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OpenCV: conheça a biblioteca e aprenda a usar com Python

OpenCV é uma biblioteca de processamento de imagem de código aberto que permite a criação de aplicativos de visão computacional com suporte para diversos sistemas operacionais e linguagens de programação. O seu uso vai desde análise de imagem até medicina e automação industrial. Se você quer entender melhor o que é OpenCV, como funciona essa biblioteca e como instalá-la, confira este conteúdo!

O que é OpenCV?

OpenCV é uma biblioteca de visão computacional de código aberto que permite aos desenvolvedores de software criar aplicativos que possam processar imagens e vídeos. A Intel desenvolveu a OpenCV em 1999 e hoje aplicações de robótica, visão artificial, inteligência artificial, análise de imagem e reconhecimento de padrões utilizam essa biblioteca.

A biblioteca oferece uma série de ferramentas e algoritmos para operações como detecção de rostos, reconhecimento de objetos, rastreamento de movimentos, análise de fluxo óptico e muito mais. Ela também é compatível com várias linguagens de programação, incluindo C++, Python e Java. Em resumo, a OpenCV é uma poderosa ferramenta para desenvolvimento de aplicações de visão computacional e inteligência artificial.

Onde utilizar OpenCV?

A biblioteca OpenCV possui diversas aplicações e é amplamente utilizada em muitas áreas diferentes, algumas delas incluem:

  • Visão computacional para robótica: OpenCV é usado para processar imagens e vídeos capturados por câmeras montadas em robôs, permitindo ao robô navegar e evitar obstáculos.
  • Análise de imagem: OpenCV é usado para analisar imagens e extrair informações úteis, como detecção de rostos, reconhecimento de objetos, rastreamento de movimentos, etc.
  • Segurança: OpenCV é usado para analisar vídeos de vigilância e detectar atividades suspeitas, como pessoas desconhecidas, objetos suspeitos, etc.
  • Análise de fluxo óptico: OpenCV é usado para analisar o movimento de partículas ou objetos em vídeos, o que é útil em aplicações como estudo de tráfego, análise de padrões de movimento, etc.
  • Inteligência Artificial: OpenCV é usado em conjunto com outras bibliotecas para desenvolvimento de modelos de visão computacional, como classificação, detecção de objetos, etc.
  • Outras áreas incluem: Medicina, automação industrial, entre outras.

Portanto, a OpenCV é uma biblioteca flexível e poderosa que se pode usar em uma ampla variedade de aplicações, desde robótica e visão computacional até segurança e análise de imagem.

Como usar OpenCV?

Para usar a biblioteca OpenCV, siga os passos abaixo:

  1. Instale o OpenCV: Antes de usar o OpenCV, você precisará instalá-lo em seu sistema. Isso pode ser feito baixando o código fonte e compilando-o ou usando pacotes pré-compilados disponíveis para sua plataforma.
  2. Importe a biblioteca: Em seu script de programação, você precisará importar a biblioteca OpenCV para que possa usar as funções e classes que ela fornece. Isso geralmente é feito usando uma declaração “import cv2” no início do seu código.
  3. Carregue uma imagem: Para processar uma imagem com o OpenCV, você precisará carregá-la em sua memória. Isso pode ser feito usando a função “cv2.imread()”.
  4. Execute operações na imagem: O OpenCV oferece uma ampla variedade de funções para processar imagens, como conversão de cores, filtragem, detecção de bordas, etc. você pode aplicar essas operações na imagem carregada.
  5. Exiba ou salve a imagem: Depois de processar a imagem, você pode exibi-la na tela usando a função “cv2.imshow()” ou salvá-la em disco usando a função “cv2.imwrite()”.
  6. Handle eventos: Em alguns casos, você pode precisar lidar com eventos de teclado ou mouse para interagir com a imagem exibida na tela. Isso pode ser feito usando a função “cv2.waitKey()”.

Esses são apenas alguns exemplos básicos de como usar o OpenCV. A biblioteca fornece muitas outras funções e classes que os desenvolvedores podem usar para implementar aplicativos mais complexos. Dessa forma, é recomendável ler a documentação e fazer alguns tutoriais para se familiarizar com suas funcionalidades.

OpenCV em Python

OpenCV em Python é uma combinação poderosa para o desenvolvimento de aplicativos de visão computacional. Como vimos anteriormente, o OpenCV fornece uma vasta gama de ferramentas e algoritmos para operações como detecção de rostos, reconhecimento de objetos, rastreamento de movimentos, análise de fluxo óptico e muito mais, enquanto o Python é uma linguagem de programação de alto nível, fácil de aprender e com uma grande comunidade de desenvolvedores.

Uma das principais vantagens de usar OpenCV com Python é a facilidade de uso. O Python é uma linguagem de alto nível, o que significa que as funções e classes do OpenCV são fáceis de entender e usar. Além disso, o Python possui uma sintaxe clara e concisa, o que facilita a escrita de código e a sua manutenção.

Outra vantagem importante é a compatibilidade com outras bibliotecas e frameworks. Por exemplo, o Python possui uma grande variedade de bibliotecas e frameworks para diferentes tarefas, como machine learning, processamento de linguagem natural e entre outros. Isso permite que você construa aplicativos de visão computacional mais avançados, combinando as funcionalidades do OpenCV com as de outras bibliotecas.

Além disso, a comunidade Python é grande e ativa, o que significa que você pode facilmente encontrar recursos e ajuda online. Existem muitos tutoriais, documentações e fóruns dedicados ao uso do OpenCV com Python, o que ajuda a aprender e a resolver problemas.

Portanto, usar OpenCV em Python é uma excelente escolha para o desenvolvimento de aplicativos de visão computacional, devido à sua facilidade de uso, compatibilidade com outras bibliotecas e frameworks e grande comunidade de desenvolvedores.

Leia também: Como programar em Python? Passo a passo dessa linguagem

Como instalar OpenCV?

Existem duas maneiras principais de instalar o OpenCV no seu sistema: via Pip e via Anaconda. Cada uma dessas opções tem suas próprias particularidades, então vamos discutir cada uma delas em detalhes.

Instalação via Pip

  1. Abra o terminal ou o prompt de comando em seu sistema. É importante garantir que você tenha acesso à internet antes de prosseguir.
  2. Digite o comando “pip install opencv-python” e pressione enter. Isso instalará a versão mais recente do OpenCV no seu sistema. Você pode verificar a versão instalada digitando “pip show opencv-python” no seu terminal.
  3. Verifique se a instalação foi bem sucedida, digitando “import cv2” no seu interpretador Python e verificando se não há erros. Se você receber algum erro, verifique se o caminho do Python está configurado corretamente e se você possui permissão de administrador.
  4. Caso deseje instalar a versão mais recente do OpenCV, com suporte a recursos avançados como SIFT e SURF, deve utilizar o comando “pip install opencv-contrib-python”. Isso instalará as bibliotecas necessárias para usar esses recursos.

Instalação via Anaconda

  1. Abra o Anaconda Navigator em seu sistema. Certifique-se de ter acesso à internet antes de prosseguir.
  2. Selecione o ambiente no qual deseja instalar o OpenCV. Se você não tiver nenhum ambiente criado, você pode criar um novo clicando em “create” .
  3. Clique em “Environments” e depois em “Not Installed”
  4. Escreva “opencv” na barra de busca e clique no pacote desejado. É recomendado que você escolha a versão mais recente, mas você pode escolher uma versão específica se desejar.
  5. Clique em “Apply” para instalar o OpenCV. Isso pode levar alguns minutos dependendo da sua conexão de internet.
  6. Verifique se a instalação foi bem sucedida, digitando “import cv2” no seu interpretador Python e verificando se não há erros. Se você receber algum erro, verifique se você está usando o ambiente correto e se você possui permissão de administrador.

Em resumo, a instalação via Pip é a maneira mais simples e rápida de instalar o OpenCV em seu sistema, mas a instalação via Anaconda oferece mais controle sobre quais versões do OpenCV você está instalando e em quais ambientes.

Além disso, usando o Anaconda, você pode gerenciar facilmente suas dependências e evitar conflitos entre pacotes. Em geral, a escolha entre Pip e Anaconda dependerá de suas necessidades e preferências pessoais.

Recomendamos que você sempre verifique a documentação oficial do OpenCV, antes de iniciar a instalação, para garantir que você esteja seguindo as instruções corretas e para garantir que você tenha todas as dependências necessárias.

Benefícios da biblioteca OpenCV

Como vimos anteriormente, a biblioteca OpenCV (Open Source Computer Vision Library) é uma das bibliotecas mais populares e amplamente utilizadas para visão computacional e processamento de imagens.

Além disso, ela fornece uma vasta variedade de algoritmos e ferramentas para lidar com imagens e vídeos, incluindo reconhecimento e rastreamento de objetos, detecção de faces, extração de características, filtragem de imagens e muito mais. Alguns dos benefícios da biblioteca OpenCV incluem:

Ampla variedade de algoritmos

A biblioteca OpenCV inclui uma ampla variedade de algoritmos prontos para uso, incluindo algoritmos de detecção e rastreamento de objetos, reconhecimento de faces, segmentação de imagens, entre outros.

Fácil de usar

OpenCV é escrita em C++ e tem suporte para várias outras linguagens, como Python e Java. Isso significa que é fácil começar a usar a biblioteca, independentemente de sua linguagem de programação preferida.

Comunidade ativa

OpenCV é um projeto de código aberto e tem uma comunidade ativa de desenvolvedores e usuários. Isso significa que há muitos exemplos, tutoriais e perguntas frequentes disponíveis online para ajudá-lo a usar a biblioteca.

Suporte para processamento em tempo real

A OpenCV é projetada para lidar com imagens e vídeos em tempo real, tornando-a ideal para aplicativos de visão computacional em tempo real, tais como vigilância, robótica e automação industrial.

Suporte para processamento em dispositivos embarcados

OpenCV tem suporte para processamento em dispositivos embarcados, como Raspberry Pi e outros computadores de baixo custo, desse modo, torna-se uma opção popular para aplicativos de visão computacional nesses tipos de dispositivos.

Em resumo, a biblioteca OpenCV é uma escolha poderosa e flexível para desenvolvimento de aplicativos de visão computacional. Com sua ampla variedade de algoritmos, facilidade de uso, plataforma de suporte ampla, comunidade ativa e suporte para processamento em tempo real, é uma ferramenta valiosa para desenvolvedores e cientistas de dados. Além disso, sua integração fácil com outras bibliotecas e amplo uso em indústrias tornam OpenCV uma ferramenta ainda mais versátil e valiosa.

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Como investir na bolsa americana? 10 principais opções do mercado, custos e mais!

“Como investir na bolsa americana?”. Essa é uma pergunta cada vez mais comum entre investidores que buscam por opções para diversificar sua carteira ou apenas querem ter a experiência de aplicar parte do capital fora do Brasil. 

A bolsa americana movimenta ações de empresas como Microsoft, Apple, Disney e Amazon. Poder ser acionista dessas organizações é o sonho de muitos investidores.

Assim, a boa notícia é que existem diferentes caminhos que permitem que você comece a investir na bolsa americana com pouco dinheiro ou mesmo com capital alto, sem precisar sair do Brasil. 🌎

Neste artigo, selecionamos dez opções de como investir na bolsa americana, a fim de aproveitar a valorização dos ativos e receber os dividendos que os títulos internacionais podem te proporcionar. 👇

Como investir na bolsa americana? 

investir na bolsa americana
Gráfico de oscilações na bolsa de valores americana (Fonte: GettyImages)

Confira, a seguir, as opções de investimento na bolsa americana.

1. BDRs

BDR, ou Brazilian Depositary Receipts, é, possivelmente, a forma mais simples de investir na bolsa americana, afinal, a aplicação ocorre direto do Brasil. Dessa maneira, não é preciso abrir uma conta em uma corretora internacional, por exemplo. 

Basta criar uma conta em uma corretora nacional (caso você ainda não tenha uma), como a XP Investimentos ou a Rico, e buscar por opções de investimentos em BDR. 

