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O que é um título financeiro? Compare 3 públicos e 4 privados

Quer aplicar recursos com segurança, mas ainda não sabe por onde começar? Neste post, explicaremos o que é um título financeiro, com sete exemplos. Afinal, é importante conhecer as características de cada aplicação para ponderar sobre o custo-benefício.

Mas, antes de abordar o que é um título financeiro, vale lembrar que eles se dividem em dois tipos. Primeiramente, falaremos dos que são emitidos pelo governo e, depois, pela iniciativa privada. Então, siga conosco para descobrir as diferenças entre os ativos. 

Mas, afinal, o que é um título financeiro?

Quando falamos sobre “o que é um título financeiro”, o primeiro passo é considerar as classes de ativos. Para começar, uma dúvida comum é a diferença entre os conceitos de ações e títulos, uma vez que eles são de segmentos distintos.

As ações pertencem à renda variável, sendo que seu retorno varia conforme diversos fatores. Já os títulos são de renda fixa, em que o fluxo de remuneração é conhecido no momento da aplicação, sejam eles públicos ou privados. 

E, como o post é focado em esclarecer o que é um título financeiro, daqui em diante abordaremos apenas a renda fixa, ok? Mas, antes de prosseguir, vale abrir um parêntese para indicar uma imersão no segmento. 

Na Faculdade XP School, temos o curso online “Renda fixa: ganhos com baixo risco”. Assim, pode-se  conhecer os investimentos em que as regras de remuneração são definidas no ato da contratação. 

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

Na prática, o que é um título financeiro?

Títulos financeiros são ativos de renda fixa, que podem ser emitidos por governos ou pela iniciativa privada. É como se o investidor “emprestasse” dinheiro para que o emissor do título possa captar recursos e, assim, desempenhar suas atividades.

Em troca do “empréstimo”, o investidor recebe o retorno do capital investido, por meio de uma bonificação. Em geral, isso acontece com o pagamento de juros na data de vencimento do título e, em algumas situações, é possível receber os juros semestralmente.  

Quais são os tipos de títulos financeiros?

São dois tipos de títulos financeiros: públicos e privados, sobre os quais falaremos a seguir:

  • títulos públicos: são emitidos pelo Governo Federal, por intermédio do Tesouro Nacional. Essa é uma maneira de captar recursos que são destinados para custear a dívida pública e as atividades governamentais ligadas à saúde, educação e afins;
  • títulos privados: a emissão é feita por empresas, bancos e outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. Tais títulos de crédito também são usados para captação de recursos, a fim de financiar as atividades dos emissores.  

3 exemplos para entender o que é um título financeiro público

Listamos três exemplos de títulos públicos que integram o programa Tesouro Direto. Nesse caso, os investidores podem adquirir títulos com apenas R$ 30, levando em conta os fluxos de remuneração que são especificados no site governamental.

1. Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F)

A NTN-F é emitida para cobrir o déficit orçamentário, além de propiciar as operações de crédito do governo. Por ser um título do Tesouro Prefixado, a taxa de juros é informada na contratação e, portanto, não se altera até o vencimento final. 

Além disso, esse título público tem o diferencial do recebimento de juros semestrais. Segundo o portal do Tesouro Direto:

“O rendimento da aplicação é recebido pelo investidor ao longo do investimento, por meio do pagamento de juros semestrais (cupons de juros), e na data de vencimento do título, quando do resgate do valor de face (valor investido somado à rentabilidade) e pagamento do último cupom de juros. O fluxo de cupons semestrais de juros aumenta a liquidez, possibilitando reinvestimentos”.

O que é um título financeiro - remuneração Tesouro NTN-F

2. Letras Financeiras do Tesouro (LFT)

Assim como no item anterior, a LFT também é emitida para promover a cobertura do déficit das contas do governo. Em paralelo, ela poderá ser usada para possibilitar as operações de crédito, por meio da antecipação da receita orçamentária.

Esse título se enquadra no Tesouro Selic, visto que a rentabilidade é pós-fixada, com base na variação da taxa Selic. Aqui, o fluxo de remuneração é simples: ao fazer a aplicação, o investidor receberá o principal e os juros apenas na data de vencimento do título.

O que é um título financeiro - remuneração Tesouro LFT

3. Notas do Tesouro Nacional Série B com juros semestrais (NTN-B)

Para finalizar os exemplos de títulos públicos, vamos falar da NTN-B, que faz parte do Tesouro IPCA+. Esse é outro título que viabiliza a cobertura de déficit do orçamento, bem como as operações de crédito do governo, via antecipação da receita.

A taxa de juros é híbrida, sendo que uma parte dela é fixa (por exemplo: 5% ao ano) e a outra parte é atrelada à variação do IPCA. No caso, o fluxo de remuneração também prevê o pagamento de juros semestrais, seguindo a lógica que já mencionamos no primeiro item.

O que é um título financeiro - remuneração Tesouro NTN-F

4 exemplos para descobrir o que é um título financeiro privado

Agora, mostraremos quatro exemplos de títulos privados, que são emitidos por empresas e instituições financeiras. 

1. CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário, que é um título emitido por bancos e corretoras de valores. Além da rentabilidade atrativa, essa aplicação ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil para cada CPF. 

2. LCI e LCA

Em se tratando de LCI e LCA, estamos falando das Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio. Ambas são maneiras de financiar as atividades dos respectivos setores, com o diferencial de ter a isenção na declaração do Imposto de Renda (IR). 

3. Debêntures

As Debêntures representam títulos de crédito emitidos por empresas para captar recursos. São vários tipos de Debêntures, com destaque para as incentivadas, que têm alíquota zero no IR. Isso porque elas são voltadas para setores estratégicos, como energia e logística.

4. LC

Por fim, chegamos às Letras de Câmbio, que são emitidas por financeiras, ao invés de bancos. Esse retorno tende a ser superior aos outros produtos de renda fixa, além de dispor da proteção do FGC.  

Enfim, agora que você sabe o que é um título financeiro, que tal sair da poupança e aplicar em renda fixa? No vídeo a seguir, você confere um passo a passo para otimizar o retorno dos seus investimentos. Dê o play agora mesmo!

O que são indicadores econômicos? Vale a pena acompanhá-los?

Como saber se a situação econômica do país vai bem ou mal? Segundo a pesquisa do Datafolha, 69% dos brasileiros acreditam que a economia piorou. Para 39% deles, o cenário ficará mais sombrio nesse sentido nos próximos meses. Logo, é vital descobrir o que são indicadores econômicos para ponderar sobre as perspectivas para o futuro.  

Neste artigo, explicaremos os fatores-chave que afetam a economia nacional e, portanto, o nosso bolso. Afinal, tudo isso impacta no planejamento financeiro de curto, médio e longo prazo, seja para conquistar sonhos ou tirar projetos do papel. 

Basicamente, entender o que são indicadores econômicos é essencial para nortear as decisões. Por sinal, falaremos em específico sobre os reflexos no mundo dos investimentos. 

Então, siga a leitura para aprimorar a sua estratégia e, ao mesmo tempo, proteger o seu patrimônio! 

Mas, afinal, o que são indicadores econômicos?

Para entender o que são indicadores econômicos, é importante ter em mente que eles estão interligados. Ou seja, o desempenho de cada índice repercute nos outros, uma vez que fazem parte da mesma engrenagem. 

Logo mais, traremos exemplos que facilitam o entendimento sobre essa conexão. Mas, para adiantar, vamos considerar um exemplo de alguém que pretende operar na bolsa de valores. Isso porque os indicadores econômicos são a chave para investir melhor.

Esse mercado se baseia na lei da oferta e demanda. Isto é, as ações tendem a se valorizar se a economia der sinais positivos, como o crescimento do PIB. Porém, se eles  forem negativos, como o risco fiscal no teto de gastos do governo, tais ativos podem cair.

E, para mais detalhes sobre essa dinâmica, baixe o e-book gratuito: “Guia da bolsa para investidores”! 

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Na prática, o que são indicadores econômicos?

Indicadores econômicos são um compilado de dados que servem como um termômetro da economia. Eles são usados como uma referência para os governantes, empresários e investidores que buscam analisar o status da situação financeira.

E, quando falamos dos tipos de indicadores econômicos, é fundamental levar em conta as  duas vertentes. De um lado, temos o contexto amplo da macroeconomia, que diz respeito ao País como um todo. Do outro, há a análise da microeconomia, que é focada no comportamento financeiro de pessoas, empresas, grupos e setores, por exemplo. 

Por que os investidores precisam saber o que são indicadores econômicos?

