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Gestão Ágil de Produtos: saiba como usar essa metodologia

Promover a melhor experiência do usuário é um dos maiores objetivos das empresas atuais. Isso ocorre porque são eles os responsáveis pelo crescimento da mesma e o aumento de receita e faturamento da empresa. É nesse sentido que entra a importância da gestão ágil de produtos e a função que exerce para que a estratégia organizacional e a satisfação dos clientes estejam alinhadas.

As metodologias ágeis têm sido cada vez mais consideradas pelos gestores e profissionais por causa das vantagens que podem proporcionar aos processos de trabalho. E quando se alinha esse agile com a gestão de produtos, o sucesso é garantido. 

Entenda melhor sobre esse conceito, como funciona e por que deve ser levado em conta no seu trabalho e/ou empresa. 

Gerenciamento de Produtos: o que é?

Gerenciamento de produtos é uma área multidisciplinar, geralmente liderada por um gerente de produto ou Product Manager, com a função dentro da organização que orienta o ciclo de vida de um produtos e todas as suas etapas, desde a ideia de sua criação, o desenvolvimento até o posicionamento e precificação do produto. 

Como assim? Sabe quando você compra um celular ou utiliza algum aplicativo/software para sua rotina pessoal ou profissional? Essa boa experiência que você tem ocorre graças a gestão de produtos que a empresa cria e proporciona a você como cliente.

Graças a esse foco no cliente, as equipes de produtos fornecem, diariamente, produtos com execução e design melhores. Por isso, o gerenciamento de produtos lida com a essência de uma empresa, sendo considerada um dos ativos mais importantes na organização, já que são os produtos que satisfazem os usuários e, assim, constrói-se uma entrega de valor no mercado conectada aos desejos dos consumidores. 

Importante ressaltar que essa área engloba tanto os produtos físicos, como também a categoria de serviços, como softwares, infoprodutos. Em outras palavras, tudo aquilo que as empresas produzem e entregam ao mercado como resultado do seu trabalho.

Portanto, o objetivo da gestão ou gerenciamento de produtos é fazer a voz dos consumidores ser ouvida, de maneira que a empresa crie produtos que atendam necessidades e entreguem valor ao mercado. Logo, é necessário que esse setor esteja constantemente monitorando o comportamento, as necessidades e os interesses dos consumidores.

Como funciona uma metodologia ágil?

A metodologia ágil ou Agile, é um conceito que gira em torno de um guia de ações que uma empresa exerce em busca de melhores resultados e aumento na produtividade.

Sua ideia é fazer com que os processos sejam realizados de forma mais rápida, clara, objetiva e barata, garantindo assim otimização do tempo, qualidade e produtividade. Mas para que funcione deve sempre estar embasado em planejamento e estratégia.

E quando falamos disso inclui todo o ciclo de um projeto, que vai desde a sua pré-concepção até a entrega final

Tudo isso em todo ciclo de vida de um projeto: da sua concepção até a entrega/produto final.

Um dos principais conceitos do método ágil é que o escopo de um projeto é fluido, enquanto os recursos permanecem os mesmos. Assim, no gerenciamento de produtos ágeis, a equipe passa menos tempo definindo o produto com antecedência e está aberta a alterações ao longo do caminho. 

Ao investir nessa metodologia, sua empresa se torna mais eficiente e se mantém competitiva diante de um mercado cada vez mais inovador.

Um exemplo de metodologia ágil cada vez mais implementado pelas empresas é o Design Thinking, o qual transforma o processo criativo. 

Quais os benefícios do Agile e da gestão de produtos?

Quando mesclamos o conceito de agile no gerenciamento de produtos ocorre uma modelagem do processo mais rápida e produtiva, buscando entregar valor ao usuário final e atendendo, ao mesmo tempo, aos objetivos estratégicos do negócio. A gestão de projeto ágil é um aspecto muito comum em startups, por exemplo.

Uma vantagem é que os gerentes de produto ágeis são mais integrados nas equipes de tecnologia do que nas equipes de negócios. Mas além disso, outras podem ser identificadas, como:

  • Aumento da produtividade;
  • Melhorias na comunicação;
  • Mais qualidade;
  • Melhora as estratégias de venda;
  • Integração entre pessoas;
  • Respostas rápidas para imprevistos e alterações; 
  • Possibilidade de aumentar o market share;
  • Maior competitividade no mercado;
  • Diferenciação da concorrência.

Portanto, é essencial mostrar como é útil a gestão ágil de produtos para uma empresa que ainda não passou pela transformação digital e ainda não viu os benefícios de uma metodologia ágil nos seus projetos e no seu desenvolvimento de software.

Como desenvolver um produto utilizando métodos ágeis?

Aplicar a metodologia ágil na gestão de projetos é relativamente simples hoje em dia, mas deve ser um processo cuidadoso. Para isso, considere deve acontecer de duas formas:

  • Abrangente: agregar toda a estratégia, estrutura, processos, pessoas e tecnologia da empresa.
  • Iterativa: ter a consciência que nem tudo pode ser antecipado e que imprevistos acontecem, sendo a flexibilidade é a chave de tudo.

Feito isso siga essas 3 etapas e veja como funciona:

#1 Experimentação e testes

Para o desenvolvimento de novos produtos é recomendado uma combinação de experimentações práticas que possam gerar um protótipo descartável ou de um incremento ao produto já existente. 

Isso vai fazer com que se levantem hipóteses e características, melhorando a qualidade e experiência do usuário como um todo. 

#2 Scrum e novos produtos

Assim como no Scrum, tendo a visão de um product backlog inicial, é possível desenvolver o mínimo de funcionalidades necessárias para validar as hipóteses.

Dessa forma, o desenvolvimento de novos produtos pode atuar em conjunto com os métodos ágeis, mesmo com um número mínimo de funcionalidades necessárias para promover a etapa de testes, é possível solicitar o feedback dos usuários e clientes.

A experiência prática conquistada ao testar o produto ajuda a compreender o que o mercado deseja, e, assim, fazer ajustes a fim de tornar o produto eficiente. 

#3 Inovações e demais métodos ágeis

Hoje a maioria das organizações de desenvolvimento de software utilizam o gerenciamento ágil, embora sua aplicabilidade requer alguma adaptação. 

A inovação permite que os objetivos sejam alcançados e ainda com um diferencial frente ao mercado.

Como iniciar uma carreira na área?

Portanto, a gestão de produtos ágil é um aspecto que deve ser utilizado pelas empresas que planejam prosperar no mercado e trazer a melhor experiência aos clientes.

Para esse processo, algumas etapas são necessárias, tudo visando mais qualidade e produtividade. 

Se você deseja se aprofundar nesse conceito e construir uma formação e conhecimento, algumas dicas são ler livros da área, como “SCRUM: A Arte de fazer o dobro do trabalho pela metade do tempo”, de Jeff Sutherland.

Além disso, fazer uma capacitação em metodologia ágil é o que vai fazer a diferença. Para isso, confira uma trilha de redução sobre gestão ágil e veja como sair dela já implementado na sua rotina.

Como transferir dinheiro para o Tesouro Direto? Passo a passo simples!

Pensando em abraçar uma modalidade de investimento que cresce a cada ano em popularidade e adesão? Então é hora de descobrir como transferir dinheiro para o Tesouro Direto! 

De acordo com o Tesouro Nacional, em matéria divulgada pelo portal Valor, o número de depósitos superou o de saques no Tesouro Direto em dezembro de 2021. Por conta disso, as vendas de títulos públicos superaram os resgates em R$ 1,791 bilhão neste mesmo período. 

Siga em frente e continue a leitura para descobrir se este produto é o investimento certo para você, e como transferir dinheiro para o Tesouro Direto de maneira simples e segura. 

Para quem o investimento no Tesouro Direto é recomendado?

Segundo a reportagem citada na introdução deste artigo, o número total de investidores cadastrados no Tesouro Direto em dezembro de 2021 superou a marca dos 16 milhões. 

Esse número é resultado de um crescimento de 77% no último ano, o que reforça a ideia da popularidade desse no mercado financeiro. 

Por ser segmentado em diferentes tipos de “pacotes” de aplicações, o Tesouro Direto se tornou uma opção atrativa para vários perfis de investidores. Há opções que atendem desde aqueles que buscam um caminho para a construção da reserva de emergência, até os que desejam fazer um investimento de longo prazo visando uma aquisição futura, ou mesmo um complemento para a aposentadoria. 

Além disso, os diferentes tipos de investimentos no Tesouro Direto atendem desde o perfil conservador, que deseja saber exatamente quanto vai ganhar no futuro, até aquele que busca rentabilidade acima da inflação, e não se preocupa com as oscilações do período. 

>>> Saiba mais sobre os diferentes tipos de produtos do Tesouro Direto 

Vantagens e desvantagens de investir no Tesouro

Se você está lendo esse artigo, provavelmente conhece alguns dos motivos pelos quais o Tesouro Direto é uma boa opção de investimento. Mas, para te ajudar a ter certeza de que esta modalidade é a ideal para você, aqui vão alguns pontos positivos e negativos do produto. 

Coloque na balança e, se o saldo for positivo, continue lendo para entender como transferir dinheiro para o Tesouro Direto! 

Vantagens: 

  • Facilidade de investimento: é possível investir no Tesouro Direto do conforto da sua casa, contando apenas com uma conexão à internet. Diariamente, você pode consultar os títulos disponíveis e fazer suas operações. 
  • Liquidez: o resgate do dinheiro aplicado no Tesouro Direto pode ser solicitado a qualquer momento, e o Governo leva apenas 1 dia útil para concretizar a operação. A alta liquidez da modalidade a torna indicada para a criação de fundos e reservas de emergência, por exemplo.
  • Segurança: por ser um título emitido pelo próprio governo — o órgão máximo do país — o Tesouro Direto é considerado um investimento ainda mais seguro do que a tradicional poupança.
  • Acessibilidade a diversos perfis de investidores: mesmo pequenos investidores, iniciando sua carreira no mercado, podem investir no Tesouro Direto sem dificuldades. Além da simplicidade da operação, que dispensa conhecimentos avançados, os títulos do Tesouro costumam ter valores mínimos de aporte bastante reduzidos, facilitando o acesso aos papéis. 

Desvantagens: 

  • Risco de venda no mercado: assim como outros investimentos atrelados a índices do mercado, o Tesouro Direto é diariamente impactado pela flutuação da taxa Selic, a taxa básica de juros. Dessa forma, quando a Selic sobe, o preço dos papéis cai. Isso significa que, embora seja possível, vender um título do Tesouro Direto antes de seu vencimento pode acarretar em vendas por valores menores do que o pago inicialmente, o que configura perda de capital, ou o bom e velho prejuízo. 
  • Tributação: incidem, sobre os investimentos no Tesouro Direto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — apenas nos 30 primeiros dias de aplicação, a taxa de custódia e o Imposto de Renda, que incide de forma regressiva – ou seja, quanto maior o tempo de investimento, menor a alíquota.