Com o BDR você estará comprando recibos de ações das empresas negociadas na bolsa norte-americana.  

É possível fazer isso dentro do seu home broker, o sistema que permite a negociação de ações e outros ativos. Ele garante acesso à Bolsa de Valores americana, por meio da internet, de forma simples. 

Portanto, ao criar uma conta em uma corretora, você passa a ter acesso ao home broker. Acesse a ferramenta, selecione a opção de investimento em BDR e compre recibos de ações estrangeiras. 

Como assim recibos de ações? Ao investir na bolsa americana por meio de BDR, você receberá recibos de ações, que funcionam como um comprovante de que você é dono daquelas ações. Dessa forma, é possível trocar esses recibos, a qualquer momento, pelas ações em si.

O investimento em BDR, geralmente, funciona com o intermédio de um grande banco que compra as ações no exterior e as mantém sob custódia. Você como investidor compra as ações e tem acesso ao recibo delas, enquanto o banco emissor as mantém sob custódia. 

Na prática, existem dois tipos de BDRs: 👇

  • BDRs patrocinados: nome dado a recibos de empresas norte-americanas que decidiram emitir ações no Brasil, listando a empresa na nossa bolsa. Com esse modelo, o investidor estabelece uma relação direta com a empresa. 
  • BDRs não patrocinados: é o modelo mais comum. Ocorre quando a B3, Bolsa de Valores do Brasil, junto com um banco estrangeiro, decide comprar as ações no exterior e deixar custodiado com a instituição internacional, ao mesmo tempo que negocia recibos junto aos investidores brasileiros.

Custos para comprar um BDR

Uma das principais dúvidas que surgem quando o assunto é como investir na bolsa americana é o custo dessas operações. Confira a lista abaixo: 👇

  • Ágio: valor adicional cobrado em operações financeiras. O ágio é o nome dado quando uma mercadoria ou operação financeira está sendo negociada por um preço mais alto do que seu valor de mercado. 

Logo, isso pode representar um custo para o investidor que aplica em BDR. Para minimizar esse tipo de custo, é importante entender quais BDRs aplicar e quando. Dessa maneira você estuda o mercado de ações nacionais e identifica o melhor momento para a compra ou venda dos ativos;

  • Corretagem: talvez você já tenha ouvido falar em custo de corretagem, que é o valor que algumas corretoras cobram para intermediar as transações de compra e venda de aplicações. 

Atenção, porque ao investir na bolsa americana pela XP ou Rico você não paga taxa de corretagem. Logo, é possível eliminar esse custo da sua lista;

  • SPREAD: é comum que a compra de BDR gere um SPREAD, que é a diferença entre o valor da ação e o do lote de BDRs equivalente a uma ação (nem sempre um BDR corresponde, exatamente, a um título). Multiplique o preço da ação pelo câmbio atual. A diferença entre esse valor e o do BDR é o SPREAD. 

Portanto, quanto mais gente negociando, menor a chance de você ser impactado por um SPREAD que seja relevante para sua carteira;

  • Taxamento de dividendos: as ações da bolsa americana também pagam dividendos, entretanto, há taxação sobre eles. Diferente das ações do Brasil, em que dividendos não são tributados, na bolsa americana, há uma taxação de 30% mais 3% a 5% de custo sobre o montante do dividendo. 

Entretanto, o valor que você recebe na sua conta já é o líquido, porque tudo isso já é descontado antes do dinheiro chegar na sua conta;

  • Imposto de Renda: para BDRs o IR é de 15% sobre os ganhos ou 20% para day trade. Atenção: diferentemente das ações brasileiras, não são isentos de impostos vendas de até R$20 mil no mês. 

Vale lembrar que o Imposto de Renda é um custo comum a diversos investimentos, mesmo os de renda fixa como o Tesouro Nacional, em que você compra títulos do governo e o CDB, em que empresta capital às instituições financeiras em troca de juros. 

Por isso, independentemente de investir em ações americanas ou nacionais, será necessário arcar com este custo. 

< Leia também: Day Trade ou Swing Trade: por qual começar? >

Atualmente, existem mais de 600 empresas estrangeiras com opções de BDRs para a compra no Brasil.

2. Investimento Direto no Exterior

Além dos BDRs, também existem outras formas de investir na bolsa americana, entre elas o investimento direto no exterior. Para fazer isso será necessário: 👇

  • Criação de uma conta em uma corretora americana; 
  • Envio de capital do Brasil para o exterior;
  • Compra das ações internacionais.

É importante estar atento porque, nesses casos, você precisará lidar com a regulação americana, bem como seus tributos e taxas. Além de seguir as etapas de funcionamento das operações por lá.

Custos para investir direto no exterior

Segue a lista de quanto custa investir na bolsa americana direto pelo exterior: 👇

  • Corretagem: esse custo vai variar de acordo com a corretora americana escolhida. Geralmente, estamos falando de valores percentuais sobre o montante investido;
  • SPREAD cambial: é a variação de custo relativa à conversão do dinheiro e o prazo para isso. Se você deseja converter seu dinheiro no mesmo dia, você pagará por um SPREAD maior. Entretanto, se optar pela conversão no dia seguinte, poderá reduzir este custo. Os valores variam, geralmente, entre 1,66% e 2,21%. Mais uma vez é importante que você confira na corretora internacional, quais os custos dessa movimentação;
  • IOF: imposto sobre operações financeiras cobrado sobre cada transferência de capital realizada. Ou seja, todas as vezes que você mandar o seu dinheiro para fora do Brasil ou resgatá-lo, deverá pagar o valor de 1,1% sobre todo o valor transferido;
  • Dividendos: há uma taxação de 30% sobre o montante do dividendo que você irá receber; 
  • Taxas no depósito e retirada: algumas corretoras de fora do Brasil cobram essa taxa, sendo algo em torno de 1,5% sobre o valor de depósito e retirada;
  • Imposto de renda: a isenção nos Estados Unidos é para montantes de vendas de até US$35 mil. Para mais do que isso, o pagamento é de 15% de imposto, em grande parte das corretoras.

3. Offshore

Offshore é uma opção mais cara e mais complexa para quem está em busca de como investir na bolsa americana. Entretanto, se você tem um patrimônio alto, essa pode ser sim uma boa alternativa.

O custo mais alto está no fato de você precisar abrir uma empresa nos Estados Unidos para começar a aplicar seu capital. 

Logo, você terá um custo significativo de abertura e manutenção desse negócio. Por isso, só vale a pena para grandes quantias de investimento. 

Por ser um modelo voltado apenas para um nicho específico de investidores, não vamos nos aprofundar sobre o assunto. 

Entretanto, se você ficou curioso e quer saber mais sobre o tema, indicamos um texto que a XP Investimentos compartilhou em seu blog: “O que é offshore? Saiba as opções para acessar investimentos no exterior”.

4. Fundos de índice (ETFs)

ETF ou Exchange Traded Funds são fundos negociados na bolsa que replicam algum índice do mercado, entre eles o S&P 500, índice da bolsa dos Estados Unidos. Logo, aplicar capital em ETFs internacionais é uma das formas de aprender como investir na bolsa americana.

Na B3, bolsa brasileira, existem ETFs que seguem os índices de bolsas americanas, incluindo a ETF ISHARE SP500 (IVVB11) que segue o índice S&P 500, com as 500 maiores empresas do mundo listadas nas principais bolsas americanas.

Existem outras opções de fundos internacionais, que podem ser acessados facilmente pela Bolsa de Valores do Brasil. 

Além do S&P 500, também é possível encontrar fundos que usam outros índices americanos como: 👇

  • Dow Jones;
  • NASDAQ Composite;
  • NASDAQ 100.

Como se trata de um fundo, você e outros investidores adquirem cotas de participação e o gestor do fundo é que escolhe e controla os ativos de acordo com o índice.

Para realizar a aplicação e fazer parte do fundo, basta ter uma conta em uma corretora como a XP e escolher o fundo. É ideal para perfil de investidores moderados e agressivos. 🎯

5. Fundos de investimento que investem em ações americanas

Por falar em fundos, também é possível escolher fundos de investimentos em ações americanas a partir das opções já selecionadas por corretoras nacionais, como a XP e a Rico. 

Por meio dos fundos você não precisa se preocupar em selecionar cada título. Basta acessar a sua corretora e selecionar um fundo do qual deseja participar. 

Lembre-se sempre de considerar seu perfil de investidor, além da rentabilidade do negócio e o risco associado a ele. 

Sem dúvidas, o fundo de investimento é uma forma bastante interessante para quem deseja aprender como investir em ações americanas, a partir da sua corretora, no Brasil.

6. COE

Outra opção de como investir em ações no exterior que indicamos é por meio de um COE, Certificado de Operações Estruturadas. 

Geralmente, o COE mexe com o mercado de opções, ou seja, com tipos de investimentos mais avançados e não com oportunidades mais simples, como tesouro, por exemplo. 

Para o banco que criou o COE ele funciona, geralmente, como um CDB, porque serve para captar dinheiro que será usado para aplicar em outras operações, como empréstimos. 

Já para o investidor, essa lógica não é a mesma, afinal, no CDB a instituição pega o seu capital e promete pagar uma taxa sobre ele, dentro de determinado prazo. 

Em contrapartida, o COE promete pagar o valor do capital investido mais uma rentabilidade atrelada a algum índice. Quando falamos sobre bolsa de valores americana, geralmente, esse índice é o S&P 500.

Logo, o percentual de retorno não está definido, porque vai variar de acordo com diferentes faixas de oscilação do índice em questão. 

É importante, antes de aderir ao investimento, que você observe a tabela de pagamento proposta pelo certificado para avaliar se é ou não a melhor opção de investimento.

< Leia também: COE: o que é, funcionamento e vantagens >

7. Fundos indexados aos REITs

Os Real Estate Investment Trusts (REITs) estão cada vez mais acessíveis aos investidores brasileiros, principalmente a quem se interessa pela recorrência dos dividendos e em ganhos de capital

Seu funcionamento é semelhante a lógica das outras possibilidades, para investir em REITs o investidor precisa ter acesso à bolsa norte-americana e isso ocorre por diversas instituições financeiras que oferecem acesso à bolsa, como a XP Investimentos, o banco Inter e a Avenue.

8. Fundos Multimercados

Por ter como característica a aplicação em diferentes mercados, ou seja, renda fixa, câmbio e, ações, entre outros, e por usar derivativos para alavancagem, cada vez mais pessoas estão optando por eles por preverem uma maior liberdade de gestão. Isso sem falar que oferecem rendimento mais altos aos investidores através de aplicações mais conservadoras.

No entanto, é importante ressaltar em como investir na bolsa americana de fundo multimercado, alguns custos estão envolvidos, são eles: taxas de administração, taxas de performance, taxas de saída e IOF.

Dessa forma, para começar a investir nele é importante que, primeiramente, você analise seu perfil de investidor e seus objetivos, para depois prestar atenção nas taxas que podem ser cobradas.

Procure o máximo de informações sobre o fundo, que você vai entender melhor como ele funciona e como adequar as suas estratégias.

9. Fundos Internacionais

O primeiro passo de investimento na bolsa americana, assim como qualquer outra modalidade, é você deve ter acesso a uma corretora de valores confiável, pois isso vai contribuir para não ocorrerem ilegalidades. 

Para abrir a sua conta, é preciso seguir as regras da corretora para abrir sua conta de investimento, que normalmente segue um padrão, como os já citados acima.

10. Fundos Imobiliários

É simples, basta você abrir uma conta em uma corretora fora do Brasil ou alguma que represente a bolsa americana aqui, como na XP Investimentos.

Alguns exemplos de fundos imobiliários americanos são: STAG Industrial, LTC Properties Inc, Whitestone REIT, Dynex Capital, Inc e por aí vai.

