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Tudo sobre Python: o que é? Para que serve? Como funciona? Saiba mais

Por que entender o que é Python é tão importante? Além de ser uma das principais linguagens de programação, de acordo com pesquisa da SlashData, o Python vem ganhando o mercado de desenvolvimento.

Por ser considerado de alto nível (High Level Language), é uma linguagem dinâmica, interpretada, modular e orientada a objetos. Mas, além disso, tem uma sintaxe relativamente simples e de fácil compreensão.

Apesar de ter sido desenvolvido em 1991, o open-source passou a ganhar mais popularidade entre programadores e outros profissionais nos últimos anos.

Conhecida por ser fácil de aprender e de utilizar, esta é uma linguagem simples e com boa legibilidade. Além disso, ela possui diversas aplicações, que vão desde páginas da web, passando por jogos até a dispositivos de Inteligência Artificial (IA).

Devido a esses e a outros motivos, a programação em Python está sendo cada vez mais utilizada e, portanto, proporciona ótimas oportunidades no mercado de trabalho.

Quer conhecer mais sobre o que é a linguagem Python e por quais razões você deve aprender sobre ela? Então, prossiga com a sua leitura e saiba as principais informações sobre uma das linguagens de programação mais usadas de todo o planeta.

O que é Python e para que serve?

Python é uma das principais e mais populares linguagens de programação em todo o mundo. É considerada de alto nível, pois está mais próxima à linguagem humana do que a de uma máquina. 

Exatamente por isso, ganhou popularidade entre os profissionais da área por ter uma sintaxe considerada relativamente simples, principalmente quando comparada às demais. 

Essa é a principal maneira de definir o que é Python. Agora, veremos mais sobre a sua origem, para que serve e como funciona. 

Origem da linguagem

Lançado em 1991, o Python foi criado por Guido van Rossum no Centrum Wiskunde & Informatica (CWI), em Amsterdã. Os primeiros objetivos da linguagem eram trazer mais eficiência à programação e, assim, possibilitar o acesso a recursos do sistema operacional Amoeba, que atualmente está inativo. 

Especialmente por ser open source, ou seja, foi projetado para ser acessado abertamente pelo público, o Python recebeu diversos incrementos e melhorias desde que foi lançado.

Já em relação ao nome escolhido, ao contrário do que se pode pensar, ele não é em referência à cobra piton. A escolha feita foi uma homenagem ao grupo humorístico Monty Python’s Flying Circus.

Para que serve o Python? Exemplos de utilização

A versatilidade do Python pode ser vista em suas diversas aplicações. Como foi evoluindo bastante ao longo do tempo, a linguagem consegue ser útil e prática para diversas finalidades.

Confira, abaixo, alguns exemplos de uso da linguagem Python.

  • Desenvolvimento Web: a linguagem pode ser utilizada na construção de simples páginas da internet até a robustos softwares;
  • Desenvolvimento de jogos: o Python é uma das linguagens favoritas dos desenvolvedores de games por mostrar resultados sofisticados com simplicidade;
  • Big Data: a forte capacidade de análise, processamento e exibição de dados do Python, além da sua facilidade de uso por diversos profissionais, o tornam um grande aliado ao Big Data
  • Computação gráfica: devido as suas habilidades de criação gráfica, diversos softwares desta área empregam o Python como linguagem – como, por exemplo, PyGame e Blender, dois programas para gráficos 3D;
  • Inteligência Artificial: os algoritmos do Google são uma das aplicações de IA mais famosas que utilizam o Python. Para uso em Inteligência Artificial, a linguagem possui diversas bibliotecas voltadas para o segmento – como Keras, NumPy e NLTK;
  • Ciência de Dados: o Python é popular entre cientistas por ser simples de usar e pela sua familiaridade com dados; além disso, a sua ferramenta Jupyter-Notebook agiliza e facilita o fluxo de trabalho desta área.

< Veja mais: Linguagens back-end: ranking das 10 das mais utilizadas />

Como o Python funciona?

Como falamos, o funcionamento do Python é simplificado em comparação a outras linguagens de programação. Em resumo, podemos dizer que o profissional deve apresentar comandos à máquina para que ela realize as tarefas desejadas.

Um dos seus diferenciais é a sua sintaxe (isto é, regras de linguagem), que é fácil de ser entendida.

Os comandos são intuitivos e as palavras usadas são similares à língua inglesa. A ação de abertura de um arquivo, por exemplo, é definida como “open”. 

Além disso, as exigências “gramaticais” são menores, como o uso de parênteses em estruturas de seleção ou ponto e vírgula no final de cada linha. Sendo assim, ela é estruturada com base em espaços em branco. 

Diferentes versões

Como pudemos perceber, a linguagem de programação da década de 1990 passou por incrementos e atualizações nos últimos anos, especialmente por ser open source.

Acompanhe, então, a evolução das versões mais antigas:

Versões do Python Tabela

Mas as atualizações não param por aí. Em janeiro de 2022, o Python Software Foundation (PSF) lançou três novas versões para o Python 3.9 e 3.10, que ainda passarão por manutenções, e a prévia de uma nova distribuição da 3.11.

Essa é uma questão que vale ser considerada, pois em alguns casos, principalmente entre as versões 2.x e 3.x, podem ser encontradas mudanças significativas. 

Frameworks

Os frameworks, de maneira simplificada, são estruturas sobre as quais a linguagem de programação irá trabalhar. Dessa forma, eles fornecem importantes recursos e ferramentas que facilitam o desenvolvimento de projetos.

Dentre os frameworks mais conhecidos para esta linguagem, estão:

  1. Django;
  2. Web2Py;
  3. Flask;
  4. Bottle;
  5. CherryPy;
  6. Pyramid;
  7. CubicWeb;
  8. Dash;
  9. Falcon;
  10. Sanic.

Principais bibliotecas

Além dos frameworks, as bibliotecas são recursos importantes em linguagem de programação. Elas podem ser entendidas como coleções de códigos que têm como função a resolução de determinados tipos de problemas.

Cada uma delas tem as suas particularidades, funcionando para diferentes objetivos. Nesse caso, o Python é famoso por ter uma extensa lista de bibliotecas, e já citamos algumas delas ao longo deste conteúdo.

A seguir, separamos outras alternativas; confira:

  1. Arrow;
  2. Pandas;
  3. MatplotLib;
  4. Seaborn;
  5. Pytorch;
  6. Lasagne;
  7. Scikit-Learn;
  8. SQLAlchemy;
  9. Requests;
  10. Bokeh.

Quais as vantagens da programação em Python?

Depois de conferir o que é a linguagem Python, para que serve e como funciona, já deu para perceber algumas das suas características mais marcantes, certo?

Mas, para deixar bem claro para você, que quer aprender sobre Python, elencamos as principais vantagens de utilizar essa linguagem em programação:

  • facilidade de aprendizado e utilização por diversos públicos;
  • versatilidade e uso para variados fins;
  • é uma linguagem gratuita e de fonte aberta;
  • pode ser usada em diversos sistemas operacionais;
  • grande número de bibliotecas,  o que amplia as suas possibilidades.

Python: o que é + por que aprender?

Grandes empresas ao redor do mundo usam o Python em seus desenvolvimentos e criações. NASA, Instagram, Spotify, Uber, Pinterest, Dropbox e Airbnb são apenas algumas das companhias que elegeram a linguagem para seus projetos.

Além da larga aplicação em gigantes do mercado, a programação Python também oferece benefícios a organizações de diferentes tamanhos. Afinal, seja de forma direta ou indireta, as empresas de portes diversificados podem desenvolver e/ou utilizar programas baseados na linguagem.

Outro fato que merece atenção em relação ao Python é a sua ampla aplicabilidade. Dessa forma, seu aprendizado e uso estão sendo requeridos com frequência cada vez maior em diferentes segmentos do mercado.

Como explicamos, Inteligência Artificial, Ciências de Dados, Big Data, entre outros importantes campos já utilizam o Python em seus trabalhos.

Python para desenvolvedores: mercado e cursos

Assim como em outras áreas da Tecnologia, o mercado para quem tem conhecimentos nessa linguagem está bastante aquecido.

Devido a sua versatilidade de uso, é possível encontrar vagas de trabalho em diferentes segmentos. Esses são alguns dos principais exemplos.

  • Desenvolvimento web, de aplicativos e de games;
  • IA e machine learning;
  • Big Data;
  • Internet das Coisas;
  • Ciência de dados, entre outros.

De acordo com portal Vagas, profissionais do segmento que estão em nível iniciante têm salário mensal médio de cerca de R$2.000.

Quem avança na carreira pode ter ganhos mensais de aproximadamente R$4.000. Já os desenvolvedores Python sênior alcançam rendimentos médios de R$7.000 ao mês. Assim, o mercado para programadores(as) Python está cheio de boas oportunidades.

Para começar como um profissional deste ramo, que inclui uma das linguagens mais aplicadas em todo o mundo, é preciso aprender sobre programação. Por ser uma das principais linguagens utilizadas, existem cursos de Python para aprender mais.

Python: o que é? Dica bônus 

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O que é a Gestão de Processos e como ela funciona na prática

Dentro de uma empresa, independente do seu tamanho, os processos são os responsáveis por fazerem o trabalho acontecer. Por mais que a gente não perceba, toda tarefa segue um processo lógico para obter resultados. 

gestão de processos é um conjunto de práticas para otimizar o fluxo de trabalho e organizar as diversas atividades de uma empresa.

Claro que o desenvolvimento tecnológico trouxe benefícios também para essa área e hoje as ferramentas de gestão de processos são as grandes aliadas dos gestores organizacionais.

Se você quer saber mais sobre como funciona a gestão de processos no ambiente corporativo, continue lendo que iremos te explicar sobre essa prática.

O que é gestão de processos?

A gestão de processos é a maneira como uma empresa planeja, organiza, executa, gerencia, otimiza e mede os resultados das suas atividades – internas ou externas. 

Essa gestão sistematiza e mapeia os fluxos de trabalhos, permitindo a busca pela melhoria contínua, já que os processos são previsíveis e podem ser melhorados.

Assim, é possível maximizar as tarefas, pois o mapeamento pode mostrar os gargalos e as lacunas que determinada tarefa tem na organização. 

A gestão de processos auxilia empresas a tornarem as tarefas mais eficientes e produtivas. Essa disciplina de gestão também pode ser chamada de BPM, sigla em inglês para Business Process Management, ou Gerenciamento de Processos de Negócio.

Como o BPM funciona?

Praticamente toda atividade de uma empresa faz parte de um processo. Podemos definir processo como um conjunto de atividades que são desenvolvidas para chegar a um resultado. O objetivo é agregar valor, transformando as tarefas desde a sua entrada até a sua saída. 

Nesse contexto, o BPM pode ser entendido como uma forma de organizar e sistematizar as etapas de um processo, agrupando as atividades de entrada, transformação e saída. 

Essa junção tem uma visão horizontal e vai muito além da divisão departamental de uma empresa – vamos falar mais sobre esse olhar no tópico de Gestão por Processos.

Vamos utilizar um exemplo para deixar tudo mais claro. De forma simples, em uma empresa que desenvolve softwares, podemos definir o processo principal da seguinte maneira:

gráfico circular em vetor sobre o ciclo de vida bpm

Nesse infográfico, podemos ter várias equipes que irão trabalhar na demanda. Por isso, utilizar a gestão de processos permite que todos os envolvidos tenham conhecimento das etapas e em como o seu trabalho impacta o desenvolvimento do resultado. 

Claro que esse processo macro possui inúmeros subprocessos, mas podemos ver como o BPM pode organizar esses fluxos de trabalho de maneira que o objetivo seja claro para todos.

