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Conheça os 10 principais tipos de inflação e como eles impactam seus investimentos

Você sabia que existem uma variedade de tipos de inflação e conhecê-los bem pode ser muito importante para que você entenda quais fatores estão interferindo na política de preços da economia de um país?

Especialmente para quem lida com investimentos, esse indicadores macroeconômicos e seus fatores influenciadores podem dizer muito não só sobre as condições políticas e econômicas de um país ou ente federativo, mas também sobre o mercado financeiro e os papéis que prosperam ou geram prejuízos.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo exclusivo com os dez principais tipos de inflação e a importância de cada um desses exemplos para analisarmos a alta dos preços.

Ficou curioso? Continue a leitura até o fim para entender melhor! 

Qual o conceito por trás dos tipos de inflação?

Os tipos de inflação são determinados tanto em função das causas que levaram ao aumento sistemático de preços, como também pela maneira e intensidade que esse crescimento dos índices inflacionários afetou a economia. 

Em definição clara, a inflação representa o aumento contínuo e generalizado do preço de produtos e serviços em um tempo e espaço pré-definido. É por meio dela que é possível monitorar  as condições de oferta e demanda do mercado, além de termos um bom indicativo de como anda o poder de compra do consumidor.

Os principais indicadores para se calcular a inflação no Brasil são os seguintes:

  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): é o mais popular e mais utilizado indicador de cálculo da inflação no país. Ele tem como objetivo medir o fenômeno inflacionário relativo ao preço de um conjunto de produtos do varejo e relacionado ao consumo cotidiano das famílias brasileiras.
  • Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M): esse indicador é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) é utilizado especialmente para a realização de correções de contratos de aluguel, tarifas de energia, planos de saúde e mensalidades escolares. Ele também é usado com termômetro das oscilações de mercado.

Portanto, enquanto o IPCA traz informações mais abrangentes e mostra o impacto da inflação no dia a dia do cidadão, o IGP-M é utilizado para monitoramento específico de alguns preços, principalmente, do aluguel imobiliário e da energia. 

No tópico seguinte, vamos mostrar como os vários tipos de inflação têm uma relação direta com as causas que levaram à elevação dos preços.

>>> Quer aprender como os indicadores de macroeconomia interferem nos seus investimentos? Confira o vídeo do canal Investimento às Claras sobre o tema:

Quais são os principais tipos de inflação?

Agora que você entendeu o que é inflação e como esse fenômeno se manifesta na economia, vamos abordar neste tópico os exemplos de inflação mais conhecidos e suas peculiaridades.

Confira!

1. Inflação de custo

Também conhecida como inflação de oferta, essa classificação reflete uma das mais comuns causas de aumento de preço na economia. Ela acontece quando há altas específicas em insumos de produção.

Que altas, por exemplo, influenciam na inflação de custo? 

Nesse cenário, o aumento de preços acontece como uma forma de equilibrar o custo e o valor da oferta de produtos.

2. Inflação estrutural

Esse fenômeno se manifesta quando a alta dos preços generalizada em um país, por exemplo, ocorre como resultado das condições defasadas de infraestrutura. 

Afinal, problemas estruturais podem encarecer e dificultar bastante todo o processo produtivo e o impacto acaba chegando no outro extremo da cadeia: no preço ao consumidor final.

O Brasil possui um caso emblemático negativo nos últimos anos para exemplificar esse exemplo de inflação. Pela precariedade na diversificação de modais para transporte de carga no país, a greve dos caminhoneiros de maio de 2018 praticamente suspendeu a movimentação de mercadorias durante 10 dias.

Essa manifestação somada à forte dependência brasileira ao setor rodoviário fez o índice de inflação subir de 0,4%, em maio, para 1,26%, no mês junho, segundo o portal IG.

3. Inflação inercial

A inflação inercial possui uma âncora muito mais psicológica e especulativa do que propriamente refletir uma realidade factual da oferta e demanda. Esse tipo, na verdade, é ancorado por um fato denominado pelos economistas como “memória inflacionária”.

Mas o que isso quer dizer?

Quer dizer que a economia possui alguns eventos cíclicos que se repetem na história, o que acaba criando determinadas tendências que o mercado consegue prever e automaticamente precificá-la.

Por exemplo, os reajustes salariais anual já possuem um impacto inercial na inflação e já é precificado antes mesmo que ele aconteça.

4. Inflação espiral

A inflação espiral é um reflexo direto da inercial e demonstra como a economia percorre caminhos cíclicos para manter seu equilíbrio ao longo do tempo.

Imagine o cenário que desenhamos no exemplo anterior: reajustes salariais surgem periodicamente para corrigir e recuperar o poder de compra do consumidor em um cenário de inflação. Portanto, esse aumento de proventos já é por si só uma resposta ao aumento sistemático de preços do dia a dia.

Entretanto, colocar mais dinheiro na mão do trabalhador também é uma forma de fazer circular mais dinheiro e aumentar a demanda por produtos e serviços. Dessa forma, para suprir a dinâmica de consumo desse novo cenário, há uma tendência de nova alta nos preços praticados.

Essa repercussão de eventos de forma repetida e em espiral é que resulta no nome desse exemplo de inflação.

5. Inflação global

Em um mundo cada vez mais globalizado e com fronteiras flexíveis e crescimento de blocos econômicos, algumas tendências inflacionárias podem ser percebidas de forma simultânea. 

Por exemplo, quando países do G20 (grupo que concentra as 20 principais economias do mundo) registram aumentos similares dos indicadores de preço, isso significa que está ocorrendo um fenômeno de inflação global.

Imagine uma alta de valores das commodities, como a soja. Esse produto estratégico do agronegócio brasileiro é exportado para inúmeros países mundo afora. Sendo assim, um aumento do seu preço impacta diretamente na inflação conjunta de diversas nações.

6. Estagflação

Esse termo consiste na junção da palavra “estagnação” com “inflação” e, diferentemente dos outros exemplos citados até aqui, ele leva em consideração outro indicador que se soma ao aumento de preços: o de crescimento econômico. 

Mais especificamente, ele associa a inflação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de um país. Afinal, é o crescimento ou diminuição do PIB, calculado geralmente de forma trimestral, que funciona como principal termômetro do crescimento ou não da economia.

Nesse sentido, a estagflação manifesta-se quando há uma disparada de preços sem o acompanhamento de um crescimento econômico que suporte essa demanda.

Em outras palavras, esse é um dos piores cenários que qualquer país ou ente federativo pode estar. Pois o poder aquisitivo da população não dá conta dos novos preços e, assim, sua capacidade de compra é corroída.

7. Inflação de demanda

A inflação de demanda é facilmente identificada. Afinal, ela é regida pela lei universal do mercado: a oferta e a demanda.

Em resumo, ela acontece quando a disponibilidade ofertada não consegue suprir a demanda por produtos e serviços. Consequentemente, como eles tornam-se mais raros e acessíveis para poucos, há assim um natural aumento de preços.

Um fato relevante no Brasil de 2021 é interessante para ilustrar tanto esse como outros tipos de inflação: a crise hídrica.

O consumo de energia, invariavelmente, possui uma alta demanda, pois esse serviço tornou-se uma necessidade incontornável no nosso mundo moderno. Especialmente em tempos tão conectados de transformação digital, o consumo de energia tornou-se ainda mais crucial.

Nesse contexto, a capacidade dos reservatórios de água que suprem o fornecimento de energia das hidrelétricas ficou extremamente baixa, enquanto o consumo por parte da população não diminuiu.

Esse desequilíbrio, por sua vez, vem impactando em constantes aumentos nas tarifas de energia elétrica cobradas no país. Para se ter uma ideia, até outubro deste ano, o aumento acumulado da tarifa já chegou ao patamar de 24,97%, segundo dados do IBGE.

8. Hiperinflação

A hiperinflação é um dos tipos de inflação mais simples de definir. Assim como a própria denominação indica, esse termo diz respeito aos índices de inflação que superam a barreira dos dois dígitos percentuais e fogem totalmente ao controle do equilíbrio econômico.

Na América Latina, por exemplo, temos dois países que já alguns anos enfrentam o problema da hiperinflação: a Argentina e a Venezuela.

Enquanto o primeiro atingiu números absurdos de 250% entre janeiro e maio de 2021, segundo o UOL, analistas prevêem que o segundo terminará o ano com um índice inflacionário entre 50 e 51% no acumulado de 12 meses desse ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC).

9. Inflação reprimida

Esse é um dos tipos de inflação que mais sinalizam a influência do Estado na economia. Esse é um dos fenômenos inflacionários mais irônicos, pois ele geralmente se manifesta após uma política de congelamento de preços por parte de governos com o objetivo, justamente, de conter o aumento descontrolado de preços.

Dessa forma, ao impor teto e limites sobre os valores praticados para que ele não fique muito caro ao consumidor, no longo prazo, acaba acontecendo o efeito reverso.

