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Será que vale a pena fazer o resgate da Previdência Privada?

Quando se fala em previdência privada, logo pensamos em investimentos que podem gerar rendimentos a longo prazo, e, por isso, as pessoas guardam o dinheiro para usá-lo no futuro. De fato, este é o objetivo do recurso, porém, a prática do resgate da previdência privada tem sido cada vez mais frequente. 

Nos últimos anos, os investidores tiveram que lidar com a queda na bolsa de valores e a volatilidade na renda fixa. Como aumentou a preocupação financeira a curto prazo, muitas pessoas,não acostumadas a lidar com rendimentos negativos, optaram por fazer retiradas altas da previdência.

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), os saques em 2021 cresceram 25%, somando R$103,4 bilhões.

São números consideravelmente altos para pouco tempo. Contudo, com o tempo pôde-se observar os impactos que o resgate de contribuições de previdência privada antes do tempo previsto pode causar.

Antes de falar sobre isso, é necessário pensar: o resgate da previdência é uma solução viável? Até que ponto vale a pena ou não usar o dinheiro aplicado para resolver eventuais problemas? Quer saber mais sobre essas questões? Então, continue a leitura!

O que é a previdência privada?

Basicamente, previdência privada é um investimento a longo prazo que serve para complementar a previdência privada, no caso, o INSS.

Na prática, aplica-se uma quantia inicial por meio das seguradoras, e, conforme o tempo, você inclui quantias mensais na conta. Logo, o dinheiro é aplicado até o momento do resgate.

Descubra neste vídeo mais vantagens de investir na previdência privada:

O que é resgate de previdência privada?

O resgate da previdência privada ocorre quando a pessoa retira os valores aplicados no fundo previdenciário antes do tempo previsto. Apesar de ser um processo simples, em geral é necessário pagar taxas por não esperar até o fim do contrato.

Isso ocorre, muitas vezes, exatamente porque as instituições querem estimular os investidores a manterem as aplicações por longos períodos. Então, normalmente, há uma cobrança aplicada sobre as reservas no momento do resgate.

Contudo, como mostra este artigo do InfoMoney, a cobrança dessa taxa pode representar perdas reais ao investidor. Às vezes, pode acontecer de o resgate ser menor do que o aportado.

Como fazer o resgate de previdência privada?

O contrato de um plano de previdência privada já especifica o prazo possível do  resgate do dinheiro. Entretanto, existem algumas regras que devem ser seguidas. 

Por exemplo, é necessário cumprir um período de carência antes de fazer o resgate total ou parcial (o que, dependendo do contrato, pode variar de 60 dias a 24 meses). Além disso, depois de fazer a primeira solicitação, deve-se esperar de dois a seis meses.

Da mesma maneira, quem retirar antes do tempo previsto precisa pagar uma taxa extra. Contudo, lembre-se: todas essas informações e prazos devem estar discriminados no regulamento tanto de planos individuais quanto coletivos. 

O regulamento é um instrumento jurídico que contém os direitos, os benefícios e as principais características do plano do fundo. Esse documento é entregue no ato da inscrição, por isso é importante a leitura atenta da proposta descrita.

Ainda assim, ao falar sobre como resgatar o dinheiro da previdência privada, saiba que isso pode ser feito de três maneiras:

  • resgatar o valor investido (total, parcial ou mensal);
  • receber renda mensal ou em caso de morte do assistido;
  • receber renda vitalícia (atualmente já não é mais muito comum, pois os planos dificilmente se comprometem a pagar algo sem duração específica).

Além disso, na renda mensal, quando morre um titular, o saldo pode ir para os beneficiários ou ser revertido para o próprio fundo. Tudo isso depende das especificações do contrato.

Quanto tempo demora para resgatar a previdência privada?

O resgate de previdência privada é um processo simples. Você pode fazer o pedido a qualquer momento (dentro das regras do contrato), sendo que ele normalmente é creditado em até 5 dias úteis após a data de solicitação

< Leia também: 3 tipos de previdência: aposentadoria com dinheiro no bolso! / >

Vale a pena fazer o resgate antecipado?

Geralmente o resgate antecipado da previdência privada não é a melhor saída para o cliente, que certamente deverá arcar com taxas extras e impostos no momento do resgate.

No entanto, optar por ele nem sempre está nos planos. Isso porque, muitas vezes,  a pessoa decide realizar o resgate devido a uma situação de emergência, como a perda de emprego repentina, o que a deixa descapitalizada e preocupada por não saber como administrar as contas futuras.

Em casos mais extremos, quando há situações de doença na família, a necessidade faz com que uma das únicas alternativas seja recorrer a empréstimos ou fazer o resgate de previdência privada antecipado. 

Contudo, essa última opção pode se tornar um grande problema porque, além da taxa da previdência privada, o cliente terá que pagar os juros altíssimos do empréstimo.

Por essas e outras, recomenda-se iniciar uma reserva de emergência com alta liquidez (velocidade com a qual um ativo pode ser convertido em dinheiro) antes da previdência privada. 

Assim, ao invés de precisar tirar o dinheiro de seus investimentos de longo prazo em momentos de necessidade, você terá um montante reservado exatamente para isso. 

< Quer saber mais? Leia em Reserva de emergência: o que é e como construir uma / >

Resgate de previdência privada é tributável?

Como você viu,  é necessário contribuir com o pagamento de impostos ao resgatar a previdência. Eles são calculados de acordo com os dois planos e suas tributações. Vamos conhecer eles agora:

Plano PGBL e VGBL

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite o uso de contribuições ao plano com deduções de até 12% da renda bruta para que se pague menos no imposto. Mesmo assim, o grande perigo é que neste plano o IR incide sobre os rendimentos e o valor empregado.

Já o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), há cobrança do Imposto de Renda no resgate da previdência privada somente sobre os rendimentos, tornando um plano mais justo para quem deseja readquirir o dinheiro antecipadamente.

Tributação regressiva e progressiva

Existem duas tabelas de Imposto de Renda escolhida para o plano. A progressiva é a que incide sobre os salários, começando com 0% e aumentando progressivamente até chegar ao limite de 27,5%. A taxa é de 15% ao fazer o resgate, o valor a mais ou a menos será feito na declaração anual.

Já na regressiva, a alíquota inicia em 35% e diminui 5 pontos percentuais a cada dois anos. Logo, a mínima é de 10% para prazos acima de 10 anos.

No final das contas, o plano VGBL com uma tabela regressiva pode ser uma opção adequada, visto que o imposto será cobrado apenas pelos rendimentos. Além disso, a alíquota resultará da regressão do tributo, que pode depender do valor efetuado e do tempo de resgate, ou seja, curto, médio ou longo prazo.

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Para além do resgate de previdência: planeje seu futuro

Solicitar o resgate da previdência privada é uma operação simples. Em primeiro lugar, é necessário acessar o site do banco ou da corretora que você contratou o plano e, assim, fazer o pedido.

Contudo, não se esqueça de que é necessário respeitar a carência estipulada em contrato.

Mas, lembre-se de que fazer o resgate da previdência privada requer mais conhecimento, principalmente porque a volatilidade da renda e o cenário econômico e político influenciam os rendimentos, e, claro, você não quer perder dinheiro, não é?

Por isso, a Faculdade XP pode fortalecer o seu campo de visão com o curso Previdência e Planejamento: Turbinando sua Aposentadoria

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Como classificar gastos pessoais? Guia prático!

Ter um bom controle financeiro é uma das principais maneiras de cuidar do seu dinheiro. Neste sentido, é fundamental saber como classificar gastos pessoais para conseguir se organizar melhor.

Criar uma rotina referente a este assunto pode ajudar não apenas a conquistar um bem-estar financeiro, mas também a evitar dívidas e ter um planejamento para o futuro.

O endividamento e a desorganização financeira, infelizmente, assolam boa parte das famílias brasileiras. Foi o que mostrou uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo ela, 3 em cada 10 famílias estão endividadas.

Se você é uma das pessoas inseridas nesse número, chegou ao lugar certo! Sabia que entender como classificar gastos pessoais pode te ajudar, e muito, a sair do labirinto das dívidas?

Muitos são os motivos  que fazem as pessoas ficarem endividadas, sendo um deles a falta de  organização da vida financeira. Este fator pode trazer muitas consequências para o bolso e também para a saúde.

Neste guia prático vamos te ajudar a ter uma relação saudável com o seu dinheiro. Continue a leitura para entender tudo sobre como organizar seu orçamento mensal para ficar fora das dívidas.

Por que fazer a classificação de gastos pessoais?

A classificação de despesas pessoais é uma das primeiras etapas para começar a ter uma relação saudável com o dinheiro. A desorganização financeira afeta não só o seu bolso, mas também a vida fora da parte econômica.

Estar endividado afeta a saúde mental e também física, como mostram estudos.  Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR), para 78% dos brasileiros a incerteza financeira é a principal causa de preocupação.

A pesquisa também revelou que esse adoecimento eleva em 13 vezes o risco de uma pessoa ter infarto. Entre as doenças mais comuns indicadas no estudo estão:

  • ansiedade;
  • estresse;
  • aflição;
  • depressão.

Portanto, entender como classificar despesas pessoais é uma técnica aliada a sua saúde financeira, mental e física. É preciso deixar claro, porém, que um relacionamento saudável com seu dinheiro se constrói com organização e foco.

< Dica de leitura: Como acabar com as dívidas e sair do vermelho? Descubra! / >

Qual a importância de ter um bom planejamento financeiro?

Planejamento financeiro é um conjunto de medidas estudadas que ajudam a organização financeira pessoal ou empresarial.

Serve como uma estratégia para a tomada de decisões a partir da utilização de ferramentas de controle, por exemplo. Isso facilita a realização dos objetivos, com segurança e tranquilidade, levando em consideração o perfil e a característica de cada pessoa.

Seguindo os dados da pesquisa realizada pela Associação Planejar, os principais motivos dos brasileiros em busca de um planejamento financeiro são:

  • 46,2% querem organizar as finanças;
  • 41% querem evitar dívidas;
  • 9,8% estão endividados;
  • 18,6% se preparam para a aposentadoria;
  • 14% querem comprar um imóvel;
  • 7,4% desejam comprar um veículo.

Essa é a importância da educação financeira. Contudo, no Brasil, não é uma prática recorrente falar sobre dinheiro ou educar a população financeiramente, desde a adolescência.

Isso acaba fazendo com que muitas pessoas não consigam se planejar financeiramente, sendo mais fácil entrar em dívidas ou tendo maior dificuldade para alcançar seus objetivos. Por isso, é tão necessário falar sobre este assunto.

Um dos primeiros passos para ter um bom planejamento das finanças é, justamente, aprender a como classificar gastos pessoais, seja com planilhas ou aplicativos. A partir disso, é possível estabelecer suas metas, juntar dinheiro periodicamente e, principalmente, aprender a investir.

< Leia também: Como construir um plano financeiro e manter as finanças em dia? /> 

Como classificar gastos pessoais? 5 dicas

Agora que já sabe a importância da classificação e do controle de finanças pessoais, fica a dúvida: como fazê-los? 

