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Credit Default Swap (CDS): saiba tudo sobre esse indicador de risco

Risco e investimento são duas palavras que caminham juntas. Mas embora essa seja uma condição quase que inerente aos que se arriscam nesse universo, mantê-la sob controle é fundamental. Uma das maneiras de fazer isso é através do CDS – Credit Default Swap.

O CDS é uma ferramenta valiosa para o mercado. Por todo o mundo, ela é usada inclusive como indicadora de risco de investimentos em um país. Mas você sabe mais sobre seu conceito e sobre como ela funciona? Confira no artigo abaixo.

O que é CDS – Credit Default Swap?

Antes de entender o conceito de Credit Default Swap, precisamos esclarecer o que esses termos significam individualmente.

Default

Default é a definição para quando uma instituição descumpre com suas obrigações financeiras legais. Isto é, quando um dos envolvidos, seja um investidor, uma empresa ou até mesmo um governo deixa de cumprir com o acordado. Um exemplo de default vem da vizinha Argentina, que em 2001, por conta de uma crise econômica, deixou de pagar uma dívida de US$ 95 bilhões.

Swap

Swap é uma operação que tem como objetivo diminuir riscos e beneficiar seus envolvidos. Nela, um investidor ou uma empresa acordam uma troca de obrigações em torno de um investimento.

Para entender a swap na prática, imagine que uma empresa de exportação recebe em dólares, mas que seus custos operacionais são em reais. Para se proteger da variação cambial e, consequentemente, proteger seu patrimônio, ela faz uma operação swap. Assim, ela troca o indexador de seus ativos para a moeda americana.

Vamos ao Credit Default Swap?

Basicamente, o Credit Default Swap – também conhecido por sua sigla CDS – é um derivativo. Isso significa que ele é uma espécie de contrato financeiro que deriva de outro ativo financeiro. No caso do CDS, o ativo é uma operação de crédito. Com ele, o investidor pode negociar seu risco de crédito com outro investidor.

A adoção do Credit Default Swap é uma maneira de proteger e indenizar o investidor de renda fixa. Com ele, em casos em que a instituição financeira deixa de cumprir com as obrigações previstas, ou seja, comete um default, o portador do contrato é indenizado.

Para que essa indenização ocorra, o investidor busca no mercado uma instituição que se disponha a arcar com os prejuízos do default. Essa instituição, por confiar na instituição emissora do ativo, assume o risco em troca de uma espécie de prêmio. Em resumo, o CDS é uma espécie de seguro para o investidor.

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Para que serve o Credit Default Swap?

Como dissemos, o Credit Default Swap é uma proteção ao investidor. Embora nenhuma instituição tenha o plano de cometer default, é impossível antecipar as movimentações do mercado. Nesse caso, essa operação é uma maneira de resguardar os investidores através da promessa de indenização.

Outra função do CDS é atuar como indicador de risco de um país. Isto é, mostrar se uma nação tem chances de “dar um calote”. Por ter uma mecânica semelhante a de um seguro, quanto mais arriscado um país é, maior é o valor de seu Credit Default Swap. Com o CDS alto, consequentemente, mais o mercado enxerga riscos para investimentos no país, provocando efeitos no mercado.

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Como funciona o CDS?

Basicamente, o CDS funciona a partir da preocupação com a inadimplência.

Digamos que você decidiu investir em um título público. Embora essa seja uma das modalidades mais seguras de investimento, você se preocupa com a estabilidade do país e como ela pode impactar nesse ativo. Por esse motivo, você procura por uma instituição que lhe ofereça um seguro de proteção – o Credit Default Swap.

Caso o prazo de vencimento do seu título seja de 10 anos, você será cobrado anualmente pela seguradora durante todos eles. Essa taxa é aplicada para que a instituição assuma o risco, o que também é chamado de evento de crédito. Ao fim desse período, se houver inadimplência no momento do recebimento do investimento, a seguradora fará o pagamento da quantia.

Embora não seja o único derivativo existente na Bolsa de Valores, o CDS é um dos mais importantes, sendo usada por grandes fundos e gestoras de investimentos.

Principais características

Como dissemos, o CDS é considerado um derivativo. Isso porque seu valor está atrelado ao desempenho de outro ativo. Neste caso, ao do risco de não-cumprimento de obrigações.

Uma das principais características dessa operação é que ela tem seus termos definidos durante a assinatura do contrato. Isso acontece independentemente de onde ela é negociada, sendo dentro ou fora da Bolsa de Valores.

Entre as formas mais comuns de indenização acordadas estão:

  • Além da quantia principal, o equivalente às parcelas de juros não pagas.
  • A diferença entre o preço de mercado do título e seu preço de emissão.

Como ele é negociado

Por serem utilizados majoritariamente por investidores institucionais, isto é, fundos de investimento e seguradoras, o Credit Default Swap normalmente é negociado no mercado de balcão, onde estão os títulos não registrados na Bolsa. Também por esse motivo e pela falta de padronização, sua precificação se torna complexa.

Para evitar flutuações e garantir a definição de termos consistentes, é comum que os CDSs sejam negociados e documentados através de contratos da Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA). A flexibilidade de seus contratos permite que as definições estejam alinhadas com as necessidades de seus envolvidos.

Quais são as vantagens desse indicador?

Por ser o principal indicador do nível de confiança no mercado financeiro de um país, o Credit Default Swap tem grande adesão e relevância. Também por isso, ele acumula algumas vantagens, entre elas a possibilidade de uma maior liquidez decorrente da flexibilidade nos prazos de vigência dos contratos.

Outra vantagem do CDS é a possibilidade que o investidor tem de aplicar em títulos de emissores internacionais sem que haja risco cambial. Além disso, o fato de os pagamentos serem periódicos faz com que sejam inferiores à titularidade dos papéis em si. Veja outras vantagens:

  • Oferece um fluxo constante de pagamento e pouco risco de queda
  • Pode atuar como protetor do risco de crédito de ativos em balanços patrimoniais
  • Possibilidade de ajustar a carteira às condições do mercado

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O que acontece quando a bolsa de valores cai? Por que isso acontece?

Frequentemente ouvimos notícias de que a bolsa teve uma alta ou uma queda, mas nem sempre sabemos o que isso significa na prática. Que essas oscilações têm impacto direto nos investimentos não há dúvidas, mas você sabe o que acontece quando a bolsa de valores cai?

O ano de 2020 foi um período bastante conturbado para a nossa bolsa de valores. Diante das incertezas provocadas pela pandemia de Covid-19, o índice Ibovespa, principal indicador da economia brasileira, foi de 114 mil pontos em fevereiro para 63 mil em março. O resultado você confere no gráfico abaixo:

Por que a bolsa cai? Gráfico mostrando a queda da bolsa em março de 2020
Fonte: G1 com dados da B3

A queda vertiginosa no índice entre os dias 9 e 18 de março levou a seis paralisações da bolsa de valores, a fim de controlar a situação. Mas, como podemos observar, após o susto, houve uma recuperação gradual até o fim do ano.

Quer entender por que isso acontece e quais fatores influenciam nessas quedas? Neste post vamos explicar o que é a bolsa de valores, o que acontece quando ela cai, o que significa essa expressão e como agir nessas situações. Boa leitura!

O que é a bolsa de valores?

A bolsa de valores é uma instituição onde são negociados ativos financeiros como: ações, títulos, moedas, commodities e opções.

Em outras palavras, trata-se de um mercado de valores mobiliários, que funciona de forma organizada, permitindo que investidores comprem e vendam esses ativos.

Cada país tem a sua própria bolsa de valores oficial, e a brasileira é conhecida como B3, que significa Brasil, Bolsa, Balcão e está sediada em São Paulo.

O que significa dizer que a bolsa de valores caiu?

Antes de falarmos sobre o que acontece quando a Bovespa cai, é essencial que, antes, compreenda o significado dessa expressão.

Afinal, o que é a queda da bolsa?

Quando alguém diz que a bolsa caiu, não está se referindo à instituição em si, mas ao seu principal indicador, o Ibovespa, que reúne as principais empresas do mercado de capitais brasileiro listadas na B3, como: Petrobras, Vale, Ambev, etc.

Podemos entender este índice como uma carteira teórica, que corresponde a cerca de 80% do volume financeiro negociado na Bolsa de Valores do Brasil.

Quando as ações da maior parte dessas empresas valorizam, o Ibovespa sobe e dizemos que a bolsa está em alta. Por outro lado, quando parte significativa dessas ações sofre uma desvalorização, o Ibovespa cai, gerando a famosa queda da bolsa.

Por que a bolsa cai?