Etapas da gestão de processos

O ciclo de vida de um BPM segue algumas etapas, que são estabelecidas pelo CBOK, o Guia para Gerenciamento de Processos – Corpo Comum de Conhecimento da ABPMP

1. Planejamento

Para iniciar uma gestão de processos, é necessário planejar como ela será realizada. Deve-se analisar todas as atividades da empresa, procurar por problemas, lacunas e gargalos. 

2. Análise e Modelagem

Após a análise inicial, é preciso desenhar e descrever os fluxos de trabalho e mapear todas as etapas dos diversos processos da empresa. O mapeamento deve prever as melhorias que precisam ser feitas. Aqui teremos uma visão geral de todo o negócio.

3. Implantação

Nessa etapa, as atividades mapeadas serão testadas. São realizadas simulações e, com isso, teremos um fluxo de processos adequado às necessidades da empresa. 

Aqui são definidos os objetivos e, ao final da etapa de testagem e provação, é possível saber se o modelo funcionou ou se ainda existe algum gargalo a ser ajustado com maior minuciosidade.

Essa fase é extremamente importante para avaliar se o que foi previsto se comporta de maneira adequada na prática.

4. Execução

Agora é a hora de executar o projeto em si. É nesse momento que entra em operação o sistema BPMS. Nessa etapa, também é necessário treinar as equipes para adequar as atividades dentro do novo modelo adotado. 

Além da operação em si, é muito importante conscientizar os times da importância do BPM e em como ele pode ajudar no dia a dia de trabalho de todos.

5. Monitoramento

É hora de acompanhar a gestão de processos acontecendo no dia a dia, em meio ao ambiente da organização. Nem sempre os testes conseguem prever todas as variáveis que o mundo real traz. Para isso, deve-se utilizar as métricas e indicadores definidos na etapa de planejamento.

6. Melhorias

Como a rotina de uma empresa é algo vivo e dinâmico, é preciso pensar em como melhorar o processo ao longo do ciclo de vida do BPM. É aqui que entra o aprendizado e a busca pela melhoria contínua, sempre com o objetivo de otimizar os processos como um todo.

O diagrama abaixo reúne as 6 etapas cíclicas da gestão de processos:

Quais os benefícios?

Quanto mais complexa for a cadeia de valor de uma empresa, mais benefícios ela pode tirar da gestão de processos. Isso porque esse método permite aos gestores – e também às equipes que executam as tarefas – ter uma visão sistêmica das atividades da empresa. 

Com isso, é possível ter um “desenho” de como as tarefas são realizadas nas diversas áreas, o que permite aperfeiçoar os processos e otimizar os recursos.

Entre os principais benefícios da gestão de processos, podemos destacar:

  • Mais conhecimento do negócio, entendendo as lacunas e gargalos;
  • Busca pela melhoria contínua;
  • Ajuda na visão analítica e macro do negócio;
  • Facilidade na mensuração dos resultados;
  • Aumento da sinergia entre as equipes;
  • Diminuição dos custos operacionais e redução das perdas;
  • Otimização dos fluxos de trabalho, tornando o processo mais produtivo.

Essas são apenas algumas das vantagens em aplicar a gestão de processos no ambiente corporativo. Empresas de pequeno e médio porte, principalmente, podem tirar muito proveito desse modo de gestão. 

BPM permite estruturar e organizar os fluxos de trabalho, normalmente pouco estabelecidos nessas organizações. Já as grandes companhias podem manter suas estratégias alinhadas utilizando essa prática de gestão.

O que é BPMS?

Vimos como a gestão de processos funciona e quais os seus benefícios para uma empresa. Mas, como fazer essa gestão? É aí que entram as ferramentas, conhecidas como BPMS – Business Process Management System ou Sistema de Gestão de Processos de Negócio.

Estas são plataformas que automatizam a gestão de processos, tornando a sua administração mais inteligente.

Essas são algumas vantagens de usar uma ferramenta de BPM:

  • Automatiza a gestão dos fluxos de trabalho, diminuindo os processo manuais;
  • Concentra a gestão de dados em um sistema inteligente;
  • Padroniza e diminui os erros durante a execução das tarefas;
  • Cria uma visão sistêmica do workflow;
  • Permite monitorar a eficiência e desempenho do trabalho e dos times.

A utilização de um sistema de BPM aumenta também a qualidade do trabalho e permite um maior controle das atividades pelos gestores das organizações.

Vamos imaginar um cenário para exemplificar o seu uso. Pense no setor de compras de uma empresa. Esse departamento recebe demandas de todas as áreas da companhia. 

Ao utilizar um BPMS, todas as requisições podem ser feitas pela plataforma, de forma simples e prática. Quem solicita a compra de um item entra no sistema e abre um chamado. 

A empresa pode definir qual item necessita ou não de aprovação por um superior. Essa definição é um ótimo exemplo de um fluxograma de processo. Se determinado item precisar da liberação de um gestor, ele pode aprovar de forma remota, pela plataforma. 

Ou seja, ele não precisa estar presente na empresa para assinar um formulário liberando a compra, por exemplo. 

Agora pense em quem recebe a requisição e é o responsável por fazer as compras. Se cada demanda chegasse via papel ou e-mail, ele teria que ter um esforço enorme para organizar as demandas, a depender do volume.

Logo, se tudo estiver dentro de uma plataforma de BPMS, todo o fluxo fica automático e minimiza possíveis erros e perdas durante esse processo.

Viu como um sistema de BPM pode otimizar o dia a dia de todos?

Gestão por processos x Gestão de processos

Ao longo do artigo, nos referimos a essa disciplina gerencial como gestão de processos. Mas as melhores práticas do mercado hoje tratam o BPM na visão de gestão por processos. Afinal, qual a diferença?

A gestão por processos pode ser entendida como uma evolução do método tradicional. Nessa abordagem, a gestão e a interação dos processos ultrapassa a tradicional divisão setorial das empresas – Comercial, TI, Marketing, RH, Administração, etc.

Os recursos organizacionais são direcionados de acordo com os processos e não com os departamentos. Ou seja, o modelo de gestão é centrado nos processos e não nas áreas que os executam. 

Essa é uma visão mais moderna e horizontal, com o objetivo de integrar todas as áreas em prol do processo, por meio da estruturação de um modelo funcional de gestão. 

Logo, a empresa que realiza a gestão por processos, necessariamente realiza gestão de processos. Mas uma empresa que faz a gestão de processos pode não fazer a gestão por processos, que é uma forma mais dinâmica, flexível e ágil de gerenciamento.

Por que estudar gestão de processos?

Vários estudos mostram como o BPM ajuda organizações a crescerem e acompanharem a transformação digital.

Já uma pesquisa global da consultoria McKinsey aponta a automatização no ambiente corporativo como a chave para o sucesso num mundo altamente competitivo. E um dos focos é justamente em pessoas. Por isso, se qualificar em BPM te permite acompanhar essa evolução do mercado.

O IGTI oferece vários cursos com foco em gestão de processos de negócios. Você pode aprender na prática sobre ferramentas de modelagem, simulação de processos e suítes para potencializar os resultados empresariais com BPM.

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PMI (Project Management Institute): conheça o instituto na íntegra

Se você já ouviu falar do PMBOK, possivelmente já deve conhecer o PMI e a sua importância para o gerenciamento de projetos. 

Essa organização é uma das maiores e mais renomadas na área da Gestão de Projetos devido à sua contribuição para o avanço da ciência e desenvolvimento dos profissionais da área. 

Leia o artigo até o final e conheça esse importante instituto e suas contribuições!

O que é PMI?

Project Management Institute (PMI) é uma associação de nível global, sem fins lucrativos, voltada para a área da Gestão de Projetos. 

Sendo assim, é importante dizer que o PMI não é uma ferramenta de gestão como muitos acreditam, mas sim uma organização focada na criação de práticas voltadas para a melhoria da Gestão de Projetos.

A seguir, iremos lhe contar qual a origem do PMI, quem são os seus fundadores e quais as suas contribuições para a evolução da área de projetos. 

Origem do PMI

O PMI surgiu em 1969, na Filadélfia (EUA), a partir de um jantar entre Jim Snyder e Gordon Davis. A dupla já vinha realizando várias reuniões e discussões, com o objetivo de criar uma organização. 

Sendo assim, a ideia principal dessa nova comunidade era criar um meio para os gerentes de projetos se reunirem e trocarem experiências sobre os problemas comuns às organizações

Nesse sentido, a primeira reunião formal foi realizada em Atlanta, em outubro de 1969, no Georgia Institute of Technology. A partir dessa reunião, surgiu o que conhecemos como o Project Management Institute.

Em seguida, os artigos de incorporação foram arquivados na Pensilvânia e assinados por cinco pessoas reconhecidas como fundadoras do PMI. 

Os 4 fundadores

Os 04 (quatro) fundadores do PMI são James R. SnyderEric JennetJ. Gordon e Susan Gallagher. A seguir, conheça um pouco mais sobre cada um deles. 

James R. Snyder

Primeiramente, vamos falar sobre James R. Snyder, que é membro do Instituto, ex-Diretor Executivo Voluntário e Presidente do Conselho. 

Atualmente, Snyder atua como membro do Conselho de Administração da PMI Educational Foundation, Tesoureiro do Delaware Valley Chapter e membro do Editorial Review Board do Project Management Journal. 

Eventualmente, Snyder é conhecido como o “Pai do PMI”. Inclusive, o PMI James R. Snyder Center for Project Management Knowledge and Wisdom, localizado no prédio da sede, é nomeado em sua homenagem.

Eric Jenett

O segundo fundador do instituto é Eric Jenett, o primeiro Project Management Professional (PMP) do PMI. Jenett foi Presidente do PMI em 1971, Presidente em 1972 e Secretário de 1975 a 1976, construindo uma carreira impecável no instituto. 

Além disso, ele se apresentou em vários Seminários e Simpósios do PMI, participou de vários painéis e publicou uma variedade de artigos no Project Management Quarterly – que mais tarde se tornaria o Project Management Journal – e em várias outras publicações técnicas. 

Por fim, ele escreveu e lecionou sobre tópicos técnicos e de gerenciamento de projetos e teve mais de 30 publicações e apresentações.

J. Gordon Davis

O terceiro fundador do PMI é J. Gordon Davis, um dos membros originários do instituto. Como colaborador de longa data, ele deixou uma influência duradoura tanto na organização quanto na profissão. 

Ao longo de cinco décadas, ele atuou no PMI em muitas funções, incluindo a coordenação do envolvimento inicial do Instituto com parceiros acadêmicos e a atuação como ex-vice-presidente do Instituto. 

Ele também atuou no antigo conselho de administração do PMI, College of Scheduling, desde sua fundação inicial. 

Outra grande contribuição de Davis foi estabelecer o gerenciamento de projetos como uma profissão amplamente reconhecida, pois ele concentrou os aspectos multidisciplinares do cargo. Formou-se então a base da Gestão de Projetos que conhecemos hoje. 

Susan Gallagher

Por fim, temos Susan Gallagher, que trabalhou em gerenciamento de projetos com seu colega fundador James Snyder nos laboratórios SmithKline e French na Filadélfia, Pensilvânia, EUA. 

Ela participou da reunião de 1969, em Atlanta, Geórgia, EUA, onde os cinco fundadores originais e mais uma pessoa de confiança buscavam dar uma estrutura ao PMI. Lá, também se autodenominavam para ocupar vários cargos na novíssima organização. 

Em sua carreira, atuou como tesoureira, vice-presidente de serviços técnicos e diretora. Além disso, apresentou artigos em reuniões anuais e reuniu vários profissionais de todos os campos da Gestão de Projetos para compartilhar conhecimentos e se desenvolver, contribuindo com a ciência da administração

Todos os fundadores deixaram um grande legado para a Gestão de Projetos, construindo a base para a melhoria da ciência e reconhecimento da profissão. 

