O que é CDB? Saiba como funciona esse investimento de renda fixa

Quem começa a investir em renda fixa tende a pesquisar sobre o que é CDB. Embora seu nome soe um pouco estranho, esse modelo de investimento é de fácil compreensão, sendo uma das primeiras opções para quem deseja trocar a tradicional Poupança.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o CDB é conhecido por sua alta rentabilidade, liquidez, baixo investimento, imposto de renda e custos. Além disso, o título também é oferecido por corretoras e, em muitos casos, envolve remunerações acima das encontradas em instituições financeiras.

Quer saber mais sobre o assunto? Ao longo deste artigo vamos explicar o que é CDB , como ele funciona, suas principais vantagens e para quem ele é recomendado. Boa leitura!

O que é CDB?

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa, geralmente emitido pelos bancos.

Para quem já compreende o esquema de investir em Tesouro Direto e em debêntures, facilmente assimilará o modelo dos CDBs, já que a lógica é a mesma.

Isso significa que quem compra CDBs empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Dessa forma, as instituições bancárias captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração (os juros) aos investidores.

Tais recursos vindos dos CDBs são usados por essas instituições para fornecer empréstimos a outras pessoas. Porém, cerca de um terço do valor total captado pelos bancos são obrigados a recolher como depósito compulsório junto ao Banco Central.

Essa obrigação serve justamente para que o governo consiga controlar o dinheiro em circulação na economia.

Como funciona o CDB?

Embora o CDB tenha características semelhantes a outros produtos de renda fixa, ele se destaca por cinco categorias:

1. Rentabilidade 

Um CDB, por exemplo, não possui rendimento específico e imutável, já que existem muitos tipos e cada um com aspecto particular. Veja quais são:

  • CDB prefixado: nesse caso, o investidor consegue calcular exatamente a remuneração em reais que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa de juros é definida e informada desde o momento da aplicação;
  • CDB pós-fixado: esse é o mais comum de CDB disponível no mercado. Aqui, o investidor sabe qual indicador servirá de referência para a rentabilidade do papel, mas não é possível ter certeza de qual será o retorno em reais, pois seguirá a dinâmica de variações do indicador;
  • CDB híbrido (ou atrelado à inflação): a remuneração desses papéis mescla as duas estruturas anteriores, ou seja, oferecem como retorno uma parcela prefixada (7% ao ano, por exemplo) e outra pós-fixada (variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo IGP-M).

2. Valor mínimo 

Ao investir em CDBs, as instituições financeiras podem fazer exigências, como determinar um valor mínimo de investimento. Essa aplicação inicial varia em função do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel.

Nos grandes bancos, você pode encontrar CDBs com valor a partir de R$500. Só que títulos desse tipo também disponibilizam remuneração menor, chegando a 80% do CDI (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo – retorno considerado baixo.

Já nas corretoras de valores e plataformas de investimento é mais fácil encontrar opções com valores mais atrativos.

3. Liquidez  

Para resgatar o dinheiro investido em um CDB, depende do fato de se o investimento trabalhar com liquidez diária e no vencimento.

“Como assim?”

Os CDBs são papéis com vencimento, o que significa que as condições acertadas na aplicação são garantidas até uma determinada data, quando o dinheiro volta para as mãos do investidor.

Mesmo com uma data de vencimento, muitos CDBs oferecem liquidez diária, ou seja, resgates a qualquer momento, mesmo antes do prazo final.

Por outro lado, esses investimentos passam a contar com liquidez diária após um certo prazo mínimo em que o dinheiro não pode ser resgatado – termo conhecido como “carência”.

Supomos que em um papel de liquidez diária com carência de seis meses, o resgate é permitido a qualquer momento depois que esse prazo for cumprido, isto é, após seis meses. Por outro lado, há também CDBs que preveem liquidez apenas no vencimento.

Isso significa dizer que o investidor não pode resgatar os recursos junto ao emissor antes do prazo final nas mesmas condições estabelecidas no momento da aplicação.

O ponto positivo, no entanto, fica por conta de esses papéis normalmente oferecerem uma remuneração melhor do que a dos CDBs com liquidez diária.

Dessa forma, temos CDBs com prazos de vencimento bem distintos:

  • papéis de curto prazo, resgatados a partir de seis meses ou um ano;
  • papéis de longo prazo, com vencimento a partir de dois anos, podendo chegar a cinco ou mais.

4. Custos 

Os CDBs não envolvem a cobrança de taxa de administração, mas em algumas corretoras pode haver taxa de corretagem ou de custódia para negociar esses papéis

De qualquer modo, muitas corretoras já isentam os investidores desses custos.

Aliás, vale lembrar que cada corretora estabelece uma margem específica de ganho sobre o valor ‘de fábrica’ do CDB.

Isso quer dizer que um mesmo CDB emitido pela mesma instituição financeira, com vencimento em um prazo igual, pode apresentar rentabilidade diferente, dependendo da plataforma de investimento.

Assim, em algumas, a rentabilidade pode ser maior do que em outras, e isso se reflete na final recebida pelo investidor.

5. Imposto de Renda

A tributação dos CDBs segue o padrão dos investimentos de renda fixa, com o investidor pagando Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva. Portanto, as alíquotas diminuem conforme o tempo que a aplicação é mantida.

Em relação à taxa, ela varia entre 22,5% sobre a rentabilidade para investimentos de até seis meses, e 15% sobre a rentabilidade para investimentos mantidos por mais de dois anos.

Além disso, há a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas só incide sobre as aplicações resgatadas em menos de 30 dias.

Nessas situações, a alíquota pode variar entre 96% e 3% da rentabilidade – o IOF também diminui com o tempo do investimento.

>>> Leia também: Entenda o que é rentabilidade, seus tipos e modelo de cálculo.

Vantagens e riscos dos CDBs

Um dos pontos positivos desse investimento é o fato de ser simples e popular, já que facilita a aplicação de dinheiro.

Praticamente todos os bancos oferecem pelo menos uma opção aos clientes e, para aplicar, basta transferir o dinheiro da conta corrente ao CDB.

Não só nos bancos, bem como nas corretoras e plataformas de investimentos, há uma boa variedade de alternativas disponíveis.

Outra vantagem está no aspecto de os CDBs serem cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), uma espécie de “seguro” que devolve até R$250 mil do valor aplicado pelo investidor, no caso de a instituição financeira quebrar.

No entanto, vale ressaltar que essa garantia é calculada por CPF e por instituição, mas não por produto, por exemplo.

“O que isso quer dizer?”

Que se o investidor tiver além de CDBs de um banco, dinheiro na conta corrente e na poupança, também será levado em conta. Assim, se a instituição quebrar, o limite para a devolução dos recursos pelo FGC acrescentará essas aplicações.

Mais um ponto positivo se dá nas muitas opções de CDBs com liquidez diária, fator importante principalmente para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento. Mesmo assim, nem sempre tais papéis apresentam remuneração interessante.

De qualquer forma, o principal risco dessa modalidade é o de crédito, já que caso a instituição financeira que emite o papel quebre, a mesma pode te deixar sem receber a remuneração devida.

Por isso, vale muito investigar sobre o prestígio e a consistência financeira da organização antes de aplicar em um CDB.

Aliás, fica um alerta: quanto maior o risco de crédito de um emissor, maior tende a ser a remuneração oferecida nos papéis que lança.

Ou seja, um CDB com promessa de rentabilidade muito mais alta que os outros merece ser avaliado com critério.

Quer ficar mais por dentro dos CDBs? Assista ao vídeo e saiba tudo sobre títulos de renda fixa:

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