Tree Testing: o que é e como usá-lo para melhorar a experiência do seu cliente

Saiba como esse método contribui na construção de sites e aplicativos e gera efeitos positivos aos clientes.

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Na imagem, uma mulher desenhando a interface de um aplicativo

Já imaginou criar um lindo site para a sua empresa, e mesmo assim ele não receber cliques ou contatos? Parece improvável, mas esse é um problema muitas vezes enfrentado por quem esquece do cliente na hora de um lançamento ou ajuste. Afinal, beleza não é suficiente, é o site precisa ter funcionalidade, e, uma maneira de se chegar nisso é a partir do uso de métodos como o Tree Testing.

Garantir que a arquitetura de um site ou aplicativo está intuitiva para o usuário é um processo importante na construção de um produto. É por isso que essa estratégia é frequentemente usado no contexto de UX Research. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura deste artigo e conheça 5 passos de como aplicá-lo em seu negócio.

O que é Tree Testing?

Em tradução para o português, Tree Testing significa teste da árvore. Para responder o porquê ele recebe esse nome, pense em uma árvore. Independentemente de qual tenha imaginado, certamente ela não foge à regra: tem um tronco principal, que se distribui formando outros pequenos troncos e galhos com flores e plantas. Certo?

A estrutura de um site ou aplicativo funciona da mesma maneira. Nele, há uma página principal (tronco), dividida em áreas menores e específicas (pequenos troncos e galhos).

Pensando no site de um hotel, por exemplo, você observará as informações principais sobre o local na página inicial. Já para ver detalhes sobre acomodações, áreas de lazer ou gastronomia, será preciso navegar pelas páginas internas. Esse processo é feito por meio dos menus e submenus.

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O Tree Testing é o método usado por pesquisadores justamente para entender se a organização do site — em especial, dos menus — faz sentido para os usuários. Para isso, esses usuários são convidados a executarem tarefas específicas no site/app.

< Leia mais: O que e como mapear a jornada do cliente? />

Quando esse método deve ser utilizado?

Considerando que o objetivo do Tree Testing é validar a estrutura de um site ou aplicativo a partir da experiência dos usuários, é importante que ele seja utilizado durante a construção desse produto. Assim, possíveis erros ou dificuldades podem ser mapeados pela UX Research e previamente corrigidos, reduzindo as chances de problemas de navegação.

Mas não pense que esse método só funciona nessas situações. Sempre que um site/aplicativo é repaginado e inclui a alteração/inclusão de novos menus, categorias ou nomenclaturas, é preciso refazer o teste. Essa é uma maneira segura de garantir o entendimento do público e uma boa performance para o canal.

Por que utilizar o Tree Testing?

É comum pensar que testes são necessários apenas em situações que colocam em risco a segurança das pessoas. É o caso de construções, automóveis e alimentos. No entanto, a verdade é que independentemente do tipo de produto, os testes devem acontecer, ainda que de maneiras e com propósitos diferentes.

É claro que falando de um site ou aplicativo, a segurança física não é uma ameaça. Ainda assim, é preciso se lembrar de que esses, muitas vezes, são os únicos canais entre um cliente e uma empresa. Por isso, eles devem ser capazes de comunicar adequadamente.

Quem tem um site de supermercado, por exemplo, trabalha com uma grande diversidade de produtos. E para que isso não seja um problema, é preciso ter uma estrutura bastante clara. Ninguém vê papel higiênico e iogurte na mesma gôndola, certo? Isso também não deve acontecer online.

O Tree Testing é a resposta para que os clientes possam encontrar o que buscam em um site, evitando frustrações e até mesmo desistências.

Qual a diferença entre Tree Testing x Card Sorting?

Antes de explicar a diferença sobre Tree Testing e Card Sorting, é preciso explicar o que é Card Sorting.

Você já navegou pelo menu da Netflix em busca de um filme e se surpreendeu com a quantidade de categorias disponíveis? Se antes as opções cinematográficas eram encontradas a partir de nomes como “comédia”, “drama” e “terror”, hoje elas se transformaram em nomes como  “dramas baseados na vida real”, “filmes sobre beisebol” e “romances de natal”.

Para chegar nessa estrutura, foi preciso muita pesquisa, em especial com o usuário. O trabalho de Card Sorting é justamente esse: entender um usuário, como ele faz organizações e associações mentais.