Como funciona o Project Management Institute?

Como dissemos, o Project Management Institute é uma organização sem fins lucrativos, onde os profissionais ou interessados na área de Gestão de Projetos se associam, escolhendo a localização mais próxima a ele. 

Ao se associar, o profissional conta com uma rede de apoio, onde ele pode interagir, compartilhar experiências e aprender com outros profissionais, compartilhando assim as situações organizacionais de maior impacto e interesse. 

Em poucas palavras, o Project Managemente oferece suporte ao desenvolvimento e crescimento profissional do associado, que aprende novas metodologias, técnicas e ferramentas aplicáveis aos processos, incluindo: gestão de prazos, programação de recursos e custos, gestão de riscos, dentre outros. 

Por que o PMI é tão importante para o setor de gerenciamento de projetos?

De modo geral, o PMI é essencial para o desenvolvimento e melhoria da área da Gestão de Projetos, sendo ele o responsável pelo guia PMBOK (do inglês, Project Management Body of Knowledge), que é o guia essencial ao desenvolvimento de projetos nas organizações. 

Além disso, o PMI também realiza estudos, acompanhando tendências e estatísticas empresariais acerca do amadurecimento das organizações, aprofundando-se na gestão de projetos. 

Portanto, aqui fica muito claro que o PMI não é uma metodologia, e sim uma organização voltada para o desenvolvimento das empresas e dos profissionais por meio das certificações dos técnicos e gerentes de projetos. 

Quais as principais certificações oferecidas pelo PMI?

Existem várias certificações oferecidas pelo PMI, e todas elas voltadas para o desenvolvimento das organizações, com base nos conceitos e nas práticas do gerenciamento de projetos. A seguir, saiba um pouco mais sobre cada uma delas. 

Para obter a certificação, é necessário comprovar um tempo de experiência, além de ser aprovado em um teste de conhecimentos específicos, pertinentes à certificação em questão. 

Outro detalhe muito importante é que a certificação é temporária, portanto, há a necessidade da revalidação periódica do certificado, com o objetivo de manter o profissional sempre atualizado acerca das melhores práticas da área. 

A seguir, saiba mais sobre cada certificação e para quem ela é indicada. 

Técnico Certificado em Gestão de Projetos (CAPM)

Uma das certificações oferecidas pelo PMI é a certificação de Técnico Certificado em Gestão de Projetos (CAPM). 

Esta certificação pode ser realizada por qualquer profissional, independente da fase profissional que você se encontra, sendo um excelente investimento para aqueles que desejam atuar efetivamente na área de gerenciamento de projetos, agregando à equipe de projetos

Profissional de Gestão de Projetos (PMP)

Uma das áreas essenciais à Gestão de Projetos é o PMP, sendo a certificação voltada para aqueles que desejam se tornar especialistas no gerenciamento de equipes e projetos, considerando aspectos como pessoas, processos e ambientes de negócios. 

Dessa forma, essa certificação tem como vantagem a credibilidade e o reconhecimento para o profissional, já que ele passa por um exame técnico que avalia todas as capacidades do futuro profissional do gerenciamento de projetos. 

Profissional de Gestão de Programas (PgMP)

Para aqueles que atuam ou que desejam atuar como gerente de programas, esta certificação é essencial para a sua carreira. 

Um gerente de programas é o profissional responsável pela definição e execução das metas estratégicas e de projetos, e, por isso, deve estar preparado para lidar com a equipe e toda a responsabilidade de gerenciar um programa empresarial. 

Esta certificação é voltada para quem deseja desenvolver as habilidades e visão estratégica, com base nos conceitos e metodologia PMI, despertando uma visão abrangente das funções, objetivos e cultura organizacional, direcionando-os ao alcance das metas organizacionais. 

Profissional de Gestão de Portfólio (PfMP)

Dentro de uma organização, o gerenciamento do portfólio é uma das atividades mais importantes, principalmente pelo fato de estar ligada às iniciativas e ao planejamento estratégico organizacional. 

A proposta dessa certificação é agregar conhecimentos e valor aos profissionais, para eles conseguirem definir a estratégia e tirá-la do papel, fazendo com que ela se torne realidade de forma efetiva. 

E por falar em efetividade, esta certificação tem o objetivo de desenvolver competências voltadas para o alinhamento de projetos, programas e operações estratégicas, lidando com os custos do projeto e os benefícios que eles podem trazer à organização. 

Outras certificações

Além das certificações citadas acima, o PMI também oferece as seguintes opções para os profissionais: 

  • Certificação Profissional em Análise de Negócios do PMI (PMI-PBA); 
  • Certificação Profissional Ágil Certificado do PMI (PMI-ACP);
  • Certificação PMI-RMP;
  • Certificação Profissional de Gestão de Cronograma PMI (PMI-SP).

Essas certificações têm o objetivo de desenvolver habilidades específicas, capacitando o profissional a trabalhar efetivamente no gerenciamento de projetos. 

Quais os benefícios de se obter as certificações?

Além da experiência profissional, as certificações oferecem os seguintes benefícios para os profissionais: 

  • Construção e desenvolvimento de conhecimentos e habilidades no gerenciamento de projetos;
  • Posicionamento estratégico frente ao mercado e à concorrência; 
  • Reconhecimento mundial devido à amplitude da certificação; 
  • Melhoria salarial devido à comprovação da expertise na área. 

Se você deseja se destacar no mercado e construir uma carreira com base sólida, conheça a nossa Pós-Graduação em Gestão de Processos de Negócio!

PMBOK: entenda o que é e a importância para sua carreira

Você já ouviu falar sobre o que seria o PMBOK e a sua importância para as empresas e carreiras?

De modo geral, ele é um guia para direcionar as organizações e equipes, a fim de implementar técnicas e práticas que maximizam os resultados, estando diretamente ligados ao desempenho da empresa. 

Sendo assim, vamos contar tudo sobre esse método, suas áreas de conhecimentos, processos e como aplicá-lo em sua vida profissional.

O que é PMBOK?

O PMBOK é a sigla das palavras Project Management Body of Knowledge.  Ele pode ser conceituado como um manual, ou ainda, um guia que contém todas as ferramentas, conceitos e técnicas da Gestão de Projetos.

Esse guia é baseado no ciclo de vida de um projeto, descrevendo as suas fases, ferramentas e técnicas, que podem ser aplicadas para maximizar os resultados da empresa. Tudo isso é realizado de forma estratégica.

Segundo a própria Gestão de Processos, para que um projeto aconteça são necessários vários recursos, os quais devem ser utilizados de forma efetiva. 

Nesse sentido, a proposta do PMBOK é utilizar, de forma estratégica, todos os recursos, sejam eles financeiros, humanos, de tecnologia ou técnicos, sendo um avanço para o gerenciamento de projetos.

Qual a sua origem?

Primeiramente, é importante destacar que o Guia PMBOK é voltado para a área de Gerenciamento de Projetos, a qual teve os seus primeiros estudos e aplicações realizados nos anos de 1950 e 1960.

Nessa época, as grandes organizações estavam focadas em melhorar e transformar a administração em um compilado de conhecimentos, organizando-se em forma de disciplina. 

Sendo assim, essa organização foi direcionada e realizada pelo Project Management Institute (PMI), que organizou a grande área da Gestão de Projetos e deu origem ao PMBOK. 

Nesse sentido, a primeira publicação do guia foi realizada em 1996 e, ao longo do tempo, ele se tornou um grande parâmetro para as empresas e para os profissionais da área de projetos.

Como funciona o Guia PMBOK?

Antes de tudo, devemos compreender que o guia é um parâmetro para a inovação e para o gerenciamento efetivo de processos, e que deve ser adaptado à realidade e às necessidades da empresa.

Dessa forma, o PMBOK consiste no conjunto das melhores práticas, conceitos e ferramentas de gestão de projetos, dando um norte para as empresas que desejam ser mais efetivas e ter mais resultados. 

Sendo assim, o guia divide a gestão de projetos em 5 grandes grupos, 10 áreas de conhecimento e 49 processos totais.

À primeira vista, pode parecer muita coisa, mas para facilitar o seu entendimento, trouxemos aqui todos os detalhes de cada aspecto citado anteriormente. 

Quais as áreas de conhecimento abordadas pelo PMBOK?

Ao falarmos das áreas de conhecimento do PMBOK, é importante lembrarmos que estamos tratando de práticas voltadas para a Gestão de Projetos

Por si só, um projeto é conceituado como um esforço, ou ainda, uma organização temporária focada em objetivos específicos, buscando a criação de um produto ou serviço, ou ainda, um resultado único e pré-definido. 

De modo geral, o PMBOK trata de 10 áreas essenciais à Gestão de Projetos, sendo elas: 

  • Gerenciamento de integração: consiste no processo preparatório do projeto em si, tal como a sua execução e controle; 
  • Gerenciamento do escopo: está diretamente ligado ao produto, serviço ou resultado que será obtido;
  • Gerenciamento de tempo: está relacionado com o planejamento das atividades e da execução do projeto em si;
  • Gerenciamento de custos: ligado ao volume de recursos utilizados para que o projeto aconteça; 
  • Gerenciamento de qualidade: garante que tudo aquilo que foi planejado está sendo executado dentro dos parâmetros definidos, gerando a satisfação do cliente;
  • Gerenciamento de aquisições de produtos ou serviços: essenciais ao desempenho do projeto;
  • Gerenciamento de recursos humanos: são as pessoas que compõem a equipe de projetos; 
  • Gerenciamento de comunicação: diz respeito à todos os documentos, relatórios e informativos do projeto; 
  • Gerenciamento de riscos: ou de situações que podem afetar o projeto e sua execução;
  • Gerenciamento de stakeholderssão os investidores, fornecedores, clientes, dentre outros.

Processos tratados pelo PMBOK

Após falarmos das áreas dos conhecimentos, vamos conhecer quais os processos trabalhados pelo PMBOK. 

Inclusive, todas as áreas de conhecimento do PMBOK funcionam de forma sucessiva, onde uma complementa a outra, fazendo assim com que o projeto seja desenvolvido de forma assertiva e eficaz. 

Contudo, para que esses processos sejam direcionados e executados, ele conta com 05 (cinco) grandes processos, os quais iremos tratar a seguir, tópico a tópico. 

Iniciação

Quando falamos de projetos, é relevante lembrar que estamos lidando com mudanças ou novidades e, por isso, é necessário ter um ponto de partida. 

Sendo assim, a primeira etapa é a área da iniciação, que consiste em criar os termos e condições do projeto, tal como a sua abertura, documentações necessárias ao desenvolvimento do projeto e identificação dos envolvidos. 

Todos esses aspectos servem de base para o próximo passo, que é onde o projeto acontece em sua forma mais concreta. 

Planejamento

A segunda área do conhecimento descrita pelo PMBOK é o planejamento.

Para a administração, o planejamento consiste em definir e descrever, em fases muito claras, tudo o que será realizado dentro de um determinado período de tempo. 

No caso da Gestão de Projetos e o guia PMBOK, o planejamento consiste nas seguintes ações:

  • Criar um plano de gerenciamento do projeto, definindo os envolvidos e participantes;
  • Definir o escopo, que consiste na definição do que seria o projeto, seus objetivos, tempo de duração, dentre outros; 
  • Sequenciar as atividades e definir prazos realistas
  • Estimar os custos detalhamento, a fim de que o projeto aconteça de forma efetiva; 
  • Definir orçamentos e custos; 
  • Planejar as comunicações;
  • Definir os parâmetros de qualidade; 
  • Gerenciar os recursos humanos
  • Identificar os riscos do projeto em todos os seus aspectos;
  • Planejar as aquisições. 

Comumente a todas essas informações documentadas, é necessário criar uma espécie de relatório inicial do projeto, o qual será utilizado como parâmetro para o monitoramento do mesmo. 

