“PIB do Brasil cai e país entra em recessão técnica”. Esta foi a notícia publicada pelo G1 em dezembro de 2021. Porém, não foi a única! Afinal, costumeiramente somos bombardeados com reportagens sobre esse tema, não é verdade?
Ou seja, com certeza você já se deparou com uma notícia sobre isso e, provavelmente, deve ter se perguntado: “Afinal, o que é PIB?”, “Por que se fala tanto sobre ele?” e “Qual a sua relação com o mundo dos investimentos?”.
Saiba que essas dúvidas são bastante recorrentes! A boa notícia é que estamos aqui para explicá-las.
Fique com a gente até o fim. Boa leitura!
O que é o PIB e para que serve?
Afinal, o que significa PIB?
O PIB (Produto Interno Bruto) é o principal indicador para medir o crescimento da economia de um país.
O índice do PIB soma todos os bens e serviços finais produzidos em um determinado período na moeda corrente do local. Para chegar aos valores, a oferta e a demanda dos próprios bens e serviços são levadas em conta.
Aqui no Brasil, quem faz a medição é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O termo PIB foi criado em 1930 por Simon Kuznets, um economista russo naturalizado estadunidense.
Naquela época, ele usou a demografia e dados estatísticos para entender quais eram os impactos do crescimento da população sobre a produtividade da região.
No fim, o valor absoluto e a taxa de elevação do PIB servem como referenciais importantes do desempenho econômico do país.
E para que serve o PIB?
É importante compreender que o PIB não representa a riqueza de uma nação, como uma espécie de Tesouro Nacional. Na realidade, o PIB é o indicador de movimentação de novos bens e serviços produzidos em um determinado período de tempo.
Logo, se um país não produzir nada durante três meses, por exemplo, seu PIB será zero.
Ficou claro o que é o PIB?
Entenda agora como este índice funciona.
Como o PIB funciona?
A medição de bens e serviços finais para evitar erros de contagem é feita no preço que chega ao consumidor.
Isso quer dizer que também são levados em consideração os impostos sobre os produtos comercializados.
Para se ter ideia, o PIB é avaliado de forma trimestral e anual, e os resultados, então, são comparados com o trimestre ou o ano anterior.
Assim, chega-se ao número que vai indicar ou não o crescimento econômico e de atividade do Brasil.
No caso de queda da atividade econômica do país em um determinado período, o PIB também vai cair naturalmente, e vice-versa.
Diante do resultado do PIB, é possível entender algumas situações melhor, como:
Avaliar como a produtividade do país variou;
Comparar com as economias de diferentes países;
Chegar ao PIB per capita (a divisão do total pelo número de habitantes do país).
Como é calculado o PIB?
Calculado de acordo com a produção total de bens e serviços do local, no caso do Brasil, o PIB é o resultado da soma de toda a produção nacional.
Assim, o valor que os produtos recebem é subtraído pelo custo total de produção e do preço de venda.
Exemplo?
Se um produto custou R$ 1 mil e foi repassado às lojas por R$ 2 mil, o valor dele no PIB é de R$ 1 mil.
Essa subtração de preço de venda e custo de produção foi a solução dada para que os itens não fossem duplamente contabilizados, o que aumentaria de forma artificial o PIB.
Para facilitar o entendimento sobre como é calculado o PIB, veja, como a apuração do indicador é feito segundo a fórmula:
PIB = CF + IP + GG + BC
CF é o consumo familiar;
IP é o investimento privado (gastos das empresas);
GG é o gasto do governo;
BC é a balança comercial (exportações – importações).
Nesta conta, são incluídos dados estatísticos de empresas, pessoas físicas, investimentos públicos e privados, além de importações e exportações.
Como já mencionado, a responsabilidade pelo cálculo é do IBGE.
Como o PIB influencia os investimentos?
Antes de entender o que significa PIB para os investimentos, é importante ter em mente que,embora tenha um papel importante na economia, esse indicador não pode ser avaliado isoladamente no momento de uma aplicação.
Isso porque as variações dele têm consequências na inflação e na taxa de juros, também conhecida como Selic.
Caso as condições estejam favoráveis e o PIB suba, há expectativa de aumento dos preços – o que significa inflação, e ao entender para que serve o PIB, também devemos considerar esse indicador também.
Portanto, em síntese, PIB alto significa grandes chances de inflação.
Nesse caso, o BC (Banco Central) pode optar por aumentar a taxa de juros para conter as pressões inflacionárias. Por outro lado, se o PIB mostra retração, o consumo sofre resultado similar e começa a cair.
Nesse cenário, o BC tende a diminuir os juros para que o crédito fique barato e, assim, estimule o consumo.
De qualquer forma, em momentos de economia em alta e taxas de juros estáveis, os setores geralmente estão se desenvolvendo.
Esse, então, é um contexto propício para que as empresas invistam e aumentem a fatia de mercado – ou seja, é um bom momento para aplicação em renda variável e fundos.
Claro, isso levando-se em conta que as empresas escolhidas estejam consolidadas para o médio e longo prazo, por exemplo.
Além disso, um quadro positivo de PIB em alta e inflação controlada aumenta a confiança na economia como um todo.
Como encontrar um ponto de equilíbrio entre o PIB e a inflação?
Esta é uma tarefa realmente delicada.
Um dos instrumentos muito utilizado para balizar esses dois fatores e entender se as ações da bolsa de valores estão caras ou baratas, é o Índice Warren Buffett.
Este índice mede o valor de mercado das empresas listadas na bolsa com o PIB, obtendo um percentual de capitalização das empresas listadas em relação ao índice final da soma de todos os bens e serviços produzidos em um país.
Na prática, ele pode ajudá-lo a ter um maior parâmetro e segurança na hora de estudar a compra de ações.
E por falar em estudar, este hábito é o que levará suas aplicações ao sucesso, atendendo seus objetivos financeiros.
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Agora que você sabe exatamente o que é o PIB, como este índice é calculado e qual é o seu impacto para os investimentos, não deixe de dividir seu conhecimento com outras pessoas, compartilhando este post!
As rápidas mudanças no mundo da tecnologia fizeram com que as empresas tivessem que adaptar os seus negócios a essa nova realidade.
Muitas companhias que nasceram de ideias atreladas ao mundo físico precisaram rever alguns modelos, trazendo soluções modernas para otimizar seus resultados. Mas o que é transformação digital e como ela pode ser aplicada no mundo dos negócios?
Para ajudar a entender um pouco mais sobre o tema, separamos neste artigo tudo o que você precisa saber.
Aprenda desde o conceito básico até como ele deve ser aplicado nas empresas, além dos principais benefícios, desafios e o motivo desse assunto ser tão importante atualmente. Aproveite o texto e boa leitura!
O que é transformação digital?
A transformação digital é uma expressão utilizada para indicar a utilização de ferramentas e soluções modernas no dia a dia das pessoas. Ela traduz a mudança de hábitos que eram feitos de uma forma e, com os recursos digitais, passaram a ser feitos de outra maneira.
Para ilustrar na prática e facilitar o seu entendimento, vamos ao seguinte exemplo. Antigamente, as pessoas utilizavam cartas para se comunicar e esperam dias para receber os recados. Ao longo do tempo, e com o surgimento de novas tecnologias, isso mudou completamente.
A criação do telefone, por exemplo, revolucionou a maneira de se comunicar. Depois, surgiram os bips, os celulares e, mais recentemente, os smartphones.
Atualmente, a troca de mensagens é realizada basicamente por meio de aplicativos e e-mails. Hoje em dia, quase ninguém utiliza cartas para se comunicar. Ou seja, foi por causa da transformação digital que esse hábito foi substituído por formas mais rápidas e eficientes.
E transformação digital nas empresas, o que é?
Da mesma forma que as novas tecnologias mudam os hábitos das pessoas, elas têm um impacto ainda maior sobre as empresas. Isso porque há uma série de recursos que podem ajudar em vários aspectos, seja para solucionar problemas, criar novos produtos ou melhorar serviços.
Na prática, a transformação digital nas companhias nada mais é do que uma mudança de mindset, ou seja, de mentalidade. As empresas precisam estar abertas a essas transformações, pois a necessidade dos consumidores caminha junto com as mudanças.
Os maiores desafios estão em corporações que nasceram quando as tecnologias ainda não estavam tão avançadas.
Um exemplo disso é a Magazine Luiza, que soube entender esse processo e passou por uma incrível transformação digital. A varejista, que nasceu apenas com lojas físicas, adaptou seu negócio e virou um dos principais players do mercado de e-commerce em todo Brasil. Isso alavancou os seus resultados.
>>> Por falar em transformação digital, você sabia que ela chegou também no mundo dos investimentos? Se você já ouviu falar em criptomoedas, saiba que elas são resultado da modernização tecnológica. Mas será que vale a pena investir nesse tipo de ativo? A especialista da Faculdade XP, Clara Sodré, fala um pouquinho mais sobre esse tema. Dê o play no vídeo a seguir e saiba mais:
Por que essa transformação é importante para as empresas?
Um dos pontos mais importantes para uma empresa aderir à transformação digital é com relação à inovação. Ela é fundamental para o crescimento do negócio e garante um lugar no futuro.
Inovar permite que as companhias criem produtos e ofereçam soluções adequadas às necessidades dos clientes.
Hoje em dia, empresas que nasceram no digital, como o Nubank, estão sempre criando soluções que facilitem o dia a dia de seus clientes. Essa rotina de ideias é super importante, pois faz com que os consumidores tenham uma percepção positiva da empresa.
Trata-se de uma forma de se diferenciar dos seus concorrentes no mercado. E, mais do que isso: de usar a tecnologia para melhorar ainda mais os seus serviços.
Quais os principais benefícios da transformação digital nas empresas?
Como você pode ver, as empresas precisam estar cada vez mais antenadas no que acontece no mundo digital. Por isso, é importante ficar de olho em todas as novidades e como elas podem agregar ao negócio.
Separamos, a seguir, os principais benefícios que a transformação digital pode trazer às empresas. Vamos lá?
Satisfação dos clientes
Uma empresa bem estruturada e com serviços modernos faz com que os clientes fiquem mais satisfeitos. Pelo menos essa é a tendência.
Ao investir em ferramentas de relacionamento, a companhia está priorizando a maneira como ela conversa com os consumidores. Isso traz mais agilidade na resolução de problemas e, consequentemente, maior satisfação entre os seus usuários.
E isso não se limita apenas ao setor de atendimento. Podemos dizer que se estende a várias áreas da empresa que impactam diretamente na experiência do cliente, como o marketing digital, vendas, financeiro, entre outras.
Gestão estratégica
Mais do que espelhar na linha de frente, a transformação digital também ajuda na gestão estratégica da companhia.