Confira a seguir as cinco principais dicas para ter uma vida financeira mais organizada e aprenda a criar categorias de acordo com os diferentes tipos de despesas pessoais.

1. Anote todas as entradas do mês

O primeiro passo para se organizar com seus gastos pessoais é anotar tudo o que entra de dinheiro no seu mês. Aqui estão inclusos: 

  • salário;
  • bonificações;
  • 13º salário;
  • férias;
  • auxílio desemprego;
  • freelas, etc.

Não tem como classificar gastos pessoais de maneira eficiente se você não visualiza quanto  está ganhando no mês vigente. Essa é uma das principais dicas para ter um bom planejamento financeiro. 

Assim, terá mais noção se o seu consumo é coerente com o valor ou não.

2. Registre todas as despesas do mês

Com as entradas anotadas é hora de avaliar seus gastos para ter um bom controle de despesas pessoais. É nessa hora que o nervosismo começa a aparecer.

Mantenha a calma! É importante ter em mente que a visualização irá te ajudar a entrar em uma nova fase financeira.

Então, anote todas as despesas que tiver no mês. Aqui estão incluídos desde os gastos mais supérfluos até os mais necessários.

Não se preocupe em ir atualizando a planilha ao longo do mês com despesas que forem surgindo. Tê-los anotados vai ser de grande ajuda para o seu novo planejamento financeiro.

3. Identifique a origem das despesas

Visualizando todos os gastos é hora de dividi-los em dois grandes grupos. Essa classificação vai te ajudar mais tarde quando for criar as categorias para os tipos de despesas.

Então, separe todos os seus gastos em dois grupos: despesas fixas e variáveis. O que isso significa?

No grupo das despesas fixas pessoais coloque todos os gastos que mês a mês não mudam de valor. Por exemplo:

  • contas da casa: aluguel e internet;
  • transporte: valor das passagens de ônibus ou gasolina;
  • mensalidades recorrentes: faculdade, academia ou plano de saúde;
  • assinaturas mensais: isso inclui plataformas de streaming, como Netflix, HBO Max, Spotify e outros.

Já no grupo das despesas variáveis, entram os gastos que não possuem um valor fixo. Por exemplo: alimentação, conta de luz e de água, lazer, etc.

< Veja também: Aprenda a quebrar o tabu do dinheiro e a ter uma vida financeira equilibrada />

4. Crie categorias para as contas

Entendendo as duas principais categorias de despesas, fica mais simples aprender como classificar gastos pessoais. 

Afinal, separar as suas contas em grupos comuns é a maneira mais simples de compreender onde se tem mais gastos variáveis e fixos.

Além disso, essa divisão trará mais clareza acerca das suas despesas. Crie classificações de acordo com as contas que você tem.

Por exemplo: Marcos mora de aluguel na zona norte do Rio de Janeiro e trabalha no centro da cidade. Antes do trabalho, ele vai para a academia. Nos fins de semana ele gosta de ir ao parque e também ao shopping.

Como classificaremos os gastos pessoais de Marcos? Confira a tabela abaixo.

Como classificar gastos pessoais - tabela

Repare que despesas fixas e variáveis se misturam nas classificações. Isso é muito normal. Mas ter esse controle de gastos pessoais é fundamental para ter um melhor planejamento.

ATENÇÃO!

Nunca crie a categoria “outros”. Mesmo que pareça mais simples para entender a quantia que saiu do seu salário, você nunca saberá para onde exatamente esse dinheiro foi.

5. Analise o que pode melhorar

Visualizou para onde vai a maior parte do seu dinheiro? Agora é a hora de analisar o que está certo e o que pode melhorar.

Nessa última etapa é importante avaliar o que tem se gastado muito e elaborar um plano estruturado para reduzir essa despesa no próximo mês. 

A ideia é sempre realocar essa parte que não está deixando sua vida financeira saudável para algo que seja mais positivo.

Por exemplo: Marcos gasta ⅓ do seu salário com fast food, o que é muito, considerando as outras tantas despesas do seu mês. 

Essa análise só é possível com o controle de despesas pessoais em categorias. Assim, ele verá o que é mais importante para ser priorizado em sua vida no mês seguinte.

Além disso, é fundamental que a classificação de gastos seja feita sempre. Só assim é possível avaliar se há avanços ou não.

Isso parece muito trabalho? Existem algumas ferramentas e aplicativos que podem ajudar neste momento. Confira a seguir.

Como ter um bom controle de finanças pessoais? 3 opções

Até aqui você já entendeu a importância de classificar e criar categorias de despesas pessoais. Mas, qual a melhor maneira de visualizar o que entra e o que sai no seu bolso? Conheça três ferramentas que podem te ajudar.

Planilha Excel

Ter uma planilha de gastos pessoais é a maneira mais simples e funcional de visualizar essa entrada e saída de dinheiro. Montando uma planilha no Excel você terá a facilidade de criar seções de entradas e despesas e separá-las conforme as classificações citadas neste guia.

Além disso, as fórmulas que podem ser usadas nas planilhas do Excel vão deixar sua vida financeira ainda mais automatizada. Mas, você tem dificuldade no uso da plataforma?

Se você tem dúvidas sobre como montar essa planilha, o InfoMoney disponibiliza uma completa, em que é só preencher com as suas informações. Confira aqui.

Guiabolso

O Guiabolso é um aplicativo que permite o cadastro e o acompanhamento financeiro com a possibilidade de integrar os dados de conta das principais instituições financeiras do país.

Assim, é possível verificar o saldo disponível e organizar as contas de acordo com as categorias.

Uma boa funcionalidade é a construção de metas a curto, médio e longo prazo. Por exemplo, é possível estipular um valor x para depósito em determinada época do ano, sendo que o aplicativo calcula o quanto o usuário deverá depositar mensalmente até a chegada da data-limite.

Organizze

Com o Organizze, o usuário pode analisar sua situação financeira completa a partir da visualização de várias contas ao mesmo tempo. 

Dessa maneira, você consegue receber um demonstrativo dos lançamentos do mês, podendo organizar as contas em categorias e subcategorias.

Além disso, o aplicativo pode ser utilizado em modo offline, o que facilita para quem não tem acesso constante à internet.

Como controlar suas finanças?

Quer ir além dessas ferramentas para controle de gastos pessoais? Aqui nós temos a solução para você começar a colocar em prática o planejamento das finanças. Confira estes cursos para você se aprofundar sobre o assunto:

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Demissão: O Que Você Precisa Saber a Respeito?

Demissão é uma palavra que tira o sono de muita gente porque, quando não ocorre por acordo, tem um impacto grande na vida das pessoas. Até o RH se preocupa quanto a como conduzir o processo da maneira menos traumática possível.

Para que você entenda mais, neste artigo, o Tangerino – controle de ponto digital – esclarece esse amplo e tão temido conceito que é a demissão, o que a lei diz a respeito disso, quais os principais tipos de desligamento e como lidar com os seus direitos caso você precise passar por essa situação.

Qual o conceito de demissão?

Demissão é o termo aplicado para indicar a rescisão do contrato de trabalho, ou seja, o fim de uma relação empregatícia. Esse fim pode acontecer por decisão do empregador ou por solicitação do trabalhador, o que leva à demissão por acordo trabalhista.

Seja como for, o processo demissional envolve alguns trâmites e pode garantir direitos diferentes aos profissionais a depender do tipo de rescisão feita. Falaremos mais sobre isso adiante.

O que a CLT diz sobre demissão?

A CLT apresenta orientações quanto aos direitos e deveres dos empregadores e dos trabalhadores na demissão, bem como indica como deve ser o processo. As principais informações a respeito se concentram nos artigos 477 e 478 do documento.

Por exemplo, a CLT determina que é obrigação do empregador fazer as devidas anotações na Carteira de Trabalho e comunicar os órgãos competentes sobre uma demissão. Atualmente, tudo isso pode ser feito pelo eSocial.

Ainda, a empresa precisa fazer o pagamento da multa rescisória e tem até 10 dias para isso, independentemente do cumprimento do aviso-prévio por parte da pessoa demitida.

Cabe destacar também que, desde a Reforma Trabalhista ― Lei n° 13.467, de 2017 ―, a demissão por acordo trabalhista passou a existir, formalizando uma prática antiga, até então, não regulamentada.

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Quais são os principais tipos de demissão?

Antes de detalharmos os direitos no processo demissional, precisamos apresentar os tipos de demissão que existem, segundo a própria CLT:

  • Demissão sem justa causa;
  • Demissão por justa causa;
  • Pedido de demissão;
  • Demissão por acordo trabalhista;
  • Demissão indireta.

Agora, vamos entendê-los melhor.

Demissão sem justa causa

A demissão sem justa causa é a que acontece quando a empresa não precisa ou não deseja mais contar com os serviços de uma pessoa. Isso pode acontecer por simples fim da necessidade, descontentamento com resultados ou por corte de custos, por exemplo.

Sendo assim, ainda que seja possível que o profissional tenha tido um desempenho abaixo do esperado por falta de hard skills adequadas, por exemplo, essa demissão não vem acompanhada de nenhuma “punição” legal. Em outras palavras, não há perda de direitos.

Demissão por justa causa

Por sua vez, a demissão por justa causa é a que acontece quando o colaborador comete falta grave, conforme o artigo 482 da CLT, que elenca as seguintes situações:

  • Ato de improbidade;
  • Incontinência de conduta ou mau procedimento;
  • Negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;
  • Condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena;
  • Desídia no desempenho das respectivas funções;
  • Embriaguez habitual ou em serviço;
  • Violação de segredo da empresa;
  • Ato de indisciplina ou de insubordinação;
  • Abandono de emprego;
  • Ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
  • Ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
  • Prática constante de jogos de azar.
  • Perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão, em decorrência de conduta dolosa do empregado.

Nesse caso, há perda de direitos e, por isso, a organização precisa pedir que a pessoa demitida assine o Termo de Justa Causa, além de reunir documentos que comprovem a infração cometida.

Pedido de demissão

Por sua vez, o pedido de demissão é uma iniciativa do trabalhador e não da empresa. Nesse caso, basta que o profissional informe sobre seu desejo de rescindir seu contrato e acorde o cumprimento do aviso-prévio.

Quanto a isso, cabe esclarecer que o aviso-prévio também é importante para as organizações, sobretudo frente a um pedido de demissão. Isso porque permite que o RH tenha tempo para conduzir um processo seletivo e contratar um novo profissional, evitando que a empresa fique na mão.

Entretanto, o profissional não é obrigado a cumprir o aviso. É possível que haja um acordo quanto a isso e, quando não, uma indenização é descontada da remuneração que o profissional tem direito a receber.

Demissão por acordo trabalhista

Também existe a já mencionada demissão por acordo. Desde a Reforma Trabalhista, é considerado legal a demissão que ocorre por solicitação do funcionário, visando manter parte das verbas rescisórias, diferentemente do que aconteceria em um pedido tradicional de demissão.

Até então, esse tipo de acordo era feito “por baixo dos panos”. Ou seja, acontecia, mas não era permitido por lei e as partes negociavam um percentual das verbas que fosse interessante para ambas.

Atualmente, esse percentual é definido por lei, bem como outros detalhes desse processo de demissão.

