Saiba tudo sobre fundos de ações: qual a rentabilidade? Quais são os tipos?

Fundos de ações são uma opção para o investidor que quer explorar novos ativos financeiros além da renda fixa para conquistar melhores rendimentos.  

Essa alternativa torna-se muito atrativa porque o investidor não precisa operar diretamente no pregão da bolsa de valores. Esse trabalho fica por conta de um gestor profissional que vai utilizar o capital aplicado para aportar em diversos títulos diferentes.

Dessa forma, esse produto pode ser uma boa pedida para quem está na transição da renda fixa para a variável, mas ainda não se sente pronto para montar sua própria carteira de investimentos de forma mais independente.

Portanto, quer entender melhor o que é fundo de ações e como este produto financeiro funciona? Será que ele vale realmente a pena? Qual é sua rentabilidade? Como é seu sistema de tributação?

Leia nosso conteúdo até o fim e confira todas as respostas para essas perguntas e muito mais!

O que são fundos de ações?

Os fundos de ações são produtos financeiros cujo objetivo é montar uma carteira de investimentos com posições majoritárias de pelo menos 66% em ações ou em outros ativos relacionados, como ETFs (também conhecidos como fundos de índices), BDRs (recibos brasileiros que espelham ações estrangeiras na B3) e outras opções. 

O outro terço da carteira pode ser investido em ativos financeiros diversos

Nessa modalidade de investimento, o investidor delega a estratégia de aportes para um especialista do mercado financeiro. 

Sendo assim, o interessado em adquirir cotas de um fundo deve assinar um termo de adesão e ciência de risco. Nesse documento, é preciso estar explícito os possíveis prejuízos da aplicação, assim como deve-se deixar clara a estratégia e como os aportes serão divididos.

Geralmente, há uma orientação para que a distribuição dos aportes não ultrapasse a marca de 20% da carteira em títulos de uma mesma instituição emissora. Entretanto, a depender do regulamento do fundo, esse percentual pode ser flexibilizado e essa mudança deve estar expressa no termo de adesão e ciência de risco.

Todo o patrimônio dos fundos de ações é composto pelo capital aplicado pelos cotistas. Logo, naturalmente, quanto maior for o valor do aporte, maior será a rentabilidade desses investidores na repartição dos rendimentos.

Contudo, se a performance do fundo acarretar em prejuízo, quem possui mais cotas arca com as maiores perdas.

>>> Confira esse conteúdo especial do canal Investimento às Claras e veja tudo que você precisa saber antes de investir em renda variável:

Quais são os tipos de fundos de investimento em ações?

Os fundos de investimentos em ações são tipificados de acordo com a sua estratégia e os tipos de ativos que compõem seu portfólio. Diante disso, selecionamos quatro tipos bem populares entre os investidores para que você os conheça melhor e descubra algum que lhe agrade mais.

Confira!

Fundos Setoriais

Fundos setoriais são aqueles cujos ativos que compõem seu portfólio reúne ações de empresas que atuam no mesmo setor da bolsa de valores.

Por exemplo, ações de emissoras como Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco pertencem ao setor bancário e podem compor o mesmo fundo. E assim acontece com o setor energético, varejo, indústria, seguradoras e por aí vai.

A escolha dos setores e segmentos que irão compor o fundo devem estar expressas para que o investidor possa consultar antes de adquirir uma cota.

Fundos Internacionais

Qualquer um dos fundos de ações podem aplicar seu patrimônio em ativos estrangeiros para compor parte do seu portfólio. Entretanto, para aqueles que têm mais de 40% da sua carteira em títulos fora do Brasil, eles precisam estar sob a inscrição “Investimentos no Exterior”.

Eles são uma ótima alternativa para quem quer diversificar sua carteira de investimentos para fora do país e, em suma, seu funcionamento é rigorosamente igual aos outros fundos de ações. 

Por fim, como são internacionais, essa tipificação tende a valorizar e desvalorizar de acordo com outras variáveis e indicadores macroeconômicos diferentes da que afetam o mercado nacional. 

>>> Confira no vídeo abaixo como os fatores macroeconômicos podem afetar rentabilidade dos seus investimentos:

Fundos de Small Caps

Small caps é uma abreviação de “small capitalization” (baixa capitalização, em tradução livre). Como o próprio nome indica, esse termo representa um conjunto de companhias com ações listadas na bolsa de valores, porém com baixo volume de capital investido.

Diante dessas circunstâncias, eles são ativos ainda imprevisíveis, porém com bom potencial de crescimento, baixo valor de mercado e liquidez reduzida.