E aí? Sua balança pendeu a favor do investimento? Então é hora de descobrir, na prática, como transferir dinheiro para o Tesouro Direto! 

Como transferir dinheiro para o Tesouro Direto? 

Existem dois caminhos para entender como transferir dinheiro (da poupança ou conta corrente) para o Tesouro Direto. A seguir, você conhece cada um deles.

Faça o processo utilizando o aplicativo do Tesouro direto, ou…

É possível transferir dinheiro para o Tesouro Direto utilizando o próprio aplicativo disponibilizado pelo Governo. As informações a seguir estão disponíveis na página “Como investir?” do Tesouro, e mostram como ativar sua conta e realizar transações no Tesouro utilizando o app ou o Portal do Tesouro Direto.

Passo 1: Simule seu investimento e encontre o título ideal para você 

O primeiro passo para fazer qualquer tipo de investimento é conhecer o seu perfil de investidor e verificar a compatibilidade das suas expectativas/necessidades e os retornos e riscos do título buscado. 

Com o Tesouro Direto, não é diferente. Portanto, conheça os produtos oferecidos, compare sua rentabilidade e seus riscos e escolha aquele que se enquadre melhor naquilo que você, enquanto investidor, busca.

Se você ainda não conhece o seu perfil de investidor, dê o play no vídeo abaixo e descubra por onde começar. 

Passo 2: Cadastre-se

O cadastro no Tesouro Direto deve ser feito diretamente nos bancos e corretoras habilitados para mediar o serviço. Você pode consultar os habilitados no diretório do próprio Tesouro, bem como as taxas e condições de associação da conta. 

Passo 3: Transfira o dinheiro

Em seguida, você deve transferir o dinheiro da sua poupança ou conta corrente diretamente para a conta aberta na instituição em que se cadastrou na etapa anterior. 

Passo 4: Invista

O investimento no Tesouro pode ser feito pela plataforma da instituição escolhida para mediar as operações, pelo aplicativo oficial do Tesouro Direto ou pelo portal. 

…facilite o processo com a ajuda de uma corretora!

Como você viu no passo 2 do guia acima, é preciso criar uma conta em uma instituição habilitada para operar no Tesouro Direto. Essa instituição pode ser um banco ou uma corretora de valores, como a XP, a Clear ou a Rico. 

A escolha é sua, mas aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a entender porque vale a pena utilizar uma corretora para mediar suas operações no Tesouro Direto e em outros títulos.

  1. Atendimento ao investidor

Algumas corretoras, como a Rico e a XP, oferecem atendimento via telefone, chat ou e-mail para orientar e assegurar as operações realizadas nas plataformas. O auxílio de um profissional especializado no mercado financeiro traz segurança e confiabilidade para as operações realizadas via corretora. 

  1. Taxas baixas

As taxas de administração da Clear, Rico e XP são zero para investimentos no Tesouro Direto. 

  1. Plataformas com boa usabilidade

As plataformas das corretoras aqui citadas são simples e didáticas. Com alguns minutos de uso, você se sente confortável para navegar no espaço e encontrar todos os serviços desejados. Sem complicação! 

Aprenda a investir! 

Se entender como transferir dinheiro para o Tesouro Direto é seu primeiro passo como investidor, aqui estamos nós, te estendendo a mão para dar o próximo! 

Nossa dica é o curso Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco para aprender como funciona esse universo e usá-lo a seu favor na hora de investir. É hora de dar o próximo passo rumo à realização dos seus sonhos! Faça a inscrição e comece a estudar hoje mesmo!

*Créditos imagem de capa: Nick Pampoukidis em Unsplash

Diferença entre líder e chefe: características de cada profissional

As relações humanas mudaram e, consequentemente, isso afetou também o mercado de trabalho e os seus colaboradores. Se antes ser chefe era um sinônimo de poder, sucesso e superioridade, hoje o contexto é completamente diferente. Existe uma clara diferença entre líder e chefe.

As pessoas costumam abandonar os seus empregos, muitas vezes, por causa dos seus gestores, não por causa das empresas. Se a organização não adota uma relação de trabalho humanizada, empática e inspiradora, a tendência é que ela acabe perdendo talentos. Continue a leitura e entenda melhor a diferença entre esses conceitos e descubra as suas principais características.

Entendendo a diferença entre líder e chefe

Basicamente, as duas posições de poder se diferenciam pela forma como o indivíduo exerce o seu poder dentro do grupo. Abaixo você confere melhor a definição de cada um.

O que é ser chefe?

O chefe é aquela figura muito temida, pois a sua gestão de processos muitas vezes são baseadas em exclusão, intimidação e distanciamento. Ele fica em um pedestal e nunca pode ser contrariado ou questionado. O cargo é usado para ditar regras e dar ordens.

Considera os colaboradores apenas como subordinados, não os escuta e foca mais nos processos do que nas pessoas. Também não vê sentido em motivar os funcionários, pois acredita que fazer um bom trabalho é uma obrigação.

O que é ser líder?

O líder não busca resultados focando nos processos, mas sim nas pessoas. Ele conduz as pessoas para que elas façam o que ele precisa, por meio da inspiração, não pelo medo. O líder exerce a influência sem precisar impor o seu poder ou ser temido. Ele é respeitado.

O bom líder não se coloca acima dos liderados, caminha com a equipe e transmite as orientações de maneira humanizada. Ele também é o exemplo, pois o seu comportamento mostra como os colaboradores devem agir e inspira confiança nas tomadas de decisões.

Líder e chefe: principais características e atribuições

O líder e o chefe trabalham de modo diferente no dia a dia. Abaixo você compara algumas das características desses dois perfis.

As características que um líder destaca são:

  • Admite erros;
  • Sabe ouvir os colaboradores;
  • Reconhece o trabalho dos liderados;
  • Aceita opiniões;
  • Tem ações inspiradoras;
  • Capacita outros;
  • Desenvolve a cultura;
  • Busca um ambiente de trabalho saudável;
  • Prefere ser respeitado a ser temido;
  • Realiza feedbacks periodicamente.
Reunião de equipe com chefe e líderes de equipe
A diferença entre líder e chefe fica bem clara quando olhamos para as características da cada profissional.

O chefe, por sua vez, destaca nas seguintes características:

  • Centraliza as informações e decisões;
  • Não aceita opiniões contrárias;
  • Tem medo de capacitar e outro “tomar o lugar”;
  • Cobra excessivamente;
  • Atribui o sucesso para si e os erros aos colaboradores;
  • Prefere ser temido;
  • Não acha necessário incentivar os colaboradores.

É possível ser líder e chefe ao mesmo tempo?

Um chefe não pode ser considerado líder, uma vez que a maneira que ele coordena o departamento, grupo ou organização é completamente diferente da forma como um líder faria. Ele busca solucionar problemas e tomar decisões sozinho, se sobrecarregando ao tentar centralizar e controlar tudo.

Já o líder pode ser considerado um chefe, mas um que trabalha de maneira diferente. Ele também está a frente de uma organização, mas busca influenciar o comportamento da equipe e caminhar junto aos liderados. Ele também escuta os colaboradores, oferecendo confiança e autonomia para que todos possam evoluir.

Qual a importância de desenvolver lideranças dentro da empresa?

Uma boa liderança é essencial para o desenvolvimento do time e da conquista de resultados. Os líderes podem promover um ambiente de trabalho mais harmonioso, transmitir melhor as decisões da organização para o time e ainda tornar o trabalho em equipe uma fonte de novas ideias e soluções de problemas. 

Como consequência, existem diversos impactos positivos, como a oferta de produtos e serviços melhores, melhor retorno dos investimentos, além da retenção de talentos.

Ser líder não significa ter liderança

Vale ressaltar, que não são apenas pessoas que estão no comando que são líderes. Qualquer pessoa pode ser um líder, visto que um líder é aquele que serve de inspiração e motiva os outros a atuar na busca por um objetivo em comum.

Membros da equipe podem ser líderes e identificá-los pode ajudar até mesmo na formação da liderança dentro da empresa no futuro. Se, por outro lado, você sente que é um líder, pode trabalhar nessa característica para ser um líder cada vez melhor.

Líder ou chefe: qual o seu perfil?

Ao chegar até aqui, provavelmente já entendeu a diferença entre líder e chefe e deseja saber qual dos dois perfis se encaixa no seu, correto? Para auxiliar, separamos alguns questionamentos que você deve fazer a si mesmo:

  1. Você faz o possível para que todos possam opinar e colaborar?
  2. Prioriza o autoaperfeiçoamento e o crescimento contínuo?
  3. Ajuda os colaboradores a aprenderem com os seus erros?
  4. Procura por talentos na equipe e os ajuda a evoluir?
  5. Consegue ser o maior exemplo, aplicando o comportamento que cobra dos demais?
  6. Inspira a equipe sem precisar intimidar ou usar o poder e o controle?
  7. Faz mais questionamentos do que dá ordens?
  8. Insere metas realistas, possíveis de cumprir?

Se respondeu sim para a maioria ou todas as perguntas, você provavelmente é um líder. Se não, volte às questões negativas e reflita sobre o que pode melhorar.

Como se tornar um bom líder?

Apesar de algumas pessoas já terem o chamado “espírito de líder”, a verdade é que ninguém não nasce pronto. É preciso se desenvolver para se tornar um líder. Por isso, estudar sobre liderança e compreender os próprios pontos fortes e fracos é muito importante. Veja abaixo algumas das habilidades que você precisa ter para ser um bom líder:

  • Tomar decisões;
  • Foco e consistência;
  • Empatia;
  • Otimismo e honestidade;
  • Humildade;
  • Receber críticas;
  • Reconhecer os próprios erros;
  • Sugerir ao invés de apenas mandar;
  • Elogiar quando necessário;
  • Tornar os desafios mais fáceis;
  • Motivar a equipe;
  • Acompanhar processos;
  • Saber ouvir;
  • Trabalhar em equipe;
  • Saber delegar.

Essas soft skills são cruciais para que você se torne um líder cada vez mais eficiente e inspirador. Além disso, você também precisará compreender os valores e objetivos da empresa, investir na evolução da equipe, manter uma boa comunicação, fazer planejamentos e metas, além de acompanhá-las e aprimorar constantemente as suas habilidades sociais.

Cursos de gestão, empreendedorismo e liderança também podem auxiliar, apontando como exercitar essas habilidades na prática e as etapas para se tornar um líder exemplar.

Agora que você já conhece a diferença entre líder e chefe, que tal conhecer também o nosso MBA de Gestão Exponencial e aprender sobre mindset empreendedor, planejamento estratégico, cultura e gestão de pessoas e muito mais.