Demissão indireta

Para fechar, vamos a um caso bem menos comum: a demissão indireta, também conhecida como justa causa do empregador. Acontece quando o funcionário “demite” a empresa e é diferente do pedido de demissão.

Assim como existe demissão com justa causa para que a empresa encerre um contrato com um profissional com má conduta, um profissional pode buscar esse tipo de rescisão se é a empresa quem descumpre deveres básicos.

Em outras palavras, falamos de algo que ocorre quando é a organização que comete faltas graves. Por exemplo, exigir que os funcionários tenham jornada de trabalho que ultrapasse os limites legais estabelecidos pela CLT.

Quais são os principais direitos do trabalhador quando é demitido?

Boa parte de como funciona o desligamento da empresa tem a ver com o que o DP precisa garantir. Sendo assim, vejamos os direitos que a pessoa demitida tem em cada caso:

Demissão sem justa causa

Conforme orienta a CLT, a empresa precisa comunicar a pessoa com antecedência acerca do fim do seu contrato de trabalho, além de assegurar o pagamento de:

  • Salário proporcional aos dias trabalhados;
  • Férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional;
  • Décimo terceiro salário proporcional;
  • Aviso-prévio;
  • Banco de horas ou horas extras;
  • Saque do saldo integral do FGTS;
  • 40% da multa do FGTS;
  • Seguro-desemprego.

Demissão por justa causa

Nesse tipo de demissão, o trabalhador perde direitos como consequência da falta grave cometida. Entretanto, isso não significa que não tenha nada a receber, uma vez que a empresa ainda deve pagar o salário proporcional aos dias trabalhados.

Em outras palavras, o funcionário perde o acerto de contas pela rescisão e os benefícios financeiros garantidos por lei em caso de demissão sem justa causa.

Pedido de demissão

Os direitos do profissional na demissão são artifícios criados para proteger o trabalhador no caso de uma rescisão contratual. Porém, quando é o próprio trabalhador que busca o fim desse vínculo, entende-se que nem todos os benefícios são necessários.

Sendo assim, os direitos no pedido de demissão são:

  • Salário proporcional aos dias trabalhados;
  • Férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional;
  • Décimo terceiro salário proporcional.

Cabe esclarecer que, nesse caso, o empregador faz o depósito do FGTS, mas o profissional não tem direito a sacar o valor.

Demissão por acordo

Lembra-se de que explicamos que o processo de demissão por acordo garante acesso à parte das verbas rescisórias? Pois bem, a lista de direitos fica assim:

  • Salário proporcional aos dias trabalhados;
  • Férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional;
  • Décimo terceiro salário proporcional.
  • Metade do valor do aviso-prévio;
  • 20% da multa do FGTS;
  • Saque de até 80% do saldo do FGTS.

Perceba que é mais interessante do que um simples pedido de demissão, mas que não equivale a uma demissão por decisão da empresa. Quanto a isso, há mudanças no valor do aviso-prévio, da multa do FGTS e do saque do benefício.

Demissão indireta

Por fim, no caso de rescisão indireta, o trabalhador tem os mesmos direitos que teria em uma demissão sem justa causa, incluindo o aviso-prévio indenizado.

demissão de colaborador na empresa
A demissão não precisa ser o fim da linha. Para isso, o colaborador precisa estar ciente de todos os seus direitos.

Como funciona o desligamento do funcionário na empresa?

Assim como existe um processo para a admissão, existe um para a rescisão de contrato.Há etapas do processo de demissão que o DP precisa conhecer para se organizar e conduzir tudo de forma célere, sensível e sem erros que prejudiquem qualquer uma das partes. Veja:

Carta de demissão

Caso o desejo de rescisão contratual parta do colaborador, o processo precisa contar com uma carta de demissão, escrita de próprio punho, e que passa a ser o documento que formaliza o pedido.

É estritamente importante que o DP oriente o profissional sobre isso porque a carta é instrumento legal que pode resguardar a empresa em um eventual processo trabalhista.

As orientações passadas também podem elencar aquilo que o documento precisa conter para que seja considerado válido. Confira a lista abaixo:

  • Nome completo, CPF e assinatura do colaborador; 
  • Nome e CNPJ da empresa;
  • Local e data do documento e também do aviso-prévio;
  • Informação sobre o cumprimento ou não do aviso-prévio; 
  • Solicitação de desligamento do cargo;
  • Identificação do cargo.

Note que o colaborador não precisa detalhar o porquê do pedido de demissão. Basta fornecer informações básicas que evidenciem a solicitação de forma clara.

Aviso-prévio

Outra etapa do processo de demissão é o aviso-prévio, que pode ser trabalhado ou indenizado. Uma decisão que depende do tipo de rescisão contratual e do acordo entre as partes.Segundo a Lei n° 12.506, de 2011 o aviso tem duração mínima de 30 dias, período válido para todo trabalhador com menos de dois anos completos na organização. O tempo pode ser maior com base no tempo de casa de cada profissional.

Pagamento de verbas rescisórias

Ainda, como vimos ao apresentar os direitos do trabalhador em cada tipo de demissão, o DP precisa encaminhar o pagamento das verbas rescisórias, calculando os valores devidos em cada caso.

Um exemplo é o do salário proporcional que demanda que o DP considere o valor integral do salário, divida-o por 30 dias e, em seguida, multiplique pelo total de dias trabalhados até a demissão.

Nesse cálculo, ainda é preciso acrescentar as comissões, horas extras e outros adicionais que se apliquem.

Processos similares devem ser feitos para o cálculo das férias proporcionais que, por sua vez, complementam o pagamento pelas férias vencidas (caso existam), sempre acrescendo o 1/3 constitucional.

O décimo terceiro proporcional também entra na conta e todas essas verbas precisam considerar o tempo de trabalho do profissional. Por isso, o valor a ser pago na rescisão varia de uma demissão para a outra.

Prazos de pagamentos

A empresa tem 10 dias corridos, contados a partir da rescisão contratual, para pagar as verbas devidas. O prazo se aplica para todos os tipos de demissão, com aviso-prévio trabalhado ou indenizado.

O DP precisa estar atento a esse prazo e os profissionais também, afinal, são os principais interessados em receber esses valores, não é mesmo?

Homologação da demissão

Por fim, cabe esclarecer que a homologação da demissão junto ao Ministério do Trabalho ou ao sindicato não é mais obrigatória para contratos que tenham duração superior a 12 meses. Algo que mudou com a Reforma Trabalhista.Entretanto, o empregador ainda precisa comunicar a rescisão contratual aos órgãos competentes e pagar as verbas rescisórias.

Quais os principais cuidados ao demitir um colaborador?

Independentemente do contexto da demissão, o processo não deve ser encarado pelo DP como uma mera burocracia que precisa acabar logo ― quanto a isso, basta atenção aos prazos e organização!

É importante que a empresa tenha um processo claro e bem estruturado para que o DP saiba o que fazer e que busque conduzir a rescisão da melhor forma possível, seguindo a chamada demissão humanizada.

Entrevista demissional

Enquanto um profissional está na empresa, um dos objetivos do DP precisa ser entender as suas necessidades para ajudar a criar um clima organizacional agradável e orientar os gestores sobre como manter o funcionário engajado.

O ato de ouvir as pessoas não acaba tão logo a demissão é comunicada. Ao menos, não deveria ser assim porque ainda há espaço para uma entrevista que pode ajudar a empresa a entender quais melhorias buscar.

Mesmo que a demissão parta da própria organização, colher esse tipo de feedback pode ser bastante útil para um diagnóstico capaz de direcionar para aprimoramentos que o DP pode ajudar a promover. Algo ainda mais importante quando o vínculo se encerra por escolha do trabalhador.

Direcionamento para o futuro

Ainda, quando a demissão acontece por escolha da empresa, pode ser bem positivo ajudar na recolocação do profissional no mercado de trabalho. Cartas de recomendação são um exemplo de ação nesse sentido.

Outra possibilidade é a de fornecer feedbacks construtivos para que o trabalhador entenda o que precisa aprimorar para conquistar novas oportunidades na área ou até para entender que pode ser válido mudar de carreira.

Todo esse cuidado no processo demissional contribui para que a boa relação entre as partes se mantenha, favorecendo eventuais encontros futuros e fortalecendo a marca empregadora.

Antes que você se vá…

A menos que uma pessoa fique na empresa até o dia de sua aposentadoria, a demissão é algo que faz parte do ciclo de vida de qualquer relação empregatícia. Isso porque, como vimos, é possível que ocorra até por interesse do próprio trabalhador.

Em todos os casos, é fundamental que o departamento de Recursos Humanos conheça as etapas do processo e planeje bem como executá-las. Isso minimiza a burocracia e deixa a rescisão menos pesada para ambas as partes.


Continue sua leitura sobre o assunto:

Isenção Fiscal: o que é, para que serve e importância

Você é empreendedor ou pretender abrir um negócio? Compreenda como você pode obter benefícios a partir da isenção fiscal e pagar bem menos impostos para os órgãos que arrecadam e fiscalizam, ou seja, para o governo.

A isenção fiscal, também nomeada de isenção tributária, nada mais é do que a dispensa legal do pagamento de algum tributo. Você sabia que a prática é mais comum do que se imagina? Ela está presente em entidades sindicais de trabalhadores, instituição de assistência social, instituição de educação sem fins lucrativos, templo de qualquer culto, partidos políticos e outros.

Além de pessoas jurídicas (CNPJs), há alguns casos específicos de pessoas físicas contempladas para não ter o pagamento de alguns impostos aos cofres públicos devido às condições em que se encontram.

Entenda ao longo do conteúdo o que é isenção fiscal, os principais tipos, objetivos e a importância da prática. Boa leitura!

Conceituando os termos

Antes de iniciar o assunto, conheça alguns termos e seus significados neste mini glossário abaixo. 📚

  • Tributo: é todo o valor em dinheiro, pago pela pessoa, conforme a lei que o criou, para atender às atividades próprias do estado. São eles: impostos, taxas e contribuições de melhoria para a população.

Os tributos do Código Tributário Nacional são os mesmos que a Constituição Federal prevê que podem ser instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Ele pode ser vinculado ou não vinculado a uma atividade estatal. Taxas e contribuição de melhoria são tributos vinculados, enquanto os impostos são tributos não vinculados! Conseguiu entender?

  • Bitributação: cobrança do mesmo tributo, mais de uma vez, por dois ou mais entes tributantes diferentes.
  • Taxa: é um tributo, sendo um dispositivo legal compulsório. Ela não é rescindível e usada na cobrança pelo uso potencial ou efetivo. Ademais, é sujeita às normas tributárias.
  • Compulsório: quando algo é obrigatório, ou seja, não existe a opção de pagar ou não pagar.
  • Alíquota zero: não existe dispensa de o pagamento pela legislação ser válida e o tributo incidir, mas o valor calculado é igual a zero.
  • Crédito tributário: é um valor que os sujeitos ativos da obrigação tributária (órgãos fiscais) podem cobrar dos sujeitos passivos (contribuintes) a partir da ocorrência de um determinado fato gerador.
  • Fato gerador: é a situação que desencadeia a obrigatoriedade de pagar um tributo ou prestar uma obrigação acessória.