Atualmente, há diversas soluções e ferramentas que auxiliam na organização das áreas internas. Tudo isso tem como objetivo ganhar mais agilidade, ter a visão de toda a cadeia e, até mesmo, otimizar o rendimento dos colaboradores. Há ótimas soluções para os líderes das empresas nesse sentido.
Otimização de processos
Em muitas empresas, um dos principais desafios é a integração entre as áreas. Há uma série de processos que cada uma delas inclui, mas que, muitas vezes, acabam travando diversos projetos da companhia. Porém, com a transformação digital, muitas coisas podem ser melhoradas no dia a dia.
Sabe aquela planilha que só a sua área tem acesso na rede interna? Há ferramentas de armazenamento em nuvem que podem ajudar a desburocratizar o acesso, aumentando a integração e trazendo mais agilidade.
Aumento da produtividade
Se existe uma forma de aumentar a produtividade, bem como a satisfação dos colaboradores, é na implantação de ferramentas que ajudem na rotina de trabalho. Por isso, uma empresa que foca em transformação digital precisa pensar na automação de processos como um dos principais pilares dessa estratégia.
Ao olhar para isso, os gestores podem ver resultados incríveis de performance do time. Afinal, diminuir o número de tarefas manuais pode impactar diretamente tanto na entrega, como na relação que os colaboradores têm com o trabalho.
Diferencial competitivo
Ao investir em tecnologia, as empresas podem se diferenciar das outras e ganhar uma vantagem competitiva em relação à concorrência. Quando uma companhia aposta na transformação digital, ela consegue entender melhor a necessidade de seus clientes.
Tal investimento permite criar novas soluções, produtos ou serviços que sejam úteis para os consumidores, resolvendo problemas de maneira mais eficiente.
Muitas vezes, esse tipo de solução acaba impactando diretamente nos resultados. Afinal, dependendo do serviço ou do produto, mesmo que pareçam simples, eles passam a ser únicos, ganhando a confiança do cliente e do mercado.
Redução de custos
Muitas empresas que não estão acostumadas a investir em tecnologia enxergam esse tema como algo que gera um custo ainda maior no balanço. Porém, ao olhar de forma mais estratégica para o tema, é possível notar que a transformação digital é, também, uma forma de reduzir os custos da companhia.
Há diversas ferramentas disponíveis que ajudam a fazer cálculos mais assertivos e, também, a diminuir os gastos, como: compra de materiais de escritório, envio de correspondências, logística, entre muitos outros.
Quais os principais desafios da transformação digital nas empresas?
Há vários desafios que uma empresa encontra no processo de transformação digital. Porém, podemos citar três principais pontos que são fundamentais para ele acontecer. Confira quais são eles:
Desburocratização
Muitas vezes, empresas que nasceram no mundo físico têm algumas “manias” que atrapalham a transformação digital. Portanto, o ideal é mudar o mindset e desburocratizar processos antigos, que fazem com que a evolução desse aspecto leve ainda mais tempo;
Digitalização
Sabe aqueles arquivos que estão todos em caixas de papelão? É hora de trazê-los todos para o ambiente digital. Quanto mais informações estiverem em sistemas eletrônicos, mais rápido será o processo de digitalização. O armazenamento em nuvem será um ótimo aliado;
Transformação Digital
De fato, essa etapa é quando as anteriores já foram superadas. Mesmo que a estratégia ainda não esteja 100% finalizada, é importante pelo menos ter o básico já estabelecido. Ao passar por elas, as próximas etapas serão mais tranquilas, porém trabalhosas.
Como se preparar para eles?
A primeira coisa a se fazer é reunir as principais lideranças da empresa para comunicar a intenção desse projeto.
É preciso que todos estejam cientes da importância da transformação digital e como ela pode agregar tanto para as áreas, como para a empresa de forma geral. É primordial que todos os setores façam uma análise de como o projeto impactará o dia a dia de trabalho.
Por fim, é necessário fazer ainda um planejamento de implantação e, principalmente, mudar a cultura organizacional: o mindset correto é essencial para o sucesso dessa jornada.
Agora que você já sabe o que é transformação digital, é hora de melhorar os seus conhecimentos sobre o mercado financeiro. Com o curso “Superando o medo de investir”, da Faculdade XP, você vai aprender a fazer aplicações de um jeito simples e dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Aproveite agora mesmo e faça já a sua inscrição clicando na imagem abaixo. Confira:
Quando se pensa em investir em uma ação ou derivativo, as duas principais escolas que ajudam o investidor a tomar essa decisão são a análise fundamentalista e a análise técnica de ações.
Só que a análise técnica é, geralmente, vista como o caminho mais rápido, já que não depende de:
Muitas equações;
Extenso estudo sobre o setor;
Muita análise do negócio de uma empresa.
Para que as características da análise sejam ainda mais visíveis, abordaremos os itens abaixo:
O que é análise técnica;
Para que serve a análise técnica;
Quem utiliza a análise técnica;
Quais são os principais gráficos de ações
Quais são os indicadores de análise técnica.
Acompanhe!
O que é análise técnica de ações?
Também conhecida como análise gráfica, a análise técnica é uma forma de antecipar os movimentos das ações utilizando-se do histórico delas por meio de gráficos.
Isso porque os gráficos funcionam como excelentes ferramentas para antecipar as mudanças dos ativos, uma vez que eles mostram historicamente em quais estágios os investidores costumam ficar mais otimistas ou pessimistas com um papel, por exemplo.
Em suma, é o estudo dos preços ao longo do tempo.
Para que serve e quem utiliza a análise técnica?
A análise técnica é uma estratégia especialmente eficiente para quem pretende fazer operações de curto prazo.
O objetivo principal é identificar uma tendência, operar a favor dela e sair da operação ao verificar sinais de que essa direção está sendo mudada.
Existem três tendências principais que um ativo pode ter em um momento:
De alta (acumulação): caracterizada por um gráfico com topos e fundos ascendentes;
De baixa (distribuição): quando os topos e fundos estão cada vez mais baixos;
De lateralização: quando o preço do papel oscila dentro de uma banda bem definida sem subir ou cair muito.
Além de ser um método menos trabalhoso de comandar, a análise técnica é uma ferramenta ágil e objetiva.
Exemplo: um investidor que analisa o gráfico de uma ação pode definir um ‘preço-alvo’ – ou seja, quando venderá a ação com o lucro esperado – e um stop loss, momento em que venderá a ação com um prejuízo relativamente aceitável.
Assim, fica mais fácil tirar as emoções do jogo e estabelecer um preço para entrar e um preço para sair da operação.
Como fazer análise técnica de ações?
Basicamente, existem 3 gráficos que o investidor pode usar para entender como fazer análise técnica de ações:
Gráfico de linhas;
Gráfico de barras;
Candlestick.
Porém, o candlestické o mais utilizado na análise técnica de ações.
Isso porque o gráfico de linhas só mostra a evolução dos preços de fechamento – sem revelar como se comportou o ativo durante o dia – e o de barras não representa bem as viradas que ocorrem durante um pregão.
Em um candlestick, cada uma das barras parecidas com velas (as tais candles) representa o movimento de um ativo em um determinado período.
Dentro de um gráfico diário, o corpo – parte grossa do candle – mostra o quanto a ação subiu ou caiu da abertura até o fechamento.
Assim, se o candle for branco, verde ou azul, o dia foi de alta; se for preto ou vermelho, o dia foi de queda.
Já o fio que sai do candle é o movimento não predominante do ativo naquele período.
“O que isso quer dizer?”
Isso quer dizer que esse fio representa os momentos em que a ação operou com queda em relação ao nível de abertura num dia em que fechou em alta, ou o avanço momentâneo do papel em um dia de baixa.
Para identificar quando há uma mudança de tendência olhando para o gráfico, os analistas técnicos observaram uma série de padrões, como os seguintes:
Suporte e resistência
Este é o mais famoso e mais utilizado.
Os suportes são regiões de preço que costumam atrair compradores sempre que a ação alcançou aquele ponto – isto é, o papel sobe após atingir aquela cotação.
Por outro lado, as resistências são trechos de preços que costumam atrair vendas – a ação costuma cair após bater naquela cotação.
Ao traçar essas linhas e acompanhar a movimentação das tendências, as possibilidades de ganhos são ampliadas e elevam a precisão do gerenciamento de risco.
Figuras de alta/baixa
As figuras formadas pelos candles geralmente são seguidas por uma alteração no comportamento dos preços.
Entre os padrões de mudança de tendência para alta está o engolfo: ocorre quando a mínima, a máxima e todo o corpo do candle de um período são mais relevantes que o candle do período anterior.
Já nos padrões de baixa mais famosos está o engolfo em que a máxima registrada em um pregão é maior que a da sessão anterior, mas o ativo fecha em baixa com uma mínima menor que a do dia anterior.
Outro ponto a ser lembrado é que uma figura de reversão de tendência tem maior chance de estar correta quanto maior for o volume de negócios do ativo quando essa figura aparece.
Médias Móveis
Como o próprio nome diz, funciona tirando a média dos preços de um ativo durante um determinado período.
Exemplo: um traçado de médias móveis de dois dias é formado pelos preços médios do papel nos dois dias anteriores.
Dessa forma, ao colocar em um gráfico de candlestick, as médias móveis aparecem como linhas que evoluem junto à cotação do ativo.
Aliás, existem dois tipos de médias móveis possíveis, as aritméticas e as exponenciais.
Em suma, a diferença da segunda para a primeira é que nas exponenciais os preços mais recentes possuem peso maior que os preços mais antigos.
Veja também a live “O método XP de avaliar as ações”, que também mostra como analisar o gráfico candle:
Bandas de Bollinger
Esses são indicadores estatísticos de volatilidade complementares às médias móveis, mostrando a dispersão dos preços de um ativo.
Eles calculam os desvios-padrão da distribuição normal de preços para definir o quanto as cotações podem ficar acima ou abaixo da média móvel.
No gráfico, asBandas de Bollingeraparecem como bandas superiores e inferiores que acompanham uma linha central que, normalmente (na calibragem padrão), é a média móvel de 20 períodos.
A estratégia prática relacionada a elas é verificar quando o candle dos preços toca na banda inferior ou superior das bandas, afastando-se da média móvel.
Se a cotação encosta na banda inferior, a tendência é voltar a subir em direção à média, e quando bate na superior, é comum que caia de novo em direção à média.
Em síntese, este indicador de análise técnica serve para:
Prever os níveis de preço de um ativo;
Predizer topos e fundos de preço no gráfico;
Anunciar a força das valorizações e desvalorizações dos ativos;
Mostrar se uma ação está barata ou cara, em um determinado período de tempo.
Reprodução/ XP Expert
Índice de Força Relativa
O IFR (Índice de Força Relativa) é um oscilador que busca mostrar regiões de sobrecompra ou sobrevenda de um ativo, indicando o surgimento ou enfraquecimento de tendências e rompimentos de suporte ou de resistências.
