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Qual a diferença entre IGP-M e IPCA? Como medem a inflação?

Por acaso, você já se perguntou por que existem dois índices distintos para medir a inflação no País? Neste artigo, explicaremos a diferença entre IGP-M e IPCA para esclarecer essa dúvida de uma vez por todas. 

Embora os indicadores pareçam ter o mesmo propósito, eles têm composições e análises diferentes. Os números, por si só, adiantam que existe mudança na base de cálculo. No mês de outubro de 2021, o IGP-M subiu 0,64%, enquanto o IPCA acelerou para 1,25%.

E, se a diferença entre IGP-M e IPCA despertou a sua curiosidade, siga conosco para desvendar esse mistério. 

Como saber a diferença entre IGP-M e IPCA, na prática?

Antes de abordar a diferença entre IGP-M e IPCA, falaremos brevemente sobre o que eles têm em comum. Afinal, ambos são indicadores usados para mensurar a oscilação dos preços de produtos e serviços no Brasil. 

Em geral, esses fatores dizem respeito à inflação, devido ao aumento desenfreado dos preços. Por outro lado, também existe a deflação, que representa a queda brusca nesses mesmos preços e até a estagnação da economia. 

Com base no cenário econômico, o Banco Central usa a famosa taxa Selic para controlar a pressão inflacionária. Sim, isso mesmo: a taxa básica de juros, que norteia as demais taxas do País, tanto nas aplicações, quanto nos empréstimos e financiamentos.

Se a Selic for reduzida, o consumo será favorecido, já que as pessoas terão mais acesso ao crédito. Mas, se a Selic aumentar, o crédito também ficará mais caro, freando o consumo e, consequentemente, a inflação.

>>> Saiba mais sobre a finalidade da taxa Selic

Levando tudo isso em conta, poderemos prosseguir e, finalmente, abordar as diferenças entre IGP-M e IPCA. Vamos lá?

O que é IGP-M? E para que serve?

IGP-M significa Índice Geral de Preços – Mercado. Desde a década de 1940, ele mede o movimento dos preços de maneira mais abrangente. Além de englobar as diferentes atividades econômicas, ele ainda considera as etapas do processo produtivo. 

Além disso, o IGP-M é usado como referência para reajustes de tarifas públicas e alguns tipos de contratos, incluindo:

  • energia;
  • telefonia;
  • aluguel;
  • parceria público-privada;
  • prestação de serviços (educação, plano de saúde, seguros etc.).

O que compõe o IGP-M?

Para medir a inflação “na porta da fábrica”, o IGP-M é formado por outros três indicadores, com diferentes pesos no cálculo:

  • IPA: Índice de Preços ao Produtor Amplo (60% do IGP-M). Ele mede os preços de produtos industriais e agrícolas no atacado, como: soja, minério de ferro etc.
  • IPC: Índice de Preços ao Consumidor (30% do IGP-M). Nesse caso, estamos falando das despesas familiares (alimentação, vestuário, transporte e afins).
  • INCC: Índice Nacional de Custo da Construção (10% do IGP-M). Por fim, chegamos aos custos relacionados à infraestrutura, em especial na construção de imóveis.

Tais dados são compilados e divulgados mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a entidade, são três versões de cálculo, sendo que a coleta de preços é encadeada:

  • IGP-10: do dias 11 do mês anterior até o dia 10 do mês de cada coleta;
  • IGP-DI: preços do dia 1 a 30;
  • IGP-M: variação do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês da coleta.

>>> Veja mais detalhes sobre o cálculo do IGP-M

O que é IPCA? E para que serve?

IPCA é a sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Desde 1979, esse é o indicador oficial da inflação. Para resumir, ele mede a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços, que são vendidos no varejo e, então, consumidos pelas famílias.

Esse indicador é analisado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a alta ou a queda da Selic. Juntamente com a análise de outros fatores, a proposta é manter a meta da inflação, a fim de estabilizar os preços da economia.

O que compõe o IPCA?

Para medir o “custo de vida” dos brasileiros, o IPCA leva em conta uma cesta de produtos e serviços, certo? Vale lembrar que não são todos os itens consumidos pela população, mas sim os apontados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF)

Com isso, é possível comparar o valor gasto em determinados itens e seu impacto na renda das famílias, inclusive:

  • arroz;
  • feijão;
  • passagem de ônibus;
  • material escolar;
  • gastos médicos.

O cálculo mensal do IPCA é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso, os preços da cesta são apurados entre os dias 1º e 30 de cada mês, com foco nas rendas familiares de até 40 salários mínimos.

Por que é importante conhecer as diferenças entre IGP-M e IPCA?

Quando as coisas ficam “mais caras” ou “mais baratas”, isso impacta o poder de compra e o planejamento financeiro. Para os investidores, por exemplo, o ideal é diversificar a carteira para obter ganhos equilibrados, seja qual for o cenário econômico.

Aliás, nossa Escola de Investimentos tem uma solução sob medida para entender melhor essa dinâmica. Com o curso “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores”, será mais fácil compreender o impacto desses indicadores no seu bolso.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School. 

Bônus: como usar o IGP-M e o IPCA a seu favor?

Para complementar, os investidores poderão usar esses dois indicadores a seu favor, tal como explica esse vídeo da Faculdade XP School:

Nos investimentos, qual a diferença entre IGP-M e IPCA?

Agora que abordamos a diferença entre IGP-M e IPCA, falaremos sobre o reflexo nos investimentos. Para isso, selecionamos dois tipos de aplicação que se conectam com esses indicadores, direta ou indiretamente.

1. FIIs

Via de regra, os Fundos de Investimentos são vistos como “condomínios” de investidores. Isso porque os cotistas reúnem recursos para fazer aplicações em conjuntos, sendo que o gestor da carteira define a alocação de ativos, conforme o regulamento.

Nesse sentido, existem muitos tipos de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). Nos fundos de tijolo, por exemplo, o investidor ganha com os aluguéis, que são corrigidos pelo IGP-M ou IPCA. Logo, quando o indexador está em alta, o retorno sobre o investimento será maior. 

>>> Descubra como viver de renda com fundos imobiliários

2. Tesouro IPCA+

Já no Tesouro Direto, as pessoas físicas têm a opção de comprar títulos públicos federais por apenas R$ 30. É como se fosse um “empréstimo” feito para financiar as atividades do governo.  

No Tesouro IPCA+, a rentabilidade tem a taxa híbrida: uma parte dela é fixa e a outra é atrelada à variação do indexador. Para exemplificar, o formato poderia ser: “IPCA + 5,19%”, o que propicia uma remuneração acima da inflação.

>>> Confira os três tipos de Tesouro Direto

Enfim, esperamos que o post tenha sido útil para esclarecer a diferença entre IGP-M e IPCA. Por falar nisso, continue lendo outros artigos do blog para ampliar a sua base de conhecimento e, assim, investir de maneira muito mais assertiva.

Até a próxima!

O que é Tesouro IPCA? Como funciona esse investimento atrelado à inflação?

Saber o que é Tesouro IPCA representa um conhecimento essencial para o investidor que deseja aplicar seu dinheiro de forma adequada. 

Não é de hoje que investimentos em títulos públicos são uma opção em valorização. Em 2002, eles passaram por um processo de democratização com a criação do Tesouro Direto, um conjunto de ativos ligados ao Governo Federal. Entre eles, temos o Tesouro IPCA, ativo de renda fixa atrelado à inflação.

Perfeito para investimentos futuros, muitos adquirem esses ativos para render uma boa aposentadoria, já que o vínculo ao indexador protege o capital com o passar do tempo, basta honrar o seu vencimento.

Em momentos em que a inflação permanece em alta, ocorre a valorização do Tesouro IPCA, colocando essa modalidade entre as mais rentáveis para aquisição de ativos, se comprados no tempo certo.

Para entender o que é o Tesouro IPCA e como funciona, neste artigo trazemos características, vantagens, rentabilidade, entre outros detalhes. Acompanhe a gente!

O que são os títulos do Tesouro Direto?

Para compreender o que é Tesouro IPCA+, primeiro precisamos passar pelos títulos do Tesouro Nacional.

Trata-se de investimentos de renda fixa e títulos públicos, portanto, financiam iniciativas e programas do Governo.

A partir da criação da plataforma do Tesouro Direto, pessoas físicas passaram a ter fácil acesso a esse investimento. 

Dentro desse programa, há três tipos que variam conforme a modalidade de remuneração:

  • Tesouro Prefixado: taxa prefixada definida no momento da operação;
  • Tesouro Selic: pós-fixado e indexado à taxa Selic;
  • Tesouro IPCA+: indexado ao IPCA mais uma taxa fixa.

 >>> Leia também: Tesouro Direto: saiba o que é,suas taxas, vantagens e desvantagens

O que é Tesouro IPCA+?

Agora que você tem uma ideia de onde esse investimento está inserido, chegou o momento de finalmente conhecê-lo.

O Tesouro IPCA+ acompanha a variação da inflação, o que ajuda a garantir proteção ao investidor contra as variações da inflação.

O objetivo desse investimento é captar dinheiro de investidores para o governo aplicar em áreas como infraestrutura, saúde e segurança.