Execução

E claro, após todo o planejamento, é o momento de executar tudo o que foi idealizado, fazendo com que o projeto saia do papel, se torne real e traga benefícios para a organização.

Nessa fase do PMBOK, a palavra-chave principal é fazer, tornar realidade, implementar o que foi planejado. 

Aqui, os processos principais serão os seguintes: 

  • Gerenciamento da execução do projeto em si; 
  • Mobilização e desenvolvimento da equipe;
  • Distribuição e repasse das informações aos interessados do projeto;
  • Condução das aquisições necessárias à execução dos processos.

Monitoramento e controle

Um dos questionamentos que podem surgir ao longo do projeto é: como saber se o meu projeto está sendo desempenhado de forma efetiva? A resposta é simples: por meio do monitoramento das fases do seu projeto. 

Aqui, você irá perceber que tudo o que foi planejado e idealizado possui parâmetros, justamente para possibilitar o monitoramento e o controle dos processos. 

Nesse sentido, o PMBOK traz de maneira muito clara como um projeto deve ter início, meio e fim, e quais indicadores devem existir para avaliar se o andamento está sendo executado da maneira correta. 

As etapas aqui tratadas, em resumo, são: 

  • Monitoramento das atividades, a fim de identificar se elas estão sendo executadas conforme planejadas; 
  • Supervisão do cronograma, que é essencial para a efetividade e para o gerenciamento de custos;
  • Controle de riscos;
  • Indicadores de desempenho, a fim de garantir e certificar que o projeto foi executado com sucesso.

Encerramento

Por último, chegou o momento de encerrar o projeto, realizando um relatório final, desfazendo a sua equipe de projetos e atestando que o objetivo foi alcançado com êxito. 

Normalmente, o encerramento conta com uma reunião acerca do projeto, seus feedbacks e avaliações e a construção de um relatório final, fechando o ciclo de vida do mesmo. 

Colocando em prática

Falando da parte prática do PMBOK, você pode aplicá-lo em diversos tipos de projetos, ou ainda, ações temporárias que exigem o gerenciamento de tempo, recursos e pessoas, por exemplo. 

Assim, você pode aplicá-lo em ações como o desenvolvimento de um site, implementação de um novo software, campanhas publicitárias, dentre outros. 

Na vida profissional, é possível utilizar os conceitos do PMBOK para criar estratégias de desenvolvimento pessoal, portfólio para crescimento na carreira, entre outros aspectos, sempre voltados para a sua melhoria contínua. 

A proposta aqui é que você crie um escopo das suas atividades, defina prazos e responsáveis, estabeleça parâmetros de medição e avalie se a atividade está sendo desempenhada de forma efetiva. 

Independente do seu nicho de atuação ou porte da empresa, você pode utilizar os conceitos de gerenciamento e organização do PMBOK, construindo uma cultura voltada para a melhoria e gestão das atividades.

Afinal, o PMBOK é uma metodologia?

Um dos maiores questionamentos acerca do PMBOK é: ele é uma metodologia ou apenas um guia a ser seguido?

De modo geral, o PMBOK não pode ser entendido como uma metodologia, já que não possui abordagens diferentes para cada tipo de projeto. 

Além disso, ele não propõe uma padronização dos projetos, apresentando modelos padronizados e documentos que são obrigatórios ao gerenciamento de projetos.

Todavia, o PMBOK é um guia que traz conceitos, ferramentas, aplicações e práticas que realmente funcionam, com o objetivo de melhorar a sua Gestão de Projetos. 

Se você deseja ampliar as suas oportunidades, tornar-se um especialista e se destacar no mercado de trabalho, conheça a Trilha de Formação de Especialistas em Gestão Ágil de Produtos!

Product Designer: entenda de vez o que faz um profissional da área

Se você chegou até aqui, certamente foi porque já ouviu falar em termos como Design de Produto, pessoa Product Designer, disciplina de Product Design, entre outros. Essas terminologias estão em alta no mercado de tecnologia, principalmente quando falamos de produtos digitais.

Cada vez mais essa profissão vem ganhando relevância e se tornando peça chave para o andamento de projetos, sejam eles de menor ou maior porte. 

Geralmente o trabalho de Product Design está bastante atrelado às disciplinas de UX Design e Design de Interfaces, que fazem parte do escopo de equipes que desenvolvem produtos digitais. Além disso, outras áreas que realizam bastante troca com esses profissionais são as de TI e Engenharia de Software.

Então, se você quer saber o que é um Product Designer e como migrar para essa profissão, continue a leitura deste artigo e tenha todas as informações necessárias!

O que é Product Designer ou Design de Produto?

Como o próprio nome diz, Product Design ou Design de Produto é tudo aquilo que se relaciona a um produto, em um contexto bem amplo. 

Isso significa que a preocupação vai além da entrega final de um produto, levando em conta outros aspectos, como: as tecnologias aplicadas, em qual modelo de negócio está inserido, quais são seus consumidores, qual é o seu ciclo de vida, as principais métricas e formas de retenção de clientes, entre outros. 

Por mais que pareça, Product Design não é um termo novo e sua origem vem da Bauhaus (Escola de Arte e Inovação Vanguardista), na Alemanha. 

A Bauhaus foi a primeira escola de design do mundo e influenciou o Modernismo no design. Foi lá que o desenvolvimento de métodos para criar e evoluir produtos, com foco na produção e no usuário final, começou a ser discutido.

Sendo assim, com o surgimento dos produtos digitais, o termo ganhou mais força e foi adotado no formato em inglês para evitar confusões com seu significado.

Etapas da criação de produto 

Diante do que falamos anteriormente sobre o Product Designer trabalhar com a criação de produtos digitais, é importante ressaltar que, dentro dessa metodologia, existem etapas que são essenciais para que todo o processo de elaboração do produto ocorra. São elas:

  1. Levantamento do problema;
  2. Busca pela solução;
  3. Como será a entrega para o usuário;
  4. O lançamento;
  5. Acompanhamento;
  6. Evolução.

levantamento do problema e a busca pela solução são os pontapés iniciais para entender se aquele produto digital idealizado faz sentido. Após essa consolidação de ideias, é preciso prototipar como será essa entrega para o usuário, quais serão as funcionalidades, como ele atingirá esses objetivos, entre outros.

Após a construção do produto, chegou a hora de mostrá-lo para o mundo e fazer o seu lançamento

A partir deste, o acompanhamento se torna essencial para entender o que está e o que não está funcionando na ferramenta. Com esses dados adquiridos, basta partir para a evolução constante do produto e melhorar esse relacionamento com os usuários, trabalhando, principalmente, a sua retenção.

Além disso, é importante falar que também existem outros pontos que precisam ser levados em conta, como o ciclo de vida do uso do produto. Com o produto no ar e em pleno funcionamento, existem fases que se alteram ao longo do tempo. Confira a imagem a seguir para compreender melhor o que estamos falando.

Ciclo de vida de um produto

Por fim, para que o produto realmente gere receita para a empresa, é preciso que duas jornadas estejam bem alinhadas: a perspectiva do usuário e a perspectiva do produto, como representado logo abaixo.

Perspectiva do Produto vs Perspectiva do Usuário

O que um Product Designer faz?

O Product Designer atua mais como um mentor do que como um executor. Essa pessoa é a responsável por acompanhar o produto do início ao fim, desde a sua concepção até a entrega final.

Sendo assim, o papel de um Product Designer é essencial para a criação e evolução de um produto, sempre em busca de solucionar um problema, apoiando-se em metodologias, abordagens e técnicas.

Além disso, por se tratar de uma posição de gestão, esse profissional precisa contar com uma equipe multidisciplinar, onde irá delegar funções e prezar pelo cumprimento das etapas do produto. Para ser um Product Designer completo, é importante ter algumas habilidades, que vamos mostrar no tópico a seguir.

Habilidades necessárias para ser um Designer de Produto 

Por ser um profissional que acompanha o projeto do início ao fim, o Designer de Produto precisa ter uma visão holística do produto. Isso quer dizer que sua atuação se estende até na manutenção, previsão de custos e feedbacks de usuários para aprimoramento constante da ferramenta.

Como os produtos digitais trabalham bastante com as áreas de UX e UI design, e com programadores e desenvolvedores, é importante que o Product Designer tenha certo conhecimento nessas disciplinas. Assim ficará mais fácil delegar as funções em cada etapa.

Outras habilidades necessárias para ser um Designer de Produto bem-sucedido são:

  • UX Research (pesquisa com usuários);
  • Análise de dados;
  • Visão macro sobre o produto, com aspectos internos e externos;
  • Conhecimentos gerais em design;
  • Design Thinking e processos de design;
  • Alinhamento com a estratégia de negócio;
  • Service Design (Design de Serviço);
  • Arquitetura da Informação;
  • UI Design (Design de Interface);
  • IxD (Design de Interação);
  • UX (Experiência do Usuário);
  • Visual Design (Design Visual);
  • Liderança e gestão de pessoas;
  • Conhecimento genérico em tecnologia;
  • Desenvolvimentos de negócios.

Vale ressaltar que para ser um bom profissional, não é preciso saber plenamente todas as competências anteriores. O ideal é ter um certo nível de conhecimento que possa ser aplicado no dia a dia de trabalho. Já no caso das disciplinas específicas do design, é importante conhecer mais profundamente sobre elas.

Impactos do Product Design 

Para entender os impactos do Product Design no negócio, basta voltar no tópico que falamos sobre as etapas e o ciclo de vida do produto. Ao compreender que o Designer de Produto possui um olhar minucioso sobre esse processo de construção, fica claro que um dos principais resultados é a entrega de um produto com maior qualidade.

Além disso, será um produto que preza pela satisfação dos clientes, e todo o acompanhamento e melhorias constantes trarão reflexos claros no aumento de receita e na redução de custos da empresa

Uma plataforma com boa usabilidade e um design agradável e intuitivo também gera a retenção e as recomendações, de forma orgânica, desse público usuário.

Por conta da experiência desse profissional Product Designer e todo o seu conhecimento acerca do negócio, as chances de entrega de um produto assertivo e mais alinhado às expectativas dos usuários aumenta bastante. Isso gera relevância e confiança na marca, algo que pode diferenciar positivamente a empresa dentre os seus concorrentes.

Representação de uma equipe de product desing

Diferença entre Produto Designer e UX Designer 

Como já contamos anteriormente, um dos pontos que mais diferencia um Designer de Produto das demais disciplinas de Design é o seu olhar amplo e mais completo do negócio e do produto. É um profissional que acaba tendo também um papel de liderança, por separar e delegar as funções em cada etapa da construção.

UX Designer, por sua vez, contribui para incluir a visão do usuário final no projeto, porém não precisa atuar na parte de gerenciamento de tarefas. Em um time que possui um Product Designer, por exemplo, o designer UX se torna parte — importante — da squad, junto com outras disciplinas, como conteúdo, desenvolvimento e engenharia.

Esses dois profissionais se aproximam quando falamos de UX, pesquisas com usuários e demais pontos desse universo. Ambos possuem essa visão de entregar um produto que seja adequado para a pessoa usuária em questão.

Mercado de Product Designer

O mercado está cada vez mais aquecido e com muitas oportunidades para quem deseja atuar na área de Product Design.

Importante ressaltar que existem vagas para diversos níveis de cargo, desde Junior até Gerente e Head de equipes. Em uma entrevista da Aela com Ricardo Tedeschi, que é, atualmente, product designer do IFood, ele conta que chega a receber cerca de duas propostas de emprego por semana, através do LinkedIn.

A dica é avaliar qual proposta faz mais sentido para o seu objetivo de carreira e correr atrás de conhecimentos, para entrar de vez nesse mercado que só cresce, tanto no Brasil quanto mundo inteiro.

