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Conheça os perfis de risco do investidor e descubra qual é o seu!

Quando pensamos nas nossas metas financeiras e como conquistá-las, vemos apenas um percurso pela frente: economizar dinheiro e investi-lo para maximizar os ganhos. Apesar de este ser o principal percurso para alcançar nossos sonhos, o caminho que você precisará tomar pode mudar de acordo com o seu perfil de risco de investidor.

Não sabe o que é perfil de investidor? Entenda a importância do autoconhecimento nas finanças pessoais e descubra o seu perfil de investidor com apenas cinco perguntas!

O que é perfil de investidor?

O perfil do investidor pode ser definido como uma categorização que cada pessoa recebe ao aplicar seu dinheiro de acordo com o risco que ela está disposta a tomar com suas aplicações.

Essa categorização é uma exigência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para que as instituições financeiras ofereçam aos seus clientes os investimentos que melhor se encaixem aos seus perfis.

É por isso que, ao abrir sua conta na XP Investimentos, você participará de um questionário que avaliará seu perfil de risco do investidor. Atualmente, os perfis de risco do investidor são separados em três categorias, listadas abaixo.

Conservador 

Imagine que Joana tem 18 anos e conquistou seu primeiro emprego como vendedora de roupas. Por ainda não conhecer muito sobre finanças pessoais e ter pouco dinheiro para investir, ela acredita que o melhor título é o mais seguro. Ou seja, ela é uma investidora conservadora.

Na carteira de um conservador, o recomendado é deixar a maior parte do seu patrimônio em produtos de baixo risco, como:

>>> Já falamos aqui no blog sobre cada uma dessas opções de investimentos para conservadores. Clique aqui e conheça cada um deles.

Entretanto, por mais conservadora que Joana seja, é importante que ela comece a testar algumas aplicações com um pouco mais de risco para aumentar seus lucros e experimentar outras categorias de investimentos. Algumas sugestões são:

Moderado

Clóvis é irmão mais velho de Joana, tem 27 anos e acabou de ser promovido a coordenador de marketing na empresa de alimentos em que trabalha.

Ele adora assistir vídeos no YouTube sobre finanças para descobrir tendências, como os investimentos em ativos de empresas com práticas ESG, além de entender quais títulos de renda fixa e variável o ajudarão a aumentar seu patrimônio com cautela. Ou seja, ele é um investidor moderado.

Apesar de gostar de segurança, o moderado está mais aberto a tomar riscos – desde que sejam baixos e de longo prazo. 

Esse perfil de risco do investidor também costuma ter um patrimônio considerável, que possibilita diversificar sua carteira em diferentes riscos, prazos e rentabilidades. Entretanto, é normal que a maior parte das suas aplicações ainda seja na renda fixa, que oferecem mais segurança para suas economias. Dentre as opções de investimentos, vale citar:

Esse vídeo da série “Investimento às Claras” pode ajudá-lo a melhor compreender a diversificação dos investimentos que Clóvis e outras pessoas de perfil moderados realizam:

Arrojado

Cláudio tem 58 anos e é pai de Clóvis e Joana. Após criar uma empresa de sucesso, ele se aposentou aos 49 anos e, desde então, dedica todo o seu tempo em maximizar seus investimentos da maneira mais rápida e lucrativa possível. 

Como Cláudio já vivenciou vários momentos de instabilidade na sua empresa, ele já se acostumou com perdas momentâneas de curto prazo – especialmente se elas significam lucros a longo prazo. Para ele, é comum investir em:

Apesar de ser fã da renda variável, ele também mantém uma quantia considerável do seu patrimônio na renda fixa e em uma reserva de emergência para possíveis problemas que possam surgir na rotina.

Joana, Clóvis ou Cláudio: como descobrir meu perfil de investidor?

Como você pôde ver, descobrir o perfil de risco do investidor é essencial para garantir que seu portfólio corresponda com seus objetivos e apetite de riscos. Mas como saber qual é o seu perfil? Aqui estão 5 perguntas que podem lhe ajudar:

1. Qual o seu principal objetivo como investidor?

  1. Quero preservar meu patrimônio.
  2. Espero preservar e aumentar meu patrimônio.
  3. Desejo aumentar ao máximo meu patrimônio.

2. Quais as chances de você precisar desse dinheiro no curto prazo?

  1. É provável que eu precise de parte do dinheiro para complementar minha renda.
  2. Talvez precise usar alguma quantia de dinheiro.
  3. Não vou precisar desse dinheiro no futuro próximo.

3. O mercado sofreu uma oscilação que fez seus investimentos perderem 5% do valor aplicado. O que faz?

  1. Tiro todo o dinheiro investido o quanto antes.
  2. Mantenho o dinheiro que investi.
  3. Invisto mais dinheiro nessa aplicação.

4. Qual seu nível de conhecimento sobre finanças pessoais e investimentos?

  1. Tenho pouco conhecimento sobre finanças pessoais e preciso de muita orientação profissional.
  2. Tenho algum conhecimento sobre finanças pessoais e investimentos. Ocasionalmente preciso de ajuda para melhor compreender uma aplicação.
  3. Tenho amplo conhecimento sobre finanças pessoais e investimentos. Invisto sem ajuda profissional.

5. Onde você aplicou a maior parte dos seus investimentos?

  1. Não tenho investimentos/tenho dinheiro na poupança e na renda fixa apenas.
  2. A maior parte do meu patrimônio está na renda fixa, mas também tenho algumas aplicações na renda variável.
  3. Tenho um portfólio equilibrado entre renda fixa e variável.

Se você respondeu mais opções A, é provável que seu perfil seja conservador. Caso tenha escolhido mais opções B, seu perfil pode ser moderado. E se a letra C foi a predominante nas suas respostas, pode ser que você tenha um perfil de risco do investidor arrojado.

Mas lembre-se de que esse é apenas um teste superficial de perfil de risco do investidor para você entender melhor as diferenças entre os perfis. Se você quer saber mais, nossa dica é dedicar tempo para aprender sobre finanças pessoais e como cuidar do seu patrimônio.

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Holder: o que é e como descobrir se você é esse investidor

No mercado financeiro, existem diversas técnicas de investimento e, consequentemente, diversos tipos de investidor. Um deles é o holder, adepto da estratégia buy em hold.

Neste artigo, você vai conferir as características deste perfil e identificar se elas condizem com as suas. Acompanhe a leitura!

Holder: o que é e significado

Holder, em tradução literal, significa proprietário — aquele que possui, que segura.

No mundo dos investimentos, o termo refere-se ao investidor que compra as ações e as mantêm na carteira por um período considerável, pensando no longo prazo.

Dessa forma, é possível afirmar que o holder possui mentalidade de sócio e visa usufruir dos resultados futuros da empresa.

Diferença entre um trader e um holder

Enquanto o holder mantém a carteira por anos, mesmo diante de crises financeiras, o trader é o investidor que pretende obter ganhos financeiros no curto prazo.

E, para atingir esse objetivo, ele pode adotar diferentes estratégias, como swing trade (operações que duram um ou mais dias), scalper (operações que duram minutos) e day trade (operações que terminam no mesmo dia).

Independentemente da opção, o trader sempre trabalha com a especulação financeira (tipo de aposta baseada em estimativas sobre o movimento futuro do mercado de capitais).

Por esse motivo, ele aproveita a volatilidade do mercado de capitais ao máximo para escolher seus investimentos.

>>> No vídeo abaixo, a especialista em finanças e professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, explica como a volatilidade pode ajudar nos seus investimentos. Assista e descubra!

Conheça o day trade e o buy and hold

Day trade, em tradução livre, significa transação do dia. No mundo dos investimentos, o termo refere-se às operações de compra e venda de ações em um único dia — ou no mesmo pregão. 

Basicamente, o day trade consiste em comprar e vender uma ou mais ações no mesmo dia, seja venda seguida da compra ou compra seguida da venda.

Confira um exemplo a seguir:

Às 10h32min de segunda-feira, você compra 655 ações. Após 6h ou seja, às 16h32min da mesma segunda —  você as vende, com prejuízo ou lucro. Essa operação é denominada day tarde.

>>> A escola da XP Inc. preparou um guia de boas práticas para o trader operar de maneira mais segura e consciente. Faça o download agora mesmo. É grátis!

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia de Boas Práticas para Day Trade" da Faculdade XP School.

Já buy and hold, em tradução livre, significa comprar em manter. Ao contrário do day trade e de outras operações de curto prazo, o objetivo é comprar e manter as ações visando a valorização no longo prazo.

Dessa forma, em vez de lucrar com as oscilações dos preços dos ativos, os ganhos do holder estão atrelados ao resultados dos negócios.

Se as organizações crescem, os lucros são maiores, os negócios se expandem e, consequentemente, os acionistas são beneficiados.

No entanto, isso não significa que as ações nunca serão vendidas. De modo geral, venda das ações costuma ser considerada em dois cenários:

  • quando a companhia em questão perde a qualidade;
  • e quando o plano de longo prazo é concluído.