O Índice de Força Relativa é um dos mais utilizados pelos investidores, já que atua como um termômetro que expõe o momento mais favorável para a compra ou venda de ativos.
Ele associa a média das cotações nos últimos “n” dias em que o papel subiu dividido por “n”, com a média nos últimos “n” dias em que a ação caiu também dividida por “n”.
A escala de variação do IFR é de 0 a 100 e a região considerada como sobrecompra – papel tende a cair para voltar a um padrão razoável de negociação – é acima de 70.
Enquanto isso, na zona de sobrevenda – a ação deve subir – é aquela abaixo de 30.
Por fim, o IFR aparece como um traçado dentro de uma escala na parte de baixo de um gráfico.
A fórmula utilizada para o cálculo do IFR é:
IFR = 100 – 100/(1 + FR)
Fibonacci
Assim como os outros indicadores que citamos até aqui, o método de Fibonacci também traça projeções e retrações.
Na análise técnica, apropria-se da proporção áurea (1,618) para indicar a magnitude do próximo movimento de impulsão ou de correção de um ativo.
Para se ter ideia, impulsão é o movimento a favor da tendência, como:
Uma alta dentro de uma tendência ascendente;
Uma queda em uma tendência descendente.
Já as correções correspondem ao contrário, sendo os movimentos de queda dentro de uma tendência de alta ou de alta dentro de uma tendência de queda.
Ao projetar Fibonacci em um gráfico, o investidor pode traçar o tamanho da impulsão anterior a partir do seu fundo ou topo.
Isso para tentar antecipar para onde vai o papel na trajetória atual.
Assim, aparecem no gráfico cinco linhas horizontais:
A primeira parte do topo ou fundo do movimento anterior;
A segunda representa 38,2% (nada mais que 100 – 61,8 da proporção áurea) daquele movimento;
A terceira é 50% da trajetória;
A quarta é 61,8% (a própria proporção áurea);
A quinta é 100% do movimento anterior.
No entanto, pode-se projetar ainda uma sexta linha, que é a dos 161,8%, chamada de expansão de Fibonacci e costuma ser usada pelos traders como o alvo da operação.
Por ser impossível adivinhar quando um ativo atingiu de fato seu fundo ou topo, então Fibonacci é sempre projetado quando já há sinais suficientes de que uma nova tendência se formou.
Na contramão de outros indicadores, este não serve para apontar reversões de tendência.
Que tal aprofundar ainda mais seus conhecimentos em Análise Técnica? A Faculdade XP pode te ajudar com isso.
No curso Análise Técnica Clássica – Entenda os gráficos para operar em qualquer mercado, você vai:
Aprender a ler o mercado;
Ser autônomo em suas análises;
Potencializar seus ganhos;
Entender a diferença entre a teoria e a prática.
Agora que você entendeu o que é análise técnica e quais indicadores você pode utilizar para praticá-la, não deixe de dividir seu conhecimento com mais pessoas. Para isso, compartilhe este artigo com mais colegas investidores!
Se você está inserido no mundo dos investimentos e do mercado financeiro, já deve ter ouvido sobre CDI e inflação. Caso seja novo, está na hora de entender o que esses termos significam.
É bem provável que já tenha escutado ou visto várias vezes notícias como: “inflação sobe 3% em cinco meses” ou “rendimento da taxa CDI tem queda”. Mas como esses dois impactam, de fato, a sua vida?
Para começar essa conversa, é preciso entender qual a relação entre CDI e inflação. Além de saber o que eles são e como são medidos.
Com o objetivo de tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto, preparamos um conteúdo completo para você. Continue por aqui para aprender sobre:
o que é inflação?;
índice IPCA: o que é?;
o que é CDI?;
CDI e inflação: como se relacionam?;
IPCA ou CDI: qual é o melhor?
Boa leitura!
O que é inflação?
Para compreender a situação CDI x inflação é preciso, antes de qualquer coisa, saber o que significa cada um deles. Vamos começar pela inflação e mais para frente explicaremos a CDI.
Basicamente, a inflação é o que se entende por aumento dos preços de produtos, bens e serviços. Quando há um aumento constante da inflação sem que o salário base da população aumente, o custo de vida cresce junto.
O que isso, de fato, significa?
Quanto maior for o índice da inflação, mais você irá gastar no mercado comprando menos produtos que antes do aumento. Ou então, o aluguel do apartamento ficará muito mais caro com o reajuste anual e você acabará optando pela busca de outro com o valor mais em conta.
Mas como a inflação é medida ou calculada? Existe alguma maneira de “prever” como será o ano econômico de um país? Continue a leitura para não perder nada.
Índice IPCA: o que é?
Entender como CDI e inflação se relacionam requer saber qual o índice oficial que mede a inflação. Ela se baseia no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), produzido pelo IBGE.
O IPCA analisa os preços de produtos e serviços inseridos na lista da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). A variação desses preços representará um percentual no cálculo final do IPCA que indicará se a inflação está em alta, em baixa ou controlada.
É importante citar que essa oscilação de preços leva em consideração também produtos e serviços de maior importância para a população.
Como assim?
Por exemplo: o aumento nos preços de bijuterias não impactará tanto quanto o aumento no preço da carne na inflação.
A movimentação do IPCA reflete também no mundo dos investimentos. Afinal, tudo está interligado.
O que é CDI?
Chegamos a segunda etapa para compreender como o CDI e inflação estão relacionados. Você já ouviu falar sobre a Certidão de Depósito Interbancário?
Muito conhecida pela sigla CDI, essa certidão funciona como um empréstimo de recursos com vencimento de um dia entre instituições financeiras.
Ficou confuso? Calma que é bem simples de entender.
Os bancos, por determinação do Banco Central, têm a obrigação de terminar o dia no “azul”. Como nem sempre isso é possível, a instituição que está no “vermelho” pede dinheiro emprestado para outro banco.
Nesse empréstimo é cobrado um percentual de juros que são calculados pela Bolsa de Valores do Brasil (B3). Agora, vamos pensar juntos: se essa operação é registrada na B3 e há um percentual de juros, por que não atrela-lo a outros investimentos?
E foi a partir desse questionamento que alguns investimentos passaram a ser atrelados à taxa de juros da CDI, a taxa DI. Assim como o IPCA, é possível acompanhar o percentual de rentabilidade da CDI mensalmente e o acumulado anual.
Para entender mais sobre o assunto e como funciona a CDI na prática, confira o vídeo abaixo. Aperte o play!
CDI e inflação: como se relacionam?
Agora que já sabe o que é CDI e inflação, entender a relação entre as duas fica mais simples. Basicamente, elas funcionam como indicadores econômicos de rentabilidade dos investimentos de renda fixa.
Para compreender melhor a relação entre CDI e inflação vamos falar brevemente sobre a Taxa Selic. A Selic funciona como um controlador da inflação, ou seja: quando o IPCA está alto a Selic tende a aumentar também.
Os valores da Selic são definidos a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Mas, por que é importante saber sobre essa taxa para compreender como CDI e inflação estão relacionadas?
O motivo é simples: a taxa CDI anda próxima à taxa Selic. Portanto, é preciso estar atento aos tipos de investimentos de renda fixa em que for aplicar e em qual indexador eles se baseiam.
Por quê? Para saber se terá uma rentabilidade real. Veja o exemplo abaixo.
Marcos decidiu investir em CDB com vencimento de um ano, rendendo 100% da CDI. Quando seu certificado venceu, o acumulado IPCA estava 8% enquanto o da taxa DI apresentava o percentual de 12%. Ou seja, Marcos obteve uma rentabilidade real de 4%.
É preciso deixar claro que a relação CDI x inflação não é a única que pode impactar os seus investimentos. Existem outros indicadores macroeconômicos que precisam da sua atenção!
Confira o vídeo abaixo e entenda tudo sobre eles.
IPCA ou CDI: qual é o melhor?
Até aqui você já entendeu o que é CDI e inflação e como elas se relacionam. Mas qual é a melhor: IPCA ou CDI?
É preciso deixar claro que decidir qual indexador é o melhor, dependerá do seu perfil de investidor e de qual aplicação mais te agrada. Entenda quais fatores do tripé de investimentos são mais importantes para você e aplique com confiança, baseando-se em seus estudos e análises.
Saiba mais!
Como explicamos acima, o estudo é muito importante para entender qual tipo de investimento melhor te contemplará. Portanto, não pare por aqui e continue pesquisando para aplicar com consciência.
Para deixar essa caminhada mais simples é que existe a Faculdade XP School, o braço educacional da XP Inc. com o curso: “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores” você ficará três passos à frente.
Já ouviu falar ou viu por aí sobre derivativos financeiros, mas não compreendeu muito bem do que se trata ou como funciona?
Fica tranquilo, a Faculdade XP, no seu eterno trabalho de levar a educação financeira para a população, explica os pontos mais relevantes desse tema.
Esse instrumento financeiro, que permite a movimentação de valores pequenos, tem despertado o interesse cada vez mais das pessoas físicas.
Acompanhe a leitura do artigo para saber mais!
O que são derivativos financeiros?
Você sabe o que são contratos futuros, opções ou swaps?
Pois é, todos esses nomes citados são tipos de derivativos financeiros, que são tidos como uma interessante ferramenta financeira usada pelos investidores para proteger suas operações ou para lucrar no mercado.
Como dá para subentender pelo nome, derivativos financeiros possuem o preço “derivado” do preço de um ativo, de uma taxa de referência ou até de um índice de mercado – ou seja, outros pontos como referência.
Vale lembrar também que existem derivativos financeiros de ativos físicos, como soja e café, e ativos financeiros, como ações, taxas de juros e moedas.
Dentro dessa realidade, quem negocia um contrato futuro de dólar, não opera o dólar em si, mas um contrato baseado no seu valor no mercado à vista.
E essas negociações podem ser realizadas tanto no mercado de balcão quanto em Bolsas – no Brasil, a B3 possui um mercado de derivativos bastante desenvolvido.
Outra característica importante é que os derivativos financeiros costumam ser estabelecidos como contratos padronizados.
Isso significa dizer que os aspectos e especificações dos seus ativos de referência (como prazos, formas de precificação e quantidades) são definidos previamente.
Dessa forma, os investidores que comprarem uma opção sobre uma ação para um certo vencimento na B3, por exemplo, adquirem o mesmo produto sob as mesmas condições.
Em linhas gerais, a dinâmica de uma negociação de derivativos financeiros funciona da seguinte forma: quem negocia se responsabiliza a comprar ou vender um determinado ativo por um determinado preço num determinado prazo.
Aliás, a liquidação no mercado de derivativos pode acontecer de 2 formas:
Liquidação física: nesse caso, é necessário realizar a entrega do ativo em negociação na data do vencimento;
Liquidação financeira: aqui, no dia do vencimento, é registrada uma venda para o comprador e uma compra para o vendedor. Assim, apenas é movimentada a diferença entre os valores de cada parte da operação.
