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O que é strike em opções e como identificá-lo?

Você sabe o que é strike em opções? Não? Temos certeza que se você opera no mercado de renda variável já ouviu esse termo por aí. Afinal, ele é um recurso muito utilizado no mercado de opções.

Um dos principais pontos desse tipo de investimento é que não estamos falando de um ativo propriamente dito. Na realidade, adquirimos o poder de compra (call) ou venda (put) de um determinado ativo.

Pode parecer um pouco complexo para quem está entrando nesse mercado agora. A nossa dica é que você desmembre as opções e entenda o que significa cada fator, como strike, código de vencimento, call e put.

Hoje, vamos explicar um pouco mais sobre o primeiro termo. O que é strike em opções? Como aplicar essa estratégia e, claro, quais os riscos dela.

O que é strike em opções?

Strike, também chamado strike price, é o preço de exercício de uma ação de call ou put no mercado de opções. Na prática, ele é o preço predeterminado do direito de compra e venda de um ativo. 

Por exemplo, se um investidor adquire opções de compra da PETR4A002850, ele terá o strike em opções de R$ 28,50. Como podemos afirmar isso? Bom, no próprio código temos tanto o strike quanto o prazo do contrato.

Para que você possa visualizar melhor, vamos separar esse código:

PETR4-A-002850:

  • PETR4 é o código do ativo, nesse caso estamos falando da Petrobrás;
  • A letra A refere-se ao prazo, que segue a tabela abaixo;
  • e os seis últimos dígitos definem o valor do strike*

*A última informação deve ser verificada antes de adquirir a opção, pois pode haver alguma variação nesse preço.

Agora, confira a tabela de vencimentos:

Tabela de vencimentos

*Até o mês de abril/2021, o vencimento das opções ocorre na terceira segunda-feira de cada mês. *A partir de maio/2021, o vencimento das opções ocorre na terceira sexta-feira de cada mês. *Caso na data de vencimento não tenha pregão, a data passa a ser o próximo dia de pregão. Fonte: ibovx

Para facilitar a compreensão veja o exemplo numérico abaixo:

Como calcular strike de opções?

Vamos imaginar que hoje a ação da Petrobrás está em R$ 25,00, mas você acredita que ela deve se valorizar muito até janeiro de 2023. O ideal, portanto, é adquirir o poder de compra a um preço próximo de R$ 25,00.

Mantendo o exemplo anterior, poderíamos ter a opção: PETR4A002850. Mas por que alguém compraria a um valor superior ao atual? Porque estamos falando de um mercado futuro. Se você acredita que as ações podem chegar a R$ 40,00 e tem um strike de compra a R$ 28,50, terá um ótimo rendimento, certo?

Vale ressaltar que a título de explicação, estamos desconsiderando taxas e impostos.

Resumindo, você pagou uma “taxa” de R$ 3,50, mas pôde concretizar a ação com um valor abaixo do de mercado.

Se o valor, na data de liquidação do contrato, estiver abaixo de R$ 28,50, você pode não exercer esse direito. Afinal, é mais interessante comprar a ação na própria bolsa. E, nesse caso, o valor investido “vira pó”, ou seja, você perde o capital.

A menos que opte por negociar esse direito de compra no mercado.

[+Bônus!] Dicas sobre o strike em opções

Os ganhos e perdas do mercado de opções estão relacionados à diferença entre o preço de mercado, no vencimento, e o strike da opção. Quando esses valores são iguais, não há resultados reais, ou seja, ele não perde, nem ganha.

Outra dica que precisamos deixar clara é que quando acreditamos que uma ação vai subir, devemos adquirir o direito de compra por um valor prefixado. Afinal, o preço de mercado, no fim, será maior que o nosso strike de call.

O contrário também é válido, se pensamos que determinado ativo vai cair, adquirimos o direito de venda (put).

>>> Quer saber mais sobre Call e Put? Confira nosso conteúdo: Call e put: o que significa e TUDO sobre os tipos de opções

Você deve ter notado que estamos falando de um mercado que pode ser extremamente flutuante. Dependendo, claro, de fatores externos, da solidez do ativo atrelado, etc. É muito comum, portanto, que os investidores aloquem uma porcentagem pequena do seu patrimônio.

Assim, é possível gerenciar melhor os riscos e evitar comprometer o seu patrimônio. Você talvez já tenha escutado que é possível enriquecer muito rapidamente com opções. Sim, não deixa de ser uma verdade, mas é um mercado extremamente arriscado.

Para obter lucros excepcionais, muitas vezes, lançamos mão de riscos exorbitantes. Por isso, a dica mais importante para operar no mercado de opções é investir o percentual do seu patrimônio incluso nas suas perdas aceitáveis. Ou seja, aquele valor que você está disposto a arriscar para conquistar rendimentos maiores.

Falando em riscos…

Principais riscos e vantagens do strike em opções

Como você já deve imaginar, o mercado de opções é de alto risco e não é recomendado para iniciantes, ou investidores com perfil conservador.

Apesar de ser extremamente democrático em relação ao aporte inicial, o seu funcionamento é um pouco mais complexo e demanda análises mais aprofundadas.

Afinal, não estamos falando de apostas aleatórias. É preciso, portanto, compreender o funcionamento do mercado, suas oscilações e impactos macroeconômicos. As expectativas em relação à valorização e desvalorização precisam estar baseadas em dados e análises reais.

Diferentemente dos ativos de renda fixa, no mercado de opções, o investidor pode perder todo o valor investido, se o comportamento do preço não for favorável a sua posição. Quando o valor no vencimento, por exemplo, for inferior ao preço de mercado, as opções expiram e o investimento pode “virar pó”.

No caso da venda descoberta, ou seja, vender uma opção (sem ter o ativo) os riscos são ainda mais elevados. O investidor pode perder várias vezes o valor que investiu caso a empresa quebre.

Em alguns casos, os prejuízos podem ser ilimitados, dependendo da alavancagem realizada. Afinal, com essa estratégia multiplica-se a rentabilidade, mesmo com poucos recursos, para isso o investidor faz uma espécie de empréstimo. Isso, claro, também potencializa os riscos da ação.

Por isso, o ideal é procurar gerenciar os riscos investindo de forma racional e analítica.

Reiterando que o mercado de opções demanda muito conhecimento e experiência em renda variável. Da mesma forma que podemos ter rentabilidades incríveis no curto prazo, com boas escolhas, os prejuízos também podem ser altos.

Para te ajudar a entrar no universo das opções de strike, a escola da XP Inc reuniu os melhores do mercado para construir um curso completo sobre o tema: Como começar a lucrar com Opções. Clique no banner abaixo agora mesmo e garanta sua vaga!

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Entenda se o título de capitalização vale a pena como investimento financeiro

O título de capitalização vale a pena, como parece o marketing de venda? Conhecido por ser um recurso de concorrência de prêmios e com a proposta de render dinheiro, o título de capitalização é, sem dúvida, uma promessa bastante tentadora.

Credenciado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), ele oferece diversas vantagens aos contratantes. A premissa é economizar dinheiro e disputar prêmios durante todo o período de aplicação. Mas, de fato, ele é benéfico ou ilusório?

Neste artigo explicamos como funciona o título de capitalização e se vale a pena investir cada centavo. Acompanhe a gente!

O que é título de capitalização?

O título de capitalização é um título comercializado por instituições de capitalização e financeiras. Na prática, o contratante concorre a prêmios, sendo que no dia do vencimento resgata o dinheiro investido.

Como funciona o título de capitalização?

O título de capitalização se assemelha a uma poupança compulsória, ou seja, o banco se responsabiliza por debitar o dinheiro da conta do participante para viabilizar o pagamento da aplicação. Nesse contexto, existem normas estabelecidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) para o funcionamento adequado do processo. Vamos entender abaixo:

Pagamento do título

O pagamento do título pode ser feito de três modos:

  • Pagamento único: realizado durante a compra do título;
  • Pagamento mensal: por débitos programados durante o período da aplicação. Esse tipo de pagamento é obrigatório para títulos com vigência de 12 meses;
  • Pagamento periódico: feito conforme os prazos definidos pelo cliente, com validade apenas para títulos com vigência acima de 12 meses.

Valores dos pagamentos

Os pagamentos dos títulos são mensais e têm valores fixados divididos em três categorias:

  • cota de capitalização (serve para formar o capital acumulado);
  • valor para custear os sorteios;
  • despesas administrativas.

Uma vantagem é que para o uso do título de capitalização não há cobrança de taxa de contratação.

