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Blue chips ou small caps? Em qual investir + Exemplos

Aumentar a rentabilidade é uma ambição de 10 entre 10 investidores de todo o mundo. Embora essa seja uma evidente unanimidade nesse mercado, as estratégias para alcançá-la não são. Quem atua no setor de renda variável, por exemplo, pode escolher compor a carteira com blue chips, small caps ou ambas. Qual é a sua escolha?

Se você ainda não tem resposta para essa pergunta, entender mais sobre esses conceitos pode ser útil. No artigo abaixo nós trazemos mais informações sobre eles e exemplos. Confira!

Blue chips e small caps: o que são?

Se você é um investidor de renda variável, provavelmente já ouviu falar sobre as blue chips e small caps. Talvez você não saiba bem sobre o conceito, mas certamente investe em uma delas.

Embora não oficiais, esses termos são usados pelo mercado para classificar ações a partir de características como liquidez e tamanho. Basicamente, é através disso que um investidor consegue saber se um papel é fácil de ser comercializado na Bolsa de Valores ou não.

É comum pensar que uma ação fácil de comprar ou vender é a melhor opção, no entanto essa não é uma regra. A escolha de investir em uma ação blue chip ou small cap está diretamente ligada ao perfil do investidor. É por isso que entender o que eles significam é fundamental para traçar as estratégias compatíveis com esse perfil.

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Significado de blue chips

Se você gosta de jogos de cassino, já deve ter associado o nome ao conceito. O termo blue chips vem justamente da mesa de pôquer, na qual as fichas azuis (tradução de blue chips) são as que valem mais.

Assim, trazendo o termo para o mercado de investimentos, as blue chips são as ações consideradas mais valiosas na Bolsa. Essas ações estão relacionadas a empresas consolidadas e de destaque em seu setor de atuação.

Não existe uma lista oficial sobre quais empresas se enquadram nesse conceito, mas a partir de algumas características é possível identificá-las. As principais delas são:

  • Alta liquidez, ou seja, papéis que são fáceis de serem comprados ou vendidos
  • Boa e regular distribuição de dividendos
  • Crescimento acelerado, tendo forte geração de caixa e pouca necessidade de aumento de capital
  • Grande porte e, consequentemente, alto valor de mercado

Significado de small caps

Se blue chips define as empresas mais valiosas, o termo small caps está relacionado aos papéis menores da Bolsa. A expressão é uma abreviação de small capitalization, que significa baixa capitalização.

As empresas que recebem esse título possuem uma pequena fatia de seu mercado de atuação e, consequentemente, têm baixo valor de mercado. Isso faz com que, no ambiente de investimentos, elas tenham um volume de negociações inferior, isso é, baixa liquidez.

Existem algumas razões para uma empresa se configurar como small caps, mas a principal delas é que essas companhias costumam ser relativamente novas. Seus curtos tempos de atuação em seus mercados fazem com que sejam pouco conhecidas pelos investidores e gerem certa insegurança.

Existem algumas características básicas que auxiliam os investidores a identificar as small caps:

  • Alto potencial de crescimento
  • Baixa liquidez, ou seja, menor procura para compra a venda
  • Empresas jovens
  • Processo acelerado de expansão
  • Valor de mercado de até 2 bilhões de dólares

Ações blue chips e small caps: entenda a diferença na prática

Estudar e entender conceitos é uma etapa que deve anteceder qualquer tipo de decisão. Quando falamos do mercado de investimentos isso não é diferente.

No universo da renda variável, saber mais sobre o significado das ações blue chips e small caps é importante não só para identificá-las com facilidade, como também para compor a carteira de maneira estratégica.

Agora que você já sabe mais sobre o conceito de cada uma, veja alguns exemplos de empresas que estão na Bolsa de Valores brasileira.

Exemplos de empresas blue chips

  • Ambev (ABEV3)
  • Itaú Unibanco (ITUB4)
  • Petrobras (PETR4)
  • Vale (VALE3)

Exemplos de empresas small caps

  • Azul (AZUL4)
  • Banco Inter (BIDI4)
  • Locaweb (LWSA3)
  • Movida (MOVI3)

O índice Small Caps

O Índice Small Cap, também chamado de SMLL, é um índice desenvolvido pela B3 que, assim como o Ibovespa, atua como um indicador para seus investidores.

Basicamente, o SMLL é composto exclusivamente por papéis com a característica de small cap. Seu objetivo é acompanhar o desempenho médio das cotações dos ativos com menor capitalização.

>>> Acompanhe o Índice Small Cap e leia mais sobre como ele é composto nesse link da Infomoney.

Em qual das duas opções investir?

Olhando para o conceito de blue chips e small caps, investir na primeira opção parece a escolha certa. No entanto, existe uma série de fatores a serem considerados na hora de montar a carteira, especialmente o seu perfil de investidor e objetivos.

Se você ainda está em dúvida, separamos algumas dicas para apoiá-lo.

Invista em blue chips se você…

Se você tem um perfil mais conservador, que prefere se manter em uma posição de segurança, investir em blue chips pode ser uma boa opção. O fato dessas empresas serem consolidadas no mercado as torna mais resistentes às crises e volatilidades.

Além disso, essa é uma boa opção para quem não quer ter preocupações na hora de comprar ou vender esses papéis. Por serem negociadas em grande volume e com grande frequência, sua liquidez é alta.

Por outro lado, o fato de se tratarem de empresas consolidadas faz com que a rentabilidade seja pequena. Nós explicamos: não há espaço para um crescimento grande ou inesperado dentro desse cenário. Isso diminui as chances de uma grande variação na cotação. Nesse caso, o crescimento é mais tímido, mas, por outro lado, esperado.

Em resumo, invista em blue chips se você quer rentabilidade a longo prazo, segurança e renda derivada de dividendos.

Invista em small caps se você…

Como dissemos, as small caps são empresas consideradas ‘pequenas’, mas promissoras. Aos olhos de um investidor, isso é um prato cheio. É por isso que esse tipo de ação costuma ser a preferência dos mais arrojados, que gostam de assumir riscos em prol de rentabilidades mais altas.

Falando em vantagens, essas empresas têm potencial de crescimento elevado, podendo se valorizar e gerar lucros maiores, comparado aos das blue chips.

Por outro lado, uma empresa de menor porte na Bolsa de Valores está mais suscetível às variações do mercado. Em cenários de crises e instabilidades, esses ativos podem sofrer mais, causando prejuízos e, eventualmente, até mesmo a falência.

Outro ponto de atenção de uma small cap é a baixa liquidez, já que normalmente se tratam de papéis pouco conhecidos ou que despertam insegurança ao mercado.

Em resumo, invista em small caps se você tem consciência de que existem riscos na negociação dos papéis, mas está disposto a corrê-los para obter lucros maiores.

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Stop Loss: estratégia que pode mitigar riscos nos investimentos

O Stop Loss é uma estratégia que pode auxiliar quem deseja operar na Bolsa de Valores sem abrir mão de segurança.

Investimentos em ações são menos estáveis do que outras aplicações e, por esse motivo, muitas pessoas têm receio de ingressar nesse mercado.

No entanto, existem ferramentas que ajudam o investidor a ter mais controle sobre os papéis, definindo quando deseja vender seus ativos — o que reduzo possíveis impactos negativos.

Quer saber mais? Então, leia este artigo e conheça tudo sobre a estratégia Stop Loss, desde seu funcionamento até os benefícios que essa prática pode trazer.

Stop loss: o que é?

Stop Loss é uma ordem de venda programada com disparo automático no momento em que determinado ativo atinge o percentual de perda determinado pelo investidor.

Em outras palavras, trata-se de uma estratégia que define um limite de desvalorização, emitindo ordens de venda caso a ação chegue ao preço máximo.

Por conta da alta volatilidade do mercado, estratégias como o Stop Loss podem ajudar o investidor a ter um maior controle sobre seus papéis.

Além disso, oferece autonomia para que ele defina quando deseja vendê-los, mesmo sem acompanhar as variações diariamente.

Para evitar um prejuízo maior, cria-se uma ordem de “parada de perdas”, válida durante o período que o investidor desejar.

>>> No vídeo abaixo, a especialista em finanças e professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, traz 4 passos simples para começar a investir em ações. Confira!

Exemplo prático de Stop Loss

Para compreender melhor o conceito de Stop Loss, confira o exemplo abaixo:

Imagine que você adquiriu ações de uma empresa por R$100, acreditando na valorização dos papéis a curto prazo.

No entanto, a volatilidade do mercado indica um movimento de baixa e a ação passa a registrar um valor de R$ 97 (perda de 3%).

Neste caso, se você determinar que está disposto a perder apenas 2%, é possível emitir uma Stop Loss que estabeleça um limite de preço de R$98.

Assim, com as ações chegando a R$ 97, a ordem de venda é emitida automaticamente, reduzindo os prejuízos antes que haja mais desvalorização.

Qual a diferença entre Stop Móvel, Stop Loss e Stop Gain?

