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Entenda o que é trader profissional e como ter receita com investimentos de curto prazo

Você sabia que existem investidores especialistas em estratégias de curto prazo que têm como principal atividade profissional obter lucro por meio da especulação de ativos? Não? Então, você precisa saber o que é trader profissional.

Esse prática, apesar de antiga, ganha cada vez mais adeptos mundo afora que usam seus conhecimentos de análise técnica de gráficos para montar posições de compra e venda que duram menos de um dia. Isso se explica, em partes, pela democratização do acesso ao mercado financeiro por meio de plataformas virtuais.

Nesse conteúdo, vamos explicar direitinho o que é trader profissional, como se tornar um e como é o dia a dia dos investidores que escolheram essa metodologia de negociação de ativos.

Ficou curioso? Leia até o fim para saber mais!

O que é trader profissional?

Para entender o que é trader profissional, primeiramente, é importante estabelecer a definição de alguns conceitos antes de nos aprofundarmos nesse ramo de atividade.

Ele é a pessoa que executa uma estratégia de investimentos de curto prazo que tem como objetivo a especulação do preço de ativos. 

Os insights para desenvolver esse plano de ação são obtidos a partir de uma análise técnica de gráficos que demarcam a variação de preços em um determinado tempo. A estratégia pode ser executada segundos dois princípios: o day trade ou swing trade.

Enquanto o primeiro reflete as operações de compra e venda efetuadas no intervalo de um dia ou de algumas horas, a segunda consiste em estratégias previstas para serem concluídas em períodos um pouco maiores, com dias ou semanas.

Nesse sentido, o que é trader profissional? Ele é o investidor que atua no mercado financeiro segundo essa metodologia de curto prazo. Ele pode agir tanto de forma autônoma, como contratado por uma empresa.

Quando ligado a uma empresa, ele pode atuar em setores e funções diversas, como:

  • desenvolvimento de projetos para transações comerciais;
  • compra e venda;
  • análise de tendências de mercado;
  • importações e exportações, entre outras.

Para executar suas funções, ele precisa de ferramentas específicas, como o Metatrader. Assim, ele consegue negociar, em tempo real, com ativos diversos, como ações, derivativos, moedas estrangeiras, criptomoedas, etc.

Qual a função de um trader?

A principal função do trader é conseguir pequenos lucros em transações de duração reduzida. Dessa forma, o total de remuneração que um profissional da área fizer de forma autônoma deve ser calculada de acordo com os pequenos ganhos que ele conquista de pouco a pouco.

Como as operações ficam posicionadas em um intervalo curtíssimo, fica inviável fazer uma análise fundamentalista para dar embasamento às escolhas estratégicas. 

Afinal de contas, essa avaliação de ativos por meio de seus fundamentos espelham mais uma variação no longo prazo, pois diz respeito a aspectos e valores materiais da(s) organização(ões) por trás de cada uma das ações ou outros ativos.

Portanto, para lidar com essas situações de curto prazo, o trader faz uso de uma análise técnica que avalia apenas as tendências de variação gráfica baseada em históricos e rompimentos de topos e fundos dos preços.

Por trabalhar com maior volatilidade, o trader fica exposto a riscos maiores. Entretanto, a possibilidade de obter um retorno mais rápido (até diário) é muito atrativa para diversos investidores de perfil mais arrojado.

>>  Descubra tudo que você precisa saber antes de investir em ações com esse vídeo do canal Investimento às Claras:

Vale a pena ser um trader profissional?

Dentre as principais vantagens de ser um trader profissional, podemos enumerar:

  • trabalhar de forma autônoma e sem sair de casa (home office);
  • liberdade para definir uma média salarial de acordo os valores dos aportes e tempo de dedicação;
  • possibilidade de retorno no curto prazo.

A desvantagens, por sua vez, ficam por conta da exposição a riscos de perdas em algumas operações. Entretanto, adquirindo o conhecimento necessário e tendo a disciplina e força psicológica necessárias para executar sua estratégia, possíveis prejuízos podem ser revertidos rapidamente, às vezes até mesmo poucas horas depois.

Em todo caso, é fundamental também avaliar seu perfil de investidor e quais são seus objetivos a longo prazo. Obviamente, ser trader não é indicado para investidores mais conservadores, por exemplo.

Como ser um trader profissional?

Agora que você entendeu o que é trader profissional, como fazer para se tornar um? Primeiramente, vale salientar que como essa profissão pode ser exercida de forma autônoma, não há nenhuma exigência formal para especular com ativos e obter lucro.

Porém, caso queira ser contratado por alguma companhia, ela pode exigir algumas certificações e experiência prévia que comprovem suas habilidades para o cargo.

Em todo caso, apesar de não haver uma graduação ou certificação oficial para essa atividade, investir em conhecimento qualificado é essencial para quem quer se tornar  um trader profissional.

Afinal, essa atividade cobra um contínuo aprendizado sobre manipulação de ferramentas de mercado, além de estudo constante de variações do cenário econômico e dos melhores indicadores e métricas para entender o mercado financeiro.

Nesse sentido, se você está procurando mais conhecimento para desenvolver boas estratégias, tem um bom gerenciamento de risco e aprender as melhores técnicas de análise, o curso “Tudo que Aprendi em 12 Anos de Day Trade” cai como uma luva para alcançar seus objetivos.

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Entenda o que é spread bancário e aprenda a usar a cobrança de juros a seu favor!

Compreender o que é spread bancário é um dos passos mais importantes para a consolidação de sua educação financeira. Isso porque esse conceito afeta diretamente o bolso da população economicamente ativa, especialmente, a endividada e a investidora.

Afinal, o spread representa a diferença percentual entre o que um banco paga de juros aos credores que emprestam dinheiro para a instituição e o que ele cobra daqueles que pegam emprestado.

Nessa conta, mostraremos que quem está do lado dos devedores está sujeito a cobranças de juros ainda mais onerosas para seu bolso. 

E em um contexto no qual 12 milhões de famílias estão momentaneamente com dívidas, segundo o CNC, esse tema é de fundamental importância para que você entenda a dinâmica das instituições financeiras e como isso pode te afetar. 

Nesse sentido, confira nosso conteúdo para entender de vez o que é spread bancário e como fugir dos juros que impedem sua renda de prosperar. Boa leitura!

O que é spread bancário?

Assinalar o que é spread bancário é fundamental para que tenhamos um bom entendimento sobre a gestão financeira de um banco e de onde ele adquire seus lucros. 

Em suma, ele consiste na diferença percentual entre o valor que a instituição paga em juros aos seus credores em comparação ao que ela cobra dos devedores.

Para definir o valor do spread, o banco leva em consideração uma variedade de fatores para compor o preço dos juros, entre eles:

  • expectativa de lucro
  • taxa de inadimplência e outros riscos operacionais
  • tributação
  • outros custos incidentes.

E como ele é calculado? Por exemplo, se uma aplicação na caderneta de poupança rende 8% ao ano de retorno e os juros cobrados para a realização de um empréstimo são 30%, o spread é de 22 pontos porcentuais.

>> Confira 4 passos para fugir da poupança e investir na renda fixa:

Qual a média de porcentagem do spread bancário?

Afinal, qual a média de porcentagem do spread bancário no Brasil? 

Os dados mais atualizados do Banco Central, que dizem respeito ao ano de 2020, apontam uma média geral de 14,99 pontos percentuais entre as taxas de pagamento e cobrança

Esse foi o valor mais baixo atingido nos últimos seis anos, apesar de ainda ser considerado alto para os padrões internacionais. 

Como funciona o spread bancário?

Para mostrar o que é o spread bancário na prática, vamos mostrar de que maneira as instituições atuam para pagar e cobrar os juros envolvidos no cálculo da porcentagem.

Como o banco paga juros?

Em uma das suas frentes de atuação no mercado, o banco oferta produtos de investimento para captação de recursos em troca de pagamentos de juros acrescidos ao investidor que fez o empréstimo.

Essa captação é feita, por exemplo, a partir da emissão de:

  • Certificados de Depósitos Bancários (CDBs)
  • Fundos de previdência privada
  • Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA)
  • Caderneta de poupança, entre outros.