Como assim? Imagine a seguinte situação: imagine que uma fábrica de macarrão tenha um custo de produção de R$ 6 reais por cada pacotinho de 500g do produto. Por outro lado, o Estado interfere na política de preços e define que cada pacote de macarrão deve custar no máximo R$5?

Nesse contexto, o valor a ser ofertado seria mais barato do que o custo que o produtor teve para levar o item até a prateleira do supermercado. Portanto, por razões óbvias, essa empresa acaba por abandonar o mercado e gera escassez desse produto no dia a dia do consumidor.

Por fim, a escassez somada à alta demanda acaba ocasionando um ciclo de inflação reprimida.

10. Inflação monetária

Finalizando nossa lista de tipos de inflação, temos a monetária. Esse é mais um exemplo de inflação cujo principal fator agravante é uma política de estado.

Ela acontece, especialmente, quando o Banco Central de algum país começa a imprimir dinheiro de forma descontrolada. Dessa forma, como o dinheiro é o elemento remunerado em uma cultura comercial, se ele circula de forma desproporcional à quantidade de produtos e serviços disponíveis, acaba gerando aumento sistemático de preços.

Portanto, para evitar esse tipo de situação, o governo deve seguir algumas boas práticas de gestão econômica para não injetar papel moeda em excesso. Um deles é verificar quanto dinheiro os bancos e demais instituições financeiras podem emprestar de acordo com o que possuem em suas reservas.

Os tipos de inflação e seus investimentos

Gostou do conteúdo? Entendeu direitinho como funcionam os principais tipos de inflação? Pois saiba que indicadores como o IPCA e o IGP-M podem ter impacto direto nos seus investimentos financeiros.

Por exemplo, há até ativos de renda fixa como o Tesouro IPCA+ cuja rentabilidade é influenciada diretamente pela alta desse índice.

Já na renda variável, o aumento ou a queda do IGP-M pode afetar também os rendimentos pagos por títulos atrelados a contratos do setor imobiliário, como o LCI, CRI ou cotas e dividendos de fundos imobiliários.

>>> Conheça todos os passos para começar a investir em fundos imobiliários:

Em última instância, uma inflação descontrolada afeta até os fatores de risco de um país, o que pode acarretar em queda de investimentos e diminuição do índice das principais ações negociadas na B3, o IBovespa.

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Portanto, quanto mais o investidor conhece sobre inflação e outros indicadores macroeconômicos, mais preparado ele estará para investir e proteger a rentabilidade de sua carteira.

O que é perfil moderado? Será que você se identifica com ele? 

Geralmente quando criamos um cadastro em uma corretora precisamos informar o nosso perfil de investidor. Nesse sentido, saber, de antemão, o que é perfil moderado pode agilizar o preenchimento do questionário, uma vez que você saberá se corresponde a esse modelo.

Entender o seu perfil é essencial para que a instituição o conheça melhor para,  assim, oferecer as dicas e produtos financeiros que mais combinem com suas características.

Portanto, se você deseja entender o que é perfil moderado e as principais oportunidades de investimento, saiba que está no lugar certo. Acompanhe a gente e boa leitura!

O que é perfil moderado do investidor?

Em primeiro lugar, é importante você saber que existem três tipos de perfis:

  • conservador;
  • moderado;
  • agressivo ou arrojado

O perfil moderado é aquele que mistura características do perfil conservador e do agressivo (também chamado de arrojado), na hora de escolher as melhores oportunidades de investimentos para diversificar a sua carteira.

Isso significa que ele não tem medo de correr alguns riscos, uma vez que existe a possibilidade de retorno a médio ou longo prazo.

Porém, o investidor moderado também não abre totalmente a mão da segurança do seu patrimônio e, ao mesmo tempo, busca fazer investimentos em renda fixa, já que esse tipo de aplicação não é tão impactada pelas oscilações do mercado como as de renda variável.

Dito isso, algumas das principais características do perfil moderado de investidor são:

  • nem sempre prioriza investimentos com retorno a curto prazo;
  • sabe diversificar a sua carteira, com renda fixa e variável, para manter os ganhos com investimento equilibrados;
  • pode tomar riscos, quando necessário;
  • conhece um pouco mais do mercado financeiro e entende que pode sofrer variações;
  • valoriza o patrimônio que já construiu na hora de procurar por novas oportunidades de investimento.

Quais os principais investimentos para o perfil moderado?

Existem várias opções, tanto de renda fixa quanto de renda variável até mesmo com rendimento híbrido. Confira a seguir quais são e as principais características de cada uma:

  • Tesouro IPCA+;
  • Debêntures;
  • Certificado de Depósito Bancário;
  • Letras de Crédito;
  • Ações;
  • Fundos de Investimento Imobiliário

Tesouro IPCA+ 

O Tesouro IPCA+ é um tipo de investimento de renda fixa atrelado à inflação. Ele funciona acompanhando as variações normais da inflação do país, o que ajuda a proteger os rendimentos contra desvalorização.

No Tesouro IPCA+, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal e recebe o dinheiro de volta acrescido dos juros no vencimento do título ou no momento do resgate.

Também é conhecido por ser um investimento de longo prazo, ou seja, o investidor precisará esperar um tempo para obter um bom retorno financeiro.

Debêntures

Outro investimento disponível para o perfil moderado de investidor são as debêntures. Elas são, basicamente, títulos de crédito emitidos por empresas privadas visando conseguir capital para investir nos seus projetos.

As debêntures podem ser em três formatos de rentabilidade:

  • prefixada: quando uma taxa anual é acordada previamente;
  • pós-fixada: o rendimento não é fixado, mas calculados por um indexador;
  • híbrida: parte do rendimento fixo e parte calculada a partir de um indexador

Esse é um tipo de investimento considerado mais arrojado, já que não tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), no entanto, pode oferecer bom retorno caso seja feito da maneira correta.

Certificado de Depósito Bancário

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são outra das principais opções para um investidor moderado, pois são seguros e podem oferecer boa remuneração.

Eles são um tipo de empréstimo feito a um banco, pago posteriormente com juros. Considerado de renda fixa, ele é coberto pelo FGC, o que garante a segurança do retorno do dinheiro.

Em questão de rentabilidade, existem três tipos, o que traz vantagens para quem deseja se arriscar mais. Os tipos são:

  • prefixado;
  • pós-fixado;
  • híbrido

Letras de Crédito

As Letras de Crédito são títulos de renda fixa, com algumas semelhanças com os CDBs, pois é emprestado dinheiro a alguma instituição.

Os ganhos acontecem por meio de juros, que podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Por isso, podem se encaixar no perfil moderado de investidor e serem uma maneira segura de diversificar a carteira.

Elas podem ser de dois tipos: LCI e LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio).

As duas são cobertas pelo FGC e ficam de fora do Imposto de Renda.

Ficou interessado nesse tipo de investimento? Então confira esse vídeo da Faculdade XP e aprenda como começar a investir! Dê o play agora mesmo!

Ações

As ações são um tipo de investimento de renda variável, pois mudam conforme as flutuações do mercado. Logo, não é possível prever de quanto será o ganho ou até mesmo se renderão algum lucro.

Por isso, as ações são voltadas para quem faz parte dos perfis arrojado ou moderado, uma vez que essas pessoas são mais abertas a arriscarem, caso as possibilidades de retorno sejam favoráveis.

Nesse tipo de investimento, o investidor adquire uma pequena porção da empresa e, a partir daí, passa a ter direito a receber parte dos ganhos que ela obtém.

É possível ganhar dinheiro em ações com dividendos, adquirindo novas ações ou até mesmo com a valorização dos papéis. 

>>> Você pode aprender mais sobre esse assunto neste artigo: Ações: tudo o que você precisa saber sobre.

Fundos de Investimento Imobiliário

Por último, existem os fundos de investimento imobiliário (FIIs), que também são uma boa opção para o investidor moderado.

Esse tipo de investimento, que é de renda variável, é feito em cotas de fundos que podem ser de imóveis físicos, títulos de recebíveis ou de outros FIIs e pode oferecer um retorno financeiro bom, pois acompanha o ritmo de crescimento do mercado imobiliário.

Os FIIs podem gerar dividendos, proporcionais ao que foi adquirido, de maneira frequente, o que é benéfico para quem se concentra em aumentar o patrimônio.

E aí, você aprendeu sobre o que é um investidor moderado e quais investimentos estão disponíveis para esse perfil, mas ainda está com dúvidas sobre como começar? Então, siga conosco!

O perfil do investidor pode variar com o tempo?

Entendido o que é perfil moderado e a importância de categorizar suas características como investidor, percebemos que há espaço para todos os tipos de temperamentos e estratégias de gestão de capital.

Nesse cenário, muitas pessoas se perguntam se existe uma tendência de mudança no perfil de investimento no decorrer do tempo? A resposta é sim!