Sorteios

Os sorteios são feitos em datas programadas informadas com antecedência para os titulares acompanharem o sorteio. Além disso, há um auditor independente que supervisiona os sorteios.

Resgate do investimento

Alguns títulos de capitalização têm prazo de carência para resgate. No caso, se o titular necessitar resgatar o dinheiro no período ou se o título for cancelado, o pagamento será realizado apenas quando terminar o prazo de carência, proporcional aos valores pagos menos os descontos da quebra de contrato.

Por outro lado, se o resgate for solicitado após o prazo de carência, mas antes da data do vencimento, o valor será proporcional ao tempo de pagamento.

Afinal, o título de capitalização vale a pena?

Alguns critérios podem fazer você não querer optar pelo título de capitalização, embora seja um tipo de aplicação que gera retorno financeiro quando bem aplicado. Em geral, ele compensa em poucas situações, o que veremos a seguir.

Substitui a poupança tradicional

As regras dos títulos de capitalização, como o valor do pagamento, prazo e as penalidades em torno da quebra de contrato, proporcionam ao contratante guardar os valores investidos, tornando-se então um recurso extra para quem não consegue armazenar dinheiro em uma poupança, por exemplo.

Substitui os jogos de loteria

A aposta nos jogos de loteria geralmente faz com que o jogador invista cada vez mais dinheiro até receber um valor considerável. Em contrapartida, o título de capitalização ajuda a reduzir gastos, já que é possível resgatar parte do valor de volta no final.

Mas, para ter um valor considerável em mãos, é importante analisar os tipos de prêmios e a diferença entre o total pago e o devolvido.

Proteção das instituições bancárias

Esse tipo de investimento não está incluído no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), então a segurança do título de capitalização dependerá da instituição financeira responsável pela comercialização. Desse modo, é fundamental avaliar o histórico da empresa responsável para verificar se ela é de confiança e reduzir os riscos.

Baixo rendimento

O título de capitalização tem rendimento baixo, em muitos casos, quase inexistente, isso porque está atrelado à Taxa Referencial (TR), que geralmente tem valor próximo a zero.

Portanto, normalmente o valor resgatado do título é o que foi pago pelo investidor, sem acréscimos, o que significa perda do poder de compra.

Quais investimentos alternativos podem ser válidos?

Podemos perceber ao longo do artigo que o título de capitalização vale a pena em situações remotas, como a substituição de uma poupança tradicional ou jogos de loteria, por exemplo, além de ser um recurso com prazo certo e retorno, por menor que seja.

Mas se você busca investimentos mais palpáveis, é possível diversificar sua carteira com produtos de renda fixa, como CDB, Tesouro Direto, LCI, LCA, CRI, CRA, por exemplo. 

Os benefícios dessas aplicações são garantir maior poder de compra do investidor e um aumento da rentabilidade a longo prazo. 

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Neste material você vai entender porque os produtos de renda fixa são tão seguros ou mais do que a caderneta de poupança, além de aprender com montar uma carteira diversificada com segurança. 

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Quais são os reais efeitos da inflação na economia? E como reverter o quadro de alta dos preços?

Os efeitos da inflação mexem com a cabeça do brasileiro há muito tempo. Entre as décadas de 80 e 90, por exemplo, a hiperinflação com superação acima dos 80% fez com que muitas pessoas perdessem dinheiro e diminuíssem drasticamente o nível de compras. 

Em 2021, o mercado financeiro elevou novamente a estimativa, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevendo uma alta já em 2022.

Segundo o Banco Central, o IPCA de 2020 subiu de 10,12% para 10,15%. E se confirmada a previsão, esta será a primeira vez que a inflação atinge o nível de dois dígitos desde 2015, quando o IPCA somou 10,67%.  Para se ter uma ideia, a inflação de 2021 está no patamar de 3,75%, considerando uma meta entre 2,25% e 5,25%. 

Nesse sentido, o principal objetivo do governo é controlar os efeitos da inflação. Mas, de fato, por que ela surge? Como é feito o cálculo? Explicaremos essas e outras questões ao longo deste artigo. Continue com a gente!

O que é inflação?

Inflação é um termo da economia para denominar o aumento dos preços de bens e serviços, o que reflete na redução do poder de compra do consumidor final. 

Como ponto de referência, o IPCA é o índice que controla o sistema de metas para a inflação. Este indicador prevê o custo dos produtos e serviços, e como eles podem alterar o hábito de vida das famílias brasileiras com remuneração entre um e 40 salários mínimos. 

O IPCA considera os seguintes produtos e serviços em seu cálculo:

  • alimentação e bebidas;
  • vestuário;
  • comunicação;
  • transportes;
  • saúde e cuidados pessoais;
  • artigos de residência;
  • despesas com habitação;
  • despesas pessoais;
  • despesas com educação.

Resumindo, a inflação interfere diretamente na economia. Quanto mais houver procura por produtos e serviços mais escassos, maior será o valor dos preços. 

Quais são os efeitos da inflação?

Como os preços aumentam, o mercado se reajusta para cobrir os custos provocados pela inflação. Resultado: efeitos que mexem com o cenário econômico. 

Entre os principais problemas relacionados ao efeito da inflação, destacam-se o aumento da custa da dívida pública; o encerramento ou a não abertura de novos projetos, o que, consequentemente, desmotiva os investidores; além de prejudicar o poder de compra das famílias com menor poder aquisitivo, refletindo na redução de produtos no mercado, por exemplo. 

De uma maneira mais detalhada, os efeitos da inflação estão conectados, ou seja, uma ação gera uma reação. 

É possível identificar que com a alta dos preços, as pessoas comecem a comprar menos. Esse desinteresse faz com que as empresas produzam menos, por outro lado, os empresários têm medo de aumentar os valores dos produtos porque sabem a reação do consumidor. 

Essa oscilação em uma trajetória de vai e volta sem sair do lugar faz com que os investidores percam o interesse de investir no país, então começam a desviar o capital para localidades mais estáveis. 

Portanto, os efeitos da inflação da economia normalmente são prejudiciais, causando danos no bolso do consumidor e em todo o mercado. Por outro lado, em caso de inflação controlada, o cenário é de crescimento econômico. 

Como é calculada a inflação?

Para chegar a um consenso, o cálculo da inflação é feito na seguinte ordem:

  • 1. Amostra de domicílios: pesquisadores conversam com famílias para saber o que elas compram;
  • 2. Peso dos produtos: são definidos os produtos da casa e o peso para usar no cálculo da inflação. Assim, o peso do feijão é maior que o da lentilha por ser mais consumido, por exemplo;
  • 3. Comércio: os pesquisadores escolhem a lista de comércio onde os preços são checados;
  • 4. Questionário: uma lista é feita em locais que devem ser visitados e produtos que precisam ser analisados;
  • 5. Na rua: questionário semanal nos estabelecimentos para coletar o preços dos produtos;
  • 6. Entrega: os pesquisadores entregam os preços coletados aos técnicos, que, por sua vez, irão processar os dados e começar a calcular os índices;
  • 7. Erros: se houver grande diferença em relação ao preços do mês anterior, o pesquisador volta ao estabelecimento para realizar uma nova checagem;
  • 8. Cálculo: A inflação é calculada por meio da variação dos preços de um período para o outro. 

Como é controlada a inflação?

  • Aumento da taxa de juros Selic: os consumidores param de comprar produtos com alto valor, como resultado, os preços caem; 
  • Redução de gastos do governo: assim o governo não precisa emitir moeda para quitar as despesas ou aumentar os impostos;
  • Aumento de produção: mais produtos no mercado pode significar aumento de oferta e queda de preços. 

Como se proteger da inflação?

Diante o efeito direto no bolso do investidor, é fundamental buscar formas de se proteger da inflação, ainda mais quando se trata do Brasil, que sofre há anos com a recorrência da disparidade dos preços de produtos. 

Uma dica para se proteger da inflação é investir em:

  • Tesouro IPCA: Conta com remuneração híbrida, isto é, tanto pré-fixada quando pós-fixada;
  • LCI E LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio: um incentivo é a isenção do Imposto de Renda;
  • CRI E CRA (Certificados de Recebíveis Imobiliário e Agronegócio): rentabilidade mista, assim como acontece no Tesouro IPCA+, cujas parcelas são mínimas de juros anuais somadas a variação da inflação;
  • ETFs: a grande vantagem é a diversificação na carteira por meio de uma única aplicação;
  • Debêntures: a rentabilidade varia de acordo com a preferência das companhias, podendo ser pré-fixada, pós-fixada ou híbrida. 
  • Fundos de Renda Fixa: a alta diversificação, a praticidade e a gestão profissional são vantagens para quem investir nesse ativo;

Esses investimentos de renda fixa possibilitam que o capital aplicado aumente o desempenho do indexador. 