Características que tornam você um investidor holder

Entre as principais características de investidor holder, podemos destacar:

  • ter paciência: para saber lidar com a oscilações do patrimônio;
  • ser bem informado: em relação à economia, às organizações e aos setores;
  • ter um perfil analítico: para obter informações sobre as empresas e saber utilizá-las a seu favor;
  • ser disciplinado: que mantenha as decisões, independentemente do cenário, e faça aportes regulares no longo prazo.

Isso porque uma pessoa ansiosa dificilmente conseguiria manter o equilíbrio ao ver seu patrimônio caindo pela metade, por exemplo, em um determinado período.

Logo, conhecer suas próprias características e compará-las às de investidores de determinadas estratégias é crucial para preservar sua saúde, física e mental.

5 dicas para ser um bom holder

Caso você se identifique com o buy and hold e queira adotar a estratégia, as principais dicas para ser um bom holder são:

1. Conheça a análise fundamentalista

A análise fundamentalista é o estudo de uma organização com base em suas perspectivas de mercado, situação financeira e até mesmo política.

Para isso, são avaliados indicadores, dados econômicos, resultados e balanços das companhias, além de outros métodos, com o objetivo de identificar boas oportunidades.

Ou seja, trata-se de uma ferramenta que possibilita a criação de diversos cenários de uma empresa listada na Bolsa para decidir se vale a pena investir.

Conhecer a análise fundamentalista é essencial para ser um bom holder, pois analisar todos os aspectos do negócio é fundamental para a compra de ações visando mantê-las no longo prazo.

2. Faça aportes mensais

Fazer aportes regulares, de preferência mensais, é uma das principais estratégias para obter sucesso ao investir em renda variável.

Isso porque você reduz os riscos a longo prazo já que, teoricamente, compra na alta e na baixa. Além disso, ainda aproveita todas as oportunidades.

3. Diversifique os ativos

Por mais que a natureza do buy and hold seja investir em negócios promissores, você não deve concentrar todo seu capital em apenas uma empresa.

Diversificar sua carteira de investimento aumenta a segurança, dilui os riscos das suas aplicações e gera mais rentabilidade.

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4. Reinvista os dividendos

Reinvestir os dividendos é essencial em uma estratégia de buy and hold, pois aumenta os aportes mensais e, com o passar do tempo, os dividendos recebidos também serão maiores.

Assim, você cria um fluxo de reinvestimento capaz de acelerar o crescimento do seu patrimônio. 

Por isso, direcione aos seus investimentos uma porcentagem dos seus rendimentos mensais.

5. Buy and hold não é buy and forget

Embora no buy and hold não seja necessário se preocupar com as oscilações diárias ou mensais dos valores das ações, a estratégia não é deve ser confundida com buy and forget (comprar e esquecer, em tradução livre).

É fundamental atentar-se aos fatos relevantes das companhias escolhidas, bem como aos seus setores de atuação e à economia de forma geral.

6. Aloque os recursos em uma corretora de confiança

A corretora de valores intermedia a compra e a venda de ações e outros títulos financeiros, facilitando e tornando mais seguro o processo de investimento para investidores iniciantes e de nível avançando.

Por isso, é importante que você escolha uma corretora de confiança, como a XP Inc., para investir na sua estratégia buy and hold com tranquilidade.

Vale ressaltar que uma corretora precisa da autorização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar de forma legal.

Ações que todo holder deve conhecer e acompanhar

As ações que todo holder deve conhecer e acompanhar são de empresas de setores estáveis, já que a estratégia consiste em manter as ações em carteira durante anos.

Nesse sentido, podemos destacar quatro ações: Itaúsa (ITSA3 e ITSA4), BB Seguridade (BBSE3), Visa (Stock NYSE V) e WEB (WEGE3). Saiba mais sobre elas.

Itaúsa (ITSA3 e ITSA4)

A Itaúsa é holding de grandes companhias — como Itaú Unibanco, Duratex, Alpargatas e Nova Transportadora do Sudeste — e possui participação relevante em todas elas. Veja abaixo:

  • Itaú Unibanco: participação de 37,4%;
  • Duratex: participação de 36,6%;
  • Alpargatas: participação de 29,2%;
  • Nova Transportadora do Sudeste: participação de 7,7%.

Como a Itaúsa controla um banco e o setor bancário brasileiro é considero lucrativo e seguro, o holder deve conhecer e acompanhar essas ações.

BB Seguridade (BBSE3)

O BB Seguridade é uma holding do Banco do Brasil que participa de empresas do mercado de seguros.

  • BB Seguros: participação de 100%;
  • BB Corretora: participação de 100%;

A companhia atua principalmente nas linhas de capitalização, seguros, planos odontológicos e previdência.

O setor de seguros é um dos mais lucrativos da economia do Brasil, mas não é só isso: outra característica que torna a empresa interessante para o holder é sua diversidade de linhas de negócios.

WEG (WEGE3)

Por fim, a WEG é uma empresa de eficiência energética e motores elétricos, que produz e comercializa vários produtos. Além disso, oferece serviços de:

  • manutenção de geradores e motores;
  • automação;
  • repotenciação e reforma de transformadores.

Seu capital foi aberto em 1971 e, desde então, a companhia nunca apresentou prejuízo — fator que chama a atenção do holder, assim como a diversificação de setores atendidos e produtos.

Tem o perfil de holder e está interessado em aplicar a estratégia buy and hold nos seus investimentos? Então, o curso Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa da Faculdade XP School é ideal para você. Clique no banner abaixo e garanta sua vaga!

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Os 12 melhores podcasts sobre finanças pessoais e investimentos para escutar hoje!

Seja no carro a caminho do trabalho, lavando as louças ou tomando o café da tarde, os podcasts se tornaram companhias perfeitas para quem busca aprender e se divertir ao longo do dia. 

E por ser um conteúdo que precisa apenas ser ouvido, ele vem se expandindo no mercado: de acordo com a plataforma de streaming Deezer, o número de ouvintes de podcast cresceu 24% entre janeiro e setembro de 2021.

Como você pode imaginar, nós somos fãs de finanças e adoramos aproveitar momentos como esses para se informar sobre o assunto. Por isso, separamos 12 dos melhores podcasts sobre finanças para você conhecer e aprimorar a sua educação financeira. Confira!

Melhores podcasts sobre finanças: 12 opções para aprender e se divertir

Para quem quer aprender sobre organização financeira

1. G1 – Educação Financeira

A educação financeira se tornou um tema de destaque dentro desse site de notícias, ganhando até mesmo um podcast próprio. Nele, são oferecidas dicas de economia, planejamento financeiro e como aprimorar os gastos sem dor de cabeça. 

Esse podcast sobre finanças pessoais está disponível no próprio site do g1, como também em plataformas de streaming como Spotify e Apple Podcast.

2. Nerdcash

Está começando a aprender sobre finanças ou quer uma conversa mais informal e divertida sobre o assunto? O Nerdcash, do Jovem Nerd, é uma ótima opção para você conhecer.

Nele, são abordados assuntos como aplicativos para ganhar dinheiro no tempo livre, como investir com segurança e organizar seus gastos. Para ouvir, é só acessar as maiores plataformas de streaming, como Spotify.

3. Poupecast

Mesmo você sendo um iniciante no mundo das finanças, é bem provável que você já ouviu falar na planejadora financeira Nathalia Arcuri. Dona de uma das maiores marcas de planejamento financeiro pessoal, a jornalista também criou um dos melhores podcasts sobre finanças para quem está começando.

Além de dicas e ensinamentos sobre finanças e investimentos, ela também leva aos seus ouvintes entrevistas e gravações de outros programas, como o YouTube. Para ouvir o podcast Me Poupe, acesse o Spotify ou o próprio portal da marca.

>>> Leia também: 5 livros sobre Educação Financeira que você precisa ler

Para quem quer aprimorar seus conhecimentos sobre finanças

4. CBN Dinheiro

A rádio CBN (Central Brasileira de Notícias) possui uma série de podcasts sobre diferentes assuntos – e é claro que as finanças são um assunto de peso dentro dessa emissora. 

Em seu aplicativo e site é possível encontrar várias visões das finanças pessoais e corporativas, como o podcast CBN Dinheiro. Nessa opção de conteúdo, o gestor de investimentos Mauro Halfeld explora as finanças pessoais e os investimentos a fim de levar mais conhecimento aos ouvintes.

5. TED Talks

Você provavelmente já ouviu falar nos TED Talks, palestras de poucos minutos que carregam grandes lições. Mas o que você provavelmente não tinha reparado é que essas palestras não precisam ser necessariamente assistidas – ou seja, é possível aprender ouvindo apenas os áudios.

Em seu próprio aplicativo, é possível encontrar uma série de palestras e também de podcasts próprios, de assuntos como negócios e finanças. Também é possível encontrar parte das palestras e podcasts em streamings de áudio, como Spotify e Apple Podcasts.

6. Fala Rico

O Fala Rico, um dos melhores podcasts sobre finanças para quem possui um conhecimento intermediário sobre investimentos, se descreve como um “podcast sobre os mais diversos temas do mercado em uma conversa descontraída e descomplicada”

Nada melhor que se aprimorar com um bate-papo que também nos diverte, não é mesmo? Acesse o Spotify para aprender o pessoal da Rico Investimentos.