Somos humanos, adaptáveis e vivemos em constantes mudanças que podem refletir na maneira como desejamos administrar o nosso capital. Nesse contexto, os investidores que se dedicam a: 

  • conhecer melhor como funciona o mercado de valores mobiliários; 
  • acompanham a dinâmica dos ativos de renda variável;
  • estão atentos às mudanças dos indicadores macroeconômicos, como a Taxa Selic e o IPCA;
  • desenvolvem habilidades para análises mais fundamentalistas;
  • conseguem aliar as características dos ativos aos seus objetivos e estarão sempre mais propensos às mudanças de visão de mercado, do perfil de estratégia e da perspectiva de rentabilidade do seu capital. 
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Como chegar à conclusão sobre o seu perfil de investidor?

Ficou claro o que é perfil moderado e quais são as características dos ativos mais indicados para esse grupo? Esperamos ter ajudado nesse processo de aprendizado! 

Afinal, em qualquer área do conhecimento, manter-se informado sempre é o melhor caminho. E no caso do mercado financeiro, não seria diferente.

Pois a busca constante por conhecimento e educação é a principal ferramenta que qualquer investidor — seja moderado, conservador ou arrojado — precisa ter para alcançar seus objetivos financeiros.

Hoje em dia, por sinal, há vários profissionais capazes de orientar sua estratégia com informações valiosas para que você encontre segurança e estabilidade tanto na renda fixa quanto na variável.

Para se aperfeiçoar neste assunto, recomendamos o curso Dinheiro Sem Tabu. Nele, você aprende a identificar e superar as crenças limitantes que impedem sua prosperidade. Faça a matrícula!  

Diferença entre mercado a termo e mercado futuro: como operar neles?

Muitas pessoas veem como porta de entrada para começar a investir parte da renda, investimentos de rentabilidade fixa como a poupança, por exemplo. Mas, esse mundo é muito mais amplo e diverso.

Nele também estão inseridos, por exemplo, aplicações de renda variável e outras maneiras de investir dentro do ambiente da Bolsa de Valores do Brasil (B3). Como exemplo disso, podemos citar o mercado a termo e mercado futuro. 

Você sabe o que eles são? Como funcionam? Ou então, se são vantajosos? Caso esteja curioso, recomendamos continuar a leitura.

Preparamos um conteúdo completo para você entender e tirar de vez todas as suas dúvidas sobre essas duas maneiras de se investir na B3. Abaixo os tópicos que serão abordados ao longo do texto.

  • O que é o mercado futuro?;
  • O que é mercado a termo?;
  • Mercado a termo e mercado futuro: principais diferenças;
  • Mercado futuro x mercado a termo: vantagens e desvantagens.

Boa leitura!

O que é o mercado futuro?

Antes de compreender a diferença entre mercado a termo e mercado futuro é preciso entendê-los separadamente. Vamos começar com o mercado futuro e, em seguida, explicaremos as subjetividades que cercam o mercado a termo. 

O mercado futuro pode ser entendido basicamente como operações que utilizam o preço atual de contratos como base para compras futuras. Ou seja, é preciso estar atento à variação do preço sobre o produto que esteja interessado em comprar um contrato futuro.

Por exemplo, caso queira investir em um contrato futuro de dólar, é necessário acompanhar a volatilidade da moeda. Assim, você poderá decidir se é mais vantajoso operar como comprado ou vendido. 

Como assim?

Operando como “comprado” o investidor pretende lucrar com a valorização do ativo. Já como “vendido”, a pessoa vende um ativo em um determinado preço esperando que ele caia para comprá-lo novamente. Ou seja, seu lucro acontece na diferença entre o valor inicial e o final.

Além disso, é possível operar com minicontratos futuros. Eles são uma boa opção caso queira investir no mercado futuro “gastando” menos. 

>>> Também pode te interessar: Como investir em dólar futuro? Vale a pena?

Como funciona?

Já entendeu o que é o mercado futuro, mas ainda está confuso sobre o seu funcionamento? Veja o exemplo abaixo então.

Marcos decide investir em um contrato futuro de dólar que está valendo R$4. Ele acredita que o valor da moeda irá subir e, portanto, pretende operar como “comprado” e lucrar com a liquidação do contrato no futuro.

Caso o contrato de dólar suba para R$6, Marcos obterá um lucro de R$2, uma vez que firmou um contrato onde a compra futura da moeda vale R$4. 

Já que estamos dando vários exemplos com dólar, lembra que comentamos sobre a opção mais barata de investir no mercado futuro? Os minicontratos de dólar são essa alternativa.

Confira o vídeo abaixo para entender como investir no modelo. Aperte o play!

O que é mercado a termo?

O mercado a termo, assim como o mercado futuro, acontece com operações que são firmadas no presente e quitadas no futuro. Porém, na operação a termo, a compra dos contratos de produtos não são feitas à vista. 

Ou seja, mesmo que você não tenha o valor total do contrato no momento de firmá-lo é possível operar com ele. Mas, é preciso que seja paga uma “taxa de entrada” e que ao final do contrato tenha o valor total para a dívida ser quitada. 

É preciso deixar claro que a operação no mercado a termo é de alto risco, portanto avalie se seu perfil de investidor é do tipo arrojado. Além disso, estude muito sobre a volatilidade do contrato do produto que for comprar.

Operar no mercado a termo pensando apenas na possibilidade de ter muito lucro em pouco tempo pode ser arriscado. O motivo é que esse lucro pode não acontecer motivado pela alta volatilidade e você pode ter o prejuízo. 

Então não custa relembrar: invista de maneira consciente e responsável! 

Como funciona?

Como mencionamos acima, a compra de contratos no mercado a termo acontece no modelo a prazo. Mas como isso acontece na prática? Veja o exemplo abaixo.

Laura quer investir em um ativo que está com o valor prefixado de R$500. Por não ter essa quantia no momento, ela decide operar no mercado a termo pagando uma taxa de entrada de R$100. 

Ao fim do contrato ela deverá pagar o valor acordado em contrato de R$500, independentemente se o ativo estiver valendo mais ou menos. 

>>> Leia também: Como funciona a alavancagem? Será que essa estratégia vale a pena?

Mercado a termo e mercado futuro: principais diferenças

Agora que já sabe o que é e como funciona o mercado a termo e mercado futuro, quais as diferenças existentes entre os dois modelos de operação? Podemos dizer que elas aparecem principalmente em três aspectos quando os comparamos.

  • Compra: enquanto no mercado futuro os contratos ou minicontratos são pagos à vista, no mercado a termo a liquidação acontece ao validar o derivativo;
  • Tipos de contratos: no mercado futuro os contratos seguem um padrão, já no mercado a termo eles podem ser personalizados conforme a vontade do comprador e vendedor;
  • Liquidez: no mercado a termo não é possível encerrar a operação antes do contrato ser validado, pois não há uma liquidez diária. O que não acontece no mercado futuro.

Mercado futuro x mercado a termo: vantagens e desvantagens

Entendendo a diferença entre mercado a termo e mercado futuro é possível avaliar algumas vantagens e desvantagens em ambos modelos. 

É válido citar porém que é preciso avaliar cuidadosamente alguns desses fatores, pois, caso não haja um estudo acerca do mercado uma vantagem pode se transformar em desvantagem.

Vantagens

  • Mercado futuro: menos arriscado, pode encerrar uma operação antes do vencimento de um contrato e liquidez diária;
  • Mercado a termo: contratos são personalizados, possibilidade de ter alta rentabilidade aplicando menos e são simples pois não há necessidade de acompanhamento diário.

Desvantagens

  • Mercado futuro: contratos não são personalizáveis e é preciso acompanhar a oscilação do mercado diariamente;
  • Mercado a termo: alto risco e é preciso pagar uma “taxa de entrada”.

Mercado a termo e mercado futuro: bônus

Agora que já sabe o que é mercado a termo e mercado futuro, assim como suas diferenças e funcionamento, o que acha de ampliar ainda mais seus conhecimentos? E não apenas sobre esses modelos de operação, mas sobre a bolsa de valores como um todo.

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Modelagem de dados: conceito, o que é e como funciona

A modelagem de dados é uma etapa fundamental no setor de desenvolvimento de sistemas de uma empresa, pois é esse passo que contribui muito para o gerenciamento de dados e informações, bem como seu monitoramento. 

Investir nesse processo se torna cada vez mais importante em um contexto em que há uma enxurrada de dados e informações todos os dias e que, sem as ferramentas tecnológicas, é quase impossível de se gerenciar. 

A modelagem de dados serve para que as empresas possam processar e fazer valer o grande número de informações que coletam diariamente. Se você é do ramo de tecnologia da informação e, principalmente, relacionado à software, esse assunto é de extrema importância.

Leia o artigo até o final e entenda melhor sobre esse assunto, conhecendo mais sobre o conceito, como funciona, sua importância e os principais tipos de aplicação. Confira!

O que é modelagem de dados?