Como o banco cobra juros?

Se por um lado o banco paga juros, do outro, ele cobra. E como já comentamos, ele cobra bem mais caro por meio dessa dinâmica de valores ao mostrarmos como funciona o spread bancário.

Em suma, o banco cobra juros por meio de:

  • pedidos de empréstimos em dinheiro
  • financiamento de veículos e imóveis
  • pagamento de fatura de cartão de crédito atrasada
  • oferta de cheque especial.

Portanto, as principais vítimas dos altos juros é justamente a população endividada. Imagine, por exemplo, se você tem simultaneamente o investimento em um CDB e dívidas abertas com juros mensais que você não consegue pagar e só crescem.

Como a média de porcentagem do spread bancário é de 300%, toda a rentabilidade que você tiver de retorno será completamente engolida pelos juros.

Não por acaso, livrar-se de todos os débitos pendentes e construir uma reserva de emergência são duas etapas incontornáveis para quem deseja ter uma estratégia de investimentos eficiente e multiplicar seu patrimônio.

>> Saiba como montar sua reserva de emergência com esse vídeo do canal Investimento às Claras:

Como usar o spread bancário a seu favor?

Você entendeu o que é spread bancário, percebeu como é prejudicial para suas finanças pagar juros bem mais altos do que aqueles que você receberia na hora de receber o retorno de seus investimentos, certo?

Agora que você compreende o que é spread bancário e como ele funciona, a resposta para a pergunta desse tópico não pode ser outra: com educação financeira

Afinal, quanto mais você tem disciplina, controle sobre seus gastos e capacidade de investimento, naturalmente você se encontrará sempre no elo mais beneficiado da cadeia: o que empresta dinheiro para receber de volta com juros.

Ter uma boa organização financeira é o primeiro passo para fugir das dívidas e começar a multiplicar seu patrimônio com bons investimentos. 

Dessa forma, em vez de refém do dinheiro, você tem amplo domínio para utilizá-lo com a máxima eficiência e conseguir realizar seus principais projetos de vida.

Nesse sentido, conte com a ajuda da Faculdade XP School e aproveite os melhores cursos sobre educação financeira e investimentos para você atingir seus objetivos. 

Por exemplo, o curso Educação Financeira para Jovens é uma ótima oportunidade para que você tenha mentalidade, conhecimento e disciplina necessários para ampliar seus patrimônio. Clique no banner abaixo e confira!

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Descubra o que faz um agro broker e como se tornar um

Intermediar a relação entre compradores e vendedores é uma função comum entre profissionais ligados ao mercado financeiro. Mas se engana quem pensa que o escopo se resume a isso. Entender profundamente desse universo é requisito obrigatório, mas em alguns casos também não é suficiente. Um exemplo é o agro broker.

Assim como no mercado imobiliário, o agronegócio é um setor que exige que o profissional tenha amplo entendimento. Só assim ele será capaz de oferecer as melhores orientações ao investidor. Essa é a responsabilidade do agro broker e neste artigo nós falamos mais sobre ela e como você pode se tornar um. Confira!

O que é um Agro Broker?

O agro broker é o profissional do ramo financeiro que tem como responsabilidade conectar investidores a agentes econômicos. Seu objetivo é facilitar a negociação de ativos agrícolas e pecuários no mercado de derivativos. Entre os exemplos desses ativos estão a soja, o milho e o café.

Para desempenhar suas funções, o agro broker precisa ter profundo conhecimento sobre o mercado agrícola. Como sua rotina é fundamentada por conectar quem quer vender a quem quer comprar tais derivativos, é essa especialização que o diferencia de um broker tradicional.

Entre as atividades executadas pelo profissional destacam-se:

  • Intermediação de compra e venda de ativos
  • Relacionamento com a cadeia produtiva
  • Análise de ofertas do mercado

Além disso, por estar a frente de todas as etapas do processo, esse profissional também fica à frente de orçamentos, documentações e pagamentos.

>>> Se você quer ficar por dentro do universo do agronegócio e como essas movimentações podem impactar em seus investimentos, acompanhe as notícias publicadas no portal Infomoney.

Como um Agro Broker atua?

Como dissemos, o agro broker tem a responsabilidade de conectar quem quer vender a quem quer comprar derivativos. Sua participação nesse processo é fundamental, já que qualquer investimento na Bolsa de Valores depende de um intermediário.

Assim como um agente autônomo de investimentos, esse profissional não pode recomendar uma compra ou venda. Dessa maneira, sua função é fazer análises individuais e, a partir das informações identificadas, dar consultoria aos seus clientes.

Falando sobre a atuação do agro broker, basicamente podemos resumir aos seguintes passos:

  1. Receber ordens da contratante a partir de estimativas de lucro
  2. Lançar ofertas de negociação na Bolsa de Valores
  3. Gerir a carteira de clientes e se certificar de que as negociações aconteçam

>>> Ter visão sobre as questões relacionadas ao sistema econômico de um país é um caminho para operações mais inteligentes. Afinal, os investidores macroeconômicos impactam diretamente os investimentos de um país. Quer saber mais sobre esse assunto? É só dar play no vídeo abaixo e conferir as dicas da Clara Sodré.

Áreas de atuação do Agro Broker

Quando falamos sobre o setor agropecuário, estamos nos referindo a alimentos básicos de qualquer despensa, como milho e feijão. Muitas vezes, além de terem baixo valor agregado, esses alimentos também servem como matéria-prima para outros produtos. Isso os coloca em uma posição de relevância e lhes garante um mercado sempre ativo.

Por conta da alta demanda, o agro broker pode atuar em três mercados diferentes: mercado balcão, mercado futuro e mercado a termo. O que os diferencia é a maneira como a negociação é feita.

Mercado balcão

No mercado balcão as operações são feitas de maneira direta e imediata. Isso significa que o valor é recebido em uma única vez, no momento da negociação.

Mercado futuro

Assim como o nome sugere, nas negociações feitas no mercado futuro o ativo não é entregue no momento do pagamento. Ou seja, o produto é entregue em um momento posterior.

Mercado a termo

Já no mercado a termo, o valor do derivativo é recebido antes mesmo do produto ser entregue ao comprador. Por segurança, nessas operações o agro broker tem a responsabilidade de garantir o cumprimento das exigências definidas em contrato.

Basicamente, as negociações no mercado futuro e no mercado a termo funcionam de maneira semelhante: o comprador recebe antes de entregar. Entretanto, há uma diferença entre eles: o momento em que a negociação é encerrada.

Enquanto no mercado futuro existe ajuste diário, no mercado a termo a negociação termina no ato da liquidação.

Dicas para se tornar um Agro Broker

Se você já atua no mercado financeiro e quer se tornar um agro broker, saiba que não há formação específica ou obrigatória. Entretanto, também não é tão simples assim. Além de grande e profundo conhecimento sobre o setor, é preciso ter duas certificações: PQO e AAI.

A certificação PQO (Programa de Qualificação Operacional) é dada a profissionais individuais e a instituições que tenham interesse em atuar na B3. Ela vale por cinco anos e é preciso renová-la ao fim desse período para se manter dentro das exigências do mercado.

Já a certificação AAI é fornecida pela Ancord para quem quer atuar como agente autônomo de investimentos, que é o nome oficial do broker no Brasil.

O setor agropecuário tem grande relação e influência no cenário econômico de um país. Por isso, ter entendimento sobre como ele impacta os investimentos é importante para fazer escolhas mais assertivas. Se você quer se aprofundar, a Faculdade XP School oferece o curso Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores. São 6h30 de conteúdo, nas quais você entende sobre tópicos como inflação, PIB e juros, além de detalhes sobre política monetária e fiscal. Para se inscrever, é só clicar no banner abaixo.

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Quanto rende 1.000 na poupança? A caderneta é melhor que os CDBs e o LCIs?

Se você está pensando em entrar no mundo dos investimentos, é provável que tenha dúvidas como “quanto rende 1.000 reais na poupança?” e “qual é melhor, Selic ou poupança?”.

