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WBS (Work Breakdown Structure): como aplicar essa estrutura analítica em seus projetos

Fazer a gestão de projetos não é uma tarefa fácil. O fluxo de atividades muitas vezes é alto e organizá-lo é um grande desafio. Por isso, é preciso que o profissional responsável por ligar os pontos seja extremamente organizado. Além disso, ele precisa utilizar ferramentas e técnicas que possam ajudar ao longo do processo. E uma das mais usadas pelos profissionais é a Work Breakdown Structure, ou WBS. Mas você sabe o que é isso?

Neste artigo separamos as principais informações sobre o tema. Aqui você vai entender o conceito dessa técnica, como ela foi desenvolvida, para que serve, seus principais benefícios, desvantagens, além dos principais tipos e as diferenças para um cronograma. Se é isso que procura, então aproveite o texto e boa leitura!

O que é WBS?

Na tradução para o português, o termo Work Breakdown Structure significa Estrutura Analítica de Projeto. Entre os profissionais, também é chamada de EAP. Ela nada mais é do que uma ferramenta utilizada para facilitar o desenvolvimento de um projeto. O principal objetivo é ajudar na organização do trabalho, simplificando etapas e tarefas. Com isso, todas as áreas envolvidas conseguem absorver, de forma clara, o que devem executar.  

Como o WBS foi desenvolvido?

O WBS foi desenvolvido em árvore exaustiva, ou seja, com o intuito de facilitar a hierarquia dos processos. Dessa forma, os projetos ganham agilidade, com uma organização conjunta, envolvendo e interligando todas as áreas necessárias, sejam aquelas com especificações mais gerais ou aquelas mais específicas.   

Para que serve o work breakdown structure?

O WBS talvez seja uma das ferramentas mais importantes dentro das empresas. Ele é essencial para que o gerenciamento de projetos funcione de forma simples e clara. Afinal, ele facilita a comunicação entre os stakeholders da companhia e estabelece, de forma clara, o escopo de cada tarefa. 

Por conta disso, o WBS precisa ser o mais completo e detalhado possível. Mas vale ressaltar que, apesar disso, ele também não pode ser extenso. Isso porque uma quantidade grande de informações pode aumentar a complexidade e o entendimento do projeto. 

Principais benefícios do WBS

A implementação do work breakdown structure pode trazer uma série de benefícios aos projetos das empresas. É uma importante ferramenta na estratégia de metodologia ágil aplicada nas equipes. A seguir, separamos as principais vantagens do EAP: 

  • Facilita a comunicação entre o gestor de projetos e todos os stakeholders;
  • Esclarece detalhes e orienta as equipes para os objetivos de cada etapa;
  • Identifica e estabelece responsáveis em cada uma das fases do projeto;
  • Permite estimar o esforço, o custo e a duração de todo o programa;
  • Possibilita fazer a gestão de riscos em projetos;
  • Delimita claramente as tarefas esperadas e os responsáveis por cada uma;

E as desvantagens que uma estrutura analítica de projeto pode ter?

Há uma linha tênue que precisa ser levada em consideração ao implementar o WBS na empresa e que pode se tornar uma desvantagem no dia a dia. Como o objetivo dessa ferramenta é facilitar o trabalho de todas as áreas, caso ela não seja suficientemente clara, pode trazer, na verdade, mais burocracia para os times. 

Por isso, o ideal é entender com cada um das equipes como elas podem entregar suas tarefas de forma mais eficiente, sem que os detalhes dificultem a execução dos jobs. A conexão com outros times deve ser direta e todos os problemas encontrados ao longo do processo devem ser informados. Afinal, nem tudo pode sair conforme o planejado. 

Tipos de WBS 

Quem desenvolve um projeto de WBS precisa ficar de olho em três diferentes tipos de estrutura. Eles são essenciais na fase de planejamento e o profissional pode incluir esses steps na Declaração de Escopo, que precisa estar presente no desenvolvimento de todo o projeto. Confira a seguir quais são eles e para que servem: 

WBS por fases

Nessa etapa, o profissional deve considerar as fases do ciclo de vida de um projeto. Uma das principais vantagens dessa fase é que ela oferece uma visão cronológica do planejamento que você está pensando para o projeto. Além disso, é aqui que o entendimento de pessoas leigas é facilitado, bem como o gerenciamento das atividades.

WBS por entregas

Assim como o próprio nome diz, essa fase mostra de forma mais clara as entregas que compõem o projeto. Uma das vantagens é que ela facilita a discussão de caminhos alternativos, fazendo com que muitas áreas participem do processo de decisão dentro do projeto. Além disso, os riscos técnicos também são levados em consideração. A desvantagem, nesse caso, é que não oferece visão cronológica de todo o processo. 

WBS por equipes

Nesse tipo de projeto é possível visualizar o trabalho a partir das equipes envolvidas nas etapas. É uma ótima fase para fazer alinhamentos entre os times, definindo, assim, as diferentes responsabilidades que compõem a estratégia do projeto. Quando olhamos para os desafios, podemos citar que, nesta etapa, não é possível visualizar a cronologia, nem a organização das entregas. 

Qual a diferença entre um WBS e um cronograma?

Conforme falamos antes, um WBS é uma composição de trabalhos de um projeto e que facilita a visualização das entregas dos envolvidos. Porém, vale ressaltar que a WBS não mostra as atividades como um todo, somente pacotes de trabalho agrupados, sem individualizar a função de X ou Y. Para isso, existe o cronograma. Mas você sabe a diferença entre eles? E os prós e contras? Mostraremos tudo isso a seguir:  

Prós e contras

WBS

Uma das principais vantagens da WBS é que você consegue estabelecer regras e critérios específicos para cada etapa de um projeto, deixando claro para todas as áreas envolvidas o que se espera de cada uma delas. Porém, uma das desvantagens é que você mostra somente o projeto de forma geral, sem conseguir especificar algumas necessidades específicas de áreas que estão relacionadas. 

Cronograma

Um dos principais benefícios de um cronograma é que os envolvidos conseguem focar nas atividades, aumentando, assim, a produtividade das equipes. Além disso, os envolvidos conseguem prever gastos e antecipar falhas. Por fim, podemos dizer que o cronograma também tem como ponto positivo um mapeamento total das atividades. Assim, é possível saber o que está atrasado e o que está adiantado, ajustando o cronograma sempre que necessário. 

Importância da work breakdown structure para um projeto 

Uma das principais vantagens da WBS em um projeto é que ela ajuda a identificar riscos em um programa completo. Além disso, é possível ainda saber quais são os papéis esperados pelos stakeholders no plano estratégico e no de comunicação. 

A WBS também conta com importância fundamental na gestão do escopo projetado, bem como o controle das mudanças e a gestão de cronogramas. No final das contas, é uma parte fundamental no planejamento de qualquer projeto dentro das empresas. 

Como aplicar a WBS no dia a dia de uma empresa?

Se você deseja aplicar a WBS no seu dia a dia, precisa levar em conta os principais objetivos em questão. Separamos, a seguir, algumas dicas essenciais: 

Decomposição

Ao decompor o trabalho, é possível fazer com que o nível dos pacotes seja suficientemente complexo. Esse tipo de circunstância poderá fazer com que as atividades possam ser controladas. Aplicando, assim, 100% do planejamento definido no projeto. 

Ações x Entregas

As entregas do trabalho devem ser tangíveis, ou seja, que tenham execução prática e factíveis de serem realizadas. É preciso envolver todas as partes do projeto, sejam por meio de relatórios, reuniões, produtos, entre outros. 

Visualização

Os níveis de projeto precisam ser facilmente visualizados. É preciso garantir uma ordem fácil de visão, podendo agilizar a customização das necessidades de um determinado projeto. Aqui, a facilidade na hierarquização das informações é um dos principais objetivos.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre Work Breakdown Structure, que tal melhorar ainda mais os seus conhecimentos? Aqui na Faculdade XP você encontra cursos especiais, como essa pós-graduação em Gestão Ágil de Produto. Trabalhe com a estratégia organizacional, regendo estampas do ciclo de produto. Por meio de um estudo imersivo você poderá combinar metodologias ágeis práticas lean e técnicas relacionadas. Saiba mais aqui e faça já sua inscrição;   

Planejamento estratégico: aprenda a colocar suas estratégias em prática [GUIA 2023]

Se você deseja criar uma visão a médio e longo prazo para o seu negócio e, ainda, alcançar todos os objetivos da sua empresa, então precisa de um planejamento estratégico.

Ter um planejamento ideal e bem feito é o que permite que o negócio se mantenha organizado e, assim, tenha processos eficientes para alcançar diferenciais competitivos. No entanto, na hora de fazer o planejamento estratégico, muitas empresas e empreendedores não usam a ferramenta da maneira correta.

Por isso, criamos um material bem completo e robusto para te ajudar a construir o seu planejamento estratégico e ver o caminho que deverá percorrer para alcançar os seus sonhos e os objetivos para seu negócio.

Pronto para aprender? Siga a leitura!

O que é planejamento estratégico?

Em suma, o planejamento estratégico é uma ferramenta que permite que a empresa defina o melhor caminho a ser seguido pela mesma. Envolvendo, de fato, desde o momento de definição de metas e KPIs, até as decisões tomadas e disposição dos recursos da empresa no período planejado.

É uma ação que deve ser feita em qualquer negócio. Além de fazer com que as ações sejam ainda mais efetivas e permitirem o atingimento do sucesso do negócio, o planejamento estratégico é essencial para toda e qualquer empresa que quer crescer e alcançar os seus objetivos.

Além disso, é importante ressaltar que o planejamento precisa envolver todas as equipes e níveis do negócio, já que, para que ele funcione, os líderes precisam estar altamente comprometidos e os times muito engajados e focados no mesmo propósito.

Para que serve o planejamento estratégico?

Conquistar sucesso empresarial sem nenhum tipo de planejamento? Se estivéssemos falando sobre mitos, esse com certeza seria um dos grandes.

Alcançar objetivos sem planejar é extremamente difícil já que, muito provavelmente, a empresa ficará perdida, sem saber onde quer chegar e como chegar. O planejamento estratégico, por sua vez, facilita esse trajeto ao descobrir qual o melhor caminho a seguir para conquistar os seus objetivos empresariais.

Além disso, ele auxilia no engajamento de equipes, fazendo com que todas elas trabalhem focadas em um objetivo em comum.

Essa ferramenta é mais do que um documento: ele faz com que a empresa corra para o crescimento mantendo a sua identidade ao longo do trajeto, visto que, a cultura organizacional é considerada na hora da criação do planejamento.

Qual a importância do planejamento estratégico no mundo corporativo?

Como supracitado, o planejamento estratégico funciona como um guia para que as ações que deverão ser realizadas estejam em conexão ao propósito organizacional, ou seja, ele pensa em atividades do presente considerando o seu impacto no futuro.

Por isso, é importante ter um mindset de crescimento. Ele é essencial para o ambiente corporativo, visto que, com um bom planejamento estratégico, profissionais conseguem observar facilmente desvios de rota quando erros e problemas são encontrados, evitando a consequência de danos ao processo na empresa e no caminho em direção ao alcance de meta.

