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O que é renda variável? Será que ela combina com seu perfil?

Muito se fala em renda fixa, até mesmo porque ela costuma ser a porta de entrada para muitas pessoas no mundo dos investimentos. O próximo passo lógico é entender o que é renda variável e, então, começar a diversificar seus ativos, em busca de maior rentabilidade para sua carteira.

Porém, se você, assim como muitos, pensa que renda variável se restringe apenas a ações, fique sabendo que essa categoria vai muito além disso, contando com diversas opções de aplicações para todos os gostos e perfis.

É fato que títulos de renda variável apresentam um risco maior, porém, também são acompanhados de um potencial de rentabilidade muito superior ao da renda fixa.

O que você acha de aprender mais sobre o assunto para aumentar seus lucros? Neste post, além de explicar em detalhes o que é renda variável, apresentamos alguns dos principais exemplos de investimento desta categoria.

O que é renda variável?

No mercado financeiro, o termo renda variável, como o próprio nome sugere, refere-se a ativos cujo rendimento varia, ou seja, eles não geram um ganho fixo.

O que são investimentos em renda variável?

Investimentos em renda variável são títulos cujos rendimentos não podem ser previstos de antemão. Logo, sua rentabilidade varia de acordo com as condições e expectativas do mercado, o que significa que podem valorizar com o tempo ou até mesmo perder valor.

Perceba que é completamente oposto ao que ocorre na renda fixa, cujo cálculo da remuneração é previamente definido e conhecido desde o momento da aplicação.

Entretanto, na renda variável, não é possível ter esse nível de certeza, pois quem compra a ação de uma empresa, por exemplo, sabe que receberá a valorização do papel com o tempo, mas não faz ideia de quanto será essa valorização, entende?

Não há como garantir nem que haverá ganhos, afinal, os papéis também podem desvalorizar no período.

Quem compra um título de renda fixa “empresta” dinheiro para alguém (empresas ou governos) em troca de juros. Já aqueles que aplicam em títulos de renda variável, como ações, têm expectativa de que a companhia apresente bons resultados e cresça a fim de valorizar seus papéis e gerar mais lucro. 

5 exemplos de investimento em renda variável

No mercado há diversos tipos de títulos de renda variável, dos mais simples aos mais sofisticados, cada um com suas próprias características de risco e liquidez.

Separamos alguns dos principais produtos para que você conheça e descubra qual combina mais com o seu perfil de investidor.

1. Ações

Negociadas na bolsa de valores, as ações são certamente os principais exemplos de investimento em renda variável do mercado.

Elas são a menor parcela do capital de uma empresa. Quem compra ações, se torna sócio da companhia e, por isso, pode compartilhar os lucros que ela obtém.

Há basicamente duas formas de lucrar investindo em ações:

  • distribuição de dividendos – uma parte do lucro obtido pela companhia que é dividida entre os acionistas de acordo com sua participação na sociedade;
  • valorização dos papéis na bolsa – conforme o mercado oscila, o preço de uma ação pode subir ou cair. Sendo assim, o investidor tem a possibilidade de realizar lucro ao vender seus papéis por um valor superior ao que pagou.

Uma pergunta muito comum neste mercado é se é possível comprar apenas uma ação. Bom, apesar de não existir um valor mínimo, esses títulos costumam ser vendidos em lotes de 100 ações. Uma alternativa para quem deseja entrar com um valor menor, é utilizar o mercado fracionário, adquirindo apenas uma fração do lote.

Para te ajudar a ser mais estratégico em suas aplicações na bolsa de valores, preparamos um guia completo — e gratuito — para você entender tudo sobre como operar na bolsa. É só baixar o material e consultar!

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

2. Fundos Imobiliários (FIIs)

Este é outro exemplo de investimento em renda variável que tem estado em alta nos últimos tempos: os fundos imobiliários ou simplesmente FIIs, que reúnem investidores interessados em aplicar em conjunto no mercado imobiliário.

O mais comum é que o dinheiro aplicado se destine à construção ou aquisição de imóveis, que em seguida são locados ou arrendados. O lucro gerado por esses empreendimentos é dividido entre os investidores do fundo de forma proporcional à participação de cada um.

Apesar de algumas pessoas acreditarem que os FIIs são investimentos de renda fixa, na verdade, são aplicações de renda variável, já que as cotas oscilam na bolsa de acordo com as condições do mercado ou a gestão da carteira.

Aliás, isso só reforça que não é possível saber de antemão qual será o retorno e não há garantia alguma de que os rendimentos serão mantidos ao longo do tempo.

3. ETFs

Exchange Traded Funds, também conhecidos como “fundos de índices”, são fundos que replicam a composição de índices financeiros, como o Ibovespa, e têm suas cotas negociadas no pregão da bolsa, da mesma forma que as ações.

O objetivo dos ETFs é oferecer aos investidores uma alternativa para investir em carteiras praticamente idênticas às principais referências do mercado.

Por conta disso, uma de suas principais vantagens é a praticidade, uma vez que um ETF permite que o investidor invista em várias ações de uma vez, sem precisar comprar papel a papel.

Outra grande vantagem é que as taxas de administração dos fundos de índices costumam ser bem menores do que as cobradas nos fundos de ações em geral, mesmo no caso dos passivos.

4. Câmbio

O câmbio é um exemplo de renda variável que costuma ser uma boa opção para diversificar a carteira e, principalmente, proteger o patrimônio das oscilações da economia brasileira.

Sua principal modalidade são fundos cambiais, que mantêm pelo menos 80% do patrimônio investido em ativos relacionados a moedas. No entanto, vale atentar para seu principal fator de risco, que é a flutuação de preço de moedas estrangeiras ou a variação do cupom cambial (taxa de juros em dólares no Brasil).

Outra forma de investir em câmbio é comprando contratos ou minicontratos futuros de dólar, que são negociados no pregão da B3, e representam acordos de compra ou venda da moeda a um preço fechado e em uma data futura.

Há ainda os COEs (Certificados de Operações Estruturadas) baseados em moedas estrangeiras.

5. Fundos de Investimento

Vários tipos de fundos permitem investir em renda variável, com os de ações sendo os exemplos mais comuns.

Tratam-se de carteiras que, por definição, aplicam no mínimo dois terços do patrimônio em ações negociadas em mercados organizados (bolsas de valores), ou em outros ativos relacionados a esse segmento, como cotas de outros fundos de ações ou BDRs, que são recibos de ações estrangeiras negociados no Brasil.

Os fundos de ações são considerados a maneira mais simples de investir em renda variável, porque quem decide que papéis comprar ou vender, geralmente, é um gestor profissional. Ou seja, não importa se o investidor é iniciante, quem toma as decisões sobre o que entra ou sai da carteira é esse profissional.

No entanto, isso tem um custo, com cobrança de taxa de administração e, em alguns casos, taxa de performance.

Quer saber mais sobre fundos de investimento? Então, dê o play no vídeo abaixo e confira o que nossa musa dos investimentos, Clara Sodré, tem a dizer sobre o assunto:

Vantagens e desvantagens de investir em renda variável

Agora que você já sabe o que é renda variável e conhece alguns dos principais títulos disponíveis neste mercado, chegou o momento de saber quais são as principais vantagens e desvantagens dessa categoria de ativos.

A principal vantagem de se investir em renda variável está na possibilidade de obter um retorno maior quando comparado ao que a renda fixa pode proporcionar.

Isso costuma acontecer quando o humor do mercado está favorável, bem como quando as empresas emissoras das ações e outros instrumentos crescerem e avançam em seus segmentos. É claro que o oposto também é válido, afinal, quando o mercado vivencia uma fase difícil, os preços e rendimentos tendem a cair.

Outra grande vantagem de aplicar em renda variável é que existe uma grande variedade de ativos no mercado. Dessa forma, é possível investir em produtos e segmentos que atendam especificamente os objetivos de cada investidor.

Por exemplo: se você acredita que empresas de varejo se sairão bem no futuro, consegue comprar ações de companhias da área com relativa facilidade. Por outro lado, se gosta do setor elétrico, mas não quer ter tanto trabalho acompanhando os papéis, pode encontrar fundos de ações focados neste segmento. Simples, não é?

Em contrapartida, este mercado possui um risco mais elevado, já que não existe qualquer tipo de garantia de que o melhor cenário acontecerá nos investimentos de renda variável.

Além disso, os mercados costumam oscilar bastante. Veja só a bolsa de valores: um dia, o Ibovespa sobe, no outro, cai; e é assim o tempo todo.

Que tal dar os seus primeiros passos na renda variável hoje mesmo?

Entender o que é renda variável e conhecer os principais investimentos que a compõem são apenas os primeiros passos de uma jornada que pode ser muito lucrativa.

Porém, para operar neste meio, é necessário estar com o emocional treinado e se certificar que os riscos estão de acordo com o seu perfil antes de entrar em qualquer investimento.

Mas, não se preocupe, conforme for adquirindo conhecimento, você vai aprendendo a lidar com a instabilidade do mercado de renda variável.

Justamente por isso, uma ótima forma de iniciar esta jornada, é estudando. Por isso, apresentamos nosso curso O Poder do Autoconhecimento Financeiro, que permitirá que você se conheça melhor e entenda seu perfil de investidor, pontos essenciais para investir bem, tanto na renda variável, quanto na renda fixa.

Como investir melhor o meu dinheiro? Dicas para acompanhar o mercado financeiro

Se você se pergunta: “Como investir melhor o meu dinheiro?”, é porque está realmente interessado em melhorar a própria saúde financeira, não é verdade?

Pois saiba que essa é uma preocupação relevante, já que investir pode trazer bons resultados, proporcionar uma renda extra e garantir uma segurança para o futuro.

Mas, independentemente de saber se vale mais a pena investir em renda fixa, variável, ou em criptomoedas, por exemplo, é importante acompanhar os investimentos antes de tomar uma decisão.

Ao longo deste artigo vamos explicar como ficar de olho no mundo dos investimentos para fortalecer a qualidade das suas aplicações.

Por que acompanhar o mercado pode melhorar seus investimentos?

Basicamente, você deve observar o mercado e o que acontece dentro dele para saber o impacto que cada nova situação exerce no que investiu, investe e seguirá investindo.

Ir à contramão disso pode realmente significar menor rentabilidade ou até prejuízos.

Então, para que isso não aconteça, cogite praticar atividades com mais frequência que agem em seu favor.

Revisar a carteira de investimentos a cada três meses ou seis meses pode ser uma delas.

Dessa forma, você tem a capacidade de verificar se a locação feita ou se a maneira como diversificou os investimentos, permanece do jeito que imaginou e planejou.

Por que isso é importante?

Principalmente, porque a economia é dinâmica e alguns cenários levam certo tempo para acontecer e, na maioria das vezes, não é de uma hora para outra.

Aliás, o próprio dólar se movimenta tanto para cima quanto para baixo a cada seis meses e não tanto de uma hora para outra.