Compreender o que são indicadores econômicos traz uma série de benefícios para os investidores, incluindo: 

  • optar pelas aplicações financeiras que protejam da inflação;
  • identificar mercados e novas oportunidades de investimentos;
  • diversificar a carteira com eficiência, mesclando renda fixa e variável;
  • prever as tendências de crises ou o cenário de aceleração da economia;
  • aprimorar a estratégia de investimento para tomar decisões assertivas.

10 exemplos de indicadores econômicos

Para começar, veja sete indicadores listados pela Anbima, com um conjunto de informações que refletem no mercado financeiro:

1. CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um título de curtíssimo prazo (um dia útil). Ele se baseia em  empréstimos feitos entre instituições financeiras para fechar o caixa no azul. No caso, ele é visto como um indicador porque revela os juros médios das operações entre bancos.

2. Dólar

Embora seja uma moeda dos Estados Unidos, o Dólar influencia o mercado mundial. Por exemplo, as importações e exportações são fortemente afetadas pelo referido indicador.

3. Euro

O que acontece na União Europeia, a chamada Zona do Euro, traz efeitos no mundo todo. Sendo assim, a moeda é outro indicador relevante para considerar na sua estratégia de investimento, sobretudo nas aplicações de renda variável

4. Ibovespa

Por sua vez, a sigla Ibovespa (ou simplesmente IBOV) significa Índice da Bolsa de Valores de São Paulo. É um espelho da performance das principais ações negociadas na B3, razão pela qual é uma referência importante para quem pretende operar nos pregões.

5. IBX

Já o IBX (Índice Brasil) mede o retorno de uma carteira teórica que tem as ações mais negociadas na B3. Para exemplificar, um investidor poderia optar por um Fundo de Ações IBX-50 ou IBX-100, sendo que a performance fica atrelada aos respectivos benchmarks. 

6. IGP-M

A sigla IGP-M significa Índice Geral de Preços – Mercado, que é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Trata-se de uma maneira abrangente de medir a variação de preços na economia, com base nas diferentes etapas da cadeia produtiva.

7. Selic

Por ser a taxa básica de juros, a Selic é um instrumento da política monetária para controlar a pressão inflacionária. Se ela aumenta ou diminui, as taxas de aplicações, empréstimos e financiamentos também seguem a mesma linha.

>>> Leia mais: como a taxa Selic controla a inflação?

Além da lista da Anbima, vale conferir mais três indicadores que retratam a situação econômica: 

8. PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) mostra o fluxo de novos bens e serviços finais da região (país, estado ou cidade). Ele não é a soma da riqueza existente, mas ajuda a entender o aumento de produção, bem como a demanda por empregos, ações e investimentos.

>>> Saiba mais sobre a importância do PIB na economia brasileira

9. IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é tido como o índice oficial da inflação. Para resumir, ele mede as consequências da variação dos preços no poder de compra das famílias brasileiras, conforme um determinado conjunto de produtos e serviços.

10. TR

Para finalizar, a Taxa Referencial (TR) estabelece a rentabilidade dos seguintes itens:

Para complementar, temos um vídeo da Faculdade XP School que explica os efeitos dos principais indicadores macroeconômicos. Dê o play para conhecer os impactos desses fatores nos seus investimentos!

O que fazer depois de descobrir o que são indicadores econômicos?

O post está chegando ao fim, mas a nossa jornada de conhecimento continua firme e forte. E, agora que você sabe o que são indicadores econômicos, confira mais duas dicas para otimizar os resultados dos investimentos

1. Acompanhe os indicadores

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central (Bacen). Por meio deste relatório, você ficará inteirado sobre as expectativas do mercado. Além disso, a Anbima divulga os dados acumulados dos principais indicadores econômicos nos últimos 36 meses. 

Aliás, veja um exemplo da tabela histórica com as informações coletadas pela Anbima até outubro de 2021: 

O que são indicadores econômicos - tabela histórica Anbima

2. Amplie a base de conhecimento

Por fim, indicamos o curso online “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores”. Assim, você poderá aprofundar os conhecimentos que norteiam seu  planejamento financeiro e, consequentemente, te aproximam das suas conquistas.  

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

E lembre-se: conte com o apoio da Faculdade XP School para crescer de forma exponencial!

Índice Sharpe: conceito e como calculá-lo para avaliar seus investimentos

Uma das premissas mais comuns no mercado de investimentos é a de que ganha mais rápido aquele que ousa mais. Embora isso geralmente seja verdade, não significa que qualquer investimento de risco também trará bons resultados. Mas então como fazer essa avaliação? Uma das maneiras é utilizando o Índice Sharpe.

Se você já avaliou um fundo de investimento em um comparador, provavelmente já é familiarizado com esse índice. No artigo abaixo nós falamos mais sobre como ele funciona, além de como e por que utilizá-lo em suas análises. Confira!

O que é Índice Sharpe?

Quem atua no mercado financeiro sabe que métricas e indicadores são fundamentais para auxiliar o investidor em suas análises. Entre as mais comuns estão as análises gráficas do day trade, os índices ROI e ROE e o Índice Sharpe.

Também conhecido como Sharpe Ratio, esse índice ajuda a avaliar o retorno que um investimento pode oferecer versus seu risco. Isso é feito através de um comparativo entre fundos que oferecem risco e ativos isentos dele.

A técnica consiste em uma fórmula matemática. Com ela, o investidor identifica a rentabilidade que cada fundo é capaz de oferecer em relação ao seu risco.

Em resumo, o Índice Sharpe apresenta a melhor alternativa de rentabilidade a partir do menor risco de aplicação.

Como ele surgiu

O Índice Sharpe deriva do sobrenome de seu fundador, William Sharpe.

Estatístico e matemático norte-americano e ganhador de um Nobel de Economia, Sharpe percebeu nos anos 1960 que os investidores avaliavam suas aplicações apenas com base na rentabilidade. Concluindo que isso não era suficiente, o estatístico desenvolveu uma fórmula para responder à seguinte questão:

“Qual é o investimento que oferece maior retorno a partir do menor risco?”

Hoje o Índice Sharpe é um dos mais usados no mercado, em especial no de fundos de investimento. Com ele, o investidor é capaz de identificar com facilidade qual opção atende melhor à relação rentabilidade x risco.

>>> Quer entender mais sobre o conceito de Índice Sharpe? Os especialistas em análises de fundos de investimento Felipe Relvas e Luiz Felippo explicam em pouco mais de 6 minutos no podcast Stock Pickers. É só acessar e dar o play.

Por que utilizar o Índice Sharpe nas análises de fundos?

“Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”. Certamente você já viu ou até proferiu essa frase no contexto dos investimentos. Mais que popular, ela é uma das maiores verdades desse mercado.

É justamente pela falta de garantia que as métricas e indicadores devem ser utilizados. Não basta olhar para trás e ver bons números se eles não estiverem acompanhados de dados relevantes. Da mesma maneira, não adianta olhar para frente à espera de retorno garantido, pois ele não existe.

Quando você aplica o Índice Sharpe na análise de seus investimentos, consegue visualizar com mais clareza qual das opções oferece melhor remuneração com o menor risco possível envolvido. Assim, você considera retorno e volatilidade na hora de compor a carteira e garante um portfolio mais inteligente.

Como calcular Índice de Sharpe?

Por conta de sua formação, William Sharpe associou o índice a uma fórmula matemática. É o seu resultado que indica o retorno que um investimento pode oferecer considerando o retorno de um investimento de menor risco.  Veja a fórmula:

IS = (Ri – Rf) / σi

Sendo que:

  • IS = Índice Sharpe
  • Ri = Retorno do portfolio ou do ativo, podendo ser a carteira ou fundos de investimento
  • Rf = Risk Free Ratio, que representa a taxa livre de risco. No Brasil, a Selic
  • σi = Volatilidade – ou risco – do ativo

Olhando a fórmula pode parecer complicado, mas basicamente ela significa

Retorno – Taxa livre de risco / Volatilidade

Vamos de exemplo?

Imagine que o Fundo A tem rendimento de 10% e volatilidade de 2%, sendo o rendimento anual da Taxa Selic 6%. Agora aplique esses valores na fórmula:

IS = (10 – 6) / 2 = 2

Agora, suponha que o Fundo B tenha como rendimento a porcentagem de 15% e volatilidade de 3%. Aplicando o mesmo valor na Taxa Selic, temos a seguinte fórmula:

IS = (15 – 6) / 3 = 3

A partir dos resultados acima é possível concluir que: mesmo tendo rendimento inicial maior que o Fundo A, o fundo B também possui o Índice Sharpe maior. Isso significa que ele é uma opção de investimento de maior risco.

Índice Sharpe generalizado

Além da fórmula comum, que apresentamos acima, há também uma fórmula variante do Índice Sharpe. Nela, é introduzida a volatilidade do ativo livre de risco.