Já vamos lhe adiantar que a poupança, apesar de ser a aplicação predileta dos brasileiros, possui um rendimento abaixo de outros títulos igualmente seguros. Mas para ajudá-lo  a compreender essa diferença e tomar decisões com mais embasamento, preparamos um conteúdo com uma série de exemplos práticos. Boa leitura!

Poupança: rendimento baixo não afeta sua popularidade entre os brasileiros

Sabemos que muitas pessoas buscam a poupança como porta de entrada para os investimentos por causa de sua popularidade, facilidade e segurança. Existe até mesmo um levantamento, realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), para reforçar essa afirmação.

Em junho de 2021, a caderneta de poupança representou 36,9% do volume financeiro do varejo, detendo a maior participação nos portfólios dos brasileiros mesmo com seu baixo rendimento.

“Como o tíquete médio é muito baixo e existe uma cultura do brasileiro de que a poupança é o grande porto seguro, a aplicação ainda é a grande porta de entrada do cliente investidor”, afirmou José Ramos Rocha, presidente do fórum de distribuição da Anbima, durante coletiva com a imprensa.

Depois da poupança, o investimento mais escolhido pelos brasileiros são os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e os RDBs (Recibos de Depósitos Bancários), com menos da metade dos investimentos na poupança (17,2%).

Já entendemos que a poupança é extremamente popular, especialmente entre os investidores iniciantes. Mas agora precisamos olhar para sua principal desvantagem: o rendimento.

No primeiro semestre de 2021, a poupança rendeu 0,83%. Já o CDI variou 1,28% e a inflação cresceu 4,31%. Um rendimento tímido, não é mesmo? E o problema com os rendimentos na poupança não começou em 2021. 

Se olharmos entre junho de 2020 e julho de 2021, o retorno da caderneta foi de 1,72%, ante variação de 2,44% do CDI e alta de 9% do IPCA. Até mesmo se compararmos os últimos 36 meses, a situação segue igual, com a poupança rendendo 9,66% enquanto o CDI variou 13,53% e o IPCA, 15,10%.

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Quanto rende 1.000 reais na poupança?

Imagine que Ester tem 18 anos e conseguiu seu primeiro emprego como secretária. Com a meta de curto prazo de viajar para Nova Iorque daqui a 2 anos, ela decidiu que 1.000 dos 2.500 reais do seu salário seria investido nesse sonho.

Como esse é seu primeiro investimento, ela pede ajuda para seus familiares, que indicam a poupança como o melhor lugar para deixar seu dinheiro por ser segura e isenta de Imposto de Renda. O que ela pode ganhar com essa opção de investimento:

  • caso ela aplique R$ 1.000 uma vez na poupança, ela ganhará R$ 54,20 após um ano;
  • caso ela aplique R$ 12 mil em um ano (R$ 1.000 por mês) na poupança, ela ganhará R$ 650,40;
  • caso ela aplique R$ 24 mil em dois anos (R$ 1.000 por mês) na poupança, ela ganhará R$ 2.672,10.

Ou seja, no final de dois anos, Ester terá R$ 26.672,10 para sua viagem para Nova Iorque. Um ótimo valor para se divertir em um novo país, não é mesmo?

>>> Talvez te interesse: Onde investir 1.000 reais por mês? Qual o melhor investimento?

Aplicações em CDB 

Mas agora imagine que além de procurar quanto rende 1.000 reais na poupança, ela também buscou outros tipos de investimento para alocar suas economias. A primeira comparação foi com o CDB, o segundo tipo de investimento mais escolhido pelos brasileiros.

Se ela aplicar R$ 1.000 uma vez em um CDB, ela poderá ter até R$ 134,27 ao final de 12 meses. Esse valor é 147,73% maior que o rendimento na poupança. 

Se ela aplicar R$ 12 mil em um ano – R$ 1.000 por mês – em um CDB, seu rendimento ao final de um ano poderá ser de até R$ 1.611,29. Esse valor é 147,84% maior que o lucro obtido na poupança.

O último cenário, onde ela aplica R$ 24 mil em dois anos (ou seja, R$ 1.000 todos os meses) é o mais impressionante de todos, com um lucro 176,35% maior em relação à poupança. 

Ou seja, enquanto ela terá R$ 26.672,10 para viajar graças à poupança, o CDB aumentará seu fundo de viagens para R$ 31.384,61. A diferença entre os valores das aplicações ao final de 24 meses é de R$ 4.712,51.

Cuidado com o Imposto de Renda

Um ponto de atenção ao buscar investimentos em renda fixa e variável cujo rendimento de 1.000 reais é maior que na poupança é o Imposto de Renda. Enquanto as simulações acima já incluíam o desconto de I.R., é importante se atentar à alíquota do Leão, que reduzirá o valor líquido de uma aplicação.

No CDB, por exemplo, o IR segue uma tabela regressiva. Isso significa que quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor será o imposto. Para aplicações de até 180 dias, o IR é de 22,5%. Já em investimentos com prazo maior que 721 dias, o IR cai para 15%.

Veja a tabela completa abaixo:

Alíquota (%) Tempo de aplicação
22,5% Até 180 dias
20% De 181 a 360 dias
17,5% De 361 a 720 dias
15% Mais de 720 dias

Aplicações de LCI e LCA

O nosso terceiro tipo de simulação traz como foco o LCI e o LCA  por eles serem isentos de Imposto de Renda. Assim, podemos comparar os cenários e entender qual é a melhor opção para Ester.

No primeiro cenário, analisamos uma única aplicação de R$ 1.000 em um ano. Nele, o ganho será de R$ 72,84. 

Como o LCI do Simulador de Renda Fixa da Rico Investimentos rende apenas 95% do CDI, o rendimento dele é um pouco mais da metade do oferecido pelo CDB. 

O segundo cenário é o que Ester aplica R$ 12 mil em um ano (R$ 1.000 por mês). Enquanto ela acumula R$ 650,40 de lucro na poupança e R$ 1.611,29 no CDB, o ganho no mesmo LCI será de R$ 946,90.

Apesar dos R$ 1.000 render mais no LCI que na poupança, o CDB foi o que gerou o maior lucro nas duas primeiras simulações. E essa tendência segue no último cenário, onde são aplicados R$ 24 mil em dois anos (R$ 1.000 por mês).

Ou seja, no final de dois anos, Ester terá R$ 27.779,53 caso opte pelo LCI isento de Imposto de Renda. 

Quanto rende 1000 reais na poupança? Indo além da renda fixa 

Mesmo os investidores mais conservadores podem olhar para a renda variável como opção de aplicação. Afinal, as carteiras com os melhores rendimentos são as que apresentam uma maior variedade de aplicações.

Mas se você tem um “pé atrás” com esse tipo de investimento, pode ser que o conhecimento resolva o problema. Isso porque quanto mais aprendemos sobre as diferentes aplicações, mais elas se parecem com oportunidades de investimento.

O nosso combo de Cursos de Educação Financeira é uma opção para ganhar mais conhecimento sobre finanças pessoais e investimentos de maneira simples e rápida. Clique no banner abaixo e conheça essa opção de curso online da Faculdade XP.

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Metas de curto, médio e longo prazo: o que são? + 6 exemplos e sugestões de investimentos

Seja em todo início do ano ou após um momento de reflexão, as metas de curto, médio e longo prazo fazem parte da vida da maioria das pessoas. Ao adotar pelo menos uma, temos mais objetividade e sabemos quais pontos da nossa rotina queremos mudar ou agregar ainda mais qualidade.

Se você tem objetivos a curto, médio e longo prazo relacionados com as suas finanças, esse texto com seis exemplos de metas e possíveis investimentos pode lhe ajudar. Tenha uma boa leitura!

O que são metas de curto, médio e longo prazo?

Todos temos objetivos que esperamos alcançar em algum momento para ter uma vida mais feliz e completa. Entretanto, é difícil conquistar todos eles ao mesmo tempo.

É por isso que uma das principais características das metas são os prazos que elas devem ter. Isso é, um período determinado em que ela deverá ser alcançada para evitar postergações.