É um processo na ciência da computação que analisa e define os diferentes dados existentes em uma sistema, e gerencia as relações entre eles

Em outras palavras, é uma etapa que cria uma representação visual de todos os dados coletados e produzidos pela sua empresa e os coloca de forma clara para entender onde e para o que serão usados, bem como os separa com requisitos. Tudo isso para facilitar e qualificar o trabalho. 

Logo, a modelagem de dados serve para que as empresas possam processar e fazer valer o grande número de informações que coletam diariamente sendo um dos ativos mais importantes para o sucesso de um negócio atualmente. 

Qualquer desenvolvimento de software pode usar como base uma modelagem de dados já estabelecida e armazenada em um sistema de banco de dados e, assim, fazer com que o software consiga processar esses dados de forma inteligente e organizada, oferecendo informações que façam sentido e possam gerar valor para a empresa.

Qual é a sua importância?

Conforme dito anteriormente, a modelagem de dados é um processo precioso na geração de informações adequadas para uma empresa. 

Quando realizado de forma assertiva, facilitará a análise estatística de dados e projeção de informações estratégicas e a tomada de decisões corretas, pois é nessa fase que ocorre o levantamento de requisitos junto à pessoa cliente, que permitirá entender qual será a estrutura de dados pretendida para o sistema. 

Sendo que é importante ressaltar que cada detalhe deve ser considerado e analisado profundamente, porque por mais que a tecnologia facilite esse filtro, a parte estratégica são os desenvolvedores que devem observar e validar.

Além disso, investir numa modelagem de dados também permite

  • Maior identificação de melhorias, correções e novas funcionalidades de um produto;
  • Mais facilidade na documentação dos dados que possui;
  • A definição de quais são seus requisitos de uso, proteção de dados e governança;
  • Cria uma estrutura para colaboração entre sua equipe de TI e suas equipes;
  • Economiza tempo e dinheiro em investimentos em TI.

Portanto, sua importância é a capacidade de estabelecer padrões de dados claros para que sua empresa baseie toda a estratégia digital.

Como funciona na prática?

Entendendo o conceito e sua importância, é o momento de conhecer como a modelagem de dados funciona na prática. Para operar existem quatro elementos que atuam na criação desse modelos, são eles:

  • Entidade: representado por um objeto distinto, podendo ser pessoa, máquina, animal, alimento, ou qualquer coisa que tenha existência física ou virtual;
  • Instância: é um conjunto de entidades e os seus respectivos dados armazenados em um determinado banco de dados;
  • Atributos: são as características que definem as entidades em um determinado banco de dados, como nome, telefone, endereço, entre outros;
  • Relacionamento: é a relação lógica entre duas ou mais entidades que têm regras de negócio compatíveis entre si.

Assim, para cada instância em um banco de dados, as entidades e os seus atributos, de certa forma, terão correlações com outras entidades para a geração de informações coerentes e válidas para o contexto a que pertencem.

Um exemplo de funcionamento: imagina que você tem um software de pacientes de uma clínica e precisa sempre cadastrar, atualizar, consultar e excluir dados das pessoas que se consultam. A modelagem de dados vai atuar nesse sentido realizando a construção e o mapeamento correto desses dados, proporcionando informações consistentes e confiáveis para o usuário final.

Como aplicar os tipos de modelagem de dados?

Quando se executa um processo de modelagem de dados, existem algumas tipologias existentes que devem ser escolhidas a partir dos seus objetivos. 

Os três tipos mais comuns e suas características são:

Modelos de dados conceituais

Também conhecidos como domínios, é um modelo que tem como característica uma estrutura geral de seus negócios e dados, o que faz ser usado para organizar conceitos de negócios, a partir do que foi definido por seus participantes de negócios e arquitetos de dados. 

Quando usados em equipes ágeis são normalmente criados como parte do esforço inicial do entendimento dos requisitos do sistema, pois eles são usados para explorar as estruturas e conceitos de negócio estáticos de alto nível. 

Modelos lógicos de dados (MLDs)

Baseado no modelo conceitual com atributos e relacionamentos específicos, são usados para explorar os conceitos do domínio e seus relacionados. Isso pode ser feito para o escopo de um simples projeto ou para uma empresa inteira.

Modelos físicos de dados (MFDs)

É uma implementação específica do modelo de dados lógico e é criado por administradores e desenvolvedores de banco de dados. Por isso, são usados para projetar o esquema interno de um banco de dados, descrevendo as tabelas de dados, as colunas de dados das tabelas e o relacionamento entre as tabelas.

Uma de suas características é ser desenvolvido para uma ferramenta de armazenamento de dados específica e ter conectores de dados para fornecer os dados em todos os seus sistemas de negócios aos usuários, conforme necessário. Assim, são bem úteis em projetos ágeis e tradicionais.

A modelagem de dados é fundamental no seu negócio

Portanto, a modelagem de dados é um processo essencial no desenvolvimento de softwares porque é ele quem vai ser o ponto de partida para criação de qualquer dinâmica ou objetivo

Agora que você já sabe como ele funciona, sua importância e os tipos de aplicação, é a hora de analisar qual faz mais sentido no seu negócio. 

Já tem uma ideia? Confira outros conteúdos de Data Science em nosso blog.

Contabilidade para investidores: o que você deve conhecer sobre o assunto?

Se você investe há um tempo, então provavelmente já se deparou com conteúdos sobre a necessidade de declarar seus ganhos no Imposto de Renda. Mas, para além disso, será que o serviço de contabilidade para investidores é essencial?

Entender a importância da contabilização de aplicações financeiras é o primeiro passo para ter maior segurança em relação às declarações de seus investimentos. Mas, a verdade é que nem todos possuem tempo, conhecimento ou querem se dedicar a essa tarefa.

Contudo, isso não significa que ela seja menos relevante, certo? Pelo contrário, a contabilidade de investimentos é a principal maneira de garantir um bom acompanhamento e regularidade de todas as operações realizadas.

Afinal, qual é o papel dos contadores dentro desse cenário? Como eles podem ajudar os investidores a terem certeza de que todas as aplicações estão devidamente registradas? Pensando além dos impostos, qual a importância da contabilidade para investidores? 

Por mais que você possa contar com a ajuda de profissionais especializados na área, é necessário conhecer o básico sobre o funcionamento da contabilidade de investimentos, até mesmo para tomar decisões mais assertivas em relação às suas aplicações. 

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Como a contabilidade pode ajudar os investidores?

A contabilidade pode ajudar você, investidor, a avaliar as melhores empresas para aplicar o seu dinheiro, principalmente por meio de relatórios que contêm  informações sobre lucratividade, prejuízos, fontes de crescimento, evolução e a receita total das organizações.

Além disso, conseguir entender os números contábeis e as implicações das suas escolhas pode deixá-lo mais seguro. Isso pode ajudar tanto para comprar alguma ação ou até para não vendê-la de maneira precipitada.

Tudo isso são pontos que devem ser bem avaliados, principalmente quando o foco é a renda variável. Afinal, se os riscos são maiores, a possibilidade de rentabilidade também é.

A verdade é que para escolher a melhor opção de investimento, é vital estudar a ação e a empresa que você quer comprar

E, para tomar boas decisões, vale a pena conferir como se formam os preços dos ativos. Temos um e-book explicando mais sobre o assunto. Nele, você verá:

  • movimentações dos preços (oferta e demanda);
  • assimetria de informações;
  • conceitos de volatilidade e liquidez;

Apesar de ressaltar a importância da contabilidade para investidores, é válido entender que não é preciso ser um expert no assunto. 

O principal objetivo é que você saiba ler os números e relatórios das empresas de maneira descomplicada para, então, tomar as melhores decisões nas compras e vendas de ações.

Para isso, existem alguns cursos ou até mesmo livros de contabilidade para investidores que podem auxiliar. Contudo, nem sempre é possível investir ou se dedicar a esses novos conhecimentos. 

Ou, até mesmo, pode ser que você não tenha interesse neste momento. Mas, então, como continuar tomando boas decisões em relação aos investimentos?

O que fazer quando você não conhece muito sobre contabilidade para investidores?

Uma das alternativas é contratar um profissional ou escritório de contabilidade para fazer a gestão de carteira de investimento.  

O ideal, como pode-se imaginar, é optar por alguém que esteja familiarizado com a área e esteja alinhado com as principais regras das informações contábeis relativas a investimentos.

Para saber como procurar pelo melhor profissional para essa atividade, este é o papel da contabilidade de investimentos:

  • identificar a posição patrimonial dos investidores;
  • conhecer os dados tributários de determinadas aplicações financeiras;
  • saber comunicar dados financeiros;
  • avaliar as formas de dedução do IR retido na fonte do saldo, entre outras informações relacionadas;
  • conhecimento sobre legislação das entidades Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e Banco Central.

Para ter ainda mais assertividade nessa escolha, você pode escolher uma corretora, que exerce o papel de uma intermediária entre pessoas físicas e investimentos (ações, títulos, fundos e afins).