Assim, você estará emprestando dinheiro ao poder público, que, em troca, pagará uma taxa de juros híbrida – uma combinação da inflação (IPCA) e de uma taxa prefixada.

Dessa forma, esse ativo pode ser utilizado em estratégias de médio e longo prazo, sendo, normalmente, um investimento seguro e conservador. Até porque esse título é um dos mais adequados para manter o seu poder de compra no futuro.

Porém, para um investidor mais agressivo, também é possível vender o título antes do vencimento em busca de rentabilidades maiores.

Quais são os tipos de Tesouro IPCA+? 

Os modelos de títulos do Tesouro IPCA têm características distintas em relação ao pagamento dos juros. Saiba como funciona o Tesouro IPCA com juros semestrais e o tradicional.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

Com o passar dos anos, os juros compostos desse investimento multiplicam o patrimônio de uma forma previsível, assim como em muitos outros de renda fixa.

Por isso, acaba sendo muito indicado para quem quer garantir uma boa aposentadoria, mantendo seu rendimento acima da inflação no decorrer dos anos.

De todo modo, os rendimentos são repassados ao investidor apenas na data do vencimento ou no resgate antecipado.

Além disso, é a melhor aplicação para você a médio prazo, esperando que a taxa Selic tenha tendência de baixa, para vender antes do vencimento.

Mas caso permaneça igual ou em elevação, é recomendado investir no Tesouro Selic ou no Tesouro Prefixado.

Tesouro IPCA+ Juros Semestrais (NTN-B)

A diferença entre este e o anterior está no pagamento de juros antecipados, que ocorre a cada seis meses. Assim, em vez de receber toda a rentabilidade na data de vencimento, ela acaba sendo adiantada, o que faz com que você não precise esperar até o prazo final para utilizar o rendimento da sua aplicação.

É uma boa escolha levando em consideração os longos prazos de vencimento, principalmente para quem precisa de uma renda extra no decorrer dos anos.

Como ocorre a incidência do Imposto de Renda em cada cupom recebido, a rentabilidade tende a ser menor do que o Tesouro IPCA+ comum.

Aliás, a alíquota é regressiva como em todos os investimentos. No primeiro pagamento, ela será de 22,5% até chegar em 15%, acima de 720 dias de aplicação.

Quando investir em IPCA+?

Por conta de oferecer uma taxa prefixada sobre a inflação, o Tesouro IPCA+ pode, justamente, ser utilizado para manter o poder de compra do seu dinheiro.

Outro fator interessante é que o título serve como alternativa mais segura do que a Poupança, já que é emitido pelo governo, máxima instituição financeira do país. Dessa forma, mesmo sem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), dificilmente o governo faltará com o pagamento dos rendimentos.

De todo modo, se os juros e/ou inflação estão em momento de alta, provavelmente, esse será um bom momento para ficar mais de olho nesse tipo de investimento.

Agora, entenda como aplicar em IPCA+.

Investimento IPCA: como funciona?

Agora que você já sabe como funciona o Tesouro IPCA, que tal investir nesse tipo de aplicação?

  • O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores, como a XP Investimentos, que dará o acesso aos títulos e toda assistência necessária;
  • O segundo passo é verificar os juros, as taxas, o vencimento e o tipo de remuneração para que você possa transferir seu dinheiro e, assim, rendê-lo com segurança.

Quanto rende o Tesouro IPCA?

Na prática, o cálculo é feito da seguinte forma:

taxa pré-fixada + inflação – alíquota do imposto de renda = rendimento IPCA+

Vamos supor um rendimento com taxa fixa de 4,57%, com a inflação de 2020 em 4,52% e vencimento para 2024, teríamos um rendimento de 9,09%, com alíquota do IR em 15% descontada sobre ele, não sobre o valor aplicado.

Quais são os riscos do Tesouro IPCA?

Podemos considerar risco baixo para o Tesouro IPCA por conta de dois motivos principais: em relação ao crédito e à garantia do emissor do título.

Honrando a data de vencimento, o Tesouro IPCA sempre indicará valorização, pois ele rende a somatória de duas taxas positivas, uma prefixada e a outra pós-fixada. Já em relação às garantias do emissor, este é simplesmente o Governo Federal, uma das instituições mais seguras para se investir.

Qual a relação entre Tesouro IPCA e o perfil do investidor?

A última consideração a ser feita é a relação entre o Tesouro IPCA e perfil do investidor. Como pode ter percebido, é uma oportunidade válida para praticamente qualquer abordagem.

Para os conservadores e moderados, a renda fixa indexada junto à inflação garante um rendimento elevado quando comparado a Taxa Selic ou o CDI. Dessa forma, ao segurar o título até o vencimento tem uma possibilidade quase garantida de lucro.

Por esse motivo, a aplicação no Tesouro IPCA é alternativa frequente em relação a fundos de previdência privada, servindo de aposentadoria para investidores e empreendedores autônomos.

Já para investidores mais arrojados, também é uma excelente opção de aplicação, pois como a inflação oscila, tal como o mercado de ações, a gestão ativa de investimentos possibilita identificar períodos de valorização que compensam a venda do título.

A propósito, para você entender mais sobre o Tesouro IPCA+ e outros títulos públicos, indicamos o curso Renda Fixa: ganhos com baixo risco

Neste curso você vai entender porque os produtos de renda fixa são tão seguros ou mais do que a caderneta de poupança, além de aprender como montar uma carteira diversificada com segurança. 

Como começar a estudar educação financeira? Qual a importância? + 3 dicas

Cuidar bem das finanças pessoais é essencial para ter uma relação saudável com o dinheiro, mas também é um assunto  cheio de mitos e pouco difundido no Brasil. Com isso, até termos contato direto com o salário, não temos tantas oportunidades práticas para descobrir como lidar com os ganhos e gastos.

Mas então como começar a estudar educação financeira? Qual a melhor hora para dar os primeiros passos? Quais os melhores conteúdos disponíveis sobre o tema? Se essas perguntas fazem sentido para você, está no lugar certo!

Hoje vamos explicar de forma prática o que é educação financeira, qual sua importância e como aprender essa habilidade para cuidar melhor das finanças e, até mesmo, aprender a investir no futuro. Aproveite a leitura!

O que é educação financeira pessoal?

De modo geral, educação financeira pessoal significa compreender suas finanças e saber como lidar com os gastos a fim de assegurar que eles se mantenham menores que os valores recebidos de todas suas fontes de renda, permitindo manutenção ou até melhoria da qualidade de vida.

Pesquisando sobre o tema, é comum encontrar ainda a definição da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coloca a educação financeira como “o processo que permite melhorar a compreensão em relação aos produtos e serviços financeiros, se tornando capaz de fazer escolhas de forma bem-informada.”

Em resumo, significa entender como o dinheiro funciona e como manter os ganhos acima do custo de vida. Na prática, esse conhecimento se mostra essencial também para realizar projetos pessoais, lançar empreendimentos ou expandir o patrimônio.

Qual a importância da educação financeira?

Agora que estamos por dentro do conceito, temos mais um ponto a ser esclarecido antes de mostrar como começar a estudar educação financeira, que é a importância de aprender a lidar com suas finanças.

De modo geral, já demos dicas sobre isso ao mencionar sua relevância para projetos de vida, enriquecimento e outras conquistas similares. Vamos falar mais sobre isso!

Logo de início, é importante citar que educação financeira é o primeiro passo para se livrar das dívidas e não ficar refém do dinheiro. Mesmo um pequeno endividamento pode gerar um efeito bola de neve e impedi-lo de ter uma qualidade de vida adequada ou mesmo promissora.

Depois disso, temos o seu papel na hora de economizar dinheiro para projetos e conquistas pessoais. Por exemplo, para comprar uma casa, comprar um carro, pagar um curso superior ou simplesmente fazer uma viagem dos sonhos. Em todos esses casos, o controle das finanças é crucial.

Outro cenário que demonstra a importância da educação financeira está atrelado ao perfil empreendedor. Muitas pessoas sonham em ter seu próprio negócio, não é? E como você imagina que é a melhor forma de economizar e acumular o capital inicial para montar sua empresa?

Pois é, por meio de um entendimento adequado sobre suas finanças e uma relação saudável entre seus ganhos e o custo de vida no momento.

Para ficar definitivamente claro, a educação financeira é fundamental  para todos os momentos da sua vida. Hoje, ela auxilia no controle de gastos, mantém as contas pagas em dia e evita dívidas. No amanhã, ela pode representar um futuro melhor e mais confortável.

>>> Descubra 13 dicas para administrar bem o seu dinheiro! Clique aqui e confira o que preparamos.

Como começar a estudar educação financeira?

Já sabemos do que se trata e por que é importante, agora nos resta saber como começar a estudar educação financeira, não é mesmo? Para isso, primeiro é recomendado entender o seu momento.

Por exemplo, se for um jovem adulto em sua primeira experiência de emprego, uma pessoa que é a principal provedora financeira na família ou uma criança, teremos relações diferentes com o dinheiro, mas aprender sobre educação financeira pode beneficiá-lo de qualquer maneira.