Média salarial do profissional

Segundo o site Glassdoor, a média salarial de um Designer de Produto é de R$ 7 mil mensais nas empresas de São Paulo. O salário se altera de acordo com o nível de senioridade e a empresa contratante, podendo variar entre R$ 3 mil e R$ 11 mil por mês. Vale ficar de olho em empresas de tecnologia ou que possuem produtos digitais fortes, como bancos digitais e apps de delivery.

Como começar se tornar um Product Desinger?

Ao longo do texto foi possível perceber que, para ser um Product Designer, é preciso investir bastante em certos conhecimentos, principalmente nas disciplinas de design.

O primeiro passo é iniciar um curso de Designer de Produto para conhecer melhor sobre os campos de atuação, as metodologias, entre outros pontos, para conseguir entrar mais preparado nesse mercado. 

Outro caminho interessante é investir em cursos ou participar de eventos que falem sobre Gestão Ágil. Essa skill também será muito importante para o seu dia a dia como Product Designer!

O que é a Integração Contínua (CI) e quais os seus benefícios?

Garantindo o sucesso das metodologias ágeis, a Integração Contínua (CI) configura-se como prática utilizada durante o desenvolvimento de um software.

Isto significa que ela é capaz de integrar os códigos diariamente na ramificação principal de um repositório, objetivando a verificação de novas alterações ou funcionalidades.

Continue a leitura para entender a fundo o que é integração contínua e como ela revolucionou a entrega de soluções otimizadas aos usuários de produtos tecnológicos. 

O que é Integração Contínua? 

Integração contínua (CI, ou Continuous Integration) é uma boa prática de desenvolvimento de softwares. A metodologia preza pela automatização de testes e  a integração das alterações de códigos de vários developers em projetos-matriz.

O termo surgiu a partir da metodologia ágil XP (Extreme Programming), com o intuito de aprimorar o trabalho dos desenvolvedores.

Tradicionalmente, cada alteração no código era realizada de maneira isolada e precisava de um burocrático processo de compartilhamento entre a equipe. Com o surgimento da CI, este processo e muitos outros foram completamente otimizados. 

Como funciona a Integração Contínua?

Na CI, os desenvolvedores confirmam frequentemente o repositório compartilhado, por meio de um sistema de controle como o Git. Assim, é possível criar e automatizar verificações de unidades durante os estágios de desenvolvimento do sistema.

Após cada criação e a execução de testes, esta técnica destaca todos os erros existentes no código principal, colaborando positivamente com a agilidade do processo de lançamento do software trabalhado. Isso promove a integração diária da equipe sobre cada modificação efetuada no código mestre.

Benefícios da Integração Contínua

Como boa técnica de apoio às metodologias ágeis, a prática oferece diversos benefícios aos seus usuários. Afinal, ela possibilita ao desenvolvedor receber um rápido feedback sobre as alterações realizadas no código.

Confira abaixo mais algumas das vantagens da CI.

1- Agilidade na resolução de problemas

A CI garante que os problemas de percursos sejam solucionados rapidamente. É uma importante ferramenta de apoio na construção de um mindset ágil, ou seja, orientado para a otimização da produtividade.

O segredo por trás disso é a técnica que, por meio de suas diversas testagens, permite que quaisquer bugs sejam identificados e resolvidos previamente, garantindo a minimização de problemas futuros.

2- Distribuição otimizada de tarefas

Ela também possibilita que cada equipe trabalhe de forma otimizada, pois o fornecimento de feedbacks contínuos – e de forma totalmente integrada – permite que cada membro do time possa fornecer atualizações constantes para todos os clientes, a partir de um gerenciamento de projetos efetivo e colaborativo.

3- Aprimoramento da produtividade

O aprimoramento das atividades ocorre devido à liberação de trabalhos manuais, uma vez que a CI opera de maneira automatizada. Assim, ela garante a redução de falhas no sistema e promove comportamentos que incitam a proatividade de cada desenvolvedor.

A importância de realizar testes contínuos

Antigamente, o trabalho dos desenvolvedores era pouco otimizado devido à operação isolada. Esse modo de operação permitia a implementação de alterações à ramificação do código mestre apenas ao final do processo, burocratizando completamente o fluxo de trabalho.

Com a prática da CI e, consequentemente, com as testagens frequentes, a demora para a realização da junção dos códigos alterados e o acúmulo de bugs sem correção se extinguiram 

Dessa forma, a testagem contínua configura-se como técnica capaz de promover uma gestão ágil por toda a equipe de desenvolvedores presentes no lançamento de um software.

Qual a diferença entre Integração (CI), Entrega (CD) e Implementação Contínua?

Para adotar corretamente as práticas de DevOps, é necessário compreender as diferenças existentes entre Integração Contínua (CI), Entrega Contínua (CD) e Implementação Contínua.

Aprenda agora distinguir cada uma em seu dia a dia!

  • Integração Contínua: prática utilizada na gestão de processos de desenvolvimento de software. Seu objetivo é tornar a integração dos códigos mais eficiente através de testes automatizados.
  • Entrega Contínua: considerada como uma evolução da CI, a entrega contínua busca garantir que o código esteja pronto para fazer parte do ambiente de produção a partir de implementações de testes automáticos. 
  • Implementação Contínua: esta prática permite que o desenvolvedor submeta seus códigos finalizados a testes e validações automáticas, disponibilizando quaisquer alterações no ambiente de produção e acelerando o ciclo de feedbacks.

Em conclusão, a CI participa dos processos de CD e de IC.

Quais as melhores ferramentas de Integração Contínua (CI) do mercado?

Algumas ferramentas podem ser amplamente utilizadas na implementação da CI, dentro do processo de desenvolvimento de softwares. Nas seções abaixo, apresentaremos as principais.

Jenkins para integração contínua

Conhecido como um servidor de automação de código aberto, o Jenkins permite que o desenvolvimento de softwares seja mais ágil a partir de suas técnicas de automação.

Esta ferramenta possibilita o gerenciamento e o controle de todos os processos relacionados à entrega do software trabalhado, bem como o processo de construção, teste, pacote, implantação e análise de código estático.

Hudson

Conhecido por sua interface de fácil acesso e utilização, o Hudson é um servidor de CI, escrito em Java e utilizado em mais de 17.000 instalações por todo o mundo.

A ferramenta permite a automatização da cadeia de construção de software, possibilitando que o desenvolvedor monitore quaisquer alterações no sistema.

Buildbot

O Buildbot caracteriza-se como um sistema de agendamento de tarefas; Por meio de um pipeline de integração contínua, possibilita a automatização de todos os quesitos necessários para o ciclo de desenvolvimento de um software.

A ferramenta é responsável pela execução de trabalhos e disponibilização de relatórios, apresentando resultados acerca de todo o processo de automação.

Gitlab para integração contínua 

Por meio do gerenciador de repositório de software GitLab, é possível construir um ambiente para planejamento, execução e acompanhamento de tarefas e CI/CD (integração contínua e entrega contínua).

O diferencial do software é a possibilidade de armazenamento do código em seus próprios servidores, em vez de utilizar servidores de terceiros. Em troca, ganham em agilidade no acesso, integração de informações e segurança de dados. 

Como CI se relaciona com as metodologias ágeis?

Projetadas para melhor atender às demandas da Indústria de Tecnologia da Informação, as metodologias ágeis colaboram com a otimização do trabalho dos desenvolvedores.

Logo, elas promovem maior interação entre as equipes, a fim de possibilitar a criação de um produto de qualidade, que satisfaça o cliente.

Pensando nisso, a CI se relaciona diretamente com estas metodologias, uma vez que suas técnicas permitem o aprimoramento e otimização dos processos de desenvolvimento de softwares.

Suas ferramentas são capazes de integrar constantemente toda a equipe de desenvolvedores. Dessa forma, garantem o acesso às alterações do código mestre e, consequentemente, otimizam o processo de solução dos possíveis bugs do sistema.

Dessa forma, esta prática consegue ser incorporada perfeitamente ao propósito das metodologias ágeis, capazes de transformar a produtividade em TI.

Como começar uma integração contínua? 

O primeiro passo para tornar os processos de desenvolvimento mais ágeis e poupar as equipes de DevOps do chamado “pesadelo das integrações” é estruturar um cronograma de integração contínua. Ele será o guia para a implementação dos testes automatizados, e ajudará no acompanhamento e na documentação dos resultados obtidos. 

O segundo passo importante é a configuração de um ambiente de integração contínua que possibilite a automatização dos testes — e isso pode ser feito com a ajuda dos softwares que apresentamos acima. 

Por fim, mas não menos importante, está o comprometimento da equipe. Conduza o time ao engajamento e faça com que todos eles orientem seu mindset para a importância dos testes e de sua documentação ao longo da trajetória de desenvolvimento do produto. 

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O que é um Web Crawler e como ele afeta as buscas orgânicas?

Em uma sociedade cada vez mais conectada, as empresas já perceberam a importância de manter uma presença digital e investir em ações, sobretudo relacionadas ao marketing digital. Nesse sentido, os Web Crawler se torna uma peça fundamental. Sabe por quê?

Com mais marcas investindo online, a concorrência só aumenta e os usuários têm mais possibilidades de busca para obter as informações que precisam. Assim, as empresas precisam investir em estratégias que gerem mais autoridade sobre determinados assuntos e palavras-chave.

São inúmeros sites disputando a atenção de uma mesma audiência, então o que pode ser feito para ser encontrado com mais facilidade? Muito simples: Investigando e pesquisando mais seus concorrentes e o público que você deseja atender.

Por meio dos Webs Crawlers, a pessoa responsável por um site pode obter essas informações úteis e ainda ter o necessário para elaborar estratégias mais eficientes, que atraiam tráfego e oportunidades para o seu site.

Continue a leitura e entenda mais sobre esse conceito de Web Crawler, sua importância para o mercado virtual atual, a relação com o marketing digital e orientações de como ele funciona na prática. Confira!

O que é um web crawler?

Também conhecido como spider ou rastreador da internet, ele é um tipo de bot (tecnologia automática como robô) que é operado por mecanismos de pesquisa, como o Google, Bing e o Yahoo, para analisar o código de websites e demais conteúdos publicados nas mídias digitais.

Em outras palavras, é um sistema que utiliza um algoritmo que vigia cada passo de uma marca ou um usuário na internet com o objetivo de gerar insights para estratégias digitais e, assim, essas empresas indexarem conteúdos que apareçam nos resultados das buscas dessas pessoas interessadas pela temática.

O termo vem do inglês “crawling”, que está relacionado a uma técnica para acessar automaticamente um site e obter dados por meio de um software.

Com essa ferramenta ‘spider’, os mecanismos de busca podem fornecer links relevantes em resposta às consultas de busca do usuário, gerando a lista de páginas da internet que aparecem depois que um usuário digita um termo de busca.

Por exemplo: você está pesquisando o termo “água potável” no Google. A partir dessa pesquisa, o Web Crawler vai rastrear o que você digitou e, a partir de outras ações suas, vai mostrar respostas relevantes à sua pesquisa e ao seu interesse naquele momento.

Qual a importância do web crawler para o marketing digital?

Para uma estratégia de marketing digital funcionar, ela precisa estar o mais alinhada possível com o objetivo do negócio e o interesse do seu público-alvo.

Quando se criam ações na internet, é importante entender como o seu consumidor e potencial cliente vêm pesquisando os temas e quais os links que ele teve mais interesse. 

Com o Web Crawler isso se torna mais viável, pois ele gera automaticamente um resultado para esse público, baseado nos interesses dele. E o papel de uma empresa ou empreendedor é fornecer os requisitos necessários para essa ferramenta identificar seu site e mostrá-lo nessas pesquisas.