7. Drops de Inteligência Financeira

Gustavo Cerbasi é outra referência no mundo das finanças pessoais que criou um podcast próprio. Nesses episódios de até 5 minutos, o educador financeiro ensina como prosperar nos investimentos e se planejar financeiramente. Você pode encontrá-lo em plataformas como Spotify, Deezer, iTunes e Soundcloud.

Para quem busca investir em renda variável

8. Gain Cast

Você quer aprender sobre a Bolsa de Valores sem mimimi? Então o Gain Cast, da corretora Clear, é a escolha ideal para você. 

Nele, os melhores analistas do mercado conversam sobre suas experiências, recebem convidados e contam suas histórias sobre a Bolsa e seus bastidores.

Você pode ouvir o Gain Cast no Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e Deezer.

>>> Leia também: Abrir conta na Bolsa de Valores: passo a passo completo

9. Guerra no Mercado

Pietra Guerra, especialista de ações da Clear Corretora, é a responsável por um dos melhores podcasts sobre finanças – que provavelmente será a sua nova companhia do café da manhã. 

Todas as manhãs, ela leva aos seus ouvintes o Expresso Clear: um áudio de 4 minutos em que ela te conta tudo de relevante que está acontecendo nos mercados, Brasil e mundo, para você estar pronto para tomar as melhores decisões de investimentos na Bolsa de Valores.

Com essa análise diária de assuntos atuais, economia global e empresas listadas na bolsa, é possível encontrar conhecimento, além de novas oportunidades. Você encontra o Guerra no Mercado no Spotify e Deezer.

10. Economia

Outra opção dentro da rádio CBN para os fãs das finanças pessoais e investimentos é o podcast Economia. Com o objetivo de analisar o panorama econômico do país e do mundo, esse podcast pode servir como uma ótima bússola para quem já investe na Bolsa de Valores.

Se você quer uma ajuda para entender seus próximos passos como investidor, não esqueça de conferir esse podcast no site e no aplicativo da CBN.

11. XP Investorcast

Definitivamente deixamos um dos melhores podcasts sobre finanças para o final, então atenção. O XP Investorcast traz a visão de especialistas do mercado financeiro em relação aos temas mais quentes, ao momento atual e como isso impacta seus investimentos. 

Para ouvi-lo, acesse streamings de áudio como Spotify, Apple Podcasts e Deezer.

12. Bolsa de Valores: liderança feminina no mundo dos negócios

Sandra Boccia é a diretora de redação de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e a apresentadora de um dos melhores podcasts de finanças da CBN. No programa, a jornalista leva aos ouvintes os desafios da mulher no mercado de trabalho, além de trazer exemplos inspiradores de empreendedorismo.

Para ouvi-lo, acesse o site ou baixe o aplicativo da CBN.

O aprendizado não precisa parar nos podcasts

O aprendizado é um dos melhores investimentos que qualquer pessoa pode fazer. É ele que nos possibilita crescer, expandir nosso conhecimento e experimentar coisas novas – e nas finanças isso não é diferente.

Além dos melhores podcasts de finanças na internet, outro investimento que você pode fazer para aprender mais é conferir nossos cursos. Com essa colaboração de uma instituição especialista na área, você terá mais segurança e confiança de que está fazendo boas escolhas, principalmente, quando se está começando.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Os primeiros passos no Mundo dos Investimentos" da Faculdade XP School.

Amortizar ou investir? Estou endividado, devo investir? Veja

Uma das grandes dúvidas de quem tem uma reserva financeira, mas está endividadado, é amortizar ou investir o valor guardado.

Por um lado, amortizar a dívida pode liberar o orçamento e evitar o risco de inadimplência, cobrança de multa e juros por atraso.

Por outro, investir é uma forma de fazer o dinheiro render no longo prazo e encurtar o caminho até seus objetivos financeiros.

Então, é melhor pagar todas as dívidas de uma vez ou deixar o valor render no decorrer do pagamento das parcelas?

Neste artigo, vamos ajudar você a analisar sua situação e descobrir qual é a opção mais vantajosa. Acompanhe a leitura!

Amortizar ou investir: o que eu devo fazer?

Em linhas gerais, amortizar a dívida é a escolha correta a se fazer. No entanto, é importante avaliar tanto a situação da dívida quanto o tipo de investimento que você pretende fazer e seus objetivos em relação a ele.

A maioria dos especialistas afirma que a prioridade de quem tem dívidas deve ser quitá-las pois o custo costuma ser superior aos rendimentos de qualquer investimento.

No entanto, em casos específicos, ainda que uma pessoa possua alguma forma de dívida, pode ser viável se planejar para investir.

Pessoas endividadas podem investir

Investir endividado é possível caso as taxas de juros da dívida sejam menores do que o rendimento dos investimentos, desde que os prazos e os valores de ambos sejam equivalentes.

Outra possibilidade é quando o parcelamento da dívida alivia o orçamento mensal e permite que você economize mais a médio e longo prazo.

Por exemplo, um financiamento imobiliário com uma taxa que seja menor do que a do investimento.

>>> No vídeo abaixo, a especialista em finanças e professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, explica como investir de acordo com seus objetivos. Assista e descubra onde colocar seu dinheiro!

Como decidir entre amortizar ou investir?

Para decidir entre amortizar ou investir, você deve considerar se há parcelas em atraso, o valor e o tamanho da dívida, se há desconto ao antecipar pagamento e seu perfil de investidor. Veja em detalhes:

Entenda se você é inadimplente

Existe uma grande diferença entre dívida e inadimplência. Dívida é um compromisso futuro, como serviço de celular pós-pago, energia elétrica, gás encanado, etc. Inadimplência é um compromisso assumido e não cumprido.

Portanto, se sua dívida estiver em atraso, não pense duas vezes: pague o mais rápido possível evitar juros e restrições em seu CPF.

Levante o valor e o tamanho da sua dívida

Caso sua dívida esteja em dia, é preciso avaliar o valor e o tamanho para entender o quanto ela compromete sua renda mensal.

Imagine que você parcelou um smartphone em 10 vezes no cartão de crédito e o valor das parcelas ocupa 10% dos seus ganhos.

Nesse caso, pode ser vantajoso antecipar as prestações para se planejar melhor nos meses posteriores.

Veja se há desconto ao antecipar o pagamento

Outro ponto importante é a possibilidade de desconto ao antecipar o pagamento.

Alguns empréstimos e linhas de financiamento concedem descontos em juros por antecipação de parcelas, como crédito imobiliário.

Nesse caso, ao adiantar o pagamento de algumas prestações ou quitar a dívida, você não apenas alivia seu orçamento, como também economiza. Portanto, pode ser uma boa opção.

Descubra o seu perfil de investidor

Descobrir o seu perfil de investidor é importante pois, caso você esteja mais inclinado a investir, entender qual é a estratégia mais adequada para você é uma forma de prever os rendimentos e analisar se eles superam as taxas de juros das suas dívidas.

Como saber o momento certo para investir endividado?

De forma geral, o melhor momento de investir endividado é quando a dívida está inclusa em seu controle financeiro, não apresenta benefícios na antecipação e tem um pequeno impacto nas suas finanças.

Em relação aos outros tipos de dívidas, é melhor pagar antes de investir para ter mais liberdade, tranquilidade e manter uma certa regularidade.

Inclua a dívida no seu orçamento mensal

Coloque a dívida junto com suas despesas fixas e separe uma parte da sua renda para investir mensalmente.

Para entender se essa é uma opção viável para você, é importante ter em mente que os gastos no crédito não devem, de forma alguma, ultrapassar o limite de 30%.

Nesse caso, você pode manter as parcelas nos gastos fixos mensais e separar uma parte da renda para investir todos os meses — lembrando que as despesas no crédito não podem ultrapassar 30% do seu orçamento em hipótese alguma.

Compare as taxas da dívida e do investimento

Caso sua dívida esteja dentro do limite de 30% do seu orçamento mensal, o próximo passo é comparar as taxas da dívida e do investimento.

Trazendo novamente o exemplo do financiamento imobiliário, suponha que você pretende investir no Tesouro Direto.

Neste tipo de investimento, há duas taxas:

  1. taxa de custódia: cobrada semestralmente pela B3 (clique aqui para verificar);
  2. taxa de administração: cobrada pela corretora de valores (varia de acordo com a instituição).

Já no financiamento imobiliário, as taxas variam de acordo com a instituição financeira e são compostas por dois fatores:

  1. custos envolvidos na operação;
  2. spread (diferença entre os juros cobrados dos mutuários e os pagos ao credor).

Portanto, é preciso consultar as empresas, fazer a comparação e, então, decidir se é mais vantajoso amortizar ou investir suas economias.

Quais os cuidados eu devo ter ao amortizar ou investir?

Independentemente de qual for a sua escolha, existem cuidados a ser tomados. Confira abaixo os principais:

Dicas para pagar as suas dívidas

O primeiro passo para o pagamento das suas dívidas é descobrir o valor total que você deve.

Para isso, some as parcelas do seu cartão de crédito, prestações de financiamento, boletos de carnê, parcelas de financiamento e outros débitos em seu nome.