Aprenda a investir no exterior agora mesmo!

oscilações investimento bolsa americana
Números de investimento empresas dos EUA (Fonte: GettyImage)

Sabendo das principais características e explicações de algumas modalidades, só depende de você fazer o seu dinheiro lucrar em dólar ao invés de real através do investimento no mercado americano.

Como vimos ao longo deste artigo sobre como investir na bolsa americana, existem muitos caminhos para aplicar seu capital em empresas do exterior. Entre as vantagens de tomar esse caminho está a possibilidade de diversificar sua carteira com uma moeda internacional.

Se você deseja começar a investir na bolsa de valores, seja em BDRs ou em opções de ações nacionais, indicamos que se inscreva no cursoEspecialista em investimentos no exterior”.

Com ele você terá acesso a uma metodologia simples e eficiente sobre como analisar gráficos e escolher suas ações com mais segurança, para ter maior rentabilidade. Aproveite!

Jobs to be done: entenda como funciona essa metodologia

Você já parou para pensar que os consumidores não compram produtos e serviços, mas sim as soluções advindas deles? Pois é! E é exatamente nesse ponto onde a metodologia Jobs to Be Done (JTBD) entra.

Você provavelmente tem uma TV em casa, certo? O preço que você pagou não foi pela TV em si. Na realidade, você pagou pelo entretenimento e conteúdos que aquela TV irá te trazer. Essa lógica se aplica em outros diversos produtos, como uma máquina de lavar louças, por exemplo: você paga pelo benefício que ela te traz, neste caso, lavar as suas louças.

Portanto, quando se pensa em vendas, ou até mesmo em gestão estratégica, é importantíssimo que a equipe saiba quais são as reais necessidades e expectativas dos consumidores, somente assim o negócio poderá alcançar o sucesso.

A metodologia Jobs to Be Done vem revolucionando o mercado e é sobre ela que iremos conversar hoje.

Preparado para aprender? Siga a leitura!

O que é a metodologia Jobs to be done?

Jobs to be done, ou JTBD, vem do termo em inglês “trabalho a ser feito” e é, em suma, uma metodologia que faz com que as empresas consigam analisar o que os consumidores esperam realizar com o seu produto ou serviço.

Ou seja, com a metodologia ágil é possível compreender o que aquele cliente deseja conseguir além do produto em si, isto é, a nível de experiência.

De onde surgiu?

Clayton Christensen, autor do livro “Muito Além da Sorte” e professor de administração de Harvard, é o desenvolvedor do conceito de jobs to be done.

No livro supracitado, ele introduz a ideia de que os negócios necessitam compreender o que as pessoas consumidoras desejam completar a nível de tarefa, sendo assim, enxergar o produto como um meio. Super interessante, não?

Como funciona a metodologia Jobs to be done?

Imagine que você assina o HBO Max, um serviço super popular de streaming. Muito provavelmente, a sua ideia não é ter apenas a plataforma à sua disposição.

Em realidade, o que você deseja é o entretenimento que o serviço pode te trazer, por meio de filmes, documentários e séries do catálogo. Caso outras plataformas de streaming entreguem o mesmo valor que o HBO Max, você, provavelmente, também as consideraria.

Esse pensamento de entender mais sobre a experiência do cliente com serviços e produtos foi, por muito tempo, destrinchado por equipes de produto e UX/UI design.

Hoje, esses debates têm se expandido para outras áreas, visto que produzir produtos e/ou serviços para pessoas consumidoras de forma adaptada é uma constante, ou seja, toda a equipe precisa buscar refinar o entendimento de entrega de valor.

Profissionais implementando o jobs to be done
Jobs to be done é uma metodologia ágil que pode trazer benefícios ao seu negócio.

Quando e onde aplicar a Jobs to be done?

São vários os momentos e formas de aplicação da jobs to be done. Quando a sua organização deseje ou precise aplicar um desses pontos, a JTBD deve ser aplicada:

  • Aprimorar a user experience (experiência dos clientes);
  • Criar um novo serviço;
  • Criar um novo produto;
  • Deixar as estratégias de marketing mais eficientes;
  • Entrar em um novo mercado.

Dimensões da Jobs to be done aplicada ao produto

Além de tudo que você já leu, é importante ressaltar que a JTBD analisa e pensa no produto partindo de três dimensões: a funcional, a social e, por último, a emocional. Vamos conhecer cada uma delas?

Dimensão funcional

Neste tipo de dimensão, é pensado no que um produto ou serviço pode oferecer, de maneira funcional, a um cliente. O basicão.

Por exemplo: um ciclista deseja participar de uma corrida de bicicleta, mas ele não tem uma. O que ele precisa para transformar esse desejo em algo viável? Uma bicicleta, já que é feita exatamente para essa função.

Outro exemplo: um cantor deseja cantar para uma multidão, mas ninguém consegue ouvi-lo, o que ele precisa para deixar a sua voz mais alta? Microfones e aparelhos de som.

Perceba que, na dimensão funcional, o foco é no que o produto oferece de forma funcional a um consumidor.

Dimensão afetiva

Juntando um dos exemplos anteriores com a dimensão afetiva, podemos observar que, o ciclista pode comprar a bicicleta, pois, obviamente, deseja participar da competição, mas pode, também, usar esse produto como incentivo para praticar mais exercícios e ter uma vida mais saudável.

A dimensão afetiva atua de maneira bem integrada com a dimensão funcional e é altamente focada em pensar nos sentimentos e afetos que um produto e/ou serviço pode trazer.

Dimensão social

Esta dimensão, muitas vezes é ignorada pelos negócios.

A dimensão social envolve pontos relacionados ao que o produto pode possibilitar em termos de sociabilidade e, também, pelo entendimento de como um produto pode se destacar além dos termos funcionais, ou seja, a partir do status que pode ocupar na sociedade.

<Leia também: Customer Success e Customer Experience: como se diferenciam e se complementam/>

Passo a passo para aplicar a Jobs to be done na sua gestão

Sem mais delongas, vamos lá:

  1. Definição: essa é a hora de definir qual produto ou serviço será usado. Procure propostas inovadoras, pense no seu cliente e pense se o produto facilita a vida dele. Se a resposta for sim, continue;
  2. Conheça bem o impacto do seu produto: ou seja, você precisa compreender, de forma clara, quais são as tarefas que o produto que você está explorando faz para o cliente. São tarefas funcionais, operacionais, sociais ou emocionais? Entenda cada uma das classes;
  3. Priorize: sempre com foco nos jobs mais rentáveis, ou seja, que gerem mais dinheiro para o negócio;
  4. Crie experiências: use o Design Thinking como ferramenta para te ajudar a simular uma experiência de jornada do cliente positiva antes de construir o protótipo;
  5. Escute os seus clientes: ou seja, valide a experiência com eles! Crie versões demo para eles, receba os feedbacks e adapte, junto aos desenvolvedores, o que precisa ser melhorado;
  6. Compartilhe: após corrigir os possíveis erros, dissemine a experiência positiva para os outros consumidores.

Principais benefícios da Jobs to be done

Em suma, os benefícios da metodologia Jobs to be done são a capacidade de revelação das reais necessidades dos clientes, além da permitir que as empresas consigam entender quais são as funções dos seus produtos e serviços oferecem de fato.

Isso permite que os negócios consigam ter novas perspectivas de mercados e facilitar na criação de estratégias baseadas em dados.

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Como fazer um bom portfólio de desenvolvedor web; veja inspirações

Se você está buscando uma carreira na área de Web Dev, um portfólio de desenvolvedor web é fundamental para mostrar suas habilidades, experiência e conhecimentos para potenciais empregadores e clientes. 

Um portfólio bem feito pode ajudá-lo a se destacar frente à concorrência e servir como referência para trabalhos futuros. Neste conteúdo, vamos discutir o que é um portfólio de desenvolvedor web, por que é importante ter um e dicas para criar um eficaz, independentemente do seu nível de experiência. Confira!

O que é portfólio de desenvolvedor web?

Um portfólio de desenvolvedor web é uma coleção de projetos e trabalhos realizados por um Web Dev que mostra suas habilidades, experiência e conhecimentos na área. Ele pode incluir projetos pessoais, trabalhos anteriores ou atuais e outros exemplos de como o desenvolvedor utilizou diferentes tecnologias e ferramentas para construir websites e aplicações.

Um bom portfólio de desenvolvedor web deve ser atualizado regularmente e incluir detalhes sobre o processo de desenvolvimento, tais como desafios encontrados e soluções adotadas. Ele também deve ser fácil de navegar e bem apresentado, a fim de mostrar as habilidades do desenvolvedor de forma clara e eficaz.

Leia também: Portfólio de desenvolvedor front-end: aprenda a criar o seu

Por que é importante ter um portfólio?

Ter um portfólio é fundamental para qualquer profissional, pois ele é uma forma de mostrar suas habilidades, experiência e conhecimentos para potenciais empregadores e clientes.

Além disso, um portfólio bem feito pode ajudar a destacar-se na multidão de candidatos, servir como referência para trabalhos futuros e ser uma ferramenta valiosa para autoavaliação.

Em resumo, ele é uma ferramenta viva e contínua, onde você pode ir atualizando com seus projetos novos e habilidades adquiridas, assim mostrando sua evolução profissional e suas skills.

Tipos de portfólio de Desenvolvedor Web

Como visto anteriormente, os portfólios são uma forma essencial de demonstrar suas habilidades e experiência para potenciais empregadores e clientes. É a primeira coisa que muitas pessoas verão quando procurarem trabalhar com você ou contratar seus serviços.

Por isso, é necessário que o seu portfólio seja bem estruturado e mostre suas habilidades com clareza. Ademais, é importante notar que os portfólios variam conforme o nível de experiência do Web Dev. Um desenvolvedor iniciante, por exemplo, terá necessidades diferentes de um desenvolvedor sênior.

Desse modo, é importante criar um portfólio que se encaixe com o seu nível de experiência e habilidades. Aqui estão algumas dicas para criar portfólios eficazes para cada etapa da carreira. Confira!

Portfólio para Desenvolvedor Web Júnior

Como um desenvolvedor web júnior, é importante mostrar que você está aprendendo e evoluindo. Portanto, inclua projetos pessoais e trabalhos acadêmicos, além de descrever o processo de aprendizado e desenvolvimento em cada um deles. Também é importante incluir quaisquer habilidades relacionadas, como conhecimento em HTML, CSS e JavaScript.

Portfólio para Desenvolvedor Web Pleno

Como um desenvolvedor web pleno, é importante mostrar que você tem experiência em projetos reais e que pode lidar com desafios específicos. Inclua projetos anteriores e atuais, detalhes sobre o processo de desenvolvimento e o papel que você desempenhou em cada projeto. Também é importante incluir quaisquer habilidades avançadas, como conhecimento em frameworks, bibliotecas e ferramentas.

Portfólio para Desenvolvedor Web Sênior

Como um desenvolvedor web sênior, é importante mostrar que você tem uma ampla gama de habilidades e experiência em projetos complexos. Inclua projetos anteriores e atuais, detalhes sobre o processo de desenvolvimento e o papel que você desempenhou em cada um deles. Também é importante incluir quaisquer habilidades avançadas, como liderança de equipe, arquitetura de sistemas e capacidade de inovação.

Em todos os níveis, é importante que o portfólio seja atualizado regularmente e bem apresentado, a fim de mostrar as habilidades do desenvolvedor de forma clara e eficaz.

Leia também: O que é SEO? O guia completo para desenvolvedores web

Como ter um portfólio de Desenvolvedor sem experiência profissional?