Para você entender melhor, a participação desse algoritmo no marketing digital é identificável em três aspectos fundamentais da metodologia. São eles:

SEO

Investir em SEO – otimização dos mecanismos de busca – é uma das estratégias fundamentais para as marcas que desejam ser encontradas no mundo online, pois ela utiliza técnicas que fazem os algoritmos do Google (e demais buscadores) identificarem o seu conteúdo e exibi-lo nos resultados de pesquisa, a depender da palavra-chave que está sendo utilizada. 

Lembre-se que, se os bots de rastreamento não encontrarem um site, ele não será indexado e, consequentemente, não será exibido nos resultados de busca.

UX

A experiência do cliente (User Experience) está se tornado cada vez mais uma prioridade para as empresas. Se você deseja atrair mais visibilidade, é preciso criar páginas que oferecem respostas satisfatórias para a intenção de busca do usuário.

Assim, Web Crawlers acabam sendo bastante úteis nesse sentido, pois eles apontam otimizações em tags e estruturas de código, dois fatores que influenciam a experiência do usuário.

Monitoramento e gestão de leads

Se uma empresa precisa de informações de outros sites para gerar oportunidades de negócio, vai tirar muito proveito do web crawler, já que este faz toda essa identificação e análise de forma automática, rastreando o caminho de cada site e indivíduo na internet.

Dessa forma, é só usar o bot para buscar os dados necessários nos sites em questão e usar essas informações para qualificar o seu processo comercial, gerar leads e ainda fazer uma gestão da base mais eficiente.

Como funciona um web crawler na prática?

Uma coisa é certa: desde o início da sociedade, nunca foi produzido tanto conteúdo e compartilhada tanta informação. A era do Big Data faz com que milhões de dados circulem por segundo em toda a rede digital. 

Por isso, se você quer ser encontrado por aqueles que tanto almeja, com certeza precisa se atentar aos fatores que contribuem para tal.

A internet está em constante mudança e expansão. Logo, os bots de Web Crawler não conseguem saber o total de páginas que existem na internet, tampouco analisar cada uma de maneira aprofundada em poucos minutos.

Por esse motivo, os rastreadores começam por uma semente, ou uma lista de URLs conhecidas e, a partir deste ponto, vão seguindo um ciclo que rastreia as primeiras páginas dessas fontes, identificam hiperlinks que levam a outros sites, e assim por diante.

Antigamente, era fundamental enviar o seu site para os mecanismos de busca, como o Google, para que eles encontrassem suas páginas com maior velocidade. Hoje ainda é necessário fazer isso, mas basta conseguir alguns backlinks para o seu site que ele já entrará no radar dos buscadores.

Com tantas páginas da internet que poderiam ser indexadas para pesquisa, um web crawler deve seguir determinadas políticas para selecionar quais páginas podem ser rastreadas, em qual ordem e com que frequência é preciso refazer a varredura para verificar se há atualizações de conteúdo.

Por isso, a importância de você sempre linkar para sites de boa autoridade e ser linkado por ele, pois isso facilita que as spiders encontrem suas páginas e ainda passem a considerar seus conteúdos “saudáveis”. Alguns requisitos utilizados são:

  • Número de outras páginas vinculadas a essa página inicial;
  • Número de visitantes que a página recebe;
  • Outros fatores que indicam a probabilidade de a página contém informações importantes.

A ideia parte do pressuposto que se uma página é mencionada por outras páginas e possui um bom tráfego de visitas, provavelmente contém informações confiáveis e autênticas. Logo, é importante que um mecanismo de busca as tenha indexado.

Ok, mas o que é a indexação?

Indexar um conteúdo em uma busca é o mesmo que criar uma lista de livros para uma biblioteca na internet, ou seja, você agrupar um número de X de conteúdos relevantes a determinados temas para que quando seja feita uma busca sobre esse tema eles aparecem na pesquisa dessa pessoa específica.

É uma ação que descreve e documenta um texto de acordo com um tema específico.

Conheça os principais tipos de web crawler

Devido sua importância, existem diversos bots de mecanismos de busca que utilizam dos Web Crawlers, sendo os principais:

Web Crawler: Googlebot

Pertencente ao Google e que utiliza dois rastreadores, um para buscas em computadores e outro em dispositivos móveis.

Yahoo! Slurp

Como o próprio nome diz, esse Web Crawler pertence ao Yahoo. Ele coleta conteúdo de sites parceiros para inclusão no Yahoo News, Yahoo Finance e Yahoo Sports, além de acessar páginas de sites para confirmar a precisão e melhora de conteúdo personalizado.

Baidu Spider

Como todo rastreador, o spider da Baidu visita as páginas da web na internet e as indexa no banco de dados com base em palavras-chave.

Web Crawler: Bingbot

Tendo como domínio a Microsoft, ele coleta documentos da Web para criar um índice pesquisável para o mecanismo de busca do MSN. Alguns anos atrás era chamado de Msnbot.

Ferramentas para otimizar seus conteúdos

Agora que você sabe o que é um Web Crawler e entende como ele funciona, continue a leitura e descubra alguns modelos da ferramenta para aumentar a eficiência de estratégias de marketing e ranqueamento de páginas web!

Screaming Frog

Screaming Frog é uma ferramenta que também dispõe de ferramentas de SEO para melhorar ainda mais o seu site após a análise de indexação. Pode ser utilizado de maneira gratuita ou premium, com a única diferença de que, em sua versão grátis, você pode rastrear até no máximo 500 URLs.

Apifier

Apifier tem como público-alvo os desenvolvedores web ou profissionais de TI. Seu grande diferencial como programa de Web Crawling é apresentar resultados de pesquisa detalhados de concorrentes, sendo possível, então, comparar seu site e montar estratégias assertivas.

DataparkSearch

DataparkSearch consegue otimizar buscas dentro de sites, sistemas locais e na própria internet. Seu grande diferencial como ferramenta é possuir um código aberto, acessível a todos os profissionais e especialistas.

HTTrack

HTTrack, por sua vez, permite o download de sites da World Wide Web da Internet para um computador local, permitindo ter acesso a arquivos, imagens, ou qualquer outra documentação pertinente a um servidor.

Crawljax

Crawljax é uma ferramenta pertencente ao GitHub. Usando um java web, ele tem o objetivo de indexar aplicativos dinâmicos e com desenvolvimento de código na técnica AJAX. Assim como o DataparkSearch, essa ferramenta também é open source.

Por que você deve ter atenção aos web crawlers?

Portanto, os Web Crawlers são mecanismos essenciais para aqueles que desejam ser encontrados no mundo online e ainda proporcionar a melhor experiência aos usuários.

Se você chegou até aqui, provavelmente deve ter percebido como os bots rastreadores são ferramentas utilizadas constantemente no seu dia a dia, sobretudo quando se faz um planejamento em marketing digital.

Você pretende integrar um spider com seu trabalho digital? Confira quatro benefícios que você vai ter ao implementar essa estratégia:

  • Entender o que os seus concorrentes estão fazendo;
  • Conhecer melhor seu público e definir corretamente suas personas;
  • Atrair mais visitantes e oportunidades ao seu site.

Agora que você já sabe o que é web crawler e compreende sua importância para uma boa estratégia digital, só depende de você utilizar os Web Crawlers em seu dia a dia e, consequentemente, gerar mais tráfego para seus conteúdos.

Que tal se aprofundar mais sobre o mundo da tecnologia e como ela pode revolucionar a sua carreira? Confira o programa de imersão que o IGTI preparou para os profissionais que planejam iniciar sua carreira com o pé direito ou dar aquela alavancada que está faltando.

Metodologia RUP vs Agile: conheça as suas diferenças

O gerenciamento de projetos se tornou uma das áreas mais importantes no que se trata de desenvolvimento de softwares e aplicações de tecnologia orientadas à experiência do usuário, e um dos métodos mais comuns é a Metodologia RUP. 

Atualmente, as metodologias ágeis surgem com a proposta de desburocratizar o gerenciamento de projetos, tal como o foco na melhoria contínua e na diminuição do uso de papel, fazendo com que o projeto seja executado em um curto período de tempo. 

Nesse sentido, vamos falar sobre o que é a Metodologia RUP e os métodos ágeis, traçando um paralelo entre as duas. Continue lendo e saiba mais!

O que é a Metodologia RUP?

A metodologia RUP (do inglês, Rational Unified Process) é voltada para gestão e execução de projetos, principalmente quando estes envolvem equipes grandes. 

Quando falamos de Gestão de Projetos, o RUP tem o objetivo de criar uma solução focada na organização das ações, tal como a definição dos responsáveis por cada ação dentro da organização ou do projeto.

Entretanto, para que essa solução seja focada em resultados, é necessária a utilização de diversos métodos e princípios originários das metodologias ágeis.

Sendo assim, podemos citar como exemplo de metodologia ágil o Scrum, que é uma solução focada na gestão de equipes e na melhoria contínua, estabelecendo ações focadas na efetividade e na conclusão das tarefas estabelecidas.

Sendo assim, podemos citar como exemplo de metodologia ágil o Scrum, que é uma solução focada na gestão de equipes e na melhoria contínua, estabelecendo ações focadas na efetividade e na conclusão das tarefas estabelecidas.

Outro detalhe muito importante sobre a metodologia RUP é a orientação voltada para objetivos, onde o método estabelecido não é rígido, mas sim incremental e completamente interativo entre as partes responsáveis pelos processos.

Nesse sentido, a metodologia RUP é focada na definição de atividades, deixando-as muito bem claras e definidas, a fim de reduzir a burocracia e a papelada produzida para a execução dos projetos e processos.

Além disso, esta metodologia também conta com a aplicação do modelo de ciclo de vida iterativo e incremental, já que em cada ponto de contato parte do software é desenvolvida e cada versão é superior à anterior.

Assim, a cada interação, é possível melhorar continuamente e localizar os futuros problemas de softwares em fase de desenvolvimento inicial.

Falando de suas características, a metodologia RUP é marcada pelos pequenos ciclos de projeto, formados por pequenas atividades lógicas chamadas de disciplinas, as quais formam a base do método. 

Dessa forma, as disciplinas são:

  • Modelagem de negócio, onde os processos de negócio são modelados inspirados em outros modelos já existentes;
  • Requisitos, que são a base para modelar os requisitos do software que está em construção; 
  • Análise e design, que consiste na criação de um primeiro modelo com base em modelos de arquitetura, componentes, objetos e sequências; 
  • Implementação, que consiste na aplicação dos componentes em si; 
  • Teste, que é o processo iterativo efetuado junto com a implementação do software; 
  • Implantação, que consiste na criação de uma versão do software, instalando-a no local de trabalho dos usuários; 
  • Gerenciamento de configuração e mudança, que dá a base para o gerenciamento do processo em si para realizar as mudanças necessárias no software; 
  • Gerenciamento de projeto, que consiste na organização e gerenciamento do processo de desenvolvimento do software; 
  • Ambiente, que está relacionado à disposição de ferramentas para executar o trabalho em si. 

Nesse sentido, é possível perceber que a metodologia RUP é focada em boas práticas de engenharia e desenvolvimento de software, tendo como base os processos de melhoria contínua, modelagem, verificação de qualidade e controle das mudanças do software.

Quais os principais objetivos do RUP?

De modo geral, a metodologia RUP é baseada no modelo conhecido como Unified Modeling Language (UML), o qual possui uma estrutura de trabalho direcionada para objetivos.

Dentro da engenharia de softwares, a UML é composta por uma linguagem muito específica, a qual define uma sequência de artefatos, auxiliando na execução das tarefas que compõem todo o processo de desenvolvimento do software em si.

Estas são descritas em formas de diagramas, todos eles distintos entre si. 