Ou seja, durante a alta da inflação, o dinheiro irá replicar esse comportamento e permitir a proteção do poder de compra do consumidor. 

Mas vale frisar que esses tipos de investimentos são mais arriscados, sendo então pensados para médio e longo prazo.

Os Fundos de Índice (ETF) que replicam determinado índice de variação também podem ser considerados como proteção da inflação. 

Acompanhe o vídeo e saiba como os indicadores econômicos impactam seus investimentos:

 

Aprendendo a lidar com os efeitos da inflação

Agora ficou mais claro como os efeitos da inflação afetam o poder de compra do consumidor, não é?

Também deu para perceber que o governo brasileiro tem de controlar a inflação para que a circulação de produtos continue e o país não entre em colapso financeiro.

É por isso que acompanhar os indicadores econômicos podem ajudá-lo a reverter a situação, pois você começa a comprar os preços dos produtos, ver o quanto gasta em cada um, e a prever o aumento deles.

Para fortalecer seu conhecimento sobre inflação, invista no curso Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores, no qual você irá entender a profundidade das políticas monetária, fiscal e cambial e como eles impactam em uma carteira de investimentos.

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6 passos para você montar uma estratégia de Setup Trader

Quem faz investimentos de alto risco precisa estudar bastante para fazer suas operações. É fundamental analisar gráficos, entender conceitos, avaliar tendências e muitas outras variáveis que podem impactar os rendimentos. E se você está pensando em começar a sua jornada como trading, precisa dar o primeiro passo. Para isso, é necessário compreender o conceito de setup trader

Esse recurso é essencial para obter mais eficiência nas operações. Afinal, ter uma boa visão do mercado pode trazer ótimos resultados. Neste artigo falaremos um pouco mais sobre essa técnica, qual a importância dela, como desenvolver uma estratégia própria e mostrar algumas plataformas para auxiliar você no dia a dia. Aproveite o texto e boa leitura! 

O que é setup trader?

O setup trader é um conjunto de técnicas que pode ser utilizado no dia a dia de uma pessoa que opera day trade na Bolsa de Valores. Ele é baseado em regras que podem indicar a hora certa para comprar ou vender um ativo. Por isso, possui uma importância fundamental para quem deseja fazer esse tipo de operação. 

Geralmente, cabe ao próprio investidor estabelecer essas regras para determinar a entrada ou a saída de um papel. Essa é uma forma mais fria e assertiva para fazer as operações, uma vez que é você quem determina alguns parâmetros mínimos para tomar uma decisão. Assim, é possível operar sem se deixar levar por especulações e tendências que podem não ser confirmadas. 

Como um setup trader funciona?

O setup trader funciona por meio de uma série de fatores que são estabelecidos pelo investidor. Por isso, ele depende das escolhas do próprio trader. Portanto, é fundamental conhecer a fundo essa técnica para que os resultados sejam bons e, as perdas, reduzidas. Mas como ele funciona na prática?

Ao definir esses padrões, o investidor consegue automatizar essas regras, garantindo uma segurança maior nas operações. Ao acessar o home broker, é possível setar alguns parâmetros que, ao atingi-los, o sistema executa na hora a venda ou a compra de um ativo. Com isso, é possível deixar tudo planejado de acordo com os seus estudos. 

>>> Consistência e gerenciamento de risco são fundamentais em qualquer estratégia de investimentos. Quando falamos de day trade, então, isso é ainda mais importante. Sabendo disso, a especialista em investimentos, Ariane Campolim, e o trader Zé Rico, bateram um papo sobre isso. Confira dicas importantes de quem sabe os riscos desse mercado. Dê o play no vídeo abaixo e aproveite: 

 

Qual a importância de ter um setup trader?

Ter uma estratégia de setup trader é extremamente importante, pois é ela quem vai nortear todas as suas negociações. É uma forma mais direta de atingir os seus objetivos, sem abrir mão dos conceitos que você enxerga como fundamentais dentro das suas metas. 

Com tanta volatilidade que há no mercado, é necessário reunir o máximo de informações e dados possíveis. São eles que vão dar embasamento para as suas decisões, além de diminuírem um pouco os eventuais riscos que toda operação está sujeita a ter. 

Como desenvolver seu próprio setup trader?

Para ter sucesso utilizando essa estratégia, é necessário, além de muito estudo, bastante dedicação. Por isso, você é a única pessoa responsável por montá-la de acordo com os seus objetivos financeiros. Vale lembrar que nenhuma operação garante retorno e, mesmo com essa estratégia, ainda estamos falando de risco alto. Para ajudar a montar o seu setup, separamos algumas dicas importantes a seguir. Confira: 

Conheça seu perfil

Uma das primeiras coisas que você precisa pensar é no seu perfil de investidor. Ainda que operar em trade tenha um risco alto, há perfis dentro dessa categoria também. Por exemplo: existem traders que preferem operações mais longas e outros que têm foco em negociações mais curtas. Isso muda a forma de leitura de gráficos.

Traders que preferem negociar em um prazo menor observam sinais de entrada e saída nos gráficos de acordo com o potencial de retorno desejado. São negociações rápidas que podem ser finalizadas em questão de horas conforme o lucro planejado.

Já quem escolhe períodos mais longos precisa ficar de olho em padrões de gráfico que sugerem uma tendência de alta. Com isso, o investidor compra antes desse movimento, estabelece um preço alvo, chamado de stop, e executa a operação assim que o ativo atinge o valor planejado. Portanto, defina qual o perfil de atuação você deseja ter. 

Conheça o mercado

Este passo é importante para você aproveitar as oportunidades que o mercado oferece. Essa é uma das principais formas de ter sucesso em suas operações. Afinal, identificar o que faz os preços caírem ou subirem é uma informação preciosa não só neste tipo de investimento, mas em outros formatos também. 

A lei da oferta e procura, muito comum na economia, é também aquela que rege o movimento dos preços na Bolsa de Valores. Sendo assim, é fundamental observar papéis que tenham muitos interessados, tanto em vendê-los como em comprá-los. Com essa informação em mãos, é possível ter uma ideia do que pode acontecer com o papel no futuro. Uma boa dica é acompanhar o book de ofertas da B3. 

Defina sua técnica de análise do setup trader

Após os passos anteriores, é hora de definir qual análise técnica vai ditar a sua estratégia de setup trader. Geralmente, quem atua nessas operações se baseia nas duas análises mais importantes: a técnica e a de fluxo. A primeira é quando o investidor observa o comportamento de preços por meio dos gráficos. Já a segunda analisa o fluxo de ofertas de um papel e pode mostrar eventuais tendências. 

É importante ressaltar que você não precisa escolher apenas uma e seguir sempre com ela. É possível usar as duas, inclusive ao mesmo tempo, desde que isso faça sentido dentro dos seus objetivos. Por isso, é importante estudar cada uma delas e identificar a que mais combina com o seu perfil de investidor. 

Estude onde irá aplicar o setup trader 

Além de aprender as técnicas, é importante estudar também onde você irá aplicá-las. Por isso, ao realizar suas análises, procure sempre por ativos correlacionados. Essa é uma estratégia interessante, pois você estará aplicando em mercados parecidos, mas com movimentos independentes. 

Um exemplo prático: caso você escolha investir em bancos, veja, por exemplo, as tendências de Bradesco e Itaú. Confira as principais notícias desses ativos, quem são as instituições com as maiores ofertas e faça sua estratégia baseada nos movimentos tanto de um quanto de outro. Dependendo da tendência, eles podem ter dinâmicas diferentes em um dia — ou em meses. O ideal é conhecer bem o segmento e o mercado das companhias. 

Saiba gerenciar os riscos e identificar indicadores

Esse ponto é essencial em qualquer estratégia de investimento, principalmente quando falamos em especulação. Por isso, a regra aqui é tentar minimizar a exposição, uma vez que nesse tipo de operação ela é ainda maior. Mesmo tendo um setup ajustado às suas metas e estratégias, qualquer acaso pode acontecer, dadas eventuais circunstâncias. 

Tenha em mente que, ao ser uma pessoa que opera day trade ou swing trade, você poderá sempre perder alguma coisa. Portanto, a mentalidade deve ser de perder o menos possível. Por fim, estabeleça limites para essas perdas no seu setup. Isso vai ajudar você a ter mais controle sobre isso. 