Muitas delas podem atuar como uma assessoria de investimentos, como a XP Investimentos, Clear ou Rico. Ou seja, orientam os investidores na administração de suas aplicações. Além disso, normalmente oferecem relatórios e conteúdos para que você fique mais perto dos melhores resultados.

Isso é uma segurança ainda maior em relação à assertividade dos investimentos, uma vez que são profissionais especializados no assunto. Afinal, em uma corretora, todos estão focados em investimentos. Isso quer dizer que você tem acesso a informações mais precisas e qualificadas.

Em relação à tributação do Imposto de Renda, as corretoras oferecem os documentos necessários para que você pague o Darf mensalmente e entregue a declaração do IR dentro do período certo. Isso é especialmente essencial para quem aplica na renda variável.

>>> Para saber mais sobre o assunto, confira o conteúdo: Como declarar renda variável no Imposto de Renda? Dicas + passo a passo

Qual a importância da contabilidade para investidores?

Já deu para ver que aprender o básico sobre contabilidade de investimentos é fundamental para o sucesso das suas aplicações, certo? Afinal, como Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, disse:

“Contabilidade é a linguagem dos negócios”

Isso mostra como, no fim, adquirir conhecimento é o investimento mais indicado, algo que a Faculdade XP School se orgulha de oferecer. Da escola de educação financeira, passando pelo empreendedorismo, trading até o domínio completo do mercado de investimentos, tudo está ao seu alcance.

São diversos cursos práticos, acessíveis e criados por quem realmente entende do assunto. Pensando nisso, apresentamos o nosso curso Contabilidade e Análise Fundamentalista: Aprendendo a Linguagem dos Negócios.

Nele, você vai aprender mais sobre:

  • Demonstrações financeiras: conceitos essenciais para extrair ao máximo as informações contidas nos balanços patrimoniais e nas demonstrações de resultado (DRE);
  • Estrutura dos ativos por setores: reconheça o setor de atuação de uma empresa por meio da estrutura de seus ativos;
  • Rentabilidade e risco: descubra quando a dívida de uma empresa pode ser saudável e viabilizar o investimento;
  • Balanço Patrimonial: estrutura, principais contas, lógica, características e análise;
  • Exemplos dos relatórios e demonstrações.

E muito mais! Continue acessando o blog da Faculdade XP para mais assuntos relacionados.

O que é e como funciona o FGTS? Saiba quando pode sacar o benefício

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, também conhecido pela sigla FGTS, é um dos tantos direitos do trabalhador formal no Brasil. Portanto, entender como funciona o FGTS é primordial para compreender as possibilidades desse fundo.

Para te ajudar a entender, de fato, o que é o FGTS e como funciona o fundo de garantia, preparamos um conteúdo que pode servir como um guia sempre que aparecer a dúvida sobre o assunto. 

Continue por aqui para não perder nada! 

Boa leitura.

O que é e para que serve o FGTS?

FGTS ou Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é um dos direitos do trabalhador contratado pelo regime CLT. Ou seja, o profissional que tem, ou já teve em algum momento da vida, emprego de carteira assinada e não foi demitido por justa causa.

Mas você pode estar se perguntando: “como funciona o FGTS e para que ele serve?” 

Pode-se dizer que o FGTS funciona como um tipo de investimento que você realiza “sem perceber”. Como assim?

Mensalmente é descontado um percentual do seu salário bruto que é aplicado neste fundo de garantia. Este montante fica dentro de uma conta rendendo juros de 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR)

Ou seja, a serventia dele é ser uma reserva de emergência, mas que, enquanto não é retirada, é emprestada para o governo federal na realização de melhorias para a população. Além disso, não é em todos os casos que o valor disponível no FGTS poderá ser retirado, mas falaremos sobre isso com mais detalhes no decorrer do conteúdo.  

Como funciona o FGTS?

Entender o que é FGTS e como funciona o fundo de garantia é bem simples. Como já citamos anteriormente, o FGTS é descontado diretamente do seu salário bruto. 

Quem realiza esse repasse é a própria empresa, então você não precisa se preocupar com isso. Mas, se serve de dica, sempre observe no contra cheque o percentual descontado em folha. Este valor equivale a 8% do total do salário, a exceção se você for um trabalhador doméstico que o percentual é de 11,2 %.

Para ficar mais claro, imagine a seguinte situação:

Marcos trabalha como CLT em uma empresa de cosméticos. Seu salário bruto é de 2 mil reais, portanto o valor que será repassado para o FGTS será de 160 reais. 

Mensalmente o empregador de Marcos depositará 160 reais no fundo de garantia, que poderá ser sacado por ele. A seguir você confere em quais situações Marcos poderia realizar esse saque.

10 situações em que o FGTS pode ser sacado

1. Demissão

Entendendo como funciona o FGTS, um dos casos mais comuns de saque do direito é quando acontece a demissão sem justa causa. Nesta situação, toda a quantia depositada na conta enquanto estava trabalhando é paga, acrescida da rescisão do contrato que equivale a 40% do valor do FGTS.

2. Aposentadoria

Ao se aposentar, todo o trabalhador com direito ao FGTS poderá pedir o saque integral dos valores disponíveis em todas as contas existentes. Ou seja, caso ele tenha quantias em mais de uma empresa, ele poderá retirá-las.

3. Rescisão antecipada ou término de contrato

Quando o trabalhador possui um contrato de tempo pré-determinado, quando ele termina o saque do FGTS também é disponibilizado. Assim também ocorre quando há a rescisão deste contrato por parte do empregador.

4. Rescisão por culpa recíproca

Este caso de saque do FGTS ocorre quando não há culpa única na rescisão do contrato. Assim como motivos que vão além do suporte humano, como tragédias climáticas que afetam a empresa, por exemplo.

5. Falência da empresa

Quando uma empresa encerra suas atividades, todos os trabalhadores que atuavam nela podem sacar as quantias por ela depositadas de maneira integral. Muitas vezes essa quantia é um grande alívio para os funcionários que não esperavam perder o emprego.

6. Conta inativa

Geralmente quando as contas estão a três anos sem receber depósitos do empregador, a pessoa pode sacar todo o valor contido nela. Essa ação pode ser antecipada com o saque emergencial, que é quando o governo federal precisa movimentar a economia e então libera o saque para todos que possuírem algum valor em contas do FGTS.

7. Financiamento ou compra de casa própria

Caso queira dar entrada no financiamento de uma casa ou comprá-la de modo integral, o FGTS também pode ser utilizado.

8. Saque aniversário

Neste modelo, o trabalhador opta por sempre poder sacar até 50% do valor contido no FGTS, no mês do seu aniversário. Caso escolha o saque aniversário, ele não poderá receber o montante acumulado em caso de demissão sem justa causa. Portanto, é um caso que precisa ser bem avaliado.

9. Dependente ou trabalhador com câncer ou HIV

Quando o trabalhador ou algum dos seus dependentes estão no processo de tratamento de HIV ou câncer, o saque do FGTS também é liberado para dar um suporte financeiro a mais.

10. Falecimento do trabalhador

Caso o trabalhador venha a falecer, o saque do FGTS também é autorizado para a divisão igual entre todos os dependentes legais. 

Quem tem direito a receber o fundo de garantia?

Até aqui você já entendeu o que é FGTS e como funciona o fundo de garantia, além das situações mais frequentes que acontecem os saques do benefício. Mas, quem tem direito a receber o FGTS?

Como já comentamos anteriormente, trabalhadores regidos pela CLT têm direito ao fundo, mas será que são apenas eles? Não mesmo! A lista conta com as seguintes classes:

  • empregados domésticos;
  • jovens aprendizes;
  • trabalhadores rurais;
  • trabalhadores intermitentes;
  • profissionais contratados por sindicato;
  • atletas profissionais;
  • safreiros.

Em todos os casos, com exceção dos empregados domésticos ( 11,2 %) e jovens aprendizes (2%), o desconto é de 8% do salário bruto mensalmente. 

É autônomo? Crie seu próprio fundo de garantia

Agora que já sabe tudo sobre como funciona o FGTS, já percebeu que o funcionário autônomo ou MEI não têm direito ao fundo, né? Caso esse seja o seu caso, não precisa se desesperar! Existem maneiras de você ter o seu próprio FGTS.

Como? Montando uma reserva de emergência com investimentos. 

Veja o vídeo abaixo e entenda como ter um “dinheiro extra” para quando a emergência bater na porta. Aperte o play!

Assistiu ao vídeo mas ainda se sente temeroso em embarcar no mundo dos investimentos? Calma que a Faculdade XP School, o braço educacional da XP Inc., também pode te ajudar nisso!

Com o combo de cursos “Superando o medo de investir”, você será apresentado a todos os métodos e perfis de investimento. Além de aprender a ter uma relação mais saudável e harmônica com o seu dinheiro.

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Como criar um fundo de investimento? Quem pode? Entenda!

