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Como investir com a queda da Selic? Oportunidades não faltam!

Você deve ter percebido como os noticiários de todo o país notificam a queda da Selic ou a sua alta a cada 45 dias, não é mesmo? Quando não ocorrem alterações significativas, a notícia ganha apenas uma pequena nota. Entretanto, quando este indicador sobe ou desce, a repercussão é muito maior.

Com a alta da taxa, é sabido que os investimentos de renda fixa tornam-se mais atrativos. Mas e quando este indicador cai? A pergunta que não quer calar é: como investir com a queda da Selic?

Ao longo deste texto, vamos abordar como investir com a queda da Selic e sobre investimentos que devemos correr nestes momentos. Por isso, a seguir, você irá aprender sobre:

  • o que é Selic;
  • como funciona a taxa Selic;
  • onde e como investir com a queda da Selic;
  • como a Selic influencia o rendimento da poupança.

Se interessou? Então, já prepare o papel e a caneta e continue com a gente! Tenha uma boa leitura!

O que é Selic?

Antes de explicar como investir com a queda da Selic, precisamos explicar o que significa este indicador tão significativo da nossa economia. A Selic é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que caracteriza a taxa básica de juros de todo o país.

Criada em 1979 pelo Banco Central do Brasil (BC), a taxa Selic é a principal aliada do governo brasileiro no combate da inflação. Por isso, a cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir se este indicador permanecerá o mesmo, cairá ou aumentará.

Em síntese, todos os juros seguem o patamar da Selic. Ou seja, tanto a taxa de juros de empréstimos quanto as taxas de juros de investimentos são seguidas de acordo com o patamar estabelecido pela Selic.

Como funciona a taxa Selic?

Como dito anteriormente, a taxa Selic é a base de todos os juros do mercado financeiro do Brasil. Portanto, as suas alterações afetam toda a economia brasileira, desde empresas, governos, investidores e devedores.

Vamos saber como funciona a taxa Selic na prática? Primeiramente, vamos falar sobre a sua alta. Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, os investimentos atrelados à Selic também aumentam. Portanto, a renda fixa torna-se uma boa fonte para aplicação de dinheiro seguro.

Por outro lado, os juros de empréstimos, crédito e financiamentos também ficam mais caros, o que diminui, também, o poder de compra das pessoas físicas. Com a economia menos movimentada, a inflação também cai.

Entretanto, quando o Copom diminui a taxa básica de juros, o inverso acontece. Neste cenário, fazer um empréstimo e um financiamento torna-se mais atrativo, aumentando o consumo. Em decorrência deste incentivo econômico, a inflação tende a subir.

Mas o que acontece com a renda fixa? Uma vez que ela é incentivada durante o aumento da taxa, ela tende a se desfavorecer em um cenário de juros mais baixos. Então, qual o melhor investimento com a queda da Selic?

Como investir com a queda da Selic?

Se a sua grande dúvida é em que investir com a Selic baixa, fique tranquilo! Estamos aqui para ajudar você a garantir um investimento acima da média e que não sofra com a queda da taxa básica de juros.

A partir de agora, vamos citar alguns investimentos que se beneficiam com a queda da taxa Selic. Portanto, estamos contanto que você já conheça um pouco sobre o mercado financeiro.

Mas, caso você ainda se sinta um pouco perdido sobre o que é renda fixa, renda variável, liquidez e sobre outros jargões do universo financeiro, a educação é a melhor saída!

A Faculdade XP Schcol possui inúmeros cursos para que você, investidor, possa aproveitar o melhor do mercado financeiro. Se interessou? Acesse a nossa aba de cursos e escolha o seu preferido! Agora, sem mais delongas, vamos para os investimentos!

Tesouro Direto

Você deve estar se perguntando: “Mas, Faculdade XP, você não disse que a renda fixa se desvaloriza com a queda da Selic?”. E é verdade, mas nem todo ativo é atrelado à taxa básica de juros.

Encabeçando a lista de onde investir com a queda da Selic estão o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Prefixado. O primeiro segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no Brasil. Neste título, você ganha um juros prefixado mais o valor do IPCA no momento.

O Tesouro Prefixado, por sua vez, mantém seu valor de juros definido até o vencimento. Portanto, ele pode, sim, render mais do que a Selic. Mas, vale lembrar que esses dois títulos são ideais para metas de médio a longo prazo!

Fundos Imobiliários (FIIs)

Quem investe nos famosos Fundos Imobiliários já deve ter percebido como esses ativos podem se valorizar tanto com a alta quanto com a queda da Selic, não é mesmo? Isso acontece porque existem três tipos de FIIs: os de tijolo, os de papel e os híbridos.

Mas, dentre eles, qual o melhor investimento com a queda da Selic? A resposta é: os Fundos Imobiliários de tijolo! Afinal, cada FII de tijolo representa um conjunto de imóveis físicos, geralmente comerciais, que recebem aluguéis de seus locadores e repassam parte do lucro para os investidores.

Com a queda da Selic, a economia cresce, aumentando o consumo e a procura por crédito. Portanto, é comum que os Fundos Imobiliários de tijolo se favoreçam com esta baixa da taxa básica de juros.

Ações

Agora, está na hora de comentar sobre as ações! Como já dito antes, a queda da taxa Selic auxilia no fomento do consumo, aumentando, consequentemente, a receita das empresas. Portanto, as ações, que são partes destas companhias, também podem se valorizar.

Sendo assim, investir em ações pode ser um ótimo lugar onde investir com a queda da Selic. Os acionistas podem garantir o lucro em dois pontos: valorização pelo tempo e dividendos.

A primeira conta com o crescimento da empresa a longo prazo. Ou seja, com a economia andando a passos largos, o negócio tende a crescer e, assim, as ações se valorizam. Portanto, na hora de vendê-las, você ganhará um percentual maior do que o valor investido.

Os dividendos, por sua vez, são a parte do lucro das empresas que é entregue aos acionistas de maneira mensal, trimestral, semestral ou anual. Com o crescimento da receita das companhias, este valor também tende a aumentar.

Debêntures

Os debêntures são investimentos de renda variável que também se valorizam com a queda da Selic. Por quê? Simples: porque elas estão inteiramente ligadas com o sucesso econômico das empresas.

Os debêntures são títulos que as empresas de capital aberto abrem para atrair investidores. Com o dinheiro arrecadado, o negócio pode colocar os seus projetos em prática. Em troca deste empréstimo, a empresa promete um rendimento a quem comprou o debênture.

Com a queda da Selic e a economia crescendo, as empresas aumentam seus projetos, abrindo novas debêntures.

Mas lembre-se: escolha uma debênture que não esteja atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e à Selic. Neste momento, invista em títulos híbridos (com o IPCA, por exemplo) e prefixados.

Fuja da poupança

Você já deve estar cansado de ouvir que a poupança não é um bom investimento, não é mesmo? Em momentos de queda da Selic, então, a situação de quem coloca seu dinheiro na caderneta pode ficar pior ainda!

Afinal, desde 2012, o rendimento da poupança está atrelado à taxa básica de juros. Então, ao aplicar na caderneta, você terá um rendimento de 70% da Selic + Taxa Referencial. Portanto, quando a Selic está em queda, a poupança torna-se ainda menos lucrativa.

Quer conhecer quatro passos para sair de uma vez por todas da poupança e começar a investir em renda fixa? A Clara Sodré, especialista em investimentos da Faculdade XP, fez um vídeo completo com dicas preciosas para você aplicar o seu dinheiro com consciência e com lucros maiores! Confira abaixo!

Como investir com a queda da Selic? Investimentos e novas oportunidades

Você sabe o que define uma boa carteira de investimentos? A diversificação! Isso mesmo, quanto mais diversificada for suas aplicações, mais chance você tem de proteger o seu capital das variações de humor do mercado.

Deixar o seu dinheiro em apenas um artigo pode ser muito arriscado. Afinal, os macroindicadores do mercado estão em constante mudança e podem afetar diretamente os seus investimentos.

