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O que é cotização de resgate? Quão “líquido” é o investimento?

Quer investir na indústria que soma mais de 6 trilhões de reais em patrimônio, segundo a Anbima? Então, chegou a hora de conhecer uma característica marcante dos fundos de investimento, entendendo o que é cotização de resgate para planejar o uso dos recursos.

Neste artigo, falaremos do prazo para resgatar esse tipo de aplicação, que está ligado ao conceito de liquidez. Além disso, traremos três exemplos para desvendar o mistério sobre o que é cotização de resgate de uma vez por todas. Então, continue conosco para conferir!

Por que é importante saber o que é cotização de resgate dos fundos?

Para contextualizar o que é cotização de resgate, é importante falar do quesito liquidez. Basicamente, essa é a capacidade de converter o valor aplicado em “dinheiro vivo”  novamente. E, quanto menos dias forem necessários para a compensação dos recursos, maior será a liquidez desse ativo.

Na hora de sacar os recursos aplicados, é necessário considerar os prazos de solicitação e depósito. Por sinal, falaremos logo adiante sobre como funciona a cotização de resgate até que o dinheiro seja depositado na conta.  

Na prática, o que é cotização de resgate?

A cotização de resgate é uma forma de demonstrar a liquidez para resgatar seu fundo de investimento. Na sigla D+0, por exemplo, as cotas serão transformadas em dinheiro no dia da solicitação. Já no D+1, isso acontecerá no dia seguinte e, no D+30, daqui a 30 dias.

Em todo caso, existem muitas outras opções: D+2, D+15, D+27, D+179 e assim por diante. Portanto, é vital redobrar a atenção na hora de escolher um fundo, de modo que ele seja compatível com os seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Por falar em objetivos, temos um vídeo que traz alguns exemplos para servir de inspiração. É só dar o play para aprender a colocar o dinheiro no lugar certo!

O que é liquidação de resgate?

Depois que as cotas foram convertidas em dinheiro (no prazo de cotização), vem o prazo de liquidação. Ou seja, é nesse ponto em que os recursos serão efetivamente transferidos para a conta de investimento.

Adicionalmente, lembre-se de que o prazo de resgate é a soma da do prazo de cotização com o de liquidação. Depois que o investidor solicita o resgate do fundo, começa a contar o tempo de conversão das cotas em dinheiro e, em seguida, há o depósito em conta. 

Como saber mais sobre a relação entre cotização e resgate?

Para ter mais detalhes sobre essa dinâmica, que tal fazer um curso online da Faculdade XP School? Por exemplo, o “O beabá financeiro” pode te ajudar nessa empreitada. Afinal, você conta com a orientação de especialistas para investir de um jeito simples e efetivo. 

O que é cotização de resgate nos fundos de investimento? 3 exemplos para entender! 

Antes de mostrar os exemplos do que é cotização de resgate, vale lembrar que existem diversas opções. Atualmente, a corretora XP Investimentos dispõe de 634 fundos, de modo que cada investidor possa escolher aquele que é compatível com sua estratégia.  

Para facilitar, veja abaixo quais são os primeiros itens que aparecem nessa lista da corretora. Assim, você poderá escolher seu investimento com base em: aplicação mínima, cotização e liquidação de resgate, rentabilidade e afins. 

o que é cotização de resgate - fundos XP Investimentos

Diante do amplo leque de opções da XP Investimentos, listamos três fundos com diferentes cotizações de resgate. Nesse sentido, confira as informações atualizadas até o dia 25 de dezembro de 2021: 

1. Occam Institucional FIC FIM II: cotização de resgate D+0 

O fundo Occam Institucional FIC FIM II se enquadra na categoria de multimercado. Isto é, sua política de investimento mescla aplicações de muitos mercados, como ações e câmbio.

  • Aplicação mínima (R$): 1.000
  • Cotização de resgate: D+0 (dias úteis) 
  • Liquidação de resgate: D+1 (dias úteis)
  • Rentabilidade acumulada em 36 meses (% comparado ao índice de referência CDI): 15,18

o que é cotização de resgate - fundo XP Occam

2. JP Morgan Global Income Allocation FIC FIM CP IE – Classe A: cotização de resgate D+1 

Por sua vez, o JP Morgan Global Income Allocation FIC FIM CP IE – Classe A é voltado aos investidores qualificados. Aqui, é preciso se enquadrar na instrução 539 da CVM, tendo R$ 1 milhão ou mais de patrimônio investido e se declarar como tal (investidor qualificado).

Esse é um fundo internacional, com exposição majoritária aos ativos que são negociados no exterior. Em linhas gerais, é uma maneira efetiva de diversificar a carteira, visto que a Bolsa de Valores do Brasil, a B3, tem um leque restrito em se tratando de ativos internacionais.

  • Aplicação mínima (R$): 5.000
  • Cotização de resgate: D+1 (dias úteis)
  • Liquidação de resgate: D+4 (dias úteis)
  • Rentabilidade acumulada em 36 meses (% comparado ao índice de referência CDI): 31,96

o que é cotização de resgate - fundo XP JP Morgan

>>> Saiba mais sobre o papel da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

3. XP Investor ESG FIC FIA: cotização de resgate D+30 

Para finalizar os exemplos do que é cotização de resgate, vamos ao fundo XP Investor ESG FIC FIA. Nesse caso, ele é um investimento verde, cuja gestão é focada em um mundo melhor para todas as pessoas. Em inglês, a sigla ESG significa “Environmental, Social and Governance” e, em português, se traduz como “Ambiental, Social e Governança”.

Voltando às características deste fundo ESG, ele faz parte da renda variável, cujo retorno varia conforme o mercado. E, como ele teve início em 30/12/2020, ainda não foi possível completar a rentabilidade acumulada em 12, 24 ou 36 meses, ok?

  • Aplicação mínima (R$): 5.000
  • Cotização de resgate: D+30 (dias corridos)
  • Liquidação de resgate: D+2 (dias úteis)
  • Rentabilidade no último mês (% comparado ao índice de referência Ibovespa): -2,26

o que é cotização de resgate - fundo XP ESG

>>> Conheça a importância dos investimentos ESG para a sociedade como um todo

Enfim, esperamos que o post tenha esclarecido o que é cotização de resgate nos fundos de investimento. E, para continuar apostando no poder de conhecimento, a dica é fazer a trilha Faculdade XP para descobrir quais serão os próximos passos da sua jornada. Vamos começar?

Recibos de ações estrangeiras: vale a pena investir em BDR?

Por acaso, você já pensou em ser acionista de grandes companhias do mundo, como Google e Amazon? Hoje, falaremos sobre uma opção para ter participação societária em empresas estrangeiras, de modo que você decida se vale a pena investir em BDR ou não.

A propósito, essa questão já foi esclarecida por 475,1 mil investidores brasileiros que investem em BDR, segundo a B3. Por isso, preparamos um artigo para abordar as características dos Brazilian Depositary Receipts (BDR), bem como os prós e contras. 

Aliás, os pequenos investidores podem optar por essa estratégia, algo que era restrito aos investidores qualificados. Ou seja, as regras antigas só permitiam essa aplicação por quem tinha acima de R$ 1 milhão de capital aplicado, mas, felizmente, o cenário mudou. 

Sendo assim, continue a leitura para descobrir se realmente vale a pena investir em BDR. Além disso, teremos um bônus no final do post, contendo um recurso essencial para que você possa otimizar a sua estratégia de investimentos, de forma assertiva. Vamos lá? 

Como saber se vale a pena investir em BDR?

Antes de saber se vale a pena investir em BDR, é essencial considerar o conceito de perfis de investidores. E isso tem tudo a ver com a tolerância aos riscos que são típicos do mercado financeiro.

Em geral, os conservadores têm baixa tolerância aos riscos e buscam ativos que trazem segurança. Já os moderados entendem que podem aumentar um pouco a sua exposição aos riscos, em troca da chance maior de lucratividade. 