Sendo um adulto, a melhor maneira é ir atrás. Atualmente, a disponibilidade de conteúdo gratuito sobre finanças é enorme. Podcasts, livros e influencers focados em educação financeira, investimentos e afins estão por toda parte e são uma boa fonte de informações para você se inteirar sobre o tema.

O ideal é entender o seu perfil, o seu momento e procurar conteúdos que fazem sentido para o seu cenário. Pode parecer algo complicado, mas é bem mais simples do que se imagina, especialmente com as dicas que separamos a seguir.

Dessa forma, é possível ficar por dentro de dicas para poupar dinheiro, como montar planilhas de controle financeiro e muitas outras iniciativas interessantes.

Comece um curso de educação financeira

Outra opção interessante é buscar cursos focados no tema. Por exemplo, na Faculdade XP School temos a Escola de Educação Financeira, com diversos ensinamentos de nível iniciante para desenvolver a sua capacidade de gerenciar o seu dinheiro, sem tabus e sem complicações. Confira:

Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.

Em outra abordagem que vale a citação, dar os primeiros passos na educação financeira já na infância é uma ótima ideia. Não é preciso de ações extremas ou lições duras, basta que os pais compartilhem o seu conhecimento e proponham exercícios práticos, em cenários controlados.

Aliás, fazer com que seus filhos aprendam a mexer com dinheiro é um excelente motivo para que você busque conteúdo sobre o tema e saiba como começar a estudar educação financeira. Por isso, sugerimos que você leia os conteúdos abaixo:

>>> Como investir sendo menor: comece agora a operar na Bolsa!

>>> Como começar a investir com 18 anos: tudo o que você precisa

>>> [CURSO] Educação Financeira para Jovens

3 canais sobre finanças e investimentos

Outro bom começo para estudar educação financeira é procurar conteúdo em vídeo sobre o tema. São tantos resultados que não sabe por onde começar? Relaxe, temos algumas indicações para você:

1. O Primo Rico

Thiago Nigro, o Primo Rico, é um dos influenciadores digitais mais reconhecidos no ramo. Seus vídeos falam sobre como conseguir sua independência financeira, como trabalhar com investimentos e outras lições importantes.

Vale a pena conferir, principalmente pela variedade de temas e linguagem muito prática:

2. EconoMirna

Mirna Borges também foca em investimentos e empreendedorismo, mas como não dá para falar desses temas sem passar pela educação financeira, o assunto se faz presente no seu canal. É uma boa forma de adquirir diferentes tipos de conhecimento em um só lugar:

3. Faculdade XP School

Pois é, a Faculdade XP School também está no YouTube! Reunindo o que há de melhor na XP Inc., temos conteúdos sobre trading, investimentos e educação financeira, que servem para fomentar um conhecimento básico sobre esses temas, ajudando na sua jornada:

E não esqueça, a Faculdade XP School tem cursos voltados especificamente para guiá-lo pela educação financeira de forma prática e assertiva. Você pode começar assistindo nossos vídeos e lendo o blog, mas se quiser se aprofundar, a Escola de Educação Financeira foi feita para você.

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais e continue ligado para mais dicas e recomendações. Até a próxima!

A XP Investimentos é confiável? 10 motivos para escolher a corretora

Escolher a melhor corretora de investimento é uma preocupação pertinente para todos que atuam nesse mercado, dos iniciantes aos experientes, dos conservadores aos mais arrojados. Em listas do gênero, é muito comum encontrarmos a XP Investimentos. Por isso, nada mais natural que surja o questionamento: será que a XP Investimentos é confiável? 

A corretora já atua no ramo de investimentos desde 2001 e se tornou uma das maiores do país, contando até mesmo com o aporte de bancos tradicionais e compartilhando o espaço no conglomerado com outras corretoras de renome.

Contudo, apesar desse histórico, ficam as dúvidas: a XP Investimentos é confiável? Quem pode investir com a XP? Quais opções de aplicação estão disponíveis?  Quais as credenciais da corretora?

Para descobrir essas respostas e conhecer a história, reputação e serviços da XP, basta seguir com sua leitura!

História da XP Investimentos

A história da XP Investimentos começa em um escritório de 25m² em Porto Alegre, onde Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave fundaram a empresa. No início, o crescimento da corretora foi modesto. O mercado brasileiro era muito imaturo para criar a demanda esperada pelos sócios.

Foi aí que um dos maiores traços da corretora surgiu, a criação da iniciativa Faculdade XP, uma série de cursos sobre investimento, que não só trouxe um bom rendimento para manter a empresa em funcionamento, como também ajudou a criar demanda pelo serviço.

De fato, a Faculdade XP é fruto dessa estratégia, onde além da escola de investimentos, também oferecemos cursos de educação financeira, trading, empreendedorismo e muito mais.

Com mais pessoas amadurecendo a ideia de aplicar o seu dinheiro para obter algum tipo de rendimento, o que faltava era uma empresa capaz de encontrar e oferecer as melhores opções de investimento, o que fez com que a XP Investimentos se tornasse oficialmente uma corretora em 2007.

Sua atuação sempre foi pautada pela independência dos grandes bancos. Em 2010, ela se inspirou no modelo de negócios da americana Charles Schwab para praticar o formato aqui no Brasil, colocando representantes da marca por todo o país, a fim de difundir seus valores e conquistar clientes.

No ano de 2013, gestores de renome como a General Atlantic e o Fundo Dynamo compraram 31% da XP, trazendo consigo um investimento de R$ 155 milhões, que daria início a uma estratégia vencedora.

Em 2014 e 2016, o Grupo XP adquiriu outras duas grandes corretoras nacionais, a Clear e a Rico. Cada uma delas tinha seus pontos fortes reconhecidos pelo mercado, o que se manteve após a aquisição.

A atuação independente continua, mas com o bônus dos valores que a XP Investimentos desenvolveu em sua história, como a estratégia de “shopping de negócios”, com representantes por todo o país, e o reforço para a educação e formação de novos investidores.

No ano de 2017, outro grande evento marcou a sua história, com a aquisição de 49,9% da XP por parte do Itaú. Esse processo é composto por diversas etapas para garantir a idoneidade, ética e equidade das transações entre as marcas.

No ano de 2019, outro grande marco foi conquistado pela empresa, com a abertura do seu capital na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a Nasdaq. Nada mal para uma empresa que começou com dois sócios, computadores de segunda-mão e havia recentemente atingido sua maioridade.

Nesse meio tempo, houve um processo de cisão entre o Itaú Unibanco e a XP Investimentos, com o banco privado reduzindo gradativamente sua participação no controle da corretora, o que é enxergado com bons olhos pelo mercado.

De certa forma, a empresa mantém sua conduta independente dos bancos tradicionais, ao mesmo tempo que mantém o seu valor de mercado e proximidade com essas instituições no modelo de parceria igualitária.

O que você precisa saber sobre a XP Investimentos?

Depois de saber mais sobre sua história, já conseguimos ter uma ideia se a XP Investimentos é confiável, considerando seu início e o status conquistado por ela em pouco mais de duas décadas de revolução.

Porém, para responder totalmente essa pergunta, não podemos deixar de falar sobre o que acontece na XP Investimentos hoje. Assim, confira como funciona a XP Investimentos na prática:

Tipos de aplicações disponíveis

A XP Investimentos conta com uma grande variedade de opções disponíveis para aplicação, tanto em renda fixa quanto variável. Com ela, você poderá investir em:

Renda Fixa Renda Variável
  • CDB;
  • CRA;
  • CRI;
  • Debêntures;
  • LC;
  • LCI;
  • LCA;
  • DPGE;
  • FIDC;
  • Letra Financeira;
  • Tesouro Direto.
  • Ações;
  • Clube de Investimento;
  • BTC – Aluguel de Ações;
  • Fundos de Investimento;
  • BDR;
  • ETF;
  • COE;
  • Oferta Pública;
  • Opções.

Custos e taxas

A abertura de conta na XP Investimentos tem taxa zero, o que também é aplicado ao serviço de manutenção de conta, custódia de renda fixa, custódia de bolsa, custódia de COE, taxa do Tesouro Direto, Tarifas TED de retirada, carregamento de entrada e saída em previdência.

Por outro lado, existem taxas de corretagem para investimento no mercado de ações, como Day Trade, Swing Trade e outros, para consultar as taxas, basta acessar a página de Custos Operacionais no site da XP, considerando valores sempre atualizados.

Certificados, reputação e segurança

Na questão da segurança, a XP Investimentos é confiável por se manter em uma condição aprovada pelos principais critérios do mercado. Ela é habilitada pela Comissão de Valores Mobiliários, permitindo sua operação como administradora de fundos de investimentos imobiliários, corretora, custodiante e muitas outras funções.

Junto a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, possui cinco selos do Programa de Qualificação Operacional da BV, sendo eles para:

  1. Agro Broker;
  2. Carrying Broker;
  3. Execution Broker;
  4. Retail Broker;
  5. Nonresident Investor Broker.

Por fim, vale citar que a empresa conta com nota 8.4* no site “Reclame Aqui”, com 92,3% das reclamações respondidas, índice de solução em 90,4% e 79,1% dos reclamantes dizendo que voltariam a fazer negócios com a marca.