E para finalizar, confira a nossa uma lista filmes de empreendedorismo para te inspirar.

Quality Assurance: o que é e qual a sua importância

Toda empresa, seja ela prestadora de serviços ou fabricante de produtos, preza pela qualidade do que está sendo ofertado ao cliente. Por isso, o Quality Assurance (QA) é fundamental para manter a qualidade, garantir a satisfação do cliente e a credibilidade da empresa no mercado que ela está inserida.  

Com o mercado super competitivo, os erros são cada vez menos tolerados pelos consumidores e isso é comprovado em fatos. De acordo com uma pesquisa da empresa de consultoria Fifth Quadrant, 8 a 10 consumidores deixam de consumir produtos de uma marca após uma experiência ruim. Além disso, 72% afirmam que falariam com amigos e familiares para também não consumirem a marca. 

A partir desses dados, e de tantos outros, que comprovam como é difícil conquistar um cliente, a testagem na etapa de produção de produtos ou de softwares é essencial para reduzir as chances de erros após o lançamento do produto. E é justamente aí que o quality assurance entra em ação.   

O que é Quality Assurance

Quality assurance, ou garantia de qualidade em português, significa o processo de garantir a qualidade do produto através da checagem dos requisitos de qualidade. Nesse processo os profissionais verificam se todos os requisitos estão sendo cumpridos de forma correta. 

Para isso, são realizados uma série de testes que levam em consideração as definições da empresa e as expectativas dos clientes. A partir deles é que sabemos se o produto final está aprovado para chegar às mãos dos clientes.  

Diferença entre Quality Assurance e Quality Control 

Muitos confundem o quality assurance (garantia de qualidade) com o quality control (controle de qualidade). No entanto, apesar dos nomes parecidos, esses são dois processos diferentes que juntos garantem a qualidade do produto. Confira abaixo a diferença entre os dois processos:

Quality Assurance

O QA consiste em um conjunto de atividades focadas no processo do desenvolvimento. O seu objetivo é tentar garantir que o serviço ou produto final sejam entregues com a melhor qualidade possível, atendendo as expectativas do cliente.  

Essas atividades da garantia de qualidade reduzem as chances de erros antes que eles ocorram a partir do desenho dos processos sistêmicos que devem ser seguidos. Um produto seguro e eficaz depende da atenção e da forma que os processos são executados pela equipe de criação. 

Quality Control

Enquanto o QA é focado no processo, o controle de qualidade é focado no produto após finalizado. O papel do QC é avaliar se os produtos finais estão de acordo com o que foi planejado pela equipe de QA. 

Para isso, a equipe de controle de qualidade tem uma série de ações e técnicas que servem para monitorar e corrigir os defeitos que foram identificados. Além disso, também são responsáveis por apresentar resultados e relatórios com informações que podem ser aplicadas nos novos projetos.  

Verificação da Quality Assurance em uma indústria de paletes
Quality Assurance e Quality Control são processos diferentes, mas ambos são importantes para uma empresa lançar um produto no mercado.

Resumidamente, podemos dizer que o controle de qualidade consiste na verificação do produto depois da fabricação e antes da distribuição para os centros de compra. 

Como funciona a Quality Assurance

A quality assurance serve para prevenir defeitos durante o processo de desenvolvimento do software. Por isso, o foco da equipe de QA é fazer com que o escopo do projeto desenvolvido por eles sirva, simultaneamente, para acelerar os processos da equipe de devs e as expectativas dos clientes para entregar o resultado que eles desejam.

Para que isso aconteça, o analista ou a equipe de QA precisa ser integrada como parte fundamental do ciclo de desenvolvimento. Eles realizam testes em cada etapa do processo, antecipando bugs e ajudando a solucioná-los.

O que faz o analista de Quality Assurance

Um analista de quality assurance é o profissional responsável por garantir a qualidade nos processos de desenvolvimento de um produto. Ou seja, o analista de qualidade é a pessoa envolvida na definição e do processo de software e também o responsável por acompanhar o funcionamento e fazer a gestão de processos que foram estabelecidos.

Algumas funções do analista de qualidade são:

  • Garantir o funcionamento correto dos softwares;
  • Documentar fases de teste e defeitos;
  • Identificar e reportar bugs e falhas nos sistemas;
  • Realizar teste pré e pós-implementação do programa.

Como se tornar um analista QA?

Em primeiro lugar, você precisa ter em mente que um analista quality assurance deve ter conhecimento técnico sobre o processo de desenvolvimento ágil de software. Por isso, é importante dominar ferramentas de testes de automação e de validação de processos.

Algumas empresas pedem, juntamente com os conhecimentos técnicos, que os profissionais tenham graduação em cursos como Ciência da Computação, Engenharia da Computação, entre outros cursos relacionados.

Além dos conhecimentos técnicos, o analista de qualidade precisa ter algumas skills:

  • Atenção aos detalhes;
  • Boa comunicação;
  • Curiosidade;
  • Pensamento crítico. 

Salário do analista QA 

Segundo o portal Vagas.com, no Brasil um analista de qualidade ganha em média R$ 3.809. Inicialmente a remuneração salarial pode ser de R$ 2.530, e um profissional com mais experiência de mercado pode chegar a receber até R$ 6.016.

Importância da Quality Assurance

Com o avanço tecnológico, mudamos as formas de consumo e de relacionamento. A cultura digital, em que estamos cada vez mais inseridos, faz com que tenhamos uma urgência em resolver as nossas demandas, além da incrível capacidade de espalhar informações em questões de segundos para milhares de pessoas.

Assim, tornou-se cada vez mais necessário ofertar um serviço ou produto de qualidade ao cliente. Para isso acontecer, uma equipe de quality assurance é fundamental, visto que eles são responsáveis por supervisionar os processos até a entrega do produto final. 

Um bom exemplo de como empresas podem perder clientes se não oferecer um serviço de boa qualidade na primeira impressão são os dados da BMC Compuware, empresa de software, que apontam que:

  • Apenas 16% dos usuários voltam a utilizar um aplicativo que não causou uma primeira boa impressão;
  • Enquanto 44% dos usuários deletam o aplicativo no mesmo momento em que tentam executar uma ação e o aplicativo não corresponde ao que desejam.

Entre os principais problemas relatados estão  demora no carregamento, erros frequentes e difícil navegabilidade no app. 

Por que utilizar a Quality Assurance na sua empresa

Agora que você entendeu o que é o quality assurance e a sua importância para a empresa, vamos apresentar os diversos benefícios de implementar esse processo de checagem na rotina do seu negócio.

Listamos abaixo alguns benefícios e o porquê utilizá-los:

  • Antecipação de problemas: o processo de acompanhamento e testagem em cada etapa do processo de desenvolvimento faz com que erros sejam identificados e solucionados com mais facilidade; 
  • Melhora na experiência do cliente: durante o processo de desenvolvimento do software, alguns erros podem passar despercebidos pelos devOps. O profissional de QA fica responsável por fazer essa análise em busca de erros e problemas de execução;
  • Identificação de pontos de melhoria: com o produto finalizado, é importante continuar acompanhando o seu desempenho a fim de propor melhorias, caso seja necessário; 
  • Redução de custos operacionais: uma equipe gestão ágil de projetos, que trabalha para cumprir todos os pontos acima, conseguem reduzir os custos operacionais das empresas de maneira significativa.  

Como aplicar o Quality Assurance no seu negócio

Por ser um segmento novo do mercado de trabalho, esse momento de implementação do quality assurance pode ser um desafio. Para garantir que isso seja feito de forma eficiente, algumas ações são cruciais:

  • Gerenciamento dos fornecedores;
  • Escolha de um profissional qualificado para desempenhar a função ou liderar o novo setor;
  • Treinamento dos colaboradores: 

QA do futuro: desafios e oportunidades

Acompanhar as mudanças dos últimos anos pode ser um desafio para as empresas, que precisam realizar uma transformação ágil nos seus processos. Para acelerar essas mudanças, o quality assurance é peça fundamental.

Apesar do futuro promissor, a QA ainda é uma profissão nova que encontra muitos desafios. Os principais são: dificuldade das empresas em reconhecerem a importância do seu trabalho, ter liberdade para propor melhorias inovadoras, falta de padrão e ferramentas eficientes para o desenvolvimento da função.

Como fazer um plano de carreira no mercado de trabalho atual?

Ter um plano de carreira permite que você identifique seus objetivos profissionais a longo prazo e crie um plano para alcançá-los. Ele também o ajudará a entender o que é preciso para progredir em sua carreira e quais são as suas opções de crescimento.

Desenvolver um plano de carreira pode ajudá-lo a se manter motivado e focado em seus objetivos, bem como ajustar expectativas pessoais e profissionais à medida que sua carreira evolui.

O pessoal e profissional são duas áreas da vida que, às vezes, podem parecer conflitantes. No entanto, é possível conciliá-las se houver um comprometimento e um esforço consciente para fazer isso.

Quer entender mais? Saiba o que é e para que serve um plano de carreira, tipos, como fazer e os benefícios. Boa leitura!

O que é plano de carreira?

O plano de carreira é um conjunto de ações definidas por um indivíduo para alcançar seus objetivos profissionais a médio e longo prazo. O planejamento envolve a definição de metas, a elaboração de um plano de ação para alcançá-las e a avaliação periódica dos resultados.

Para que serve um plano de carreira?

A ferramenta servirá como guia para entender seu momento atual e onde você quer chegar.

Veja abaixo dicas de como fazer o plano de carreira:

  1. Estabeleça metas e objetivos;
  2. Avalie o desempenho;
  3. Dê feedbacks construtivos;
  4. Monte um plano de ação;
  5. Acompanhe os resultados com frequência.

Principais tipos de plano de carreira

Existem diversos tipos de planos de carreira que as empresas podem utilizar para melhor direcionar seus funcionários.

Esses planos devem ser criados segundo as necessidades e objetivos da organização, bem como do perfil dos profissionais que compõem seu quadro de colaboradores. Conheça os principais tipos:

Carreira horizontal

O plano de carreira horizontal não possui divisão de nível hierárquicos. Logo, por todos estarem no mesmo patamar, não há possibilidade de crescimento profissional.

Algumas empresas podem conceder aumentos salariais e reconhecer os colaboradores conforme o desempenho em alguma demanda ou no ano vigente.

Carreira em linha

O plano de carreira em linha é quando a estrutura interna vem da hierarquia. As promoções acontecem por padrão e por tempo de serviço, independente se você teve um desempenho excepcional ou não.

Geralmente, ele é mais conhecido para profissionais de serviços públicos e instituições militares. Nesse caso também há dificuldades de mudar de cargo e área, pois o ingresso se dará em determinado cargo/posto.