Vamos a um cenário prático para melhorar o entendimento dessa dinâmica:
Um produtor rural brasileiro exporta seus produtos em dólar. Com a alta do preço do dólar, este produto tende a se beneficiar e lucrar mais com suas vendas, certo?
Por outro lado, se a moeda do dólar, ou qualquer outra moeda pertinente à negociação, se desvalorizar, o produtor receberá uma menor quantia em real para exportar seus produtos.
A questão é que ele está vendendo o mesmo produto, mas corre o risco de lucrar menos com essas oscilações na moeda.
Para ter mais previsibilidade, proteção e segurança, este produtor pode, como mencionamos anteriormente, vender o dólar antecipadamente na bolsa de valores, por exemplo.
Consequentemente, o produtor teria seu preço garantido, independente da oscilação do dólar naquele momento.
Neste caso, o ativo seria o dólar, e o vende antecipadamente através de um contrato de derivativos financeiros.
Ficou claro o que são derivativos financeiros? Então, vamos adiante!
Como não é um dos termos mais famosos do mercado financeiro, a primeira pergunta possível de ser feita não é “o que são derivativos financeiros”, mas, sim, “para que servem?”.
Pensando nisso, listamos os 3 principais motivos envolvidos:
Proteção
Talvez o mais comum seja mesmo o objetivo de proteger o valor de um ativo (ex: ação ou commodity) de variações que podem acontecer dali para frente.
Isso porque, como você leu, um derivativo financeiro permite fixar previamente o valor de uma mercadoria ou ativo financeiro.
Assim, contribui para reduzir o impacto de uma eventual mudança negativa nos preços do mercado.
Aliás, um termo usado para se referir à proteção proporcionada pelos derivativos é ‘hedge’.
“O que isso quer dizer?”
Isso quer dizer que quem faz um hedge está menos preocupado em lucrar com as operações e, sim, mais interessado em evitar perdas.
Para melhor ilustrar isso, pense nos seguros de automóveis.
Quando você compra um novo carro, imediatamente considera contratar um seguro, não é mesmo?
Neste cenário, você não está interessado em se beneficiar da prestação do serviço, mas sim deseja apenas garantir sua proteção e evitar prejuízos.
Lucro pela especulação
O especulador compra e vende derivativos para lucrar, ganhando com os pequenos diferenciais de preços de aquisição e venda de cada contrato.
Para um especulador, não importa muito se o derivativo financeiro negociado é de moeda, de uma commodity agrícola ou de taxa de juros, porque seu interesse não está nesses ativos subjacentes.
Desse modo, esses especuladores costumam atuar no Day Trade, realizando compras e vendas dos mesmos derivativos ao longo do mesmo dia.
Essas pessoas acabam apurando os ganhos e perdas no fim do pregão.
Mas também há aqueles que mantêm posições por mais de um dia, porque apostam que nesse período os preços vão oscilar de modo que lucrem com os resultados.
Nesse contexto, os especuladores possuem uma expectativa de crescimento contínuo da economia. São verdadeiros otimistas.
Mas o capital financeiro é mais variável do que a economia real, então é possível que a alta das ações não esteja de acordo com a realidade do crescimento da produção.
O que pode acontecer, nesses casos, é as ações chegarem a patamares irreais, o que é perceptível para os investidores mais experientes.
Ao reconhecerem isso, esses investidores vendem seus papéis, ocasionando o crash, momento em que acontece uma queda repentina nos preços.
Lucro pela arbitragem
Esse motivo é provavelmente o menos simples de se entender, porque envolve mais aspectos.
Para se ter ideia, alguns investidores utilizam os derivativos para realizar operações de arbitragem, buscando lucrar com as diferenças de preços que há num mesmo produto em mercados diferentes.
Então, as operações de arbitragem envolvem outros ativos (como ações no mercado à vista) além dos derivativos.
“Por que isso é possível?”
Porque, embora os ativos estejam expostos às mesmas condições econômicas, nem sempre oscilam na mesma proporção, e é aí que podem surgir mais oportunidades de ganho.
Quer um exemplo de como esse cenário pode ser aplicado na prática?
Pois bem, uma opção sobre ação, por exemplo, pode indicar um preço futuro diferente para o papel do que os investidores do mercado à vista imaginam.
Quando os arbitradores percebem isso, agem rapidamente, antes que o mercado ajuste os preços.
De qualquer forma, na arbitragem, o lucro de cada operação é geralmente pequeno, mas a aposta mesmo é adquirir ganhos da quantidade e do volume de compras e vendas realizados.
Portanto, quanto mais volumosos e frequentes forem os negócios, maiores as chances de acumular ganhos significativos.
Quais são os tipos de derivativos?
Agora que passamos por um cenário macro do que os derivativos financeiros abrangem, vamos esmiuçar um pouco mais esse assunto.
Para isso, abordaremos os tipos de derivativos financeiros e os atributos envolvidos.
Contratos a termo (ou mercado a termo)
Quem compra um contrato a termo se compromete a comprar uma mercadoria ou um ativo financeiro sob os seguintes aspectos:
Em uma quantidade determinada;
Por um preço estabelecido desde o momento da negociação;
Para liquidação em uma data (também definida desde o início).
Por outro lado, para quem vende um contrato a termo, o compromisso é justamente o de vender esse mesmo ativo.
Dessa forma, nem comprador e nem vendedor podem repassar seus contratos em data anterior ao vencimento assumido.
Tais instrumentos podem ser negociados na Bolsa, mas também no mercado de balcão.
Contratos futuros (ou mercado futuro)
A principal diferença de um contrato futuro para um a termo está no formato da liquidação.
Isso porque no caso dos contratos futuros existe o chamado ajuste diário.
Com esse mecanismo, todos os contratos futuros que os investidores mantêm são avaliados diariamente a partir de um preço de referência.
Assim, na prática, as operações são ajustadas todos os dias de acordo com as expectativas do mercado para o preço futuro do ativo de referência do contrato.
A diferença, positiva ou negativa, entre os preços de ajuste diário de um pregão para o outro é apurada. Logo, o investidor que tiver posições em aberto precisa pagar essa diferença (se ela for negativa), ou receberá o valor na sua conta (se ela for positiva).
Então, o ajuste diário é um sistema que apura perdas e ganhos e ajuda a aumentar a proteção das posições no mercado de contratos futuros.
A propósito, outra diferença entre esses e os contratos a termo é o fato de serem negociados apenas em Bolsas.
Opções (ou mercado de opções)
As opções são o direito (e não a obrigação) de comprar ou de vender um ativo por um preço fixo numa data futura.
Para comprar uma opção, é necessário pagar um valor a quem vendeu – chamado de prêmio.
Esse valor se trata de uma quantia paga para ter a possibilidade de comprar ou vender o ativo mais tarde.
No mercado brasileiro, as mais conhecidas são as opções sobre ações.
Quem compra uma opção é chamado de titular e sempre tem o direito de exercer a opção: comprar ou vender o ativo na data do vencimento pelo preço acordado desde o início.
Porém, se ele quiser fazer nem um e nem outro, pode simplesmente escolher deixar a opção vencer, tendo como consequência apenas a perda do valor que pagou como prêmio por ela.
Do outro lado, o vendedor de uma opção (chamado de lançador) sempre tem a obrigação do exercício, caso quem tenha comprado deseje realizá-lo.
Swaps
Um contrato de swap é um acordo em que dois investidores negociam a troca de rentabilidade entre dois ativos.
A finalidade é diminuir os riscos e aumentar a previsibilidade para quem está envolvido na operação.
Exemplo?
Pense em um contrato de swap de ouro contra Ibovespa…
Se na data de vencimento do contrato o ouro tiver uma valorização abaixo da variação do Ibovespa, quem comprou Ibovespa e vendeu ouro receberá a diferença de rentabilidade, certo?
Agora, se o retorno do ouro for superior à variação do Ibovespa, quem ganha a diferença é o que comprou ouro e vendeu Ibovespa.
Por isso, é crucial fazer uma análise de mercado bem assertiva. Dessa forma, você não realiza a troca de ativos em um momento desfavorável.
Existem tipos diferentes de swaps no mercado. São eles:
Swap cambial
O swap cambial consiste na troca de taxa de variação cambial, como a troca da oscilação do dólar, pela oscilação do euro, por exemplo.
É a troca entre indexadores como IGP-M, IPC-Fipe ou INPC, até mesmo o Ibovespa.
Swap de taxa de juros
O swap de taxa de juros é a troca de indexadores em que uma das variáveis é a taxa de juros, como o CDB.
Swap de commodities
Este tipo de swap está relacionado à troca de fluxos associados à variação das cotações de commodities.
Como você viu, os derivativos financeiros são negociados na bolsa de valores. Além de entender os derivativos, é preciso também compreender o funcionamento da própria bolsa.
Agora você já entendeu o que são derivativos no mercado financeiro. Que tal dividir seu aprendizado com outras pessoas? Compartilhe este artigo em suas redes!
Você pode estar se perguntando: “o que é Cade”, assim como pode ter dúvidas sobre a sua relação com o mercado financeiro e seus investimentos, certo?
Bom, se você já entendeu a importância de órgãos como o Bacen (Banco Central do Brasil), CMN (Conselho Monetário Nacional) e outros para suas finanças, não deve ser tão difícil perceber o valor do Cade.
Então, sem mais delongas, vamos ao que envolve essa instituição…
O que é Cade?
Curioso para entender o que é Cade? Então, vamos lá!
Com sede em Brasília, o Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça e cumpre as atribuições estipuladas pela Lei de Defesa da Concorrência de número 12.529/2011.
Vale fazer uma observação para melhorar sua compreensão: uma autarquia é uma entidade autônoma fiscalizada pelo Governo Federal, que possui seus próprios recursos e executa atividades de Administração Pública.
Basicamente, o Cade busca garantir a livre concorrência no mercado, investigando e sendo o responsável por decisões sobre matéria concorrencial.
Para isso, o Cade também é responsável por fiscalizar as fusões e aquisições de empresas para evitar o desenvolvimento de monopólios, que resulta em um prejuízo para a economia, já que haveria menor quantidade de concorrentes no mercado.
Mas não para por aí, esse órgão também se propõe a estimular e transmitir a cultura e informações sobre a livre concorrência.
A livre concorrência é uma concorrência saudável entre agentes de mercado que ofertam os mesmos produtos e serviços. Dessa forma, os consumidores possuem variadas opções de escolha, de acordo com seus próprios critérios.
Outra característica importante do Cade está em apurar infrações à ordem econômica quanto a movimentos de fusões e aquisições de empresas.