Para identificar indicadores, você precisa estudar e ter um conhecimento elevado. É preciso entender formas, desenhos, linhas e outras dinâmicas que podem oferecer respostas precisas. Todas essas análises podem contribuir para a definição do seu setup.   

Conheça as melhores plataformas 

Apesar de o home broker ser o principal canal para fazer as suas operações na Bolsa, atualmente há diversas plataformas disponíveis para quem opera day trade. Como é um tipo de operação singular, existem algumas particularidades que a forma tradicional pode não ser a mais adequada. Confira abaixo algumas que são utilizadas:

  • EasyTrader
  • Profit Plus
  • ProfitPro
  • Trade Zone
  • Rico Trader
  • Pro Trader
  • Profit Chart
  • Tryd Pro
  • MetaTrader 5
  • Cedro Fast Trader

Como operar na Bolsa com setup trader? 

Para operar na bolsa com setup trader, você vai precisar de uma conta em uma corretora. Afinal, é ela quem irá fazer a intermediação das suas ofertas no mercado. Portanto, busque uma corretora que seja capaz de oferecer tudo aquilo que você precisa. Faça uma análise prévia da empresa e confira pontos importantes, como: autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), acesso direto ao mercado, estrutura, bom atendimento, taxas competitivas e reputação no mercado. 

Agora que você tem um pouco mais de conhecimento a respeito da estratégia setup trader, que tal investir ainda mais em conhecimento? A Faculdade XP tem vários cursos que vão ajudar você na jornada da independência financeira. Em “Tudo que aprendi em 12 anos de day trade” você aprenderá técnicas para a realização de operações de day trade com ações e minicontratos. E o melhor: com quem é especialista no assunto. Faça já sua inscrição!

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Será que a poupança é um bom investimento? Descubra 5 opções melhores!

Famosa opção para guardar dinheiro, manter uma reserva financeira e investir com segurança, a caderneta de poupança é a principal aplicação feita pelos brasileiros, captando mais de R$ 1 trilhão em 2020. Estes são atraídos pela liquidez imediata, liberdade para guardar qualquer quantia e baixo risco geral.

Com tudo isso, será que a poupança é um bom investimento? Afinal de contas, ela tem vantagens inegáveis, não é mesmo?

Bom, se essa fosse a única aplicação disponível, poderíamos fazer tal afirmação com tranquilidade, porém, o mercado tem opções mais interessantes, independentemente do critério decisivo.

É sobre isso que falaremos neste post, destacando as alternativas de investimento e por que elas são mais atrativas que a velha caderneta.  Quer descobrir as melhores formas de aplicar seu dinheiro e fazê-lo render? Então continue lendo!

O que é e como funciona a poupança?

Antes de mostrar se a poupança é um bom investimento e como ela se compara a outras alternativas acessíveis de aplicação, é preciso entender o seu funcionamento. Por isso vamos começar explicando o que é a poupança.

De forma prática, ela funciona como uma conta bancária isenta de custos e com rentabilidade controlada pelo Banco Central, de forma que fique sempre abaixo da taxa básica de juros, a nossa conhecida Taxa Selic.

Basicamente, é uma opção de investimento em renda fixa, onde o usuário abre uma conta para guardar o dinheiro, fazendo uma espécie de empréstimo à instituição financeira que fornece o serviço. Em troca, ela fará o pagamento com juros, conforme previsto na taxa de rendimento.

É possível guardar qualquer quantia na poupança e resgatar o valor a qualquer hora, ou seja, tem liquidez imediata. Juntando esses fatores com a isenção de custos, incluindo a cobrança do Imposto de Renda,  temos um tipo de investimento extremamente simples, que não exige gestão ativa ou conhecimento amplo para ser feito.

Como calcular a rentabilidade do investimento em poupança?

Em 2012, o governo alterou as regras da poupança para manter o seu rendimento abaixo da Selic, aumentando o estímulo para que a população varie os seus investimentos, adotando inclusive opções de títulos públicos, como as aplicações no Tesouro Direto.

A partir daquele ano, para calcular a rentabilidade do investimento em poupança devemos observar primeiro a taxa Selic, que indicará os seguintes cenários:

  • Com a taxa Selic menor que 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é 70% da Taxa Selic + Taxa Referencial, estabelecida pelo governo;
  • Com a taxa Selic maior que 8,5% ao ano, o rendimento é de 6,17% ao ano + Taxa Referencial.

Aqui vemos o motivo para a rentabilidade da poupança ser tão baixa. Como ela rende sempre uma parte da Taxa Selic, qualquer aplicação que usa esse indexador com 100% de rendimento já representa em um maior valor para resgate em praticamente todas as simulações.

Para ter uma ideia de como isso impacta no saldo do investimento, veja como ficam as projeções de rentabilidade da renda fixa:

 

Tipo de investimento Rendimento Bruto (a.a.) Rendimento descontado IR
Poupança (novas regras) 5,43% 5,43%
Tesouro Selic 7,65% 6,12%
CDB (bancos médios) 9,95% 7,96%
LC 10,71% 8,57%
LCA 7,5% 7,5%
LCI 7,8% 7,8%
Debêntures 11,55% 11,55%

Fonte: Yubb

Aplicações indexadas a 100% dos seus indicadores já têm um rendimento mais vantajoso do que a poupança, o que fica ainda mais interessante quando percebemos que muitas também são isentas de alíquota do IR, como é o caso das  Debêntures, LCIs e LCAs.

Isso significa que até mesmo o fato do rendimento não estar sujeito ao recolhimento de tributos não é algo exclusivo da poupança, diminuindo a sua viabilidade.

Assim como a poupança, investimentos como as LCs, LCIs e LCAs, que podem render uma média de 95% a 110% do CDI, também possuem isenção do Imposto de Renda.

Basicamente, se a isenção do IR for determinante para a escolha do investimento, a poupança não é a única a oferecê-la.

Ao mesmo tempo, o seu rendimento fica muitas vezes abaixo da inflação, resultando em perda de valor ao capital investido, o que não ocorre quando comparamos seu desempenho à rentabilidade de outras aplicações isentas do Imposto de Renda.

Utilizando o Simulador de Investimentos da Rico, podemos comparar diretamente essas opções. Com um capital de R$ 10 mil, aplicado por dois anos, confira um comparativo entre LCs, LCIs, LCAs e a poupança:

simulador de investimentos rico

Também podemos comparar o rendimento entre o investimento em CDB e a poupança:

simulador de investimentos rico comparativo poupança

Como podemos ver, o rendimento da Poupança pode ser até 6% menor do que o CDB, mostrando que esse tipo de aplicação não aproveita todo o potencial do seu capital. Isso apenas em uma projeção inicial.

A poupança é um bom investimento?

Com o que sabemos até agora, podemos dizer que a poupança é um bom investimento? Para falar a verdade, ela é melhor do que nenhum investimento, isso porque ter um dinheiro guardado para emergências é importante para cobrir imprevistos.

Mas quando comparada a praticamente qualquer outra aplicação no momento, ela apresenta uma rentabilidade mais baixa do que as alternativas.

Se considerarmos que atualmente a poupança rende abaixo da inflação, é relevante apontar que optar por essa modalidade é uma forma de perder dinheiro com o tempo, ou seja, o valor recebido não cobre a desvalorização da moeda.

Para se ter uma ideia, a poupança ficou abaixo da inflação por 13 meses consecutivos, com base nos dados divulgados até outubro de 2021. A rentabilidade negativa, marcada em -7,46%, resulta em uma grande desvalorização do dinheiro aplicado.

É claro que as regras podem mudar, mas o cenário econômico atual não dá nenhum sinal de que isso está por vir, pelo contrário, com a popularização das corretoras de investimentos, cada vez mais pessoas têm acesso e optam por aplicações mais rentáveis.

https://youtu.be/ZlfHFjc_e7M

Para não restar dúvidas sobre isso, confira a nossa lista de cinco opções de investimento que são melhores que a poupança e porque isso acontece.

5 investimentos melhores que a poupança

1. Tesouro Direto

O investimento no Tesouro Direto consiste em opções de títulos públicos, ou seja, ao invés de emprestar para o banco, você estará fazendo um empréstimo direto ao Governo Federal. Por conta disso, já temos um emissor que eleva a segurança da aplicação.

Entre os exemplos para esse investimento temos o Tesouro Selic, atrelada a taxa básica de juros com 100% de rendimento, e o Tesouro IPCA, indexado com base na taxa da inflação. Ambas são opções extremamente conservadoras, seguras e mais rentáveis do que a poupança.