Assim, o corporativo auxilia a empresa no que concerne a administração do tempo, recursos e manutenção do propósito.

Benefícios de criar um planejamento estratégico para o seu negócio

Você já percebeu, lendo o texto, que o planejamento estratégico é sinônimo de benefícios e vantagens. Por isso, nós resolvemos comprimir alguns dos melhores benefícios dessa ferramenta para que você a conheça intimamente. São eles:

Maior organização

Com o planejamento estratégico você tem uma visão mais clara e concreta dos seus objetivos, além de, depois de planejados, passam a ser mais definidos. Ou seja, saem da teoria e se transformam em ações práticas.

Maior assertividade

Ele também estimula a agilidade e tomada de decisões, já que sabe, de forma clara, onde a empresa se localiza, em termos de negócio, e onde quer chegar.

Priorização de tarefas

Priorização de tarefas é essencial. Mas para fazer isso é preciso contar com um bom cronograma das principais ações que serão feitas, logo, você não perde tempo com alguma ação que pode ser revolvida em um segundo momento.

Aumento da produtividade

Cada time ou melhor, cada pessoa da empresa, sabe exatamente o que fazer e isso faz com que o trabalho seja mais produtivo. Essa ação acontece porque cada profissional trabalha com foco no que é realmente relevante para a empresa, sem focar em distrações ou desvios.

Otimização de orçamento

Alinhado com o tópico acima, se um time é mais produtivo, é muito provável que ele traga economias para a empresa, visto que, muitas das entregas serão feitas de maneira mais rápida e com maior qualidade, além de evitar erros de procedimentos, já que a equipe está focada nas suas responsabilidades e ações.

Equipe discutindo objetivos do planejamento estratégico
Traçar as metas e objetivos é fundamental no planejamento estratégico e deve envolver toda a equipe.

Passo a passo para criar um planejamento estratégico de sucesso

Para criar um planejamento estratégico que realmente funcione você precisará seguir algumas etapas. Por isso, compilamos todas elas para que você tenha um acesso mais fácil e objetivo.

Diagnóstico

O processo de diagnóstico é essencial e é relacionado a ação de olhar para a empresa internamente, não esquecendo de também analisar o mercado, compreender como estão os mesmos e qual o momento atual.

É a altura de reunir a equipe, fazer um brainstorming e levantar quais são as forças e fraquezas tanto do mercado, quanto internas.

Essa etapa permite a possibilidade de entendimento do contexto no qual a empresa se insere e, como consequência, pensar e identificar as ações que mais fazem sentido para alcançar os objetivos futuros.

Objetivo

Na etapa de objetivo, é chegada a hora de colocar no papel em qual lugar a empresa precisa chegar e quais serão os dados que serão os indicadores de sucesso da jornada. Lembrando que o planejamento é estratégico, ou seja, ele se conecta com todas as estratégias da empresa.

Pense em metas que envolvam toda a organização e depois transforme-a em metas de marketing, de RH, gestão, tecnologia e assim em diante, isso permitirá que todos os colaboradores compreendam a sua importância e responsabilidade na jornada de crescimento do negócio.

Além disso, os objetivos precisam ser desafiadores, mas de fato, precisam estar conectados com a realidade, portanto, não use esse espaço para colocar números e ações impossíveis de serem alcançados.

Plano de ações

Quando chegar nessa etapa, você já saberá onde a empresa está e onde ela precisa chegar. Portanto, a partir de agora, é hora de colocar a prática em ação!

O plano de ação, por sua vez, é o responsável por viabilizar a conquista das metas e dos objetivos que foram previamente definidos. Isso se dá pela criação de cronogramas e definição de responsáveis. Ou seja, nessa etapa, serão definidas quais ações serão tomadas e quais serão os responsáveis por cada uma delas.

Além disso, é importante ressaltar que as atividades sejam elencadas por ordem de importância, isto é, o que for mais simples ou urgente deve ser executado primeiro.

Avaliação de resultados

Conhecida, muitas vezes, como a última etapa do planejamento estratégico, a fase de avaliação de resultados serve para considerar os resultados alcançados junto com a equipe. Ou seja, você definirá uma periodicidade de reuniões e, cada equipe da empresa, por sua vez, apresentará e debaterá os seus resultados.

Algumas empresas fazem essa reunião semanais, outras, por seu modo, quinzenais. Cabe a você e os seus colaboradores escolherem o melhor para a rotina da empresa. Além disso, use essas reuniões para debater tópicos e encontrar soluções para erros ou falhas, assim, como todas as equipes estarão presentes, os ajustes serão feitos rapidamente.

Metodologias ágeis que auxiliam a criação do planejamento estratégico

Produzir um planejamento estratégico pode te fazer quebrar a cabeça diversas vezes. Para que o processo fique mais leve e mais assertivo, algumas metodologias ágeis são ótimas auxiliadoras. Conheça cinco delas a seguir.

1. Análise SWOT

Strengthsweaknessesopportunities threats: esse é o significado da sigla SWOT. Em português, a gtradução, respectivamente é: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Também conhecida como análise FOFA, em terras brasileiras, a análise SWOT é ótima para analisar os ambientes internos e externos de uma empresa e ela ajuda na busca pela expansão do mercado.

Ela é uma grande aliada na etapa de diagnóstico do planejamento estratégico. Além disso, ela também pode (e deve) ser usada de forma pessoal e não apenas no âmbito empresarial.

2. Balanced Scorecard (BSC)

A segunda opção de metodologia é o BSC, ou Balanced Scorecard que significa, em português, “Indicadores Balanceados de Desempenho” e foi criada por professores que, hoje, são alocados na Harvard Business School (olha o peso!).

É um modelo de gestão estratégica e prova que não é preciso focar somente em indicadores de finanças e contabilidade para obter sucesso e auxilia na definição de estratégias de uma forma mais abrangente.

3. Diagrama de Ishikawa

O nome pode ser difícil de pronunciar, mas o Diagrama de Ishikawa é ótimo no que diz respeito à organização de raciocínio na hora da identificação de causas raízes de problemas. O Diagrama, por sua vez, faz a relação dos efeitos a serem analisados com as causas mais influentes.

A ferramenta pode ser conhecida, também, como diagrama 6M, já que aloca as causas dos problemas em seis classificações no diagrama. São elas:

  1. Máquina;
  2. Materiais;
  3. Mão de obra;
  4. Meio ambiente;
  5. Medida;
  6. Método.

4. MosCow

Não, não estamos falando da capital russa.

O Método Ágil MoSCow é uma técnica que nasceu nas metodologias ágeis e permite que membros das equipes e todos os stakeholders acordem numa ordem de importância junto da ideia base do timeboxing.

Ele é, prioritariamente, usado na definição de prioridade e importância de tarefas que fazem parte de um projeto.

5. Diagrama Gantt

A quinta e última metodologia é o Diagrama Gantt, que auxilia no controle do cronograma de um determinado projeto.

Para que isso ocorra, ele conta com tarefas que necessitam serem realizadas para que o projeto seja concluído, além de informações relevantes de cada uma das tarefas, que envolvem a descrição das mesmas, duração, responsável e assim em diante.

Desafios do planejamento estratégico

Como já citamos, o planejamento estratégico pode não ser tão simples de ser colocado em prática. Alguns dos desafios mais comuns na sua criação são:

  • Falta de conhecimento: os profissionais e empresários sabem dos benefícios do planejamento, mas não sabem quais são seus elementos principais e nem como aplicar a gestão estratégica na empresa;
  • Não planejam cotidianamente: pessoas que sabem a importância de planejar, mas não têm o hábito de o fazer e a falta de prática, por sua vez, culmina no tópico supracitado;
  • Alegação de que não existe tempo para planejar: muitos empreendedores alegam que não têm tempo para planejar quando, na realidade, o planejamento reduz o desperdício de tempo.

Erros comuns na hora de elaborar o planejamento estratégico

Além dos desafios, muitos profissionais cometem diversos erros na hora de produzir os seus planejamentos estratégicos. Os principais são:

  • Definir os objetivos de maneira errada: primeiro é preciso entender bem a realidade do negócio e, só após isso, passar para os objetivos. Isso permite que os objetivos sejam mais alinhados com a realidade;
  • Ruídos na comunicação: a equipe que é a responsável pelo planejamento precisa estar incrivelmente sincronizada. Se isso não acontecer, os resultados podem ser comprometidos;
  • Não acompanhar o planejamento: não produza o documento do planejamento estratégico e coloque-o na gaveta. Ele é um documento “vivo”, já que tem ações que precisam ser colocadas em prática cotidianamente!

Quer produzir planejamentos estratégicos incríveis com o embasamento que só um gestor com alto conhecimento possui? Nós sabemos onde você pode começar a sua jornada de aprendizado: no MBA em Gestão Ágil de Projetos da Faculdade XP. Com ele você será capaz de dominar as skills que um líder de empresas precisa ter.

Tributação para ETF: como funciona e como declarar no Imposto de Renda 2023

Você pode até aprender sobre investimentos por meio de conteúdos gratuitos na internet ou encontrar corretoras com taxa zero. Entretanto, se tem um custo do qual não é possível fugir é o do Imposto de Renda. Se tratando desse assunto, conhecer as particularidades de cada ativo da carteira é fundamental para não ser devorado pelo leão. Neste artigo, falaremos sobre a tributação para ETF.  

Esse processo é feito a partir da emissão de uma DARF, mas ainda assim, a declaração deve ser feita anualmente. Então, se você quer saber mais sobre esse assunto antes de declarar seu Imposto de Renda 2023, continue lendo este texto!

O que são ETFs?

Antes de mais nada, vamos explicar ou relembrar o que são os ETFs.

Essa é a sigla para Exchange Traded Fund — ou fundo de índice, em português. Basicamente, se trata de um fundo de investimento que usa algum índice da Bolsa de Valores como referência. No Brasil, o mais conhecido é o IBOVESPA.

Como os ETFs funcionam nos investimentos?

Fundado nos Estados Unidos na década de 1980, os ETFs são opções de investimento para quem quer arriscar na bolsa, mas com uma certa segurança. Neles, o investidor adquire uma cesta de ações, cujo desempenho é pautado por um índice que reúne os papéis mais negociados no mercado.

Além desses índices que refletem o desempenho do mercado como um todo (Ibovespa), existem opções setorizadas, que refletem o comportamento de um mercado específico. O IMOB (Índice Imobiliário) é um exemplo.

Em resumo, se um investidor tem a intenção de que sua carteira acompanhe o desempenho do mercado ou de um setor, ele pode adquirir cotas de um ETF. Em dias de aquecimento, o índice se valoriza e, consequentemente, o fundo também. Já em dias de queda, o ativo é alvo de desvalorização.

>>> Você sabia que pode investir fora do país a partir de ETF e BDR? Veja 5 formas de investir em ações internacionais.

Qual a importância dos ETFs?