Dessa forma, se uma dessas transações for capaz de prejudicar a competitividade de um setor, o Cade pode investigar a operação e, se precisar, não a aprovar.
Para se ter ideia, depois do comunicado de uma fusão ou aquisição de empresas, o Cade tem um prazo de até 240 dias para analisar a transação.
Em operações mais complexas, o prazo pode ser prorrogado por mais 90 dias até o órgão dar o parecer final da aprovação ou não.
Em suma, o Cade é mais uma instituição que auxilia o governo federal a gerir e controlar a economia do país.
Como funciona o Cade?
Para entender como funciona o Cade, é preciso destacar que esta autarquia é composta por 3 órgãos.
Tribunal Administrativo de Defesa Econômica
Formado por 1 presidente e 6 conselheiros, auxilia o Cade a analisar os processos administrativos de atos de concentração econômica.
Superintendência-Geral
Esse órgão realiza funções como investigar e instruir processos de repressão em que há abuso de poder econômico e analisar atos de concentração de empresas.
Departamento de Estudos Econômicos
Responsável por aprimorar as análises da economia, também fornece maior segurança sobre efeitos e consequências das decisões tomadas pelo Cade no mercado.
Além disso, unidades como a Procuradoria Federal Especializada e a Diretoria de Administração e Planejamento, também, ajudam o Conselho a cumprir sua missão e garantir a livre concorrência.
Por que o Cade existe?
Em outras palavras do que já foi mencionado sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica neste texto, o mesmo possui 3 funções principais:
Preventiva: após devida análise, o Cade tem de decidir sobre os processos de fusão, aquisição, incorporação e outros movimentos de concentração econômica entre empresas que mantêm parcela significativa do mercado e que possam causar, assim, risco à livre concorrência;
Repressiva: é papel do Cade apurar e julgar cartéis, monopólios, oligopólios e qualquer outra conduta que possa ser prejudicial à livre concorrência em todo o país;
Educativa: para melhor instruir a população sobre atitudes nocivas à livre concorrência, estimular estudos e pesquisas acadêmicas sobre a temática, o Cade faz parcerias com faculdades, universidades, institutos de pesquisa, associações e entidades do governo, além de disponibilizar cursos, seminários, palestras e eventos para disseminar o tema.
Como as decisões do Cade podem te impactar?
Todas as ações do Cade são para evitar que aconteça a concentração do mercado em uma só empresa ou que um grupo de empresas passe a controlar os preços de um determinado setor, por exemplo.
Isso significa que sem a fiscalização do Cade haveria maiores chances de um cenário de monopólio em setores de bens que consumimos no dia a dia, podendo afetar diretamente o bolso dos consumidores.
Num contexto da existência de apenas uma empresa de fogão, por exemplo, ela poderia se propor a cobrar preços abusivos aos consumidores, já que eles não teriam mais opções desse produto no mercado.
Portanto, o Cade atua de modo a defender o cenário de mais opções para escolha da população e evitar abusos por parte das empresas.
Ainda assim, haverá momentos em que os preços subirão exageradamente, ocasionando a tão famosa inflação. Diante de um cenário como este, é preciso ter habilidade para reduzir gastos e continuar consumindo.
Como estão suas habilidades financeiras? Atualizadas?
Para estar mais preparado para eventualidades, ou até mesmo para ressignificar sua relação com o dinheiro, não deixe de conferir o curso da Faculdade XP Combo: Cursos de Educação Financeira.
Você irá aprender:
Práticas para o autoconhecimento financeiro;
O beabá financeiro;
Como administrar o seu dinheiro, sem crenças limitantes.
Agora que você entendeu o que é o Cade e como ele impacta diretamente o seu bolso, não deixe de dividir seu conhecimento com outras pessoas compartilhando este post!
Com a internet, a coleta de dados mudou a maneira como as empresas funcionam. Anteriormente, as engrenagens de uma organização giravam a partir da visão de líderes.
Com o avanço das tecnologias, o cenário se transformou e as informações coletadas se tornaram o guia de muitas estratégias.
No passado, a liderança de uma empresa tomava decisões com base no que conseguia observar, mas com a expertise do Business Intelligence, o processo ficou mais confiável e assertivo.
Por serem capazes de fornecer insights e fazer com que empresas se destaquem, os profissionais de BI são muito buscados por empresas. Não à toa, o mercado não para de crescer e a profissão tem sido muito procurada por amantes da tecnologia da informação.
Quer saber como se tornar um especialista em BI? Confira algumas dicas abaixo!
Business Intelligence, o que faz?
O conceito Business Intelligence surgiu para definir a decodificação e o uso de dados de forma estratégica de qualquer empresa. Com a ajuda de softwares, o analista de BI age coletando dados, organizando-os, analisando-os e monitorando-os de acordo com o sistema de negócios.
Isso acontece porque os dados são uma maneira de interpretar as informações e interações das pessoas em determinadas situações, como quando levamos um produto de um e-commerce para o carrinho de compra.
Com esses detalhes, é possível ajudar na tomada de decisão e no entendimento dos negócios. Antes é necessário processar e decifrar os dados!
A partir daí, é possível ter informações mais certeiras, pontuais e rentáveis, conhecendo o cliente e suas vontades, entendendo os concorrentes, conseguindo prever situações, compreendendo o próprio negócio e podendo melhorar vendas, relacionamentos e tomar decisões mais assertivas, baseadas em fatos e não no achismo.
Este é um dos focos das soluções de BI (Business Intelligence), ou Inteligência de Negócios, que há um bom tempo é muito comentado e até mesmo desejado por diversas empresas. Mas apesar de muito conhecido, ainda é mal interpretado e mal aplicado.
Ferramentas de Business Intelligence
Algumas empresas entendem que fazer Business Intelligence se resume em utilizar uma boa ferramenta para integrar suas fontes de dados e gerar cubos e gráficos atraentes, isto pode até ser parte do BI, mas ele vai muito além disto.
Com a popularização de ferramentas voltadas ao BI (Power BI, Qlik, Tableau), de fácil utilização e custos acessíveis, algumas empresas, equivocadamente e sem planejamento, simplesmente fazem a integração de suas fontes de dados e levam aos colaboradores as informações geradas por elas (sejam em relatórios, gráficos, cubos) e querem que os colaboradores mergulhem nestas informações e comecem a gerar melhores resultados para a empresa.
É devido a cenários como esse que muitos projetos de Business Intelligence dão errado, pois são feitos na ordem contrária, gerando informações para depois ver se elas irão suprir alguma necessidade da empresa, quando, na verdade, primeiro é necessário identificar necessidades ou oportunidades para criar projetos de BI que irão atender estas demandas.
Quando se trata de Business Intelligence, não podemos abordá-lo apenas como uma ferramenta para integração de dados e geração de gráficos. Entre as definições mais aceitas está a que aponta o BI como um guarda-chuva que encobre diversas aplicações, metodologias, processos e outros, com intuito de organizar e analisar uma série de dados da empresa.
De fato existe uma parte do processo, chamada Data Warehousing, onde as várias fontes de dados da empresa são integradas, selecionando as informações relevantes.
Em seguida, na fase chamada ETL (Extract, Transform, Load, do português Extração, Transformação, Carga), os dados são tratados, padronizados e limpos, para depois serem armazenados nos conhecidos Data Warehouses, de forma a facilitar a análise dos dados através de relatórios, cubos, dashboards, etc.
Estas ferramentas para integração, tratamento e apresentação dos dados realmente são um grande apoio no desenvolvimento dos projetos de Business Intelligence mas, para o sucesso dos projetos, muitas outras abordagens precisam ser feitas.
Primeiramente, como todo projeto, um bom planejamento é fundamental, e nele devem estar contidas informações suficientes para garantir que o projeto é justificável, viável e que sua execução e acompanhamento serão realizados de forma satisfatória.
Uma equipe multidisciplinar também é fator decisivo, pois diferente do que muitos imaginam, o Business Intelligence não é um projeto exclusivo da equipe de TI, ele deve possuir um patrocinador comprometido e que assuma responsabilidades, que dissemine o projeto na empresa e o enxergue como um diferencial competitivo.
A equipe também deve ser composta por pessoas de outros departamentos da empresa, aquelas que entendem das regras de negócio e que irão trabalhar com as informações que serão geradas.
Outras abordagens já conhecidas e utilizadas pelas empresas podem e devem ser aplicadas e aproveitadas nos projetos de Business Intelligence, como a gestão do conhecimento, em que o objetivo é transformar e organizar, de forma estratégica, os conhecimentos nas organizações; a inteligência competitiva.
Assim, a empresa obtém informações de clientes, concorrentes, fornecedores, mercado, etc, dentre outras abordagens, cujas informações podem ser cruzadas e utilizadas junto com os demais dados para obter vantagens competitivas.
A empresa também precisa se preparar para implantar um projeto de Business Intelligence, ele não pode surgir apenas do desejo de um gestor, ou da vontade de utilizar processos que os grandes players do mercado utilizam e obtêm bons resultados.
O Business Intelligence deve ser muito bem planejado, executado e acompanhado, fruto de uma dor ou oportunidade da organização. Os colaboradores da empresa devem acompanhar o projeto desde sua concepção, e durante todo desenvolvimento devem ser informados das fases concluídas, testando e validando funcionalidades.
Este envolvimento é muito importante para o sucesso de um projeto de Business Intelligence, pois se os colaboradores não forem conscientizados dos benefícios buscados, não confiarem nas informações, não forem treinados ou simplesmente não utilizarem as informações geradas, o projeto irá fracassar.
O que é Data Mining?
O Data mining, ou mineração de dados, é uma classe de análise de informações, baseada em bancos de dados, a qual procura padrões ocultos em uma coleção de dados que podem ser usados para prever comportamentos futuros.
Como no Business Intelligence os dados estão armazenados de forma estruturada no data warehouse, este trabalho se torna extremamente interessante e viável.
Entretanto, o termo é comumente usado de forma equivocada para descrever softwares que apresentam dados de novas maneiras. O verdadeiro software de data mining não muda apenas a apresentação: ele de fato descobre relações antes desconhecidas entre os dados e este conhecimento é aplicado para se alcançar metas de negócios específicas.
As ferramentas de data mining são usadas para substituir ou aprimorar a inteligência humana, devido à sua capacidade de verificar enormes quantidades de dados.
Desta forma, elas descobrem novas e significativas correlações, padrões e tendências através de tecnologias de reconhecimento de padrões e métodos estatísticos avançados. Análises em grandes volumes de dados estão extremamente em alta e é uma carreira muito promissora.
Quais são as informações geradas pelo Business Intelligence?
As informações geradas pelo Business Intelligence podem ir desde estratégicas, utilizadas pelos gestores e com alto valor de decisão, até um nível operacional, utilizado por vários colaboradores da empresa.