Ao longo deste texto, tivemos a oportunidade de analisar que a taxa Selic influencia diretamente nos nossos investimentos e sua queda pode abrir possibilidades de maiores lucros.

Para minimizá-los, entretanto, é preciso de muito estudo. Clique no banner abaixo e aprenda sobre macroeconomia e como o cenário atual pode influenciar os seus investimentos. Conte com a Faculdade XP para lhe ajudar nesta trajetória!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

Entenda o que é arbitragem de criptomoedas e como lucrar com esse recurso

A arbitragem de criptomoedas é um sistema de especulação operado por traders que têm como objetivo lucrar as diferenças de preços que uma mesma moeda digital tem em corretoras diferentes.

Notórios por sua grande volatilidade, os criptoativos são uma ótima opção de trading, estratégia de investimentos de curtíssimo prazo na qual os investidores utilizam a intensa oscilação de preços a seu favor.

A lógica do trading é muito simples. A meta  é adquirir um determinado ativo por um determinado preço e vendê-lo por um valor mais caro

Mas como funciona a arbitragem de Bitcoin e outras criptomoedas? Segue essa mesma lógica?

A resposta é sim e vamos explicar direitinho o porquê. Ficou curioso? Pois acompanhe o conteúdo até o fim e entenda em detalhes o que é arbitragem de criptomoedas!

Arbitragem de criptomoedas: como funciona?

A arbitragem de criptomoedas é uma estratégia de day trade famosa por demandar bastante agilidade por parte dos especuladores. Afinal, ela funciona a partir de ligeiras, porém recorrentes oportunidades que traders mais experientes enxergam no mercado de moedas digitais.

Em suma, ela acontece quando um mesmo ativo está sendo negociado por preços divergentes em corretoras diferentes. Por exemplo, imagine que um Bitcoin é negociado por U$50.000 na corretora X, enquanto essa mesma quantidade é ofertada por U$49.750 na Y.

Se o trader for rápido e se aproveitar dessa rápida janela de preços, ele pode comprar um bitcoin na corretora Y por um valor mais em conta e, logo em seguida, vendê-lo na X pelo valor mais caro. No final dessa operação, ele teria um lucro de U$250.

Essa diferença de valores é conhecida como spread e ela é a base de lucro das operações de arbitragem com Bitcoin ou qualquer outro ativo.

Entretanto, para ter sucesso nessa estratégia é preciso ter muita habilidade e saber monitorar bem as oportunidades quando ela aparecer. Afinal, o spread não dura muito tempo e logo essa janela é corrigida pelas corretoras.

>> Veja como utilizar a volatilidade a favor da sua estratégia de investimentos:

Precificação de criptomoedas

Por que as corretoras definem preços diferentes para um mesmo ativo durante um determinado intervalo de tempo? A resposta é muito simples.

Os criptoativos são opções de investimento consideradas sem lastro e, por isso, possuem um processo de precificação diferente do de outros ativos de renda variável, como as ações e derivativos

As corretoras utilizam o livro de ofertas, que é o espaço onde são processadas as operações de compra e venda de uma moeda digital. Diante disso, a precificação é feita de acordo com a operação mais recente desse livro de ofertas.

Portanto, se um Bitcoin foi vendido por U$ 50.000, esse será o valor levado em consideração para o preço oferecido na corretora.

Essa particularidade é uma das principais razões das recorrentes divergências entre valores nas corretoras e que são aproveitadas no processo de arbitragem de criptomoedas.

Como fazer arbitragem de criptomoedas?

Para conseguir bons resultados com arbitragem de criptomoedas, o trader precisa estar atento a algumas variáveis para aumentar suas chances de lucros. Dentre elas, podemos enumerar duas:

  • a velocidade com que pode ser processada a transação, pois, como já mencionamos, os spreads não costumam durar muito;
  • as diferentes taxas que cada corretora cobra por negociação, pois seus valores muitas vezes podem não compensar o spread;

Portanto, é fundamental  ter uma boa experiência de mercado e conhecer minuciosamente como funcionam as operações de cada corretora e como isso pode impactar os resultados da estratégia.

Com o expertise e os recursos necessários, como uma plataforma de day trade, um árbitro pode fazer operações utilizando duas ou até três moedas diferentes no processo para driblar problemas relativos a taxas ou tempo de transação.

Por exemplo, para evitar o tempo de transferência da moeda adquirida de uma corretora para outra, o trader já pode de antemão uma determinada quantidade da criptomoeda que ele quer operar em duas corretoras diferentes.

Além disso, ele pode utilizar uma outra opção de moeda, preferencialmente uma stable coin (possuem valores mais estáveis e lastreados em dólar americano), que seja facilmente negociável e diminua a margem de erro da operação. 

Em alguns casos são utilizadas até três opções de criptos para fazer uma arbitragem de Bitcoin. Esse processo é conhecido como arbitragem triangular.

Robôs de arbitragem de criptomoedas

Um ótimo mecanismo que vai te ajudar a aprender como fazer arbitragem de criptomoeda é a utilização de robôs (smartbots) de inteligência de dados. 

Essas ferramentas mapeiam as melhores oportunidades de negociação entre corretoras de acordo com um sistema algorítmico que mede a pontuação de cada ativo. Dessa forma, quanto maior for a pontuação, maior será a margem de acerto da operação.

Além disso, a utilização de robôs permite a realização de operações de forma automatizada, o que aumenta a velocidade e probabilidade de acerto.

Devo fazer arbitragem de criptomoedas?

A execução de qualquer uma das práticas ligadas ao day trade ou swing trade são indicadas somente para um perfil de investimento mais arrojado que não se incomoda em ficar vulnerável a maiores volatilidades em troca de uma boa margem de lucro.

E para se tornar um expert nesse mercado, é importante ter um conhecimento aprofundado de análise técnica de gráficos para saber avaliar tendências e indicadores, assim como saber minuciosamente como funciona a dinâmica de mercado.

Como aliado nessa jornada, você pode contar com os cursos da Escola de Investimentos da Faculdade XP sobre o tema. Dentre as opções ofertadas, o curso “Tudo que aprendi em 12 anos de day trade” é uma excelente aquisição para aqueles que querem aprender mais sobre as melhores estratégias de especulação no curto prazo.

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Como ensinar finanças aos filhos? Esqueça o “na volta a gente compra”!

A famosa frase “na volta a gente compra” é uma sentença curinga na hora de negar um pedido de uma criança. Mas, e se contássemos que essa “mentirinha do bem” pode ser substituída por algo muito mais saudável e educativo? Hoje, vamos falar sobre como ensinar finanças aos filhos!

Todos nós sabemos que as crianças devem, desde pequenininhas, conhecer como o dinheiro funciona. Afinal, muito do que aprendemos quando pequenos reflete nossa personalidade quando crescemos.

A falta de ensinamentos sobre a importância das finanças pessoais na idade escolar pode gerar descontrole e desorganização e, até mesmo, transformar os pequenos em adultos inadimplentes.

De acordo com o Serasa, 62,21 milhões de brasileiros estavam com o nome sujo em setembro de 2021. Segundo a pesquisa, são mais de R$245 bilhões em contas não pagas.

É claro que as causas da inadimplências são muitas e que não podemos nos apegar à falta de educação financeira na infância. Porém, é inegável que devamos considerar essa questão, não é verdade?

Sem falar que o conhecimento sobre o dinheiro promove a economia e nutre um pensamento mais racional sobre os gastos.

Faz sentido, não é mesmo?

Portanto, se você é papai ou mamãe de primeira viagem e deseja aprender a ensinar finanças aos filhos, continue com a gente!

Ao longo deste artigo, vamos abordar alguns temas relacionados ao mundo infantil e o dinheiro. Por isso, vamos falar sobre como:

  • explicar o que é o dinheiro para crianças;
  • administrar uma mesada para seu filho.
  • abordar a importância das finanças pessoais;
  • ensinar finanças para crianças;

Vamos juntos nessa caminhada para descomplicar o mundo das finanças para seu pequeno e descobrir, de uma vez por todas, como ensinar finanças aos filhos?