Nos últimos anos, investir em ETF se tornou uma opção mais recorrente entre os brasileiros. Embora grande parte dessa motivação tenha sido provocada por crises no Brasil, existem inúmeras razões que reforçam a importância de considerar esse ativo. Uma delas é, sem dúvidas, a diversificação.

Uma das dicas mais comuns dadas pelos especialistas e até mesmo pelos próprios investidores é a de diversificar a carteira. Com o ETF isso é totalmente possível, já que a aplicação é feita em um fundo. E o melhor: é barato também, uma vez que a taxa de administração tende a ser menor que a de um fundo aberto.

Outro ponto importante do ETF é a sua liquidez. Justamente por estar associado a um fundo composto pelos maiores papéis da Bolsa, o volume de negociações é alto. Isso faz com que a liquidez desse ativo também seja alta, facilitando a entrada ou saída do investidor.

< Continue lendo: os 4 melhores investimentos com liquidez diária />

Principais tipos de ETFs

Agora que você já sabe o que são os Exchange Traded Funds, é preciso saber que existem diversos tipos desse ativo ao redor do mundo. Os mais conhecidos estão relacionados aos fundos de índices de ações, como dissemos anteriormente. Entretanto, há também ETFs associados a outros tipos de índices, como criptomoedas e commodities.

Podemos classificar os tipos de ETFs em dois principais: renda fixa e variável. Veja mais detalhes sobre cada um.

ETFs de Renda Variável

Também conhecidos como ETFs de ações, os ETFs de renda variável basicamente são os fundos negociados na bolsa e compostos por ações pertencentes a um índice de referência. Esse índice deve ser reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como é o caso do Ibovespa.

Tributação de ETFs de Renda Variável

A tributação para ETF no Brasil também varia conforme o tipo de ETF escolhido. No caso dos de renda variável, a alíquota de imposto é de 15% sobre o lucro apurado em operações de swing trade e de 20% para operações de day trade.

Como já adiantamos no início deste texto, ao vender uma cota de ETF com lucro, é preciso fazer a emissão e o pagamento de uma DARF. Lembrando ainda que pagar esse imposto não desobriga o investidor a fazer a declaração do ativo no IR.

ETFs de Renda Fixa

Já os ETFs de renda fixa também estão associados a fundos negociados na Bolsa. A diferença, entretanto, é que os índices que os norteiam são de renda fixa, em especial de títulos públicos e privados.

Tributação de ETFs de Renda Fixa

A tributação dos ETFs de renda fixa nada mais é que o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), ou seja, ocorre diretamente na fonte. Neste caso, o investidor não precisa fazer o recolhimento de impostos (15%) após a venda de sua participação.

>>> E já que o assunto é renda fixa, que tal aprender mais sobre esse universo e como obter ganhos a partir de investimentos de baixo risco? Inscreva-se agora mesmo neste curso da Faculdade XP e conte com a ajuda de especialistas para perder o medo de sair da poupança.

Como declarar ETFs – passo a passo

Se você tem ETFs na carteira, lembre-se de que precisará declará-los no Imposto de Renda 2023. Veja como:

  1. Abra o programa gerador do IR em seu computador;
  2. Vá até a ficha de Bens e Direitos e selecione o grupo 07 – Fundos;
  3. Agora, selecione o código 09 – Demais Fundos de Índice de Mercado (ETFs) e clique em “novo”;

    Para declarar cotas:
  4. Informe o CNPJ da corretora ou instituição financeira que administra seu ETF;
  5. Ao descrever os dados do seu ativo, você deve obedecer ao seguinte padrão: “ETF – Nome do ETF – Número de cotas”;
  6. No campo Situação 31/12/21 e 31/12/22 você deverá somar o valor de aquisição do seu ETF. No cálculo é preciso considerar os custos de corretagem e valor das cotas. Por exemplo: se você comprou 10 cotas do ETF ABC a R$ 10 cada, o valor de aquisição foi de R$ 100. Já se a taxa de corretagem e os eventuais impostos relacionados somarem a quantia de R$ 15, você deverá preencher o campo Situação com a quantia de R$ 115. Lembrando que se em 2021 você não tinha esse tipo de ativo, deixe o campo em branco;
  7. Após concluir a declaração do saldo, você deverá declarar os resultados obtidos nas operações. Isso significa descrever possíveis lucros e prejuízos mês a mês para cada ETF disponível na carteira. Lembre-se que por conta da diferença de alíquotas, é preciso separar a descrição das operações comuns das operações de day trade.

    Para declarar rendimentos:
  8. Vá até a linha 06 – Rendimentos de Aplicações Financeiras e selecione a ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva;
  9. Informe o CNPJ e nome da fonte pagadora usando como referência o informe de rendimentos que ela enviou para você;

    Para declarar lucros e prejuízos:
  10. No menu principal, vá até a ficha Renda Variável e selecione a opção Operações Comuns/Day trade;
  11. Vá até a linha Mercado à vista – Ações e, com o informe de rendimentos em mãos, preencha os meses no qual vendeu ETFs – indicando lucro ou prejuízo;
  12. Agora, acesse o quadro Consolidação do Mês, disponível no fim da página de cada mês, e preencha os campos de IR retido na fonte e o valor do imposto pago via DARF. Esses valores serão abatidos do total de imposto ainda devido.

Lembrando que se você teve prejuízos com um ou mais de seus ETFs em algum mês do ano, é possível usar o valor para abater o lucro obtido em outro mês.

Por que declarar ETFs no imposto de renda 2023

Na verdade, a resposta para essa pergunta é bastante simples: porque é uma obrigação que todo investidor deve cumprir.

Quando se fala em investimentos, é muito comum lembrar da figura do urso e do touro. Porém, o leão é, definitivamente, o animal que deve ser mais temido.

Se você quer evitar dores de cabeça e continuar mirando em uma carteira saudável, não se esqueça de fazer as declarações de imposto de renda corretamente.

>>> E se você quer ir além quando o assunto é investimento, pode fazer o curso livre de introdução ao universo de trading, da Faculdade XP. Nele você aprenderá com especialistas do mercado todos os conceitos básicos do mercado de ações, o que lhe dará condições fazer diversos tipos de análises, modalidades operacionais e estratégias de trading. Ao fim do curso, que tem duração de 8 horas, você estará um passo a frente de alavancar seus investimentos.

Quer saber mais sobre o curso? É só clicar aqui e conferir os detalhes na página oficial.  

Seguro patrimonial: o que é, como funciona e quais suas coberturas

Proteger seus bens é um ponto relevante se você não quer ter prejuízos financeiros ou outras consequências no futuro que afetem a liberdade financeira. Por isso que o seguro patrimonial é algo que sempre está na vida dos empresários ou mesmo em famílias pelos benefícios que ele traz. 🔒

Investir nele é uma forma de garantir integridade a sua empresa e a qualquer outro bem, até porque imagina você batalhar muito para conquistar alguma coisa e acontecer algo que a danifica ou prejudica e todo o dinheiro investido será em vão?

O melhor é que com o seguro patrimonial você pode proteger tanto de forma jurídica quanto física, tudo vai depender do plano que foi contratado. 🤝

Continue a leitura e conheça mais detalhes sobre ele e por que você deve fazer o seu agora. Confira! 👇

O que é Seguro Patrimonial?

É uma modalidade de proteção de bens que uma pessoa tenha, que vai desde uma empresa até uma casa ou um carro. 

Seu maior benefício é evitar que a renda investida em um determinado bem seja descartada por algum dano. Ou seja, diminuir os custos relativos a qualquer prejuízo que venha ocorrer.

Atualmente, existem diversas coberturas desse seguro no mercado, de forma que o proprietário possa se sentir tranquilo com suas aquisições, bastando apenas selecionar quais são as ideais de acordo com as necessidades de seu empreendimento.

Para que serve o Seguro Patrimonial?

Duas palavras são capazes de definir: segurança e planejamento

Ter um seguro patrimonial permite que os gestores de uma empresa consigam se organizar melhor diante das estratégias, sem ter muitos prejuízos financeiros, e ainda ter mais tempo para sua vida pessoal.

Imagine este cenário. João está de férias com a família e acabou de chegar no hotel fazenda que vai curtir com eles. Entretanto, recebe uma ligação de que a empresa em que trabalha teve um incêndio após uma pane elétrica e causou danos em 80% dos equipamentos. 

Qual é a reação? O prejuízo será enorme, e vai ser necessário reaver todo o financeiro da empresa para resolver esse problema.

Porém, se ele tem um seguro patrimonial, bastaria ele ligar para a seguradora contratada que eles resolvem a questão e João poderia continuar curtindo as férias com a família.

Esse mesmo cenário serviria para uma casa que foi atingida por um deslizamento de terra ou mesmo seu carro que foi batido por um motorista de van que estava bêbado dirigindo.

Portanto, a importância do seguro patrimonial é nada mais do que prevenir incidentes corriqueiros. No entanto, vale ressaltar que existem exigências para essa cobertura do seguro acontecer, que será comentada nos próximos tópicos.

Principais tipos

Conforme previamente dito, existem uma infinidade de possibilidades não só de seguradoras para proteção de patrimônio, como tipos de contratação.

Por isso, na hora de escolher o seu é preciso entender quais os cenários possíveis de risco ao bem que você planeja proteger. Nesse sentido, existem algumas modalidades que são mais comuns, sendo:

  • Compreensivo empresarial: que tem o intuito de proteger o patrimônio das empresas, como empresas industriais, comerciais, entre outros;
  • Riscos nomeados: aqui o cliente escolhe as coberturas para contratar, sendo que somente os riscos descritos na apólice são cobertos;
  • Riscos operacionais: já cobre todos os riscos sujeitos ao segurado, como danos materiais, em máquinas, roubo, entre outras opções previstas, exceto o que foi excluído no momento do contrato.

Para entender mais sobre cada tipo de seguro, vá até o tópico sobre a cobertura do seguro patrimonial. 👇

Como fazer Seguro Patrimonial?

O primeiro passo é pensar qual o bem material você deseja proteger. É uma empresa? Uma casa? Um carro? Depois é pensar em quais tipos de riscos ele normalmente ocorre para serem conversados durante a negociação. 😉

Pense que de nada adianta ter uma proteção patrimonial se depois ela não protege contra tempestades e enchentes que seu carro possa ter na rua, por exemplo.

Separado esses itens, é escolher a corretora que melhor se enquadra aos seu objetivos e momento atual, onde vai ser realizada uma análise do pedido que avaliará o tipo de atividade, questões relativas ao estoque de mercadorias, o valor do maquinário e do imóvel, o histórico de ocorrências de sinistros no local e as medidas de proteção já desenvolvidas pelo empresário.

Importante lembrar que é necessário estar claro que o preço final não deve ser o único fator a ser considerado, mas também avaliar os orçamentos obtidos, esclarecer todas as dúvidas necessárias, comparar as coberturas e especificidades de cada serviço oferecido. Assim, você poderá entender o custo-benefício de cada proposta e selecionar qual melhor se enquadra nos seus objetivos.

Quem pode fazer?