O que é isenção fiscal?

A isenção fiscal acontece quando um imposto é devido, mas há uma lei existente que exclui a necessidade de pagar alguma tributação para União, unidade federativa ou município mediante algumas condições. Logo, existe a previsão legal, mas há dispensa.

O ato de isentar não está previsto na Constituição Federal, sendo infraconstitucional. Os casos e critérios dependem do valor, condição e/ou região.

Veja o artigo 176 do Código Tributário Nacional que determina a exigência de lei específica para concedimento da isenção tributária.

Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração.

Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela peculiares“.

Quem cria o tributo?

Importante entender que a Constituição não cria tributo algum. Quem cria o tributo – sempre por lei – são os entes federados: União, Estados, DF e Municípios.

Veja uma explicação detalhada abaixo:

ENTE FEDERATIVOTRIBUTO
UniãoII, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF, Empréstimo Compulsório e Contribuições.
EstadosITCMD, ICMS e IPVA.
Distrito FederalITCMD, ICMS, IPVA, IPTU, ITIBI, ISS e Cosip.
MunicípiosIPTU, ITBI, ISS e Cosip.

Isenção fiscal e isenção tributária são a mesma coisa?

Sim, são palavras sinônimas. Ambas tratam de hipóteses de exclusão do crédito tributário para uma pessoa física ou jurídica.

<Indicação de leitura: como a microeconomia impacta o sucesso de uma empresa? />

Qual a diferença de isenção fiscal, imunidade tributária, benefícios fiscais e incentivos fiscais?

Apesar dos nomes similares, há distinções entre cada uma delas e suas aplicações. Entenda abaixo:

Na isenção fiscal existe o tributo, mas ele é zerado mediante lei.

Já a imunidade tributária é prevista na Constituição Federal de 1988 e possui a finalidade de proteger os valores religiosos, sociais, políticos e éticos. Trata-se de ficar livre de pagar algum tributo, ou seja, não tem a obrigação de contribuir. Isso vale para pessoas, bens ou situações.

Conheça algumas imunidades:

  • partidos, entidades sindicais e sem fins lucrativos;
  • livros, jornais, periódicos e papel;
  • religiosa e outras.

Confira a diferença entre imunidade tributária e isenção tributária no quadro abaixo:

IMUNIDADE TRIBUTÁRIAISENÇÃO TRIBUTÁRIA
Dispensa constitucional de pagamento de tributo.Dispensa infraconstitucional de pagamento de tributo.  
O tributo não se forma, não existe.  O tributo existe, mas é dispensado de ser pago.  
Esse tem por escopo a implementação de objetivos do Estado.  Esse tem por escopo a conjuntura econômica e social do país ou da pessoa natural.

Em relação aos benefícios fiscais ou incentivos fiscais, eles funcionam na redução ou eliminação tributária (via lei ou normas complementares) com o intuito de estimular o desenvolvimento econômico e/ou social de determinada localidade.

Por exemplo, há incentivos fiscais, na redução de base de cálculo, diminuição de taxas, desonerações parcial ou integral, dentre outros.

Como conseguir isenção fiscal?

O interessado deve cumprir os requisitos em algum tipo de isenção dos tributos. Há várias leis para qual você pode se enquadrar e ter a aprovação.

Quem pode ter isenção fiscal? Pessoas físicas e jurídicas em diversos casos.

<Para ler depois: o que é capital social e como definir o de uma empresa? />

Como funciona isenção fiscal para empresas?

No âmbito federal, os negócios poderão obter os incentivos fiscais se fazerem o recolhimento dos seus impostos pelo lucro real. Veja algumas leis ou programas e possíveis aplicações:

  • Lei do Audiovisual (Lei 8.685/1993): empresa destina parte dos impostos para auxiliar na produção filmes brasileiros e independentes.
  • Lei de Incentivo ao Esporte (Lei 11.438/2006): empresa encaminha realiza o investimento em projetos desportivos e para desportivos em todo o país, por meio da renúncia fiscal;
  • Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas (Lei 11.196/2005);
  • Programa de Alimentação do Trabalhador;
  • Desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para máquinas e equipamentos;
  • Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores.

<Leia também: conheça os tipos de empresas />

Tipos de isenção tributária

Conheça abaixo as diferenças e os principais tipos de isenções estabelecidas no Brasil.

Isenção onerosa e não-onerosa

A isenção onerosa é aquela que necessita ter uma condição para uso, prazo determinado e critérios para utilização. Já a isenção não-onerosa não precisa de contraprestação por parte do contribuinte que terá direito a desobrigação do pagamento de certos impostos ou taxas.

Isenção individual e geral

A isenção individual é disposta a um grupo limitado de contribuintes que se encaixam em determinadas condições legais. Já a isenção geral é atribuída a um número de contribuintes, independentemente da habilitação em qualquer exigência indicada em lei. Diante disso, não é necessário qualificação ou comprovação de características.

Isenção autonômica e heterônoma

A isenção autonômica é instituída mediante lei de autoria do ente tributante competente visando determinar o mesmo tributo de que a isenção é conferida. Diferentemente, a isenção heterônoma é concedida por lei de autoridade tributária distinta da que detém a competência de tributação.

Principais finalidades da isenção fiscal?

Com a isenção fiscal há o estímulo em relação ao crescimento de determinado setor, produto ou localidade. Ou ainda, o beneficiamento para determinados grupos com carência financeira.

Qual a importância da isenção fiscal?

A isenção fiscal pode ser conceituada como um benefício fiscal tributário e pode trazer benefícios tanto para o comércio, que será livre de pagamentos obrigatórios, estimulando a economia, quanto para o consumidor final (comprador). Assim, esse poderá comprar produtos e serviços com um valor abaixo do esperado.

Confira algumas situações da prática de isenção tributária:

  • Isenção de cobrança do ICMS em alguns estados sobre alguns medicamentos caros para tratamentos;
  • Descontos e isenção do imposto em veículos automotores para pessoas com deficiência, autistas e taxistas;
  • Isenções de impostos de importação em produtos diversos.

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Setores perenes da bolsa de valores: quais são os principais?

Uma dica preciosa para todo investidor que está começando agora a dar seus primeiros passos no mercado financeiro é conhecer os setores perenes da bolsa de valores

Atualmente, a carteira de ativos listados na B3 é dividida em diversos setores. Eles consistem nos ramos ou segmentos de atuação que as companhias se dividem, como setor energético, financeiro, varejista, etc.

Segundo dados em referência a maio de 2022 pela Economatica, os três maiores segmentos em carteiras abertas em renda variável são: Exploração, refino e distribuição, Bancos (que neste mês passou para essa posição) e Energia elétrica.

Mas qual a importância de entender isso? O que exatamente são segmentos perenes e quais são os principais? Confira o guia de ações e setores da bolsa de valores e tire suas principais dúvidas. Boa leitura!

O que são setores perenes da bolsa?

Os setores da bolsa correspondem à classificação que a B3 dá a um conjunto de empresas que possuem similaridade quanto ao seu segmento de atuação no mercado.

Eles são considerados os segmentos mais estáveis, ou seja, mesmo em momentos de recessão, continuam suas atividades. Isso ocorre exatamente por serem essenciais para a sociedade, o que faz com que eles tenham uma demanda constante. 

Por conta disso, são categorias que passam por poucas variações, o que indica que são investimentos mais previsíveis.

< Leia também: Como começar a investir do zero? Passo a passo />

Quais são os setores da Bolsa de Valores? Confira  7!

Preparamos uma lista com sete setores perenes da bolsa baseados na relevância e liquidez das principais companhias que os representam. Confira.

1. Energia

Vamos começar nossa lista com o segmento que até 2021 liderou a B3 em dinheiro aplicado: o setor energético. Com o papel central e estratégico na economia brasileira, ele é dividido basicamente em três frentes diferentes de atuação:

  • Geração: lida diretamente com a produção de energia por meio dos diversos segmentos de usinas, como hidrelétricas, termelétricas e eólicas;
  • Transmissão: abrange a parte intermediária do processo e lida basicamente com a infraestrutura de conexão e transmissão da energia por meio da linhões e subestações de alta tensão;
  • Distribuição: representados por concessionárias que fazem a gestão da fase final do processo e oferta energia elétrica para o consumidor final.

Dentre as companhias que representam esse setor na B3 estão as “puras” e as “integradas”.

As puras são as que lidam apenas com uma dessas etapas, como a Taesa (TAEE11), que trabalha apenas com o serviço de transmissão. Já outras organizações, como a estatal Copel (CPLE6), notabilizam-se por atuar nos três ramos ao mesmo tempo.

2. Financeiro

Aqui os grandes protagonistas são, especialmente, as ações atreladas a grandes bancos, como o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, entre outras instituições (corretoras e seguradoras).

O Índice Financeiro (INFC) é um dos indicadores mais relevantes da bolsa e traz um termômetro do crescimento ativos deste segmento de acordo com o IBovespa, que mede a atuação das principais companhias gerais listadas na B3.

Dentre as principais ações do setor, temos a ITAÚSA (ITSA4), holding de investimentos pertencente ao grande banco privado, e os papéis do BB Seguridades (BBSE3), empresa de seguros ligada ao Banco do Brasil. 

3. Exploração, refino e distribuição

Dentre os principais setores da bolsa, o de Petróleo, Gás e Biocombustível é um dos que possui maior relevância. 

E a explicação mais coerente para esse fato é que nele se encontram as ações da gigante estatal do segmento: a Petrobrás (PETR4). 

Apesar de alguns fatores de risco, como a possibilidade de intervenção do estado, os ativos da companhia sempre tiveram alta liquidez e já sofreram uma valorização de 10% desde o seu IPO na bolsa em 2006. 

Além disso, a empresa é famosa por historicamente pagar bons dividendos aos seus sócios.

< Leia também: Ações que mais pagam dividendos: lista completa 2022! / >

4. Materiais básicos

Esse segmento reúne grandes players do mercado nacional e classifica principalmente grandes indústrias que produzem e comercializam produtos químicos, minérios e embalagens.

Dentre as grandes forças deste setor estão a Vale (VALE3), mineradora multifuncional e grande operadora logística, e a Gerdau (GGBR4), grande produtora e fornecedora de aço.

5. Bens Industriais

Motor da infraestrutura nacional, os Bens Industriais se posicionam facilmente como um dos principais setores da bolsa B3. 

E isso não acontece por acaso. Afinal, o crescimento econômico nacional depende bastante da produção de maquinários, equipamentos, transporte e construção para garantir a infraestrutura necessária.

Dentre as principais ações do setor, estão empresas do ramo de aviação como a Azul (AZUL4) e a Gol Linhas Aéreas (GOLL4).

6. Saúde

A saúde é um dos setores da bolsa que mais vem bombando ultimamente. Isso acontece principalmente por ser um segmento essencial. Mas, além disso, ele vem sendo protagonista de IPOs (Oferta Pública Inicial, em outras palavras, o processo de abertura de capital de uma empresa na bolsa de valores) nos últimos anos.