O mercado de ações (ou seja, a bolsa) também entra nesse grupo, passando por tendência de alta e tendência de queda em determinados momentos.

Tudo isso vai mudando com o passar do tempo.

Diante desses exemplos, fica ainda mais evidente que uma boa alocação de investimentos requer uma avaliação periódica.

As carteiras conservadoras, por exemplo, levam mais tempo para serem revisadas, realocadas e rebalanceadas. Enquanto isso, as arrojadas, com maior percentual em renda variável, devem ser verificadas dentro de um intervalo de tempo menor.

Então, a vantagem de acompanhar o mercado é justamente esta: ficar atento e realocar em um tempo coerente, para não perder o timing das operações e, assim, atingir seus objetivos mais tranquilamente.

No entanto, para algumas pessoas, observar o mercado de perto pode ser visto como uma “desvantagem”.

Provavelmente, porque a pessoa tem de se envolver muito mais do que se costuma, por exemplo, ao deixar o dinheiro aplicado em Poupança. Ou seja, requer uma gestão mais ativa do investidor.

De certa forma, hoje, já não dá mais para deixar o dinheiro alocado em um lugar e esperar, é necessário se envolver para melhorar os investimentos.

>>>Leia também: Saiba como montar uma carteira de investimentos

Então, como acompanhar os investimentos?

Mercado e notícias de economia em geral 

Em primeiro lugar, para saber o que se deve acompanhar nos investimentos, é preciso priorizar aqueles que mais se adequam ao seu perfil de investidor.

Por exemplo, se você é conservador e aplica em Poupança, nem acompanha muito ou nem teria mesmo de observar tanto algo.

De qualquer forma, de modo geral, o que é mais importante em termos de investimento: acompanhar as notícias referentes à economia. Isso porque são essas informações e espécie de “indicadores” que vão balizar para que lado os seus investimentos devem ir.

Se você tem um cenário em que a taxa Selic (taxa básica de juros na economia) tende a subir, é preciso ficar atento e tentar investir, principalmente, na renda fixa, e em ativos pós-fixados – esses acompanham um indicador como a Selic.

Agora, se a taxa Selic está para sofrer uma queda, ainda na renda fixa, é interessante para você investir em prefixados, porque aí garante a taxa maior, em um período de médio para longo prazo, previamente definido.

Outros cenários

Se você tem uma ideia de que a inflação vai subir, então você também pode ir até a renda fixa trabalhar com títulos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). 

Ou seja, todos aqueles títulos que remuneram com o IPCA + uma taxa, por exemplo, são interessantes para você neste momento.

Para ter dimensão da importância da taxa básica de juros, normalmente, quando essa taxa sobe, a renda fixa fica atrativa. Isso leva a uma forte tendência de que a renda variável acabe deixando de ser atrativa nesse cenário.

Por que isso é importante?

Porque, na renda fixa, as pessoas vão ter maior rentabilidade sem correr tanto risco.

Como a Bolsa de Valores depende mais de renda variável, quando isso acontece, sofre queda.

Grande parte dos investidores acaba tirando o capital da bolsa para alocar em renda fixa, que é, diante desse cenário, a melhor alternativa.

Em contrapartida, se a taxa Selic cai, a tendência é que o investidor corra mais risco para procurar uma rentabilidade melhor e mais segura – o que faz a Bolsa subir.

Isso tomando como base apenas um indicador, que é a taxa Selic, mas ainda há muito mais aspectos a se considerar e acompanhar, como:

  • cenário macroeconômico e em como está a recuperação, agora, da economia mundial;
  • como anda a recuperação da economia brasileira;
  • o que o Congresso e o Senado estão pretendendo fazer em relação às reformas.

Tudo isso mexe com o mercado de modo geral.

Um detalhe interessante é que essas notícias voltadas mais para tomadas de decisão diárias afetam mais a renda variável.

Então, para quem tem dinheiro aplicado nesse tipo de investimento, é muito importante estar ligado em notícias com mais frequência, se deseja melhorar seus investimentos.

Conteúdo educativo e informativo

Tão importante quanto observar o noticiário, mas sendo melhor até cumprir com isso antes, você precisa investir em conhecimento, consumindo conteúdos educativos em relação ao tema.

Por que isso é importante?

Porque, primeiro, você se dedica a conhecer os tipos de investimentos e, assim, terá uma melhor ideia de quando assistir ao ou ler o assunto por outros meios.

Como adquirir esse tipo de conhecimento?

  • Faça cursos;
  • Assista a palestras;
  • Leia livros específicos;
  • Converse com profissionais do ramo.

Isso tudo te ajuda a entender como funciona cada um dos investimentos para poder alocar, montar uma carteira de investimentos adequada ao seu perfil.

Aliás, esse é um ótimo gancho para não se esquecer de outro ponto que contribui para melhorar seus investimentos: conhecer o próprio perfil como investidor.

Resumindo…

Ficou na dúvida de como cumprir com tudo o que mencionamos aqui?

Então vai uma pequena lista abaixo para facilitar sua vida e acompanhar melhor os investimentos:

  • Primeiro: é preciso conhecer os próprios investimentos e entender como funciona cada um deles;
  • Segundo: monte uma carteira adequada ao próprio perfil de investidor;
  • Terceiro: esteja ligado às notícias micro e macroeconômicas tanto da região em que atua e mora quanto do contexto mais global, seja brasileiro ou mundial – essa é a ideia central.

Como fazer bons investimentos?

Pensou melhor em como investir o dinheiro? Neste artigo trouxemos várias dicas de maneiras de acompanhar os investimentos e também modelos de aplicações rentáveis.

Mas como citamos anteriormente, estudar é o melhor remédio!

Para fortalecer essa ideia em você, assista ao vídeo abaixo que traz cinco dicas para se tornar um investidor de sucesso.

Outra sugestão é começar agora mesmo o curso O Poder do Autoconhecimento Financeiro. Assim, você poderá ressignificar sua relação com o dinheiro e investir melhor! Faça sua matrícula!

Finanças para empreendedores: 5 dicas para mudar a sua visão sobre dinheiro 

Um dos grandes erros dos empreendedores, de modo geral, é não planejar a vida financeira da empresa, o que pode acarretar prejuízos exorbitantes. Por essa razão, aplicar bem as finanças para empreendedores deve ser uma prática primordial para o sucesso e a durabilidade de um negócio.

Outro ponto recorrente é a falta de direcionamento do dinheiro. Segundo uma pesquisa divulgada pelo site Negócios & Gestão Empreendedor, 50% dos empreendedores misturam o caixa da empresa com as finanças pessoais.

Tudo isso mostra o despreparo na hora de expandir as operações da empresa.

Para que isso não ocorra, é fundamental dominar as finanças. Afinal de contas, qual é o seu propósito? Aonde você quer chegar? Esses são questionamentos que devem ser feitos para fortalecer o equilíbrio financeiro.

Ao longo deste artigo, vamos dar dicas sobre finanças para empreendedorismo. Saiba que é importante ter uma visão aprofundada e conhecedora desse lado financeiro. Vamos lá?

5 dicas de finanças para pequenos empreendedores

1. Planeje e controle seus custos e lucro

Pode ser bem dolorido realizar essas ações enquanto o projeto está indo por água abaixo, mas não tem jeito! A melhor forma de entender toda a situação é saber o que entra e sai de dinheiro.

Visualize e acredite no seu negócio sendo bem-sucedido para que, assim, também seja mais prazeroso planejar e controlar suas finanças.

Na hora de fazer esse monitoramento, lembre-se de que nenhum valor deve ser esquecido e faça relatórios semanais e/ou mensais para um melhor panorama.

Dessa forma, você conseguirá identificar mais facilmente onde estão os gastos desnecessários e os maiores potenciais de ganhos e prejuízos.

>>> Aprenda a calcular a Margem de Contribuição unitária, total e índice!

2. Invista em educação financeira e investimentos

Se você não tem muita experiência em lidar com finanças, é muito importante que encontre meios de adquirir mais conhecimento sobre o assunto.

Portanto, cursos nas áreas de educação financeira e investimentos podem e devem ser um ótimo caminho.

Se não conhece exatamente seu comportamento em relação às finanças, é melhor que consuma conteúdos de educação financeira.

Nessa parte, você já consegue ter uma noção de como lidar com dinheiro antes mesmo de ter conhecimento sobre investimentos.

Além dos cursos, quem pode oferecer esse tipo de conteúdo são os próprios livros, influenciadores e instituições financeiras focadas na divisão de ensino.

3. Diferencie finanças para empreender de pessoais 

Um erro muito comum em novos negócios é o fato de empreendedores tratarem suas finanças pessoais junto às finanças para empreender. Por isso, é preciso separar as duas partes: por exemplo, não transfira capital da empresa para o seu patrimônio pessoal.

Com certeza é um diferencial ter postura firme para não ceder a esses impulsos de consumo em que retira dinheiro da empresa para colocar na vida pessoal.

É provável que a organização pessoal do gestor influenciará diretamente as finanças da empresa, mas as duas partes não podem se misturar.

O ideal é que o empreendedor conte com uma renda mensal fixa para si e que não retire do caixa da empresa, mesmo se enfrentar algumas dificuldades.

Lembre-se: é necessário ter visão, planejar e estar preparado para os imprevistos.

A longo prazo, certamente o seu padrão de vida vai aumentar junto ao crescimento da empresa. Ainda assim, você precisa se controlar e não misturar as finanças pessoais com as da empresa.

4. Tenha uma reserva de emergência 

Se já passamos pelo suficiente na vida, sabemos que imprevistos podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar. E quando falamos de gestão de empresas, também é comum essas situações acontecerem.

Porém, os imprevistos acarretam custos inesperados e, assim, provocam problemas financeiros, mesmo que tudo parecesse sob controle antes.

Dessa forma, ter um fundo emergencial vai te ajudar a evitar inadimplência e até atrasos nos pagamentos.

Isso, mesmo que depois de alguns meses, você não tenha utilizado o fundo emergencial, terá a possibilidade de retirar uma parte do dinheiro para usar em outros projetos.

Mas lembre-se de que essa reserva não pode ser deixada de lado, então sempre tem de continuar guardando uma determinada quantia.

Tenha conhecimento de que o que vai te ajudar a superar imprevistos financeiros é o fato de possuir uma reserva de emergência ou fundo de oportunidades.

Diante disso, aprenda como economizar dinheiro, poupe e previna-se para o seu futuro como empreendedor com constância.

Sabendo que a renda de um empreendedor é bastante variável, o recomendado é que essa reserva seja equivalente a, no mínimo, seis vezes o seu gasto médio mensal.

>>> Veja mais: Aprenda a construir uma reserva de emergência

5. Fuja de empréstimos e financiamentos

Quando não planejados, os financiamentos e empréstimos só servem para prejudicar o seu o orçamento, e isso gera custos indesejados. No entanto, em outros casos, podem ser aliados para você que deseja saber como negociar dívidas e sair do vermelho.