A primeira coisa que um investidor iniciante precisa aprender é que o mercado financeiro está sempre sujeito a oscilações devido aos mais diversos motivos.

De modo geral, podemos dizer que o principal fator que determina essa oscilação é a lei da oferta e demanda. Ou seja, quando há muitos investidores comprando ativos da bolsa, mais ela tende a subir. Por outro lado, quanto mais gente vendendo, mais ela tende a cair.

No caso da bolsa de valores, estamos falando de um índice que engloba várias das companhias mais importantes do país. Logo, se essas empresas prosperam, elas puxam o Ibovespa para cima. Contudo, períodos de incerteza, como a crise que se instalou em 2020 por conta da Covid-19, influenciam o mercado negativamente.

Crises políticas também possuem um papel muito relevante neste sentido, podendo gerar insegurança nas relações internacionais, afastando investidores estrangeiros que, ao invés de comprar ações de companhias brasileiras, investem em ativos internacionais, fortalecendo o dólar e enfraquecendo o Ibovespa.

Ou seja, tanto fatores internos quanto externos podem influenciar no preço das ações de uma companhia e, consequentemente, ocasionar a alta ou a queda da bolsa. Por isso, todo investidor deve se manter atento a tudo o que acontece no mercado financeiro e no mundo.

>>> Quer saber mais sobre o assunto? Então confira este post: Ibovespa: como é composto, calculado e como operar

O que acontece quando a bolsa de valores cai?

Quando a bolsa de valores cai, o que acontece na maioria das vezes é o que chamamos de efeito manada: investidores colocam suas ações à venda, o que faz com que outros façam a mesma coisa, reduzindo ainda mais sua cotação.

Diante de uma forte queda na bolsa de valores, entra em ação o chamado Circuit Breaker, um mecanismo de segurança utilizado para paralisar as negociações, com o objetivo de impedir quedas bruscas no Ibovespa e proteger os investidores.

O acionamento deste sistema possui três estágios:

  • Estágio I – é acionado quando o Ibovespa atinge uma desvalorização de 10% em relação ao valor de fechamento do pregão anterior. As negociações são paralisadas por 30 minutos;
  • Estágio II – após a reabertura, caso o índice continue em queda, ao atingir 15%, ocorre uma nova paralisação, durante o período de 1 hora;
  • Estágio III – após a nova reabertura, se o Ibovespa continuar em queda, atingindo 20%, a B3 pode definir um novo período de suspensão das negociações, comunicando o momento de retorno em seus canais oficiais.

A bolsa caiu, o que devo fazer?

Primeiramente, mantenha a calma! 

Oscilação é a principal característica de investimentos em renda variável, que é o caso das aplicações na bolsa. Antes de fazer qualquer coisa, é importante entender o contexto em que algo ocorre para, então, tomar uma decisão mais assertiva e racional.

Quando uma ação começa a cair, a primeira reação que vem à mente — quase que por reflexo — é vendê-la. Diante de uma situação de incerteza como essa, a emoção toma conta, e o medo de ter um prejuízo cria aquele efeito manada que mencionamos anteriormente, provocando uma queda ainda maior na bolsa.

Parte do que gera essa reação instintiva é a incerteza do que está por vir. Mas, agora que você já sabe o que acontece quando a bolsa de valores cai, poderá agir com mais racionalidade, sem se deixar tomar pelo medo diante desse tipo de situação.

Lembre-se de que estamos falando das principais empresas do país. Os investidores que enxergaram uma oportunidade nessa queda vertiginosa da bolsa em 2020, tiveram a chance de lucrar com a valorização das ações após o período de queda.

Outro ponto importante quando falamos em investimentos é nunca colocar todos os ovos na mesma cesta. Ou seja, procure montar uma carteira diversificada, de modo a assegurar a rentabilidade de seus investimentos, mesmo em períodos de grandes oscilações.

Se você quer aprender como usar a volatilidade dos ativos a seu favor, confira o vídeo abaixo, no qual a Clara Sodré, especialista em investimentos e professora da Faculdade XP, explica tudo direitinho. Aperte o play e confira!

Preparado para começar a investir na bolsa?

Agora que você sabe o que acontece quando a Bovespa cai, já tem mais informação para embasar suas decisões e começar a investir em renda variável com mais tranquilidade.

É importante ressaltar que, apesar da sensação de imprevisibilidade que os momentos de queda geram, estamos falando de empresas sólidas, que não vão quebrar tão facilmente.

Momentos de queda sempre irão existir, assim como os de alta. Tudo o que você precisa fazer é se manter atento e bem-informado, a fim de identificar boas oportunidades e aproveitá-las quando tiver a chance.

Quer começar com o pé direito? Então, conheça nosso curso: Aprenda a investir na bolsa de valores. Por meio dele, você aprenderá desde os conceitos mais básicos, passando pelos diferentes tipos de análises, até chegar no investimento na prática. Clique no banner abaixo e se inscreva agora mesmo!

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Value at Risk: o que é e TUDO sobre o risco de mercado

Quem investe, se submete a riscos. E uma das ferramentas mais utilizadas no mercado para medir o nível de risco de um ativo financeiro é o Value at Risk (VaR).

Basicamente, o risco de uma aplicação é a incerteza sobre o percentual de retorno — quanto maior a incerteza, maior o risco.

Da mesma forma, os riscos tendem a aumentar de acordo com a taxa de lucro estimada. 

Por meio do cálculo do VaR, é possível identificar os melhores e os piores cenários de um investimento. Acompanhe a leitura e saiba mais. 

O que é Value at Risk (VaR)?

Value at Risk, em tradução livre, significa valor em risco. Trata-se de um método de avaliação que calcula o risco de um produto financeiro ou de uma carteira de investimentos.

O resultado define a maior perda esperada da aplicação em um determinado período de tempo, associado a um intervalo de confiança.

Além do VaR, existem outros métodos de avaliação de risco, como Back Test, Stress Test, Expected Shortfall.

Todos têm a mesma função: quantificar o risco de mercado (risco de perdas monetárias devido a variação de preços, taxas de juros ou taxas de câmbio).

Geralmente, o intervalo de confiança do Value at Risk varia entre 95% e 99%, o que indica que a perda pode ser maior do que a estimada. 

Para que você compreenda totalmente o conceito de VaR, veja o exemplo a seguir.

Uma gestora de investimentos anuncia um Value at Risk de R$ 50 milhões para 1 dia em sua carteira, com intervalo de confiança de 95%.

Isso significa que a perda esperada dessa carteira, entre um dia e outro, seria de até R$ 50 milhões.

No entanto, como o intervalo de confiança é de 95%, a gestora tem 5% de chance de perder mais do que R$ 50 milhões de um dia para o outro.

Para que serve o risco de mercado (VaR) em investimentos?

No mundo dos investimentos, o VaR informa ao mercado, de forma clara, os riscos de uma aplicação em relação ao seu potencial de perda.

Em vez de analisar percentuais, o método calcula o valor total, em moeda corrente, que pode ser perdido em dado momento.

A princípio, o Value at Risk foi criado e adotado por instituições financeiras. No entanto, atualmente, a técnica é utilizada por empresas de diversos segmentos. 

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não exige que empresas não-financeiras efetuem o cálculo de risco.

Contudo, para ter acesso a capitais externos e se adequar à legislação contábil americana, é preciso calcular o VaR

>>> Assista o vídeo abaixo e aprenda com a especialista em finanças e professora da escola da XP Inc., Clara Sodré, como fazer um bom gerenciamento de riscos.

Quais são os elementos do Value at Risk?

Conforme mencionado acima, o Value at Risk estima a maior perda esperada de uma carteira.

O resultado encontrado retrata um determinado período de tempo e possui um intervalo de confiança específico. 

Com isso, o VaR é descoberto por meio de três elementos:

  • horizonte de tempo (período de tempo);
  • intervalo de confiança (probabilidade de perda).
  • estimativa de maior perda esperada (valor monetário).

Confira abaixo o significado de cada um deles.

Horizonte de tempo

O VaR avalia, sobretudo, o mercado de ativos voláteis. Logo, o período de tempo em que o risco é avaliado gira em torno de 1 dia a 1 mês.

O intervalo de confiança e o horizonte de tempo estão interligados. Ou seja, o valor percentual é relativo ao período determinado.

Intervalo de confiança

Como estamos falando sobre  uma estimativa, não existe um Value at Risk com intervalo de confiança de 100%

O cálculo do VaR projeta perdas com altos percentuais de confiança (entre 95% e 99%), mas existe uma margem de erro.

Estimativa de maior perda esperada

O cálculo da maior perda esperada faz uso de técnicas de estatística e probabilidade para encontrar o valor.