Além da Stop Loss, o mercado também comporta outras estratégias de controle para o investidor, como Stop Gain e Stop Móvel.

A Stop Gain assemelha-se à Stop Loss, porém, em vez de ordem de venda para preços de desvalorização, é emitida uma ordem de venda no momento em que a ação atinge determinada valorização

Dessa forma, o investidor pode controlar os lucros sobre cada papel, evitando possíveis prejuízos caso a volatilidade do mercado altere os preços muito rapidamente.

Já a Stop Móvel, como o próprio nome indica, é uma estratégia com maior mobilidade de ajuste.

Enquanto a Stop Loss e a Stop Gain têm valores fixos, a Stop Móvel permite que o investidor adapte os preços de acordo com o cenário.

Exemplo prático de Stop Gain

Utilizando o exemplo anterior, imagine que você adquiriu a mesma ação pelo preço de R$ 100. 

Sua expectativa é obter R$ 2 de lucro por cada papel junto à movimentação favorável do mercado antes de uma nova desvalorização.

Nesse caso, é possível emitir uma Stop Gain, estabelecendo o limite de valorização de R$ 2. Assim, se a sua ação chegar a R$102, o sistema vai emitir uma ordem de venda automática para controlar os lucros recebidos.

Exemplo prático de Stop Móvel

Enquanto isso, a prática de Stop Móvel proporciona ao investidor maior autonomia na definição do envio de ordens de venda a partir do ajuste do limite.

Imagine que, ao adquirir uma ação, pelo preço de R$100, você esteja disposto a perder, no máximo, 2% em cada papel.

No entanto, ocorre uma valorização da ação e ela passa a valer R$105.

Nesse caso, se o investidor tiver emitido apenas uma Stop Loss com limite de R$98 para a venda, teria um percentual maior de prejuízo.

Isso porque, para atingir o limite de R$ 98, seria necessário haver uma desvalorização de R$ 7.

Por outro lado, com a Stop Móvel seria possível reconsiderar o mesmo limite de 2% de perda. Para isso, seria determinado o preço de R$103 para a venda em vez de R$98.

Dessa forma, a ordem de venda automática ainda estaria programada para R$ 2 de prejuízo, mas ajustados para os novos preços da ação.

Por que você deve utilizar Stop Loss nos seus investimentos?

Como você pôde perceber, estratégias como Stop Loss, Stop Gain e Stop Móvel são interessantes para investidores que desejam ter maior controle sobre seus prejuízos e lucros.

Essas práticas são especialmente vantajosas para quem não consegue, ou não deseja, acompanhar o mercado de perto, periodicamente.

Ao definir ordens de venda programadas automaticamente, o investidor tem mais liberdade para administrar outros ativos de sua carteira.

Além disso, com o Stop Loss, existe a possibilidade de realizar negociações mesmo sem estar online na Bolsa.

Assim, o investidor continua operando e reduzindo os impactos sobre os seus lucros, realizando um gerenciamento de risco mais sólido e prático.

Como utilizar estratégias de Stop Loss?

Para usar estratégias de Stop Loss no dia a dia, você deve acessar o home broker da sua corretora e selecionar a opção de acordo com a plataforma.

Vale ressaltar que é importante verificar se o ativo está na situação de comprado ou vendido. Para emitir uma ordem de venda automática, é necessário que a ação faça parte da sua carteira.

No entanto, o processo de programar uma ordem é bastante simples e funciona de maneira semelhante em grande parte das plataformas.

Assim, é possível colocar essa estratégia em prática no momento em que achar pertinente. Não existem restrições quanto à ordem ou o valor de cada papel.

Como colocar Stop Loss na Clear

Na corretora Clear, você tem acesso a uma série de ferramentas para otimizar o controle dos seus ativos. Dessa forma, para enviar um Stop Loss, basta:

  1. acessar a ação desejada e verificar as suas movimentações;
  2. em seguida, no menu inferior, é só mudar para a aba de Compra ou Venda, de acordo com a situação do ativo;
  3. após isso, altere o tipo da ordem para Start/Stop, e insira as informações da programação conforme desejado. É possível determinar o limite de Stop, por pontos ou preço de negociação, e também o valor a ser vendido;
  4. por fim, você deve inserir sua assinatura eletrônica para finalizar a operação e pronto, o Stop Loss estará ativo.

Viu como é simples? Se ainda assim você tiver dúvidas, confira o passo a passo de como colocar Stop Loss na Clear no vídeo abaixo:

Como calcular Stop Loss?

Não existe um consenso sobre como realizar o cálculo do Stop Loss.

O percentual determinado para a venda programada depende do perfil da ação, das suas oscilações e da tolerância de risco de cada investidor.

Com isso, não há uma regra clara para definir o valor da operação.

A recomendação mais comum é que o investidor estabeleça a relação entre o risco e o retorno da ação, de maneira que faça sentido para o seu perfil.

Dessa forma, o cálculo pode variar para determinar o melhor percentual para cada ação.

Atenção aos cuidados!

Como em toda estratégia de investimento, é importante atentar-se para alguns cuidados ao usar o Stop Loss.

Um deles é determinar valores que condizem com o fluxo do mercado. Isso porque margens muito pequenas podem acabar realizando um movimento de vaivém com as ações, trazendo mais prejuízos do que lucros.

Nesse caso, é importante prestar atenção no percentual limite e emitir ordens que reduzam ao máximo os impactos negativos da desvalorização do ativo.

No entanto, uma vez que você toma esses cuidados, tem em mãos uma das melhores estratégias de controle na Bolsa. Visto que, além de reduzir os riscos do investimento, ainda possibilita uma operação mais segura e vantajosa.

Agora que você já conhece a estratégia que pode mitigar riscos nos investimentos, é hora de perder o medo de investir.

Para ajudar você nesse processo, escola da XP Inc. desenvolveu o curso Combo: Superando o medo de investir. Por meio dele, você vai aprender a desmistificar tabus e entender o poder do autoconhecimento financeiro.

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Consolidação de dívidas: posso unificar empréstimos? Veja!

Se você está se perguntando como seu faturamento foi comprometido com tantas parcelas de empréstimos e outras contas, talvez esteja na hora de fazer uma consolidação de dívidas.

Esse processo, que tem sido a salvação de diversos empresários, reúne todos os pagamentos em uma conta única.

Contudo, é preciso avaliar alguns detalhes antes de tomar a decisão de unificar todas as dívidas em uma só.

Para ajudar você a compreender como e quando vale a pena consolidar dívidas, preparamos este guia especial, que vai tratar sobre todos os conceitos que envolvem o tema.

Acompanhe a leitura!

O que é consolidação de dívidas?

A consolidação de dívidas é uma estratégia financeira que visa englobar todas as parcelas de contas e empréstimos que você possui em uma única cota de pagamentos.

Ou seja, você junta todos os seus débitos e transforma em uma única parcela, a ser paga como quitação total.

Podemos usar um cenário hipotético para compreender melhor:

Imagine que a sua empresa tem três empréstimos com o banco que gerencia sua movimentação financeira. Ao consolidar as dívidas, em vez de se preocupar com o pagamento das três parcelas, você assume apenas uma.

Dessa forma, o prazo de pagamentos de empréstimos e outras contas é reduzido e você tem poder de negociação.

Eu posso consolidar todas as minhas dívidas?

Essencialmente, a consolidação de dívidas é um recurso voltado para a unificação de débitos que você e a sua empresa tenham com o banco.

Isso inclui empréstimos, custos com juros, cheque especial, rotativo de cartão, etc. que tenham sido parcelados.

Além disso, ela também precisa estar adequada aos requisitos propostos pela Lei nº 4.320/64, que trata sobre as dívidas fundadas — como a consolidação também é conhecida.

Lei sobre a dívida fundada

A lei sobre a dívida fundada prevê o compromisso de pagamentos e exigibilidade superior a doze meses.

Também, que o débito esteja escriturado com especificações que permitam verificar a posição dos empréstimos, bem como as vantagens no sentido de amortização e juros.

Quando eu devo unificar os meus empréstimos e dívidas?

Como adiantamos no começo do artigo, nem sempre a consolidação de dívidas é algo vantajoso, apesar de ser uma estratégia que, efetivamente, vem para facilitar o pagamento de débitos.

Para se certificar de que ela realmente traga benefícios e seja compensatória, você deve fazer uma análise muito simples: a unificação tornará sua dívida mais barata e fácil de pagar?

Se a resposta for sim, é recomendado que você dê andamento à proposta e consolide seus débitos.

Agora, se após a avaliação você concluir que não terá nenhuma vantagem, é melhor evitar o ato.

>>> Leia também: Amortizar ou investir? Estou endividado, devo investir? Veja!

Como consolidar dívidas? Passo a passo

Se você está pensando na unificação dos seus débitos e quer saber se é uma boa estratégia para o seu negócio, é importante saber como funciona.

