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O que é microgerenciamento e quais os impactos na sua gestão?

Qualquer gestão busca um objetivo em comum: estimular os melhores resultados das equipes. No entanto, nesse processo de trabalho e acompanhamento dos processos muitas vezes se transforma no chamado microgerenciamento

Esse é um assunto bastante comentado no mercado corporativo por trazer opiniões diversas sobre sua eficiência. Seja positivo ou não, é uma prática usual nas empresas, e nem sempre aqueles que o praticam têm ideia de que o fazem. 

Por mais nobre que pareça, essa atitude em demasia pode afetar a produtividade da equipe, além de fazer com que o gestor perca sua visão estratégica e de liderança.

Continue a leitura e veja os principais detalhes do microgerenciamento e se vale a pena ou não os líderes terem esse comportamento no trabalho. Confira! 👇

O que é microgerenciamento?

Para explicar o conceito o melhor é mostrar um exemplo. 

👉 Imagina que você está trabalhando em suas funções normais e tudo que você faz, seu gestor fica acompanhando, inspecionando e alterando conforme a sua vontade, mas não no sentido de te ensinar algo, mas de controlar a situação num nível de detalhe que chega ao preciosismo.

O microgerenciamento é esse comportamento, que não é considerado um formato de gestão por suas consequências, em que os líderes têm o hábito de controlar minuciosamente o passo dado por cada colaborador. A ideia é certificar que todos os funcionários estejam “dançando conforme o ritmo da música” ditada pela gestão. 🤯

A principal característica de um microgestor é o controle e atenção excessiva a tudo. Ele vê cada e-mail que o colaborador escreve e manda, tudo precisa ter a sua aprovação final, exercendo uma pressão constante.

O que causa o microgerenciamento?

As principais questões acerca do tema são: o que pode causar esse microgerenciamento? Como que ele começa? E como ter sinais para identificar esse caso? 🤔

Em resumo, ele ocorre quando os gestores têm atitudes que impedem a equipe de ser ágil, produtiva e resolutiva. Não há estímulo da autonomia e autogerenciamento.

Confira as cinco principais causas:

Não delegar funções

Não repassar as atividades para suas equipes é um dos maiores sinais de microgerenciamento. 

Agir dessa forma torna os colaboradores meros coadjuvantes, pois não têm autonomia e nem avançam com o projeto, já que tudo tem que passar pela mão do gestor.

Falta de confiança na equipe

Primeiramente, se um líder não confia na sua equipe, em curto ou longo prazo a empresa terá problemas, pois não faz sentido um time de resultados trabalhar assim.

A confiança é um fator essencial para a produtividade e qualidade dos resultados, pois ter esse sentimento faz com que a equipe se sinta segura com seu próprio trabalho. Além disso, faz com que os colaboradores acreditem que estão colaborando e ainda incentiva as pessoas a buscarem por mais conhecimento e crescimento na empresa.

Falta de planejamento

Ter um planejamento é essencial em qualquer tipo de trabalho e, principalmente, na criação de projetos, pois ele fornece uma visão dos objetivos e caminhos a se seguir. 

Uma gestão que não estimula essa etapa é confusa e desordenada, dando abertura para ideias serem colocadas em prática no meio do caminho e não chegarem aos resultados esperados. 

Além disso, com características de microgerenciamento, pode fazer com que sua equipe não atinja os resultados esperados no prazo e não acompanhe o crescimento da empresa.

Microgerenciamento da liderança em todas as etapas

Esse é o ponto comum e que normalmente é o que identifica o microgerenciamento. 

Um gestor que quer estar presente em todas as etapas de um projeto é um sinal forte de microgestão. Isso porque o gestor não confia e não fornece autonomia para a equipe

Exigir prestação de contas frequentemente

Sendo um complemento do tópico acima, o gestor, além de controlar cada situação, ainda exige um relatório de tudo que está sendo feito a todo momento, sendo algo de extremo controle

Se ele já está acompanhando cada etapa, porque deseja um relatório assim? É a característica de querer tomar tudo para si. 

Vantagens e desvantagens do microgerenciamento

colaborada confusa sobre trabalho
Colaboradora insatisfeita com o microgerenciamento. Fonte: Getty Images.

Com tudo mencionado até agora, resta a dúvida se em algum momento é vantajoso ter um perfil de microgerenciamento. Isso vai depender da forma em que são colocadas cada ação do gestor. Em alguns momentos ela pode até ajudar a equipe. Entenda como.

Vantagens

É difícil elencar benefícios do microgerenciamento, mas quando falamos da contratação de um novo funcionário ou mesmo ter um estagiário, é comum ter mais essas características no trabalho, até porque a pessoa precisa aprender tudo. 

Só que nunca se esquecendo de ter limites e dar aos poucos autonomia para eles.

Portanto, a vantagem de agir assim é no sentido de ensinar e mostrar tempo de qualidade àquele funcionário que ainda está inseguro

Desvantagens

Já as desvantagens são tantas, que você não vai querer ter ou ser um microgestor no seu ambiente de trabalho. Algumas delas são:

  • Perde-se a visão geral do negócio;
  • Os funcionários deixam de ter confiança na liderança, na empresa e em si mesmo; 
  • Aumenta a rotatividade dos colaboradores;
  • Estimula o estresse e acúmulo de trabalho na gestão;
  • Gera gastos excessivos com reposições e treinamentos;
  • Desmotivação e improdutividade do trabalho como um todo, tendo, por exemplo, a prática do absenteísmo.

Como evitar microgerenciamento?

Sabendo dos malefícios do microgerenciamento surge a dúvida de como evitá-lo. Se engana quem pensa que é algo irreversível ou impossível de se contornar. 

Confira quatro maneiras de combater esse comportamento na gestão. 😉

Melhore a comunicação, confiança e delegue tarefas

A primeira mudança a se realizar é no mindset da liderança. Isso deve acontecer tendo uma comunicação fluida e transparente com as equipes, bem como delegando funções para que se estimule a confiança em cada um. 

Essa autonomia e relacionamento vão revolucionar os resultados da sua equipe, acredite! 

Lembre-se que uma das missões do gestor é ajudar o colaborador a crescer profissionalmente. 🎯

Automatize processos e priorize duas atividades

Priorizar processos e soluções automatizados ao invés de manuais contribui para que cada funcionário tenha seu autogerenciamento e melhor produtividade

Além disso, também permite o gestor ter mais tempo para gastar com atividades de maior valor para o desenvolvimento da equipe e da empresa.

Faça e peça feedbacks

Esse fator aproxima o gestor e a equipe de uma forma benéfica e sem aquela ideia de hierarquia de cargos.

Por isso, ofereça pesquisas de clima, com feedbacks para ouvir as percepções dos colaboradores sobre a gestão do projeto e veja em quais pontos podem haver melhorias. 

Mas sempre dê opiniões e críticas verdadeiras e que ajudem no crescimento dos colaboradores. Isso faz toda a diferença.

Aposte no modelo ágil de trabalho

Investir em metodologias ágeis para gerenciar os projetos, como o método kanban e outras que priorizam o planejamento e a entrega de resultados.

Assim você tem métodos de trabalho menos engessados e consegue focar em melhores soluções para otimizar os processos.

Afinal, você deve microgerenciar a sua equipe?

Com tudo que foi falado sobre o conceito de microgerenciamento, não deve restar dúvidas que ter essas características pode ser um mau sinal e causar prejuízos no crescimento da empresa e desenvolvimento dos colaboradores, não é mesmo?

Para ter a melhor equipe numa empresa, o microgerenciamento não pode ser confundido com um tipo de gestão e, nem ser visto como algo comum

Portanto, observe se você está agindo assim ou percebe alguém da sua equipe dessa maneira, e crie formas de criar a mudança deste mindset, pois os resultados vão aumentar, e muito. 📈

Aproveite e estude sobre como melhorar a produtividade das equipes com as metodologias ágeis, já que é um dos fatores de evitar esse comportamento na gestão. 

👉 Aqui na Faculdade XP temos uma trilha de especialização de gestão ágil de projetos, que também aborda sobre esse conceito. Clique aqui e saiba mais sobre

Cultura Organizacional: o que é, tipos e principais benefícios

Precisa entender sobre cultura organizacional? Ela nada mais é do que o agrupamento da ideologia, crenças e clima de uma organização. É a cultura organizacional que fornece um processo sistemático para a condução do trabalho nas empresas.

Mas será que ela é um conceito essencial em empresas? Sim! Ela desempenha um papel importante, embora seja invisível à primeira vista no ambiente laboral.

A partir da descrição acima, fica claro que a cultura organizacional enfatiza o compartilhamento de valores e crenças para que os funcionários da organização possam trabalhar sem confusão, e consigam atuar conforme as expectativas da empresa.

Em termos de business, outros termos são frequentemente usados de forma similar, incluindo “cultura corporativa”, “cultura do local de trabalho” e “cultura de negócios”. Entenda ao longo do texto tudo sobre o assunto. Boa leitura!

O que é cultura organizacional?

A cultura é um modelo de pressupostos básicos que determinado conjunto de pessoas fez a assimilação conforme resolveu problemas de adaptação externa e a integração interna. Tal referência foi sendo ensinada para os novos integrantes como a “forma certa” de perceber, pensar e sentir em relação às circunstâncias.

A cultura como um todo – não pode ser mudada, porém aspectos podem ser mudados.

Importante: não existe cultura melhor ou pior, certa ou errada – é necessário avaliar se a cultura de uma organização apoia ou impede os seus objetivos e suas estratégias. 

Dito de forma simples, a cultura organizacional é:

“a forma como as coisas são feitas por aqui”.

– Deal & Kennedy

Para que serve e qual a importância da cultura organizacional?

Em síntese, a cultura serve para agrupar um conjunto de características do negócio com a estrutura organizacional.

Ter uma boa cultura organizacional não apenas faz com que os funcionários se sintam engajados, mas também o diferencia de seus concorrentes, pois sua cultura define como você faz negócios e constrói relacionamentos fortes com seus clientes e parceiros, ao invés de depender apenas da venda de seus produtos e serviços. Mais importante, também atrai mais talentos.