Para que o resultado corresponda à realidade, é essencial que os dados utilizados sejam atuais e precisos.

Dessa forma, o Value at Risk é capaz de estimar, em números absolutos, o quanto pode ser perdido em investimentos.

Existe uma fórmula para definir o VaR?

De modo geral, há duas técnicas principais que definem o VaR: Paramétrico e Histórico (Não Paramétrico). Confira abaixo.

VaR Paramétrico

O VaR Paramétrico, também conhecido como método variância-covariância ou método analítico, utiliza rentabilidades estimadas e presume que esses dados seguem uma distribuição normal.

Ou seja, sabendo a rentabilidade esperada e o risco histórico (estimado pelo desvio padrão), o Value at Risk paramétrico é calculado por meio da seguinte fórmula:

VaR = | R – zδ | V

Em que:

  • R: retorno esperado;
  • z: valor relacionado a um determinado nível de significância;
  • δ: desvio padrão de rentabilidade;
  • V: valor do investimento.

VaR Não Paramétrico (Histórico)

Já o VaR Não Paramétrico exclui as suposições e estimativas sobre a distribuição do retorno dos ativos. 

Neste caso, a maior perda esperada de uma aplicação é calculada com base no histórico de rendimento dos próprios retornos.

Quais as vantagens ao usar esse método de avaliação?

Independentemente de qual seja o seu perfil de investidor, compreender o conceito e adotar o Value at Risk é uma estratégia interessante.

Além de ajudar na avaliação dos riscos de operações financeiras de todos os portes, as demais vantagens do método são:

Global

O valor do Value at Risk é utilizado em todo o mundo. Logo, é aceito na recomendação, venda ou compra de ativos.

Facilidade de compreensão 

O VaR é um valor único que indica o nível do risco em um portfólio. Normalmente, esse valor é medido em unidades de preço, o que facilita a interpretação e a compreensão.

Aplicabilidade facilitada

O VaR pode ser aplicado a todos os tipos de ativos (ações, títulos, moedas, derivativos, etc.) e, com isso, é facilmente utilizado por diferentes instituições financeiras e bancos na avaliação do rendimento e do risco de investimentos.

Eficácia na localização dos fatores de risco de mercado

Os grandes direcionadores do Value at Risk são a volatilidade e as posições dos valores dos mercados de commodities.

O método estima a volatibilidade e as posições por mês, proporcionando uma visualização completa dos fatores de risco.

Existem limitações e críticas sobre o Value at Risk?

Como você pôde perceber, o VaR apresenta um nível de incerteza. Dessa forma, existem, sim, limitações e críticas sobre o método.

O filósofo e trader de opções, Nassim Taleb, autor dos livros Cisne Negro, Antifrágil e outros títulos renomados no mercado financeiro, é um dos grandes críticos do VaR.

Segundo ele, a medida é falha por não considerar “eventos fora do normal” ao supor que o mercado é presentado pela curva normal.

Um exemplo disso é a última crise financeira mundial. O Value at Risk foi uma ferramenta de avaliação de risco ruim no período, composto por eventos “fora da curva”.

Outra crítica feita ao VaR é que ele não oferece indicações sobre o tamanho da perda máxima em eventos ultrapassem o intervalo de confiança.

Por fim, o Value at Risk não é cumulativo, o que significa que a soma do VaR de todos ativos não representa ao VaR da carteira.

No entanto, ainda assim, esse é o método mais aceito para avaliar os riscos nas mesas de operações.

Amplie seu conhecimento

Agora que você sabe o que é o Value at Risk e entende como ele é aplicado a investimentos, é hora de conhecer novas estratégias sobre avaliação de empresas.

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Como escolher as melhores ações na crise e elevar o seu rendimento?

Conquistar as melhores ações na crise não é uma tarefa fácil, requer conhecimento e força de vontade para angariar rendimento de empresas que mesmo em baixa, estejam prontas para reverter o quadro.

Goste ou não, 2020 será eternamente lembrado como o ano da pandemia do Coronavírus, e, consequentemente, o período de grandes abalos econômicos. Mas teve quem se deu bem e aproveitou as oportunidades para lucrar. Foram investidores atentos ao crescimento das empresas bem construídas, que souberam lidar com os recursos de um período crítico.

Mesmo assim, ainda estamos em uma época instável com propensão a crescimento econômico, e saber escolher as melhores ações na crise é uma solução importante para quem entra no mundo dos investimentos. Acompanhe a gente, pois neste artigo traremos o caminho das pedras para você investir com cautela.

Como fazer uma análise dos ativos?

Existem dois tipos de abordagem fundamentais para fazer sobre as companhias antes de partir para o investimento:

Top-down

Abordagem de “cima para baixo”, o top-down é comum em empresas blue chip (ações de grande porte na bolsa de valores brasileira), e considera fatores da macroeconomia global para escolher países com melhor performance, setores e companhias vantajosas;

Bottom-up

Bottom-up ou de “baixo para cima”, trabalha no sentido contrário do modelo anterior, ou seja, prioriza a história e a realidade das empresas e depois entra no processo de indicadores econômicos, como cotação do dólar, por exemplo. Esse tipo de análise é feito em grande parte sobre companhias menores (normalmente com valor de mercado de até R$5 milhões) ou que passaram por um processo de reestruturação.

Vale ressaltar dois pontos importantes:

  • Independentemente do tipo de abordagem, nem sempre o Ibovespa em alta corresponde a papéis caros, como índice em queda é sinônimo de ações baratas. O investidor deve sempre analisar os detalhes da carteira para fazer um bom negócio;
  • Não se deve dar atenção ao mito de que para investir em ações é necessário ter muito dinheiro. Existem empresas com ações mais em conta (que veremos a seguir) com possibilidade de aplicações abaixo de R$10.

>>> Leia também: Abrir conta na Bolsa de Valores: passo a passo

E qual a diferença entre preço e valor de um ativo?

Antes de entrarmos nas dicas para escolher as melhores ações na crise, vamos destrinchar uma dúvida recorrente e que, na maioria das vezes, é usada de forma inadequada. Logo, preço e valor não têm o mesmo significado.

Para começar, preço de um ativo não significa que uma empresa é barata ou cara, pois para ter uma noção maior sobre se realmente vale investir em uma determinada companhia é necessário dividir o patrimônio dela pelo número de ações que possui.

Em outras palavras, o preço é a cotação que visualizamos no home broker, os números que consideramos válidos ou não. Já o valor é o que a companhia pode oferecer ao investidor, como, por exemplo, dividendos, expectativa de retorno ao acionista, crescimento, enfim.

Entendeu a diferença?

Como escolher as melhores ações na crise?

Quer começar a investir agora mesmo? Considere esses dois fatores:

1. Avalie o seu perfil de investidor

Que tipo de investidor você é: conservador, moderado ou arrojado? Para o investidor conservador, é recomendável construir uma carteira de papéis mais seguros e com menor volatilidade, como as companhias consolidadas que contém estabilidade de preços e alta liquidez.

Já o moderado arrisca com mais frequência porque conhece o mercado. Sendo assim, a solução é escolher uma carteira composta por papéis de empresas que trabalham com produção de energia, alimentação ou saúde, por exemplo.

Tratando-se do arrojado, este é um tipo que não teme aplicar seu dinheiro em uma carteira de renda variável porque sabe como funciona a Bolsa de Valores e está disposto a abrir mão da segurança na busca por maiores rendimentos. 

Nessa situação, fica uma dica: diversifique a sua carteira, escolha alguns ativos com maior risco e outros mais estáveis. Não esqueça que em momentos de crise, é fundamental ter uma companhia solidificada nas mãos e longe de possíveis perdas financeiras.

2. Domine as ferramentas

Certifique-se de conhecer as ferramentas necessárias para usá-las ou acessá-las nos momentos oportunos. O home broker, por exemplo, é um sistema que permite aos investidores negociarem ações e outros ativos pela internet, ou seja, um dos recursos mais utilizados em qualquer investimento.

O stop loss e o stop gain também merecem sua atenção. O primeiro é uma estratégia que permite o investidor ou trader vender suas ações automaticamente, mas parar o movimento quando deseja evitar a perda do que foi ganho. Já o stop loss é instalado não para parar o ganho, e sim, para evitar perdas ainda maiores.

Existem várias outras técnicas para investir em momentos complicados, mas essas duas refletem o conceito do investimento: uma voltada ao próprio investidor e a outra baseada nos recursos utilizados.

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Quais são as melhores ações na crise?