Veja a fórmula ajustada:

IS = (Ri – Rf) / σi – σf

Neste caso, σf representa o risco do ativo livre de risco.

>>> Uma das modalidades de fundo disponíveis para investimento é a imobiliária. Mas você já sabe tudo o que precisa sobre ela? Dê o play no vídeo abaixo em que a Clara Sodré fala sobre o assunto.

Como funciona esse índice?

Basicamente, o Índice Sharpe compara ativos, que podem ser carteiras ou fundos de investimento. Seu principal objetivo é avaliar qual deles oferece melhor rentabilidade versus o menor risco de aplicação.

Para isso, ele utiliza como comparativo investimentos livres de risco. E por quê?

A razão é simples: ninguém quer investir em um ativo de alto risco se ele oferecer menor rentabilidade que aqueles que estão livres de risco. Caso a fórmula demonstre que as opções conservadoras são melhores que os fundos avaliados, uma escolha do investidor é aplicar em investimentos de renda fixa.

A volatilidade também deve ser considerada como um indicador de risco. Por demonstrar a oscilação de preço em um período pré-determinado, ela apresenta as chances de risco de um ativo.

Quando você tem acesso aos seguintes dados: a) retorno da aplicação; b) volatilidade da aplicação; c) investimento livre de risco, é possível aplicá-los no Índice Sharpe e, então, ter acesso a um comparativo de rentabilidade dos fundos.

Como aplicar o Índice Sharpe nos fundos de investimentos?

Embora exista uma fórmula e o cálculo do Índice deva ser feito com base nela, existem algumas dicas dos analistas para que os resultados obtidos pelo Sharpe sejam mais assertivos. Veja:

  • Priorize os valores anuais, ou seja, históricos dos últimos 12 meses
  • Utilize o Índice para avaliar fundos e carteiras
  • Faça o comparativo entre investimentos da mesma categoria

Além dessas dicas, existem outros pontos que devem ser considerados na hora da análise.

Análise Sharpe com fundos sem ativos relacionados

Em alguns tipos de fundos, como o multimercado, não há ativos relacionados. Quando isso acontece, é possível que a volatilidade do fundo seja menor, já que o rendimento de um fundo compensa o prejuízo do outro.

Resultado Sharpe adequado para investimento

Embora a fórmula indique que quanto maior o resultado de Sharpe obtido, melhor é o investimento analisado, não há uma definição sobre qual é o valor referência.

O mercado costuma entender que fundos com Índice Sharpe acima de 0,5 merecem ser avaliados. Entretanto, isoladamente esse número pode não indicar todas as respostas e, por isso, deve ser combinado a outras análises.

Índice Sharpe x estratégia x perfil

Como acabamos de dizer, o Sharpe quando utilizado individualmente não define uma linha de investimento. E a razão é simples: seu papel é apenas o de mostrar qual opção pode atender aos seus objetivos.

Neste caso, o recomendado é utilizar o resultado desse cálculo combinado ao seu perfil, entendendo se a opção de fundo está dentro dos riscos que você como investidor eventualmente está disposto a correr.

Índice Sharpe como base de tendências futuras

Embora esse índice possa indicar a tendência de um investimento no futuro, ele não deve ser visto como determinante. Quando um fundo é calculado utilizando sua fórmula, o valor da taxa livre de risco também é utilizado.

Nesse caso, mudanças no cenário econômico podem afetar essa taxa e comprometer a análise feita.

Conclusão

Nesse artigo você entendeu a importância do Índice Sharpe na análise dos seus investimentos, mas também que ele não deve ser usado como indicador determinante dentro de uma análise.

Todo e qualquer tipo de investimento deve ser avaliado sob a ótica de diversos indicadores. São eles que orientam, através de dados, sobre as melhores opções para a composição da carteira.

E falando em carteira, além dos fundos de investimento, outra opção para quem tem um perfil mais arrojado é a compra de ações. E essa modalidade também exige estudo!

Se você quer entender o mercado da renda variável  e como avaliá-lo para ter papéis relevantes dentro da sua carteira, o curso de Análise Fundamentalista da Faculdade XP School vai ajudá-lo. Clique no banner abaixo para conferir mais informações.

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Analista de investimentos: análise, opinião e interpretação!

Sabe aqueles jargões do “economês” que parecem uma linguagem de outro mundo? Então, deixe isso de lado e venha conferir uma maneira simples de conhecer o mercado financeiro. 

No post de hoje, falaremos sobre a carreira do analista de investimentos e o que fazer para se tornar um deles.

Por sinal, tais profissionais fazem estudos aprofundados sobre os investimentos e, também, os desinvestimentos. Logo, é essencial investir em conhecimento para interpretar os movimentos do mercado, avaliar os cenários com cautela e emitir os pareceres técnicos. Afinal, como saber se um ativo é recomendado (ou não) naquele cenário econômico? 

Justamente por isso, muitos investidores contam com a expertise dos analistas de investimentos. Aliás, essa carreira está em ascensão, uma vez que a Bolsa de Valores do Brasil, a B3, já tem 4 milhões de contas

Portanto, siga a leitura para conhecer o potencial dessa profissão, tanto para quem quer investir, quanto para quem quer ser um analista. 

Funções, habilidades e salário do analista de investimentos

De fato, existem muitas profissões ligadas ao mundo dos investimentos. E isso pode gerar dúvidas sobre as funções do assessor de investimento, analista e broker, por exemplo. Pensando nisso, veja as principais diferenças:

  • analista: atua na análise, opinião e interpretação dos investimentos e desinvestimentos. Nesse sentido, seu parecer técnico ajuda a nortear a tomada de decisão dos investidores e, também, dos outros profissionais desse mercado;
  • assessor: monta a estratégia de alocação, de maneira diversificada, com diferentes classes de ativos. Com isso, pode-se mitigar os riscos típicos das aplicações e, ainda, potencializar o retorno; 
  • broker (operador de mesa): efetiva as operações de curto prazo para os investidores. Além disso, conecta as pessoas e as empresas que têm interesse na compra e venda de ativos financeiros.

analista de investimentos - diferença entre assessor de investimento, analista e broker

Em paralelo, listamos três questões-chave voltadas para os analistas de investimentos, que são o foco deste artigo. Continue conosco para conferir mais detalhes sobre as funções, as habilidades e, também, a média salarial da profissão. 

1. O que faz um analista de investimentos?

O analista de investimentos é o profissional dedicado a estudar as melhores oportunidades para aplicar recursos. Para tal, pode-se utilizar os preceitos de uma das escolas de análise: técnica ou fundamentalista.

Ambas as análises contribuem para que investidores e outros profissionais tomem decisões, conforme seus objetivos. Nesse ponto, a análise fundamentalista tem foco no longo prazo, envolvendo a sustentabilidade da empresa e do seu setor, assim como a macroeconomia.

Já a análise técnica (análise gráfica) costuma ser usada para as estratégias de curto e médio prazo. Por exemplo, os analistas examinam com cautela os indicadores de tendência, para verificar se as ações de uma companhia vão se valorizar ou desvalorizar. 

2. Quais habilidades contribuem para a análise de investimentos?

A análise de investimentos requer o estudo aprofundado das aplicações, bem como a interpretação de dados. Portanto, é vital ter um perfil analítico para examinar os movimentos típicos do mercado, fazer cálculos e considerar as características das classes de ativos.

A título de exemplo, o balanço patrimonial mostra como uma empresa faz a sua gestão financeira. Diante disso, pode-se identificar o potencial de lucratividade para um investidor que busca receber os dividendos de ações.

3. Em média, qual é o salário do analista de investimento?

De acordo com o InfoMoney, a média salarial dos analistas de investimentos é a seguinte:

  • R$ 4 mil: analista júnior;
  • R$ 12 mil: analista intermediário;
  • R$ 25 mil: analista sênior.

A propósito, a matéria destaca que o índice de acerto é um fator determinante para o crescimento profissional. Dessa maneira, todos os analistas têm boas oportunidades de crescer na carreira, independentemente da idade ou do tempo de profissão.

E isso nos leva ao próximo tópico: investir em conhecimento para aprimorar as análises de ordem financeira. Sendo assim, continue a leitura para conhecer um passo a passo para se tornar um profissional da área, a começar pelo estudo sobre o universo dos investimentos. 

Como se tornar um analista de investimentos? 3 passos

Se você quer ser um analista de investimentos, nós te ajudamos nisso. A seguir, confira  três passos que serão fundamentais para alavancar a sua carreira.

1. Estude sobre o universo dos investimentos

Se você quer fazer análise de investimentos, mas ainda não tem experiência, não se preocupe. Nós, da Faculdade XP School, temos um amplo leque de conteúdos que ajudam nessa empreitada, principalmente os nossos cursos para iniciantes.