É importante destacar que todos os processos, técnicas e práticas utilizadas dentro da metodologia RUP são testadas e comprovadas no requisito efetividade, dentro das próprias indústrias de softwares e gerenciamento de projetos

Nesse sentido, todo o método pode ser adaptado conforme o tamanho da equipe e a complexidade do projeto, tornando o processo ainda mais ágil.

Além disso, esta metodologia é executado a partir de três perspectivas, sendo elas:

  • Perspectiva dinâmica, onde são elencadas as 04 (quatro) fases de vida do projeto, que falaremos a seguir;
  • Perspectiva estática, onde as atividades são realizadas ao longo do ciclo de vida do projeto, conceituadas como workflows; 
  • Perspectiva prática, onde estão as boas práticas da gestão de projetos, tal como as recomendações de melhoria contínua para que o projeto seja executado perfeitamente.

Conhecendo as perspectivas e o que compõe cada uma delas, vamos falar sobre as fases da metodologia RUP e o que é realizado em cada uma delas.

As 4 fases do RUP

Como dito anteriormente, as 4 fases da metodologia RUP estão inseridas na perspectiva de desenvolvimento dinâmico, e aqui são criados o planejamento que dá origem ao projeto, tal como a mensuração de recursos, implementação, testes e outras perspectivas.

A seguir, vamos explicar como cada fase funciona e qual a sua contribuição dentro do gerenciamento de projetos.

Concepção

A fase de concepção do projeto é marcada, especificamente, pela elaboração do planejamento do projeto em si junto aos interessados, sejam eles clientes, investidores e outras partes que compõem o projeto. 

Nesta fase, os stakeholders têm o importante papel de descrever os requisitos para o desenvolvimento do sistema, traçando um parâmetro para o processo de criação em si.

Além disso, esta fase possui curta duração e tem como principal objetivo orientar a equipe, analisar a viabilidade do projeto como um todo e definir os primeiros para a sua execução.

Elaboração

Na fase de elaboração, é realizado o levantamento dos casos, estudos base, modelos que possam orientar o projetos e documentos, a fim de construir as primeiras premissas do projeto. 

Após realizar todo o levantamento e a construção dos primeiros parâmetros do projetos, é construído um plano contendo todas as especificidades e descrições, detalhando o desenvolvimento ao máximo para que ele seja executado com excelência.

Construção

Na fase de construção, temos a produção do produto em si, e como a metodologia RUP é pautada no desenvolvimento de softwares, este momento é marcado pela criação dos códigos que irão compor o produto em si. 

Em seguida, são realizados os primeiros testes para avaliar a qualidade do projeto e assim seguir para a fase de transição.

Transição

Por fim, temos a fase de transição, que consiste na transição da fase de testes para a implementação do projeto em si. 

Após a realização de todos os testes e melhorias do projeto, é o momento de dispor o produto para o consumidor final, entregando o projeto. 

Aqui, também são realizados os treinamentos com o consumidor, para que o produto final ofereça a solução que o usuário precisa de fato.

Por se tratar de um projeto, é fundamental que todas as fases sejam orientadas e que a equipe trabalhe de maneira alinhada, sempre com foco nas melhores práticas e na qualidade do projeto.

Quais as diferenças e semelhanças entre o RUP e o Scrum?

Falando do gerenciamento de projetos, as metodologias ágeis vieram para revolucionar a área e os procedimentos como um todo. Aqui, as duas metodologias mais utilizadas são o RUP e o Scrum, mas afinal, quais as semelhanças e diferenças entre os dois métodos?

Principais semelhanças

Primeiramente, é importante compreender que o Scrum é um modelo de gerenciamento de projetos focado na otimização de processos, principalmente no que se trata de criação e construção de algo.

Assim, a proposta do Scrum é desburocratizar os processos, e isso vai desde os primeiros passos de planejamento até a entrega do projeto em si, sendo uma metodologia focada em melhoria contínua. 

Sendo assim, um dos pontos de semelhança entre a metodologia RUP e o Scrum são as suas origens, já que ambos surgiram em meio ao desenvolvimento de softwares, com o objetivo de solucionar problemas e tornar os processos mais assertivos.

Além disso, o RUP e o Scrum também têm foco na documentação, as quais servem de base, ou melhor, manuais para a execução de projetos futuros. 

Outro ponto de contato entre os dois métodos são os processos iterativos e incrementais, além do foco no método e abordagem ágil.

Sabendo os principais pontos de contato entre as duas metodologias, passamos às suas principais diferenças. 

Principais diferenças

Quanto às diferenças, as mais notórias estão nas estruturas de trabalho de cada metodologia, o que acontece devido ao próprio desenvolvimento de cada método.

Por si só, o Scrum tem uma proposta mais ágil, possuindo um  ciclo de vida focado em artefatos e eventos, focados sempre na melhoria contínua do processo, denominados como sprints.

A proposta é que todo o projeto seja executado dentro do prazo de 30 dias, enquanto o RUP possui todo um padrão de metodologia, dividido em fases, e cada fase já possui o seu próprio objetivo definido. 

Também podemos citar como uma das principais diferenças entre as duas metodologias o tempo do processo de interação, pois o RUP possui um ciclo muito maior do que o Scrum, principalmente pelo fato do RUP ser um método unificado, focado na entrega e na experiência do usuário.

Conhecendo as duas metodologias, você deve estar se perguntando: e agora, como escolher a melhor metodologia?

Como escolher a melhor metodologia?

O primeiro passo para escolher qual a melhor metodologia é compreender que não existe uma melhor que a outra, e sim, metodologias que mais se adequam à sua necessidade. 

Por isso, é fundamental que você tenha em mente quais as suas necessidades, expectativas, ciclo de vida do produto ou projeto, tempo e recursos disponíveis, para assim escolher o método de trabalho. 

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Spark: entenda sua função e saiba mais sobre essa ferramenta

Spark é um poderoso framework desenvolvido no AMPLab e posteriormente repassado para a Apache Software Foundation.

Ele foi desenvolvido com o objetivo de aumentar o processo de computação do Hadoop. Essa era uma importante ferramenta que resolvia alguns grandes problemas da computação e que dominou o mercado de Big Data por anos. 

Como algumas questões não poderiam ser resolvidas pelo Hadoop, várias novas ferramentas foram criadas. Uma delas foi o framework Apache Spark. 

Agora, o Spark é utilizado por milhares de empresas que precisam lidar com dados muito grandes ou complexos para os bancos tradicionais.

Quer conhecer melhor essa ferramenta tão importante para os processos de TI de uma corporação? Descobrir para que serve o Spark no Big Data? Então, continue a leitura!

O que é Spark?

O Apache Spark, ou simplesmente Spark, é um mecanismo de análise unificada para código aberto em computação distribuída. Sua principal função é o processamento de dados em grande escala (Big Data) com módulos integrados para SQL, streaming, machine learning e processamento de gráficos.

Esse mecanismo multilíngue é capaz de executar projetos em engenharia de dados, ciência de dados e aprendizado de máquina de nó único. É, portanto, uma ferramenta simples, rápida, escalável e unificada.

Os principais elementos do Spark são:

Além disso, o mecanismo do Spark no Big Data se integra às estruturas selecionadas pela empresa, ajudando na escala de milhares de máquinas.

Para que serve o Spark?

Utilizado por empresas que desejam aumentar a produtividade do desenvolvedor e criar fluxos de trabalho complexos, o Spark é uma ferramenta cheia de benefícios.

Com sua estrutura de processamento paralelo em software livre, ele dá suporte ao processamento na memória, aprimorando, assim, o desempenho de aplicativos que analisam Big Data.

Este atua com o propósito de processar grandes conjuntos de dados de forma simultânea e distribuída.

Desse modo, o Spark serve para facilitar o desenvolvimento de aplicações de processamento de grandes volumes de dados.

Outra vantagem é que algoritmos iterativos de machine learning são facilmente implementados por meio do software. Além disso, ao utilizá-lo, os usuários podem se conectar a qualquer fonte de dados e apresentá-la como tabelas para uso em SQL.

Quais linguagens o Apache Spark suporta?

O Spark é um conjunto de bibliotecas que podem ser programadas com algumas linguagens de programação. Estas são:

  • Java;
  • Python;
  • Scala;
  • SQL;
  • R;
  • Linguagens .NET (C#/F#).

Apesar do Spark ser utilizado na linguagem Python e Java, que contam com milhões de desenvolvedores, o Scala é melhor projetado para trabalhar com o Apache Spark. Isso ocorre porque o recurso oferece uma maior redução no número de linhas de código ao desenvolver uma aplicação.

Quem pode utilizar o Spark?

Com o crescente número de tecnologias surgindo a todo momento, é sempre interessante estar informado quanto aos benefícios de cada uma.

O Spark, por exemplo, é um tipo de estrutura muito buscada por empresas que têm um grande número de dados. A rotina atual dessas gera uma grande quantidade de informações e, por isso, é primordial conseguir fornecer e analisar dados em tempo real.

Para se ter uma ideia, alguns desses negócios acumulam um banco de dados tão vasto que sua capacidade de armazenamento chega aos terabytes.

Potências mundiais como Uber, Netflix, Yahoo e eBay, por exemplo, fazem uso deste tipo de ferramenta. Nesses casos, o Spark é usado com a finalidade de processar coletivamente múltiplos petabytes de dados em clusters de mais de 8.000 nós.

Mas, não precisa estar entre as gigantes para recorrer a este mecanismo de análise. Qualquer empresa empenhada em se adequar à transformação digital e que almeja velocidade de coleta de dados pode se beneficiar do Spark com o Big Data.

Além disso, graças ao suporte do Spark em diferentes linguagens de desenvolvimento, a sua utilização pode ser facilmente adotada por todo o time de dados. Por exemplo: 

  • engenheiro de dados: para o processo de extração, transformação e carga dos dados;
  • cientista de dados: pode aplicar modelos de machine learning por meio das bibliotecas MLlib ou GraphX (que falaremos mais a seguir);
  • analista de dados: relatórios e insights interessantes podem ser gerados pelo SparkSQL sobre o volume de dados da empresa.

< Veja mais: Ciência de Dados vs. Engenharia de dados: entenda a diferença / >

Quais as vantagens do Apache Spark?

A empresa que optar por usar o Spark vai ter em mãos uma ótima ferramenta de simplificação de tarefas.

Mas, não é só isso. São inúmeras as vantagens de se implementar o Apache Spark e, a seguir, separamos os principais benefícios da ferramenta.

  • Integração: agrega recursos complexos e relevantes, como machine learning e algoritmos de gráfico, por exemplo;
  • Velocidade: atinge alto desempenho para dados tornando-se, assim, um otimizador de consulta e um ótimo mecanismo de execução;
  • Facilidade: a ferramenta conta com mais de 80 operadores de alto nível que possibilitam a criação de apps paralelos;
  • Ampla biblioteca: as opções são de nível superior e possuem suporte para consultas SQL, streaming de dados e aprendizado de máquina, por exemplo;
  • Inovações do framework de código aberto: o sistema é apoiado por comunidades globais unidas. Assim, novas ideias surgem a todo momento, permitindo um desenvolvimento constante da plataforma. 

Como funciona o Apache Spark na prática?

Como já falamos, o Apache Spark é um framework de execução que tem um conjunto de instruções escritas por um desenvolvedor com propriedades atraentes para a manipulação de dados.

No mecanismo, todas as operações são executadas em memória RAM em um conceito conhecido como Resilient Distributed Dataset (RDD).

Vamos detalhar, a seguir, alguns destes facilitadores. Confira!

Machine Learning

Machine Learning ou Aprendizado de Máquina é um sistema que utiliza algoritmos para analisar uma grande quantidade de dados.

A máquina é capaz de modificar seu comportamento autonomamente, tendo como base a sua própria experiência. Ou seja, ela faz análises estatísticas por meio do reconhecimento de padrões dessa amostra e, com isso, consegue tomar uma decisão baseada em previsões.