Então, confira abaixo o passo a passo: 

1. Analise a situação das suas dívidas

A primeira etapa é fazer um levantamento aprofundado de qual a real situação das suas dívidas. Qual o valor da parcela? Quais são os juros? Quantas prestações ainda restam? etc.

Faça isso com todos os empréstimos e contas, pois a consolidação deve ter uma vantagem na redução desses valores para valer a pena.

2. Entre em contato com instituições financeiras

Após analisar tudo o que está dispensando mensalmente com o pagamento de parcelas de empréstimos, é hora de avaliar se a unificação de fato compensa.

Nesse momento, é preciso contatar instituições financeiras que trabalhem com consolidação e verificar quais são as vantagens que oferecidas.

É essencial que você consiga um desconto na redução das parcelas e no prazo de pagamento.

Além disso, também é válido criar um planejamento financeiro completo e inserir esse novo pagamento na rotina.

3. Pense bem na proposta

O ideal é que você contate diferentes empresas e instituições financeiras de consolidação de dívidas para avaliar qual oferece mais benefícios.

Apenas com as propostas em mãos você deve decidir se essa estratégia será executada em seu negócio.

4. Feche o contrato

Por fim, após fazer uma boa análise sobre os prós e os contras, caso você tenha decidido unificar as dívidas, é hora de fechar o contrato.

Faça isso com total discernimento e leia com atenção as informações discriminadas no documento.

Caso sinta-se mais seguro, peça ajuda de um consultor ou advogado. Esses profissionais são essenciais nesses momentos.

Quando eu NÃO devo unificar os meus empréstimos e dívidas?

Considerando a soma de todos os seus débitos, se você entrou em contato com o banco e não obteve nenhum desconto na unificação de suas dívidas, é melhor não recorrer à estratégia.

Outro ponto a analisar é a incidência de juros sobre a nova parcela.

Por vezes, ela é bem maior do que a do empréstimo previamente contratado, já que haverá um novo prazo para o pagamento.

Sendo assim, caso você faça a análise da sua situação financeira e perceba que a consolidação não contribui para aliviar o seu caixa, é melhor não unificar os débitos.

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Como sair das dívidas sem precisar juntá-las em uma só?

É importante ter em mente que a consolidação de dívidas é uma estratégia para ser utilizada apenas quando ela traz vantagens reais e concretas.

No entanto, isso não significa que, quando não trouxer, você estará perdido em meio a um mar de dívidas.

Há outras maneiras de acabar com os seus débitos e recuperar o seu score na praça sem precisar recorrer a essa alternativa.

A primeira delas, e talvez a mais importante, é contar com o apoio de um bom serviço administrativo e contábil, que ajude você a organizar as contas.

Já a segunda consiste em reavaliar seus custos, cortar gastos e enxugar o orçamento, de modo a tornar o seu fluxo financeiro mais saudável.

Por fim, também vale a pena investir em uma consultoria especializada, que orientará você com mais exatidão sobre boas práticas e, futuramente, como evitar dívidas.

>>> No vídeo abaixo, o head de educação financeira da Faculdade XP School, Thiago Godoy, dá dicas sobre como sair das dívidas. Assista!

Quais os cuidados que eu devo ter com a consolidação de dívidas?

Efetivamente, a consolidação de dívidas é uma alternativa para facilitar o cotidiano do empresário e tornar o cumprimento das obrigações algo mais simples de ser alcançado.

Porém, fazer isso sem pensar em todas as variáveis, apenas pelo conforto de ter uma única parcela para pagar, nem sempre é algo que será inteligente.

Então, antes de recorrer a esse recurso, avalie se essa estratégia se adequa à sua necessidade, em específico.

Afinal, é essencial que ela traga vantagens para o seu negócio e para o caixa da sua empresa.

Esse tipo de avaliação faz parte do escopo da educação financeira, algo que os empreendedores precisam ter e estar em constante aprimoramento.

Portanto, vale a pena investir em mais conhecimento nesse segmento.

Pensando nisso, a escola da XP Inc. desenvolveu cursos da área de educação financeira que vão ajudar você a gerenciar suas finanças de forma assertiva e eficiente.

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O que é mercado de opções: como ele funciona na bolsa?

Entender o que é o mercado de opções é essencial para o investidor que quer ter mais oportunidades, como uma alternativa a evitar as oscilações do mercado.

Os acionistas que investem na bolsa de valores há algum tempo provavelmente já ouviram falar sobre o que são opções no mercado financeiro, pois elas podem ser negociadas na B3. Além disso, estão ligadas a outros ativos de renda variável.

Mas quando vale a pena fazer este tipo de investimento? O que é e como funciona o mercado de opções na Bolsa? O que precisamos saber antes de começar a investir? Continue a leitura para descobrir!

O que é o mercado de opções?

O mercado de opções é o local em que se negocia o direito de comprar ou vender um determinado ativo por um preço fixado, em uma data futura específica. Ou seja, as opções são um tipo de derivativo, já que o preço deriva do valor do ativo a que ela está atrelada. 

Quem adquire esse direito deve pagar um prêmio ao vendedor. Isso porque, no mercado de ações, no primeiro momento não se negocia o ativo em si, mas sim o prêmio, que é um valor pago para ter a possibilidade (ou opção) de comprar ou vender os ativos em uma data futura.

Tudo isso pode parecer complexo, mas o que devemos pensar para entender o que é o mercado de opções é que o mercado de derivativos baseia-se na negociação de contratos futuros, em que o valor dos investimentos dependem de outros ativos.

Esse tipo de investimento é realizado com o objetivo de proteger suas ações contra possíveis oscilações no mercado. Além disso, qualquer pessoa pode negociar opções, mas é importante que tenha um bom conhecimento sobre renda variável e os riscos que esses ativos possuem.

Mas, afinal, qual a diferença entre o mercado de ações e o de opções? Quando um investidor compra ações, está em negociação direta dos papéis, que representa uma cota de uma empresa.

Já no mercado de opções, o investidor negocia a possibilidade de venda ou compra de um ativo (que pode ser uma ação, bem ou mercadoria). Ou seja, quem compra opções de ações ainda não é investidor da empresa, mas pode ser no futuro pelo preço predeterminado no momento do contrato.

Quer saber mais sobre como começar a investir na bolsa de valores? Confira o nosso e-book Guia da bolsa para investidores. Baixe gratuitamente!

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O que você precisa saber antes de começar a investir em opções?

Agora que já sabemos o que é o mercado de opções, devemos entender os termos, para ter mais clareza ao falar sobre como funciona. Confira as principais expressões utilizadas neste tipo de investimento.

Titular

O titular é o comprador da opção e quem tem o direito de comprar (ou vender) o ativo-objeto.

Lançador

Este é o vendedor, que possui a obrigação de comprar ou vender o ativo no preço e data determinados, caso o titular opte por exercer seu direito. Isso porque, como falamos anteriormente, o lançador recebe um prêmio por essa obrigação.

Prêmio

É o valor pago pelo titular ao lançador, ou seja, de quem está comprando para quem está vendendo. Dessa forma, passa a ter o direito de comprar ou vender o ativo em uma data futura, pelo preço já determinado.

Call

Uma call é uma opção de compra. Ou seja, são as opções que dão ao titular o direito de comprar o ativo-objeto do contrato pelo preço prefixado, na data do vencimento (ou exercício).

O titular tem a possibilidade e o direito de comprar os ativos, mas não a obrigatoriedade. 

Put

É a negociação do direito de venda de um ativo. Aqui, o titular pagou o prêmio para ter o direito de vender o objeto do contrato pelo preço de exercício na data do vencimento (mas não a obrigação). 

Ativo-objeto

Podemos definir o ativo-objeto de uma opção como o bem, mercadoria ou ativo que está em negociação. 

Strike

Strike é o preço de exercício, ou seja, o valor predeterminado pelo qual o ativo pode ser negociado caso o titular opte pelo exercício da opção.

Data de vencimento

Chamado também de data de exercício, é o último dia em que o titular pode exercer o direito de venda ou compra do ativo-objeto. A partir desse vencimento, a negociação da opção expira. 

Como funciona o mercado de opções na bolsa?

Agora que já entendemos o conceito e os principais termos, é o momento de falar como funciona o mercado de opções. 

Assim como as ações, as opções podem ser negociadas na bolsa ou no mercado de balcão. No primeiro caso, possuem as características, datas de vencimento e garantias estabelecidas pela B3.

Já as negociações não padronizadas são feitas no mercado de balcão. Nesse caso, são os próprios vendedores e compradores estipulam todas as características do contrato (prazos, valores e depósitos de garantias). 

Ainda assim, devem ser registradas na B3, que assegura que as partes cumpram com o prometido.

Como vimos, o titular tem o direito (ou seja, a opção) de comprar uma call ou de vender uma put no preço predeterminado ou em exercício. Enquanto isso, o lançador tem o dever de vender a call ou comprar o put para o comprador.

Mas, afinal, como funciona o mercado de opções na prática? Vamos exemplificar para ficar mais fácil de entender. 

