Títulos de renda fixa mais populares: quais são os principais tipos?

Se você quer começar a investir, provavelmente se deparou com uma série de nomenclaturas do mercado financeiro que podem ser desconhecidas. Entre elas, estão os títulos de renda fixa mais populares.

Mas, afinal, o que é título de renda fixa? Essa é uma classe de investimentos considerada mais segura, previsível e estável. 

Por muitos anos, esses tipos de títulos da renda fixa foram muito procurados porque os seus altos juros asseguram um bom retorno. E, agora, com a quinta alta consecutiva da Selic, passa a ser uma opção interessante para quem está começando.

Quer saber mais sobre o que é e quais os títulos de renda fixa mais populares? Continue a leitura!

O que é título de renda fixa e como funciona?

Como falamos, a renda fixa é uma modalidade de investimento que apresenta rentabilidade previsível. Isso significa que o cálculo do retorno a ser obtido é conhecido desde o momento da aplicação.

Por conta disso, é um dos principais investimentos para iniciantes que possuem o perfil de investidor conservador e moderado, assim como para quem ainda está construindo o seu patrimônio

Independentemente do tipo de título de renda fixo escolhido, eles funcionam como uma espécie de empréstimo, que pode ser feito para o governo federal, instituições financeiras, setores específicos ou empresas.

Tudo isso depende de onde você decidir investir – mas falaremos mais sobre isso. O importante é entender que a sua rentabilidade (ou seja, o retorno financeiro que você terá) é em cima das taxas de juros desse “empréstimo”.

Para entender se vale a pena ou não investir nos títulos de renda fixa mais populares, devemos pensar nos principais indicadores de rendimento. O ideal é entender o comportamento de cada um deles e ficar atento para aqueles que fazem mais sentido para sua carteira de investimentos.

Sendo assim, os indicadores de referência para a renda fixa são:

  • Selic: é a taxa básica de juros da economia brasileira. É uma referência para nortear as outras taxas da economia, além de ser uma ferramenta utilizada para controle da inflação; 
  • CDI: o Certificado de Depósito Interbancário é um título de curto prazo emitido pelos bancos entre si. Esse é um indicador que tem como objetivo a regulação do sistema financeiro e normalmente tem os números próximos ao da Selic;
  • TR: a Taxa Referencial corrige o rendimento da poupança, sendo calculada por meio das médias das taxas dos CDBs prefixados. Entretanto, a TR se mantém a zero desde 2017.

Agora que você já conhece os indicadores de referência relevantes para os títulos de renda fixa mais populares, é o momento de entender os seus tipos. Confira a seguir!

Quais são os tipos de títulos de renda fixa?

Com os tipos de títulos de renda fixa, conseguimos ter uma ideia melhor sobre como funciona a rentabilidade nessas aplicações. Basicamente, contamos com três regras: prefixada, pós-fixada e híbrida.

Os papéis prefixados são os que possuem o retorno do investimento totalmente definido no momento da compra. Ou seja, é o tipo mais previsível e seguro de aplicação, mesmo dentro da renda fixa.

Já o rendimento dos títulos pós-fixados está relacionado a outros indicadores, como a Selic ou com o CDI. Isso significa que o valor a ser recebido não é totalmente estabelecido na compra, mas varia de acordo com o indicador determinado.

Por fim, como o próprio nome sugere, os papéis híbridos correspondem ao encontro das duas regras anteriores: há uma taxa fixa (prefixada) mais a variação da inflação. 

Esses três tipos podem ser encontrados nos diferentes títulos de renda fixa, como veremos a seguir. 

Quais são os títulos de renda fixa mais populares?

1. Poupança 

Apesar da poupança ser um dos títulos de renda fixa mais populares e tradicionais do Brasil, isso não significa que é a melhor escolha deixar o seu dinheiro parado ali. 

Isso porque representa um dos piores investimentos da renda fixa, com baixo retorno financeiro, normalmente com um rendimento similar ou inferior à inflação.

>>> Se quiser saber mais sobre este assunto, confira o conteúdo – Poupança: por que não é mais um bom investimento?

Já as próximas opções de títulos de renda fixa costumam ser mais vantajosas. 

2. Títulos Públicos

Os investimentos no Tesouro Direto funcionam como empréstimos ao Governo Federal para o financiamento de projetos variados nas áreas de saúde, educação, segurança, entre outras.