Só em abril de 2021, cinco empresas do segmento estrearam na B3:

  • Matter Dei;
  • Viveo (CM Hospitalar); 
  • Blau Farmacêutica;
  • Hospital Care;
  • Dasa.

Só essa última somou ofertas de R$ 6 bilhões na sua inauguração, segundo a Exame.

7. Consumo cíclico e não cíclico

No nosso último exemplo, resolvemos juntar dois setores estratégicos de uma vez: o Cíclico e o Não Cíclico.

O primeiro é composto por empresas que costumam ter o seu desempenho atrelado às variações econômicas como inflação, taxa Selic, variação de câmbio e outros indicadores macroeconômicos. Nele, estão incluídas empresas de: 

  • viagens;
  • vestuário;
  • automóveis;
  • turismo e muitos outros.

Já o setor Não Cíclico, pelo contrário, diz respeito às empresas que atuam em segmentos não essenciais e pouco vulneráveis a mudanças na economia, como é o caso do ramo alimentícios, de materiais de limpeza, entre outros. Esses são os famosos setores perenes da bolsa.

As características de cada um deles explicam suas vantagens e desvantagens. Enquanto o setor cíclico sofre mais com com volatilidade, por outro lado, ele tem a possibilidade de aproveitar épocas de crescimento econômico para maior rentabilidade.

Já o não cíclico tem como vantagem trazer menos flutuações e maior segurança ao investidor, apesar de não ser vulnerável a uma valorização mais consistente como consequência, por exemplo, da alta de indicadores macroeconômicos.

Qual a importância de conhecer os setores da bolsa?

Gostou do conteúdo? O que achou da nossa explicação sobre os principais setores perenes da bolsa?

A importância de conhecer bem cada um desses segmentos e os melhores ativos que os compõem é fundamental para a implementação de uma boa estratégia de diversificação da sua carteira de investimentos.

Afinal, quanto mais diversificados são seus ativos, maior é a segurança e o nível de proteção do seu patrimônio no longo prazo.

Isso porque se uma crise específica atinge um mesmo setor de forma homogênea, possíveis prejuízos podem ser recuperados com ganhos em outros segmentos que passaram inabaláveis a essa instabilidade.

No final das contas, o ditado “não coloque todos os ovos na mesma cesta” é certeiro.

Veja como diversificar seus investimentos da melhor maneira com este conteúdo do canal. Aperte o play e confira:

Se você quiser aprender mais sobre investimentos em renda variável, a Faculdade XP possui ótimas opções para você. 

  • Introdução ao Universo de Trading: aprenda os fundamentos do mercado de ações, diferentes tipos de análises, modalidades operacionais e estratégias de trading com os maiores especialistas do Brasil;
  • MBA em Ações e Stock Picking: confira os maiores especialistas do mercado para oferecer qualificação técnica aprofundada na construção de teses de investimentos em ativos dos principais setores da bolsa brasileira, fazendo uso da análise fundamentalista e valuation.

Gostou de conhecer quais os setores da bolsa de valores e como isso pode ajudar a diversificar sua carteira? O conhecimento é essencial para se destacar nessa área.

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Onde investir 20 mil reais com segurança? Principais opções!

Se você está se perguntando qual é o melhor investimento com 20 mil reais, este artigo foi feito para esclarecer suas dúvidas. Hoje, falaremos das opções de renda fixa e renda variável, bem como as franquias para quem quer saber onde investir 20 mil reais.

Primeiramente, é vital pensar no objetivo de uso dos recursos e, também, no horizonte de investimento. Ou seja, suas metas são de curto, médio ou longo prazo? 

Ter essas questões bem definidas é essencial para decidir o que fazer com 20 mil reais.

Afinal, se a proposta é resgatar o dinheiro em dois anos ou receber dividendos de ações, o ideal é alinhar as aplicações com as metas.  

Quer saber mais sobre onde aplicar 20 mil reais em diferentes tipos de investimentos e as principais vantagens de cada um deles? Então, continue a leitura!

Tenho 20 mil reais: onde investir com assertividade?

Antes de descobrir onde investir 20 mil reais, sugerimos a reflexão sobre os objetivos do investimento. 

Dessa maneira, você poderá destinar os recursos para o lugar certo, de acordo com seus projetos. E, para ponderar sobre essas questões, dê o play nesse vídeo:

Depois de refletir sobre as metas, o próximo passo é considerar as características dos investimentos. Enquanto os títulos de renda fixa são considerados de baixo risco, os ativos de renda variável têm maior potencial maior de rentabilidade, mas os riscos são elevados. 

Em todo caso, é essencial diversificar a carteira com produtos que pertencem às diferentes classes de ativos. Assim, você poderá otimizar o retorno das suas aplicações, obtendo resultados equilibrados. 

< Leia também: Metas de curto, médio e longo prazo: o que são? + 6 exemplos e sugestões de investimentos />

Renda fixa: onde investir 20 mil reais?

A renda fixa é uma modalidade de investimento focada na compra e venda de títulos públicos e privados. Normalmente, possui baixos riscos, o que faz com que os perfis conservadores de investidores a prefiram mais. 

Ainda assim, podem ser destinados a muitas pessoas, já que oferecem diferentes vantagens, como previsibilidade da remuneração, muitas opções com segurança do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e alguns papéis serem isentos do IR.

Entre as principais opções de renda fixa, temos:

  • CDB;
  • Tesouro Direto;
  • Poupança;
  • LCI e LCA;
  • Debêntures;
  • Fundos DI, entre outras opções.

< Aproveite e confira: Quanto rende a renda fixa? E como simular o custo-benefício? />

Quanto rende 20 mil no CDB?

Muitas pessoas se perguntam: quanto rende 20 mil no CDB, o Certificado de Depósito Bancário? Trata-se de um título de crédito emitido por instituições financeiras, em que o investidor “empresta” dinheiro para financiar as atividades de bancos e corretoras.

Em troca do empréstimo, o investidor recebe o retorno do valor investido com juros, ao final do contrato. Por exemplo, veja uma simulação de rendimento do CDB da corretora XP Investimentos, que apresenta uma performance superior aos outros produtos financeiros:

Nessa simulação de 17 de outubro de 2022, consideramos R$ 20 mil aplicados em cinco anos. Como resultado, o CDB da XP teve um retorno bruto 6.60% maior do que o mesmo produto ofertado nos bancos tradicionais, rendendo R$ 7.031 no período, além do principal.

Inclusive, neste próprio simulador você consegue ver quais são os investimentos mais vantajosos na renda fixa de maneira comparativa.

Por exemplo, por conta do fácil acesso, muitos podem se perguntar qual o rendimento de R$ 20 mil na poupança. Contudo, como visto, é a opção que menos rende dentre as demais. 

Todos esses são pontos essenciais a serem analisados para que você consiga ter os melhores resultados quando decidir investir. Ou seja, se quiser saber como multiplicar 20 mil reais, deve pensar não apenas o tipo de investimento, mas também por qual corretora fazer isso.

Renda variável: onde aplicar 20 mil reais?

Para operar na bolsa de valores, tenha em mente a lei da oferta e da demanda nas operações. Isso significa que os ativos podem se valorizar ou desvalorizar, dependendo do cenário econômico e de vários outros fatores.

Digamos que você quer saber onde investir 20 mil reais em ações e está analisando as empresas para comprar papéis. Diante disso, é importante levar em conta se o seu objetivo é receber dividendos ou influenciar as votações. 

Em ambos os casos, a aquisição de ações faz com que o investidor se torne um acionista da companhia. Porém, as ações preferenciais são focadas no pagamento de dividendos, enquanto as ações ordinárias priorizam o direito ao voto nas assembleias. 

< Para saber mais: Ações ordinárias e preferenciais: quais colocar na carteira? />

Seguindo essa linha de raciocínio, vamos supor que você prefira receber os proventos das ações. Nesse sentido, uma boa prática é pesquisar as boas pagadoras de dividendos, lembrando que o lucro passado não é uma garantia do lucro futuro, certo?

Este levantamento foi feito pela XP Investimentos, considerando as empresas potenciais que podem pagar um dividend yield acima de 9,25% ao ano, em 2022. Tal indicador mede o retorno médio que os proventos trouxeram no período em relação ao preço do papel.

Por exemplo, esse é o ranking das cinco ações que podem pagar mais dividendos em 2022:

  • PLPL3 – Plano & Plano: com um DYT (Dividend Yield Total) de 13,8%;
  • BBAS3 – Banco do Brasil: com o indicador em 13,2%;
  • EGIE3 – Engle Brasil:  com o potencial de 11,1% em dividend yield;
  • USIM5 – Usiminas: também com o indicador em 11,1%;
  • BBDCA – Bradesco: tem o DYT potencial de 10,5%.

Extra: e-book focado na renda variável

Para ter mais detalhes sobre essa dinâmica, faça o download do e-book “Guia da bolsa para investidores”. Neste material gratuito, você conhecerá os conceitos básicos para finalmente operar no pregão, que é o período de negociação dos ativos na bolsa de valores. 

Banner com CTA para E-book Guia para investidores

Franquias: onde investir 20 mil reais?

Se a proposta é começar seu negócio, as franquias podem ter opções interessantes. Contudo, vale lembrar que se tornar um empreendedor é bem diferente de investir recursos em aplicações financeiras de renda fixa e variável, ok? 

< Leia também: 4 lições sobre empreendedorismo de Guilherme Benchimol />

Para exemplificar, essas franquias constam no Portal do Franchising, indicando o investimento de cerca de R$ 20 mil:

  • Acquazero: serviços de lavagem ecológica e estética automotiva;
  • CI Intercâmbio: foco em viagens de intercâmbio e turismo jovem;
  • Touti: marca de cosméticos, perfumaria e outros produtos de beleza;
  • Vital Pet: planos de saúde e atendimento médico para animais de estimação;
  • Brasil Nutri Shop: loja online de suplementos alimentares e produtos fitness;
  • Amor & Cuidado: rede de cuidadores para pessoas idosas, adultos e crianças.

Mas lembre-se de que é primordial fazer uma pesquisa aprofundada sobre cada modelo de negócio, certo? 

Além disso, é fundamental se especializar como um empreendedor, já que isso envolve conhecimentos em finanças, administração, gestão de pessoas e muito mais.

Extra: educação financeira e empreendedorismo

A ideia é realmente começar um negócio próprio? Então, não deixe de conferir um vídeo sobre o que a educação financeira tem a ver com o empreendedorismo. Nele, veja reflexões de Guilherme Benchimol, Kondzilla, Edu Lyra, Izabella Mattar e Thiago Godoy. 

Mas, é claro, sua jornada de aprendizado não precisa parar. Afinal, quanto mais conhecimento você adquirir, mais bem fundamentadas serão as suas decisões sobre as aplicações feitas e, até mesmo descobrir como dobrar 20 mil reais.

