Tipos de riscos de investimentos: quais são? Como fazer a gestão de crédito e risco?

Entrar no mercado financeiro e de investimentos requer, ao menos, entender as situações básicas. Não dá para explorar algo novo sem estar preparado.

Se você está nesse momento, chegou a hora de aprender sobre os tipos de riscos de investimentos. Preparamos um conteúdo especial para que saia daqui sabendo onde e quando investir.

A relação entre riscos de investimentos financeiros e retorno é muito estreita. Para que os riscos não afetem tanto suas aplicações, é necessário estudar e entender as variações do mercado.

Continue por aqui para dominar o assunto!  No decorrer deste texto, você será apresentado aos seguintes tópicos:

  • investimento sem risco, existe?;
  • quais são os tipos de riscos de investimentos?;
  • risco e retorno: qual a relação?

Boa leitura!

Existe investimento sem risco?

Se alguém for até você e oferecer a possibilidade de investir sem riscos: FUJA! O motivo é que não existe investimento sem riscos.

Isso não significa, porém, que você deva deixar seu dinheiro parado. Muito pelo contrário!

Investir, mesmo com os riscos, vai trazer mais rentabilidade do que não aplicar nada ou confiar na “boa e velha poupança” que, de boa, já não tem mais nada, visto que está perdendo para inflação por vários meses consecutivos, de acordo com dados da Economatica.

Há muitas outras opções além da caderneta que também são seguras e apresentam rentabilidades bem mais atrativas.

Mais para frente, vamos te explicar como conseguir retornos mesmo com os vários tipos de riscos de investimentos. Continue a leitura para não perder nada!

Quais são os tipos de riscos de investimentos?

Como dissemos ali em cima, não existe investimento sem riscos. Mas você sabe exatamente quais são e como eles afetam suas aplicações?

Existem três principais tipos de risco de investimentos, são eles:

  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco de crédito.

A seguir, confira os detalhes dos tipos de riscos de investimentos mais relevantes.

Risco de mercado

O primeiro dos principais riscos de investimentos financeiros é o de mercado. Ele explora, basicamente, como as variações do mercado financeiro podem afetar seus ativos.

Este tipo de risco está mais presente nos investimentos de renda variável. O motivo é que a rentabilidade delas está diretamente ligada às oscilações do mercado, que podem ser motivadas por:

  • mudanças nas taxas de juros;
  • mudanças no câmbio;
  • alteração no mercado acionário;
  • inflação.

Para reduzir o risco, o mais recomendado é diversificar sua carteira. Assim, mesmo que um dos ativos esteja sendo mais impactado, outros podem valorizar e manter os seus rendimentos. Entre os investimentos que apresentam maior risco de mercado estão:

  • ações;
  • fundos de investimentos;
  • mercado futuro.

Caso esteja entrando no mercado de investimentos, é interessante estudar mais sobre o assunto. Com cada vez mais conhecimento, você vai começar a entender sobre riscos atrelados a cada ativo financeiro e como amenizá-los.

Risco de liquidez

O segundo dos principais riscos de aplicação é o risco de liquidez. Para entender de fato o que esse risco representa voltemos ao início: o que é liquidez?

A liquidez é um dos três fatores que fazem parte do “tripé dos investimentos”. A definição dela é, basicamente, o quão rápido e fácil seu ativo pode virar dinheiro. 

Para compreender melhor, no mercado financeiro existem ativos de liquidez imediata, diária e a que acontece com mais de um dia. Geralmente os ativos com maior risco de liquidez são os mais demorados.

Por que?

Isso acontece por dois motivos:

  • por ter pouco comprador, você precisa abaixar o preço do seu ativo para concluir a venda;
  • e/ou pela demora do dinheiro entrar na conta.

Para você ter uma ideia, existem ativos em que o investidor só terá o dinheiro na conta após 180 dias de pedir a retirada de seus recursos. Estes são chamados de liquidez D+180. Além dele também existem:

  • liquidez D+3: quando o dinheiro entra na conta após três dias, como é o caso das ações na bolsa de valores;
  • liquidez D+30: dinheiro na conta após 30 dias, caso de alguns fundos de investimentos.

Saber em qual liquidez seu ativo está enquadrado é muito importante para ter uma boa gestão de crédito e risco. Assim você não ficará perdido sobre o quanto de antecedência precisará pedir o resgate do seu ativo, para ter o dinheiro em conta quando realmente for utilizá-lo.

>>> Quer aplicar em investimentos de liquidez imediata? Leia o post: “Reserva de liquidez: o que é e como poupar para emergências?”.

Risco de crédito

O terceiro dos principais tipos de riscos de investimentos é o risco de crédito. Esse tipo de risco está diretamente ligado à capacidade, ou não, da empresa ou governo pagar as taxas de juros aos investidores.

Para ficar mais claro, estamos falando do famoso calote. No entanto, ao invés do “nome” da empresa a qual você comprou a ação ir para o SPC e Serasa, ela entra no nível de inadimplência do rating.

Os títulos que mais possuem risco de crédito são os que não possuem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse fundo protege o investidor caso o banco ou instituição financeira “quebre” e não consiga pagar.

Dito isto, os títulos com maior risco de crédito são:

  • debêntures;
  • CRIs;
  • e CRAs.

O que é rating?

A palavra rating traduzida para o português significa avaliação. E é exatamente isso! Agências de rating pelo mundo avaliam a probabilidade de empresas privadas e estatais honrarem com o pagamento das taxas de juros aos investidores.

As principais agências no mundo que fazem essa avaliação de risco de crédito são: Moody ‘s, Fitch e Standard & Poor’ s. É muito importante que ao investir você peça a sua corretora ou banco o rating para assim se precaver desse risco.

Risco e retorno: qual a relação?

Agora que você já sabe quais são os principais tipos de riscos de investimentos, chegou o momento de entender como eles se relacionam com o retorno de ativos. Afinal, todo investimento é feito pensando no retorno que ele trará.

Como já alertamos no decorrer de todo o artigo, não existe investimento sem risco. No entanto, há maneiras de se trabalhar pensando nos riscos que estão atrelados aos ativos.

Por esse motivo, antes de pensar em qual relação de risco e retorno irá aplicar nos seus investimentos, é importante definir qual investidor você é. Assim, descobrirá quanto de risco está disposto a correr para ter o retorno esperado.

Montar uma carteira com diversidade de investimentos é uma boa opção para a gestão de crédito e risco. Assista ao vídeo abaixo para entender mais sobre como diversificar sua carteira. Aperte o play!

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