Depois, veja se você possui dívidas em atraso. Se sim, tente renegociar com os credores para obter descontos nos juros.

É comum que as empresas proponham acordos de pagamento para chegar a um valor vantajoso para ambas as partes e evitar maiores problemas, como negativação, protestos e até mesmo apreensão de bens.

>>> No vídeo abaixo, o chefe de educação financeira da XP Inc., Thiago Godoy, explica como sair das dívidas e traz uma estratégia de renegociação. Assista agora mesmo!

Além disso, aproveitar as ações do Serasa pode ser uma boa opção para negativados, pois o órgão sempre oferece oportunidades de pagamento de dívidas com desconto.

Inclusive, a depender da empresa, é possível conseguir até 90% de desconto ao pagar a dívida pela plataforma.

Dicas para começar a investir

A organização financeira é fundamental para os investimentos. Ser financeiramente organizado não tem a ver com quanto você ganha, mas sim com como você gasta seu dinheiro.

Isso significa ter um padrão de vida compatível com o valor que você ganha, planejar seus gastos e economizar uma parte do dinheiro todos os meses — e usá-la em suas aplicações.

No entanto, além de ter um valor para investir mensalmente, também é fundamental ter uma reserva de emergência antes de iniciar no mercado financeiro.

O fundo deve ser suficiente para cobrir seus gastos essenciais por no mínimo seis meses, considerando a sua profissão e a estabilidade da sua renda.

Isso porque, com uma reserva para cobrir possíveis imprevistos, você tem mais liberdade e segurança para diversificar seus investimentos e assumir mais riscos para aumentar seu lucro.

>>> A especialista em finanças e professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, fala mais sobre a reserva de emergência no vídeo abaixo. Assista e tire suas dúvidas!

Ou seja, além de não possuir dívidas relevantes, é importante formar um fundo emergencial caso você pretenda aproveitar ao máximo tudo o que o mercado financeiro pode oferecer.

Então, com base em todas essas informações, o que faz mais sentido para você: amortizar ou investir? Certamente ficou mais fácil responder, não é mesmo?

E, agora que você já sabe o que deve analisar para decidir se é melhor amortizar ou investir, que tal ingressar no Mundo dos Investimentos com o auxílio de profissionais especializados?

A escola da XP Inc. preparou um curso completo para ajudar você a trilhar esse caminho de forma segura e assertiva. Assim, quando for a hora de investir, você vai estar preparado.

Então, o que você está esperando? Clique no banner abaixo e garanta já sua vaga!

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LCI resgate: antes do vencimento, pode? Descubra aqui!

Comprou uma Letra de Crédito Imobiliário, mas precisará resgatar antecipadamente? Então, vem com a gente descobrir uma maneira viável de possibilitar o LCI resgate, por meio do mercado secundário.

Por sinal, as principais regras da LCI se aplicam à LCA, que é a Letra de Crédito do Agronegócio. O que muda entre os títulos é a destinação dos recursos para cada setor, alguns prazos e o lastro da aplicação, que funciona como uma espécie de garantia.

À primeira vista, parece que o resgate da LCI é impossível, pois o ativo não pode ser negociado a qualquer momento. Porém, o mercado secundário possibilita a negociação, após o prazo de carência estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Sendo assim, continue a leitura para desvendar o mistério do LCI resgate. A propósito, você descobrirá que essa descoberta pode ser mais simples do que aparenta. Vamos lá?

Sem segredo: LCI resgate antecipado, é possível?

O resgate da LCI costuma trazer muitas dúvidas para boa parte dos investidores, o que é natural. Ele não tem a opção de liquidez diária, como outras opções  de renda fixa, a exemplo do CDB.

Pensando nisso, selecionamos três questões que contribuem para esclarecer o prazo da LCI.  

1. LCI resgate antes do vencimento: pode?

Se você já se perguntou “posso resgatar LCI antes do vencimento?”, a resposta é: possivelmente. Porém, essa negociação dependerá da disponibilidade no mercado secundário. Logo mais voltaremos a falar sobre isso, ok?

Por outro lado, é importante ressaltar que poderá acontecer um deságio nessa operação. Nesse caso, o investidor perderá seu poder de compra devido aos efeitos da inflação. Portanto, vale a pena pensar duas vezes se é realmente necessário fazer o resgate antecipado. 

2. Quando posso resgatar a LCI?

Para saber como é o resgate da LCI, a primeira etapa é considerar a carência estabelecida pelo CMN. De modo geral, esse prazo mínimo é de 90 dias, levando em conta a taxa pré e pós-fixada. Mas, se a remuneração estiver vinculada a um índice de preços, como IPCA ou IGP-M, o período pode chegar a 36 meses.

Vale lembrar que a LCI é um título de baixa liquidez. Isto é, a aplicação demora mais tempo para se tornar dinheiro de novo. Por isso, antes de fazer o investimento, é vital considerar o objetivo de uso dos recursos

A seguir, listamos três simulações feitas na corretora Rico para demonstrar o rendimento final da LCI, com taxas de 22 de novembro de 2021. Afinal, se o investidor puder aguardar até o vencimento, a remuneração ficará muito acima da poupança, além de contar com a isenção do imposto de renda

Fazer uma viagem para o exterior em dois anos

Na primeira simulação, o investimento inicial é de R$ 3.000,00. No caso, a LCI rende 95% do CDI, o que traz o retorno líquido de R$ 3.451,99. Isso significa R$ 117,98 a mais no bolso, sendo que a LCI rende 3.53% acima da poupança

LCI resgate - simulação Rico 2 anos

Dar a entrada em um carro híbrido daqui a quatro anos

Já na segunda simulação, consideramos o valor inicial de R$ 5.000,00. Nesse prazo, a taxa  da LCI passa para 99% do CDI. E o total do resgate seria de R$ 6.694,93, o que representa um ganho 8.41% maior. Na poupança, o investidor deixaria de ganhar R$ 519,57. 

LCI resgate - simulação Rico 4 anos

Juntar dinheiro para o casamento no prazo de cinco anos

Por último, a terceira simulação tem como base o valor inicial de R$ 10.000. Com a remuneração calculada em 99% CDI, o título LCI traz o retorno de R$ 14.403,56. Ou seja, o resgate seria 10.62% maior do que a poupança, contando com R$ 1.383,44 a mais. 

LCI resgate - simulação Rico 5 anos

E se acontecer um imprevisto e for necessário resgatar a LCI?

Se houver um imprevisto e você precisar resgatar o valor antes do prazo, nós te ajudamos nisso. Continue conosco para descobrir como efetivar o resgate da Letra de Crédito Imobiliário, a LCI, ao operar no mercado secundário. 

3. Como saber mais detalhes sobre o LCI resgate?

Antes de prosseguir, vamos fazer uma pausa estratégica para ampliar a base de conhecimento. Aqui na Faculdade XP School, temos o curso online “Renda fixa: ganhos com baixo risco”. 

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

Além de conhecer os diferentes produtos financeiros, você aprenderá a montar uma carteira diversificada. Dessa maneira, poderá optar por títulos que têm diferentes prazos de vencimento, sabia?

Como efetivar o resgate antecipado da LCI? 

Além da carência para o LCI resgate, é preciso verificar com a corretora a disponibilidade no mercado secundário. Nesse ambiente, os investidores podem fazer a troca dos ativos entre si. 

Em geral, costumamos associar que a bolsa de valores é exclusiva para os papéis de renda variável. Entretanto, o mercado secundário também abre espaço para alguns títulos de renda fixa, inclusive para pessoas que querem desistir da posição e, assim, vender a LCI.

Para isso, é necessário contar com o intermédio de um assessor de investimentos. Isso porque o profissional terá acesso à plataforma de negociação dos títulos de renda fixa. E mais: ele informará o custo-benefício, pois a antecipação da venda poderá trazer prejuízo.

Extra: o que saber para operar no mercado secundário?

No curso “Aprenda a investir na bolsa de valores”, será mais fácil compreender a dinâmica do mercado secundário. E isso vai muito além de simplesmente descobrir como fazer o LCI resgate.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Nesta formação, você dará os primeiros passos para investir na renda variável de forma assertiva. Depois de entender os conceitos básicos para começar a aplicar em ações, o curso aborda o funcionamento da bolsa de valores e as escolas de análises. 

Por fim, você aprenderá a fazer tudo isso na prática, até mesmo com um clube de investimento. E, para saber o que te espera nessa jornada, aproveite para conferir um vídeo que responde questões-chave com tudo o que você quer saber para investir em ações. Dê o play agora mesmo! 

Como calcular o valor residual? Guia completo + dicas

Você já deve ter ouvido alguém dizer que nada dura para sempre. Embora essa frase normalmente esteja associada a sentimentos e situações, ela também é utilizada no mundo dos negócios. Se perder já é ruim, imagine sofrer com a perda de bens em que você acreditou – e investiu. É por isso que o conceito de valor residual é tão importante dentro do cenário corporativo.

Quer saber como entender desse valor pode ajudá-lo a fazer bons negócios? No artigo abaixo nós explicamos mais sobre o que ele significa, como impacta o universo de investimentos e como calculá-lo.

O que é valor residual?