Listamos quatro empresas que durante o período de crise se tornaram valiosas para investir em ações. São elas:

  • B3 (B3SA3): A B3 tem se solidificado com um lucro líquido em mais de 20% ao ano, somente por essa razão os analistas a enxergam como uma estratégia de valorização, outro ponto vantajoso é que há grande potencial no pagamento de dividendos.
  • SulAmérica (SULA11): a companhia voltou a ser uma boa sugestão depois da venda da sua carteira de automóvel, pois hoje ela está focada nas operações na área da saúde, o que representa um bom segmento, visto que as vacinas trouxeram novos motivos para as pessoas cuidarem da própria saúde.
  • Magazine Luiza (MGLU3): o crescimento de vendas de produtos eletrônicos cresceu durante a pandemia do coronavírus, o que desponta a Magazine Luiza como boa oportunidade de investimento.
  • Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): o varejo é uma área que sofreu com queda de venda de supérfluos, mas grandes redes de supermercado mantiveram seus lucros. O Grupo Pão de Açúcar é um exemplo, pois a companhia também comercializa alimentos e outros artigos de primeira necessidade.

Acompanhe o vídeo e saiba tudo o que você precisa saber sobre investimentos:

Invista nas melhores ações na crise agora mesmo!

A crise é um momento passageiro no mundo dos ativos que não pode ser destacado, e sim, o foco está em fazer uma filtragem nos melhores do mercado.

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E lembre que nossos conteúdos estão disponíveis para ajudá-lo nos estudos. Compartilhe também nas redes sociais e traga mais pessoas para aprender a arte de investir. 

Aprenda o que é FII Investimento e saiba como escolher os melhores do mercado 

O brasileiro está acostumado a investir em imóveis de forma física, o que frustra, muitas vezes, por conta da baixa rentabilidade. Logo, entender o que é FII investimento é estar por dentro de um formato simples, prático e com altas chances de ganhos sem esforço.

Não é à toa que os FII investimentos são um recurso com elevação nos últimos anos. De acordo com a Comissão de Valores Imobiliários (CVM), até novembro de 2020, por exemplo, eles registraram um crescimento de 76% na base de cotistas em relação ao ano anterior.

Afinal, contar com uma aplicação isenta de Imposto de Renda e com recebimento em formato de “aluguel” é um sinal verde para reverter o quadro financeiro e investir nessa oportunidade.

Ficou curioso para saber mais? Neste artigo, vamos trazer tudo o que você precisa saber sobre o assunto: como investir em FII, quanto aplicar, entre outros detalhes interessantes. Vamos lá?

O que é FII investimento?

FII (Fundo de Investimento Imobiliário) é um tipo de aplicação em empreendimentos como imóveis, hospitais, shoppings, prédios comerciais e afins. Portanto, ao adquirir uma conta, você se torna um dos “donos” desses imóveis e, consequentemente, terá rendimentos por conta dos aluguéis.

Os investimentos desse porte são classificados em:

  • Fundos de tijolo: imóveis como shoppings centers, construções empresariais, hotéis, ou seja, imóveis físicos;
  • Fundos de papel: LCI, LCA, CRI, CRA, isto é, títulos públicos.

Quanto investir em FII?

Os fundos de investimentos podem ser aplicados com pouco dinheiro. A partir de R$90 é possível fazer negociações bastante valiosas.

Outro ponto em destaque é que as taxas de corretagem, de administração, de performance e emolumentos são mais baratas do que a compra de um imóvel que necessita de documentações, escrituras, pagamento de IPTU, comissões de imobiliária, etc.

Como funcionam os fundos imobiliários, na prática?

Já imaginou ser dono de uma rede de hotéis ou sócio de um badalado shopping? Parece longe da sua realidade, mas os Fundos Imobiliários são um chamariz do empreendedorismo. Aqui na Faculdade XP vamos explicar direitinho como acontecem as negociações.

Em primeiro lugar, não se preocupe com a administração dos ativos, isso porque cada FII é controlado por um gestor, responsável pela organização e funcionamento. A função dele é justamente fazer as alocações necessárias e conquistar maior rentabilidade para o investidor.

No Tijolo, por exemplo, são feitas compras de imóveis comerciais com potenciais altos de rentabilidade por meio das locações.

Por isso, é importante estar ciente sobre o mercado, verificar o histórico e os períodos de maior rentabilidade desses imóveis, como hotéis em pontos turísticos.

Por ser um bem físico, se você tem uma galeria comercial em um local de alta circulação, a valorização será maior em comparação a um lugar de pouco movimento. Nesse sentido, além dos rendimentos das costas, os FII também pagam aluguéis mensais, sujeito às oscilações do mercado.

Já os fundos de papel são mais estáveis, visto que boa parte é composta por aplicações de renda fixa, vindo então os lucros pela valorização das cotas. É como se você estivesse comprando ações, já que os FIIs também são listados na Bolsa de Valores.

O investimento pode ser realizado de duas formas: por Home Broker (plataforma que conecta os usuários ao pregão eletrônico) ou por recomendação de analistas os melhores tipos de carteiras de Fundos Imobiliários.

Por fim, vale frisar que o patrimônio do fundo é separado em cotas e distribuído entre os investidores conforme o capital aplicado, ou seja, todos recebem o percentual referente às próprias aplicações.

Exemplo de fundo

Digamos que o valor inicial da cota é de R$100,00, e os aluguéis do imóvel aplicado são de R$1 por cota. Sendo assim, ao dividir 100/1, sua rentabilidade será de 1%.

Como esse cálculo foi feito em um mês de capitalização, é perceptível o rendimento baixo. Por essa razão, como o valor das cotações depende da oscilação do mercado, isto é, renda variável, recomendamos que essa análise seja realizada entre 6 e 12 meses de investimento para obter uma estimativa mais apurada.

Mesmo assim, não se preocupe com o resultado mensal, pois os fundos imobiliários normalmente têm rentabilidades de 0,75% a 1% ao mês.

Agora, para ter uma performance mais qualificada, que tal saber onde postar os fundos de investimentos?

Quer dar os primeiros passos no mundo dos investimentos? Aproveite o nosso curso com materiais exclusivos pra você

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Como escolher o melhor FII?

Como percebemos, os fundos de investimentos são de renda variável, isto é, não é possível ter uma visão concreta do rendimento, pois depende da volatilidade do mercado.

Por isso, eles são recomendados para quem deseja ter lucro a longo prazo, como justamente a venda de aluguéis.

Sendo assim, é preferível escolher entre aplicações de fundos de investimentos do que comprar um imóvel, uma vez que é livre de imposto de renda e de inúmeras burocracias que empacam o objetivo.

Além do mais, vimos que existem outras possibilidades de aplicações, não sendo apenas em imóveis, como, por exemplo, em LCIs e CRIs.

Em dúvida ainda sobre como aplicar o seu dinheiro? Siga essas recomendações e dê o passo inicial:

  • avalie os ativos, histórico, classificação e contratos;
  • verifique o preço da cota e o seu valor patrimonial;
  • conheça a administração e a gestão do fundo;
  • informe-se sobre o setor imobiliário;
  • entenda as modalidades de investimento, observando as de maior crescimento no Brasil.

Diante disso, a sua escolha pode ser muito mais palpável para um resultado certeiro.

Como aprimorar o conhecimento sobre FII? 

Entender o que é FII Investimento é estar por dentro de um segmento em expansão. O cenário da pandemia do Coronavírus impactou negativamente no mercado, porém a retomada está sendo aquecida.

Por isso, investir em uma linha de renda variável é indicado para quem deseja vivenciar as técnicas de investimento sem temer as mudanças econômicas no decorrer do processo, afinal, tudo é para um bem maior. 

Os fundos de imóveis e residenciais, por exemplo, têm como vantagem os juros baixos, o que aumenta o crédito habitacional.

Aqui na Faculdade XP o seu caminho é vantajoso porque aumentamos o seu nível de conhecimento diante dos nossos materiais. Nos artigos, cursos e vídeos você recebe materiais ricos para todos os tipos de investimentos, independentemente se você é iniciante ou avançado na área.

Quer uma dica? Aposte no curso Viva de Renda com Fundos Imobiliários, onde você vai aprender como construir uma carteira de fundos. 

Continue conosco e tenha certeza de que você está no caminho.

Dividendos de ações: o que são e como aumentar o rendimento com esse tipo de investimento?

Entender o que são dividendos de ações é colocar a mão em parte do dinheiro de uma empresa que rende recorde de vendas em um mês ou trimestre. Se imaginar neste patamar é o sonho de qualquer investidor.

É por isso que os dividendos de ações se tornaram um tipo de investimento lucrativo para quem não é dono de uma empresa, porém deseja aplicar a renda e receber o valor dos lucros obtidos por ela.

