Onde investir com a Selic baixa? 5 oportunidades para aplicar

Que tal descobrir uma forma efetiva de aplicar recursos, mesmo quando os ventos não parecem muito favoráveis? No post de hoje, listamos cinco oportunidades para escolher onde investir com a Selic baixa. Afinal, é possível ajustar as velas para alocar os ativos com eficiência, garantindo retornos positivos em diversos momentos do mercado financeiro.

E, muito além de mostrar onde investir com a Selic baixa, este artigo tem o propósito de ampliar os horizontes. Isso porque você não precisa se limitar aos títulos de renda fixa, uma vez que pode diversificar o portfólio ao incluir alguns ativos de renda variável. E, se você já pensou na possibilidade, mas ainda não tem informações suficientes, não se preocupe. 

Para te ajudar nessa missão, a especialista de alocação, Clara Sodré, preparou um vídeo com insights preciosos. Como professora da escola de investimentos da XP Inc, a Xpeed School, ela explica de um jeito bem prático tudo o que você precisa saber para entrar no mercado acionário com o pé direito. E, claro, investindo com segurança e assertividade.  

Como saber onde investir com a Selic baixa?

Se você quer proteger seu patrimônio das tempestades trazidas pela inflação, é vital se cercar de conhecimento. Portanto, listamos três pontos-chave que contextualizam esse cenário desafiador, antes de entrar nas opções para saber onde investir com a Selic baixa.

Qual é o impacto da queda da taxa Selic?

Primeiramente, vale lembrar que a Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Sendo assim, partimos do princípio que ela norteia todas as outras taxas do país, certo? Então, seus altos e baixos influenciam o mercado como um todo.

Nesse ponto, falaremos sobre o que acontece quando a Selic está em níveis mais baixos. Para quem costuma investir na renda fixa, a remuneração não é tão atrativa quanto nas épocas de juros altos.

Por outro lado, a diversificação da carteira com ativos de renda variável tende a trazer boas oportunidades. Para exemplificar, o InfoMoney diz que a Selic baixa contribui para aumentar o consumo, o que melhora os resultados das empresas listadas na Bolsa de Valores. 

Na queda da Selic, “as ações dessas companhias tendem a distribuir mais dividendos e também a se valorizar”. Porém, se a Selic aumenta, “a atividade econômica em geral acaba arrefecendo”, o que também reduz os resultados das organizações de capital aberto.

Como descobrir a taxa Selic atualmente?

O patamar atual da Selic é disponibilizado no site do Banco Central, após a reunião do Copom. Isso porque o Comitê de Política Monetária decide sobre a alteração da taxa básica de juros, com foco em manter a inflação sob controle e garantir a estabilidade dos preços. 

>>> Leia mais em: Como descobrir a taxa Selic? 4 dicas para usar a seu favor  

Quais indicadores de mercado devem ser acompanhados?

Antes de saber onde investir com a Selic baixa, é importante conhecer os fatores que impactam nesse retorno. Para exemplificar, existem alguns investimentos que são indexados à inflação, como os títulos de renda fixa pós-fixados. 

O Tesouro IPCA+, do Tesouro Direto, é um ativo que acompanha as variações da inflação. E, como o próprio nome já diz, está vinculado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Mas o que isso significa na prática?

Em linhas gerais, esse título pode contribuir para manter o poder de compra do dinheiro. Afinal, o fluxo de remuneração se baseia no IPCA somado a uma taxa fixa. Por exemplo: IPCA + 5% ao ano, o que costuma ser mais vantajoso nas estratégias de longo prazo. 

A propósito, veja uma simulação feita no site do Tesouro Direto:

Onde investir com a Selic baixa - simulação Tesouro IPCA+ 2035 x Poupança

Nesse caso, a aplicação de R$ 5.000 no Tesouro IPCA, por dez anos, tem rentabilidade 31,3% maior do que a da Poupança.