Ao dividir as metas em curto, médio e longo prazo, conseguimos organizá-las na nossa rotina e definir melhor estratégias para cada um dos seus objetivos. Mas quais são as diferenças entre elas?

  • metas de curto prazo: objetivos mais simples e/ou urgentes, que devem ser realizados em até um ano;
  • metas de médio prazo: objetivos de média complexidade, que serão realizados entre um e cinco anos;
  • metas de longo prazo: objetivos de alta complexidade e/ou dificuldade, para serem realizadas em mais de cinco anos.

6 exemplos de metas de curto, médio e longo prazo

Metas de curto prazo

Criar uma reserva de emergência

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 49,8% dos participantes têm como prioridade se proteger contra imprevistos.

Ou seja, os brasileiros possuem uma mentalidade cada vez maior de ter segurança financeira. E um dos primeiros passos para alcançar esse objetivo é por meio da reserva de emergência.

Além de economizar o dinheiro para formar a sua reserva, é importante escolher aplicações que tragam como pilares a liquidez e o rendimento, como o Tesouro Direto Selic.

Esse título pós-fixado é indexado à taxa Selic. Isso significa que sua rentabilidade varia conforme o desempenho desse indexador. Enquanto essa taxa era de 2% em janeiro de 2021, em outubro ela alcançou 7,75% – um crescimento de 5,75%.

Confira abaixo duas opções de títulos de Tesouro Selic com vencimentos para 2024 e 2027:

Metas de curto médio e longo prazo

Reformar um cômodo da casa

Nos últimos dois anos, passamos muito mais tempo em casa por causa das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. E isso fez com que olhássemos para o nosso lar com novos olhos.

Um levantamento realizado pela Casa do Construtor e pela AGP Pesquisas com 400 pessoas revelou que 68% delas fizeram algum tipo de reforma nos últimos 12 meses. E mesmo com o fim das restrições de mobilidade, 70% das pessoas afirmaram planejar reformas nos próximos seis meses. Ou seja, elas possuem uma meta de curto prazo.

Esse objetivo, que também pede liquidez e rendimento, pode ter como sugestão de investimento de curto prazo os CDBs com liquidez diária e ganho maior que 100% do CDI. 

Com essa opção de renda fixa, em que o investidor empresta seu capital ao banco e recebe juros, seu patrimônio segue crescendo acima da inflação de maneira segura. 

Confira abaixo dois exemplos de títulos da Rico Investimentos, já incluso o desconto de I.R.:

Metas de curto médio e longo prazo

Metas de médio prazo

Trocar de carro

96%. Esse é o total de participantes de uma pesquisa feita pela Webmotors que pretende comprar ou trocar de carro em 2021. Dos 75% que possuíam carros, 95% querem trocá-lo. Já entre os 25% sem veículo, 90% querem realizar uma aquisição. 

Entretanto, o aumento dos preços dos carros em 2021 fez com que muitas pessoas adiassem esses planos. Um carro que em janeiro poderia ser encontrado por R$ 38 mil passou a custar R$ 44 mil em junho – aumento de 15,8%. Sem contar que os gastos adicionais aumentaram o preço do veículo em cerca de 5,7%.

Esse é um ótimo exemplo de meta de médio prazo, uma vez que demanda um período  maior para ser concluído. E o Fundo Multimercado pode ser um ótimo aliado para alcançar esse objetivo.

Esse tipo de investimento diversifica as aplicações em diferentes ativos, incluindo desde títulos de renda fixa e ações até moedas e commodities.

Esse fundo é considerado mais agressivo que o de Renda Fixa e mais conservador que o de Ações, trazendo uma opção mediana de risco e de retorno. Portanto, traz um potencial maior de ganho que a renda fixa sem abrir mão da segurança.

Festa de casamento

Você finalmente encontrou sua cara-metade e  decidiu fazer uma enorme festa de casamento para comemorar. Os ânimos para essa meta de médio prazo são altos – assim como os custos, que podem passar de R$ 100 mil.

Por isso, é importante garantir um ótimo investimento de médio prazo para maximizar o orçamento disponível para esse momento marcante na vida do casal. Uma das opções são as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), títulos usados para captar recursos aos setores imobiliários e do agronegócio.

Isentas de Imposto de Renda, é possível encontrar opções de prazos de meses ou anos com taxas de rentabilidade prefixadas. Portanto, será possível saber o retorno ao fim do investimento.

Veja abaixo uma simulação com um investimento de R$ 20.000 durante 3 anos na Rico Investimentos:

Metas de curto médio e longo prazo

Metas de longo prazo

Comprar um imóvel

A primeira meta de longo prazo faz parte dos planos de grande parte dos brasileiros. Em todo o Brasil, mais de 13 milhões de famílias almejam comprar um imóvel em até dois anos, segundo estudo da Datastore

Se você compartilha desse sonho, mas acredita que ele demorará mais de cinco anos para ser alcançado, essa é uma meta de longo prazo. E para ajudá-lo nessa conquista, existem as ações, que podem ser um bom tipo de investimento de longo prazo para uma meta de longo prazo.

Ao comprar papéis de empresas e se tornar um acionista dessa corporação, você poderá lucrar de duas maneiras: com os dividendos e a valorização das ações.

Os dividendos, parte dos resultados da corporação, são pagos ao longo de meses aos investidores na proporção de ações adquiridas para o portfólio.

E em um cenário em que as corporações escolhidas por um investidor registraram crescimentos, isso significa que os ganhos também aumentarão. Ou seja, a meta de conquistar o imóvel próprio estará cada vez mais próxima.

>>> Esse conteúdo pode interessá-lo : Ações que mais pagam dividendos: lista completa 2021!

Aposentadoria

A última das metas não poderia ser outra: a aposentadoria. Após anos plantando trabalho e esforço, a recompensa é colhida como descanso e paz. E essa tranquilidade será ainda melhor com investimentos de longo prazo feitos nos Fundos de Previdência.

Semelhantes a outros fundos, os investidores compram cotas e recebem rendimentos proporcionais ao capital investido. Isso porque esse Fundo aplica todo o dinheiro recebido pelos participantes em produtos de qualidade escolhidos por um gestor, garantindo um maior rendimento. 

Entendeu como alcançar suas metas de curto, médio e longo prazo?

Esperamos que com esse artigo você tenha compreendido como alcançar suas metas de curto, médio e longo prazo com mais facilidade e responsabilidade. 

Mas não se esqueça de que essas são apenas algumas das opções de investimentos disponíveis no mercado. Por isso, se você quer garantir o sucesso das suas metas, é fundamental também investir em conhecimento. 

São cursos como “Renda Fixa: ganhos com Baixo Risco” que lhe trarão a educação financeira necessária para conquistar objetivos e crescer seu patrimônio. Clique no banner abaixo e conheça essa opção de aprendizagem:

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Como saber se um investimento vale a pena? Confira o passo a passo e dicas!

Os investimentos são uma possibilidade cada vez mais realista para os brasileiros – e existem números que corroboram essa afirmação. 

Um deles é a quantidade de investidores na Bolsa de Valores do Brasil, que aumentou 43% nos últimos dois anos. Enquanto em junho de 2019 eram 2,2 milhões de contas cadastradas, em 2021 o País ultrapassou 3,8 milhões de inscrições, segundo a B3

Apesar de mais pessoas terem começado a investir, muitos ainda dão esses primeiros passos no mundo das finanças com uma dúvida fundamental: como saber se um investimento vale a pena? 

Continue a leitura e entenda quais são os indicadores de risco de investimentos que deve analisar antes de realizar uma aplicação.

Como saber se um investimento vale a pena em 5 passos?

1º passo – Entenda que a maioria das aplicações é segura

É provável que ao começar a buscar informações sobre investimentos, você tenha se deparado com informações ou escutado conselhos de amigos sobre aplicações que não trazem bons retornos ou que combinem mais com quem tenha grande apetite a risco, Aliás, aproveitando a deixa: atire a primeira pedra quem nunca ouviu que a poupança é o investimento mais seguro!

Mas o primeiro ponto que todos os investidores devem saber é que hoje, a maioria das aplicações encontradas em grandes corretoras, como XP Investimentos e Clear, é tão segura quanto a poupança. Entretanto, elas são melhores que a poupança por oferecer um melhor rendimento.