Imagine que você planeja criar um e-commerce de carros, mas não sabe como organizar os tipos de veículos nos menus e categorias. No Card Sorting, o usuário recebe o nome dos automóveis em pequenos cartões, sendo convidado a organizá-los da maneira como lhe fizer sentido, atribuindo nome aos grupos formados.

Exemplo:

  • Carros: Fiat Uno, BMW Série 3, ix35, Chevrolet Opala SS;
  • Separação do usuário 1: FIAT, BMW, Hyundai, Chevrolet;
  • Separação do usuário 2: Populares, Luxuosos, Clássicos;
  • Separação do usuário 3: SUV, Sedã, Esportivo.

Repare que nenhuma das separações está incorreta, elas apenas representam a maneira como cada usuário organiza as informações em sua cabeça.

Talvez você esteja em dúvida sobre a diferença entre Card Sorting e Tree Testing, já que ambas falam sobre estruturas e categorizações. Entretanto, a diferença está no detalhe do processo.

Enquanto o Card Sorting organiza o conteúdo para serem definidas as categorias de um site ou aplicativo, o Tree Testing testa essas ordenações. Assim, esses métodos funcionam de maneira complementar.

Passo a passo de como fazer o Tree Testing

Agora que você entendeu não só o que é o Tree Testing, mas também a sua importância, é hora de aprender os principais passos desse método.

Estabeleça os objetivos

Assim como em qualquer projeto, o primeiro passo para fazer um Tree Testing é ter clareza sobre os objetivos a serem alcançados. Neste caso, a ideia é entender algumas questões, entre elas:

  • O que você quer criar, mudar ou melhorar?
  • Quem será o alvo do teste? Por qual motivo?

Defina uma árvore

A maneira como a sua árvore de teste será criada e conduzida dependerá de você. É possível começá-la do zero ou importar um arquivo. Alguns editores também permitem o carregamento de árvores de sites já existentes. Assim, fica mais fácil identificar a situação atual e mapear o que será ajustado.

Crie tarefas e um cenário

Como você já sabe, o método de Tree Testing se baseia em tarefas a serem executadas pelos usuários. Por isso, você precisa saber previamente qual situação irá criar para eles, e o que deverão fazer a partir dela.

Recrute entrevistados

Com os objetivos mapeados, é o momento de selecionar os usuários de seu teste. Tenha em mente que cada pessoa tem um tipo de bagagem e linha de raciocínio. Por isso, é importante ter um bom volume de pessoas reunidas, para poder coletar insumos suficientes.

Analise os dados

Após o encontro, você deve consolidar todos os dados a fim de obter respostas. Existem ferramentas que geram gráficos a partir deles, permitindo ver com clareza quais pontos precisam ser corrigidos ou as oportunidades existentes.

Existem três informações que devem ser obtidas a partir das análises:

  1. Taxa de velocidade: tempo levado pelos usuários para concluir a tarefa dada;
  2. Taxa de sucesso: quantidade de usuários que finalizaram a tarefa (%);
  3. Taxa directness: quantidade de usuários que finalizaram a tarefa logo na primeira tentativa.

Qual a importância do Tree Testing em UX?

Basicamente, se um usuário não consegue encontrar o que precisa num site, sua experiência não é satisfatória. E isso pode causar prejuízos incalculáveis para uma empresa.

O Tree Testing é um método fundamental no contexto de User Experience. Com ele é possível antecipar soluções a partir da ótica do próprio cliente.

Você pode aprender mais sobre isso no bootcamp Experiência do Cliente. Com ele, você será capaz de dominar as metodologias e ferramentas necessárias para conectar as necessidades do seu negócio as dos clientes.

Esse bootcamp conta com quatro módulos:

  • Módulo 1: Introdução e fundamentos — a era da experiência do cliente;
  • Módulo 2: Customer Experience — da ideação à operação & indicadores de CX;
  • Módulo 3: estratégia, estrutura e ferramentas de CX;
  • Módulo 4: Metodologias contemporâneas e complementares para CX.

Para saber mais detalhe, acesse a página do curso clicando aqui. Lembrando que os bootmcaps da XP Educação são um benefício da assinatura Multi+, uma plataforma que dá acesso a um ecossistema digital de aprendizado contínuo.