Principais tipos de risco de investimento: proteja-se e evite surpresas!

Entender os tipos de riscos de investimentos é o caminho para tomar decisões mais consistentes e evitar surpresas envolvendo o seu dinheiro.

Entrar no mercado financeiro e de investimentos requer, ao menos, entender as situações básicas. Não dá para explorar algo novo sem estar preparado.

Se você está nesse momento, chegou a hora de aprender sobre os tipos de riscos de investimentos. Preparamos um conteúdo especial para que saia daqui sabendo onde e quando investir.

A relação entre riscos de investimentos financeiros e retorno é muito estreita. Para que os riscos não afetem tanto suas aplicações, é necessário estudar e entender as variações do mercado.

Continue por aqui para dominar o assunto!  

Existe investimento sem risco?

Se alguém te oferecer a possibilidade de investir sem riscos: FUJA! O motivo é que não existe investimento sem riscos!

Isso não significa, porém, que você deva deixar seu dinheiro parado. Muito pelo contrário!

Investir, mesmo com os riscos, traz mais rentabilidade do que não aplicar nada ou confiar na “boa e velha poupança” que, de boa, já não tem mais nada, visto que está perdendo para inflação por vários meses consecutivos, de acordo com dados da Economática.

Há muitas outras opções além da caderneta que também são seguras e apresentam rentabilidades bem mais atrativas.

Mais para frente, vamos te explicar como conseguir retornos mesmo com os vários tipos de riscos de investimentos. Continue a leitura para não perder nada!

< Leia mais: 5 opções para sair da poupança! />

Quais são os tipos de riscos de investimentos?

Como dissemos ali em cima, não existe investimento sem riscos. Mas você sabe exatamente quais são e como eles afetam suas aplicações?

Existem três principais tipos de risco de investimento. São eles:

  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco de crédito.

A seguir, confira os detalhes dos tipos de riscos de investimentos mais relevantes.

Risco de mercado

O primeiro dos principais riscos de investimentos financeiros é o de mercado. Ele explora, basicamente, como as variações do mercado financeiro podem afetar seus ativos.

Este tipo de risco está mais presente nos investimentos de renda variável. O motivo é que a rentabilidade delas está diretamente ligada às oscilações do mercado, que podem ser motivadas por:

  • mudanças nas taxas de juros;
  • mudanças no câmbio;
  • alteração no mercado acionário;
  • inflação.

Para reduzir o risco, o mais recomendado é diversificar sua carteira. Assim, mesmo que um dos ativos esteja sendo mais impactado, outros podem valorizar e manter os seus rendimentos. Entre os investimentos que apresentam maior risco de mercado estão:

  • ações;
  • fundos de investimentos;
  • mercado futuro.

Caso esteja entrando no mercado de investimentos, é interessante estudar mais sobre o assunto. Com cada vez mais conhecimento, você vai começar a entender sobre riscos atrelados a cada ativo financeiro e como amenizá-los.

Risco de liquidez

O segundo dos principais riscos de aplicação é o risco de liquidez. Para entender de fato o que esse risco representa voltemos ao início: o que é liquidez?

A liquidez é um dos três fatores que fazem parte do “tripé dos investimentos”. A definição dela é, basicamente, o quão rápido e fácil seu ativo pode virar dinheiro. 

Para compreender melhor, no mercado financeiro existem ativos de liquidez imediata, diária e a que acontece com mais de um dia. Geralmente os ativos com maior risco de liquidez são os mais demorados.

Por quê?

Isso acontece por dois motivos:

  • por ter pouco comprador, você precisa abaixar o preço do seu ativo para concluir a venda;
  • e/ou pela demora do dinheiro entrar na conta.

Para você ter uma ideia, existem ativos em que o investidor só terá o dinheiro na conta após 180 dias de pedir a retirada de seus recursos. Estes são chamados de liquidez D+180. Além dele também existem:

  • liquidez D+3: quando o dinheiro entra na conta após três dias, como é o caso das ações na bolsa de valores;
  • liquidez D+30: dinheiro na conta após 30 dias, caso de alguns fundos de investimentos.

Saber em qual liquidez seu ativo está enquadrado é muito importante para ter um bom gerenciamento de risco e crédito. Assim você não ficará perdido sobre o quanto de antecedência precisará pedir o resgate do seu ativo, para ter o dinheiro em conta quando realmente for utilizá-lo.

< Quer aplicar em investimentos de liquidez imediata? Leia o post: Reserva de liquidez: o que é e como poupar para emergências? />

Risco de crédito

O terceiro dos principais tipos de riscos de investimentos é o risco de crédito. Esse tipo de risco está diretamente ligado à capacidade, ou não, da empresa ou governo pagar as taxas de juros aos investidores.

Para ficar mais claro, estamos falando do famoso calote. No entanto, ao invés do “nome” da empresa a qual você comprou a ação ir para o SPC e Serasa, ela entra no nível de inadimplência do rating.

Os títulos que mais possuem risco de crédito são os que não possuem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse fundo protege o investidor caso o banco ou instituição financeira “quebre” e não consiga pagar.

