Tesouro Nacional: funcionamento, títulos e como investir

O que vem à sua mente quando pensa ou ouve falar sobre Tesouro Nacional?

Talvez você já faça algum tipo de relação com os Tesouro Direto e Tesouro IPCA+ e por aí vai.

Para que não haja mais dúvidas nesse sentido, a Xpeed vai te contar melhor do que o Tesouro Nacional se trata e muito mais!

Então fica aí!

 

O que é o Tesouro Nacional

De forma resumida, pode-se dizer que o TN (Tesouro Nacional) representa o caixa do governo brasileiro.

Administrado e contabilizado pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) – comandada pelo Ministério da Economia -, serve principalmente para captar recursos ao governo.

“Como?”

Por meio dos impostos federais cobrados e da emissão de títulos públicos.

Com o programa Tesouro Direto, é possível investir no Tesouro Nacional, o que significa investir nesses títulos públicos emitidos pelo governo.

Ou seja, esse “caixa” pode captar recursos por meio de investimentos assim como qualquer instituição privada.

 

Como funciona o Tesouro Nacional

Por também avaliar a situação fiscal do Estado e fazer relatórios periódicos, é como se fosse o “contador” do país.

Além disso, essa secretaria também gerencia o saneamento financeiro dos estados e seus municípios.

Dessa forma, os títulos do Tesouro Nacional – ou títulos da DPF (Dívida Pública Federal) -, possuem um importante papel no mercado e para o próprio governo.

Isso justamente porque, com base em tudo que já contamos, o principal objetivo é financiar as despesas públicas.

A propósito, as 2 principais razões para emissões de títulos são:

  • Financiar o déficit orçamentário;
  • Realizar operações para fins específicos, definidos em lei.

Ao investir em um título público, você se torna um credor do governo, que, em troca, paga uma taxa de juros que pode ser fixa, indexada ou híbrida.

Assim, você empresta dinheiro para na hora de vender o título receber uma remuneração por esse empréstimo feito.

Por ser emitido pela STN, por meio do sistema do Tesouro Direto, você tem total segurança de que receberá conforme combinado, até porque a própria economia brasileira é a sua garantia.

Para o governo não pagar uma dívida assim, a situação precisar ser muito, mas muito crítica.

 

Regras para investir

O valor mínimo para investimento no Tesouro Direto, em qualquer título, é de R$ 30, e o valor máximo é de R$ 1 milhão por mês.

Além disso, o investidor não é obrigado a comprar um título inteiro: ele pode investir uma quantia que corresponda apenas a uma parte – fração – de um título.

A fração mínima é de 1% do valor total do título, e a compra sempre será em frações até atingir os 100% do título.

 

Títulos do Tesouro Nacional

Cada título público do TN conta com uma taxa de juros e data de vencimento do título específicas.

Abaixo, você verá que alguns têm rentabilidade atrelada a diferentes indexadores.

 

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)
  • Tesouro IPCA+ Juros Semestrais (NTN-B)

Tais títulos têm seu rendimento atrelado ao índice oficial de inflação do Brasil: o IPCA.

A diferença entre o segundo e o primeiro está no pagamento de juros antecipados, que, no caso do último, é a cada seis meses.

 

Prefixados

Como o nome sugere, esses títulos têm rendimento prefixado: no momento da aplicação, já se sabe o quanto ele vai render até o vencimento, então essa rentabilidade não muda.

Aqui, a diferença consiste no prazo de vencimento e, também no caso do segundo, o fato de os juros serem pagos a cada seis meses.

 

Atrelados à Selic

  • Tesouro Selic

Atrelado à Selic (taxa de juros básicos do Brasil), esse título também é um título pós-fixado.

O valor mínimo de aplicação varia entre eles, pois os títulos emitidos pelo TN têm valores diferentes entre si.

De todo modo, no geral ficam pouco abaixo ou acima de R$ 30.

 

Como investir em títulos do TN

Para se ter ideia, é possível investir em títulos do Tesouro Direto de 3 maneiras:

  • Pelo site do Tesouro Direto: na plataforma do programa, basta ser cadastrado no programa e ter uma conta em instituição financeira;
  • Pelo site de sua instituição financeira;
  • Pela sua própria instituição financeira, ao autorizá-la a negociar títulos em seu nome.

O horário de funcionamento do Tesouro Direto abrange das 9h30 às 18h com os títulos podendo ser negociados em dias úteis.

Fora dessa faixa de horário, é preciso agendar o investimento ou venda do título.

Enquanto isso, os títulos disponíveis, rentabilidade e outros pontos podem ser consultados 24 horas por dia, nos 7 dias da semana.

 

Impostos e taxas do Tesouro Direto

Tais impostos incidem sobre os rendimentos dos títulos o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) quando há resgate da aplicação em menos de 30 dias.

Além disso, é cobrado IR (Imposto de Renda), com alíquota regressiva dependendo do prazo do investimento – período em que o investidor mantém a quantia aplicada no título:

  • 20%: em aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5%: em aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15%: em aplicações com prazo acima de 720 dias.

Por fim, há uma taxa obrigatória cobrada pelos investimentos no Tesouro Direto: a taxa de custódia.

Cobrada pela B3 (Bolsa de Valores brasileira), essa taxa é de 0,30% ao ano.

Porém, algumas corretoras de investimentos também podem cobrar taxas de administração pelo investimento no Tesouro Direto.

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