Muito comum no universo de contabilidade, o valor residual está associado à vida útil de um patrimônio. Toda forma de ativo, seja ele um carro, um imóvel ou uma máquina industrial, está sujeita à depreciação. Essa depreciação é ocasionada não só pelo uso, como também por fatores como o tempo.

Quando falamos em valor residual, estamos nos referindo ao valor restante desse ativo após esse tempo de uso. Ou seja, a quanto um patrimônio vale quando é atingido o tempo de vida projetado para ele.

No universo corporativo, entender o valor residual de um ativo é extremamente importante. Isso porque ele interfere tanto no saldo quanto nas projeções de uma empresa. Também por isso, tanto a vida útil quanto o valor residual dos ativos são revisados anualmente ao fim de cada exercício.

A depreciação de um bem

Imagine que você é um apaixonado por tecnologia e comprou um smartphone de última geração. Três anos depois, esse mesmo aparelho começou a apresentar problemas, como o esgotamento da bateria e lentidão no processamento. Além disso, a mesma marca já lançou outros dois aparelhos nesse intervalo, com tecnologias ainda mais modernas. Uma situação bastante comum, não é? Isso é a depreciação.

Ano a ano, um bem perde valor. E as razões são diversas: seja porque ele foi ultrapassado por outro bem em desempenho e vantagens, seja porque ele foi muito usado ou simplesmente porque ele sofreu desgastes naturais do tempo.

A depreciação é exatamente isso, a perda de valor que um patrimônio acumula com o passar do tempo. A partir de um percentual de depreciação, é possível avaliar qual a duração esperada para ele.

Se após esse período ele ainda estiver em condições de uso, o cálculo do valor residual indicará por qual valor ele ainda poderá ser comercializado em caso de interesse.

É a Receita Federal a responsável por determinar a vida útil estimada de um bem. Com base nessa informação, indicar sua taxa anual de depreciação.

É importante saber, no entanto, que o valor residual não deve estar associado necessariamente ao descarte de um ativo. Afinal, é comum que um bem continue sendo utilizado mesmo após seu período de vida útil. Nesse caso, ainda haverá valor residual, porque ele ainda poderá ser utilizado.

Máquinas e equipamentos, por exemplo, têm taxa anual de 10% e 10 anos de vida útil estimados. Embora esse seja o tempo presumido, é comum que maquinários continuem sendo utilizados por continuarem cumprindo suas funções. Assim, eles não perdem seu valor completo.

>>> Quer ir além na análise de seus investimentos? Confira abaixo como a XP faz na live O Método XP de Avaliar Ações.

Como calcular o valor residual?

As empresas de contabilidade costumam utilizar uma fórmula simples para calcular o valor residual.

VR (Valor Residual) = Valor inicial – (depreciação x tempo de utilização)

Basicamente, o valor residual é obtido a partir de uma análise que envolve o valor inicial do ativo no momento de compra, seu tempo de utilização e taxa de depreciação. Que tal um exemplo?

Vamos imaginar que uma empresa de logística investiu na compra de um novo veículo de carga para transportar encomendas. O valor desse veículo é de R$ 500 mil. Considerando a taxa de depreciação anual estabelecida para esse tipo de patrimônio (25%) e seu tempo estimado de vida útil (4 anos), o valor anual de depreciação é de R$ 125 mil.

Entretanto, com apenas dois anos de uso, o motorista se envolveu em um acidente que resultou na perda do veículo. Neste caso, o cálculo de valor residual será:

  1. VR = R$ 500.000,00 – (R$ 125.000,00 x 2)
  2. VR = R$ 500.000,00 – R$ 250.000,00
  3. VR = R$ 250.000,00

É preciso lembrar que o bem sofre aplicação de impostos e a taxa é definida mediante seu valor residual. Quanto menor for o valor, menor o imposto aplicado também. Um exemplo disso são os carros antigos, cuja isenção de imposto é aplicada após 20 anos de uso. Embora seu tempo de vida útil esteja estimado nesse tempo, muitos têm condições de continuar trafegando por mais anos.

Qual o impacto do valor residual nos investimentos?

Até aqui, nós falamos sobre valor residual em patrimônios. No entanto, você sabia que esse cálculo também é utilizado no universo de investimentos?

Basicamente, o valor residual de um investimento consiste no valor pelo qual esse investimento poderá ser revendido ao fim de sua vida útil. A seguir, vamos apresentar dois contextos em que esse conceito pode ser utilizado.

Em bens imóveis

Os imóveis são uma das modalidades mais comuns de investimento. Embora tenha uma rentabilidade muitas vezes atraente, é preciso se atentar que, sendo um patrimônio físico, está sujeito a depreciação.

Além do desgaste natural causado pela ocupação e pelo tempo, a propriedade pode se tornar obsoleta diante de outras novas opções do mercado. Fatores como esses resultam na flutuação de valores e, automaticamente, influenciam no investimento também.

Um fator importante a se considerar quando o assunto são os imóveis, é que embora a taxa de depreciação estabelecida pela Receita seja de 4% e seu tempo de vida útil esteja estimado em 25 anos, dificilmente uma propriedade é inutilizada após esse período.

>>> Você sabe quais as vantagens de investir em aluguel de FIIs? Confira as dicas da Clear Corretora sobre essa modalidade de investimento e quais os melhores ativos.

Em ações

Ter noção sobre o valor residual de uma ação pode ser desafiador. Afinal, a vulnerabilidade de um papel pode prejudicar esse cálculo. De qualquer modo, aplicar a análise de tempo de vida e depreciação pode ser bastante útil na hora de definir pela compra ou venda.

Supondo que você invista em uma empresa do ramo imobiliário ou de construção, por exemplo, ter conhecimento sobre os valores residuais relacionados ao setor podem auxiliar nos próximos passos a serem dados.

Embora existam fórmulas como a de valor residual para orientá-lo em seus investimentos, nem sempre essa é uma tarefa fácil.  Isso porque, existem inúmeras variáveis que podem influenciar em um bem. O segredo é se manter sempre atento ao mercado.

Se você quer saber como avaliar empresas e ações para manter uma carteira mais robusta, participe do curso de Valuation da Faculdade XP – a escola da XP Inc.

Campanha de um curso online sobre "Valuation: Avaliação de Empresas e Ações" da Faculdade XP School.

Minicontratos de índice (WIN): como funcionam e 5 estratégias para aplicar

Quem já investe no mercado financeiro sabe que existe uma série de alternativas para otimizar os lucros dos investimentos. Antes de tomar qualquer decisão, é preciso conhecer cada uma delas para diminuir ao máximo a relação risco e retorno. E uma das alternativas que o investidor pode utilizar são os minicontratos de índice. Mas você sabe o que eles são e para que servem?

Para saber um pouco mais sobre essa dinâmica, separamos neste artigo as principais informações a respeito. Aqui você poderá entender melhor o significado dessa modalidade, como ela funciona, como adquirir um mini-índice, quanto custa, além de uma lista de minicontratos de índice. Se é isso que procura, então aproveite o texto e boa leitura! 

O que são minicontratos de índice?

Mini-índice é um minicontrato focado no Ibovespa, que é o principal índice de ações da Bolsa de Valores do Brasil. Essa negociação é voltada para as expectativas de desempenho deste indicador em um período de tempo mais à frente. Logo, eles estão ligados diretamente com a performance do mercado futuro

Na prática, eles são compromissos de venda e de compra de ativos que devem ser liquidados em uma data previamente determinada. Ou seja, terão um preço definido pelas partes envolvidas na negociação. Vale ressaltar, contudo, que essas negociações são realizadas por meio de contratos, por isso o nome de minicontrato de índice.

Como funcionam os minicontratos de índice?

Conforme dissemos, os minicontratos de índice Bovespa funcionam por meio de compromissos firmados tanto para a compra como para a venda de ativos. Ou seja, ao negociar esse tipo de investimento você se compromete a vender (ou comprar) aquele ativo quando ele atingir um determinado valor.

O lote mínimo do mini-índice tem apenas um contrato, sendo que a variação de um ponto do Ibovespa equivale a R$ 0,20. De acordo com o cálculo da Rico Investimentos, se o índice tivesse 98.000 pontos, o contrato valeria R$ 49.000.

Além disso, a B3 exige a margem de garantia que deve ser depositada na conta da corretora. É como se fosse um depósito caução para evitar inadimplência. E, nesse cálculo do mini-índice, a margem seria R$ 2.500 para swing trade e R$ 22,00 para day trade.

Qual a diferença de minicontrato de índice e minicontrato de dólar?

A principal diferença entre o minicontrato de índice para minicontratos de dólar é no pagamento sobre a variação dos pontos. Ou seja, enquanto no Ibovespa a variação por ponto paga R$ 0,20, no caso da moeda norte-americana o movimento remunera em R$ 5 a cada meio ponto. Portanto, esse é um fator para ser levado em consideração na hora de escolher em qual modalidade operar.

Como adquirir um minicontrato de índice?

Não é preciso ter uma grande quantidade de dinheiro para operar um minicontrato. Aliás, para negociar um deles, não é necessário ter o valor final de um contrato, mas somente uma parte dele. Para facilitar o entendimento, funciona como um cheque caução, ou seja, é uma proteção para eventuais prejuízos operacionais. 