Como explicar dinheiro para crianças?

Vamos retornar um pouquinho para a sua infância: o que era dinheiro para você? É fácil lembrar do capital como um monte de papel e metal que podiam ser trocados por coisas mais interessantes. Então, não podemos culpar as crianças por não compreender o verdadeiro valor do dinheiro.

É ideal que os pequenos estejam em contato direto com o dinheiro logo cedo, e é comum que eles aprendam na escola o valor das cédulas e das moedas, mas a explicação sobre o que fazer com este dinheiro precisa vir de casa.

O melhor exemplo de como ensinar o dinheiro para crianças é por meio do cofrinho. Isso mesmo, aquele porquinho que você enchia de moedinhas pode ser um ótimo instrumento para integrar o seu filho no mundo da economia.

Dinâmica do cofrinho na prática

Em um primeiro momento, é ideal que os pais incentivem seus pequenos a guardar todas as moedinhas no cofrinho. Por isso, acompanhe seu filho neste momento, mostrando que ele deve, sim, poupar aquelas moedinhas.

Na hora de abrir o cofrinho, sente junto com seu filho e separe as moedas pelo seu valor e crie montinhos de R$1. Nesta hora, é imprescindível que, se ele souber contar, participe também desta somatória.

Por último, mas não menos importante, leve seu pequeno para trocar esses montinhos de um real por cédulas. Opte por pegar uma quantidade variada de notas, o que pode ajudá-lo a assimilar que existem diferentes valores no dinheiro.

Apenas nesta brincadeira, seu filho entenderá o valor do dinheiro e também sobre a importância de poupar cada centavo.

Devo dar uma mesada para o meu filho?

Esta é uma dúvida muito recorrente para muitos pais. A resposta é simples: sim, você deve dar uma mesada para o seu filho.

O valor é o que menos importa, afinal, você precisa ter sua reserva para pagar as contas de casa. Então, a mesada do seu pequeno deve ser o equivalente à sua condição financeira.

Mas, qual é a importância da mesada? O que ele deve fazer com esse dinheiro? O que o seu filho pode tirar de proveito desta contribuição? Confira a seguir!

Gastos do dia a dia

Uma parte do dinheiro da mesada deve ser direcionada para os gastos do dia a dia. Por exemplo: um lanche no recreio da escola, um sorvete no fim de semana e uma figurinha do desenho favorito.

Esses gastos devem estar contados nesta mesada. Assim, você ensina para o seu filho que o dinheiro que ele recebeu precisa durar por um mês inteiro, fazendo referência direta ao nosso salário.

Metas para médio e longo prazo

A outra função da mesada é guardar dinheiro para as metas de médio e longo prazo. Ou seja, aqui devem estar uma viagem para um parque de diversão, um brinquedo novo, um jogo da internet, entre outros.

Para auxiliar seu filho nesta hora, o ideal é criar um cofrinho para cada meta. Além disso, você deve ajudá-lo a chegar em um consenso sobre a porcentagem da mesada que irá para cada meta. Com essa brincadeira, seu filho estará aprendendo sobre o que é planejamento financeiro, fator que será muito presente em sua vida adulta. Além disso, ele estará, desde pequeno, ciente sobre a importância das finanças pessoais em sua vida.

Conheça os principais tipos de ações e saiba como reconhecê-los

A bolsa de valores oferece uma variedade de títulos que podem compor a carteira dos investidores. Dentre os mais queridinhos, as ações sem dúvidas são os ativos mais lembrados quando se fala de mercado de capitais. Entretanto, você sabia que há tipos de ações que diferem entre si?

Isso mesmo! Apesar de todas representarem a mesma coisa, isso é, uma pequena parte de uma empresa de capital aberto e cujo preço varia com o tempo, existem algumas características específicas que tornam alguns papéis diferentes de outros.

Na verdade, existem duas maneiras de classificar os tipos de ações: uma delas corresponde aos direitos dos sócios, enquanto a outra diz respeito ao tamanho da empresa.

Quer aprender tudo sobre as diferentes classes de ações? Pois continue a leitura até o fim!

Quais são os tipos de ações?

De maneira geral, a maneira mais tradicional de classificar esses ativos é denominando uma ação preferencial ou ordinária. Mas o que esses termos representam? Vamos falar sobre isso abaixo.

Ação preferencial

Uma ação preferencial notabiliza-se pela restrição de direitos mais ativos por parte do acionista quanto a questões internas da empresa emissora. Por exemplo, esse tipo de papel não permite voto em assembléias deliberativas.

Entretanto, há algumas vantagens para os portadores desses tipos de ações. Dentre eles, podemos enumerar a prioridade no recebimento de dividendos.

E o que é isso? São proventos pagos periodicamente aos acionistas correspondentes à divisão de lucros da empresa em um determinado período. 

Os valores variam bastante de companhia para companhia e equivalem a um pequeno percentual sobre os valores das ações que o sócio possui em sua carteira de investimentos. Quanto mais papéis, mais dividendos o investidor recebe.

Uma outra vantagem dessa categoria de ativos é a prioridade em receber reembolso em caso de falência da companhia.

Você pode identificar essa classe de ações por meio do ticker, que é o código numérico que vem após a sigla da empresa emissora, com os números 4,5,6,7,8. Por exemplo, ITSA4, CPLE6 e PETR4.

Ação ordinária

As ações ordinárias diferenciam-se das preferenciais por dar mais direitos e poder de decisão aos acionistas com relação às empresas. Quanto maior for o percentual de ações ordinárias que um investidor tiver, maiores serão seus direitos.

Dentre os seus principais benefícios, podemos destacar:

  • tag along: mecanismo de proteção aos acionistas ordinários e minoritários, que, em caso de solvência da empresa, possuem prioridade de vender seus papéis frente aos sócios majoritários. Eles têm direito a um valor mínimo que equivale a pelo menos 80% do que os majoritários venderem com seus papéis.
  • voto em assembléia deliberativa: essa é uma das vantagens mais famosas da ação ordinária. A quantidade de votos que o acionista possui nas assembleias é proporcional ao número de ações ordinárias que ele possui: 27 ações? Então tem direito a 27 votos. Uma ação? Possui direito a apenas um voto.

Por fim, os tipos de ações ordinárias podem ser identificadas na bolsa de valores por meio do ticker número três. Por exemplo: PETR3 e VALE3. 

Unit

Além da ação preferencial ou ordinária, temos também a Unit. Ele consiste em um pacote de ações que contém tanto papéis preferenciais quanto ordinários em seu portfólio. 

Eles são ofertados como uma estratégia das empresas para dar liquidez aos dois tipos de ações emitidos por ela na bolsa. 

O ticket de identificação dessa classe de ativos é o número 11 após a sigla da companhia. Por exemplo, SULA11 ou SAPR11.

>> Conheça quatro passos simples para começar a investir em ações com esse vídeo do canal Investimento às Claras:

Quais os tipos de ações de acordo com o valor de mercado?

Existem três tipos de ações de acordo com seu valor de mercado na bolsa de valores. Vamos falar brevemente sobre cada uma delas!

Small Cap

As small caps são as empresas com menor valor de mercado listadas na bolsa. Apesar de serem enquadradas dessa forma por terem uma capitalização geralmente inferior a U$ 3 bilhões, nem todas as companhias que emitem esse tipo de ação são necessariamente pequenas. 

Essa classe de ativos, por sua vez, costuma ser mais volátil do que as empresas de maior capitalização. Por isso, elas são indicadas para um perfil de investidor arrojado.

Mid Cap

As mid caps compreendem as ações de empresas com uma capitalização intermediária. Apesar de terem valor superior a U$ 3 bilhões, elas ainda não podem ser comparadas com as grandes corporações que batem recorde de negociações na bolsa.

Assim como as small caps, os preços dessas classes de ações também costumam variar bastante. 