Porém, o investimento em dividendos não é uma tarefa fácil, pois exige conhecimento sobre os indicadores e a porcentagem recebida ao longo da jornada.

Vamos descobrir juntos?

O que são dividendos?

Dividendos são uma fatia dos lucros de uma empresa que podem ser repartidos aos acionistas como forma de remuneração. Esse rendimento tanto proporciona a permanência dos investidores, como possibilita atrair novas pessoas para se tornarem sócios de grandes companhias.

Nesse sentido, existem vários tipos de dividendos: de dinheiro, Fundos Imobiliários, de Capital Próprio, Especial e de ações, este último que veremos logo adiante.

O que são dividendos de ações?

Dividendos de ações é quando o investidor recebe o pagamento em ações em vez de dinheiro.

Supomos que um investidor possua 300 ações de uma multinacional e receba três ações a cada 100 em sua carteira. Então ele terá direito a nove ações como pagamento, entendido?

Vamos exemplificar de outra forma:

Imagine que uma empresa é uma pizza, e que cada fatia é uma quantidade de ações, certo? Como uma pizza tem várias fatias, você deve se atentar ao tamanho da sua (a sua participação nos ativos), pois ela representará o percentual do lucro que a empresa distribuirá, ou seja, o seu dividendo é proporcional ao tamanho da sua fatia.

Assim sendo, se a companhia resolver distribuir toda a pizza, ela pagará 100% dos dividendos, provavelmente um valor polpudo. No entanto, essa é uma prática bastante incomum, visto que normalmente as empresas pagam, em geral, 25% (ou 1/4) dos lucros para os investidores.

As companhias justificam o percentual baixo porque o restante ė investido em bens materiais, como maquinários, ampliação da estrutura física, etc.

Mas fica uma dica! Não se preocupe com o valor da ação, pois, como vimos, ela pode aumentar a quantidade de um acionista. Lembre-se de que o tamanho da pizza em determinado momento pode ser pequeno, mas com o rendimento da empresa, a tendência é aumentar.

Como funciona o pagamento dos dividendos?

Cada acionista recebe os dividendos conforme o número de ações que possui, ok? Mas não espere o pagamento mês a mês, já que não há um cronograma fixo, o que não garante o pagamento de uma empresa em tempo regular.

Mesmo assim, é possível encontrar companhias que pagam com frequência, e também com valores acima do percentual mínimo de 25%.

Para se ter uma ideia, os dividendos de fundos imobiliários trabalham de outra forma, pois eles são obrigados a repassar a maior parte dos lucros aos cotistas, além da distribuição dos proventos frequentes com valores altíssimos.

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Quais são as vantagens de receber dividendos?

O desejo da maioria dos investidores de renda variável é obter lucro a longo prazo. Uma possibilidade alta, visto que empresas pagadoras de proventos são menos atingidas em momentos de instabilidade financeira, o que leva a uma distribuição linear de ações.

Isso ocorre porque normalmente as companhias detentoras de ações são mais consolidadas no mercado, o que possibilita repasse aos investimentos mesmo em situações desfavoráveis.

Outro fator sobre os dividendos de ações é em torno da isenção do Imposto de Renda. Como a empresa pagadora deduz o imposto antes de distribuir os lucros, o investidor recebe seguramente um valor líquido, evitando a contribuição da dedução fiscal.

Como investir em dividendos?

Agora que você já sabe o que são dividendos em ações e sua real importância, vamos ao passo a passo para você investir do jeito certo.

1. Abra a conta em uma corretora de confiança

O primeiro passo para investir em ações na bolsa de valores é abrir uma conta em uma corretora, de preferência, com bom nome no mercado. E isso você pode contar com a XP Investimentos, uma das maiores empresas do país, com ótima reputação e mais de 2 milhões de clientes ativos.

2. Transfira seu dinheiro

Você deve fazer uma transferência monetária do seu banco para a conta em uma corretora.

3. Compre as ações

Você pode contar com a assessoria da XP Investimentos para ajudá-lo a comprar as melhores ações e, assim, montar uma carteira bem definida.

4. Potencialize o seu capital

Use sua expertise para usar bem o rendimento vindo das ações. Então, que tal aproveitar os lucros adquirindo mais ações após a próxima distribuição de proventos? Pense nisso!

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Como se aprofundar no ramo das ações?

Saber o que são dividendos de ações pode ter aberto um leque na sua vida, pois certamente percebeu o quão é lucrativo e seguro. Mas saiba que são vastas as aplicações na Bolsa de Valores, por isso, quanto mais você entender o ramo dos investimentos, mais fácil para negociar com segurança e ter um rendimento quantitativo.

Pensando nisso, a Faculdade XP School sugere para você o curso Aprenda a Investir na Bosa de Valores, de Leandro Rassier, que mostrará os conceitos essenciais para investir em ações, e como os agentes econômicos impactam na economia.

Vai ficar de fora? Nem pensar! E mais um lembrete: compartilhe este conteúdo em suas redes sociais para atrair seus amigos e familiares para uma vida mais lucrativa e interessante.

Como escolher debêntures? 4 passos para investir nas melhores do mercado

Saber como escolher debêntures pode ser uma saída vantajosa para quem busca retorno em investimentos de renda fixa. Logo, as debêntures incentivadas são ótimas aliadas para manter os investimentos à altura.

Em relação às empresas, a emissão de títulos de debêntures se torna interessante, já que os empréstimos bancários possuem juros maiores. Logo, esses títulos captam recursos de forma mais instigante.

Mas, afinal, o que são debêntures incentivadas? Mostraremos a seguir o conceito, como funcionam e traremos as mais requisitadas do mercado. Acompanhe a gente!

O que são debêntures incentivadas?

Debêntures incentivadas são títulos de renda fixa que buscam recursos para projetos importantes de infraestrutura ou de produção econômica focada em pesquisa, desenvolvimento e inovação do país.

Esses títulos servem como empréstimo, ou seja, o investidor empresta o dinheiro para a empresa que emitiu o título e, assim, promove melhorias para cada setor. Entre os principais, destacam-se:

  • logística;
  • aviação civil;
  • transporte;
  • saneamento básico;
  • energias;
  • mineração;
  • telecomunicações.

Como a ideia é promover a compra dos títulos para melhorias no país, o Governo Federal aboliu a cobrança de Imposto de Renda. O nome “incentivadas” vem justamente da ausência da tributação, uma das maiores desse tipo de investimento.

Para se ter uma ideia, em janeiro de 2022 as emissões de debêntures incentivadas alcançaram R$3,5 bilhões. O valor é proveniente da distribuição de 11 debêntures nos setores de Energia, Transportes, Saneamento e Telecomunicações, segundo o Ministério da Economia.

O que diz a lei sobre as debêntures incentivadas?

A Lei 12.431 oficializou o incentivo fiscal, promulgada no artigo 2. Confira o que diz a legislação:

“Captação de recursos com vistas em implementar projetos de investimento na área de infraestrutura, ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na forma regulamentada pelo Poder Executivo federal.”

Na lei ainda consta que a isenção é restrita a pessoas físicas, já a compra por pessoas jurídicas tem um custo tributário de 15%.

Enfim, como escolher as melhores debêntures incentivadas? 

Agora que você sabe o que significa debêntures incentivadas, que tal entender como decidir entre as melhores do mercado. Sendo assim, preste atenção nessas quatro dicas fundamentais:

1. Rating

Deve-se considerar o rating de quem emite o título, ou seja, a avaliação feita pelo mercado do risco de crédito de uma empresa em relação à sua capacidade de honrar seus compromissos.

Em outras palavras, é preciso observar a qualidade da empresa emissora de título e conhecê-la diante de outras negociações, como a busca por sites de avaliação do consumidor.

2. Rentabilidade e data de vencimento  

É fundamental analisar a rentabilidade oferecida antes de comprar um papel de debênture incentivada. A rentabilidade paga costuma ser o IPCA mais uma porcentagem predefinida ao ano. Por sua vez, é possível encontrar empresas com bons ratings que pagam IPCA mais 3,5% a 5% ao ano.

Além disso, considere a data de vencimento das debêntures e avalie se elas combinam  com os seus objetivos.

3. Duration

Duration é um indicador de risco que auxilia a mensuração dos títulos de renda fixa à variação da taxa de juros. Na prática, ele é menor que a data de vencimento do título, uma vez que o investidor recebe o retorno do valor pago pelo título, lucrando em cima desse valor. Mas lembre-se: quanto maior o prazo de vencimento, maior a taxa cobrada pela empresa.

4. Liquidez

Analise as melhores debêntures incentivadas, fugindo das que apresentam baixa liquidez, pois são as mais difíceis de vender.