< Confira mais: Mini-dólar: aprenda a operar WDO com dólar em alta] />

Como identificar a negociação do minicontrato de índice?

Em geral, o código dos minicontratos segue o seguinte esquema: quatro letras e dois números. Por sinal, o esquema é dividido conforme essa lógica: WIN + letra do vencimento + ano. Um exemplo prático seria: WINV21. Para simplificar, vamos explicar detalhadamente, a seguir, a composição deste código:

  • No mini-índice Ibovespa, as três primeiras letras são WIN;
  • Já a quarta letra traz o mês de vencimento. Aqui, “V” representa outubro;
  • No final, os dois números mostram o ano, o que se refere a 2021, nesse caso.
  • Para complementar, o minicontrato de Ibovespa vence bimestralmente, nos meses pares. Ou seja, a cada dois meses acontece um novo vencimento do título, o que requer a troca do contrato na quarta-feira mais próxima do dia 15. 

Aliás, veja quais são os códigos de negociação mensais para acompanhar os novos contratos, com as respectivas letras:

  • Fevereiro: G
  • Abril: J
  • Junho: M
  • Agosto: Q
  • Outubro: V
  • Dezembro: Z

Lista dos principais minicontratos de índice

No mercado existem dois principais tipos de minicontratos. Mostraremos quais são eles e as suas principais diferenças. Confira abaixo:

Ibovespa

É o índice baseado diretamente no desempenho da Bolsa de Valores. Sabe quando o noticiário informa o aumento ou a baixa do Ibovespa? Então, essa informação é com base no índice geral da B3, que é medido por meio de pontos. Com isso, o lucro ou o prejuízo na negociação de um minicontrato está atrelado diretamente com a valorização ou desvalorização deste índice em um período de tempo estipulado.

Dólar 

Muito utilizado em estratégias de proteção, o minicontrato de dólar serve também para garantir mais segurança por conta da especulação que o valor da moeda sofre diariamente. Caso você queira fazer uma negociação neste tipo de minicontrato, precisa ter em mente que só é possível comprar um lote padrão. 

Qual o perfil do investidor que investe em minicontrato de índice?

O perfil indicado por especialistas para operar em minicontratos é para quem tem um viés mais arrojado. Isso ocorre porque é necessário fazer análises mais difíceis, tentando prever algumas tendências de mercado. Dessa forma, o investidor pode ficar mais exposto ao risco e, por isso, o indicado é estudar bastante antes de entrar neste tipo de negócio. 

Dá para investir em minicontratos de índice sendo um investidor iniciante?

Especialistas indicam que as operações em minicontratos sejam feitas por investidores um pouco mais experientes e que saibam fazer um controle de risco. Há técnicas que são utilizadas que precisam ser dominadas no dia a dia das negociações, como stop loss e stop gain, além de ter uma estratégia de diversificação consolidada.

Quanto custa um contrato de mini-índice?

Antes de mais nada, vale lembrar que você precisará escolher uma plataforma de negociação. Há corretoras que muitas vezes conseguem zerara a corretagem para operar com minicontratos. Isso é um fator importante para ficar de olho.  

Na XP, por exemplo, o investidor poderá optar pelo produto “Mini-Índice”. Para exemplificar, listamos as características que constam no site da corretora:

  • Preço do mini-índice: R$ 0,20 para cada ponto do Ibovespa. Se estiver em 65.000 pontos, o minicontrato valerá R$ 13.000;
  • Vencimento: nos meses pares (fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro);
  • Formato do código: WIN + mês de vencimento + ano. Isto é, o código seria “WINZ15” se o prazo fosse relativo ao mini-índice negociado em dezembro de 2015.

Quanto às vantagens, a corretora enfatiza a tendência para a boa liquidez, bem como o reflexo fiel dos movimentos do mercado. Por falar nisso, o minicontrato de índice costuma ser usado para fazer hedge da carteira de ações. Essa é uma das estratégias que você pode utilizar. Por falar nisso, vamos abordar as principais logo a seguir. 

Fique por dentro: < Tape Reading para mini índice, o que é? />

5 estratégias para investir em minicontratos de índice (WIN)

Hedge

Quando falamos em hedge, nos referimos a uma estratégia focada na proteção a fim de evitar as perdas. Não por acaso, os derivativos costumam ser usados para proteger a carteira. Isso acontece porque eles garantem um determinado preço, o que reduz o impacto da oscilação de um ativo no futuro.  

Especulação

A segunda estratégia é a especulação financeira para lucrar com pequenos diferenciais de preços na compra e na venda. Aqui, o foco está nos movimentos de curto prazo dos minicontratos.

Arbitragem 

A arbitragem é voltada para lucrar com as discrepâncias de preços de um mesmo produto nos diferentes mercados. A propósito, isso pode envolver tanto os minicontratos, quanto outros ativos, incluindo os que são negociados no mercado físico. Por exemplo, a compra do dólar no Brasil (se o câmbio estiver favorável) e a venda posterior na Europa.

Manejo de risco

A ideia central nesse tipo de estratégia é saber fazer o gerenciamento de capital. Nesse caso, é importante definir alguns critérios, principalmente a respeito da quantidade de dinheiro que será destinada para cada operação. O manejo de risco tem como principal objetivo te deixar por dentro de todos os riscos que podem estar associados à sua exposição, evitando, com isso, perdas financeiras.  

Book de ofertas

Conhecida também como Tape Reading – termo em inglês – a estratégia de Book de Ofertas nada mais é do que fazer a leitura de fluxo das negociações. Com ela é possível encontrar oportunidades, uma vez que é possível saber quem está comprando ou vendendo um determinado ativo. É algo muito utilizado para quem opera em day trade.  

Bônus: conheça a websérie da Rico sobre minicontratos

Se você quer saber tudo sobre minicontrato de índice e minicontrato de dólar, não pode perder o vídeo a seguir. Com a websérie “Começando em minicontratos com a Pam”, você entrará no mercado futuro com o pé direito, entendendo os conceitos básicos por trás dessas operações e esclarecendo dúvidas que são comuns nessa fase. Confira:

Principais vantagens de investir em minicontratos de índices

Podemos citar três principais vantagens para quem deseja investir em minicontratos de índices. A seguir listamos quais são elas e os motivos:

Facilidade

Embora seja necessário ter uma certa experiência nesse tipo de operação, é muito simples colocar o investimento em prática. Basta fazê-lo por meio do home broker da sua corretora, evitando comprar softwares e programas específicos para isso. 

Alavancagem

Fazer uma operação de alavancagem possibilita ao investidor multiplicar o seus ganhos ainda mais. É possível fazer negociações, por exemplo, com um dinheiro que você ainda não possui, prevendo os lucros. Porém, isso pode ser inversamente arriscado, trazendo grandes perdas. Por isso, pense bem antes de decidir por ela. 

Liquidez

A liquidez é uma das maiores vantagens. Afinal, por ser um dos ativos da B3 com mais negociados, possui uma alta liquidez. É um fator muito positivo, especialmente para quem opera em day trade. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre minicontratos de índice, que tal se aprofundar ainda mais no mundo dos investimentos? Aqui na Faculdade XP você encontra vários cursos que podem ajudar. Em “In the money: Como começar a lucrar com Opções” você vai aprender os conceitos básicos do mercado de Opções, entendendo com facilidade o universo das Opções de Índice Bovespa e Opções de Dólar. 

Esse curso e muitos outros estão incluídos na assinatura do Multi+, uma plataforma digital completa e de aprendizado contínuo. Seja para capacitação profissional ou para conhecimento financeiro, essa é a melhor escolha para você dar o próximo passo. Invista no seu futuro e comece hoje mesmo. Saiba mais

CDB e RDB por perfil de investimento: quem vence esse duelo?

Se duas aplicações financeiras estivessem duelando, quem venceria o embate entre CDB e RDB? De um lado, temos o famoso Certificado de Depósito Bancário. E, do outro lado, o não tão famoso Recibo de Depósito Bancário

Será que eles se parecem apenas na nomenclatura? Quais as suas diferenças? E como saber qual é o título ideal para cada perfil de investidor? Com tudo isso em mente, preparamos um post para explicar o que significa CDB e RDB na prática.

Afinal, ambos os títulos podem ser boas opções para quem quer fugir da poupança e aplicar na renda fixa. Quer saber como? Continue a leitura para descobrir!

Qual é a diferença entre CDB e RDB?

Agora, falaremos das diferenças entre Certificado de Depósito Bancário e Recibo de Depósito Bancário. Depois disso, abordaremos as aplicações para os diferentes perfis de investidores.

O que significa CDB e RDB?

CDB está para Certificado de Depósito Bancário, assim como RDB está para Recibo de Depósito Bancário. São aplicações financeiras que trazem baixo risco de calote e, ao mesmo tempo, propiciam rentabilidade acima da Caderneta de Poupança. 

Apesar do nome semelhante, os títulos têm características distintas, começando pelo emissor. O CDB vem dos bancos e das corretoras de valores, como a XP e a Rico. Já o RDB é emitido por outras instituições financeiras, incluindo: 

  • cooperativas de crédito;
  • fintechs;
  • sociedades de crédito, financiamento e investimento;
  • bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento e investimento.