Com a Faculdade XP, você tem acesso aos melhores cursos que podem te ajudar nesta jornada de investidor. Por exemplo:

  • Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco: saiba por que você deve abandonar a poupança e obter retornos melhores em um investimento que é tão seguro quanto. Além disso, entenda como funciona a inflação e como a renda fixa pode te proteger dela;
  • In the money: Como começar a lucrar com Opções: aprenda os conceitos básicos do mercado de Opções, compreendendo com facilidade o universo das Opções de Índice Bovespa e Opções de Dólar. Adquira autonomia para investir de maneira segura e descomplicada, além de aproveitar oportunidades para lucrar com esse investimento;
  • Introdução ao Universo de Trading: conheça os principais conceitos do mercado de ações. Estude, com especialistas da área, as diferentes análises, modalidades operacionais e estratégias de trading que vão alavancar seus investimentos financeiros.

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Como calcular a inflação acumulada? Saiba como corrigir o valor do seu dinheiro!

Você já ouviu falar sobre inflação, claro. Mas e sobre como calcular a inflação acumulada? Aprender os impactos do aumento dos preços de produtos e serviços é muito importante para não ficar perdido no mercado financeiro e econômico.

Quando o assunto é esse, muitas dúvidas aparecem, é normal. Afinal, como se descobre a porcentagem mensal e anual do aumento de preços e como calcular essa inflação acumulada?

Em primeiro lugar, a inflação oficial é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado do IPCA leva em conta o consumo e gasto médio mensal de famílias que vivem com um a 40 salários mínimos de renda.

Um IPCA alto é praticamente um sinônimo de incertezas para o país. Esse fato abala diversos setores e também a população, pois quando os preços aumentam sem que a renda acompanhe esse movimento, o poder de compra diminui.

Tendo essas questões básicas em mente, continue por aqui para entender a importância de saber como calcular a inflação acumulada.

Ao terminar a leitura você vai ter aprendido sobre os tópicos abaixo.

  • Poder de compra: o que é?;
  • Como corrigir valor pela inflação;
  • Como calcular a inflação acumulada;
  • Cálculo do IPCA acumulado: o que mais está pesando no bolso dos brasileiros em 2021;
  • IGP-M: a inflação do aluguel.

Boa leitura!

Poder de compra: o que é?

Antes de qualquer coisa, para compreender como a inflação atinge seu bolso é preciso explicar outro conceito: o poder de compra. É importante citar que os dois andam colados um com o outro.

Para entender, é bem simples!

Quando o índice de inflação aumenta, alguns produtos e serviços ficam mais caros no bolso do consumidor. Caso essa porcentagem de aumento esteja maior do que o percentual de acréscimo do seu salário, você perde poder de compra.

Como corrigir o valor pela inflação? Exemplo prático

A maneira mais visível de se avaliar o poder de compra da população, é analisando o valor pela inflação do salário mínimo vigente. Confira o exemplo abaixo.

O último reajuste do salário mínimo brasileiro, feito no início de 2022, apresentou um aumento de 10,02% no valor, que passou de R$1100,00 para R$1212,00. Porém, de acordo com o portal Exame, o IPCA fechou o ano de 2021 com uma alta de 10,06%, ou seja, superior ao aumento do salário mínimo. 

Na prática, isso significa que a alta no piso não repõe o poder de compra. Para que isso ocorresse, o salário mínimo deveria passar por um reajuste que o colocasse, no mínimo, no patamar de R$1213,00. 

Agora que você já sabe a ligação entre inflação e poder de compra, ficará muito mais simples entender o cálculo de inflação acumulada.

O que é inflação acumulada? 

A inflação se traduz como consequência do excesso de dinheiro em circulação no mercado. A alta da moeda em circulação gera um crescimento da demanda em comparação com a oferta, e, por conseguinte, o aumento nos preços de bens e serviços. 

Nesse contexto, a inflação acumulada representa o percentual de inflação correspondente a um período analisado. 

É importante saber como calcular a inflação acumulada de um período para trabalhar, com realismo, as diferentes possibilidades de ganho no mercado financeiro. A seguir, falaremos com mais detalhes sobre esse processo. 

Por que calcular a inflação acumulada nos investimentos?

Saber como calcular a inflação acumulada tem alguns impactos estratégicos para além da influência no poder de compra, mencionada anteriormente.

O IPCA, índice que representa a inflação, também é utilizado como fator de reajuste em contratos públicos e privados. Dessa forma, caso sua ideia seja utilizar o saldo do investimento para quitar um contrato, é importante considerar o valor ajustado pelo índice. 

Além disso, o IPCA é o indexador de diversos produtos financeiros, impactando diretamente no rendimento atrelado a cada um deles. 

Pensa em investir em LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) ou CDB (Certificado de Depósito Bancário)? Saiba que seu índice de referência será o IPCA.

Como calcular a inflação acumulada?

Aprender como calcular a taxa de inflação acumulada é mais fácil do que imagina! Percebeu que no exemplo dado no início deste artigo, o reajuste no valor foi feito com o IPCA acumulado de 12 meses? Vamos explicar como chegamos a ele.

Todo mês o IBGE analisa valores de produtos e serviços em diversos centros urbanos do País. A base de pesquisa leva em consideração os grupos presentes na lista da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). São eles:

  • transporte;
  • alimentação e bebidas;
  • habitação;
  • saúde e cuidados pessoais;
  • despesas pessoais;
  • educação;
  • comunicação;
  • vestuário;
  • artigos de residência.

Feita a pesquisa dos preços dos produtos e serviços, chega-se a um percentual mensal no índice de inflação. 

A partir daí, entender como calcular o IPCA acumulado de um período fica mais fácil! Isso porque o cálculo do IPCA acumulado é a soma desses números mensais por algum período de tempo. 

Calculadora do cidadão 

Com o intuito de deixar o aprendizado de calcular a inflação acumulada mais prático e acessível, o Banco Central do Brasil criou a calculadora do cidadão. Nela, basta sinalizar o índice de inflação, o período que deseja ver a correção e o valor a ser ajustado.

Confira abaixo com o exemplo do salário mínimo de 2022.

Em seguida, basta clicar em corrigir valor, e o resultado do ajuste aparece.

Além do IPCA, a calculadora também faz o cálculo de inflação acumulada de outros índices, como:

  • IGP-M;
  • IGP-DI;
  • INPC;
  • IPCA-E;
  • IPC-BRASIL;
  • IPC-SP.

Agora que você já entendeu a calcular a inflação acumulada, continue a leitura para aprender mais sobre o tema!

< Tem dúvidas sobre como o aumento dos preços afeta seus investimentos? Confira o post Investimentos: como usar aqueles que protegem da inflação />

Como calcular a inflação anual? 

Para entender como calcular a inflação anual, basta seguir a lógica do cálculo por período. Nesse caso, utilizaremos um período de 12 meses, considerando o primeiro mês como sendo janeiro, e o último, dezembro. 

O resultado obtido é o produto entre o valor inicial e o resultado da divisão do número-índice do mês final pelo número-índice do mês anterior ao mês inicial. O resultado é igual à variação acumulada do IPCA no período desejado.

Vamos utilizar novamente a calculadora do cidadão para entender a taxa de inflação de 2021? 

Viu só? Aqui está o valor de 10,06 equivalente à inflação anual de 2021 apresentado na introdução do artigo! 

Como calcular o IPCA acumulado? Entenda o que pesa no bolso 

Saber como calcular a inflação acumulada não é a única coisa que precisa saber sobre o aumento dos preços de produtos e serviços. É importante entender também quais grupos estão pesando mais para que o IPCA fique alto.

Em agosto de 2022, no cálculo do IPCA acumulado dos grupos da POF os mais altos foram:

  • Vestuário, com 1,69;
  • Saúde e cuidados pessoais, com 1,31;
  • Educação, com 0,61. 

Para entender o motivo desses percentuais, basta conferir quais produtos estão inclusos em cada grupo. Vamos analisar os dois mais altos: vestuário e saúde

Na categoria de transportes estão inclusos gastos com:

  • roupa feminina;
  • roupa masculina;
  • roupa infantil
  • calçados e acessórios; .
  • joias e bijuterias;
  • tecidos e armarinho. 

Já no grupo de saúde e cuidados pessoais, estão presentes:

  • produtos farmacêuticos e óticos;
  • serviços médicos e dentários; 
  • serviços laboratoriais e hospitalares; 
  • plano de saúde, 
  • produtos de higiene pessoal.

IGP-M: a inflação do aluguel

Aprender como calcular a inflação acumulada vai além de saber a correção de valores baseado no IPCA. Como dissemos anteriormente, o IPCA não é o único índice de inflação que existe.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ou índice de inflação do aluguel, como é popularmente conhecido, também é um parâmetro importante a se observar. Diferentemente do IPCA, o IGP-M é analisado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE).

Ele é conhecido como a inflação do aluguel, pois sua variação incide diretamente no reajuste anual dos preços de habitação. Além de também ser utilizado para correção das tarifas de energia, telefone e contratos de prestação de serviços.

Entenda no vídeo abaixo como utilizar o índice a seu favor. Dê o play!

Expanda seus conhecimentos sobre o mercado financeiro 

Agora você já sabe como calcular a taxa acumulada de inflação utilizando diferentes indicadores-referência. Mas, para dominar o mercado financeiro e aproveitar as tendências a seu favor, é preciso ir além. 

Pensando em te ajudar nesta missão, desenvolvemos um ecossistema digital de aprendizado contínuo: a Multi+, nossa plataforma de educação. 

Quem assina a Multi+ tem acesso a cursos livres em finanças e investimentos com experts do mercado financeiro, em um modelo 100% digital, disruptivo e inovador. 

E tem mais: você pode testar a nossa plataforma gratuitamente durante 15 dias. Aproveite a oportunidade para conhecer nosso catálogo de cursos, bootcamps e formações! 

Bull Market: definição e como aproveitá-lo nos seus investimentos

Bull Market não é uma das expressões mais conhecidas pelos investidores que estão adentrando ao mundo dos investimentos.

Então, para que você fique a par sempre da maior quantidade de informações possível sobre o mercado financeiro, a Faculdade XP escreve este texto para explicar sobre esse termo.

Até porque, entender o significado de Bull Market pode ser fundamental para os investidores que querem aplicar o patrimônio na bolsa de valores. Conheça mais sobre esse assunto e boa leitura!

O que é Bull Market?

O termo vindo do inglês significa o Mercado do Touro em tradução livre. Ele representa uma tendência de alta do mercado de ações e outros ativos, proporcionando o aumento de rendimentos. Em outras palavras, o significado de Bull Market pode ser “mercado em ascensão”.

Normalmente, a referência é para o otimismo do mercado de ações. Porém, o termo pode ser utilizado para outros tipos de investimentos, como:

  • títulos;
  • bitcoins;
  • moedas;
  • e qualquer outro mercado que sofra mais oscilações com certa frequência.

De todo modo, o Bull Market se refere a tendências de alta para os ativos, o que acaba ajudando os investimentos possuírem rendimentos maiores – e que permanecerá assim por algum tempo.

Em poucas palavras, então, o termo traduz um momento de mercado em ascensão.

Mas, por que Bull Market?

A definição mais conhecida e usada é a de Richard S. Tedlow, professor de Administração de Empresas em Harvard e especialista em história dos negócios. Ele diz que a expressão tem a ver com a maneira como os touros atacam as presas.

Se você já teve a oportunidade de assistir a um ataque desse animal, deve ter percebido que o touro usa os chifres para “jogar” a vítima para o alto.