Por sua vez, os arrojados, também conhecidos como agressivos, têm mais apetite aos riscos. E, quanto maior for o risco de um ativo, maior será o seu potencial de retorno sobre o investimento. 

>>> Saiba mais sobre o gerenciamento de risco no mundo dos investimentos

Com isso em mente, siga conosco para entender o que é BDR e como ele funciona na prática. Em seguida, traremos os pontos positivos e negativos da aplicação, a fim de esclarecer, de uma vez por todas, se vale a pena investir em BDR.

O que é o investimento BDR? 

BDR significa Brazilian Depositary Receipt. Em português, a sigla se traduz como Certificado de Depósito de Valores Mobiliários (CDVM), Basicamente, são recibos de ações estrangeiras, que podem ser negociados na Bolsa de Valores do Brasil, a B3. 

>>> Veja a diferença entre os recibos de ações estrangeiras e as ações estrangeiras em si 

Aqui, estamos falando dos papéis que servem para representar as ações de empresas estrangeiras. Porém, eles são emitidos e negociados no Brasil, o que facilita o acesso dos nossos investidores ao universo dos ativos internacionais.

Para exemplificar, vale conferir uma indicação feita pelos especialistas da XP Investimentos, em janeiro de 2021. Na ocasião, eles listaram dez ações internacionais para negociar via BDRs, o que permite que os brasileiros adquiram a participação societária nas companhias:

  1. FBOK34, do Facebook;
  2. JNJB34, da Johnson & Johnson;
  3. AMZO34, da Amazon;
  4. MSFT34, da Microsoft;
  5. GOGL34, da Alphabet Inc. | Google;
  6. DISB34, da Walt Disney Company;
  7. ATVI34, da Activision Blizzard;
  8. BERK34, da Berkshire Hathaway;
  9. NIKE34, da Nike;
  10. BABA34, da Alibaba. 

Como funciona o BDR? 

Quem compra o BDR tem um certificado ligado às ações da empresa, mas não as ações propriamente ditas. Antes de chegar a esse investidor, uma instituição financeira nacional compra os papéis no exterior (depositária), garantindo que sejam lastreados nos originais.

A seguir, os ativos ficam depositados e bloqueados fora do país, em outra instituição financeira (custodiante). Nesse ponto, trata-se de uma medida de segurança para “guardar” os papéis originalmente adquiridos. 

Depois disso, a depositária faz o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil. E é aí que ela se habilita a emitir os BDRs para que os investidores brasileiros possam comprá-los e, consequentemente, ter um tipo de participação societária no exterior.

Se ainda está em dúvida se vale a pena investir em BDR, dê o play no vídeo abaixo. E, depois, confira os prós e contras que listamos logo adiante.

3 vantagens para confirmar se vale a pena investir em BDR

A seguir, listamos as principais vantagens do investimento em BDR, com destaque para  diversificar a carteira:  

1. Diversificação do portfólio de investimentos

No dito popular, diversificar se relaciona com “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. E, no caso do BDR, o portfólio conta tanto com a diversificação setorial (diferentes segmentos econômicos), quanto com a geográfica (EUA, Canadá, França e afins). 

2. Acesso aos ativos internacionais

Com o BDR, pode-se acessar os ativos que estão listados nos famosos índices S&P 500 e Nasdaq 100.  Respectivamente, eles têm 33% e 15% do mercado acionário global, enquanto a B3 dispõe de apenas 0,8% de participação (market share).

3. Ativos de proteção da carteira

A possibilidade de exposição em dólar representa uma das alternativas para proteger a carteira. No começo da pandemia de Covid-19, por exemplo, esse ativo se valorizou de maneira bastante significativa.  

2 desvantagens para descobrir se vale a pena investir em BDR

E, como nem tudo são flores, é fundamental levar em conta os seguintes pontos, antes de comprar um BDR:  

1. Alta volatilidade

Como parte do segmento de renda variável, os BDRs são ativos que têm alta volatilidade. Ou seja, os preços oscilam bastante, sendo que as cotações se movimentam conforme os resultados das empresas emissoras, juntamente com o “humor” do mercado.

>>> Baixe o e-book gratuito: “Como se formam os preços dos ativos

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Como se formam os preços dos ativos" da Faculdade XP School.

2. Baixa liquidez

A liquidez é a capacidade de tornar disponível aquele dinheiro que estava aplicado. Quanto mais rápido for o resgate dos recursos, sem perda de valor, mais “líquido” é o investimento. Porém, os BDRs têm baixa liquidez na B3, isto é, o resgate do capital pode demorar. 

Extra: próximos passos para aplicar recursos no exterior

Enfim, com todos os prós e contras que abordamos até aqui, fica a questão: para você, vale a pena investir em BDR? Se esse tipo de investimento te interessa, a Faculdade XP School tem a solução para te ajudar a direcionar seus recursos assertivamente.

No curso “Valuation: avaliação de empresas e ações”, você aprenderá a alavancar a gestão das suas ações. Afinal, é importante dominar a avaliação de indicadores para escolher os melhores ativos que vão compor a sua carteira. 

Campanha de um curso online sobre "Valuation: Avaliação de Empresas e Ações" da Faculdade XP School.

E então, que tal começar a investir nas maiores empresas do mundo? Vamos juntos nessa jornada!

O que é CDI? Veja como funcionam os investimentos atrelados a ele!

Você já foi impactado por uma propaganda de alguma instituição financeira que falava sobre 100%, 150% ou até 200% do CDI?

Há quem acredite que o CDI é algum tipo de investimento, ou até mesmo o confunda com os queridinhos CDBs. Mas a verdade é que, apesar do CDI não ser um título, ele influencia grande parte dos investimentos disponíveis atualmente. Por isso, continue a leitura para entender o que é CDI e como ele pode impactar seu patrimônio.

O que é CDI?

O CDI é sigla para “Certificado de Depósito Interbancário”, um título emitido por bancos quando são realizadas transações entre duas instituições financeiras. Esse Certificado, criado para garantir estabilidade no setor financeiro, pode ser resumido como uma taxa cobrada quando uma instituição realiza um empréstimo de curto prazo a outra.

“Mas como isso afeta a rotina nos bancos?”

O Banco Central determina que todos os bancos encerrem suas operações diárias com saldo positivo no caixa – o que nem sempre acontece. 

Em dias em que há mais resgates que depósitos, um banco pode pedir um empréstimo de outra instituição bancária para fechar o dia com um saldo positivo. Essa transação, que tem o prazo de vencimento de um dia útil, é um CDI. 

Como sabemos, uma das condições de qualquer empréstimo é a cobrança de juros, inclusive nos CDIs. Todas essas operações são registradas na bolsa de valores, que calcula diariamente a taxa média de juros e a divulga como taxa CDI (ou taxa DI).

Em 2020, por exemplo, a taxa CDI do ano foi de 2,75%. Para chegar a esse valor, foram somados os CDIs mensais, que em 2020 foram:

Mês CDI mensal
Janeiro 0,38%
Fevereiro 0,29%
Março 0,34%
Abril 0,28%
Maio 0,24%
Junho 0,21%
Julho 0,19%
Agosto 0,16%
Setembro 0,16%
Outubro 0,16%
Novembro 0,15%
Dezembro 0,16%
Total acumulado no ano 2,75%

Fonte: Banco Central 

Qual é a diferença entre CDI e Selic?

Se você pensava que o CDI era o único indicador importante para os investidores, atenção! A taxa Selic é outro ponto que também influencia nossos investimentos e deve ser acompanhada. Mas quais são as diferenças entre ambas taxas?

De maneira resumida, podemos afirmar que enquanto a taxa CDI acompanha os juros dos empréstimos entre instituições financeiras, a Selic é a taxa básica de juros da economia, definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Apesar das taxas diferirem, o CDI costuma seguir a tendência da Selic. Isso porque ambas competem pelo dinheiro dos bancos. Assim como nós escolhemos o investimento que oferece a melhor rentabilidade, as instituições bancárias escolherão colocar seus fundos onde terão o maior retorno.