*Números apresentados pelo site em 18/10/2021.

Perfil do investidor (público-alvo)

A XP Investimentos é confiável, tem um ótimo catálogo de produtos, oferece diferentes formatos de assessoria com base no seu volume de aplicação e tem muitas outras vantagens exclusivas. Mas será que ela é feita para você?

Se compararmos, por exemplo, a XP e a Rico, podemos notar que a XP atende um público mais amadurecido. Mesmo que tenha clientes iniciantes, normalmente eles já têm o interesse e o patrimônio para evoluir suas aplicações com o tempo.

Além disso, os serviços adicionais e materiais de apoio fornecidos pela XP Investimentos são próprios para quem deseja se tornar um expert no assunto.

A XP Investimentos é confiável?

Podemos responder que sim, a XP Investimentos é confiável, tomando como base o reconhecimento do mercado, a estrutura e os valores defendidos pela organização.

No ramo de investimentos, nada é 100% garantido e não há, como muitos dizem, “almoço grátis”. Ainda assim, como a XP emprega muitos esforços para capacitar os seus clientes e fazer deles melhores tomadores de decisão, investir com essa corretora é uma experiência que merece ser considerada.

10 motivos para escolher a XP investimentos

Ainda não se convenceu? Então aqui vai um resumo do que foi apresentado, com 10 motivos para escolher a XP Investimentos.

  1. Marca consolidada, sendo uma das primeiras e mais lembradas corretoras  de investimento do país;
  2. Aporte de grandes instituições financeiras, incluindo o Itaú, maior banco privado do Brasil, e fundos internacionais;
  3. Credenciais de alto nível junto aos órgãos reguladores, como o CVM e a B3;
  4. Grande foco em dar suporte e assessoria aos seus clientes, permitindo a especialização individual em todos os níveis e para todos os perfis de investidores;
  5. Grande variedade de aplicações disponíveis, tanto em renda fixa quanto renda variável;
  6. Acompanha e estimula o desenvolvimento do investidor, dos seus primeiros passos até a manutenção de um grande patrimônio;
  7. Se consolidou como uma das empresas com mais ativos sob custódia do mercado, mantendo uma reputação mais segura e lucrativa que as demais;
  8. Plataforma digital 100% funcional, segura e prática, além de contar com agências e representantes por todo o país;
  9. Fornece relatórios diários para seus clientes e assessoria para facilitar sua compreensão;
  10. Taxas e serviços personalizados para o tamanho do investimento do cliente.

A Faculdade XP é o braço educacional do grupo XP Inc, que também é dono da XP Investimentos. Como você deve imaginar, essa corretora é muito conhecida e valorizada por nós, colocada sem dúvida como uma das melhores opções do mercado.

Como investir em fundo DI? 5 dicas para acertar em cheio

Seja você um iniciante no mundo das aplicações financeiras , um investidor de perfil conservador ou alguém experiente buscando montar uma carteira mais variada, esteja certo de uma coisa: o conhecimento é um grande aliado. Ou seja, você está no lugar certo, uma vez que neste post, você saberá como investir em fundo DI e terá mais embasamento para aproveitar todas as vantagens dessa modalidade.

Fundos DI são investimentos referenciados em renda fixa que formam uma opção de rentabilidade modesta, porém, mais segura do que opções mais arrojadas disponíveis no mercado.

Confira outras características importantes dessa modalidade de aplicação e conheça nossas recomendações para sua utilização.

O que são fundos DI?

Os fundos DI são modelos referenciados, aqueles com base em um indicador específico, que nesse caso são indexados junto ao CDI ou à taxa Selic. Eles obrigatoriamente precisam ter ao menos 95% de títulos atrelados ao CDI na sua composição.

Por conta disso, podemos considerá-lo um investimento pós-fixado, uma vez que o rendimento tem a chance de aumentar ou diminuir com base nas alterações sofridas pelo indexador utilizado em seu benchmark.

O CDI é uma taxa de curtíssimo prazo, com base nos empréstimos realizados diariamente entre instituições financeiras para garantir que elas estejam com saldo positivo ao fim do dia. O investimento no CDI, portanto, ocorre apenas entre bancos e financeiras, não podendo ser realizado individualmente.

De modo geral, fundos DI são modelos de baixíssimo risco e com uma rentabilidade maior que a da Poupança. Saber como investir no fundo DI é fundamental  para evitar os custos atrelados à modalidade e assim obter mais rendimento.

Qual a rentabilidade do fundo DI?

Um dos fatores mais avaliados na hora de escolher os seus investimentos é a rentabilidade, não é mesmo? Nesse ponto, a rentabilidade do fundo DI costuma ficar em torno de 100% do CDI, diretamente influenciado pela taxa de juros praticada no momento, lembrando que CDI é um título de curtíssimo prazo.

Considerando essa porcentagem, vale a pena investir nos fundos DI? Isso irá depender de outras características muito relevantes, que são a liquidez e os custos praticados pela corretora de investimentos ou pelo banco contratado para cuidar da sua carteira.

Em um ponto positivo, a liquidez dos fundos DI pode ser diária ou até imediata. Isso significa que não há período de carência e o investidor pode solicitar o resgate a qualquer momento, na maioria dos casos, sendo importantíssimo ficar atento ao regulamento da carteira.

Já em relação aos custos, o principal fator é a taxa de administração, valor cobrado pela instituição para gerir o investimento e montar sua estratégia de aplicação.

Como o rendimento fica próximo a 100% do CDI, essa cobrança diminui o retorno obtido e pode torná-lo menos interessante, se comparado a outras opções, como CDB por exemplo. Algumas corretoras praticam taxa zero no fundo DI, sendo ideal optar por elas ao montar sua carteira.

A aplicação  também está sujeita à cobrança de Imposto de Renda, com alíquota que varia de acordo com a tabela regressiva abaixo:

Prazo Alíquota IR
Até 180 dias 22,5%
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Superior a 720 dias 15%

 

Nos meses de maio e novembro, com seis meses de intervalo, há a cobrança do come-cotas, uma espécie de adiantamento do IR a ser recolhido. Por fim, pode ser cobrado o IOF, caso o resgate aconteça antes do investimento completar 30 dias.

Como saber se investir em fundos DI é para mim?

Mesmo no modelo pós-fixado, investir em fundo DI é previsível e seguro, mesmo que a rentabilidade não seja tão elevada, como em modelos mais arrojados podem atingir. Dessa forma, podemos estabelecer que é uma opção válida para todos os perfis de investidores.

Primeiro, temos os conservadores, que não gostam de se arriscar e por isso encontram na modalidade uma alternativa dentro dos seus padrões. Depois, temos investidores de perfil moderado a arrojado, que podem aplicar nesse tipo de fundo para variar sua carteira e equilibrar os riscos.

Isso porque eles são uma ótima opção para montar uma reserva de emergência, especialmente no curto prazo, considerando suas principais características apresentadas acima.

Quer saber mais sobre como criar uma reserva? Assista ao vídeo a seguir:

Já falamos sobre fundos DI antes, abordando suas vantagens e desvantagens. Confira esse conteúdo para definir se esse investimento faz sentido de acordo com o seu perfil: Fundo DI: como funciona, vantagens e desvantagens

>>> Descubra como a economia brasileira impacta os seus investimentos e veja como avaliar o mercado para garantir os seus rendimentos. Faça o curso “Cenários e Investimentos: macroeconomia para investidores” e vá além nas suas aplicações:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

Como investir em fundo DI? 6 boas práticas

Agora que você já tem uma noção sobre como ele funciona e está por dentro das suas principais características, vamos falar sobre como investir em fundo DI corretamente. Para isso, montamos um guia com 6 práticas recomendadas para avaliar essa alternativa. Vamos conferi-las?

1. Evite custos de administração

A dica mais importante envolve a hora de escolher a sua corretora de investimentos ou instituição que irá administrar a sua carteira. Basicamente, se ela cobrar taxa de administração, não vale a pena aplicar no fundo DI com essa instituição.

Contudo, há muitas opções que não cobram esse valor, logo, não diminuem o seu rendimento na modalidade. Isso acontece por ser uma alternativa segura, que atende tanto os conservadores quanto aqueles que estão iniciando no mundo dos investimentos.

2. Fique atento ao “come-cotas”

Os come-cotas são adiantamentos do IR, ficam em torno de 15% sobre os rendimentos, ocorrem de seis em seis meses, em maio e novembro, e são deduzidos automaticamente.

O que vale considerar aqui é o tempo que pretende manter o investimento no fundo DI, já que quando você fizer o resgate e tiver que pagar o Imposto de Renda, o valor adiantado é deduzido da alíquota. Portanto, fique atento à tabela regressiva de IR, mostrada anteriormente.

3. Conheça as datas de conversão e pagamento

Em geral, é importante ficar atento ao regulamento geral do investimento. Para investir em fundos DI, é primordial conhecer as datas de conversão e pagamento, ou seja, respectivamente quando o valor da cota será calculado e quando ele efetivamente estará disponível ao investidor.