De uma forma ou de outra, certo é que depende muito da situação.

Exemplo?

Se você possui dívidas com altas taxas de juros, então, trocá-las por empréstimos com taxas mais atrativas pode e deve ser vantajoso.

Aliás, se você pensa em começar um negócio e não tem um bom capital inicial, pode ser que precise solicitar um empréstimo.

Logo, é necessário ter cautela e analisar os riscos, pois é fundamental que o empreendedor tenha cuidado com os empréstimos.

Para tomar melhor cuidado e não comprometer as finanças da empresa, analise, por exemplo, as condições de pagamento, os juros e as taxas de administração.

Mantenha a busca para entender sua realidade financeira, conhecer as oportunidades e calcular o valor real dos seus pagamentos.

Por fim, sempre que possível, escolha fazer compras à vista.

Veja este vídeo e saiba como aprender a controlar o seu dinheiro na vida profissional e pessoal:

Finanças para empreendedores: como progredir?

A jornada do conhecimento é o melhor caminho para conseguir entender quais passos tomar em relação ao dinheiro.

Em muitos casos, a vida atribulada faz com que empreendedores não consigam se dedicar às economias da empresa, deixando a contabilidade na mão de terceiros.

Para um negócio de sucesso, é imprescindível estar por dentro de cada detalhe do que entra e sai, investindo em cursos de educação financeira. Em paralelo, recomendamos o MBA de Gestão Exponencial para se tornar um líder do futuro.

Conheça desde os conceitos básicos até os mais avançados, com uma linguagem clara e objetiva.

Invista no seu potencial e no seu negócio!

Como tirar meu negócio das dívidas

Infelizmente, é bem comum abrir um negócio, startup, empresa, mas as dívidas serem em maior proporção do que o lucro, por exemplo.

Dessa forma, a realidade de muita gente é lidar com essas dívidas e arrumar algum jeito de sair dessa ou seguir um outro caminho.

Pensando nisso, a Faculdade XP vem discutir como é possível identificar se o seu negócio está ou entrará em dúvidas e as principais dicas que devem ajudar você a tirá-lo do vermelho.

 

Como identificar se o seu negócio entrará em dívidas

Não realizando uma pesquisa de mercado

Cumprir com a pesquisa de mercado é mais do que fundamental antes de começar qualquer empresa.

Só que essa análise também não pode ficar apenas no início, é preciso haver constância.

Sem essa prática, você pode ficar sem entender por que o seu público-alvo, a concorrência e o mercado como um todo mudam a toda hora.

Por exemplo, o público muda comportamento de consumidor, a concorrência muda ações, serviços e produtos, e o mercado muda de tamanho e identidade.

Não corra o risco de comandar seu negócio sem saber o que está acontecendo no mercado.

 

Não se preparando para maiores custos

Este é outro fator que é muito essencial desde o início, mas precisa haver continuação para sua empresa existir de modo mais saudável possível.

Agir sem recursos financeiros e equipamentos adequados faz muito mal para o seu empreendimento, e o que era sonho logo pode se tornar pesadelo.

Imagine só você possuindo um orçamento muito apertado e sair gastando sem saber que o está comprando dará bons resultados no futuro.

 

Não investindo em profissionais qualificados

A ausência de investir em profissionais qualificados vai afetar o seu negócio, sem sombra de dúvidas.

Imagine você não contar com profissionais competentes e adequados ao perfil exigido e tentando fazer com que seu negócio perdure.

Além disso, quando falamos sobre o perigo de não investir em profissionais capacitados não somente diz respeito na hora de avaliá-los para contratação, mas também enquanto esses estiverem exercendo funções na sua empresa.

Como assim?

Por exemplo, deixar de oferecer cursos e outras atividades que estimulem o colaborador a aprender e expandir o conhecimento pode fazê-lo se desinteressar logo pelo ambiente em que está.

 

Não pensando em comunicação ou marketing

Seja qual for o setor do seu negócio, é muito importante que haja, pelo menos, um departamento de comunicação.

A falta de uma seção como essa faz falta para que entenda os seus stakeholders e as próprias equipes inseridas na empresa.

Por isso, possuir uma seção que ajude a promover seu negócio tanto para os próprios colaboradores quanto para o público-alvo (consumidor) faz total diferença.

Assim, a chance é maior de que todas as pessoas se sintam envolvidas e satisfeitas, sejam as equipes internas ou os consumidores – o que aumenta a probabilidade da sua empresa prosperar e ter vida longa.

 

Não controlando continuamente resultados

Já falamos sobre a importância de se organizar e fazer o controle financeiro, mas não existe apenas esse tipo de resultado.

Por exemplo, pontos como satisfação do público, número de consumidores e engajamento com a marca precisam ser lembrados e levados em conta.

Apenas a constatação do quanto lucrou ou não pode, muitas vezes, oferecer uma interpretação equivocada da realidade da sua empresa no mercado.

Isso porque analisar somente o ganho financeiro pode te dar a impressão de que o seu negócio seguirá crescendo, enquanto outros resultados mostram que o cenário positivo foi uma verdade de momento.

 

4 dicas de como ajudar seu negócio a não ficar no vermelho

Conheça a situação financeira da sua empresa

Seja no início da vida do seu negócio ou na continuação, o primeiro passo para não deixar seu empreendimento nas dívidas – ou, o que também é conhecido como ‘sair do vermelho’ – é entender como está sua situação.

Procrastinar esse controle financeiro não faz bem, por isso, entenda melhor o próprio cenário para, a partir daí, estabelecer aonde você quer chegar.

Como fazer isso?

Não é difícil.

Separe um período do dia ou da semana para fazer uma pausa e ver tudo que você já contraiu de dívida.

Busque notas, comprovantes do que teve de desembolsar e do que chegou para você.

Isso te ajudará a estabelecer uma estratégia para sair do buraco.

Sabemos que quando as finanças vão mal, todas as dívidas parecem ser um problema só, e aí pode ficar difícil saber como resolver uma situação tão complexa.

Mas você precisa começar analisando seu fluxo de caixa para saber nitidamente quais são seus gastos mensais, bem como suas receitas.

Dessa forma, busque identificar de onde vem o problema financeiro:

  • Pode ser que a empresa esteja tendo muitos gastos supérfluos;
  • Pode ser que não haja clientes o suficiente (ainda);
  • Pode ser que seus clientes não estejam pagando na data certa;
  • Pode ser por falhas no sistema que levaram a empresa a acreditar que tinha mais recursos do que, na prática, havia.

E para cada problema, existe uma solução específica.

Duas alternativas das mais comuns são cortar gastos ou investir em marketing.

Outra observação importante é que, apesar de, inicialmente, as contas de uma empresa parecerem simples de serem gerenciadas, a partir do momento que você começa a ter mais responsabilidades, as despesas podem sair do seu controle.

Então, se você não se julga capaz o suficiente para cumprir essa função, procure e encontre uma pessoa que seja, como um contador.

 

Organize-se para renegociar suas dívidas

Uma vez cumprida a primeira etapa e conhecido quais são suas dívidas, é hora de partir para a negociação.

Por mais que essa conversa possa parecer difícil, o empreendedor não pode se acanhar em pedir mais tempo para obter recursos.

Ao explicar sua situação e como isso pode ser resolvido com o tempo, a conversa pode ser bem mais simples do que imagina.

Dessa forma, dentro desse diálogo, veja quão possível é estender o prazo de pagamento ou abaixar o valor diante de uma entrada imediata, por exemplo.

Principalmente com fornecedores, que costumam ser mais compreensivos do que os bancos e o governo nesse sentido.

Um lembrete importante é começar a fazer essa renegociação de dívidas com as piores que possui na hora de fazer pagamentos.

Para isso ficar mais evidente sob seus olhos, crie uma planilha com todas as dívidas em aberto, especificando pontos como:

  • Quais os valores;
  • Para quem sua empresa está devendo;
  • As informações de juros e multas de cada uma.

A partir daí, veja o quanto você consegue utilizar dos ganhos de seu negócio para ir pagando as dívidas mês a mês.

Aliás, não esqueça de definir como prioridade quitar as dívidas que não podem ser renegociadas e aquelas que têm juros e multas mais altos.

Ou seja, tire da sua frente primeiro as mais urgentes e de valores mais significativos.

Em seguida, renegocie as dívidas que estão mais abertas para essa possibilidade, dedicando um pagamento mensal que sua empresa possa arcar sem deixar de pagar salários, impostos e recursos essenciais.

 

Faça o controle financeiro constantemente

Afinal, do que adianta conhecer a situação financeira do seu negócio momentaneamente e renegociar dívidas, se continua arcando com despesas desnecessárias, por exemplo, certo?

Por isso, não pode esquecer: controle as finanças para reduzir as despesas.

Quer saber como?

  • Criando e mantendo uma tabela de gastos e receita;
  • Escolhendo um local econômico;
  • Economizando em água, luz e telefone;
  • Não adquirindo produtos inadequados à sua área de negócio;
  • Trazendo profissionais aptos para sua empresa.

No caso de lojas físicas escolherem um local econômico, você pode alugar um espaço menor e com um aluguel mais barato.

A automatização de processos pode ajudar no sentido de redução de custos também.

Isso porque atividades realizadas manualmente consomem muito tempo e dinheiro de um empreendedor e de toda equipe.

Portanto, utilize ferramentas que automatizam os trabalhos em sua gestão.

Com a automatização, além de reduzir o tempo gasto com as funções, também são reduzidos erros e imprevistos.

Atente-se a não cortar despesas que estão dando bons resultados.

Exemplos?

  • Uma propaganda com alto engajamento e retorno financeiro;
  • Um incentivo aos funcionários que traga mais produtividade.

Para conseguir fazer todo esse controle de forma efetiva, siga investindo na planilha.

Por isso, registre todos os gastos que sua empresa tem mensalmente e separe em duas listas:

  • Os gastos fixos;
  • Os gastos variáveis.

Em seguida, verifique quais são os gastos realmente essenciais para a manutenção do seu negócio.

O que ficar de fora deve ser reduzido, pois a prioridade são as dívidas.

Economize desde despesas pequenas, como copos plásticos e folhas de papel, até as maiores, como contas de aluguel, luz, água e telefone.

 

Invista em sistema de gestão, comunicação e marketing

Para realizar todo esse controle e monitoramento, é possível que seja trabalho demais para gente de menos.

Por isso, profissionalizar o cuidado com as contas da sua empresa permite que você tenha documentadas partes importantes do negócio.

Especialmente para os negócios maiores, em que o trabalho de registro e computação é, consequentemente, ainda maior.

O fato é que ter tudo registrado vale a pena, pois quando esse organização não existe, é muito difícil ver a situação real do empreendimento.

E sem ver o cenário real, não tem como desenvolver um plano de ação.