Para exemplificar, uma boa pedida é começar com o “Combo: primeiros passos no mundo dos investimentos”. Nessa formação, os investidores de primeira viagem aprendem de um jeito simples e efetivo, superando receios ligados ao mercado financeiro.

Campanha de um combo de cursos online sobre "Os primeiros passos para começar a investir" da Faculdade XP School.

Extra: mais recursos que aprimoram a análise de investimentos

Como já mencionamos, você pode lançar mão de diversos recursos durante a sua jornada de conhecimento. E, além de conferir nosso catálogo de cursos online, aproveite as seguintes opções:

  • leia mais artigos aqui do blog, por exemplo: como analisar candlesticks, o famoso gráfico de velas;
  • veja os vídeos do canal do Youtube, inclusive sobre asset allocation para potencializar os retornos;
  • acompanhe as análises feitas por especialistas, como os que atuam na XP Investimentos;
  • baixe e-books gratuitos e faça uma imersão na dinâmica da bolsa de valores e da renda variável;
  • assista às séries: Shark Tank Brasil, Billions, American Greed, Traders e Million Dollar Traders;
  • faça a trilha Faculdade XP e descubra a jornada de aprendizado ideal para te aproximar das suas conquistas.

2. Busque a certificação de analista CNPI 

Para acessar as melhores oportunidades, os analistas de investimento de valores mobiliários devem contar com a certificação CNPI. E essa chancela é concedida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

Com isso, o profissional demonstra que está apto a recomendar a compra e venda de ativos na bolsa, incluindo:

3. Aprofunde seus conhecimentos com um MBA

Conhecimento se constrói, dia após dia, não é mesmo? Após a certificação CNPI, que tal dar o próximo passo para se consolidar como analista de investimentos? Com os MBAs da Faculdade XP Pro, será mais fácil alavancar a carreira, aprendendo com os experts do mercado.

Por falar nisso, os MBAs foram construídos em uma parceria entre: Faculdade XP School, Ibmec, XP Investimentos e InfoMoney. Juntas, as instituições garantem a qualidade na experiência de aprendizado, o que contribui para obter as melhores oportunidades profissionais. 

Vamos começar essa jornada da prosperidade? 

Poupança e inflação: qual é a relação entre elas?

Toda pessoa que pensa em começar a investir já ouviu diversas opiniões sobre a poupança. Mas você sabe, de fato, o que ela é? E mais, como a relação poupança e inflação afeta o rendimento desse tipo de investimento?

Se essas perguntas já passaram pela sua cabeça, você chegou ao lugar certo!

Preparamos um conteúdo completo sobre a aplicação que, muitas vezes, é a porta de entrada para o mundo dos investimentos: a poupança. Além disso, você vai sair daqui entendendo como a alta inflação afeta a poupança.

Continue para aprender sobre os seguintes tópicos:

  • Poupança: o que é, como funciona?;
  • Poupança e inflação: aliadas ou não?;
  • Aumento da inflação: 2 maneiras de proteger seus investimentos.

Boa leitura!

Poupança: o que é, como funciona?

Em primeiro lugar, a poupança é um dos investimentos mais antigos que existem. Para você ter uma ideia, ela foi criada em 1861, depois de um decreto assinado por D.Pedro II.

Na época, e até hoje em dia, ela era chamada de caderneta de poupança. Com o passar do tempo, o investimento passou por mudanças relacionadas às suas taxas de juros de rendimento.

Investir na poupança não requer muitas coisas. E é exatamente por ser bem simples que ela é uma das primeiras escolhas de quem está começando a investir.

Você irá precisar apenas abrir uma conta poupança. Basta pesquisar qual, dentre todos os bancos que oferecem a opção, irá escolher.

Como funciona?

A poupança faz parte do grupo dos investimentos de renda fixa. Ou seja, ao aplicar, o investidor sabe exatamente a porcentagem de rendimento que terá ao ano.

Esse rendimento está diretamente atrelado à Taxa Selic e à Taxa Referencial (TR). Ambas são impactadas pela inflação no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom) é quem define os valores da taxa Selic, mensal e anual. Na última reunião, em outubro/2021, ficou estabelecido que o percentual da taxa no ano seria de 7,75%.

Isso não significa que esse número não possa mudar. Afinal, o valor da taxa é pensado a cada 45 dias, e é uma maneira de controlar a alta inflação. E quando uma não para de crescer, a outra também tende a subir.

Mais pra frente vamos te explicar melhor a relação entre poupança e inflação. Continue a leitura para não perder nada.

Qual o rendimento da poupança?  

Como explicamos aqui em cima, a taxa Selic mais a TR são quem define quanto que suas aplicações na poupança irão render. Confira abaixo como é feito o cálculo.

  • Selic acima de 8,5% no ano: rendimento de 0,5% ao mês e TR;
  • Selic igual ou menor que 8,5% ao ano: rendimento de 70% da taxa + TR.

É importante citar que desde 2017 o valor da taxa TR é zero. Portanto, o sucesso nos rendimentos na caderneta de poupança está diretamente atrelado à Selic, que, por sua vez, está conectada à inflação.

>>> Entenda mais sobre a relação da poupança com a taxa Selic no post: Como funciona a taxa Selic na poupança? Veja se vale a pena!

Poupança e inflação: aliadas ou não?

Não mesmo! Sim, essa é a resposta para a questão. Mas, calma, você não vai sair daqui só com esse porquê superficial .

Entender como a inflação afeta a poupança é bem simples! O aumento dos preços de produtos e serviços faz com que o IPCA, o índice oficial da inflação, cresça. E é aí que se encontra o perigo para seus investimentos.

Quando o IPCA cresce e a porcentagem de rendimento da poupança não fica no mesmo patamar ou mais alto, você começa a ter prejuízo. No período de setembro/2020 a outubro/2021, segundo dados Economatica, a rentabilidade da poupança foi menor do que a inflação.

Isso acontece pelos motivos explicados no tópico acima: “qual o rendimento da poupança?”. Ou seja, com o IPCA alto a Taxa Selic cresce e o rendimento na poupança diminui.

Para entender melhor essa relação ruim entre poupança e inflação, basta observar o acumulado de rendimentos retirados com a alta do índice IPCA.

De acordo com o Banco Central do Brasil, em outubro/2021 foram sacados 285,5 bilhões de reais da poupança. Enquanto foram depositados, no mesmo período, na caderneta, 278 bilhões.

Com o IPCA acumulado de 12 meses em 10,67%, os lucros da poupança são quase inexistentes. Já que a Selic está em 7,75%, o rendimento está abaixo da inflação. Ou seja, mesmo que você saque um valor a mais do que depositar, essa quantia não estará valorizando.

>>> Quer entender como corrigir o valor do seu dinheiro baseado na inflação? Leia o post: Como calcular a inflação acumulada? Aprenda agora!

Sabendo o básico sobre a ligação entre poupança e inflação, você vai estar mais atento sobre quando investir em renda fixa.

Aumento da inflação: 2 maneiras de proteger seus investimentos

Já entendeu que a junção poupança e inflação não é boa, né? Mas, será que existe um meio de  se proteger do temido aumento da inflação? A resposta para essa pergunta é simples…

SIM!

O segredo é se juntar ao “inimigo”. Exatamente! Aplicar em investimentos com rentabilidade atrelada ao índice IPCA é a melhor opção.

Confira abaixo algumas opções para não perder dinheiro nesse momento. Vale lembrar que todos são investimentos de renda fixa.

Tesouro IPCA+

A primeira opção é investir em títulos públicos, como o Tesouro IPCA+. Esse tipo de investimento faz parte do grupo híbrido do Tesouro Direto.

O cálculo de rentabilidade desse título acontece da seguinte maneira:

  • uma parte do lucro vem de um percentual pré fixado e definido no momento da compra;
  • a parte restante equivale a porcentagem do índice IPCA.

Ou seja, mesmo que a inflação esteja alta, com a compra do título Tesouro IPCA+, seu investimento sempre terá ganho. Por exemplo:

Laura investiu 1100 reais no Tesouro IPCA+. No momento da compra ela foi informada que o retorno pré fixado seria de 2% ao ano. Supondo que nesse período a inflação alcance 8%, então o rendimento de Laura será de 10% em um ano.

Fundos de inflação

Investir nas cotas do fundo de inflação é  outra alternativa para não perder poder de compra quando a inflação está alta. Por ser indexado ao IPCA, o rendimento segue na mesma linha da alta de preços de produtos e serviços.

É importante citar que os fundos de inflação contam com duas categorias:

  • a primeira: caso queira retirar sua aplicação antes de cinco anos: IMA-B 5;
  • a segunda: caso queira retirar com mais de cinco anos: IMA-B 5+.