Carreira paralela

O plano de carreira paralela é mais comum em empresas que possuem programas de trainee. E como funciona? As empresas permitem que esses funcionários conheçam diversas áreas no negócio, incluindo cargos de liderança.

Carreira em rede

O plano de carreira em rede contempla mais opções do que a carreira em W, por exemplo. O funcionário terá várias opções de atuação, por conta de diferentes cargos que pode ocupar na instituição.

Carreira em Y

O plano de carreira em Y é para profissional que busca reconhecimento, mas não quer ocupar um cargo de gerência/liderança. Logo, ela visa dar referência aos avanços profissionais.

Há dois caminhos possíveis a serem percorridos: especialização ou pesquisa na área de atuação.

Carreira em W

O plano de carreira em W é para o profissional que pretende atuar na gestão de projetos. E como funciona isso? O colaborador irá auxiliar em projetos específicos e em consultoria técnica. Há três caminhos possíveis a serem percorridos: especialização, gestão de projetos e liderança.

<Leia depois: como iniciar uma carreira em Business Intelligence />

(Criador: cottonbro / Fonte: Pexels)

Como fazer um plano de carreira?

O primeiro passo é identificar qual o seu objetivo profissional. Depois, é preciso estabelecer metas e prazos para alcançar esses objetivos. É importante levantar o que você precisa fazer para atingir seus objetivos e quais as habilidades que precisará desenvolver.

É fundamental também buscar oportunidades de aprendizado e de crescimento na empresa em que você trabalha. Por exemplo, se está com dificuldades em determinadas demandas, procure por tutoriais e cursos para aprofundar os conhecimentos. A prática te tornará bom.

Sempre que tiver uma oportunidade, aproveite para se destacar e mostrar seu potencial. Seja em reuniões expondo ideias, em encontros com demais setores ou em conversas particulares com gestor.

Ter um plano de carreira é importante para alcançar a realização profissional, mas é preciso estar disposto a se esforçar e se dedicar para ele ser alcançado.

Tenha a cultura da empresa alinhada com o dos colaboradores

A cultura organizacional deve estar alinhada com o colaborador para que este se sinta parte da organização e esteja comprometido com os objetivos e valores dela.

Potencialize os pontos fortes e melhore os pontos fracos

Os pontos fortes de um funcionário são aqueles atributos ou capacidades que podem ser usados para o benefício da empresa. Já os pontos fracos são aqueles que devem ser trabalhados e aprimorados para evitar que causem problemas no futuro.

Tenha metas

As metas profissionais são importantes por vários motivos. Em primeiro lugar, elas nos ajudam a manter o foco no que queremos alcançar. Sem metas, fica muito mais fácil se perder em meio ao cotidiano e acabar deixando de lado o que realmente importa.

Além disso, as metas nos dão um senso de direção e nos motivam a trabalhar duro para alcançá-las. Sem elas, é fácil ficar desmotivado e acabar desistindo logo no começo. Por fim, as metas nos ajudam a medir o nosso progresso.

Avalie constantemente os resultados

Avaliação de resultados é a capacidade de analisar o sucesso ou fracasso de determinada demanda ou projeto. É importante para a tomada de decisões e ajustes futuros. Algumas métricas comuns são o tempo, custo, qualidade, produtividade e satisfação do consumidor com o produto/serviço.

Treine seus profissionais

Os treinamentos de funcionários são extremamente importantes para as empresas, pois promovem a melhoria do desempenho dos colaboradores, aumentando a produtividade e a eficiência da organização.

Ademais, os treinamentos também contribuem para a redução do turnover, pois os funcionários se sentem mais motivados e satisfeitos com seus empregos quando percebem haver investimentos em seu desenvolvimento profissional.

Benefícios do plano de carreira

Ele pode contemplar diversos aspectos vantajosos, desde a formação acadêmica até a experiência profissional, passando pelo networking e a atualização constante. Com um plano de carreira bem traçado, fica mais fácil visualizar o caminho a seguir e, consequentemente, se tornar mais motivado para alcançar as metas estabelecidas.

Ter um plano de carreira também pode facilitar o processo de negociação de benefícios com a empresa, pois você terá um argumento mais consistente para apresentar. No entanto, é importante lembrar que um plano de carreira não é algo estático e deve ser revisto constantemente, conforme as mudanças que ocorrem tanto na sua vida pessoal quanto na sua carreira.

<Confira: por que fazer uma carreira no mercado financeiro />

Carreira em formato híbrido

Desde o início da pandemia do COVID-19, muitas empresas adotaram o expediente híbrido. Isso significa que muitos profissionais precisaram se adaptar a esse novo modelo de trabalho.

A carreira híbrida permite maior flexibilidade de horários e local de trabalho, além de um ambiente de trabalho mais informal. Tudo isso contribui para um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Já para o setor público, a carreira com o expediente híbrido ajuda a reduzir custos com estrutura física e aumenta a produtividade dos funcionários, isso porque eles têm mais autonomia e podem trabalhar em seus horários mais produtivos.

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Como desenvolver dark mode em CSS? Aprenda!

O termo dark mode, em português modo escuro, é utilizado em sites e aplicativos sendo uma opção que permite que o usuário visualize o conteúdo da tela em tons de preto e branco. Geralmente, o modo escuro é ativado em ambientes com pouca luz, para que o usuário possa ver melhor o conteúdo da tela.

Se você é da área de tecnologia é muito importante entender o conceito e como funciona na prática, considerando que na área de desenvolvimento, você pode ser solicitado para fazer algo do tipo.

Como profissional, é importante ficar atento às tendências para se manter competitivo, já que a tecnologia está em constante evolução e o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, e, para se destacar, é necessário estar sempre se atualizando e buscando novas formas de se aperfeiçoar.

Se você quer aprofundar mais, confira ao longo do conteúdo o que é dark mode, vantagens para usuários e como aplicar a tecnologia em CSS. Boa leitura!

O que é Dark Mode?

O dark mode é um recurso de tecnologia que permite que um usuário inverta as cores de um dispositivo ou de um aplicativo para que a interface fique em tons escuros.

O objetivo do dark mode é diminuir a luminosidade da tela, o que pode ajudar a prolongar a vida útil da bateria em dispositivos com telas de luzes brilhantes, como os smartphones. Além disso, a ferramenta pode ser mais confortável para os olhos em ambientes com pouca luz.

Como o Dark Mode surgiu?

Muitos especialistas indicam indícios do dark mode nas décadas entre 70 e 90, que foi quando surgiram os primeiros computadores. Contudo, não era algo tão definido como atualmente.

Ele foi popularizado pela Apple com o lançamento do iOS 7 em 2013. Desde então, muitas outras empresas seguiram o exemplo, incluindo Google, Microsoft e Facebook.

Existem várias razões pelas quais o modo “darkness” se tornou tão popular. Por um lado, pode ajudar a reduzir o cansaço visual, especialmente em condições de pouca luz. Além disso, pode facilitar o foco no conteúdo de um site ou aplicativo, além de economizar bateria em dispositivos com telas OLED.

Quais os benefícios do Dark Mode para o usuário?

O dark mode tem vários benefícios para os usuários. Alguns desses benefícios são:

Menos cansaço nos olhos: A luz branca pode ser muito cansativa para os olhos, especialmente se você estiver usando o dispositivo por longos períodos. O dark mode pode ajudar ainda a aumentar a sua produtividade.

Reduz o consumo de energia: A luz branca consome mais energia do que a luz preta. Portanto, se você estiver usando um dispositivo com bateria, o dark mode pode ajudar a economizar e manter a vida útil do dispositivo.

Melhor para a saúde: A luz branca pode ser prejudicial à saúde, especialmente à saúde ocular.

Qual o jeito mais fácil de fazer Dark Mode?

Você pode fazer um dark mode aplicando estilos de cores escuras em suas interfaces. Estilos de cores escuras podem ser aplicados a elementos de interface como caixas de diálogo, botões, menus e outros elementos gráficos.

Além de estilos de cores, os profissionais de programação também podem ajustar a luminosidade e o contraste de suas interfaces para obter o modo escuro.

Ademais, alguns templates de modo escuro podem ser encontrados online e em alguns aplicativos de design. Também é possível criar um dark mode personalizado para um site ou aplicativo, modificando as cores e os elementos de design para se adaptarem a uma paleta escura.

< Leia também: O que é e como funciona a Programação Funcional />

Como funciona o Dark Mode com variáveis CSS?

O dark mode funciona com variáveis CSS atribuindo valores diferentes para as propriedades da interface do usuário em estados claros e escuros. Isso é feito por meio da atribuição de valores diferentes para as variáveis CSS em diferentes estados.

Por exemplo, uma variável CSS pode ter um valor de branco em um estado claro e um valor de preto em um estado escuro.

Na prática, você deve seguir os passos abaixo:

1. Crie uma variável para cada cor que você deseja alterar:

--dark-mode-color: #000000; --dark-mode-bg-color: #ffffff;

2. Crie uma função que troque as cores das variáveis:

function toggleDarkMode() { if (document.body.classList.contains('dark-mode')) { document.body.classList.remove('dark-mode'); } else { document.body.classList.add('dark-mode'); } }

3. Altere as cores das suas variáveis usando a função toggleDarkMode: .dark-mode { --dark-mode-color: #ffffff; --dark-mode-bg-color: #000000; }

Relembrando: o que é CSS?

O CSS é uma sigla para Cascading Style Sheets, que em português significa Folha de Estilo em Cascata. Ele é um dos pilares para a criação de páginas web e está presente em quase todas elas.

Também é  um dos principais meios de controle de formatação e de estilo visual das páginas HTML. O CSS pode ser aplicado diretamente nas tags HTML (inline), nos blocos de código (internal) ou em arquivos externos (external).

O CSS é composto por um conjunto de regras que determinam como os elementos HTML devem ser exibidos na tela. As regras são formadas por seletores e declarações. Os seletores indicam quais elementos devem ser afetados pelas regras e as declarações especificam como os elementos devem ser formatados.

Ele é uma linguagem muito flexível e permite que os desenvolvedores criem páginas com layouts complexos e sofisticados. Além disso, o CSS é uma linguagem de estilo separada do conteúdo, o que facilita manter e atualizar as páginas webs.

Como desenvolver Dark Mode em CSS?

O dark mode pode ser implementado usando a propriedade CSS “filter“. Aqui está um exemplo:

 .dark-mode { filter: invert(100%); }

  • Para criar um dark mode em CSS, outra forma também é poder usar a propriedade de cor “`background-color“`.
  • Para definir a cor de fundo de um elemento e a propriedade de cor “`color“` para definir a cor do texto.
  • Você também pode usar a propriedade de opacidade “`opacity“` para deixar o texto um pouco mais fácil de ler sobre uma cor escura.

