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O que é Fundo Mútuo de Privatização e como ele funciona?

Já pensou em poder investir em empresas públicas de forma facilitada com o seu FGTS? É isso que o Fundo Mútuo de Privatização permite.

Criado em 2000, a modalidade possibilita a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, para que qualquer cidadão possa investir em ações de instituições estatais em processo de privatização ou que a União tenha participação.

Algumas das empresas que pactuaram com a iniciativa foram Petrobras (2000), Vale (2002) e, recentemente, a Eletrobras (2022).

Será que vale a pena realizar o aporte? Confira aqui vantagens e desvantagens. Além disso, entenda mais sobre o que é Fundo Mútuo de Privatização, funcionamento, tipos e formas de resgate. Boa leitura!

Afinal, o que é Fundo Mútuo de Privatização?

O Fundo Mútuo de Privatização é uma forma de realizar aportes em um tipo de fundo de investimento para pessoas comuns.

Só que a aplicação de capital com o intuito de lucro é em empresas estatais. Logo, a Administração Pública (federal, estadual ou municipal) concede que cidadãos se tornem acionistas das respectivas corporações.

Como o Fundo Mútuo de Privatização funciona?

A injeção do seu capital pode ser feita com recursos próprios ou oriunda dos depósitos do FGTS. Contudo, você não pode utilizar todo o valor. O investimento no FMP está limitado a 50% do saldo do trabalhador.

Com o fundo, você pode investir em empresas públicas listadas na Bolsa de Valores Oficial do Brasil (B3), ou seja, se tornará sócio da estatal.

Na prática, o gestor do fundo aplicará o dinheiro do investidor com foco na estratégica em relação à empresa. Os ganhos (rentabilidade) são divididos entre as cotas do fundo. Por ter uma gestão, o representante ganhará uma porcentagem pela administração dos ativos e procedimentos.

O FMP investe em ações de renda variável de uma companhia, por isso, é importante que você tenha uma carteira diversificada para não colocar todo o seu dinheiro em uma só companhia. Diversificação de ativos é essencial!

Uma observação importante é que no caso do Fundo Mútuo de Privatização (FMP), a carteira de ativos deve ser composta somente por empresas em processo de privatização.

Como sacar ou resgatar o FMP do FGTS

O investimento tem uma carência de 12 meses e após esse prazo, você pode fazer a migração para outro fundo ou até mesmo solicitar os valores de volta para o FGTS.

Além disso, caso precise antes, você poderá reverter suas cotas em dinheiro diante de algumas situações.

Veja abaixo as condições de saque:

  • Dispensa por justa causa;
  • Aposentadoria pela previdência social;
  • Falecimento do trabalhador;
  • Extinção da empresa;
  • Compra de um imóvel próprio;
  • Doença grave (como Aids ou câncer) ou estágio terminal de qualquer doença. 

Principais tipos de Fundos Mútuos de Privatização

As duas modalidades são FMP-FGTS e FMP Recursos Próprios.

FMP-FGTS

Nesse caso, só podem realizar o aporte usuários com contas vinculadas ao FGTS. As pessoas físicas poderão adquirir ações em ofertas públicas de ações das empresas estatais ou em leilões de privatização.

O resgate só pode ser feito após 12 meses, ou antes, em casos específicos, conforme legislação.

<Leia depois: o que é FGTS e como funciona />

FMP Recursos Próprios

Aqui o investir irá usar os próprios recursos, para obter cotas dos FMPs. Logo, não é obrigado ter vínculo com o FGTS.

Já os investidores que realizam a reserva sem o dinheiro do FGTS não têm prazo mínimo de permanência. Logo, poderão vender as ações a qualquer momento.

Imposto de renda sobre FMP

Em relação à tributação, funciona da seguinte forma.

Se render até o limite do rendimento das contas do FGTS no mesmo período, ou seja, 3% mais a taxa TR, você fica isento. Agora, se ultrapassar essa rentabilidade, você paga uma alíquota de 15% de imposto de renda.

Entenda abaixo:

  • Rendimento de 3% + TR -> isento
  • Rentabilidade acima de 3% + TR -> 15% de alíquota

Quem pode acessar o FMP?

O FMP está disponível para qualquer pessoa que queira investir por recursos próprios ou do FGTS.

Se o cidadão for fazer pelo FGTS, basta ter recursos e a conta ativa. O aporte e o resgate do Fundo Monetário de Privatização são realizados diretamente das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Investimento em Fundo Mútuo de Privatização com o FGTS.

Como consultar o Fundo Mútuo de Privatização?

Se você tiver celular com internet já consegue consultar. É simples e prático!

  1. Faça o download e acesse o aplicativo do FGTS; 
  2. Insira os dados pessoais, como o CPF e a senha cadastrada;
  3. Clique em “Consulta ao valor do saldo disponível para aplicação em FMP”;  
  4. Posteriormente, clique em “Autorização à Instituição Administradora de FMP a consultar o saldo e solicitar reserva/débito de parte do saldo da sua conta FGTS para aplicação em Fundo Mútuo de Privatização”;  
  5. Verifique o saldo disponível.

Quais as vantagens e desvantagens do Fundo Mútuo de Privatização?

Em relação às vantagens, temos:

  • Mais uma possibilidade de uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço;
  • Uso de apenas 50% dos recursos do FGTS não comprometendo todo o valor;
  • Diversificação na carteira do investidor;
  • Poder transferir o investimento para outro fundo da mesma natureza a cada 6 meses (portabilidade);

Já sobre as desvantagens:

  • É um investimento que possui uma parcela de risco por ser de renda variável;
  • A estratégia de aporte é feita pelo gestor;
  • Condições de saque bem limitadas em menos de um ano.

Vale a pena investir em Fundos Mútuos de Privatização?

Depende. Estudos já mostraram que a diversificação dos recursos no FMP em outros períodos valeu a pena em relação ao retorno.

Confira abaixo os dados do levantamento feito pela XP Investimentos indicando que entre 2022 e 2022, os FMPs sinalizaram resultados de rentabilidade muito maior do que ao rendimento do FGTS:

  • 50% FGTS + 50% FMP da Vale do Rio doce = 2.235,13%
  • 50% FGTS + 50% FMP da Petrobrás = 649,36%
  • 100% FGTS = 136,09%

clique aqui e veja o estudo da XP na íntegra

Por se tratar de uma alocação de mercado de renda variável que é um investimento mais recomendado para objetivos de longo prazo, o desempenho apresentado não necessariamente será igual nos próximos anos e fundos. Veja se o investimento é bom para seu perfil para evitar futuras frustrações, devida à volatilidade.

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Web Semântica: prepare-se para a internet do futuro

Embora quase sempre a internet pareça uma das melhores invenções da humanidade, seu crescimento desenfreado também é sinônimo de um grande caos. Muitas vezes, encontrar informações pode ser um verdadeiro desafio diante de tanto conteúdo produzido ininterruptamente. E, organizar esse conteúdo é justamente a proposta da Web Semântica.

Você já teve dificuldades para achar resultados relevantes ou coerentes para suas buscas online? Essa até parece uma situação impossível, mas ela não só existe, como também é uma tendência para os próximos anos.

No artigo abaixo você confere o papel da Web Semântica na reversão desse processo e quais tecnologias estão relacionadas a ela.

Afinal, o que é web semântica?

Imagine que o inverno chegou mais cedo e você não estava preparado para o frio. Por isso, correu para a internet em busca de uma “manga longa”. Entre os principais resultados, sites de mercados e hortifrutis, com fotos de frutas longas e apetitosas. Certamente não era isso que você estava procurando, não é mesmo?

A explicação para a situação acima é que o volume de informações produzidas e publicadas na internet é maior a cada dia. Isso poderia até ser visto uma coisa boa, mas, na verdade, é o motivo para você demorar cada vez mais para encontrar o que deseja.

A Web Semântica tenta, justamente, acabar com essa confusão. Ela se trata de um projeto de aplicação de conceitos inteligentes na internet, a partir de padrões de formatação de dados. A ideia é que a máquina consiga ler um bloco inteiro de informação, não apenas uma palavra solta.

Assim, por meio de informações organizadas de maneira legível, os resultados entregues tendem a ser muito mais limpos e assertivos. Isso significa saber diferenciar se um usuário está buscando por uma camiseta de manga longa ou uma fruta.

< Leia mais: como a Web 3.0 proporciona uma internet descentralizada e contribui com o grande volume de informações />

Onde surgiu essa expressão?

O conceito da Web Semântica nasceu em 2001. Na ocasião, Tim Berners-Lee (mais conhecido como o inventor da World Wide Web), James Hendler, pesquisador de inteligência artificial, e o cientista da computação, Ora Lassila, publicaram um artigo na revista Scientific American.

Intitulado “Web Semântica: um novo formato de conteúdo para a Web que tem significado para computadores vai iniciar uma revolução de novas possibilidades”, o material falava sobre a relação entre homem e máquina e como eles co-dependem.

Basicamente, a ideia é que a cooperação entre ambos proporcione o compartilhamento de informações e atribuição de significados. Assim, os conteúdos podem ser compreendidos tantos por pessoas, quanto por computadores.

Para entender mais sobre esse conceito, a dica é dar play no vídeo abaixo. Nele, o próprio Tim Berners-Lee fala sobre o assunto em um TED Talks.

Quais tecnologias estão envolvidas na web semântica?

O objetivo da Web Semântica é usar tecnologia para organizar dados e informações de maneira inteligente, de modo que possam ser consumidos e compreendidos por pessoas e máquinas. Mas quais são essas tecnologias?

O RDF e o XML são as duas principais tecnologias associadas à Web Semântica. Veja mais sobre como elas funcionam.

RDF

RDF (Resource Descripton Framework) é uma linguagem usada para representar informações na internet. Vamos explicar melhor.

No ambiente de hoje, há uma grande dificuldade no processamento dos dados que são expostos.  Para reverter isso, a solução é usar metadados que sejam capazes de descrever aqueles dados.