Enquanto a Selic – taxa básica de juros – está em 9,25%, o rendimento da poupança em janeiro de 2022 é de 6,17% ao ano. Isso significa que a poupança oferece uma valorização abaixo da taxa de inflação, fazendo com que o investidor perca poder de compra.

Isso significa que se uma pessoa investir R$ 5 mil em 2 anos na poupança, ela terá um ganho de R$ 622,24 enquanto um CDB pode lhe dar um ganho até 51% maior (R$ 945,58).

Como saber se um investimento vale a pena - Arte

Já para quem se preocupa com a segurança, vale saber que os investimentos feitos em grandes bancos e corretoras possuem a proteção de órgãos como o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 

A CVM é o órgão que ajuda a assegurar investimentos de renda variável. Essa autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda tem como responsabilidade fiscalizar e punir empresas que agem de má-fé com os investidores.

Fundo Garantidor de Créditos 

Tem a responsabilidade de proteger investidores de renda fixa prejudicados por instituições financeiras que passam por alguma dificuldade. 

Ele protege cada investidor em até R$ 250.000 por instituição e por CPF, com o limite máximo de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Isso também vale para os juros rendidos pelo investimento, desde que esteja dentro do teto do Fundo.

>>> Também pode lhe interessar: Descubra quais são os investimentos mais seguros no Brasil e quais cuidados tomar ao investir

2º passo – Defina o seu perfil de investidor

Todo investimento depende de três importantes aspectos:

  • rentabilidade;
  • liquidez;
  • risco.

Essa tríade garante que cada pessoa tenha o máximo de rentabilidade respeitando seus limites e sentindo-se seguro, independentemente do tipo de aplicação. Para entender quais são os limites de cada pessoa, foram criados os perfis de investidores

Atualmente, as principais corretoras do País trabalham com três perfis:

  • conservador: possui maior aversão aos riscos de investimento e, por isso, procura investimentos com mais segurança, normalmente ficando mais na renda fixa. Exemplos: Tesouro Direto e CDBs; 
  • moderado: dispostos a correr riscos médios de investimento, costumam ter aplicações na renda fixa e variável com o objetivo de fazer o seu patrimônio crescer, mas sem dispensar a segurança. Exemplos: FIIs e Fundos de Renda Fixa;
  • arrojado/agressivo: pessoas dispostas a correr riscos visando um maior retorno financeiro, costumam se sentir confortáveis em lidar com a imprevisibilidade da bolsa de valores. Exemplos: Ações e opções.

3º passo – Avalie o objetivo de cada investimento

Para esse passo, vamos olhar os exemplos de duas irmãs, Natália e Larissa. Enquanto Natália tem uma meta de curto prazo de realizar seu sonho de conhecer Londres, Larissa espera comprar um carro em até cinco anos (ou seja, uma meta de médio prazo).

Se ambas possuem metas diferentes, elas devem escolher os mesmos investimentos? A resposta é não, pois cada objetivo pede uma acessibilidade diferente ao dinheiro investido.

Uma viagem para Londres, por exemplo, pode ganhar um maior orçamento com um Tesouro Direto, que possui liquidez diária. Essa liquidez ajudará Natália a comprar passagens e ingressos com antecedência para facilitar o planejamento do seu roteiro.

Já o carro de Larissa pode se beneficiar de um LCI (Letra de Câmbio Imobiliário), isento de Imposto de Renda e com maior rendimento graças ao maior período de investimento. Como ela só precisará desse dinheiro quando tiver a quantia necessária, o rendimento é sua prioridade.

Entendeu como cada pessoa pode se beneficiar de diferentes investimentos? O vídeo abaixo, da série Investimento às Claras, também o ajudará a compreender como investir de acordo com os objetivos:

4º passo – Verifique os indicadores 

Você já definiu suas metas e descobriu seu perfil de investidor? Ótimo, mas o trabalho para saber se um investimento vale a pena ainda não acabou. 

O próximo passo nessa caminhada está em avaliar os indicadores que afetam nossas aplicações e nosso poder de compra. Dois desses indicadores são a Selic e o CDI.

Taxa Selic

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil, que norteia a remuneração das aplicações financeiras e os juros cobrados nos empréstimos e financiamentos. Ela tem como objetivo manter os preços estáveis no país, sendo uma ferramenta de controle da inflação. 

A Selic é definida nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) a cada 45 dias. E suas alterações influenciam todas as outras taxas.

Se a Selic aumenta, o custo de captação dos bancos se eleva. As linhas de crédito ficam mais caras, ao passo que o consumo diminui. Do outro lado da moeda, o retorno das aplicações atreladas à Selic se torna muito mais atrativo.

Entretanto, na queda da Selic, o contrário acontece. O custo de captação dos bancos diminui, o crédito fica mais acessível e os investimentos pagam menos. Contudo, o consumo se eleva e a inflação, também.

CDI

Outro indicador importante para saber se um investimento vale a pena é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), uma taxa usada pelos bancos para transações de empréstimo entre eles. 

Como as instituições financeiras não podem terminar o dia com o caixa negativo, a determinação do Banco Central os obriga a realizar empréstimos entre si com o CDI como indexador.

Mas além do empréstimo entre os bancos, o CDI também é usado em transações como empréstimos realizados aos bancos por meio do CDB, por exemplo. Se você já viu um CDB com 110% do CDI, isso significa que a rentabilidade será o valor dessa taxa com 10%.

Vale saber que o CDI é um indexador atrelado à Selic, representando uma alíquota muito próxima e variando com ela. De fato, CDI e Selic ficam em torno de 0,10% de diferença, com o CDI sendo abaixo da Selic.

Ou seja, quando olhamos para 100% das taxas, elas são semelhantes. Já em casos como CDBs de 110% do CDI e Tesouro Selic 2024 (Selic + 0,11%), é necessário usar calculadoras como a da Rico Investimentos para saber qual dos investimentos vale mais a pena.

>>> Leia também: O que é CDI? Veja como funcionam os investimentos atrelados a ele!

5º passo – Busque conhecimento

Deixamos o melhor e mais importante passo para saber se um investimento vale a pena para o final, então atenção!

Todas as informações que trouxemos acima são um ponto de partida que podem evoluir com o conhecimento. Se você quer saber com mais facilidade quais são os indicadores de risco de investimentos, nossa dica é dedicar tempo para aprender sobre finanças pessoais e como cuidar do seu patrimônio.

Veja como nossos cursos da Escola de Investimentos da XPeed podem te ajudar a identificar oportunidades e riscos para você superar desafios e se tornar um melhor investidor!

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Características do CDB: 5 pontos para se atentar nesse investimento

Você sabia que o CDB (Certificado de Depósito Bancário) é o segundo investimento mais popular entre os brasileiros? 

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os CDBs fazem parte de 17,2% dos portfólios, perdendo apenas para a poupança (36,9%). E um dos motivos da popularidade do CDB são suas características.

Continue a leitura e entenda como funciona o CDB e por quê esse investimento está se tornando cada vez mais popular entre os brasileiros.

O que é CDB?

O CDB é uma opção de investimento de renda fixa em que as pessoas emprestam parte do seu patrimônio para um banco, que, após um período, devolve o empréstimo com juros

Neste contexto, é válido enfatizar que os juros pagos ao investidor, a liquidez e a data de vencimento do título são definidas no momento da aplicação.

Quais são as principais características do CDB?

Os CDBs possuem características parecidas com as de outros produtos de renda fixa, mas que devem ser conhecidas para melhor compreensão da aplicação. Entenda aqui todos os detalhes desse tipo:

Rentabilidade 

Um dos principais pontos de atenção ao escolher um CDB são os diferentes tipos de rentabilidade que eles podem ter nas principais corretoras do País. Seu rendimento pode ser:

  • pré-fixado: taxa de juros é definida na contratação, garantindo o retorno do investimento independentemente da variação do mercado. Exemplo: 4%;
  • pós-fixado: escolhe-se o indicador que será usado como referência para a rentabilidade, como CDI e IPCA, mas não se sabe o valor em reais que será recebido até o vencimento do título. Exemplo: 150% do CDI;
  • híbrido: une as rentabilidades anteriores, apresentando uma parte do retorno a partir de uma taxa prefixada e outra que variará de acordo com algum índice. Exemplo: IPCA + 2%.