Ter um portfólio de desenvolvedor sem experiência profissional pode ser desafiador, mas ainda é possível criar um que mostre suas habilidades e conhecimentos. Confira abaixo  algumas dicas para criar um portfólio mesmo que você ainda não tenha tido nenhuma experiência profissional:

  • Projetos pessoais: Inclua projetos pessoais que você desenvolveu, como sites e aplicativos simples. Isso mostrará que você tem alguma experiência prática e que você está interessado em desenvolvimento web.
  • Projetos acadêmicos: Se você estudou desenvolvimento web em uma instituição de ensino, inclua projetos acadêmicos que você desenvolveu. Isso mostrará que você tem alguma experiência prática e que você estudou a área.
  • Projetos voluntários: Se você trabalhou em projetos voluntários relacionados a desenvolvimento web, inclua-os em seu portfólio. Isso mostrará que você tem experiência trabalhando em projetos reais e que você está disposto a ajudar outras pessoas.
  • Habilidades: Inclua uma seção sobre as habilidades e conhecimentos que você possui, como HTML, CSS, JavaScript, entre outros. Isso mostrará que você tem alguma experiência básica e que você está aprendendo a área.
  • Descrição detalhada do projeto: Inclua uma descrição detalhada do projeto, como quais desafios você enfrentou, como você os superou, e quais foram suas contribuições. Isso mostrará a sua capacidade de pensar de forma crítica e resolver problemas.
  • Participação em comunidades: Mostre que você está comprometido com a área, e que está sempre buscando aprender e se atualizar, mostrando sua participação em comunidades, grupos e fóruns relacionados a desenvolvimento web.

Passo a passo para criar um portfólio de Desenvolvedor Web

Ao longo do texto, vimos que a criação de um portfólio é fundamental para qualquer desenvolvedor web que deseja se destacar no mercado de trabalho. Ele é a sua carta de apresentação e a primeira coisa que potenciais empregadores ou clientes verão quando pesquisarem sobre você.

Portanto, neste tópico, vamos passar pelos passos fundamentais para criar um portfólio de desenvolvedor web impressionante e que irá ajudá-lo a alcançar seus objetivos profissionais Confira abaixo!

1. Monte seu currículo

Comece criando um currículo atualizado e profissional. Inclua informações sobre sua educação, experiência, habilidades e objetivos profissionais. Certifique-se de que seu currículo seja claro, conciso e fácil de ler.

2. Exponha seus projetos

Escolha seus projetos mais relevantes e significativos para incluir em seu portfólio. Certifique-se de incluir projetos que mostrem suas habilidades e experiência em diferentes tecnologias e ferramentas.

3. Adicione descrições detalhadas

Forneça descrições detalhadas de cada projeto, incluindo informações sobre o processo de desenvolvimento, desafios encontrados e soluções adotadas. Isso mostrará sua capacidade de pensar de forma crítica e resolver problemas.

4. Adicione imagens e vídeos

Adicione imagens e vídeos para mostrar seus projetos de forma clara e atraente. As imagens e vídeos ajudarão a chamar a atenção dos visitantes do seu portfólio e ajudarão a mostrar seus projetos de forma mais eficaz.

Adicione links para seus perfis de redes sociais e seus contatos, como e-mail e telefone, para que os visitantes possam entrar em contato com você facilmente.

6. Faça testes e melhorias

Faça testes e melhorias no seu portfólio, pedindo feedback de amigos, familiares e colegas de trabalho. Certifique-se de que o layout seja fácil de navegar e que as informações sejam fáceis de encontrar.

7. Hospede-o

Escolha uma plataforma para hospedar seu portfólio, como GitHub Pages ou Wix, e certifique-se de que o endereço do seu portfólio seja fácil de lembrar e compartilhar.

Modelos de portfólio de Desenvolvedor Web para você se inspirar

Existem vários modelos de portfólios de Web Dev disponíveis online que podem ser uma fonte de inspiração para aqueles que estão construindo o seu próprio.

Um dos exemplos de portfólio de Desenvolvedor Web que você pode se inspirar é o de Tania Rascia. Ela é uma desenvolvedora web e instrutora que tem um portfólio minimalista e fácil de navegar. Ele apresenta seus projetos de destaque, seus artigos de blog e sua experiência profissional. Além disso, ela também inclui links para suas redes sociais e seu currículo.

Outro exemplo é o de Jennifer Dewalt, ela é uma desenvolvedora web e designer que criou um portfólio interativo e criativo. Ela apresenta seus projetos de forma divertida e inovadora, mostrando seus trabalhos por meio de vídeos e animações.

Por fim, o portfólio do Desenvolvedor Web Keith Clark é outra excelente opção de inspiração. Ele apresenta seus projetos de forma clara e concisa, destacando suas habilidades e experiência. Ele também inclui uma seção de blog onde ele compartilha dicas e truques sobre desenvolvimento web.

Esses são apenas alguns exemplos de portfólios de desenvolvedores web que você pode se inspirar ao criar o seu próprio. Lembre-se de que seu portfólio deve ser uma extensão de sua personalidade e habilidades, e deve ser fácil de navegar e entender.

Afinal, quais plataformas usar para montar o seu portfólio de Desenvolvedor Web?

Existem várias plataformas diferentes onde você pode criar e hospedar seu portfólio de desenvolvedor web. Algumas opções populares incluem:

  • Coodesh: É uma plataforma que permite criar um portfólio personalizado com facilidade, sem precisar de conhecimento técnico para criá-lo, e oferecem diversas opções de design e recursos para que você possa personalizá-lo de acordo com suas necessidades.
  • LinkedIn: O LinkedIn é uma rede social profissional e pode ser usado para criar um portfólio online. Ele permite incluir informações sobre sua educação, experiência, habilidades e projetos, além de permitir que você se conecte com outros profissionais da sua área.
  • GitHub: O GitHub é uma plataforma popular para desenvolvedores e permite que você crie e hospede seu portfólio de código aberto. Ele também permite que você colabore em projetos com outros desenvolvedores e mostre seus projetos para outras pessoas.
  • Medium: O Medium é uma plataforma de publicação de conteúdo on-line que permite que você crie e publique conteúdo sobre Desenvolvimento Web e outros assuntos relacionados. Ele também permite que você inclua links para seus projetos e perfil.
  • Dev.to: É uma comunidade de desenvolvedores online, onde você pode publicar seus projetos, artigos, e outros conteúdos relacionados a Desenvolvimento Web. Além disso, você pode incluir links para seus projetos e perfil.

Lembre-se de escolher a plataforma que se adapte melhor às suas necessidades e que você se sinta confortável para usar e atualizar constantemente. Ademais, também se lembre de incluir links para seu portfólio em seus perfis de redes sociais e currículos, para que as pessoas possam facilmente encontrá-lo.

Invista em um portfólio profissional

Um portfólio de desenvolvedor web é fundamental para qualquer profissional da área, pois é uma forma de mostrar suas habilidades, experiência e conhecimentos para potenciais empregadores e clientes. É importante que ele seja atualizado regularmente, fácil de navegar e bem apresentado, e inclua detalhes sobre o processo de desenvolvimento de suas aplicações. Além disso, um portfólio bem feito pode ajudar a se destacar e servir como referência para novas oportunidades de trabalho.

Contudo, se você já construiu o seu portfólio de desenvolver web e está em busca de aprimorar seus conhecimentos, conheça os bootcamps de Desenvolvimento da Faculdade XP. Com eles, você se tornará um especialista em gerenciamento de sistemas, linguagens, metodologias, modelos e demais técnicas, como linguagem SQL.

Como investir em CDB? Tudo o que você precisa saber sobre essa modalidade de renda fixa

A cada dia que passa mais pessoas estão investindo seu dinheiro para conquistar mais tranquilidade e qualidade de vida no futuro. Os investimentos em renda fixa são um dos mais populares, sendo que investir em CDB é um dos grandes destaques, já que é de baixo risco, com rendimento superior ao da poupança e com abertura para compras nominativas.

No entanto, para ter bons resultados, é essencial saber como investir em CDB, conhecendo suas principais características e indicadores, para ficar atento ao momento ideal em que cada aplicação disponível se torna uma opção válida. ✅

Cada perfil de investidor tem motivos únicos para aplicar em CDB. Por um lado, temos investidores iniciantes, buscando uma forma segura para aplicar seu dinheiro e entender como tudo isso funciona.

Do outro, temos investidores mais experientes, que aproveitam a renda fixa para diversificar sua carteira, criar reservas de emergência e executar projetos mais específicos.

Quer conhecer melhor essa aplicação e entender de uma vez por todas como investir em CDB do jeito certo? Então, continue a leitura do artigo e descubra! 👇

O que é o CDB?

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título público nominativo, onde o portador de um CPF “empresta” o seu dinheiro ao banco para que ele possa operar outros fundos de investimento e ativos diversos. 📈

Para compensar o investidor, a instituição financeira fará o pagamento da quantia aplicada com a adição dos juros previstos no momento da compra do título.

Assim, ele pode ser encontrado em três modelos diferentes:👇

  • Pré-fixado: o rendimento toma como base um indexador ou taxa fixa, portanto, já é conhecido o quanto deve render até a data de vencimento prevista no contrato;
  • Pós-fixado: na variação do CDB pós-fixado, o rendimento é atrelado a um indexador que pode variar durante o período de vigência do contrato, como o CDI e a Taxa Selic, assim, é possível criar uma projeção de rendimento com base no histórico recente do indicador;
  • Híbrido: é a junção dos dois acima. Alguns investimentos do CDB podem se dividir em uma porcentagem pré-fixada e outra pós-fixada, a fim de aliviar riscos e otimizar resultados.

Vale citar ainda que todo investimento feito no CDB, independentemente da variação, é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso significa que, no caso da instituição financeira, na qual seu dinheiro foi aplicado, quebrar, você será ressarcido pelo FGC, desde que a aplicação cumpra alguns requisitos.

Quais são os requisitos do FGC?

O valor máximo ressarcido pelo FGC é de R$ 250 mil, somando investimento e rendimento, por cada instituição financeira. Ou seja, se uma pessoa tiver aplicado em mais de um banco e eles declararam falência, você pode recuperar até R$ 250 mil de cada um deles.

Mas atenção: o FGC toma como base instituições do mesmo conglomerado como uma entidade única, o ressarcimento total tem teto de R$ 1 milhão, válido para um período de 4 anos. 

Quer saber mais sobre como funciona o FGC e os investimentos protegidos por ele? Assista o vídeo abaixo: 👇

Características do CDB

Todo investimento do CDB tem características específicas que você define no momento da contratação. As principais escolhas são em relação a prazo, forma de rendimento, a remuneração e a instituição que você quer investir.

Embora muitos não saibam, os títulos de renda fixa são uma das formas mais antigas que os bancos utilizam para captar recursos financeiros. E como podem ser emitidos por uma infinidade de instituições financeiras autorizadas, cada título é diferente do outro.

Assim, a rentabilidade, os riscos, a tributação, o investimento mínimo e prazo de aplicação do CDB variam conforme o local que você o emitiu.

Logo, as principais características são:

  • Serem emitidos por bancos;
  • Terem a garantia pelo FGC;
  • Terem liquidez diária ou no vencimento;
  • Serem pré ou pós-fixado;
  • Serem sempre tributados;
  • Não terem carência;
  • Terem vários indexadores;
  • Terem valor mínimo a partir de R$1,00;
  • Serem muito populares.

Principais dúvidas sobre o CDB

Antes de mostrar como investir em CDB, vamos abordar as principais características dessa modalidade de investimento. É conhecido que a rentabilidade e liquidez são os maiores atrativos do CDB, mas o que isso significa em números reais? É o que veremos a seguir.

Qual a rentabilidade do CDB?

Primeiramente, para saber qual a rentabilidade do CDB, precisamos observar novamente os três modelos desse investimento, ou seja, se é um CDB pré-fixado, pós-fixado ou híbrido.

Nos títulos pré-fixados, a taxa de rendimento é conhecida desde o início. Dessa forma, quando ocorre a compra do título, o investidor sabe que no vencimento irá receber o valor aplicado mais os juros previstos, independente das variações do mercado.

Já no pós-fixado, o rendimento é determinado por um indexador variável, normalmente o CDI e a Taxa Selic. Vamos supor que você faça uma aplicação de R$1.000 em um CDB pós-fixado com rendimento previsto de 105% do CDI. A taxa de juros flutuante então pode alterar o valor do resgate. 💸

Existe valor mínimo para investir no CDB?