Na prática, essas descrições promovem uma comunicação mais transparente entre os sistemas de compartilhamento de informações e ajudam os computadores a compreenderem melhor os significados e intenções de busca.

O RDF é justamente a base para a publicação desses metadados, bem como para a linkagem com os sistemas.

XML

O XML (Extensible Markup Language), por sua vez, é um formato de arquivo usado universalmente para criar documentos com dados organizados. O objetivo é garantir uma troca simples entre os sistemas.

Sua linguagem possui regras que determinam que os documentos sejam formatados para serem lidos tanto por computadores, quanto por pessoas – princípio defendido pela Web Semântica.

Principais objetivos da Web Semântica

O objetivo da Web Semântica é extremamente simples: proporcionar inteligência para a internet de hoje.

Há quem associe seu conceito ao de inteligência artificial, o que é um equívoco. Na verdade, o propósito é criar um ambiente onde as informações sejam legíveis pelas máquinas e, a partir disso, elas se tornem capazes de oferecer resultados igualmente legíveis aos seus usuários.

Em resumo e de maneira simplificada, o principal objetivo da Web Semântica é organizar conteúdos.

Como a Web Semântica se relaciona com a Web de Dados?

O objetivo da Web de Dados é fazer com que as máquinas atuem de maneira mais útil, estabelecendo maior interação e conexão entre as partes. Ou seja, exatamente o que defende a Web Semântica.

Considerando isso, é possível dizer que ambos os conceitos se fundem e mais: que eles co-dependem. Ao criar uma grande e organizada base de informações, a Web Semântica automaticamente se torna um banco de dados digital.

Por que o futuro da web é semântico?

Tente imaginar um futuro sem internet. Impossível, né? Isso porque, vivemos em um mundo cada vez mais conectado, que tem passado por profundas e significativas transformações digitais e que definirão nossos próximos passos.

Embora isso seja encarado como uma coisa boa, é preciso se lembrar de que originalmente a internet não foi preparada para isso. Dito isso, para que a troca continue sendo positiva e relevante, é preciso redefinir a maneira como homem e máquina se relacionam. É por isso que o futuro da web é semântico.

Ainda levará um tempo até que esse conceito seja absorvido e colocado em prática por toda a comunidade. Entretanto, quando isso acontecer, teremos uma internet mais inteligente, organizada e simples.

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O que fazer com o primeiro salário? 5 dicas para fazer seu dinheiro render!

Ter dinheiro é sempre muito bom. Quando se diz sobre um novo emprego e o que fazer com o primeiro salário, é importante saber administrar para ter economias, e não dívidas e estresse. 

O dia que o salário cai na conta muitos planos são criados sobre o que fazer, o que comprar, como gastar. Mesmo com isso tudo, o importante é ter consciência de como aproveitar o dinheiro da melhor forma, seja qual for a quantia que você receber.

Neste artigo você vai conferir as principais dicas do que fazer na hora de receber seu salário, de forma que ele satisfaça suas necessidades e ainda sobre algum reserva para ser gasta com outras opções de desejo e lazer. Confira!

Antes de tudo: comemore!

Independente de quantas contas você tem a pagar, o mais importante ao receber seu salário ou qualquer dinheiro é sempre comemorar. Pense que não foi fácil até você conquistar essa grana e é seu direito celebrar essa evolução. 🎉

Por isso, é importante aproveitar de forma que consiga: 

  • Comprar aquela roupa ou produto que você estava almejando há um tempo;
  • Passear em locais que lhe chamam atenção;
  • Cuidar da sua saúde ou do seu bem-estar;
  • Comemorar indo em um restaurante ou numa festa do seu gosto.

A ideia é que esse primeiro salário, dependendo das suas obrigações, será o seu melhor momento para aproveitar o dinheiro antes de começar a aumentar suas responsabilidades financeiras.

Lembre-se que assim que seu segundo salário sair, você terá mais tempo de se preparar e se planejar financeiramente. Curtir também é importante, mas sempre com moderação! Não é para gastar tudo logo de uma vez, não é mesmo? 

Poupar também é importante

Embora comemorar seja uma etapa essencial, não se esqueça de sempre poupar uma parcela do dinheiro para ter segurança ao longo do tempo.

Receber o primeiro salário é ter aquela sensação de também poder pagar aquela dívida que estava dando dor de cabeça

Mesmo que neste mês você precise usar mais dinheiro para pagar dívidas do que lazer, basta entender que nos próximos você vai se planejar melhor de acordo com a renda. 

Com o passar do tempo, a tendência é sempre sobrar mais economias do salário, para que você consiga gastar com coisas que lhe deixem mais feliz.

Por isso, é recomendado estabelecer algumas metas de curto, médio e longo prazo para que nos próximos meses você consiga juntar mais e mais dinheiro. Além disso, servirão de parâmetro para que você não se endivide.

Dicas de como fazer seu primeiro salário render

Gráficos e calculadora para calcular despesas financeiras.

Agora que você entendeu os pontos básicos ao receber seu primeiro salário, vamos para algumas dicas práticas? Veja como fazer seu dinheiro render mais e ser melhor aproveitado.

1. Crie um planejamento financeiro

Primeiramente, analise e identifique quais são seus objetivos e prioridades com o primeiro salário. Para isso, estabeleça metas alcançáveis. 🎯

Como é seu primeiro salário e talvez seu primeiro emprego real, as metas precisam ser realizadas com os pés no chão.

Feito isso, planeje todos os seus gastos mensais necessários e faça todo um planejamento financeiro para ser seguido a cada mês. Isso vai fazer o dinheiro render mais. 

2. Faça metas com seu primeiro salário

Sabe aquela viagem ou compra que você está desejando há tanto tempo? 

Antes de fazê-la sem pensar, estabeleça quais as metas e desejos você busca para entender qual é o melhor momento de fazer cada coisa sem acumular dívidas.

3. Tenha cuidado com o cartão de crédito

O cartão de crédito é um perigo na hora de receber seu primeiro salário. Na empolgação e facilidade de uso, muitas vezes podemos optar por ele, mas quando não bem administrado pode lhe causar mais dívidas. 

Use o cartão de crédito moderadamente e nunca pague dívidas ou saque dinheiro com eles, pois as taxas de juros normalmente são altas. E evite pagar parcelado uma fatura. 

4. Inicie uma reserva para emergências

Poupar dinheiro é sempre bom e necessário. Lembre-se que você não sabe o dia de amanhã e pode ser que no futuro você precise de uma economia para algo urgente. 

Portanto, na hora de receber seu primeiro salário, monte todo mês uma reserva de emergência, nem que seja de pouco em pouco. 

5. Priorize as dívidas e gastos recorrentes

Conforme já foi comentado, antes de sair gastando o dinheiro com coisas que lhe agradam, é importante prestar atenção nas dívidas e nos gastos recorrentes que você tenha. 

Organizar dessa forma é mais fácil de sobrar dinheiro e evitar dívidas. 📈

Dica bônus: faça um investimento em educação

Assim que sobrar aquela grana extra, investir o dinheiro em educação dá sempre um bom resultado. Por mais que às vezes possa ser mais uma parcela a se assumir, é algo para você e que vai contribuir para ganhar um salário mais alto depois. 

O conhecimento com certeza abre portas para sua carreira. Isso vai desde faculdade até cursos e palestras. Esse não será um gasto, mas sim um investimento, que deve fazer parte da sua lista de prioridades.

Você já sabe o que fazer com o primeiro salário: hora de começar!

Portanto, na dúvida sobre como aproveitar melhor o seu salário, sempre tenha em mente que ter um planejamento financeiro é importante. Saiba como dar prioridades nas suas necessidades e gastos.

Por isso, contar com um estudo sobre educação financeira pode fazer a diferença na sua renda. Aqui na Faculdade XP temos um curso de educação financeira para jovens que pode ser o primeiro passo para você organizar seus salários. Saiba mais sobre ele.

Criptomoedas promissoras para acompanhar e comprar em 2023

Não é segredo para ninguém que os criptoativos estão em alta no mercado. Embora a sua variação de preço oscile bastante, eles têm se mostrado cada vez mais atrativos para quem busca valorização rápida. Mas quais são as criptomoedas promissoras?

Desde que seja feito de forma correta, a aplicação em ativos digitais vale a pena. Na verdade, muitas variáveis devem ser consideradas, assim como em diversos outros tipos de investimento. 

Antes de pensar nas criptomoedas mais promissoras, é preciso muito estudo, avaliar tendências e ter um objetivo bem definido. 

Segundo o InfoMoney, desde o surgimento do Bitcoin em 2008, são lançadas, em média, quatro novas criptomoedas por dia. Mas, entre tokens sérios e os shitcoins (gíria para indicar moedas inúteis), é necessário ter atenção para investir de forma assertiva.

Por isso, neste texto separamos os principais ativos desse mercado e as novas criptomoedas para ficar de olho em 2023

Boa leitura!   

Quais as criptomoedas mais promissoras? Top 5 

Por meio da ferramenta do InfoMoney, você pode ver a cotação das criptomoedas em 19 de setembro de 2022. Neste comparativo, elas estão ordenadas por: 

  • valor de mercado;
  • preço;
  • volume de negociações;
  • variação nas últimas 24 horas.

Com base nisso, chegou a hora de conferir as cinco melhores criptomoedas para investir hoje:

Fonte: InfoMoney

Veja agora, em detalhes, as criptomoedas mais valorizadas do mercado.

1. Bitcoin

A criptomoeda mais valiosa do mundo não poderia ficar de fora da lista. Por ocupar esse posto, o Bitcoin dificilmente perderá sua liderança nesse mercado. Portanto, esse é um ativo para ficar de olho e não deixar de fora da carteira. 

A expectativa era que a moeda digital mais promissora atingisse, pelo menos, US$ 100 mil em 2022. No cenário mais esperançoso, a estimativa era de até US$ 245 mil.