Portanto, os fundos de ações de small caps possuem majoritariamente ativos emitidos por esses tipos de companhias. De maneira geral, a proporção do portfólio fica em 85% para small caps e o restante é voltado para companhias com maior capitalização e liquidez.

Em virtude das suas características já citadas, esse segmento de fundo possui uma alta volatilidade em comparação a outras opções. 

Fundos de dividendos

Esses fundos de ações são voltados majoritariamente para empresas com bom histórico de pagamento de dividendos aos seus acionistas.

E o que são dividendos? Eles consistem em pagamentos periódicos aos investidores derivados da divisão de lucros que uma companhia teve em um determinado período. 

Dessa forma, esses valores consistem em percentuais multiplicados no valor de uma unidade de ação. Portanto, quanto mais papéis o investidor possui, maior serão os proventos recebidos.

Como o pagamento de dividendos abrange empresas de diversos setores da bolsa, esse tipo de fundo de investimento é uma ótima opção para portfólios bem diversificados.

Como funciona a tributação de fundos de ações?

E a tributação de fundos de ações? Dois impostos incidem sobre os rendimentos conquistados: o Imposto de Renda e o Imposto sobre Operações Financeira (IOF).

O IR recai sobre os lucros auferidos com a rentabilidade de seu capital. Isso é, se um fundo rendeu 20% durante o período de um ano, a alíquota de 10% vai incidir exatamente sobre esse valor.

Diferentemente de fundos de renda fixa e multimercados, em que há incidência semestral do IR, nos fundos de ações isso ocorre somente no momento que o investidor faz o resgate de seus rendimentos.

Já o IOF, assim como acontece, por exemplo, em CDBs, só incide se o valor investido foi resgatado em um intervalo menor que um mês após o aporte inicial. O valor da alíquota pode variar bastante de fundo para fundo.

Qual a rentabilidade dos fundos de ações?

Como os fundos de ações são investimentos de renda variável, não é possível saber de antemão quanto seu dinheiro irá render até o momento do seu resgate. Afinal, existem diversos fatores que impactam nos valores das ações e nos principais índices de mercado.

Entretanto, um bom parâmetro para avaliar a rentabilidade dos fundos é por meio do índice IBovespa, em caso de um portfólio majoritariamente composto de ações nacionais, ou o S&P 500 e Dow Jones, caso ele seja de Investimentos no Exterior.

O fato é que essa modalidade, como qualquer investimento de renda variável, está suscetível a intensa volatilidade e mudanças bruscas de preços. Portanto, é importante desde já que o interessado em adquirir esse produto tenha um perfil de investidor entre moderado e arrojado.

Afinal, quem busca por maiores rentabilidades, também está exposto a maior imprevisibilidade e variações.

Para se ter uma ideia, no ano de 2020, fundos como o Sharp Long Biased Advisory FIC FIA entregaram um retorno de 29,31%. Já o JGP Long Only FIC FIA teve 9,58% de rentabilidade. Ambos, curiosamente, tiveram uma performance bem acima do IBovespa, que teve uma queda de -9,44% no período. 

Vale a pena investir em fundos de ações?

Fundos de ações podem valer a pena ou não para você. Tudo depende do seu perfil de investidor, sua estratégia e o match entre esses dois fatores e as características do produto financeiro escolhido.

Entretanto, vamos presumir que você tenha um perfil que navega entre o moderado e arrojado e você deseja inserir títulos de renda variável na sua carteira.

No quesito tributário, por exemplo, investir em fundos de investimento de ações é mais interessante do que negociar ativos de forma independente na bolsa. Pois, enquanto no primeiro caso a cobrança do IR só ocorre no momento do resgate, no segundo o caso o fisco incide mensalmente.

Por outro lado, quando você aplica de forma autônoma e independente na bolsa de valores, você não fica sujeito a cobrança de taxas desagradáveis, como as taxas de administração e de performance. Esses valores diminuem o seu rendimento na hora do resgate.

>>> Quer saber quais fundos de investimento combinam mais com seu perfil de investidor? Saiba mais nesse vídeo do canal Investimento às Claras:


O fato é que, entre prós e contras, um pouco de conhecimento sobre educação financeira, o mercado de capital e sua estratégia de investimentos vai te orientar na hora H se vale a pena ou não introduzir esse produto em sua carteira. 

Portanto, se você quer ter o preparo necessário para escolher os melhores fundos de ações disponíveis no mercado, a Escola de Investimentos da Xpeed oferece os melhores cursos para te auxiliar nessa empreitada.

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