Dessa forma, registrar tudo é uma garantia que você não desconhecerá suas finanças novamente em um futuro próximo.

Mas para que isso tudo aconteça da melhor forma possível a longo prazo, é necessário que toda a sua equipe esteja ciente da situação da empresa e que possa colaborar com você.

Então, faça o máximo de comunicação para que a mensagem chegue aos ouvidos de todos envolvidos.

O seu público-alvo, obviamente, também não pode ser esquecido.

Pensando nisso, dedique-se a criar e desenvolver um departamento de comunicação e marketing dentro do próprio negócio.

Isso vai te facilitar muito uma conversa saudável não só com a própria equipe, bem como com o seu consumidor.

Tal departamento ficará responsável por realizar parcerias estratégicas e planejar tudo o que pode melhorar o andamento do seu negócio.

Educação financeira para jovens: qual a sua importância e como desenvolver?

Engana-se quem pensa que educação financeira para jovens não é importante.

Na verdade, é justamente o contrário! Ter uma boa base sobre o assunto durante a infância e juventude pode contribuir — e muito — para formar adultos conscientes de suas finanças e bem preparados para se relacionar com o dinheiro.

Muitos de nós crescemos com a ideia de que lidar com dinheiro deve ser uma preocupação somente dos adultos, como nossos pais, avós, tios e etc. Mas, não precisa ser assim. Ou, melhor, não deveria ser assim!

Que tal desmistificar essa crença equivocada de uma vez por todas?

Neste post, além de esclarecer qual a importância da educação financeira para os jovens, também apresentamos dicas de finanças e de economia essenciais para quem está iniciando sua jornada neste mundo cheio de desafios. Vamos começar?

Qual a importância da educação financeira para os jovens?

Se você teve uma infância similar a da maioria dos brasileiros, deve ter crescido com a ideia equivocada de que: só adultos precisam saber lidar com dinheiro.

Relaxa, pois, assim como você, há muitas outras pessoas neste mesmo barco.

Quando mais novos, muitos de nós assistimos aos nossos pais pagando contas, fazendo compras, sacando e depositando dinheiro, etc.

Automaticamente, desenvolvemos a ideia de que dinheiro faz parte apenas do universo dos adultos, e este pensamento nos ocorre devido a uma série de motivos, tais como:

  • nos dizem que dinheiro é “coisa de adulto”;
  • falam que para saber mexer com dinheiro, é preciso receber um salário e pagar contas;
  • passam a ideia de que lidar com dinheiro é algo chato, que provoca reações ruins;
  • comentam que dinheiro só é legal para quem é rico e tem muito;
  • nos fazem crer que crianças devem apenas se preocupar em brincar, e não em mexer com dinheiro.

Vai dizer que você nunca passou por uma dessas situações ou outras parecidas? 

Pois é… O problema é que, com pensamentos assim, não só deixamos de amadurecer nossa relação com o dinheiro enquanto nos desenvolvemos, como crescemos com ideias totalmente equivocadas a respeito das finanças pessoais.

Por que aprender educação financeira ainda jovem?

Já está mais do que comprovado que a infância, ou até os primeiros anos de vida, representam o período de maior abertura para se aprender assuntos novos. Ou seja, quanto mais tarde deixamos para aprender algo, mais difícil e demorado este processo.

Isso significa que, ter contato com a educação financeira ainda jovens, facilita nosso aprendizado, permitindo um desenvolvimento mais eficiente e saudável da forma como nos relacionamos com o dinheiro.

O ideal é que os jovens aprendam sobre gestão de dinheiro antes mesmo de ingressar no mercado de trabalho. Dessa forma, já estarão mais familiarizados com o assunto e saberão como agir ao receber seu primeiro salário. Concorda?

Até mesmo porque, quanto maior for o seu conhecimento acerca do assunto, menores tendem a ser suas dificuldades neste âmbito durante a vida adulta. 

De uma coisa você pode ter certeza: com conhecimento e planejamento, o caminho para a independência financeira certamente será muito mais tranquilo e rápido.

7 dicas de finanças e economia para jovens

Primeiramente, deixamos claro que todas as dicas de finanças mencionadas aqui servem tanto para o próprio jovem que está à procura de aprendizado, quanto para os pais, que querem ajudar os filhos na busca por autoconhecimento financeiro.

1. Invista em educação financeira

O primeiro passo ao pensar em educação financeira para jovens é: a própria família tem de buscar se educar financeiramente.

Afinal, como passar um conhecimento adiante se você mesmo, pessoa mais velha, não se dedicou a aprender o suficiente sobre o assunto?

Além disso, investir em educação financeira te ajudará a desenvolver um grande repertório de habilidades úteis para superar todo tipo de dificuldade financeira, tais como:

  • autocontrole;
  • organização e planejamento;
  • tipos de relação com o dinheiro.

Basicamente, podemos resumir todas essas habilidades em um único conceito amplo e extremamente importante nesta jornada: o autoconhecimento financeiro.

É importante entender que a educação financeira é muito mais do que saber a parte “técnica” das finanças.

Por isso, é preciso entender e saber os comportamentos envolvidos quando diante dos mais variados cenários que o dinheiro pode proporcionar, para, no fim, conseguirmos adotar uma postura mais equilibrada e coerente com cada situação.

2. Pense na mesada como instrumento de educação

A mesada já é um instrumento de educação financeira utilizada dentro de casa por muitos pais para com seus filhos.

Com isso, a criança vai adquirindo uma noção básica sobre o que é o dinheiro e de que tal objeto não é um recurso infinito.

Também contribui para que a pessoa cometa seus primeiros erros financeiros desde bem nova, permitindo que aprenda com os mesmos. Aliás, é até melhor que esses primeiros erros aconteçam logo cedo, em menor proporção e sem de fato nos causar grandes dívidas, não é mesmo?

Como sabemos, as instituições e demais pessoas podem não ser tão flexíveis quando possuímos algum tipo de dívida para com elas. Porém, quando isso acontece numa fase mais nova de nossas vidas — e diante da própria família —, a tendência é de que haja uma tolerância maior neste sentido.

Isso porque, em tese, as pessoas próximas a nós estão mais focadas e preocupadas com o nosso processo de aprendizagem, e não com seu ganho financeiro.

3. Jamais subestime a importância do cofrinho

Pode parecer bem básico e simples — e é mesmo — mas, o tradicional cofrinho é uma ótima ferramenta para educar os jovens financeiramente, justamente por ser uma forma mais lúdica, divertida e descontraída de lidar com o dinheiro.

Afinal, este não precisa ser um tema tão pesado para pessoas jovens, concorda?

Então, se você quer ensinar a seus filhos a importância do dinheiro desde cedo, não descarte o bom e velho cofrinho como instrumento de ensino.

Você pode começar, por exemplo, perguntando qual brinquedo ou produto a criança mais deseja comprar no momento. A partir daí, pode contar a ela que utilizará o cofrinho para guardar dinheiro e, mais tarde, comprar o que ela quer. Bacana, né?

Ainda é possível ir além, utilizando este artifício para reforçar o bom comportamento por parte da criança. 

Como?

Você pode dizer a ela que só entrará dinheiro no cofrinho nos dias em que ela não for mal-educada. É uma forma de ensinar que podemos ser recompensados quando somos melhores com nós mesmos e com as outras pessoas.

E tudo isso ainda dentro de um ambiente controlado.

4. Explique/conheça a diferença entre desejo e necessidade

Mais uma ótima dica financeira para jovens aprenderem a controlar seus gastos e ganhos é entender a diferença entre desejo e necessidade.

Basicamente, estamos falando em aprender a definir prioridades. Ou seja, primeiro você deve pensar naquilo que realmente precisa e que é necessário no seu dia a dia, só depois, caso sobrar algum dinheiro, pode gastar com coisas supérfluas.

Por exemplo, você quer muito comprar um anel, mas está precisando de roupas novas, pois as que têm já estão velhas e desgastadas.

Qual você acha que deveria ser a prioridade de compra aqui? As roupas, óbvio.

Aliás, isso não quer dizer que nunca possa comprar o anel que tanto deseja. Apenas, que essa aquisição pode ficar para depois, conforme um planejamento financeiro mais bem estruturado.

Se sempre nos deixarmos levar pelo desejo, o descontrole financeiro se torna mais provável. Depois pode ser complicado se reorganizar financeiramente. Por isso é tão importante compreender a diferença entre desejo e necessidade.

5. Converse sobre dinheiro

A quinta dica financeira para jovens é muito simples: converse sobre dinheiro.

É claro que você não precisa falar quanto você ganha ou coisas do tipo, mas, não há porque ter medo de falar sobre o assunto. Então, seja com a família ou entre colegas e amigos, é muito importante bater um papo sobre essa questão.

Alguns podem achar que isso não leva a nada. Mas, pelo contrário: leva a algum lugar, sim!

Como muita gente ainda tem um pensamento negativo e equivocado sobre finanças, conversar, principalmente de forma construtiva e positiva, é um ótimo caminho para todos evoluírem no tema.

Discuta sobre a sua relação com o dinheiro, como as crenças limitantes prejudicam essa jornada, por que o assunto é tabu, como melhorar tudo isso. Enfim, o que não falta é assunto para debater e olhar por ângulos diferentes.

Com o tempo, você vai perceber que essas conversas ajudam muito a solucionar situações financeiras mais complicadas.

Aliás, o papo não deve acontecer apenas com colegas, amigos e familiares, mas também com especialistas da área, obviamente. Afinal, a opinião de quem entende do assunto pode acrescentar ainda mais aos contextos pelos quais passa.

6. Alinhe-se com a escola

Por falar em conversas sobre dinheiro com jovens, outro alinhamento importante a ser feito nesse sentido é com a escola.

Tendo em vista a importância da educação financeira na escola, caso o local em que você ou seu filho estuda não aborda a relação com as finanças, proponha-se a conversar com os representantes, sejam diretores, coordenadores ou professores. 

Mesmo que a instituição de ensino não consiga colocar, realmente, uma disciplina sobre o assunto, já que depende de uma série de fatores para isso, verifique se é possível inserir uma atividade ou outra que agregue algum conhecimento financeiro.

Atividades como desafios para arrecadar dinheiro e montar um projeto entre os colegas já podem ser o suficiente para fazer diferença na criança ou jovem.

Além disso, é importante para a pessoa mais nova ver que o que acontece em casa, também reflete na escola, e vice-versa.

7. Cuidado com a internet

Sempre é preciso olhar para a questão do consumo, ainda mais com as facilidades proporcionadas pela internet hoje em dia.

Antigamente, era preciso sair de casa para gastar com produtos e serviços. Logo, ficando em casa, já estávamos economizando dinheiro.

Hoje é diferente: basta ter acesso a um computador ou smartphone que já é possível gastar uma quantidade enorme de dinheiro. Tudo isso por conta de uma das principais funcionalidades da internet atualmente: as compras online!