Em tese, qualquer pessoa pode fazer o seguro patrimonial, o que interfere apenas para quais casos ela deseja contratar.

Importância do Seguro Patrimonial

Ressaltando o que já foi comentado, a importância do seguro patrimonial ocorre pela educação financeira e proteção contra riscos que ele oferece.

Pensa que basta fazer um investimento mínimo que assegura aquele prejuízo de milhões por um desastre natural, por exemplo.

Quando falamos de empresa, ele se torna ainda mais essencial, pois você consegue proteger toda a infraestrutura do negócio. 🏢

O que cobre o Seguro Patrimonial?

cobertura seguro patrimonial
O que cobre o seguro patrimonial? Fonte: Getty Images.

Há no mercado diversas possibilidades de cobertura, o que seria impossível de listar todas elas. No entanto, separamos as principais, referentes a cada modelo de contratação.

Pessoas físicas

Protege o patrimônio contra:

  • Explosões;
  • Quedas de raios;
  • Incêndios;
  • Alagamentos e inundações;
  • Vendavais e outros desastres naturais;
  • Quebra de vidro;
  • Furtos ou roubos de valores e de bens;
  • Danos elétricos;
  • Pagamento de aluguel;
  • Entre outros.

<Aproveite e leia também como se preparar para o reajuste de aluguel.>

Bens de uma empresa

Além dos já citados também em pessoas físicas, existem outros mais específicos, como:

  • Restituição de receita devido a paralisação de máquinas e atividades;
  • Quedas, impactos e fumaça;
  • Despesas fixas e variáveis;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Lucros cessantes;
  • Entre outros.

Benefícios do Seguro de Patrimônio

Em resumo, se houver riscos relacionados a acidentes, não haverá um custo tão alto de prejuízo para reverter a situação. 📉

As principais vantagens de você ter um seguro patrimonial são:

  • Tranquilidade para fazer uso dos seus bens;
  • Saúde financeira diante de eventos danosos;
  • Diversas coberturas e assistências;
  • Possibilidade de continuar suas atividades rapidamente após o sinistro;
  • Previsibilidade e controle acerca das despesas.

Como fazer uma boa escolha de Seguro Patrimonial?

Pronto, agora você já sabe como funcionam as coberturas do seguro patrimonial. Basta analisar as particularidades e necessidades de seu empreendimento para selecionar quais proteções são ideais para você.

Sabendo sobre o seu objetivo e o negócio que quer proteger, fica muito mais fácil de entender quais são os riscos e o que deve ser priorizado na hora da contratação do seu patrimônio pessoal.

Seguro é isso: precaução e tranquilidade! Você e sua família ficam mais tranquilos sobre o futuro. 🚀

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Engenheiro de dados: o que faz, responsabilidades, salário e mais

Na era digital, onde estamos cada vez mais conectados e qualquer pessoa consegue produzir informações em poucos cliques, um Engenheiro de Dados tornou-se um profissional indispensável para as empresas.

Isso porque os Engenheiros de Dados são responsáveis por criar algoritmos para gerenciar um grande volume de dados brutos, além de gerar relatórios e trabalhar na otimização e na recuperação de dados quando necessário.

Hoje, a Engenharia de Dados é um dos ramos promissores na área de tecnologia. Neste artigo vamos falar um pouco mais sobre a carreira desse profissional e o que é preciso para ingressar no mercado de trabalho.       

O que é o Engenheiro de Dados?

O Engenheiro de Dados é quem disponibiliza diferentes tipos de dados para a inicialização de um projeto. É ele quem mapeia os dados e suas variáveis para transformá-los em informações úteis.  

Em outras palavras, podemos dizer que o Engenheiro de Dados é quem organiza todo o sistema de processamento de dados em grande escala. 

Engenheiro de Dados vs Cientista de Dados

É comum as pessoas confundirem o Engenheiro de Dados com o Cientista de Dados. Apesar de ambas as profissões estarem diretamente envolvidas na área de Data Science, os papéis que elas desempenham não são os mesmos. 

Um Engenheiro de Dados é o responsável por transformar os dados brutos de diferentes formatos, como textos ou gráficos, em informações possíveis de serem analisadas e trabalhadas por outro profissional. 

Por outro lado, um Cientista de Dados é quem analisa e organiza o grande volume de dados estruturados e não estruturados enviados pelo Engenheiro. Dessa forma, eles conseguem desenvolver soluções e encontrar respostas para problemas que atingem um negócio.    

O que faz um Engenheiro de Dados?

Em síntese, podemos dizer que o trabalho de um Engenheiro de Dados é gerenciar e organizar dados através de uma plataforma. Mas, é claro que as atividades do dia a dia de um profissional da área não se resumem só a isso. 

Abaixo, listamos as principais tarefas de um Engenheiro de Dados:

  • Alinhar a arquitetura conforme as exigências do negócio;
  • Criar e manter o pipeline em pleno funcionamento para que os dados sejam coletados no momento correto;
  • Encontrar padrões ocultos entre os dados;
  • Implantar programas analíticos que utilizam tecnologias de ponta, como Machine Learning;
  • Mapear e coletar dados não estruturados em fontes diversas;
  • Melhorar os níveis de qualidade e confiabilidade dos dados. 
  • Usar grandes conjuntos de dados para desenvolver soluções, como automatização de tarefas ou resolução de problemas do negócio.

Como ele realiza a coleta e tratamento de dados?

Primeiramente, o Engenheiro de Dados faz o processo que chamamos de Big Data: mapeia e reúne dados estruturados e não estruturados. Exemplos de dados coletados são informações postadas em redes sociais ou informações da base do CRM (Customer Relationship Management) de uma empresa. 

Em seguida, ele direciona os dados para um local chamado Data Lake. Em síntese, o Data Lake é um repositório onde dados de diferentes formatos podem ser armazenados no seu formato natural. 

Engenheiro de Dados trabalhando em uma Data Warehouse
O Engenheiro de Dados tem grandes oportunidades no mercado de trabalho e salários bem atrativos.

Quais as áreas de atuação e cargos ocupados pelo Engenheiro de Dados?

Um Engenheiro de Dados pode atuar em praticamente todos os segmentos. Afinal, hoje em dia é quase impossível encontrar uma instituição que não se preocupa em coletar e interpretar dados para usá-lo ao seu favor.

Entretanto, as principais funções que os Engenheiros de Dados assumem são:

  • Generalista: normalmente, os generalistas trabalham em empresas pequenas com equipes reduzidas. Isso significa que na maioria das vezes eles são responsáveis por todas as etapas do processamento de dados, desde o gerenciamento até a análise; 
  • Centralizado em pipeline: mais presentes em empresas de médio porte, os Engenheiros de Dados centralizados em pipeline trabalham em parceria com os Cientistas de Dados e são focados em transformar dados em informações úteis para análises;
  • Centralizado no banco de dados: responsáveis pelo desenvolvimento de esquemas de tabelas e focados em bancos de dados analíticos, os Engenheiros de Dados centralizados no banco de dados são mais comuns em grandes empresas que possuem um fluxo maior de dados.  

Mercado de trabalho para o Engenheiro de Dados

Considerada uma das profissões do futuro, o mercado de trabalho para o Engenheiro de Dados está repleto de oportunidades, tanto no Brasil quanto em empresas internacionais.

Abaixo, falamos um pouco mais sobre o que o mercado espera desse profissional e quanto o mercado está disposto a pagar pelos seus serviços. 

Salário

De acordo com o banco de dados do Glassdoor, um site conhecido por reunir informações sobre diversos cargos em diferentes empresas, a remuneração salarial média de um Engenheiro de Dados no Brasil é de R$7.959 ao mês.

Entretanto, esse valor pode variar entre R$4 mil e R$14 mil reais, ou valores aproximados, a depender do nível de experiência do profissional e o seu local de atuação. 

Por exemplo, um Engenheiro de Dados em São Paulo tem uma remuneração salarial média de R$8.000 ao mês. Enquanto isso, a remuneração salarial média do mesmo profissional em Salvador é de R$6.449 ao mês.  

Perfil mais buscado para o Engenheiro de Dados

Normalmente, as empresas procuram por profissionais que sejam altamente técnicos, mas que trabalhem bem em equipe e consigam se comunicar bem para compreender o que esperam do seu trabalho. 

Por que a Engenharia de Dados é crescente no mercado?

De acordo com a O’Reilly, uma empresa norte-americana de mídia voltada para a área de informática e tecnologia, para cada Cientista de Dados precisa-se de quatro Engenheiros de Dados.

Alguns motivos para justificar essa afirmação são:

  • A quantidade de Cientista de Dados disponível no mercado é muito maior do que a de Engenheiro de Dados;
  • O volume de dados e o processo de limpeza e tratamento dos dados é um processo complexo, que pode ser demorado. 

Por conta disso, esse profissional vem sendo tão requisitado pelo mercado de trabalho. 

Competências do Engenheiro de Dados

Diversas habilidades, tanto técnicas (hard skills) quanto comportamentais (soft skills), são requisitadas a um Engenheiro de Dados. Confira abaixo algumas habilidades:  

Soft skills

  • Boa comunicação;
  • Facilidade para administrar um grande volume de dados;
  • Organização. 

Hard skills

  • Conhecimento em design do banco de dados SQL;
  • Domínio dos conceitos de Big Data, Data Warehouse e Data Lake;
  • Entendimento de modelos de dados relacionais;
  • Noções de linguagens de programação. 

Engenheiro de Dados precisa dominar linguagens de programação

Além dos conhecimentos técnicos, os Engenheiros de Dados precisam também conhecer as linguagens de programação, como Python e Java. Esse conhecimento é importante porque normalmente as linguagens de programação são utilizadas para facilitar o trabalho do Engenheiro de Dados e tornar as informações mais acessíveis

Quais faculdades fazer para se tornar um Engenheiro de Dados?

Geralmente, quem trabalha na área de Engenharia de Dados tem formação nos cursos de: 

  • Ciência da Computação;
  • Engenharia da Computação;
  • Matemática Aplicada;
  • Outros cursos relacionados à área de Tecnologia da Informação, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas ou Gestão da Tecnologia da Informação.   

Ou seja, a maioria dos profissionais não têm uma formação superior voltada apenas para dados. Entretanto, eles buscam se especializar na área para adquirir conhecimentos técnicos e poder atuar na área. 

Cursos de curta duração são uma boa opção?

Os cursos de curta duração podem ser uma boa alternativa para quem quer entrar no mercado de trabalho rapidamente. Isso porque boa parte dos cursos, apesar dos conhecimentos teóricos, são mais voltados para a parte prática e os conhecimentos técnicos.   

Portanto, os cursos de curta duração são sim uma boa opção. Entretanto, as melhores vagas de Engenheiro de Dados cobram ensino superior. Por isso, um curso de curta duração deve ser apenas o primeiro passo na sua jornada de qualificação na carreira! 

Conclusão

Ao longo deste artigo, falamos sobre a carreira do Engenheiro de Dados e a importância desse profissional para um negócio. Sem dúvidas, é uma profissão que tem tudo para crescer nos próximos anos e ser cada vez mais procurada pelas empresas, independente do seu porte ou do seu ramo de atuação. 