Mais do que implantar um projeto de BI, é necessário acompanhá-lo e analisá-lo. As informações geradas devem ser constantemente monitoradas e, caso seja identificado um fato fora do esperado, devem ser identificadas as causas para as ações serem tomadas, continuando com o monitoramento, o que torna o processo de análise cíclico.
Bons projetos, planejados, bem executados e acompanhados dão origem a boas análises. As empresas naturalmente vão amadurecendo e o Business Intelligence se torna fundamental, originando novos projetos.
Estas empresas conseguem se destacar no mercado pois baseiam suas decisões em fatos, e não nas percepções de seus gestores, obtendo vantagens competitivas, seja na redução de custos, aumento de vendas, relacionamento com clientes, dentre outros. Mas para alcançar estes objetivos é preciso muito mais que integrar dados.
Quem é o profissional de BI?
Um analista de Business Intelligence, é responsável por transformar, com a ajuda de softwares e ferramentas, todos os dados em coisas inteligíveis. Assim, esses profissionais podem tornar a vasta quantidade de dados disponível em informações úteis, que realmente tenham valor para as empresas.
Ele precisa gostar e saber transitar entre as áreas de negócios e tecnologia da informação, tendo um amplo conhecimento de ambas.
Seu perfil deve unir o mundo dos negócios e da tecnologia, tendo uma firme compreensão de cada um deles, sendo capazes de extrair e analisar dados para recomendar estratégias de crescimento para as empresas.
São responsáveis também por examinar os sistemas e procedimentos e, assim, encontrar áreas em que possam aumentar a eficiência e efetividade do negócio. Além de analisar os dados, o analista de Business Intelligence também reúne as informações dos concorrentes para montar estratégias que possam mudar o setor – e aumentar o faturamento do seu negócio.
Sua principal característica é ter uma visão holística dos diversos cenários organizacionais. Ele precisa conhecer muito bem as ferramentas da área, assim como considerar maneiras pelas quais uma empresa pode desenvolver novas políticas em relação à coleta de dados e às metodologias de análise de dados, incluindo a garantia da integridade do uso de dados.
Como é o dia a dia deste profissional?
O Business Intelligence é o principal intermediador da área de negócios e os executivos.
No geral, quando um analista de BI começa seu trabalho, é preciso que a empresa elabore uma pesquisa de tendência de mercado para entender as oportunidades e possíveis problemas, como uma análise comportamental dos clientes, hábitos de consumo e até tendências de negócios.
Feito isso, é preciso pensar em iniciativas e projetos que possam solucionar as principais lacunas encontradas anteriormente.
Sua rotina também inclui acompanhar as performances da empresa e observar como os projetos estão sendo recebidos. Ele precisa organizar e tratar as informações para encontrar padrões e similaridades entre comportamentos.
Esse é o momento da análise em que o profissional utiliza funções matemáticas capazes de mapear os dados para identificar possíveis tendências e ajudar a empresa a se posicionar de maneira mais assertiva.
O coordenador do curso de Business Intelligence do IGTI Fernando Zaidan, explica: “Esse processo se chama ETL – extração, transformação e carga – load, em inglês. A partir daí, com as ferramentas de BI, criamos painéis com gráficos e indicadores que ajudam a empresa a ter visões estratégicas de negócio.”
A partir daí, o profissional de Business Intelligence começa a transformar os dados em análises gráficas, mapas e indicadores inteligíveis por meio de Dashboards, que são painéis que compilam imagens e podem ser compartilhados com o restante da empresa.
O processo de análise e acompanhamento dos painéis é feito em ciclos com o intuito de entender como foram as interações dos clientes. Assim é possível pensar em iniciativas diferentes e inovadoras a partir de como os planos performaram.
Onde os analistas de Business Intelligence trabalham?
Os profissionais podem atuar em diferentes mercados e indústrias independentemente do tamanho da empresa.
A organização tenha uma visão mais assertiva e analítica do negócio para entender a necessidade da contratação de um especialista em Business Intelligence. Hoje, a maior parte delas quer e precisa melhorar seu sistema de tomada de decisão e prevenção ao risco. Por isso, a procura por profissionais de BI está em alta.
Com um grande número de empresas buscando informações para uma tomada de decisão mais estratégica, o mercado está aquecido. As grandes e médias empresas têm essa visão mais consolidada, mas se engana quem acha que para por aí.
Pequenas empresas e, até mesmo, as startups, também estão à frente neste processo.
Qual a faixa salarial do Business Intelligence?
A média salarial dos analistas de Business Intelligence é de R$ 6.241, de acordo com pesquisa da Revelo – plataforma de recrutamento. Quando falamos de região, Belo Horizonte é o local onde a oferta salarial é maior, pagando por volta de R$ 7.250, já em São Paulo o valor cai para R$ 6.301 e no Rio de Janeiro, abaixo da média entre as três, paga R$ 5.318.
Já para um analista sênior, a remuneração pode chegar a R$ 10 mil segundo o guia das profissões do trampos.co. Para a Catho, as empresas que mais pagam esses profissionais são as empresas de Recursos Humanos, seguido por bancos e instituições financeiras.
O que um Business Intelligence precisa saber?
Nem sempre os profissionais dessa área são formados em tecnologia da informação ou ciência da computação, mas em engenharia, economia e até administração. Muitos possuem apenas cursos livres em seus currículos, no entanto o ramo conta com muitos profissionais autodidatas.
Entretanto, é importante dominar os fundamentos em tecnologia, ser curioso e procurar entender um pouco sobre como as coisas na tecnologia funcionam. Para começar, o profissional precisa gostar de estudar – e muito.
O ramo da tecnologia está em constante transformação e é preciso se atualizar. Além disso, quem tem facilidade com números costuma se dar bem no ramo, assim como quem fala inglês ou já possui certo conhecimento de programação. É bom gostar de dados e estudar muito para alinhar prática e teoria.
Essas habilidades serão necessárias no dia a dia, mas também tornam o profissional mais interessante.
Quero ser um Business Intelligence, e agora?
Para exercer a profissão, é preciso conhecer muito de Banco de Dados, o que se adquire na maioria das graduações da área de TI. Por isso, a modelagem de Banco de Dados com seus os elementos (entidades e relacionamentos), bem como as formas para normalização dos Bancos de Dados.
As especializações tornarão os profissionais mais capacitados para a área. Outro ponto importante é procurar desenvolver as soft e hard skills.
Soft skills
Potencializar as soft skills é muito importante. Estas competências são subjetivas e relacionadas à inteligência emocional. Alguma delas são:
boa comunicação;
trabalho em equipe;
gestão de pessoas;
pensamento crítico;
atitude positiva;
resiliência;
empatia;
liderança;
negociação;
tomada de decisões;
flexibilidade;
ética.
Hard skills
As hard skills podem ser adquiridas, além do conhecimento mínimo em banco de dados e da modelagem de banco de dados. Algumas delas:
Data Warehouse (DW): deve ter conhecimento em DW, na modelagem, nas estruturas, tabelas fatos e dimensões, seus atributos e relacionamentos;
Cubos: conhecer os conceitos de Cubos OLAP (on-line analytical processing), que são conjuntos de dados multidimensionais;
ETL: conhecer o processo de extração, transformação e carga (ETL) é de suma importância;
Estatística: o mínimo conhecimento em estatística é necessário para lidar com as métricas e indicadores;
Ferramentas de BI: a noção da maioria das ferramentas será fundamental para a escolha da mais indicada, pois inevitavelmente a empresa deverá tomar a decisão de aquisição ou outra modalidade de uso, como o SaaS (software como serviço);
Dashboards (ou painéis): projetar e construir Dashboards pode tornar seu projeto de BI em um verdadeiro sucesso. A escolha das métricas deve ser muito criteriosa, assim como ter preparado muito bem os dados de entrada. Ou seja, realizando o ETL que deixe seus dados prontos para a visualização. Também deve conhecer ferramentas específicas de Dashboards.
Vantagens de ter um Business Intelligence na empresa
Toda empresa precisa de um plano gerencial bem feito, mas com o fluxo atual de informações não é possível garantir que uma tomada de decisão sem análise de dados seja correta, causando possíveis prejuízos – tanto financeiros como estruturais – a longo prazo.
Por isso, o Business Intelligence vai ser primordial para garantir que o seu negócio tenha lucros e um bom desempenho. Os analistas da área garantem que as informações sirvam para geração de indicadores em tempo real. As tomadas de decisão são rápidas e certeiras, trazendo resultados impressionantes para o negócio.
Business Intelligence e a Lei Geral de Proteção de Dados
O mercado de Business Intelligence é novo e, por isso, está em constante mudança. O acesso e a captação de dados é uma prática recente e que, por vezes, gera discussões. Com frequência, a rede social Facebook passa por isso.
Em abril de 2018, Mark Zuckerberg foi ao congresso americano prestar contas sobre o uso de dados dos usuários por empresas e isso levantou uma discussão sobre o fornecimento exacerbado das informações e o que as companhias fazem com eles.
Tendo isso em mente, vale dizer que todas as empresas estão passando por adaptações para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados. Em 2020, a Lei exigirá que as empresas esclareçam quais informações são coletadas dos usuários e quais finalidades serão usadas. Todos esses detalhes deverão estar nos termos e condições de uso de cada plataforma.
As ferramentas e softwares estão em constante atualização e a adaptação do profissional é essencial para bons resultados do mercado. Estar antenado é essencial.
O futuro do Business Intelligence
Com o mercado dinâmico, a profissão prevê tendências que podem guiá-la para um futuro com soluções em nuvem, inteligência artificial e o uso de dados voltado para o impacto positivo na sociedade.
Cada vez mais, os profissionais deverão se adaptar e se aprofundar nessas áreas para garantir destaque no futuro. As soluções em nuvem tem sido cada vez mais estudadas para se tornar a principal forma de armazenamento de dados.
Saber mexer com tal tecnologia pode ser essencial nos próximos anos, especialmente porque essa é uma solução que garante segurança e flexibilidade para os profissionais.
O futuro não deixa a desejar para o profissional dessa área. As corporações têm entendido sua importância e, cada vez mais, sua inteligência e habilidade serão requisitadas.
Cada vez mais usado na hora das compras, o cartão de crédito é um meio de pagamento versátil e que oferece flexibilidade e vantagens aos consumidores. Porém, ele também pode ser o inimigo do planejamento financeiro, principalmente porque as dívidas no cartão de crédito estão entre as mais caras do mundo.
Se você está com a fatura no vermelho, no artigo abaixo nós contamos o que isso significa. E se você acha que não vai conseguir pagá-la, também damos dicas de como negociar o valor.
E tem mais: reunimos 10 passos de como se livrar das dívidas no cartão de crédito para você ficar no azul. Aproveite a leitura!
Dívida no cartão de crédito: o que acontece se você não pagar?