Dessa forma, no mundo dos investimentos, essa ação faz conexão com os preços em alta, para cima.

Diferença entre Bull Market e Bear Market

A maior diferença entre o que é Bull Market e Bear Market é que, enquanto o Mercado do Touro significa a ascensão dos preços de ativos da bolsa de valores, o Mercado do Urso representa a sua queda e desvalorização durante determinado período de tempo.

Também chamado de “Bearish”, o Bear Market é o sinal de alerta que indica que aquele é um momento ruim para os investidores de renda variável, como investimentos em ações, títulos e moedas.

A duração da desvalorização do mercado pode também durar dias, meses ou até anos.

Por que Bear Market?

Ao contrário do modo de ataque do touro, que é jogando a sua presa para o alto, o urso ataca de cima para baixo, levando o seu oponente ao chão.

Por isso o termo Bear Market representa o mercado em crise.

< Aprenda mais: Como operar na bolsa? 7 dicas para investir no mercado de ações />

Como funciona o Bull Market?

Especificando sobre o funcionamento ligado ao termo, ele possui uma característica de 20% de alta no preço do ativo seguido pelo otimismo do mercado – isso logo após uma queda de 20% do preço das ações.

Apesar de o mercado ser o grande responsável pelo otimismo como um todo, alguns fatores também podem demonstrar que se está caminhando a um cenário de otimismo, como:

  • aumento do PIB;
  • crescimento de oportunidades de emprego;
  • alta da lucratividade das empresas;
  • queda dos juros.

Analisando fatores como esses, já fica mais viável identificar que estamos entrando em um cenário de Bull Market, podendo durar alguns meses ou até anos. Mas é difícil saber mais precisamente o quanto devido à imprevisibilidade do mercado de renda variável.

Como operar em Bull Market?

Uma estratégia que é possível adotar é a de antecipação, em que, antes do início da onda do Bull Market, você compra ativos quando o preço ainda está em baixa e vende na alta. Isto é, na hora que o fim da onda se aproximar, antes da queda do preço do ativo.

Agora, para identificar melhor essas oportunidades da onda de Bull Market e colocar em prática uma estratégia, como a de antecipação, é preciso ficar de olho:

  • nos acontecimentos que podem influenciar o mercado como um todo (ex: queda da taxa Selic);
  • nas opiniões dos analistas de investimentos;
  • na análise gráfica do mercado para tomar decisões, se possível.

< Leia também: Saiba quais são as principais estratégias de investimento e como usá-las a seu favor />

Como funcionam as fases de alta do mercado de ações?

  1. Fase de acumulação: é a tendência que precede a alta. Há um aumento temporário do mercado de ações devido à compra de ativos por investidores mais experientes e com informações de qualidade. Geralmente, o resto dos investidores ainda não perceberam o potencial de valorização de determinadas ações.
  2. Participação pública: quando a valorização de um ou mais ativos é percebida por um grande número de investidores, que compram mais ações. Isso impulsiona a alta do mercado, tornando determinados ativos mais atrativos.
  3. Euforia: quando a valorização de determinadas ações aumenta ainda mais, acarretando uma alta procura por elas. Os investidores mais experientes então vendem seus ativos e obtém lucro com as operações.

Como investir em Bull Market?

Saber como investir em Bull Market requer alguns pontos de atenção. Afinal, muita gente fica na dúvida se vale a pena ou não investir com o mercado em alta.

Veja algumas dicas e estratégias para você investir de modo correto e evitar prejuízos.

  1. Foque no longo prazo: no mercado em alta, o lucro virá com o tempo e a ascensão do valor dos ativos;
  2. Monte uma carteira de investimentos diversificada: para reduzir os riscos envolvidos nas operações de renda variável;
  3. Aplique a análise fundamentalista: de forma abrangente, essa análise permite avaliar o momento certo para investir em determinadas empresas ou ativos;
  4. Invista em Exchanged Traded Funds (ETFs): em vez de esperar as ações subirem, ganhe terreno e invista em outros ativos, como os fundos de índice;
  5. Use a metodologia Buy and Hold: é uma estratégia de longo prazo que é definida pela compra de ações em momentos de baixa para vendê-las quando estão supervalorizadas e gerar lucros maiores;
  6. Reduza os produtos de renda fixa: investidores mais ousados e experientes costumam analisar se o mercado de renda fixa está em baixa e o de renda variável em alta para então comprar mais ações, fundos de investimentos e outros ativos na bolsa;
  7. Invista em dividendos: outra estratégia que pode ser adotada é o investimento em empresas que estão lucrando e pagam bons dividendos durante o mercado em alta.

Como aprender a operar em Bull Market?

Não adianta fugir: para se tornar um investidor mais experiente é preciso muito estudo e prática. Pensando nisso, a Faculdade XP oferece uma plataforma completa de ensino financeiro, com assinatura mensal.
A XPE Multi+ reúne dezenas de aulas interativas, gravadas ou ao vivo, cursos, imersões internacionais e diversos formatos de conteúdos de alta qualidade. Nela, você pode cursar, por exemplo, cursos livres de Criptoinvestidor, Especialista em Investimentos no Exterior, Previdência e Planejamento, Introdução ao Universo de Trading e muito mais! Acesse agora e conheça os diversos benefícios!

5 motivos para investir na bolsa de valores e comprar ações hoje!

Mesmo para quem é iniciante no mercado financeiro, é fundamental conhecer as diferentes possibilidades de investimento para ter uma boa rentabilidade. Mas, então, surge a pergunta: quais os principais motivos para investir na bolsa de valores? Será que realmente vale a pena?

É comum que quem começou a fazer aplicações há pouco tempo se sinta mais confortável com a renda fixa, por ter mais segurança e previsibilidade. 

Entretanto, dependendo do seu perfil, investir em ações é um bom negócio. Afinal, não é tão complicado ou difícil quanto parece e, como em qualquer outro investimento, o segredo para o sucesso está na dedicação e paciência. 

Cada vez mais, pessoas estão percebendo os benefícios da renda variável, já que o número de investidores na bolsa em julho de 2022 cresceu 15% em relação ao mesmo período de 2021, aproximando-se de 5 milhões de contas cadastradas.

Mas, então, por que investir em ações é algo vantajoso? Qualquer um pode fazer esse tipo de investimento? Por onde começar? Continue a leitura para conhecer 5 motivos para investir na bolsa de valores agora mesmo!

O que significa investir em ações? 

Quando você investe em ações está comprando frações do capital social de uma organização, tornando-se um acionista da companhia. Sendo assim, ao comprar esses papéis no mercado, você passa a ter direito sobre os resultados dos negócios, por meio dos ativos e de resultados financeiros (sejam eles positivos ou negativos).

Mas, afinal, como começar a investir na bolsa de valores? Separamos um conteúdo com os conceitos essenciais que você precisa saber, além de servir como um guia ideal para consultar sempre que quiser realizar seus investimentos com propriedade.

Baixe agora mesmo o nosso e-book Guia da Bolsa para Investidores e fique por dentro de conceitos essenciais que são utilizados no dia a dia do mercado de ações. 

5 motivos para investir na bolsa de valores

Agora, vamos falar por que investir em ações é um bom negócio para quem quer aumentar o seu patrimônio, mesmo correndo alguns riscos. 

Confira a lista de motivos para investir na bolsa de valores e descubra se o mercado de ações é um bom investimento para você. 

1. Boa fonte de renda passiva

Viver de renda é o sonho de muitos brasileiros. E uma das possibilidades mais promissoras de conseguir isso é por meio das ações. 

Principalmente nos casos em que não há uma necessidade de retirada rápida do dinheiro, é possível encontrar opções de aplicações por períodos maiores – como cinco ou dez anos – que normalmente trazem um melhor retorno financeiro.

Além disso, em cenários de crise, o investimento a longo prazo é uma boa alternativa, já que permite que o mercado se recupere de eventuais quedas.

2. Gera retornos maiores

Para quem já está acostumado a investir em renda fixa, sabe que por mais seguro que os ativos sejam, a rentabilidade geralmente deixa a desejar. Esse é um dos principais motivos que explicam por que investir em ações é uma boa opção.

Como falamos, as maiores possibilidades de retorno positivo estão nas ações de longo prazo. Isso porque o tempo é o maior aliado da renda variável.

Além disso, o investimento em ações traz duas formas de ganhos:

  • por valorização: caso o mercado esteja favorável, temos o aumento dos preços das cotas. Assim, ao vender as ações, poderá embolsar o lucro;
  • por dividendo: se optar por manter as ações, como acionista, passa a receber os lucros e bonificações distribuídos pela empresa, que tendem a crescer em longo prazo.

< Descubra quais são as ações que mais pagam dividendos em 2022! /> 

3. Boas alternativas com pouco dinheiro

Apesar de muitos acreditarem que para investir na bolsa de valores é necessário ter muito dinheiro, isso não é verdade. Essa acessibilidade permite que qualquer pessoa realize o investimento. 

Atualmente, é possível encontrar muitas ações baratas. Então, mesmo com pouco dinheiro, podemos comprar cotas que podem ser vantajosas, como nos fundos de investimento imobiliário (FIIs) ou nos ETFs.

Ainda assim, para começar neste caminho, é importante se aprofundar em questões relacionadas ao planejamento e à educação financeira

4. Há muitas opções de investimento

Outro motivo para investir na bolsa de valores está no grande leque de possibilidades. Há empresas de todos os tipos e tamanhos, com diferentes margens de lucro, em que podemos comprar cotas.

Isso significa que você pode tanto investir nas maiores empresas do mercado nacional, com ganhos que podem ser consolidados de acordo com os seus resultados, quanto em companhias menores.

5. Ajuda a diversificar a carteira

Uma regra básica que aprendemos quando começamos a fazer qualquer tipo de investimento é em relação à importância de diversificar a carteira. Essa é uma das principais estratégias para que você não tenha muitas perdas, mesmo com o risco das ações.

Isso porque os recursos podem ser alocados em proporções diferentes, de modo a balancear as características e potencializar as chances de um resultado positivo. Quer saber mais sobre este assunto? Dê o play no vídeo abaixo! 

Resumindo: o mercado de ações é um bom investimento?

Agora você já conhece algumas vantagens de investir em ações. Trata-se de um modelo dinâmico de investimentos, com opções que atendem até mesmo a investidores com pouco capital para aportar. Além disso, trazem retorno rápido e são um excelente caminho para aprender mais sobre o funcionamento do mercado financeiro. 

E aí, já se convenceu de que investir em ações é um bom negócio para você? Caso ainda esteja em dúvidas, aqui vão mais algumas informações que podem te ajudar a entender se investir na bolsa de valores pode ser uma opção viável e compatível com as suas demandas e necessidades:

  • Facilidade na negociação: todas as operações das ações de empresas e de outros ativos são feitas de forma 100% online;
  • Regulação: as operações de compra e venda de ações são acompanhadas e reguladas pela B3, trazendo mais confiabilidade ao processo;
  • Popularidade entre investidores pessoa física: em julho de 2022, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na B3 atingiu 5.243.325. 

Agora sim, você tem em mãos informações-chave para concluir se vale a pena investir na bolsa de valores. 