Então, se você se interessou pela profissão, comece hoje mesmo a sua preparação! Com o Bootcamp Online Engenheiro(a) de Dados da Faculdade XP você aprende a desenvolver pipelines, coletar, armazenar, processar dados e muito mais. Tudo isso com profissionais que já atuam na área e em apenas 10 semanas de estudo. 

Gestão de Projetos: conheça as 5 etapas para fazer de forma eficiente!

A gestão de projetos é um passo fundamental para as empresas que pretendem alavancar no mercado. Só que muitas das vezes ela é mal compreendida e a veem apenas como um cronograma de projetos e organização de demandas. 📝

No entanto, a metodologia de gestão de projeto vai bem além. Ela faz parte de uma estratégia, com determinadas características e divididas em etapas que contribuem para a melhora dos processos até chegar na estimativa esperada.

Pode parecer complexo, mas é mais simples do que você imagina. A boa notícia é que preparamos um passo a passo de como fazer ela na sua rotina profissional.

Continue a leitura e veja como incorporar essa metodologia no seu dia a dia. 👇

O que é Gestão de Projetos?

Antes de entrar no conceito do que é uma gestão de projetos, vale explicar o que significa a palavra em si. Projeto é uma espécie de esforço temporário que visa criar ou divulgar um produto, serviço ou resultado único

Uma das suas principais características e o que o difere de outros tipos de trabalho é que ele possui início, meio e fim, ou seja, tem uma data de início e término, além de etapas que compõem toda sua execução.

Nele se juntam diversas tarefas e atividades, as quais têm um objetivo claro e um prazo determinado.

E dentro deste conceito, existe a gestão de projetos, que é uma metodologia, dentro do conceito de Agile, que foi criada com a ideia de planejar e executar diversos projetos de forma assertiva e com mais eficácia. 🎯

Portanto, é uma forma de aplicar ferramentas e técnicas específicas para que o projeto seja bem-sucedido, através de uma ordem e otimização das etapas.

Benefícios da Gestão de projetos

Como seu próprio nome diz: “gerir”, o mesmo que “organizar”, existem inúmeros benefícios de contar com uma gestão de projetos. Sendo assim, os principais deles são:

  • Otimização de tempo;
  • Maior assertividade nos resultados;
  • Maior engajamento das equipes;
  • Maior satisfação na experiência do cliente;
  • Maior agilidade nas tomadas de decisões;
  • Contribui para o andamento das estratégias;
  • Maior controle dos processos.

Em resumo, um bom gerenciamento de projetos é fundamental para qualquer organização, já que é nessa fase que se torna possível a criação e divisão das ideias aplicáveis em um objetivo específico, assim como as que não são viáveis. Portanto, é onde se avalia tudo isso!

Como fazer Gestão de Projetos?

Na hora de pensar como fazer a gestão de projetos, primeiramente é preciso entender o que você quer fazer, onde quer chegar e quais são os desafios para isso.

Feito isso, existem duas metodologias que regem a gestão de projetos, sendo uma mais tradicional e a outra mais moderna e comum nas empresas atuais, a qual explicamos um pouco de cada uma delas a seguir, respectivamente:

Metodologias clássicas

Essa metodologia de gestão de projetos visa um ciclo de vida preditivo, ou seja, ela age com o objetivo de tentar antecipar o trabalho do projeto, fazendo um planejamento detalhado das atividades.

Por ser rica em detalhes, costuma ser mais aprofundada e extensa em cada ação, o que torna sua recomendação para pessoas que conhecem bem todo o escopo do projeto e do produto a ser realizado.

Aqui o foco é a qualidade e a forma como vai ser feita cada coisa, sendo analisada cada situação para se colocar em prática e com um critério bem mais rígido. Além disso, foca mais no processo em si do que no produto final.

Metodologias ágeis

Já essa metodologia ágil é a que tem um ciclo de vida adaptativo, diferente da anterior. Isso ocorre porque, em suas características, o escopo é detalhado progressivamente, ou seja, à medida que são obtidas mais informações sobre o projeto.

Tudo é realizado focando mais no tempo do que no processo em si. Logo, a metodologia ágil é mais indicada quando o projeto está inserido em um ambiente que muda com frequência, já que seu foco principal é no tempo e no produto final, e não nos processos ou como isso vai ser realizado.

Portanto, é uma forma mais objetiva, direta e prática, com menos formalidades. Um exemplo dela é o Scrum, um framework que contém um conjunto de conceitos, práticas e ferramentas para gerenciar projetos de forma mais rápida e eficaz.

scrum gestão de projetos
Scrum Agile. Fonte: Getty Images.

Dentro do ciclo de execução ocorrem os sprints, que geralmente têm a duração de duas a seis semanas, onde são focadas as principais ações.

<Leia também sobre Backlog, outra etapa do Scrum>

As 5 fases da Gestão de Projetos

No seu processo de execução existem 5 etapas para que ocorra da melhor forma. Esse modelo foi definido pelo Project Management Institute (PMI) no Guia PMBOK® do ciclo de vida do projeto, também conhecido como Project Management Body of Knowledge. 

Veja abaixo quais são essas fases e suas definições: 👇

Início do projeto

Essa é a primeira, onde é definido o projeto de maneira ampla. Assim, é o momento de identificar todos os pontos relevantes para ele acontecer e apresentar os processos que vão determinar quais resultados devem ser esperados pelas partes ao final do empreendimento. 

Aqui também se define o escopo do projeto, bem como uma previsão de custos e um cronograma preliminar. É a ideia inicial junto com seus benefícios, custos e fatores de riscos, sendo um dos momentos mais fundamentais dentro da gestão de projetos, pois sem sua aprovação nenhum dos outros pontos dá prosseguimento.

Planejamento do projeto

Essa é a fase mais importante, porque é ela quem vai guiar toda a gestão de projetos. Ela funciona como uma espécie de roteiro para a criação e execução das metas.

Então, é o momento dos responsáveis detalharem os principais pontos e documentarem como vai ser realizada cada coisa. Também conta como ótima fonte de informações para tomar decisões ao longo do empreendimento.

Para ajudar a defini-lo, existem algumas técnicas que orientam cada ponto, como a estratégia SMART, CLEAR e OKRs.

Execução do projeto

Agora é a fase de colocar em prática, ou seja, é quando o trabalho e todas as atividades saem do papel para se tornarem realidade. 

Para funcionar é preciso juntar todas as informações das duas etapas anteriores para lançar o projeto.

Vale ressaltar que, durante a execução, é possível que o planejamento deva ser revisitado. Isso ocorre por conta de imprevistos e outros riscos que podem existir.

Desempenho do projeto

Aqui é uma etapa que muitas pessoas não consideram tão necessária, mas que sem ela fica difícil chegar ao resultado esperado.

É o momento de acompanhar tudo que está sendo realizado e verificar se está indo conforme o fluxo, fazendo análises da qualidade das entregas e garantindo que as atividades estão rodando.

Para isso é importante usar indicadores-chaves de desempenho para medir a eficácia. Lembrando que não é um processo único e isolado, mas que deve se manter contínuo durante todo o projeto.

Encerramento do projeto

O momento que todos mais esperam, entender se o resultado foi alcançado e finalizar tudo

Aqui é importante recapitular cada etapa e com cada participante, para formalizar toda a gestão do projeto.

Outro ponto é que nessa finalização são colocados todos os aprendizados adquiridos ao longo dos processos, sejam eles positivos ou não.

Importância da Gestão de Projetos

pessoas gestão de projetos
Gestão de projetos. Fonte: Getty Images.

Pensando no lado das empresas, por que você deve investir em uma gestão de projetos? Porque é com ela que se chega ao resultado!

Com ela se reduz riscos, perdas financeiras ou tempo, além de proporcionar maior agilidade nas estratégias e tomadas de decisões.

Outro motivo é que usar a metodologia de gestão de projeto estimula a produtividade e a criatividade, bem como a segurança das informações e a comunicação com toda a equipe. 

Ferramentas de Gestão de Projetos para você utilizar

Agora que você já sabe a importância de contar com a gestão de projetos e como executá-la, é o momento de realmente ver na prática como funciona.

Um ponto essencial é contar com a tecnologia ao seu favor. Como? Usando ferramentas de gestão de projetos e gerenciamento de atividades.

Portanto, algumas dicas para usar são: 👇

Jira

A Jira é uma ferramenta que permite o monitoramento de tarefas e acompanhamento de projetos garantindo o gerenciamento de todas as suas atividades em único lugar, além de calcular tempo e extrair relatório das execuções.

Trello

O trello é uma das ferramentas mais conhecidas por ter funções gratuitas e de fácil entendimento. 

Nele você coloca as tarefas em quadros, marca os responsáveis e coloca o prazo, bem como personaliza cada demanda.

Asana

O Asana é parecido com as outras ferramentas, ele também funciona como um gerenciamento e personalização, além de ser bem proativa e com muitas funções.

Monday

O Monday é outra opção que facilita e organiza o trabalho colaborativo, onde você adiciona os membros, cria as tarefas e suas especificações, bem como monitora o desempenho de cada uma.

Gantt Project

O Gantt Project permite dividir seu projeto em uma árvore de tarefas e atribuir recursos humanos que se tem que trabalhar. Mais importante ainda, você pode facilmente estabelecer dependências entre as tarefas, ou seja, você só pode começar uma tarefa se anterior foi concluída, criando critérios desse estilo.

Microsoft Project

O Microsoft Project permite que faça todo o planejamento, execução ou controle de uma série de atividades que se relacionam, trabalhando alinhado à utilização de recursos e custos.

É bem mais completo e de fácil entendimento.

Microsoft Planner

O Microsoft Planner é um modelo mais simples e limitado se comparado às outras ferramentas, mas é bem facilitador para quem já usa outros canais da Microsoft.

Nele você e sua equipe criam planos, atribuem tarefas, conversam sobre elas e veem os gráficos de cada coisa.

Como se especializar em Gestão Ágil de Projetos?

A metodologia de gestão de projetos é algo essencial e que contribui muito para as equipes e empresas atuais.

Com tantas características que visam o cumprimento do resultado, você está perdendo tempo se ainda não a utiliza, principalmente de forma ágil e assertiva.

👉 Quer saber como aplicar na prática? Confira nosso MBA em Gestão Ágil de Projetos e veja como alavancar seu negócio e atingir todas as metas estipuladas.

O que é ISS? Saiba como funciona o Imposto Sobre Serviços

Se você é um profissional autônomo ou possui uma empresa prestadora de serviços, é de suma importância que você realize o pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS). Desse modo, será possível estar em dia com suas responsabilidades fiscais e evitar possíveis restrições no seu CNPJ e CPF.

Quer entender mais sobre esse tributo? Então vem com a gente!

O que é o ISS (Imposto Sobre Serviços)?

Previsto pela Lei Complementar 116/2003, o ISS é um imposto que incide sobre os mais variados tipos de prestação de serviço e é recolhido pelos municípios e pelo Distrito Federal.

Também conhecido como ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), o tributo recolhido de empresas e profissionais autônomos segue a legislação da prefeitura local, podendo sua alíquota variar de 2% a 5% do valor emitido na Nota Fiscal de Serviços Eletrônica ou do faturamento mensal do negócio.

Para que serve o ISS?

O valor arrecadado pelo Imposto Sobre Serviços (ISS) não possui nenhuma destinação específica. Contudo, essa contribuição vai para os cofres do município e integra o orçamento geral. Desse modo, cabe aos municípios determinar de que forma os tributos arrecadados serão utilizados.

Quem deve fazer o pagamento do ISS?

A maior parte das empresas e dos profissionais autônomos que prestam serviços têm que fazer o pagamento do ISS, com exceção dos serviços que são prestados no exterior e não possuem reflexo no Brasil.

Contudo, como o ISS é da incumbência de cada município, é importante checar na legislação da prefeitura local se a atividade do serviço prestado não possui isenção para esse tributo.

A Lei Complementar 116/2003 contempla todos os serviços em que o ISS incide, porém, para facilitar o entendimento, reunimos as atividades em grupos e detalhamos como funciona o recolhimento desse tributo para cada um deles. Observe abaixo.

1. Profissionais autônomos

Os profissionais autônomos são aqueles que não possuem vínculo empregatício com nenhuma empresa, como é o caso de dentistas, nutricionistas, psicólogos, arquitetos e entre outros. Contudo, eles também precisam recolher o ISS. Desse modo, uma guia de pagamento do ISS é gerada a cada Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) emitida. Além disso, vale citar que a alíquota do tributo varia de acordo com a atividade desempenhada e segue uma tabela específica.

2. Microempreendedores Individuais (MEI)

No caso dos microempreendedores individuais, tanto o ISS como outras contribuições estão incluídas no valor da guia DAS-MEI. Desse modo, ao realizar o pagamento da taxa mensal do MEI, o Imposto Sobre Serviços estará sendo recolhido automaticamente.

<Leia também: Capital de giro para MEI: erros para não cometer e dicas para mantê-lo saudável>

3. Empresas que se enquadram no Simples Nacional

Somente Microempresas e Empresas de Pequeno Porte podem optar pelo Simples Nacional. Nesse caso, o recolhimento do ISS e dos demais impostos é realizado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Vale lembrar que, para optantes do Simples Nacional, o valor do ISS é calculado com base no faturamento apurado do empreendimento. 

4. Outras empresas

Para as empresas que se enquadram no Lucro Presumido ou no Lucro Real, o Imposto Sobre Serviços é recolhido a cada Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) emitida. Vale lembrar que a alíquota desse tributo varia de acordo com o município e com a atividade exercida, desse modo, é importante checar a legislação da prefeitura local.

Quem está isento do pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS)?

Como vimos anteriormente, o ISS é um tributo que incide sobre todas as empresas prestadoras de serviço e sobre todos os profissionais autônomos. Contudo, como é um imposto que é de responsabilidade de cada município, existem atividades que podem ser isentadas de seu recolhimento.

Grande parte dos casos de isenções acontecem nas cidades em que a prefeitura quer estimular uma determinada atividade, como as atividades relacionadas ao mercado de tecnologia. Além disso, é possível que, ao invés de isentar, o município opte por reduzir a alíquota do ISS.

Contudo, fora os casos citados acima, existem algumas atividades que são isentas de recolhimento do Imposto Sobre Serviços em qualquer município, sendo algumas delas:

  • Serviços prestados em território nacional, mas que não refletem em resultados no Brasil.
  • Serviços de exportação, representados na forma de trabalhos que são inteiramente desenvolvidos no exterior, que começaram em território extrangeiro.

Como calcular o Imposto Sobre Serviços (ISS)?

O processo do cálculo do ISS é muito simples. Em primeiro lugar, é importante saber que essa alíquota é de no mínimo 2% e de no máximo 5%. Contudo, a depender do município, da atividade e da natureza da empresa, pode haver uma variação entre esses dois valores. Portanto, é importante consultar a Secretaria da Fazenda do seu município para ter ciência de qual será o valor da alíquota.

Além disso, vale lembrar que, no caso das organizações que pagam os impostos por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), o valor do ISS e dos demais impostos são calculados automaticamente pelo sistema e recolhidos em uma única guia.

Agora que entendemos como funciona o cálculo do ISS, vamos ver um exemplo. 

Imagine que você trabalhe no ramo de psicologia e o valor de uma de suas sessões é de 150 reais. Além disso, vamos supor que a alíquota do ISS para essa atividade no seu município é de 5%. Desse modo, temos:

  • ISS = Valor do serviço prestado x alíquota praticada
  • ISS = R$150,00 x 0,05
  • ISS = R$7,50

Portanto, para cada sessão realizada, você pagará R$7,50 de Imposto Sobre Serviços.

<Leia também: Instituição Financeira: o que é e qual sua importância?>

Como pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS)?

Conforme visto anteriormente, o pagamento do Imposto Sobre Serviços varia de acordo com a natureza da empresa que prestou o serviço. Confira as possibilidades abaixo:

  • Profissionais autônomos: recolhem o tributo via guia de pagamento do ISS (emitida a cada NFS-e).
  • Microempreendedores individuais: recolhem o tributo via pagamento da DAS-MEI.
  • Empresas que se enquadram no simples nacional: recolhem o tributo via pagamento da DAS.
  • Outras empresas: recolhem o tributo a cada serviço prestado com base na alíquota do ISS.

O que acontece caso o pagamento do ISS não for realizado?

Como visto anteriormente, o recolhimento do ISS é de caráter obrigatório para grande parte dos empreendimentos prestadores de serviços e para os profissionais autônomos. Desse modo, não realizar o pagamento desse tributo pode resultar na inserção do CNPJ da empresa no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN).

Nesses casos, a dívida incluída no CADIN torna-se uma dívida ativa e, tanto o CNPJ quanto o CPF responsável pela empresa, ficam impedidos de participar de licitações públicas, receber incentivos fiscais, receber restituição de imposto de renda, abrir conta em bancos e realizar empréstimos.

Além disso, não realizar o pagamento do ISS no prazo pré-determinado pela prefeitura do município em que o tributo será recolhido pode acarretar numa multa de 2% e em juros de mora de 1% ao mês em cima do valor da dívida.

Afinal, onde encontrar o Imposto Sobre Serviços (ISS)?

Para encontrar o valor do ISS que a sua empresa deve recolher, basta entrar em contato com a Secretaria da Fazenda do seu município e consultar o valor da alíquota para a atividade que você exerce em seu empreendimento e para a natureza do seu negócio.

Conclusão

Ao longo do texto, entendemos que o ISS é um tributo que incide sobre os serviços prestados e é recolhido das empresas e profissionais autônomos pelos municípios e pelo Distrito Federal. Também vimos que existem alguns fatores que podem fazer a alíquota variar entre 2% e 5%, sendo eles: município, serviço prestado e natureza da empresa.

Além disso, falamos sobre as consequências de não realizar o pagamento do ISS dentro do prazo estipulado, que podem recair tanto no CNPJ quanto no CPF do responsável pela empresa. Desse modo, é importante manter o pagamento do tributo em dia, para evitar complicações financeiras.

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O que é e como usar Query em um Banco de Dados? Aprenda os principais comandos

Você sabe o que é uma Query? De forma bem simples, podemos definir query como uma consulta de informações solicitadas a um banco de dados. 

Esse tipo de consulta pode ser feita em diferentes linguagens, como AQL ou Datalog. Entretanto, a linguagem mais utilizada para gerenciamento de banco de dados é a Structured Query Language (SQL). 

O objetivo da query é facilitar a consulta, a inserção, a exclusão e a manipulação de dados para qualquer usuário. 

Para saber mais sobre a Query e o papel que ela desempenha em um banco de dados, continue a leitura deste artigo! 

O que é uma query no banco de dados?

Query é uma palavra inglesa que em tradução para o português significa “consulta” ou “pergunta”. No caso de uma query no banco de dados, o seu significado permanece o mesmo! 

Ou seja, uma query no banco de dados é simplesmente uma solicitação de pergunta feita ao banco de dados. De maneira geral, ela é utilizada por quem deseja realizar uma consulta SQL mais rápida.  

Como funciona uma query no banco de dados?

Primeiramente, você precisa saber que uma query funciona a partir das informações inseridas em tabelas.  

Para fazer uma consulta de dados, você precisa utilizar os comandos corretos para que sua solicitação seja entendida. Afinal, a SQL é uma linguagem de programação que realiza tarefas com base no que lhe é solicitado. 

Existem dois tipos de querys: SQL SELECT e SQL ACTION. De forma breve, podemos defini-las da seguinte maneira:

  • SQL SELECT: permite que você selecione parte dos dados para uma ação posterior;
  • SQL ACTION: permite que você execute ações específicas. Por exemplo, apagar dados, inserir novas informações ou criar novas tabelas. 

A partir da escolha do tipo de query e do envio de comandos, o banco de dados usa os algoritmos para fazer as pesquisas e apresentar os resultados da busca solicitada.  

Onde a query é utilizada?

Em geral, query é um recurso que pode ser utilizado em diversos sistemas que têm a consulta de dados como uma de suas ferramentas. Por exemplo, ao fazer uma consulta de dados no Google ou no Bing (site de pesquisas da Microsoft), você está fazendo uma query para aquele sistema de buscas. 

Vantagens de utilizar uma query no banco de dados

O uso da query no banco de dados traz uma série de vantagens para o dia a dia de quem trabalha com na área de Data Science. Dentre as principais vantagens estão:

  • Acrescentar, remover ou modificar os dados de um projeto;
  • Encontrar informações relevantes para determinadas situações;
  • Filtrar dados;
  • Recuperar informações. 

Principais comandos de uma query no banco de dados

Existem diversos comandos SQL criados para facilitar a vida do usuário na hora de executar tarefas básicas. De modo geral, esses comandos são divididos em 5 categorias: DDL, DML, DCL, DQL e TCL.   

Para entender na prática como utilizar uma query no banco de dados, listamos abaixo os principais comandos de cada categoria, juntamente com suas funcionalidades:

Linguagem de Definição de Dados (DDL)

DDL é a sigla para Data Definition Language e se refere a comandos que não podem ser utilizados pelo público geral. Isso porque o conjunto de comandos DDL é utilizado para definir o esquema do banco de dados por meio da criação, modificação ou exclusão de estruturas do banco de dados. 

Os comandos DDL são:

  • CREATE: criar banco de dados ou objetos que fazem parte do banco de dados. Por exemplo: função, índice, tabela, entre outros;  
  • DROP: excluir objetos do banco de dados;
  • ALTER: alterar a estrutura do banco de dados;
  • TRUNCATE: remover todos os registros de uma tabela;
  • COMMENT: adicionar comentários no dicionário de dados;
  • RENAME: renomear objetos existentes no banco de dados.

Linguagem de Manipulação de Dados (DML)

DML é a sigla para Data Manipulation Language e consiste nos comandos de controle e acesso aos dados e ao banco de dados. Em resumo, são comandos de manipulação de dados. 

Os comandos DML são:

  • INSERT: inserir dados em uma tabela;
  • UPDATE: atualizar os dados existentes em uma tabela;
  • DELETE: excluir registros de uma tabela;
  • LOCK: simultaneidade de controle da tabela;
  • CALL: chamar um subprograma PL/SQL ou JAVA;
  • EXPLAIN PLAN: descrever o caminho para acessar os dados.
Utilização da query no banco de dados
A utilização da query no banco de dados torna a consulta muito mais rápida.

Linguagem de Controle de Dados (DCL)

Os comandos DCL são voltados para os direitos de acesso e as permissões do sistema de banco de dados. 

Os dois comandos DCL mais utilizados são:

  • GRANT:conceder aos usuários privilégios no acesso ao banco de dados;
  • REVOKE: retirar os privilégios de acesso ao banco de dados que foram concedidos pelo comando GRANT

Linguagem de Consulta de Dados (DQL)

O comando DQL é utilizado com objetivo de realizar consultas nos dados para encontrar alguma relação de esquema de acordo com as consultas passadas. Para esse tipo de consulta, utilizamos o comando abaixo:

  • SELECT: recuperar dados do banco de dados. 

Linguagem de Controle de Transação (TCL)

Chamados de TCL, os comandos de transação reúnem diversas tarefas em uma única execução.

Para que uma transação seja concluída com sucesso, todas as tarefas do grupo dessa transação precisam ser executadas sem falhas. Caso contrário, a transação falhará e será preciso detectar o erro para reiniciar o processo. 

Abaixo, os principais comandos TCL:

  • COMMIT: confirmar uma transação;
  • ROLLBACK: reverter uma transação caso surja ou seja detectado algum erro;
  • SAVEPOINT: definir um ponto de salvamento para uma transação;
  • SET TRANSACTION: especificar as características da transação.

Outros comandos 

Para além dos comandos listados nas categorias acima, existem outros comandos que são muito utilizados no SQL para consultar dados. São eles: 

  • WHERE: buscar informações em um arquivo ou parte da memória;
  • GROUP BY: unir dados de um determinado grupo;
  • FIELDBYNAME: selecionar dados específicos de uma determinada coluna e tabela;
  • HAVING: conter os dados selecionados por um filtro específico;
  • FIELDS: visualizar os campos de uma tabela em ordem crescente;
  • ORDER BY: adicionar um fator de organização a mais no banco de dados;
  • WHILE: consultar vários dados ao mesmo tempo. 

Ferramentas que auxiliam trabalhar com query no banco de dados

Para fazer a governança de dados, existem algumas ferramentas que podem ser utilizadas para dar esse suporte ao profissional que trabalha diretamente com banco de dados.

Confira abaixo cinco ferramentas que auxiliam com a query no banco e dados:

  • MySQL Workbench: o MySQL é o principal software de banco de dados. Ele é gratuito, utiliza a linguagem SQL e integra em um único local opções de desenvolvimento, design, criação e manutenção de SQL;
  • PHPMyAdmin: software gratuito, escrito na linguagem PHP e muito utilizado para desenvolvimento de APIs. O PHPMyAdmin permite a criação, remoção, alteração de tabelas, manipulação de campos e muito mais;
  • HeidiSQL: software open source de fácil aprendizagem que se conecta a diversos bancos de dados, como o MySQL, Microsoft SQL, entre outros; 
  • Sequel PRO: aplicação gratuita disponível para o sistema operacional MAC OS X, além de ser um excelente banco de dados, com o Sequel PRO o usuário consegue acesso direto aos servidores locais ou remotos;  
  • SQL Buddy: software totalmente gratuito, que utiliza as tecnologias PHP e AJAX para consulta de dados. 

Conclusão

O gerenciamento de dados é uma tarefa complexa que faz parte da rotina de um profissional que lida diretamente com dados. Para que os dados sejam tratados de uma forma mais adequada, uma query pode ser uma excelente solução.

Para saber mais sobre query, SQL, entre outros assuntos relacionados da área, matricule-se no Bootcamp Online Analista de Banco de Dados da Faculdade XP

Hover effect em CSS: tudo o que você precisa saber +8 tipos de estilos para aplicar em botões

Hover Effect CSS é, em suma, uma parte do grupo de palavras-chaves que são usadas pelas pseudo-classes da linguagem de estilos. Elas servem, basicamente, para adicionar atributos e efeitos nos elementos presentes nas páginas e ocorrem quando o usuário posiciona o mouse sobre ele.

Com o CSS3, novas possibilidades para efeitos de transição nasceram, possibilitando a customização do código para designers UX que conseguem entregar um resultado altamente bom com códigos bem simples.

Os Hover Effects CSS são recursos amplamente utilizados para adicionar inúmeras funcionalidades em aplicações web, melhorando a experiência do usuário e isso você provavelmente já sabe.

Mas você conhece bem os benefícios do Hover Effects, os efeitos mais populares e os seus códigos?

Se não, você está no lugar certo! Continue a leitura e aprenda conosco.

O que é Hover Effect CSS?

Nós falamos, no tópico acima, sobre o Hover Effect CSS ser um tipo de palavra-chave que é usada pelas pseudo-classes da linguagem de estilos.

Mas, antes de darmos continuidade na sua definição, primeiro responda: você sabe o que são as pseudo-classes?

Em suma, elas são funções que possibilitam que sejam adicionados atributos a elementos quando ocorrem certos eventos. Por exemplo, sabe quando clicamos em um link e a cor daquele texto é modificada? Bom, isso ocorre graças às pseudo-classes.

O hover, por sua vez, é uma pseudo-classe que é identificada quando o usuário passa o mouse sobre algum elemento e, dessa forma, modifica as suas características, de acordo com o que foi atribuído no código CSS para essa circunstância.

O Hover Effect, no seu modo, são os efeitos que o hover pode proporcionar a página da web, como Fade In, Rotação, Borda e entre outros.

Para que serve o Hover Effect?

O hover, apresentado como :hover no código, ativa estilos em elementos quando ativado.

Serve para possibilitar que um elemento tenha seu estilo alterado por meio da ação de um usuário, normalmente quando o mesmo passa o cursor do mouse sobre o elemento.

O Hover Effect, que é o grupo de estilos em si, é muito utilizado no desenvolvimento web para adicionar diferentes funcionalidades com foco em interatividade em aplicações web.

Quais os benefícios de usar o Hover Effect CSS?

A melhoria e benefício foco do Hover Effect CSS é o aprimoramento da User Experience ou experiência do usuário em português.

Ou seja, como os efeitos possibilitam que sejam adicionadas animações, muitas vezes surpreendentes aos textos, imagens e links, o usuário consegue ter uma experiência diferente e melhorada, em comparação com outras páginas web.

Além disso, o Hover Effect CSS conta com infinitas oportunidades para adição de animações. Ou seja, com o uso da personalização que a função permite, você pode modificar as diferentes propriedades do seu elemento e criar algo só seu.

Tipos de Hover Effect CSS

Chegou a hora de conhecer os 8 Hover Effect CSS mais populares junto aos seus códigos. Vamos lá?

1. Fade in

O Fade In é muito popular entre programadores e desenvolvedores. Provavelmente porque ajuda na enfatização da função ou na hora de buscar a atenção para uma ação, muito comum em estratégias de marketing.

Esse efeito tem o seu código feito em duas partes:

  • Defina o estado inicial;
  • Defina a mudança, usando o seletor de evento hover, por exemplo.
.fade
{
        opacity:0.5;
}
.fade:hover
{       
        opacity:1;
}

2. Mudança de cor

Durante muito tempo, mudar cores para uma div era absurdamente complexo, já que envolvia diferentes tipos de combinações relacionados ao cálculo de valores RGB de forma separada e, depois, recombinando-os.

Hoje, com o CSS, é possível definir, na classe, div como “color” e, em seguida, especificar a cor desejada.

.color:hover
{ 
        background:#53a7ea;   
}  

3. Aumentar

Aumentar ou crescer, no Hover Effect CSS é grow.

Para aumentar o elemento desejado, antes era preciso usar a sua largura e altura ou, quem sabe, o seu preenchimento.

Com o CSS3, é possível transformar para ampliar de forma mais simples, veja as ações:

  • Definir a classe da div para grow;
  • Adicionar o código abaixo com valor maior que um para o scale (escala de tamanho do objeto);
.grow:hover
{
        -xpedu-transform: scale(1.3);
        -ms-transform: scale(1.3);
        transform: scale(1.3);
}

4. Encolher

Assim como aumentar é grow, encolher é shrink e, de fato, é super simples, assim como o código anterior.

No tópico acima, explicamos que para ampliar um elemento temos que colocar um valor maior que 1 para o scale. Seguindo essa lógica, para reduzi-lo, colocaremos um valor menor que 1:

.shrink:hover
{
        -xpedu-transform: scale(0.8);
        -ms-transform: scale(0.8);
        transform: scale(0.8);
}

5. Rotação

O efeito de rotação é simples, ou seja, é preciso que a div seja definida com a classe “rotate” e, em seguida, adicionar o seguinte código no CSS:

.rotate:hover
{
        -xpedu-transform: rotatez(-30deg);
        -ms-transform: rotateZ(-30deg);
        transform: rotateZ(-30deg);
}

6. Filter blur

Para adicionar o filtro de blur, ou seja, deixar a imagem mais desfocada, você precisa adicionar o seguinte div a sua imagem <div class=”blur”> e, sem seguida, colocar o seguinte código CSS:

.blur img
{
        transition: 1s ease;
}
.blur img:hover 
{
        -xpedu-filter: blur(5px);
        transition: 1s ease;
}

7. Arredondar

Transformar um elemento quadrado em redondo é um dos efeitos mais populares de Hover Effects CSS.

Como fazer? Simples: seu primeiro passo será definir sua div como classe “circle” e adicionar o seguinte:

.circle:hover
{
        border-radius:50%;
}

8. Borda

A inserção de borda para destacar o conteúdo é outro efeito popular.

Para isso acontecer, é preciso utilizar a transição responsável por criar uma borda usando uma sombra de caixa embutida. Por isso, o seu primeiro passo será dar a sua div uma classe intitulada “border” e seguir com o código:

.border:hover
{
        box-shadow: inset 0 0 0 25px #53a7ea;
}

<Leia também: Como desenvolver dark mode em CSS? Aprenda!/>

Como usar um Hover Effect CSS?

Em suma, o hover precisa ser utilizado após um seletor CSS. Esse seletor, por sua vez, pode ser um elemento (todos HTML), uma classe ou, quem sabe, um id.

Na prática, fica assim:

a:hover {
        background-color: green;
}

A resumo do CSS, em suma, é:

seletor:hover {
        propriedade: valor;
}

Como retirar o Hover Effect CSS?

Em suma, a remoção do hover é bem simples: insira ‘disabled‘ no elemento que está sendo utilizado e pronto!