Liquidez

Para entender como funciona o CDB, também é necessário compreender as suas diferentes categorias de liquidez, as quais, hoje, são disponibilizados assim:

  • diária: se o investidor tem a liquidez e a segurança como prioridade, essa aplicação pode ser a ideal. Nela, o risco é mais baixo e a devolução do dinheiro é mais rápida;
  • vencimento: para quem opta por mais rentabilidade, os CDBs de longo prazo são a melhor opção. Isso porque nele os recursos ficam aplicados por meses ou anos.

Segurança

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a segurança e o desejo de evitar a possibilidade de perda financeira são as razões mais citadas pelos brasileiros para justificar o investimento na poupança.

Mas o que muitos não sabem é que existem vários outros títulos que oferecem a mesma segurança da poupança com um maior rendimento. Dentre os investimentos que valem ser citados, estão:

E um dos responsáveis por essa segurança é o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), cujo objetivo é proteger investidores prejudicados por instituições financeiras que tiveram problemas, como a declaração de falência. 

Ele protege cada pessoa em até R$ 250.000 por instituição e por CPF, com o limite máximo de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Se os juros rendidos no investimento estiverem dentro do teto do Fundo, eles também estão garantidos.

Ou seja, se você investiu R$ 150.000 em títulos de renda fixa em uma corretora de investimentos e eles cresceram para R$ 165.000, todo o valor está coberto pelo Fundo.

E quer saber a melhor parte? O FGC não é a única “rede de segurança” da sua aplicação. A CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados) reforça essa segurança e eficiência das negociações de títulos por centralizar e digitalizar essas operações.

Isso significa que quando um banco emite um CDB, a CETIP registra e protege esse título para que os investidores resgatem valores com o valor correto e dentro do prazo. E caso o banco ou a corretora quebre, ela facilitará o reembolso pelo FGC.

Se ainda assim você não se sente seguro em deixar a poupança de lado, esse vídeo da série Investimento às Claras o ajudará a ter mais confiança nesse processo:

Valores 

Uma característica do CDB que pode causar confusão nas pessoas é o valor mínimo para aplicação, que pode variar entre títulos. A resposta é que o valor mínimo depende da proposta de cada contrato, baseando-se no prazo de vencimento e taxa de retorno.

Entretanto, os investimentos com aplicação de mais de R$ 1.000 são os que costumam oferecer melhores retornos financeiros.

Imposto de Renda

Uma importante característica sobre o Certificado de Depósito Bancário é que o rendimento desse título de renda fixa é tributável. Esse imposto, retido na fonte no vencimento da aplicação ou no seu resgate, pode variar de acordo com o tempo da aplicação.

A tabela de alíquotas regressiva do IR sobre investimentos é a seguinte:

Aplicações de até 180 dias 22,5%
Aplicações entre 181 e 360 dias 20%
Aplicações entre 361 e 720 dias 17,5%
Aplicações maiores do que 721 dias 15%

 

Em investimentos com menos de 30 dias, também será cobrado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em cima do rendimento obtido. Para o IOF, a tabela regressiva de alíquota é: 

Dias após aplicação Alíquota Dias após aplicação Alíquota
1 96% 16 46%
2 93% 17 43%
3 90% 18 40%
4 86% 19 36%
5 83% 20 33%
6 80% 21 30%
7 76% 22 26%
8 73% 23 23%
9 70% 24 20%
10 66% 25 16%
11 63% 26 13%
12 60% 27 10%
13 56% 28 6%
14 53% 29 3%
15 50% 30 0%

 

>>>  Leia também: Guia prático: como declarar aplicação em renda fixa no IR?

Entendeu como funciona o CDB?

Esperamos que ao ler todas as características dos CDBs, você tenha compreendido o funcionamento desse relevante título de renda fixa. 

Mas essa não é a única opção que pode maximizar seu patrimônio sem deixar a segurança de lado – e nós temos o curso ideal para lhe ensinar tudo sobre esse assunto.

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Como saber o valor da restituição do Imposto de Renda? Passo a passo detalhado!

A restituição do Imposto de Renda, que acontece quando o contribuinte paga mais impostos do que deveria ao longo do ano, é uma ótima possibilidade de investimento para quem busca realizar metas e sonhos que dependem de dinheiro. 

Apesar de muitos saberem que receberão uma quantia da Receita Federal ao longo do ano, é natural que existam dúvidas sobre como saber o valor de restituição do Imposto de Renda. 

É o seu caso? Então, siga com sua leitura, por explicaremos tudo neste artigo! 

O que é a restituição do Imposto de Renda?

Como já explicamos acima, a restituição é a devolução de valores adicionais pagos ao declarar o Imposto de Renda. Ela costuma acontecer por causa das deduções, quantias que, quando declaradas, podem aumentar a restituição.

Dentre os gastos que podem ser abatidos da base de cálculo do IR estão a declaração de dependentes, de despesas médicas e gastos relacionados à educação.

De acordo com a Receita Federal, “o valor da restituição do IRPF é atualizado pela taxa Selic, acumulada a partir do mês seguinte ao prazo final de entrega da declaração até o mês anterior ao pagamento, mais 1% no mês do depósito”. 

O órgão também afirma que ao ser encaminhado ao banco, o “valor da restituição não sofrerá atualizações, independentemente da data em que o contribuinte receba a restituição”.

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Quando acontece a restituição do IR?

Além de entendermos como saber o valor de restituição do Imposto de Renda, também é válido saber a data em que o pagamento será realizado. Os lotes de restituição do IR são entre os meses de maio e setembro. Entretanto, as datas exatas podem ser conferidas no site da Receita Federal.

O primeiro lote é reservado para pessoas com prioridade na restituição, como:

  • contribuintes com 60 anos ou mais;
  • portadores de deficiências graves;
  • professores.

Após os pagamentos realizados a esses grupos, a restituição segue a ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda. Isso significa que quanto mais cedo a declaração for enviada, maior será a chance de receber o dinheiro de eventual imposto a restituir nos primeiros lotes.

No site da Receita Federal é possível saber se sua declaração já foi processada e em qual dos lotes o pagamento será realizado. Para se informar, basta acessar a Consulta Restituição e preencher os dados solicitados para conferir a situação do seu Imposto.

Também é possível receber um aviso do pagamento da restituição no seu celular com o aplicativo Pessoa Física. Após logar no app, marque a declaração desejada clicando sobre a estrela. 

Segundo a Receita Federal, quando a restituição for enviada para a conta informada na declaração, o dispositivo receberá o alerta: “Restituição enviada para o banco”.

Como saber o valor de restituição do Imposto de Renda?

Existem duas maneiras diferentes de saber o valor de restituição do Imposto de Renda, que abordamos em mais detalhes abaixo.

Durante o preenchimento da declaração do IR

Após preencher toda a declaração, é necessário escolher qual modelo será enviado para avaliação: o simplificado ou o completo. 

Simplificado

Recomendado para quem não possui dependentes ou altas deduções do IR, o modelo simplificado considera um abatimento único de 20% sobre o cálculo do imposto – com um limite de até R$ 16.154,34.

Completo

Já o modelo completo é a melhor opção para quem possui altos gastos dedutíveis legais, como dependentes, educação e saúde. 

O limite de dedução por dependente é de R$ 1.889,64 e de educação, R$ 2.958,23. O de empregados domésticos é limitado a um empregado, com um desconto de R$ 866,60. Já as despesas médicas não possuem um valor limite.

Ao abrir a área “opção pela tributação”, você encontrará ambos modelos de declaração. Se você encontrar nesse box o resultado “Imposto a restituir”, este é o valor que será devolvido na conta bancária indicada na declaração. 

Após a declaração do IR

Mas e como consultar a restituição após ter concluído a declaração? Esse processo de consulta é composto por quatro passos simples, que listamos abaixo:

  • 1º passo – crie seu login no Portal e-CAC – Central Virtual de Atendimento;
  • 2º passo – acesse sua conta;
  • 3º passo – clique em “Declarações e Demonstrativos” e, depois, em “Meu Imposto de Renda (Extrato DIRPF)”;
  • 4º passo – clique em “Extrato de Processamento”, selecione o ano desejado e confira as principais informações sobre a declaração, como o valor de restituição do IR.

O que fazer com o dinheiro recebido do IR?

Além de saber o valor de restituição de IR, é igualmente importante avaliar o propósito que essa quantia ganhará. Para determinar o que fazer com o dinheiro, vale analisar:

  • seu perfil de investidor;
  • suas metas de curto, médio e longo prazo;
  • seu orçamento financeiro;
  • o valor economizado na sua reserva de emergências;
  • dívidas em aberto com credores.

Com uma análise desses pontos, você provavelmente entenderá qual o melhor destino dessa quantia. Se você quiser ajuda para tomar a melhor decisão, esse vídeo do Thiago Godoy pode ajudá-lo:

Se você decidiu investir esse dinheiro, mesmo no curto prazo, existem várias opções de títulos e ativos que lhe ajudarão a maximizar essa quantia.

Renda fixa

Se suas metas são de curto ou médio prazo, ou seu perfil de investidor é conservador ou moderado, os títulos de renda fixa são uma ótima opção a ser considerada. Dentre as possibilidades nessa modalidade de investimento estão:

  • Tesouro Direto: compra de títulos públicos federais para financiar as atividades do governo em áreas como saúde, educação, segurança, entre outras. É considerado um dos tipos de título de renda fixa mais seguros, pois possui a proteção do Tesouro Nacional;
  • CDB: os Certificados de Depósitos Bancários são papéis emitidos por bancos e corretoras, a fim de financiar as suas atividades financeiras. Em troca, o investidor recebe sua remuneração em forma de juros, no vencimento do título;
  • LCI e LCA: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos por instituições financeiras com foco no financiamento das atividades dos respectivos setores. A grande vantagem desse investimento é a isenção do Imposto de Renda (IR).

>>> Leia também: Guia definitivo: o que é renda fixa? Lucre com baixo risco!

Renda variável

Essa modalidade de rendimento é sugerida para quem possui metas de médio a longo prazo, ou cujo perfil é moderado ou arrojado. Algumas sugestões de renda variável são:

  • Ações: o capital das empresas é dividido em pequenas partes, onde cada uma delas representa uma ação. Ao comprar uma ação, a pessoa se se torna sócio da companhia e, por isso, pode compartilhar os lucros que a empresa obtém;
  • Fundos Imobiliários (FIIs): reúne interessados em investir em conjunto no mercado imobiliário. O gestor desse Fundo de Investimento aplicará o dinheiro em empreendimentos imobiliários, como shoppings, hospitais e prédios.

>>> Vale conferir: Renda variável: o que é, títulos mais populares e vantagens

Está pronto para maximizar seu patrimônio?

Esperamos que com esse conteúdo você tenha entendido como saber o valor de restituição do Imposto de Renda e o que fazer com a quantia recebida. Afinal, nossa equipe trabalha para oferecer a ajuda necessária para  aproximá-lo dos seus sonhos.

Se você quer aprender mais conosco, a trilha Faculdade XP lhe mostra qual é a jornada de aprendizado ideal para o seu perfil. Você pode se surpreender com os próximos passos, até mesmo passando da renda fixa para a renda variável. Vamos nessa?

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Bolsa Madrid: tudo sobre a Bolsa de Valores da Espanha

O conhecimento sobre a economia de outros países é parte importante na formação de um bom investidor. A Bolsa de Madrid, por exemplo, é considerada uma das maiores da Europa e uma das mais antigas do mundo. A principal Bolsa de Valores da Espanha possui um papel crucial na economia do mundo, pois o país tem uma das maiores concentrações de dinheiro do continente. Com isso, qualquer instabilidade no índice pode impactar em outras economias. 

Com tanta importância, muitos investidores olham com atenção para a bolsa espanhola. E você sabia que é possível investir por lá mesmo estando no Brasil? Essa é, inclusive, uma boa estratégia para diversificar a sua carteira. Para ajudar a entender mais sobre o assunto, separamos neste texto tudo o que você precisa saber.  

A bolsa Madrid

Fundada em 1831, as primeiras empresas que iniciaram as negociações eram dos ramos de ferrovia, siderurgia e bancário. Para se ter uma ideia de como o mercado evoluiu, naquela época os pregões duravam apenas 3 horas e contavam com somente 5 agentes de câmbio. Desde então, evoluiu muito, mesmo com a sua paralisação entre 1936 e 1940 devido à Guerra Civil Espanhola. 

Com a evolução da tecnologia, a partir de 1993 os pregões passaram a ser 100% eletrônicos, deixando para trás os tradicionais telefones para fazer as negociações.  

Apesar de Madrid ser o principal índice do país, a Espanha conta com outras 3 bolsas: Barcelona, Bilbao e Valência. 

Localizado no coração da cidade, o Palácio de La Bolsa de Madrid é um edifício histórico com uma construção clássica datada do século XIX. 

>>> Uma das premissas de um bom investidor é saber diversificar suas aplicações. Para saber como fazer isso da melhor forma, a Faculdade XP oferece o curso “Diversificação de Carteira e Gerenciamento de Risco”. Desenvolva competências avançadas para diversificar sua carteira de investimentos. Aprenda desde cálculo de risco e retorno até gestão de risco. Clique na imagem abaixo e faça a sua inscrição agora mesmo:Campanha de um combo de cursos online sobre "Diversificar Carteira de Investimentos" da Faculdade XP School.

Índice IBEX 35

Assim como a Bolsa de Valores brasileira, que tem como índice o Ibovespa, a principal referência espanhola é o IBEX 35. É com ele que o desempenho geral do mercado é analisado. O índice foi criado em meados de 1992 e é composto pelas 35 principais companhias do país listadas na bolsa espanhola. Ele inclui não apenas as empresas da operação de Madri, mas junta as demais bolsas espanholas. 

Ao olhar para este índice, os investidores podem analisar e acompanhar o desempenho do mercado espanhol diariamente. É um excelente termômetro para saber os rumos da economia local. Portanto, se você pensa em investir nas empresas do país, essa é a principal referência da economia local. 

Essas 35 companhias que fazem parte do índice são responsáveis por cerca de 90% do volume negociado. Daí a importância dessa referência. Entre os anos 2000 e 2007, o IBEX 35 apresentou um dos melhores desempenhos entre as bolsas mundiais. Isso porque as empresas espanholas apresentaram um grande crescimento. 

>>> Mesmo no caso de aplicações internacionais, todo investidor precisa saber como fazer a avaliação de empresas. Sabendo disso, a Faculdade XP oferece o curso “Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa”. Conheça os indicadores mais usados pelos analistas para entender o mercado e ter sucesso na sua jornada. Faça já a sua inscrição clicando na imagem abaixo: 

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Ações negociadas na bolsa da Espanha

Com um volume médio diário na casa dos 200 milhões, há diversas empresas importantes listadas na bolsa de Madrid e com valuation atrativo. Embora não pareça, as companhias pertencem a diferentes nichos, com setores variados da economia. Confira a seguir uma lista com algumas:

  • Santander
  • Mapfre
  • Repsol
  • Telefonica
  • BBVA
  • Banco Bilbao
  • Amadeus
  • Gamesa
  • Iberdrola
  • Endesa
  • Aena
  • Nica

Como é possível ver, há diversas empresas grandes no mercado espanhol de renda variável. Se você tem interesse em fazer algum tipo de investimento em uma delas, confira a seguir as opções disponíveis e como fazer aplicações internacionais. 

Como investir em ações na Espanha

Há diversas formas de investir em ações internacionais. Com o mercado espanhol isso não é diferente. Uma das maneiras mais fáceis é aplicar em ETFs, ou seja, cotas de fundo de índices atreladas ao IBEX 35. Vale ressaltar que, aqui, você está fazendo um investimento conectado diretamente com o índice espanhol, não com uma ação em específico. Com isso, o resultado deve variar de acordo com a economia espanhola como um todo. Essa negociação pode ser feita diretamente pela Bolsa de Valores brasileira. 