Elas costumam variar entre D+0 e D+1. Na D+0, o cálculo e o pagamento ocorrem no mesmo dia que o resgate é solicitado, já na D+1, o pagamento é feito um dia útil após o pedido de retirada.

4. Compare e considere

Variar a carteira de investimentos é muito importante, por isso é válido considerar investir em fundos DI na maior parte das vezes que busca uma opção em renda fixa. Para escolher entre uma e outra, a melhor prática é comparar suas alternativas.

Por exemplo, fundos DI têm alta liquidez e contam com uma rentabilidade previsível, com base no seu indexador.  Contudo, eles costumam solicitar um valor mínimo de aplicação em torno de R$ 500, o que é muito acima dos R$ 30 mínimos para investir no Tesouro Direto, para se ter uma ideia.

Outro comparativo interessante é entre o fundo DI e o CDB, observe as diferenças entre eles:

Fundo DI CDB
  • Pode cobrar taxa de administração
  • Não é amparado pelo FGC
  • Não pode ter emissor individual, elevando a proteção do rendimento
  • Cobrança de IR diminui com a duração do investimento
  • Não cobra taxa de administração
  • É amparado pelo FGC
  • Pode ser mais arriscado, por permitir emissor único
  • Cobrança de IR prevista no contrato, se este for renovado, a alíquota volta ao valor inicial

5. Faça uma análise minuciosa das projeções

Nossa última recomendação sobre como investir em renda fixa é analisar criteriosamente as opções de Fundo DI disponíveis por meio da sua corretora. Nessas plataformas, é possível ter acesso a uma grande variedade deles, cada um com seu regulamento, composição e projeção de rentabilidade.

Confira o valor de aplicação mínima, o histórico de rentabilidade e prazos definidos pelo administrador. Compare com outras ofertas e escolha de acordo com o que é mais adequado para atingir os objetivos da sua carteira.

Como falamos, montar um catálogo de investimentos variados é a prática ideal para atuar nesse ramo com segurança e rentabilidade. Não existe um modelo de renda, seja fixa ou variável, que compense ser a única aplicação da sua carteira.

Previsível, seguro e moderado são palavras que podem descrever o investimento em fundo DI. Por esse motivo, são ótimas alternativas para investidores iniciantes ou de perfil conservador, mas ainda as colocam como viáveis para até os mais arrojados.

Agora que já sabe como investir no Fundo DI, quer descobrir mais possibilidades dos fundos de renda fixa? Então, não deixe de conferir os cursos da Escola de Investimentos da XP, a Faculdade XP. Temos várias especializações que podem garantir o seu futuro como investidor.

Se quiser ampliar o seu conhecimento em temas como investimento, educação financeira e outros, não deixe de conferir outros artigos do nosso blog!

E então, qual será o seu próximo passo? Seja qual for, você pode contar conosco. Até mais!

Qual a importância do PIB na economia brasileira? Veja 2 exemplos!

Provavelmente, você já ouviu falar sobre a alta ou a queda do Produto Interno Bruto (PIB), certo? Mas o que isso significa no nosso dia a dia? Neste artigo, explicaremos sobre a importância do PIB na economia brasileira e, em especial, para os investidores.

Por exemplo, como saber qual é o impacto da variação negativa de 0,1% no PIB nacional? E quanto à projeção de alta de 0,2%, que não se confirmou no segundo trimestre de 2021? Enfim, tudo isso afeta – e muito – o bolso dos brasileiros.

Pensando nisso, preparamos um artigo focado na importância do PIB na economia brasileira. Aliás, vale lembrar que é fundamental acompanhar a macroeconomia para tomar boas decisões sobre as aplicações financeiras. Logo mais voltaremos a falar sobre isso, ok?

Qual é a importância do PIB na economia brasileira? 

Para abordar a importância do PIB na economia brasileira, listamos quatro pontos-chave que facilitam esse entendimento. Com base nas questões a seguir, será mais fácil compreender o impacto do Produto Interno Bruto no crescimento do país e no retorno dos investimentos.

1. O que é Produto Interno Bruto (PIB)?

O PIB é um indicador que demonstra o fluxo de novos bens e serviços produzidos em um período. Se, por acaso, uma região não produzisse absolutamente nada no decorrer de um ano, seu PIB seria nulo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a definição do Produto Interno Bruto é:

“O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano”.

Essa soma se baseia nos preços que chegam ao consumidor, levando em conta os impostos. 

Além disso, o critério dos “bens e produtos finais” visa evitar a dupla contagem. Na produção de pão, por exemplo, o trigo está incluso. Logo, ele não entra na conta do PIB, pois já foi computado durante a cadeia produtiva.

Para complementar, o IBGE esclarece outro ponto que costuma gerar muitas dúvidas:

“O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de Tesouro Nacional”.

PIB per capita

O PIB per capita é a divisão do Produto Interno Bruto pelo número de habitantes. Dessa forma, ele mede quanto cada cidadão receberia se o PIB fosse distribuído em partes iguais.

Nesse sentido, cabe ressaltar uma reflexão que consta no site do IBGE:

O PIB é, contudo, apenas um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde”. 

2. Qual é a composição do PIB?

A soma do PIB é composta pelos seguintes itens:

  • consumo das famílias;
  • gastos do governo;
  • investimentos;
  • saldo da balança comercial, entre importações e exportações.

3. Como é feito o cálculo do PIB?

O cálculo do Produto Interno Bruto é baseado em diversos dados. Para começar, esses são os compilados pelo IBGE:

  • IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
  • PAM: Produção Agrícola Municipal
  • PAC: Pesquisa Anual de Comércio
  • PAS: Pesquisa Anual de Serviços
  • POF: Pesquisa de Orçamentos Familiares
  • PIA-Empresa: Pesquisa Industrial Anual – Empresa
  • PIM-PF: Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física
  • PMC: Pesquisa Mensal de Comércio
  • PMS: Pesquisa Mensal de Serviços

Em paralelo, seguem os dados que são verificados por outras instituições:

  • Balanço de Pagamentos, do Banco Central
  • DIPJ: Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, da Receita Federal
  • IPA: Índice de Preços ao Produtor Amplo, da FGV.

4. O que impacta o PIB?

Tanto a taxa Selic, quanto o PIB, são vistos como termômetros da economia e estão interligados. Afinal, a taxa básica de juros é um mecanismo da política monetária para controlar a inflação, o que impacta a atividade econômica.

Falando em atividade econômica, o PIB envolve o aumento de produção e a demanda por empregos, investimentos e ações. Sendo assim, continue conosco para entender como as variações da Selic refletem nisso tudo, a começar pelo vídeo sobre os indicadores macroeconômicos:

2 exemplos para entender a importância do PIB na economia brasileira 

Agora que abordamos a importância do PIB na economia brasileira, vamos seguir adiante. Para traçar um paralelo, falaremos sobre a relação do PIB com a alta e a baixa da Selic, que é a famosa taxa básica de juros.

1. PIB x aumento da Selic 

Com o aumento da taxa Selic, o consumo diminui, visto que o acesso ao crédito fica mais elevado. Ao mesmo tempo, cai a demanda por produção e a geração de empregos. De modo geral, a atividade econômica arrefece, o que favorece o controle da inflação. Porém, o controle fiscal também influencia nisso, conforme o teto de gastos do governo. 

Esse cenário reduz os resultados das empresas e o pagamento dos dividendos das ações. Mas, do outro lado da moeda, os investidores de renda fixa terão resultados expressivos, em especial os pós-fixados, como o Tesouro Direto, as LCIs e as LCAs . 

>>> Saiba mais sobre o que acontece no aumento da Selic em renda fixa e variável

2. PIB x queda da Selic

Já a queda da taxa Selic tende a impulsionar o consumo, o que aumenta a demanda na cadeia produtiva. Nessa linha, as empresas vendem mais produtos, contratam funcionários e apuram resultados melhores. 

De fato, a renda fixa não vive o melhor dos mundos no cenário de juros baixos. Entretanto, a renda variável se sobressai. Enquanto a economia se aquece, as ações costumam se valorizar e os acionistas recebem mais dividendos.

>>> Leia mais sobre os investimentos em renda variável

Conclusão: a macroeconomia e a importância do PIB na economia brasileira

Em termos de macroeconomia, o PIB é um dos indicadores de referência para avaliar a situação financeira do país. E ele está interligado com outros indicadores, como o dólar e a própria Selic. 

Avaliando o cenário interno e externo, o investidor que acompanha o Boletim Focus terá mais insumos para tomar decisões. Ou seja, é um recurso que mostra tendências de crises e da aceleração da economia, o que orienta uma estratégia eficiente de investimentos.

Com isso em mente, podemos confirmar a importância do PIB na economia brasileira, não é mesmo? Sabemos que nem todos conhecem essas nuances, mas aqui na Faculdade XP School, buscamos transmitir informações de qualidade para promover a prosperidade do Brasil.

E, se você quiser ampliar os conhecimentos no assunto, temos o curso ideal para te auxiliar nisso. A propósito, a formação “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores” faz parte dos MBAs Faculdade XP Pro, sabia?