Imagine que Marcos (lançador) comprou um apartamento (ativo-objeto) no valor de R$ 300 mil como um investimento, pois acredita que irá se valorizar com o tempo. Joana (titular) também pensa que o valor do imóvel irá subir, mas no momento não possui o dinheiro para realizar a compra.

Então, eles fazem um acordo de opção de compra (call), com alguns termos predeterminados: Joana irá pagar R$ 20 mil (prêmio) a Marcos para, daqui 6 meses (data de validade) ter o direito de comprar o apartamento por R$ 330 mil (strike).

Joana faz isso porque acredita que o mercado irá valorizar e, futuramente, o apartamento chegará a valer R$ 400 mil. Caso este cenário ocorra, ela pode exercer o direito de compra e terá pago no imóvel o valor de R$ 350 mil (prêmio + strike). 

Entretanto, se o apartamento for desvalorizado, ela não precisa exercer a compra, perdendo apenas o “sinal” de R$ 20 mil. Já João, mesmo não tendo vendido o imóvel, ganha com o valor do prêmio do início do contrato.

O acordo de opção de venda (put) funciona de forma similar: Marcos (titular) compra um apartamento, mas descobre que tem chances de desvalorização. Então, ele paga a Joana (lançador) o valor de R$ 20 mil para ter a opção de vender o imóvel pelo preço previamente estipulado, dentro do prazo determinado.

Vale a pena investir no mercado de opções?

Já falamos sobre o que são opções no mercado financeiro e como funciona a negociação. Mas, fica a pergunta: vale a pena?

Como em qualquer outro investimento, o mercado de opções conta com vantagens e riscos. Por um lado, é uma boa maneira de diversificar as estratégias, preparando-se para eventuais altas e baixas do setor.

Do outro lado, é importante considerar que um dos riscos está relacionado à volatilidade do mercado, além de ser um contrato com pouca liquidez, já que nem sempre é possível resgatar o valor aplicado a qualquer momento.

E, é claro, como falamos anteriormente, para contar com mais segurança no investimento em mercado de ações, o que é essencial é já ter conhecimento em renda variável. 

O curso Aprenda a investir na bolsa de valores pode ser a porta de entrada para esse universo.

Ministrado por Leandro Rassier, educador financeiro na XP há mais de 20 anos. Com ele, é possível adquirir um aprendizado prático com diferentes recursos de engajamento, identificando boas oportunidades de investimentos.

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Saiba como investir no mercado futuro e adquirir renda no tempo certo

Desconhecido por uns, almejado por outros. Afinal, você sabe a importância e como investir no mercado futuro? Não? Pois, talvez esteja perdendo uma ótima oportunidade de aplicar em um recurso que permite ganhos estratégicos em um futuro não distante.

Como isso acontece? O mercado futuro visa proteger o investidor contra oscilações de preços do mercado, processo conhecido como hedge. Por ser caracterizado de renda variável, o retorno acontece a longo prazo.  

Logo, o mercado futuro é feito para investidores iniciantes e experientes, porém com estilo arrojado e que não temem as oscilações dos preços. 

Gostou da ideia e quer se aprofundar sobre o assunto? Neste artigo vamos explicar como funciona o mercado futuro abordando os seguintes tópicos:

  • O que é mercado futuro?;
  • Como funciona o mercado futuro?;
  • Como investir no mercado futuro?;
  • Vale a pena investir no mercado futuro?;
  • Como escolher uma corretora para operar?

O que é mercado futuro?

O mercado futuro é um local onde ocorrem negociações de contratos de compra e venda de produtos em datas distantes e por um preço pré-definido. Nesse contexto, dólar, boi gordo, soja, milho, café, são alguns dos produtos geralmente acordados.

Este bem envolvido na negociação é chamado de ativo subjacente, que pode ser tanto uma mercadoria como um ativo financeiro. Além disso, no mercado futuro todos os acordos acontecem na bolsa de valores.

Por essa razão, existe uma regra estabelecida que beneficia tanto a vida do comprador quanto a do vendedor, pois o contrato assinado por ambos deve conter as mesmas condições.

Imagine, por exemplo, se cada investidor negociar um tipo de boi gordo ou soja com cotações adversas, seria um grande risco que provavelmente inviabilizaria as operações. É por isso que o mercado futuro torna-se mais vantajoso do que outros derivativos não padronizados.

Vale ressaltar que apenas dois elementos variam durante a transação: a quantidade de contratos e o preço. No mais, os contratos futuros são uniformes e atraem cada vez  pessoas que se beneficiam com a liquidez alta.

A liquidez é um bom sinal, pois permite que o investidor se desfaça da operação antes do encerramento do contrato, caso não esteja satisfeito com a operação por alguma razão. 

Desse modo, ele fica livre do contrato sem qualquer burocracia e consequentemente diminui as possibilidades de perdas financeiras.

>>> Leia também: Veja os melhores truques para poupar dinheiro

Como funciona o mercado futuro?

Os contratos futuros não são combinados pelo valor total do produto, e sim, por meio das suas oscilações. Isso porque em qualquer título de investimento a movimentação do custo do produto faz parte da oferta e da procura.

Ou seja, quando o investidor compra um saco de soja na baixa e vende na alta, ele tem um lucro obtido na transação, o que não aconteceria em outro derivativo.

A grande sacada do mercado futuro é a possibilidade de obter rendimentos sobre valores de contratos acima do que foi investido, o que chamamos de alavancagem.

Liquidação financeira e física

A liquidação é o momento final do contrato futuro. É quando ocorre a transferência dos recursos e ativos negociados. 

Esse movimento acontece na Câmara de Compensação e na B3 como forma de assegurar que compradores e vendedores cumpram o acordado.

Nesse sentido, existem dois tipos de liquidação: a financeira e a física.

A liquidação financeira refere-se à entrega do montante feito pelo comprador ao vendedor, servindo tanto para valores imobiliários quanto para ativos. Resumindo, é quando o comprador repassa o valor restante durante a negociação. 

Por ser o último passo da transação, nesse momento é calculada a diferença financeira entre o valor de compra e a venda do papel.

Vale ressaltar que a liquidação financeira acontece em dinheiro somente para a parte envolvida, e o mais importante: sem a necessidade de entrega do ativo de base. Já a liquidação física tem menor recorrência na grande parte dos produtos, comum nos mercados agropecuários e de energia.

Aqui o procedimento é mais trabalhoso, porque somente no final do contrato é feita a entrega do produto. Em muitos casos, é um processo indesejável, pois nem sempre o investidor deseja ter em casa um carregamento de soja, por exemplo. 

Por isso, a liquidação financeira se torna o recurso mais prático para quem recorre ao mercado futuro.

Como investir no mercado futuro, na prática?

Vamos a um exemplo prático para você entender melhor. Digamos que você seja um produtor de café que queira vender o produto por um preço adequado. Afinal, você teve custos com defensivos agrícolas, empregados, sementes, entre outros.

Todavia, você estabeleceu vender um saco de café por R$100. Do outro lado, existe um industriário que deseja comprar o seu produto para revendê-lo a um supermercado. 

Como toda negociação é pensada a longo prazo, o contrato futuro prevê uma transição equilibrada em que o valor não seja caro para venda, nem para a compra. Em outras palavras, o mercado futuro padroniza o valor na bolsa de valores, protegendo os agentes (comprador e vendedor) das variações dos preços.

Vale a pena investir no mercado futuro?

Depende das suas reais necessidades como investidor. Para ter uma visão mais ampla sobre a tomada de decisão, pergunte-se:

  • Como eu me comportaria diante da perda de lucro?;
  • Qual será a minha reação durante o ganho?;
  • Será que posso me tornar um investidor compulsivo?;
  • Quanto estou disposto a me aprofundar sobre o assunto?

Questione-se para entender se o mercado futuro é exatamente o tipo de investimento ideal para você.

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Como escolher uma corretora para operar?

Em primeiro lugar, você deve estar ciente que para negociar no mercado futuro é necessário ter conta em uma corretora de valores, pois é ela quem fará a intermediação das operações no pregão da B3.

Ao entrar em contato com alguma corretora, observe as taxas envolvidas durante a transação. Apesar do mercado futuro oferecer valores baixos, podem aparecer taxas elevadas que reduzirão os seus ganhos. 

Considere também os sistemas de análise disponíveis pela corretora no home broker (plataforma onde ocorrem as transações).

Entenda que negociar na bolsa de valores não é um movimento difícil, se você tiver conhecimento e prática. Para você ampliar seu aprendizado neste ramo, a Faculdade XP recomenda o curso Aprenda a investir na Bolsa de Valores, de Leandro Rassier.

No treinamento você conhecerá conceitos essenciais para investir em ações, aprendendo os agentes econômicos que impactam na economia, e criando uma proximidade com o mercado futuro. Aproveite essa chance!

Como escolher fundos imobiliários: 8 dicas para montar sua carteira de investimentos

Em um cenário em que o rendimento é cada vez mais baixo em apostas de renda fixa, saber como escolher fundos imobiliários é uma escolha de risco, porém bastante valiosa para quem não teme investir em renda variável.