Por fim, desde que o modo escuro foi introduzido pela primeira vez em dispositivos móveis, a experiência do usuário tem sido transformada para melhor.

O modo escuro não só economiza bateria, mas também melhora a visibilidade em ambientes com pouca luz. Além disso, o modo escuro torna a experiência do usuário mais relaxante e agradável, especialmente à noite.

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Um conteúdo completo para te dar uma visão sobre como projetar arquiteturas de software e soluções, desde o desenvolvimento dos requisitos arquiteturais necessários à construção, passando pela aplicação de padrões de projeto, padrões e estilos arquiteturais, até a modelagem e documentação arquitetural.

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O que é payoff nos investimentos? Entenda!

Você sabe o que é payoff nos investimentos? Trata-se do resultado entre a média dos ganhos dividida pela média das perdas em operações. 

Conhecer o payoff no trade ajuda a compreender, de forma mais clara, a relação de risco/retorno dos papéis, embasando escolhas e tornando a aquisição de papéis mais certeira. 

Ao longo deste artigo, vamos falar com mais detalhes sobre o payoff, seu significado e importância na análise de tendências. 

O que é payoff?

Payoff é o nome dado ao resultado da média dos ganhos dividida pela média das perdas. Para tornar o entendimento ainda mais simples, podemos resumir payoff como a média das operações lucrativas dividida pela média das transações de prejuízo.

O resultado obtido como payoff tem, como foco, o fluxo da operação, e não o preço do papel. Por isso mesmo, é considerado uma estratégia útil para avaliar as operações, sobretudo no mercado de opções. 

Para que serve o pay off no day trade? Mais sobre a análise de risco/retorno

O payoff pode ser avaliado pela ótica do risco/retorno de cada operação. 

Esta análise representa mais um dos parâmetros fundamentais que você deve levar em conta ao movimentar seus ativos e construir carteiras diversificadas.

Muitos investidores, ao iniciarem suas atividades no mercado de trade, desconhecem a relevância da relação risco/retorno. 

Fato é que operações com maior risco tendem a oferecer maior retorno (se você leu nosso artigo sobre CDB e debêntures, vai se lembrar de que, até mesmo na renda fixa, essa lógica é válida).

Entretanto, bons investidores sabem que, mesmo quando o retorno parece tentador, o risco elevado deve ser considerado como um elemento de atenção, e que o volume total de investimentos de uma carteira não deve se concentrar exclusivamente neste tipo de ativo. 

Dê o play no vídeo abaixo e aprenda como escolher os melhores ativos para uma carteira diversificada: 

Em resumo, sempre que for investir, lembre-se de analisar retorno e risco de maneira conjunta. Avaliar exclusivamente o retorno pode tornar a decisão mais fácil no curto prazo, mas, ao mesmo tempo, trazer consigo riscos maiores do que os que você gostaria de correr. 

Payoff x Risco/Retorno

Para entender melhor a relação entre payoff e risco/retorno, vamos a um exemplo? 

Suponhamos que você esteja em busca de R$100 de lucro para um risco de R$50. Dessa forma, a relação risco/retorno neste caso é de 2 para 1, ou seja, a cada R$50 que você se dispõe a perder, há a possibilidade de um retorno de R$100. 

No caso de 50% de operações com sucesso, o payoff seria de 2. 

Assim, conseguimos desvendar a lógica que relaciona payoff e risco e retorno: quanto mais alto o valor do payoff, mais rentável tende a ser o produto. 

Quer saber mais sobre a análise de risco/retorno e sua importância na escolha de ativos para a carteira? Acompanhe o vídeo abaixo! 

Combine o payoff com outros indicadores e aumente sua taxa de confiabilidade

Se você é um investidor com experiência, sabe que nenhuma análise (seja ela técnica ou fundamentalista), se esgota com a avaliação de apenas um indicador. Se, por outro lado, você está iniciando no mundo dos investimentos, aqui está uma valiosa dica! 

Na hora de analisar o desempenho dos papéis escolhidos e tomar decisões relacionadas à compra ou venda de ativos, experimente combinar o payoff com outros indicadores, tais como: 

1- Expectativa matemática

Como o nome diz, trata-se da expectativa de retorno do investimento. Ela ajuda a materializar aquilo que se espera de retorno ao colocar o dinheiro no mercado. 

Se esta expectativa apontar para um número negativo, há um forte indicativo de prejuízo. Por isso, busque por opções cuja expectativa alcance o maior número possível. Para entender como calcular a expectativa matemática de um investimento, utilize a fórmula:

(Ganho Médio x Taxa de Acerto) – (Prejuízo Médio * Taxa de Erro)

2- Taxa de Acerto

A Taxa de Acerto se refere à quantidade de trades que encerraram no lucro. Ela deve ser comparada com a taxa de erro, que indica a quantidade de trades que encerraram no prejuízo.

Para identificar a taxa de acerto de uma operação, você deve observar a performance do sistema ou home broker utilizado. Se ele acerta 50% dos trades, ou seja, resulta em retornos financeiros positivos em metade das operações, há uma taxa de acerto de 50%.

3- Ganho por R$ investido 

O cálculo do ganho por Real investido é obtido pela divisão da expectativa matemática pela média de perda.

Mais sobre operações estruturadas e cálculo de riscos

Investir conhecendo os riscos atrelados aos papéis eleva a qualidade da carteira e leva o investidor a um outro nível de operações. 

Em nosso curso Aprenda a investir em operações estruturadas, mostramos que é possível saber, logo de cara, qual a perda máxima que ele pode ter em um negócio se tudo der errado, além de obter ganhos muito maiores do que na renda fixa ou com ações específicas em curtos períodos de tempo.

Em 17h de curso, você aprende tudo sobre derivativos, operações estruturadas básicas, conceito e percepção de risco e estatísticas avaliativas. As inscrições estão abertas e a hora de ampliar seus conhecimentos é agora!

*Créditos imagem de capa: Kelly Sikkema em Unsplash

O que é mercado primário e secundário de ações? Diferenças e aplicações

Se você está pensando em investir em ações vai precisar aprender diversos termos entre eles mercado primário e secundário de ações

Os nomes assustam, mas na prática é muito simples compreender o que é cada um e onde você pode  investir o seu dinheiro. 

Neste texto vamos apresentar um guia completo sobre o que é mercado primário e secundário de ações e quando aplicar  em cada um deles. 

Continue lendo e prepare-sef para diversificar sua carteira de investimentos e potencializar seus rendimentos. 

O que é mercado primário e secundário de ações?

Mercado primário e secundário de ações são partes do mercado de capitais que permitem a negociação e comercialização das ações dentro da bolsa de valores. 

Para entender as diferenças entre eles é fundamental  compreender o funcionamento do processo de compra e venda de ativos e títulos acionários. 

As ações são pequenas partes de uma empresa, por isso, os donos das ações, também conhecidos como acionistas, são como sócios da organização. Logo, ao comprar uma ação de uma empresa você está adquirindo parte dela. 

Algumas das empresas listadas na bolsa de valores distribuem dividendos a seus acionistas. Dividendos são um tipo de divisão de lucros. Isso quer dizer que quando a empresa que paga dividendos tem lucro, ela reparte parte desse montante com que comprou suas ações. 

Essa é uma forma de ganhar dinheiro comprando ações de empresas bem consolidadas e lucrativas do mercado. 

Uma outra forma de ganhar dinheiro com ações é vendendo as ações compradas. Funciona mais ou menos assim: você compra uma ação por um preço “x” e vende essa ação quando ela atinge um preço acima de “x”. 

Por exemplo, se você compra uma ação por R$10 e consegue vendê-la por R$12, você lucrou R$2 em cada ação. 

Por que as empresas disponibilizam ações para venda? 

Antes de explicarmos o que é mercado primário e secundário de ações, é preciso que você compreenda por que empresas abrem seu capital na bolsa de valores e disponibilizam ações para a compra. 

Um dos grandes objetivos desta estratégia   é arrecadar dinheiro. Isso porque, empresas lucram com as vendas de seus produtos e serviços, mas também com a aplicação de capital por investidores. 

Ao vender ações, as empresas arrecadam capital para investir em novos produtos e na expansão das suas operações, por exemplo, abrindo uma filial em outra localidade. 

Sem falar que as companhias  que abrem seu capital também ganham em visibilidade e reconhecimento do público. Afinal são acompanhadas regularmente pela comunidade financeira.

Compreendidos essas questões, seguimos para entender o que é mercado primário e secundário de ações. 

O que é mercado primário de ações?

O mercado primário, como o próprio nome sugere, é o mercado em que as ações são negociadas pela primeira vez. 

O título sai da empresa e vai direto para a mão do comprador/investidor. 

Dentro do mercado primário você tem  acesso a termos como IPOs sigla para “initial public offering” ou ainda oferta pública inicial. Um IPO é a estreia dos títulos da empresa no mercado de ações. 

Para lançar esse tipo de título a empresa precisa se registrar como companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pedir permissão para ser listada na bolsa de valores. 

A partir disso, é possível que investidores façam a compra dessas ações no mercado primário e emitindo uma ordem de compra.

O capital aplicado pelos investidores é direcionado à empresa que disponibilizou essas ações.

O que é mercado secundário de ações? 

Entendido o que é mercado primário, seguimos para entender o mercado secundário de ações. 

O nome também ajuda a entender o conceito, afinal, se no mercado primário uma ação é negociada pela primeira vez, no mercado secundário ela é negociada pela segunda vez. 

Na verdade, depois da primeira negociação, uma ação é sempre negociada no mercado secundário. 

É no mercado secundário que os investidores veem suas ações valorizarem e as vendem para lucrar a diferença. 

Ou seja, quando um investidor que comprou uma ação vende esse título para outro investidor, estamos falando do mercado secundário de ações.

Logo, no mercado secundário, a negociação ocorre de investidor para investidor. No mercado primário, a ação é negociada da empresa para o investidor.

Não há limite para a negociação e renegociação de títulos já emitidos. Ou seja, uma mesma ação pode ser comprada e vendida infinitas vezes. 

Algumas operações de compra e venda ocorrem no mesmo dia, em algumas horas. É o caso de investimentos realizados na modalidade day trade. 

Neste tipo de aplicação, o investidor tem como objetivo lucrar de forma imediata, aproveitando uma variação pontual de um ativo. 

< Leia também: Day trade vale a pena? O que é e como usar essa estratégia />

Entretanto o day trade é apenas uma forma de operar na bolsa de valores. Outros modelos de investimento preferem comprar ações e acumulá-las. 

Se você, por exemplo, tem como objetivo viver de renda, pode investir parte do seu capital na compra de ações de empresas consolidadas, que não possuem muita volatilidade (sem muitos altos e baixos no preço), mas que pagam dividendos, ou seja, repartem o lucro do período com seus acionistas. 