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

As ações fracionadas pagam dividendos? Foco nos proventos!

Está traçando uma estratégia para começar a investir na bolsa de valores, mas tem dúvidas sobre o mercado fracionário? Neste artigo, você vai descobrir se as ações fracionadas pagam dividendos e, principalmente, como lucrar com foco nos proventos.

Antes de mais nada, vale lembrar que o mercado fracionário é muito mais acessível do que o mercado à vista. Ao invés de comprar o lote padrão (100 ações), você poderá adquirir uma fração disso, sejam 5, 20, 43 ou 99 unidades, a seu critério.

Na prática, o ativo a ser comprado continua o mesmo. O que muda é a quantidade de ações e a identificação. Logo, o primeiro passo para descobrir se as ações fracionadas pagam dividendos é verificar se consta a letra “F” no fim do ticker, como CPLE5F da Copel.

Inicialmente, esses conceitos parecem um pouco complicados. Mas, não se preocupe: no blog da Faculdade XP School, buscamos esclarecer tudo isso para te ajudar a investir melhor. Então, continue a leitura para desvendar esse mistério.  

Na teoria, as ações fracionadas pagam dividendos?

Em geral, as ações fracionadas pagam dividendos para os acionistas das empresas que operam na bolsa de valores. Mas o recebimento desses proventos será proporcional à quantidade de papéis, assim como o tipo de ação e o fluxo de remuneração.

>>> Conheça as diferenças entre as ações ordinárias e preferenciais 

Por sinal, selecionamos cinco questões que ajudam a esclarecer se ações fracionadas pagam dividendos. Isso porque é fundamental conhecer um pouco do mercado fracionário e do pagamento de dividendos, que é uma das formas de distribuir o lucro aos acionistas. 

1. O que são ações fracionadas?

A ação fracionada representa a menor unidade dentro do lote padrão, que costuma ter 100 ações. Ou seja, o mercado fracionário permite a negociação de um mesmo ativo, mas em quantidades inferiores ao lote cheio.

E, se te interessa saber como comprar ações fracionadas, não deixe de assistir ao vídeo da série “Investimento às claras”. Aperte o play para conferir!

2. Qual a diferença de comprar ações fracionadas?

Se você quer comprar uma ação fracionada, a ordem de compra será praticamente a mesma. Porém, ao acessar o Home Broker da corretora, será preciso indicar o “F” no final do ticker, que diz respeito ao mercado fracionário, bem como a quantidade de até 99 ações

3. O que são proventos e dividendos de ações?

Basicamente, os proventos são os benefícios distribuídos pelas empresas de capital aberto, que negociam suas ações na bolsa. Mas os acionistas não necessariamente recebem em dinheiro, sendo que há diferentes maneiras de distribuir esses proventos:

  • dividendos: pagamento periódico em dinheiro, o que pode ser dividido em mais de uma parcela;
  • bonificação: concessão de novas ações da companhia, o que aumenta a participação societária;
  • juros sobre o capital próprio (JCP): remuneração proporcional ao volume de papéis adquiridos;
  • one-time: pagamento extraordinário, quando há um aumento expressivo no lucro apurado;
  • direito de subscrição: possibilidade de comprar mais ações, quando são emitidos novos papéis.

4. Quem tem ações fracionadas recebe dividendos?

Como já mencionamos, podemos dizer que, sim, quem tem ações fracionadas recebe dividendos. Contudo, é essencial considerar o tipo da ação e, também, a forma de remuneração de cada empresa. 

Enquanto as ações preferenciais são focadas em dividendos, as ordinárias priorizam o direito ao voto. A segunda opção também pode remunerar seus acionistas com os dividendos, mas o foco tende a ser voltado para a influência nas decisões da empresa.

Em todo caso, as ações fracionadas recebem dividendos tanto quanto as ações do lote cheio. Desde que aquela companhia distribua os proventos dos acionistas por meio dos dividendos.   

5. Como ganhar dinheiro com ações fracionadas?

A valorização dos papéis é uma das maneiras de lucrar com ações, tanto no mercado à vista, quanto no fracionário. Entretanto, vale lembrar que uma das características da renda variável é a oscilação dos preços.  

Portanto, é essencial buscar conhecimento sobre as movimentações que são típicas do segmento. A propósito, temos o e-book gratuito “Como se formam os preços dos ativos”, que explica a lei da oferta e demanda para otimizar o retorno dos investimentos.

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Como se formam os preços dos ativos" da Faculdade XP School.

Além disso, confira a indicação da corretora XP Investimentos sobre como ganhar dinheiro com ações:

“A forma mais segura de conseguir bons retornos investindo em ações é comprar papéis de empresas bem geridas, que apresentem lucros sólidos e crescentes, e não ter pressa de vendê-las. O investidor deve buscar critérios de avaliação de empresas para analisar seus fundamentos e não se preocupar com as oscilações de curto prazo das cotações das suas ações (volatilidade)”. 

>>> Para mais detalhes, acesse o portal da XP Investimentos

Na prática, as ações fracionadas pagam dividendos?

Finalmente, chegamos aos exemplos práticos que confirmam se ações fracionadas pagam dividendos mesmo. Para isso, vamos considerar o conceito de dividend yield, uma taxa que mede quais companhias são boas pagadoras de dividendos, com base na seguinte fórmula: 

Dividend yield = Dividendos pagos por ação / Cotação da ação x 100

Para se ter uma ideia do resultado, veja o ranking das melhores pagadoras de dividendos no ano 2020:

ações fracionadas pagam dividendos - ranking melhores pagadoras de dividendos

Fonte: InvestNews

Resumo da ópera: por acaso, sua estratégia é focada nos proventos, inclusive para viver de renda? Então, a dica é pesquisar as ações que mais pagam dividendos, a fim de tomar decisões assertivas. 

Aliás, a Economática elencou as companhias que mais distribuíram proventos, de janeiro a agosto de 2021, conforme a lista abaixo. Diante disso, identificamos quais dessas ações poderiam ser adquiridas no mercado fracionário (com o “F” no ticker):

  1. UNIP6 e UNIP6F (Unipar Carbocloro);
  2. TAEE11 (Taesa). Nesse caso, não há o lote fracionário;
  3. CPLE6 e CPLE6F (Copel);
  4. CPLE3 e CPLE3F (Copel);
  5. JBSS3 e JBSS3F (JBS);
  6. PETR4 e PETR4F (Petrobras);
  7. PETR3 e PETR3F (Petrobras);
  8. BRAP4 e BRAP4F (Bradespar);
  9. BEEF3 e BEEF3F (Minerva);
  10. GRND3 e GRND3F (Grendene).

Como receber dividendos? Próximo passo!

Muito além de saber se as ações fracionadas pagam dividendos, o ponto-chave é traçar uma estratégia efetiva. Para tal, aproveite para fazer o curso online “Aprenda a investir na bolsa de valores”, o que contribui para maximizar os resultados das aplicações financeiras.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Concorrência monopolística: o que é, como identificar e exemplos práticos

Nos tempos modernos, cada vez mais empresas estão procurando se diferenciar uma das outras. Seja por meio de produtos ou serviços, o pulo do gato está em oferecer soluções que facilitem o dia a dia dos consumidores. Porém, existem situações em que duas companhias podem oferecer ideias similares, mas com conceitos diferentes. Isso se caracteriza como concorrência monopolista.

Entender como isso acontece é fundamental para se aprofundar nas estruturas de mercado. Saber diferenciar produtos similares pode parecer complexo, mas não se preocupe. Separamos neste texto tudo o que você precisa saber a respeito da competição monopolística. Desde como ela funciona até às diferenças para um monopólio. Boa leitura!

O que é concorrência monopolística

A competição monopolista ocorre quando uma empresa possui um produto, mas que, ao mesmo tempo, concorre com uma companhia que oferece outro similar.

Porém, apesar de serem parecidos, esses itens não são iguais. Além disso, essas empresas competem em um mesmo setor de mercado e, na maioria das vezes, possuem boa parte do market share – que é a porcentagem do quanto uma firma domina seu ramo de atuação. 

Um exemplo prático são as empresas de refrigerante. Nesse caso, os clientes podem substituir um produto pelo outro, mas sempre haverá uma preferência maior pela marca X ou Y. Embora sejam considerados substitutos, não são substitutos perfeitos

Vamos supor que uma empresa tenha lançado um refrigerante com o sabor de maçã. Embora seja uma novidade, ela é a única no mercado a oferecer o produto com tal característica.

 

Contudo, apesar dos clientes terem outras opções de escolha, o produto faz sucesso e vende super bem. Isso faz com que a empresa consiga estabelecer um controle maior de preço sobre esse item específico. O resultado pode ser a liderança do setor, com um produto único, em meio a um setor super concorrido.

>>> Entender conceitos é super importante para ter sucesso no mercado de investimentos. Aproveite o Curso da XP Inc sobre Macroeconomia para compreender em profundidade regras da economia brasileira e como o cenário econômico impacta nas aplicações. Confira: 

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Características da competição monopolística

Essa é uma das formas de competição mais comuns no mercado. A modalidade possui um aspecto muito peculiar, pois conta com duas características diferentes unificadas: concorrência e monopólio.