[BÔNUS] Diversifique seus investimentos

Outra maneira de se proteger da inflação é levando diversidade às suas aplicações. Ou seja, ao invés de investir apenas em ativos de renda fixa, aplique também na renda variável. Com essa ação sua rentabilidade aumenta por não depender de apenas um tipo de investimento.

Vale lembrar que, independentemente do investimento escolhido  , é importante saber que tipo de investidor você é. Essa ação de autoconhecimento faz com que as expectativas sobre a rentabilidade das aplicações em um determinado período não sejam quebradas.

Confira o vídeo abaixo para descobrir como escolher o investimento certo para você. Aperte o play!

Gostou de entender mais sobre a junção de poupança e inflação? Conheça o blog da Faculdade XP School, a escola da XP Inc, para ficar por dentro de todas as mudanças do mercado financeiro e de investimentos!

Importância do controle financeiro: o que é e como adotar esse hábito sem complicação?

Manter a organização financeira em relação aos gastos pessoais é fundamental para uma relação mais saudável com o dinheiro. No entanto, boa parte dos brasileiros ainda não compreende a importância do controle financeiro pessoal.

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), verificou que 48% dos consumidores brasileiros não controlam o próprio orçamento.

Se você faz parte deste grupo e quer virar o jogo, assumindo as rédeas sobre suas finanças, este post vai te ajudar! Nele explicamos qual a importância do controle financeiro na vida de uma pessoa e listamos cinco dicas para quem quer aprender a organizar suas finanças. Boa leitura!

O que é organização financeira?

O conceito de organização financeira pode ser entendido como o controle de suas fontes de renda e despesas. Em outras palavras, significa ter domínio sobre o seu dinheiro e utilizá-lo de forma estratégica, sabendo exatamente quanto ganha, quanto gasta e para onde ele vai.

Com uma vida financeira organizada, mexer com dinheiro deixa de ser uma obrigação estressante e passa a ser uma oportunidade para aumentar seu patrimônio. Afinal, ele serve para muito mais do que pagar contas, é o combustível para a busca por mais qualidade de vida e realização de sonhos.

Qual é a importância do controle financeiro pessoal?

O controle financeiro é importante pois permite que você se relacione com o dinheiro de forma mais saudável e tenha uma noção precisa de suas finanças.

Por exemplo, se você não acompanha suas despesas de perto, como sabe quanto já gastou e quanto ainda pode gastar no mês?

Nesta situação, as chances de entrar em dívidas aumentam consideravelmente, uma vez que demonstra não possuir um controle financeiro eficiente.

Além disso, mais do que saber para onde o dinheiro vai, é importante utilizá-lo com sabedoria, e você só consegue fazer isso à medida que aprende a definir prioridades e entende a importância de poupar, seja para uma reserva de emergência, investimentos, ou mesmo para a realização de objetivos específicos.

Como manter os gastos pessoais sob controle?

A pessoa que sabe controlar seus gastos está muito mais perto do sucesso financeiro do que aquela que sequer sabe no que está gastando. É aí que entra a importância do controle financeiro pessoal, conferindo a organização necessária para que você não se perca em meio às suas finanças.

“Mas como fazer um bom controle financeiro?”

A organização financeira e o controle dos gastos pessoais requerem disciplina e estratégia. A melhor forma de alcançar tais objetivos é por meio da educação financeira.

Você pode ter acesso a ela de diversas formas: acompanhando notícias, lendo livros sobre o assunto ou fazendo cursos como os que oferecemos na Faculdade XP School. Inclusive, para ampliar sua visão sobre o tema e te colocar na trajetória do sucesso, você pode começar pelo combo de Cursos de Educação Financeira.

Ele proporciona uma boa base para entender este universo, reorganizando suas finanças e transformando a maneira como você se relaciona com o dinheiro. Clique no banner abaixo e se inscreva agora mesmo!

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5 dicas para um melhor controle financeiro pessoal

Agora que você está ciente da importância do controle financeiro para a sua vida, que tal conferir as dicas que preparamos para te ajudar no controle de gastos pessoais e na organização de suas finanças? Confira:

1. Registre todos os seus gastos

Uma dica vital para manter o controle financeiro é desenvolver o hábito de anotar todas as suas despesas. Assim, você terá uma noção mais precisa do seu custo de vida, e saberá exatamente o destino do seu dinheiro. Além disso, se sentirá mais seguro e conseguirá se planejar muito melhor.

Para o registro, você pode utilizar uma planilha de controle financeiro, aplicativos voltados para esta função, ou mesmo o bom e velho papel e caneta.

O importante é manter esse registro completo e organizado. Para isso, é essencial  classificar as despesas entre gastos fixos e variáveis, facilitando a visualização sempre que precisar consultar.

2. Procure formas de cortar ou reduzir custos

O controle financeiro, mais do que organizar suas receitas e despesas, é uma forma de otimizar seu orçamento.

Para isso, é fundamental se habituar a revisar seus gastos e buscar formas de enxugá-los, seja cortando supérfluos ou buscando alternativas para reduzir custos. Observe alguns exemplos:

  • trocar lâmpadas incandescentes por led, que são mais econômicas;
  • sempre que for ao supermercado, fazer uma lista de compras e se ater a ela, assim você evita gastar mais com coisas de que não precisa;
  • se o aluguel está caro, tente negociar com o proprietário ou até mesmo buscar por uma casa ou apartamento mais barato;
  • no que diz respeito ao lazer, você pode trocar o cinema do fim de semana por uma passeio no parque;
  • a academia está cara? Que tal procurar por uma mais barata ou fazer exercícios ao ar livre?

3. Pesquise, compare preços e só compre o que realmente precise

Quantas vezes compramos itens que não precisamos, por puro impulso, e pior, sem nem ao menos pesquisar para tentar economizar um pouco que seja?

Enquanto nos deixarmos levar por esses desejos de consumo, dificilmente conseguiremos atingir nossos objetivos de longo prazo. Por isso, frear esse tipo de impulso é um importante passo para o controle financeiro.

Lembre-se de que a cada gasto desnecessário você fica um pouco mais distante das suas metas e sonhos.

4. Defina prioridades

Com um orçamento limitado, nem sempre conseguimos fazer tudo o que queremos. Neste caso, é importante controlar suas finanças para que seja possível honrar com os compromissos mais importantes. Ou seja, você precisa definir prioridades e, para isso, aqueles registros que você fez na dica 1 serão muito úteis!

Analise suas anotações e estabeleça o que não pode deixar de pagar de jeito nenhum. De modo geral, eles ficam na lista de despesas fixas, como contas de água, luz, aluguel, etc. Em momentos de necessidade, aquele barzinho de fim de semana ou o sorvete no shopping podem esperar, concorda?

5. Comece a investir

Sempre que o assunto for finanças, a gente vai acabar falando em investimento. Isso porque aprender a aplicar o seu dinheiro é um ponto muito importante do controle financeiro, visto que essa prática permite ampliar seu orçamento e melhorar sua qualidade de vida.

Esqueça aquele pensamento: “vou começar a investir quando sobrar dinheiro”. Isso nunca vai acontecer, pois você sempre vai procurar onde gastar. Logo, é crucial que você tenha isso como meta! Então, já vá separando uma quantia todo mês para destinar a este objetivo.

Você pode começar por uma reserva de emergência, que deve ser prioridade na vida de qualquer pessoa, uma vez que te protege diante de imprevistos e te ajuda a se manter longe das dívidas.

Conforme for economizando e percebendo que está “sobrando” mais dinheiro, você pode começar a diversificar sua carteira de investimentos, a fim de proteger seu patrimônio e aproveitar as melhores oportunidades do mercado financeiro.

Não sabe por onde começar? Então, confira o vídeo abaixo, no qual nossa expert em investimentos, Clara Sodré, explica tudo direitinho:

Entendeu a importância do controle financeiro na sua vida?

O controle financeiro pessoal nada mais é do que o hábito de organizar, de forma sistemática, seus ganhos e gastos. A base deste hábito está justamente na educação financeira, a qual você deve buscar constantemente, estudando, lendo e se informando.

Uma ótima forma de iniciar essa jornada é por meio do nosso combo de cursos Primeiros Passos no Mundo dos Investimentos.

Aproveite esta oportunidade para desenvolver seu autoconhecimento financeiro e aprender a aplicar seu dinheiro de forma inteligente. Clique no banner e se inscreva!

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Qual a relação entre educação financeira e finanças pessoais?

Finanças e investimentos são assuntos que assustam muita gente, por parecerem  complicados e distantes da realidade de muitos brasileiros. Afinal, a cultura do nosso País não tem o histórico de promover esses temas.

No entanto, conhecê-los a fundo e, assim, entender a relação entre educação financeira e finanças pessoais, são práticas indispensáveis para quem deseja ter uma vida mais confortável.