A internet passa a ideia de que gastar dinheiro é mais prático e fácil. Quando você se dá conta, já estourou o limite do cartão de crédito. Por isso, cuidado!

É por isso que, ao invés de sair comprando tudo o que veem pela frente, os jovens devem utilizar a internet como uma ferramenta de pesquisa, que pode ajudar a conseguir belos descontos. 

Mas, vale o alerta, sempre levando em conta a dica de número 4, diferenciando o desejo da necessidade para estabelecer prioridades reais.

Como contribuir com a educação financeira dos jovens?

Seguindo essas dicas de economia e finanças, os jovens estarão melhor preparados para dar seus primeiros passos com confiança e responsabilidade.

Porém a jornada rumo à educação financeira não acaba aí. Pelo contrário, ela está apenas começando e ainda há muito o que aprender. Mas, não se preocupe, pois a gente está aqui para oferecer o apoio necessário nesta caminhada. 

Conheça o curso: Educação Financeira para Jovens. Focado em quem está iniciando no mercado de trabalho e, por isso, está lidando com o dinheiro pela primeira vez, pensando no que fazer com ele e como atingir suas próprias metas, como morar sozinho, fazer um intercâmbio, comprar um carro, etc.

A ideia é desmistificar o universo financeiro, deixando claro, por exemplo, que não se trata apenas de matemática.

Além disso, ao participar dessas aulas, você terá uma ideia do que fazer com o primeiro salário e como atingir a independência financeira no tempo que deseja.

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Carnaval: por que entrar no bloco de investimentos não é tão difícil assim

Dentro do tema clima (virtual) de Carnaval, a Faculdade XP vem explicar hoje por que você deve entrar o quantos para o ‘bloco de investimentos’, mas com distanciamento social, óbvio.

Antes disso, revelaremos os principais fatores que impedem muitas pessoas de começar a investir.

Você, por exemplo, é uma dessas pessoas que acha que investimento não é a sua praia?

Pois bem, a partir deste texto, você poderá enfrentar essa barreira e superá-la de uma vez por todas, ficando muito mais próximo da realização dos seus sonhos.

Quer ver?

Então fica com a gente até o fim do texto…

 

O que costuma impedir as pessoas de investir

Ansiedade e fobia financeira

Já falamos sobre isso uma vez, mas é importante discutirmos sempre, já que faz parte da realidade de muita gente.

46% dos brasileiros, por exemplo, têm ansiedade em relação à sua situação financeira.

Esse e outros dados foram revelados pela própria Faculdade XP School, em uma pesquisa realizada em parceria com o Instituto Locomotiva, e amplamente tratados em um outro post do blog (linkar aqui).

Voltando para os números… Ainda 39% da população no Brasil diz adiar suas decisões por medo de encarar as finanças.

Dessa forma, conseguimos entender melhor por que algumas pessoas evitam o assunto dinheiro e, portanto, deixam de investir.

Ninguém gosta ou quer, geralmente, lidar com algo que traz sentimentos e sensações negativas, não é mesmo?

 

Crenças limitantes sobre dinheiro

Outro fator que dificulta o número de investidores de crescer são as crenças limitantes.

Como o próprio nome já sugere, uma crença limitante costuma ser algo em que acreditamos, mas ao mesmo tempo, por algum motivo, nos faz deixar de lidar com alguns aspectos e áreas da vida.

Há muitos tipos de crenças limitantes sobre dinheiro, por exemplo, mas, antes mesmo de entrar em crenças relacionadas às finanças, temos três pilares, que são:

  • Crenças hereditárias: aquelas que vieram dos pais e sistema familiar;
  • Crenças pessoais: aquelas criadas com base nas experiências individuais;
  • Crenças sociais: aquelas geradas pela sociedade e que podem ser reforçadas pela mídia.

Depois dessas três crenças, há uma série delas que abrangem o dinheiro.

Para ficarmos pelo menos nos quatro grupos que envolvem essas muitas crenças relacionadas às finanças, temos:

Principalmente, a primeira faz com que um grande número de pessoas não se sinta motivado a entrar no bloco de investimentos.

Isso porque, novamente, como o próprio nome sugere, quem tem aversão ao dinheiro, escolhe por não lidar com o tema.

Aliás, esse grupo de crença, em específico, significa que um indivíduo, normalmente acredita que dinheiro é algo ruim.

Dessa forma, por pensar que não merece ter dinheiro ou que os ricos são gananciosos e corruptos, realmente, evitam o contato.

O que costuma impedir as pessoas de investir

 

Complexidade e tamanho da área

Muita gente, antes mesmo de entrar no mundo dos investimentos, consegue ter uma noção de que a área é enorme e possui linguagem técnica não tão simples assim.

Então, só por esse tipo de informação chegar dessa forma até uma determinada pessoa, ela se recusa, logo de cara, a começar e aprender esse novo assunto.

Realmente, o mercado financeiro é muito grande e há várias áreas dentro dele, além de, sim, também haver uma certa quantidade de linguagem e termos técnicos.

De qualquer forma, esses aspectos não estão em um nível que ocasiona a impossibilidade de qualquer pessoa começar a investir.

Pelo contrário!

Por isso, contamos com a educação financeira, que nos mostra, aos poucos, como podemos ir desenvolvendo a nossa relação com o dinheiro até um cenário mais saudável.

 

Falta de dinheiro

Você também é daqueles que não entra no universo dos investimentos porque acredita não possuir a quantidade de dinheiro o suficiente para começar?

Pois é, e não só muitas pessoas pensam não ter valor o suficiente para tal, bem como estão ainda em dívidas.

E isso, de verdade, acontece.

Mas mesmo nesses casos, é bem possível, sim, fazer parte do ‘bloco dos investimentos’.

Só vai levar um pouco mais de tempo para ter condições mínimas de investir, porque, primeiro, é necessário passar pela quitação de dívidas e construção de capital, por exemplo.

Depois disso, o setor de investimentos estará esperando por você, e aí pode desfrutá-lo o quanto desejar, mas sempre estudando e analisando os mais variados cenários.

 

Por que entrar no bloco de investimentos é mais fácil do que você imagina

Crescimento da conversa sobre o assunto ‘dinheiro’

O comentar, discutir e debater contribuem na evolução de qualquer tema e em como as pessoas lidam com ele.

Por isso, o aumento de bate-papos sobre dinheiro e finanças ajuda as pessoas terem mais conhecimento e segurança, antes mesmo de começar a se arriscar mais no mundo dos investimentos.

Seja em família, entre amigos ou no serviço, o efeito de conversas sobre dinheiro costuma ser o mesmo, ou seja, favorável.

Claro, isso imaginando que tais papos aconteçam de uma maneira mais amistosa e positiva.

Se forem debates que envolvem dinheiro como se fosse um problema ou algo negativo, dificilmente fará com que mais pessoas apliquem seu dinheiro em algum tipo de investimento.

Pelo contrário, isso facilitaria a perda de interesse de algumas pessoas em relação ao tema.

É bem provável que você tenha, com o tempo, cada vez mais pessoas ao seu redor conversando sobre dinheiro e, de fato, também investindo.

Por que entrar no mundo dos investimentos

 

Democratização da B3

Com o decorrer dos anos, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) vem tomando medidas que ajudam no acesso de mais investidores ao mercado.

Um deles é o caso da queda do tal filtro ‘investidor qualificado’ para algumas categorias de investimento.

O ‘investidor qualificado’ costuma ser aquele que precisa ter no mínimo R$ 1 milhão para poder aplicar seu dinheiro num investimento específico.

Não havendo esse tipo de restrição, o público que é conhecido como ‘pequenos investidores’ possui mais oportunidades de escolher onde aplicar o próprio dinheiro e diversificar a carteira.

E mais oportunidades costumam significar também maior número de gente interessada em entrar na área.

 

Aumento de escolas financeiras

A quantidade de instituições financeiras que possui escolas dentro delas, por exemplo, está aumentando.

Isso é um ótimo sinal não só para o mercado em si, mas também para justamente a pessoa que tem o interesse em investir.

O leque de alternativas crescendo acaba sendo uma ótima notícia para esses interessados.

Afinal, um número maior de escolas financeiras faz a briga tanto por público crescer quanto pela qualidade que cada uma deseja e busca.

E essa maior procura por qualidade faz as próprias instituições se ligarem muito mais na linguagem e no modo de explicação que passam para os alunos nas aulas e vídeos.

Quem não pensa ou quer qualidade de conteúdo e de maneira mais simples ao começar a entrar numa nova área de aprendizado, certo?

 

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Short squeeze: o movimento que influenciou ações da GameStop

Além do Bitcoin, outra coisa que também disparou neste mês de janeiro foram as ações da GameStop – num movimento que é conhecido como short squeeze.

Não entendeu ainda muito bem o que aconteceu ou o que esse evento significa?

Calma, a Faculdade XP vai revelar para você grande parte do que envolve esse movimento que costuma impactar fortemente o mercado durante um curto período.

Prepare-se, então, para ficar por dentro e entender melhor:

  • O que é venda a descoberto;
  • Como acontece o short squeeze;
  • Exemplos de short squeeze, além da GameStop;
  • Como prever um short squeeze e por que é crime.

 

O que é venda a descoberto

Para entender bem o que é o short squeeze, é preciso antes entender o conceito de ‘venda a descoberto’ – tipo de negociação também conhecido como aluguel de ações, BTC, operar vendido ou short.

O principal objetivo de operar vendido é se posicionar em uma eventual queda de um ativo que não se possui em carteira para recomprá-lo posteriormente – geralmente após alguns dias – por um preço menor e devolvê-las ao titular para, dessa forma, lucrar com o diferencial de preço entre a venda e a compra.

Vamos de um bom exemplo para ficar mais simples de entender.

Suponhamos que um investidor acredite que o preço das ações da empresa ABC esteja sobrevalorizado.

Para se aproveitar de uma eventual queda, esse investidor opta por realizar a venda de um lote de 100 ações ao preço de mercado – neste caso, vamos imaginar que as ações estejam valendo 20,00 cada.

Desse modo, repare que você gastou R$ 2.000,00 para se posicionar na venda de um ativo que não possuía em carteira.

Para efeitos didáticos, imagine que após alguns dias o preço dessas ações realmente tenha se desvalorizado e que esse investidor ‘zerou’ sua posição comprando a mesma quantidade de 100 ações da empresa ABC por R$ 18,00 cada.

Nesse caso, o investidor lucrou R$ 2,00 por ação, ou seja, R$ 200,00. Vale ressaltar que não foram considerados os custos operacionais e que o processo de devolução do ativo para o detentor geralmente ocorre de maneira automática pelo sistema da corretora.

 

Como acontece o short squeeze

Short squeeze é um conceito utilizado para representar um movimento repentino de aumento significativo no preço de uma ação na Bolsa, por exemplo.

Mas não se resume a isso.