O valor mínimo para aplicação em CDB depende de cada oferta, tomando como base o prazo de vencimento, taxa de retorno e a instituição financeira. Em geral, recomenda-se um investimento mínimo de R$1.000 reais para garantir um retorno mais notável.

Qual a liquidez do CDB?

Alguns CDBs podem apresentar liquidez diária, realizando o pagamento do rendimento obtido entre a aplicação e o resgate antes do vencimento. No entanto, títulos com vencimento de longo prazo não costumam apresentar liquidez e, portanto, não são opções viáveis para resgate antes de vencer.

Por esse motivo, essas aplicações com baixa liquidez não devem ser utilizadas para compor uma reserva de emergência, já que fazer a retirada antes da hora, se for preciso, pode gerar um prejuízo considerável ao investidor.

Custos, Taxas e Impostos do CDB

Aplicação no CDB não está sujeita a taxas de administração e corretagem na maioria das instituições que cuidam desse tipo de ação, como é o caso da XP Investimentos e da Rico. 

No entanto, existe a cobrança do IOF e Imposto de Renda, ambos calculados com base apenas no rendimento obtido.

Para o IOF, a tabela regressiva de alíquota é a seguinte: 👇

Dias após aplicaçãoAlíquotaDias após aplicaçãoAlíquota
196%1646%
293%1743%
390%1840%
486%1936%
583%2033%
680%2130%
776%2226%
873%2323%
970%2420%
1066%2516%
1163%2613%
1260%2710%
1356%286%
1453%293%
1550%300%

Após trinta dias, o rendimento é isento de cobrança do IOF.

Já para o Imposto de Renda, a alíquota varia de 22,5% a 15%, diminuindo gradativamente de acordo com o tempo de duração da aplicação. Nesse caso, a tabela regressiva do IR é a seguinte: 👇

PeríodoAlíquota
Até 180 dias22,5%
181 a 360 dias20%
361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Lembrando que a alíquota é calculada sobre o valor do rendimento, desconsiderando o valor aplicado.

As vantagens e desvantagens do CDB

Como qualquer modalidade de investimentos, existem pontos positivos e negativos. Portanto, confira quais são.

Vantagens

O CDB é um modelo de investimento de renda fixa, o que faz dele uma opção ideal para investidores iniciantes e conservadores, que gostam de ter uma projeção segura dos seus valores aplicados ou que ainda estão no processo de entender as mecânicas do mercado.

Também contamos como ponto positivo a popularidade desse tipo de aplicação. Como a compra de títulos do CDB é aberta para pessoas físicas, muitas estão pesquisando como investir no CDB para avaliar se o momento é apropriado para tal.🧐

Além disso, há uma grande variedade de CDB disponíveis para investimento, cada opção com risco e rentabilidade específicas. Atualmente, corretoras de investimento podem reunir opções de CDB de diversas fontes, permitindo uma análise simplificada por parte do investidor interessado.

Por fim, é válido citar a cobertura do FGC, que permite a recuperação de até R$ 250 mil reais em casos de falência da instituição financeira na qual você tem títulos CDB ativos.

Desvantagens

Mas nem tudo são flores, sombra e água fresca, com seu dinheiro trabalhando por você. A cobertura do FGC leva em conta o valor aplicado, o rendimento e também outros valores que tem naquele banco, incluindo poupança e conta corrente.💰

Também é válido citar que o ressarcimento pode levar meses, o que pode deixar o investidor em uma situação delicada, mesmo que temporariamente.

Por fim, temos que entender que a rentabilidade do CDB é atrelada ao risco da instituição que o oferece. Quando um banco oferece títulos do CDB, ele quer atrair o investidor pela segurança ou rentabilidade.

Bancos maiores e consolidados são interessantes, pois dificilmente vão quebrar de uma hora para outra. Já que o risco é baixo, esses títulos têm rendimento modesto, ainda acima da Poupança, mas abaixo do que um banco menor pode oferecer, para compensar o risco.

Em resumo, as vantagens e desvantagens do CDB são: 👇

VantagensDesvantagens
Cobertura do FGC; Poucas tributações; Está entre os melhores rendimentos das opções de renda fixa; Amigável para iniciantes e conservadores; Ótima opção para investidores arrojados ou moderados diversificarem sua carteira; Serve para criar reserva de emergência.Para melhor rentabilidade, é necessário correr mais risco; É necessário ficar atento aos requisitos para ressarcimento do FGC; Ressarcimento do FGC não é imediato; Opções sem liquidez diária são ruins para resgate antecipado.
Vantagens e desvantagens do CDB.

O que é renda fixa?

É uma das muitas possibilidades de investimento, tendo ela a característica de fazer o seu dinheiro render com um valor pré-definido a partir de uma porcentagem (%) contratada hora da aplicação.

Segue aquela lógica de você emprestar seu dinheiro para o banco, daí ele fica lá guardando e aumentando de valor de uma maneira frequente e padronizada.

CDB x Outras modalidades de renda fixa

Conforme dito, o CDB é uma das modalidades da renda fixa. As outras mais conhecidas seriam: Tesouro Direto, LCI e LCA.

Como investir em CDB em 5 passos

Entendeu todas as informações e quer saber como investir em CDB? Então vamos lá:

  1. Abra sua conta em uma corretora de investimentos: corretoras digitais são ótimas opções para quem deseja investir com praticidade e segurança. A maioria oferece contas gratuitas, então vale a pena testar, não é mesmo?

A XP oferece conta gratuita e diversos recursos para quem deseja dar seus primeiros passos no mundo dos investimentos. Clique aqui e abra sua conta!

  1. Defina o valor do investimento: transfira para sua conta o valor a ser investido, lembrando que o valor mínimo ideal fica entre R$ 500 e R$ 1 mil, variando de acordo com a opção selecionada;
  1. Acesse a plataforma e busque pelos CDB: no aplicativo da corretora, entre nas opções de Renda Fixa e filtre os resultados para mostrar as opções de CDB disponíveis para aplicação;
  1. Analise as propostas: você sabe como analisar um CDB? Para isso, observe fatores como tipo de produto (pré-fixado, pós-fixado ou híbrido), duração do investimento, data de vencimento, taxa de rendimento e valor mínimo. Além desses dados, o CDB pode ser classificado de acordo com o risco, sendo necessário avaliar a reputação e saúde da instituição financeira, para avaliar sua viabilidade.
  1. Hora de investir: Colocou tudo no papel e escolheu a opção mais vantajosa para o seu momento? Então é só comprar a ação. Normalmente, a compra de títulos CDB é feita em horário bancário, mesmo que esteja acessando por uma plataforma digital.

Prontinho, em cinco passos você já se torna um investidor no CDB! Nesse ponto, só resta esperar a data de vencimento para resgatar os seus rendimentos. Você já deve estar ansioso, não é? 😉

Benefícios do CDB da XP Investimentos

Além dos benefícios padrões de se investir em CDB, com a XP Investimentos você só precisa de um celular ou computador com internet, fazer o seu cadastro e em alguns minutos está pronto para começar a render.

Além disso, permite mais segurança e ainda tem a oportunidade de ganhar 200% do CDI com prazo de 3 meses.

Aqui na XP você recebe em 3 meses o que ganharia em 6 meses na poupança! Mas o estoque é exclusivo para novos clientes pessoa física da XP. Saiba mais aqui.

Afinal, vale a pena investir no CDB?

Portanto, investir em CDB é uma ótima opção para você fazer suas economias crescerem de forma segura, simples e prática.

Então, com tantos benefícios e o passo a passo mostrado, chegou a hora de dar um novo significado para o seu dinheiro. 

Com o conhecimento certo, você tem a chance de desenvolver sua educação financeira a ponto de criar uma relação muito mais saudável com seus ganhos e até com os boletos.

👉 Se ainda está em dúvidas de como começar ou quer se aprofundar no assunto para começar os investimentos de forma assertiva, aproveite para conhecer nosso curso sobre Renda Fixa e veja como a qualidade de vida no futuro está a um degrau de acontecer. Ela só depende de você, vem!

Cyber Kill Chain: saiba quais são as 8 fases de um ataque cibernético e como se proteger

O conceito de Cyber Kill Chain é algo que surgiu a partir da necessidade de identificar as etapas de um ataque cibernético para melhorar a segurança das informações dos sistemas e das redes. 

De forma bem simples, ele serve para as equipes de cibersegurança se anteciparem às ações dos invasores e diminuir o impacto dos ataques. Mas, para aprofundar sobre o tema, preparamos este artigo onde vamos falar quais são os passos acompanhados pela cyber kill chain e como essa estrutura ajuda a prevenir os ataques cibernéticos. 

O que é Cyber Kill Chain?

Cyber kill chain, ou cadeia de mortes cibernéticas em tradução livre para o português, é uma abordagem passo a passo cujo principal objetivo é identificar e interromper ataques cibernéticos ou atividades ofensivas. 

Ou seja, o foco da cyber kill chain é identificar ameaças, como malwares ou ransomwares, para desestruturar e inibir ataques ofensivos antes que eles cheguem ao alvo.

A cyber kill chain foi desenvolvida pela Lockheed Martin com base em modelos de ataque militar que foram adaptados para o ambiente digital. Essa abordagem é chamada de cadeia de mortes cibernéticas porque para inibir um ataque todas as etapas precisam estar conectadas. Caso contrário, todo o trabalho estará prejudicado. 

Como funciona o Cyber Kill Chain?

Cyber kill chain é uma abordagem utilizada tanto para o bem, quanto para o mal. Isso porque profissionais de cibersegurança e hackers a utilizam com objetivos totalmente distintos. 

Cibesegurança

No caso dos profissionais de cibersegurança, a ciber kill chain é utilizada para proteger os sistemas ou os usuários de invasões conhecidas como ameaças persistentes avançadas (APTs). Nesses tipos de ameaças, os profissionais trabalham para mapear e identificar vulnerabilidades de modo a evitar que os ataques se concretizem. 

Ataques cibernéticos

Já nos ataques cibernéticos, os invasores utilizam a estrutura da cyber kill chain para pesquisar e planejar um ataque. Nesses casos, os invasores uma a kill chain com objetivo de identificar as melhores técnicas de engenharia social ou combinações de malware, ransomware, etc, para realizar uma invasão. 

Ataques cibernéticos mais comuns que utilizam o Cyber Kill Chain

Os tipos de ataques cibernéticos ou vetores, como costumam ser chamados na estrutura cyber kill chain, são:

  • Ataque de malware: software malicioso que se aproveita da vulnerabilidade do sistema ou da rede para invadi-la através do download de programas ou softwares com códigos maliciosos;
  • Phishing: tipo de ataque disparado em massa que consiste no envio de anexos ou links infectados por meio de e-mails, ou mensagens em redes sociais e SMS; 
  • Ransomware: um tipo de ataque de malware, o ransomware é um tipo de software de extorsão cujo objetivo é bloquear o alvo de acessar as suas próprias informações para cobrar resgate e extorquir a vítima. 

Fases do Cyber Kill Chain

Uma abordagem kill chain não acontece de uma hora para outra. Pelo contrário, ela acontece em diferentes fases, onde cada uma representa uma certa atividade que faz parte de um crime cibernético.

Inicialmente, tanto especialistas de segurança quanto invasores utilizavam o modelo da Lockheed Martin, a cadeia de destruição cibernética mais conhecida. Esse modelo foi desenvolvido em 2011 e é composto por sete fases: reconhecimento, armamento, entrega, exploração, instalação, comando e controle, e ações nos objetivos

Entretanto, há alguns anos os especialistas em cibersegurança sentiram necessidade de mais uma fase e aderiram à exfiltração.

Proteção contra ataque de hacker com o Cyber Kill Chain
Cyber Kill Chain pode dificultar crimes cibernéticos, mas ainda precisa melhorar.