O estudo O bolso do brasileiro, realizado pela Faculdade XP em parceria com o Instituto Locomotiva, verificou que 63% dos entrevistados consideram ter apenas conhecimentos básicos sobre educação financeira. Enquanto isso, 41% relatam ter começado a pesquisar mais sobre finanças por conta da pandemia.

O fato é que nunca é tarde para aprender a lidar com o dinheiro de forma saudável. Para te ajudar, neste post explicamos como ter educação financeira pessoal e de que forma essa estratégia pode melhorar o gerenciamento das suas finanças pessoais.

Qual a diferença entre educação financeira e finanças pessoais?

Embora alguns utilizem esses termos como sinônimos, educação financeira e finanças pessoais se referem a coisas diferentes. Para entender melhor, vamos esclarecer cada um deles a seguir:

O que é educação financeira pessoal?

A educação financeira vai muito além de aprender a economizar e investir. Ela é essencial para manter as finanças saudáveis e equilibradas.

De modo geral, seu nível de educação financeira reflete diretamente na forma como você administra seu dinheiro. Ou seja, quanto mais conhecimento você tiver nesta área, melhores serão suas decisões em relação ao dinheiro.

Um exemplo clássico neste sentido é em relação às compras. A pessoa com uma boa educação financeira está muito mais propensa ao consumo consciente, pesquisando preços e ponderando se realmente precisa de determinado produto, ao invés de simplesmente comprar por impulso.

Além de mudar a forma como administra suas finanças pessoais, a educação financeira permite entender o mercado e a economia, embasando sua tomada de decisão em relação a investimentos.

Em resumo, a educação financeira ensina a mexer com o dinheiro de forma mais saudável, melhorando sua qualidade de vida e te mantendo longe das dívidas. Por isso, ela pode ser entendida como o caminho mais curto para a estabilidade e independência financeira.

O que são finanças pessoais?

Por finanças pessoais estamos nos referindo à gestão financeira. Ou seja, o manejo de ganhos e gastos de forma estruturada, seja por meio de planilhas ou  utilizando um livro caixa com o histórico de rendas e despesas.

Uma boa gestão das finanças pessoais te ajuda a se organizar melhor e evita que você se perca em meio a ganhos e despesas. Por isso, o planejamento financeiro é uma peça chave para quem busca por estabilidade e qualidade de vida.

Como a educação financeira pode te ajudar a lidar melhor com as finanças pessoais?

Como você já deve ter percebido, educação financeira e finanças pessoais andam lado a lado. Enquanto a primeira ensina a se relacionar com o dinheiro de forma mais saudável e eficiente, a segunda proporciona controle e organização.

A partir do momento em que você tem acesso a este conhecimento, percebe a importância de manter uma vida financeira organizada. Ou seja, quanto mais você estuda e aprende sobre o dinheiro, melhor você lida com ele.

Por exemplo, quando você aprende a controlar seus gastos e a utilizar o seu dinheiro de forma eficiente, percebe que seu salário pode servir para muito mais do que simplesmente pagar por suas despesas, ele pode te ajudar a alcançar seus sonhos.

Ao economizar, sobra mais para investir, gerando mais lucro e aumentando seus ganhos em um ciclo virtuoso.

Como ter educação financeira? Passo a passo

Mesmo que a educação financeira seja algo novo na sua vida, não precisa se desesperar, pois ela não é nenhum bicho de sete cabeças. Pelo contrário, seguindo este passo a passo com dicas práticas, você verá que é mais fácil do que imagina. Confira:

1. Organize suas finanças pessoais

Talvez você até saiba quanto ganha, mas saberia dizer quanto gasta por mês? Se a resposta for não, é sinal de que você precisa organizar suas finanças pessoais, e a educação financeira está aí pra te ajudar nisso!

Faça um levantamento/controle de todas as suas fontes de renda, bem como de seus gastos. Dessa forma você terá uma noção muito mais precisa de como está sua vida financeira.

Uma boa dica é utilizar uma planilha de controle financeiro, que pode ser feita no Excel ou mesmo no bom e velho caderninho.

2. Analise suas despesas e corte o que for desnecessário

Acredite, ao parar para analisar as despesas pela primeira vez, é comum encontrar um monte de gastos com coisas não essenciais, os famosos supérfluos. Isso não significa que você deva cortar todo o prazer da sua vida, pelo contrário. A ideia é ter saúde financeira para poder desfrutar daquilo que conquistamos.

O objetivo é enxugar o orçamento para que sobre mais dinheiro no fim do mês. Para isso, você deve identificar despesas que podem ser cortadas ou pelo menos reduzidas. Por exemplo: se você vai ao cinema todo fim de semana, que tal reduzir para duas vezes ao mês?

Uma dica que pode ser muito útil neste passo é desenvolver o hábito de antes de comprar qualquer coisa, se perguntar: “eu realmente preciso disso ou eu simplesmente quero?” Dependendo da resposta, você já sabe o que fazer, não é mesmo?

3. Pesquise, compare preços e economize

Um passo muito importante da educação financeira é aprender a valorizar e compreender o valor do dinheiro. Afinal, ele não cai do céu, você precisa trabalhar para conquistá-lo, e assim, pagar suas contas, divertir-se e comprar o que deseja.

Com um bom gerenciamento de suas finanças pessoais, você pode até mesmo se dar alguns luxos, desde que eles não comprometam a sua renda. Mas, isso não significa que você deva simplesmente comprar a primeira coisa que apareça  na sua frente. Pelo contrário: pesquise, compare preços e economize!

Essa máxima vale tanto para compras não previstas, quanto para gastos rotineiros, como supermercado, por exemplo. Jamais desperdice uma oportunidade de poupar dinheiro!

Quer algumas dicas práticas para economizar de verdade? Então, confira o vídeo abaixo:

4. Aprenda a gastar menos do que ganha

Esse passo está diretamente ligado ao anterior e se refere a um dos princípios mais básicos da educação financeira para as finanças pessoais. A ideia é muito simples: se você gastar mais do que ganha, o resultado só pode ser um: dívida.

Entretanto, se aprender a viver com menos do que ganha, já estará um passo à frente, podendo começar uma reserva de emergência ou mesmo realizar outros tipos de investimentos, a fim de aumentar o seu patrimônio.

5. Crie uma reserva de emergência

Também conhecida como reserva de liquidez, trata-se daquele dinheiro economizado para situações de imprevistos que comprometam sua renda, como a perda do emprego ou problema de saúde.

Esse é um passo muito importante na sua jornada rumo à educação financeira, e certamente deve ser uma de suas maiores prioridades, uma vez que essa reserva pode literalmente te salvar das dívidas.

Quer saber como fazer uma reserva de emergência? Confira o vídeo abaixo, no qual a Clara Sodré, professora da Faculdade XP e especialista em investimentos, explica tudo direitinho:

6. Invista!

O mundo dos investimentos assusta muita gente, mas não se preocupe, pois é muito mais simples do que você imagina. Inclusive, uma das grandes tarefas da educação financeira é justamente quebrar com esse paradigma de que para investir é preciso ter muito dinheiro. Isso não é verdade!

Dedique parte do seu tempo para estudar sobre o assunto. Aqui mesmo, no Blog da Faculdade XP, você encontrará diversos posts desmistificando o assunto e mostrando que é possível começar a qualquer momento e fazer o seu dinheiro render de verdade.

Para isso, é importante procurar por aplicações compatíveis com seus objetivos e seu perfil de risco. Comece com calma, um passo de cada vez, e logo se sentirá mais seguro para desbravar este universo.

Alcance a educação financeira e otimize suas finanças pessoais

A educação financeira pode ser entendida como a diferença entre trabalhar apenas para pagar as contas e trabalhar para construir patrimônio e melhorar a qualidade de vida.

Ela permite que você vivencie o presente e, ao mesmo tempo, planeje seu futuro, com metas viáveis, capazes de te proporcionar uma vida plena e confortável.

Nunca é tarde para aprender, mas quanto antes você começar, melhor. Então, aproveite essa oportunidade para conhecer o nosso combo de cursos Cursos de Educação Financeira e aprimore o gerenciamento de suas finanças pessoais. Clique no banner abaixo e se inscreva agora mesmo!

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Ativos reais e ativos financeiros para compor a sua carteira

Está em dúvida sobre como tangibilizar suas aplicações, em termos de segurança, liquidez e rentabilidade? Neste artigo, conheça as principais diferenças entre os ativos reais e ativos financeiros, levando em conta a relação entre risco e retorno dos investimentos.

Vale lembrar que, nesse contexto, o conceito de “ativo” se refere a algo que tenha valor agregado para uma negociação. E isso vai desde o investimento em imóveis até a compra dos títulos públicos federais. Ou seja, há um amplo leque de opções para aplicar seus i recursos.