Em 2021, por exemplo, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros para 2% ao ano, o que levou os investidores a optar por fundos imobiliários. A taxa Selic, por exemplo, teve uma alta e atualmente permanece em 7,75% ao ano.

Em contrapartida, a pesquisa recente da B3 mostrou que esses ativos encerraram 2020 com mais de 1 milhão de investidores, e um recorde de R$53,9 bilhões de investimento somente nos últimos doze meses, ou seja, motivo de alegria para quem aplica em fundos imobiliários.  

Mas ainda há um certo receio nessa área, principalmente para negociantes de primeira viagem. Saber como escolher fundos imobiliários, conhecer suas vantagens e prever o retorno esperado do portfólio são algumas dúvidas frequentes dos leigos, que serão solucionadas a partir agora. Acompanhe a gente e saiba mais.  

O que são fundos de investimento imobiliário?

Fundos de Investimento Imobiliário (FII) são uma modalidade coletiva de renda variável formada por investidores que desejam aplicar recursos em investimentos imobiliários, seja em imóveis prontos, edifícios comerciais, shopping center e hospitais, por exemplo.

Em suma, é uma forma de conquistar o retorno financeiro por meio da exploração de locação, arrendamento, venda do imóvel ou outras negociações.

Quais são os benefícios do fundo de investimento imobiliário?

Os fundos imobiliários são um ótimo modelo de investimento porque geram rentabilidade alta, além de diversificar a carteira de ativos.

A propósito, você não irá realizar negociações às cegas, uma vez que um gestor especializado estará à sua disposição para ajudá-lo na escolha das alocações.  

Por último, e talvez um dos maiores diferenciais em relação a outros investimentos, é que você ficará livre de encargos, como taxas, inadimplência, manutenção, entre outros, muito comuns quando se compra ou arrenda um imóvel por conta própria.

Quer dar os primeiros passos no mundo dos investimentos? Aproveite o nosso curso com materiais exclusivos pra você

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Afinal, como escolher fundos imobiliários?

Agora que você já entendeu o conceito, listamos oito dicas importantes para saber como escolher fundos imobiliários. Confira!

1. Determine seus objetivos

O primeiro passo antes de partir para o investimento é alinhar os próprios objetivos, isso porque o pagamento de proventos e a valorização das cotas podem variar conforme o tipo de ativo, o que confundirá a sua estratégia.

2. Preste atenção na liquidez

A liquidez é um dos pontos mais importantes no FII, pois é o recurso que transforma o ativo em dinheiro. Ou seja, é por meio dela que você consegue vender o Fundo Imobiliário e obter o dinheiro com mais ou menos velocidade.

Nesse contexto, vale frisar que quem busca maior liquidez e menos risco, talvez seja favorável testar a renda fixa, pois quando se investe a reserva de emergência em fundos imobiliários, a liquidez diminui em comparação aos títulos públicos, como o de Tesouro Direto, por exemplo.

3. Verifique o histórico de rentabilidade do fundo

Tenha em mente que no exato momento de fechar a negociação, a performance do fundo nem sempre apresenta o total de ganhos e o comportamento do mercado nos meses anteriores, o que gera insegurança para o investidor pelo pouco embasamento histórico. 

Por isso, recomenda-se conversar com um gestor e pedir um documento de rentabilidade mais amplo, de, no mínimo, seis a 12 meses, para você formular seus investimentos.

4. Determine o tipo de risco

Desde o primeiro momento, observe qual dos tipos de retorno financeiro você deseja investir: um que gere ganhos maiores com riscos altos ou outro com rentabilidade equilibrada, porém menores riscos.

Esse ponto é importante porque determina o tipo de investidor que você é. Isto é, se o seu perfil é mais conservador, talvez valha mais a pena aplicar em operações menos arriscadas, porém com menor rentabilidade. Agora, se você não teme as oscilações do mercado, espere por um retorno financeiro polpudo.

5. Avalie a estratégia de alocação do fundo

Perceba se o fundo escolhido investe em imóveis mais consolidados e com menor chance de risco, ou os que estão em fase de construção, que, consequentemente, apresentam-se mais expostos a riscos.

6. Conheça o gestor do fundo

Como vimos, o gestor é o responsável pelas alocações na carteira de fundo, portanto, ele tem influência direta no andamento dos investimentos.

Desse modo, busque se informar sobre o histórico do gestor, identificando demais experiências nessa área, e a rentabilidade dos ativos nos quais já atuou.

7. Pense no prazo de investimento

Ao alocar em FIIs, entenda que esse é um ramo de resgate à longo prazo. Por isso, só faz sentido se o investidor montar uma carteira de pelo menos um ano.

Saber esperar é uma arte nos investimentos, até porque normalmente um ativo imobiliário constará na carteira somente depois de um tempo após o início das negociações.

8. Conheça mais os imóveis

Por fim, o investidor deve ficar atento aos detalhes do ativo, ou seja, é fundamental avaliar os imóveis, os locatários (para entender o risco de crédito dos aluguéis), os níveis de vacância e inadimplência, entre outros elementos.

Gostou das dicas? Certamente a partir dessas informações, você sentirá mais segurança para investir em FIIs. 

Como funciona o rendimento dos fundos imobiliários?

Existem duas maneiras para você obter um rendimento de fundo imobiliário: por valorização das cotas ou pagamento de proventos.

No primeiro caso, se você pretende vender um imóvel por um preço maior em comparação ao investido, provavelmente haverá um ganho de capital.

Já a segunda alternativa é por meio da quitação de proventos em forma de dividendos, ou seja, repasses onde parte dos lucros são direcionados aos cotistas de forma mensal ou semestral. Essa é uma boa alternativa para quem não quer comprar ações ou diversificar a carteira.

Como escolher fundos imobiliários? Bônus 

Bom, dicas não faltam para você saber como escolher fundos imobiliários, afinal, esse é um campo vasto que vale a pena se aprofundar nos detalhes.

Pensando nisso, a Faculdade XP sugere o curso Viva de Renda com Fundos Imobiliários, no qual  você aprenderá a construir uma carteira de fundos e entenderá porque apostar nesse segmento é mais rentável do que nas ações negociadas na Bolsa de Valores.

Aproveite também para dividir seu conhecimento, compartilhando esse texto em suas redes sociais! Afinal, quem confia em você gostará de saber mais sobre fundos imobiliários! 

Não perca tempo e comece agora!

Blue chips ações: como avaliar e lista das brasileiras na Bovespa

Compor a carteira de investimentos é sempre um desafio e não existe fórmula correta. O que prevalece, nesse caso, é uma análise minuciosa e pautada pela estratégia de cada investidor. Independentemente de qual seja essa estratégia, provavelmente você já olhou para uma blue chip ações.

Talvez você não associe esse nome diretamente a uma ação, mas certamente já ouviu falar e até tenha uma delas em sua carteira. Ficou curioso?

No artigo abaixo nós explicamos não só o que são as blue chips ações, como também as vantagens e desvantagens de investir nelas e quem são na B3 e mundo afora.

O que são blue chips ações?

Sabe aquela empresa que todos conhecem e que na B3 é uma das mais negociadas e com grande liquidez? Essas são as blue chips ações.

Basicamente, as blue chips são empresas financeiramente estáveis e amplamente reconhecidas em suas áreas de atuação.

Por terem grande porte, serem consolidadas e, claro, terem boa saúde financeira, essas empresas são frequentemente procuradas pelos investidores como opções seguras e rentáveis.

A título de curiosidade, o termo vem do universo dos jogos de azar, no qual as fichas azuis são as mais valiosas. Atualmente, a expressão faz parte do dicionário de investimentos e é frequentemente usada nesse mercado.

Características

No mundo da renda variável, as blue chips ações são as queridinhas dos investidores e possuem alto volume de negociação. Por não existir uma lista oficial da B3 listando quais são esses papéis, é importante saber identificá-los.

Por isso, conhecer suas características é fundamental para fazer uma análise assertiva. Veja as principais delas:

  • Alta geração de caixa
  • Alto valor de mercado
  • Boa e recorrente distribuição de lucros, como os dividendos
  • Boa liquidez durante a venda de ações
  • Bom relacionamento com acionistas
  • Crescimento constante, com forte geração de caixa
  • Gestão transparente
  • Popular oferta de produtos e serviços
  • Pouca necessidade de aumento de capital

Como dissemos, por estarem vinculadas a empresas já consolidadas, as blue chips são ações bastante sólidas. Por esse motivo, elas tendem não só a passar pelas oscilações do mercado, como também gerar lucro em situações adversas.

Juntas, essas características tornam essas ações mais seguras e ideais para quem gosta de aumentar capital a longo prazo.

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Qual é a importância dessas ações para o mercado?

Embora não exista uma relação oficial de quais empresas se configuram como blue chips, o Ibovespa é um indicador delas. Nós explicamos: o maior índice da Bolsa é calculado com base na média de desempenho das principais ações negociadas.