E, para aprofundar seu conhecimento sobre esse cenário macroeconômico, que tal fazer um curso online? Dessa maneira, será muito mais fácil acompanhar as tendências do mercado, a fim de tomar decisões financeiras assertivas.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Xpeed School.

Onde investir com a Selic baixa? 5 opções 

A seguir, listamos cinco alternativas para que você possa escolher onde investir com a Selic baixa. Mas lembre-se de que é essencial traçar uma estratégia assertiva, de acordo com seus objetivos e o perfil de investidor, ok?

1. Fundos de Ações

Aqui, estamos falando de aplicações feitas em conjunto por investidores que adquirem cotas de um Fundo de Ações. Logo, os recursos dos cotistas são reunidos para aplicar na Bolsa de Valores, sem precisar operar diretamente no pregão – período diário destinado à negociação de ações e outros ativos.

Esse pode ser o primeiro passo para quem está começando no mercado acionário. No caso, há um gestor especializado que administra a alocação dos ativos, buscando a melhor relação entre risco e retorno.

De modo geral, os Fundos de Ações tendem a ser compatíveis com metas de longo prazo, devido à alta volatilidade. Para compensar o risco, a expectativa de rentabilidade costuma ser bastante atrativa.

Saiba mais sobre os Fundos de Investimentos neste vídeo:

2. Tesouro Prefixado

Além do Tesouro IPCA+ que já citamos, existe outra opção do Tesouro Direto para escolher onde investir com a Selic baixa. Essa outra opção é o Tesouro Prefixado, aquele em que o investidor sabe previamente qual será a taxa de remuneração.

Para quem tem objetivos de médio prazo, essa pode ser uma opção interessante. Segundo a matéria do UOL, que entrevistou o consultor Alexandre Amorim, “os títulos públicos prefixados ganham competitividade” se o dinheiro ficar aplicado por mais tempo.

Por sinal, lembre-se de fazer o possível para manter o título aplicado até a data de vencimento. Assim, você terá acesso à remuneração contratada, além de economizar no Imposto de Renda (IR). 

3. ETFs

Por sua vez, os Exchange Traded Funds (ETFs) são grupos de ações que “replicam” a performance de um determinado índice. Como exemplo, você pode comprar um título baseado no Ibovespa, que acompanha o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo.

Nos ETFs, o gestor visa ajustar a carteira de modo que ela se aproxime das oscilações do índice escolhido. E isso vale tanto para a valorização, quanto para a desvalorização dos ativos. 

Para analisar se vale a pena investir em ETF, confira um vídeo do nosso canal:

4. Fundos Imobiliários

Já os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) são um “condomínio” de investimentos focado no mercado imobiliário. Ao se tornar um cotista, você terá o suporte de um gestor especializado na alocação de ativos, bem como a isenção de IR no recebimento do aluguel. Além disso, contará com mais liquidez (em comparação ao que teria na venda de um imóvel).

Entre os FIIs, você poderá aplicar seus recursos em fundos de:

  • renda ou tijolo: investimento em ativos reais, como os prédios que pagam aluguéis;
  • recebíveis: papéis específicos do mercado, como Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • híbridos: unem os títulos recebíveis com os aportes feitos diretamente nos imóveis.

Se você tem interesse nos FIIs, esse vídeo tem os cinco passos para começar a investir:

5. Debêntures

Por fim, as Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas, sejam elas de capital aberto ou não. Para as Debêntures incentivadas, você terá a alíquota zero do Imposto de Renda, pois vai investir em setores estratégicos da economia. 

Nesse sentido, não deixe de pesquisar a credibilidade do emissor do título, para mitigar o risco de crédito. No fim das contas, esses títulos não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).   

>>> Entenda tudo sobre Debêntures: significado, tipos, vantagens e como escolher

Depois de ler o post, você já tem as informações necessárias para saber onde investir com a Selic baixa. Para tal, não deixe de traçar uma estratégia de investimento, contando com o apoio dos conteúdos do nosso blog.

E até a próxima!

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