2. CDB

O CDB, Certificado de Depósito Bancário, é um título que serve de empréstimo aos bancos para custear suas atividades. Essa aplicação é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos, o que reduz drasticamente o seu risco.

Além disso, sua rentabilidade é atrelada à Taxa DI, que por sua vez acompanha a variação da Selic. Dessa forma, podemos entender que ela rende mais que a poupança, já que ela costuma ficar acima dos 70% da taxa básica de juros.

3. LC

As Letras de Câmbio (LCs), são opções encontradas em corretoras de investimento (como a XP Investimentos e a Rico) por serem oferecidas somente à sociedades de crédito, que arrecadam um valor para adquirir as LCs e assim realizar operações financeiras, retornando um pagamento de juros sobre o capital aplicado.

Mesmo com a incidência de Imposto de Renda, a rentabilidade é similar ao que vemos nas opções do Tesouro Direto e compensam a isenção atribuída à poupança. Além disso, esse investimento também é protegido pelo FGC.

4. LCI e LCA

LCI e LCA são letras de crédito imobiliário e do agronegócio respectivamente. Isso significa que elas atuam como um fundo de investimentos que arrecada um valor e aplica em iniciativas dos seus setores, seja no mercado de imóveis ou projetos relacionados à agricultura.

Ambas são protegidas pelo FGC em até R$ 250 mil por CPF e por instituição e apresentam ótima rentabilidade, mesmo após o desconto da alíquota do Imposto de Renda.

5. Debêntures incentivadas

Por fim, temos as debêntures incentivadas ou de infraestrutura, que são títulos de renda fixa comercializados para captar recursos em setores de alta relevância para o país, como saneamento básico, telecomunicações, energia e muitos outros.

Esse tipo de investimento é disponibilizado por empresas privadas, porém, considerando sua importância para a nação, o Governo Federal isentou-os da incidência de Imposto de Renda.

Quanto ao rendimento, é muito similar a outras aplicações do Tesouro Direto, com o indexador mais comum sendo o índice IPCA, seguido do CDI.

Como podemos ver, temos títulos quase tão seguros e fáceis de investir, inclusive acessíveis a quem tem pouco capital ou para menores de idade, que representam caminhos mais rentáveis para garantir o seu futuro.

Afinal, a poupança é um bom investimento?

Quer uma ajuda para começar essa jornada com o pé direito? Então confira os cursos da Escola de Investimentos da Faculdade XP. Temos cursos desenvolvidos por quem entende do assunto e com conteúdo totalmente estruturado para facilitar a sua compreensão.

Quer saber como aproveitar opções de investimento de baixo risco? Então conheça as opções de renda fixa que são mais amigáveis para iniciantes nesse mercado:

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Investir em poupança pode ser algo simples, mas investir no seu conhecimento sobre aplicações pode abrir caminhos muito mais rentáveis. Juntamos toda a experiência do grupo XP Inc. para mostrar como isso é possível. Acesse e saiba mais: Faculdade XP School

Descubra como acompanhar rendimento no Tesouro Direto

Você não sabe como acompanhar o rendimento no Tesouro Direto? Pois, não se sinta só! Isso porque essa é uma das principais dúvidas dos investidores novatos que procuram por essa aplicação.

A boa notícia é que isso pode ser feito de maneira fácil e rápida. Basta ter acesso à  internet e dados em mãos.

E aí, quer aprender a descobrir como ver o rendimento do Tesouro Direto hoje? Então confira o artigo a seguir!

O que é o Tesouro Direto?

Explicando de maneira resumida, o Tesouro Direto é um programa que permite que pessoas comuns possam comprar títulos do Governo Federal. Com isso, basicamente, elas emprestam dinheiro.

Entre as vantagens de investir nele, estão:

  • possibilidade de começar com pouco, existem títulos a partir de R$ 30;
  • alguns papéis possuem liquidez diária. Ou seja, é possível obter rendimento em pouco tempo);
  • é de renda fixa, logo, os ganhos são mais previsíveis;
  • é mais seguro que a poupança, pois tem garantia pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Como acompanhar o rendimento no Tesouro Direto?

Você investiu ou pensa em investir no Tesouro Direto, mas está na dúvida sobre como acompanhar os seus rendimentos?

Pode ficar tranquilo, pois não é nada complicado e existem duas maneiras principais de fazer isso sem sair do conforto da sua casa.

A primeira é fazer o acompanhamento dos rendimentos por meio do site do Tesouro Direto. Para tanto, basta se conectar com o login e senha que você cadastrou no momento de criação da conta.

A ferramenta foi feita em parceria com a BM&FBOVESPA e é bem completa e fácil de usar.

Ao acessar:

  • você deve procurar pela opção “Acompanhar”;

 

Como acompanhar rendimento no tesouro direto
Reprodução/ Tesouro Direto
  • em seguida clicar nos botões “Meus Investimentos”;
Como acompanhar rendimento no Tesouro Direto
Reprodução/ Tesouro Direto
  • e “Extrato” e pronto! Agora é só selecionar o período desejado.
Como acompanhar rendimento no Tesouro Direto
Reprodução/ Tesouro Direto

Todas as informações, como saldo total e os rendimentos, estarão disponíveis lá.

A segunda forma de acompanhar, caso você tenha escolhido realizar o investimento com uma corretora ou por meio de um banco, é diretamente pelas plataformas disponibilizadas por eles para os clientes, como sites e aplicativos.

Como entender o extrato do Tesouro Direto?

Ao verificar o extrato do Tesouro Direto pela primeira vez, é normal ficar meio confuso com todas as informações apresentadas lá. Mas, elas são bem fáceis de entender.

Os itens que você deve procurar para descobrir o rendimento dos seus títulos são:

  • valor da rentabilidade bruta acumulada (qual foi o rendimento que o título teve até o momento da consulta, não incluindo os impostos devidos);
  • valor bruto (o valor total aplicado, sem impostos);
  • valor líquido (o valor final que você poderá resgatar).

Fora isso, é possível analisar outros detalhes do seu investimento, como data e preço pago pela compra, o tempo total da aplicação, as taxas devidas ao Imposto de Renda (IR), às corretoras e até para o próprio Tesouro.

O que é rendimento negativo no Tesouro Direto?

Ao fazer o acompanhamento dos seus títulos, você se deparou com um rendimento negativo no Tesouro Direto? Afinal, o que é isso? Bem, isso significa que o seu rendimento ficou abaixo da inflação.

Não, você não fez nada de errado e isso pode acontecer. Os principais motivos são a baixa da taxa Selic, uma possível crise econômica ou tentar resgatar o dinheiro investido antes do prazo final também podem fazer com que o rendimento apareça como negativo.

A solução para esses casos é não se desfazer dos títulos. Isso porque, caso você tenha optado pelo modelo prefixado, você receberá o valor acordado no final do prazo. Independentemente da situação econômica.

Caso tenha escolhido a opção pós-fixada ou híbrida, ainda é possível que o mercado se recupere e o rendimento seja maior.

Aprenda mais sobre renda fixa neste vídeo da Faculdade XP School. Aperte o play!

Como é o rendimento no Tesouro Direto hoje?

Os rendimentos no Tesouro Direto são considerados bons, consistentes e, acima de tudo, seguros.

Isso significa que há uma boa chance de ter uma boa rentabilidade, você tem segurança de que não perderá o dinheiro investido e eles não costumam ter uma variação grande com o tempo.

Inclusive, ao falar sobre rendimentos, é possível escolher entre três tipos:

  • prefixado (você sabe exatamente quanto receberá, pois é tudo acordado de acordo uma taxa de juros anual fixa);
  • pós-fixado ou Tesouro Selic (o rendimento acompanha a taxa Selic, que a considerada taxa de juros básica do Brasil);
  • híbrido ou Tesouro IPCA + (parte do valor é dividido entre uma taxa fixa e uma taxa calculada a partir da inflação, também chamada de IPCA, do período de retirada.

Mas como calcular a rentabilidade?

Descobrir o quanto o seu dinheiro renderá, se aplicado no Tesouro Direto, também não é complicado.

Isso porque as corretoras e o próprio Tesouro Direto já disponibilizam uma calculadora que faz todo o cálculo para você.

Nelas, é possível descobrir de quanto será o seu rendimento, de acordo com o valor inicial e mensal, que foi investido e o tempo de resgate. Não importa se o modelo escolhido foi prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Como começar a investir no Tesouro Direto?

Ficou interessado em investir no Tesouro Direto, mas não sabe ao certo o que fazer? Pois saiba que é bem simples e te explicamos todos os passos a seguir!