Grandes companhias , com bons lucros, pagam bons dividendos. 

Há também investidores que compram ações na baixa, ou seja, quando as ações desvalorizaram, para vendê-las na alta, quando elas voltam a valorizar. 

Todas essas negociações de títulos são feitas no mercado secundário de ações. 

Para entender qual é a melhor opção de formato de investimento para você, uma dica é descobrir qual é o seu perfil de investidor

De fato, essa é a primeira etapa que todas as pessoas que desejam investir deveriam cumprir. 

Fique atento também para os seus objetivos e busque por aplicações que ajudem você a conquistá-los. E claro, não se esqueça de montar a sua reserva de emergência. Ela trará segurança para suas operações e para o seu dia a dia. 

Onde comprar ações? Mercado primário ou secundário?

Ao descobrir a existência desses dois mercados, é comum que investidores tenham dúvidas sobre qual é o melhor. 

Não existe um melhor do que o outro. De fato, comprar ações no mercado primário geralmente representa uma oportunidade de comprar títulos a preços muito interessantes, afinal, você está comprando “direto da fonte”. 

Assim como qualquer tipo de produto, comprar direto do fornecedor é, geralmente, mais barato do que comprar de revendedores. 

Se você consegue ir até uma fazenda de leite, é provável que  pague mais barato pelo litro do que o comprando no supermercado. 

Dentro do mercado financeiro, o governo (que também emite títulos) e as empresas são como os produtores. Entretanto, só é possível comprar os títulos emitidos, dentro do mercado primário, uma única vez.

Diante do cenário do mercado de ações, não é comum que investidores adquiram  apenas ações no mercado primário, porque não há tantas ações disponíveis. 

Segundo reportagem da Infomoney, em 2021, a B3, a única Bolsa de Valores em operação no Brasil, alcançou o patamar de mais de 400 companhias brasileiras com ações sendo negociadas. Esse montante não sustenta todo o mercado de compra e venda. E nem é interessante que isso aconteça. 

A movimentação financeira promovida pela compra e venda de ações no mercado secundário é indispensável para a economia e, claro, para os investidores que buscam valorizar seus títulos, seja para mantê-los ou vendê-los. 

Vale lembrar que a Bolsa de Valores do Brasil também negocia, indiretamente, ações de mais de 100 empresas estrangeiras.

< Ficou curioso sobre como comprar ações de empresas de fora do Brasil, como a Amazon e a Apple? Então leia o artigo,O que é um BDR? Veja como investir em empresas estrangeiras” />

Como comprar ações? 

Para comprar ações, seja no mercado primário ou secundário, o investidor precisa ter uma conta em uma corretora como a Rico ou a XP Investimentos. Isso acontece porque na bolsa de valores pessoas físicas não são autorizadas a negociar.

Dentro do sistema de cada corretora, você tem acesso ao home broker, ferramenta que permite e negociação de ativos da bolsa, entre elas as ações. 

Ao entrar no home broker da sua corretora, você terá acesso aos locais de compra e venda de ativos. 

Vale lembrar que a bolsa de valores também negocia outros tipos de ativos, entre eles: 

  1. Ações
  2. Opções de ações
  3. Contratos futuros
  4. Fundos de investimento
  5. Fundos de índices (ETF)

No home broker da XP Investimentos, por exemplo, aparecerá o “book de ofertas”, onde surgirão as melhores cotações de ativos do dia. 

Você também pode buscar por outras opções e empresas das quais deseja comprar ações.

Escolha a empresa da qual você comprará as ações, inclua o código de ação, defina os ativos e escolha o valor para o investimento. 

Para finalizar, coloque a assinatura eletrônica e aperte “enviar a ordem”. Lembre-se de conferir todas as informações para não cometer erros e arrependimentos. 

As corretoras possuem suas estratégias de segurança, com senhas, tokens e códigos que são individuais pertencentes a cada cliente. Dessa forma, é eliminado o risco de fraudes, acessos indevidos e compras equivocadas. 

< Leia também: Saiba como comprar ações pela XP investimentos: guia completo />

Fundos de investimentos de ações: como funcionam? 

Os fundos de investimento reúnem diferentes investidores e diferentes ativos. Para participar do fundo, é necessário comprar uma cota e aplicar os recursos solicitados previamente. 

Com isso, os gestores dos fundos, geralmente, especialistas dentro das corretoras, escolhem os títulos para compor aquele fundo e o gerenciam ao longo do tempo, aproveitando as oportunidades de compra e venda. 

O objetivo é garantir maiores ganhos para os investidores, por isso a análise dos ativos é bastante criteriosa. 

Existem diversos tipos de fundos, inclusive os fundos de ações. Neles, grande parte dos títulos são de renda variável, o que inclui, claro, ações.

Sendo um fundo de ações, é exigido pelo CVM, que pelo menos 67% do patrimônio líquido seja composto por:

  • Ações, bônus ou recibos de subscrição;
  • Cotas de fundos de ações;
  • Cotas de fundos de índice de ações;
  • Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

A vantagem do fundo de ações é a diversificação da carteira que contribui para o aumento de ganhos e de segurança para o investidor. Além disso, você conta com um gestor especialista que vai contribuir para que os rendimentos sejam vantajosos.

Procure junto à corretora da qual você faz parte  as opções de fundos de ações que elas oferecem.

Geralmente, as ações dos fundos foram compradas no mercado secundário, mas em alguns casos específicos, os fundos podem ter sido formados em oportunidades que surgiram no mercado primário.

Em geral, são fundos que possuem um nível de volatilidade mais elevado quando comparados aos de renda fixa e multimercado. 

Para entender como escolher o melhor fundo de investimentos para você, alguns critérios precisam ser avaliados. Por isso,  indicamos que assista ao vídeo abaixo, com dicas importantes.

Pronto para começar a investir na bolsa de valores? Ainda não? Você viu que os conceitos são muito mais fáceis do que você imaginava, não é mesmo? 

Mas, o que você acha de fazer um curso para aprender o passo a passo para investir na bolsa de valores e na compra de ações? 

Quando o assunto é renda variável nós indicamos que você se prepare e conheça tudo sobre o setor. 

Para continuar a aprender como funciona a bolsa de valores, te convidamos a se inscrever no curso online, completo e com uma metodologia simples que vai te ajudar a começar a ganhar dinheiro com seus investimentos na bolsa.

O curso Como começar a lucrar com opções” da Faculdade XP by XP Inc. oferece:

  • método estruturado e pragmático, 
  • material complementar em formato E-book, 
  • modelo flexível para se adaptar a sua rotina e mais. 

Com isso você terá em suas mãos todas as armas que precisa para alcançar o sucesso.

Acesse a página do curso, conheça mais sobre ele e comece de maneira segura a ampliar o rendimento do seu dinheiro.

O que é IR? Tudo o que você precisa saber! De forma simples

A pergunta “o que é IR” surge em grande número todo mês de março nos mecanismos de busca, quando diversas pessoas procuram sobre o seu significado: Imposto de Renda.

E isso não é coincidência. É normalmente por volta desta data que as pessoas começam a ver notícias sobre o prazo de entrega do Imposto de Renda. Daí a pergunta: o que é IR?

Como você já pôde perceber, a resposta para o que é IR como abreviatura é até simples. Mas, para você entender tudo o que há por trás deste tributo federal tão famoso, e até mesmo os motivos que levam a tantas pessoas terem tanto medo dele, escrevemos este conteúdo.

Aqui você vai conhecer tudo o que é preciso saber sobre o que é IR. Imposto este que grande parte da população precisa declarar todos os anos.

E para você ficar por dentro, e saber se você também é um destes brasileiros, preparamos este conteúdo onde você verá os seguintes tópicos:

  1. O que é IR (Imposto de Renda)
  2. Como funciona o Imposto de Renda
  3. Quem precisa declarar Imposto de Renda
  4. Alíquotas do Imposto de Renda
  5. Quais são os gastos que eu posso usar para abater no Imposto de Renda
  6. O que pode acontecer comigo caso eu não entregue o Imposto de Renda
  7. Como funciona a restituição do Imposto de Renda
  8. Para que serve Imposto de Renda
  9. Investimentos e o Imposto de Renda
  10. Conclusão

Siga com a gente!

O que é IR?

IR, ou Imposto de Renda, é um tributo federal pago sobre os rendimentos do contribuinte.

Ele precisa ser declarado anualmente, normalmente com seu prazo final de declaração no dia 30 de abril do ano seguinte ao que está sendo declarado. Ou seja, até 30/04/22 é preciso declarar toda a renda obtida em 2021.

O Imposto de Renda serve para que você declare ao governo todos os seus ganhos e também seus gastos e investimentos. Com o IR, o governo pode acompanhar a sua evolução patrimonial.

Dependendo de como você recebe a sua renda, boa parte dos impostos já pode ser recolhido na fonte. Isso significa que você não terá que pagá-los no Imposto de Renda.

Existem diversos gastos que podem ser usados para diminuir o pagamento do Imposto de Renda, como custos com saúde e educação. Mas existem certas regras para isso, como veremos mais para frente neste artigo.

A declaração precisa ser feita por pessoas físicas e também por empresas.

Como funciona o Imposto de Renda?

Como você pôde ver, o Imposto de Renda é declarado anualmente, mas não necessariamente é pago apenas uma vez ao ano. Ele pode ser descontado no salário ou mesmo em outras operações ao longo do ano.

Todo ano, normalmente, durante o período de 01 de março a 30 de abril, a Receita Federal recebe oficialmente as declarações de Imposto de Renda com relação a todo o ano anterior.

Para isso o contribuinte precisa baixar o programa de IRPF no site da Receita Federal e preencher corretamente todas as suas informações.

Caso você tenha dúvidas ou fique inseguro com o preenchimento de sua declaração, é recomendado entrar em contato com um contador para que ele te auxilie.

Após a declaração de seu Imposto de Renda, a Receita Federal irá avaliar se você pagou menos ou mais impostos do que deveria, além de,  é claro,  conferir se você não esqueceu nada em sua declaração.

Caso você tenha impostos a pagar, será gerado um boleto bancário ou mesmo um débito automático para quitação do imposto devido.

Quem precisa declarar Imposto de Renda?

Conforme vimos, além de pessoas físicas, a declaração de Imposto de Renda também precisa ser feita por empresas (pessoas jurídicas), conforme as seguintes regras.

Imposto de Renda para Pessoa Jurídica (IRPJ)

O Imposto de Renda para Pessoa Jurídica é destinado a empresas brasileiras e é aplicado sobre o lucro da organização.

A alíquota do IRPJ é de 15% sobre o lucro apurado, com um adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$20 mil por mês.

Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF)

O Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) é obrigatório para os seguintes casos abaixo:

  • pessoas que passaram a residir oficialmente no país até o dia 31 de dezembro, durante o ano de referência;
  • todas as pessoas físicas com rendimentos superiores a R$28.559,70 durante todo o ano de referência. Valor este que daria pelo menos R$2.379,98 por mês;
  • pessoas que receberam rendimentos isentos, tributáveis ou não na fonte, no valor superior a R$40 mil. Como poupança, doações, indenizações entre outros;
  • pessoas que tiveram receita bruta acima do valor limite de R$142.798,50 decorrente de atividade rural;
  • pessoas que tiveram ganhos na venda de bens ou direitos sujeitos à incidência de Imposto de Renda. Como lucro com venda de imóveis;
  • pessoas que realizaram investimentos e operações em bolsas de valores e afins;
  • pessoas que até 31 de dezembro do ano de referência, possuíam posse ou propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$300 mil.

>>> Leia também: Como declarar renda variável no Imposto de Renda? Dicas + passo a passo

Isenções do Imposto de Renda

Além das pessoas físicas com rendimentos abaixo de R$28.559,70 no ano, há também casos específicos em que há a possibilidade de solicitação de isenção do Imposto de Renda.

São eles:

  • pessoas com rendimentos relativos a aposentadoria, pensão ou reforma;
  • pessoas portadoras de doenças graves, como AIDS, cegueira, esclerose múltipla, entre outras.

Para isso é preciso que você faça uma solicitação junto a Receita Federal, apresentando documentos que comprovem sua condição ao pedido. Você encontra mais informações diretamente no portal do governo.

Alíquotas do Imposto de Renda

O Imposto de Renda possui diferentes valores para cada um dos contribuintes. De acordo com a receita, há uma alíquota diferente para pagar.

Base de cálculoAlíquotaParcela a deduzir do IRPF
1ª faixarendimentos até R$1.903,98IsentoIsento
2ª faixaentre R$1.903,99 e R$2.826,657,5%R$142,80
3ª faixaentre R$2.826,66 e R$3.751,0515%R$354,80
4ª faixaentre R$3.751,06 até R$4.664,6822,5%R$636,13
5ª faixaacima de R$4.664,6827,5%R$869,36

Esses valores podem variar conforme o ano. Portanto, é importante que você sempre confira diretamente no site da Receita Federal  as alíquotas atuais.

Quais são os gastos que eu posso usar para abater no Imposto de Renda?

Como comentamos anteriormente, existem alguns gastos que podem ser usados para abatimento no imposto devido, no momento da declaração de IR. Esses gastos são chamados de “deduções do IR”.

Os comprovativos de gastos que você poderá usar para fazer o abatimento são:

  • despesas médicas de quaisquer valores;
  • dependentes como filhos ou pais, no valor máximo de R$2.275,08 por dependente;
  • despesas com pensões alimentícias;
  • despesas com contribuição à Previdência Social (sem limites) ou Previdência Privada (correspondente a até 12% da renda tributável);
  • despesas com educação como escolas e faculdades no valor máximo de R$3.561,50 por dependente (não inclui cursos livres ou de idiomas).

Esses valores podem representar um bom abatimento nos valores devidos de IR, portanto não deixe de levá-los em consideração quando for realizar a sua declaração.

O que pode acontecer comigo caso eu não entregue o Imposto de Renda?

Se você faz parte do grupo de pessoas físicas ou jurídicas que precisa declarar  Imposto de Renda, mas  não está declarando, você deve regularizar imediatamente sua situação.

A não declaração  é crime de sonegação e está passível de multa ou até mesmo ao cumprimento de dois a cinco anos de prisão.

Se você está declarando o seu Imposto de Renda e percebeu, apenas depois, que se esqueceu de apresentar alguma informação, você pode fazer uma retificação junto à Receita Federal. Sem custos, por um prazo de até cinco anos.

É um bom prazo para você regularizar as suas informações antes que o erro seja descoberto pela Receita Federal.

Durante esse período é realizada a famosa “malha fina”, que é onde o Fisco cruza os  buscando informações que possam checar a veracidade de suas declarações.

Caso isso aconteça, e você caia na “malha fina”, você será chamado para prestar esclarecimentos e precisará comprovar que está tudo em ordem. Caso contrário, estará passível de multas que podem ter grande valor e até mesmo pena de prisão.

Como funciona a restituição do Imposto de Renda?

A restituição do Imposto de Renda é quando há a devolução do valor pago além do devido na declaração anual.

A restituição ocorre, geralmente, por conta das deduções que podem fazer com que você fique com um saldo positivo junto à Receita Federal.

Para você saber se tem direito a ela , é bem simples. Basta entrar  na página da Receita Federal dedicada a este fim.

Lá você precisará colocar o seu CPF e data de nascimento para encontrar suas informações.

Isso também pode ser feito pelo aplicativo da Receita Federal disponível para Android e iOS. O app é gratuito e muito fácil de usar.

O pagamento da restituição do Imposto de Renda não é feito na hora. Ele possui datas e lotes de pagamentos que vão de acordo com algumas prioridades que veremos a seguir.

No ano de 2021, a Receita realizou o pagamento em 5 lotes, iniciando o primeiro  no dia 31 de maio e terminando com o último  em 30 de setembro.

Há uma ordem de prioridade no pagamento da restituição do Imposto de Renda, além é claro da entrega dentro do prazo e sem erros.

A ordem de prioridade é feita na seguinte ordem:

  1. Idosos com mais de 80 anos;
  2. Idosos com mais de 60 anos;
  3. Pessoas com doenças graves, deficiência física ou mental ou dependentes nessas condições;
  4. Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  5. e por último o restante das pessoas físicas, de acordo com a ordem de entrega das declarações.

Após fazer a sua declaração, não deixe de ficar atento às suas informações para saber se há  algum valor a ser restituído.

Para que serve o Imposto de Renda?

Agora que já vimos o que é IR e você já conhece bastante sobre o assunto, você pode estar se perguntando: “para que serve imposto de renda?

O Imposto de Renda não é uma ideia brasileira. Ele faz parte do dia a dia da  maioria dos países e tem como função fazer com que a população contribua, de acordo com os seus ganhos, para despesas do governo com a qualidade de vida da população.

Os valores são revestidos em diversos serviços públicos, abrangendo municípios e estados, entre eles serviços como:

  • saúde, 
  • transporte, 
  • esportes, 
  • saneamento, entre muitos outros. 

É um tributo que gera benefícios gerais para a população. Mas, é claro que há muita discussão sobre os valores e a contribuição de cada parcela da população.

Principalmente com relação a defasagem de valores em relação à inflação. A tabela de Imposto de Renda não muda há mais de sete anos e se fosse atualizada com valores atuais, a faixa de isenção passaria de R$1.903,98 para R$4.427,60.

O que isentaria milhões de brasileiros do pagamento do Imposto de Renda.

Mas, apesar de haver propostas e promessas, não há ainda nada aprovado para mudança das regras.

Investimentos e o Imposto de Renda

Investimentos precisam ser declarados no Imposto de Renda, porém nem todos são tributados.

Existem vários investimentos que são isentos de pagamento de imposto de renda, como:

Porém, mesmo com a isenção de pagamento sobre os rendimentos, você precisa declará-los à Receita Federal.

Os demais investimentos tradicionais possuem suas próprias regras de acordo com a forma que você investiu o seu dinheiro. Entre essas aplicações estão:

  • Ações, a tributação é calculada a partir do preço médio de compra e venda das ações. Há um imposto retido na fonte de 0,005% sobre o valor total das vendas de ações quando este valor for acima de R$ 20.000,00 e uma incidência de 15% sobre os ganhos na venda das ações,
  • Fundos de Investimentos, a alíquota de Imposto de Renda varia segundo o prazo que o investidor mantém as cotas do fundo e o prazo de vencimento dos ativos na carteira do fundo. A alíquota de IR é de 15% de ganhos auferidos na venda de cotas de fundos de ações e ETFs de Ações; de 20% caso seja FII e; para ETF de Renda Fixa, a alíquota do IR variará entre 25%, 20% e 15%, conforme o prazo médio da carteira de ativos financeiros.
  • Tesouro Direto, segue uma tabela regressiva. Será descontado automaticamente no resgate ou no vencimento dos títulos, de acordo com o prazo da aplicação. Os valores são de 22,5% sobre o lucro em aplicações de até 180 dias, 20% em aplicações de 181 a 360 dias 17,5% em aplicações de 361 a 720 dias e 15% em aplicações acima de 720 dias
  • entre outros.

É importante lembrar que o valor a ser pago é referente ao valor que você obteve de lucro. E não ao montante investido.

Ficou por dentro do que é IR?

Como você pôde ver, a resposta para a pergunta “o que é IR” não é nenhum bicho de sete cabeças.

Pudemos ver como funciona o Imposto de Renda, e muito mais informações que vão te ajudar a lidar com ele.

É um imposto que a grande maioria dos brasileiros paga ou precisa começar a pagar e faz parte do dia a dia fiscal de cada um.

A melhor coisa que podemos fazer é guardar cada informação de serviços que nos trazem deduções fiscais, para que possamos reduzir ao máximo os valores que precisamos pagar. E quem sabe até ter direito há alguma restituição, não é mesmo?!

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O que são commodities? Como investir usando o mercado futuro? 

Afinal, o que são commodities? Como investir nesse ativo? Quais são as principais commodities do Brasil? 

As commodities têm um grande impacto nos resultados da economia brasileira. Segundo um levantamento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), as commodities representaram 63% do valor das exportações brasileiras em 2019, ano anterior à pandemia da COVID-19. 

Essas exportações equivalem a 6,7% do produto interno bruto (PIB) brasileiro, segundo a UNCTAD. Por isso, devem estar no seu radar quando o assunto é investimento

A seguir, respondemos a todas essas perguntas e ainda apresentamos uma lista com as principais vantagens de aprender como investir em commodities. Confira!

O que são commodities?

O significado de commodities é mercadoria. Originalmente, esse conceito era usado para todo tipo de produto, mas atualmente ele está relacionado a um conjunto específico de recursos.

Essas mercadorias possuem algumas características próprias:

  • são produzidas em grande escala;
  • fazem parte da economia mundial;
  • representam opções de matéria-prima;
  • não há diferenciação de marca;
  • possuem características uniformes;
  • podem ser estocadas por longo períodos

Alguns exemplos de commodities são o feijão, ouro, café e petróleo. Entretanto, como ainda veremos neste artigo, existem outros tipos e grupos.

Por essas características e por representarem mercadorias indispensáveis para todos os países do mundo, os preços das commodities são determinados pelas leis da oferta e da demanda internacional

Se há um aumento na demanda internacional, há um aumento no preço da commoditie. Se há uma queda na demanda, há também uma queda no preço da commoditie. 