Sendo assim, continue a leitura para saber o que são ativos reais e ativos financeiros, com sete exemplos práticos. 

Além disso, abordaremos a importância de diversificar a carteira, transitando entre as diferentes classes de ativos para equilibrar o retorno dos investimentos.

Qual a diferença entre ativos reais e ativos financeiros?

A seguir, falaremos dos conceitos relacionados aos ativos reais e ativos financeiros, bem como o tripé dos investimentos. Mas, antes disso, vale a pena considerar os três perfis de investidores em relação à tolerância aos riscos que são típicos desse mercado: 

  1. conservadores: tendem a optar por aplicações de baixo risco, a fim de proteger o capital investido; 
  2. moderados: visam equilibrar a relação risco-retorno para elevar o potencial de  rentabilidade;
  3. agressivos (ou arrojados): correm mais riscos em busca do aumento considerável do seu patrimônio. 

>>> Confira mais detalhes sobre os três perfis de risco e saiba como descobrir qual é o seu

E, agora que citamos a tolerância aos riscos, podemos prosseguir com as diferenças entre ativos reais e ativos financeiros. Siga conosco!

O que são ativos reais?

Ativos reais são tangíveis, à medida que eles fazem parte do nosso dia a dia, de modo concreto. Para exemplificar, estamos falando de: imóveis, equipamentos críticos para a cadeia produtiva e até obras de arte. Logo mais, traremos esses conceitos para o mundo dos investimentos, ok?

O que são ativos financeiros?

Ativos financeiros são comprados e vendidos no âmbito do mercado financeiro, em busca do lucro da operação. 

Por outro lado, eles não têm a “presença física” que teria um imóvel. Por exemplo, ao adquirir um título público federal do Tesouro Direto, você receberá uma documentação que garante os termos da operação, ao invés de possuir o bem físico em si.

Como aplicar o tripé dos investimentos nos ativos reais e ativos financeiros?

Antes de escolher entre ativos reais e ativos financeiros, não deixe de considerar o tripé que falaremos a seguir. Embora não exista um investimento perfeito, você poderá escolher dois desses três itens para alinhar as aplicações com os seus objetivos de curto a longo prazo:

  1. segurança: considere o risco vinculado à operação. Aliás, quanto maior for o retorno esperado, maior será o risco. Em paralelo, existem formas de diminuir esses riscos, como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para títulos como o CDB e o RDB
  2. liquidez: é a capacidade de “transformar” o capital investido em “dinheiro vivo” novamente. Nesse caso, os ativos reais (como os imóveis) têm baixa liquidez, já que a negociação demanda um certo tempo até que o vendedor receba os recursos;
  3. rentabilidade: trata-se do percentual a ser recebido em relação ao dinheiro aplicado. Para facilitar, imagine que a taxa contratada é de 5% ao ano, que será o percentual adicionado ao valor principal, resultando no rendimento obtido.  

A propósito, assista ao vídeo que explica como esse tripé dos investimentos apoia as suas finanças. Afinal, trata-se de uma maneira prática de escolher os ativos reais e ativos financeiros para compor a carteira. Dê o play para conferir!

Por que é importante transitar entre as diferentes classes de ativos?

Um dos segredos dos investidores bem-sucedidos reside na diversificação da carteira, de forma eficaz. Em outras palavras, isso significa mesclar as classes de ativos no portfólio, a exemplo da renda fixa (com baixo risco) e renda variável (com potencial de retorno maior).

Em se tratando de renda variável, a dica é baixar o e-book “Como se formam os preços de ativos”. Com esse material gratuito da Faculdade XP School, será mais fácil compreender a movimentação dos preços dos papéis que são negociados na bolsa de valores.   

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Como se formam os preços dos ativos" da Faculdade XP School.

Compare 7 investimentos em ativos reais x ativos financeiros

Para consolidar as informações do post, chegamos aos exemplos práticos dos ativos. Confira!

3 exemplos de ativos reais

Para começar, temos três opções de ativos reais que podem ser boas oportunidades de investimentos:

  1. Ativos florestais: já pensou em investir em eucaliptos? Com os fundos de investimentos em florestas, você pode! São “condomínios” de investidores que aplicam recursos para fomentar plantações nas áreas sob a posse dos gestores; 
  2. Energia: investir em fontes de energia renováveis traz retornos financeiros, sociais e ambientais. E isso tem tudo a ver com os investimentos ESG, cuja sigla em inglês representa: “environmental, social and governance”, em prol de um mundo melhor;
  3. Imóveis: esse é um exemplo clássico dos ativos reais, visto que pode-se visualizar o bem propriamente dito. Ao adquirir um imóvel, o dono saberá que o retorno do seu investimento poderá vir da locação ou da futura venda. 

4 exemplos de ativos financeiros

Nesse ponto, vamos dividir os quatro ativos financeiros entre os de renda fixa e variável. Isso porque existem diferentes níveis de risco atrelados às respectivas operações. Justamente por isso, lembre-se de que é essencial diversificar o portfólio, certo?

2 ativos financeiros de renda fixa

Nessa modalidade, a taxa de juros é fixada no ato da contratação, daí o nome “renda fixa”. No caso, pode-se comprar títulos públicos e privados, como “empréstimos” feitos ao emissor do título, tais como: 

  1. Tesouro Direto: são títulos emitidos pelo Governo Federal para financiar a dívida pública;
  2. CDB: são títulos emitidos por bancos, corretoras e financeiras para custear suas atividades.

>>> Veja as opções mais populares entre os títulos de renda fixa

2 ativos financeiros de renda variável

Por sua vez, a renda variável tem essa nomenclatura porque o retorno do investimento literalmente varia. No fim das contas, existem vários fatores que impactam na remuneração a ser recebida, lembrando que o potencial de rentabilidade está diretamente ligado ao risco.

  1. Ações: são a menor parcela do capital de uma empresa que negocia suas ações na bolsa de valores. Conforme a lei da oferta e demanda, assim como outros fatores, os papéis podem se valorizar ou desvalorizar, o que requer uma estratégia assertiva;  
  2. ETFs: por fim, chegamos aos Exchange Traded Funds, sigla que se traduz como Fundos de Índice. Basicamente, a proposta é replicar o desempenho de um índice de referência, como o Ibovespa, que é o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo.

>>> Descubra cinco tipos de investimento em renda variável

Enfim, esperamos que o artigo tenha esclarecido as diferenças entre os ativos reais e ativos financeiros. Mas a sua jornada de conhecimento pode (e deve) continuar, sabia disso? Para tal, aproveite para conhecer o curso “Primeiros passos no mundo dos investimentos”. 

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Qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil? Entenda!

Todos os dias sentimos os impactos da inflação nas nossas vidas. Seja ao fazer alguma compra no mercado ou shopping, na passagem, ou ao investir.

Mas, afinal, você sabe o motivo dessa “palavrinha” ter tanto significado na vida da população? E qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil? Se a sua resposta foi não, veio ao lugar certo!

Para começar a nossa conversa, é preciso entender que a inflação é um termo que indica o aumento dos preços. Nesse aumento se enquadra todo tipo de produto e serviço.

Essa elevação nos preços é calculada pelos índices de inflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o órgão responsável por produzir essas análises mensais e anuais no País.

O IBGE produz ao todo seis índices de inflação. São eles:

  • IPCA;
  • INPC;
  • IPCA-15;
  • IPCA-E;
  • IPP;
  • SINAPI.

No entanto, dois deles são os mais importantes, pois analisam o impacto do aumento dos preços na população geral. Nesse caso se destacam os índices IPCA e INPC.

Entender sobre os índices de inflação e, principalmente, qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil, é muito importante para saber quando e como investir. Continue a leitura para conhecer todos os detalhes do tema.

Índice que mede a inflação no Brasil: IPCA ou INPC, qual o oficial?

Antes de descobrir qual o índice de inflação real no Brasil, é preciso compreender o que difere os dois mais importantes do País. Por que apenas um entre IPCA e INPC é mais considerado para avaliar a inflação?

Vamos começar desvendando cada sigla dos índices.

O índice IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Já o INPC tem como correspondência: Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

No nome, o que difere os dois é a palavra “amplo”. Enquanto um calcula a realidade dos preços em uma perspectiva populacional maior, outro é mais restrito a um grupo.

Dito isto, você já deve ter entendido qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil, né? Isso mesmo, o IPCA.

Com o IPCA, é analisada a variação do custo de vida médio das famílias com renda de um a 40 salários mínimos por mês. Enquanto que com o INPC essa análise é feita entre famílias com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

Como é feito o cálculo do IPCA?

O índice de inflação IPCA, como já foi dito mais acima, é calculado pelo IBGE. Criado em 1979, foi só no ano 2000 que este índice passou a ser o oficial da inflação no País.