Essa é também uma das razões pelas quais essas ações são importantes para o mercado. O fato de suas performances refletirem no índice faz com que elas se comportem como termômetro da bolsa.

Se muitas delas caem, automaticamente esse índice também é reduzido. Por outro lado, se elas apresentam bom desempenho, ele tem mais chances de subir.

A grande liquidez dessas ações também é uma característica importante e que as coloca em posição de destaque no mercado. Com elas, a negociação de compra e venda é mais ágil, já que seus papeis são sempre procurados.

Além disso, elas também são reconhecidas como boas pagadoras de dividendos. Tudo isso gera mais confiança para o mercado e, consequentemente, atrai mais investidores.

Quais são as ações blue chips Bovespa?

Seja na B3 ou em outras bolsas ao redor do mundo, quando você passa a entender o conceito das blue chips ações, fica fácil identificar quais são elas.

Se você está dando os primeiros passos na negociação de ações ou se busca por papeis mais seguros para investir a longo prazo, acompanhar o histórico dessas empresas pode ser uma boa opção.

Entretanto, embora costumem ser sinônimo de segurança, é importante lembrar que elas fazem parte do universo de renda variável. Por isso, mesmo com boa reputação, elas estão sujeitas a variações e riscos.

Lista de ações blue chips estrangeiras

Mesmo se tratando de empresas internacionais, certamente você já ouviu falar delas. Afinal, elas expandem as fronteiras de seus países de origem e conquistam espaço ao redor de todo o mundo.

Em seus mercados financeiros, são grandes potências e, assim como no Brasil, influenciam seus índices. Veja quem são as blue chips ações internacionais:

  • Apple
  • Coca-Cola
  • Exxon Mobil
  • IBM
  • Johson & Johnson
  • Microsoft
  • PepsiCo
  • Procter &Gamble
  • Unilever
  • Walmart

>>> Você sabia que investir no exterior é uma ótima maneira de proteger o seu patrimônio? Essa matéria do Infomoney explica mais sobre esse tipo de investimento e como ele auxilia nas crises e volatilidades do nosso país.

Lista de ações blue chips brasileiras

As blue chips ações brasileiras são bastante tradicionais no país. Por terem grande importância em suas áreas de atuação, são destaque no mercado financeiro.

  • Ambev
  • Bradesco
  • Gerdau
  • Itaú Unibanco
  • JBS
  • Petrobras
  • Usiminas
  • Vale

Vale a pena investir em blue chips?

Assim como em qualquer tipo de investimento, a escolha sobre investir em blue chip é pessoal e demanda análises.  Muito se fala sobre a segurança que essas empresas transmitem ao mercado, mas é fundamental que somado a isso você coloque na balança outros pontos de sua estratégia.

Quanto mais conhecimento sobre esse mercado e sobre as particularidades das empresas e seus papéis você tiver, mais chances você terá de construir uma carteira alinhada com os seus objetivos.

Vantagens

Por serem empresas amplamente reconhecidas, uma das principais vantagens de investir em blue chips é a liquidez de deus papéis. Com o alto volume de negociações na Bolsa, a compra e venda é totalmente descomplicada.

Outra vantagem desse tipo de ação é a estabilidade. Quando uma empresa é sólida fora do mercado financeiro, automaticamente tem mais chances de sobreviver a eventos negativos e que impactam em sua cotação.

O pagamento de dividendos também é um ponto positivo da blue chips. E é a sua relevância e estabilidade que também contribuem com isso. Sem a necessidade de investimentos para escalar suas operações, elas agradam seus acionistas na hora da divisão dos lucros.

Desvantagens

Assim como em qualquer investimento, as blue chips também apresentam desvantagens. Para os investidores arrojados, por exemplo, esses papéis têm pontos negativos.

Enquanto sua maturidade é uma vantagem para uns, para outros essa característica inviabiliza o lucro rápido. E isso é verdade. O fato de serem gigantes e terem grande fatia de seus mercados faz com que tenham crescimento lento e chance quase nula de desenvolvimento inesperado.

Como avaliar ações blue chips?

Assim como não existe uma lista de blue chips, também não há um critério claro sobre como avaliá-las. Entretanto, isso é feito de maneira subjetiva entre os analistas financeiros.

Independentemente de se tratar de blue chip ou ação comum, existem alguns critérios que são considerados durante as análises financeiras. Entre eles estão a trajetória da empresa e sua imagem diante do mercado, assim como seu histórico na Bolsa.

Valor de mercado, histórico financeiro, relação com acionistas e envolvimento em notícias também são pontos bastante importantes e que auxiliam um investidor na composição de sua carteira.

>>> Se você quer mergulhar no universo da renda variável, saiba que é preciso considerar algumas coisas antes. Na série Investimento às Claras, a Clara Sodré fala tudo o que você precisa saber antes de dar o primeiro passo. Confira!

O segredo é diversificar a carteira

Embora não exista fórmula mágica para montar uma carteira de sucesso, certamente ele vem da diversificação. Mesmo se tratando de empresas consolidadas, investir exclusivamente em blue chips não irá garantir o retorno que você espera. Por isso, a dica é estudar o mercado, suas oportunidades e como você pode usá-las a favor do seu patrimônio.

No curso de diversificação de carteira da Faculdade XP School você aprende mais sobre o mundo de investimentos, bem como sobre as possibilidades que esse mercado oferece para você multiplicar o seu dinheiro. Clique no banner abaixo e se inscreva.

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Descubra quais são os investimentos mais seguros no Brasil e quais cuidados tomar ao investir

Para muitas pessoas, é impossível pensar na palavra “investimentos” sem associá-los a riscos. Afinal de contas, é claro que ninguém quer perder o dinheiro ganhado com tanto esforço.

Entretanto, esse pensamento faz com que muitas pessoas deixem de aproveitar ótimas oportunidades de maximizar seu patrimônio. Se você possui esse medo, temos uma boa notícia: existem vários investimentos seguros no Brasil que possibilitam aumentar seus lucros com baixo risco. 

Continue a leitura para saber tudo sobre o assunto!

Quais órgãos garantem a segurança dos investimentos no Brasil?

Para falarmos sobre investimentos seguros no Brasil, precisamos conversar sobre o que é essa segurança que muitos imaginam ter em investimentos mais tradicionais, como a Poupança. 

Dentro do País, existem órgãos responsáveis por garantir a segurança do setor financeiro, como:

Banco Central do Brasil 

O Banco Central do Brasil, ou Bacen, é o órgão responsável por regular o sistema financeiro brasileiro e garantir a estabilidade econômica do País. Quando uma instituição financeira está sendo criada, é necessário ter uma autorização do Bacen para funcionar.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 

A CVM é o órgão que auxilia a assegurar os investimentos das pessoas. Essa autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda tem como responsabilidade fiscalizar e punir empresas que agem de má-fé com os investidores.

Fundo Garantidor de Créditos 

A sigla FGC, Fundo Garantidor de Créditos, é famosa no mundo dos investimentos, especialmente pelos fãs de renda fixa. Afinal, a responsabilidade desse Fundo é proteger investidores prejudicados por instituições financeiras que tiveram problemas, como declarar falência.  

É importante saber que o FGC pode proteger cada investidor em até R$ 250.000 por instituição e por CPF, com o limite máximo de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Isso também vale para os juros rendidos pelo investimento, desde que esteja dentro do teto do Fundo.

Ou seja, se você comprou R$ 200.000 em títulos em uma corretora de investimentos e R$ 110.000 guardados em um banco, ambos estão resguardados. 

Quais são os investimentos seguros no Brasil e protegidos pelo FGC?

Agora que você conhece todas as instituições reguladoras no mercado financeiro e de investimentos, é importante que você saiba quais são os títulos protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito e que, portanto, são investimentos seguros no Brasil:

  • Poupança: ela é um investimento seguro, mas possui uma rentabilidade mais baixa que outros títulos igualmente seguros.
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB): ao investir nesse título, você empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito. Já a instituição financeira lhe oferece em troca uma remuneração, os juros do investimento.
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI): igual ao CDB, mas, nesse título, o empréstimo é feito para o setor imobiliário. 
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): igual ao CDB, mas, nesse título, o empréstimo é feito para o setor agropecuário.
  • Letras de Câmbio (LC): título de crédito emitido por instituições financeiras que representa uma ordem de pagamento.

Além desses investimentos, considerados seguros pela proteção do FGC, também vale falar sobre o Tesouro Direto. Essa opção de título ganhou mais popularidade nos últimos anos por oferecer aplicações a partir de R$ 30 com diferentes indexadores e prazos de vencimento.

Entenda mais sobre o Tesouro Direto

Assim como nos investimentos que citamos acima, a compra de títulos de Tesouro Direto configura um empréstimo feito a uma instituição. Nesse caso, o Governo Federal é o receptor do título, através do Tesouro Nacional.