É considerado um dos tipos de título de renda fixa mais seguros, pois possui a proteção do Tesouro Nacional. Além disso, como mostramos, há três tipos de papéis disponíveis para aplicação:

  • Tesouro prefixado: apesar de não ser uma opção tão popular quanto as próximas, corresponde ao título prefixado, em que é estipulado um retorno no momento da compra, de acordo com o valor investido e o prazo;
  • Tesouro Selic: está relacionada ao título pós-fixado e é a opção mais popular, normalmente entregando um retorno maior que o da poupança;
  • Tesouro IPCA+: este é o título híbrido, ou seja, além de uma taxa de juros fixa, também acompanha considera o indicador da inflação do país.

Em qualquer uma dessas alternativas, os rendimentos obtidos são tributados do Imposto de Renda, seguindo a tabela regressiva (de 22,5% a 15%), ou seja, quanto mais tempo durar a aplicação, menor será o imposto.

>>> Leia também: Warrant: o que é, como funciona, emissão, negociação e mais!

3. CDBs

Os Certificados de Depósitos Bancários atuam de forma similar aos títulos públicos, com a diferença de serem emitidos para instituições privadas (no caso, os bancos). Os títulos mais comuns no caso dos CDBs são os pós-fixados, em que o indicador de referência é a taxa do CDI. 

Além disso, cada banco possui suas próprias regras relacionadas aos juros, rendimentos e prazos das aplicações, mas contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). 

Assim como no caso dos títulos públicos, o CDB segue as mesmas regras de tributação do Imposto de Renda.

4. LCI e LCA

Apesar dos títulos de renda fixa LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) não serem tão populares quanto os anteriores, merecem destaque por conta de suas vantagens.

Elas possuem um funcionamento parecido ao CDB, em que os empréstimos são realizados às instituições financeiras. Entretanto, são restritos apenas às atividades ligadas a algum dos dois setores (agronegócio ou imobiliário).

Assim como nos casos anteriores, a rentabilidade varia de acordo com os títulos, podendo ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. 

Entretanto, como uma de suas principais vantagens, temos a não tributação sobre os rendimentos. Isso significa que, como não há a incidência de impostos, é possível potencializar o investimento. 

Quer saber mais sobre como funciona a LCI e LCA? Confira este vídeo:

5. Debêntures

As debêntures são títulos de créditos emitidos por empresas privadas e de capital aberto com o objetivo de captar recursos financeiros. Assim como os títulos públicos e CDB, representam um empréstimo, em que o rendimento é recebido de acordo com os juros e tempo da aplicação.

Diferente das outras aplicações, as debêntures não são cobertas pelo FGC. Além disso, devem ser declaradas no Imposto de Renda, com alíquotas variando entre 22,5% a 15%. 

Há uma exceção apenas nos casos das debêntures incentivadas: por serem consideradas grandes obras de infraestrutura para o país, são isentas de tributação. 

6. CRI e CRA

Os CRI (Certificado de Recebíveis Mobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são papéis de renda fixa distintos, mas que possuem características em comum, sendo produtos financeiros um pouco mais complexos.

Isso porque, diferente das LCIs e LCAs, os títulos não são emitidos por instituições financeiras, mas sim por securitizadoras, o que acaba aumentando um pouco o risco, sendo mais indicada para os perfis moderados e até mesmo arrojados.

Uma das vantagens da compra de títulos de CRI e CRA é que eles não possuem incidência sobre o Imposto de Renda. Entretanto, diferente das Letras de Crédito, não possuem cobertura do FGC.

>>> Saiba mais: CRI e CRA: o que são e como operam

Como escolher onde investir?

Agora que você já conhece os títulos de renda fixa mais populares, sabe identificar os principais tipos de investimento e entende um pouco mais sobre os principais indicadores de referência, deve estar se perguntando: qual é o melhor?

A verdade é que, tanto nas aplicações de renda fixa quanto de renda variável, o ideal é sempre diversificar os seus investimentos. Ou seja, ao invés de colocar todo o dinheiro em apenas um título, alocar em mais de um traz mais segurança aos rendimentos.

Além disso, tudo depende do seu perfil de investidor, o seu apetite a riscos e, até mesmo, os prazos em que deseja recuperar os seus ganhos. A verdade é que esse conteúdo é apenas o primeiro passo para começar a investir em renda fixa ou variável.

Aqui na Xpeed temos diferentes opções de artigos, vídeos e cursos para que você continue aprofundando os seus conhecimentos ainda mais e sinta-se preparado para iniciar os seus investimentos.

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