Abaixo, falamos das oito fases da cadeira  de destruição cibernética e dos seus respectivos papéis:    

1. Reconhecimento

Também chamada de fase de observação, o reconhecimento consiste no processo de avaliação do cenário e coleta de informações para identificar alvos e como atacá-los. Quanto mais informações, maiores são as chances do ataque ser bem sucedido. 

2. Armamento

Esta é a fase de planejamento e criação do vetor que será utilizado no ataque. Por exemplo, um ransomware ou um malware de acesso remoto. Além disso, é nessa fase que os invasores procuram vulnerabilidades e testam a segurança do dispositivo. 

3. Entrega

A entrega se refere ao ato de enviar o vetor de ataque para o usuário. Nesses casos, a entrega pode acontecer por meio de uma invasão ao sistema ou através de um e-mail de phishing. 

4. Exploração

Logo depois de se infiltrar no sistema, a próxima etapa é a da exploração. Em resumo, o que acontece é o seguinte: o código malicioso vasculha o sistema procurando oportunidades de se instalar por meio de ferramentas ou da modificação de certificados de segurança. 

5. Instalação

A etapa da instalação consiste em instalar um backdoor para sempre ter acesso ao sistema ou rede do alvo sem que a sua presença seja detectada por outros vetores de ataque. Normalmente, essas presenças só conseguem ser detectadas quando sinais de alerta, como grande movimentação de dados ou logins incomuns, são enviados para a equipe de segurança. 

6. Comando e Controle (C2)

Quando o alvo está completamente comprometido, os invasores utilizam o vetor de ataque instalado no sistema para controlar de forma remota os dispositivos e as redes do alvo. Além disso, nessa etapa de comando e controle os invasores aproveitam para descobrir informações confidenciais e identificar dados críticos que possam prejudicar ainda mais o alvo.  

7. Ações nos objetivos

Em síntese, a última fase da cadeia cibernética da Lockheed Martin se resume ao que o invasor deseja fazer com o seu alvo. Por exemplo, criptografar ou roubar seus dados, derrubar sua rede para que ela fique sem acesso, entre outras ações.  

8. Exfiltração

Por fim, a última fase da cadeia cibernética é a exfiltração. Basicamente, é a estratégia de saída dos invasores para conseguirem ganhos financeiros por meio dos dados roubados do alvo. Para isso, os cibercriminosos podem cobrar um resgate à vítima para devolver ou não vazar seus dados, vender na dark web, enviar para o wikileaks, etc. 

Como utilizar o Cyber Kill Chain contra ataques cibernéticos?

De forma bem simples, podemos dizer que a estrutura da cyber kill chain dá a chance das equipes de cibersegurança identificarem os ataques antes que eles aconteçam ou tenham mais chances de interpretá-lo caso esteja acontecendo. 

A utilização dessa estratégia é importante para evitar ataques cibernéticos que podem destruir uma instituição. De acordo com um relatório do FortiGuard Labs, divulgado em novembro de 2022, o Brasil acumulou 50,3 bilhões de tentativas de ataques no ano, sendo 18,8 bilhões de tentativas de invasões entre os meses de julho a setembro.

Para exemplificar como a cyber kill chain é capaz de evitar ataques cibernéticos e pode fazer a proteção dos dados de forma eficiente, listamos algumas ações:

  • Identificar e corrigir falhas de segurança;
  • Mapear o caminho que o invasor deve percorrer até o alvo;
  • Orientar estratégias e ferramentas de segurança para a empresa;
  • Realizar simulações para treinar a equipe sobre como lidar com uma ameaça cibernética.

Sofri um ataque, o que devo fazer?

Caso você seja vítima de uma invasão de dados, mesmo utilizando a cyber kill chain como um recurso de proteção, o mais indicado é reunir a maior quantidade de provas possíveis e abrir um boletim de ocorrência em uma delegacia especializada em crimes cibernéticos.

Apesar da vontade de resolver logo a situação, especialistas de segurança não recomendam ceder às chantagens dos invasores. 

Críticas e desafios do Cyber Kill Chain

O cyber kill chain é um excelente recurso de segurança cibernética, mas ainda assim não está livre das críticas. De acordo com os usuários, as maiores falhas do cyber kill chain estão relacionadas a segurança de perímetro e a vulnerabilidades de ataque.

No caso da segurança do perímetro, as críticas estão relacionadas ao fato das duas primeiras fases do ataque acontecerem fora da rede de destino e serem mais difíceis de serem identificadas. 

Já quando se fala das vulnerabilidades de ataque, as críticas acontecem porque as estratégias de defesa tradicionais não são mais suficientes para lidar com os ataques. Atualmente, o mais indicado é combinar o cyber kill chain com outras estratégias de segurança. 

Conclusão

Independente do tipo de ataque cibernético, ao utilizar o cyber kill chain como uma ferramenta de segurança, quase sempre é possível antecipar as ameaças e preparar as suas estratégias de segurança. Além disso, também é possível mensurar o impacto do ataque e como eles podem afetar a integridade dos dados. 

Por isso, investir nos estudos sobre cibersegurança é tão importante. Se você tem interesse na área, o Bootcamp Online Analista de Ataque Cibernético da Faculdade XP ensina, em apenas 10 semanas, explorar vulnerabilidades, identificar ameaças, e arquitetar e executar testes de intrusão. 

Descubra como especular no Tesouro Direto e lucrar mais

Especular no Tesouro Direto é uma maneira de se obter lucros potenciais por meio do investimento em títulos públicos. Ao comprar esses títulos diretamente do Tesouro Nacional, sem a necessidade de intermediários financeiros, os investidores podem aproveitar as oscilações de preços dos títulos para lucrar.

Além disso, o Tesouro Direto oferece a vantagem de possibilitar investimentos a partir de valores baixos, com liquidez diária e a garantia de pagamento do governo federal. No entanto, é importante lembrar que especular no Tesouro Direto também envolve riscos e é necessário compreender as nuances do mercado antes de tomar decisões de investimento.

Neste conteúdo, vamos abordar os conceitos de Tesouro Direto e marcação a mercado, bem como desenhar o passo a passo para quem deseja especular nos títulos públicos federais.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma plataforma criada pelo Tesouro Nacional do Brasil que permite aos investidores acesso direto à compra de títulos públicos federais por meio da internet. O governo federal emite esses títulos com o objetivo de financiar o orçamento do país e eles são considerados investimentos de baixo risco, pois possuem garantia de pagamento do próprio governo.

<Leia também: Como usar o simulador do Tesouro Direto ? Invista com praticidade!>

Como funciona o Tesouro Direto?

Para comprar títulos no Tesouro Direto, os investidores precisam realizar o seu cadastro na plataforma e escolher a corretora de valores que desejam utilizar. Em seguida, é necessário transferir dinheiro para a conta da corretora e utilizá-lo para comprar os títulos desejados. É possível comprar os títulos em qualquer momento, durante o horário de negociação da bolsa de valores.

O que é a marcação a mercado?

A marcação a mercado é um procedimento utilizado para determinar o valor atual de ativos financeiros. Ela consiste em comparar o preço de mercado atual de um ativo com seu preço de compra.

Conhece-se a diferença entre esses valores como lucro ou prejuízo de marcação a mercado. Utiliza-se amplamente este processo para avaliar o desempenho de investimentos em renda fixa e derivativos.

É importante levar em consideração que a marcação a mercado sofre influência do contexto econômico do país, da demanda existente por um determinado ativo e do valor dos novos títulos emitidos no mercado.

Para facilitar a compreensão desse termo, vamos a um exemplo:

Imagine que você comprou títulos do Tesouro Direto com vencimento em 10 anos e com rentabilidade 12% ao ano. Nesse processo, você desembolsou R$1.000,00. Agora, vamos supor que, com o passar do tempo, a taxa básica de juros (Selic) diminuiu para 8% e novos títulos públicos foram emitidos.

No cenário acima, os títulos que você comprou com rentabilidade de 12% se tornarão mais atraentes para os demais investidores, dessa forma, eles tendem a se valorizar. Contudo, vale lembrar que a taxa Selic pode atingir um valor acima dos 12%. Nessa perspectiva, os títulos tendem à desvalorização.

Uma observação importante é que você pode manter os títulos até a data de vencimento e receber a rentabilidade combinada no momento da compra.

Como especular com o Tesouro Direto?

Para especular no Tesouro Direto, é fundamental compreender as diferentes opções de títulos disponíveis e como eles funcionam. Em resumo, existem quatro tipos de títulos públicos federais que podem ser comprados por meio do Tesouro Direto, sendo eles:

  • Tesouro Selic: este é um título indexado à taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira. Considera-se um investimento de baixo risco, pois o Banco Central geralmente estabiliza a taxa Selic.
  • Tesouro IPCA: este é um título indexado à inflação, ou seja, o rendimento deste título é atualizado de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ele é considerado um investimento com risco moderado, pois o rendimento pode ser afetado pelo aumento dos preços dos produtos e serviços.
  • Tesouro Prefixado: este é um título com taxa de juros fixa pré-estabelecida. O investidor sabe exatamente quanto vai receber de juros no vencimento. Considera-se um investimento de risco moderado a alto, pois fatores como a política monetária e a inflação podem afetar a taxa de juros.
  • Tesouro IPCA +: este é um título híbrido que combina características dos títulos IPCA e prefixado. O rendimento é composto por uma taxa fixa mais a variação do IPCA. Ele é considerado um investimento com risco moderado a alto.

Além de conhecer os diferentes títulos públicos, é crucial pesquisar e escolher o que melhor se adequa aos seus objetivos de investimento. Um outro ponto importante nesse processo é o acompanhamento das notícias econômicas e políticas do país, uma vez que elas podem afetar o valor dos títulos.

Passo a passo de como especular no Tesouro Direto

  • Primeiro passo: Abra uma conta em uma corretora de valores habilitada para operar no Tesouro Direto.
  • Segundo passo: Escolha o título público, levando em consideração a data de vencimento, a taxa de juros e a rentabilidade passada.
  • Terceiro passo: Defina quanto dinheiro deseja investir e quais são as taxas e impostos cobrados pela corretora.
  • Quarto passo: Realize a compra do título, informando o valor e a quantidade de títulos desejados.
  • Quinto passo: Acompanhe a variação do valor do título e o rendimento obtido, levando em consideração a taxa de juros e a inflação.
  • Sexto passo: Se for vantajoso, venda o título, levando em consideração a variação do valor e o rendimento obtido.
  • Sétimo passo: Calcule o lucro ou prejuízo obtido com a operação, levando em consideração o valor de compra e venda, as taxas e impostos pagos e o rendimento obtido.
  • Oitavo passo: Reavalie sua estratégia de investimento e decida se deseja continuar especulando no Tesouro Direto.
  • Observação: Lembre-se de diversificar seus investimentos e não colocar todo o seu capital em um único ativo.

Vantagens e desvantagens da especulação no Tesouro Direto

Anteriormente, entendemos o que é o Tesouro Direto, como ele funciona e o que é a marcação a mercado. Além disso, vimos o passo a passo de como realizar esse processo com títulos públicos e quais os cuidados que devemos tomar. Neste tópico, conheceremos as vantagens e as desvantagens da especulação no Tesouro Direto. Confira abaixo.

Vantagens

  • Liquidez diária: como o Governo Federal garante a recompra dos títulos a qualquer momento, é fácil encerrar qualquer operação, seja ela lucrativa ou não.
  • Risco reduzido: considera-se os títulos do Tesouro Direto como renda fixa, devido a isso, o risco de perdas é menor se mantidos até o vencimento.
  • Cobertura do Tesouro Nacional: garante os pagamentos integrais, tornando os riscos de especulação na renda fixa menores que na renda variável.
  • Taxas de corretagem e custódia baixas: algumas corretoras não cobram taxa de corretagem e a taxa de custódia, cobrada pela B3, é de apenas 0,20% ao ano.
  • Acessibilidade: é possível investir em títulos públicos com valores a partir de R$30,00, tornando-os acessíveis a qualquer pessoa.