  • descubra se essa aplicação se enquadra no seu perfil de investidor;
  • crie uma conta no Tesouro Direto ou na corretora de sua escolha;
  • faça o login e escolha a opção de Tesouro Direto;
  • faça uma simulação dos rendimentos;
  • escolha o tipo que mais se encaixa nos seus objetivos;
  • por fim, faça o investimento.

E aí, entendeu como acompanhar o rendimento no Tesouro Direto? Que tal fazer o curso Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco, da nossa Escola de Investimento, para aprender mais sobre esse e outros tipos de investimentos do gênero? Dê uma olhada e descubra como dar os primeiros passos para fazer seu dinheiro render!

O que é indicador MACD e como usá-lo nos seus investimentos?

O indicador MACD é uma ferramenta de análise que pode ser bastante útil para os investidores que buscam lucros com ativos comercializados na bolsa de valores.

Neste artigo, que nós preparamos para você, explicamos direitinho o que ele é, como usá-lo  e ainda o que é linha MACD e como fazer o cálculo necessário para descobri-la e aumentar as chances de retorno nos seus investimentos.

Confira!

Afinal, o que é um indicador?

Antes de saber o que é MACD, é importante entender o que é um indicador financeiro e nós vamos te explicar.

Indicadores são um tipo de métrica usada para medir os aspectos financeiros de uma empresa. Por meio desses indicadores, os analistas obtêm os dados necessários para analisar a saúde financeira da companhia .

Desse modo, é possível verificar se determinado investimento possui ou não chances de retorno financeiro ou se um ativo pode apresentar uma queda de preço no futuro, por exemplo.

Não existe apenas um tipo, viu? Além do MACD, podemos citar a ROI, CDI e Índice Brasil que são utilizados no país, apenas para exemplificar.

Quer aprender sobre os outros indicadores? Então aperte o play no vídeo a seguir, no qual nós tiramos as principais dúvidas sobre os indicadores macroeconômicos para você!

Então, o que é indicador MACD?

Agora vamos explicar, exatamente, o que é MACD. A primeira coisa a se saber é que essa é uma sigla em inglês para Moving Average Convergence Divergence.

Em português isso significa algo como Média Móvel Convergente e Divergente. Esse indicador foi criado nos anos 1960, pelo autor Gerald Appel, e é aplicado por investidores de todo o mundo desde então.

Ele tem como objetivo principal identificar as tendências vigentes nos ativos comercializados na bolsa de valores, tanto de crescimento quanto de reversão. Ou seja, ajudar a prever se os preços irão subir, cair ou se manter estáveis no futuro.

Com isso, o investidor pode ter uma ideia mais clara sobre qual a melhor hora para comprar ou vender os seus ativos.

Como funciona o indicador MACD?

O indicador MACD opera mostrando a diferença entre duas Médias Móveis Exponenciais, ou MME, de um determinado preço. Por isso, são utilizados diferentes períodos de tempo. Justamente para acompanhar as variações.

Aqui, são usadas uma média longa, que é de 26 períodos (que são dias) e uma média curta, de 12 períodos.

O resultado é exibido em um gráfico formado por três elementos básicos. São eles:

  • uma linha azul, que é chamada de linha MACD, e é o resultado obtido a partir das duas médias móveis exponenciais;
  • uma linha vermelha, chamada de linha de sinal, representa médias móveis de 9 períodos;
  • um gráfico, nomeado de histograma, que aparece em forma de barras e mostra a diferença entre as duas linhas acima.
Como funciona o indicador MACD
Reprodução/ Infomoney

Este conteúdo da Infomoney traz um exemplo de MACD e explica a eficiência desse indicador na análise de ações no Brasil.

Com a combinação dos três é possível obter sinais sobre o melhor momento para compra ou venda de ativos.

Por exemplo, quando a linha de sinal ultrapassa a linha MACD para cima no gráfico, costuma ser uma forte de indicação de que os ativos, como ações e títulos, devem ser comprados, pois o preço poderá subir no futuro.

Já quando ela fica avança para baixo, representa uma possível queda. Logo, é possível que seja hora de vendê-los.

Como é o cálculo MACD?

Pode até parecer complicado descobrir isso tudo, mas na verdade o cálculo MACD é bastante simples de fazer.

Ele é feito, basicamente, subtraindo a média móvel de 26 dias da média móvel de um período de 12 dias. Feito isso, você obtém a linha MACD e precisa apenas se concentrar em interpretar o gráfico.

Como usar o indicador MACD nos seus investimentos?

Os investidores costumam utilizar o indicador MACD para tentar antecipar as tendências do mercado. Isso são movimentos que se sustentam apenas por um período curto de tempo.

Ele também pode servir para facilitar o descobrimento das divergências. Essas, por sua vez, são possibilidades de que as tendências tenham fim no futuro próximo.

Portanto, ao utilizar o MACD nos seus investimentos, é importante ficar atento aos elementos do gráfico.

Ainda por cima, é essencial entender sobre o mercado financeiro, uma vez que ter conhecer essa área é importante para conseguir fazer a especulação e, portanto, alcançar o resultado desejado, que é o de aumentar os rendimentos.

Quais as limitações do MACD?

Sim, o indicador MACD costuma ser confiável, mas possui algumas limitações. Por esse motivo pode ser interessante utilizá-lo em conjunto com outro, como algum dos que foram citados anteriormente.

A principal que podemos citar é o falso sinal de positivo para divergências. Isso ocorre quando ele mostra muitas delas, mas nenhuma se concretiza, ou a mudança não acontece da maneira esperada.

E aí, gostou descobrir o que é o MACD e como ele pode ajudar nas suas negociações financeiras? Que tal aprender mais sobre esse mercado e aumentar as chances do seu dinheiro render?

Então confira o curso Aprenda a investir na bolsa de valores, da nossa Escola de Investimentos. Nele você verá como esse mercado funciona, quais os primeiros passos para começar a investir em ações, como montar e diversificar a sua carteira e muito mais!

Como investir em multimercados? É uma aplicação segura?

Uma das maiores falácias do mercado financeiro é que investimentos de baixo risco são exclusividades do perfil conservador; assim como os de maior risco são indicados apenas para arrojados, ou moderados.

O ideal é que cada perfil aloque maior parte dos seus investimentos em categorias que correspondam à sua disposição ao risco. Isso quer dizer que um perfil arrojado, bem diversificado, pode ter, em sua carteira, ativos de renda fixa e variável.

Mas, claro, a maioria será de investimentos com rendimentos mais altos e, consequentemente, riscos maiores. A diferença, portanto, está na proporção ideal da alocação de recursos, segredo para diversificar de maneira correta e eficiente.

E se existisse um investimento com essa “função” em sua matriz? Existe, são os fundos multimercados. Nele os cotistas podem investir em diversos ativos, com riscos e rendimentos variados.

Saber como investir em multimercados é exatamente isso: diversificar, “distribuir os ovos em cestas diferentes” para não comprometer todo o capital. E, claro, aumentar a rentabilidade total.

Vamos entender melhor o que é e como investir em multimercados?

O que são fundos multimercados?

Fundos multimercados são uma categoria de investimentos que distribui os recursos dos cotistas em ativos de renda fixa e variável. Essa alocação é realizada por um gestor, ou equipe, visando maximizar a rentabilidade.

Eles se enquadram entre os fundos de investimentos, funcionam, portanto, como um condomínio de investidores que se unem para alocar recursos em um ou mais ativos.

Vale ressaltar que o nível de diversificação, riscos e rentabilidade depende das oscilações de mercado, estratégias e categorias do fundo. Existem, por exemplo, os fundos imobiliários, de renda fixa, ações, índice, cambiais.

E, claro, o fundo de investimentos multimercados, que tem o objetivo de alocar recursos desses “condôminos”, ou cotistas, em diversos ativos, que podem ser de renda fixa ou variável.

A escolha é realizada por um gestor, ou uma equipe de profissionais, que monta uma estratégia para obter o máximo de rentabilidade com os ativos.

Como estamos falando de um conjunto de investidores, é preciso ter um representante legal. A parte burocrática e jurídica, portanto, fica por conta de um administrador.

Normalmente, essa cartela de profissionais é selecionada por uma corretora. E, assim, temos a formação gerencial e administrativa do fundo de investimento multimercado.

Na prática, o fundo multimercado é formado pelo gestor, administrador, cotistas (investidores) e um custodiante.

Como o fundo multimercados funciona, na prática?

O processo de  investir em multimercados é muito semelhante ao de outros investimentos. A contratação pode ser feita online, diretamente no app da sua corretora. A grande diferença está na estratégia para investir em multimercados.