Se a Selic tiver a taxa mais alta, os bancos alocarão seus fundos no governo. Se o CDI oferecer o melhor retorno financeiro, os bancos focarão seus esforços em emprestar dinheiro para outras instituições financeiras. Mas caso elas sigam competindo, o dinheiro não ficará concentrado em um único tipo de investimento.

Como funciona o investimento no CDI?

“Ok, entendi o que é CDI. Mas qual a relação entre esse Certificado com o meu patrimônio?” 

A primeira coisa que você precisa saber é que a taxa do CDI, ou taxa DI, é usada como base para a rentabilidade de títulos de renda fixa, como:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): esse título representa empréstimos feitos por pessoas físicas aos bancos.
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI): título emitido por bancos a fim de conquistar capital para financiar construções e outros processos imobiliários. 
  • Letras de Crédito Agrícola (LCA): parecido com a LCI, mas tem como foco o financiamento do setor agrícola.
  • Debêntures: títulos emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais. Nessa aplicação, seu dinheiro é usado pela empresa que deseja fazer grandes investimentos, como expandir as operações.

Ou seja, esses investimentos oferecem uma remuneração atrelada a esse indicador ou o utilizam como meta de desempenho. 

Isso significa que quando uma aplicação oferece 100% do CDI, ela está prometendo um retorno equivalente à taxa média desses empréstimos. Se você alocou parte do seu patrimônio em um título que rendia 100% do CDI em 2020, quer dizer que ao longo do ano, em 2020 esse rendimento cresceu 2,75%. 

Mas também é possível encontrar títulos que ofereçam 90% ou 80% do CDI. Atenção para eles, pois isso significa que o seu rendimento será de apenas parte da taxa CDI. Ou seja, esse investimento reduz seu poder de compra.

Além de entender como funciona a porcentagem do CDI, também é relevante compreender que investimentos, como o CDB, são divididos entre:

  • Préfixados: taxa de rendimento é definida no momento da aplicação;
  • Pós-fixados: rendimento é determinado no vencimento do título por um índice de referência. Quando o rendimento do título é “XX% do CDI”, isso significa que ele é pós-fixado;
  • Híbrido: une ambas categorias, ou seja, oferece rendimentos anuais como “XX% do CDI + 0,8%”.

Isso o ajudará a entender qual é a melhor opção de aporte para os seus objetivos de acordo com o seu perfil do investidor. O vídeo abaixo também traz algumas dicas sobre renda fixa que podem ajudá-lo: Dê um play para conferir! 

Como calcular a rentabilidade da taxa do CDI?

Como você pôde perceber, o CDI pode influenciar nosso patrimônio e nos ajudar a conquistar nossos objetivos. Entretanto, ao olhar para nossos investimentos, queremos nos certificar que o retorno obtido valeu o tempo em que o patrimônio ficou aportado. 

Para isso, calculamos a sua rentabilidade. No caso do investimento pós-fixado, a conta será:

valor investido x taxa do CDI como decimal =  rentabilidade 

Ou seja, para calcularmos o rendimento de um CDB de R$ 1.000 com 100% do CDI no ano de 2020, primeiro precisamos encontrar o valor decimal do CDI. Para isso, dividimos 2,75% por 100, que é 0,0275. Em seguida o multiplicamos e chegamos ao valor de R$ 27,50.

Mas atenção: esse cálculo é ineficaz para CDIs futuros, pois ele usará como base o CDI do dia, que pode subir ou descer a qualquer momento. Entretanto, se optar por um investimento híbrido, é possível saber, pelo menos, parte do valor.

Um CDB de R$ 1.000 com 100% do CDI + 4% com vencimento para o próximo ano renderá, pelo menos, R$ 40. Isso porque:

valor investido (1.000) x taxa pré-fixada como decimal (0,04) = rendimento (R$ 40)

Já o valor que será ganho pelo CDI será definido na data de vencimento do aporte.

Agora você sabe tudo sobre o que é CDI!

Esperamos que com esse artigo você tenha sanado todas as suas dúvidas sobre como funcionam os investimentos no CDI e qual o impacto que esse indicador pode ter no seu patrimônio.

Se você quer aprender ainda mais sobre finanças pessoais e indicadores como o CDI, nós temos o curso ideal para lhe ajudar nesse processo: Renda Fixa: ganhos com Baixo Risco. Comece a planejar o seu futuro hoje, com a Faculdade XP!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

Como investir no mercado fracionário? Entre na bolsa com pouco dinheiro

Você é daqueles que pensam que para investir em ações é preciso ter muito dinheiro? Pois hoje vamos provar que isso não é verdade, mostrando como investir no mercado fracionário. Assim, você também poderá entrar neste meio e aproveitar todas as oportunidades que ele oferece.

Recentemente, a B3 (Bolsa de Valores brasileira) alcançou a marca de 4 milhões de contas de Pessoas Físicas. Além disso, o balanço trimestral divulgado pela plataforma, com dados que vão até setembro de 2021, mostra um crescimento de 26% no número de investidores em ações, comparado ao mesmo período de 2020.

Mesmo que não tenha um grande capital à sua disposição, você pode, sim, aplicar o seu dinheiro em papéis de empresas e ter acesso aos mesmos benefícios que os grandes investidores. Basta comprar ações avulsas, ao invés de um lote inteiro.

Ou seja, estamos falando de dois tipos de mercado, o fracionário, que permite a compra e venda de frações de lotes de ações, e o integral, no qual só é possível negociar um lote padrão, que normalmente é composto por 100 ações.

Neste post, explicamos o que é e como investir no mercado fracionário. Então, se prepare, pois você está prestes a ter mais uma opção de aplicação para fazer o seu dinheiro render mais!

O que é mercado fracionário?

Enquanto no mercado regular de ações, só é possível investir comprando lotes de 100 unidades, o mercado fracionário possibilita a compra avulsa. Ou seja, ao invés de adquirir um lote inteiro, o investidor pode comprar quantas ações desejar.

Na prática, isso permite que quem está começando nesse meio, possa entrar com um valor reduzido e experimentar o mercado. Além disso, abre as portas para quem não tem muito dinheiro disponível, mas, ainda assim, quer começar a investir.

Vale destacar que as ações compradas em ambos são as mesmas. A diferença se dá por conta da cota mínima, que no mercado integral só se vende em lotes, e no fracionário é possível adquirir por unidade; e na liquidez, que neste último é menor, uma vez que seu volume de compra e venda é reduzido em relação ao primeiro.

Qual é a diferença entre lote integral e lote fracionário no mercado de ações?

O lote integral, comercializado no mercado regular de ações, possui uma cota mínima para compra e venda, geralmente fixada em 100 ações. Isso significa que, não é possível comprar menos que isso. Logo, para investir mais, é preciso comprar sempre em múltiplos de 100.

Já o lote fracionário, presente no mercado fracionário, permite a compra e venda de uma fração do lote integral. Ou seja, é possível adquirir os papéis de forma avulsa, entre 1 e 99 unidades.

Ficou interessando? Então, neste momento você deve estar se perguntando: “afinal, como investir no mercado fracionário?” Calma, pois a gente te explica tudo direitinho a seguir!

Como investir no mercado fracionário?

Não precisa se preocupar, achando que fazer esse tipo de aplicação é algo complicado. Você verá que investir no mercado fracionário é muito semelhante à compra de ações no mercado integral.

Primeiramente, você precisará ter uma conta em uma boa corretora de valores.

Aqui é muito importante prestar atenção à taxa de corretagem cobrada por operação, pois, se o objetivo é começar a investir com pouco dinheiro, você não vai querer pagar uma taxa alta, não é mesmo?

Neste caso, uma ótima opção é a Clear, a primeira corretora do Brasil a zerar a taxa de corretagem, democratizando o acesso ao mundo dos investimentos para todos os perfis de investidores.

Investindo no mercado fracionário na prática

Após criar a sua conta e fazer o seu primeiro depósito, você estará pronto para começar a investir, comprando suas ações fracionadas.