Blue Chip

Esses são os tipos de ações com maior poder de capitalização do mercado e geralmente são representados por grandes corporações do mundo dos negócios. 

Como consequência direta de sua alta liquidez e estabilidade de preço, essa classe de ativos é bastante popular nas carteiras de investimento por aí afora.

O termo blue chip é referente às fichas mais valiosas do jogo de Poker, que são as azuis. Entretanto, esses tipos de ações também são conhecidas como large caps.

E, então, o que achou do nosso conteúdo sobre os tipos de ações? Esperamos que tenham gostado. Se você quer aumentar seus conhecimentos sobre o mercado de capitais, a Escola de Investimentos da XP Inc oferece os melhores cursos sobre renda fixa, variável e educação financeira.

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HASH11: como funciona esse ETF de criptomoedas?

Diversificar a carteira é uma prática bastante comum dos investidores, em especial os mais arrojados. Se você aposta nessa estratégia ou pelo menos está atento a ela, sabe que a criptomoeda é um ativo que tem despertado cada vez mais interesse e composto cada vez mais portfolios. E o mercado, atento a esse movimento, tem criado diversos produtos relacionados. É o caso do HASH11.

Por ter características únicas e que o diferem de outras opções já disponíveis no mercado, o HASH11 chama a atenção.

Se você ainda não sabe o que é esse ativo ou ficou curioso sobre como funciona, confira o texto abaixo.

O que é HASH11?

Basicamente, o HASH11 é um ETF de criptomoeda. Mas, antes de avançar com essa definição, vamos voltar um passo e relembrar o que é ETF.

ETF é a sigla para Exchange-traded fund — ou fundo de índice. O papel de um ETF, como o nome já sugere, é atuar como um fundo de investimento na bolsa de valores tendo um índice do mercado como indicador. Atualmente existem diversos tipos de ETFs, entre eles o de ações, que usa o Ibovespa, e o de renda fixa.

Voltando para nosso texto, o HASH11 é um tipo de ETF. O seu índice é o Nasdaq Crypto Index, ou NCI, que reflete globalmente o mercado dos criptoativos. Assim, se você deseja ter em sua carteira um ativo que consolide o desempenho das principais criptomoedas do mundo, o HASH11 pode ser uma boa opção.

>>> E já que o assunto são ETFs, será que vale mesmo a pena esse investimento? Na série Investimento às Claras, a Clara Sodré responde a essa pergunta. É só dar play para conferir:

O que é um ETF de criptomoeda?

Se você entendeu o conceito de ETF, percebeu que não há segredos sobre como ele funciona no mundo dos criptoativos. Todo ETF precisa de um índice para guiar seu fundo. O de ações pode ser o Ibovespa, o de renda fixa o IRFM11 e o de criptomoedas o HASH11.

O HASH11 usa o índice Nasdaq Crypto Index como indicador. Ele foi desenvolvido pela Hashdex em parceria com a Nasdaq, sua administradora e distribuidora. O objetivo desse índice é representar o mercado dos criptoativos. Isso significa que ele acompanha a performance das principais moedas e reflete no desempenho do ativo.

Composição do HASH11?

Como dissemos, o HASH11 segue o índice de criptoativos Nasdaq Crypto Index, que reúne as moedas de maior destaque do mercado. Hoje, ele é formado pelas seguintes moedas:

  • Axie Infinity (AXS)
  • Bitcoin (BTC)
  • Bitcoin Cash (BCH)
  • Chainlink (LINK)
  • Ethereum (ETH)
  • Filecoin (FIL)
  • Litecoin (LTC)
  • Stellar Lumens (XLM)
  • The Sandbox (SAND)
  • Uniswap (UNI)

Lembrando que um índice de mercado usa como formador de seu indicador os ativos mais importantes do setor. Falando em criptoativos, esse nome é Bitcoin, por isso, ele ocupa a maior porcentagem na composição do índice.

Outro ponto a ser considerado nesta etapa é que, assim como qualquer outro índice, o NCI é revisado e ajustado periodicamente. O objetivo é rebalancear a participação das moedas de acordo com a movimentação do mercado. Falando em ETF de criptomoedas, essa análise é feita a cada três meses.

Como funciona o HASH11?

O rendimento do ativo HASH11 está diretamente atrelado ao desempenho do índice NCI. É por isso que ele é composto por uma variedade de criptomoedas, que são cuidadosamente avaliadas a partir de características como liquidez e abrangência.

Também por conta da grande oscilação na cotação desse ativo em um curto espaço de tempo, ele é considerado uma aplicação de renda variável e pode ser negociado na Bolsa de Valores.

Na B3, o HASH11 segue o mesmo padrão de todos os ativos negociados por lá. Isso significa que os preços oscilam em alta e baixa a depender do mercado, e que você pode desenhar uma estratégia de compra e venda a partir disso.

Vantagens e desvantagens do HASH11

Embora os criptoativos sejam cada vez mais considerados na hora da composição da carteira, é preciso ter cuidado. Veja quais são as vantagens e desvantagens de apostar nesse ativo.

Desvantagens

O fato de as criptomoedas serem uma opção de ativo relativamente nova e com altas promessas de lucro, faz com que elas tenham uma valorização acelerada. Dito isso, esse movimento também pode ser um primeiro passo para uma bolha financeira.

Por conta da alta decorrente da expectativa sobre a moeda, a volatilidade também é um ponto que deve ser levado em consideração. Historicamente, essas moedas têm sofrido grande oscilação, o que pode causar impacto no fundo. Não que isso seja um problema, mas pode representar um risco para investidores menos arrojados.

Vantagens

Uma das maiores preocupações dos investidores em torno das criptomoedas é a segurança. Por ser uma moeda digital, de difícil rastreamento, ela pode ser uma armadilha para piratarias e fraudes. É por isso que o investimento no HASH11 é uma boa opção.

Por ser controlado por meio de um índice da Nasdaq, esse ativo abrange apenas moedas conhecidas e com boa reputação, o que já garante maior segurança para seus investidores. Além disso, ele é regulamentado pelas instituições CVM e Anbima, que protegem o mercado da renda variável. Do ponto de vista de segurança, as armadilhas também são evitadas pelo fato desse ativo ser negociado dentro de um ambiente estruturado, como a Bolsa de Valores.

Por fim, outra vantagem desse fundo é o fato de o investimento ser feito simultaneamente em diversas criptomoedas, dispensando a necessidade de escolher apenas uma e torcer pelo seu bom desempenho.

Como investir no HASH11?

Os ETFs de renda variável, como o HASH11, são negociados na Bolsa de Valores, o que simplifica seu investimento. Por isso, o primeiro passo para sua aquisição é a abertura de conta em uma corretora. Por meio dela, você tem acesso ao home broker e pode fazer a operação de compra e venda.

Vale a pena investir em criptomoedas como o HASH11?

Aumentar o patrimônio é o objetivo de qualquer investidor. Porém, além dos ganhos é preciso se lembrar de que esse é um mercado vulnerável e que demanda entendimento e estratégia.

O HASH11 é uma alternativa bastante vantajosa para quem tem um perfil mais arrojado e mira em altos rendimentos. Porém, atrelado a esse rendimento também estão os riscos maiores. Volatilidade é o principal deles.

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Índice de rentabilidade nos investimentos: o que é? Como calcular?

Como avaliar se vale a pena investir em determinada empresa dentro do mercado acionário? Entre outros indicadores, conhecer o índice de rentabilidade é essencial para ter uma visão mais objetiva sobre suas aplicações.

Isso porque saber analisar os demonstrativos financeiros de uma organização é uma das principais maneiras de medir seu desempenho. 

E é por meio de indicadores financeiros (que são calculados a partir dos dados nos demonstrativos) que os analistas conseguem obter uma imagem mais clara sobre o desempenho recente das companhias.

Mas para entender esses dados e tomar as melhores decisões em relação aos seus investimentos, é necessário saber como calcular a rentabilidade, suas fórmulas e os principais indicadores. Falaremos sobre todos esses pontos no conteúdo de hoje. Boa leitura!