Para que aconteça de fato, uma série de outros episódios precisam se desenrolar, como:

  • Primeiro, é necessário que haja um grande número de investidores expostos na venda de um ativo, ou seja, que haja uma quantidade alta de ações sendo alugadas;
  • Ao identificar essas características, os investidores tentarão restringir o acesso desses papéis no mercado de aluguel a fim de evitar que grandes investidores tentem forçar o preço de uma ação para baixo;
  • Ao mesmo tempo, será preciso realizar uma compra coordenada dessas ações para forçar a zeragem das posições dos grandes investidores que estavam vendidos no papel, mas atenção! Essa prática é considerada crime de manipulação de mercado no Brasil;
  • Diante desse cenário, o preço desses ativos tende a subir vertiginosamente, já que ficará cada vez mais difícil forçar uma queda nos preços diante da escassez dessa ação no mercado de aluguel;
  • Dessa forma, os investidores que estavam posicionados em uma eventual queda na ação precisaram zerar suas posições – neste caso, comprá-las novamente, o que ajudará a impulsionar ainda mais o preço desses ativos para cima.

O que é e como acontece o short squeeze

No caso, geralmente, os investidores que estavam apostando na queda dessa ação acabam tendo que comprá-la rapidamente devido a ligeira alta, para evitar maiores prejuízos.

É um movimento puramente especulativo do mercado financeiro e costuma ocorrer quando há falta de um ativo no mercado ao mesmo tempo em que a demanda é grande.

Diante disso, dá para perceber que é perfeitamente possível forçar para que um short squeeze aconteça, não?

Aliás, isso pode ser feito propositalmente ao alugar um grande volume de ações de um determinado ativo de uma só vez, provocando a escassez do ativo no mercado.

Com menor quantidade de ações rodando e sendo negociadas por aí, os preços devem subir temporariamente.

No último tópico, falaremos sobre as possíveis consequências dessa prática.

 

Exemplos de short squeeze, além da GameStop

A ação da GameStop passou por um momento atípico de alta neste mês de janeiro, quando vários traders que participam do fórum Wall Street Bets do Reddit provocaram um short squeeze na ação.

Na verdade, os participantes desse fórum adquiriram ações da rede varejista que possui lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos para provocar um caos na carteira dos principais fundos de investimento de Wall Street​, e conseguiram.

Só que esse movimento de short squeeze não é a primeira vez que acontece.

Para se ter ideia, em meio a esse cenário, uma história parecida estava acontecendo com as ações da AMC, a rede de salas de cinemas que foi devastada pela pandemia.

As ações dessa empresa subiram mais de 200% na última quarta-feira (27).

Isso depois que membros do grupo no Reddit e investidores da corretora online Robinhood divulgaram as ações e bombaram a hashtag #SaveAMC no Twitter.

Além da AMC e GameStop, a Blockbuster, Blackberry e Herbalife passaram pelo mesmo.

Para quem não sabe, esse episódio aconteceu na década passada, num evento que ficou tão conhecido que serviu de inspiração para o filme “Apostando no Zero” (título original “Betting on Zero”).

No caso, esse acontecimento envolveu Bill Ackman, CEO e fundador da Pershing Square Capital Management, uma gestora de fundos americana.

Durante muitos anos, Bill esteve envolvido em uma forte campanha para desacreditar a Herbalife.

Entre alguns motivos, o CEO acusava a empresa de funcionar em esquema de pirâmide – modelo comercial que depende essencialmente do recrutamento de outras pessoas em níveis insustentáveis.

No entanto, o que Ackman realmente queria era fazer com que o valor das ações da Herbalife caísse.

Isso porque ele estava operando vendido com as ações da empresa, ou seja, lucraria somente se as ações desvalorizassem.

Apesar da campanha de Ackman para manchar a Herbalife, os ativos da empresa se valorizaram e começaram a apresentar a tendência de alta.

Dessa forma, em 2018, ele zerou a sua posição, e o caso ficou conhecido como “a mãe de todos os short squeezes”.

 

Como prever um short squeeze e por que é crime

Prever com exatidão o que vai acontecer no mercado financeiro é muito complicado, como prever qualquer coisa na nossa vida já é.

De qualquer forma, os analistas trabalham justamente avaliando diferentes indicadores que possam apontar para algum tipo de movimento em certos momentos.

O mesmo princípio se aplica ao short squeeze.

Mesmo que o mercado dê sinais de que ele possa acontecer, na prática pode ser diferente.

Porém, você deve se atentar a dois fatores para tentar antecipar um short squeeze:

  • Proporção de ações alugadas e as ações disponíveis no mercado;
  • Proporção entre ações alugadas e o volume de operações que vem sendo realizado com o ativo.

Quanto maiores essas proporções, maior será a chance de ocorrer um movimento de short squeeze.

Por que tentar colocar o short squeeze em prática é crime

Além disso, é sempre bom lembrar que tentar colocar em prática esse movimento é crime, por ser considerado manipulação de mercado e é passível de punição na justiça.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), por sinal, alertou o mercado para isso, depois que investidores brasileiros tentaram replicar o short squeeze nos papéis da IRB Brasil.

Não à toa, a B3 também reagiu contra, colocando as ações em leilão no pregão desta sexta-feira (29).

Botão Quero Aprender a Investir na Bolsa de Valores

Por que o mercado financeiro cresce tanto? Nós explicamos!

Você já viu muitas notícias ou conteúdos relacionados ao elevado crescimento do mercado financeiro, mas não entendeu direito ainda o porquê disso acontecer?

Para se ter ideia, já há algum tempo, a própria Bolsa se prepara para crescimento de até 30 vezes, com mercado precisando de ainda mais profissionais.

Então, no post de hoje, o blog da Faculdade XP resolveu destrinchar esse assunto para você entender melhor todo o cenário.

Abaixo, seguem os tópicos que serão discutidos com o decorrer do texto:

  • Mercado financeiro: o que é e breve história;
  • Anos 1990 x 2010 para cá;
  • 6 motivos para o mercado financeiro crescer tanto.

 

Mercado financeiro: o que é e breve história

Basicamente, dentro da área de economia e finanças, mercado financeiro é como se intitula todo o universo que envolve as operações de compra e venda de ativos financeiros.

Mas o que são ativos financeiros?

Bom, de forma resumida, são tudo que tem valor e pode ser negociado justamente no mercado financeiro.

Exemplos?

Ações, moeda e câmbio, commodities e por aí vai…

O que é o mercado financeiro

Para contar um pouco da história deste mercado no Brasil, ele começou a ser desenvolvido, essencialmente, quando o primeiro Banco do Brasil foi criado no país.

Uma época em que a família real portuguesa ainda veio para o Brasil, mais precisamente em 1808.

Por outro lado, a primeira bolsa de valores com as características básicas que conhecemos hoje surgiu quase 40 anos mais tarde, em 1845, no Rio de Janeiro.

Para se ter ideia, a Bolsa de Valores de São Paulo só apareceu em 1890 e, como se deve imaginar, todo esse mercado passou por várias transformações ao longo dos anos.

Agora dentro do século XX, após o fim da Segunda Guerra Mundial, houve a necessidade de uma maior organização financeira no mundo, então surgiram o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional – esse último também conhecido como FMI.

Enquanto isso, no Brasil, foi criada a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC) para supervisionar as instituições financeiras existentes.

Em 1964, ocorreu uma reestruturação do mercado financeiro brasileiro – processo conhecido como a Reforma Bancária no Brasil – com a substituição do SUMOC pelo Banco Central do Brasil e a criação do Conselho Monetário Nacional.

Oito anos mais tarde, a Comissão de Valores Mobiliários foi criada.

Depois disso, só em 1988, surgiu o Primeiro Acordo de Capital do Comitê de Basileia, em que os bancos centrais dos países com as maiores economias assinaram um termo para regular procedimentos.

Para o mercado financeiro, essa mudança trouxe alterações como a constituição dos bancos múltiplos – que permitiu a uma pessoa jurídica poder operar com mais de uma carteira (ex: desenvolvimento, investimento e comercial).

No ano de 1994, o Brasil implantou o Plano Real, promovendo uma série de medidas para a recuperação da economia e do mercado financeiro nacional.

Por último, em 2002, verificou-se a necessidade da reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiros no mercado financeiro local.

Dessa forma, então, foi criado o Sistema de Transferências de Reservas e Transferência Eletrônica Disponível.

Bom lembrar também que, há alguns anos, a Bolsa de Valores de São Paulo assumiu o controle de diversas bolsas regionais, finalmente se unindo a Bolsa de Mercadorias e Futuros para se tornar a BM&FBovespa.

>> Leia também: Consultor de Investimentos: saiba como ser um consultor CVM

Anos 1990 x 2010 para cá

Dentro de toda a história, poderíamos citar inúmeros acontecimentos e mudanças no mercado financeiro, mas nos ativemos a um recorte para que o entendimento e contextualização possam ficar mais simples.

Pensando nisso, resolvemos também apresentar uma comparação do mercado financeiro nos anos 1990 e de 2010 para cá.

Começando pelo período mais antigo, nos anos 1990, por exemplo, existiam quase que somente bancos.

Mas de 2010 para cá, o crescimento de fintechs e outras instituições financeiras foi exponencial e mudou o mercado.

Os anos de 1990 também ficaram marcados, em grande parte, pelas altas taxas de juros, enquanto hoje temos, por exemplo, a Taxa Selic em 2% ao ano.

Além disso, naquela época de 30 anos atrás, o mercado financeiro era bem restrito e inacessível, permitindo praticamente apenas ‘investidores qualificados’ de realizar seus investimentos.

Para se ter ideia, até há pouco tempo, era preciso ter no mínimo R$ 1 milhão investido (investidor qualificado) em mercado financeiro para fazer investimentos mais simples.

Hoje, boa parte das opções para se investir não exigem que a pessoa seja esse investidor qualificado, aumentando a possibilidade de carteiras mais diversificadas.

 

6 motivos para o mercado financeiro crescer tanto

Globalização

A proximidade que há entre os países quase do mundo todo, desde meados do século XX, facilitou o crescimento de muitos mercados e setores.

Um deles, talvez obviamente, é o mercado financeiro, já que mercados de vários países quebraram as fronteiras que antes existiam ao se unirem.

Dessa forma, todo esse ambiente foi e vem se tornando cada vez mais moderno, mais maduro e mais complexo.

O que traz mais uma consequência: novas formas de atuação dentro dele, ou seja, novas oportunidades!

Até alguns anos atrás trás, praticamente a única carreira existente na área era o de bancário, enquanto agora o cenário está muito mais expansivo.

 

Democratização da Bolsa de Valores

Dentro do que foi mencionado brevemente no tópico de comparação entre a década de 1990 e de 2010 para cá, com o caso do investidor qualificado, está o processo de democratização da B3.

Mas o que é isso?

É justamente a abertura do mercado financeiro para que o pequeno investidor, por exemplo, possa ter mais opções de investimento, não se atendo a um público mais limitado de participação.