Desvantagens

  • Rentabilidade menor: a rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto costuma ser menor do que a de outros investimentos de renda variável, como ações e fundos imobiliários.
  • Sensíveis a variação da taxa de juros: a variação da taxa de juros pode afetar negativamente o preço dos títulos do Tesouro Direto e, consequentemente, a rentabilidade do investimento.
  • Dificuldade de previsão de valorização: a previsão de valorização do título pode ser difícil devido ao comportamento do mercado e a variação da taxa de juros.

Quem pode se beneficiar ao especular no Tesouro Direto?

Especular em títulos públicos federais por meio do Tesouro Direto pode ser uma boa opção para aqueles que buscam lucrar com as variações de preços. A estratégia consiste em comprar títulos quando eles estão com preços mais baixos e vendê-los quando os preços estiverem mais altos.

Para que essa estratégia seja bem sucedida, é importante que o investidor tenha conhecimento e habilidade para interpretar as variações do mercado e do cenário econômico do país, bem como estar disposto a correr riscos maiores.

Conheça os principais tipos de Inteligência Artificial e tendências

A Inteligência Artificial é uma área em rápido desenvolvimento e tem o potencial de transformar significativamente vários aspectos da nossa vida cotidiana e do mundo dos negócios. Neste artigo, vamos explorar os diferentes tipos de Inteligência Artificial, incluindo a Inteligência Artificial Limitada (ANI), a Inteligência Artificial Geral (AGI) e a Superinteligência (ASI).

Desse modo, discutiremos as principais características de cada tipo, bem como as suas aplicações e implicações. Além disso, vamos explorar os benefícios e desvantagens de cada um. Confira!

O que é Inteligência Artificial?

O que é inteligência artificial?
O que é Inteligência Artificial? Fonte: Freepik

A Inteligência Artificial (IA) é a área da tecnologia responsável por criar sistemas capazes de simular características da inteligência humana, como as capacidades de aprender, de raciocinar e de compreender línguas naturais. Esse processo se baseia no uso de algoritmos avançados e técnicas de machine learning, que permitem que as máquinas possam armazenar dados e aprender com eles.

As aplicações da IA ocorrem tanto no cotidiano das pessoas quanto no das organizações, sendo utilizada desde a área de criação de assistentes virtuais e carros autônomos até a automação de processos empresariais. É uma área de rápido crescimento e tem potencial para transformar significativamente vários aspectos da nossa vida cotidiana e do mundo dos negócios.

<Leia também: O que é visão computacional? Conheça mais sobre o conceito>

Tipos de Inteligência Artificial

A classificação dos tipos de Inteligência Artificial baseia-se na capacidade que uma máquina possui de simular a inteligência humana. Desse modo, de acordo com a semelhança entre o desempenho de uma IA e de um ser humano, podemos classificá-la como:

  • Inteligência Artificial Limitada (ANI).
  • Inteligência Artificial Geral (AGI).
  • Superinteligência (ASI).

Isto é, quanto mais próxima das habilidades humanas, maior é considerado o grau de evolução da Inteligência Artificial. Enquanto isso, consideramos IA com desempenho limitado como fracas. Confira abaixo uma explicação mais detalhada sobre cada um dos tipos de Inteligência Artificial. 

Inteligência Artificial Limitada (ANI)

A Inteligência Artificial Limitada (ANI) é um tipo específico de IA que se caracteriza por ser capaz de realizar apenas uma tarefa específica de forma autônoma, usando recursos semelhantes aos da inteligência humana. Ela é uma Inteligência Artificial reativa e com memória limitada e, portanto, incapaz de reproduzir o comportamento humano, sendo apenas possível simulá-lo.

Desse modo, a ANI não é capaz de realizar nenhuma atividade, se não a qual ela foi programada para executar. Vale lembrar que, mesmo a IA mais complexa que usa machine learning e deep learning para desenvolver sua capacidade em solucionar problemas, se enquadra na Inteligência Artificial Limitada (ANI).

Comumente, utilizamos esse tipo de IA em funções como assistentes virtuais, reconhecimento facial, filtros de spam em e-mails e sistemas de carros autônomos.

Inteligência Artificial Geral (AGI)

A Inteligência Artificial Geral (AGI) é uma forma evoluída de IA, que tem a capacidade de adquirir conhecimento e entender o mundo como os seres humanos. Esses sistemas são capazes de se desenvolver e estabelecer ligações sem a necessidade de orientação, economizando tempo de treinamento e alcançando a mesma competência que os humanos.

Além disso, a AGI possui uma estrutura teórica que permite avaliar e detectar necessidades, processos e emoções para agir de forma precisa. Ela tem uma alta capacidade de aprendizagem e nível cognitivo, além de ser capaz de entender e lidar com comportamentos humanos de maneira precisa.

Superinteligência (ASI)

A Superinteligência Artificial (ASI) é vista como a mais avançada forma de Inteligência Artificial, pois é capaz de se tornar consciente e autônoma. Enquanto outras formas de IA se limitam a replicar comportamentos humanos, a ASI tem o potencial de superar essas habilidades e pensar de forma mais eficiente e habilidosa do que os seres humanos, desenvolvendo consciência e crenças próprias.

Muitos cientistas de Inteligência Artificial visam o desenvolvimento da ASI como o objetivo final da pesquisa, buscando criar robôs que são melhores que os humanos em diversas tarefas. No entanto, é importante levar em consideração os possíveis impactos negativos que essa tecnologia pode trazer e ter cuidado ao desenvolvê-la.

Exemplos de Inteligência Artificial no dia a dia

A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia que está presente em nossas vidas diariamente de várias formas, desde assistentes virtuais até sistemas de recomendação em serviços de streaming. Neste tópico, vamos explorar alguns exemplos de como a IA está sendo utilizada no dia a dia e como ela está impactando nossa sociedade. Confira abaixo.

Amazon

Nós conhecemos a Amazon pela sua grande variedade de produtos e serviços, e sua utilização da Inteligência Artificial (IA) contribui significativamente para o sucesso da marca. Além disso, a empresa utiliza IA em vários aspectos do seu negócio. Esse uso vai desde a recomendação de produtos aos clientes até a automação de processos logísticos.

A Amazon também tem investido em IA para melhorar a experiência do cliente e otimizar seus processos internos, o que tem lhe permitido ser uma empresa cada vez mais competitiva no mercado.

Um dos principais exemplos de uso da IA da Amazon é a assistente virtual Alexa. Ela é capaz de entender e responder às perguntas dos usuários, além de realizar tarefas como tocar música, controlar dispositivos inteligentes e dar previsões do tempo. A Alexa também usa IA para melhorar continuamente sua compreensão natural do idioma, o que permite que diversos países possam utilizar a assistente virtual.

Outro exemplo de uso da IA da Amazon é o recomendador de produtos. Ele utiliza algoritmos de machine learning para analisar o histórico de compras dos clientes e recomendar produtos relevantes. Isso ajuda a aumentar a satisfação do cliente e aumenta as chances de realizar vendas.

Google

A Inteligência Artificial do Google é amplamente utilizada em diversas áreas do dia a dia. Alguns exemplos incluem:

  • Buscas na internet: o motor de busca do Google utiliza IA para entender as intenções de pesquisa do usuário e fornecer resultados relevantes.
  • Assistente de voz: o Google Assistant, disponível em dispositivos como o Google Home e smartphones Android, usa IA para entender comandos de voz e realizar tarefas como agendar compromissos, reproduzir música e responder perguntas.
  • Tradução automática: o Google Translate usa IA para traduzir textos e áudios entre idiomas.
  • Reconhecimento de imagem: aplicativos como o Google Lens usam IA para reconhecer imagens e fornecer informações relevantes, como identificar lugares, objetos e textos.
  • Gmail: o sistema de e-mail do Google usa IA para classificar e priorizar e-mails, além de sugerir respostas automáticas.

Além desses exemplos, o Google também usa IA em outras áreas, como nos anúncios online. A empresa tem investido significativamente em pesquisa de IA e tem uma equipe de especialistas trabalhando em desenvolvimento de tecnologias avançadas. Isso tem permitido ao Google oferecer soluções cada vez mais inteligentes e personalizadas para os seus usuários.

Apple

Nós conhecemos a Apple pela sua inovação e tecnologia de ponta. Além disso, a empresa se destaca por seus avanços na área de Inteligência Artificial. A Apple utiliza IA em diversos produtos e serviços, como a assistente virtual Siri, o reconhecimento de voz e fala, a personalização de recomendações em aplicativos e a análise de dados para melhorar a segurança dos dispositivos.

A assistente virtual Siri, por exemplo, é uma das principais funcionalidades da IA da Apple. Ela permite que, a partir de comandos de voz, os usuários façam perguntas, criem lembretes, enviem mensagens e muito mais. Além disso, o Siri também está disponível em dispositivos como o HomePod e o Apple Watch, tornando ainda mais fácil e conveniente para os usuários realizarem tarefas diárias.

IBM

A IBM é uma das empresas líderes na área de Inteligência Artificial, com sua plataforma Watson sendo amplamente utilizada em diversas indústrias. O Watson é capaz de processar grandes volumes de informações, incluindo texto, áudio e vídeo, e fornecer insights precisos para ajudar as empresas a tomar decisões baseadas em dados.

No dia a dia, o Watson é utilizado em vários setores, incluindo saúde, financeiro, varejo e manufatura. Na saúde, por exemplo, ele é usado para analisar grandes volumes de dados médicos, como registros de pacientes e artigos científicos, para ajudar os médicos a fazerem diagnósticos precisos e personalizados. No setor financeiro, o Watson é utilizado para analisar transações e identificar possíveis fraudes.

Já na indústria de varejo, ele  é utilizado para personalizar as recomendações de produtos para os clientes, baseado em suas preferências e comportamentos de compra. Enquanto na manufatura, o Watson é usado para otimizar os processos de produção e melhorar a eficiência.

Como aproveitar o crescimento da Inteligência Artificial no mundo?

A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente em nossas vidas e é importante que as pessoas e organizações estejam preparadas para aproveitar seus benefícios. Uma das principais formas de fazer isso é investindo em treinamentos. Dessa forma, os profissionais estarão capacitados para usar essa tecnologia e as empresas poderão implementá-la de maneira eficaz.

Além disso, é importante estar atento às tendências e avanços na IA, para poder aproveitar as novas possibilidades que ela oferece. Ao investir em treinamentos, as pessoas e empresas podem se preparar para o crescimento da Inteligência Artificial no mundo e obter vantagem competitiva.

Se você quer estar à frente da concorrência e aproveitar esse crescimento, não perca a oportunidade de se inscrever no Bootcamp Engenheiro de Machine Learning da Faculdade XP. Aproveite essa oportunidade para se capacitar e se destacar no mercado de trabalho.

Por que a educação disruptiva é tão importante? Entenda o conceito

O setor da educação se transformou. Com o crescimento do conceito de educação disruptiva, foi-se o tempo em que se formar no Ensino Médio e cursar uma boa faculdade era o suficiente para alavancar a carreira no mercado. 🚀

Hoje, com o avanço da tecnologia, o mercado de trabalho exige mais dos profissionais, devido às oportunidades que as novas ferramentas tecnológicas trouxeram ao nosso cotidiano. 

Tendo a inovação como uma das palavras-chaves na última década, a educação disruptiva é uma tendência que veio para ficar. As pessoas que desejam se destacar em sua vida profissional precisam aproveitar esse novo âmbito que foca no digital e se diferencia cada vez mais dos modelos tradicionais de ensino e conhecimento. 

Neste artigo você vai conferir os principais detalhes sobre esse novo conceito de educação e por que você deve investir nele. Vamos lá? 👇

O que é educação disruptiva?

Antes de entrar no conceito de educação disruptiva vale ressaltar o termo disrupção. Ele significa uma ruptura, ou seja, uma interrupção brusca de algo. 🔎

Só que quando falamos desse contexto na sociedade, refere-se a um processo em que um produto ou ideia começa a ficar tão popular que cria um novo mercado ou passa a substituir um mercado já antes consolidado.