Uma outra opção para aplicar o seu dinheiro é comprar BDRs, que nada mais são que certificados representativos de empresas gringas. Aqui, diferentemente dos ETFs, você estará investindo em fundos que aplicam exclusivamente em companhias espanholas. Com isso, o resultado estará diretamente ligado ao desempenho das empresas. Por isso, vale estudar a fundo em quais empresas esse fundo está aplicando. 

Uma outra alternativa é o investimento direto no mercado espanhol. Porém, para isso você terá que abrir uma conta em uma corretora espanhola. Depois disso, deve fazer a transferência de valores. Importante ressaltar que há taxas cobradas, como o IOF, algo que pode impactar diretamente no resultado das aplicações. Portanto, todo cuidado é pouco. Fique de olho nos custos para não comprometer seus rendimentos. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a Bolsa de Madrid, que tal aprimorar seus conhecimentos em investimentos? Com o curso “Valuation: Avaliação de Empresas e Ações” você aprenderá o método de avaliação relativa e de avaliação por múltiplos. Descubra os aspectos que fazem com que uma empresa tenha mais valor que outra. Clique na imagem abaixo e faça já a sua inscrição! 

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O que é a simulação de Monte Carlo? Entenda como ela funciona nos investimentos

Ser um investidor de sucesso requer muito estudo e dedicação. É preciso entender como funcionam as oscilações do mercado e como ele é afetado.

Para elaborar a melhor estratégia para suas aplicações em ativos, investidores e traders utilizam diversas ferramentas. Uma delas é a simulação de Monte Carlo.

Também chamada de método Monte Carlo, ela é muito utilizada como uma ferramenta de análise das probabilidades do mercado. Ou seja, aplicando a metodologia corretamente, o investidor tem mais embasamento para montar sua estratégia e minimizar os riscos.

Ficou curioso? Não precisa mais ficar!

Preparamos um conteúdo completo para você entender tudo sobre o que é simulação de Monte Carlo. Ao fim da leitura você terá aprendido sobre os tópicos abaixo.

  • O que é a simulação de Monte Carlo?;
  • Qual a importância da simulação de Monte Carlo?;
  • Criando uma simulação de Monte Carlo no Excel.

Boa leitura!

O que é a simulação de Monte Carlo?

Antes de qualquer coisa, é importante citar que o método Monte Carlo, ou MMC, não é algo novo. Há registros de sua referência, por exemplo, no final do século XIX.

No entanto, ele ficou mais famoso durante a Segunda Guerra Mundial, nos cálculos matemáticos para a construção de bombas atômicas. Mas, porque o método passou a ser utilizado nos investimentos?

Para explicar de uma maneira mais simples, a simulação de Monte Carlo tem como função analisar os resultados futuros de eventos feitos no presente. Trata-se de uma estratégia  perfeita para verificar as possibilidades de rentabilidade e prejuízo no mercado de opções.

Neste tipo de mercado, o investidor ou especulador está negociando uma venda ou compra de um ativo futuro. Ou seja, é preciso avaliar bastante qual o melhor preço do ativo para ser negociado no presente e que tenha uma boa rentabilidade no futuro.

Além das análises de riscos e projeções de ativos, o método Monte Carlo pode ser utilizado em outras situações. São elas:

  • computação gráfica;
  • gestão logística;
  • estudos geológicos;
  • viabilidade econômica para diferentes tipos de projetos.

Mas, se o seu interesse no uso da simulação de Monte Carlo for exclusivamente para análise e projeções de ativos, continue por aqui para entender tudo!

>>> O MMC é muito utilizado no mercado de opções, e a Faculdade XP School pode te ajudar a lucrar nesse mercado. Clique no banner abaixo e comece agora mesmo sua trajetória de sucesso!

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Qual a importância da simulação de Monte Carlo?

Até aqui você já entendeu o que é simulação de Monte Carlo e onde o método pode ser usado. Mas, você sabe qual a importância da sua utilização?

Imagine a seguinte situação:

Joana quer viajar para Recife em fevereiro, mas tem dúvidas se o tempo estará bom para aproveitar por muitos dias as praias. Para ir com mais confiança, ela decide analisar as médias de temperatura para o mês em outros anos. Assim ela consegue calcular qual a probabilidade de ter mais dias de sol do que de chuva no período analisado.

Percebeu que ela fez uma análise de risco para se precaver de possíveis chuvas? O mesmo acontece ao realizar a simulação de Monte Carlo nos seus investimentos. Afinal, a maior importância de se utilizar o método é para ter mais confiança no onde e quando investir.

Análise de risco nos investimentos

Assim como Joana, você pode estar se perguntando: qual a probabilidade de fazer sol (retorno positivo) ou chuva (prejuízo) nos meus investimentos? Realizar uma análise de risco é a melhor maneira de se precaver.

Entrar no mundo dos investimentos tem se tornado cada vez mais fácil. No entanto, ainda é necessário se ter em mente que existem riscos, assim como vantagens.

Os principais tipos de riscos que você vai encontrar no mundo dos investimentos, são:

  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco de crédito.

Para que a análise seja bem feita é preciso entender quais riscos seu investimento é afetado. Por exemplo, ações e alguns fundos de investimentos são afetados pelo risco de mercado e de liquidez. Já as debêntures, CRIs e CRAs têm um maior potencial para o risco de crédito.

Feita essa primeira análise é hora de aplicar a simulação de Monte Carlo. Com a ferramenta, será possível avaliar todos os potenciais riscos da aplicação, em números.

Criando uma simulação de Monte Carlo no Excel

Entender quais são os tipos de riscos que podem afetar seus investimentos é parte primordial para montar os parâmetros para o MMC funcionar. Existem diversos softwares para realizar o método Monte Carlo, um dos mais acessíveis e comuns é o Excel.

Confira o passo a passo para fazer uma simulação de Monte Carlo no Excel.

1 – Coloque os dados já existentes

Para analisar a probabilidade de algo futuro é preciso antes ver como esse algo se comporta no presente. Por exemplo, caso você queira saber se as oscilações do mercado estarão a seu favor é preciso verificar como está o andamento delas.

Portanto, o primeiro passo para preencher a planilha no Excel é colocar o período que quer verificar a oscilação do Ibovespa. Em seguida, coloque os números referentes a variação.

simulação de monte carlo
Imagem: Youtube – Prof.Dr. Marco Antonio Leonel Caetano

2- Insira o gráfico dos valores no Excel

Com os números da variação na planilha, é hora de criar um gráfico para visualizar as oscilações. Tendo o gráfico, crie uma outra coluna no Excel para colocar os dados da linha de tendência, em números.

Esses dados são disponibilizados através da equação do gráfico. Para encontrá-la, basta clicar com o botão direito sobre um ponto do gráfico, escolher a opção “linha de tendência” e, em seguida, marcar “exibir equação do gráfico”.

Tendo essas informações é possível analisar o desvio padrão da reta. Importante também colocá-lo na planilha.

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Imagem: Youtube – Prof.Dr. Marco Antonio Leonel Caetano

3- Aplique a simulação de Monte Carlo

Tendo todos os dados, já é possível adicionar a equação para o MMC acontecer. Em todo caso você deverá montá-la na seguinte ordem:

=Célula de equação da reta +(-2*desvio padrão+4*desvio padrão*ALEATORIO())

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Imagem: Youtube – Prof.Dr. Marco Antonio Leonel Caetano

Vale lembrar que você pode fazer várias simulações para ter um grau de confiabilidade maior. A probabilidade otimista e pessimista deverá ser calculada em cima dos últimos valores de cada simulação.

Não entendeu por completo como fazer a simulação de Monte Carlo no Excel? Fique tranquilo e confira o passo a passo na prática no vídeo abaixo. Aperte o play!

O Excel é um grande aliado para quem está no mundo dos investimentos e das finanças. Além da simulação de Monte Carlo, ele pode ser utilizado para outros tipos de análises.

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