Outros tipos de debêntures

Embora as debêntures tenham algumas características gerais, saiba que existem diversos tipos disponíveis no mercado brasileiro. Portanto, o ideal é conhecer quais são eles e como se diferenciam.

Embora as debêntures incentivadas tenham suas características próprias, existem outras no mercado, logo, é ideal conhecê-las e saber suas diferenças. 

Debêntures não conversíveis ou simples

Como o nome já diz, são títulos que não podem ser convertidos em ações. Isso significa que quem compra esses títulos recebe a rentabilidade direto na conta do banco ou da corretora de valores. 

Debêntures Conversíveis 

Diferentemente das debêntures não conversíveis, essas podem ser convertidas em ações da companhia emissora do título.

Debêntures permutáveis

Com funcionamento semelhante ao das debêntures conversíveis, o diferencial é que as permutáveis podem converter ações para uma companhia diferente da emissora do título.

Vale ressaltar que o investimento em debêntures era restrito no Brasil até pouco tempo, uma vez que exigia uma parcela considerável de dinheiro dos investidores. Entre as principais mudanças, destaca-se a otimização das aplicações, o que torna o alcance mais acessível ao público geral.

Quer ir mais a fundo? Assista ao vídeo e aprenda a escolher as melhores debêntures incentivadas:

Como escolher debêntures? Vá além!

Percebeu como as debêntures incentivadas podem ser benéficas tanto para o investidor quanto para o país, já que elas são aplicadas em recursos estruturais? 

Vale lembrar que são investimentos de renda fixa, ou seja, um retorno menos volúvel do que a renda variável, o que não significa ser melhor, apenas tem outra base de negociações.

Mas para você fazer um bom negócio, indicamos o curso Renda Fixa: ganhos com baixo risco, da Faculdade XP. Aprender sobre renda fixa poderá ajudá-lo a conquistar as oportunidades certas do mercado e, assim, acertar na escolha das melhores debêntures incentivadas.

Agora que você já sabe como escolher debêntures, que tal  dividir seu conhecimento? Para isso, basta compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais!

Afinal, seus amigos e colegas também poderão entrar no mundo dos investimentos com o pé direito.

Como analisar candlesticks? 19 padrões do gráfico de velas!

Já tentou interpretar um gráfico de velas para decidir sobre a compra e venda de ações? Achou difícil acompanhar tantos símbolos e tendências? Então, você chegou ao lugar certo, uma vez que o assunto deste post é como analisar candlesticks.

Sabemos que muitos fatores impactam a valorização ou desvalorização dos ativos financeiros. Por outro lado, existem ferramentas objetivas para estudar essas informações de forma assertiva e, com isso, maximizar o retorno dos seus investimentos.

Na teoria e na prática, como analisar candlesticks?

A seguir, listamos três questões que preparam o terreno para que você descubra como analisar candlesticks. Mas, antes disso, é importante refletir sobre características marcantes da renda variável, a exemplo das oscilações dos valores.

Para isso, faça o download do e-book gratuito “Como se formam os preços dos ativos”. Além de abordar a lei da oferta e demanda, o material cita a volatilidade para medir a variação dos preços, bem como a liquidez para converter o ativo em dinheiro novamente.

1. O que é a análise técnica?

Também conhecida como análise gráfica, a análise técnica visa antecipar os movimentos do mercado. Ao estudar o comportamento das ações ao longo do tempo, pode-se verificar os momentos em que os investidores se tornaram mais otimistas ou pessimistas.

Daí a vantagem de aprender como analisar candlesticks (e os outros gráficos): alocar os ativos com eficiência. E essa é uma estratégia muito usada por quem opera no curto prazo, mas existe outra escola de análise – a fundamentalista – para outros propósitos, ok? 

>>> Conheça também a escola de análise fundamentalista para estudos de longo prazo

2. O que são indicadores de tendência?

Basicamente, os indicadores de tendência emitem “sinais” sobre a performance das ações. Tais tendências podem ser de alta, baixa ou lateralização, o que facilita a tomada de decisão, deixando as emoções de lado e focando em uma observação objetiva.

Por meio da análise gráfica, o trader pode definir o stop de ações dentro de uma estratégia pré-definida. Enquanto o stop loss encerra aquela posição e evita os prejuízos, o stop gain costuma ser usado para vender uma ação quando ela atingir o lucro esperado. 

Para exemplificar, esses são alguns indicadores de tendência que contribuem para interpretar o gráfico de velas:

  • suporte e resistência;
  • médias móveis;
  • figuras de alta ou baixa;
  • bandas de Bollinger;
  • índice de força relativa (IFR);
  • método Fibonacci.

>>> Confira um post com detalhes sobre os indicadores de tendência da análise gráfica

3. Como analisar candlesticks de acordo com a base histórica?

Embora o ganho passado não seja uma garantia de ganho futuro, essa é uma fonte de aprendizado. Afinal, podemos observar o comportamento dos papéis em um determinado recorte de tempo para tentar prever as tendências, que podem ou não se concretizar.

Isso porque há outros fatores que refletem no desempenho das ações, a começar pela  macroeconomia. Um exemplo: as bolsas de valores são afetadas pelas políticas fiscais, monetárias e tributárias dos governos e pelas crises globais, como a pandemia de Covid-19

Em todo caso, o conhecimento é a chave para estudar os cenários e tomar boas decisões sobre as finanças. Além disso, é importante acompanhar as transmissões online para conferir as dicas dos especialistas no mercado financeiro. 

Por sinal, veja a live “O método XP de avaliar as ações”, que também mostra como analisar o gráfico candle:

19 padrões de reversão para descobrir como analisar candlesticks

Para saber como analisar candlesticks, vale conferir o guia do gráfico de velas divulgado pelo InfoMoney. Com a consultoria do trader Ricardo Dallalana, a matéria sintetiza as características da análise gráfica para prever a reversão ou continuidade das tendências.

E lembre-se: a vela indica o começo de um novo processo, o que permite a revisão da estratégia em tempo hábil. Resumindo, trata-se de um instrumento para visualizar os pontos de entrada e saída dos ativos, facilitando a identificação das tendências de preço.

E, antes de falar das representações gráficas, é essencial levar em conta os seguintes pontos:

  • período: intervalo de tempo da análise, o que muda bastante entre day trade e swing trade;
  • formato da vela: preço da ação no período, da abertura ao fechamento, do mínimo ao máximo;
  • cor: identifica se houve a valorização (cor verde) ou a desvalorização (cor vermelha);
  • padrão: representa o comportamento dos ativos, indicando tendências de alta ou baixa;
  • nomenclaturas: não estranhe alguns nomes dos padrões, pois eles vêm de analistas do mundo todo;

Com tudo isso em mente, vamos aos 19 padrões elencados pelo InfoMoney e analisados pelo trader Dallalana!

Padrões de reversão de alta

São 11 padrões que indicam a tendência de alta, sobre os quais falaremos a seguir.  

1. Piercing Line (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - piercing line

“Os compradores começam a pensar que o preço já atingiu um patamar adequado e que é uma boa oportunidade para comprar ativo. Os vendidos começam a perder a confiança de que o preço seguirá caindo e começam a rever/fechar suas posições”.

2. Kicking (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - kicking

“Essa formação de candle é um sinal muito forte de que o mercado seguirá em alta. A direção prévia em que vinha o mercado não tem importância como nos outros padrões, pois a força compradora é grande.”

3. Bebê Abandonado (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - bebê abandonado

“Cenário presente em quase todos os padrões de reversão de três candles. O primeiro candle mostra os vendidos com força e, no segundo dia, as forças praticamente se igualam, revelando que os vendidos já não estão mais seguros de suas posições. No terceiro dia vem a confirmação desta mudança de humor e os comprados se tornam maioria, confirmando a reversão.”

4. Estrela da Manhã (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - estrela da manhã

“O candle de baixa sugere que os vendidos estão mandando no mercado, porém, no pregão seguinte, forma-se o candle de corpo pequeno após um gap, mostrando que os vendidos já não têm a mesma influência. O candle de alta vem para confirmar que essa influência se esgotou.”

5. Three Outside Up (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - three outside up

“Nos primeiros dois candles temos o padrão engolfo, mostrando que os vendidos perderam seu domínio sobre o mercado. No terceiro dia vem a confirmação desta reversão e os comprados passam a dominar.”

6. Dragonfly Doji (média confiabilidade)

como analisar candlesticks - dragonfly doji

“O mercado abre e rapidamente a venda se impõe levando os preços a novas mínimas. Porém, em algum momento do intraday, o preço se torna atraente e os investidores começam a comprar, levando o preço do ativo de volta ao preço de abertura, reduzindo o sentimento dos vendidos de que eles continuarão a dominar esse movimento. Se o valor do ativo abrir em alta no dia seguinte, muitos vendidos estarão incentivados a fechar suas posições.”