A aplicação em fundos de investimento é um movimento comum para investidores que gostam de contar com uma contribuição profissional para a gestão de sua carteira de ativos. Diante da popularidade desse produto financeiro, muitos empreendedores buscam meios de como criar um fundo de investimento e disponibilizá-lo no mercado financeiro.

Mas isso é possível para qualquer pessoa interessada? O processo é muito burocrático? Quais são as condições de funcionamento e os desafios para fazer uma boa gestão para seus cotistas?

Para responder a essas perguntas, montamos esse guia especial para que você entenda o passo a passo de como criar um fundo de investimento e, assim, avaliar se vale a pena ou não reunir esforços para essa empreitada.

Continue a leitura até o fim para entender melhor!

Como criar um fundo de investimento?

Antes de mostrarmos o passo a passo da criação de um fundo de investimentos, é muito importante falar um pouco sobre o que é esse produto financeiro e como ele funciona. Confira!

O que é um fundo de investimento?

Um fundo de investimento é um produto financeiro que reúne em seu portfólio uma variedade de ativos diferentes, seja de renda fixa, variável ou até de outros ativos especulativos menos comuns para o investidor iniciante.

Ele funciona, basicamente, como uma carteira de investimentos, mas que não é montada e gerida pelo próprio investidor. Aqui, essa tarefa é terceirizada por um analista de mercado profissional e devidamente formalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Dessa forma,  você só tem o trabalho de aplicar seu dinheiro em quantas cotas do fundo  desejar, enquanto a tarefa de determinar os ativos que compõem o portfólio e a estratégia de atuação é do especialista contratado. 

Diante disso, os fundos de investimento notabilizam-se pela cobrança de algumas taxas de administração que variam de acordo com a complexidade do produto. 

Por exemplo, em fundos de renda fixa, a taxa varia de 0,3% a 1% ao ano. Já os de renda variável ou de multimercado, por sua vez, cobram de 1 a 3% ao ano.

Por fim, o fundo precisa ter um prospecto no qual estarão inseridos todos os detalhes contratuais, como:

  • tipos de ativos e proporção de cada um na composição do portfólio;
  • deveres e direitos dos cotistas;
  • objetivos e metas de rentabilidade;
  • e muito mais.

Por falar em prospecto e obrigações contratuais de um fundo de investimento, encontramos o momento perfeito para falar do passo a passo de sua criação.

>>> Quer saber qual fundo de investimento combina mais com você? Veja as dicas do canal Investimento às Claras:

Como montar um fundo de investimento? Passo a passo 

A montagem de um fundo de investimento de qualidade exige três fatores essenciais:

  • conhecimento do mercado financeiro;
  • capital inicial necessário para a empreitada;
  • e o cumprimento dos pré-requisitos dos órgãos e entidades reguladoras.

Em suma, é fundamental contar com  a expertise de um líder bastante experiente e conhecedor duas nuances do mercado de capitais para desenvolver a estrutura e os fundamentos do fundo e, por fim, gerir o capital dos seus cotistas para conseguir os lucros esperados a todos os envolvidos.

Para cumprir todos os passos burocráticos, por sua vez, é preciso obedecer ao seguinte passo a passo:

  1. O gestor responsável pelo fundo de investimento deve ser reconhecido pela CVM.
  2. Deve ser aberto um CNPJ relativo à empresa administradora dos recursos do fundo.
  3. O CVM deve autorizar a atuação da pessoa jurídica recém-aberta.
  4. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) deve reconhecer a empresa de acordo com o código de melhores práticas do mercado.
  5. Definição de uma entidade administradora e custodiante para abrigar o fundo.
  6. Por fim, entrar com um aporte inicial de investimento para cobrir operações e despesas. Em geral, os valores de capital inicial estão em torno de R$ 500 mil e R$ 5 milhões.

Vale abrir um parêntese para destacar que quanto maior for o patrimônio líquido do fundo, maiores serão as chances dele se manter rentável durante os anos e não pereça por falta de fôlego.

O bom andamento de um fundo de investimentos também depende da qualidade da gestão e resultados conquistados. Afinal, bons resultados de acordo com o previsto no prospecto dão segurança para os atuais cotistas continuarem ou fazerem novos aportes.

Além disso, boa performance atrai também novos investidores.

Vale a pena criar um fundo de investimento?

Agora que você aprendeu como montar um fundo de investimento, viu que o processo pode ser um pouco complexo, pois, além do farto capital inicial para iniciar as operações, é necessário seguir também uma série de passos burocráticos para registrá-lo.

Em geral, a execução de cada uma dessas etapas burocráticas e logísticas para desenvolver o fundo pode demorar de seis meses a dois anos.

Dessa forma, o fato é que se você conseguir cumprir todos esses requisitos, aprender como criar um fundo de investimento pode ser um negócio e tanto para quem deseja empreender no mercado financeiro.

E vale sempre lembrar: a cereja do bolo de um bom fundo de investimento é contar com um gestor capacitado e realmente conhecedor do mercado. Ele será o verdadeiro motor de de lucros e atração de novos cotistas para a base de investidores.

E aí, o que achou do conteúdo? A Escola de Investimentos da Faculdade XP tem orgulho de contribuir para o aprendizado tanto de veteranos quanto de novatos do mercado financeiro.

Por exemplo, se você tem interesse em conhecer um pouco mais sobre fundos de renda variável e como funciona o universo da bolsa de valores, clique no banner abaixo e conheça nosso curso sobre o tema:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Como conseguir uma cota da bolsa de valores? Veja se vale a pena investir em fundos

Se deseja investir em fundos de investimento, você precisa adquirir múltiplos de uma pequena fração desses ativos que são conhecidos como cotas. Nesse sentido, apesar de existir muitos fundos de renda fixa, também é possível adquirir uma cota da bolsa de valores.

E como isso é possível? Existem duas maneiras: uma delas é comprar frações de fundos de investimento que possuam, em seu portfólio, ativos listados na bolsa de valores. 

A segunda maneira é adquirindo diretamente essa no próprio home broker da B3 (a bolsa brasileira), como é possível nos casos dos fundos imobiliários (FIIs) e ETFs (Exchange-traded fund).

Portanto, quer entender melhor como funcionam esses fundos de investimentos e entender qual é o procedimento para adquirir uma cota da bolsa de valores? Leia o conteúdo até o fim!

O que é uma cota da bolsa de valores?

Uma cota da bolsa de valores consiste na fração de um fundo de investimento que é listado entre os ativos negociáveis da B3 ou de fundos que possuem títulos de renda variável no seu portfólio.

Caso ainda não esteja a par do termo, o fundo de investimento é uma carteira de ativos que possui uma gestão profissional e referenciada em alguma estratégia específica. 

Para que você aplique nesse tipo de ativo, você  precisa adquirir uma pequena fração de seu patrimônio financeiro, que é o que chamamos de cota.

Diante desse panorama, é importante salientar que existem diferentes tipos de fundo de investimento. Os mais populares entre os investidores iniciantes são os fundos de renda fixa ou renda variável.

Eles são produtos oferecidos por instituições financeiras e que podem ser adquiridos em corretoras e bancos. No caso dos fundos de renda fixa, o portfólio é composto basicamente de títulos dessa modalidade de investimento, como Tesouro Direto, LCIs, CRAs, entre outros.

Já os de renda variável têm  seu portfólio composto principalmente de ações, fundos imobiliários e outros títulos dessa modalidade de investimento. 

Entretanto, existem duas modalidades de fundos de investimento que são adquiridas diretamente pelo home broker, que é o sistema digitalizado que dá acesso às ofertas e negociações da bolsa. São eles:

  • Fundos de investimento imobiliários (FIIs);
  • Fundos de índices (ETFs).

Vamos falar um pouco sobre cada um deles!

Fundos de investimento imobiliário

Os fundos de investimento imobiliário ano após ano consolidam-se entre os queridinhos do investidor brasileiro. Sua baixa volatilidade e pagamento recorrente de dividendos configuram  ótimos motivos para adquirir cotas na bolsa de valores.

Para se ter uma ideia, hoje a B3 conta com cerca de 1,5 milhões de cotistas de fundos imobiliários, segundo o InfoMoney. Em 2018, por exemplo, esse número era de apenas 100 mil. Isso mostra a grande ascensão e popularidade desse tipo de renda variável.

Como o próprio nome indica, essa modalidade de ativos tem lastro no mercado imobiliário. Imóveis comerciais, galpões logísticos, títulos de CRI e CRA e até outros fundos imobiliários estão entre os ativos que podem compor esse fundo de investimento.

Sendo assim, eles são divididos da seguinte maneira:

  • Fundos de tijolos: o ativo predominante no portfólio são os imóveis físicos.
  • Fundos de papel: o ativo predominante no portfólio são os títulos de renda fixa com lastro em imóveis. 
  • Fundos de fundos: o ativo predominante são outros fundos imobiliários.

Esses fundos são geridos e administrados por entidades independentes e, assim como as ações, eles precisam prestar comunicados ao mercado e divulgar balanços financeiros aos cotistas.