Normalmente, o investidor tem que escolher dentre as seis possibilidades:

  1. Trading – Investimento de curto prazo, aproveitando as oscilações diárias, semanais ou mensais do mercado;
  2. Long and Short – Focado em ativos de renda variável. O rendimento, portanto, é baseado, principalmente, na compra e venda de ações;
  3. Juros e Moedas – Os fundos multimercados desta categoria consideram operações cambiais e ativos baseados nos principais índices de mercado. Como IPCA, SELIC, CDI, etc;
  4. Macro – Fundos multimercados de médio e longo prazo, baseados no contexto macroeconômico;
  5. Estratégia Livre – Os fundos seguem a percepção do gestor, podem, portanto, variar conforme o mercado e perspectivas;
  6. Estratégia específica – Nesse cenário, os ativos são pré-definidos e mantidos até o final do prazo de investimento.

Como investir em multimercados?

O primeiro passo para investir em multimercados é ter conta em uma corretora de sua confiança.

Procure  por empresas que tenham nome e segurança no mercado (como a XP Investimentos e a Clear). Isso é importante para qualquer categoria de investimentos, mas é ainda mais quando estamos falando de multimercados.

Afinal, você vai transferir todo o controle sobre o seu investimento em multimercados. Então, a única coisa que resta para um investidor deste fundo é confiar e torcer para que o gestor escolha a melhor estratégia?

Não! Você pode se atentar a cada item do prospecto dos fundos disponíveis. Além, é claro, de analisar o histórico dos ativos e da performance dos gestores.

>>> Não deixe de ler: Qual a melhor corretora de criptomoedas: XP, Rico ou Clear?

Como escolher um fundo multimercado?

Como você deve ter imaginado, o grande segredo de investir em multimercados é escolher adequadamente o gestor. Afinal, ele terá independência para escolher os ativos que acredita serem mais rentáveis.

Na prática, existe o que chamamos de prática comum do gestor. Ou seja, quais ativos ele possui mais familiaridade, limite de riscos e histórico de investimentos.

Para começar a investir em multimercados você terá que:

  • abrir conta em uma corretora de segurança,
  • analisar os fundos disponíveis, as informações do prospecto e
  • o perfil de investimento do gestor, ou da equipe.

Sendo assim, pode-se dizer que a escolha do melhor fundo multimercado está baseada em uma análise sobre ativos e agentes. Compreender o funcionamento do mercado e ter expertise no universo financeiro são diferenciais importantes para desenvolver uma estratégia rentável.

Falando em rentabilidade…

Quanto rende um fundo multimercado?

Como estamos falando de uma carteira com ativos variados, a rentabilidade não segue um único índice, tão pouco uma taxa fixa. Ela varia conforme a estratégia do gestor, flutuações do mercado, prazos e, inclusive, fatores políticos e sociais.

De acordo com o portal Valor Investe, no primeiro semestre de 2021, os 15 fundos multimercados mais rentáveis tiveram um retorno de 23% em seis meses. É um rendimento realmente expressivo, não é mesmo?

Bom, no sentido contrário temos alguns fundos multimercados que, devido à falsa percepção de que a pandemia do novo coronavírus não teria impactos duradouros, tiveram mais de 40% de desvalorização, em 3 meses. Nos meses seguintes, de abril a julho, no entanto, o mesmo fundo valorizou mais de 200%.

Ou seja, não é possível traçar uma média de rendimentos do investimento multimercado. Afinal, a diversificação inclui ativos de renda variável, que podem ser extremamente instáveis. Tanto na valorização, quanto na desvalorização.

Vale ressaltar também que os altos rendimentos, em um curto espaço de tempo, podem estar ligados a diversos fatores. Como uma boa estratégia, gestores extremamente eficientes, ou até mesmo sorte. Assim como as altas taxas de prejuízo.

É seguro investir em multimercado?

Nesse momento, talvez você esteja pensando: investimentos diversificados são mais seguros, mas uma oscilação superior a 200% em 6 meses definitivamente não é reflexo de segurança.

Você está certo, em ambas sentenças. Na prática, investir em multimercado pode ser tão arriscado quanto o cotista estiver disposto. Como mencionamos anteriormente, existem alguns fatores no contrato dos fundos multimercados que podem sinalizar o grau de risco.

Além, é claro, da escolha do gestor, baseado no histórico de suas ações.

Resumidamente, o risco de investir em multimercado está ligado à escolha dos fundos e do gestor, baseada no perfil e na estratégia do investidor. De maneira geral, os fundos multimercados são indicados para investidores mais experientes, seja de perfil moderado, ou arrojado.

Entender como o cenário e o mercado impactam no seu investimento em fundos multimercados é uma ótima forma de minimizar riscos.

Para te ajudar nesse processo, a escola da XP Inc reuniu os melhores do mercado para construir um curso completo sobre Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores. Clique no banner abaixo agora mesmo e garanta sua vaga!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

Agora que você já sabe como investir em multimercados, que tal dividir seu conhecimento com seus amigos e familiares? Para isso, basta compartilhar este post em suas redes sociais!

4 tipos de planilha de gastos pessoais para você criar a sua

Cuidar da vida financeira nem sempre é uma tarefa fácil, mas deixar de organizá-la pode se tornar um problema maior ainda. Por isso, uma planilha de gastos mensais pode ser uma ferramenta poderosa para equilibrar as suas finanças.

Existem diversos modelos intuitivos e dinâmicos, mas na hora de montar a sua planilha, é importante incluir informações como, custos, despesas, orçamento, entre outros dados.

A propósito, você quer saber como fazer? Neste artigo você vai saber como classificar seus gastos pessoais de maneira rápida e fácil e, assim, manter suas contas em dia.

O que é uma planilha de gastos pessoais?

Uma planilha de gastos pessoais é um documento que facilita a organização das suas finanças, proporcionando uma análise completa do que você gastou e prevendo o que você ainda irá comprar.

A tecnologia trouxe variações de planilhas automatizadas, o que possibilita maior agilidade do usuário, principalmente porque elas podem estar disponíveis em aplicativos.

Mas isso não significa que você deva usar esse método se não se sentir confortável. A modernização das planilhas de gastos mensais veio para substituir o famoso caderno de despesas, mas isso não impede de você continuar usando se lhe faz bem.

O importante é utilizar uma ferramenta que você possa manusear de forma simples e constante em sua vida financeira. 💡

Por outro lado, existem padrões que ajudam a construir uma boa planilha, contendo desde informações básicas até as mais complexas. O importante é começar a evoluir, e é isso o que faremos nos próximos tópicos.

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Por que ter uma planilha de gastos pessoais?

Saber como classificar os gastos pessoais ainda não é um costume na vida do brasileiro. Para se ter uma ideia, em 2020, durante o início da pandemia do coronavírus, parte da população se sentia confusa para lidar com o próprio dinheiro.

De acordo uma pesquisa do Instituto Axxus, divulgado pela CNN, 76% dos entrevistados confessaram que não conseguiram administrar o dinheiro durante o isolamento social, enquanto 86% perderam o total controle sobre as finanças.

Conforme os dados, é possível perceber a importância de ter uma planilha de gastos pessoais organizada. Sendo assim, listamos para você três razões para começar a fazer a sua agora mesmo:

Reduzir os custos

Você sabe para onde o seu dinheiro vai? Essa é a primeira pergunta que deve ser feita na hora de construir uma planilha de gastos pessoais. Avaliar quais áreas consomem maior parte do seu dinheiro fará você traçar estratégias para diminuir suas contas.

Por exemplo, se a maioria do seu orçamento vai para o transporte com o uso de aplicativos e táxis, você pode considerar se deslocar a pé, usar uma bicicleta ou transporte público.

O mesmo caso é se você tem um guarda-roupa repleto de peças novas e percebe que grande parte dos seus custos no cartão de crédito são referentes a elas. Será que não é o momento de reduzir as compras e usar mais o que tem em casa?

Observar os gastos sem utilidade

Com uma planilha de gastos mensais você diminui surpresas indesejadas, como o cartão de crédito esgotado ou o cheque especial. 💸

Além do mais, o documento também possibilita que você verifique se está pagando por serviços não usáveis, como canais de TV por assinatura, streaming, planos de celular, etc.