Quem pode investir em ações?

Antes de falar sobre quem pode realizar este tipo de investimento, primeiramente é importante pensar no perfil de investidor. Basicamente, podemos separá-los em três grupos.

  • Conservador: procura obter ganhos reais com o menor risco possível;
  • Moderado: não abre mão da segurança, mas se arrisca um pouco mais com o objetivo de ter uma melhor rentabilidade;
  • Arrojado: está disposto a correr maiores riscos visando um maior retorno financeiro.

Essas são explicações simples, mas que ajudam a entender melhor cada perfil. Normalmente, consideramos que o investidor conservador está iniciando no mundo dos investimentos, com poucos conhecimentos sobre o assunto.

Por outro lado, o arrojado ou agressivo é aquele com mais experiência, que já tem um bom patrimônio e, por isso, consegue se arriscar mais sem prejudicar a sua saúde financeira.

É fundamental ressaltar que se encaixar em um destes perfis não significa que você não poderá mudar posteriormente. Na verdade, é um processo natural procurar novos tipos de investimento à medida que vamos ganhando mais conhecimento e experiência.

Ainda assim, se você está pensando em por que investir em ações, provavelmente faz parte do perfil moderado – ou quer passar para este grupo.

Como investir em ações? 

Além disso, qualquer pessoa física ou jurídica pode investir em ações, mesmo menores de idade. Essas aplicações podem ser feitas: 

  • de forma direta;
  • de forma indireta (por meio de corretoras, como a Clear, Rico e XP);
  • comprando cotas de fundo de investimento em renda variável.

Entretanto, é preciso lembrar que os investimentos feitos na bolsa de valores devem ser declarados no Imposto de Renda – tanto os ganhos quanto as perdas.

< Veja também: Tudo o que você precisa saber sobre Imposto de Renda />

E você, já sabe qual o seu perfil? Agora que você conhece a nossa lista de motivos para investir na bolsa de valores, é hora de entender como começar a investir em ações. 

Comece a investir em ações: o primeiro passo está a um clique de distância

Agora que falamos por que investir em ações, pontuamos 5 motivos para investir na bolsa de valores e até mesmo quem pode realizar este tipo de investimento, fica a pergunta: mas por onde começar?

Como ressaltamos anteriormente, ter um bom planejamento é o primeiro passo para entrar no mercado financeiro com segurança. A partir disso, o próximo passo é definir o seu perfil de investidor e estudar as melhores opções de onde aplicar o seu dinheiro.

Outra etapa importante é adquirir conhecimentos para investir na bolsa de valores, conhecendo os principais termos e especificidades da área. Mas, a verdade é que se você está aqui, é porque já está nesse caminho.

Aqui na Faculdade XP, você pode continuar mergulhando no assunto e tirar suas dúvidas sobre variados tipos de investimento, por meio de artigos, vídeos e da nossa plataforma de educação financeira, a Multi+

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São mais de 100 cursos, bootcamps e formações nas áreas de tecnologia, investimentos e negócios. Nosso ensino é disruptivo, 100% conectado ao mercado e 100% anywhere. Afinal, não há barreiras geográficas para o desenvolvimento de talentos. 

Comece agora mesmo! 

Aprenda como sair da zona de conforto em apenas 7 passos

Quantas vezes você se sentiu insatisfeito com a sua vida, mas não fez nada para mudá-la? Ou quantas vezes executou um trabalho de forma mecânica porque não gostava mais do que estava fazendo? Ou quantas vezes recusou uma proposta de trabalho melhor do que o emprego que você tinha por medo de se arriscar no novo? Situações como essas acontecem quando estamos na zona de conforto e temos medo de sair dela.

Se você se identificou com algum dos exemplos acima, continue a leitura desse artigo! Preparamos uma série de dicas para ajudar você a sair da zona de conforto e se desafiar, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional.  

O que é e como identificar a zona de conforto?

Em suma, a zona de conforto é quando estamos em uma bolha de proteção, onde nos sentimos tão seguros que não somos capazes de buscar novos desafios. Da mesma forma, também não somos capazes de sentir ansiedade ou medo pelo que está por vir porque já conhecemos tudo daquele local de segurança.

De acordo com uma pesquisa feita pelo LinkedIn, 14% das pessoas não tentam uma nova oportunidade de emprego por medo de não ser bem-sucedido e outros 12% por medo da perspectiva de mudança

Você já se viu nessa mesma situação em algum momento da vida? Provavelmente sim. Isso porque a zona de conforto é um lugar que todos visitarão em algum momento da sua vida. 

Zona de conforto na vida

A zona de conforto na vida parece algo bom, mas a longo prazo ela mais ajuda do que atrapalha! Afinal, é pelo medo de se arriscar e de tomar decisões importantes que você deixa de viver novas experiências, não enfrenta os seus medos e pode viver presa em relações que já não lhe fazem bem.  

Por exemplo, você namora há mais de 3 anos com uma pessoa e sente que já não ama mais a pessoa. Mas, apesar disso, você não consegue acabar o relacionamento porque já está tão acostumada com aquela companhia que não se imagina mais sozinha.

Zona de conforto no trabalho

A zona de conforto no trabalho acontece quando temos medo de encarar novos desafios e de buscar novas oportunidades para crescer profissionalmente. Muitas vezes, as pessoas têm capacidade para assumir um cargo maior, mas não se esforçam para conseguir tal cargo por achar que já estão sendo valorizadas na função atual. 

Por exemplo, você é graduado em Jornalismo e trabalha como repórter da editoria de cidadania há mais de 2 anos. Por ser um profissional muito responsável e cumprir todos os prazos, você recebeu uma proposta para se tornar editor-chefe daquela editoria.

Entretanto, mesmo interessado na promoção, você acabou recusando a proposta por medo de sair da sua zona de conforto e achar que não vai conseguir dar conta de todas as atribuições do cargo de editor-chefe.

Como sair da zona de conforto?

Dar o primeiro passo para sair da zona de conforto nem sempre é uma tarefa fácil ou rápida. Afinal, estamos tão acostumados com a vida que levamos que não conseguimos perceber quando a vida está estagnada por conta dos nossos próprios medos.

Para que o fato de estar na zona de conforto impeça o seu crescimento não aconteça com você, preparamos uma série de dicas.

👇 Confira abaixo 7 dicas de como sair da zona de conforto:   

1. Faça uma autoavaliação

Antes de qualquer coisa, você deve separar um tempo para pensar sobre a sua vida e fazer uma autoanálise sobre todos os aspectos dela. Para isso, você pode fazer uma análise SWOT pessoal, que consiste numa ferramenta para analisar os fatores internos e externos que influenciam a sua vida.  

Algumas perguntas que você pode responder nessa análise:

  • Estou satisfeito com a minha vida?
  • Me sinto bem no meu trabalho atual?
  • A relação com a minha família é boa?
  • Quais são as coisas que eu gosto de fazer?  
  • O que impede o meu crescimento?
  • Que atitudes eu tenho que podem ser evitadas?
  • Que novos hábitos eu posso incluir na minha rotina?

Dessa forma é possível identificar em quais aspectos da vida você está na zona de conforto e pensar em formas de se desenvolver nesses quesitos.   

2. Busque inspiração

Logo em seguida, com os aspectos que precisam ser melhorados já identificados, procure se inspirar em pessoas que já passaram pelo mesmo processo que você e as use como referência para a sua virada de chave.

Por exemplo, se você percebeu que está na zona de conforto no trabalho e não está mais na profissão que deseja trabalhar, procure pessoas que mudaram de carreira para se inspirar e lhe encorajar a fazer o mesmo. 

3. Enfrente os seus medos

Sair da zona de conforto é algo que causa medo e é super normal que isso aconteça com você. Entretanto, não deixe se abater pelo medo, já que ele é um dos motivos que impedem você de crescer! 

Quando sentir medo, lembre-se do que te motivou a dar o primeiro passo, procure conversar com pessoas que você confia e ouvir conselhos de quem já passou pelo mesmo que você. 

4. Estabeleça objetivos e metas

Agora que você já percebeu que está na zona de conforto, é preciso montar um plano de ação para sair dela! Para isso, você pode usar o ciclo PDCA para definir quais são os seus principais objetivos e definir metas com prazos para alcançá-los.

Por exemplo, você percebeu que está acomodado com a sua vida profissional, mas quer mudar essa situação. Há anos trabalha no mesmo local, sem perspectivas de crescimento, apesar de ser um bom profissional, e agora quer um novo local onde você seja mais valorizado.

Para que isso dê certo, juntamente com o ciclo PDCA, você pode fazer um plano de carreira onde serão definidas as ações a médio e longo prazo para alcançar o seu objetivo principal. 

Pessoa estabelecendo metas para sair da zona de conforto
Estabelecer metas será uma etapa importante para sair da zona de conforto.

5. Estude e prepare-se para os desafios

Uma das melhores formas de sair da zona de conforto é estudando e aprendendo sobre novos assuntos. Assim, além de adquirir novos conhecimentos, você consegue desenvolver suas soft e hard skills – habilidades tão valorizadas no mercado de trabalho.

Por exemplo, se você trabalha em uma empresa que está passando por um grande processo de transformação digital, mas não tem tanta familiaridade com o assunto, porque não começar uma Pós-Graduação em Inovação e Transformação Digital?

Além de sair da zona da sua zona de conforto, você ainda se qualifica para futuras oportunidades de crescimento na própria empresa. 

6. Crie o seu marketing pessoal

Fazer uma boa gestão da carreira profissional é algo que depende muito da forma como você se apresenta e se comporta no ambiente de trabalho ou em uma entrevista de emprego. Afinal, muitas vezes a primeira impressão é a que fica.

Portanto, invista em um bom modelo de currículo, organize bem o seu portfólio e treine a sua apresentação profissional para causar uma primeira impressão positiva naqueles que ainda não lhe conhecem.

Além disso, não tenha vergonha de conversar e buscar fazer novas amizades com profissionais da mesma área que a sua, já que o networking também é uma boa estratégia de marketing pessoal. 

7. Aceite os feedbacks

Por fim, para que você evolua e saia ainda mais da sua zona de conforto, tanto pessoalmente quanto profissionalmente falando, saiba ouvir e receber bem os feedbacks e críticas construtivas das pessoas próximas a você.

Especialmente na vida profissional, saber ouvir e acolher o que as pessoas têm a dizer sobre o seu trabalho são importantes para chegar no ponto da carreira em Y onde você tem chances de ser promovido para um cargo de liderança ou de especialista.  

Por que é importante sair da zona de conforto?

Quando estamos na zona de conforto, nós temos a falsa sensação de segurança que é causada pelo fato daquele local, trabalho ou pessoa já serem tão familiares para nós. Apesar de parecer um lugar bom de estar, permanecer sempre na zona de conforto impede o crescimento pessoal e profissional de qualquer pessoa. 

Sair da zona de conforto é importante porque quando embarcamos no desconhecido e enfrentamos as nossas inseguranças é que conseguimos evoluir e nos conhecer melhor!

Não tenha medo de arriscar e de viver novas experiências, pense sempre nessas situações como uma oportunidade de evoluir e ser melhor a cada dia para você mesmo.