Mas, antes de qualquer coisa, pesquise sobre a empresa na qual deseja investir e faça uma análise fundamentalista, a fim de se certificar de que está fazendo um bom negócio.

Para operar no mercado fracionário, basta adicionar a letra “F” ao ticker da ação, — que é o código que a representa —, por exemplo, o ticker da Petrobras é PETR4. Logo, se você deseja comprar uma fração de um lote de ações da Petrobras, basta pesquisar em seu home broker por PETR4F.

Para descobrir qual é o ticker referente a ação que você deseja comprar, basta pesquisar pela empresa na seção “Empresas Listadas”, no site da B3.

Após isso, você só precisa definir o número de ações que deseja adquirir e enviar a ordem. Pronto! Você acaba de investir no mercado fracionário. Simples, concorda?

Para saber mais sobre como funciona o mercado fracionário, confira o vídeo que nossa musa dos investimentos, Clara Sodré, gravou sobre o assunto:

Viu como é fácil investir no mercado fracionário, mesmo com pouco dinheiro?

O mercado fracionário possibilita aos investidores comprar ações fracionadas, ou seja, eles podem adquirir um número menor de ações do que o lote padrão, que geralmente é de 100 papéis.

Isso possibilita que pessoas que querem investir em ações, mas não tem dinheiro para comprar um lote inteiro, entrem neste mercado adquirindo uma fração do lote.

É importante lembrar que a liquidez no mercado fracionário é menor em relação ao mercado regular. Logo, caso decida vender seus papéis, esteja ciente de que pode levar mais tempo. Porém, se o seu objetivo é um investimento de longo prazo, isso não será um problema.

Quer aprender mais sobre o mercado de ações? Então, conheça nosso curso: Aprenda a investir na bolsa de valores. Por meio dele, você aprende dos conceitos mais básicos até como analisar ações e encontrar boas oportunidades de investimento.

Você não vai querer perder esta oportunidade, não é mesmo? Então, clique no banner abaixo e se inscreva agora mesmo!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

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Não sabe como estudar para ser trader? Descubra agora!

Encarar os investimentos como profissão é o sonho de muitas pessoas. Para transformar esse desejo em uma meta factível, a dedicação e o estudo são essenciais. Mas uma das maiores dúvidas de quem está começando é: como estudar para ser trader? 

Se você não sabe se trading é a profissão ideal para você, veja nesse conteúdo o que é necessário para ter sucesso na área e quais cursos e livros podem te ajudar nesse processo. Tenha uma boa leitura!

Trader: uma profissão em alta

Com cada vez mais pessoas buscando aumentar seu patrimônio, as profissões dentro da área de finanças se tornaram atrativas para muitos.

De acordo com o Google Trends, a busca de termos como “como fazer day trade?” cresceu 53% em 2020 no Brasil. Enquanto em março de 2019 esses tipos de buscas registravam 31 pontos, no ano seguinte a procura evoluiu para 84 pontos.

Ademais, dados da B3 mostram a tendência recente de crescimento dos traders. O número de Pessoas Físicas que fizeram pelo menos uma operação de day trade aumentou 144% entre 2013 e 2018. 

em 2019, foi registrado um avanço de 108,8% em relação ao ano anterior. E em apenas 8 meses, 2020 já havia alcançado um crescimento de 100,6%.

Diante desses dados, é possível concluir que a profissão está mais em alta do que nunca, não é verdade?

>>> Leia também: O que é trading e quem é o trader? Conceito e vantagens da profissão

Como estudar para ser trader? O que avaliar antes do pontapé inicial?  

Apesar de muitos sonharem em serem day traders, existem alguns requisitos que podem atrapalhar a performance dos investidores. Por isso, antes de começar a estudar para essa área, é importante entender se você possui:

  • tempo disponível para se dividir entre o trabalho tradicional e as transações como trader. Quem trabalha durante o dia, por exemplo, conseguirá atuar apenas como position ou swing trader no início;
  • saúde mental e controle emocional para lidar com os ganhos e perdas das operações;
  • sede de conhecimento técnico e operacional para avaliar possíveis comportamentos das ações e aumentar a taxa de acerto nas operações;
  • disciplina para alcançar os objetivos e entender que os ganhos dependem apenas de você;
  • disciplina para investir uma quantia inicial de dinheiro para estudo, sabendo que parte do valor pode ser perdido no início.

Como estudar para ser trader? 5 livros essenciais 

Uma das melhores maneiras de estudar para ser trader é a leitura de livros e e-books. Abaixo, separamos 5 opções para ajudá-lo a se desenvolver nessa profissão.

Trading Atitude mental do trader de sucesso (Trading in The Zone) – Mark Douglas

Um clássico sobre trading, o livro de Mark Douglas aborda a psicologia dentro da profissão

Com essa leitura, você conhecerá as principais convicções erradas de grande parte dos traders, que os levam a cometer erros típicos de trading, até dicas para controlar emoções para obter resultados consistentes. 

Aprenda a Operar no Mercado de Ações: Um Guia Completo para Trading – Alexander Elder

“Você pode se transformar em um operador de sucesso. Isso já aconteceu muitas vezes antes, com outras pessoas, e continua acontecendo hoje, a toda hora, em todo o mundo. Se você gosta de aprender, se você não tem medo do risco, se as recompensas o atraem, você tem um grande projeto à sua frente.”

Essa parte da sinopse do livro de Alexander Elder é suficiente para instigar qualquer pessoa a comprar o livro, não é mesmo? Com ele, você aprenderá a gerenciar seu tempo e seu dinheiro com estratégias que lhe trarão lucro dentro da bolsa de valores.

O investidor inteligente – Benjamin Graham 

Se você não sabe ainda ao certo qual livro comprar, essa frase do investidor Warren Buffett pode ajudá-lo a tomar uma decisão: “De longe, o melhor livro sobre investimentos já escrito.”

Nessa edição, um dos principais consultores de investimentos do século XX mostra que todo investidor inteligente deve combinar educação financeira, pleno conhecimento de mercado e, acima de tudo, uma visão de longo prazo para ter sucesso na bolsa de valores.

Guia da Bolsa para Investidores

A Faculdade XP também possui uma variedade de materiais para lhe ajudar nos estudos para ser trader, como o e-book gratuito Guia da Bolsa para Investidores. Separamos os conceitos essenciais que você precisa saber para investir na bolsa de valores em um guia ideal para consultar sempre que quiser realizar seus investimentos com propriedade.

Guia de Boas Práticas para Day Trader

Outra opção de e-book gratuito que pode interessar os estudantes de trades é o Guia de Boas Práticas para Day Trader

Nele, a equipe Faculdade XP reuniu as principais dicas para os traders operarem de maneira segura e consciente, além de alertá-los dos riscos nas operações.

Como estudar para ser trader? 3 cursos indicados

Além dos livros, outra maneira de estudar para ser trader é por meio de cursos online. Essa modalidade de ensino aumentou mais de 50% no País, de acordo com o Censo da Educação a Distância, feito pela ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). 

Na Faculdade XP, são três opções de estudo que lhe darão uma base para iniciar a carreira de trader. Confira!

Aprenda a investir na bolsa de valores

O primeiro dos cursos tem como professor Leandro Rassier, educador financeiro na XP Inc. há mais de 20 anos. Em apenas 5 horas, o curso abordará:

  • primeiros passos para investir em renda variável com solidez e segurança;
  • funcionamento do mercado de capitais;
  • como montar uma carteira de investimentos adequada ao seu perfil de investimento;
  • diversificação de investimentos para turbinar os resultados da sua carteira.

Tudo que aprendi em 12 anos de day trade

A segunda opção de estudo para ser trader tem a mentoria de André Moraes, que ingressou no mercado como trader no início do século e virou analista de investimentos em 2012. 

Ex-analista-chefe da XP Investimentos e atual analista da Rico Corretora, suas análises semanais são acompanhadas por mais de 5.000 traders.