Contudo, o que se observou no último semestre foi uma queda brusca em todos os criptoativos, fazendo com que o Bitcoin alcançasse o período de maior baixa em junho, chegando a US$ 35 mil

Apesar disso, nos últimos meses os resultados já têm se mostrado mais otimistas e o Bitcoin com certeza não poderia ficar fora da lista das melhores criptomoedas.

2. ETH (Ethereum)

Considerada a segunda maior criptomoeda do mercado, o ETH é negociado dentro da plataforma Ethereum.

Nela, é possível realizar aplicações que só são possíveis por meio da moeda ETH. E isso é permitido para qualquer pessoa, desde que ela utilize a tecnologia de blockchain

Um dos principais diferenciais é que ela executa as transações de forma muito mais rápida que o Bitcoin. Com isso, precisa apenas de alguns segundos, e não de minutos, para confirmar as movimentações.

Em 2021, esse criptoativo valorizou mais de 500%. Já em 2022, por conta de uma atualização que ocorreu no início de setembro, o ativo teve uma valorização que já passa de 40% em relação ao BTC.

< Leia também: Como minerar Ethereum? Descubra em 3 passos e faça em casa! / >

3. Tether

O Tether é uma stablecoin, pois seu lastro (garantia) reside em uma moeda física, que é o dólar americano. Contudo, em 2019, foi anunciado que não são 100% dos Tether que são lastreados com o dólar. 

Em relação a esse criptoativo, a estabilidade de preço é um diferencial para os investidores. Por isso, se tornou uma ótima opção para transferências entre sistemas e com diferentes criptomoedas. 

Com isso, os usuários conseguem fugir da volatilidade de outros ativos e não correm riscos de perdas significativas enquanto realizam as operações.

4. USD Coin

Assim como no caso anterior, a USD Coin também é uma stablecoin pareada com o dólar dos Estados Unidos. Ela pode ser considerada uma criptomoeda barata e promissora.

Isso porque, por ter um token de código aberto na Ethereum, a moeda procura manter o seu valor pareado ao dólar. Assim como no caso anterior, isso facilita o envio de valores e a integração entre diferentes soluções, uma vez que roda em múltiplas redes blockchain, como:

  • Ethereum;
  • Stellar;
  • Algorand;
  • Hedera Hashgraph;
  • Solana.

< Leia mais: Tipos de moedas virtuais: saiba quantas existem atualmente no mercado / >

5. BNB

A BNB, ou Binance Chain, foi lançada por uma das maiores exchanges (corretora de criptomoedas) do mundo, a Binance. As operações são validadas com tokens, sem a necessidade de uma rede própria de blockchain. 

Um dos motivos para ser considerada uma criptomoeda promissora para 2023 está relacionado ao forte desempenho do ativo e à estratégia de negócios da empresa. 

Neste contexto, é válido destacar que eles vêm recebendo diversos elogios de especialistas, fazendo com que a moeda seja hoje uma das mais negociadas do mundo.

ethereum criptomoeda promissora para 2023
Considerada a segunda maior criptomoeda do mundo, o Ethereum é uma tendência para 2023

Outras criptomoedas promissoras para você acompanhar

Como o mercado de criptomoedas é super dinâmico, sempre surgem novas oportunidades. E é nelas que é preciso ficar de olho.

Separamos a seguir os principais ativos que podem ser novas oportunidades para acompanhar. Confira quais são elas.

Avalanche (AVX)

Comparada a uma das principais criptos, a Ethereum, a Avalanche oferece as mesmas funcionalidades da sua concorrente. O seu diferencial é que o objetivo desse ativo é realizar transações muito mais rápidas e com taxas mais baixas. 

Lançado recentemente (2020), é um dos mais jovens do mercado. Nem por isso deixou de ganhar destaque entre os investidores. Isso porque o ativo, que iniciou 2021 cotado a US$ 3, teve uma valorização de 4.300%, chegando a US$ 134. 

Atualmente, está em sexto lugar na lista de criptomoedas mais valorizadas, com valor de mercado em US$ 109,7. Ou seja, o cenário para 2022 permanece positivo e pode ser uma boa alternativa para quem busca uma nova opção no mercado cripto. 

Ripple (XRP)

A XRP nada mais é do que a moeda nativa de um protocolo de pagamentos, o Ripple. Ela é uma facilitadora de transações, pois aceita outros tipos de ativos para executá-las. 

Por isso, se diferencia por ajudar instituições financeiras a terem mais rapidez na integração de criptomoedas. Em 2021, o papel passou por muita instabilidade. Porém, na sua resistência, chegou a uma valorização de mais de 400%.

No último mês, apesar da maioria das altcoins cambalear sob a influência de baixa, o XRP conseguiu exibir sentimentos positivos em seu gráfico. Seu preço subiu em 7% no último sábado (17 de setembro de 2022), indicando que há uma demanda no mercado impulsionando o seu preço.  

Cardano (ADA)

O principal objetivo desse papel é ser uma moeda digital, assim como o Bitcoin. Porém, seus fundadores se posicionam como a terceira geração desse mercado. 

A ideia é melhorar todos os erros e problemas das outras e ter uma solução aprimorada para quem usa. Outro ponto de destaque é que o ativo planeja ser uma fonte alternativa de pagamento para países onde o acesso a bancos é difícil. 

A criptomoeda teve excelente desempenho em 2021, chegando a uma valorização de mais de 1000%. Atualmente, ocupa o 9º lugar na lista de cotações, com valor em US$ 78,8. 

Assim, continua como uma oportunidade interessante por oferecer novas funcionalidades interligadas a seu sistema.

Cuidados ao investir em novas criptomoedas

Sempre que falamos sobre novas criptomoedas, é necessário ficar atento para evitar golpes. Segundo o country manager da Ripio, Henrique Teixeira, é fundamental ler o whitepaper (documento com informações sobre o projeto):

“É preciso analisar se os conceitos e fundamentos são claros; como a criptomoeda vai ser minerada; como ela vai ser inicialmente distribuída; quais são os mecanismos de criação de tokens e qual é a quantidade total de circulação”.

Ele complementa que é importante que o investidor tenha em mente dois cuidados básicos: “Recusar qualquer oferta que ofereça lucros astronômicos e se afastar de toda proposta que o bom senso possa trazer questionamentos”.

Quer dicas sobre como operar com criptomoedas com segurança?

< Leia mais: 7 dicas de como investir em criptomoedas / > 

Principais acontecimentos no mercado de criptomoedas 

O mercado de cripto em 2021 ganhou o noticiário diversas vezes. A maioria delas chamou a atenção por conta das fortes valorizações de alguns ativos, principalmente em meio à pandemia.

Contudo, como você viu, este cenário otimista mudou um pouco no começo de 2022. Isso fez com que os investidores de cripto vivessem um período de incertezas, com altas desvalorizações, inclusive das moedas criptomoedas mais promissoras.

Confira a seguir alguns destaques nos últimos anos.

Criptomoedas em 2021

Dogecoin

A moeda, que tem um cachorro engraçado como símbolo, ganhou as manchetes após conseguir incríveis 14.000% de valorização. Até mesmo para quem já investia em criptos o resultado foi espantoso.

Um dos grandes responsáveis por isso foi o bilionário Elon Musk, que fez uma declaração dizendo que o ativo seria uma alternativa mais em conta do que o Bitcoin.

El Salvador 

O país da América Central foi o primeiro a legalizar o Bitcoin. Com isso, a cripto passou a se tornar moeda corrente do país. Inclusive, o Estado passou a armazenar o ativo em suas reservas, entrando até mesmo no balanço financeiro da nação. 

Muitos comércios tiveram que adaptar seus meios de pagamento, trazendo a tecnologia adequada para as transações. 

Criptomoedas em 2022

Atualização Ethereum

A atualização Merge (ou Fusão, em português) da rede Ethereum foi concluída agora em setembro com sucesso. Ainda assim, o Bitcoin (BTC) continua sendo a criptomoeda preferida das instituições (e de El Salvador).

Apesar disso, o novo mecanismo de consenso do Ethereum e a escalabilidade que deve acompanhá-lo pode atrair novos interesses.

Isso porque, entre uma das principais mudanças, temos o mecanismo de mineração do Ethereum. Ele passará de um modelo de prova de trabalho (proof-of-work, ou PoW) para um de prova de participação (proof-of-stake, ou PoS).

Essa mudança é muito mais ecológica, o que beneficiará uma redução drástica no consumo de energia, podendo, inclusive, trazer novos investidores.

Para entender mais sobre os conceitos de PoW e PoS, confira este conteúdo.

< Leia também: Saiba o que é mineração de criptomoedas e o que é necessário para ganhar ativos na internet / >

Por onde investir em criptomoedas promissoras?

Como você viu ao longo do texto, o mercado de criptomoedas continua sendo promissor. Porém, vale ressaltar que é importante muito estudo e aprendizado para investir. Mais do que isso, diversificar é essencial.

Mas, afinal, como investir em moedas digitais promissoras? A Xtage é a nova plataforma de criptomoedas da XP que permite, a princípio, transações com Bitcoin e Ethereum. Para saber mais, confira este vídeo:

Mas, além disso, a Faculdade XP tem o curso ideal para quem quer aprender a investir em criptoativos com total segurança. Esse curso é para quem:

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O que é refatoração de código? Por que a prática deve fazer parte da rotina de desenvolvimento?

Refatoração de código é o processo por meio do qual se promovem alterações em um sistema, com a finalidade de otimizar seu design, sem alterar seu funcionamento. Quando bem executado, tende a gerar grandes benefícios para o sistema. Do contrário, pode causar transtornos.

Um dos “papas” da refatoração de código, Martin Fowler, conceituou em seu livro “Refatoração – Aperfeiçoando o Projeto de Código Existente”, que a refatoração é o processo de modificar um sistema de software para melhorar sua estrutura interna de código-fonte sem alterar seu comportamento externo.