Além de ser o índice oficial que mede a inflação, o IPCA também baseia as metas de inflação e serve para revisar a Taxa Selic. Essas duas outras análises são feitas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e Comitê de Política Monetária (Copom), respectivamente.

Entendendo qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil e a importância do IPCA, vamos direto ao assunto: como é feito o cálculo da inflação real no Brasil?

Essa análise é feita coletando o preço dos produtos e serviços presentes na lista da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). A pesquisa é feita nas principais cidades urbanas do País. O que, por mês, equivale a análise de quase 400 mil produtos e serviços e 30 mil lojas visitadas.

Para ter um efeito comparativo válido, a pesquisa é feita mensalmente nos mesmos estabelecimentos. Assim podemos avaliar o retrato da inflação na vida da maioria da população brasileira.

Os produtos pesquisados são divididos em grandes grupos. Cada um deles possui um peso diferente no índice de inflação a depender da importância para a vida da população. Confira os grupos e seu peso na tabela abaixo.

tabela - qual o índice que mede a inflação oficial no brasil

Entender sobre qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil é muito importante, também, para reconhecer o melhor momento para investir. Afinal, o aumento dos preços de produtos e serviços impacta diretamente nessa decisão. Continue a leitura para saber mais sobre o tema.

Valor da inflação para o mercado financeiro no Brasil

A inflação não pesa somente na hora de comprar alimentos, roupas, pagar a escola ou a gasolina, ela aparece também no momento de investir. Afinal, quanto mais se paga nos produtos e serviços, menos se tem para guardar.

Em 2021, o valor da inflação no Brasil vem sofrendo uma alta. A partir do momento que essa alta se torna constante, cria-se um clima de incertezas no âmbito econômico e também no de investimentos.

De acordo com os últimos dados de novembro/2021 da pesquisa Focus do Banco Central, a expectativa de inflação para 2021 é de 10,15%. Até setembro/2021 este número era de 5,8%. Para 2022 a estimativa é que o IPCA esteja a 5%.

No entanto, estima-se que a taxa Selic tenha alta, de 9,25% até o fim de 2021, para 11% em 2022. Essa expectativa  significa que há um movimento para controlar a inflação.

Mas há saída para garantir a rentabilidade de seus investimentos! Confira a seguir como fazer isso, mesmo que o índice de inflação para 2021/2022 esteja alto.

Inflação no Brasil: como proteger seus investimentos?

Já percebeu a importância de saber qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil e seu funcionamento, né? Agora, como se preparar para a alta dos preços?

Bom, como disse alí em cima, o índice de inflação para 2021/2022 está com tendência de alta. Assim como há um aumento da Selic. Mesmo que esse retrato atual gere incertezas, é possível contornar os riscos.

Como? Andando junto com a inflação.

Nestas situações os investimentos de renda fixa são uma boa opção. O motivo é que além de estarem ligados ao IPCA, eles têm a porcentagem fixa de rendimento anual.

Entre os investimentos de renda fixa mais propícios para os momentos de inflação alta, estão:

  • tesouro direto: tipo de título público, onde se “empresta” dinheiro para o governo, que te paga com juros correspondente ao período do empréstimo;
  • renda fixa privada: são as emitidas por bancos e financeiras, CDBs, LCIs, LCAs e debêntures, são alguns exemplos;
  • fundos imobiliários: o investimento é aplicado em ativos do mercado imobiliário;
  • fundos de inflação: rendimento aliado ao índice IPCA.

Para entender um pouco mais sobre os investimentos em renda fixa, veja o vídeo abaixo para investir sem medo! Dê o play agora mesmo!

Agora que você já sabe qual o índice que mede a inflação oficial no Brasil e como a alta do IPCA afeta a vida da população, chegou o momento de evoluir mais no conhecimento!

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Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

Índice futuro: o que é? Como funciona? Para quem é indicado?

Se você já investe na bolsa de valores ou está familiarizado com certos conceitos do mercado financeiro, então provavelmente já ouviu falar sobre o principal índice da B3, o índice Ibovespa. 

Mas você sabia que é possível fazer investimentos com aportes ligados a ele? É nesse cenário que devemos entender o que é o índice futuro e como ele funciona.

Quer saber mais sobre o que é INDFUT, para quem é indicado este tipo de investimento e até mesmo qual a relação com o Ibovespa? 

Neste conteúdo falaremos sobre todas essas questões, como funciona o índice futuro e suas principais vantagens e riscos. Continue a leitura!

O que é índice futuro?

Antes de falar sobre o que é índice futuro, devemos entender o Ibovespa, também conhecido como IBOV. 

Como falamos, este é o principal índice da bolsa no Brasil, que pode ser definido como uma carteira teórica com as ações e empresas mais representativas, servindo como um termômetro do mercado acionário no país.

Isso significa que o Ibovespa não é um ativo negociável, mas tanto o índice futuro quanto o mini-índice são contratos derivativos dessa carteira teórica, já que o preço deriva do valor do ativo a que ela está atrelada.

Ou seja, o contrato do índice futuro e do mini-índice são ativos que podem ser comprados e vendidos na bolsa de valores, negociados no Mercado Futuro.

A verdade é que os índices futuros podem ser adquiridos de maneira semelhante às ações. A diferença está nos vencimentos dos contratos que, no caso dos índices, acontecem em uma data futura específica.

Como funciona o índice futuro?

Agora que já falamos sobre o que é índice futuro, é o momento de entender como ele funciona. Basicamente, para isso devemos compreender que os contratos do índice futuro podem ser negociados em duas categorias.

A primeira delas são os contratos de mini-índice (WIN), ideal para os investidores que desejam movimentar menores quantias. Isso porque o lote mínimo do mini-índice tem apenas um contrato, com a variação de cotação em R$ 0,20 por ponto do Ibovespa.

A outra modalidade é a de índice cheio (IND), indicada para os investidores com o objetivo de movimentar um maior montante financeiro. Essa categoria possui a variação de cotação em R$ 1 por ponto do Ibovespa, além de ter um lote mínimo de cinco contratos.

Tanto o WIN quanto o IND a alavancagem é uma ferramenta importante (assim como em todo o mercado futuro), o que significa que os investidores podem movimentar valores mais altos do que têm disponível.

Isso porque o potencial de valorização ou desvalorização do valor investido na aquisição do índice futuro é muito maior por meio da alavancagem, com técnicas utilizadas que facilitam a multiplicação da rentabilidade com endividamento.

Por esses motivos, podemos dizer que o investimento em índice futuro é mais indicado para o perfil de investidores mais agressivos e arrojados, que em geral estão mais dispostos a encarar os altos e baixos da renda variável.

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Quais as vantagens e riscos de investir em índice futuro?

Como em todo investimento, é preciso conhecer os benefícios e riscos que podem ocorrer nas aplicações. Entre as principais vantagens, podemos citar:

  • alta volatilidade;
  • alta liquidez;
  • possibilidade de alavancagem.

Por conta da alta volatilidade, entendemos que esse é um tipo de investimento com oscilações frequentes. Isso exige muita atenção do investidor, mas também se torna o cenário ideal para que traders consigam ganhos significativos.

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Já os riscos são os mesmos que em qualquer outro investimento indicado para o perfil arrojado. Por se tratar de uma especulação, há o risco de perda caso suas projeções não se confirmem.

Vale a pena investir em contratos futuros?

Agora que você já sabe o que é INDFUT e como funcionam os índices futuros, pode estar se perguntando: mas por que investir nessa modalidade? A verdade é que essa categoria pode trazer uma boa rentabilidade, em curto prazo, podendo variar de dias a semanas.

Entretanto, é necessário ter cautela e consiga realizar uma boa análise técnica dos seus investimentos (para conhecer o histórico e prever cenários, por meio de gráficos), além de estar a par sobre os riscos que envolvem essas operações.

Como falamos sempre quando refletimos se vale a pena ou não entrar em determinado investimento, o ideal é que você analise o seu perfil de investidor, entenda mais sobre o ativo que deseja aplicar e escolha o melhor a partir dos seus objetivos.

Afinal, não existe uma resposta única a essa pergunta, já que o perfil e as metas de um investidor e outro são diferentes. Mas agora que você já sabe o que é índice futuro e como funciona, consegue tirar suas próprias conclusões.

O importante é que nunca deixe de estudar e adquirir conhecimento, já que o mundo do mercado financeiro e de investimentos é um prato cheio para isso. Por isso, aqui na Faculdade XP temos diferentes opções de artigos e vídeos para que você continue aprofundando os seus conhecimentos ainda mais.

E para contar com mais segurança no investimento em mercado futuro e de ações, é essencial já ter conhecimento em renda variável. 

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