Pelo Tesouro Nacional ser o “caixa” do governo, as chances dele deixar de pagar as dívidas internas são quase inexistentes. Isso porque, se ele quebrar, acontecerá um efeito dominó com todas as outras instituições financeiras, que possuem investimentos altos.

Para você entender ainda mais o que é o Tesouro Direto e como ele é uma excelente opção segura, dê o play no vídeo abaixo da Mirna Borges, dona do canal EconoMirna:

Portanto, existem alguns títulos que oferecem mais segurança, mas, de maneira geral, podemos afirmar que a maior parte dos investimentos no Brasil são seguros.

4 cuidados para garantir a segurança dos investimentos no Brasil

Mesmo com órgãos como esses em vigor, é provável que parte dos investidores ainda se sinta desconfortável em se aventurar em diferentes categorias da renda fixa ou variável. Por isso, separamos 4 cuidados que lhe ajudarão a encontrar os investimentos mais seguros no Brasil.

1. Verifique a veracidade de qualquer instituição financeira

Está cogitando abrir uma conta-corrente em um novo banco ou se interessou por algum fundo de investimento, mas se sente receoso? É possível garantir a regularização e verificar a segurança deles nos sites oficiais do Banco Central do Brasil, Fundo Garantidor de Crédito e Comissão de Valores Mobiliários.

2. Saiba qual é o seu perfil de investidor 

O perfil de investidor é um ponto de partida para qualquer iniciante. O importante é você se sentir confortável com outros aspectos de uma aplicação, como:

  • Rentabilidade;
  • Liquidez;
  • Risco.

Essa tríade dos investimentos é o garante que cada pessoa tenha o máximo de rentabilidade respeitando seus limites e sentindo-se seguro, independentemente do tipo de aplicação. 

Também é necessário manter um olhar constante nos nossos objetivos, assunto que abordamos em mais detalhes no vídeo abaixo:

3. Implemente o stop loss

Muitas pessoas deixam de investir na Bolsa de Valores por medo dos possíveis prejuízos que podem acontecer em dias com alta volatilidade. 

Uma maneira de tornar esse investimento mais “seguro” é com o stop loss, ou prejuízo estimado. Essa ordem de venda programada dispara automaticamente quando uma ação atinge o percentual de perda determinado pelo investidor. 

Ou seja, se você comprou uma ação e não quer perder mais de 5% nela, essa programação leva mais controle e segurança à sua carteira de investimentos.

4. Invista em conhecimento

A melhor maneira de entender como investir dinheiro de forma segura no Brasil é através do conhecimento

Após melhor compreender as diferentes características de cada tipo de aplicação, ganhamos mais controle do nosso patrimônio e conseguimos enxergar novas maneiras de maximizar o nosso patrimônio com segurança.

E a Faculdade XP School pode lhe ajudar com isso! O nosso curso “Primeiros Passos no Mundo dos Investimentos” possui todas as informações essenciais para começar a investir com segurança e ter mais controle do seu patrimônio. Comece a aprender com a gente:

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Saiba o que é portfólio de investimentos e como montar um em apenas 3 passos

Quando começamos a aprender sobre o mundo dos investimentos, existem termos que nos confundem e outros que nos fascinam. O aumento da Taxa Selic é bom ou ruim? Vale a pena investir R$ 1 milhão na renda fixa? O que é CDI?

Dentre as dúvidas comuns, “o que é portfólio de investimentos” é uma que aparece sempre. Uma expressão conhecida por muitos, mas ignorada por tantos por parecer “coisa de rico”. Esse é o seu caso? Pois saiba que você pode ter uma carteira de investimentos sem ter milhões de reais na conta.

Continue a leitura para entender o que é portfólio de investimentos e aprender a montar um  com as suas economias.

O que é portfólio de investimentos?

Um portfólio de investimentos pode ser definido como um conjunto de aplicações financeiras em diferentes ativos de diferentes categorias, como Tesouro Direto, Fundos Imobiliários e Ações.

Essa estratégia, de diversificação de investimentos, tem como principal objetivo obter uma rentabilidade maior e mais segura do seu patrimônio. Isso porque é possível balancear as perdas e os ganhos entre os diferentes níveis de risco e o seu perfil de investidor.

A diversificação é tão importante que deu origem a uma das citações mais famosas do mundo dos investimentos, que é: “Nunca coloque todos os ovos em uma só cesta”. Faz bastante sentido, não é mesmo?

A especialista em investimentos e professora da XP Inc, Clara Sodré, explica no vídeo abaixo alguns truques para você ter sucesso na hora de diversificar os seus investimentos. Vale a pena conferir:

O que é perfil de investidor?

Quer entender o que é perfil de investidor de um jeito simples? Então responda qual das opções você mais prefere:

  • ganhar 15%;
  • poder ganhar entre 1% e 30%;
  • poder perder até 10% ou ganhar até 50%.

Quando uma pessoa abre uma conta em uma corretora, como a XP Investimentos, um dos primeiros passos é realizar o teste de perfil de investidor

Com ele, é possível entender a tolerância ao risco e o horizonte de investimentos, pontos essenciais que servirão de orientação para escolher os produtos melhor compatíveis com os objetivos da pessoa e preencher o seu portfólio de investimentos.

Atualmente, os perfis são separados em três grandes grupos:

Conservador

Você quer ganhar sempre, mesmo que isso signifique ganhar menos? Você se sente confortável deixando dinheiro na poupança? Se sua resposta foi sim, esses são sinais de que você pode ser um investidor com perfil conservador. 

Mas temos uma boa notícia para os conservadores: existem alternativas tão seguras quanto a poupança que oferecem maior rentabilidade. Algumas opções são Tesouro Direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio).

>>>Leia também: título do blogpost xp62, cuja KW é “Investimentos seguros no brasil”

Moderado

Você está disposto a ganhar entre 1% e 30% ao invés de garantir os 15%? Pode ser que você tenha um perfil moderado. Nele, as pessoas querem segurança nos investimentos com uma pequena maleabilidade para obter melhores rentabilidades.

Agressivo

Você é “tudo ou nada”? Acredita que quanto maior o risco, maior a rentabilidade? Então essa busca por aumentar o seu patrimônio sem se preocupar com os riscos pode indicar que o seu perfil é agressivo.

Como montar um portfólio de investimentos em 3 passos?

Com uma melhor compreensão sobre o que é um portfólio de investimentos e qual é o seu perfil de investidor, você está pronto para entender a montagem e a gestão do portfólio de investimentos. Confira:

1º passo: Anote todos os seus objetivos e prazos

Entender quais são seus objetivos de curto (até 2 anos), médio (até 5 anos) e longo prazo (10 anos ou mais) é um fator de extrema importância na criação de um portfólio de investimentos.

Isso porque um investimento mais seguro e com alta liquidez pode ter uma rentabilidade menor que um título com liquidez mais baixa e risco mais alto. Ou seja, saber seus objetivos pode ajudar a aumentar o seu patrimônio.

>>> Leia também: Como organizar sua vida para começar a investir

2º passo: Analise e invista nas melhores alternativas para cada meta

Vamos imaginar que suas metas são juntar R$ 10 mil como reserva de emergência, fazer um mochilão pela Europa com sua família daqui 5 anos e se aposentar em 30 anos. Com esses três objetivos em mente, é o momento de buscar os investimentos que melhor se encaixam em cada opção.

Na reserva de emergência, por exemplo, o Tesouro Direto Selic e os Fundos de Investimento com prazo de resgate D+0 e D+1 podem ser ótimas opções graças à alta liquidez. 

Esse vídeo, do “Investimento às Claras”, aborda em mais detalhes os cuidados ao fazer sua reserva de emergência, olha só:

Já para o mochilão, os CBDs, LCIs e LCAs são opções que oferecem mais previsibilidade nos rendimentos, ou seja, mais segurança para garantir uma viagem sem preocupações.

E como a aposentadoria é uma meta de longo prazo, é sugerido um pouco mais de flexibilidade para aumentar os lucros – sempre de acordo com o perfil do investidor, claro. Além das ações, existem também Fundos Imobiliários, Fundos Multimercados, Fundos de Índice e outros. Clique aqui e conheça todos.

>>> Para saber mais sobre CBDs, LCIs e LCAs, leia: Batalha: qual a melhor opção de renda fixa entre 5 títulos?

3º passo: Acompanhe com frequência seu portfólio de investimentos

Acha que o trabalho acaba após montar seu portfólio de investimentos? Pelo contrário, agora se inicia a próxima etapa de cuidados com o seu patrimônio: a gestão de portfólio de investimentos.

Para garantir que sua carteira siga conquistando resultados que atendam suas expectativas, é importante realizar análises periódicas dos seus títulos. Isso porque seus objetivos podem mudar ao longo dos anos ou um investimento pode deixar de ter o rendimento esperado.

Entendeu o que é portfólio de investimentos?