7. Long Legged Doji (média confiabilidade)

como analisar candlesticks - long legged doji

“O Long Legged Doji demonstra que há uma indecisão reinando no mercado. Podemos ver que os preços se movimentaram muito acima e abaixo do preço de abertura, mas acabam por fechar no mesmo nível da abertura, apesar da volatilidade.”

8. Engolfo de Alta (média confiabilidade)

como analisar candlesticks - engolfo de alta

“O engolfo demonstra que a venda perdeu ‘momentum’ e agora os comprados começam a tomar as rédeas do mercado.”

9. Gravestone (média confiabilidade)

como analisar candlesticks - gravestone

“O mercado abre abaixo do valor de fechamento anterior e começa um rali para tentar fechar o preço dentro do corpo do dia anterior, mas os vendidos forçam o preço de volta ao valor da abertura. Este movimento, porém, deixa os vendidos com temor, pois já há desejo para que o movimento se reverta. Se no próximo pregão os preços abrirem acima do fechamento do Gravestone, é provável que ocorra um rali dos vendidos para fecharem suas posições.”

10. Harami Cross (média confiabilidade)

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“O padrão demonstra a disparidade ocorrida no mercado. Antes predominava a venda, demonstrada pelo Marubozu de baixa, mas o Doji que aparece no dia seguinte revela que o mercado entende que a sequência de venda está chegando ao fim.”

11. Breakaway (média confiabilidade)

como analisar candlesticks - breakway

“Esse padrão demonstra que o mercado atingiu um ponto de sobrevenda e patamares de preços menores não predominam. A deterioração do mercado de baixa se confirma com o último candle de alta.”

Padrões de reversão de baixa

Por sua vez, são oito padrões de reversão de baixa que acenam com um alerta vermelho sobre os preços.

12. Dark Cloud (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - dark cloud

“O mercado vem em um movimento de alta forte e abre o pregão com um gap, mostrando que os comprados estão no controle da situação. Porém, o rali não continua durante o dia e o preço fecha próximo da mínima do dia, mas abaixo do fechamento do dia anterior. Neste momento, os vendidos têm a oportunidade de forçar o movimento de baixa com stop claro na máxima do dia.”

13. Bebê Abandonado (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - bebê abandonado - reversão baixa

“A maioria dos padrões de reversão formada por três candles tem cenários similares. O mercado abre com um gap no movimento de alta, mas a variação de preço é bem pequena com o fechamento próximo ao da abertura, mostrando o equilíbrio entre comprados e vendidos. A partir deste momento é verificado um sinal bem claro de fraqueza por parte dos comprados, ao passo que os vendidos aproveitam o ponto de stop para forçar o novo movimento.”

14. Estrela da Tarde (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - estrela da tarde

“O mercado vem em movimento de alta até que um candle de corpo pequeno aparece, sugerindo que a capacidade dos comprados em continuar mantendo o movimento de alta está diminuindo. O candle de baixa do terceiro dia, retornando os preços a patamares de dois dias atrás, mostra que os vendidos agora dominam o mercado.”

15. Three Black Crows (alta confiabilidade)

como analisar candlesticks - three black crows

“Este padrão geralmente ocorre quando o mercado vem em um movimento de alta por muito tempo e agora se aproxima de um topo. O primeiro candle mostra a perda da força dos comprados, ao passo que os seguintes revelam a liquidação de lucros por parte dos investidores que ainda estavam comprados no ativo.”

16. Dragonfly Doji (média confiabilidade)

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“Este padrão geralmente ocorre quando o mercado vem em um movimento de alta e segue um grande movimento de venda na abertura do pregão, acompanhado de rali de compra próximo ao fechamento, levando os preços de abertura e fechamento a serem iguais. Se no pregão seguinte o preço abrir em baixa, teremos muitos comprados querendo fechar suas posições no ativo.

17. Engolfo de Baixa (média confiabilidade)

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“O mercado vem sendo dominado pelos comprados quando, em um determinado patamar, ocorre um grande movimento de venda, revelando a força dos vendidos.”

18. Gravestone de Baixa (média confiabilidade)

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“O mercado abre no valor mínimo, mas um rali de alta leva os preços a novas máximas. Esse novo patamar máximo não consegue se manter e os preços retornam ao valor mínimo da abertura, representando um problema para os comprados, já que não conseguem mais elevar os preços devido à ação dos vendidos.”

19. Harami Cross de Baixa (média confiabilidade)

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“É um sinal de disparidade sobre a “saúde” do mercado, que vem em um movimento de alta e, de repente, não consegue firmar novas máximas, mostrando o esgotamento da força dos comprados.”

Como analisar candlesticks? Próximos passos

Enfim, são muitos detalhes para saber como analisar candlesticks, não é mesmo? Trata-se de uma avaliação criteriosa, tendo em vista que ela reflete nos resultados das aplicações. E isso requer tempo, experiência e conhecimento para nortear suas decisões.

Conte com o apoio da Faculdade XP para crescer de forma exponencial, hoje e sempre. Por aqui, temos um amplo leque de conteúdos que contribuem para a sua jornada da riqueza. Confira!

Underwriting melhor esforço: entenda como funciona esse tipo de subscrição e suas vantagens

Toda empresa que deseja abrir seu capital na Bolsa de Valores precisa da ajuda de uma intermediadora. Além de viabilizar a conexão com o mercado, o papel dessa instituição é alinhar a captação dos recursos. Nesse processo, a opção de underwriting melhor esforço é uma das que podem ser definidas como garantia no contrato.

Você sabe o que isso significa? Aqui nesse artigo nós explicamos não só o que é underwriting melhor esforço, mas também quais são as outras modalidades de subscrição. Vamos lá?

Entenda o que é underwriting

Antes de tudo, é primordial entender o conceito de underwriting.

A entrada na Bolsa de Valores é uma alternativa para empresas que querem levantar recursos para escalar seus projetos. Com a abertura de capital, essa captação tende a acontecer com maior rapidez. Entretanto, esse processo precisa ser intermediado por uma instituição financeira.

O underwriting compreende justamente esse processo. Ele vai desde o levantamento do capital até a emissão das ações e sua negociação no mercado.

Porém, assim como todo investimento, essa atividade tem riscos. Por isso, além da emissão dos papeis, a intermediadora também deve antecipar eventuais prejuízos, podendo, ou não, assumi-los. Essas definições são registradas em contrato, antes do início do processo.

O que é underwriting melhor esforço

O underwriting melhor esforço – também chamado de best effort underwriting – é uma das modalidades de subscrição que as intermediadoras utilizam para definir sua atuação sobre a emissão dos papéis. É o tipo de garantia que irá determinar qual sua responsabilidade durante toda a negociação.

Quando falamos na subscrição por melhor esforço, a intermediadora se compromete apenas a vender as ações na Bolsa. Isso significa que ela está dedicada a fazer os melhores esforços para que todos os papéis sejam vendidos. Mas e se eventualmente isso não acontecer?

Nesse caso, a intermediadora não se responsabiliza por subscrever os títulos não absorvidos pelo mercado. Isso significa que os riscos de prejuízo ficam a cargo da empresa emissora, sendo uma alternativa segura às subscritoras.

>>> E você? Já se esforçou para poupar e aumentar a sua rentabilidade hoje? Confira no vídeo abaixo, com a Clara Sodré, quatro truques infalíveis para você economizar dinheiro e começar a investir. E não para por aí: a Clara ainda traz um convidado especial e reúne dicas de leitura para você praticar a sua independência financeira. Veja agora mesmo:

Melhor esforço no decorrer do processo de IPO

Muito se fala sobre a chegada de uma empresa na Bolsa, mas o que antecede esse evento? Basicamente, existem quatro passos importantes. O primeiro deles, acontece internamente, no momento em que a empresa chega à conclusão de que precisa de recursos. A partir disso, ela procura por uma intermediadora para conectá-la ao mercado financeiro.

Tendo selecionado a intermediadora, é o momento de definir quais serão as condições dessa parceria. Aqui, é criado o contrato de distribuição, com detalhes de como será a oferta e a expectativa de vendas. É nesse contrato que deve estar descrito qual será a modalidade de subscrição adotada pela intermediadora.

Com a chegada do IPO, a subscritora assume a comercialização dos papéis. Caso a cláusula do contrato inclua a underwriting melhor esforço, após o período estabelecido para a liquidação, caso haja papéis remanescentes, eles serão devolvidos à emissora.