O primeiro ocorre por conta da quantidade de empresas do setor. Já o segundo se dá por conta do poder que a empresa pode ter sobre o preço do seu produto. Quanto mais ele for diferente, mais lucros a companhia tem a chance de obter. 

Além disso, outra característica é que empresas podem entrar nesses mercados, aumentando a competitividade. Apesar disso, quem deseja entrar nos segmentos têm dificuldade. Isso porque há uma forte competição, com grandes marcas investindo em marketing, atraindo a atenção de boa parte dos consumidores. 

O conhecimento do público em relação ao produto é também uma das principais características da competição monopolística. Como são parecidos, nem sempre os clientes sabem diferenciá-los. Com isso, acabam comprando sempre da marca mais habitual, gerando um desafio aos vendedores.

>>> Conhecer o mercado de atuação das empresas é muito importante. Na série Investimento às Claras, Clara Sodré explica como os indicadores macroeconômicos impactam seus investimentos. Confira: 

Concorrência perfeita e monopólio

Em um mercado onde há concorrência perfeita, a oferta e a demanda são as responsáveis pela definição dos preços.

Neste cenário, nenhuma empresa possui controle suficiente do seu ramo de atuação. Ele conta com uma forte competição entre as companhias, pois há poucas barreiras para a entrada de novos players. Além disso, a pulverização de clientes é um outro fator característico, fazendo com que eles tenham mais escolhas para a compra, seja de bens ou de serviços.

Já em um monopólio, a empresa é praticamente dona do mercado de atuação. Geralmente ela possui um serviço ou produto exclusivos.

Isso dificulta a entrada de outros concorrentes no mercado, pois com uma empresa dominante os desafios são enormes. Nesse tipo de competição, a empresa controla o preço, podendo controlar seus lucros e limitar as opções de oferta aos consumidores.  

Podemos dizer que a competição monopolista é um meio termo entre mercado competitivo e monopólio. 

Concorrência monopolística: exemplos práticos

Para ilustrar na prática, separamos alguns exemplos reais de empresas que fazem parte de um mercado de concorrência monopolística. Confira:

Coca-Cola e Pepsi

As principais empresas de refrigerantes do mundo possuem produtos similares, mas não exatamente iguais.

Apesar de terem as mesmas características, contam com receitas e sabores diferentes. Embora cada um dos produtos tenha sua particularidade, os preços geralmente são bem semelhantes. Sabendo disso, elas investem em marketing para mostrar seus diferenciais. 

Apple e Samsung

Líderes no mercado de smartphones, essas empresas oferecem um produto de características iguais. Entretanto, elas precisam se diferenciar.

Apesar do celular ser um produto para fazer ligações e acessar internet, essas empresas mostram outros recursos para chamar a atenção dos clientes. Tudo isso porque eles não procuram apenas por um bom preço, mas sim por um produto diferenciado e completo. 

BMW e Mercedes

O mercado de montadoras é um excelente exemplo de concorrência monopolística. Isso porque os carros possuem uma única função.

Porém, quando falamos, por exemplo, do mercado de luxo, os clientes precisam ser convencidos dos principais diferenciais dos veículos. É o caso da BMW e da Mercedes. Seus clientes não estão de olho somente nos preços, mas sim em coisas como tecnologia e conforto. 

Agora que você viu na prática como a concorrência monopolista funciona, que tal entender mais sobre como ela afeta o mercado? Confira a seguir. 

Como a competição monopolista afeta o mercado

Há alguns fatores interessantes sobre a concorrência monopolista que afetam diretamente o mercado. Porém, ao mesmo tempo, existem pontos que desafiam tanto as empresas quanto os consumidores. 

Pelo lado positivo, vale ressaltar que a competição entre as empresas torna o mercado mais competitivo. E isso espelha em opções diferentes para os clientes, que têm uma boa oferta tanto em termos de preço quanto em qualidade de produtos. Além disso, a livre entrada de companhias em qualquer um desses mercados deixa a competitividade ainda mais rica. 

Por outro lado, há alguns pontos negativos que claramente afetam o mercado.

Um dos principais é o domínio de empresas mais consolidadas, o que limita as opções de escolha dos clientes. Embora a entrada de novas firmas seja livre, o conhecimento delas fica limitado pela disparidade de investimento em marketing.

Os preços também impactam diretamente. Ao ter um produto similar, as empresas não podem encarecer ou baratear muito os valores. Isso pode afetar diretamente na perda ou no ganho de clientes, o que ajudaria a impactar os resultados financeiros. 

Compreender a disputa entre empresas de um mesmo mercado é fundamental para quem deseja empreender e, principalmente, investir. Se esse é o seu caso, que tal saber como dar os primeiros passos no mundo dos investimentos? Começar a investir pode ser mais fácil do que você imagina. 

Imagem da campanha de um curso online sobre "Os primeiros passos no Mundo dos Investimentos" da Faculdade XP School.

O que é stop nas ações? Dê a ordem que protege sua carteira!

Já pensou em deixar suas aplicações no piloto automático, sendo comandadas por um robô? Embora você já possa usar essa tecnologia, existe uma maneira simples de automatizar certas decisões de investimentos. Logo, preparamos um post para explicar o que é stop nas ações e como usar esse recurso para proteger a sua carteira.

Neste artigo, falaremos sobre stop loss, stop gain e stop móvel para evitar prejuízos e maximizar ganhos. Assim, você poderá deixar ordens predeterminadas no Home Broker da sua corretora de valores, como forma de mitigar os riscos. Então, continue a leitura para saber como fazer isso tudo acontecer.

Saber o que é stop nas ações é importante?

Entender o que é stop nas ações é a chave para ficar confortável com a estratégia, em termos financeiros e emocionais. Em paralelo, é essencial ponderar sobre o seu apetite aos riscos, a fim de operar na renda variável de maneira assertiva (e sem sustos).

A propósito, o teste de suitability costuma ser feito quando você abre a conta em uma corretora de valores. Por meio dessa ferramenta, será mais fácil conhecer o perfil de investidor e tomar as melhores decisões para resguardar seu patrimônio. 

>>> Saiba mais sobre o melhor momento para comprar e vender ações

Mas, afinal, o que é stop nas ações?

Stop nas ações é a configuração feita no Home Broker da corretora para cumprir a sua estratégia de investimento. Isto é, você pode emitir uma ordem para encerrar a posição sem prejuízo ou vender os papéis quando eles se valorizarem em um determinado patamar.

Para exemplificar, vamos ao caso da Locaweb (LWSA3) na época da IPO, que significa Initial Public Offering. Ao estrear na bolsa de valores, as ações da companhia foram precificadas em R$ 4,30, mas depois caíram para R$ 2,55, segundo o InfoMoney.

Imagine que um investidor tenha comprado os papéis no IPO, mas se desesperou com a queda e vendeu tudo. Algum tempo depois, ele se surpreenderia em saber que “os ativos dispararam cerca de 875%, mais do que recuperando a perda registrada até então”.

Resumo da ópera: é fundamental investir em conhecimento para tomar boas decisões financeiras. Por isso, continue conosco para compreender o que é stop nas ações e como usar esse recurso a seu favor.

Nesse sentido, temos um vídeo que demonstra como usar o fator volatilidade para otimizar os resultados do portfólio:

O que significa stop loss e stop gain? E quanto ao stop móvel?

Stop nas ações é um limite colocado nas suas aplicações, seja nas compras ou nas vendas. Com isso em mente, você poderá limitar a perda de um ativo ou mesmo encerrar a operação quando ela atingir o objetivo predefinido.

Para facilitar, vamos aos conceitos de stop loss e stop gain:

  • stop loss (parar perda): a ordem de compra ou venda é disparada conforme a desvalorização do ativo. Por exemplo, pode-se comprar um papel por R$ 15 e determinar que ele seja vendido se o preço cair para R$ 13, limitando o prejuízo; 
  • stop gain (parar ganho): à primeira vista, parece estranho limitar o ganho, certo? Mas o propósito aqui é aproveitar os cenários positivos. E, se você achar que a ação comprada por R$ 15 não vai passar de R$ 20, essa pode ser a hora de vender.

Adicionalmente, é interessante configurar o stop móvel, que fica vinculado ao stop loss. Nesse caso, a ordem se ajusta de forma automática, com base na valorização do papel. Se o ativo de R$ 15 passar a valer R$ 16, o stop loss muda de R$ 13 para R$ 14, por exemplo.

Como saber o ponto ideal para configurar a ordem de stop loss e stop gain?

Se parece difícil calcular o ponto certo para a saída ou a entrada das ações, nós temos a solução. Com o curso “Aprenda a investir na bolsa de valores”, da Faculdade XP School, você poderá identificar as melhores oportunidades no segmento de renda variável.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Por falar nisso, a análise técnica será uma mão na roda para definir as ordens de stop. Por exemplo, a XP Investimentos indica o stop loss diretamente nas abas desse tipo de análise:

o que é stop nas ações - análise técnica XP Investimentos - Ações PETR4 - configuração de stop loss

No exemplo acima, temos o preço atual de negociação (R$ 26,90), bem como o objetivo de valorização (R$ 29,34). Mas, se a ação se desvalorizar, o papel será vendido ao atingir o limite definido para o stop loss (R$ 25,84). 

Como mitigar os riscos nas operações?

O gerenciamento de riscos tem tudo a ver com o conceito do que é stop nas ações. Portanto, a dica é assistir ao vídeo que mostra como equilibrar a relação entre risco e retorno das aplicações. Afinal, é possível diminuir os riscos, sem precisar abrir mão da rentabilidade, sabia?

Como emitir a ordem de stop, depois de saber o que é stop nas ações?

Agora que você sabe o que é stop nas ações, vamos para o próximo passo: a configuração no aplicativo. A seguir, confira o passo a passo para programar o stop loss no Home Broker da XP Investimentos:

  • na plataforma da XP, clique em uma das suas ações e, depois, em “Negociar stop”;
  • selecione “stop loss” e defina: quantidade de ações, preço do loss e disparo do loss;
  • repare que há duas opções (de compra e venda), o que também deve ser alterado, caso o caso;
  • escolha a validade: “hoje”, “até o dia x”, “tudo ou nada”, “executa ou cancela” e “válida até cancelar”;
  • por fim, envie a ordem pelo Home Broker, que ficará no histórico do aplicativo. 

Por sinal, a mesma lógica se aplica à configuração do stop gain. Entretanto, essa opção ficará disponível somente após a programação do stop loss, ok?

Cuidados antes de emitir a ordem de stop loss

Para complementar, veja os pontos de atenção ligados ao stop loss para nortear a tomada de decisão:

  • o stop loss requer planejamento para definir os gatilhos de compra e venda assertivamente. Sendo assim, lembre-se de que é vital aplicar recursos pensando nos seus objetivos, de curto a longo prazo;
  • se acontecer o furo de stop, que é uma oscilação expressiva no mercado, a ordem ficará em stand-by. E ela será executada apenas se o preço voltar àquele valor definido no stop loss;
  • reflita com cautela sobre o comportamento das ações que fazem parte da sua carteira. Se elas tendem a oscilar muito, você perderá dinheiro ao programar o ponto de venda dentro das “ondas” consideradas naturais para esse ativo.

E, se você quer ir além de saber o que é stop nas ações, a dica é baixar o e-book “Guia da bolsa para investidores”. Aliás, esse material gratuito tem informações valiosas, incluindo: cenário econômico, diversificação da carteira, escolas de análises e muito mais. Aproveite!  

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

O que é um fundo referenciado? Surfando na onda do mercado!

Se você quer aprender a surfar no mercado financeiro, este artigo foi feito especialmente para você. Hoje, falaremos sobre o que é um fundo referenciado, com dois exemplos para quem quer investir na crista da onda.

Metaforicamente falando, o mundo dos investimentos é tão profundo quanto o oceano. Mas nem sempre temos aqueles períodos de calmaria, não é mesmo? Logo, é essencial manobrar bem para não “cair da sua prancha”, o que seria equivalente ao prejuízo.  

Portanto, antes de explicar o que é um fundo referenciado, vamos falar sobre o segmento como um todo. Neste vídeo, você descobrirá se essa é realmente a sua praia, depois de conhecer os fundos de investimentos que combinam com cada perfil de investidor.

Na prática, o que é um fundo referenciado?

Para entender melhor o que é um fundo referenciado, vale recapitular o conceito de fundos de investimentos. Basicamente, são “condomínios” de investidores (os cotistas), que reúnem seus recursos para aplicar em conjunto.

Nesse cenário, o gestor da carteira é o síndico, que cobra uma taxa de administração pelo serviço prestado. Ou seja, ele é o profissional que decide sobre a alocação dos ativos, de acordo com o regulamento do fundo e as normas da Comissão de Valores Mobiliários.

A seguir, explicaremos sobre o fundo de renda fixa referenciado. Então, continue conosco para conhecer as características desse tipo de aplicação.

O que é um fundo referenciado?

Fundos Referenciados são investimentos que acompanham a variação de um determinado benchmark. Aqui, a remuneração dos cotistas varia conforme o desempenho de um indicador de referência, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e a taxa Selic.

Para exemplificar, podemos citar o Fundo DI, que tem como referência a oscilação do CDI. E, por ser considerado como um investimento de baixo risco, muitas pessoas investem nele para formar uma reserva de emergência.

A propósito, temos um vídeo que fala da relevância de montar essa reserva financeira para lidar com imprevistos:

Como funciona o fundo de renda fixa referenciado?

O fundo referenciado é um investimento de renda fixa com taxa pós-fixada, pois segue um benchmark específico. E, para se aproximar o máximo possível desse objetivo (benchmark), o gestor da carteira deve seguir algumas regras que constam no prospecto de cada fundo.

Em geral, é necessário manter 95% do patrimônio aplicado em ativos que acompanham o indicador definido. Além disso, 80% da carteira deve ter títulos públicos federais, ativos de renda fixa com baixo risco de crédito e cotas de fundos de índice que seguem essa lógica.

Como complemento, o gestor pode incluir os investimentos derivativos a fim de proteger a carteira. Isto é, uma parte do portfólio será alocada para produtos financeiros que têm preços atrelados a outros ativos, como: ouro, dólar, café e, até mesmo, ações.

E, se você ficou curioso em saber como as ações servem como mecanismo de proteção, nós temos uma boa notícia. No vídeo a seguir, a professora da Faculdade XP School, Clara Sodré, conta tudo o que você precisa saber para investir com segurança na renda variável.

O fundo referenciado é indicado para quais perfis de investidores?

Em linhas gerais, o fundo referenciado é um dos mais buscados pelos perfis conservadores. Isso porque há um baixo risco de calote nesse tipo de aplicação, já que a maior parte da carteira fica concentrada em produtos que prezam pelo quesito segurança.

Em paralelo, os investidores moderados e arrojados optam pelo fundo referenciado para diversificar o portfólio. Por sinal, assista ao vídeo que demonstra como a estratégia de diversificação traz ganhos equilibrados em diversos cenários econômicos.

2 exemplos para entender o que é um fundo referenciado

Agora, chegamos ao momento de entender como surfar nos altos e baixos do mercado financeiro. Para isso, selecionamos uma demonstração de rentabilidade e uma simulação, como forma de consolidar as informações sobre o que é um fundo referenciado na prática.

1. Rentabilidade: XP Referenciado FI Referenciado DI CP

Na corretora XP Investimentos, está disponível o produto “XP Referenciado FI Referenciado DI CP”. Neste gráfico de rentabilidade, analise o desempenho do fundo em relação ao benchmark dele, que é o CDI:

o que é um fundo referenciado - rentabilidade Fundo XP Investimentos

No período de 12 meses, o Fundo Referenciado da XP acumulou 4,35%, contra 3,57% do CDI. Em outras palavras, a performance do produto da corretora superou o benchmark dele em 0,78%,  

2. Simulação: Poupança x CDB x Tesouro Direto x Fundo DI

A XP Investimentos tem um simulador de renda fixa para comparar o Fundo DI com outros produtos. Com isso, você poderá decidir se essa aplicação é a melhor opção para os seus objetivos, considerando a taxa de administração típica desses fundos, ok?

Falando nisso, veja o desempenho da aplicação de R$ 3.000 por cinco anos, do maior para o menor retorno nos seguintes ativos:

  1. CDB da corretora XP: R$ 4.055
  2. Fundo DI da corretora XP: R$ 3.902
  3. Fundo DI do banco tradicional: R$ 3.882
  4. CDB do banco tradicional: R$ 3.803
  5. Tesouro Direto: R$ 3.694
  6. Poupança: R$ 3.503

o que é um fundo referenciado - comparativo renda fixa XP Investimentos

Comparando os Fundos DI, aquele que é oferecido pela XP supera o do banco em 0.51%. Porém, o CDB da corretora teria um desempenho ainda melhor, trazendo um rendimento 3.92% maior, se comparado com o segundo maior retorno, o Fundo DI da própria XP.

Extra: compare os diferentes fundos no portal InfoMoney

Além de saber o que é um fundo referenciado, é importante verificar o desempenho atual dessas aplicações. Para facilitar, o InfoMoney tem um comparador de fundos que dispõe dos seguintes filtros de busca: categoria, aplicação mínima, resgate e nome ou CNPJ.

Acompanhe o exemplo dos resultados para os fundos de renda fixa, tendo o retorno acumulado nos prazos de 12, 24 e 36 meses:

o que é um fundo referenciado - comparativo de fundos InfoMoney

E, para entender melhor sobre o uso dessa ferramenta, confira um tutorial prático do InfoMoney:

Enfim, esperamos que o post tenha sido útil para esclarecer o que é um fundo referenciado e seu custo-benefício. Aliás, se você achar que precisa de mais informações para tomar boas decisões financeiras, nós temos a solução. 

Com o curso “Renda fixa: ganhos com baixo risco”, você poderá aproveitar as melhores oportunidades do segmento. Afinal, nada melhor do que apostar no conhecimento para antecipar tendências e surfar nas ondas imprevisíveis do mercado financeiro.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.