Tanto o livro quanto esta afirmação vêm sendo seguidos à risca por muitos desenvolvedores de software, analistas de sistemas e engenheiros de software ao redor do mundo.

O problema encontrado nesta afirmação — e que será tratado neste artigo — trata da real aplicabilidade dessa técnica no dia a dia dos desenvolvedores de software atuais.

Afinal, como encaixar essa prática importante na vida real, considerando prazos apertados, projetos atrasados, cronogramas irreais, clientes estressados e gerentes de projeto à beira de um ataque de nervos?

Neste post, além de explicar o que é refatoração de código, também apresentaremos seus benefícios, técnicas e aplicabilidades. Aproveite o conteúdo!

O que é refatoração de código?

A refatoração de código nada mais é do que sua reestruturação, por meio de alterações pontuais, visando otimizar seu design sem alterar o funcionamento do sistema. O objetivo é mantê-lo limpo e operante, prevenindo sua deterioração com o tempo.

Em outras palavras, quando falamos em refatoração de código java, por exemplo, estamos nos referindo a pequenas mudanças, cujo objetivo é tornar o código mais simples, melhorando sua estrutura interna sem alterar suas funcionalidades.

Vale lembrar que, dentre os tipos de refatoração, temos:

  • refatoração de base de dados, cujo objetivo é melhorar o design;
  • refatoração de interface de usuário, realizada diante da necessidade de alteração da interface;
  • refatoração de código, realizada no código-fonte em si.

Quais são os benefícios da refatoração de código?

É inegável que refatorar código traz benefícios para o desenvolvimento de software. Poderíamos escrever páginas e mais páginas, detalhando esses benefícios e seus reais impactos no custo e prazo de um projeto.

Porém, vamos nos atentar aos principais — que sozinhos já seriam suficientes para justificar a utilização da técnica de refatoração de código:

1. Melhor entendimento do código

Sabe aquele código que, de tão complexo, só você entende? Ou aquele método que, devido ao prazo apertado, não deu tempo de colocar na classe correta? E aquele recurso técnico, que foi inserido para solucionar um problema que impossibilitava a utilização do sistema, e estava deixando o usuário louco? 

Pois é, durante a refatoração, é quando procuramos eliminar esses pontos e, com isso, melhorar o entendimento do nosso código, para que as futuras gerações de desenvolvedores possam dar manutenção a ele.

2. Facilidade de Manutenção

Esse benefício está diretamente ligado ao anterior. Inevitavelmente, um software vai precisar de manutenções ao longo de seu ciclo-de-vida, seja por novos requisitos, por mudanças das regras ou por atualização tecnológica.

Podemos dizer que não existe nada mais complicado do que fazer manutenção em um código-fonte de difícil compreensão. Você concorda?

Diante disso, a refatoração auxilia a entender melhor o código que, por sua vez, traz maior facilidade de manutenção.

3. Possibilidade de aprendizado

Outro benefício da refatoração está na possibilidade de aprendizado que essa técnica oferece para programadores menos experientes. Ao praticá-la, estes podem adquirir conhecimento sobre as regras que regem o sistema e, com isso, agregar experiência para futuras implementações.

4. Possibilidade de encontrar defeitos no código

Também vale mencionar que a refatoração pode contribuir para encontrar defeitos “escondidos” no código, dando a oportunidade para o programador consertá-los antes que algum usuário os encontre.

estudante fazendo refatoração de código
A refatoração de código é uma prática oferece suporte principalmente os programadores mais iniciantes.

Refatoração como rotina no desenvolvimento

Como vimos, essa prática pode gerar grandes vantagens. No entanto, para que o processo de refatoração funcione corretamente e gere os benefícios esperados, ele precisa ser praticado em todas as circunstâncias.

É necessário que a técnica seja abraçada por todos os envolvidos no processo de construção de software, como engenheiros, analistas, desenvolvedores, testadores e a gerência.

O processo de software da empresa precisa ser alterado (e respeitado) para que sejam introduzidas etapas que disciplinem a refatoração. Por outro lado, os projetos precisam prever, em seus cronogramas, tempo para a realização dessa tarefa.

< Quer saber como otimizar estes processos? Confira este post: Desenvolvimento Ágil de Software: tudo o que você precisa saber sobre a metodologia />

Quais são os desafios da prática da refatoração no dia a dia?

Muito bem. Já falamos sobre os benefícios da refatoração e também sobre a necessidade do apoio de todos para o perfeito funcionamento da técnica.

Poderíamos parar por aqui, e concluir que, se implantado da forma que sugerimos, a refatoração trará enormes benefícios e resolverá quase todos os problemas de uma empresa desenvolvedora de software.

Entretanto, a realidade é um pouco mais complicada que isso.

Muitas organizações possuem regras em seus processos, que formalizam a refatoração. Mas, o que acontece com essas regras quando o projeto atrasa? O que acontece com essas regras quando o maior cliente da empresa pede urgência?

Além disso, existe um tabu muito forte entre os desenvolvedores de software, que é: onde arranjar coragem suficiente para refatorar uma parte crítica do código, quando temos um código-fonte malfeito, mas que funciona?

Esse tipo de questão faz parte do dia a dia de profissionais da área. Assim, é possível encontrar desenvolvedores com ótima técnica, mas que pensam:

“Não mexa no que está quieto”, “Se está funcionando, não vá caçar chifre na cabeça de cavalo!” Ou ainda, “Quem, em sã consciência, mexeria nessa funcionalidade do sistema que é a mais complexa? Deixe como está.”

Por outro lado, também não são raras as situações em que gerentes de projeto atuam da seguinte forma: “Não há tempo para refatoração. O cronograma está apertado e, se tivermos que cortar, será na tarefa prevista para a refatoração.”

Os dilemas envolvidos na prática de profissionais da área

É plenamente possível entender o lado desses dois profissionais, do desenvolvedor e do gerente de projeto.

Afinal, como desenvolvedor, a possibilidade de inserirmos mais problemas que soluções durante a refatoração é enorme, e sabemos quem vai consertar o sistema quando o problema for encontrado.

Como gerente de projetos, é difícil justificar para o cliente um atraso proveniente de uma refatoração, pois essa técnica não traz resultados visíveis para o cliente.

A refatoração não pode alterar o comportamento do sistema, pois se o fizer, deixará de ser refatoração e se tornará uma modificação. Contudo, mesmo não alterando o comportamento do software, precisa ser testada, para comprovar que não inseriu nenhum defeito no sistema, e isso demandará mais tempo ainda.

Engenheiros de software têm uma grande dificuldade em justificar para os gerentes de projeto menos técnicos e para a diretoria, o custo e o tempo gastos com a refatoração.

Essa técnica demanda várias horas de desenvolvedores, que ficam em busca de maneiras de tornar o código-fonte ainda melhor, e de testadores, que precisam garantir que o software não sofreu alterações em seu comportamento.

< Leia também: O que é TDD (Test Driven Development)? Confira tudo que você precisa saber sobre o assunto />

Um investimento que vale a pena

Como sabemos, horas de desenvolvimento custam muito dinheiro, e é uma variável com peso muito alto no custo total do projeto.

Por isso, os profissionais da área precisam se esforçar para justificar tal investimento. Afinal, realizar a refatoração em um software hoje, irá facilitar — e muito — a manutenção do código no futuro.

Porém, também é preciso destacar que há muitos desenvolvedores e gerentes de projeto que são verdadeiros entusiastas da refatoração, principalmente aqueles que já colheram algum fruto proveniente dessa técnica. Esses profissionais têm essa prática como uma constante ação no dia a dia, e a aplicam o tempo todo.

Mas então, devemos refatorar ou não?

Não existe fórmula mágica para implantar a refatoração na cultura de uma organização.

O que fazemos incansavelmente é tentar demonstrar o custo-benefício dessa prática no médio e longo prazo, e desmistificar alguns pensamentos e preconceitos de desenvolvedores e gerentes de projeto, conforme apresentamos acima.

Cabe lembrar que esses pensamentos são compreensíveis diante da realidade do desenvolvimento de software.

Assim, devemos entender que a cultura da refatoração deve ser implantada de grão em grão. Inicialmente, precisamos do apoio e compreensão da direção. Se essa direção não possuir um pensamento proativo e de longo prazo, a possibilidade de fracasso ou de descumprimento das regras do jogo se torna muito grande.

Após conquistarmos esse apoio, entra em ação um plano para convencer os desenvolvedores a mexerem no que está quieto, mas com responsabilidade e senso de melhoria contínua.

Por último, cabe o convencimento dos gerentes de projeto. É importante mostrar que a refatoração não é um custo, mas sim um investimento que trará frutos no futuro. E esse futuro, muitas vezes, não está tão distante, podendo, inclusive, estar dentro do próprio projeto em curso.

Normalmente, quando um gerente de projeto passa pela experiência de viver um benefício trazido pela refatoração dentro de um de seus projetos, ele nunca mais esquece, e muitas vezes até se torna um defensor da causa.

< Talvez você também se interesse por este post: Análise e desenvolvimento de sistemas: o que fazem e quanto ganham os profissionais dessa área? />

Como implementar a refatoração de código no dia a dia de uma organização?

Diante de toda essa discussão, é importante ter a clareza de que se fizermos a refatoração da maneira como manda o figurino, ela costuma valer muito a pena. Mas, que maneira correta é essa, afinal?

Primeiramente, o apoio da alta direção e comprometimento de toda a equipe. Depois, a quebra de algumas resistências, que vários profissionais ainda possuem. Por último, apresentação dos resultados da refatoração, para que todos conheçam os seus benefícios.

A refatoração é um caminho sem volta, rumo a um código bem escrito, de qualidade, menos complexo e de mais simples manutenção.

Quer aprender mais sobre o assunto e aprimorar sua prática? O melhor caminho é buscar formações sólidas nesta área. Assim, algumas sugestões promissoras, são:

E se você deseja dar um passo além, e transformar ainda mais a sua carreira, conheça o XPE Multi+, a plataforma de assinatura da Faculdade XP, que dá acesso a dezenas de cursos nas áreas de tecnologia, inovação, finanças e negócios. Você não vai deixar essa oportunidade passar, não é mesmo?