Como adendo, ela também pode aumentar significativamente a receita das empresas, como indica um levantamento realizado pela Universidade de Stanford com as grandes corporações do Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Conforme dados da pesquisa, as instituições com forte cultura organizacional notaram um aumento de sua receita em quatro vezes, em comparação às empresas que não têm uma cultura organizacional sólida.

Cultura e subcultura organizacional são a mesma coisa?

Absolutamente, não!

Até aqui você deve ter entendido que uma empresa tem uma cultura única compartilhada por toda a organização. No entanto, você pode ter percebido que isso é uma simplificação geral.

Na realidade, podem existir diversas culturas dentro de qualquer organização. Por exemplo, as pessoas que trabalham na área de vendas podem vivenciar uma cultura diferente daquela vivenciada pelos colaboradores que trabalham no depósito. Uma cultura que surge em diferentes departamentos, filiais ou localizações geográficas é chamada de subcultura.

As subculturas podem surgir das características pessoais de funcionários e gerentes, bem como das condições diversas em que o trabalho é feito. 

Dentro da mesma organização, os departamentos de marketing e manufatura geralmente têm culturas diferentes, de modo que o departamento de marketing pode enfatizar a inovação, enquanto o departamento de manufatura pode ter uma ênfase compartilhada na orientação ao detalhe. Conseguiu entender a aplicação? 😉

Qual a diferença de cultura e clima organizacional?

Não confunda clima e cultura organizacional. Embora parecidas e com certa relação, elas são distintas.

O clima organizacional é o reflexo da cultura ou dos efeitos dela na corporação.

Enquanto a cultura é a junção dos valores e crenças que moldam o comportamento humano na organização na totalidade, sendo por várias vezes valores inconscientes e difíceis de serem alterados. O clima é a percepção compartilhada pelas pessoas em relação aos valores, políticas e práticas de gestão.

Logo, o clima indica os aspectos visíveis pelas pessoas nas relações em uma instituição pública ou privada. O clima organizacional tem mais facilidade para mudanças do que a cultura. Ademais, ela pode ser mensurável e avaliada, ou seja, há possibilidade de melhorias.

Como medir o clima? Por meio de disponibilidade de questionários, pesquisas de opinião e entrevistas com os colaboradores.

Principais componentes da cultura organizacional

O psicólogo social e estudioso Edgar Schein desenvolveu uma teoria de modelo de cultura organizacional chamada de modelo de Shein, a qual consta três níveis. Confira abaixo:

ARTEFATOS (1º nível)

↑ ↓

VALORES COMPARTILHADOS (2º nível)

↑ ↓

PRESSUPOSTOS BÁSICOS (3º nível)

Artefatos

Os artefatos são os aspectos visíveis, sendo eles superficiais e perceptíveis. São coisas utilizadas no dia a dia, como os uniformes, o local de trabalho e enfim. Além disso, há os processos visíveis, sendo: lemas, símbolos e outros.

Valores compartilhados

Os valores compartilhados são os elementos não visíveis, pois estão enraizados nos colaboradores, de maneira consciente. Os valores podem-se dizer que funcionam como justificativas para o comportamento dos funcionários.

Você deve entender que se tratam das estratégias, objetivos, filosofia e muito mais.

Pressupostos básicos

É o mais íntimo, profundo e oculto da cultura organizacional. Como assim? São as crenças inconscientes adquiridas, as percepções obtidas, tabus, sentimentos e ainda pressuposições básicas que ficam nos pensamentos dos indivíduos.

(Fonte: Getty Images)

Tipos de cultura organizacional

Conheça abaixo os tipos de cultura organizacional:

Cultura de poder

A cultura de poder possui poucas regras, burocracia e procedimentos. Há um controle centralizado e as decisões são baseadas nas influências de poder entre os membros. Saiba que nesse espaço há muita confiança nos indivíduos e poucas nos comitês.

O foco da cultura é no resultado e na tolerância quanto aos meios. Ah, o poder dos recursos e dos membros são a base do poder na instituição.

Cultura de tarefas

A cultura de tarefas é orientada para trabalhos específicos, tarefas e projetos. Ela reúne os recursos apropriados para efetuar as demandas. Aqui, nesse caso, o trabalho em grupo tem valorização.

Além disso, há aumento da eficiência e a identificação do objetivo da corporação com o do colaborador.

Cultura de pessoas

A cultura da pessoa tem foco no individuo, ou seja, no colaborador como pessoa. A corporação se preocupa de fato e existe para atender aos interesses dos integrantes que atuam nela. Se houver consentimento mútuo, entre líder e liderados pode haver controle e hierarquia.

Cultura de papéis

A cultura de papéis é uma organização mais burocrática, sendo a concentração no trabalho com padrões, algo sem risco. Tem mais sucesso em ambientes estáveis. Para você entender melhor, saiba que aqui economias de escala e especialização são mais essenciais do que outros aspectos.

Como diferenciar culturas conservadoras de culturas adaptativas

Geralmente, as culturas conservadoras tendem a manter a forma, os paradigmas, o sempre os mesmos padrões. Enquanto as culturas adaptativas são extremamente flexíveis.

Como criar uma cultura organizacional forte?

Para instituir uma cultura forte em um ambiente de trabalho, a gestão deve ter valores visíveis, verificados e identificáveis com os profissionais. Entenda, que quanto mais assuntos e ações forem compartilhados com a maioria, melhor. Uma cultura organizacional forte, será dificilmente mudada.

A cultura organizacional fraca é superficial em muitos sentidos. Nesse tipo de cultura, os valores não são compartilhados por todos, assim como os pensamentos, que também não são compartilhados.

O que acontece se não houver uma cultura forte o suficiente?

Nesse caso, o que pode ocorrer são desgastes em processos de alteração e adaptação da empresa/organização, e dificuldades na aceitação de assuntos como a diversidade, por exemplo.

Principais benefícios de uma cultura organizacional forte

Há muitas vantagens na prática. Confira:

  • Valores essenciais são intensamente acatados;
  • Valores são amplamente compartilhados;
  • Maior engajamento dos funcionários;
  • Local consegue reter os talentos;
  • Fit cultura nos processos seletivos;
  • Redução nos níveis de conflitos;
  • Proporciona identificação dos colaboradores;
  • Melhor controle por parte da gestão;
  • Clima organizacional positivo;
  • Redução no absenteísmo no trabalho.

Exemplos de cultura organizacional fortes

Aqui estão alguns exemplos de organizações “cases de sucesso” com cultura louvável para você como empresário ou profissional de Recursos Humanos se inspirar!

  • Google,
  • Toyota Motors,
  • Starbucks,
  • Magazine Luiza,
  • Twitter,
  • Netflix,
  • Hubspot,
  • Pixar,
  • LinkedIN,
  • Zoom e mais.

<Leia depois: saiba o que é e como funciona uma gestão de Recursos Humanos />

Cultura organizacional e novas metodologias, como alinhá-las?

Uma cultura pode ser mudada em relação aos processos e mentalidade dos colaboradores, e também do negócio. Isso deve ocorrer quando se torna preciso digitalizar fluxos, resultados estão abaixo do aguardado ou quando se quer diversificar a organização.

Além disso, várias empresas públicas e privadas estão aderindo às metodologias ágeis.

Em poucas palavras, Agile é uma abordagem iterativa para o gerenciamento moderno de projetos e desenvolvimento de software. Em vez de se concentrar tanto no lançamento do produto, as equipes entregam valor tangível do produto em cada iteração.

A abordagem de “pequenos pedaços” para o desenvolvimento de produtos (ou qualquer tipo de planejamento) provou ser altamente eficaz. As equipes conseguem entregar resultados mais rapidamente e com menos obstáculos.

A principal razão por trás disso é o gerenciamento de riscos e mudanças do projeto que acontecem em tempo real, ao contrário do gerenciamento tradicional de projetos.


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O que é ISO 20000 e qual sua importância no mercado?

O mercado atual está em constante transformação. Com isso, as empresas precisam de incentivos e fatores para se destacarem frente à concorrência e oferecer os melhores serviços. Nesse sentido, as certificações do ISO (International Organization for Standardization), uma organização sem fins lucrativos, têm sido cada vez mais buscadas pelas organizações, como é o caso da ISO 20000.

Portanto, possuir essas certificações garante não só melhor reputação, como a qualidade dos serviços realizados e oferecidos

Dessa forma, quando falamos da ISO/IEC 20000, queremos dizer à respeito dessa qualidade na gestão de serviços ligados à Tecnologia da Informação.

Continue a leitura e descubra os detalhes dessa especialização, seus benefícios e como ela pode influenciar nos resultados da sua companhia. 👇

O que é a ISO/IEC 20000?

É uma norma técnica reconhecida em todo o mundo, que define uma série de requisitos obrigatórios baseados em um conjunto de boas práticas para que as empresas executem uma gestão dos serviços de TI de melhor qualidade.

Sendo assim, seu objetivo é garantir que as soluções de TI fornecidas atendam aos requisitos essenciais conforme padrões mundiais. Ou seja, tudo que é necessário para o serviço desenvolver e manter um Sistema de Gestão de Serviços (SGS). 😉

Estrutura da ISO 20000

Essa certificação foi desenvolvida com base na BS 15000 (British Standard) e possui definições claras de objetivos, políticas e procedimentos, a fim de garantir a efetividade e eficácia na prestação de soluções de TI. 🎯

Dessa forma, quando falamos de estruturação, existem alguns processos para que a ISO 20000 seja executada. São eles:

  • Processos de Relacionamento: que trabalham com a relação entre clientes e o prestador de serviços de TI para a verificação das necessidades dos clientes e a gestão das modificações delas;
  • Processos de Planejamento e Implementação de Serviços: por meio da metodologia PDCA (Plan, Do, Check, Act) para definir os propósitos e processos necessários, colocar em prática, monitorar os resultados e tomar novas ações e mais eficazes;
  • Processos de Entrega de Serviços: relacionados aos acordos de níveis de serviço (SLA) realizados entre a área de gestão de serviços de TI e os setores solicitantes;
  • Processos de Solução, Liberação e Controle: que tem como base o tratamento eficaz de incidentes e problemas ocorridos na gestão dos serviços de TI. 