Logo adiante, voltaremos a falar dos pontos que diferenciam os títulos, mas, antes disso, vale retomar um ponto-chave. Isso porque ambos se enquadram no segmento de renda fixa, que conta com a previsibilidade do retorno sobre o investimento.

cdb-e-rdb - renda fixa - vantagens e desvantagens

Tanto no CDB, quanto no RDB, a aplicação se traduz em um “empréstimo” feito às instituições financeiras. Em troca, esse investidor receberá um retorno futuro contando com juros atrativos, sendo que o fluxo de remuneração pode variar:

  • prefixado: a taxa se mantém fixa, ou seja, não se altera até a data de vencimento. Se o retorno contratado for de 5%, essa é a exata remuneração a ser recebida no prazo final; 
  • pós-fixado: tal taxa é vinculada à variação de um indexador, como o IPCA. Nas variações do índice, de alta ou baixa, o retorno da aplicação, igualmente, sobe ou desce; 
  • híbrido: parte dessa taxa é prefixada e parte é pós-fixada, por exemplo: 4% + IPCA. Assim, você terá a garantia de que receberá 4% do retorno (na parte fixa), somada à variação do indexador. 

CDB e RDB trazem segurança nas aplicações?

Os dois títulos são de baixo risco, uma vez que eles têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isto é, as aplicações de até R$ 250 mil (por CPF) terão a devida cobertura, em caso de falência do emissor.  

Existe valor mínimo para o CDB e o RDB?

O valor mínimo dos dois papéis depende da instituição financeira. Em geral, essas aplicações giram em torno de R$ 1.000, se considerarmos o aporte mínimo. Novamente, cabe ressaltar que é importante checar as regras de cada emissor, ok? 

Como funciona a liquidez para CDB e RDB?

No quesito liquidez, os títulos se diferenciam de modo mais expressivo. Existem CDBs com liquidez diária, que podem ser resgatados antes do vencimento. Aliás, o investidor tem opções de curto prazo (de seis meses a um ano) e longo prazo (acima de dois anos). 

Por outro lado, o RDB não tem essa flexibilidade, sendo que os recursos devem ficar aplicados por um prazo mínimo. Isso significa que, se houver um imprevisto antes desse período, o dinheiro não estará disponível, o que requer uma reserva de emergência

E quanto à rentabilidade do CDB e do RDB?

A remuneração varia conforme o emissor do título. Por sinal, engana-se quem acha que o RDB tem taxas maiores a fim de atrair clientes para instituições financeiras de pequeno porte. Por isso, a recomendação é pesquisar bastante para encontrar o melhor custo-benefício.  

O MoneyTimes, por exemplo, noticiou que era possível chegar a 132% do CDI em um RDB. Porém, a XP Investimentos foi muito além disso. Na campanha de novembro de 2021, a corretora lançou um CDB com até 300% do CDI para os novos clientes. Em outras palavras, o mercado está cheio de ótimas oportunidades para todos os gostos e bolsos.

Qual é a tributação de CDB e RDB?

A tributação deles tem como base a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR). E, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor será a incidência do imposto. Confira:

cdb-e-rdb - tabela regressiva Imposto de Renda

Fonte: InfoMoney

>>> Saiba mais sobre como declarar aplicação de renda fixa no IR

Como sair da poupança e começar a aplicar em CDB, RDB e afins?

Neste vídeo da Faculdade XP School, veja os quatro passos para sair da poupança e aplicar em renda fixa:

Aplicações de CDB e RDB para 3 perfis de investidores

A seguir, falaremos sobre ambos os títulos para os diferentes perfis de investidores. Dessa maneira, será mais fácil tomar decisões assertivas, levando em conta o gerenciamento de riscos.

Perfil conservador

Os conservadores têm maior aversão aos riscos. Como esses dois títulos têm baixo risco, eles são boas opções para um perfil que preza pela segurança. E mais: ao optar pela taxa prefixada, pode-se saber o valor que será recebido ao fim do prazo, sem surpresas.   

Perfil moderado

Já o perfil moderado tende a aumentar um pouco a exposição aos riscos, mas de maneira equilibrada. Nesse sentido, o CDB e o RDB com taxa híbrida podem ser interessantes, dependendo da estratégia do investidor.

Além da remuneração fixa, a outra parte dessa taxa varia conforme o indexador, certo? Digamos que o título escolhido seja remunerado em 4% + IPCA. No caso, o investidor terá a garantia da taxa fixa de 4% e, o que vier além disso, terá um retorno acima da inflação

Perfil arrojado

Por fim, o perfil arrojado (ou agressivo) tem um apetite aos riscos bem maior. Diante desse cenário, o CDB e o RDB ajudam a diversificar a carteira entre as diferentes classes de ativos.

Para isso, é vital considerar os prazos e os fluxos de remuneração. E, se a taxa for pós-fixada, lembre-se de que a variação do indexador trará impactos nesses resultados.   

Conclusão: como escolher entre RDB ou CDB?

Se você ainda está em dúvida sobre o título ideal, não se preocupe. Aqui, a dica é fazer o curso “Renda fixa: ganhos com baixo risco”. Com o apoio de especialistas do mercado, você certamente encontrará o produto mais indicado para o seu perfil.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

No fim das contas, só você mesmo poderá decidir quem venceria esse duelo entre CDB e RDB. Mas uma coisa é certa: o conhecimento é a chave do sucesso. Então, chegou a hora de continuar a sua jornada de aprendizado com a trilha Faculdade XP

Vamos juntos!

O que é OTC em opções binárias? Esclareça as suas dúvidas

No mercado financeiro, existem alternativas de investimento e ambientes de negociação pouco conhecidos pelos brasileiros. Por exemplo, você sabe o que é OTC em opções binárias?

Neste artigo, reunimos as principais informações sobre esses conceitos e dicas de como investir. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas!

O que é OTC?

A sigla OTC vem do inglês Over The Counter e representa um ambiente alternativo para operações financeiras.

No Brasil, equivale ao mercado de balcão — espaço onde são negociados títulos que não têm registro na Bolsa de Valores.

A negociação pode ser direta, entre duas partes, ou por meio de empresas especializadas, que simplificam a operação.

Vale ressaltar que embora o OTC seja um mercado de ativos não regulamentados, é totalmente regularizado e regulamentado.

O mercado de balcão está sujeito às regras e normas da SOMA (Sociedade Operadora de Mercado de Ativos), fundada em 1996 e adquirida pela atual B3 em 2002.

Desde então, as negociações são registradas, possibilitando um maior controle de demanda e liquidez.

Além disso, para que uma companhia opere no OTC, ela deve possuir autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Por fim, de modo geral, diversos ativos são operados no mercado de balcão. Entre os principais estão:

>>> No vídeo abaixo, a especialista em investimentos e professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, traz 5 passos para começar a investir em fundos imobiliários. Assista!

Agora, o que é OTC em opções binárias?

As opções binárias ainda não são negociadas na Bolsa brasileira (B3). Dessa forma, as operações que envolvem esse tipo de ativo não são regulamentadas pela CVM e pela B3.

Por exemplo, diversas vezes os ativos de Forex (moedas negociadas em pares) são operados à noite, em finais de semana e feriados.

No entanto, como os mercados mundiais não abrem sábado e domingo, as moedas não sofrem variação cambial.

Com isso, no mercado de opções binárias, só é possível negociá-las no mercado de balcões.

Mercado de opções binárias

Opções binárias, também conhecidas como opções digitais ou de retorno fixo, são operações financeiras que visam lucros no curto prazo, especulando a alta e a baixa de um ativo.

Em outras palavras, trata-se de acertar se o valor de um ativo, sejam moedas, ações internacionais, commodities, índices da Bolsa, etc.

Notou alguma semelhança com apostas ou jogos de azar? Você está totalmente certo!

Investidores de opções binárias não compram e nem vendem um ativo. Por isso, não se trata de um investimento.

O único intuito desse tipo de operação é tentar prever a subida ou a descida do preço de um ativo.

Dessa forma, as opções binárias são consideradas negociações de alto risco e classificadas como atividade especulativa, com chance de perda total do valor investido.

Ou seja, resumidamente, assume-se mais riscos na tentativa de ganhar mais em menos tempo.

Como essa operação funciona?

Todo o funcionamento do OTC em opções binárias ocorre na plataforma da corretora, que define os horários de funcionamento e os ativos oferecidos.

Como não há mercado oficial aberto, os valores descem e sobem devido à oferta e demanda da própria plataforma.

O que significa que os próprios clientes que negociam um ativo OTC em opções binárias específico que fazem com que o preço aumente ou diminua.

Na prática, funciona como se cada corretora fosse um pequeno mercado independente, com preços que flutuam por influência direta dos clientes.

Quem oferece OTC em opções binárias?

Conforme mencionamos, no Brasil, as opções binárias são realizadas fora da Bolsa de Valores. Dessa forma, as corretoras que trabalham com esse tipo de negociação têm liberdade para oferecer operações OTC segundo seus próprios critérios.