Este texto foi escrito pelo professor João Paulo Barbosa Nascimento. Se você gostou do conteúdo, não deixe de compartilhar com seus amigos e colegas de profissão. Assim, todos ficam por dentro da importância da refatoração de código para o desenvolvimento de sistemas otimizados.

Empresa Offshore: o que é e como funciona?

Você já ouviu falar no termo Empresa Offshore? Se a resposta for sim, mas você quer conhecer mais, ou até mesmo nunca ouviu a palavra, fique conosco: você está no lugar certo e na hora certa!

Antes de começarmos a aprender mais, você precisa saber duas coisas. (1) as empresas offshore são uma ótima oportunidade para empreendedores que querem investir no exterior; (2) elas têm relação com o que chamamos de paraíso fiscal. 

Ficou curioso? Então continue a leitura, nós estamos ansiosos para conversar sobre empresas offshore. 

O que é uma Empresa Offshore?

A expressão “offshore” significa, em linhas gerais, fora da costa. 

Tal termo é usado em alusão à característica que define uma empresa offshore: são empresas criadas fora do país onde os seus sócios ou proprietários nasceram/moram. 

Elas são abertas em países que têm tributação favorecida e poucas taxas, e são populares dentre os milionários e bilionários porque, além de servirem para movimentação de investimentos fora do país, não precisam de mão de obra ou produção, e têm impostos e obrigações fiscais reduzidas. 

Segundo dados da Receita Federal, existem mais de 800 mil empresas e contas de brasileiros no exterior, somando mais de R$ 800 bilhões de reais. É muito dinheiro, não é?

Diferença entre Empresa Offshore e Onshore

É bastante comum ver os dois termos sendo comparados, no entanto, muita gente segue confundindo. De forma resumida: 

  • Empresa Offshore: negócios com transações que ocorrem em território estrangeiro e seguem políticas extraterritoriais;
  • Empresa Onshore: funcionam no seu país de origem e as suas obrigações fiscais são regidas pelas políticas internas.

O que é um paraíso fiscal?

Agora você deve estar se perguntando: “eu sei o que é uma Empresa Offshore e sei que elas atuam, na sua maioria, em paraísos fiscais. Mas o que exatamente é um paraíso fiscal?”. 

Também conhecidos como refúgios fiscais, são países ou jurisdições que a aplicação de capitais estrangeiros é facilitada por meio da lei. A sua vantagem é ter alíquotas muito baixas, em alguns lugares até nulas. 

Além disso, nos paraísos fiscais, as transações financeiras realizadas não precisam de identificação das pessoas envolvidas para autorização das mesmas, apenas informações essenciais. 

<Saiba também como funciona o Sistema Financeiro Nacional/>

Como funciona uma Empresa Offshore?

Uma Empresa Offshore se baseia em não realizar negócios no país de origem, ou seja, a operação movimentação do empreendimento é feita internacionalmente, porém a sua gestão e comercialização de produtos é realizada no país de origem.

Pode parecer confuso, mas em suma, uma Empresa Offshore é feita para preservar o sigilo de operações, dados e benefícios tributários.

Portanto, ela funciona como um investimento para empreendedores que querem ter bons resultados e altos lucros sem gastar fortunas com impostos. 

Tipos de Empresa Offshore

Há quem acredite que toda Offshore é igual. E essas pessoas não poderiam estar mais enganadas. Existem três principais tipos de empresas Offshore, são eles:

1. Limited Liability Company (LLC) 

Aqui as burocracias são resumidas por ser de responsabilidade societária limitada e é semelhante às LTDA brasileiras. 

Para aqueles empresários que querem investir nos EUA sem precisar morar lá, com a LLC, eles podem migrar 100% das suas atividades empresariais de forma Offshore. 

Não precisa de visto ou residência no país para abertura. 

2. International Business Company (IBC)

Neste caso, diferentemente das LLC, os empresários precisam ter residência nos países que desejam implementar as suas empresas. Além disso, são empresas com capital social internacional.

3. Trust Offshore

Aqui o objetivo é a terceirização de bens e direitos. A manutenção pode ser feita em outra jurisdição. 

É legal abrir uma Empresa Offshore?

Sim. Os paraísos fiscais auxiliam na privacidade de informações dos donos de Empresas Offshore e foram, durante muito tempo, vistos de maneira negativa já que acreditava-se no auxílio dessas jurisdições para a sonegação de impostos. 

Grupo de advogados discutem o contrato para criação de Empresa Offshore
Orientação jurídica é fundamental para a criação de Empresas Offshore.

No entanto, não existe legislação que proíba a sua criação. É importante, apenas, que os capitais sejam declarados ao Banco Central.

Vantagens e desvantagens de uma Empresa Offshore

É a hora de conhecer o que as Offshores tem de bom (e de ruim também). Segue a leitura: 

Vantagens

Vamos começar por três das principais vantagens de uma Empresa Offshore.

1. Estabilidade 

Os paraísos fiscais onde as Offshores são ambientadas normalmente tem poucas crises políticas, o que mantém sua economia estável, ou seja, períodos de crises são raros e empreendedores não perdem dinheiro.

2. Liberdade de câmbio

Em suma, a oportunidade de investir em outras moedas da que você usa. Sendo um empreendedor esperto, você pode aproveitar a valorização de moedas específicas.

3. Privilégios tributários 

Podemos dizer que essa é, provavelmente, a maior vantagem de uma Empresa Offshore. 

Donos de negócios perdem bastante dinheiro com impostos. Portanto, poder ter uma empresa em países que baixam os seus impostos ou até mesmo anulam os mesmos é um grande benefício. 

Assim, o negócio é valorizado e a lucratividade aumenta. 

Desvantagens

Também há algumas desvantagens de ter uma Offshore, listamos as duas principais.

1. Desconfiança de investidores 

Muitas pessoas ainda têm “um pé atrás” com investimentos em paraísos fiscais. 

Como a Offshore é um deles, uma desvantagem para o empreendedor é não encontrar investidores que queiram arriscar no negócio. 

2. Choque cultural e distância 

Imagine trabalhar com pessoas que têm uma cultura avessa à sua. Te parece um desafio? Para nós sim. 

Agora, pense no planejamento que deve ser feito para marcação de reuniões por causa do fuso horário: quanto mais distante o país, maior o fuso e maior a dificuldade de comunicação síncrona. 

Problemas como esse podem parecer pequenos, mas quando o negócio tomar vida, essas coisas minúsculas farão toda a diferença. 

Quais os principais países que concentram as Empresas Offshore?

As Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman e Suíça e Bermudas são os principais países, mas ainda existem outros paraísos fiscais que dão facilidades na hora de criar a sua empresa, são eles:

  • Países Baixos;
  • Singapura;
  • Ilha de Man;
  • Ilhas Maurício;
  • Mônaco;
  • Bahamas.

Quais são os melhores países para abrir uma Offshore? 

Segundo o Block Trends, além do Bitcoin (que não é um país, mas é uma boa oportunidade de investimento), temos quatro países para serem investidos: 

  • Belize; 
  • Panamá;
  • Suíça;
  • Ilhas Virgens Britânicas. 

<Leia também: Países emergentes: quais são e sua relevânvia para o mercado internacional/>

Quem pode abrir uma empresas offshore?

Você pode! É só querer expandir mercado e reduzir gastos. E nem precisa sair do Brasil para fazer isso. 

No entanto, nem tudo é flores: é preciso ressaltar que é essencial ter um patrimônio exterior relativamente alto para abrir. 

A Offshore pode ser constituída por pessoas físicas e jurídicas, por isso se tornam uma ótima e mais simples alternativa para quem quer investir internacionalmente. 

O que avaliar antes de abrir uma Empresa Offshore?

O seu patrimônio exterior e compreender se, com os bens que tem, você conseguirá abrir a empresa. 

Escolher muito bem o país: analise a economia do mesmo, suas taxas tributárias, a possibilidade de isenção de impostos, se tem crises políticas constantes e qual o nível de sigilo nas transações. 

Além disso, é importante estar em contato com advogados que irão te direcionar para o melhor caminho, mantendo tudo de forma legal, adicionando tudo no seu imposto de renda, por exemplo.

Quais os custos para abrir uma Empresa Offshore?

Dependem muito do país que você escolheu para abrir o seu negócio, do câmbio e da estrutura. 

Os valores chegam até US$ 5 mil em média para estruturas simples, porém, é preciso acrescentar um custo de cerca de US$ 1 mil para manutenção anual.

Vale a pena abrir uma Empresa Offshore?

Benefícios fiscais, crescimento no cenário internacional, impostos baixos ou nulos são algumas das diversas as vantagens que se pode ter com uma empresa desse tipo. Cada caso é um caso.

É preciso analisar o seu patrimônio e perceber se vale a pena para você essa criação. Porém, devemos afirmar que, no quesito Empresa Offshore, as vantagens superam as desvantagens.

Gostou do que aprendeu? Potencialize a gestão da sua empresa com o MBA em Gestão Exponencial. O curso é uma parceria Faculdade XP e IBMEC, voltado para empreendedores e intraempreendedores. Os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados no seu negócio fazendo com que ele tenha ainda mais sucesso.

O que são crimes cibernéticos? Tipos mais comuns e impactos

Quantas pessoas você conhece que já clicaram em um link suspeito e tiveram os seus dispositivos infectados por vírus? Quantas pessoas você conhece que já caíram em um golpe via WhatsApp?

Ou pior: quantas pessoas você conhece que tiveram as suas redes sociais invadidas por criminosos que se passaram pela vítima? Com certeza você pensou em pelo menos uma pessoa que já sofreu com algum crime cibernético.