Cada vez mais de olho no perfil do investidor, a B3 vem realizando pesquisas para entender o público que deseja investir e, depois, tomar medidas que facilitem o crescimento de participação nesse sentido.

6 motivos para o crescimento do mercado financeiro

 

Grande queda da taxa de juros

A queda gigante da taxa de juros limita ainda mais o investimento em renda fixa, fazendo se tornar essencial mexer com renda variável.

Por quê?

Para se ter noção, grande parcela dos investidores foram e são por muito tempo atrelados a aplicações em renda fixa como a poupança.

Com a queda da taxa de juros, que conduz boa parte dos rendimentos em renda fixa, a renda variável ganha bastante força dentro do mercado.

Dessa forma, não só mais investidores optam por fazer aplicação em renda variável, bem como as oportunidades de atuação nessa área se abrem em boa proporção.

 

Crescimento de fintechs e mais instituições financeiras

Primeiro, para quem não sabe, fintech é um termo que surgiu da união de palavras financial e technology.

O que isso quer dizer?

Que são empresas ou startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro.

Esse acontecimento derrubou a filosofia adotada por bancos convencionais, revolucionando o mercado nesse sentido.

De algum tempo para cá, então, mais escritórios de agentes autônomos, fintechs, instituições financeiras surgiram e, assim, mais campos de atividade.

 

Maior interesse do público pelo mercado financeiro

Pesquisas recentes mostram o aumento do interesse do povo brasileiro por assuntos financeiros.

Por exemplo, a pesquisa realizada pela Faculdade XP, braço da educação da XP Inc., e o Instituto Locomotiva mostra que metade dos entrevistados procuraram mais por assuntos relacionados às finanças do que em 2019.

Além disso, o mesmo estudo mostra grande espaço de expansão para aprendizado e atuação, já que 90% apontam ter necessidades em termos de educação financeira.

Enquanto isso, a pesquisa Raio X do investidor mais recente, realizada pela Anbima, revela que o número de investidores saiu de 42 para 44%.

Isso ganhou ainda mais força durante a pandemia, quando o número de contas cadastradas na B3 saltou de 1,6 milhão em 2019 para 3,17 milhões em 2020.

 

Bom nível de remuneração

Outro grande atrativo do mercado financeiro é que costuma remunerar bem, ainda mais devido ao seu alto crescimento, como já citado neste texto algumas vezes.

Seja tendo algum emprego que envolve o setor ou investindo mesmo, os retornos, salários e rendimentos, geralmente, se destacam quando comparados a outros mercados.

Assim, o número de interessados que já vem crescendo tem potencial para ainda mais evolução com o passar do tempo.

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7 livros transformadores sobre inovação e negócios

Livros sobre inovação e negócio estão (e devem) sempre estar nas mesas de cabeceira de empreendedores e aspirantes do empreendedorismo. O ato de ler é importantíssimo para empreendedores, por ser fonte de inspiração e uma mina de ideias de como crescer o seu negócio.

E aí, você mantém esse costume?

A Redação da Faculdade XP escolheu 7 livros sobre inovação e negócios que nos impactaram em algum momento da vida e que nós acreditamos, junto à crítica, que podem inspirar e tocar futuros empreendedores ou profissionais do mundo corporativo.

Ficou interessado? Continue a leitura!

Qual a importância da leitura para transformar sua visão sobre negócios?

Se você quer transformar a sua vida mergulhando em novos desafios, é essencial que a prática da leitura esteja inserida na sua rotina.

Assim como o nosso corpo, a nossa mente também precisa ser alimentada e as nossas ações têm, como norte, o conhecimento armazenado pelo nosso cérebro. Aí já viu, não é? É preciso mergulhar o nosso cérebro em informações relevantes.

No caso dos empreendedores, os livros de negócios são uma ótima oportunidade de aprender com os desafios e experiências de outros donos de negócios que já viveram situações difíceis.

7 livros sobre inovação e negócios para ler

Chegou a hora de conhecermos, juntos, os 7 livros sobre inovação e negócios selecionados pela Redação.

Prepare-se e já corre para a sua livraria favorita para comprar eles!

1. Empreendedorismo para subversivos, de Facundo Guerra

Você sente ou já sentiu medo ao pensar em largar tudo para começar o próprio negócio? Pois bem, saiba que é o que fez Facundo Guerra, grande empresário da noite paulistana.

No livro Empreendedorismo para Subversivos, o autor conta a sua trajetória profissional em grandes empresas de uma forma divertida e descontraída. Mesmo com esses ambientes tendo praticamente nada de muito engraçado, Guerra escolhe inserir um pouco de humor para deixar o contexto mais interessante e atrativo.

Por sinal, foi justamente devido à frustração passada nesses lugares, que ele tomou a decisão de largar tudo para ter o próprio negócio. Além disso, o homem considerado, há algum tempo, grande empresário da noite paulistana, fala sobre a primeira casa noturna que abriu e os demais negócios nesse mesmo grupo.

Capa do livro Empreendedorismo para Subversivos
Empreendedorismo para Subversivos é indicado para quem quer inovar e empreender.

Entre os estabelecimentos, estiveram quatro boates, duas casas de shows, quatro bares e alguns centros culturais voltados à classe média alta da cidade de São Paulo. Aliás, esse é o público-alvo do autor: pessoas de elevado poder aquisitivo que, quando enxergam valor em produtos e serviços de qualidade, aceitam pagar a mais por eles.

Guerra também mostra que é uma lenda acreditar que não precisa arregaçar as mangas ou trabalhar muito para ter o próprio negócio. E ele reforça isso ao contar a história de cada um dos seus negócios, revelando os erros e acertos envolvidos.

É praticamente um guia com dicas fundamentais para quem sonha em ter o seu próprio negócio. Para quem é e gosta do empreendedorismo, vale mesmo a leitura!

<Leia também: Empreender em 2023: o que você precisa saber para começar com o pé direito?/>

2. Aventuras empresariais, de John Brooks

Já leu algum livro que contasse grande parte dos fracassos de grandes empresas ou personalidades do passado e até do mundo de hoje?

Para se ter ideia, Aventuras Empresariais é um desses livros falam sobre fracassos. Na verdade, a obra reúne uma série de artigos do jornalista John Brooks para a revista The New Yorker.

Os temas dos artigos giram em torno de cases, inovação, estratégias, práticas do mercado, entre outras questões referentes ao mundo dos negócios. Mostrando grandes fracassos de grandes empresas, a obra destaca que o poder das decisões é capaz de alavancar uma empresa ou destruí-la.

Capa do livro Aventuras empresariais
Como um best seller do The New York Times não entraria na nossa lista de livros sobre inovação e negócios?

Apesar de possuir mais de duas décadas desde a publicação, continua atual, porque as regras para administrar um negócio forte e criar valor não mudaram. Quer mais um incentivo para ler este livro? É tido como um dos favoritos para Bill Gates e sendo o melhor de negócios que ele já leu na vida!

O fato é que a obra contém 12 histórias atemporais que não se limitam a um país nem a uma área de negócios.

3. O poder do hábito, de Charles Duhigg

Se você já passou por alguma lista de dicas de livros sobre inovação e negócios, dificilmente você não deve ter visto este: O Poder do Hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios.

Como o próprio título adianta, seja para o aspecto pessoal ou profissional, provavelmente esta obra terá algum impacto na sua vida. Dessa forma, fica bem complicado mesmo que este livro não entre numa lista de dicas de leitura.

Para que entenda um pouco melhor, a obra é dividida basicamente em três partes:

  • Na primeira, trata dos hábitos e das rotinas das pessoas;
  • Na segunda, aborda os hábitos das empresas e das grandes organizações;
  • Na última, discute os hábitos sociais.

Aliás, como forma de atestar os seus argumentos, o autor apresenta diversas pesquisas bastante interessantes.

capa do livro O Poder do Hábito
O Poder do Hábito está entre os livros sobre inovação e negócios que deve ler!

Antes mesmo de ler o livro, pense nas ações que você praticou hoje: quais delas tomou a decisão de fazer e quais delas fez no piloto automático? Um estudo, por exemplo, mostra que 60% do que fazemos é por decisão de fato, enquanto 40% é por hábito, para o nosso cérebro economizar energia.

Dessa forma e de várias outras, no decorrer do texto, Charles Duhigg escreveu o que está se tornando um clássico no mundo dos negócios. Isso porque ele explora a ciência por trás da criação e transformação de hábitos.

O poder do hábito tem como objetivo ajudar as pessoas a terem mais produtividade, concentração e começarem hábitos para mudar a sua carreira e a sua vida para melhor!

<Leia também: Como organizar metas e objetivos! 7 passos para realizá-los!/>

4. Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie

Para quem não sabe, Dale Carnegie escreveu este livro em 1936!

Mesmo mais de 80 anos depois e com mais de 50 milhões de exemplares vendidos, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas segue sendo um conteúdo inovador e uma das principais referências sobre relacionamentos, tanto no campo profissional como pessoal. Por isso, está na nossa lista de livros sobre inovação e negócios.

Capa do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas
Dentre os livros sobre inovação e negócios, esse com certeza é uma leitura obrigatória.

Definitivamente, é um guia clássico para relacionar-se com as pessoas. Os conselhos, métodos e as ideias de Carnegie explorados aqui já beneficiaram diversas pessoas e permanecem completamente atuais.

De maneira extremamente direta, o autor fornece material o suficiente para que qualquer pessoa alcance os seus objetivos pessoais e profissionais. Na obra, você vai poder acompanhar mais de perto estratégias comunicativas para conhecer novas pessoas, aprofundar relacionamentos e exercer melhor o papel e perfil de liderança.

5. Mindset: a nova psicologia do sucesso, de Carol S. Dweck

Dentre os livros sobre inovação e negócios, não podemos deixar de citar a obra escrita por Carol S. Dweck, PhD., professora de psicologia na Universidade Stanford. Ao longo de décadas, a autora desenvolveu um conceito fundamental: a atitude mental com que encaramos a vida, ou o que ela chama de “mindset”.

Em Mindset, a obra mostra, por meio de vários exemplos e situações, como a atitude mental com que encaramos a vida é crucial para o sucesso ou fracasso no que fazemos. Além disso, como os acontecimentos da vida são influenciados pela forma como lidamos com os nossos objetivos.

Capa do Mindset: a nova psicologia do sucesso
Dentre os livros sobre inovação e negócios, esse aqui é essencial para virar a chave do seu cérebro inovador.

Mais precisamente, é revelado como a forma de pensar o mundo define a nossa relação com o trabalho, pessoas e como desenvolvemos os nossos projetos e educamos os nossos filhos.

O mindset de crescimento não acaba sendo um mero traço de personalidade, é a explicação do motivo de sermos otimistas ou pessimistas, bem-sucedidos ou não, por exemplo. Quer aprender a explorar todo o seu potencial de empreendedor? Leia esse livro!

6. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios, de Peter Drucker

No livro Inovação e espírito empreendedor, o autor mostra que criatividade e planejamento são próximos, já que, para inovar, também precisa de disciplina.

“Os empresários bem-sucedidos que conheci têm em comum, não um certo tipo de personalidade, mas um compromisso com a prática sistemática da inovação.”

Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios
Dentre os livros sobre inovação e negócio, esse pode ser um bom livro de cabeceira.

O autor, Drucker, é reconhecido internacionalmente por ser uma autoridade em Administração e, neste livro, analisa desafios e oportunidades de um dos maiores eventos da economia americana: a nova economia empreendedora, que criou a maior expansão do emprego em tempos de paz na história dos EUA.

7. A startup enxuta, de Eric Ries

Finalizando a lista dos livros sobre inovação e negócios, temos A Startup Enxuta. Eric Ries aborda o modelo startup enxuta, que tem base na aprendizagem validada e na experimentação contínua que, por sua vez, adota métricas efetivas para avaliar o progresso.

“RIES CRIOU CIÊNCIA ONDE ANTERIORMENTE HAVIA APENAS ARTE. UMA LEITURA OBRIGATÓRIA PARA TODO EMPREENDEDOR SÉRIO E TODO GESTOR INTERESSADO EM INOVAÇÃO”.MARC ANDREESSEN, cofundador da Andreessen Horowitz, da Opsware e da Netscape

MARC ANDREESSEN, cofundador da Andreessen Horowitz, da Opsware e da Netscape

O livro já se tornou referência no assunto e conta com diversas histórias reais, além de exemplos de negócios que se transformaram ao implementar esse modelo revolucionário.

A startup enxuta
A startup está na moda e esse livro é essencial para quem deseja criar a própria empresa.

Conclusão

Gostou da nossa lista de livros sobre inovação e negócios? Coloca todos os eles no carrinho de compra e usa o tempo livre para se dedicar às leituras que, provavelmente, irão mudar a sua forma de ver os negócios.

Além disso, nós temos outra dica para profissionais que querem aprender mais sobre inovação: a Pós-Graduação em Inovação e Transformação Ágil da Faculdade XP!

Com ela, você aprenderá diversos conceitos e práticas sobre as tecnologias emergentes e as mudanças culturais!

Como se tornar um líder: 5 passos para se desenvolver

Pegando o clima de gestão e organização exponencial do último post do blog , vamos tratar agora de 5 passos que tom:

  • Pensam em ser líder, ser mesmo líder;
  • Aqueles que já são e querem melhorar.

Mas antes de trazer esse passo a passo em mais detalhes, familiarize-se com todos os métodos que serão aqui e discutidos:

  • O que é ser um líder;
  • Diferenças entre ser líder e ser chefe;
  • 5 passos para se tornar um líder melhor.

 

O que é ser um líder

No geral, ser líder é gerar impacto e impacto sobre as pessoas, já que costuma possuir um nível elevado de confiança e, além disso, são conhecidos.

As funções de alguém na posição de liderança são:

  • Inspirar e motivar uma equipe;
  • Ter espírito de empreendedor;
  • Extrair o melhor de cada um;
  • Criar um clima amigável;
  • Orientar para um melhor desempenho e, consequentemente, resultados.

Isso tudo geralmente mostra o quanto esse líder de sucesso conhece os colaboradores e confia no recurso de cada.

Dessa forma, serão lembrados sempre pelos colegas de trabalho com uma distinção quase que natural.

Liderar pessoas é uma nobre missão de conduzi-las e orientá-las para o grupo alcançar alcançar seus objetivos.

Por isso cada vez mais profissionais que almejam essa função e, principalmente, aquele que nela já atuam, buscam formas para melhorar sua performance.

Há de se ter em mente que o sucesso na liderança de uma equipe acarreta no bem-estar financeiro e na realização profissional dos envolvidos.

Porém, também é bom lembrar que liderar não é uma tarefa fácil, seja qual for a organização em que estão.

Para que a sua liderança tenha sucesso, é preciso desenvolver uma série de competências e habilidades que darão suporte à sua forma de gestão.

 

Diferenças entre ser líder e ser chefe

Conhecido por dar ordens diretas e incontestáveis, o chefe obriga as pessoas, muitas vezes, a cumprirem com as tarefas sem considerar os aspectos humanos envolvidos.

Além disso, também é conhecido por centralizar o poder e pensar apenas nos resultados e lucros.

Costuma ser uma pessoa que comanda e não aceita ser contrariada, controlando seus subordinados e sendo autoritário.

Em vez de serem respeitados, os chefes são temidos, com os colaboradores não se encaminhados a relatar problemas ou mesmo pedir quando possui dúvidas.

Outro fator problema está em não incentivar ou motivar uma equipe, já que pensa que realizar um trabalho muito bom é dever do colaborador.

No entanto, quando esse trabalho muito bom não é notado por ele, o chefe faz questão de apontar os erros, jogando a responsabilidade somente na equipe.

Diferentemente do chefe em muitos aspectos, agora você confere como um líder exemplar costuma agir e se destacar positivamente perante o tempo de colaboradores.

Diferenças entre chefe e líder

Para começar, quem exerce liderança é conhecido como aquele que orienta os profissionais a fazerem com dedicação que é proposto.

Ao contrário do uso da imposição, aqui o líder pede e está aberto a considerar contestações do outro lado para melhor discussão e análise.

Dessa forma, a sua postura é muito mais democrática e voltada à participação de todos do que autoritária e centralizada.

Além de tudo que já mencionamos até aqui, a pessoa em posição de liderança delega poder, já que compreende que a organização é maior a ele e que isso pode ajudá-lo nas funções.

No geral, um líder agrega à equipe, administrando coordenando e talentos, tem a compreensão do interesse coletivo.

Assim, dá para perceber também que uma capacidade do líder de sucesso é medida tanto pelo talento e qualidade da equipe em volta dele quanto dos resultados que todos específicos.

Para ficar mais evidente as diferenças entre ambos e de uma maneira simples, dá só uma olhada no infográfico abaixo.

 

5 passos para se tornar um líder melhor

 

  1. Explorar a sua autenticidade

Muito se fala em alguns lugares sobre mudar a si mesmo para se tornar um líder melhor, mas também muito se esquece sobre quem cada um de nós costuma ser quando se faz esse tipo de discurso.

Como assim?

Aqui o ponto em discussão é a autenticidade, ou o que você é ou deixa de ser ao exercer um cargo de liderança, por exemplo.

Se você já é uma pessoa transparente e verdadeira, você não precisa mudar a si mesmo para se tornar um líder melhor, a não ser que a sua transparência esteja em maltratar e manipular pessoas e situações.

O que um líder geralmente precisa mudar – quer dizer, aprimorar – são alguns recursos não tão bem desenvolvido assim.

Dessa forma, se o que tem dentro de você é algo bom e positivo, transpareça, seja verdadeiro e autêntico.

Isso com certeza será reconhecido em você como mais uma característica de um exemplo de líder.

Usualmente, quanto mais autêntico, mais memorável. Sem joguinhos de poder, o líder veste seus ideais.

Além disso, permite a seus colaboradores que possuem sua própria voz, sejam ouvidos e descubram sua identidade.

 

  1. Compartilhar a sua sabedoria

Gostar de compartilhar conhecimento ou os segredos do próprio sucesso não é para muitos.

Seja por falta de segurança ou excesso de ego, um chefe (não líder) não consegue e nem tenta dividir, muitas vezes, o que sabe com os outros ou qualquer outro indivíduo.

Por isso, quem é líder costuma ser um grande professor e dos melhores mentores para se ter por perto.

Com uma comunicação objetiva e fluida, faz as pessoas que estão à sua volta carregarem suas lições por muito tempo.

Então, se você deseja ocupar uma posição de liderança ou aprimorá-la, compartilhe o que sabe com quem está próximo.

Só dessa forma é possível fazer com que os outros se desenvolvam juntos a nós, podendo e devendo criar um ambiente melhor e uma equipe de trabalho mais produtiva.

5 passos para se tornar um líder de sucesso

 

  1. Fazer o que a maioria não faz

Dentro do último item citado aqui, um líder de sucesso oferece seu valioso tempo aos outros, mesmo que muitas vezes passe por uma rotina agitada.

Costuma separar um tempo na agenda só para ouvir você e até ajudar a desenvolver suas habilidades, principalmente, frente a grandes desafios.

Ao tomar esse tipo de atitude, tal líder cria momentos especiais e faz toda a equipe se sentir valorizada e reconhecida.

 

  1. Abraçar as lições do fracasso

Diante de cenários de ruínas, dá para aprender muito e, assim, evitar erros no futuro.

Aliás, quantos exemplos você viu por aí de alguém que teve sucesso em algo na primeira tentativa?

E quantas histórias você sabe de pessoas que só foram bem-sucedidas em algo depois de várias e várias tentativas?

Pois bem, mesmo nos nossos erros e fracassos, há o que se tirar de bom daí e e ser mais efetivo mais para frente.

Dá para perceber, pelo menos, que com as falhas aprendemos muito sobre o que não fazer e, dessa forma, nos aproximamos do jeito que é mais adequado.

E como conseguimos fazer isso?

Sendo humildes e valorizando as críticas, por exemplo.

Em diversas ocasiões, pode acontecer de não percebermos que cometemos alguns erros, então ter alguém por perto para poder nos mostrar é importante.

Mas para isso, é necessário costumar ser humilde e valorizar as críticas.

Por exemplo, se uma equipe a ser conduzida por um líder deixa de considerá-lo como tal, o mesmo deve rever alguns conceitos, envolvendo sua:

  • Imagem, postura e aparência;
  • Crenças e hábitos;
  • Conhecimento, sentido de pessoas e como se relacionar com elas.

 

  1. Liderar para deixar um legado

Quem lidera para deixar um legado lidera para as pessoas com quem está e para o ambiente.

Exercer uma função para que algo de bom seja criado não só naqueles momentos, mas para que perdure ao longo dos anos.

Esse líder sabe que o sucesso de todos é maior para quem está cercado de pessoas que desejam que o bom desempenho continue.

E como a pessoa que está na liderança faz isso?

  • Gerenciando os processos existentes;
  • Mostrando o propósito de cada missão ou tarefa;
  • Conhecendo cada integrante da equipe;
  • Oferecendo recompensas pelas conquistas individuais e coletivas;
  • Em geral, observando e cuidando dos detalhes.

E aí, você executa ou já cumpre com algumas dessas etapas e características?

Mesmo que já as pratique, a constância é essencial para o desenvolvimento, então não se dê por satisfeito, respeite suas condições e vá em frente!

A Faculdade XP também está aqui para te ajudar a melhorar esses e outros aspectos.

Por isso, prepara uma jornada de conteúdo que vai levar a um novo e melhor nível de liderança. É só clicar no botão abaixo!

Botão Quero Aprender a Ser um Gestor Exponencial