Esse curso online tem dois pilares de conteúdo:

  • estratégias, técnicas e gerenciamento de risco: conheça técnicas para a realização de operações de day trade com ações e minicontratos e traz experiências reais vividas por André;
  • resultados consistentes e bons rendimentos: entenda como estabelecer estratégias e como ter mais autoconhecimento e equilíbrio para garantir o sucesso no mercado financeiro.

Valuation: Avaliação de Empresas e Ações

O terceiro e último curso da Faculdade XP ideal para quem deseja se tornar um trader faz parte dos conteúdos dos MBAs Faculdade XP Pro, que oferecem uma imersão ainda mais aprofundada da área. Entre os tópicos abordados nas aulas estão:

  • o que são as operações de Day Trade?
  • psicologia do mercado
  • aspectos operacionais
  • análise técnica
  • estratégias de rompimento e reversão de tendência
  • Day Trade na Primeira Hora do Pregão

Como você pôde ver, não faltam opções de aprendizagem para lhe ajudar com a carreira de trader. Agora é só investir nos cursos e livros que melhor atendam às suas necessidades e comece a caminhar em direção dessa sua meta!

Gostou desse conteúdo e agora já sabe como estudar para ser trader? Então, divida seu conhecimento e compartilhe este texto em suas redes sociais!

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O que é yield? Quais os ganhos em potencial nas aplicações?

Sabia que as empresas listadas na B3 pagaram R$ 200 bilhões em proventos, entre janeiro e novembro de 2021? Os dados são da Economática, que também analisou os ganhos obtidos pelos investidores com a distribuição de dividendos. Pensando nisso, preparamos um post para explicar o que é yield e como analisar o retorno dos investimentos

Para começar, fica a reflexão: como saber qual é o potencial de lucratividade de um ativo financeiro? Apesar da oscilação dos preços, é possível analisar o indicador dividend yield (DY) das ações para conhecer as empresas que remuneram bem seus acionistas. 

Logo, é fundamental descobrir o que é yield e como colher os frutos dessas e de outras aplicações. Continue conosco para descobrir como fazer esse cálculo, tanto de ações, quanto de fundos imobiliários!

Mas, afinal, o que é yield no mundo dos investimentos?

Para se tornar um investidor bem-sucedido, você definitivamente precisa compreender  o que é yield. Nesse sentido, é importante considerar o segmento em que se pretende aplicar recursos, lembrando que é essencial diversificar a carteira com diferentes classes de ativos. 

Na renda fixa, sabe-se o fluxo de remuneração no ato do investimento, o que facilita a mensuração do retorno. E isso acontece mesmo quando a taxa de juros é pós-fixada, como no Tesouro IPCA, que fica atrelado à variação do IPCA, um indicador que mede a inflação. 

Por outro lado, existem vários fatores que impactam na lucratividade do segmento de renda variável. Para exemplificar, a lei da oferta e demanda é um dos fatores-chave na negociação da bolsa de valores, inclusive na escolha de ações

E, para obter mais detalhes, vale a pena baixar o e-book gratuito “Como se formam os preços dos ativos”.

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Como se formam os preços dos ativos" da Faculdade XP School.

Com tudo isso em mente, agora falaremos sobre o significado de yield em ambos os segmentos, ok? Depois disso, traremos exemplos focados na renda variável, tendo em vista os fatores que refletem na lucratividade dos papéis.  

Na prática, o que é yield?

Yield é uma forma de mensurar o retorno do investimento que foi feito, o que pode ser entendido como lucro. Em linhas gerais, estamos falando da relação entre o resultado efetivamente obtido e qual foi o esforço empreendido para conquistá-lo. E isso demonstra se a aplicação foi vantajosa ou se é necessário rever a estratégia e as decisões financeiras. 

Como fazer o cálculo do yield?

Para calcular o yield, o primeiro passo é considerar o ativo que será analisado. Se o for o Tesouro Direto, é preciso verificar os juros recebidos diante do montante investido. Já nas ações, o indicador dividend yield compara a quantia investida e a cotação atual desse ativo. 

A propósito, vale lembrar que os dividendos representam uma das maneiras de remunerar os acionistas. Quando se compra ações de uma empresa de capital aberto, que negocia parte do seu capital social na bolsa de valores, o investidor obtém a participação societária.  

Isso significa que, ao se tornar um sócio, ele tem acesso a certos benefícios, como os dividendos. Contudo, existem vários tipos de ações e proventos que são pagos aos acionistas. Por isso, quem tem o objetivo de receber dividendos (e até viver de renda), deve considerar o dividend yield, conforme o exemplo que explicaremos logo a seguir. 

O que é yield? 2 investimentos para ilustrar o conceito 

Antes de mais nada, cabe ressaltar que o retorno da renda variável pode ser impactado por uma série de fatores. Por exemplo, a macroeconomia, a performance do setor e, também, crises de larga escala, como a pandemia da Covid-19

Por isso, daqui em diante traremos dois exemplos para entender o que é yield na renda variável. Vamos lá?

1. O que é yield nas ações?

No mercado de ações, o yield demonstra se aquela ação está trazendo resultados positivos. Quando se adquire papéis de empresas que têm boa saúde financeira, a lucratividade provavelmente será maior. Mas o quanto isso representa para os acionistas?

Para fazer o cálculo do dividend yield nas ações, basta usar a seguinte fórmula: 

DY = Dividendos pagos por ação / Cotação atual da ação x 100

E, para conhecer os melhores dividend yields, vale conferir as ações que mais pagaram dividendos em 2021. A seguir, listamos as dez empresas que mais distribuíram esses proventos, com as respectivas ações e percentuais de DY, de acordo com a Economática:

  1. Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): DY 20,60%
  2. Unipar PNB (UNIP6): DY 20,55%
  3. Vale (VALE3): DY 16,74%
  4. Portobello (PTBL3): DY 16,45%
  5. Copel PNB (CPLE6): DY 16,04%
  6. JBS (JBSS3): DY 12,75%
  7. Gerdau PN (GGBR4): DY 12,56%
  8. Isa Cteep PN (TRPL4): DY 12,28%
  9. Minerva (BEEF3): DY 11,06%
  10. Marfrig (MRFG3): DY 11,06%

Extra: ferramenta para calcular os dividendos de ações

O portal InfoMoney disponibiliza uma planilha gratuita para calcular os dividendos da sua carteira de ações. Para isso, basta fazer o download e conferir a taxa média de retorno com os proventos, além de verificar a performance histórica desses ativos.

2. O que é dividend yield no FII?

Por sua vez, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) têm características diferentes das ações. Além do investidor ser um cotista, uma vez que ele participa de um “condomínio” de investidores, o dividend yield desse investimento tem uma dinâmica diferente.  

Em um fundo de tijolo, que investe diretamente em imóveis, o cotista receberá os aluguéis. Adicionalmente, deve-se levar em conta a valorização da cota, com base na fórmula:

Valorização = (preço final – preço inicial) / preço inicial

Extra: ferramenta para calcular os dividendos de FIIs

Em paralelo à planilha de ações, o InfoMoney tem uma ferramenta focada nos dividendos de fundos imobiliários. Isso porque é vital levar em conta os aluguéis dos imóveis, quando houver, visto que eles se tornam uma fonte de renda para os cotistas.

E, agora que você sabe o que é yield, sobretudo na renda variável, que tal continuar investindo nisso? Com o curso online “Aprenda a investir na bolsa de valores”, você aprenderá a montar uma estratégia assertiva para comprar e vender ativos. Vamos nessa?

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Stop Móvel: saiba a razão e os cuidados de usar essa técnica em suas operações

Quando você começa a investir na Bolsa de Valores, há uma série de coisas que deve ser levada em consideração. E uma das principais é o seu objetivo sobre aquele valor aplicado: você espera um retorno no curto, médio ou longo prazos? A partir daí, é possível estabelecer metas. E uma forma de não comprometê-las é, justamente, utilizar a ferramenta de stop móvel

Essa é uma forma muito utilizada por investidores para não se surpreender com as oscilações de mercado. Isso porque você consegue reduzir um pouco os riscos com as perdas, otimizando os seus lucros com o tempo. Para aproveitar ao máximo essa ferramenta, preparamos a seguir tudo o que você precisa saber sobre ela. Boa leitura! 