Devo operar em OTC com opções binárias?

Caso você tenha tempo e disponibilidade para operar dentro do horário oficial do mercado, a recomendação é evitar o OTC em opções binárias.

Os riscos de operações fora do horário padrão são consideravelmente mais elevados do que os riscos encontrados em operações realizadas durante o período normal.

Além disso, por não haver horários preestabelecidos, as opções binárias podem se transformar em um vício. Portanto, esse tipo de negociação não deve se tornar um hábito.

De todo modo, existem vantagens e desvantagens ao operar em OTC com opções binárias. Confira abaixo cada uma delas.

Vantagens

Se houver equilíbrio, o que representa riscos no OTC em opções binárias pode ser uma vantagem em situações específicas.

  • Ativos disponíveis a qualquer hora: as operações normalmente estão disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.
  • Operação em qualquer dia: quem trabalha e não tem tempo disponível para operar dentro do horário oficial do mercado pode operar no período noturno ou nos fins de semana;

Desvantagens

Entre as principais desvantagens do OTC em opções binárias, podemos destacar:

  • riscos maiores: na maioria das vezes, os ativos abertos para negociação no mercado OTC não são muito conhecidos. Com isso, o investidor não sabe como eles se comportam e nem como operá-los, o que pode ocasionar no fracasso da operação devido à falta de experiência e conhecimento.
  • técnicas conhecidas geralmente não funcionam: como no mercado OTC os valores aumentam e diminuem apenas em função da relação entre a oferta plataforma e a procura dos investidores em um determinado momento, as técnicas aplicadas em condições normais de mercado se tornam inviáveis;
  • risco de manipulação: como o OTC é uma espécie de mercado independente dentro de cada corretora, sem parâmetro ou regulação oficial, não é possível controlar os valores e saber se as variações são verídicas ou manipuladas pelas insituições. Por isso, é fundamental escolher uma corretora de confiança para operar.

Como investir em OTC com opções binárias?

O primeiro passo para investir em OTC com opções binárias é abrir uma conta em uma corretora que ofereça esse tipo de operação financeira no Brasil.

Porém, conforme mencionamos, é importante tomar alguns cuidados ao escolher a corretora, atentando-se a fatores como confiabilidade, segurança e transparência.

Dessa forma, você minimiza os riscos de cair em possíveis golpes e armadilhas.

Após abrir sua conta, basta transferir o valor que você deseja investir e aguardar a compensação.

Assim que a transferência for compensada, você poderá operar em OTC com opções binárias, a qualquer dia e hora.

Agora que você já sabe o que é e como funciona o OTC em opções binárias, aprenda a investir de um jeito simples com o curso Primeiros Passos. A escola da XP Inc. reuniu grandes especialistas do mercado para te guiar nessa trajetória. Clique no banner abaixo e garanta sua vaga!

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Onde são depositados os dividendos de ações? Como recebê-los?

Pretende investir recursos em renda variável, mas ainda está em dúvida sobre o fluxo de remuneração? Neste post, você descobrirá como e onde são depositados os dividendos das ações para fazer seu planejamento financeiro.

E aqui vai um spoiler: para investir e receber o retorno, é preciso abrir sua conta em uma corretora de valores. Fique à vontade para escolher a de sua preferência, mas lembre-se de que algumas não cobram a taxa de corretagem, como a Rico e a Clear, por exemplo.

Aliás, é vital conhecer as nuances do mercado acionário, principalmente para quem está começando a investir. Logo, antes de descobrir onde são depositados os dividendos, pare tudo e veja um vídeo que explica tudo o que você precisa saber sobre as ações!

Afinal, onde são depositados os dividendos?

Por acaso, você já se perguntou “onde recebo dividendos?” Se a resposta foi sim, não se preocupe: a gente explica tudo direitinho. Para começar, tenha em mente que existem diferentes papéis negociados na bolsa de valores, sobre os quais falaremos a seguir. 

E, se quiser ampliar os conhecimentos em renda variável, temos mais um spoiler para você. Aproveite para baixar o e-book gratuito “Guia da bolsa para investidores”!

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Depois disso, continue conosco para descobrir onde são depositados os dividendos, sem mistério! Afinal, o universo dos investimentos tem muitos detalhes que podem te interessar.

O que são dividendos?

Dividendos de ações representam as parcelas do lucro de uma companhia de capital aberto. Ou seja, os acionistas são remunerados com uma parte desse resultado, o que pode acontecer na base mensal, trimestral, semestral e/ou anual.

Que tipo de ações pagam dividendos?

Em geral, as ações preferenciais (PN) são aquelas que dão prioridade na hora de receber os dividendos. Mas elas não são as únicas. Nas ações ordinárias (ON), algumas empresas pagam dividendos, embora o foco delas seja o direito ao voto. Além disso, as ações units são um pacote que une as ações PN e ON. 

>>> Saiba mais sobre as diferenças entre as ações preferenciais e ordinárias 

Como o artigo visa mostrar onde são depositados os dividendos, vamos abordar os papéis PN, ON e units. Para exemplificar, a consultoria Economatica listou as ações que mais pagam dividendos em 2021:

  1. Unipar (UNIP6) – ações preferenciais de classe B;
  2. Taesa (TAEE11) – ações units;
  3. Copel (CPLE6) – ações preferenciais de classe B;
  4. Copel (CPLE3) – ações ordinárias;
  5. JBS (JBSS3) – ações ordinárias;
  6. Petrobras (PETR4) – ações preferenciais comuns;
  7. Petrobras (PETR3) – ações ordinárias;
  8. Bradespar (BRAP4) – ações preferenciais comuns;
  9. Minerva (BEEF3) – ações ordinárias;
  10. Grendene (GRND3) – ações ordinárias.

Como os dividendos são pagos? 4 tipos de remuneração

Sabia que o retorno das ações nem sempre é pago em dinheiro? Por sinal, veja uma lista de como funciona o pagamento de dividendos, cujo fluxo é definido pela empresa de capital aberto. Isto é, a companhia que negocia suas ações na bolsa de valores distribui proventos via:

  • pagamento em dinheiro, que poderá ser dividido em mais de uma parcela;
  • juros sobre capital próprio (JCP), com 15% de Imposto de Renda retido na fonte;
  • distribuição de novos papéis, sendo que a bonificação aumenta a participação societária;
  • one-time, para os casos em que a companhia teve apuração excepcional dos resultados.

Vale lembrar que o recebimento de dividendos nem sempre é rápido. Segundo a Lei das S/As, as empresas que operam na B3 devem distribuir, no mínimo, 25% do lucro. Mas o pagamento dos acionistas pode demorar três anos, se o exercício encerrar com prejuízo. 

Quanto tempo é preciso ficar com a ação para receber os dividendos?

Via de regra, as companhias que negociam ações PN devem divulgar o calendário de dividendos. E essa agenda tem dois momentos que precisam ser acompanhados de perto:

  • data com: dia em que a ação deve estar na carteira para que você receba aquela distribuição dos proventos;
  • data ex: é exatamente o dia depois da data com. Portanto, se você comprar uma ação na data ex, será necessário aguardar até o próximo pagamento de dividendos.

As corretoras de valores costumam encaminhar os calendários aos seus investidores. E, além de acompanhar o pagamento, não deixe de checar as datas antes de vender suas ações, ok? 

>>> Descubra o melhor momento para comprar ou vender ações

Claro que essa decisão depende da sua estratégia de investimento. Entretanto, você só receberá os dividendos se a ação estiver na sua carteira durante a data com.

Os dividendos caem na conta da corretora de valores?

Sim, os dividendos são pagos na conta da corretora. Então, você não precisará se perguntar “como sei que recebi dividendos”? Além de conhecer de antemão qual é a agenda de pagamentos, é possível verificar o retorno do investimento pelo Home Broker. 

Onde são depositados os dividendos? Próximos passos 

Agora que você sabe onde são depositados os dividendos – na conta da corretora – vamos prosseguir. Para complementar o artigo, é importante levar em conta outros dois pontos-chave: a tributação e a base de conhecimento.

Declaração do Imposto de Renda (IR) dos dividendos

O IR é cobrado das pessoas físicas que negociam ações superiores a R$ 20.000,00 por mês. Nesse caso, o imposto incide sobre 15% do lucro obtido. E, se for uma operação Day Trade, a tributação passa para 20%.

Em ambas as situações, o imposto é calculado mensalmente, devendo ser pago até o último dia útil. E, para mais informações sobre a declaração de IR das ações, vale a pena conferir esse tutorial do InfoMoney:

Ampliar a base de conhecimento sobre renda variável

À primeira vista, o investimento em renda variável parece complexo demais. Porém, o conhecimento ajuda a quebrar os bloqueios que te impedem de investir assertivamente. Por isso, recomendamos o curso online “Aprenda a investir na bolsa de valores”. 

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Muito além de mostrar onde são depositados os dividendos, queremos te ajudar a investir melhor. Para isso, aproveite os conteúdos da Faculdade XP School, incluindo o amplo leque de cursos no catálogo, bem como os posts do blog e os vídeos do Youtube.

Juntos, podemos crescer de forma exponencial!