O que é índice de rentabilidade?

O indicador de rentabilidade representa o percentual de ganhos após determinado investimento. Ou seja, é uma maneira de entender o desempenho das empresas para avaliar se vale a pena aplicar nela.

Afinal, é fundamental realizar uma boa análise dos principais indicadores, inclusive o de rentabilidade, sempre que for investir em algum negócio. Esse é o princípio básico para avaliar se terá vantagens com a aplicação.

Além disso, o índice de rentabilidade pode medir o retorno de uma organização em relação a:

  • seus ativos;
  • investimentos financeiros;
  • patrimônio líquido e outros fatores.

>>> Indicação de leitura: Como calcular um investimento? Aprenda a monitorar seus ganhos

Os indicadores de rentabilidade contêm informações estratégicas tanto para quem deseja começar a investir em determinada empresa, quanto para aqueles que precisam monitorar os seus ativos. 

O índice de rentabilidade, assim como outros indicadores, faz parte da análise fundamentalista. Podemos defini-la como uma ferramenta que permite ter uma visão mais assertiva em relação às empresas listadas na bolsa, para decidir se vale a pena negociar suas ações.

Então, ter o domínio sobre esses indicadores e, até mesmo, entender como calcular a rentabilidade é essencial para observar oportunidades de compras de ações ou reconhecer os melhores momentos para vendê-las.

E se você quiser compreender como começar a aplicar em ações, temos um e-book completo com os principais conceitos que você precisa saber para investir na bolsa de valores, servindo como um guia para consultar sempre que quiser realizar seus investimentos com propriedade. Baixe gratuitamente!

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Como calcular a rentabilidade? Principais indicadores

Como falamos, existem vários indicadores financeiros. Mas então, como calcular a rentabilidade? A verdade é que cada índice possui a sua fórmula. Vamos conhecer um pouco mais sobre eles.

Margem bruta

Esse é um dos indicadores mais utilizados pelas empresas. Ele mostra de forma simplificada e direta quanto o negócio ganha com a venda de seus produtos ou serviços.

A equação da margem bruta consiste na relação entre o lucro bruto do período sobre as vendas líquidas, multiplicando o resultado por 100. Logo:

Margem Bruta = (Lucro bruto / Receita total) x 100

Margem líquida

Aqui, o objetivo é avaliar a relação entre o lucro líquido (rendimento real) e as vendas líquidas (ou seja, após a dedução das despesas) dentro de um determinado período. 

Então, ele representa a porcentagem de lucro líquido obtido pela empresa em relação à receita total, conforme a fórmula:

Margem Líquida = (Lucro Líquido / Receita) x 100

Retorno sobre patrimônio líquido

O ROE ou Return on Equity é um dos principais indicadores para análise fundamentalista. Isso porque ele calcula a capacidade que as empresas têm de conquistar bons resultados a partir dos investimentos dos acionistas.

Ou seja, por meio dele é possível observar se uma companhia é rentável ou não. Então, quanto mais alto for o ROE, melhor é a sua rentabilidade.

ROE = (Lucro Líquido / Patrimônio Líquido) x 100

 Retorno sobre ativos (ROA)

Já o ROA (Return on Assets) tem o objetivo de verificar a capacidade que determinado negócio tem de gerar lucro a partir dos seus ativos. Ou seja, dos bens e serviços que aumentam o poder aquisitivo da empresa.

A fórmula de rentabilidade desse indicador pode ser calculada pela relação entre lucro operacional do período sobre o ativo total, que pode ser encontrado no balanço patrimonial da empresa. Logo:

ROA = (Lucro operacional / Ativo total) x 100

Qual a importância dos indicadores de rentabilidade na avaliação de investimentos?

Ao contrário do que muitos pensam no início, investir na bolsa de valores não é um jogo de sorte, mas sim de análise e estudo.

Exatamente por esse motivo, as análises técnicas e fundamentalistas são tão importantes para identificar os investimentos mais seguros e que podem trazer melhores retornos. Afinal, dessa maneira, as decisões serão tomadas com base em dados e não em achismos.

Isso significa que ao avaliar o índice de rentabilidade, assim como outros indicadores, você saberá que tomou a melhor decisão baseada em métricas e informações relevantes ao mercado financeiro.

Entretanto, é relevante notar que o uso isolado pode trazer distorções. Por conta disso, o índice de rentabilidade deve ser utilizado em conjunto com outros indicadores financeiros. É nesse cenário que a análise fundamentalista se faz tão relevante. 

Quando estamos pensando em qual empresa investir, avaliar essas questões microeconômicas é vital para o sucesso das aplicações, escolhendo bons ativos financeiros. Um curso pode fazer toda a diferença no momento de definir os melhores investimentos para sua carteira.

Em Análise fundamentalista: identifique os futuros ganhadores da Bolsa, de Marcos Piellusch, você irá aprender:

  • Diferença entre análise fundamentalista e análise técnica;
  • Informações utilizadas na análise fundamentalista;
  • Demonstrações financeiras das empresas;
  • Stock Picking: como escolher ações alinhadas com seus objetivos;
  • Monitorar resultados.

E muito mais! Aproveite a oportunidade para aprofundar ainda mais seus conhecimentos na área.

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Carteira teórica: o que é? Como ela é definida?

Entender quais são os melhores investimentos, avaliar os riscos e diversificar são pontos essenciais para quem quer aplicar seu dinheiro com segurança. Nesse sentido, avaliar a carteira teórica é fundamental.

Afinal, ter as referências certas pode fazer a diferença para decidir se um ativo é promissor, considerando os seus objetivos e seu perfil de investidor.

Esse é o objetivo da carteira teórica do índice Ibovespa: atuar como indicador de análise tanto sobre o comportamento de uma classe de ativos como sobre a sua referência de rendimento.

Quer saber mais sobre o que é carteira teórica, conhecer os principais exemplos e descobrir a sua importância para aproveitar melhor os seus investimentos? Então, continue a leitura!

O que é carteira teórica?

A carteira teórica é uma ferramenta composta pela seleção de ativos, com o objetivo de avaliar o desempenho desses papéis no mercado acionário. 

Ela funciona como um portfólio representativo, ou seja, não é realmente uma carteira de investimentos, mas serve apenas para composição de um índice financeiro.

Assim, ao analisar uma carteira teórica como do IBOV (Ibovespa), os investidores acabam conhecendo como determinados ativos estão se comportando e se vale a pena incluí-los em seus investimentos.

Além disso, devemos ressaltar que todos os índices da B3, a bolsa de valores brasileira, são baseados em carteiras teóricas, com a seleção de determinados ativos, como as ações, por exemplo.

Se você tem curiosidade em entender como se formam os preços dos ativos, vale a pena conferir este material. Nele, você vai ver:

  • movimentações dos preços (oferta e demanda);
  • assimetria de informações;
  • conceitos de volatilidade e liquidez.

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3 exemplos de carteiras teóricas

Agora que você já sabe o que é carteira teórica, é importante entender os critérios de composição e seleção dos ativos. Normalmente, essa estruturação é feita pelas características em comum que os papéis possuem. 

Conheça os principais índices do mercado financeiro nacional.

Índice Ibovespa (IBOV)

O Ibovespa, também conhecido como IBOV, é o principal índice da Bolsa no Brasil e calcula a média de desempenho das principais ações negociadas na B3.

Por conta disso, podemos entender a carteira teórica do índice Ibovespa como o maior e mais importante termômetro usado para entender o comportamento e as tendências das ações. 

Para avaliar quais empresas compõem o Ibovespa e que possuem maior peso dentro do IBOV, vale acompanhar as atualizações feitas no próprio site da B3. Além disso, lembre-se de que a carteira é reavaliada a cada quatro meses, podendo sofrer mudanças. 