O grande diferencial dos FIIs é o pagamento geralmente mensal de dividendos aos cotistas. Eles correspondem a uma divisão de lucros a cada investidor proporcional ao número de cotas que ele possui.

>>> Veja cinco passos para começar a investir em fundos imobiliários com o canal Investimento ás Claras:

Fundos de índice

Os ETFs, também conhecidos como fundos de índice, são também uma ótima oportunidade de adquirir uma cota da bolsa de valores. 

E, mais do que isso, eles dão a oportunidade do investidor de ter sua rentabilidade atrelada a títulos internacionais sem precisar fazer uma conta em corretoras do exterior!

Isso acontece porque os ETFs são fundos de investimento com uma carteira de ativos que geralmente refletem índices diversos do mercado financeiro, como o Ibovespa e IBrX, e até mesmo índices internacionais, que é o caso da S&P 500.

Assim como os FIIs, eles são negociados nos horários comerciais do pregão da bolsa de valores e suas taxas de administração são bem mais baixas e atrativas do que de fundos tradicionais ofertados por instituições financeiras e que não estão no home broker.

>>> Descubra se vale a pena investir em ETFs com a Clara Sodré da Faculdade XP School:

Como investir em uma cota da bolsa de valores?

Mas, afinal, como obter uma cota da bolsa de valores? O processo é muito simples! 

No caso de fundos de investimentos oferecidos por instituições financeiras fora do home broker, basta acessar a plataforma de negociações da corretora e fazer seu aporte no produto desejado.

Já no caso dos fundos imobiliários e ETFs, o processo é similar ao da compra de uma ação. O investidor precisa acessar o home broker da sua instituição e emitir uma ordem de compra para o código do ativo desejado. 

Basta selecionar a quantidade de cotas que você deseja e pronto! O procedimento geralmente leva um dia útil para ser liquidado.

E aí, gostou do nosso conteúdo? Se você deseja aprofundar seus conhecimentos sobre a bolsa de valores, a Escola de Investimentos da XPEED tem o curso perfeito para você.

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Qual a importância da educação financeira no nosso dia a dia?

Conscientizar-se sobre a importância da educação financeira pode abrir várias portas para um futuro promissor sem dívidas ou empréstimos. A educação sobre o dinheiro é fundamental para quem deseja se sentir mais tranquilo a fim de realizar os maiores desejos financeiros.

De modo geral, a educação financeira organiza uma série de atitudes que, planejada, melhora a vida das pessoas. Controle de gastos, redução de despesas, economia e investimentos são hábitos que podem ser gerados para quem entende a importância da educação financeira.

Então, como desenvolver e colocar em prática a educação financeira? Ao longo deste artigo vamos explicar de acordo com os seguintes tópicos:

  • O que é educação financeira?;
  • Como funciona a educação financeira?;
  • Qual a importância da educação financeira?;
  • Qual a importância da educação financeira nas escolas?;
  • Como fortalecer a educação financeira?

Continue com a gente e boa leitura! 

O que é educação financeira?

Educação financeira é o modo como uma pessoa busca entender o universo do dinheiro e a usar as ferramentas básicas para usá-lo de forma equilibrada.

Falar de educação financeira ultrapassa a linha de apenas economizar, pois envolve também a consciência sobre oportunidades e riscos.

Construir patrimônios, ter boas condições no futuro e honrar o compromisso com as despesas regulares são ações de quem entende da importância da educação financeira, pois tudo pode ser trabalhado e garantido de forma viável.

De todo modo, a conquista financeira depende de duas importantes atividades:

  • o trabalho que executa;
  • o conhecimento adquirido

O primeiro ajuda a acumular os recursos necessários ou desejados, enquanto o segundo contribui para multiplicá-los.

>>> Leia também: 5 vantagens de investir em Tesouro Direto 

A importância da educação financeira

De acordo com uma Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), o número de famílias endividadas chega a 75%, considerado pela confederação o maior valor no índice nos últimos 12 anos.

Essa realidade mostra que existe uma série de problemas em torno das dívidas.

As dificuldades financeiras levam a consequências graves, pois comprometem a qualidade de vida do devedor e a de quem está à sua volta. Seja física, psicológica ou emocionalmente, os problemas em relação ao dinheiro acarretam uma variedade de obstáculos possíveis, como as dívidas. 

Esse é um dos fatores que faz sentido entender sobre a importância da educação financeira. Neste caso, estar ciente sobre a relevância de ter um planejamento econômico ajuda a não contrair ou a eliminar as dívidas.

Por outro lado, uma das estratégias financeiras é recorrer aos investimentos de curto a longo prazo. Esta é uma solução bastante procurada pelos iniciantes, mas que necessita de muito aprendizado. 

Segundo a pesquisa Raio X do investidor mais recente, realizada pela Anbima, em 2020, mais da metade dos brasileiros afirma ter interesse em investir, embora de 7 em cada 10 ainda não fez nenhum tipo de investimento.

(infográfico)

Qual a importância da educação financeira nas escolas?

A educação financeira nas escolas é modo de preparar os alunos a enfrentar a realidade na vida adulta de forma mais branda. Esse processo de inclusão tem sido gradativo nas instituições de ensino brasileiras.

Temas como comissão de valores mobiliários, cooperação, desenvolvimento econômico e finanças pessoais estão presentes nas salas de aula, seja no ensino médio ou no ensino fundamental, tornando-se base curricular nas escolas públicas.

Para driblar a falta de conhecimento sobre educação financeira, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançou em 2021 o Programa Educação Financeira nas Escolas.

Esse programa oferece aos professores cursos gratuitos de formação em educação financeira para repassar o conhecimento aos alunos.

A estimativa, desde então, era capacitar em três anos cerca de 500 mil professores para repassar o ensino a mais de 25 milhões de estudantes brasileiros. A iniciativa segue em vigor na maioria dos estados do país.

Assista à live sobre educação financeira e aprenda com as dicas do investidor Thiago Godoy: 

Como reduzir o consumo em excesso?

Agora que você já sabe da importância da educação financeira, o próximo passo é buscar maneiras de diminuir seu consumo exagerado, se for o caso. Existem diversas técnicas que podem ajudá-lo a lidar melhor com o dinheiro, como, por exemplo:

  • identificar gatilhos: neste momento é importante pensar o que leva você a gastar dinheiro: são suas emoções, pensamentos, impulsividade? Após fazer essa autorreflexão, busque eliminar os gatilhos negativos e invista nos positivos que o ajudarão a consumir de forma mais consciente;
  • pensar na respiração: se você nota que está em um momento de impulsividade e que pretende gastar mais do que o normal, volte sua atenção à respiração. Esse ato irá ajudá-lo a reduzir a ansiedade;
  • construir um plano de ação: faça uma listagem sobre as atitudes que poderão não deixá-lo cair em tentação. Por exemplo, se você pensa em sair para gastar, que tal trocar sua ida à loja por uma caminhada ou ir para a academia

Essas são técnicas simples, porém úteis para começar a mudar ser jeito de pensar e agir compulsivamente sobre o dinheiro. 

Como fortalecer a educação financeira?

Agora que você percebeu a importância da educação financeira, é preciso dar os próximos passos em busca da prosperidade com o seu próprio dinheiro.

Portanto, identifique por qual parte gostaria de iniciar para entender um pouco mais do mercado financeiro e comece.

Se o dinheiro é tabu na sua vida, por exemplo, desconstrua isso dentro de você observando suas crenças limitantes quanto às finanças, afinal de contas, isso é um processo de autoconhecimento financeiro.

Uma forma de desenvolver uma relação saudável com o seu dinheiro é investir no Combo: cursos de Educação Financeira, da Faculdade XP School. São quatro cursos que levarão você a conhecer os princípios básicos sobre finanças e que o ajudarão a dar os primeiros passos no universo dos investimentos.

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Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.

Entenda o que são juros compostos e a importância desse cálculo para os investimentos

Você sabia que descobrir o que são juros compostos pode ser muito útil para entender melhor como funciona a rentabilidade dos seus investimentos? Pois é, diferentemente do que muitos pensam, a importância desse recurso não se limita apenas a resolução de problemas de matemática nos tempos da escola.

Afinal, não aplicar sua fórmula quando for calcular o retorno de suas aplicações pode te fazer perder dinheiro e não aproveitar todo o potencial que os ativos financeiros podem oferecer.

Para falar a verdade, a relevância  dos juros compostos vai bem além dos investimentos e dizem respeito também à sua autonomia e liberdade financeira como um todo.

Por exemplo, você já fez um empréstimo consignado ou financiamento de veículo ou imóvel? Isso mesmo, todas essas práticas também sofrem interferência dessa fórmula!

Por isso, ela é tão fundamental para a gestão apropriada de todas as suas finanças e para que você não veja seu dinheiro descendo pelo ralo com custos desnecessários.