É claro que acumular dívidas não é o objetivo de ninguém, mas a gente também sabe que isso pode acontecer. Imagine que você tirou férias e fez uma viagem, por exemplo. Nela, usou o cartão para pagar restaurantes, hospedagens e as lembrancinhas dos familiares. No mês seguinte, a fatura veio acima do esperado e você não tinha dinheiro para pagar. O resultado: dívidas no cartão de crédito.
Quando situações como essa acontecem, uma das alternativas é pagar o mínimo. Neste caso, é aplicado crédito rotativo, um tipo de crédito para quem não consegue pagar a fatura inteira. No rotativo, os juros são cobrados sobre o valor não pago. Embora pareça uma boa alternativa, os juros desse tipo de crédito estão entre os mais caros.
Além dos juros astronômicos, as dívidas no cartão de crédito também podem implicar em negativação, o famoso “nome sujo”. Assim, o CPF entra na lista de inadimplentes e fica restrito a recursos como financiamentos e até mesmo novos cartões.
Antes que as dívidas fujam do controle e virem uma verdadeira bola de neve, saiba que é possível negociar os valores. Para isso, você deve procurar pela operadora do seu cartão. Hoje, esse contato está mais flexível e em alguns casos pode ser feito até mesmo pelos aplicativos.
Durante a negociação você deve ouvir a proposta da operadora, mas também é livre para fazer uma contraproposta. Se for possível, escolha um acordo com parcelas fixas e sempre solicite o CET (Custo Efetivo Total), para saber exatamente o que está embutido no valor devido.
Normalmente, o mercado trabalha com duas opções bastante comuns de negociação. Na primeira, chamada de amortização, o cliente parcela a quantia devida no próprio cartão. Os juros aqui são menores que os rotativos.
O empréstimo é a segunda forma comum de negociar uma dívida de cartão. Nesse caso, a própria instituição fornece um valor para a quitação do débito e o cliente deve, posteriormente, assumir o pagamento das parcelas referentes ao empréstimo.
Independentemente da forma de negociação, lembre-se que deverá honrar com o que foi combinado, por isso, as parcelas devem caber no bolso.
10 passos para se livrar da dívida no cartão de crédito
Se você já passou pela experiência de acumular dívidas no cartão de crédito ou quer evitar que isso se torne um pesadelo para o seu bolso e a sua vida, veja abaixo 10 passos que deve cumprir para se livrar delas.
1. Entenda sua situação financeira
Enquanto você não for capaz de entender o que causa o endividamento, é provável que ele continue a acontecer. Por isso, fazer um balanço da sua vida financeira e em quais situações ela foi prejudicada pela fatura do cartão é fundamental.
Liste seus gastos e classifique-os. Depois, avalie seu orçamento mensal e quanto dele está disponível para cada tipo de gasto. Assim, você saberá exatamente o quanto tem disponível para gastar sem se comprometer.
2. Saiba exatamente quanto você deve
Coloque tudo o que deve em um papel e faça a soma do débito total. Não se esqueça de incluir os detalhes, como origem da dívida, data de vencimento e juros.
Lá em cima falamos sobre o CET, o Custo Efetivo Total. Ter acesso a essa informação é seu direito e com ele você tem visibilidade sobre a sua dívida.
3. Reduza gastos imediatamente
Nem precisamos dizer que quando se está atolado em dívidas é preciso por o pé no freio, né? Se você seguiu os passos anteriores, provavelmente já sabe quais são os maiores ofensores do seu bolso. Neste caso, você deve evitá-los e, se possível, estabelecer um limite para evitar novas dívidas.
4. Aceite negociar
Já dissemos que as instituições financeiras são abertas a negociações de dívidas. Assim, o melhor caminho quando elas existem é tentar exterminá-las. Procure pela empresa com a qual você tem seu cartão e entenda quais cenários estão disponíveis para você zerar o débito.
O primeiro passo para quitar suas dívidas é escolher um método de pagamento com parcelas que cabem no seu bolso
5. Pague primeiro as dívidas mais baratas
Se você tiver mais de uma dívida em aberto e sem condições de quitar todas elas, priorize as mais baratas. Assim, poderá tirar um débito da frente, que em algum momento também implicará em juros, e poderá se concentrar na negociação e quitação das dívidas maiores.
6. Saiba negociar os juros
Quando você tem acesso ao CET, tem visibilidade sobre seu débito, incluindo os juros. Esse é um excelente ponto de partida para iniciar a negociação. Tente reduzir a taxa de juros para que a parcela total caiba no seu bolso.
7. Reduza seu limite de crédito, ou pare de usar crédito!
Se você não tiver autocontrole, uma maneira de evitar gastos incompatíveis com a sua situação financeira é reduzindo o limite. Em alguns bancos já é possível alterá-lo pelo próprio aplicativo.
Se ainda assim as dívidas se acumularem porque você tem dificuldade para enxergar os gastos, a solução é dar adeus ao crédito. Isso significa cortar o cartão, cancelá-lo e ter o débito como única fonte de pagamento.
8. Evite novas compras!
Esse passo é complementar a todos os outros. Se você está com dívidas no cartão de crédito, usá-lo pode ser um erro. Por isso, priorize quitar essas dívidas e não aumentá-las. Para fazer isso, o caminho é evitar novas compras, em especial as parceladas.
9. Não se enrole pagando somente o mínimo
Não é porque a operadora oferece esse recurso que ele deve ser usado. Pagar o mínimo é uma medida desesperada e que não evita complicações, pelo contrário. Os juros rotativos irão engolir o seu dinheiro e as chances de um descontrole financeiro se tornam reais.
10. Organize sua vida financeira
Embora existam recursos para negociar dívidas no cartão de crédito, só a organização financeira poderá salvá-lo de verdade.
Entender sua situação, como qual sua renda, quais são seus custos fixos e quanto você tem disponível para gasto é a melhor maneira de atingir a maturidade financeira e evitar noites mal dormidas pensando nas dívidas.
Se você quer ressignificar sua relação com o dinheiro, recomendamos o combo de cursos de educação financeira da Faculdade XP. Neles, conteúdos preparados por especialistas te ajudam a se conhecer, a se desprender de crenças limitantes e a planejar seus objetivos. Inscreva-se aqui!
Soft skills são habilidades comportamentais que podem estar presentes ou não no repertório de cada indivíduo, impactando diretamente a forma como ele lida com tarefas do dia a dia e como ele se relaciona com as pessoas à sua volta.
Quando uma empresa precisa contratar, o primeiro passo é definir o escopo da vaga. Isso significa mapear as habilidades comportamentais e técnicas que um profissional deve ter para executar as atividades que lhe são atribuídas.
Desenvolvedores, por exemplo, devem conhecer linguagens de programação, enquanto designers precisam dominar programas de edição. Mas, além dessas competências específicas, outros critérios devem ser considerados: as soft skills.
Mesmo em áreas nas quais os conhecimentos técnicos são fundamentais, as habilidades sutis têm ganhado cada vez mais espaço.
Logo, essa é uma estratégia que os recrutadores usam para encontrar candidatos mais completos e compatíveis com as expectativas do negócio.
Quer entender melhor este assunto para se tornar um profissional mais completo?
Neste post, além de explicar o que são soft skills ou habilidades comportamentais e sua importância, mostraremos quais são as mais relevantes para o mercado de trabalho e como desenvolvê-las. Quer aprender? Então, vem com a gente!
O que são soft skills?
Soft skills são habilidades comportamentais que interferem diretamente na forma como cada indivíduo lida com as próprias emoções e com as pessoas ao seu redor, impactando diretamente na forma como se porta e realiza seu trabalho.
Durante muito tempo, o que definia um bom profissional eram sua formação e o nível de conhecimento sobre a área em que atuava. Ou seja, sua qualificação era medida a partir de suas habilidades em torno de processos, ferramentas e sistemas.
Hoje, porém, essas habilidades técnicas, conhecidas como hard skills, passaram a dividir espaço com outras, um pouco mais complicadas de mensurar, as soft skills.
Podemos dizer que as soft skills estão ligadas ao comportamento humano diante das mais variadas situações. Isto é, ao conjunto de habilidades que uma pessoa tem para administrar suas relações e as próprias emoções.
Entre os principais exemplos dessas habilidades soft, temos: empatia, facilidade de comunicação e inteligência emocional.
Quer se aprofundar um pouco mais neste conceito e entender qual a diferença entre hard skills e soft skills? Dê o play no vídeo abaixo e fique por dentro:
Por que as soft skills são tão importantes?
Ao se candidatar a uma vaga de emprego, a pessoa declara ter os requisitos técnicos solicitados pela posição. Além disso, seu currículo reúne e reforça essas informações, correto?
Mas, como saber se, além de qualificado, este profissional também está comportamentalmente preparado para exercer tal função?
Quando falamos sobre novas relações de trabalho, ir além da capacidade técnica tem sido cada vez mais importante. Afinal, de que adianta um gestor dominar a área em que atua, mas não ter senso de liderança e empatia, por exemplo?
É justamente sob essa ótica que as soft skills têm ganhado cada vez mais relevância no mercado de trabalho.
Enquanto as características técnicas podem ser facilmente conquistadas, a partir de fontes educacionais, as sutis se desenvolvem individualmente. Elas são mais complexas, porém, mais valiosas, pois são resultados de experiências.
Muitas vezes, ter no time um profissional emocionalmente preparado, resiliente ou colaborativo, pode ser mais importante que alguém tecnicamente capaz.
6 exemplos de soft skills que se destacam no mercado de trabalho
Como vimos, as soft skills têm ganhado espaço no mercado de trabalho. Em alguns casos, inclusive, a demonstração de habilidades emocionais tem sido mais valiosa que o domínio da técnica em si, ou seja, as hard skills.
São diversas as características comportamentais que contribuem com a carreira de um profissional. Provavelmente você possua — ou ao menos já ouviu falar — em muitas delas. Por isso, apresentamos aqui seis das mais requisitadas pelas companhias:
1. Resiliência
Sabe aquela famosa ideia de fazer de um limão uma limonada? Esse é basicamente o conceito da resiliência: enfrentar desafios sem fraquejar e tirar ensinamentos a partir deles.
Atualmente, a resiliência ganhou a atenção dos recrutadores. Afinal, desafios fazem parte da rotina profissional. Dessa forma, o cenário perfeito está formado quando um profissional é capaz não só de encará-los, como também gerar bons resultados a partir deles.
2. Colaboração
Saber trabalhar em equipe sempre foi uma característica valorizada pelo mercado. Mas isso não significa, necessariamente, ser colaborativo.
Unir-se a um grupo de pessoas em prol de objetivos é o comportamento esperado dessa soft skill. Com ela, um profissional se junta a outros com habilidades e visões diversas para viabilizar a troca e a construção de produtos e ideias.