As principais companhias que estão neste índice são:

  • Vale (VALE3);
  • Petrobras (PETR4);
  • Itaú (ITUB4);
  • Bradesco (BBDC4);
  • Ambev (ABEV3);
  • Hapvida (HAPV3);
  • JBS (JBSS3).

O que podemos entender disso é que as maiores empresas são as que compõem a maior parte na carteira teórica do Ibovespa. E então, a partir desse portfólio representativo, os investidores conseguem avaliar o comportamento das maiores organizações na bolsa.

Índice Small Cap (SMLL)

Diferentemente da carteira teórica do Ibovespa, o índice do SMLL é composto apenas por small caps, ou seja, por companhias com menor nível de capitalização da bolsa de valores.

As empresas que recebem esse título possuem uma pequena fatia do mercado de atuação e, consequentemente, têm baixo valor de mercado. Isso faz com que elas tenham um volume de negociações inferior, isso é, baixa liquidez no ambiente de investimentos.

O critério de composição e definição do peso de cada ativo são feitos considerando duas questões: a liquidez e o valor de mercado

Existem algumas razões para uma organização se configurar como small caps, mas a principal delas é que elas costumam ser relativamente novas. 

Também é possível encontrar na B3 as principais empresas que fazem parte do índice small cap. São elas:

  • Azul (AZUL4): companhia aérea brasileira, que possui capital aberto na bolsa de valores;
  • brMalls (BRML3): maior operadora de shoppings centers do Brasil;
  • Gerdau (GOAU4): maior produtora de aço no país e maior fornecedora do continente;
  • Grupo Soma (SOMA3): maior grupo de moda do país, composto por grandes marcas, como Farm, Animale e Hering.

Assim como acontece no IBOV, quanto maior for o valor de mercado e liquidez das organizações, maior será o peso de suas ações na composição da carteira teórica.

Índice Brasil (IBrX)

Por fim, o IBrX é composto pelos ativos de maior negociabilidade da bolsa, ou seja, avalia o volume de negociações. Sendo assim, analisa as cotações das ações mais representativas da bolsa brasileira.

Nesse sentido, a carteira teórica do índice Brasil pode ser de dois tipos:

  • IBrX 50: mede as 50 ações mais negociadas na B3;
  • IBrX 100: mede as 100 ações mais negociadas na B3. 

Como usar a carteira teórica a seu favor?

Como vimos, entender como funcionam as carteiras teóricas e até mesmo quais empresas compõem o Ibovespa e os outros indicadores é importante para o sucesso dos investimentos.

Assim, você pode acompanhar como anda o desempenho do mercado dentro de mercados específicos. Com isso, conseguimos tomar decisões mais assertivas em relação aos ativos que farão parte do nosso portfólio.

Mas será que você consegue investir em carteiras teóricas? Considerando que são apenas índices de portfólios representativos, isso não é possível. O que você pode fazer é investir nos mesmos ativos que compõem a carteira.

Entretanto, isso pode ser considerado arriscado, além de exigir um investimento alto, já que normalmente estamos falando das maiores empresas do mercado acionário. 

Além disso, pensar apenas que as companhias estão em determinado índice da carteira teórica não é o suficiente para garantir um bom investimento.

O ideal é fazer uma análise fundamentalista, avaliando os indicadores mais usados pelos analistas para entender o mercado. Temos um curso completo sobre o assunto, em que você vai aprender:

  • a diferença de análise técnica e fundamentalista;
  • demonstrações financeiras das empresas;
  • ferramenta de análise da concorrência;
  • stock picking;
  • monitorar os resultados e muito mais.

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Outra maneira de investir considerando a carteira teórica é aplicar em um ETF, que é um fundo formado por ações de empresas que fazem parte de um mesmo índice, de acordo com diferentes critérios, como o IBOV, por exemplo.

Existem diferentes tipos de ETFs, você pode saber mais nestes conteúdos:

O que é position trade? Entenda como funciona a operação

Quer investir sem se preocupar com o acompanhamento diário das ações? Tem um perfil voltado a aplicações de médio e longo prazo? Então você precisa descobrir o que é position trade. 

Nessa operação, o trading pode durar de semanas até anos, dependendo do objetivo e do ganho buscado. 

Quer entender melhor sobre a modalidade de investimento? Continue a leitura e descubra se o position trading é para você!

O que é trading? 

Trading é o nome dado para as operações de compra e venda de ativos na bolsa de valores.

Embora pareça uma fórmula única, o processo de investimento na bolsa pode acontecer de diversas formas. Por isso mesmo, deve ser escolhido de acordo com o perfil do investidor. 

É possível, por exemplo, investir com foco no longo prazo (como acontece nos casos de Buy and Hold). 

Por outro lado, investidores com afinidade com a especulação geralmente optam pelo chamado day trading. Nele, efetuam ações de compra e venda em curtos períodos, sempre observando as oscilações com potencial de geração de lucro. 

>>> Saiba mais: Conheça os diferentes tipos de trading

Dê o play no vídeo abaixo para aprender um pouco mais sobre os tipos de trading:

O que é position trade? 

Diante de tantas possibilidades, o position trade surge como uma opção para investidores que visam ao médio e longo prazo. 

Nesta modalidade, o investidor adquire ações de grandes empresas (ou aquelas com potencial de lucro) e as mantém por um longo período, vendendo os papéis em um momento oportuno de valorização. 

Ao contrário do day trade, o position trade não é feito com o objetivo de lucro nas pequenas oscilações das ações. Seu objetivo é o potencial ganho atrelado às tendências de crescimento das empresas ao longo dos anos. 

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Por que ser um position trader? 

Se você ainda tem dúvidas sobre o potencial do investimento em position trade, aqui estão algumas vantagens deste modelo de operação. 

Antes de seguir em frente, lembre-se:o melhor modelo de investimento para você é aquele que combina com o seu perfil de investidor! Se ainda não sabe o que é isso ou não conhece as suas características, entenda agora mesmo o que é perfil de investidor, como se analisa e os principais tipos. 

Agora sim, confira as vantagens do position trading:

  • menor risco: com o position trading, não é preciso se antecipar aos movimentos do mercado. Isso significa que é possível aguardar a confirmação de uma projeção para depois realizar a ação desejada;
  • sem necessidade de dedicação intensa: ao utilizar a estratégia do position trade, o investidor não precisa acompanhar diariamente as tendências do Mercado Financeiro, afinal, o objetivo da operação é obter lucros no médio e longo prazo. 
  • sem prejuízo por oscilações diárias: como o position trading é, por essência, uma operação mais longa, as ações adquiridas não são afetadas pelos ruídos do mercado. Cabe ao investidor aguardar a retomada da estabilidade e o momento oportuno para efetuar a venda. 

Para quem o position trade é indicado? 

Pensando no conjunto de vantagens apontadas no tópico anterior, reunimos algumas das características do investidor para o qual o position trade pode ser uma boa estratégia: 

  • pessoas que não têm tempo para acompanhar o movimento da bolsa diariamente; 
  • investidores com perfil moderado a conservador, que preferem operar com uma baixa margem de risco de prejuízo; 
  • pessoas com conhecimento das análises técnica e fundamentalista (que auxiliam na tomada de decisão sobre as melhores ações a adquirir).

>>> Dica de conteúdo: saiba mais sobre as análises técnica e fundamentalista e seus benefícios no momento de escolha das ações dando o play no vídeo abaixo:

Ações para position trade: como escolher? 

É importante dizer que, no position trade, a escolha da empresa cujas ações serão adquiridas é fundamental e estratégico. Afinal, alguns papéis apresentam boa performance no curto prazo e outros só apresentam indicativo de lucro se observados no médio/longo prazo. 

Para elencar as melhores ações para position trade, é importante analisar: 

  • o capital aplicado;
  • em quanto tempo deseja ver o lucro esperado;
  • o histórico de performance do papel na bolsa; 
  • informações sobre a empresa que atestem seu potencial de crescimento.

Como operar position trade na Clear? 

E aí? Tem o perfil de investidor compatível com as características do position trade? 