Esperamos que com esse artigo você tenha entendido o que é e como fazer um portfólio de investimentos alinhado com suas expectativas e seu apetite por riscos e por lucros. Não se esqueça de que a diversificação é a chave para uma carteira que atenda às suas necessidades e o ajude a ter uma vida mais tranquila e segura. 

Se quiser saber mais sobre como ter e gerir um portfólio de investimentos de sucesso, clique no botão abaixo e continue a aprender com a gente!

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Gráfico Candlestick: saiba de uma vez por todas como analisar

Saber analisar o Gráfico Candlestick é importante para quem investe ou pretende investir na Bolsa de Valores.

Especialmente para traders, que operaram no curto prazo e usam Análise Técnica para identificar os melhores momentos de compra e venda.

Neste artigo, você vai descobrir o que é o Gráfico de Candlestick, quais são seus padrões e como utilizá-lo. Acompanhe a leitura!

Gráfico Candlestick: o que é e como surgiu

Candlestick, em tradução livre, significa candelabro. Ele leva esse nome pois sua representação gráfica parece uma vela (candle, em inglês).

Basicamente, é um instrumento para análise gráfica de renda variável que mostra as variações de preço das ações em um determinado período de tempo.

O candlestick surgiu no Japão, no século XVIII. Sua criação é atribuída a Homma Munehisia.

Na época, o arroz era a grande riqueza dos fazendeiros e, em todo país, muitas negociações eram feitas com o produto. 

Os investidores aplicavam conhecimentos de Análise Técnica sobre os valores do grão por meio de um gráfico, que hoje é chamado de candlestick.

Na década de 80, o investidor americano Steve Nison percebeu que o método poderia gerar bons resultados se aplicado sobre outros ativos, como contratos futuros, moedas e ações.

Com isso, ele escreveu e publicou um o livro Japanese Candlestick Charting Techniques, que explica os padrões de candlesticks e tornou-se um dos clássicos da Análise Técnica.

>>> No vídeo abaixo, o analista de investimentos da Clear Corretora, André Moraes, explica como funcionam os Gráficos de Candlestick. Assista e entenda!

Avalie a variação de preço por meio do Gráfico de Candlestick

Avaliar o comportamento dos preços por meio do Gráfico de Candlestick pode otimizar sua estratégia de investimentos.

Isso porque essa análise gráfica aponta momentos importantes sobre a compra e venda de ativos.

Com o Gráfico de Canfle você pode observar:

  • se um ativo está em alta;
  • se um ativo está em baixa.

Ao identificar essa tendência, o trader consegue decidir se é uma boa hora para vender ou comprar determinado ativo.

No entanto, a qualidade da análise está diretamente ligada ao resultado da aplicação. Por esse motivo, é fundamental estudar sobre o assunto e manter-se informado.

Além disso, você também pode fazer outras analises para reafirmar suas decisões, afinal, o candlestick é somente um dos tipos de análise gráfica existentes no mercado.

Entendendo como analisar candlesticks

A análise do candlesticks é feita a partir de três elementos principais:

  • formato;
  • cor;
  • período.

Veja a seguir como cada um deles funciona. 

Formato

O formato do candlestick é determinado pelos valores que o preço da ação atingiu no período selecionado. São os preços:

  • de abertura;
  • de fechamento;
  • mínimo;
  • máximo;

Esses valores compõem os dois elementos que formam o gráfico:

  1. o corpo (que tem informações de abertura e fechamento);
  2. a sombra (que mostra os mínimos e máximos do período).

O retângulo, corpo do candlestick, mostra o valor atingido pelo preço da ação no fechamento e na abertura. Já a linha vertical ligada ao gráfico, a sombra, mostra o preço máximo e mínimo do período.

Dessa forma, como o volume de variação de preços também sofre alterações, há inúmeros formatos de candlestick.

Cor

A cor do candlestick determina se ele é de alta ou de baixa.

Caso o preço de fechamento esteja abaixo do preço de abertura, significa que preço da ação caiu durante o período. Portanto, o candlestick será de baixa, em vermelho ou preto.

Por outro lado, se o preço de fechamento superar o preço de abertura, significa que preço da ação subiu durante o período. Logo, o candlestick será de alta, em verde ou branco.

Período

Cada vela, chamada de canfle, mostra o que ocorreu com o preço de uma ação em dado período.

Você pode escolher gráficos que representam desde um minuto até um ano, bastando somente selecionar o período desejado.

Assim, é possível adaptar facilmente diferentes ativos e estratégias.

Veja na ilustração a seguir como interpretar cada um dos três elementos do candlestick:

Ilustração de um Gráfico Candlestick.

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Descubra aos padrões candle!

Uma sequência de candlesticks pode indicar determinado comportamento de um ativo.

Esse tipo de informação é fundamental para que você observe as tendências e decida o melhor a fazer: vender ou comprar.

Há inúmeros padrões identificados e nomeados pelos analistas do mercado. Esses padrões são indicadores importantes e facilitam a análise do gráfico.

Entre padrões os existentes, podemos destacar:

  • Engolfo de Alta;
  • Engolfo de Baixa;
  • Martelo;
  • Estrela Cadente;
  • Doji.

Saiba mais sobre as características de cada um deles e o que representam.

Engolfo de Alta (Bullish Engulfing)

Padrão de Candlestick Engolfo de Alta.

O padrão Engolfo de Alta sinaliza a reversão de uma tendência de baixa para uma tendência de alta.

Ele ocorre depois de um movimento de baixa e duas velas, com cores e tamanhos diferentes, formam o padrão.

A primeira vela deve ser de baixa (maior e em vermelho ou preto) e a segunda de alta (menor e em verde ou branco).

O corpo da segunda vela deve encobrir o corpo da primeira. Portanto, o preço de abertura da segunda vela é igual ou menor do que o preço de fechamento da primeira.

Já o preço de fechamento da segunda vela é superior ao preço de abertura da primeira.

As sombras podem ser desconsideradas

Engolfo de Baixa (Bearish Engulfing)

Padrão de Candlestick Engolfo de Baixa.

O padrão Engolfo de Baixa, ao contrário do anterior, sinaliza a reversão de um movimento de alta para um movimento de baixa.

Ele ocorre após uma tendência de baixa e é composto por duas velas, com tamanhos e cores diferentes.

A primeira vela deve ser de alta (menor e na cor verde) e a segunda de baixa (maior e na cor vermelha).

Da mesma forma, o corpo da segunda vela deve encobrir o corpo da primeira.

O preço de abertura da segunda vela é igual ou menor do que o preço de fechamento da primeira, assim como o preço de fechamento da segunda vela é superior ao preço de abertura da primeira.

As sombras também podem ser desconsideradas.

Doji

Padrão de Candlestick Doji

O padrão Doji sinaliza momentos de indecisão ou equilíbrio no mercado. Sua configuração é bastante simples, visto que é formado por um único período.

Além disso, normalmente, os preços de fechamento e abertura são idênticos, o que resulta em uma vela sem corpo definido.

O Doji pode ter sombras inferiores e superiores e, muita das vezes, parece uma cruz.

Martelo (Hammer)

Padrão de Candlestick Martelo (Hammer).

Já o Martelo é um padrão de candlestick de corpo pequeno, normalmente sem sombra superior, enquanto a sombra inferior deve ter ao menos o dobro da sua medida.

Ele pode ser identificado em fundos de movimento de baixa prolongadas e depois de rápidas tendências baixistas.

A cor não importa, porém em padrões altistas são desejáveis velas na cor verde ou branca.

Estrela Cadente (Shooting Star)

Padrão de Candlestick Estrela Cadente (Shooting Star)

A Estrela Cadente é um padrão de candle de reversão e surge após tendências de alta, sejam elas prolongadas ou movimentos rápidos.

Seu formato consiste em um corpo pequeno, normalmente sem sombra inferior. Já a sombra superior é ao menos duas vezes maior do que o corpo real. A cor da vela é irrelevante.

Por fim, estatisticamente, o padrão é mais confiável depois movimentos prolongados e menos eficaz em tendências rápidas.

>>> No vídeo abaixo, a analista de minicontratos da Rico, Pam Semezzato, traz mais informações os padrões de candlestick. Assista e confira!

Tome cuidado com as limitações do Gráfico Candlestick

Apesar de todas as vantagens, o Gráfico Candlestick também possui limitações analíticas e é importante que você as conheça antes de comprar e vender ativos.

A principal limitação desse tipo de gráfico é não mostrar a sequência de eventos que aconteceram ao longo do período.

Ele se limita apenas aos quatro valores mencionados acima (preço de abertura, de fechamento, mínimo e máximo).

Com isso, podemos concluir que o Gráfico Candlestick traz informações valiosas sobre os preços da ações e os valores de abertura, de fechamento, máximo, mínimo do dia.

Entretanto, é fundamental conhecer e entender as limitações deste gráfico — que realmente existem, mas não invalidam sua importância e nem sua utilização.

Agora que você conhece o candlestick e sabe como usá-lo, continue seus estudos e descubra quais são os indicadores mais utilizados pelos analistas para entender o mercado.

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