Investir melhor 

Se você deseja ter uma reserva financeira ou entrar no mundo dos investimentos, a planilha possibilita avaliar o dinheiro que está sobrando e, assim, encarar as duas possibilidades.

mulher organizando gastos pessoais
É importante centralizar todos os gastos em uma só documentação

4 tipos de planilhas de gastos pessoais

Para você saber como classificar seus gastos pessoais, listamos quatro modelos gratuitos de planilhas que irão ajudá-lo a controlar suas contas ao longo do mês. Veja a funcionalidade de cada uma:

1. Planilha de gastos pessoais mensais

Com este tipo de planilha você deve adicionar o custo e saber a diferença entre os gastos. Dessa forma, você vai saber o que sobrará ou faltará no fim do mês.

Sendo assim, inclua nessa planilha gastos como:

  • transporte;
  • alimentação;
  • entretenimento;
  • luz;
  • água;
  • aluguel;
  • entre outros.

2. Planilha para controle de cartão de crédito

Cartão de crédito pode ser um grande problema se não for controlado de forma correta, como vimos anteriormente. Por isso, insira neste tipo de planilha, dados como:

  • cobrança;
  • pagamento;
  • quantidade de parcelas;
  • taxas de transação;
  • juros.

Como o saldo é calculado automaticamente, você pode criar a tabela pensando em mais de um cartão.

3. Planilha para orçamento familiar mensal

Este tipo de tabela oferece um gráfico com o percentual de gastos para cada um dos itens do orçamento familiar, como:

  • alimentação;
  • mensalidade escolar de cada um dos filhos;
  • transporte;
  • cuidados pessoais;
  • investimentos.

4. Planilha para gastos no supermercado

Um dos tipos de planilha de gastos pessoais mais importantes (afinal, todos precisamos consumir alimentos), neste caso a lista de compras deve ser completa e separada por categorias para facilitar a divisão de itens, inclusive, coloque os preços e as quantidades.

Desta maneira fica muito mais fácil avaliar se o valor total da compra está elevado e, assim, decidir o que poderá substituir ou eliminar na próxima compra.

< Leia também: O que é e como fazer um planejamento financeiro? />

Aprenda a controlar seus gastos

Saber como classificar os gastos pessoais é um passo à frente de quem ainda tem dúvidas sobre como resolver os problemas financeiros. Mas mais do que ter uma planilha de gastos pessoais, reconhecer os próprios conflitos sobre finanças é um privilégio, o que evita repetir os mesmos erros. 

Para aprimorar o controle de gastos, recomendamos o curso Previdência e Planejamento. Produzido tanto para o investidor iniciante quanto ao avançado, você aprende desde os primeiros módulos a ter autoconhecimento financeiro e a entender a sua relação com o dinheiro, visando o planejamento futuro da aposentadoria. 

Tape Reading: saiba como funciona na prática a técnica de leitura utilizada pelos traders 

Para fazer um bom investimento, é importante entender o fluxo das negociações que, na maioria das vezes, precisa de uma interpretação minuciosa. Nesse sentido, entra o tape reading, técnica antiga que facilita a leitura dos negócios fechados na bolsa de valores.

O objetivo do tape reading é justamente identificar a tendência dos preços no mercado para aplicar o dinheiro no momento certo. Neste artigo vamos explorar o que é tape reading, sua funcionalidade e como aplicá-lo no dia a dia.

Siga com a gente e boa leitura!

O que é tape reading?

Tape Reading (em tradução significa leitura de fita) é uma técnica que consiste no acompanhamento do fluxo de negociações na bolsa de valores.

A fórmula funciona por meio da leitura dos negócios fechados, facilitando a montagem de planejamento e para a abertura de posições em empresas listadas na bolsa de valores.

Sendo assim, o tape reading reconhece a tendência dos preços do mercado para a imersão dos investidores. 

Vale frisar que a técnica é muito utilizada por investidores arrojados e com grande volume de dinheiro, pois eles são responsáveis por grandes transações que fomentam a circulação de dinheiro no país.

Logo, o tape reading se baseia no caminho percorrido pelos maiores investidores do país, tornando-se referência para estreantes ou quem não entende a leitura das aplicações com a chance de encontrar as melhores oportunidades do mercado.

Como surgiu o tape reading?

A história do tape reading começou no século XIX. Conhecida como Ticker Tape Machine, a técnica era constituída por uma máquina que registrava em fitas informações como código de ação, horários de negociação, valores de compra e variação de preço.

Por ser um sistema antigo, demorava entre 5 e 15 minutos para fazer a leitura do preço, o que dificultava o fluxo de trabalho dos corretores e traders.

Com o avanço da tecnologia e o surgimento do pregão eletrônico, a máquina saiu gradativamente de circulação, dando espaço a formatos mais automatizados, como a Análise de Fluxo de Ordens, moderno, porém com a mesma técnica do modelo do passado.

Desse modo, hoje é possível acompanhar as negociações pela internet e em tempo real, o que facilita a identificação do desempenho das ações para a transição dos investidores.

Por isso, o Tape Reading segue como a ferramenta mais utilizada para a obtenção de dados, mais do que apenas servir como modelo para investidores fazerem os mesmo movimentos dos demais.

Quais são os tipos de análise do Tape Reading?

Com a evolução da tecnologia, o Tape Reading implementou três tipos de operações modernas para captar dados. São eles:

Histórico de operações

O histórico de operações, ou de negócios, permite que o investidor veja todas as negociações fechadas em detalhe. É possível acompanhar a hora, quantidade, preço, instituições financeiras, agressor (investidor que teve intenção de compra ou venda).

Book de ofertas

É o local onde são apresentadas as intenções de compra e venda de ações, o que possibilita os investidores de ver as ordens para possíveis negociações, além de visualizar informações como, por exemplo, o volume da instituição financeira que deu a ordem de preço.

Volume de profile

O volume de profile disponibiliza a intenção de negócios dos investidores, como também a possibilidade de ver o volume de negócios realizados de modo acumulado, além de identificar pontos de concentração de compradores e vendedores, e rompimento de cotações.

Como é a utilização do Tape Reading no Day Trade?

O Tape Reading possibilita que o investidor tenha informações para o Day Trade. Com isso, a análise de fluxos facilita o entendimento das cotações atuais por meio das estatísticas.

Desse modo, quem se aprofunda em Tape Reading desenvolve a leitura de fluxo do day trade, identificando as melhores oportunidades no curto prazo. 

Por essa razão, é fundamental que o investidor faça uma leitura da interação entre o fluxo de liquidez e o de agressão para tomar uma decisão convicta. 

Quais são as vantagens e desvantagens do Tape Reading?

Vantagem

O Tape Reading tem no próprio conceito a grande vantagem: oferecer dados relevantes sobre negociações pelos grandes investidores. Isso significa que quanto mais informações obter, melhor será para você fazer as escolhas certas.

A Análise de Fluxo de Ordens do Tape Reading é uma estratégia que possibilita ter uma base para observar o mercado, principalmente em situações comuns pela bolsa de valores, conhecida por sua alta volatilidade, onde os cenários mudam constantemente.

Desvantagem

Um problema aparente é que as operações não são de fácil entendimento, como na análise técnica. No Tape Reading, as conclusões mais complexas, o que leva tempo para atingir um nível de expertise. 

Como identificar entradas no tape reading?

O desejo de todo investidor é aplicar o dinheiro e ter um bom retorno, mas muitos não têm experiência para lidar com os sinais do mercado. 

Nesse sentido os grandes players do mercado se sobressaem, pois eles estão acostumados a lidar com as oscilações. Por isso, para que você entenda como identificar os sinais de sucesso, baseie-se nestes três critérios:

Velocidade

É preciso estar atento à continuidade e à velocidade das oscilações. Se a plataforma de operações estiver parada, significa que não há como operar. 

Intensidade

Quando o mercado oscila demais com valores discrepantes, significa que não é o momento de começar a subir contratos. No momento de subida dos números, é porque já tem força no mercado. Este é o momento de realizar aplicações. 

Book de ofertas 

Analise sempre os contratos mais ricos que aparecem no book de ofertas. Ao verificar números tendenciosos, talvez seja o momento oportuno para negociar. 

Como fazer tape reading?

Com acesso em mãos ao home broker, você chegará ao book de ofertas. Aqui, busque por uma ação que mostre os preços das intenções de negócios para compra e venda e agrupe as ordens para ampliar a visualização da operação. 

Por se tratar de uma análise de números, é possível encontrar softwares destinados para traders com uma série de ferramentas. A tecnologia proporciona ferramentas que agrupam informações e identificam os volumes de profile. 

Para finalizar, ao identificar os maiores fluxos, você poderá verificar os formadores de preço durante o pregão para realizar a ação de interesse. Assim, você terá utilizado o Tape Reading corretamente.

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