolve e como isso está alinhado aos objetivos da marca;

  2. Pesquisa com usuários: identificação das necessidades, comportamentos, pontos problemáticos e objetivos do usuário. Pode incluir pesquisas, entrevistas, testes A/B, entre outras ações;

  3. Criação de persona e fluxo: são criadas as personas de acordo com as pesquisas realizadas anteriormente e é iniciado o mapeamento de como será o fluxo de ação do usuário;

  4. Criação do projeto: construção do mapa do site, protótipo ou wireframe para que a equipe compreenda como será o produto final;

  5. Testes com usuários: o design é validado por meio da análise de como os usuários interagem com o produto ou serviço. São identificados os possíveis problemas e as soluções são desenvolvidas.

Apenas após essas cinco etapas é que a solução/produto é entregue para o cliente ou empresa. 

Importância do UX em um projeto

Você já entrou em um site e o fechou por conta do carregamento lento? Já baixou um aplicativo e desinstalou rapidamente por não ter encontrado o que precisava? São algumas das situações que acontecem quando o UX não é aplicado. 

Já quando ele é bem desenvolvido, pode proporcionar benefícios como:

  • corresponder e até superar as expectativas dos usuários;

  • proporcionar visibilidade e reconhecimento;

  • aumentar a conversão (seja de visitante em lead ou lead em cliente);

  • entre outros.

O UX tem se tornado um fator cada vez mais relevante até para o Google, que analisa a experiência do usuário no site para decidir quais serão bem posicionados nos resultados das pesquisas e quais serão mais “escondidos”.

Fato é que essas técnicas se tornarão cada vez mais importantes para as empresas, passando a ter uma demanda crescente por profissionais da área. 

Diretrizes do User Experience

Existem algumas diretrizes utilizadas para o bom projeto de UX. São elas:

  • Utilidade: o produto deve ser funcional e ajudar os usuários a resolver um problema;

  • Acessibilidade: o produto precisa ser acessível não apenas em telas diferentes, mas também, para pessoas com restrições físicas, cegos e pessoas com baixa visão que usam os leitores de tela.

  • Interface agradável: é fácil usar e permanecer usando o site, aplicativo ou qualquer que seja o produto? Ele deve transmitir a impressão de ser fácil de utilizar.

  • Desempenho técnico:  os erros e problemas devem ser corrigidos para evitar lentidão, travamento ou outras dificuldades no uso.

  • Credibilidade: é preciso entregar o que promete e atender as expectativas, gerando mais credibilidade.

  • Intuitividade: o usuário deve utilizar o produto sem a necessidade de suporte, tirando o máximo proveito de modo intuitivo.

  • Inovação e originalidade: a experiência oferecida deve ser única e, principalmente, gratificante.

  • Proximidade: o produto deve ser criado para ser humanizado, gerando proximidade e criando um vínculo emocional que será recompensado com o engajamento.

Skills para trabalhar com UX

Se você acha que para trabalhar com UX precisa apenas de conhecimento das ferramentas e etapas, está enganado. Na verdade, existem algumas outras habilidades que fazem toda a diferença.

Para começar, é preciso ter boas habilidades de comunicação, uma vez que a profissão exige o contato com outros designers, profissionais de outras áreas da empresa e até clientes. 

Também é preciso ter habilidades de pesquisa e analítica, design visual, conhecimentos de programação, gerenciamento de projetos, mentalidade estratégica, pensamento crítico, curiosidade, por fim, e não menos importante, empatia. 

Uma vez que o objetivo é garantir a satisfação do usuário da melhor forma, é importante se identificar e se imaginar na mesma situação, sem esquecer que não necessariamente esse usuário teria a mesma reação que você. 

Mas calma: não precisa de cara ser incrível em todas essas habilidades. Algumas delas podem ser desenvolvidas com o tempo, de modo que você se torne um profissional cada vez melhor.

O que é User Experience? Como seguir carreira em UX?

Entenda como a Experiência do Usuário é importante para as empresas e como ingressar na área.

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