Então é hora de colocar a mão na massa. 

Para operar position trade na Clear, é necessário fazer o seu cadastro na plataforma e preencher o seu perfil de investidor. 

Após selecionar suas ações, adquira o hábito de verificar a operação com uma frequência moderada (pelo menos uma vez por semana). Esta observação é indispensável para prever a necessidade de uma revisão da estratégia e evitar eventuais prejuízos. 

Além disso, acompanhe notícias sobre o mercado no qual a empresa se insere e faça leituras constantes sobre o cenário. Esta prática será fundamental para o entendimento do melhor momento para a venda dos ativos e a realização do lucro desejado. 

Se interessou pelo tema, mas não sabe por onde começar? A gente te ajuda

O mercado de trading é altamente dinâmico. Por isso, é buscado por investidores com os mais diversos perfis. 

Se você se interessou pela prática do position trade, mas gostaria de entender um pouco melhor sobre o mercado antes de iniciar seus investimentos, aqui está a dica: conheça os cursos da Escola de Trading da Faculdade XP. 

Com eles, você conhece a lógica por trás da bolsa de valores, domina técnicas e ferramentas para operar, compreende a influência das suas emoções no processo e aprende como rentabilizar investimentos no curto e longo prazo por meio da diversificação de ativos. 

Todo esse leque de informações valiosas está a um clique de distância! 

Nossa sugestão é começar pelo curso Trader Definitivo, com 4h de duração e módulos intensivos para dominar técnicas funcionais, rentabilizar seu capital e fazer um bom gerenciamento de riscos.

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IRFM11: vale a pena investir nesse ETF de renda fixa?

Diversificar a carteira é uma estratégia que muitos investidores adotam para ampliar as chances de lucro. Nesse cenário, o capital é distribuído entre variadas modalidades, que podem pertencer à renda fixa, variável ou ambas. O IRFM11 é uma dessas opções.

Já imaginou investir em renda variável que utiliza indicadores da renda fixa? Pode parecer incomum, mas essa é a proposta do IRFM11. Se você está em busca de uma opção como essa para investir seu capital, confira no texto abaixo mais detalhes sobre como ela funciona.

O que é IRFM11?

Basicamente, o IRFM11 é um ETF de renda fixa. Mas antes de darmos mais detalhes sobre ele, explicaremos ou conceito de ETF.

ETF é a sigla para Exchange Traded Found, ou, em português, fundos de índice. Como o nome sugere, esse fundo é composto por uma cesta de ações que usa algum índice como indicador, entre eles o Ibovespa. No caso do ETF de renda fixa, esse índice é pautado por ativos como os títulos públicos.

O IRFM11 foi criado pelo Banco Itaú no ano de 2019. Ele tem como índice base o IRF-MP2, formado por títulos públicos federais pré-fixados, sendo uma opção para quem quer incluir na carteira ativos associados à renda fixa.

Como funciona o ETF IRFM11?

Como dissemos, os ETFs de renda fixa replicam a performance de um índice do mercado. No caso do IRFM11, é o IRF-MP2, um subíndice do IMA (Índice de Mercado Anbima), que simula uma carteira semelhante à da dívida pública interna do país.

O IRFM11, especificamente, tem a carteira formada por NTN-Fs (Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) e LTNs (Letra do Tesouro Nacional). Basicamente, eles se tratam de títulos com rentabilidade pré-determinada e taxa de juros pré-fixada.

Na composição do ativo, 95% do patrimônio é direcionado para títulos desse índice, enquanto os 5% restantes são distribuídos para outros ativos financeiros, pré-estabelecidos no regulamento.

Embora esteja atrelado a um índice de renda fixa, o ETF IRFM11 é negociado na Bolsa de Valores. Isso significa que para que seja feito um investimento neste ativo, é necessário abrir conta em uma corretora de valores. Feito isso, a taxa de administração desse índice é de 0,20% ao ano, com 15% de tributação sobre o ganho de capital. Lembrando que esse ganho é calculado com base na diferença entre o valor de compra e venda da cota.

>>> O portal Infomoney reuniu tudo o que você precisa saber sobre renda fixa, incluindo os principais produtos para você escolher em qual deseja investir. Clique aqui para conferir esse conteúdo.

Vantagens do ETF IRFM11

A simplicidade desse produto é uma das razões que levam os investidores a apostarem nos ETFs. A razão é simples: sua aplicação dispensa inúmeras análises ou cuidados com vencimentos e riscos. Mas não é só. Veja abaixo outras vantagens de apostar nesse tipo de investimento.

>>> Se você ainda tem dúvidas sobre esse tema, a Clara Sodré responde no vídeo abaixo se vale a pena investir em ETFs. Antes de conferir as vantagens do IRFM11, que tal dar play para ficar craque no assunto?

Diversificação de investimentos

No começo desse texto nós dissemos que diversificar a carteira por meio da inclusão de diversos produtos financeiros é uma das estratégias usadas pelos investidores. Mas, falando especificamente sobre os ETFs, o investidor tem a oportunidade de diversificar por meio de um único ativo. Isso porque ele abrange diversos títulos do tesouro nacional dentro de um mesmo produto.

Baixo custo para o investidor

Como se trata de um fundo de gestão passiva, ou seja, cuja rentabilidade é pautada por um índice de referência, o IRFM11 tem custo inferior ao de um ativo administrado por meio de gestão ativa. Esse fundo é, inclusive, mais vantajoso que o próprio Tesouro Direto, já que sua taxa de administração de 0,20% ao ano é inferior à taxa de custódia cobrada pelo ativo.

Flexibilidade de compra e venda

A facilidade de negociar um ETF é uma das principais razões que levam um investidor a aderir a esse ativo. Isso acontece, pois, embora esteja atrelado à renda fixa, ele é negociado na Bolsa de Valores. Assim, o investidor tem a facilidade de apostar nesse tipo de produto dentro de uma plataforma única e se manter a segurança de seu patrimônio em situações de queda de juros.

Vale a pena investir em IRFM11?

Assim como qualquer produto financeiro, não existe uma resposta certa sobre valer a pena, ou não, o investimento no IRFM11. Para que se chegue a uma conclusão, é preciso avaliar diversas variáveis, a maior parte delas individualmente. Um exemplo é se esse tipo de ativo se enquadra em seu perfil de investidor.

Se você tem inseguranças ou dificuldade com o mercado financeiro e prefere não dedicar muitos esforços à sua carteira, essa pode ser uma boa alternativa. Isso porque, já que na gestão passiva a rentabilidade está atrelada a um índice e não a grandes análises.

Por outro lado, se você se interessa ou tem amplo conhecimento sobre esse universo, olhar para outros produtos do mercado com características semelhantes pode gerar mais rentabilidade para a sua carteira em um prazo menor.

Independentemente do seu estilo de investir, ter visão sobre o cenário econômico do país e como isso impacta nos investimentos é fundamental para fazer escolhas mais assertivas. No curso Macroeconomia para investidores, você aprende temas como inflação, taxa de juros, política monetária e fiscal. É só clicar no banner abaixo para se inscrever.

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Como investir na bolsa sozinho? 6 passos para você seguir

Se você está em busca da sua independência financeira, precisa encontrar opções de investimentos mais atrativas para acelerar o processo. Uma das principais alternativas é o mercado de renda variável. Mas se você não sabe como investir na bolsa sozinho, essa pode ser uma tarefa com muitos desafios. O mais importante, entretanto, é dar o primeiro passo e mudar a sua mentalidade.  

Uma das coisas mais importantes é procurar conteúdo e informações de qualidade, para que você tenha, sobretudo, conhecimento a respeito desse tema. Conforme você vai entendendo mais sobre o mercado, ganha mais segurança para tomar algumas decisões.

Para ajudar na sua jornada, separamos os principais passos para você começar a sua no mundo dos investimentos. Aproveite o texto e boa leitura! 

É possível investir na Bolsa sozinho?