3. Flexibilidade
Flexibilidade é um dos adjetivos frequentemente usados por candidatos em entrevistas de emprego. Mas, engana-se quem pensa que ela se resume a ouvir a opinião do outro.
Na verdade, uma pessoa flexível é aquela que não só ouve, mas também pondera e, se necessário, recalcula a rota a partir das informações obtidas.
4. Comunicação assertiva
Saber se expressar é uma skill muito importante, pois é por meio da comunicação que você consegue explicar, pedir e esclarecer uma série de coisas.
Essa é uma característica que nem todos conseguem evoluir, principalmente quando é preciso falar em público, como em apresentações ou em reuniões.
Contudo, atualmente há uma série de cursos que apresentam técnicas eficazes para evoluir neste aspecto.
5. Empatia
A pessoa que tem grande empatia é aquela que, essencialmente, se coloca no lugar do outro. Aqui, saber ouvir, escutar e entender o próximo são algumas das atitudes primordiais, especialmente quando falamos de liderança.
Essa postura faz com que o relacionamento em qualquer nível hierárquico seja melhor e mais produtivo. Como consequência, o time fica mais próximo e se torna mais resiliente aos desafios do dia a dia.
6. Ética
A ética é uma das soft skills mais relevantes. Isso porque ela mostra a conduta das pessoas, tanto na vida profissional como na pessoal. Algumas das características mais importantes aqui são: respeito, honestidade e lisura.
Como desenvolver soft skills? 3 caminhos promissores
Agora que você sabe o que são soft skills e conhece as principais, que tal aprender como desenvolver essas habilidades comportamentais, a fim de se tornar um profissional ainda mais desejado no mercado de trabalho?
Como vimos, diferentemente das hard skills, que são habilidades mais técnicas, as soft skills estão relacionadas às nossas vivências.
Tendo isso em mente, há três formas que são consideradas a base para trabalhar e evoluir tais características. Confira, a seguir, quais são elas:
1. Saiba se autorregular
Lidar com as emoções nem sempre é uma tarefa fácil. O estresse diário, causado geralmente pela pressão do trabalho, pode respingar também no seu emocional.
Por isso, o ideal é equilibrar esse lado e saber administrar a impulsividade. Caso você seja líder, por exemplo, desenvolver essa habilidade é essencial para ganhar a confiança do time em momentos-chave.
Uma boa dica neste sentido é praticar meditação diariamente.
2. Aprenda a gerenciar seu tempo
O gerenciamento de tempo é fundamental para que você possa ter disciplina na entrega das tarefas. Logo, é essencial criar uma rotina para otimizar o dia a dia e não se perder.
Uma boa forma de se desenvolver neste campo é estabelecer prazos pessoais para executar cada trabalho, não se estendendo além dele.
3. Seja adepto da cultura do feedback
Para que você possa melhorar dia após dia, que tal implementar uma cultura de feedback?
Crie o hábito de pedir para que as pessoas avaliem seu desempenho, apontando seus pontos fortes e os que necessitam de melhorias. Assim, você terá uma visão diferente da sua própria percepção, o que permitirá corrigir algumas falhas.
Que tal começar a desenvolver suas soft skills e hard skills hoje mesmo?
Soft skills e hard skills são fundamentais para o bom desempenho em qualquer cargo. Porém, cada vez mais, as habilidades comportamentais têm ganhado destaque, tornando-se elementos essenciais para quem deseja se destacar.
Agora que você já sabe o que é soft skill e como esse tipo de habilidade se encaixa em sua vida, que tal aprimorar o seus conhecimentos e investir na sua carreira profissional?
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Gostou deste conteúdo? Então, compartilhe com seus amigos e familiares. Assim todos ficam sabendo o que são soft skills, quais são as principais e como essas habilidades comportamentais podem contribuir para o crescimento profissional.
A palavra “inovação” virou febre nas principais empresas nos dias de hoje. Porém, podemos dizer que é nas startups que estão as principais referências neste assunto.
As grandes companhias também passaram a olhar para o tema com mais atenção. Elas descobriram, por meio de exemplos de intraempreendedorismo, que é possível aproveitar o potencial de seus próprios colaboradores para inovar.
Ao aplicar essas referências na rotina, as empresas criaram soluções incríveis para alavancar os seus negócios. E para ilustrar isso na prática, separamos neste artigo os principais cases relacionados ao tema.
Aqui você poderá conferir ainda o que é intraempreendedorismo, qual a sua importância e o valor que ele agrega na companhia. Aproveite o texto e boa leitura!
O que é intraempreendedorismo?
Por muito tempo, abrir o próprio negócio ou criar um produto novo estava ligado diretamente com o tema de empreendedorismo. Porém, com a modernização dos negócios, as empresas entenderam que era possível utilizar isso a seu favor. Daí surge o intraempreendedorismo.
Essa estratégia nada mais é do que aproveitar os próprios colaboradores para inovar e criar novas oportunidades de negócio. A ideia é usar a visão empreendedora dessas pessoas para trazer soluções diferentes tanto para serviços como para produtos.
É importante ressaltar que isso pode ser estendido aos diferentes níveis hierárquicos nas empresas. Não importa se a pessoa é um assistente ou um gerente: essa liberdade é essencial para o desenvolvimento do intraempreendedorismo
Qual a importância do intraempreendedorismo?
O intraempreendedorismo é um dos principais fomentadores da inovação dentro das empresas. Por isso ele é fundamental para a estratégia de novos negócios. Uma boa ideia pode significar uma virada de chave nos resultados da companhia.
Imagine que uma empresa não esteja apresentando bons resultados e, após uma ideia criativa de um colaborador, ela lança um produto diferenciado. Com o tempo, o mercado e os clientes percebem a qualidade deste produto e, consequentemente, as vendas começam a aumentar por causa dele.
Contudo, é importante ressaltar que somente inovar não basta. Uma equipe que faça a gestão dessas ideias é fundamental, afinal, uma ideia ruim pode causar muitos prejuízos, portanto, a palavra de ordem é, sobretudo, equilíbrio.
Existem dois tipos de intraempreendedorismo. A seguir, explicamos detalhadamente a diferença entre cada um deles.
Intraempreendedorismo de valor agregado
Como o próprio nome já diz, esse tipo de intraempreendedorismo visa atrelar a inovação ao principal negócio da empresa. Mas, como isso acontece? Geralmente, as ideias surgem de problemas encontrados no dia a dia das empresas. Ou seja, são inovações que não estavam previstas e acabam aparecendo, por exemplo, durante a execução de um projeto.
Empresas como Apple e Google, por exemplo, estão sempre criando soluções atreladas ao segmento de tecnologia onde estão inseridas. Assim, conseguem agregar cada vez mais valor ao negócio, se destacando entre os concorrentes de mercado.
Intraempreendedorismo spin-off
Esse tipo de intraempreendedorismo é o inverso do de valor agregado. Aqui as oportunidades e as ideias extrapolam o segmento onde a empresa está inserida.
Geralmente, há uma série de motivos que fazem a companhia olhar para essa estratégia. Porém, um dos principais é quando ela identifica que não há mais para onde crescer. A partir deste cenário, a empresa passa a olhar para oportunidades em outras áreas, tentando inovar e investir em mercados onde nunca atuou.
>>> O que educação financeira tem a ver com empreendedorismo? Esse é o tema do bate papo entre Guilherme Benchimol, Edu Lyra, Kondzilla, Izabella Mattar e Thiago Godoy. Confira no vídeo abaixo tudo o que essas feras têm para ensinar sobre o assunto:
Exemplos de intraempreendedorismo
Para ilustrar melhor o intraempreendedorismo na prática, separamos a seguir alguns exemplos de grandes empresas que aplicaram essa estratégia. Confira:
1- Gmail – Google
O Google é uma das principais referências quando o assunto é intraempreendedorismo. Isso porque algumas de suas políticas trazem um valor agregado muito notório dentro do negócio.
Um bom exemplo é a criação do Gmail, ferramenta para troca de e-mails. O projeto começou da necessidade da companhia em criar uma plataforma de comunicação entre os próprios funcionários. O que era para ser algo somente interno acabou ganhando proporções incríveis fora da empresa.
A ferramenta ganhou destaque, principalmente, por seu amplo espaço de armazenamento, algo que outras plataformas não faziam. O Google soube aproveitar o seu conhecimento tecnológico e potencializou o que era para ser algo apenas interno. Atualmente, o Gmail é praticamente indispensável em muitas atividades do dia a dia.
2 – Curtir – Facebook
O botão “curtir”, do Facebook, surgiu de uma incrível proposta de intraempreendedorismo. Colaboradores da companhia viram a necessidade de aumentar as interações na plataforma. Com isso, a empresa criou uma espécie de concurso, conhecido como “hackaton”, onde muitos funcionários puderam colocar suas ideias na mesa.
O recurso, que não é nativo da plataforma, levou o nome de “Awesome Button”, mas logo foi adaptado ao termo “like”. Hoje em dia, até as redes sociais que não pertencem ao grupo Meta utilizam o termo como forma de interação.
3 – Post-it – 3M
Em 1968, um cientista que tentava criar um adesivo para o mercado aeroespacial e que não deixava resíduos, acabou criando o famoso Post-It, da marca 3M.
O produto nasceu do fracasso dessa tentativa. A empresa viu ali uma oportunidade e lançou algo único no mercado. A ideia acabou gerando bilhões de dólares em vendas para a companhia.
4 – McLanche Feliz – McDonald’s
O famoso lanchinho para crianças da maior rede de fast food do mundo também nasceu de uma ideia de intraempreendedorismo.
Em meados dos anos 70, o dono de um dos restaurantes sugeriu criar um combo específico para o público infantil. Após aderir o projeto, viu as vendas aumentarem dentro deste nicho.
Anos depois, o McDonalds abraçou a ideia e aplicou em toda rede, garantindo bilhões de dólares aos cofres da empresa.
5 – Amazon Prime – Amazon
O serviço premium da gigante norte-americana surgiu após os colaboradores da empresa identificarem uma necessidade dos clientes: eles queriam receber suas compras mais rápido.
Por que então não oferecer um custo extra, garantindo um delivery ainda mais eficiente? Foi isso que a Amazon fez. Além de criar um programa de fidelidade, a empresa garantia a entrega em apenas 2 dias, algo incrível para os anos 2000.
Com o passar dos anos, a Amazon evoluiu o serviço Prime e hoje em dia oferece até serviços de streaming, com músicas, filmes e séries. Estima-se que a receita ultrapasse os US$ 20 bilhões somente com essas assinaturas.
Agora que você já viu os principais exemplos de intraempreendedorismo, que tal melhorar os seus conhecimentos a respeito do mercado financeiro? Saiba como avaliar uma empresa por meio do curso “Valuation: Avaliação de Empresas e Ações”, aqui da Faculdade XP. Faça já a sua inscrição clicando abaixo e não perca a oportunidade.
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