Isso quer dizer que, mesmo com a economia interna estabilizada, uma crise internacional pode sim impactar os resultados e os valores das commodities. 

Exatamente por serem mercadorias de escala mundial, a valorização ou desvalorização das commodities impactam diretamente o resultado do mercado financeiro. 

Funcionamento do mercado de commodities

Como falamos acima, as commodities são mercadorias indispensáveis para o mundo todo e por isso são negociadas em escala global. 

Para criar uma estrutura organizada de negociação, as commodities passaram a ser negociadas dentro das bolsas de valores do mundo. Isso garante mais segurança e transparência nas operações.

As oscilações de preços acontecem de acordo com as variações da oferta e procura.

Contudo, o mercado de commodities é muito volátil, ou seja, muda de valor muito rapidamente. 

Essa volatilidade pode ser muito positiva para investidores, fazendo-os ganhar muito dinheiro, mas também é perigosa. Afinal, uma redução brusca da demanda pode representar um grande prejuízo para os produtores agrícolas.  

É nesse cenário que surgem os dois tipos de investidores de commodities:

  • Especulador: busca ter ganhos financeiros com as oscilações das commodities no mercado futuro.
  • Investidor que busca proteção: é comum que produtores de commodities sejam investidores que buscam proteção. Eles negociam contratos no mercado futuro para se proteger de uma possível queda da demanda, e do preço. 

Ainda neste artigo vamos voltar a falar sobre como funciona o mercado futuro e qual é a sua relação com as commodities brasileiras. Continue a leitura. 

Investimento em commodities no mercado futuro

Dentro do mercado brasileiro é possível investir na compra de ações de empresas ligadas à produção de commodities, como frigoríficos, mineradoras e petrolíferas, por exemplo. Essa é uma das formas de investir em commodities. 

Nesses casos, é possível lucrar com as commodities no mercado de compra e venda de ações, a partir da valorização e desvalorização, bem como com os dividendos que essas empresas pagam ao acionista. 

Entretanto, um outro caminho que você pode seguir é o investimento em contratos do mercado futuro

De forma resumida, ao comprar títulos do mercado futuro você está na verdade, comprando um tipo de “contrato de intenção de compra e venda”.

Nesse contrato, o produtor e o comprador “combinam” um preço hoje para entrega e pagamento em uma data futura. 

Os contratos futuros servem como uma garantia contra as grandes oscilações nos preços. 

Entre os elementos que podem fazer o preços oscilar estão:

  • variação na oferta x demanda,
  • a especulação,
  • altas e baixas nos preços durante as entressafras.

Com a negociação do mercado futuro o produtor assegura o preço da commoditie e garante que não vai vender mais barato. 

Isso reduz os riscos para os produtores, garantindo que ele não venderá o produto abaixo do valor negociado no mercado futuro. 

Entretanto, para o investidor, o lucro vem quando o preço da commoditie sobe em relação ao que foi acordado no contrato futuro e passa a valer mais do que o valor que ele garantiu ao produtor. 

Vale considerar que contratar no futuro possui uma data de vencimento. Existem dois cenários que podem ocorrer: 

  • se na data do vencimento do contrato o preço estiver abaixo do que foi firmado, o produtor não sai no prejuízo, ele recebe o valor que havia sido acordado,
  • se o preço estiver acima, ou seja, se o produto estiver mais caro do que o combinado, o investidor recebe o lucro. 

Exemplo

Imagine que você fez uma aplicação em um contrato futuro com a saca de feijão a R$250. Considere que cada contrato representa 50 sacas de feijão, logo, seu contrato vale R$12.500. 

Agora imagine que até a data do vencimento, o preço da saca de café tenha subido em 5%. O que indica que a saca de feijão vale R$262,50, um lucro de R$12,50 por saca. 

Logo, seu contrato foi vendido por R$13.125, dando um lucro de R$625. Esse valor é o lucro da sua negociação e é embolsado pelo investidor. 

Porém , se a saca tivesse desvalorizado em 5% você teria perdido R$625, o que garantiria o valor do contrato para o produtor. 

< Para aprofundar seu conhecimento indicamos que leia o artigo, “Saiba como investir no mercado futuro e adquirir renda no tempo certo” />

Margem de garantia na compra de commodities

Ao entender o que são commodities e como investir nesse mercado, é importante que você compreenda também que não é necessário ter o valor total do contrato, apenas uma margem de garantia (10%).

Voltando ao exemplo das sacas de feijão que apresentamos acima. Não é necessário ter o valor total do contrato em sua conta da corretora para adquirir um contrato de 50 sacas de café. Ou seja, você não precisa ter os R$12.500, apenas uma margem de garantia de 10% desse valor. 

Isso acontece porque você também não vai receber em sua conta o montante final, ou seja, o R$13.125. O valor que você irá receber são os R$625 que representam a lucratividade da operação apresentada no exemplo. 

A margem de garantia é necessária para arcar com prejuízos, como o caso de desvalorização do contrato. 

Esse é um exemplo claro de uma operação de alavancagem financeira. 

< Não sabe o que é isso? Então acesse nosso artigo,O que é alavancagem financeira e como funciona?” />

Não há transferência física de mercadorias

Antes de continuarmos a explicação sobre como investir em commodities, vale destacar que o investimento não inclui a transferência física dos produtos. 

Ou seja, ao investir em soja, você não vai receber uma saca de soja em casa. 

O que você recebe em troca de uma aplicação no mercado futuro de commodities é o retorno financeiro esperado caso o preço negociado previamente seja atingido e superado. 

Também é possível lucrar com a venda de um contrato para outro investidor.

Como investir em commodities? 

Entendido a forma de rendimento dentro do mercado futuro de commodities, vamos ao passo a passo de como investir. 

O mercado de commodities é negociado diariamente e funciona da mesma forma que qualquer outro pregão eletrônico da BM&FBovespa, incluindo a compra e venda de ações

Isso quer dizer que o primeiro passo para investir em commodities é criar uma conta em uma corretora como a XP Investimentos ou a Rico

Caso você ainda não saiba, tudo o que é negociado dentro da bolsa de valores deve ser feito com o intermédio das corretoras. Ou seja, você não consegue fazer aplicações sem ter uma conta em uma corretora cadastrada. 

Com a conta criada basta acessar o home broker da sua corretora. Esse é o sistema que permite a compra e venda de títulos de diferentes tipos de ativos, dentro da bolsa de valores. 

Usando o home broker você terá acesso às ofertas e também poderá negociar os seus contratos com outros investidores.

Os contratos futuros de commodities são negociados por meio de códigos compostos por 6 caracteres que indicam:

  • o ativo, 
  • mês de vencimento,
  • ano de vencimento. 

Ao encontrar o ativo que deseja comprar, emita uma ordem de compra, também usando o home broker. 

Também é pelo home broker que você poderá emitir uma ordem de venda. 

Lista com as principais opções commodities brasileiras

Agora que você sabe como investir em commodities, o passo seguinte é entender no que investir. 

Existem vários tipos de commodities, entre elas:

  • agrícolas;
  • ambientais;
  • minerais;
  • financeiras

Dentro desses setores, é possível encontrar uma lista de mercadorias que são negociadas na bolsa de valores. Confira as listas. 

Agrícolas

Neste grupo você vai encontrar as commodities ligadas ao agronegócio, entre elas: 

  • milho,
  • café,
  • soja,
  • trigo,
  • açúcar,
  • algodão, entre outras.

Ambientais

São as commodities produzidas a partir de recursos naturais: 

  • madeira, 
  • energia (geração), 
  • água.

Minerais

Entre os exemplos mais comuns de commodities deste grupo estão:

  • ouro,
  • petróleo,
  • etanol,
  • gás natural.

Financeiras

Talvez essa seja a categoria que causa mais surpresa em novos investidores, que estão começando a entender o que são commodities. 

Entretanto, elas respeitam as características que já listamos acima e se enquadram também dentro do mercado de commodities, afinal são negociadas em bolsas de valores do mundo todo. 

Como exemplo de commodities financeiras estão: 

  • Dólar americano,
  • Real,
  • Títulos públicos do governo federal.

< Leia também: Como aplicar em dólar no Brasil: 5 principais formas />

Quais são as principais commodities brasileiras?

Conhecer as principais commodities brasileiras pode te ajudar a fazer uma escolha sobre seus próprios investimentos, não é mesmo? Por isso, confira a lista com os principais Produtos Exportados pelo Brasil em 2021:

  1. Minério de Ferro (US$42,2 Bilhões)
  2. Soja (US$37,3 Bilhões)
  3. Óleos brutos de petróleo (US$27,4 Bilhões)
  4. Açúcares e melaços (US$8,5 Bilhões)
  5. Carne Bovina (US$7,4 Bilhões)

Vantagens de investir em commodities 

Diante de todo o cenário que apresentamos ao longo deste texto, esperamos que você tenha avançado na compreensão sobre o que são commodities e como adotá-las em sua estratégia de investimentos.

Se restou alguma dúvida, te convidamos a assistir ao vídeo abaixo com a nossa especialista em investimentos, Clara Sodré. 

Entender como investir em commodities entretanto inclui o reconhecimento da necessidade de estudo e experiência. 

Estamos falando de um tipo de investimento mais complexo, que exige um olhar mais preparado e mais estudos sobre o mercado internacional e nacional. Entretanto, esse modelo de aplicação também pode trazer muitos rendimentos. 

Entre as vantagens de investir em commodities estão: 

  • opção de diversificação da carteira de investimentos
  • estratégia para aproveitar boas oportunidades e movimentações financeiras, afinal, estamos falando de mercadorias indispensáveis ao consumo, no mundo todo, 
  • oportunidade de operar alavancado, ou seja, de operar contratos de alto valor, sem precisar ter todo o capital disponível, necessitando apenas de uma margem de garantia,
  • operar contratos futuros com margens diferenciadas e assim potencializar a probabilidade de ganhos,
  • fazer investimentos em operações com movimentação financeira com valor altíssimo.

Ficou empolgado? Quer começar a investir em commodities? Sem dúvida essa é uma ótima oportunidade para alavancar seus resultados, entretanto, é preciso atenção. 

Estamos falando de um tipo de operação que exige um nível mais alto de conhecimento e experiência, para uma análise mais completa do mercado. 

Mas, você não precisa esperar muito tempo para adquirir esse conhecimento. Basta ir até a fonte certa de informação.  

Aqui na Faculdade XP preparamos um curso completo para acelerar seu aprendizado e permitir que você comece logo a fazer os investimentos que deseja. O curso “Especialista bem Investimentos no Exterior” é online e oferece:

  • método estruturado e pragmático, 
  • material complementar em formato E-book, 
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