A resposta é: sim, é possível. Historicamente, investir na Bolsa de Valores sempre foi algo distante. Porém, com o passar do tempo e o avanço da tecnologia, muitas coisas evoluíram.

Antigamente, as negociações aconteciam presencialmente com as ordens de compra de ações sendo feitas na maior gritaria. As solicitações eram recebidas por telefone e o operador era quem fazia a negociação. O acesso a esse tipo de operação era para poucos. 

Contudo, os pregões passaram a ser 100% digitais em meados dos anos 2000. Isso facilitou o acesso às operações em Bolsa, fazendo com que mais pessoas conseguissem investir no mercado acionário.

Atualmente, os investidores têm muito mais autonomia para tomar as decisões sobre as suas aplicações. Além disso, mesmo com toda essa evolução, é importante destacar que não há como operar sem a intermediação de uma corretora

>>> Quem está começando agora no mundo dos investimentos precisa conhecer melhor o mercado de ações. A especialista da Faculdade XP, Clara Sodré, explica os 4 passos simples para começar a investir em ações. Na série “Investimento às Claras” você pode conferir essas e outras dicas. Que tal aprofundar ainda mais os seus conhecimentos sobre o tema? Dê o play no vídeo abaixo e aproveite: 

Como investir na Bolsa sozinho?

Não há como investir 100% sozinho na bolsa de valores, embora as decisões e ordens de compra possam ser feitas unicamente por você. Isso porque, é necessário a intermediação de uma instituição financeira — no caso, uma corretora — para fazer as negociações diretamente com a B3. Aliás, a B3 é a empresa responsável por fazer a gestão da Bolsa de Valores brasileira, conhecida também como Ibovespa.

Uma das primeiras coisas que você deverá fazer é mudar a sua mentalidade. É importante ter em mente que, todos os meses, você deverá guardar uma parte da sua renda para fazer os investimentos na Bolsa.

Além disso, é fundamental trabalhar a racionalidade e não deixar se levar pelas emoções e resultados momentâneos. Afinal, investir também é um ato de paciência. Como diria o grande investidor Warren Buffet: “A incerteza, na verdade, é amiga do comprador dos ativos de longo prazo.”

6 passos para investir na Bolsa sozinho

Quem deseja rentabilizar com operações na Bolsa de Valores precisa seguir alguns passos fundamentais. Para ajudar, separamos a seguir um guia básico do que fazer antes de tomar qualquer decisão sobre os seus investimentos. Eles não são necessariamente uma regra, mas ajudam a direcionar as decisões mais importantes. Confira: 

1. Tenha um planejamento

Esse é um dos passos mais importantes de todo investidor. Qual o seu objetivo ao investir na Bolsa de Valores?

Muitas pessoas almejam a independência financeira e uma vida mais tranquila, principalmente, durante a aposentadoria. Entretanto, é possível estabelecer alguns objetivos a curto, médio e longo prazos. Portanto, a palavra certa, nesse caso, é fazer um planejamento conforme as suas metas pessoais. 

Quer fazer uma viagem daqui a dois anos? Então faça um planejamento e estude ativos que possam entregar a valorização que você precisa dentro desse prazo. Quer se aposentar e viver de renda? Estude ativos que possam oferecer um rendimento mensal sólido, como os Fundos Imobiliários. Assim você não vai depender do governo e ainda garante uma renda extra além do INSS. 

2. Escolha uma corretora

Conforme falamos anteriormente, a escolha de uma corretora é fundamental para que você consiga fazer as suas operações na Bolsa de Valores. Mas como escolher uma? Essa talvez seja uma das principais dúvidas de quem está começando no mundo dos investimentos. Afinal, é ela quem será responsável por fazer a aplicação do seu dinheiro no mercado acionário.

Um dos pontos que você precisa levar em consideração é com relação às taxas de corretagem. Para quem está começando, é importante dizer que essas instituições, em sua maioria, cobram taxas de corretagem. Ou seja, a cada solicitação de compra ou venda de ativos, você deve pagar uma quantia para as companhias. Por isso, é fundamental entender a política de preços da empresa, visto que isso pode impactar diretamente no seu rendimento. Afinal, se ela tiver uma corretagem mais cara, você deverá colocar esse custo sobre o preço pago em determinada ação. 

>>> Você sabe como investir de acordo com os seus objetivos? A especialista em investimentos Clara Sodré, da Faculdade XP, conversa e ensina como ter metas a curto, médio e longo prazos. Assista ao vídeo a seguir e aproveite as dicas de como organizar os seus investimentos por prioridades. Confira

3. Saiba o seu perfil de investidor

Uma das principais coisas que você precisa saber antes de começar no mundo dos investimentos é o seu perfil de investidor. Isso vai dizer muito sobre os riscos que você está disposto a correr no mercado. 

Existem 3 tipos de perfil. O primeiro é o mais conservador, ou seja, aquele que não está disposto a correr muitos riscos e prefere investimentos mais modestos como, por exemplo, investimentos em renda fixa. O segundo é o moderado, que até aceita correr alguns riscos em renda variável, mas não abre mão de opções mais modestas e que deixem a carteira mais equilibrada. Já o terceiro é o agressivo, ou seja, aquele que aceita correr riscos mais agressivos em troca de potenciais ganhos mais rápidos.  

Ao definir o seu perfil é possível pensar em estratégias mais concretas, com opções de investimentos mais estabelecidas e que façam sentido para você e seus objetivos. 

4. Estude os ativos de interesse

Antes de aplicar o seu dinheiro, um dos principais passos é estudar os ativos que você tem interesse em investir. Portanto, faça uma análise técnica ou uma análise fundamentalista da empresa. Assim você poderá ter uma ideia mais clara a respeito do potencial do ativo. Existem opções mais agressivas, como empresas que ainda estão em crescimento, chamadas de small caps, ou apostas mais certeiras, como as reconhecidas blue chips

Essas definições são muito importantes, pois vão determinar a rentabilidade dos seus investimentos. Estudar os ativos pode determinar os resultados que você terá, seja no curto, médio ou longo prazos. Portanto, saiba como escolher e fazer a seleção correta das empresas.

5. Faça a transferência de recursos

Após escolher a corretora e avaliar as empresas que você tem interesse em investir, o próximo passo é fazer a transferência de valores. Ao abrir uma conta em uma corretora é como se você tivesse virado cliente de um outro banco. Com isso, é possível fazer a transferência de dinheiro do seu banco tradicional para a conta recentemente aberta. 

Pensando de forma prática, é como se você estivesse fazendo uma transferência para uma conta de outro banco. Mas, nesse caso, o objetivo é exclusivamente com foco em investimento. Há diversas opções, seja com o foco em ações ou, até mesmo, fundos imobiliários que dão uma rentabilidade mensal. 

6. Compre uma ação

Após fazer todas as análises das empresas, você pode escolher e investir em uma das companhias que estão no mercado acionário. Para isso, precisa saber qual o ticker da empresa e procurá-la no home broker da corretora.

O ticker nada mais é do que o código necessário para comprar uma ação da companhia. Ele é composto por quatro letras e um número. Depois disso, basta enviar uma ordem de compra. 

Quais os riscos e vantagens de investir na Bolsa sozinho?  

Um dos principais riscos é tomar decisões sem ter o conhecimento necessário sobre determinada empresa. Esse erro é muito comum. Afinal, investir não é apostar. Toda escolha precisa ser feita de forma racional e com segurança.

A principal vantagem é que você não precisa contratar um assessor de investimentos, muito embora ele possa ser importante em alguns momentos. Apesar disso, essa independência na tomada de decisões garante uma liberdade mais interessante para o investidor. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre como investir na bolsa sozinho, que tal melhorar ainda mais os seus conhecimentos sobre investimento?

Baixe agora mesmo o Guia da Bolsa para Investidores e tenha acesso a conceitos essenciais que você precisa saber para investir na renda variável. Garanta um guia ideal para consultar sempre que quiser realizar seus investimentos com propriedade. Faça o download agora mesmo. 

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