Portanto, quer aprender o que são juros compostos e entender por que ele impacta em todas essas frentes da nossa vida financeira? Leia nosso guia até o fim e tire todas as suas dúvidas.

O que são juros compostos?

Entenda o que são juros

Antes de explicarmos exatamente o que são juros compostos, vale a pena trazermos um pequeno panorama geral do seu papel no mercado financeiro.

Os juros são um conceito matemático cujo valor é um desdobramento percentual de um montante total e sua funcionalidade está sempre ligada ao ato de empréstimo. 

Sendo assim, quando você pede dinheiro emprestado a uma instituição financeira, você vai ter que pagar esse valor de volta com o acréscimo de juros. Já quando você empresta dinheiro ao estado por meio da aquisição de um título de Tesouro Direto, por exemplo, é você quem cobra o juros e recebe o valor acrescido de volta.

Geralmente, o termo tem uma fama bem ruim no imaginário popular brasileiro. Muito provavelmente você já deve ter ouvido falar de alguém que pediu um empréstimo ao banco ou pagou um apartamento financiado frases como “já estou pagando mais em juros do que o valor que havia pedido emprestado” e “só de juros dava para comprar mais um apartamento”! 

Em suma, o fato é que os juros podem ser sim terríveis, mas somente para quem pede emprestado. Já para quem empresta, o retorno pode ser para lá de agradável. Não por acaso, boa parte dos investimentos de renda fixa baseia-se nessa segunda lógica. 

Nessa modalidade de ativos financeiros, os juros são um percentual já definido e previamente informado tanto ao credor quanto ao devedor antes do fechamento da negociação. 

>>> Entenda mais sobre renda fixa com o canal Investimento às Claras:

Veja como calcular juro composto

Mas, afinal, o que são juros compostos? Esse termo consiste nas operações que calculam juros sobre juros. Fazendo um paralelo com a realidade, imagine que você deixou de pagar suas dívidas e mês a mês novos juros vão sendo incorporados no valor total que você deve?

Por exemplo, você estava devendo R$1.000. Com o acréscimo de juros, o valor ficou em R$1.200. Entretanto, você atrasou o pagamento e novos juros foram adicionados no montante devedor. Repare que, se isso se repetir por meses, um terrível efeito de bola de neve se manifesta.

Isso porque novos valores vão sendo incorporados um em cima do outro até que a cadeia de juros sobre juros saia do controle e o seu saldo devedor torna-se em uma grande dor de cabeça.

Contudo, essa relação tem dois elos, e se você escolher o lado certo, você pode ter uma série de benefícios. Não por acaso essa é justamente a lógica por trás de investimentos. 

Olhe esse exemplo prático de como calcular juros compostos estando do lado certo da cadeia: imagine que você empreste R$ 1.000 para um amigo e cobre o valor de 10% ao mês juros caso ele retorne a quantia em seis meses.

Ao findar esse prazo estipulado, você não vai receber de volta simplesmente R$ 1.600 (1000 + 6×100), pois não se trata de uma fórmula de juro simples. O valor recebido mês a mês terá que ser calculado juros sobre juros. No segundo mês, por exemplo, o juros de 10% recai sobre R$1.100, o que gera um acumulado de R$ 1.210 para o mês seguinte e assim por diante.

Dessa forma, você está utilizando a inteligência para conseguir sua liberdade financeira e ter total controle sobre suas contas e gestão sobre investimentos.

Conheça a fórmula do montante

Um ponto essencial para entender o que são juros compostos e como calculá-lo é pela fórmula do montante. Na imagem abaixo, temos uma representação dela, confira:

M = C (1 + i)t

Vamos descrever o que cada uma dessas letras representam:

  • O M diz respeito ao montante final que retorna ao bolso do credor após o decorrer do período de empréstimo
  • O C corresponde ao valor inicial emprestado (ou investido)
  • O i, por sua vez, representa o valor taxa de juros estipulada para o cálculo
  • Já o t consiste no tempo ou na quantidade de vezes que o juros composto é inserido.

Assim, fica muito fácil implementar esses termos no exemplo que demos logo acima. Enquanto o C representa os R$1.000 de capital inicial, o i é substituído pelos 10% de taxa, enquanto o t corresponde aos 6 meses de prazo.

Por fim, fazendo a conta, chegamos ao valor de M, que é de R$1.771,56. Esse total representa um juros acumulado de R$771,56. Portanto, graças aos juros compostos, o rendimento final foi de um valor em torno de 77,15% ao fim do período.

Inclusive, a título de informação, o próprio Banco Central oferece uma calculadora de juros compostos online para que você possa utilizar para gestão de suas finanças e para definir os ativos de melhor rentabilidade para sua carteira de investimentos.

Qual a relação do juros composto com investimentos?

Já falamos aqui sobre a questão do Tesouro Direto, por exemplo, quando você torna-se credor do estado brasileiro. 

Entretanto, outras operações como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou Letra de Crédito Imobiliário também possuem a mesma lógica, só que neles você está emprestando dinheiro para financiar operações bancárias, no primeiro caso, e projetos voltados para o setor imobiliário, no segundo.

Vale salientar que o valor da taxa mensal de juros que definimos para o exemplo são fora da realidade do mercado. Que, a depender do valor da Taxa Selic e do CDI, circulam entre 2% a 10% ao ano. 

Ou seja, ativos de renda fixa geralmente trabalham sob a lógica dos juros compostos para premiar seus credores, pois calculam a rentabilidade em cima do acumulado do saldo já investido e dos juros que já renderam.

Como você pode perceber no exemplo que demos acima, quanto maior o tempo, maior será o retorno financeiro sobre o capital investido. Por isso, o investimento feito sobre essa base de cálculo demanda uma maior paciência por parte de quem aplica para que ele realmente tenha rendimentos substanciais.

Por isso, muitos investimentos, como os CDBs prefixados ou Tesouro IPCA +, por exemplo, apenas garantem a rentabilidade prevista no momento da negociação quando não é feito nenhum resgate durante o período até a data de vencimento.

Não por acaso alguns títulos do Tesouro estipulam uma data para resgate que às vezes duram até 35 anos.

Como calcular o juro composto em aportes mensais?

Uma estratégia popular entre os investidores que desejam ver “o bolo dos seus investimentos” crescer pouco a pouco é por meio de aportes mensais ou periódicos. 

E entender o que são juros compostos para calcular o retorno do investimento a longo prazo pode te dar maior precisão sobre sua rentabilidade no decorrer do tempo.

Para isso, existe também uma fórmula já pronta que pode te ajudar:

E o que representa cada um desses símbolos?

  • FV: valor futuro
  • PMT: quantia dos aportes mensais
  • n: quantidade de meses ou vezes que foi feito o aporte
  • i: taxas fixas de rentabilidade

Portanto, se você decidir por inserir uma nova quantia de dinheiro todos os meses para que ela entre no cálculo de multiplicação dos juros, essa fórmula te ajudará a ter um resultado mais preciso sobre seu retorno.

Juros compostos e a reserva de emergência

A reserva de emergência é uma opção estratégica de segurança para os investidores. Ela geralmente é feita por meio de aplicações em ativos de renda fixa com liquidez diária. 

Isso é, são títulos que permitem que você resgate seu dinheiro sempre que precisar e que utilize em caso de despesas inesperadas.

>>> Quer aprender mais sobre reserva de emergência? Confira o conteúdo especial feito pelo canal Investimento às Claras sobre o tema:

Esse colchão de proteção geralmente conta com um montante que corresponde a três, seis ou 12 meses de gastos fixos que você precisaria para sustentar a si e aos seus dependentes. 

Portanto, se você tem uma média mensal de R$4.000 de gastos fixos, sua reserva de emergência deve ser de R$12.000, R$24.000 ou R$48.000, a depender do tempo que você achar mais apropriado.

As opiniões sobre o tempo de cobertura, por sua vez, variam entre os principais especialistas em finanças. Entretanto, independente de seus objetivos ou perfil de investidor, o fato é que quanto maior for o montante guardado, maior será sua tranquilidade.

Mas, afinal, o que os juros têm a ver com a reserva de emergência?

Opções como o Tesouro Selic são um dos títulos de renda fixa mais queridinhos para aqueles que procuram montar sua reserva. Isso porque ele é:

  • Um dos ativos mais seguros e conservadores do Tesouro Nacional, pois possui baixa volatilidade e é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
  • Possui liquidez diária e permite o resgate a qualquer momento
  • A cereja do bolo: também conta com a fórmula de juros composto para cálculo da rentabilidade

Conhecimento e estratégia são fundamentais para lucrar com juros compostos

Não importa se você quer investir em rendimentos calculados sobre juros simples e compostos, ou se em renda variável ou fixa. 

No final das contas, o que vale é definir uma estratégia baseada nos seus objetivos e perfil de investidor, assim como adquirir todo o conhecimento necessário para saber o que cada ativo representa e como funciona a dinâmica do mercado.

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