Isso acontece porque os crimes virtuais são comuns e estão cada vez mais presentes na nossa vida. É exatamente sobre esse assunto que vamos falar neste artigo. Continue a leitura e saiba o que são os crimes cibernéticos, quais os crimes mais comuns no Brasil e como se proteger deles. 

O que são crimes cibernéticos?

São considerados crimes cibernéticos qualquer atividade ilegal praticada no meio virtual, seja através de computador ou de dispositivos móveis. 

Normalmente, os crimes cibernéticos são cometidos por crackers com o objetivo de extorquir grandes quantidades de dinheiro da vítima. Para isso, os cibercriminosos costumam agir de duas formas: chantageando a pessoa para não vazar informações sigilosas ou acessando contas bancárias e fazendo movimentações indevidas. 

Frequência dos crimes cibernéticos

De acordo com a empresa holandesa de segurança digital Surfshark, 1 a cada 5 pessoas em todo mundo teve os seus dados vazados em 2021. Ainda segundo a pesquisa da Surfshark, o Brasil foi o 6º país que mais sofreu crimes cibernéticos neste mesmo ano. 

Já a pesquisa de uma outra empresa de segurança digital, a Norton, aponta que aproximadamente 71 milhões de brasileiros sofreram ataques cibernéticos no ano de 2021.

Esses dados comprovam que ser vítima de um crime cibernético é mais comum do que podemos imaginar. 

Crimes cibernéticos mais comuns 

Em primeiro lugar temos os ataques DDoS. Um dos tipos de crimes cibernéticos mais populares, consiste basicamente em um único computador atacar diversas máquinas simultaneamente. Dessa forma, as máquinas invadidas perdem acesso às redes e aos servidores que estão conectadas. 

Logo em seguida temos o crime de Ransomware. Ao contrário dos ataques DDoS que tem como objetivo sobrecarregar um sistema e deixá-lo fora do ar, o Ransomware normalmente tem como motivação principal a extorsão financeira.

Hacker em uma série de crimes cibernéticos
Os crimes cibernéticos são muito comuns e atenção é essencial para não se tornar uma vítima.

Isso porque no Ransomware, os criminosos invadem o dispositivo da pessoa e bloqueiam o computador fazendo com que ela perca o seu acesso. Em troca da liberação do acesso, eles pedem dinheiro à vítima.

Crimes mais comuns no Brasil

O tipo de crime cibernético mais comum no Brasil é o de phishing. O termo phishing vem do termo inglês “fishing”, que significa “pescar”.

Esse crime de phishing nada mais é do que pescar informações confidenciais da vítima – como senhas de contas bancárias e cartões de crédito – por meio de e-mails ou links suspeitos.

Por exemplo, sabe aquele e-mail que costuma chegar no spam com documentos em anexo? Ou aquela mensagem no WhatsApp com um link de cadastro para ganhar produtos grátis? Provavelmente essas mensagens têm como único objetivo roubar os seus dados. Trata-se, portanto, de um tipo de phishing.

Com essas informações sigilosas em mãos, os criminosos conseguem fazer transações não autorizadas em aplicativos bancários, trocar senhas para proibir o acesso da vítima às suas contas, fingir que é você e pedir dinheiro aos seus amigos em aplicativos como WhatsApp, entre muitas outras atividades criminosas.   

Além dos crimes citados acima, existem diversos outros tipos de ataques cibernéticos que constantemente colocam em risco a nossa segurança digital.  

Como identificar um crime cibernético?

Primeiramente, fique atento aos anexos e links que você costuma receber. Não abra nada sem antes ter certeza da sua veracidade. Normalmente, em casos de links seguros eles começam com https

Se receber alguma mensagem no WhatsApp de uma pessoa lhe pedindo dinheiro, ligue para a pessoa e confirme se realmente ela está precisando antes de fazer a transferência. O mesmo deve ser feito em situações de venda de produtos com um valor muito abaixo do preço.

Além disso, acompanhe constantemente os seus aplicativos bancários. Dessa forma, fica mais fácil identificar alguma movimentação estranha, que você não reconhece. 

< Saiba mais: O que é uma pegada digital? />

Impactos causados por um crime cibernético

Em primeiro lugar temos os prejuízos financeiros causados tanto às vítimas quanto às pessoas próximas a ela em alguns casos. Afinal, eles invadem as suas contas, usam cartões de crédito, fazem empréstimos, etc.

Porém, muito além da questão financeira, estão os traumas psicológicos causados pelos crimes cibernéticos. No geral, as vítimas passam por muitos momentos de tensão até conseguir recuperar as suas contas e provar que não foram elas que tiveram tais atitudes.

Leis de proteção contra crimes cibernéticos

Devido ao grande número de vítimas dos cibercriminosos, algumas leis no Brasil foram criadas especificamente para tratar desses crimes virtuais. São elas:

  • Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737/2012): tipifica como crime atos de invasão de dispositivos móveis ou computadores, violação dos dados dos usuários e a interrupção de sites;
  • Marco Civil (Lei 12.965/2014): regula os direitos e deveres dos usuários na internet;
  • LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018): regula as atividades de coleta e transmissão de dados pessoais; 
  • Lei 14.155 de 2021: agravamento da pena para crimes de invasão de dispositivo, furto qualificado ou estelionato ocorridos em meio digital. 

Como denunciar crimes cibernéticos?

Em todo o Brasil existem delegacias especializadas em crimes virtuais. Entretanto, elas não estão em todas as cidades e, caso não haja um desses locais perto de você, como alternativa é possível buscar por uma delegacia de Polícia Civil.

Em ambas as delegacias, você pode abrir um boletim de ocorrência e, a partir daí, consegue reaver os danos causados pelos criminosos.   

Dicas para se proteger contra crimes cibernéticos?

A principal dica é: invista em cibersegurança. Afinal de contas, é ela quem ajuda a proteger os seus dados e os seus dispositivos da invasão de criminosos. 

Também utilize senhas fortes, tenha um antivírus instalado e sempre mantenha ele atualizado. Ah, e claro, evite clicar em qualquer link suspeito. Essas são algumas das pequenas atitudes que fazem diferença para sua segurança digital. 

Bem, e se você é uma pessoa interessada em tecnologia ou que já atua na área, a Faculdade XP tem dois cursos para você começar a sua carreira em cibersegurança: 

Ambos os cursos preparam você para uma das profissões com maior perspectiva de crescimento nos próximos anos. Inscreva-se hoje!

Gestão do conhecimento: por que sua empresa não pode mais viver sem essa ferramenta!

Não é novidade no mundo corporativo que ferramentas são essenciais para otimizar e dar agilidade aos processos. É por isso que, hoje, muitos gestores têm investido em soluções inovadoras e tecnológicas, como é o caso da gestão do conhecimento

Essa mentalidade dos líderes não só objetiva alavancar os negócios, como também está focada em turbinar o engajamento de suas equipes e, por consequência, melhorar a qualidade da entrega dos serviços. 

E o que significa isso na prática? É o que você descobrirá agora, lendo este texto.

Gestão do conhecimento: o que é?

A gestão de conhecimento é uma coleção de processos que governa a criação, classificação, armazenamento, disseminação e utilização da informação e do conhecimento, para alcançar os objetivos estratégicos organizacionais. É usada para identificar e analisar os conhecimentos disponíveis e desejáveis para o desenvolvimento da empresa. 

Esse conceito envolve uma série de ações e estratégias. Dessa forma, as empresas o aplicam em seu dia a dia de forma multidisciplinar por meio da organização e distribuição de dados. Na prática, a gestão de conhecimento se refere a todas as informações criadas por um negócio. 

Porém, pouco valem tantos dados se eles não forem utilizados da maneira correta. É aí que a gestão do conhecimento entra em cena. Isso porque, por meio dela, todos esses dados são organizados e propagados de maneira assertiva. 

Qual a importância da gestão do conhecimento?

A gestão de conhecimento tem muito a ver com mindset. O que isso quer dizer? Que as lideranças devem enxergar valor no capital intelectual e vê-lo não só como um “amontoado de informações”, mas sim como uma parte estratégica. 

Se eles tiverem essa mentalidade, não só os setores se tornarão mais produtivos como a cultura da empresa será transformada. O resultado prático? Mais visão e melhores resultados. 

Para entender melhor, vamos a um exemplo. 

Imagine que sua empresa tenha passado por um processo de reestruturação e que vários colaboradores tenham sido contratados e que iniciarão na semana seguinte. Como ensinar todos eles em tão pouco tempo?

Situação estressante, não é mesmo? Nem tanto se a gestão do conhecimento de sua organização estiver bem delineada. Afinal, por meio dela, você consegue, de modo mais fácil, identificar as informações importantes que devem ser transmitidas para eles e, assim, desenvolver um treinamento com a linguagem e os materiais adequados para esse público. 

Porém, a gestão de conhecimento não é só importante para promover o aprendizado de novos funcionários, ela é fundamental também para que os funcionários antigos evoluam

Isso porque, por meio dela, é possível identificar se o conhecimento dos times está sendo transformado em estratégia e se os processos estão sendo mais efetivos e bem compartilhados. 

Caso não, é vital que os gestores analisem os gaps e saibam quais são as competências e habilidades que os colaboradores precisam melhorar. 

Resumindo tudo o que foi dito, a gestão de conhecimento promove a conscientização das informações e, desse modo, torna mais fácil e eficiente a organização dos dados para traduzi-los em mais produtividade e engajamento. 

Ferramentas de gestão do conhecimento na web 2.0 e 3.0

As ferramentas de gestão do conhecimento colaborativas são as que proporcionam este novo tipo de cooperação.

Na web, mudou-se a maneira de entender o que diz respeito à informação. O usuário passou a ser ativo e participante, utilizando a seleção e troca de conteúdo postado nos sites por meio de plataformas mais abertas e colaborativas. Este novo conceito foi denominado  Web 2.0

Obviamente, a tecnologia não é neutra e, com o surgimento da Web 2.0,  a sociedade sofre diversas mudanças. Dentre elas, algumas são fundamentais. A mais significativa é a possibilidade de expressão e socialização, a partir de ferramentas de comunicação realizadas  por computador.