Conheça outras modalidades de subscrição

Provavelmente você já percebeu o quanto as intermediadoras são fundamentais para a chegada de uma empresa na Bolsa. E que tão importante quanto isso é a definição das cláusulas que guiarão esse processo.

Durante a definição do contrato de distribuição, além da underwriting melhor esforço, existem outros dois tipos de garantias que podem ser escolhidas pela instituição financeira, são elas a underwriting firme e a underwriting stand-by.

Underwriting firme

A underwriting firme – ou garantia firme – é a modalidade mais segura para a empresa emissora, mas a mais arriscada para a intermediadora.

Nela, além da responsabilidade sobre toda a negociação dos papéis, a instituição financeira também absorve aqueles que não forem comercializados ao fim do período.

Underwriting stand-by

Também chamada de garantia residual, a underwriting stand-by é uma modalidade intermediária. Isso porque ela oferece riscos tanto à emissora quanto à intermediadora.

Quando a stand-by é definida em contrato, significa que a instituição se compromete a negociar os papéis. Ao fim desse período, pode escolher subscrever os que não forem adquiridos ou devolvê-los à emissora.

>>> Falando em subscrição, você sabe o que é direito de subscrição? Na matéria da Infomoney você aprende não só o que, mas também para que serve.

As vantagens do melhor esforço

O principal papel de uma intermediadora, como o nome já diz, é intermediar a chegada de uma empresa no mercado financeiro. Quando isso acontece, a expectativa das emissoras é de que todos os papéis disponibilizados sejam comercializados. Isso representa não só o sucesso frente ao mercado, como também acelera a captação dos recursos e cria um cenário de otimismo para os futuros investidores.

Diante disso, a principal vantagem da garantia por melhor esforço é a de que, literalmente, a intermediadora irá empregar seus melhores esforços na comercialização dos ativos.

 

Embora a abertura de capital gere ansiedade ao mercado, há muito o que se considerar antes desse evento. Estudos, análises, projeções… Todas essas ações são fundamentais para garantir a segurança dos IPOs.

E você? Sabe como identificar os futuros vencedores da Bolsa? Com o curso de análise fundamentalista você descobre! São três horas de duração e você aprende a utilizar os indicadores mais comuns entre os analistas. Clique no banner e faça a sua inscrição.

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Investimento binário: como lucrar com as opções binárias?

Tudo ou nada: já pensou em ganhar (ou perder) dinheiro em cerca de 15 segundos entre a compra e a venda? Se essa ideia te deixou curioso, vem com a gente descobrir o que é o investimento binário e aprender a aplicar recursos pensando em curtíssimo prazo.

Neste artigo, você conhecerá mais uma opção para operar no segmento de renda variável. E, como tal, é importante gerenciar os riscos de maneira adequada, a fim de otimizar o retorno das suas aplicações.  

Continue a leitura para conhecer o potencial de lucratividade do investimento binário. E, ao mesmo tempo, confira os pontos de atenção para verificar se essa estratégia faz sentido para o seu perfil de investidor.

Vale a pena “apostar” no investimento binário?

Para saber se vale a pena ou não investir em opções binárias, a resposta simples é: depende. Cada investidor tem uma tolerância aos riscos e um horizonte de investimentos, afinal.  

A seguir, explicaremos os pontos-chave ligados ao investimento binário para te ajudar a traçar uma estratégia assertiva para o seu perfil. Por sinal, esse mercado está se popularizando no país, à medida que mais brasileiros estão operando na bolsa de valores

Falando nisso, a B3 tem 4 milhões de pessoas que já aplicam em renda variável. E, se você está entre os iniciantes, a dica é fazer o curso “Aprenda a investir na bolsa de valores”, da Faculdade XP School. Assim, você terá mais subsídios para escolher bem as opções binárias.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

O que é investimento binário?

Investimento binário (opções digitais ou de retorno fixo) é uma espécie de “aposta”, mas não se trata de um jogo de azar. O objetivo é afirmar qual será o desempenho de um determinado ativo de renda variável, indicando se terá uma valorização ou desvalorização.

Por sinal, a nomenclatura binária diz respeito à possibilidade de escolher apenas duas opções. Ou seja, é preciso definir se a aposta será focada na tendência de alta ou de queda, em um período específico. 

>>> Conheça sobre os principais indicadores de tendência

E, depois de fazer a opção binária, o retorno de lucro ou prejuízo será trazido em curtíssimo prazo. A propósito, isso pode acontecer em apenas 15 segundos ou ainda se estender por cerca de 30 minutos, conforme o recorte de tempo definido na operação. 

Como funciona o investimento binário?

Digamos que um investidor fez uma opção binária indicando que haveria uma alta do dólar, dentro da próxima hora. Se essa tendência se confirmar, ele receberá o lucro, mesmo que não precise indicar o quanto a moeda se valorizou. Por outro lado, se a aposta não se concretizar, ele deverá realizar o prejuízo.

Para exemplificar, esses são alguns ativos negociados nas opções binárias:

  • moedas, inclusive aquelas negociadas em pares no mercado Forex (Foreign Exchange Market);
  • ações, com foco na valorização ou desvalorização dos papéis, em vez da compra e venda do papel em si;
  • commodities, como: milho, ouro, prata, soja, café, petróleo, trigo, laranja, etanol e até água;
  • índices do mercado financeiro, tais como: Ibovespa, S&P 500, Nasdaq, Dow Jones e afins.

Quais são os tipos de operações binárias?

Em linhas gerais, as operações se dividem em call e put, que representam as tendências de alta e queda: 

  • call: o investidor aposta que o preço do ativo vai subir no futuro próximo. Se a projeção se confirmar, ele receberá entre 70% e 80% do valor do ativo. E, se não der certo, perderá todo o valor investido;
  • put: nesse caso, o investidor aposta que o preço do ativo vai cair em breve. Daí em diante, a dinâmica segue o mesmo processo. Caso a projeção se confirme, ele verá um lucro expressivo. Do contrário, terá um grande prejuízo. 

As opções binárias são indicadas para quais perfis?

As opções de retorno fixo costumam ser visadas por quem tem o perfil de investidor agressivo. Isso porque o apetite aos riscos é maior, considerando que a operação consiste em tudo ou nada. Literalmente, pode-se ter muito lucro ou prejuízo integral, sem meio termo. 

Por outro lado, isso não necessariamente exclui os perfis conservadores e arrojados, pois tudo depende do objetivo. E, por falar nisso, vale conferir um vídeo que reflete justamente sobre a importância do alinhamento entre as metas pessoais e as aplicações financeiras:

Existe regulamentação dos investimentos binários?

Por enquanto, as opções binárias não são regulamentadas no Brasil, embora possam ser feitas legalmente. Em outras palavras, isso significa que, sim, é possível investir nisso. Porém, se acontecer algum problema na operação, não haverá o respaldo dos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Logo, se você decidir apostar nessa estratégia, uma boa pedida é buscar instituições que tenham credibilidade. E, para te ajudar nisso, listamos um passo a passo para começar no mercado de opções digitais, caso esse tipo de investimento seja do seu interesse.  

Passo a passo: como investir em binários?

Se você quer partir para o tudo ou nada, listamos três passos para aplicar em opções binárias na Clear Corretora. Dessa forma, você terá acesso às plataformas de investimento que viabilizam as operações com mais segurança, transparência e assertividade.

1. Abra sua conta na corretora Clear

O primeiro passo é preencher o cadastro na Clear, incluindo dados pessoais, patrimoniais e assim por diante. E o melhor: ela foi a primeira corretora a zerar a taxa de corretagem para negociar ações, sabia disso?

2. Escolha a plataforma de negociação

A Clear tem um quiz para te ajudar a escolher entre 10 plataformas de investimento disponíveis. Ao responder as questões, basta indicar os requisitos e as funcionalidades que são compatíveis com as suas necessidades. 

3. Trace uma estratégia assertiva

Por fim, a dica de ouro é buscar informações que orientem o processo de tomada de decisão. No caso do investimento binário, por exemplo, é fundamental aprender sobre a análise técnica para operar com assertividade na plataforma escolhida. 

Em paralelo, não deixe de baixar o e-book gratuito “Como se formam os preços dos ativos”. Com isso, será mais fácil entender a movimentação dos preços no mercado, seja nas tendências de alta, baixa ou lateralização. 

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Como se formam os preços dos ativos" da Faculdade XP School.

No fim das contas, o conhecimento é a chave para investir melhor. Nesse sentido, conte com o apoio da Faculdade XP School para otimizar o retorno das aplicações, sejam elas quais forem.

E até a próxima!