Como é o treinamento para obter a certificação?

Para garantir a ISO 20000, além de cumprir alguns requisitos, é necessário realizar treinamentos oficiais para esses profissionais interessados. Sendo que eles são um mix de exercícios teóricos e práticos. Por fim, após o curso, o profissional consegue fazer o exame e, se aprovado, recebe essa certificação que é válida em todo o mundo.

Em suma, existem três níveis do treinamento de qualificação, veja os detalhes de cada um:

Treinamento ISO/IEC 20000 Foundation

Focado nos profissionais que estão no primeiro contato com a norma. Aqui a ideia é a pessoa adquirir uma visão completa sobre os conceitos básicos da norma e como ela é estruturada. 

Lembrando que serve de pré-requisito para os próximos níveis de certificação.

Treinamento ISO/IEC 20000 Practitioner

Já esse nível é para quem pretende se tornar especialista na norma da ISO/IEC 20000

Portanto, os que obtêm essa certificação podem trabalhar como consultores ou mesmo se tornarem especialistas em gestão de serviços de TI no ambiente corporativo.

Treinamento ISO/IEC 20000 Auditor

O terceiro nível é para profissionais que pretendem trabalhar como auditores. Neste curso, você vai encontrar uma abordagem teórica e que contempla algumas técnicas de auditoria.

Importante ressaltar que quem pretende trabalhar com tecnologia não precisa ter todos os treinamentos. Assim, apenas o primeiro e mais básico é o suficiente.

Benefícios da ISO 20000

gestão de serviços de ti
Certificação ISO 20000.

Como é uma certificação mundial e que tem aplicação em empresas de diversos segmentos, ela se torna uma forma de garantir a clientes e parceiros comerciais que o negócio mantém um bom conjunto de práticas para gerir os serviços de TI.

Além disso, contribui para:

  • Melhores práticas nacionais e internacionais de Gestão de TI;
  • Alinhar os serviços de TI com os objetivos da empresa;
  • Integrar pessoas, processos e tecnologia;
  • Definir melhor os controles de medição de qualidade do serviço;
  • Analisar os níveis de serviços;
  • Maior apoio com a ITIL para obter melhoria contínua.

Importância de ter um parceiro para obter a certificação

Como é uma certificação complexa e aprimorada, é fundamental que, para conquistá-la, sua empresa escolha um bom parceiro, capaz de orientar os profissionais indicados a se especializar. Dessa forma, haverá a construção adequada de um Sistema de informação de Gestão de Serviços de TI (SGS) alinhado aos requisitos da norma ISO 20000.

Portanto, existem algumas consultorias e outras organizações que podem ser contratadas. 

👉 Vale ressaltar que a ISO/IEC 20000 não é obrigatória, mas pode ser vista como um fator de destaque por aqueles que pretendem contratar novos serviços

Afinal, como empresas são certificadas na norma ISO/IEC 20000?

Agora que você já sabe os detalhes da certificação e os principais requisitos de implementação, é a hora de entender como a sua empresa pode se certificar com a ISO 20000.

Inicialmente é necessário definir e validar o escopo da sua certificação. Depois disso, é preciso alinhar quais são as rotinas do setor de TI que serão certificadas no processo de auditoria, se esse for o seu caso. Assim, o processo de auditoria é feito por uma empresa independente que vai avaliar se o negócio atende a todos os requisitos obrigatórios da norma conforme o escopo da certificação. 

Depois que a auditoria interna for concluída com êxito, selecione um organismo de certificação registrado (RCB) apropriado para conduzir a auditoria para certificação e envie os registros necessários como evidência para revisão.

Tudo aprovado, o certificado tem uma validade de três anos, sendo que há uma verificação anual do mesmo.

Agora só depende de você dar o primeiro passo rumo a certificação com a ISO 20000. Ela vai fazer com que seu negócio se torne mais competitivo e com maiores oportunidades de vendas.

Aproveite para adiantar o processo e saiba mais sobre as normas e técnicas de TI em nossa trilha de especialização, que você já se prepara para ter sua própria certificação da ISO 20000.

Eneagrama: o que é e quais são os 9 tipos?

Entender quem somos é o segredo para conseguirmos avançar na carreira. Assim, o eneagrama se torna uma ferramenta essencial do processo de autoconhecimento.

Esse recurso, muito utilizado por profissionais de Recursos Humanos por contribuir no entendimento dos seus colaboradores, mapeando as suas habilidades e comportamentos, tem se tornado altamente popular em redes sociais como Tik Tok e Instagram. 

O que poucas pessoas sabem é que, no ambiente empresarial, o eneagrama é mais que popular: ele é fundamental. 

A sua utilidade surge, principalmente, no que toca ao dia a dia de líderes e gestores: esses profissionais o usam como oportunidade de autoaperfeiçoamento, além de conseguirem, através do eneagrama, compreender as dores e motivações dos seus colaboradores, o que é essencial para enxergar quais deles têm capacidade de liderança ou trabalham bem em equipe, por exemplo.

Se você busca autoconhecimento, melhora na comunicação e nos relacionamentos interpessoais, você precisa fazer o teste do eneagrama e descobrir qual é o seu tipo. 

Mas antes, vamos entender mais sobre essa ferramenta? 

O que é eneagrama?

O eneagrama, como é possível ver na imagem abaixo, é uma ferramenta que retrata tipos psicológicos que, por sua vez, correspondem a nove tipos de personalidades representadas pela figura geométrica resultante da união de um círculo, um triângulo e uma hexade. 

Personalidades do eneagrama
Personalidades do eneagrama.

Assim, cada uma das pontas da hexade — que tem nove pontas — corresponde a cada um dos tipos de personalidade, são eles: 

  1. Perfeccionista;
  2. Prestativo;
  3. Bem-sucedido;
  4. Individualista;
  5. Observador; 
  6. Questionador;
  7. Sonhador;
  8. Confrontador;
  9. Pacifista.

O objetivo deste recurso é obter o mapeamento da personalidade das pessoas, compreendendo os comportamentos construtivos e destrutivos que caminham juntos e auxiliar os indivíduos a se desenvolverem e se autoconhecer. 

Qual a origem do eneagrama?

Acredite se quiser, mas o eneagrama está presente no pensamento de Pitágoras e até mesmo nas filosofias de Platão. Parece surreal, mas é verdade. 

Mesmo sabendo da presença dele há tanto tempo na história da humanidade, não se sabe a origem do mesmo. 

No entanto, é importante mencionar que o eneagrama que conhecemos hoje, conectado com as personalidades, não é o mesmo eneagrama que Pitágoras estudou; isso porque, quem fez essa correlação foi o filósofo boliviano Oscar Ichazo, na década de 50. 

Ele foi o responsável por, além de estipular a relação do eneagrama e os tipos de personalidade, por estabelecer uma sequência adequada de emoções no símbolo. Incrível, não é? 

Mas não parou por aí: apenas na década de 70, Cláudio Naranjo, psiquiatra, transformou todos os estudos em algo que se aplicasse de maneira mais simples. Assim, chegamos ao modelo de eneagrama que conhecemos hoje.

Simbologia do eneagrama

O símbolo do eneagrama é formado por um círculo, um triângulo e uma héxade; cada um deles representa um processo evolutivo. São eles: 

  • Círculo: é uma espiral de crescimento, o fim é sempre o início de algo novo;
  • Triângulo: representa a Tríade Universal e os 3 grupos primário: Pacifistas, Legalistas e Multifaces junto com suas interconexões;
  • Héxade: representa a Lei das Oitavas e sintetiza os dois triângulos, que contém 3 grupos de personalidades específicas e as suas interconexões.
Símbolo do eneagrama
Símbolo do eneagrama

Para que serve o eneagrama?

Para se autoconhecer, ser capaz de descrever comportamentos prováveis dos outros e as suas motivações, compreender crenças e estratégias inconscientes por trás das mais diversas decisões e, por sua vez, propor caminhos de crescimento pessoal e profissional para cada tipo de personalidade da ferramenta. 

Quem pode aplicar o teste eneagrama?

Muitas pessoas acreditam que a compreensão e aplicação do teste eneagrama é incumbida ao psicólogo. No entanto, na realidade não é bem assim. 

Logo, não existe uma formação profissional obrigatória acerca da temática, ou seja, qualquer um que estude por cursos livres e entenda sobre eneagrama, está apto a aplicá-lo.

Simples, não? 

Tipos de personalidade no eneagrama

Chegou a hora de conhecermos os nove tipos de personalidade do eneagrama. Vamos lá? 

1. Perfeccionista

São pessoas que buscam estar certas e organizadas, distinguem muito bem o certo e o errado, são práticas, altamente centradas na ação e estão sempre em constante esforço, já que ele as faz sentir merecedoras. 

  • Pontos positivos: responsável, prático e determinado;
  • Pontos negativos: hostil, duro e teimoso;
  • Vício emocional: raiva.

2. Prestativo

São aquelas pessoas que sabem o que querem, sabem como consegui-lo e são centradas na emoção: o combo perfeito para conquistadores. 

São conhecidos por serem queridos, solícitos e bem-intencionados.

  • Pontos positivos: humildade e prestatividade;
  • Pontos negativos: centrados nos outros e baixa tolerância a si mesmos;
  • Vício emocional: orgulho. 

3. Bem-sucedido

Se fosse possível resumir pessoas do tipo 3 em uma frase, seria: aficionados por resultado. 

O tipo 3 persegue o sucesso constantemente, é centrado na ação e busca reconhecimento contínuo, além de se mostrarem, muitas vezes, frios, por buscarem tanto a excelência acima de tudo. 

  • Pontos positivos: sinceridade, planejadores e centrados na ação;
  • Pontos negativos: frieza e apego à imagem.
  • Vício emocional: vaidade.

4. Individualista

Focados no autoconhecimento, os individualistas são insatisfeitos, queixosos e sempre acham que a grama do vizinho é mais verde. 

São altamente criativos, inovadores, melancólicos, têm um senso crítico bem desenvolvido e, por causa dele, são responsáveis por críticas irônicas.

  • Pontos positivos: criatividade, sensibilidade e senso crítico;
  • Pontos negativos: críticas pesadas e ironia trágica;
  • Vício emocional: inveja.

5. Observador

São conhecidos por não se envolverem, muitas vezes nem quando são chamados: preferem observar de fora e, assim, conseguir compreender melhor as situações.

  • Pontos positivos: bons planejadores e racionais;
  • Pontos negativos: frieza e não lidam bem com emoções;
  • Vício emocional: avareza.

6. Questionador

Pessoas do tipo 6 amam controle, por isso, estão sempre atentas e desconfiadas de tudo que pode derrubá-las. 

Além disso, são conhecidos por serem altamente leais com aquilo e quem confiam e ansiosos, já que estão sempre de olhos bem atentos.

  • Pontos positivos: lealdade e atenção aos detalhes;
  • Pontos negativos: irritável facilmente e inseguro;
  • Vício emocional: medo.

7. Sonhador

Como o nome já diz, os sonhadores têm grandes ideias e planos, muitos deles até impossíveis. 

Ademais, são centrados na mente: lidam com diferentes situações ao mesmo tempo e procuram dar prioridade aquilo que dará prazer. 

  • Pontos positivos: entusiastas e agilidade mental;
  • Pontos negativos: otimismo exagerado e personalidades superficiais;
  • Vício emocional: gula.

8. Confrontador

São ótimos líderes, dão prioridade às ações e são altamente intensos. 

Os confrontadores são conhecidos por serem curtos e grossos, se posicionam claramente sobre o que acreditam e, por isso, são vistos como insensíveis e rudes, além de serem fortemente apegados ao poder. 

  • Pontos positivos: líderes natos, focados na ação e intensos;
  • Pontos negativos: insensíveis e rudes;
  • Vício emocional: luxúria. 

9. Pacifista

Também conhecido como mediador, é um tipo que se adapta facilmente e, por isso, consegue se sair bem nas mais diversas áreas profissionais. 

  • Pontos positivos: flexível, mediador e calmo;
  • Pontos negativos: insegurança e apatia;
  • Vício mental: indolente. 

O que são as flechas e asas no eneagrama?

As asas são, em suma, os dois vizinhos de cada tipo do eneagrama. 

Em suma, na tabela abaixo você será capaz de enxergá-los mais facilmente:

Asa esquerdaTipo de personalidadeAsa direita
9, O Pacifista1, O Perfeccionista2, O Prestativo
1, O Perfeccionista2, O Prestativo3, O Bem-sucedido
2, O Prestativo3, O Bem-sucedido4, O Individualista
3, O Bem-sucedido4, O Individualista5, O Observador
4, O Individualista5, O Observador6, O Questionador
5, O Observador6, O Questionador7, O Sonhador
6, O Questionador7, O Sonhador8, O Confrontador
7, O Sonhador8, O Confrontador9, O Pacifista
8, O Confrontador5, O Observador1, O Perfeccionista
Tabela com as asas das personalidades do eneagrama.

Elas influenciam os tipos da seguinte forma: supomos que você, leitor, é o tipo 2, prestativo, ou seja, você tem asas nos tipos 1 e 3. 

No entanto, se você for um tipo 2 mais rígido, mais organizado, a asa que mais pesa é a do tipo 1, o perfeccionista. Porém, se o seu perfil for mais voltado para competição e execução, você está mais próximo da asa direita, ou seja, do tipo 3, o bem-sucedido. 

As flechas do eneagrama, por sua vez, são ditadas depois que você já conhece o seu tipo e se resume na maneira que nos direcionamos a outros tipos, consciente ou inconscientemente. 

Em suma, a tabela abaixo você consegue aprender mais sobre essa diferente proposta de desenvolvimento:

Tipo de personalidadeFlechas
1, O PerfeccionistaTipos 7 e 4
2, O PrestativoTipos 4 e 8
3, O Bem-sucedidoTipos 6 e 9
4, O IndividualistaTipos 1 e 2 
5, O ObservadorTipos 8 e 7
6, O QuestionadorTipos 9 e 3
7, O SonhadorTipos 5 e 1
8, O ConfrontadorTipos 2 e 5
9, O PacifistaTipos 3 e 6
Tabela com as flechas das personalidades do eneagrama.

Como descobrir as suas flechas e asas? 

Primeiro, você precisa fazer o teste e entender qual é o seu tipo.

Após isso, comece a estudar a fundo seu autoconhecimento e os seus dois vizinhos, o da direita e da esquerda e questione-se: qual dos dois representa mais o seu comportamento no dia a dia? 

Assim, você conseguirá compreender qual a sua asa e flecha. 

Como usar o eneagrama a seu favor?

Existem duas maneiras de usar o eneagrama a seu favor: no ambiente corporativo e na sua carreira profissional ou até mesmo na sua vida pessoal. Veja com mais detalhes.

Ambiente de trabalho e carreira

Alguns pontos importantes:

  • Escolher empregos que irão tirar o melhor de você e ajudar a sua carreira;
  • Ser mais produtivo, compreensivo e talentoso;
  • Compreensão de como desenvolver melhor as suas soft e hard skills;
  • Usar o seu perfil comportamental para entender como otimizar o seu tempo.

Vida pessoal

Imagina diminuir os conflitos com o cônjuge, com a família e com os amigos? 

O eneagrama ajuda muito nesses pontos! 

Com ele, nós conseguimos enxergar além, nos conhecer melhor e, como consequência desse autoconhecimento, não nos colocarmos em situações que não trarão bons resultados. 

Quais as vantagens de usar eneagrama para o trabalho em equipe

Nós temos várias, mas a principal é, definitivamente, a melhoria nas interações da equipe. 

Extremamente importante para a produtividade de uma empresa, a ausência de conflitos, rixas e ruídos na comunicação se faz essencial.

Por causa disso, o eneagrama ajuda na compreensão e respeito entre os colaboradores, por meio da reflexão, autoconhecimento e a habilidade de enxergar, no outro, algo que não é evidente.

Nada melhor do que se encher de conhecimento, não é mesmo? Nós conhecemos uma plataforma essencial para quem está sempre buscando aprender: a Multi+. Nela, você pode fazer diferentes bootcamps e cursos livres nas mais diversas áreas de Tecnologia e Gestão Agile. Vale a pena conferir!

O que é e para que serve o GitHub Copilot?

Desde o final de junho de 2022, desenvolvedores, estudantes de tecnologia e entusiastas do tema contam com mais uma ferramenta de codificação automatizada, o GitHub Copilot.

As expectativas são altas. Desde quando a versão preview foi anunciada, um ano antes, a ferramenta chegou a receber mais de um milhão de inscritos interessados.

Não é para menos, os resultados dos testes foram promissores e a principal premissa do Copilot é que ele sugere linhas de código a testes unitários completos e até funções complexas.

Isso tudo para otimizar todo o trabalho de programação e enquanto o desenvolvedor trabalha em tempo real! 🖥️

Quer saber se a ferramenta vale a pena? Nesse artigo você vai aprender mais sobre o que é o GitHub Copilot, quais as suas funções e principais vantagens, quem pode usar, segurança e muito mais. Continue a leitura!

O que é o GitHub Copilot?

O GitHub Copilot existe para oferecer soluções de Inteligência Artificial a usuários de ambientes de desenvolvimento integrados (IDEs ou Integrated Development Environments). Alguns exemplos são JetBrains, Neovim, Visual Studio Code e Visual Studio.

A ferramenta pode apresentar sugestões de códigos por preenchimento automático. O produto é fruto da parceria entre duas gigantes do ramo.

A OpenAI é uma organização focada justamente em projetos de inteligência artificial.

Já o GitHub trata-se de uma plataforma de hospedagem de código-fonte e arquivos com controle de versão usando o Git, um projeto de código aberto maduro e com manutenção ativa, desenvolvido em 2005 por Linus Torvalds.

Para que ele serve?

Como o próprio nome já dá a entender, o GitHub Copilot trabalha como um copiloto do programador. A grosso modo, funciona como uma espécie de corretor automático da programação.✔️

Desta forma, ele apresenta, sempre que pertinente, diversas sugestões automatizadas, em tempo real e ao mesmo tempo em que outros trabalhos são desenvolvidos.

Essas sugestões são levantadas pela ferramenta a partir de um algorítimo, o qual tem como base diversos códigos abertos disponíveis.

O algorítimo sintetiza esses códigos e a Inteligência Artificial é ensinada a resolver, da forma mais natural possível, problemas comuns dos desenvolvedores.

Em linguagem simples, o Copilot apresenta sugestões em forma de comentários ao longo do trabalho.

Principais vantagens do GitHub Copilot

Cerca de 1,2 milhões de pessoas se inscreveram para a fase de testes do GitHub Copilot. Isso aconteceu porque a ferramenta promete muitas facilidades e vantagens para os usuários.

O principal benefício é, justamente, a otimização do trabalho, com sugestões que façam sentido para cada projeto, além do fato de que ela torna mais rápido e eficiente o trabalho de codificação,

Além disso, o Copilot também pode ser usado juntamente com os diferentes editores de código mais populares do mercado, como Neovim, Visual Studio Code e os ambientes JetBrains.

A versatilidade também está presente no quesito das linguagens de programação, como Python, JavaScript, Ruby, Go e C++.

Programadores utilizando o GitHub Copilot para ajudar no desenvolvimento de softwares.

O GitHub Copilot é confiável?

O GitHub Copilot foi testado por diversos profissionais, por cerca de um ano, antes mesmo do seu lançamento oficial (em junho de 2022).

Durante o período, os resultados foram promissores e cerca de 40% dos códigos usados pelos programadores inscritos nessa fase partiram das sugestões da ferramenta.

Ainda no começo do ano, esse índice era de 35%.

Portanto, a ferramenta é construída para oferecer sugestões pertinentes ao estilo e especificidades do projeto, mas cabe sempre ao programador a decisão de aceitá-las ou rejeitá-las.

É seguro usar o GitHub Copilot?

Já é esperado que novas tecnologias despertem certas desconfianças e isso não seria diferente ao tratarmos sobre a Inteligência Artificial na programação. 🔒

Nesse ponto, cabe reforçar que a premissa da ferramenta não é a de substituir o trabalho dos profissionais, mas sim de otimizá-lo.

O trabalho de um bom programador segue indispensável. Não só para a programação do restante do trabalho, mas também para a análise, crítica e revisão das sugestões apresentada com base no conhecimento técnico.

Neste aspecto, a própria empresa, em seu site, deixa claro que o GitHub Copilot não
tem a missão de escrever códigos perfeitos, mas sim de apresentar as melhores ponderações possíveis para cada situação.

Desta forma, enquanto a ferramenta otimiza os pontos mais técnicos, os profissionais podem se concentrar em solucionar os pontos mais elaborados do processo.

Como acessar a ferramenta?

O GitHub Copilot é muito fácil de usar e oferece inúmeras mensagens, no entanto não é uma ferramenta gratuita.

Para acessá-lo, a maioria dos usuários desembolsa uma taxa mensal de U$ 10, ou paga um valor anual de U$ 100. 💰

A empresa também oferece a possibilidade de que o usuário faça um teste gratuito, durante 60 dias, antes de contratar o serviço.

Entretanto, para quem é estudante ou um mantenedor de projetos populares, existe ainda a possibilidade de pleitear a isenção do pagamento e utilizar a solução sem a necessidade de pagamento.

Afinal, quem pode usar o GitHub Copilot?

O Github Copilot está disponível a todos os públicos. Todavia, a ferramenta é mais indicada para desenvolvedores e estudantes.

Embora ela possibilite com que o trabalho seja mais fácil e prático, é preciso que a pessoa que a opere tenha conhecimentos técnicos suficientes para compreender e avaliar as sugestões. No fim das contas, é o desenvolvedor que pilota o trabalho.

Quer saber mais sobre o tema? O AI Today reúne os melhores especialistas do mercado para falar sobre as principais áreas da Inteligência Artificial, como Visão Computacional, Machine Learning, Engenharia de Dados, Transformação Digital e Chatbots. Conheça o evento!

Bootstrap startup: como empreender sem precisar de investimento externo

Uma das maiores dificuldades para os empresários que buscam empreender e iniciar um negócio de sucesso é a arrecadação de recursos e investimentos externos.

Em outras palavras, vender o próprio nome e fazer com que outras pessoas acreditem em um sonho alheio nem sempre é uma tarefa fácil.

Não por acaso, muitos empreendedores passaram a apostar na Bootstrap Startup, um conceito de empreendimento sem financiamentos externos.

O próprio empresário faz o negócio acontecer sem a interferência de terceiros.

Que tal saber um pouco mais sobre essa estratégia de negócio que pode te ajudar a dar aquele pontapé que falta para a sua empresa sair do papel? Continue a leitura do artigo!

O que é Bootstrap Startup?

O termo Bootstrap Startup vem de uma expressão inglesa do século XIX. Porém, o conceito é mais atual do que nunca.

Em inglês, ‘Bootstrap’ significa a alça da bota, que pode ser usada para ajudar a calçar e ‘levantar a si próprio pelas alças da bota’. Essa era uma forma de descrever tarefas difíceis, nas quais é preciso salvar a si mesmo e se carregar para fora do lamaçal.

No mundo atual dos negócios, o termo passou a ser usado para se referir às empresas lançadas sem aportes ou auxílio de terceiros.

No caso de uma Bootstrap Startup, é preciso apertar os cintos da equipe e as primeiras entradas de capital são fruto dos primeiros clientes. 💰 Diferentemente dos pequenos prestadores de serviço, que iniciam negócios informais e acabam por prosperar.

Os verdadeiros casos de bootstrapping são fora da curva, com muito destaque e incluem empresas bastante conhecidas, como a Dell e a Microsoft.

Geralmente, o Bootstrap Startup é adotado por empresários já experientes ou por aqueles com visão de mercado acima da média.

Conheça o bootstrapping

A prática do bootstrapping exige muita habilidade e jogo de cintura dos empreendedores que costumem ter um bom faro para negócios e saber bem qual destino seguir.

Um dos aspectos comuns nas empresas desse tipo é o foco claro no cliente desde o início. 🎯

Como abrir sua empresa com recursos próprios

A importância em focar na prospecção de clientes está no fato de que é a partir dessas conquistas que a empresa começará a receber recursos e a ter fluxo de caixa.

Essa angariação de clientes pode se dar na forma de fechar grandes projetos ou, até mesmo, em crowdfundings para conseguir apoio dos clientes de forma colaborativa.

Alguns empresários, portanto, também podem optar por utilizar os próprios recursos para a abertura do negócio.

Nesse caso, os proprietários precisam fazer uma separação entre as contas da empresa e as contas pessoais. Desta forma, evitam-se eventuais desequilíbrios financeiros.

Como manter sua startup sem recursos externos

O empreendedor precisa tomar alguns cuidados para manter a saúde e a sustentabilidade financeira da empresa após a abertura da Bootstrap Startup.

O foco da organização deve continuar no cliente, para manter o capital de giro.

Outro ponto fundamental é que, inicialmente, não é recomendável a contratação de serviços que não sejam essenciais para o funcionamento da startup.

Uma boa estratégia é manter o trabalho em home office ou em coworkings, ao invés de arcar com a estruturação de um escritório próprio.

Sempre que possível, utilize as versões gratuitas de softwares e ferramentas digitais. Esta também pode ser uma ótima forma de economia.

Vantagens e desvantagens do Bootstrap Startup

Como todo modelo de negócios, o bootstrapping tem pontos positivos e negativos.

Para saber se ele é o ideal para o seu negócio é importante considerar variáveis, como o perfil da equipe e a existência ou não de uma rede de segurança financeira.

O maior atrativo do bootstrapping é a independência financeira da empresa. Ao não depender de nenhum capital externo, é possível implementar a própria cultura organizacional e ter mais controle sobre o negócio.

Em contrapartida, fundar uma startup ‘do zero’ costuma demandar o dobro de tempo se comparada com as que receberam financiamento externo. 🦄

Nos mercados mais dinâmicos, pode ser mais eficiente apostar no capital de risco para as primeiras ações da empresa.

Para manter a sustentabilidade financeira da empresa após a abertura da Bootstrap Startup é importante manter o foco no cliente. Foto: Getty Images

Exemplos de empresas que começaram através do Bootstrap Startup

Muito talento, tino para negócios e coragem são algumas das características principais de um bootstrapper.

Não são poucos os casos e exemplos de sucesso de empresas que começaram por essa estratégia. Veja abaixo algumas delas!

Shutterstock

O Shutterstock é um dos bancos de imagens mais famosos do mundo, lançado em 2003, em Nova York. 📷

Sem o uso de recursos de terceiros, o fundador Jon Oringer, que também é programador e fotógrafo, fez de uma antiga demanda do próprio trabalho a ideia inicial para a empresa.

O Shutterstock passou a integrar a bolsa de valores em 2012.

Mailchimp

O Mailchimp é uma plataforma de marketing que surgiu há mais de duas décadas a partir de uma empresa de web design chamada Rocket Science Group. 🙈

O que inicialmente seria um projeto interno para atender a algumas demandas específicas de clientes da empresa acabou por atrair um enorme número de interessados.

Em 2007, os fundadores Ben Chestnut e Dan Kurzius passaram a se dedicar exclusivamente à plataforma.

Desde a fundação, o Mailchimp não teve a necessidade de receber nenhuma rodada de investimentos.

Em 2015, a receita da empresa já era de US$250 milhões. Atualmente, gira na casa dos US$800 milhões!

Shopify

A Shopify é uma empresa canadense focada no desenvolvimento de softwares para lojas online e sistemas de varejo de pontos de venda. 📦

A companhia foi fundada há 15 anos, em Ottawa (capital do Canadá). Agora, desde o ano passado, seu endereço oficial é: Internet, em todos os lugares’.

Entretanto, a mudança não veio apenas por conta da implementação do trabalho remoto. O CEO Tobi Lütke, por sua vez, queria reforçar a onipresença da empresa, que compete com a gigante Amazon.

Atlassian

A Atlassian ganhou notoriedade global ao construir um software para o acompanhamento de projetos, que tem sido incorporado à maioria dos sistemas técnicos. 🔷

Fundada no início dos anos 2000, a empresa passou os primeiros oito anos de vida sob a lógica do bootstrapping.

Em julho de 2010, a Atlassian recebeu um aporte de US$60 milhões da venture capital Accel Partner. Em 2021, a receita da companhia foi de US$2,089 bilhões.

Afinal, apostar no Bootstrap Startup é uma boa escolha?

Não são poucos os exemplos de sucesso de empresas que começaram como uma Bootstrap Startup. Porém, isso não quer dizer que esse conceito é uma boa escolha para todos.

Essa decisão depende de caso a caso. A capacidade de inovação é, portanto, uma característica imprescindível para o bootstrapping.

Que tal você aprender um pouco mais sobre as habilidades necessárias para alcançar o sucesso nessa área e alavancar a sua empresa?

O curso Analista de Inovação ensina os fundamentos da Gestão de Inovação com profissionais que são referências na área.

Para quem já nasceu com a ‘inovação no sangue’ e quer se desenvolver na carreira de tecnologia ou alcançar os seus objetivos profissionais, a plataforma Multi+ da Faculdade XP oferece mais de 40 opções de bootcamps na área de TI e Transformação Digital. Clique e confira!

Banco de dados autônomo: o que é e como funciona

Há alguns anos, mais precisamente em 2017, o lançamento do primeiro banco de dados autônomo revolucionou o mercado de Tecnologia da Informação (TI) em todo o mundo! 

Agora, o gerenciamento dos milhares de dados produzidos diariamente pode ser feito de forma automatizada, com eficiência e sem intervenção humana. 

Parece algo muito bom, não é mesmo? E de fato é, já que com essa automatização os profissionais conseguem se dedicar a questões mais estratégicas e que geram mais valor para a empresa. 

Entretanto, por ser algo ainda recente, o banco de dados autônomo desperta muitas dúvidas. Por exemplo, o que é esse tipo de banco de dados? Quais as vantagens e desvantagens do uso desse banco de dados? Como fica o trabalho do DBA com a chegada da autonomia? 

Neste artigo, vamos esclarecer essa e outras dúvidas sobre o assunto. Boa leitura!  

O que é Banco de Dados Autônomo?

Lançado em 2017 pela Oracle, o autonomous database, ou banco de dados autônomo em tradução para o português, é um conjunto de dados armazenados em sistemas de computadores

Entretanto, diferente do banco de dados tradicional que ainda depende da inteligência humana, o banco de dados autônomo utiliza da Inteligência Artificial(IA) para fazer esse armazenamento de uma forma automática.  

Como funciona o Banco de Dados Autônomo?

Em suma, o banco de dados autônomo utiliza tecnologias de Machine Learning para dar automação ao processo de backup, criação de índices, gerenciamento e segurança dos dados armazenados nos servidores.

Dessa forma, muitas atividades relacionadas a manutenção do banco de dados, como atualização, ajuste e otimização, podem ser eliminadas da rotina do profissional de Data Science

Arquitetura de um Banco de dados autônomo sendo desenvolvida
Banco de dados autônomo veio para auxiliar o trabalho do profissional de Data Science para que ele foque em questões mais estratégicas.

Quais os diferenciais desse banco de dados?

Esse tipo de banco de dados se diferencia dos tradicionais por diversos aspectos. O principal deles, sem dúvidas, é a automatização.

Com a automatização a intervenção humana é praticamente eliminada, uma vez que o banco de dados autônomo consegue desempenhar todas as funções.

Abaixo, trouxemos os outros diferenciais que faz dele uma excelente alternativa para empresas: 

  • Auto-condução: com base em machine learning e na aprendizagem contínua da máquina, faz ajustes de performance adaptáveis e contínuos. Além disso, ao mesmo tempo em que está sendo executado para proteger o sistema de ataques cibernéticos, o próprio banco de dados faz atualizações de segurança no sistema;
  • Auto-dimensionamento: faz o redimensionamento de cálculos/computação e armazenamento de forma instantânea e sem tempo de inatividade, já que ele consome menos cálculo/computação que o banco de dados tradicional; 
  • Auto-reparação: garante proteção automática contra o tempo de inatividade de até 99.995%. Além disso, proporciona uma redução do tempo de inatividade para menos de 30 minutos por ano, o que significa uma média mensal de menos de 2,5 minutos de inatividade.

Por que usar o Banco de Dados Autônomo?

A escolha de uma empresa por um banco de dados autônomo é uma decisão que proporciona a otimização de banco de dados e melhora a performance .

Uma vez que os processos de armazenamento, classificação e gerenciamento dos dados é feito de forma automática, diversos benefícios podem ser percebidos no dia a dia:

  • Maior desempenho e segurança, incluindo patches e correções automáticas;
  • Redução nos erros de execução dos processos;
  • Aumento da produtividade da equipe, devido à retirada de tarefas de gerenciamento da sua rotina;
  • Diminuição nos gastos.

Como escolher um Banco de Dados Autônomo?

Na hora de escolher o banco de dados autônomo para a sua empresa é importante considerar os seguintes pontos:

  • Provisionamento automático: implementação automática, que seja tolerante a falhas e altamente disponíveis;
  • Configuração automática: otimização automática para trabalhos específicos;
  • Indexação automática: monitora a carga de trabalho e identificar os índices que podem ser acelerados;
  • Dimensionamento automático: os recursos de computação são dimensionados conforme a carga de trabalho;
  • Proteção automática de dados: um console de gerenciamento unificado faz a proteção de dados confidenciais e regulamentados;
  • Segurança automatizada: protege o sistema de operações em nuvem de usuários mal-intencionados por meio da criptografia de todo o banco de dados;
  • Backups automáticos: diariamente é feito o backup automático dos dados;
  • Aplicação de patches automática: faz aplicações de patches ou atualizações automáticas enquanto aplicativos continuam sendo executados, sem tempo de inatividade;
  • Detecção e resolução automatizadas: as falhas de hardware são previstas de forma automática;
  • Failover automático: perda de dados zero, ou próxima a isso, para stand-by.

Como fica o trabalho do DBA?

Uma das principais preocupações das pessoas de TI após o lançamento do banco de dados autônomo era como iria ficar a situação dos administradores de banco de dados (DBA), uma vez que eles são os profissionais responsáveis pela administração e gerenciamento dos mesmos.

Entretanto, não tem com o que se preocupar! Mesmo com desempenhando cerca de 80% das funções que antes eram responsabilidade do DBA, ele continua sendo uma figura importante para qualquer instituição

O que muda é que, em empresas com banco de dados autônomo, o DBA consegue se dedicar a outras atividades e ter uma atuação mais focada em agregar valor para a instituição. Por exemplo, monitoramento de desempenho, modelagem de dados e segurança da informação.

Ou seja, com o passar do tempo e a maior adesão ao banco de dados autônomo, o administrador de banco de dados deve assumir um papel mais estratégico dentro da empresa e usar ferramentas como o data warehouse para auxiliar na tomada de decisões.   

Conclusão

Atualmente, os dados são gerados em uma velocidade muito além da capacidade humana de acompanhar e administrar cada dado. Por isso, os bancos de dados autônomos são uma tendência na área de TI. 

A expectativa é que nos próximos anos a maior parte das empresas migrem para os bancos de dados autônomos já que eles estão completamente testados, prontos para uso e com benefícios comprovados por grandes empresas. 

Curtiu o artigo? Se você tem interesse no assunto e gostaria de se profissionalizar na área, conheça o Tecnólogo em Banco de Dados da Faculdade XP! Com 2 anos e 6 meses de duração, o curso prepara você para o mercado de trabalho com total aptidão para atuar no armazenamento e gerenciamento de dados.

OLTP e OLAP: para que serva e qual o melhor para o seu negócio?

Quem trabalha, ou deseja trabalhar, na área de Business Intelligence (BI) precisa conhecer e entender os conceitos de OLTP e OLAP.

Por conta dos nomes parecidos, é normal as pessoas se confundirem e acharem que os dois conceitos tratam da mesma coisa. Entretanto, apesar de se completarem, OLTP e OLAP têm aplicações e funções bem distintas.

Para que você não tenha dúvidas sobre o que cada um representa no gerenciamento de dados, neste artigo falaremos sobre o que é e qual a diferença entre as siglas. 

Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto! 

OLTP e OLAP: entenda as siglas

De forma resumida, OLTP e OLAP são sistemas online usados no processamento de dados, que também fazem referências a ferramentas utilizadas no Business Intelligence.

OLTP é a sigla para Online Transaction Processing, ou Processamento de Transações Online em tradução para o português. 

OLAP é a sigla para Online Analytical Processing, ou Processamento Analítico Online em tradução para o português.

👇 Abaixo, falamos de cada sigla com mais detalhes.   

O que é OLTP?

O OLTP é o termo utilizado para falar do processamento de transações online e dos sistemas transacionais.  

Basicamente, o OLTP consegue executar diversas transações financeiras ao mesmo tempo. Por exemplo, compras, transferências bancárias online, entrada ou saída de pedidos e envio de SMS. 

Portanto, o OLTP é utilizado para armazenar e gerenciar as operações cotidianas da empresa. 

O que é OLAP?

O OLAP se refere à capacidade de analisar grandes volumes de dados por diferentes perspectivas dentro de um Data Warehouse — um sistema de armazenamento de dados capaz de fazer análises avançadas e gerar relatórios estratégicos. 

Dessa forma, os executivos, os gerentes e outros membros com cargos de destaque na instituição, conseguem fazer uma análise de dados corporativos de forma mais dinâmica e consistente. 

Para que servem o OLTP e OLAP?

De forma bem direta, os dois conceitos desempenham os seguintes papéis nas instituições:

  • OLTP: é aplicado no nível operacional da empresa e serve para processar dados no dia a dia e dar suporte às atividades de rotina do negócio;
  • OLAP: é utilizado pelo nível estratégico do negócio, serve para gerar relatórios e ajudar a gestão da empresa nas tomadas de decisões sobre a empresa. 

A imagem abaixo ilustra bem para que servem o OLTP e o OLAP: 

Infográfico ilustrativo da OLTP e o OLAP.
Infográfico ilustrativo do funcionamento da OLTP e OLAP. Fonte: CanalTech

Se formos pensar o OLTP e o OLAP dentro das etapas do processamento de dados, o OLTP se encaixa na 1ª etapa, coleta de dados, enquanto o OLAP se encaixa na 5ª etapa, saída, onde os dados são transmitidos para o usuário após as análises.  

Quais as diferenças entre OLTP e OLAP?

Agora que você sabe o que são OLAPs e OLTP, confira abaixo o quadro que preparamos com as principais diferenças entre os dois conceitos. 

OLTPOLAP
FocoAtua no nível operacional com foco na execução operacional Atua no nível estratégico com foco na tomada de decisão
PerformanceOpera com alta velocidade na manipulação de dados operacionais e não cria análises gerenciaisOtimiza a leitura e a criação de análises e relatórios gerenciais
DadosTransações de OLTP são a fonte original dos dadosBanco de dados OLTP são a fonte de dados para OLAP
Estrutura dos dadosModelagem relacional normalizada com alto nível de detalhes e otimizada para o uso transacionalModelagem dimensional com alto nível de sumarização  
TransaçãoTransações curtas e rápidasTransações longas e mais demoradas
AbrangênciaUtilizada por técnicos e analistas de diversas áreas da instituiçãoUtilizada por gestores e membros do alto escalão da empresa para tomada de decisões
Frequência de atualizaçãoFeita no momento de transação dos dados, com alta frequência de atualização Feita no processo de carga dos dados e pode ser feita de acordo com os critérios da instituição (diária, semanal, mensal, etc)
IntegridadeMantém a restrição de integridade dos dadosA integridade dos dados não é afetada, pois eles não são modificados com frequência
Permissões nos dadosLeitura, inserção, modificação e exclusão dos dadosInserção e leitura para usuários liberados e apenas leitura para usuário final
Diferenças entre OLTP e OLAP

Como o OLTP e OLAP se relacionam?

Apesar das diferenças, OLTP e OLAP são complementares. Isso porque enquanto o OLTP faz o acompanhamento do processamento de transações online e acompanha de perto o dia a dia do negócio, o OLAP faz o processamento e uma análise mais completa dos dados gerados a partir dessas transações.

Quais os setores utilizam OLTP e OLAP?

Como são ferramentas de análise e gerenciamento de dados, praticamente todos os setores podem usufruir dos benefícios do OLTP e OLAP para melhorar o seu desempenho. 

Veja como alguns setores que utilizam no dia a dia: 

  • Financeiro: análise de balanço, contas a receber, fluxo de caixa;
  • Manufatura: cadeia de fornecimento, controle de estoque, organização de demandas;
  • Marketing: análise de mercado, estudo de concorrência, lucratividade do produto;
  • Recursos Humanos: análise de benefícios, projeção de salários, taxas de absenteísmo no trabalho;
  • Vendas: acompanhamento da lucratividade, análise de vendas por filtros como local, produto, vendedor.

OLTP e OLAP: qual o melhor para o seu negócio?

Os dois são conceitos muito importantes que, quando aplicados em conjunto, trazem bons resultados e novos insights para o seu negócio!

Portanto, o ideal é que os dois sejam utilizados ao mesmo tempo. Assim, é possível conciliar os dados obtidos com o OLTP no nível operacional com as decisões do nível estratégico tomadas a partir dos dados do OLAP.   

Mas, a escolha por apenas um dos dois conceitos é uma decisão pessoal, a depender dos objetivos de cada negócio. 

Como o OLTP e OLAP são utilizados em Business Intelligence?

O BI é um elemento importante do Data Science, da mesma forma que o OLTP e OLAP são elementos importantes do Business Intelligence. 

O uso do BI dentro da empresa proporciona a coleta, análise, integração e extração de uma enorme quantidade de dados, facilitando assim algumas atividades operacionais e estratégicas, tais como:

  • Expectativas e previsões de crescimento;
  • Classificação dos produtos mais vendidos;
  • Soma dos valores vendidos e média do valor acumulado; 
  • Comparação de valores em períodos distintos ou entre concorrentes.

Considerações finais

OLTP e OLAP são dois conceitos importantes e muito aplicados por quem trabalha com BI, uma vez que os dados fornecidos pelo OLTP e as análises criadas pelo OLAP proporcionam informações atualizadas, com base em dados verídicos e analisados por sistemas próprios para esse tipo de atividade. 

Cada conceito tem um uso indicado e formas de serem aplicados para trazer um melhor resultado para o negócio.

Se você gostaria de entender mais sobre OLTP e OLAP e como utilizar BI no seu trabalho, conheça o MBA em Business Intelligence da Faculdade XP e prepare-se para analisar e gerir projetos de BI como um verdadeiro especialista no assunto!

Método Ágil MoSCoW: saiba tudo sobre a técnica

Projetos sem priorização de tarefas rapidamente se tornam desorganizados e caóticos, por isso, você deve aprender sobre o método ágil MoSCoW. A ferramenta ajuda na ordenação de atividades por relevância, garantindo que as atividades mais importantes sejam concluídas primeiro. 

MoSCoW é uma técnica de priorização utilizada para criar uma ordem de importância para projetos. Trata-se de um método muito eficiente, que ajuda na concentração e na finalização de tarefas.

Muitas empresas usam a técnica para projetos complexos, e inúmeras startups recorrem a essa metodologia avançada de ordenação. Elas consistem em estruturas conhecidas por requisitos ou regras específicas que melhoram a tomada de decisões.

Para entender melhor sobre o assunto, veja o conteúdo completo na íntegra. Boa leitura!

O que é o Método MoSCow?

O método MoSCoW é uma estratégia de priorização de demandas muito utilizada na gestão de projetos e de negócios, com foco em designar entre os envolvidos a importância sobre cada tarefa que deve ou não ser feita.

A técnica é usada nas corporações como metodologias ágeis que auxiliam na valorização do tempo e na priorização de tarefas, serviços, produtos e outros.

O termo MoSCoW é a junção das iniciais de cada palavra em inglês: Must, Should, Could e Won’t com a letra “o” intercalada para melhorar na pronúncia do termo. Os dois Os não têm nenhum significado nessa sigla, sendo somente para facilitar a pronúncia e a memorização. Dito isso, as letras maiúsculas na sigla representam as quatro categorias de priorização.

Um pouco da história dessa metodologia

A concepção do método ágil MoSCoW foi na década de 90 pelo especialista em desenvolvimento, Dai Clegg. Na época, a sistematização da técnica foi para aplicar como uma estrutura para projetos com tempo determinado, contudo, atualmente, a utilização é mais ampla.

É valido pontuar que naquele tempo a metodologia foi doada a Dynamic Systems Development Method (em português, metodologia de desenvolvimento de sistemas dinâmicos). Por essa razão, dizemos que a técnica é oriunda das metodologias ágeis, visto que a DSDM integra esses frameworks.

O que são metodologias ágeis?

As metodologias ágeis são estruturas que equipes e organizações usam para colocar em prática a mentalidade ágil. Se Agile é o quê, as metodologias ágeis são o como.

O objetivo de implementar qualquer metodologia Agile é aumentar a agilidade do seu negócio.

Existem muitas metodologias que podem ser consideradas metodologias ágeis, bem como diversas estruturas que podem ser utilizadas para dimensionar efetivamente as organizações.

Vamos dar uma olhada em várias das metodologias ágeis mais populares. São elas:

  • Scrum;
  • Programação Extrema (XP);
  • Desenvolvimento de software enxuto;
  • Kanban;
  • Cristal;
  • Desenvolvimento Orientado a Funcionalidades (FDD);
  • Método de Desenvolvimento de Sistemas Dinâmicos (DSDM).

< Leia também: O que é Mindset Ágil e como você pode aplicá-lo em seu trabalho?/>

As 4 tarefas do método MoSCow

A metodologia determina então sobre a ordem de importância das atividades, sendo decrescente: da mais relevante para a menos relevante. Conheça abaixo as tarefas por sua ordenação:

  • Must Have (você tem que fazer);
  • Should Have (você deve fazer);
  • Could Have (você pode fazer);
  • Won’t Have (você não vai fazer).

Assim, a disposição das ações será por importância em que Must Have são as mais essenciais no momento e as Won’t Have poderão ser feitas posteriormente.

1 – Must have (tem que fazer)

Tarefas essenciais que devem ser cumpridas logo para que um projeto ou solução seja um sucesso. Logo, são consideradas uma obrigação para as equipes. Você não pode simplesmente fechar os olhos e ignorá-las. Se está no escopo de trabalho, faça.

2 – Should have (deve fazer)

São as tarefas importantes, mas não vitais para determinado projeto. Isso porque você pode priorizá-las em segundo momento, após cumprir as obrigatoriedades. Ao serem feitas, tais atividades irão gerar um valor significativo ao projeto.

3 – Could have (pode fazer)

Funcionado como um acessório, tais tarefas dessa seção não são necessárias para o funcionamento do projeto. Mas se houver tempo, após realização das acima pode ser incluída nas demandas do grupo.

E se, ainda houver mais itens a serem adicionados como prioritários, as tarefas daqui poderão ser retiradas sem prejudicar o resultado.

4 – Won’t have (não vou fazer – por agora)

As atividades dessa categoria são aquelas que você pode fazer ou não, logo não precisa se cobrar ou gerar expectativa sobre a realização. Certo?

Além disso, as ações dessa categoria poderão ser excluídas facilmente.

(Fonte:Medium)

Qual o melhor momento para usar o método MoSCow?

O ideal é que ele seja sempre usado nas fases iniciais de um projeto, para tomar as melhores decisões sobre como seguir, ao invés de decidir isso mais tarde.

A prática deve ser colocada em ação quando se quer:

  • Gerar integração entre colaboradores de setores diferentes;
  • Obter uma visão ampla do projeto em relação aos processos;
  • Assegurar uma boa variação das soluções;
  • E demais motivos.

Quem pode usá-lo?

O modelo de priorização MoSCoW é uma forma de técnica de ordenação que ajuda os seguintes profissionais:

  • Gerentes de produto;
  • Gerentes de projeto;
  • Gerentes de marketing;
  • Desenvolvedores de produtos;
  • Analistas de negócios;
  • Outros membros importantes da equipe envolvidos na criação e planejamento de um produto.
(Fonte: Getty Images)

Produtividade em jogo

O ato de organizar todas as suas tarefas conforme suas prioridades é uma maneira segura de melhorar sua produtividade na vida pessoal ou profissional. 

Você pode usar o método ágil MoSCoW para garantir que você use seus recursos nas tarefas mais relevantes para seus projetos e para promover um trabalho em equipe saudável na organização em que trabalha.

Ferramentas de organização

Para te auxiliar nisso tudo, indicamos algumas funcionalidades disponíveis que podem potencializar a divisão das tarefas e a finalização delas. Conheça algumas:

📅💻

  • Google Agenda: agendamento de ações, reuniões presenciais e remotas;
  • Notion: sistema de gerenciamento que permite inserir notas, bases de dados, quadros, calendários e lembretes;
  • Trello: é uma ferramenta visual que possibilita ao time o gerenciamento de qualquer tipo de projeto, fluxo de trabalho ou monitoramento de tarefas;
  • Monday: plataforma de gerenciamento de trabalho baseada em nuvem que contempla simplicidade para você gerenciar qualquer equipe e qualquer projeto;
  • Kanban: painel de visualização com as demandas que devem ser realizadas;

Vamos nos aprofundar mais nessa última a seguir.

Conheça mais sobre Kanban

É uma metodologia onde tudo o que está sendo feito é classificado visualmente para melhorar o entendimento.

As divisões mais simples e eficientes deste formato são compostas por três partes:

  • A fazer: onde são alocadas as atividades pendentes;
  • Fazendo: onde as atividades em andamento são alocadas;
  • Concluído: onde as atividades concluídas são exibidas;

Porém, como essa técnica é tão simples, com três passos fundamentais, as empresas costumam adotar algumas abas extras para ter uma visão mais detalhada do que está sendo conduzido pelos funcionários. 

Por que usar o método MoSCow?

O método MoSCoW deve ser utilizado quando se quer priorizar tarefas diversas.

Vantagens

As principais vantagens são:

  • Pode ser implementado em qualquer projeto;
  • Técnica pode ser para empresa de qualquer tamanho/área;
  • Opinião experiente do squad/grupo;
  • Rapidez de completar o projeto;
  • Definição de tarefas importantes.

Desvantagens

Conheça agora aspectos não tão benéficos:

  • Regras podem não ser muito objetivos;
  • O ego das pessoas deve ficar de lado, palavra de ordem é cooperação;
  • Quando há profissionais de diversos níveis de conhecimento, a conclusão dos trabalhos pode ser tardia.

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BlockFi: tudo sobre essa plataforma de criptomoedas

O mundo das criptomoedas é um dos mais versáteis do mercado financeiro. E não é somente por conta da sua grande volatilidade, mas também pelas inovações que volta e meia aparecem dentro neste segmento. Como não poderia deixar de ser, a BlockFi é um dos temas mais comentados entre os investidores. Mas você sabe o que é?

Para te ajudar entender um pouco mais sobre este tema, separamos neste artigo as principais informações a respeito. Aqui você aprenderá o conceito da BlockFi, para que ela serve, qual a sua diferença para outros provedores, se é segura ou não, além de informações sobre uma possível venda da empresa. Curtiu? Então aproveite o texto e tenha uma boa leitura. 

O que é a BlockFi?

A BlockFi nada mais é do que uma empresa de serviços financeiros que oferece aos seus clientes a oportunidade de negociar em criptomoedas. Na prática, ela funciona como uma corretora de valores, mas que tem o foco em cripto ativos. Além disso, ela tem chamado a atenção por empréstimos de criptomoedas.

Os principais produtos oferecidos pela empresa são contas de poupança e, também, empréstimos (principalmente em dólares) com garantia em criptomoedas.

Para que serve e como funciona a BlockFi?

Se você quer saber como funciona BlockFi, ou até mesmo para que serve BlockFi, saiba que ela é uma empresa muito parecida com qualquer outro tipo de banco. Nela os clientes podem acessar os mais diversos serviços, mas utilizando essencialmente criptomoedas. Ou seja, a plataforma oferece, por exemplo, empréstimos, opções de investimentos em renda fixa, variável, entre outros.

Por falar em renda fixa, sabe como realizar esse investimento? No vídeo abaixo a analista da XP Camilla Dolle mostra o passo a passo para você investir em ativos de Renda Fixa pela plataforma da XP. Confira:

Como a BlockFi se diferencia de outros provedores de criptomoedas?

Um dos principais diferenciais da plataforma em relação a seus concorrentes diz respeito às taxas cobradas nas transações, que são mais competitivas. Inclusive quando falamos em taxas de remuneração. Se você tiver interesse, faça uma comparação e consulte os valores dos principais serviços que deseja utilizar. 

Além disso, a BlockFi possui diversos protocolos de segurança, garantindo uma tranquilidade maior para os usuários. Essa é uma das principais diferenças em relação a outros provedores. Afinal, com segurança não se brinca, não é mesmo?  

Principais valores da BlockFi

A empresa, que é uma das que mais tem chamado a atenção dos investidores, se posiciona de maneira muito clara. Separamos a seguir quais são os principais valores da companhia, que estão muito claros em seu site. Confira:

Pioneirismo pragmático

Um dos valores da BlockFi é o pioneirismo pragmático. A ideia por trás disso é se posicionar de um jeito inventivo, aspirando metas impactantes e tangíveis. Nunca estão satisfeitos com apenas um “ok”. Um dos principais objetivos é criar soluções modernas e intuitivas aproveitando as criptomoedas. Mudar o status quo, a forma de pensar e, além disso, ajudar os clientes a pensarem de um jeito diferente a gestão do patrimônio. 

Clientes, não consumidores

A ideia por trás desse valor é tratar clientes como eles realmente merecem, não apenas como mais um. Tudo isso sempre com um serviço impecável. A empresa visa fazer uma comunicação simples, de fácil entendimento, além de suporte personalizado. A ideia é oferecer aos clientes ferramentas e produtos que os ajudem a tomar a decisão mais acertada sobre os seus investimentos. 

Esforço individual e sucesso coletivo

A BlockFi valoriza o sucesso do time em prol da própria companhia. O trabalho e o serviço são oferecidos com humildade e garra. Na empresa os profissionais são valorizados, pois a companhia estimula o desenvolvimento de cada um, não havendo limites para isso. Grandes ideias vêm de discussões e debates, e o melhor: podem vir de qualquer pessoa.

Transparência que gera confiança

Nada pode ser tão ou mais forte do que a confiança. E na BlockFi ela acontece por meio da transparência, seja entre fornecedores, equipes internas ou clientes. Um dos grandes pilares desse valor é, sobretudo, fazer o certo mesmo quando ninguém está fiscalizando.

Por que a BlockFi está se destacando no mercado de cripto?

A BlockFi tem chamado a atenção no mundo das criptomoedas, principalmente, pelos grandes retornos relacionados aos empréstimos desses ativos. Entre as principais negociações estão o Bitcoin (BTC) e a Ethereum (ETH). Para se ter uma ideia, os rendimentos dessas duas, respectivamente, poderiam chegar a 4.5% e 9.5% em um curtíssimo espaço de tempo. 

Entretanto, esse tipo de retorno chamou a atenção de órgãos reguladores, especialmente nos Estados Unidos. A suspeita é que a BlackFi estaria operando os produtos sem o registro necessário, o que poderia causar um descontrole no mercado.  

A plataforma BlockFi é segura?

Se tem uma coisa que o usuário pode ficar mais tranquilo é com relação ao ecossistema de segurança do BlockFi. A empresa, que tem a modernidade como premissa em seus valores, tem centenas de protocolos de segurança. 

Além disso, com relação às garantias financeiras, seus clientes também não precisam se preocupar, pois tudo é avalizado pela Gemini Custody, uma das maiores custodiantes do segmento das criptomoedas. Há uma cobertura garantida de mais de US$ 200 milhões. 

Multas por não registrar títulos em lowa (EUA)

Por fazer parte de um ecossistema extremamente novo, a BlockFi acabou multada pela Divisão de Seguros de Iowa (EUA). A punição ocorreu por conta da falta de registro na compra e venda de títulos no estado.

Além disso, a empresa não possuía registro para atuar como corretora ou agente intermediador. A quantia que a companhia precisou desembolsar para o pagamento da autuação foi de US$ 943 mil.

Erros ao enviar Bitcoins por engano

A BlockFi ganhou destaque nos portais de economia após enviar a seus correntistas, por engano, mais de R$ 147 milhões em Bitcoins (BTC).

De acordo com uma matéria da revista Forbes, o problema teria sido causado por conta de uma promoção que a empresa realizou com seus clientes. Quem negociasse uma quantia estabelecida de dólares, ganharia um bônus da criptomoeda. O erro, entretanto, ocorreu na hora de distribuir o prêmio.

Como anda a possível venda da BlockFi?

Por ser um dos principais expoentes no segmento de criptomoedas, a BlockFi é alvo frequente de especulações sobre aquisições por parte de outras empresas. Seus diferenciais – e a quantidade de clientes cada vez maior – são apenas alguns dos motivos que geram grande interesse de companhias mais estabelecidas, como a FTX. Essa, inclusive, já fez algumas propostas para comprar a BlockFi.

Quem é a FTX?

A FTX é uma exchange de criptomoedas e uma das mais importantes dentro desse ramo de atuação. O bilionário Sam Bankman-Fried é a grande cabeça por trás das inovações da empresa. Atualmente, a FTX é considerada a terceira maior corretora cripto do mundo e possui um valor de mercado estimado em US$ 32 bilhões. 

Valores envolvidos na negociação

Embora as informações não sejam de ofertas oficiais, circula no mercado que a FTX tenha oferecido US$ 25 milhões por parte da BlockFi. Entretanto, especialistas apontam que o valor de mercado da companhia gira em torno de US$ 4.7 bilhões. Apesar das investidas, a FTX e a BlockFi ainda não anunciaram uma compra e venda oficial.

O mercado das criptomoedas ainda é uma boa?

O mercado de criptomoedas ainda é pouco explorado pela maioria dos investidores. Isso se deve ao grande risco que ele oferece devido à alta volatilidade. Porém, é esse risco que torna o segmento ainda muito atrativo. Várias moedas podem ter variações exponenciais num curto espaço de tempo. 

Entretanto, vale ressaltar que, caso você esteja pensando em investir nesse tipo de ativo, o ideal é separar apenas uma pequena parte dos seus recursos para isso. Afinal, caso você tenha algum tipo de perda, ela não terá impacto significativo sobre os seus ganhos. Porém, vale o recado: estude bastante antes de aplicar nesse mercado. 

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