Dito isto, os títulos com maior risco de crédito são:

  • Debêntures: títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais;
  • CRIs: Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos de renda fixa de crédito privado que representam a promessa de um pagamento futuro referente a imóveis;
  • CRAs: Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Semelhantes aos CRI, são títulos de renda fixa de crédito privado vendidos para financiar atividades ligadas ao agronegócio.

Qual é o risco de investir na bolsa de valores?

Quando você, investidor, opta por uma carteira de ações na bolsa de valores, precisa considerar os riscos envolvidos neste tipo de operação. Além dos riscos de mercado e liquidez, mencionados acima, o investimento na bolsa também sofre interferência de: 

  • risco da empresa: atrelado à reputação e à solidez do negócio que oferta seus papéis. Para contornar este risco, é importante embasar suas decisões de investimento em avaliações estratégicas, como a análise fundamentalista, que ajuda a conhecer o histórico do negócio, sua performance no mercado, a solidez e credibilidade da companhia e tendências para o futuro;
  • risco da corretora: reforça a importância de avaliar a empresa que faz a mediação das operações. Para compreender o risco da corretora, é preciso buscar informações sobre a empresa em diferentes canais, como redes sociais e sites de avaliação reputacional — como o ReclameAqui, além de ouvir clientes antigos e atuais. 
  • cambial: diz respeito à interferência da taxa de câmbio no lucro das operações; 
  • juros: o risco de juros, de maneira semelhante ao câmbio, pode “encurtar” o lucro das operações.

Saber qual é o risco de investir na bolsa de valores te assustou? Calma! 

Lembre-se de que, no mercado financeiro, risco e lucro são diretamente proporcionais, ou seja: quanto maior o risco, maior a chance de lucro.

Se o seu perfil de investidor é compatível com aplicações mais arrojadas, as ações podem ser uma boa oportunidade de ganhos. 

Qual o risco de investir em títulos públicos? 

Os títulos públicos são considerados investimentos de baixo risco. Isso porque, como o nome diz, são investimentos em ativos garantidos pelo próprio governo. 

Nesse sentido, podemos dizer que títulos como o Tesouro Direto têm baixo risco de crédito, boa liquidez (na maioria dos casos, o resgate dos valores está disponível um dia após a solicitação) e baixo risco de mercado, uma vez que é um investimento assegurado pelo Governo Federal. 

Risco e retorno: qual a relação?

Agora que você já sabe quais são os principais tipos de riscos de investimentos, chegou o momento de entender como eles se relacionam com o retorno de ativos. Afinal, todo investimento é feito pensando no retorno que ele trará.

Como já alertamos no decorrer de todo o artigo, não existe investimento sem risco. No entanto, há maneiras de se trabalhar pensando nos riscos que estão atrelados aos ativos.

Por esse motivo, antes de pensar em qual relação de risco e retorno irá aplicar nos seus investimentos, é importante definir qual investidor você é. Assim, descobrirá quanto de risco está disposto a correr para ter o retorno esperado.

Montar uma carteira com diversidade de investimentos é uma boa opção para a gestão de crédito e risco. Assista ao vídeo abaixo para entender mais sobre como diversificar sua carteira. 

< Aperte o play! />

Como funciona a escala de risco de investimentos? 

Anteriormente, falamos sobre os tipos de risco de investimentos e como eles impactam na avaliação de cada produto. Mas afinal, como avaliar o grau de risco de um investimento? 

O que é rating?

A palavra rating traduzida para o português significa avaliação. E é exatamente isso! Agências de rating pelo mundo avaliam a probabilidade de empresas privadas e estatais honrarem com o pagamento das taxas de juros aos investidores.

As principais agências no mundo que fazem essa avaliação de risco de crédito são: Moody ‘s, Fitch e Standard & Poor’ s. É muito importante que ao investir você peça a sua corretora ou banco o rating para assim se precaver desse risco.

Nesse caso, a classificação de risco dos investimentos segue um padrão de notas, que variam de acordo com o grau de investimento (investment grade, ou a nota dada pela instituição a partir de uma avaliação de cada empresa) ou grau especulativo (classificação de risco considerada por investidores).

Como funciona a classificação de risco fundos de investimentos?

Para auxiliar no entendimento dos diferentes níveis de risco atrelados aos fundos de investimento, a Anbima — Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, desenvolveu a Cartilha da Nova Classificação de Fundos. 

O objetivo do documento é agrupar fundos de investimento com as mesmas características, identificando-os pelas suas estratégias e fatores de risco. 

Dessa forma, a associação busca facilitar a comparação de performance entre os diferentes fundos e auxiliar o processo de decisão de investimento. Além disso, espera contribuir, também, para aumentar a transparência do mercado.

Conheça a cartilha Anbima de classificação de fundos e informe-se sobre as características dos fundos de investimento mais adequados ao seu perfil de investidor.

Além disso, é possível consultar as classificações de risco de fundos de investimentos junto às instituições financeiras que os oferecem. 

Neste caso, e em geral, os riscos são classificados em muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto, de acordo com as características componentes do fundo ofertado.

Continue aprendendo sobre o mercado financeiro 

Agora você conhece os principais tipos de risco de investimento e pode tomar melhores decisões na hora de escolher seus produtos. 

Mas saiba que, para se tornar um expert em investimentos, é preciso expandir ainda mais os seus conhecimentos. 

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