Surge, então, a necessidade de emprego de sistema de gestão do conhecimento que possibilite que a informação e o conhecimento sejam melhor acessados, combinados, armazenados, compartilhados, disponibilizados e utilizados. 

Nesta linha, são inúmeras as possibilidades e ferramentas para gestão do conhecimento na Web 2.0, que foram agrupadas da seguinte forma:

  • Ferramentas Wikis (o MediaWiki é uma das principais ferramentas Wikis)
  • Sistema de gestão do conhecimento
  • Gerenciador de tarefas
  • Gerenciadores de documentos
  • Gerenciamento de equipes remotas
  • Gerenciamento de projetos
  • Apresentações

Nesta perspectiva, todos devem concordar que a interação do usuário constitui o pilar da web 2.0, pois é ele quem usufruirá dos modernos recursos das ferramentas e do conhecimento retido e compartilhado. 

As aplicações propõem conteúdos dinâmicos e interfaces ricas, oferecendo meios para adicionar ou editar conteúdos, como podem ser comprovadas nas ferramentas citadas acima.

Em paralelo à web 2.0, surge o conceito da web 3.0 ou web semântica, que propõe um conjunto de tecnologias que ajudam a partilhar conhecimentos em toda a web entre diferentes aplicações. 

A web semântica atinge sua maturidade quando utiliza ontologias (vocabulários) que orientam as marcações semânticas e aumentam a compreensão entre a máquina e o ser humano.

Em um artigo clássico, “The semantic web” (2001), Tim Berners-Lee cunha o termo web semântica e a apresenta como extensão da web atual, com o objetivo de desenvolver meios para que as máquinas possam servir aos humanos de maneira mais eficiente. 

Entretanto, é necessário a construção de instrumentos com o objetivo de fornecer sentido lógico e semântico aos computadores. Diferentes campos da linguística computacional, banco de dados, representação do conhecimento, sistemas baseados no conhecimento e computação orientada para serviços, colaboram na construção da web semântica.

< Saiba mais sobre o assunto: Rede Mundial de Computadores – como evoluiu />

Wikis Semânticos na gestão da informação e do conhecimento

Uma das principais ferramentas que já foram incorporadas à web semântica são os Wikis Semânticos, que estendem os wikis tradicionais, permitindo a anotação dos conteúdos de forma explícita, tornando-os mais legíveis para as máquinas.

Dessa forma, algumas das limitações dos wikis tradicionais que podem ser resolvidos com os semânticos são:

  • consistência do conteúdo: frequentemente, nos wikis tradicionais, a mesma informação pode aparecer em diversas páginas. A marcação semântica permite maior consistência nas informações, evitando esta ambiguidade, no momento que os usuários estão fazendo a inserção do conteúdo.
  • acesso ao conteúdo: grandes wikis têm muitas páginas, tornando um desafio procurar e comparar informações. Utilizando de buscas com sintaxes próximas da SQL, os wikis semânticos possibilitam o retorno preciso do conteúdo desejado.
  • reuso do conteúdo: a motivação dos wikis é disponibilizar a informação. O conteúdo pouco estruturado dos wikis tradicionais possibilita apenas a leitura nos navegadores.

Nesse sentido, os wikis semânticos possibilitam o enriquecimento semântico do conteúdo que permanece ainda de fácil manipulação pelo usuário, e permitem: classificação e anotação para os links, apresentação dinâmica dos conteúdos, navegação mais rica, metadados, dados em triplas RDF (resource description framework), busca semântica e consultas embutidas.

O Semantic Media Wiki (SMW) é uma extensão, também free, do MediaWiki que, por sua vez, é um software livre, e sua instalação requer um servidor Web (Apache), um banco de dados (MySQL ou PostGreSQL) e a linguagem PHP. 

SMW está com versão atualizada e suas principais características são: extensão do MediaWiki, nada é sobrescrito no MediaWiki, as funções são chamadas quando necessário, marcação semântica simples e não é necessário um grande conhecimento em ontologias.

A estrutura semântica do SWM contempla: categorias e subcategorias (classes para anotar a metaclassificação), propriedades (links anotados), tipos de dados (para delinear os valores),  instâncias (as próprias páginas wikis ) e URI (Uniform Resource Identifier – string de caracteres para identificar um recurso web).

Com relação ao SMW, sua simplicidade e facilidade de uso colaborativo, inerente à sua natureza de ferramenta wiki, permite constatar o interesse de seu uso em determinados projetos. Sobretudo, dá suporte à engenharia colaborativa de ontologias.

O que é gestão de conhecimento nas organizações? Conclusão 

Vimos aqui, resumidamente, os principais conceitos de gestão do conhecimento e seu contexto, e da web semântica. 

Também apresentamos o uso de uma ferramenta de wiki semântico, que constitui uma opção interessante de suporte à construção colaborativa para a gestão do conhecimento organizacional, com estruturação semântica. 

A capacidade de colaboração e cooperação nestas plataformas é rica e eficaz, e facilita a documentação simples. A par destes novos conceitos, cabe a nós propagarmos a gestão do conhecimento nas organizações.

Pode-se dizer que, contemplando os processos da gestão do conhecimento, o que chamamos “filosofia wiki” é potencializada por métodos e técnicas da web semântica. 

Para aprender mais sobre gestão do conhecimento e outras disciplinas da área de Tecnologia da Informação (TI), confira os cursos rápidos, de graduação, MBAs e bootcamps da Faculdade XP e se especialize nesse campo em ascensão!

Chief Trust Officer: conheça essa profissão do futuro

O mercado de trabalho atual é marcado por profissionais bastante capacitados. Por esse motivo que cargos mais altos e estratégicos vêm sendo criados para atender essa demanda, como é o caso do Chief Trust Officer (CTRO).

Essa é uma das muitas opções de cargos C-Level nas empresas. Existem diversos deles, desde o CEO, que é mais conhecido, até o COO.

Ter esses profissionais contribuem para as empresas por terem especialistas encabeçando a organização e estimulando a melhora nos resultados.

Para deixar esses conceitos mais claros, neste artigo você vai entender o que é um CTRO e outros cargos C-level, por que são consideradas profissões do futuro e como se tornar um deles. Confira!

O que são cargos C-Level?

Primeiramente, cargos C-Level, ou também chamado de C-Suíte, são funções voltadas à liderança das organizações com o objetivo de maiores visões de especialista nas tomadas de decisões. 

Ou seja, são pessoas dedicadas integralmente para pensar na estratégia de um departamento específico de uma empresa, mas que traz impactos positivos como um todo.

A criação desses cargos foi devido um contexto em que houve uma evolução do mundo dos negócios, um aumento da concorrência e uma necessidade de mais ações estratégicas para as empresas continuarem prosperando no mercado.

Contar com profissionais nessa categoria ajuda a garantir que todos os departamentos estão caminhando para o mesmo lugar e se esforçando pelos mesmos resultados para a organização. Por isso que a palavra de ordem dessas pessoas é gestão. 

Nesse sentido, é comum encontrar cargos C-Level em startups, mesmo que ela tenha uma estrutura pequena e o papel desse líder contemple não só a estratégia como a operação.

Principais cargos C-Level

Os cargos de CEO (Chief Executive Officer) e CFO (Chief Financial Officer) são os mais conhecidos. Além dessas, existem muitas outras funções nas lideranças estratégicas, ligadas aos principais departamentos como: marketing, recursos humanos, financeiros, comercial, entre outros.

Confira abaixo os mais encontrados no mercado atual:

  • CEO – O mais conhecido é o que possui o cargo mais alto, porque geralmente é ocupado pelo fundador da empresa ou diretor executivo. É ele quem mantém todos os departamentos unidos em uma mesma visão de negócio. Além disso, é o responsável por tomar decisões que englobam a todos, como levantar o capital da empresa e expandir todo o corpo operacional. Sem o aval dele nada funciona.
  • CFO – Aqui se encontra o líder estratégico do departamento financeiro, ou seja, é o responsável por gerenciar os recursos da empresa. Além disso, é quem identifica o capital existente e faz de tudo para cresce e manter a operação, sempre dando ciência ao CEO.
  • CTO – O Chief Technology Officer é o responsável pelo setor de tecnologia da empresa. É um líder necessário em todo o tipo de empresa, pois contribui para auxiliar na transformação digital e todo avanço tecnológico necessário para melhorar os processos da organização.
  • COO – O Chief Operating Officer é como se fosse o braço direto do CEO, vamos dizer como um sócio ou co-fundador. Ele é quem verifica e garante que toda a visão estratégica do CEO está sendo cumprida e sendo realizada em todos os níveis operacionais. 
  • CMO – O Chief Marketing Officer é o líder do setor de Marketing. Esse profissional é o responsável pela visão estratégica do departamento de tal forma que todas as ações de atração e fidelização de clientes estejam sendo planejadas e realizadas conforme os objetivos. 
  • CHRO – O Chief Human Resources Officer é o relacionado ao setor de recursos humanos. O líder de RH é o que atende à demanda de capital humano de uma empresa e capacita os colaboradores e lideranças, assegurando que o negócio tem o que precisa para funcionar sem problemas de fit cultural, valores e competências.

Perfil desses profissionais

A partir dessas denominações, o perfil desses profissionais deve ser altamente qualificado em relacionamento com pessoas e gestão. Assim, algumas competências contribuem para atingir esses cargos, como: 

  • Ser um bom comunicador;
  • Ter pensamento crítico;
  • Saber sobre posicionamento estratégico;
  • Saber delegar;
  • Ter conhecimento técnico;
  • Ter visão holística do negócio.

Afinal, o que faz um CTRO?

Close-up of golden Bitcoins on a dark reflective surface and the histogram of decreasing crypto in the background.

