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Gestão de TI: tudo que você precisa saber para ingressar na área

Conheça esse processo, entenda sua importância e veja por que você deve ingressar nessa área

A carreira em Gestão de TI é uma das profissões que mais crescem em um mercado sedento por profissionais competentes e qualificados.

Isso se deve, principalmente, ao avanço tecnológico, que deu origem a inúmeras ferramentas, colocando o profissional de TI no protagonismo de um cenário em plena expansão, tornando-o uma figura vital para o crescimento das empresas.

Hoje, ele é indispensável para qualquer companhia que deseja se destacar no mercado. Afinal, dificilmente veremos corporações que não utilizam nenhum tipo de tecnologia ou sistema informacional, não é mesmo?

Este é apenas um dos motivos que faz da Tecnologia da Informação uma área repleta de oportunidades.

Tem interesse em atuar neste setor e quer saber mais detalhes sobre a rotina de um Gestor de TI? Aqui você encontrará tudo o que precisa saber para alavancar sua carreira e alcançar o emprego ou cargo dos seus sonhos. 

Neste post, explicamos o que é Gestão de TI, o que faz e porque a Gestão da Tecnologia da Informação é tão importante para as empresas e organizações. Além disso, apresentamos um panorama do mercado atual e mostramos como você pode se preparar para ingressar e se destacar nesta área. Vamos lá?

O que é gestão de TI?

A gestão de TI consiste em organizar, administrar, planejar e solucionar questões, por meio de ferramentas de software e hardware.

Mas o que isso quer dizer, afinal?

Significa que o profissional gestor de TI tem um papel fundamental para a redução de custos da companhia, além de promover a segurança da informação e gerenciar todo tipo de tecnologia utilizada pela empresa, em qualquer área de operação.

Ou seja, o que a gestão de TI faz é otimizar os processos de uma corporação, sempre levando em conta soluções tecnológicas.

Vale destacar que uma das principais tarefas do gestor de TI é a busca pela segurança de dados. Com a implementação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), é preciso tomar cada vez mais cuidado com o vazamento ou uso indevido das informações, sejam elas de clientes ou dos próprios colaboradores da empresa.

Situações como estas podem prejudicar bastante a corporação e acarretar em multas judiciais elevadas.

Qual a importância da gestão de TI nas empresas?

Até aqui já deu para perceber que a Gestão de TI tem um impacto muito expressivo no desempenho das empresas, certo?

Mas, para reforçar todos esses pontos, listamos os principais benefícios que uma boa Gestão de TI pode trazer para a companhia. 

Dentre as principais vantagens que a Gestão de Tecnologia da Informação pode gerar para as organizações, temos:

Portanto, a gestão de TI é uma área estratégica para o negócio, responsável por trazer soluções tecnológicas focadas no bom funcionamento dos processos internos da empresa. Ou seja, é essencial para o sucesso da corporação.

Deu para notar que a gestão de TI tem grande importância dentro de uma empresa, certo? A seguir, vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto, entendendo o que um profissional da gestão da Tecnologia da Informação faz em seu dia a dia.

O que faz um profissional de Gestão de Tecnologia da Informação?

O gestor de TI atua no gerenciamento de projetos, criando soluções tecnológicas para corporações, sejam elas públicas ou privadas.

Além disso, trabalha constantemente com a administração de times de TI e na gestão da infraestrutura de TI, envolvendo softwares, hardwares e telecomunicações.

Sendo assim, os principais objetivos deste profissional, são:

  • melhorar e otimizar os processos da organização;
  • reduzir os custos das operações;
  • buscar soluções tecnológicas que tragam segurança para os procedimentos do dia a dia;
  • gerenciar a equipe de TI;
  • dar suporte técnico às demais áreas;
  • alinhar a estratégia da empresa com os recurso de TI;
  • fomentar a transformação digital da corporação.

Nota-se que o gestor de TI é um profissional que atua em diversas frentes, e que é estratégico para o negócio como um todo.

Por isso, para se destacar neste cargo, é preciso ir além da questão técnica, aperfeiçoando-se nos 3 pilares: pessoas, processos e tecnologia.

Quer entender mais sobre o que faz um gestor de TI? Então, confira o vídeo abaixo:

6 competências importantes para um bom Gestor de TI

Como vimos, um gestor de TI precisa ter outras habilidades, além de todo o conhecimento técnico da área. O cargo de gestão exige que o profissional trabalhe competências como: gestão de pessoas e de projetos, pensamento crítico, analítico e estratégico, entre outros.

Algumas das competências bastante exigidas são aquelas que chamamos de Soft Skills — que pode ser traduzido como Habilidades Interpessoais. Essas habilidades são tão importantes quanto as Hard Skills, que são os conhecimentos técnicos necessários para o cargo.

Confira 6 Soft Skills indispensáveis para um bom gestor de TI:

1. Liderança

Para ser um gestor de TI de sucesso, é de extrema importância ter as características de um líder.

O seu papel é gerenciar projetos, orientar pessoas e influenciar os demais colaboradores. Por isso, é necessário ter uma comunicação clara e objetiva, para que suas ideias sejam de fácil compreensão.

Saber liderar abre caminhos para o desenvolvimento de ideias, contribuindo para a construção de soluções junto às equipes envolvidas nos projetos da corporação.

2. Comunicação

Seja uma pessoa comunicativa. Isso será muito importante ao apresentar dados, relatórios e ideias em reuniões, além de contribuir para manter um bom relacionamento com fornecedores e demais setores da empresa.

Vale lembrar que umas das funções do gestor de TI é fomentar o investimento em tecnologia. Portanto, é imprescindível que você saiba defender suas ideias e opiniões!

Além disso, é fundamental saber negociar, principalmente com parceiros externos, a fim de firmar contratos vantajosos e lucrativos para a companhia.

3. Engajamento

Profissionais engajados são aqueles que se identificam com a missão, visão e valores da empresa, e que se sentem realizados ao desempenhar suas atividades no ambiente de trabalho.

Portanto, engaje e seja engajado, uma vez que essa postura é essencial para o sucesso de qualquer negócio.

Por meio do exemplo, é possível engajar outras equipes e manter toda a empresa em sintonia, trabalhando juntos, em prol de um objetivo em comum.

Logo, enquanto líder, você deve movimentar sua equipe em busca de melhorias constantes nos processos, mostrando os resultados positivos alcançados.

4. Proatividade

A proatividade é a competência que busca mudanças de maneira espontânea, sem tantas interferências externas para que isso aconteça.

Pessoas proativas são aquelas que possuem uma boa visão de futuro, sendo capazes de identificar necessidades e antecipar problemas.

Esse tipo de profissional costuma ser muito bem visto pelas corporações, principalmente por demonstrar interesse em trazer melhorias constantes e por se preocupar com o andamento do negócio.

Portanto, seja proativo! Busque e proponha soluções inovadoras.  Esteja sempre um passo à frente, identificando antecipadamente ferramentas tecnológicas que possam otimizar o dia a dia da empresa.

5. Visão de negócio

Não é novidade que, para ocupar um cargo de gestão, é imprescindível que o profissional tenha bastante conhecimento sobre o negócio. Somente assim, poderá agregar novos projetos e pensar em melhorias para a empresa.

Isso significa que um bom gestor de TI deve estar por dentro de todas as áreas da companhia. Assim, será capaz de identificar os pontos que precisam de intervenção e, de forma estratégica, trazer inovações capazes de gerar os benefícios desejados.

Portanto, tenha visão sobre o negócio e seja um visionário. Quando se conhece o produto ou serviço de uma empresa a fundo, bem como seu mercado, fica muito mais fácil projetar o futuro e buscar soluções antecipadamente.

6. Gestão de pessoas

Faça uma boa gestão de pessoas. Uma equipe saudável e motivada entrega melhores resultados e deixa o ambiente corporativo mais leve. 

A gestão de pessoas é uma prática indispensável para que a empresa cresça de forma constante e consistente, aproveitando ao máximo os talentos contratados e mantendo-os alinhados às metas da corporação.

Se investir na capacitação da sua equipe, você poderá colher ótimos frutos no futuro!

Essas características são vitais para qualquer profissional que deseja ter sucesso em sua carreira, principalmente para aqueles que almejam um cargo de gestão de TI.

Agora, faça um checklist e veja quais dessas skills você já domina e quais ainda precisa desenvolver.

O que é ITIL e como ele é aplicado na Gestão de TI?

ITIL é a sigla para Technology Infrastructure Library, que pode ser traduzido como Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação. Trata-se de um framework composto de um conjunto de boas práticas para a gestão de serviços de TI.

Sua função é organizar o ciclo de vida de um serviço de TI, um processo composto por 5 etapas, que vai da concepção até o encerramento do serviço. São elas:

1. Estratégia de Serviço (Service Strategy)

Esta é a primeira etapa do ciclo de vida do serviço definido pela ITIL. É a etapa que contempla as melhorias nos serviços atuais, de acordo com as necessidades do momento da empresa.

Além disso, os novos serviços são priorizados de acordo com a estratégia de negócio.

Os principais processos de Estratégia de Serviço são:

  • Gerenciamento Estratégico para Serviços de TI;
  • Gerenciamento de Portfólio de Serviços;
  • Gerenciamento de Demanda;
  • Gerenciamento Financeiro;
  • Gerenciamento de Relacionamento de Negócio.

 2. Desenho de Serviço (Service Design)

O Desenho de Serviço é a etapa que orienta a construção, implantação e manutenção do serviço.

Ele é mais que um plano de projeto, pois identifica pontos sensíveis do ciclo de vida do produto. Além disso, alinha as ações com os objetivos estratégicos definidos na fase anterior.

Os processos de Design de Serviço são:

  • Coordenação do Desenho;
  • Gerenciamento do Nível de Serviço;
  • Gerenciamento do Catálogo de Serviço;
  • Gerenciamento de Disponibilidade;
  • Gerenciamento da Segurança da Informação;
  • Gerenciamento de Fornecedor;
  • Gerenciamento de Capacidade;
  • Gerenciamento de Continuidade.

3. Transição de Serviço (Service Transition)

A etapa de Transição de Serviço é a fase de “mão na massa”. Ou seja, o momento em que o serviço será implementado, se baseando na estratégia da empresa e nas informações oferecidas na etapa de Desenho de Serviço.

Ou seja, o objetivo principal dessa fase é entregar o serviço ou produto propriamente dito, pronto para uso.

Os processos de Transição de Serviço são:

  • Planejamento e Suporte à Transição;
  • Gerenciamento Ativo e Configuração de Serviço;
  • Gerenciamento de Mudança;
  • Gerenciamento de Liberação e Implantação;
  • Validação e Teste de Serviço;
  • Avaliação da Mudança;
  • Gerenciamento de Conhecimento.

4. Operação de Serviço (Service Operation)

Esta é a etapa em que o valor do serviço é percebido. Como o próprio nome diz, a fase de Operação de Serviço é quando tudo o que foi planejado e construído entrará em ação.

Neste momento, é importante monitorar e gerenciar as operações para verificar se tudo está acontecendo da forma correta, além de levantar os pontos para a fase de Melhoria Contínua, que virá logo em seguida.

Por isso, os processos de Operação de Serviço são:

  • Gerenciamento de Incidentes;
  • Gerenciamento de Problemas;
  • Gerenciamento de Eventos;
  • Cumprimento de Requisição;
  • Gerenciamento de Acesso.

5. Melhoria Contínua de Serviço (Continual Service Improvement)

Por fim, a quinta etapa consiste em acompanhar, revisar e aperfeiçoar os serviços que estão no ar.

Por meio de testes e feedbacks, é possível ter uma ideia do que precisa ser melhorado. Dessa forma, a equipe pode trabalhar nessas questões pontuais.

O Processo de Melhoria de Sete Etapas geralmente é o caminho utilizado pelos profissionais para atuar nesta fase.

< Que tal aprender mais sobre técnicas de gestão? Confira este post: Como funciona a Gestão Ágil de projetos e por que aprender sobre />

Quais são as 4 dimensões da gestão de TI?

Para que o trabalho como gestor de TI seja eficaz, a ITIL delimita quatro dimensões que devem ser contempladas por este profissional.

Vale ressaltar que essas dimensões dependem umas das outras para existirem e gerarem bons resultados. Ou seja, caso uma delas não seja bem executada, as demais também serão afetadas, comprometendo a qualidade da entrega final.

Confira, a seguir, quais são essas dimensões da gestão de TI.

1. Informação e tecnologia

Como o próprio nome sugere, TI envolve tecnologia e informação. Sendo assim, o gestor dessa área precisa ter os conhecimentos necessários para implementar as ferramentas certas para o negócio. Alguns exemplos são:

  • sistemas de comunicação corporativa;
  • ferramentas de análises de dados;
  • sistemas de gerenciamento de tarefas e fluxo de trabalho;
  • bases de conhecimento, entre outros.

Cabe ao gestor de TI identificar as necessidades da empresa, seja de um armazenamento em nuvem, ferramentas de colaboração remota, testes automatizados, etc.

Esse olhar estratégico é primordial para esse tipo de profissional. Afinal, a gestão de infraestrutura de TI precisa ser eficaz e ter boa integração para trazer soluções para o dia a dia.

2. Organizações e pessoas

Como falamos anteriormente, um cargo de gestão sempre irá envolver pessoas e desenvolvimento profissional, seja o seu ou o do seu time.

Por isso, um gestor de TI precisa evoluir constantemente suas habilidades e entender o plano de carreira dos demais colaboradores da equipe. Assim, sempre haverá colaboração e troca de ideias no grupo.

Estabelecer uma cultura organizacional saudável é um grande passo para gerar confiança e motivação, pontos cruciais para o desenvolvimento de novas habilidades nos profissionais.

Por isso, procure desenvolver um tipo de liderança que abra caminhos para esses relacionamentos leves e benéficos.

3. Fluxos de valor e processos

Para que um projeto caminhe e evolua de forma constante, é preciso estabelecer um fluxo de trabalho com as equipes envolvidas, ou seja, um fluxo de valor.

Isso pode ser definido como um conjunto de passos necessários para se ter um produto ou serviço, começando da “matéria-prima”, até a entrega do produto, concluindo com a satisfação do cliente.

Esta dimensão tem como preocupação a integração e o trabalho de todas as equipes da corporação, a fim de criar valor por meio de produtos e serviços. Para isso, é importante ter um modelo operacional que estabeleça ações e prazos para a execução e entrega do projeto final.

4. Parceiros e fornecedores

Sabemos que nem sempre é possível internalizar todas as disciplinas de um projeto dentro da organização. Para isso, precisamos contar com fornecedores e prestadores de serviços externos para apoiar na elaboração do produto.

Sendo assim, é essencial que o gestor de TI saiba escolher essas parcerias e que, ao longo do tempo, crie um relacionamento saudável e bem estabelecido.

Além disso, para que a entrega do produto ocorra da melhor forma possível, sem comprometer os prazos do cliente final, é importante delimitar muito bem as ações a serem desenvolvidas e o prazo de cada uma.

Perceba que este tópico também envolve a dimensão 3, de fluxos de valor e processos, no que diz respeito ao trabalho com empresas terceirizadas, que colaboram em um mesmo projeto.

Neste sentido, um bom alinhamento é fundamental para suprir as expectativas de todos os envolvidos no desenvolvimento do produto.

Quais são as áreas de atuação em gestão de TI?

Uma grande vantagem das áreas de tecnologia em geral, é que pouco importa o segmento da empresa, esses profissionais sempre serão requisitados.

A atuação de um time de TI, por exemplo, acontece em qualquer tipo de negócio, já que a maioria possui necessidade de tecnologia para que os processos internos e externos ocorram.

Isso não é diferente com o gestor de TI, que pode gerir um time em empresas de segmentos e tamanhos diversos, sem muita dificuldade.

É importante ressaltar também, que o cargo de gestor de TI pode ter nomenclaturas distintas, de acordo com cada corporação. Confira alguns exemplos:

  • Diretor de TI;
  • Coordenador de TI;
  • