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O que são Fundos ESG e como começar a investir nessa opção?

Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental são assuntos cada vez mais presentes no cotidiano de cada um de nós. Os noticiários abordam constantemente o tema das alterações climáticas, os países do mundo todo se reúnem em busca de soluções e é claro que tudo isso reflete na economia. Os fundos ESG são exemplos desse impacto. 

Mas, afinal, o que eles são e como funcionam? É sobre isso que vamos conversar ao longo deste artigo. Confira! 

O que é Fundo ESG?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance, que em português significa Ambiental, Social e Governança. 

Logo, os ESG são fundos de investimento que reúnem investidores com interesse em aplicar capital em empresas que possuem valores e práticas que realmente contribuem para:

  • a preservação do meio ambiente, 
  • bem-estar da sociedade ao seu entorno, 
  • garantia de justiça e integridade dentro das instituições.

Ao participar de fundos ESG, você  investe  nessas empresas por meio de aplicações de capital na compra de títulos de ações. 

Essa é uma forma de investidores aproveitarem os movimentos positivos do mercado em relação à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioambiental.

Como são criados os fundos ESG? 

Os fundos de investimento ESG são criados por corretoras que também os administram e os oferecem  ao mercado.

Em 2020, a XP Investimentos criou o Trend ESG Global, que foi o primeiro fundo dessa categoria a integrar o catálogo da corretora.

Além do fundo, é possível  investir em carteiras ESG com um mix de empresas com indicadores relevantes em relação aos critérios necessários para a categoria. 

Como as empresas são avaliadas para o fundo? 

A criação de um fundo ESG exige uma avaliação criteriosa das empresas que vão participar dele e receber os investimentos. Entre os parâmetros que são analisados pela a gestão do fundo estão:

  • práticas corporativas, 
  • declarações financeiras, 
  • inclusão social no negócio, com oferecimento de oportunidades iguais para diferentes minorias da sociedade;
  • ações sociais desenvolvidas para melhorar o bem estar da sociedade no entorno,
  • transparência na gestão, 
  • adoção de políticas anticorrupção, 
  • implementação de uma remuneração justa e igualitária, 
  • boas práticas para redução do impacto ambiental da empresa, como redução de emissão de carbono, redução de resíduos,
  • projeções financeiras, balanços internos e demais documentos financeiros,
  • programa de valorização de pessoas e mais. 

Outros critérios também são avaliados, mas a partir desses, já é possível compreender que o estudo sobre as empresas dos fundos ESG é realmente baseado em parâmetros relevantes, com impacto nas três áreas que constroem a sigla em questão. 

Vale considerar também que para um fundo de investimento ESG é necessário a combinação de práticas ambientais, sociais e de governança e não apenas o foco em uma ou outra dessas áreas. Todas precisam ser prioridades para as companhias  que integrarão os fundos.

Essa combinação leva à  compreensão de que os fundos ESG investem em empresas que prezam pela sustentabilidade, não apenas no discurso de marketing, mas na prática. 

Com o fim da etapa de escolha das companhias, os recursos dos investidores começam a ser aplicados nas organizações selecionadas, por meio da compra de ações.

Como investir em fundos ESG? 

Mas, como começar a investir em fundos ESG? Para isso você precisará seguir um passo a passo simples: 

  1. Escolha uma corretora que oferece fundos ESG, como a XP ou a Rico
  2. Faça seu cadastro no site da corretora escolhida para que possa ter acesso às opções que ela oferece,
  3. Identifique os produtos ESG disponíveis e avalie o que melhor se adapte ao seu perfil e à sua realidade, 
  4. Escolhido o fundo ESG, transfira para a conta da corretora o valor que pretende aplicar,
  5. Faça a aplicação, espere o prazo de cotização e pronto! Você será um investidor do fundo ESG. 

Tendências de crescimento para fundo de investimento ESG

As movimentações do mercado financeiro, sem dúvida, estão atreladas às movimentações fora dele. 

Questões políticas, por exemplo, interferem nas taxas, impactam na curva de juros e podem até mesmo definir os tipos de investimentos que vão crescer ou entrar em queda no país. 

>>> Conheça o curso: Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores

Com a crescente presença dos debates socioambientais, empresas de vários setores passaram a investir em soluções que atendessem a demanda do mercado por organizações mais comprometidas e envolvidas com o meio ambiente e com a sociedade ao entorno. 

Por exemplo, é cada vez mais comum que organizações desenvolvam produtos com embalagens biodegradáveis para diminuir  o impacto negativo da produção da empresa no planeta. 

Esses movimentos, é claro, refletem  no mercado financeiro, uma vez que, atualmente, muitos investidores prestam atenção a essas questões e, desse modo, preferem alocar seus recursos em empresas que promovam essas causas.  

Os fundos ESG são resultado de toda essa mudança de valores em algumas áreas e para alguns agentes da economia. 

Se o mercado consumidor busca por companhias  com soluções mais sustentáveis e dão preferências a elas ao realizarem uma compra, essas empresas passam a faturar mais e a ampliar sua lucratividade. 

Os valores dos dividendos dos investidores tendem  a aumentar e as ações são valorizadas. 

É por isso que acompanhar as tendências de mercado faz parte do dever de casa dos investidores, mesmo os que estão apenas começando. 

Atualmente, um dos papéis mais interessantes dos fundos ESG é a contribuição para a diversificação da carteira de investimento. Quando bem construída,  essa prática tem o poder de aumentar a rentabilidade total dos investimentos e reduzir o risco de perdas. 

Para aprender mais sobre essa prática, te convidamos a conhecer o curso Diversifique sua carteira” da Faculdade XP School. O curso é prático e oferece muitos insights relevantes, além de uma metodologia completa. Vale a pena conhecer!

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Bitcoin e criptomoedas: vantagens e desvantagens desse mercado

Bitcoin já não é algo tão novo assim, e mesmo assim o assunto criptomoedas vantagens e desvantagens ainda deixa muitas dúvidas na cabeça dos investidores.

O assunto está mais em alta do que nunca, chegando a ser o tema mais falado no Twitter em 2021. E a cada nova notícia, mais pessoas se interessam por este mercado que não para de crescer.

As criptomoedas possuem vantagens e desvantagens como qualquer tipo de investimento. E para você que quer entender melhor estes pontos principais, escrevemos este post.

Você verá por aqui:

  • O que são criptomoedas
  • Criptomoedas: vantagens e desvantagens
  • Como investir em criptomoedas

Criptomoedas é um assunto muito amplo, e por isso vamos buscar ser bem sucintos com as principais informações que você precisa saber sobre esse mercado.

Vamos então aprender os principais pontos sobre criptomoedas, vantagens e desvantagens.

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O que são criptomoedas?

Criptomoedas são moedas digitais que funcionam a partir da tecnologia de blockchain.

A tecnologia blockchain é um sistema de registro de informações em blocos, de forma descentralizada e segura. Em termos gerais, é como se fosse um livro-razão. Que na contabilidade registra todas as entradas e saídas de dinheiro.

As criptomoedas se utilizam dessa tecnologia para validar suas transações. Dessa forma elas não precisam de terceiros, como bancos, empresas ou governos para validar seus registros.

>>> Para entender melhor esta tecnologia, veja este nosso artigo sobre o tema: Blockchain: como funciona, que problemas ele resolve e como pode ser usado

Existem milhares dessas moedas, entre elas as mais famosas são o Bitcoin e o Ethereum.

Cada uma possui suas próprias características, como por exemplo o Ethereum, que ao contrário do Bitcoin, possui uma rede de contratos inteligentes. Esses contratos inteligentes permitem que aplicativos usem a rede para registrar informações.

>>> Leia mais em: 5 criptomoedas que você precisa conhecer melhor

Criptomoedas: vantagens e desvantagens

Vamos entender então, quais são as principais vantagens e desvantagens destes ativos digitais que estão constantemente nos noticiários.

As principais vantagens das criptomoedas são:

  • diversificação 
  • baixas taxas de movimentação
  • segurança
  • descentralização
  • volatilidade

Já as desvantagens das criptomoedas podem ser listadas como:

  • baixa aceitação 
  • falta de regulamentação
  • mercado novo e ainda com algumas incertezas
  • conhecimentos específicos
  • volatilidade

Vamos entender melhor então cada uma delas. Começando pelas vantagens das criptomoedas.

Vantagens das criptomoedas

Diversificação

Uma das principais vantagens das criptomoedas é a diversificação da carteira de investimentos

As criptomoedas já são vistas como uma ótima forma de diversificar uma carteira de investimentos por muitos investidores, inclusive após a criação de um ETF próprio na B3, facilitando o acesso a quem não sabe por onde começar.

Ainda é um ativo tratado como investimento de risco, e recomendado apenas como complemento aos seus investimentos, como diversificação e exposição a certos riscos que podem variar de investidor para investidor, conforme o seu perfil. 

É muito comum que investidores tenham dúvidas sobre como diversificar suas carteiras, por isso, uma indicação é que você busque mais informações sobre esse tópico tão relevante para garantir segurança e rentabilidade. 

A Faculdade XP School, escola da XP Inc, preparou um curso online completo sobre o tema, “Combo: Diversifique sua carteira”, acesse e faça a sua inscrição.

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Baixas taxas

Uma das vantagens das criptomoedas que poucas pessoas conhecem são as baixas taxas. Algumas corretoras cobram valores irrisórios para saque e para trade, por exemplo.

Além disso, muitas pessoas estão usando criptomoedas para enviar e receber dinheiro do exterior. Isso pelo fato de não se utilizar da tradicional rede bancária para realizar a transferência.

Com as criptomoedas, basta você criar a sua carteira digital para começar a enviar e retirar fundos por qualquer corretora de criptomoedas do mundo. 

É possível criar uma carteira gratuita e você paga apenas um pequeno valor de taxa de uso da rede, de acordo com a corretora e o serviço escolhido para o uso.

Para realizar essas transferências, porém, é indicado um maior conhecimento do funcionamento das criptomoedas para que todo o processo ocorra com tranquilidade e você possa aproveitar as baixas taxas.

Segurança

As principais redes de criptomoedas são bem seguras. A tecnologia blockchain garante segurança extra, fazendo com que a maioria das brechas sejam aquelas relacionadas a pessoas que não guardam com segurança as chaves de acesso a suas carteiras.

Outra questão, que é até alvo de muita crítica, é o fato de que as carteiras digitais não vinculam nenhuma informação pessoal de seus proprietários. Garantindo anonimato para as transações.

Não são todas as redes que garantem este anonimato, mas no geral, é bem difícil identificar os proprietários das carteiras.

Descentralização

O principal atributo das criptomoedas é a sua descentralização. Elas não dependem de entidades governamentais ou privadas para existir. 

Tudo gira em torno da tecnologia blockchain e da criptografia avançada.

Volatilidade

Volatilidade representa a alta variação nos preços da moeda. Quando dizemos que um ativo possui alta volatilidade significa que seu preço, por diversas vezes, varia muito dentro de um pequeno espaço de tempo.

Logo, a volatilidade é um atrativo para investidores que buscam por ganhos financeiros rápidos, mas, principalmente para aqueles que gostam de fazer trade.

Se você gosta de acompanhar gráficos, analisar o mercado, e observar tendências, esse é um mercado que pode te dar muitos lucros já no curto prazo.

>>> Ainda está pesquisando sobre trade? A Escola de Trading da Faculdade XP School by XP Inc. é uma dica de ouro.  

Desvantagens

Baixa aceitação

Uma das principais desvantagens das criptomoedas atualmente é sua baixíssima aceitação.

Por diversas vezes vemos anúncios de empresas que dizem aceitar Bitcoin, por exemplo, mas no geral é apenas uma jogada de marketing que dura pouco tempo.

Para contornar essas dificuldades que as empresas tradicionais possuem em aceitar criptomoedas, diversas empresas oferecem cartões que são aceitos com bandeiras tradicionais, como Visa e Mastercard, e realizam o pagamento em moeda corrente, mas te cobram uma conversão direta em sua carteira de criptomoedas.

Falta de regulamentação

A regulamentação das criptomoedas é assunto constante nos noticiários de investimentos. Como ele pode impactar diretamente a economia, muitos países ainda não sabem bem como regulamentar esse tipo de ativo.

Com isso, vemos alguns deles criando proibições, como é o caso da China, enquanto outros apostam na regulamentação total, fazendo do Bitcoin uma moeda oficialmente aceita, como é o caso de El Salvador.

Mercado novo e incerto  

Apesar do assunto não ser assim tão novo (lá se vai mais de uma década), este ainda é um mercado que traz muitas dúvidas para a economia tradicional.

A falta de uma regulamentação específica, falta de confiança na liquidez dos investimentos, e até mesmo o desconhecimento sobre os ativos, fazem com que muitas incertezas apareçam.

Volatilidade

A volatilidade não é só uma vantagem, é claro. Colocamos a volatilidade também como uma desvantagem pois você nunca sabe ao certo quanto os preços vão despencar, ou mesmo se vão voltar ao valor que você comprou.

Portanto, opere com cuidado e com conhecimento sobre os riscos que esse mercado pode oferecer.

Como investir em criptomoedas?

As principais formas de investir em criptomoedas no Brasil, são a partir das ETFs disponíveis na B3, a bolsa de valores brasileira, e a compra direta a partir de corretoras especializadas.

Para compra de ETFs basta que você tenha conta em alguma corretora de investimentos, como a XP Investimentos e a Rico. Uma dica: se você não tem tempo, ou mesmo paciência para aprender mais sobre as criptomoedas, a melhor forma de se expor a elas, é comprando ETFs.

Já no caso da compra direta você pode utilizar alguma das corretoras especializadas.

E é claro, nunca inicie um investimento sem estudá-lo a fundo. Por isso, conheça o catálogo de cursos da Escola de Investimentos da Faculdade XP School by XP Inc. e prepare-se para o presente e futuro. 

Quer aprender como montar uma carteira com criptomoedas, opções de renda fixa e variável? Então se inscreva no curso, “Diversifique sua carteira” e comece a lucrar mais e controlar seus riscos. 

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O que é alavancagem financeira e como funciona?

Aumentar as chances de ganhos de um investimento de renda variável, mesmo com recursos financeiros reduzidos, esse é o sonho de muitos investidores. Mas, como fazer isso? Um dos caminhos é aprender o que é alavancagem financeira.

Afinal, o que é operar alavancado? Quais são os riscos? Qualquer pessoa pode operar dessa forma? 

Se essas são dúvidas que estão passando pela sua cabeça, você chegou ao lugar certo

Neste artigo, nosso objetivo é te ajudar a compreender o que é alavancagem financeira, como ela funciona e se realmente ela é um bom caminho para sua carteira de investimentos. 

Já adiantamos que a prática da alavancagem de banca envolve riscos e, por isso, é indicada para quem já tem um certo nível de experiência com investimentos de renda variável, como o mercado de ações. 

Entretanto, com uma dose de conhecimento, você conseguirá dar um salto em seus  retornos financeiros. Preparado? Então, aperte os cintos e tenha uma boa leitura! 

O que é alavancagem financeira? 

A alavancagem financeira é uma estratégia usada por investidores para operar no mercado, principalmente, de ações, com valores acima do que eles realmente possuem em sua conta. 

Para que isso possa acontecer, o capital usado funciona como um aporte externo vindo de um tipo de empréstimo disponibilizado a investidores. Estamos falando de uma linha de crédito especial para esse tipo de movimentação financeira.

Esse crédito pode ter como origem a própria corretora, um banco ou outra pessoa, por exemplo. 

O objetivo de realizar essa captação de recursos é ampliar as chances de ter mais rentabilidade e assim obter uma lucratividade capaz de pagar o “empréstimo” e ainda garantir uma margem de retorno satisfatória para o investidor. 

Como funciona a alavancagem financeira?

A modalidade mais comum das operações alavancadas é o Day Trade, que trabalha com operações que duram apenas alguns minutos ou, em alguns casos, algumas horas. O objetivo dessa forma de investir é obter lucro rápido, a partir de pequenas e constantes oscilações no preço dos ativos.

Neste tipo de operação não é preciso pagar pelo valor total que está sendo usado para comprar. Da mesma forma, você não recebe o valor total do investimento. Ao contrário, o pagamento e o recebimento são feitos apenas sobre o valor correspondente à oscilação do ativo.

Isso quer dizer que o valor alavancado não precisará ser efetivamente transferido, caso você tenha os ativos valorizados. Da mesma maneira, você só receberá o valor da variação, ou seja, do lucro obtido na operação. 

Exemplo prático de alavancagem financeira 

Vamos a um exemplo para que você possa entender melhor como funciona a alavancagem financeira no Day Trade

Imagine que você identificou uma oportunidade e deseja realizar um investimento para obter maior lucratividade na operação. Entretanto, você não tem capital para isso. Logo, solicita uma alavancagem financeira de R$50 mil junto à corretora, por exemplo. 

Com esse valor, agora em sua conta, é possível aplicar a quantia em ações.

Por ser uma operação de Day Trade você compra e vende as ações no mesmo dia

Com a alavancagem financeira, em casos de valorização, você receberá apenas o valor da oscilação do ativo. O mesmo ocorre em caso de desvalorização. O valor pago será relativo à oscilação negativa. 

Mas, vamos voltar ao exemplo da alavancagem de trading, em que o crédito solicitado foi de R$50mil. Ao vender os ativos no mesmo dia com uma valorização de 0,8% você tem uma rentabilidade de R$400. É esse o valor que você irá receber. Já o capital emprestado volta para a corretora também no mesmo dia. 

Entretanto, é importante destacar que para solicitar capital para a alavancagem você precisará depositar uma margem de garantia. Ela, é claro, deve ser suficiente para arcar com uma potencial oscilação negativa do ativo. 

Mesmo a margem de segurança não precisa ser depositada em dinheiro, podendo ser oferecida por meio de ações, CDB, títulos do Tesouro Direto, entre outros.

A alavancagem é muito comum em operações realizadas na Bovespa, por meio da compra e venda de ações, e na BM&F, com contratos ou minicontratos de dólar e de índice.

Benefício da alavancagem financeira no mercado financeiro

A grande vantagem da alavancagem financeira é a possibilidade de movimentação de volumes financeiros maiores do que o investidor seria capaz se contasse apenas com o seu capital próprio. 

Isso faz com que ele aproveite melhor as oportunidades que identifica em uma operação, sendo necessário apenas com uma fração do valor original, que é usada como margem de garantia.

Quando começar a operar alavancado?

Como vimos acima, compreender o que é alavancagem financeira nos apresenta uma forma eficiente de começar a ampliar os ganhos com operações do mercado financeiro. Entretanto, da mesma maneira, as possibilidades de perdas também são maximizadas.

Isso quer dizer que se não ocorrer a valorização do ativo que você esperava, será necessário arcar com a perda da oscilação. 

Entretanto, duas palavras podem te ajudar a reduzir seus riscos e a identificar melhores oportunidades: experiência e estudo. Ambas te levarão a um melhor aproveitamento das alavancagens.

Nesse sentido, é indicado que a alavancagem financeira seja realizada por quem já tem um certo grau de experiência com investimentos de renda variável, Day Trade e outros formatos que exigem maior gerenciamento de risco. 

É fundamental ressaltar também que investir em renda variável é uma das formas de ampliar consideravelmente a sua rentabilidade. Porém, todas as técnicas aplicadas em relação a esse tipo de aplicação demandam conhecimento e vivência, principalmente quando falamos em ganhos rápidos e em operações mais estratégicas.

Em suma, a alavancagem trading é recomendada para traders mais experientes, com   tempo de mercado e que se dedicam a aprender e evoluir seus métodos para então operar alavancado.

Se você deseja alavancar também o seu conhecimento para ter acesso a investimentos mais rentáveis com mais segurança, indicamos que conheça dois cursos online da Faculdade XP

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Como começar a investir em imóveis? Vantagens e riscos!

Quando te perguntamos “como começar a investir em imóveis?”, qual resposta lhe vem à mente? Juntar dinheiro para a entrada, financiar o restante, cuidar da papelada e…espere um pouco! E se dissermos que existem vários tipos de investimento em imóveis? E que muitos deles não demandam um capital inicial alto ou uma burocracia extensa? 

No artigo de hoje, vamos, sim, explicar como começar a investir em imóveis e dar aquele passo importante rumo à realização do sonho de viver de renda. Mas, principalmente, vamos te mostrar que o mercado imobiliário é mais diverso e plural do que você imagina. 

Que tal conhecer as opções disponíveis, as variáveis que influenciam em cada uma delas e encontrar aquela que se encaixe perfeitamente em suas necessidades e demandas? 

É só continuar a leitura! 

Tipos de investimento em imóveis: conheça os principais

Quer começar a investir em imóveis, mas não dispõe de uma quantia elevada em dinheiro? Pode ser que você encontre nesta lista a aplicação ideal para você. A seguir, você conhece 4 tipos de investimento em imóveis e suas principais características. 

Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são investimentos na modalidade renda fixa. Além disso, são lastreadas na carteira vinculada ao setor imobiliário mantida pelas instituições financeiras emissoras e isentos de imposto de renda.

A LCI opera como uma espécie de “empréstimo” a instituições financeiras. Em troca, o investidor recebe uma remuneração. Ela equivale aos juros do empréstimo, durante o período em que mantiver seus recursos aplicados.

Ao fazer seu aporte, o investidor deve escolher uma modalidade de remuneração. As mais comuns são a pré-fixada (quando a taxa de juros é definida no momento da aplicação), pós-fixada (quando a taxa de juros é atrelada a um indicador — como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — que pode variar durante o período da aplicação) e a atrelada à variação da inflação. 

Neste último caso, a remuneração é segmentada em duas parcelas: uma prefixada e outra pós. É possível, por exemplo, encontrar LCI que asseguram uma taxa de juros + variação da inflação (atrelada ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ou ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). 

 >>> Saiba mais: Qual é a diferença entre IPCA e IGP-M no acompanhamento da inflação? 

Antes de continuar a leitura, saiba mais sobre as Letras de Crédito Imobiliário. Veja também como funcionam seus investimentos-pares, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Dê o play e confira!

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)

Certificados de Recebíveis Imobiliários também são opções de investimento em renda fixa isentos de Imposto de Renda. 

A lógica do CRI é a seguinte: suponhamos que uma construtora venda seus imóveis a prazo para os clientes. Estes imóveis levam anos para serem quitados. Isso faz com que a empresa não tenha a quantia total das vendas realizadas no curto prazo. 

Neste caso, para dar continuidade às suas operações sem precisar recorrer a empréstimos, as construtoras acionam securitizadoras, que emitem CRI ao mercado. 

Na prática, quem compra um CRI empresta dinheiro à construtora ou empresa do segmento imobiliário. E, em troca, recebe os juros equivalentes ao aporte no período de duração do investimento. 

Assim como a LCI, o CRI também tem opções pré-fixadas, pós-fixadas e atreladas à inflação. 

Fundo de Investimento Imobiliário (FII)

Fundos de Investimento Imobiliário são aplicações na modalidade renda variável que funcionam como “condomínios” de shoppings, hospitais, hotéis, prédios comerciais etc, divididos em cotas. 

Estas cotas são oferecidas a investidores, que, ao adquirirem uma (ou mais) partes do empreendimento, passam a lucrar com alienação, locação, arrendamento ou aluguel desses espaços. 

Quer saber mais sobre os FII? Assista ao vídeo abaixo e tire todas as suas dúvidas sobre o tema: 

Compra e venda de imóveis

Comprar e vender também é um caminho para entender como começar a investir em imóveis. 

Estes ativos, populares entre os investidores de perfil conservador por serem considerados reais e seguros, cresceram mesmo em períodos turbulentos como o da pandemia do novo coronavírus. 

De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário da cidade de São Paulo, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, divulgada pelo Infomoney, no acumulado de 12 meses encerrados em setembro de 2021, foram comercializadas 65.690 unidades apenas no estado de São Paulo. 

O número representa um aumento de 32,1% em relação ao período anterior (outubro de 2019 a setembro de 2020), quando foram negociadas 49.715 unidades. 

Dicas de investimento em imóveis: o que levar em conta antes de escolher o seu?

Para entender como começar a investir em imóveis, é preciso levar em consideração uma série de fatores. É importante considerá-los tanto para escolher o modelo de investimento mais adequado às suas demandas e necessidades, quanto para minimizar as chances de perdas financeiras e se preparar para eventuais oscilações do mercado. 

  • Risco do investimento x perfil do investidor

A primeira dica de investimento em imóveis é: encontre uma proposta de aplicação compatível com seu perfil investidor. 

Fundos de Investimento Imobiliário (FII), por exemplo, são considerados de risco moderado, por estarem atrelados a oscilações do mercado, como crises econômicas e sociais, desastres ambientais etc. 

Já os investimentos em LCI e CRI são considerados de baixo risco, especialmente os pré-fixados, nos quais é possível calcular, no momento do aporte, o valor total de lucro ao fim do período da aplicação. 

>>> Ainda não conhece o seu perfil de investidor? Veja as características de cada um e descubra em qual classificação você se enquadra.  

  • Cenário atual e perspectivas para o setor

O investimento no setor imobiliário está condicionado a uma série de fatores. A pandemia, anteriormente mencionada, trouxe instabilidade para quase todos os tipos de aplicações (sobretudo os FIIs e os investimentos convencionais em compra/venda para locação).

A análise prévia do cenário e o entendimento das projeções do mercado podem ajudar a preparar o investidor para eventuais crises. Sobretudo se houver perspectivas de recuperação. 

Além disso, o conhecimento da performance do mercado auxilia na movimentação dos investimentos, bem como o acompanhamento das tendências de taxas estratégicas, como a Selic, que orienta a rentabilidade de aplicações em renda fixa. 

  • Características do imóvel

A avaliação das características do imóvel escolhido é fundamental sobretudo para quem investe em FII e na compra/venda. Em ambos os casos, analisar condições estruturais, disponibilidade de espaço para locação, localização geográfica, posicionamento do imóvel em relação a serviços essenciais etc. pode ser um trunfo para facilitar na tomada de decisão. 

Afinal de contas, quanto melhores forem as características do imóvel, maiores as chances de valorização ou menores as chances de vacância.  

  • Condições de pagamento 

Na hora de comprar um imóvel físico, o pagamento à vista é sempre a melhor opção. Porém, nem sempre esta é uma possibilidade. 

Neste caso, a saída é buscar as melhores condições de financiamento. Uma opção são as entradas mais robustas, reduzindo a quantidade de parcelas e as taxas de juros. 

Como começar a investir em imóveis? Passo 0: estude! 

Agora você já sabe que o investimento no setor imobiliário pode acontecer por diferentes caminhos. Que tal caminhar mais alguns passos rumo à realização do sonho de viver de renda? Ou quem sabe fazer aplicações com rendimentos para o futuro? 

Acreditamos que a educação é a primeira e mais importante etapa para te conduzir a escolhas assertivas e condizentes com o seu perfil. 

Nossa dica de hoje é o curso Viver, Curtir, Investir: Tirando Sonhos do Papel

Afinal, aprender a investir nem sempre é o fim de quem busca um curso relacionado a investimentos. Muitas vezes, esse é só um meio para viabilizar a realização do que deseja conquistar ao longo da vida.

Inscreva-se e conecte a realização dos seus sonhos com conteúdos práticos e úteis sobre investimentos para que você consiga chegar lá.

Como começar a investir em fundos imobiliários? Tudo o que você precisa saber!

Se você acompanha a movimentação do mercado financeiro, deve ter notado que a temática “como começar a investir em fundos imobiliários” sofreu um boom nos últimos tempos, não é mesmo? 

“Alternativa para viver de renda de aluguéis sem ter que comprar imóvel” e “oportunidade para construir patrimônio” são algumas das características que ouvimos comumente quando o tema é FII (Fundo de Investimento Imobiliário). Mas será que é isso mesmo? E mais: será que esta aplicação é ideal para o seu perfil de investidor? 

No artigo de hoje, reunimos:

  1. informações e dúvidas comuns sobre como começar a investir em fundos imobiliários; 
  2. tudo aquilo que deve ser levado em consideração antes de dar o primeiro passo;
  3. 5 dicas para investir em fundos imobiliários. 

Vem com a gente! 

O que são fundos imobiliários? 

Fundos imobiliários (também chamados de FII — ou Fundos de Investimento Imobiliário) são aplicações em empreendimentos. Na prática, eles funcionam como “condomínios” de shoppings, hospitais, hotéis, prédios comerciais etc, divididos em cotas. Estas cotas são oferecidas a investidores, que, ao adquirirem uma (ou mais) partes do empreendimento, passam a lucrar com alienação, locação, arrendamento ou aluguel desses espaços. 

Por que os fundos imobiliários estão chamando a atenção do mercado? 

Os Fundos Imobiliários têm ganhado atenção por se mostrarem uma alternativa de aplicação menos burocrática para aqueles que desejam entrar no mercado imobiliário. 

Afinal, a compra ou venda de um imóvel costuma ser um processo caro, complexo e de longo prazo. Em contrapartida, adquirir uma cota de fundo imobiliário é tão rápido quanto uma negociação convencional de ações. 

>>> Aproveite o momento para descobrir tudo o que você precisa saber sobre ações.  

Além disso, o investimento nos Fundos imobiliários é isento de Imposto de Renda. Isso atrai a atenção de quem busca ativos com esta característica. 

E por falar em atenção…

Se os argumentos acima te incentivaram a começar a investir em fundos imobiliários agora mesmo, aqui vão alguns lembretes importantes. 

Por ser uma modalidade de aplicação atrelada ao mercado imobiliário, o FII está sujeito às oscilações do setor (como baixa nos aluguéis, fechamento de estabelecimentos em decorrência de crises, etc). Portanto, é considerado um investimento de risco moderado com maior possibilidade de rentabilidade no longo prazo. 

>>> Descubra aqui o seu perfil de investidor e entenda se há compatibilidade com o FII

Além disso, e assim como acontece na compra de um imóvel físico, para saber como começar a investir em fundos imobiliários é necessário estudar o empreendimento. 

Saber quais são os ativos incluídos na carteira, como a localização do imóvel e seu potencial de crescimento no médio/longo prazo, além da qualidade estrutural do espaço são algumas das etapas-chave para iniciar um investimento de forma segura. 

Antes de seguir em frente e entender como começar a investir em fundos imobiliários, assista ao vídeo abaixo e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto. Aperte o play e confira! 

Como começar a investir em fundos imobiliários? 5 dicas para levar em conta 

Levou em conta os pontos de atenção apresentados acima? Concluiu que este tipo de aplicação é sinérgica ao seu perfil de investidor? Então chegou a hora de entender como começar a investir em fundos imobiliários. 

Aqui vão 5 dicas de investimentos em fundos imobiliários para considerar. 

  • Observe o contexto dos empreendimentos

Entender como começar a investir em fundos imobiliários passa, também, pela compreensão do que são aplicações de renda variável

Como pontuamos acima, os fundos imobiliários estão sujeitos a diversas intervenções que podem gerar oscilação no valor. Portanto, é fundamental conhecer o contexto de cada empreendimento. Estude o setor imobiliário, incluindo suas tendências para os próximos anos, antes de fazer o investimento. 

>>> Saiba mais sobre renda variável em nosso curso Start na Renda Variável

  • Entenda o processo de gestão do fundo antes de investir

A administração dos fundos imobiliários é feita por um gestor— tal qual acontece com os próprios imóveis, na figura do síndico. Este profissional tem, como missão, decidir como direcionar o valor aplicado pelos investidores e fazer o relacionamento com intermediários. 

Sim, é um trabalho bastante estratégico. Portanto, cabe a você, na figura do investidor, entender a operação do gestor, estudar o regulamento do fundo e buscar opções confiáveis e focadas no mesmo resultado que você: a rentabilidade. 

  • Observe a taxa de vacância do Fundo Imobiliário

Antes de investir em um fundo imobiliário, calcule a taxa de vacância do espaço. O cálculo é simples: se o empreendimento (um shopping, por exemplo), tem 2.500 m² disponíveis para locação e 500 destes metros estiverem desocupados, o FII tem uma taxa de vacância equivalente a 20%. 

O ideal, neste caso, é buscar por opções cujos resultados sejam os menores possíveis, já que este é um sinal de que o imóvel é atrativo para os inquilinos. 

A exceção vale para casos em que o Fundo tenha apenas um imóvel. Quando alugado, ele corresponde a uma taxa de vacância igual a zero, mas o extremo oposto (100% de vacância) pode acontecer num piscar de olhos, quando o locatário cancelar seu contrato. 

  • Avalie o preço do fundo com sabedoria 

“Caro” e “barato” são conceitos bastante relativos quando falamos sobre renda variável. O que deve ser levado em conta para entender como começar a investir em fundos imobiliários é: qual o potencial de rentabilidade deste investimento? 

Uma dica para mensurar se um fundo está caro ou barato dentro desta lógica é por meio da divisão do preço de mercado pelo valor patrimonial. Esta equação é chamada de P/VP. 

O que o resultado da equação mostra? 

  • Resultados entre 0,8 e 1: indicativo confiável de que o fundo está barato. Boa oportunidade para investir! 
  • Resultados acima de 1,2: o valor da cota está mais alto do que você deveria investir. Repense e busque compreender as variáveis envolvidas no resultado. 
  • Busque por carteiras diversificadas

A lógica do Fundo Imobiliário é semelhante à do mercado de ações: a diversificação pode ajudar a proteger seu investimento de oscilações graves. A dica, portanto, é buscar fundos multi-ativos (com mais de um perfil de imóvel) e multi-inquilinos (cujos imóveis sejam locados por mais de um locatário). 

Dessa forma, caso um inquilino se torne inadimplente ou cancele o contrato de locação, a taxa de vacância não sofre oscilações tão bruscas, e sua renda está garantida mesmo diante de uma adversidade. 

O mesmo acontece quando você tem fundos multi-ativos e um setor do mercado sofre uma crise — como o setor hoteleiro ou de saúde. Os demais empreendimentos da carteira, estáveis, ajudam a assegurar o seu rendimento. 

Quer gerenciar o seu Fundo Imobiliário com mais segurança? A gente te ajuda! 

O mercado de investimentos está repleto de dicas de ouro e de informações que podem fazer toda a diferença na hora de compor uma carteira ou de definir um perfil de aplicação. 

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Markowitz: a teoria da carteira que todo investidor deve saber

Quem está começando agora no mundo dos investimentos precisa estudar bastante para aplicar na prática esse conhecimento. Cercado de muitas informações e teorias, é importante começar pelas mais relevantes. E uma das principais foi criada por Harry Markowitz, um dos economistas mais conceituados das finanças modernas. 

Responsável por criar a Teoria Moderna de Portfólios, Markowitz recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 1990. Ele foi um dos primeiros economistas a aplicar estatísticas em investimentos, mostrando a importância de diversificar ao máximo uma carteira.

Muitos investidores utilizam o modelo de Markowitz em suas aplicações e conseguem resultados expressivos, principalmente na estratégia a longo prazo. 

Para ajudar você a entender mais sobre a teoria de Markowitz, separamos neste texto o conceito dela e como fazer para aplicá-la nos seus investimentos.

Vamos lá? 

Qual é a teoria de Markowitz?

Baseada em um princípio matemático criado por Markowitz, a Teoria Moderna de Portfólios possui fundamentos pautados em estatísticas e cálculos. Através dela, o economista conseguiu mostrar que a diversificação de uma carteira é essencial, especialmente para diminuir riscos e aumentar os ganhos no longo prazo

Além disso, a teoria criada por Markowitz não se limita a mostrar somente isso.

Ela ainda consegue estimar o tamanho ideal de uma carteira baseado em um modelo estatístico. Ou seja, ela é capaz de mostrar a quantidade certa de ativos que você deve ter na carteira de acordo com o valor que você tem para ser investido.  

O que é a Teoria Moderna de Portfólios?

Quando se fala em diversificação, é preciso conferir na prática se isso realmente acontece. Isso porque, ao montar uma carteira, você pode, sim, ter vários ativos, mas é importante ficar de olho no mercado que eles estão inseridos.

Por exemplo: se você tiver ações de vários bancos tradicionais, considerados blue chips, e surge uma notícia ruim para a economia do país, o setor inteiro vai sofrer com a desvalorização. Isso acaba impactando diretamente os resultados da sua carteira. 

Sendo assim, a teoria sugere que a correlação das empresas precisa ser levada em consideração na composição do portfólio.

Com isso, antes de investir é importante pensar também no setor de atuação das companhias, como, por exemplo, montar um portfólio com empresas do ramo de energia, logística, varejo, construção civil, metalurgia, educação, entre outros. Além, claro, de aplicar em fundos e renda fixa. Tudo com base no equilíbrio.

A teoria criada por Markowitz é capaz de avaliar os riscos e o retorno de muitos investimentos. Por meio de cálculos e gráficos dos papéis é possível chegar a algumas decisões importantes.

Ela leva em conta três principais pilares: risco, correlação entre empresas e retorno esperado. 

>>> Um dos grandes segredos para se dar bem nas suas aplicações financeiras, com certeza, está em saber como diversificar seus investimentos. Neste episódio da série “Investimento às Claras”, a especialista em investimentos Clara Sodré explica como diversificar seus investimentos da melhor forma. Confira:

Como a teoria de Harry Markowitz funciona?

Alguns detalhes importantes precisam ser levados em conta na hora de aplicar a teoria de Markovitz em seus investimentos. Confira a seguir:

Fronteira Eficiente

Este é um dos principais pilares da teoria de Markowitz. Para identificá-lo você deve observar um gráfico e encontrar uma curva específica que indicará a combinação entre risco e retorno.

Essa curva é chamada de fronteira eficiente de Markowitz. Com ela é possível avaliar o conjunto da carteira e não somente uma ação específica. Assim como diz a teoria, você estará olhando para o equilíbrio dos seus investimentos como um todo. 

Risco Calculado

Outro ponto abordado na teoria de Markowitz é a respeito da otimização dos retornos, controlando os riscos de forma mais eficiente. Ainda que a teoria olhe para o equilíbrio, Markovitz sugere que o investidor tenha estratégias diferentes dentro da carteira como um todo. Assim, diminui o risco com a diversificação. 

Carteira Equilibrada

O último ponto – e não menos importante – são os tipos de investimento que você faz aplicação.

Não invista, por exemplo, somente em renda variável. Apostar numa única modalidade é um risco alto e deixa sua carteira desequilibrada, mais suscetível quando alguma coisa der errado.

Por isso, a estratégia 60/40 pode ser uma boa alternativa: 60% na renda variável e 40% na renda fixa.  

Como aplicar a teoria da carteira nos meus investimentos?

Não é difícil aplicar a teoria de Markowitz em seus investimentos. Separamos a seguir os principais pontos para levar em consideração: 

Classe de Ativo

Títulos de renda fixa, fundos de investimento imobiliário, moedas estrangeiras, ações, entre outros. Todos esses tipos de investimento são considerados classes de ativos. Para que você se exponha menos ao risco, o ideal é que o investimento seja feito em várias classes de uma só vez, não apenas em um único tipo. 

Setores da Economia

Pense em empresas que podem ter correlações. Por exemplo: empresas do ramo de aviação. Embora sofram com o preço do barril do petróleo, você pode escolher, ao mesmo tempo, uma companhia que se beneficiaria com a situação. Com isso, mesmo perdendo em uma, estará ganhando em outra. 

Falsa Diversificação

Não relacione a diversificação a muitas empresas no portfólio. Quanto mais direções diferentes os papéis tiverem, menos risco você assume e mais equilíbrio você terá na carteira.

Ao comprar empresas semelhantes você estará sujeito a uma falsa diversificação, podendo sofrer o impacto de um mercado inteiro em vários papéis. 

Lições aprendidas com Markowitz 

A Teoria Moderna de Portfólios criada por Markovitz nos ensina que a diversificação é uma grande aliada de qualquer investidor. E mais do que isso: a forma dessa diversificação precisa ter um olhar mais crítico, diminuindo os riscos e otimizando os lucros. Afinal, a composição de uma carteira é primordial para ter sucesso no mundo dos investimentos.  

Agora que você já sabe um pouco mais a respeito da Teoria de Markowitz, que tal investir em conhecimento? Aprenda a montar e gerir um portfólio com o curso Combo: Diversifique sua carteira.

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Indicadores fundamentalistas? Conheça os 5 mais requisitados 

O objetivo de todo investidor é conquistar o máximo de lucro em sua carteira, o que nem sempre é fácil dependendo do tipo de aplicação. É por isso que os indicadores fundamentalistas facilitam a vida dos negociantes, pois esses recursos possibilitam análises completas de diversas empresas.

Em suma, os indicadores fundamentalistas são essenciais para aspectos macro e microeconômicos, proporcionando ao analista uma conclusão apurada sobre a companhia e os rendimentos que ela pode oferecer antes mesmo de investir.

A propósito, quais são os indicadores fundamentalistas mais importantes do mercado? Quais são suas vantagens? Eles servem para qualquer tipo de empresa? Não se preocupe, pois mostraremos cada um para você não se perder na hora de fechar um bom negócio.

O que é análise fundamentalista?

Análise fundamentalista é uma ferramenta que permite ao investidor fazer um retrato assertivo sobre a empresa listada na bolsa de valores para decidir se vale a pena negociar suas ações.

Diante da análise, o investidor observa o cenário econômico, a saúde financeira da companhia, seu histórico e a possibilidade de gerar lucros a longo prazo, muito comum para quem busca investimentos de  renda variável

Em resumo, o grande objetivo dessa análise é ganhar a partir da diferença de preço de compra e venda de ações.

Para que esse método funcione, os investidores utilizam indicadores fundamentalistas para identificar as companhias com maior grau de crescimento.

Nesse aspecto, é muito comum o uso da estratégia Buy and Hold (vender e segurar), do empresário americano Warren Buffett, que consiste na compra de ações subvalorizadas advindas de um período de crise, e que são vendidas a longo prazo quando o ativo estiver valorizado no mercado.

Embora não seja um indicador, a estratégia se tornou um recurso importante para quem espera lucros com mais espaço de tempo.

A seguir, acompanhe cinco indicadores para análise fundamentalistas e aprenda como usá-los.

Quais são os principais indicadores fundamentalistas?

Preço/lucro

O Preço por Lucro, também conhecido por P/L ou Preço sobre o Resultado (PSR), é um indicador que avalia a relação entre a cotação de uma ação em determinado período pelo lucro líquido por papel que a respectiva companhia gerou no último ano.

O índice P/L também mostra o tempo em que o investidor teria para obter o capital indicado novamente após receber os lucros com o ativo.

Ou seja, o cálculo P/L é o meio da divisão do preço da ação pelo lucro de determinado período.

Preço/Valor Patrimonial por Ação

O índice de Preço/Valor Patrimonial por Ação (P/VPA) é uma métrica que liga o valor da empresa e quanto os investidores estão dispostos a pagar por ela.

Nesse sentido, o preço é a cotação da ação, já o VPA é a divisão do patrimônio líquido da companhia nos doze últimos doze meses pelo número de ações que compõem o capital social do negócio.

ROE (Return on Equity)

O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) é o indicador que apresenta o retorno sobre o investimento realizado pelos acionistas e calculado pela divisão do lucro líquido da companhia e o patrimônio líquido.

Semelhante ao P/L, o ROE considera os valores acumulados ao longo de doze meses. Vale frisar também que empresas com ROE alto aparentam mais eficiência e têm melhor performance na bolsa de valores.

EV/Ebitda

O EV/EBitda divide o valor da empresa e suas dívidas pelo lucro operacional, recurso que faz o investidor analisar o quanto uma empresa custa frente ao que produz. A métrica é tão importante que ela mostra o valor da companhia, o que ela deve pagar e o quanto ela tem quitado suas dívidas.

Fluxo de caixa líquido

O fluxo de caixa líquido está relacionado à saúde financeira da organização, pois ele aparece geralmente quando são feitos financiamentos de parte das vendas ou pagamento a prazo. Isto é, a métrica serve para informar quanto dinheiro a empresa tem em determinado momento.

Logo, quando a empresa não tem um fluxo considerável, ela tende a buscar empréstimos bancários, por exemplo.

>>> Aprenda mais: 5 motivos para investir em ações

Por que não avaliar os indicadores fundamentalistas individualmente?

Podemos perceber que os indicadores para análise fundamentalista analisam diversos aspectos de uma empresa, desde as despesas, lucros, dívidas, patrimônio líquido, entre outros.

Nesse contexto, os dados das empresas são divulgados a cada trimestre nos balanços, o que permite que o investidor tenha uma embasamento para tomar suas próprias decisões.

Mas isso não significa que cada indicador deve ser visto isoladamente. Pois a situação de cada empresa pode ter reações diferentes. Digamos que uma companhia com pouco tempo de carreira apresente uma situação financeira maior em comparação a companhias com mais tempo de mercado.

É por isso que o investidor precisa ter um olhar apurado para o cenário econômico, e usar mais de um indicador pode auxiliá-lo a entender aspectos importantes em uma instituição de sucesso e outra com menos recursos.

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Qual a importância dos indicadores fundamentalistas?

Basicamente, os indicadores fundamentalistas mostram detalhes de uma empresa antes de fazer um investimento em seus ativos. Imagine depositar seu dinheiro em algum lugar pouco consolidado, com má fama ou com potencial de declínio.

Esse tipo de situação acontece e, por isso, é fundamental conhecer como o mercado se comporta. Pensando em ajudá-lo a enriquecer seus conhecimentos sobre o mundo dos investimentos, indicamos o curso Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Ganhadores da Bolsa, de Marcos Piellusch.

No curso você terá a chance de maximizar a relação retorno-risco para, assim, otimizar sua carteira de investimentos. Além disso, será possível observar os riscos existentes de cada tipo de ativo e de empresa.

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CDO (Collateralized Debt Obligation): o que é e como surgiu?

Caso você tenha acompanhado ou estudado a crise financeira de 2008 nos EUA, já deve ter ouvido falar sobre CDO. Afinal, o mecanismo foi um dos elementos centrais de discussão do período.

No entanto, vale ressaltar que o CDO não apenas marcou a história americana, como também é bastante utilizado pelas instituições financeiras nos dias de hoje, podendo, inclusive, ter relação com seu dinheiro.

Sendo assim, acompanhe a leitura para entender o que é essa essa prática e como ela é aplicada no mercado atual.

O que é CDO (Collateralized Debt Obligation)?

CDO é a sigla de Collateralized Debt Obligation — Obrigação de Dívida Colateralizada, em tradução livre. Basicamente, trata-se de um mecanismo de securitização de dívida.

A securitização é uma prática financeira que funciona como uma proteção da dívida, garantindo ao credor o pagamento antecipado.

Dessa forma, caso o débito não seja devidamente quitado pela pessoa que solicitou o crédito, a garantia é tomada pelo credor.

Na maioria das vezes, o CDO está vinculado a empréstimos para compra de imóveis, carros, pagamento de faculdade, entre outros.

Com isso, podemos afirmar que ocorre um processo que transforma uma obrigação de pagamento em vários títulos, assegurados como ativos que podem cobrir o valor a ser pago — o que configura colaterização.

Como surgiu o CDO?

Os primeiros CDOs foram criados na década de 80 pelo banco de investimento Drexel Burnham Lambert.

A instituição bancária era bastante ativa no mercado de junk bonds (títulos de renda fixa altamente voláteis, emitidos por empresas e governos de baixa qualidade de crédito).

Sendo assim, o primeiro Collateralized Debt Obligation surgiu a partir de junk bonds de diferentes empresas, a fim de reuni-los para reduzir a exposição dos investidores à quebra de um título.

Este foi um conceito novo e radical no mundo financeiro, desempenhando um papel importante na crise de 2008 nos Estados Unidos.

Como funciona o CDO na prática?

Para que você entenda o funcionamento do CDO, imagine que uma instituição financeira está trabalhando pesado com a linha de crédito imobiliária. 

Ou seja, ela está emprestando e financiando várias operações no setor imobiliário. Em dado momento, a empresa percebe uma redução em seu capital próprio.

Ainda que existam bons e maus devedores, a instituição não tem capacidade para continuar financiando essas operações sozinha, visto que há o risco de quebra, mesmo o índice de inadimplência sendo pequeno.

Portanto, para conseguir permanecer na área e seguir obtendo lucros com a intermediação do negócio, a companhia opta por fazer o CDO dos financiamentos em questão.

Assim, dentro de cada Collateralized Debt Obligation, o banco vai adicionando diferentes devedores.

Com os CDOs formados, a empresa oferece o produto para outros bancos ou fundos de investimentos.

Estas instituições financeiras, por sua vez, compram o produto, recebem os rendimentos (juros e encargos cobrados nos financiamentos) e adquirem a dívida.

Por outro lado, o banco que emitiu o Collateralized Debt Obligation fica com uma comissão. 

Principais características

O que define um Collateralized Debt Obligation são as operações que servem como seu lastro.

Negociado em camadas, conhecidas como tranches, cada uma delas representa um determinado grau de risco.

Assim, dentro do mesmo CDO existem as seguintes partes:

  • Sênior: a mais segura, com a maior classificação de risco (rating) e prioridade no recebimento dos fluxos futuros garantidos pelo seu lastro;
  • Júnior: composta por dívidas de pior qualidade e, em casos de inadimplência, a primeira a incorrer — razão pela qual oferece um maior retorno.

Além disso, o mercado de CDO engloba a participação dos seguintes agentes:

  • Investidores institucionais: compradores de títulos de longo prazo como o CDO;
  • Gestores de CDO: escolhem e realizam todo o gerenciamento das operações que farão parte do lastro;
  • Securitizadores: profissionais responsáveis por aprovar o lastro, fazer a estruturação do CDO em tranches e vendê-los para os investidores;
  • Garantidores: recebem um quantia em forma de pagamento similar ao prêmio no mercado de seguros, para garantir parte das tranches do CDO.

O que deu errado com os CDOs?

A crise financeira de 2008 expôs os perigos do uso descontrolado dos CDOs. Na época, as maiores instituições financeiras dos EUA liberaram crédito de forma desregulada a potenciais maus pagadores — chamados de subprime.

Com isso, foram feitas hipotecas para efetuar a compra de imóveis e, obviamente, esses compradores se endividaram e não foram capazes de pagar o empréstimo.

Dessa forma, as instituições que compraram os títulos de dívidas começaram a ver diversos pagamentos mensais se transformarem em imóveis pagos como forma de garantia.

Com o aumento elevado da inadimplência e o inevitável crescimento de “ofertas de casa”, a consequência foi a queda considerável do valor dos imóveis, de tal forma que a garantia se tornou muito pequena para cobrir os custos e lucros previstos.

A partir daí foi formada uma verdadeira bola de neve de calotes o acúmulo de imóveis originou a crise de crédito americana.

Quais são as vantagens e desvantagens do CDO?

O CDO é definido como um produto de renda fixa, utilizado como instrumento de fundos de investimento e até mesmo previdência privada por possuir certo nível de segurança.

Além disso, sua rentabilidade é mais atraente do que a oferecida por uma letra do tesouro, por exemplo.

No entanto, no Brasil o CDO não existe da mesma forma que nos Estados Unidos. Aqui, são liberados outros instrumentos, como LCI e LCA.

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um instrumentos de investimento no qual o banco capta os recursos para financiar linhas de crédito imobiliário.

Já a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) financia projetos do agronegócio.

A ideia é bem semelhante ao CDO, mas, devido a alguns fatores que existem no CDO, as duas letras são diferentes.

De todo modo, a partir do momento que um agente financeiro não desempenha seu papel de maneira responsável na criação e comercialização do CDO, as desvantagens podem ser grandes.

Inclusive, em 2008 o mundo pode sentir na pele a consequência dos erros cometidos, visto que a crise hipotecária nos Estados Unidos ganhou força a partir do momento que os CDOs começaram a ser negociados com títulos, dívidas ruins ou junk.

Portanto, podemos concluir que o CDO pode ser um bom instrumento financeiro, desde que seja utilizado de forma responsável e correta.

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Saiba como fazer investimento em opções de forma lucrativa

 

Quem busca por investimento em opções está normalmente interessado em lucrar por meio da bolsa de valores de forma mais segura. Isso é de praxe no mundo dos investimentos, sendo uma escolha bastante rentável.

As opções, no geral, são negociadas na B3 e conectadas a outros tipos de renda variável, como as ações, por exemplo. Por isso, elas são consideráveis na vida dos investidores que buscam proteger ou aumentar seu patrimônio.

Mas o que são opções no mercado financeiro? Este artigo traz todas as informações para os interessados em conhecer mais esse mercado. Acompanhe a gente!

O que são opções no mercado financeiro?

As opções são um acordo de compra e venda de um determinado ativo por um valor em uma data futura. Esse preço é combinado entre o titular (comprador) e o lançador (vendedor) no momento em que se firma o contrato, operação que conhecemos como strike price.

Na prática, o investimento em opções é um tipo de derivativo, no qual as contratações dependem de outros ativos. De modo geral, ele é usado para reduzir os riscos de transações na bolsa de valores, assegurando a proteção do patrimônio contra perdas no preço dos ativos negociados.

Como funciona o mercado de opções?

As opções no mercado financeiro podem ser de dois tipos: negociadas na bolsa de valores e diretamente no balcão.

Quando listadas na B3, elas apresentam uma estrutura mais organizada, com características padronizadas, como garantias de cobertura ou margem, e data de vencimento estipuladas.

Já no mercado de balcão, os compradores e vendedores definem as próprias opções de contrato, como prazos, valores e depósito de garantia, quando pedido. Por isso, neste caso é fundamental conhecer mais a fundo sobre o mercado em geral, e, assim, diminuir a possibilidade de prejuízo.

Quem pode investir em opções?

Quem já está investindo no mercado de opções sabe da importância de entender o assunto, como citamos no tópico acima. Isso porque esta é uma categoria mais complexa do que as tradicionais, cuja compra e venda são simplificadas.

De fato, qualquer pessoa pode decidir começar um investimento em opções, mas é recomendado que para fazer as transações tenham experiência na bolsa de valores e manuseio em uma ferramenta de home broker.

Afinal, as opções no mercado financeiro são uma excelente alternativa, o que proporciona maior controle sobre os ganhos e perdas.

A propósito, quer saber por que vale a pena aplicar o seu dinheiro no mercado de opções? Mostraremos em seguida mais detalhes sobre os benefícios.

Quais são as vantagens e desvantagens do mercado de opções?

Vantagens de investir em opções

  • Negociações organizadas e planejadas quando feitas pela B3;
  • Investimento em tendência de alta ou baixa;
  • Grande possibilidade de diversificar as estratégias, simulando as chances de lucro e de prejuízo;
  • Investimento ideal para quem deseja lucrar a curto prazo.

Desvantagens de investir em opções

  • O titular pode perder o valor do prêmio em caso de baixa;
  • O lançador pode perder mais do que o titular, pois ele é um especulador;
  • Volatilidade do mercado;
  • Liquidez baixa, pois nem sempre é possível resgatar o dinheiro aplicado quando desejar.

>>> Mercado de opções: o que é, vantages e riscos

Quais são os tipos de opções?

Existem três tipos de opções no mercado financeiro. Entenda a funcionalidade de cada uma:

Call

O call é um tipo de opção em que o titular tem o direito de comprar o ativo-objeto por um preço prefixado na data de vencimento, mas isso não o obriga a adquiri-lo. 

Logo, se preferir deixar a opção chegar ao vencimento, ele pode simplesmente não comprar o ativo, perdendo apenas o valor pago como prêmio.

Put

Sentido contrário do Call, o Put corresponde ao direito de venda de um ativo-objeto pelo preço do exercício na data do vencimento. 

Aqui também não existe a obrigação de venda, porém ao repassar esse direito a outro investidor, este receberá o prêmio.

Strike

Strike representa o preço prefixado pelo qual o ativo-objeto poderia ser negociado. Desse modo, o investidor que tem o direito de compra com preço de exercício, pode adquirir r o papel por esse mesmo valor.

Acompanhe este vídeo e saiba como lucrar no mercado de opções:

Como se aprofundar no mercado de investimento em opções?

Agora que você já sabe como funciona o investimento em opções, o próximo passo é descobrir que tipo de aplicação deseja fazer (compra ou venda) e quais são as opções mais rentáveis do mercado.

Vale lembrar que ter uma estratégia organizada pode gerar grandes frutos a curto prazo, mas somente com disciplina e conhecimento é possível levar a sério.

Pensando assim, a Faculdade XP School tem a solução ideal para você. A nossa dica é fazer o curso In The Money: Como começar a lucrar com Opções, um treinamento completo para você dar os primeiros passos no mundo das Opções e entender os diferentes tipos e como montar estruturas de negociação. Imperdível, não é?

Aliado ao curso, continue acompanhando os nossos conteúdos do blog, recheado de informações e curiosidades para você investir e lucrar da maneira certa.

Como analisar as ações e escolher a certa para investir?

Você sabe como analisar as ações? Investir em papéis não é uma tarefa difícil, mas mais do que acreditar na intuição, o sucesso dessa aplicação depende de um estudo detalhado sobre diversos aspectos, considerando desde a área de atuação até o cenário econômico e político.

No geral, a compra de ações tem riscos maiores devido à volatilidade do mercado financeiro, que é sensível e repleto de alterações. Por isso, saber o que analisar para comprar ações não é palpitar, mas, sim, entender as nuances de investimentos a curto, médio e longo prazo.

Então, como descobrir a fórmula do investimento em ações? Aliás, será que ela existe? Descubra lendo este artigo até o final.

Por que analisar as ações?

Analisar ações é contribuir para a construção de uma estratégia eficiente em busca de uma rentabilidade a longo prazo. O processo de análise faz parte da jornada de todo investidor que acredita na renda variável, um campo vasto de sucesso.

Além do mais, ao avaliar os ativos, você tende a minimizar os riscos dos prejuízos de um segmento naturalmente oscilatório.

No entanto, não existe uma fórmula pronta, é preciso considerar alguns pontos importantes, como os indicadores que veremos logo mais, entre outros aspectos.

Como analisar ações para investir?

Duas ferramentas são utilizadas pelos investidores na hora de escolher suas ações. Entre elas estão a análise técnica e fundamentalista. Conheça cada uma:

Análise técnica

A análise técnica se baseia somente na quantidade de ativos disponíveis para aplicação na bolsa de valores.

Essa abordagem é baseada na leitura e análise de gráficos. Ele estuda os fatores externos que influenciam a procura e oferta das ações, como, por exemplo, o bom desempenho das empresas, as perspectivas para o futuro e a valorização do mercado. Por essa razão, ela é utilizada para operações de curto prazo, como o day-trade.

Análise fundamentalista

Já a análise fundamentalista traz informações mais concretas como, por exemplo, o fluxo de caixa, balanço patrimonial, demonstração de resultados, lucros periódicos, etc. Isto é, ela estuda o desempenho da empresa em vários pontos, assim como todo seu histórico.

Além do mais, é possível verificar os valores de uma ação, a competência dos gestores, a qualidade dos produtos e serviços, os fatores macroeconômicos, como o PIB, emprego, renda, taxa de juros, enfim, percepções capazes de traçar um cenário longínquo.

Quer investir na Bolsa do jeito certo? Faça o download e tenha um guia prático sempre em suas mãos.

 

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

Quais indicadores servem para analisar as ações?

Para você aprender como analisar as ações para investir, é imprescindível contar com os principais indicadores financeiros. Conheça suas funcionalidades:

ROE

O ROE (Return on Equity) significa retorno sobre o patrimônio, e serve para medir o rendimento de uma instituição após saber o quanto lucra com o dinheiro dos acionistas.

Representado por uma porcentagem, o cálculo do ROE é a divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido da empresa. Na prática, se espera que as companhias que geram valor para os investidores tenham um ROE maior que a taxa Selic.

Logo, além de medir a rentabilidade, o ROE avalia a capacidade da organização de agregar valor com os seus próprios recursos, fortalecendo sua gestão e mostrando sua qualidade no mercado.

Preço sobre Lucro (P/L)

Esse indicador aponta se uma ação está cara ou barata dependendo do valor do P/L, ou seja, quanto menor o P/L, mais barato é o ativo. A base do P/L é criar um planejamento de tempo, pois depende do tempo necessário para que a rentabilidade das ações cubra o valor investido.

Dividend Yield (DY)

O Dividend Yield (D/Y) é um indicador que representa o quanto a empresa paga aos investidores em dividendos ou em dinheiro. A equação desse indicador é:

DY = (total em proventos em dinheiro [últimos 12 meses] ÷ preço atual da ação) x 100.

Enfim, quanto maior for o DY, maior será o pagamento de dividendos, o que indica que vale para investidores que pensam na distribuição de rendimentos periódicos.

Dívida líquida/ patrimônio líquido

Este indicador demonstra a proporção entre o que a empresa possui e o que deve. Basicamente, se o indicador for igual a 5, a companhia tem dívidas 5x maior que o seu patrimônio. Do mesmo modo, quanto menor o número encontrado, melhor o desempenho da empresa.

No geral, as empresas apresentam números menores em comparação aos bancos, que geralmente contraem dívidas altas devido à rotatividade e oferecem melhores produtos aos clientes.

Como diminuir ou eliminar erros no investimento de ações?

Não há uma resposta concreta sobre isso, mas percebemos, ao longo deste artigo, que é fundamental se basear em dados e em muito estudo, não em “achismos”. 

É nisso que a Faculdade XP School acredita, uma vez que ela tem todo o know how necessário para que você aprofunde seu conhecimento sobre ações com o curso Diversificação de Carteira e Gerenciamento de Risco, de Marcos Piellusch. O curso ensina, na prática, como alocar corretamente seus recursos, e como construir uma carteira eficiente e com riscos controlados.

Ou seja, isso vale tanto para o mercado de ações, como para outros tipos de investimentos. Que tal começar agora?

A propósito, agora, como você já tem uma base e sabe como analisar ações, que tal compartilhar este material com os seus amigos e familiares para que todos também possam aprender e investir melhor?