Por exemplo, quando a TV surgiu ela causou uma disrupção no uso dos rádios, e a mesma coisa com o digital e plataformas de vídeos com a TV aberta e ao vivo.

Mas e qual a relação com o setor de educação? O que ela quer dizer?

Conceito de educação disruptiva

Nada mais é do que uma metodologia de ensino que investe em diferentes modelos de ensino com a ideia de soluções mais eficientes, simples e com melhoria de aprendizado. 🤓

Seu objetivo é oferecer melhor experiência aos alunos, adequando-se ao novo contexto digital por usar muito a tecnologia e otimizar a rotina dos educadores.

Logo, a educação disruptiva não cria algo novo, mas simplifica aquilo que já faz parte da vida das pessoas para torná-la ainda mais funcional. Seja com adaptação de ferramentas ou conteúdos.

Para entender melhor esse conceito, confira algumas das tecnologias disruptivas mais conhecidas: 👇

  • Streamings de música e vídeo, como a Netflix e o Spotify;
  • Serviços digitais de transporte, como o Uber;
  • Mercado online de hospedagem, como o Airbnb;
  • Educação online, como o Multi+ aqui da XP;
  • Aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp;
  • E muitos outros.

Como ela funciona?

Como vimos, a proposta da inovação disruptiva é a de simplificação, transformando aquilo que é complexo em algo mais acessível e prático. 

Dessa forma, a educação disruptiva funciona saindo do contexto convencional de aulas em universidades presenciais, por exemplo, havendo mais uma integração com o ensino a distância e híbrido, cada vez mais tendência no futuro da educação

Além disso, preza pelo uso de plataformas com conteúdos em texto, vídeo, ao vivo e até mesmo em 3D para facilitar as práticas de aprendizagem, promovendo uma quebra de densidade demográfica e limitações de estudo.

Um ponto importante é que para seu funcionamento, a inteligência artificial é um dos principais fatores que favorece esse modelo, facilitando e agilizando as partes mais técnicas e manuais, bem como ajudando a alcançar objetivos importantes como: personalização do ensino, aprendizagem mais prática, multidisciplinaridade, desenvolvimento socioemocional, cultura digital e inclusão. ⭐

Quais são as vantagens da educação disruptiva?

Com tudo já dito, fica claro que traz muitos benefícios à educação e à sociedade como um todo, certo? 

No entanto, para especificar melhor, investir no conceito de educação disruptiva faz com que seja mais fácil atender aos alunos em sua diversidade e singularidade

Além disso, promove: 👇

  • Mais experiências práticas;
  • Otimiza as tarefas rotineiras;
  • Aprendizado mais prático e eficiente;
  • Acessibilidade;
  • Aprendizagem multidisciplinar;
  • Mais facilidade na recolocação do mercado.

Quais são suas formas de aplicação?

estudando educação disruptiva
Como funciona a educação disruptiva? Fonte: Getty Images.

Entendendo o conceito de educação disruptiva, surge a dúvida de como ele atua na prática, certo? Importante frisar que existem diversas formas de aplicação que contribuem para o dia a dia e a formação das pessoas. São elas:

Plataformas de ensino

Elas são um dos exemplos mais comuns quando falamos de educação disruptiva, pois através delas as instituições conseguem conectar toda a comunidade escolar em um só lugar. 

O objetivo é melhorar a experiência do aluno e a comunicação com eles, seja com a disponibilidade de chats, acompanhamento de desempenhos, a organização da rotina e o registro de informações importantes.

Nada se compara a acabar com aquele acúmulo de papéis e tarefas manuais substituindo pelo bom uso da tecnologia, concorda?

Conhecimento em rede

A tecnologia veio para quebrar paradigmas e a distância entre as pessoas. Quando falamos desse conceito de disrupção, estamos favorecendo o aprendizado e o explorando de diversas formas que ajudem o conhecimento dos estudantes.

Através desse conceito há mais interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade, já que se torna possível conectar as matérias e oferecer uma compreensão mais ampla e aprofundada dos temas estudados.

Ferramentas de leitura

Imagina nunca mais precisar comprar diversos livros, carregar peso e gastar dinheiro para estudar e entender as matérias? A tecnologia transformou esse hábito em apenas logar em uma plataforma e aplicativo que tem todos os livros que precisa em um só lugar.

Lembre-se que é bem mais simples compartilhar um texto on-line do que acumular cópias impressas, por exemplo.

Qual a diferença da educação disruptiva para a tradicional?

A resposta para isso é simples: inovação e acessibilidade.

Nos modelos tradicionais de educação existem costumes mais trabalhosos e que exigem maior dedicação de tempo e deslocamento das pessoas. Por exemplo, ensino presencial, uso de cadernos e livros impressos, a necessidade de ir até a faculdade para aprender algo. 

Concorda que isso tudo é importante, formar conhecimento, mas exige muito mais esforço e tempo do que realmente é o necessário?

A educação disruptiva prega exatamente essas propostas de solução, ou seja, suprir a necessidade de deslocamento, gastos e otimização de tempo. Ela aproveita a tecnologia para suas práticas, tornando um ambiente mais acessível, inclusive, simples e dinâmico de ensino.

O ensino EAD e o ensino híbrido são alguns desses exemplos de como a educação disruptiva vem sendo incorporada na sociedade atual.

Em relação ao significado, é importante ressaltar que a disruptiva é mais radical, promovendo uma mudança na lógica de consumo, não apenas nas características do produto em si. 😉

Afinal, qual a importância da educação disruptiva?

Portanto, a educação disruptiva é uma tendência do mercado que contribui para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem

Ela permite a adoção de novas alternativas nas instituições de ensino e no cotidiano dos estudantes, usando a tecnologia para desenvolver as habilidades para o mundo moderno, bem como tornar tudo mais acessível, acolhedor e prático.

Então, que tal aproveitar esse conceito de educação disruptiva para ter um aprendizado contínuo e assertivo na sua vida profissional e melhorando seu perfil de liderança
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Free float: qual a importância desse conceito para acionistas minoritários?

O free float (FF) é um termo que deve ser amplamente conhecido por investidores que desejam colocar os seus investimentos em empresas de capital aberto.

Quando se planeja investir em empresas como as citadas acima, principalmente a longo prazo, é preciso estar altamente atento a tópicos como governança corporativa, liquidez e como as relações de poder e controle se dão na organização. E o free float nos ajuda a entender isso, já que ele é um indicador de governança essencial para acionistas.

Ou seja, se você acredita que só olhar o valor e algumas questões populares acerca das ações da Bolsa, nós precisamos te dizer que você precisa começar a analisar o FF e aprender como colocá-lo em prática, visto que só assim você conseguirá alcançar bons investimentos.

Vamos aprender juntos? Siga a leitura!

O que é o free float?

Em suma, o free float (FF) é o indicador responsável por informar a percentagem de ações de determinada empresa que está livre para negociação no mercado.

Ele é importantíssimo para o que chamamos de análise fundamentalista que, por sua vez, nada mais é que o conjunto de estratégias que permitem avaliar a saúde financeira de uma empresa.

Qual o objetivo do free float no mercado financeiro?

O termo free float, em português, significa livre circulação e é um jargão do mercado financeiro responsável por dizer qual o número percentual das ações de uma empresa está em livre circulação e negociação na Bolsa de Valores.

Ele é importante porque auxilia aos futuros acionistas a compreender como se dá as relações de poder em uma determinada companhia.

Ou seja, se o FF é baixo, isso significa que haverão menos ações em negociação, menos liquidez e, também, haverá uma maior concentração de poder e, dessa forma, a decisão dos maiores acionistas, podem afetar a volatilidade com maior intensidade.

Por que é importante analisar o free float antes de investir?

Seguindo o raciocínio do tópico acima, quanto maior o free float, maior a liquidez da ação. Mas, se a liquidez estiver baixa, muito provavelmente você terá problemas na hora de vender a sua participação na empresa.

Análise do free float
Aprenda a calcular o free float de uma empresa antes de investir nas ações da mesma.

A importância de verificar o free float da empresa é exatamente essa: compreender como será o seu futuro em relação às ações que irá adquirir.

Mas lembre-se de que liquidez é um componente essencial nas suas análises, mas não o único. Por isso, certifique-se de investigar mais itens durante o seu processo de escolha.

Como saber o free float de uma empresa?

Fazendo um cálculo que, por sua vez, é super simples. Você precisará, apenas, dividir o número de ações me circulação pelo total de ações da companhia e multiplicar o resultado por 100, assim você terá o percentual.

Free float = Total de ações em circulação / Total de ações disponíveis da empresa x 100

É importante ressaltar que, quanto mais próximo de 100 = maior abertura de mercado da empresa.

Além disso, é relevante fazer a comparação do free float entre companhias que sejam do mesmo segmento, dessa forma, você será capaz de considerar qual o melhor investimento a ser feito, considerando a sua estratégia ao investir.

Existe um free float ideal?

Normalmente, o free float é utilizado na hora de tomar decisões quando existe alguma referência para comparação. O percentual mínimo é 25%, ou seja, se você encontrar empresas com free float próximo a esse número, o capital delas é mais concentrado.

Em suma, é melhor dar preferências aquelas ações com o free float mais alto, visto que isso protege o investidor de maiores riscos relacionados a menor liquidez e maior volatilidade.

Pensando nisso, muitos especialistas no mercado financeiro afirmam que o free float ideal é o free float total, ou seja, 100%, o que significa que todas as ações estão em circulação no mercado e, por isso, não conta com um controlador central para retê-las.

Como analisar o FF de uma empresa?

Na hora de analisar uma ação, você precisa considerar a diferença entre o free float de uma ação preferencial ou ordinária.

Por quê? Simples: de nada adianta uma empresa ter um alto percentual de free float se ele estiver limitado a ações preferenciais.

O FF precisa ser considerado separadamente, porque, por exemplo, se tivermos uma empresa familiar, é bem provável que o free float para ações preferenciais seja alto, mas o free float para ações ordinárias seja baixo.

Ação Ordinária e Ação Preferencial

Se você não sabe o que são ações ordinárias e preferenciais, o conceito de ambas é bem simples:

  • Ações ordinárias: concedem aos acionistas um número apreciável de papéis, o direito de participar de assembleias e das decisões da empresa;
  • Ações preferenciais: dão aos portadores preferência na distribuição de dividendos das ações, mas eles não terão direito a voto.

Outros parâmetros para analisar além do free float

Como já citamos no decorrer deste artigo, o free float é apenas um item a ser analisado (dos muitos) quando você, investidor, for fazer a sua análise de compra de ações.

Mas por quê? Porque uma empresa ter esse indicador elevado, por exemplo, não quer dizer que ela tem um ótimo índice de governança corporativa, visto que se o free float estiver direcionado para ações preferenciais, o acionista único pode existir.

Portanto, considere alguns aspectos importantíssimos da análise fundamentalista quando for escolher as suas ações. Alguns deles são:

  • Geração de fluxo de caixa;
  • Endividamento e perspectivas de retorno;
  • Ebitda (LAJIDA);
  • Dividend Yield;
  • ROE (Return On Equity);
  • Entre outros.

Além disso, é preciso que você também considere o seu perfil investidor, as suas estratégias para investimentos e os seus objetivos.

Se precisar de ajuda, considere contar com o auxílio de uma assessoria de investimentos, elas contam com assessores que, além de certificados, poderão te ajudar no entendimento de cada indicador, além de tirar dúvidas na hora das análises.

Conclusão

Você compreendeu, ao longo deste artigo, que o free float é um indicador que mostra, aos investidores, o quão aberta (ou fechada) uma empresa é. Além disso, aprendeu que ele pode não ser um indicador definitivo na hora da compra de ações na Bolsa de Valores, mas é um fundamental critério excludente.

Gostou do que leu e quer adentrar no mundo do mercado financeiro, mas não exatamente como assessor de investimentos? Continue acessando os nossos artigos do blog da Faculdade XP!