O CTRO é o profissional que trabalha lado a lado com especialistas em gestão financeira e relações públicas. Ou seja, ele quem estará na negociação direta e no gerenciamento de finanças para construir relações de confiança no setor financeiro. Portanto, seu papel é encorajar transparência e responsabilidade no mercado de criptomoedas.

Por isso, é um perfil de pessoa que está completamente atualizado com as tendências do mercado e sempre acompanhando o ramo de investidores. O que faz ser considerada uma das profissões do futuro.

Quais as habilidades de um Chief Trust Officer?

Sabendo da função, tornar-se um profissional desse cargo é importante que tenha vasta experiência com criptomoedas, blockchain e bolsa de valores, bem como um perfil analítico.

Como é alguém que lida direto com outras empresas e investidores, também precisa ter boas habilidades com comunicação e vendas. Além disso, é importante ter flexibilidade para trabalhar, pois é uma profissão que exige tempo e espaço. 

Outras habilidades necessárias e que contribuem para um sucesso na carreira são: ter conhecimento do ambiente regulatório global e saber trabalhar sob constante pressão.

Quanto ganha um profissional CTRO?

O salário também é um dos pontos que mais chamam atenção para essa profissão do futuro. Para atingi-la você precisa de bastante experiência e conhecimento técnico, o que por si só já deixa o salário mais alto. 

Segundo o Glassdoor, a média do salário nacional gira em torno de R$7.480 reais no Brasil. Sendo importante ressaltar que isso vai variar de empresa e região em que atua, então é apenas uma base do real salário da profissão.

Por que é considerada uma profissão do futuro?

Diversos fatores contribuem para essa suposição de profissão do futuro. Um deles é por ser um cargo que cresceu de forma expressiva nos últimos anos, principalmente com a inserção maior das moedas digitais no mercado financeiro e de investimentos. 

Além disso, há a questão de usar a tecnologia, algo que cresce a cada dia e precisa de inovação e criatividade para trabalhar. 

Por fim, a questão de oportunidades no mercado e os altos salários, além da flexibilidade de trabalho

Gostou do conteúdo e planeja ingressar nessa carreira? Participe do nosso evento Gestão Exponencial e fique por dentro de tudo sobre esse e outros cargos C-Level que são tendências no futuro. 

O que é Django: qual a sua utilização na web e vantagens

Se você pensa em trabalhar com Tecnologia e Informação ou é um entusiasta dessa área, precisa saber o que é Django. 

Utilizar frameworks é uma “mão na roda” para programadores estruturarem os seus projetos. Junto a eles, é possível completar estruturas já criadas. 

A tecnologia avançou e hoje temos frameworks com funcionalidades específicas, aplicações únicas e objetivos certeiros. Nesse caso, quando falamos sobre frameworks, não podemos deixar de falar do mais utilizado entre eles: o Django. 

Quer conhecer mais sobre ele? É só continuar a leitura e aprender mais!

O que é Django?

Em síntese, o Django é um framework gratuito de aplicativos web com código aberto escrito em Python

O site oficial do Django diz que ele é uma estrutura da web Python de alto nível. Além disso, o site também cita que esse framework é:

  • Ridiculamente rápido: o Django é projetado para ajudar os desenvolvedores a levar as aplicações do conceito à conclusão o mais rápido possível;
  • Com segurança garantida: ele leva a segurança a sério e ajuda os desenvolvedores a evitar muitos erros comuns de cibersegurança;
  • Excessivamente escalável: muitos dos sites mais movimentados da web utilizam o Django para escalar de forma rápida e flexível.

Ademais, muitos desenvolvedores Django concordam que o framework cuida da parte “chata” de desenvolvimento da web, para que o programador possa ter foco total na escrita do aplicativo sem ter que pensar em grandes invenções.

Como o Django surgiu?

O Django faz parte da Geração Z. Criado entre 2003 e 2005, o framework recebeu esse nome em julho do último ano, inspirado no Django Reinhardt, um dos maiores e mais influentes guitarristas dos últimos tempos. 

Django Reinhardt, guitarrista que inspirou o nome do framework Django
O guitarrista Django Reinhardt, que serviu de inspiração para o nome do framework Django.

Sob licença BSD, ou seja, de código aberto, o Django foi desenvolvido por Adrian Holovaty e Simon Willison. Inicialmente, ele foi desenvolvido como um sistema de gerenciamento de sites jornalísticos. 

Basicamente, um time web que criava e mantinha sites de jornalismo começou a reutilizar diversos dos seus códigos comuns e até mesmo padrões de design, com isso, o código acabou evoluindo e tornou-se o que viria a ser o Django, lançado em julho de 2005. 

Não foi surpresa quando o Django começou a escalar e a ser aprimorado desde a primeira versão até a 2.0, de 2017. 

Mas você deve estar se perguntando: o que é um framework? 

O que é um framework?

Em tradução direta do inglês para o português, framework significa estrutura. Já na programação, o framework é um conjunto de códigos que reúne trechos de um projeto de desenvolvimento.

Em suma, essa estrutura é feita para resolver um problema específico e ajuda o desenvolvedor web a conectar todas as linhas de código quase que perfeitamente. 

No entanto, por mais que possa parecer simples, o programador precisa conhecer bem o framework que está utilizando, já que uma escolha errada pode acarretar problemas no projeto.

O Django é um framework opinativo ou não opinativo

Normalmente os frameworks são considerados opinativos e não opinativos. Suas diferenças são as seguintes. 

Opinativo

Têm opiniões mais fixas sobre como deve ser a maneira de guiar uma tarefa em particular. Além disso, são menos flexíveis no quesito resolver problemas fora do seu domínio principal e, assim, oferecem menos opções para os componentes e abordagens a serem utilizadas. 

Um exemplo de framework opinativo é o Angular. 

Não opinativo

Por sua vez, os não opinativos são bem menos restritos sobre como lidar com certas tarefas e união de componentes, e acabam facilitando a vida dos desenvolvedores, já que eles podem usar as ferramentas que acharem adequadas, no entanto, os programadores que precisarão ir atrás desses componentes. 

Dois exemplos de frameworks não opinativos são o React e Vue.

O Django, por sua vez, oferece “the best of both worlds” como diria Hannah Montana: ele é moderadamente opinativo.

Isso significa que ele oferecerá a você, desenvolvedor, componentes para lidar com as tarefas, quais são as melhores maneiras a serem usadas, mas também permite que você possa escolher entre várias opções, já que o Django tem uma aquitetura desacoplada.

Como funciona o Django?

Os projetos com Django são divididos por aplicações compostas por um pacote Python. Dessa forma, essas aplicações são baseadas no Modelo Model-View-Template, ou MVT. São eles:

  • Model: tem ligação direta com um banco de dados e os representa, é a camada feita para manipular, incluir ou excluir dados;
  • View: é onde os dados são extraídos e produzem uma resposta, lembrando é uma função Python;
  • Template: é como se fosse o front-end, ou seja, diz respeito a tudo aquilo que o usuário final é capaz de visualizar.

Para que serve o Django?

Em suma, esse framework é utilizado na facilitação e otimização de tempo do desenvolvimento de projetos web por meio da linguagem de programação Python. Veja aplicações do Django abaixo. 

Desenvolvimento de aplicações Web

Provavelmente a aplicação mais popular de Django. 

Aqui, aplicações são divididas em outras aplicações menores que, por sua vez, tem responsabilidades específicas no projeto e ajudam na compreensão e visualização do todo.

Criação de formulários

Sabe aquela camada “templates”? Bom, nela, o Django permite a criação de formulários de maneira automática. 

Autenticação de usuários

Sabe o processo de fazer login em um site nas nossas próprias contas? Isso é chamado autenticação de usuários e o Django oferece um sistema funcional e seguro.

Caching

Imagine que você está entrando em um site que precisa de login, mas não precisa o fazer já que as suas informações já estão armazenadas. Bom, isso acontece porque o seu cachê foi ativado. 

Com o Django é possível produzir o caching, visto que ele tem um sistema bem eficiente nesse quesito. 

Vantagens e desvantagens do Django

Quer conhecer vantagens e desvantagens do Django e ver se realmente vale a pena aprender mais sobre esse framework? 

Citamos quatro vantagens, são elas:

  1. Amplo: é um framework completo que consegue conter as soluções dos problemas mais simples até os mais complexos;
  2. Seguro: a sua aplicação é desenvolvida com proteção contra os mais comuns tipos de ataques cibernéticos;
  3. Versátil: o framework, por sua vez, é multiplataforma, assim como o Python, linguagem na qual é baseado;
  4. Escalável: usado em plataformas famosas como as redes sociais Instagram e Pinterest, o Django foi criado para ser usado em projetos escaláveis.

Ademais, quando falamos em desvantagens, a principal é que muitos dos resultados obtidos em projetos feitos com Django só poderão ser vistos a longo prazo. Portanto, para empresas que querem resultados rápidos, o Django deixa a desejar.

Por que usar o Django?

Por que não usar o Django? Essa deveria ser a pergunta! 

O framework além de permitir o reaproveitamento de códigos (facilitando muito a vida dos desenvolvedores), oferece interface administrativa, para deixar mais simples o gerenciamento do conteúdo, é fácil de usar, é rápido e simples e ainda conta com ampla documentação

Além disso, se o seu foco é entrar de cabeça nessa área do mercado de trabalho, enquanto esse artigo foi escrito, em setembro de 2022, tínhamos mais de 200 vagas para desenvolvedores de Django no LinkedIn. 

Ótima oportunidade, não?

Como aprender mais sobre o Django?

Comece aprendendo mais sobre  conhecimentos básicos de ORM (Mapeamento Objeto-Relacional), o que vai te ajudar muito na manipulação de dados. 

Além disso, uma ótima oportunidade é a graduação em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade XP. Essa graduação vai te transformar em um grande especialista em uma área que mais cresce no Brasil e no mundo: a de desenvolvedor ou programador, como também são reconhecidos os seus profissionais.

Tá esperando o quê? Corre e se inscreve. O futuro está em suas mãos!