O Machine Learning é comumente usado para problemas analíticos avançados. No Spark, as tarefas relacionadas a esta área estão incluídas no Directed Acyclic Graph (DAG). Isto é, um grafo direcionado.

Assim, não existem loops e o caminho de processamento é sempre bem definido. 

Data Science em escala

Data Science é uma área do conhecimento que estuda informações, processos e realiza a análise de dados. Por ser um framework com amplo suporte a diferentes estratégias, o Apache Spark consegue processar diferentes tipos de Data Science.

Desse modo, ele fornece uma ajuda especializada para cientistas de dados, pois permite uma análise de dados interativa. Ou seja, como vimos, Apache Spark suporta linguagens como Python, Scala, SQL, etc.

Por meio destas e outras ferramentas, o cientista de dados consegue realizar estudos aprofundados e assim, apontar tendências, comportamentos e possíveis acontecimentos.

SQL Analytics

SQL é a linguagem padrão universal usada na ciência de dados para operar os bancos de SGBDs. Assim, os cientistas que têm experiência em trabalhar com análises de dados relacionais e SQL encontrarão a familiaridade com as tabelas do Spark DataFrame.

O Spark permite realizar várias transformações utilizando linhas e colunas, além de permitir realizar operações de agregação de janelas.

Streaming de dados

Dados em streaming, em resumo, é um agrupamento de registros e informações geradas a partir de fontes como sensores, tráfego de servidores e pesquisas online.

O Spark Streaming facilita a criação de fluxos de processamento tolerantes a falhas sobre dados em tempo real.

Além disso, a funcionalidade é compilada em lotes com um intervalo predefinido e cada um é tratado de maneira individual, sob o formato de arquivos RDD.

Entendendo a arquitetura do framework

Basicamente, existem três componentes principais na arquitetura do Spark.

  • Driver;
  • Executor;
  • Gerenciador de Cluster.

Assim, os aplicativos Spark são executados como conjuntos independentes de processos em um cluster e coordenados pelo programa de driver.

Driver

O Driver do Spark é responsável por executar o programa main e manter as informações sobre o aplicativo. Além disso, ele responde à consulta do usuário e ainda agenda e distribui tarefas aos executores.

Este recurso funciona como um aplicativo de console em C#. Uma sessão do Spark utilizando este recurso é capaz de dividir as tarefas em esforços menores, que são manipulados pelos executores.

Executores

Os executores do sistema são responsáveis ​​pelo armazenamento dos dados e pela implementação dos códigos distribuídos.

Cada executor, ou nó de trabalho, como também é conhecido, fica no cluster. Este recebe uma tarefa do driver e executa essa tarefa.

Gerenciamento de cluster

O Apache Spark executa o código em vários nodes, sendo necessário um processo que gerencie esses recursos. Assim, o framework emprega um gerenciador de cluster para controlar os recursos disponíveis. 

Ao se comunicar com o driver e os executores, o mecanismo tem o poder para gerenciar:

  • alocação de recursos;
  • divisão de programa;
  • execução do programa.

5 principais elementos do Apache Spark

Para executar sua função, o Apache Spark utiliza cinco elementos:

  • Spark Core;
  • Spark SQL;
  • Spark Streaming;
  • MLlib;
  • GraphX.

Veja, a seguir, como funcionam!

Spark Core

Contém as funcionalidades básicas do framework, além das APIs que definem os RDD, que são a programação principal do Spark. 

Spark SQL

O Spark SQL é um pacote para tarefas com dados estruturados que permite realizar consultas nos dados através de linguagem SQL e HQL.

Spark Streaming

Spark Streaming é um componente do framework que provê uma API para manipulação de dados por meio dos RDD.

Isso permite que sejam desenvolvidos projetos de manipulação de dados armazenados em memória, disco ou coletados em tempo real.

MLlib

A biblioteca MLlib é uma funcionalidade para Machine Learning que conta com diversos tipos de algoritmos.

Essa funcionalidade permite avaliação de modelos e importação de dados.

GraphX

O GraphX é um biblioteca para manipulação de gráficos e computação em paralelo e que utiliza os RDD.

Este possui operadores para manipulação gráfica e bibliotecas de algoritmos gráficos.

Por que utilizar essa ferramenta?

Além das inúmeras vantagens que já vimos, as bibliotecas do Spark podem aumentar a produtividade do desenvolvedor, além de conseguirem criar fluxos de trabalho complexos.

Além disso, ela permite que os desenvolvedores façam análise em tempo real de tudo, utilizando um ambiente facilitador para desenvolvimento web e em alta velocidade.

Aprofunde seus conhecimentos!

Como você pode ver, o Apache Spark é uma ótima ferramenta para auxiliar o trabalho dos cientistas de dados.

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Utilidade marginal: o que diz essa teoria?

Mais do que entender sobre como funciona o mercado financeiro, todo investidor precisa ter uma visão maior também sobre economia. Uma das principais razões é que há muitos conceitos que podem impactar diretamente nos resultados das empresas. E um dos mais importantes é o conceito de utilidade marginal

Compreender o seu significado é fundamental para identificar o valor de alguns ativos. Neste artigo vamos abordar os principais pontos dessa teoria, como ela é dividida, a relação dela com Bitcoins, exemplos práticos, seu impacto nas empresas e muito mais. Tudo isso para facilitar o seu entendimento sobre o tema. Aproveite o texto e boa leitura.  

O que é Utilidade e Valor Utilidade?

Quando falamos de utilidade no setor econômico, estamos nos referindo, especificamente, à medida de satisfação dos consumidores com determinado serviço ou produto. Na prática, é o quanto os clientes estão felizes com aquilo que é oferecido pelas empresas. A utilidade é capaz de mensurar as decisões de consumo, principalmente quando esse olhar é voltado para bens e serviços.

Já o valor utilidade, como diz o próprio nome, está na relação preço e valor dessas mercadorias, baseado na dependência que tanto clientes como empresas têm delas.

Por exemplo: quando um consumidor ou uma companhia usa um determinado item em larga escala, o valor de utilidade dele se torna ainda maior. Podemos dizer que uma empresa de transportes tem uma forte ligação com o ramo de combustíveis. Logo, esse é um produto de valor utilidade muito importante tanto para essa empresa, como para as distribuidoras. 

>>> Entender conceitos sobre a economia mundial é fundamental para um investidor, pois eles podem impactar diretamente os seus resultados. Portanto, busque se atualizar o máximo possível nesse sentido para que suas aplicações sejam constantemente boas escolhas. Para falar mais sobre isso, a especialista em investimentos da Faculdade XP, Clara Sodré, explica no vídeo abaixo o que – e quais – são esses indicadores. Confira:

Qual a relação com Utilidade Marginal?

A teoria de utilidade foi criada pelo filósofo Jeremy Bentham, que tinha no economista  Adam Smith uma das suas principais referências. Com o tempo, Bentham criou algumas variações, desdobrando esse conceito em vários cenários, sendo que um deles é conhecido como utilidade marginal. Esse termo tem relação direta com a teoria principal, pois é ele que mede o quanto um cliente está satisfeito ao consumir uma quantidade maior de um produto. 

O que é Utilidade Marginal Decrescente?

O conceito de utilidade, como dissemos, foi aprimorado com o tempo por Bentham. Com isso, ele sugeriu algumas variações que, juntas, ficaram conhecidas como utilidade marginal decrescente. Ela leva esse nome por, basicamente, estabelecer critérios significativos na jornada de compra de um consumidor. É possível ainda estabelecer um raciocínio lógico para entender o comportamento desses clientes, ganhando mais eficiência econômica.

Entenda a Lei da Utilidade Decrescente

A Lei da Utilidade Decrescente é uma teoria discutida essencialmente entre economistas e entusiastas desse segmento. Ela serve como explicação para entender alguns fenômenos macroeconômicos, além de validar comportamentos de consumo das pessoas. Tudo isso em decorrência da ação — muitas vezes impulsiva — das pessoas em relação à compra e venda de qualquer tipo de produto ou consumo. 

Como a teoria da Utilidade Marginal é dividida?

Bentham fez uma adaptação da sua teoria, trazendo ela para determinadas situações comportamentais dos consumidores. Com isso, ele dividiu a utilidade em 5 grupos específicos. Confira a seguir quais são eles e as diferenças entre cada um: 

Utilidade total

A utilidade se torna cada vez maior quanto mais o cliente consome um produto;

Utilidade negativa

Se aplica quando um consumidor precisa comprar mais vezes um produto que é prejudicial, ou seja, de necessidade, como um remédio;

Utilidade nula

Ocorre quando um cliente prova um produto, mas não cria a necessidade de consumi-lo novamente;

Utilidade marginal

Conforme explicamos antes, se aplica quando um cliente prova um produto, gosta e cria a necessidade de comprá-lo novamente.

Quanto a Utilidade Marginal é útil e escassa?

O conceito  de utilidade marginal é extremamente útil, pois conseguimos medir o valor que os consumidores dão aos produtos com base na necessidade e escassez dos mesmos. Muitas vezes as pessoas acabam consumindo mais do que precisam, gerando uma satisfação maior pela conquista ou aquisição. 

Porém, vamos imaginar o seguinte cenário: pense naquele país que você sempre sonhou visitar. Depois de um tempo, você consegue realizar esse sonho. Constrói memórias, cria afetos e, depois, tem o desejo de retornar ao local. Quando volta pela segunda vez, também fica extremamente feliz. No entanto, a experiência da primeira jamais será comparada, certo? 

Essa satisfação (utilidade) e a repetição da viagem (marginal) não depreciam o valor do produto, mas geram uma satisfação diferente. Por esse motivo a utilidade marginal é considerada uma teoria útil. 

Já quando falamos de escassez, podemos dizer que um diamante se encaixa nesse modelo, uma vez que é um produto raro no mercado e, com isso, acessível a apenas alguns consumidores. 

Qual a relação da Utilidade Marginal com o valor dos Bitcoins?

Quando falamos de criptomoedas, o Bitcoin é um dos ativos mais conhecidos. Sua relação com a utilidade marginal é grande, pois os investidores não aplicam nela pelo valor de mercado, mas sim pela expectativa em relação a seu uso no futuro. A principal aposta do ativo é para que vire uma forma de pagamento. Com isso, a relação valor/escassez pode valorizar ainda mais a moeda ao longo do tempo. 

Exemplo de Utilidade Marginal

Um dos principais exemplos é o paradoxo, feito pelo próprio Adam Smith, e tem relação com a água e o diamante. Diferente do diamante, a água é um recurso que tem abundância no mundo. Portanto, tem uma utilidade marginal menor. Entretanto, experimente falar isso para uma pessoa que está no deserto. Certamente essa relação se inverte, deixando a água com um valor maior que o diamante, pois é essencial à vida.  

Como é a Utilidade Marginal Decrescente nas empresas?

Nas empresas, essas teorias têm importância fundamental. Afinal, elas são, em sua maioria, as responsáveis pela oferta de produtos no mercado. Mas quando há uma grande mudança nos preços, ocorrem dois efeitos que impactam diretamente as companhias: 

Efeito substituição:

Ocorre quando há redução do preço pelo fabricante, aumento na demanda e substituição da cesta de compras do cliente, apesar da utilidade ser mantida; 

Efeito renda:

Ocorre quando há redução do preço pelo fabricante, aumento na demanda e uma percepção de acréscimo na renda real do cliente, aumentando a utilidade; 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o conceito de utilidade marginal, que tal ficar por dentro de outras informações do mundo dos investimentos? Aqui na Faculdade XP você encontra uma série de cursos para elevar o nível de sabedoria e ter propriedade sobre as aplicações do seu dinheiro. Faça já sua inscrição na super aula de Educação Financeira e saiba como melhorar a relação com a vida financeira! 

Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.