O que é stop móvel?

O stop móvel é uma técnica, ou ferramenta, muito utilizada pelos investidores, pois ela evita que você tenha grandes perdas com as variações de mercado. Primeiramente, é preciso entender o stop gain e o stop loss. Essas duas operações permitem que você coloque um limite no preço das ações. Ou seja, assim que ela atingir aquele valor específico, você pode configurar para que a operação aconteça automaticamente. 

No stop móvel, a mecânica é diferente. O limite para compra ou venda do ativo segue uma porcentagem e não um valor específico. Por isso ele carrega o termo “móvel” em sua nomenclatura. Uma das principais vantagens do stop móvel é que você não se prende a uma condição específica. Com isso, a ferramenta permite uma variação maior nas condições para a execução de uma ordem de compra ou venda. 

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Como funciona o stop móvel?

Vamos imaginar que você comprou ações de uma empresa pelo valor de R$ 50 por papel. Ao efetivar a sua ordem de compra, você coloca um limite máximo de perda de R$ 5 por ação. Sendo assim, o máximo que você aceita como valor mínimo do ativo é R$ 45. Porém, vamos imaginar que, em apenas uma semana, ao invés de cair, a ação valorize e chegue a R$ 60. É aqui onde está o segredo do stop móvel.

A partir de agora, ao invés dos R$ 45 como valor de perda que você tinha definido, o sistema passa a colocar como mínimo R$ 55. Ou seja, mantendo os mesmos R$ 5 da sua ordem inicial, mas estabelecendo um valor superior e garantindo lucro mesmo em uma futura desvalorização.  

A ferramenta não funciona somente nos casos de venda de um ativo. Ela pode ser utilizada também para compra. Vamos imaginar que você esteja de olho em uma ação, mas que está esperando ela baixar para iniciar o investimento. Com o stop móvel você pode estabelecer uma ordem de compra, no mínimo, 10% mais baixa sobre a cotação do ativo. Sendo assim, quando ele chegar no valor que você quer pagar, o sistema executa automaticamente. 

Diferença entre stop móvel e stop loss

 A diferença entre as operações parece complexa, mas ao contrário do que você imagina, é muito simples. No stop loss você estabelece um limite máximo para o preço do ativo. Sendo assim, quando ele chegar naquele valor, o sistema executa a ordem de venda automaticamente, independente das valorizações que possam ter ocorrido em períodos anteriores. 

Quando você opta pela estratégia de stop móvel está, na verdade, colocando um limite de perda que vai levar em conta, também, as valorizações do ativo. Na prática, a cada aumento que o papel tem, o limite estabelecido por você começa a ter uma variação, o que ajuda a otimizar os seus lucros

>>> Um dos principais objetivos de quem está começando a investir são as ações. Por isso, neste episódio da série “Investimento às Claras”, a Clara Sodré, especialista em finanças da Faculdade XP, mostra como investir em ações em apenas 4 passos. Confira no vídeo abaixo como o mercado de renda variável não é um bicho de sete cabeças: 

Por que e quando operar com essa técnica?

 O stop móvel é uma excelente alternativa para maximizar os seus lucros. Com isso, você opera de forma mais segura, evitando assim perdas inesperadas, algo comum no mercado de renda variável. Portanto, se você tem um perfil conservador ou moderado, talvez essa seja uma ótima opção para atuar na hora de investir. 

Além de ter comodidade por conta da automação das operações, você ainda consegue prever os prejuízos, que são estabelecidos na hora da ordem de compra. Dessa forma, não há surpresas, e você consegue ter mais controle sobre os riscos. 

Como usar stop móvel?

 Para usar o stop móvel, você precisa utilizar o home broker da sua corretora. Na hora que você for efetuar uma ordem de compra, deve procurar pelo campo de stop móvel. Lá você poderá fazer a sua estratégia, estabelecendo os limites de perda que considera aceitáveis para os papéis escolhidos.

Caso você tenha dificuldades para entender o home broker ou até mesmo para encontrar as funcionalidades do stop móvel, a recomendação é que entre em contato com a corretora.  

Passo a passo para operar Stop Móvel na Clear

A Clear Corretora é uma das principais instituições financeiras para operar na Bolsa de Valores. Ela oferece várias opções para as transações na B3. Entretanto, de acordo com informações de seu site, ela ainda não tem essa funcionalidade disponível em seu home broker. As únicas opções disponíveis para os usuários são stop loss, stop gain e stop simultâneo. 

Quais cuidados devo ter com essa técnica?

 O principal cuidado que você deve ter com o stop móvel é na hora de operar suas ordens. Isso porque você precisa prestar bastante atenção quando adicionar os valores, uma vez que eles serão o principal validador das suas transações. Como elas acontecem de forma automática, é importante sempre ficar de olho. 

Além disso, embora essa estratégia seja interessante para quem não pretende ser muito ativo no mercado, o ideal é criar uma rotina para verificar como estão seus investimentos. Um prazo razoável é de duas a três vezes por semana. Isso é primordial, especialmente para identificar novas oportunidades de atuação. 

Uma dica importante é utilizar alguns simuladores ou, até mesmo, o próprio home broker para entender como funciona operar com o stop móvel. O ideal é começar a utilizar essa modalidade apenas quando você sentir mais segurança. Aliás, essa dica vale para todo e qualquer movimento quando o assunto é o seu dinheiro. 

Agora que você já conhece todas as vantagens de operar com stop móvel, além das diferenças para o stop loss, que tal investir em mais conhecimento? Esse curso ensina técnicas para a realização de operações de day trade com ações e traz experiências reais vividas por André Moraes, analista de investimento da Rico, em mais de 12 anos. Garanta a sua inscrição clicando na imagem abaixo. Aproveite!

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Como calcular a rentabilidade de um investimento, na prática?

Está começando a investir, mas ainda tem dúvidas sobre o percentual que você ganhará sobre o valor aplicado? Então, esse é o momento ideal para descobrir como calcular a rentabilidade de um investimento, seja ele de renda fixa ou renda variável.

Isso porque as classes de ativos – e seus respectivos produtos – têm diferentes maneiras de remunerar os investidores. Em todo caso, é importante conhecer qual será o ganho real trazido pelas aplicações financeiras que você colocará na sua carteira. 

Afinal, a rentabilidade compõe o que chamamos de tripé dos investimentos, junto com a liquidez e a segurança. E, se você quiser entender como funciona essa dinâmica, continue a leitura para descobrir.

Saber como calcular a rentabilidade de um investimento é importante? 

Se você quer saber o quanto uma aplicação pagará em relação ao total investido, sim, essa conta é importante. Mas, antes disso, falaremos sobre os conceitos ligados à rentabilidade, a fim de contextualizar os cálculos dos investimentos que virão em seguida. 

O que é rentabilidade de investimento? 

No contexto dos investimentos, a rentabilidade diz respeito ao percentual de retorno sobre o capital aplicado. Por exemplo, se um título do Tesouro Prefixado tem rentabilidade de 10,78% ao ano, esse é o percentual que será aplicado ao principal, no prazo investido. 

Como funciona a rentabilidade dentro do tripé dos investimentos?

Tal como já mencionamos, o tripé dos investimentos é formado por:

  • rentabilidade: percentual de retorno que será obtido em um investimento;
  • liquidez: facilidade para transformar o capital aplicado em dinheiro vivo;
  • segurança: grau de risco de uma aplicação, como um possível calote.

Nesse sentido, será preciso escolher dois deles na hora de fazer um investimento. E, se a rentabilidade for mais importante no momento, basta escolher entre liquidez ou segurança. No fim das contas, ainda não existe uma aplicação que tenha os três pontos, não é mesmo? 