<Leia também: Como linkar CSS no HTML de forma fácil/>

Hover effect CSS garante uma boa experiência ao usuário da web
Hover effect em CSS é um excelente aliado para melhorar a interface do seu site.

Qual o Hover Effect mais utilizado no front-end?

São diversos os Hover Effects CSS utilizados por desenvolvedores front-end, já que as possibilidades de criação são praticamente infinitas. Mas existem alguns que são principais, dado ao bom desempenho e baixa necessidade de processamento.

Os cinco principais são:

  • Fade In;
  • Mudança de cor;
  • Crescer;
  • Encolher;
  • Rotação.

Qual a compatibilidade do Hover Effect CSS com os navegadores?

O :hover é suportado nos seguintes navegadores:

  • Chrome 4.0;
  • Mozilla Firefox 2.0;
  • Edge 7.0;
  • Opera 9.6;
  • Safare 3.1.

Por que aprender a usar o Hover Effect CSS na sua interface?

Se você quer que o seu site alcance o sucesso, você precisa investir numa boa interface de UI e UX para garantir uma boa navegação para o usuário. Essa interface é a responsável por tornar elementos mais visíveis e claros de serem vistos. Além disso, o Hover Effect é um elemento de design que, muito provavelmente, ajudará na usabilidade do seu website.

Curtiu o que leu, quer aprender mais sobre e, além disso, deseja entrar nas empresas mais inovadoras do mercado? Bom, você está no lugar certo! Para alcançar o sucesso na área da tecnologia, você precisa estar constantemente capacitado. Por isso, conheça Bootcamp de Desenvolvedor Front-End da Faculdade XP e aprenda!

E-learning: conheça essa modalidade de ensino e seus benefícios

Há muito tempo, os estudos a distância eram realizados por meio de cursos por correspondência e telecursos em televisões e rádios. Contudo, o surgimento da internet e a evolução dos recursos tecnológicos permitiram que uma forma mais eficiente de EAD surgisse, o e-learning.

Essa prática tem sido amplamente utilizada por estudantes e empresas e tem se tornado cada vez mais relevante para o desenvolvimento intelectual da sociedade. Em 2016, uma pesquisa realizada pelo CENSO de Educação Superior constatou que, nesse mesmo ano, 18.60% dos estudantes trocaram as aulas presenciais por aulas online.

Quer entender mais sobre a história e a importância do e-learning para a nossa sociedade? Então, continue com a leitura deste conteúdo.

O que é e-learning?

O que é e-learning?
O que é e-learning? Fonte: Freepik

O e-learning é o processo de aprendizado a distância fundamentado no uso dos recursos tecnológicos e na conexão com a internet. É uma abreviação para os termos electronic learning que, em português, significam aprendizagem eletrônica.

Essa prática consiste em fornecer para o aluno todos os recursos necessários para que ele consiga assimilar e fixar o conteúdo transmitido, além de proporcionar experiências semelhantes às do ensino presencial.

Desse modo, nas práticas atuais do e-learning, o aluno terá acesso à uma plataforma onde ele receberá os conteúdos, se comunicará com seus colegas de curso e poderá tirar dúvidas com os professores e tutores. Além disso, é esse sistema que testará o seu conhecimento, por meio de provas avaliativas.

O termo e-learning é atribuído para as práticas que são realizadas no formato 100% a distância e com uso da internet e dos recursos digitais. Para treinamentos onde algumas dinâmicas e atividades são, necessariamente, realizadas no formato presencial, dá-se o nome de blended learning (b-learning), ou seja, aprendizado híbrido.

<Leia também: Aprenda a melhorar o seu desempenho profissional em 11 passos!>

Como surgiu o e-learning?

O e-learning surgiu no final do século XX e foi um produto da união da World Wide Web com os primeiros sistemas operacionais de uso comercial. Desse modo, os usuários da internet tiveram a oportunidade de navegar na web sem necessariamente possuir conhecimentos nas linguagens de programação.

Esse contexto possibilitou que a educação a distância deixasse de ser unidirecional e passasse a ser bidirecional, ou seja, o aluno deixou de ser um mero espectador e passou a ter uma postura mais proativa no processo de aprendizagem.

Como funciona o e-learning?

Inicialmente, o e-learning funcionava sem o gerenciamento de aprendizado, ou seja, o aluno tinha acesso aos conteúdos de forma remota, mas não possuía acompanhamento e validação do que foi aprendido. 

Posteriormente, em busca de resolver estes problemas, as instituições de ensino desenvolveram os Learning Management System (Sistema de Gestão de Aprendizado). Foi por meio dessas plataformas que os educadores conseguiram trazer características das salas de aula para o ensino a distância, sendo elas:

  • Fóruns onde os estudantes podem discutir sobre um determinado assunto;
  • Canais para comunicação com colegas, tutores e professores;
  • Sistema de atividades avaliativas;
  • Sistema para apresentação de seminários;
  • Sistema de avaliação de frequência;
  • Materiais complementares e suporte para elucidação de dúvidas.

<Leia também: Recolocação profissional: o que é e como iniciar esse processo?>

Exemplo de plataforma e-learning

Dentre as plataformas de e-learning, existem 3 modelos bem comuns, sendo eles: e-learning em nuvem, e-learning em software instalado e e-learning SaaS. Confira abaixo uma explicação mais detalhada sobre cada uma dessas modalidades.

1. Plataforma de e-learning em nuvem

As plataformas de e-learning em nuvem baseiam-se no conceito de cloud computing. Isto é, todos os conteúdos desenvolvidos são armazenados de forma centralizada em um único sistema na nuvem. Desse modo, é possível acessar as informações a qualquer momento e remotamente.

2. Plataforma de e-learning em software instalado

Nesta modalidade, um fornecedor experiente instala um software de e-learning na rede de computadores do cliente. Embora possa ser um serviço de muita qualidade, é importante verificar a procedência do produto, uma vez que um software de má qualidade pode exigir muitos gastos com manutenção. 

3. Plataforma de e-learning SaaS

Nas plataformas de e-learning no modelo Software as a Service (SaaS), um fornecedor cria toda uma infraestrutura de ensino a distância e disponibiliza esse conteúdo para o mercado mediante ao pagamento de planos mensais ou anuais. Vale lembrar que são os fornecedores que ficam responsáveis pela manutenção e bom funcionamento da plataforma, além da proteção de dados.

Um bom exemplo de e-learning SaaS é a plataforma Canvas da Faculdade XP por onde o aluno pode acessar dezenas de cursos profissionalizantes e bootcamps online.

Vantagens e desvantagens do e-learning

O e-learning possibilitou que novos modelos de receita surgissem no mercado de educação e permitiu que estudantes com limitações geográficas e de tempo pudessem dar continuidade aos seus estudos. No entanto, essas não foram as únicas vantagens promovidas pelo e-learning. Observe abaixo, as principais vantagens da aprendizagem eletrônica.

  • O aluno pode seguir seu próprio ritmo de aprendizado, ao invés de seguir o ritmo da turma;
  • Maior liberdade para escolher quando e onde estudar;
  • Por ser uma operação enxuta, o e-learning costuma ser mais barato para os estudantes;
  • É possível estudar de qualquer lugar e de qualquer dispositivo (computador, celular, tablet);
  • Inclusão de recursos tecnológicos no processo de aprendizado.

Porém, como nem tudo são flores, o e-learning traz algumas desvantagens consigo. Dentre elas, temos:

  • Exige muita responsabilidade e disciplina do estudante;
  • Em alguns casos, é necessário estar conectado à internet para ter acesso às aulas;
  • Conteúdos práticos tendem a ser mais difíceis de entender;
  • Falta de socialização com colegas e professores;
  • O tempo de resposta de uma dúvida tende a ser maior do que no formato presencial.

Tipos de e-learning

Como visto anteriormente, o e-learning é um formato de ensino a distância fundamentado no uso da internet e de recursos digitais. Contudo, essa prática tem dois mercados, sendo eles: mercado educacional e mercado corporativo. Além disso, é possível dividir o e-learning em síncrono e assíncrono. Confira abaixo um detalhamento sobre cada um desses pontos.

Educacional

O e-learning educacional possui como foco o mercado de ensino a distância para estudantes, principalmente, de ensino superior. Desse modo, é possível romper as barreiras geográficas e conectar alunos e professores a partir de qualquer lugar do mundo.

Além disso, o e-learning tornou-se uma excelente opção para aqueles estudantes que precisam trabalhar e não possuem tempo para realizar uma faculdade em tempo integral. Dessa forma, é possível recorrer a uma faculdade/curso profissionalizante a distância e fazer seus próprios horários de estudos.

Corporativo

O e-learning corporativo é uma ótima alternativa para o treinamento e capacitação de colaboradores. Além de ser uma alternativa mais econômica para a empresa, é possível criar trilhas de conhecimento personalizadas para cada funcionário e acelerar o processo de aprendizado.

<Leia também: Power skills: conheça exemplos de habilidades importantes para se desenvolver!>

E-learning síncrono x assíncrono

Uma das características que torna o e-learning uma das melhores opções de ensino a distância é a interação entre alunos, professores e tutores. Contudo, essa interação pode acontecer em dois formatos: de forma síncrona ou de forma assíncrona.

A interação síncrona é aquela que acontece em tempo real. Marca-se um dia e horário, para que professores e alunos se encontrem. Neste momento, o professor irá ministrar a aula ou o plantão de dúvidas, enquanto os alunos podem interagir com questionamentos e comentários.

Os principais mecanismos de comunicação em interações síncronas são os chats online e as videoconferências.

Já nas interações assíncronas, o contato é realizado em momentos distintos. Os principais meios de comunicação assíncronos costumam ser e-mails e fóruns. Apesar da interação acontecer em um intervalo de tempo maior, dúvidas e comentários podem ser realizados a qualquer momento do dia.

Diferença entre e-learning e EAD

De acordo com a definição do MEC do que seria o ensino a distância, temos: 

“Educação a distância é a modalidade educacional na qual alunos e professores estão separados, física ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada na educação básica (educação de jovens e adultos, educação profissional técnica de nível médio) e na educação superior.”

Desse modo, podemos entender como EAD as seguintes práticas:

  • Telecursos (televisão ou rádio);
  • Cursos por correspondência;
  • Vídeo aulas gravadas;
  • Cursos via teleconferência.

Dito isto, entende-se que o e-learning é uma das modalidades de ensino a distância (EAD).

Afinal, qual a importância do e-learning na era digital?

Nos últimos anos, a internet e as tecnologias tornaram-se os principais meios para solucionar os problemas da nossa sociedade. Desse modo, tais recursos foram fundamentais para o desenvolvimento do e-learning, prática que facilitou o acesso à informação e à educação.

Por meio da aprendizagem eletrônica, é possível ter acesso a conteúdos de qualidade por preços mais acessíveis e sem impeditivos geográficos. Além disso, a liberdade de tempo e autonomia no processo de aprendizado conferidas aos estudantes do e-learning permite que o conhecimento ocorra no ritmo do usuário.

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