Renda Variável

A renda variável é uma modalidade de investimento com riscos, isso porque ela não tem indexadores (exceto, alguns tipos) e nem prazo de vencimento diferentemente da renda fixa. Diante disso, não há uma garantia de que você receberá algo ao investir.

Ideal para quem quer obter maiores ganhos, mesmo correndo riscos, a renda variável é uma oportunidade para aumento do patrimônio. Contudo, é importante a diversificação de ativos na carteira e ficar atento às taxas de cada modalidade de aplicação. As principais são: taxa de corretagem, taxa de custódia, imposto de renda, emolumentos (taxas de negociação e liquidação)

De acordo com um levantamento feito pela B3 (Bolsa de Valores Oficial do Brasil) há 3,4 milhões de pessoas que investem em renda variável. O estudo foi divulgado em outubro de 2021.

Investir em renda variável não é e nem deve ser um bicho de sete cabeças. Por isso, aqui você aprenderá tudo sobre o assunto para não ficar com dúvidas. Ao final da leitura você entenderá o que é, como funciona, tipos de aplicações, benefícios e quais investimentos valem a pena fazer. Vamos lá?

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Renda variável: o que é?

A renda variável é um ativo volátil em que a rentabilidade não é conhecida ao realizar a aplicação, ou seja, não há garantia de um ganho fixo e nem o reembolso do valor investido. O investidor pode ganhar ou perder dinheiro.

Para a obtenção de ganhos expressivos, isso irá depender do desempenho da empresa (ações), comportamento do mercado em períodos diversos, crescimento da economia, juros e outros fatores determinantes.

O rendimento da renda variável não é atrelado a nenhum indicador oficial. Contudo, há exceções. Aplicações em dólar, indicadores setoriais (ibovespa ou Ifix) e indicadores futuros (curva de juros).

Perfil do investidor

Você sabe qual é o seu perfil de investidor? O seu perfil irá determinar quais investimentos são mais adequados para sua realidade, nível de experiência, conhecimento e vontade de correr riscos.

Confira os perfis de investidores.

·         Conservador: concentra os ativos em riscos menores e a segurança do patrimônio é prioridade.

·         Moderado: busca ser equilibrado nas aplicações e tem ativos com um pouco de risco.

·         Arrojado: busca oportunidades para obter ganhos maiores no longo prazo.

·         Agressivo: sabe lidar bem com mudanças no mercado financeiro e possui muitos ativos com riscos que podem trazer ganhos elevados.

Plataformas

Ao investir em renda variável procure por uma instituição autorizada pelas autoridades financeiras, sendo a Comissão de Valores Monetários e o Banco Central. Quer saber se alguma corretora ou banco tem a autorização para operar no mercado financeiro? Você pode consultar no site do Bacen.

Principais modalidades de investimentos em renda variável

Investir em renda variável não é tão difícil, mas precisa de estudo prévio. Isso porque você necessita entender o funcionamento de cada tipo de investimento. Conheça abaixo algumas modalidades:

Ações: representam o menor pedaço (cota) de uma empresa que oferta sociedade. Logo, quem compra uma ação (integral ou fracionada) se torna sócio do negócio. Atualmente, as ações são negociadas por pregão eletrônico na Bolsa de Valores mediante ordem de compra e venda.

Há dois tipos: as ações ordinárias (direito a voto em assembleias de acionistas) e as preferenciais (direito para receber dividendos).

Fundos Imobiliários (FIIs): realizam o investimento em ativos do setor imobiliário por meio de imóveis físicos ou em títulos de crédito imobiliários.

Há diversos tipos de FIIs sendo de tijolos, de papel, fundos de fundo, híbridos e de desenvolvimento. O investidor, após a compra de cotas, terá o direito de receber parte da renda obtida por cada fundo imobiliário.

Câmbio: é o investimento feito em moedas (dólar, euro e outras). Alguns investidores usam a oportunidade da diferença cambial para geração de renda. Além disso, é uma aplicação que pode proteger o patrimônio quando ocorrer oscilações da economia e do mercado brasileiro.

ETFs (Exchange Traded Fund): conhecido como “fundo de índices” é um investimento no mercado exterior com aplicação feita no mercado local. O usuário faz o investimento em uma carteira com ações de diversas companhias estrangeiras.

Geralmente, os ativos acompanham um determinado índice: indicador de mercado ou setorial. Com isso, os ETFs replicam a rentabilidade de outros índices.

Derivativos: é um investimento que deriva do preço de outra aplicação financeira. Ele estabelece condições de compra ou venda no futuro de determinado ativo. Os mais conhecidos são os contratos futuros e opções.

Contratos futuros: são um tipo de derivativo, negociado na Bolsa de Valores, que realiza contratualmente a compra e venda de algum ativo. As partes são obrigadas a transacionar o ativo a determinado preço e tempo. No término prazo da negociação, acontece a liquidação financeira, onde será indicado os lucros ou perdas do investimento.

Opções: são um tipo de derivativo cujo investidor atua na compra e venda de contratos negociados na Bolsa de Valores. Em suma, é quando um contrato dá ao seu titular o direito (opcional) de compra ou venda de determinado ativo, isso em uma data posterior, com o valor previamente definido.

Há dois tipos de opções: opções de venda que apostam na queda de uma ação (puts) e opções de compra que apostam na alta da ação (calls).

Quais os riscos de aplicações em renda variável?

Quem investe em aplicações de renda variável pode arriscar perder dinheiro, se ao resgatar o ativo, o mesmo estiver com valor abaixo do que quando foi comprado. Esse tipo de queda pode acontecer de forma brusca ou gradual.

O investimento não é indicado para investidores que queiram resgatar aplicações no curto prazo, pois sua rentabilidade é melhor no médio e longo prazo.

Vantagens de investir em renda variável

Se você já tem uma reserva de emergência e ela está na renda fixa, é hora de olhar para a renda variável. Veja abaixo benefícios para iniciar logo seus investimentos:

  • Recebimento de proventos (dividendos, aluguéis ou juros sobre capital próprio);

  • Mais opções de investimentos (ações, ETFs, FIIs),

  • Melhor rentabilidade,

  • Aumento do patrimônio;

  • Variedade ao investir em negócios no Brasil ou exterior;

  • Aplicações podem ser feitas online;

  • Alguns investimentos você consegue investir por aplicativo no celular;

  • No mercado acionário, o investidor pode ter o ativo por um longo período.

Investimentos em renda variável valem a pena?

Se você é um investidor com perfil resiliente, compensa. Isso porque, ao comprar um ativo, quanto maior o risco, maior é o potencial de valorização e ganhos com o investimento na dinâmica.

Além disso, a longo prazo, se você investir em Ações ou Fundos Imobiliários, por exemplo, haverá o recebimento de proventos mesmo que as aplicações parem de ser feitas.

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