E, para entender melhor como o tripé equilibra as finanças, dê o play nesse vídeo agora mesmo:

Como calcular a rentabilidade de um investimento? Passo a passo 

Lembra que, no começo do post, mencionamos sobre as diferentes classes de ativos e seus fluxos de remuneração? Pois bem, agora, vamos ao cálculo da rentabilidade em dois segmentos, renda fixa e renda variável, visto que eles são os mais comuns.

Adicionalmente, vale lembrar que, na renda fixa, a taxa de juros é informada ao contratar o título. Porém, na renda variável, o retorno do investimento é impactado pelos movimentos do mercado, o cenário econômico, a performance das empresas que negociam papéis etc.

>>> Conheça as diferenças entre a renda fixa e a renda variável 

5 passos para calcular a rentabilidade do investimento de renda fixa

De fato, existem diversos títulos de renda fixa, sendo que cada um tem seu próprio fluxo de remuneração. Por isso, tomaremos como base a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), lembrando que temos outro artigo que traz detalhes sobre o cálculo da rentabilidade da LCI.

Para facilitar o entendimento, pense na contratação de uma taxa prefixada. Afinal de contas, o investidor saberá de antemão qual é o percentual exato a ser aplicado no vencimento do título. 

E, nessa perspectiva, confira os passos para fazer o cálculo:

  • considere a fórmula abaixo, que leva em conta os juros compostos, que são os juros sobre juros:

M = C x (1+i)t

  • a primeira letra, M, diz respeito ao montante que será resgatado no prazo de vencimento. Ou seja, o valor final da LCI;
  • na segunda letra, C, inclua o aporte inicial, representando o valor que foi aplicado inicialmente;
  • já na terceira letra, i, especifique qual foi a taxa de juros contratada. Isto é, a rentabilidade do título;
  • a última letra, t, está relacionada ao tempo de aplicação, por exemplo, três ou cinco anos.

>>> Veja mais detalhes sobre a aplicação em Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

12 passos para calcular a rentabilidade de um investimento de renda variável

Aqui no blog, temos um post que traz mais detalhes sobre o cálculo de rentabilidade das ações. E, como esses são ativos bastante famosos na renda variável, vamos adiantar o passo a passo, lembrando que é vital consultar os detalhes no outro artigo, ok? 

Vamos lá:

  • no Excel ou no Google Planilhas, use uma linha para cada uma das ações e uma coluna para os itens a seguir;
  • inclua o código da ação a fim de automatizar a cotação da internet para o Excel, conforme o tutorial da Microsoft;
  • acompanhe as datas de compra e venda na nota de corretagem que é emitida pela corretora de valores;
  • insira a cotação do dia em que o papel entrou no portfólio, o que também consta na nota de corretagem;
  • especifique a quantidade de ações, seja do mercado integral (lote cheio) ou fracionário (lote fracionado);
  • multiplique o valor da cotação pelo número de papéis adquiridos, além de somar a corretagem e os demais custos;
  • compare a cotação atual (disponível no portal InfoMoney) diante do custo de aquisição de cada papel;
  • analise a valorização ou a desvalorização do ativo, considerando o valor pago no dia da compra e a cotação atual;
  • multiplique o número de ações pelas respectivas cotações atuais para conferir como está a performance da carteira;
  • veja o valor atual consolidado, somando proventos e substituindo impostos e taxas sobre os lucros na venda de ações;
  • faça o cálculo de rentabilidade, levando em consideração a seguinte fórmula:

Valor consolidado / Total investido – 1

  • depois de verificar a rentabilidade nominal, basta descontar a inflação para ter a rentabilidade real. 

>>> Leia também: como declarar a renda variável no imposto de renda (IR)

Extra: ferramenta para facilitar o cálculo da rentabilidade

Em algum momento, você provavelmente usou o Microsoft Excel ou o Google Spreadsheets, certo? Então, que tal usar esses recursos para agilizar os cálculos ligados às suas aplicações?

Na Faculdade XP School, vamos além de simplesmente mostrar como calcular a rentabilidade de um investimento. No curso “Excel para finanças: do básico ao avançado”, aprenda a usar essa ferramenta para avaliar o retorno dos investimentos e muitas opções mais. 

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Confira!

Entenda o que é operação binária de trader e como esse tipo de aplicação funciona

A diversificação é um dos pilares dos portfólios de sucesso. Mas para construir uma carteira de investimentos alinhada com suas metas, é essencial aprender novas formas de atuar no mercado financeiro.

As operações binárias de traders são opções ainda pouco conhecidas no Brasil, mas que oferecem oportunidades diferenciadas de lucro aos seus investidores. 

Ficou curioso? Continue a leitura e entenda o que é trade binário, como funciona esse tipo de operação e como investir em ações binárias.

O que são operações binárias?

As operações binárias de traders são uma modalidade de investimento em que as pessoas tentam prever altas ou baixas de ativos a fim de ganhar uma remuneração caso acertem.

Esse investimento, ainda inacessível no mercado nacional, tem a agilidade como uma das principais características. Isso porque os resultados das aplicações são revelados em períodos de 15 segundos até 30 minutos.

Apesar de ela possibilitar investir em índices como S&P 500 e Dow Jones e BDRs (Brazilian Depositary Receipt) de grandes empresas estrangeiras, como Apple e Coca-Cola, essa operação é totalmente diferente dos investimentos tradicionais da Bolsa de Valores do Brasil. Como? Vamos entender no próximo tópico.

>>> Leia também: O que é trading e quem é o trader? Conceito e vantagens da profissão

Como funcionam as operações binárias de trade?

Os trades binários são compostos por três pilares:

  • ativo que terá sua tendência avaliada;
  • duração do investimento;
  • tendência que será apostada.

Essa tendência pode seguir dois caminhos: 

  • valorização (higher): modalidade que projeta um aumento no preço do ativo no período da aplicação;
  • desvalorização (lower): modalidade que projeta uma redução no preço do ativo no período da aplicação.

Caso uma pessoa acerte a previsão, seu rendimento pode ser de 70% a 90% do valor do ativo. Entretanto, caso a previsão esteja errada, toda a aplicação é perdida. Ou seja, o risco desse tipo de aplicação é maior. Portanto, esse investimento demanda um vasto conhecimento do mercado financeiro para ter mais chances de sucesso.

Para facilitar a compreensão desse conceito, vamos apresentar dois personagens: Maurício e Ricardo. Ambos os investidores olham para a mesma ação, que custa R$ 50, mas veem tendências diferentes para o preço.

Maurício aposta na alta da ação e Ricardo na baixa do papel. Após 10 minutos, o ativo passa a custar R$ 42 e Ricardo ganha o dinheiro investido nessa aplicação. Isso porque não importa se o preço do papel tenha aumentado ou caído, o que é relevante é o acerto da previsão. 

Quais são os tipos de trades binários?

Apesar do formato “dinheiro ou nada” ser o mais utilizado pelos investidores, também existem outros tipos de operações binárias de traders. 

Ativos ou nada

Esse tipo de ação binária é o contrário do “dinheiro ou nada”, já que nela é o preço do ativo que determina o pagamento ao especulador.

One touch

Quando um ativo chega a um valor determinado dentro de um período específico, a ação é concluída.

No touch

Oposto do one touch, onde o preço não pode chegar ao limite estipulado dentro de um período específico.

60 seconds

Nessa ágil modalidade, os investidores podem fechar uma transação em poucos segundos assim que a tendência de valor é atingida.

Range

O investidor deve determinar um valor mínimo e máximo para o ativo durante um período determinado. Ele ganha um retorno financeiro se o ativo permanecer dentro desse range.

Como realizar trades binários?

Para poder avaliar as tendências e buscar ganhos, os trades binários têm três possibilidades:

  • manual: todo o processo é feito pelo próprio investidor, que escolhe e controla todas as aplicações;
  • sinais: investimento semiautomático, no qual computadores e corretoras de valores indicam quais são as melhores escolhas. Entretanto, o investidor é que decide quais serão os investimentos;
  • robots: como o próprio nome já indica, nessa metodologia os softwares escolhem as operações binárias de traders e realizam os investimentos automaticamente.

As operações binárias de trader são seguras?

Quando nos deparamos com novos tipos de investimento, especialmente os indisponíveis  no Brasil, nosso reflexo é questionar sua segurança.

O primeiro ponto que precisamos lembrar é que qualquer investimento possui algum tipo de risco. Entretanto, a volatilidade do mercado e a possibilidade de perder o valor investido tornam essa aplicação mais arrojada. 

Apesar de parecer uma aposta, as ações binárias não devem ser vistas como um jogo de azar. Para ter sucesso nesse investimento, é necessário ter conhecimento para criar uma estratégia confiável.

Ademais, por essa opção de aplicação estar disponível apenas fora do País, é importante se atentar à escolha da plataforma de investimento para evitar fraudes ou golpes. Isso porque essa operação não é ilegal ou proibida, mas não há um órgão regulador que a supervisione.

Ou seja, a operação binária pode trazer ganhos consideráveis aos investidores. Mas, para suavizar possíveis perdas nesse processo, é recomendado unir essa aplicação com outros títulos de menos riscos. 

Conhecimento é chave para sucesso em qualquer operação

Esteja você investindo no Tesouro Direto ou em uma operação binária de trader, o segredo para ter uma carteira de investimento de sucesso é o mesmo: conhecimento. Como disse Benjamin Franklin, ″investir em conhecimento rende sempre os melhores juros″.

Se você planeja levar mais agressividade para o seu portfólio, esse vídeo da Clara Sodré com quatro passos simples para começar a investir em ações pode ser a opção ideal:

E se quiser levar o seu conhecimento para outro nível, aproveite para conferir o nosso curso  “Aprenda a investir na bolsa de valores”. Ele lhe oferecerá o mapa com os primeiros passos desse objetivo. Clique no banner abaixo e comece a aprender hoje com a Faculdade XP!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Lançamento coberto de opções: vale a pena operar nessa estratégia?

Quer atuar na bolsa de valores, mas sem ficar exposto ao alto risco de certas operações? Então, chegou a hora de conhecer o lançamento coberto de opções, cujas operações ficam atreladas aos outros ativos que são negociados na B3, a exemplo das ações

Neste post, falaremos do lançamento coberto de opções, que é conhecido como covered call ou financiamento. Além disso, abordaremos os perfis que tendem a se interessar pela estratégia, de modo que você possa verificar se ela faz sentido para os seus objetivos.

E aqui vai um spoiler: se você preza pelo quesito segurança, não deixe de ler o artigo até o final. Isso porque você conhecerá uma forma efetiva de “cobrir” o preço de exercício e minimizar as eventuais perdas, principalmente para quem tem aversão aos riscos elevados.   

O que significa lançamento coberto de opções?

Para entender como funciona o lançamento coberto de opções, começaremos com os conceitos de call e put. Aqui, estamos falando de adquirir o direito de negociar um ativo por um preço pré-determinado, sendo que o call é relativo à compra e o put é ligado à venda.

Isso significa que você poderá exercer o direito de comprar uma ação pelo preço pactuado, mesmo se ela se valorizar. E é justamente aí que entra o covered call que explicaremos logo a seguir.   

>>> Descubra como escolher as melhores ações para investir

O que é lançamento coberto de opções?

O lançamento coberto de opções é uma operação simultânea feita no ambiente da bolsa de valores. Trata-se da compra de uma determinada ação seguida da venda de uma opção de compra dessa mesma ação, que é o lançamento ou o financiamento. 

O titular da opção terá o direito de comprar o ativo-objeto pelo preço pactuado, mas em uma data futura (vencimento). 

Caso a opção seja exercida, ele saberá de antemão o retorno do investimento. E, se não for exercida, receberá o prêmio na venda da opção, mantendo o papel na carteira por um preço de exercício (strike) menor do que teria no mercado à vista.  

>>> Leia mais detalhes sobre o mercado de opções

Como funciona o lançamento coberto de opções? 2 exemplos

Para entender a dinâmica do lançamento coberto de put e call, veja os exemplos da XP Investimentos. A propósito, essa estratégia costuma ser usada para proteger a carteira (hedge) ou para lucrar com a oscilação dos preços (especulação financeira).

1. Compra de call e put

lançamento coberto de opções - compra de call e put

Compra de call

Na compra, tem-se o direito de comprar o ativo-objeto pelo preço predefinido (strike), no ponto A. E, na data de vencimento, pode-se exercer o direito se esse ativo estiver acima do strike, o que é uma alternativa mais vantajosa, em termos de lucratividade. 

Compra de put

Já na venda, adquire-se o direito de vender esse ativo-objeto pelo preço determinado previamente, no ponto A. Se, na data de vencimento, o papel estiver negociado abaixo do strike, exercer esse direito de venda trará retornos positivos para rentabilizar a carteira.  

2. Venda de call e put

lançamento coberto de opções - venda de call e put

Venda de call

Na venda de call, o investidor deve negociar o ativo-objeto pelo preço acordado, caso o valor supere o strike no vencimento. Por outro lado, se o ativo estiver abaixo do preço de exercício, essa call valerá apenas e tão somente zero. 

Em geral, esse vendedor da call deve efetuar a venda coberta para remunerar a carteira com o valor do prêmio recebido. Mas, se quiser fazer a venda “a descoberto”, a perda financeira será ilimitada, considerando a diferença entre o preço final e o ponto A.

Venda de put

Na venda de put, a coisa muda de figura. No caso, o investidor deve comprar o ativo-objeto pelo preço predefinido, se estiver com preço abaixo do exercício (ponto A) no vencimento. 

Nessa linha, a perda financeira será a diferença entre o preço de exercício e o valor final do ativo, descontado o prêmio da venda. E o ganho máximo será o prêmio recebido se o papel atingir um preço superior ao do exercício no vencimento. Como o preço da put será zero, essa é uma forma de remunerar a carteira em cenários de alta (valorização).

Lançamento coberto de opções: próximos passos

Para consolidar as informações do artigo, vale a pena considerar outros três pontos-chave. Sendo assim, confira três recursos essenciais para maximizar o potencial de ganhos, uma vez que te ajudam a orientar a tomada de decisão nos seus investimentos. 

1. Como aplicar o tripé de investimentos no mercado de opções?

O tripé dos investimentos é formado pelos critérios: segurança, liquidez e rentabilidade. Atualmente, não existe uma aplicação perfeita, razão pela qual você precisará priorizar dois desses três itens em cada tipo de investimento, inclusive no mercado de opções:

  • segurança: nas aplicações financeiras, a segurança está relacionada a correr menos riscos. Por exemplo, isso pode ser feito ao selecionar ativos de baixo risco para compor a carteira, com o objetivo de evitar os calotes ou prejuízos;
  • liquidez: é a capacidade de converter o valor que estava aplicado em dinheiro para usar como quiser. Quanto maior o prazo de vencimento, menos “líquido” será um investimento, isto é, ele demora mais tempo para ficar disponível na sua conta;
  • rentabilidade: trata-se do percentual de retorno que será obtido em relação ao montante que foi investido. Aliás, existe o rendimento bruto (antes dos descontos) e o líquido (após deduzir impostos, taxas e outros custos).   

2. O lançamento coberto de opções é indicado para qual perfil de investidor?

De fato, essa estratégia é muito usada por quem tem um perfil conservador, devido à baixa tolerância aos riscos. Porém, os investidores moderados e arrojados, que têm mais apetite a riscos, também podem se beneficiar dessa opção para diversificar seus portfólios.

>>> Conheça os três perfis de investidores e saiba como descobrir qual é o seu

3. Curso online para lucrar com o mercado de opções

Se a ideia é aprimorar a estratégia de investimento, a Faculdade XP School tem uma formação que te ajuda nisso. No curso “In the money: como começar a lucrar com opções”, você poderá potencializar seus ganhos ao operar assertivamente nesse mercado. 

Campanha de um curso online sobre "In The Money: Como começar a lucrar com Opções" da Faculdade XP School.

Vamos nessa?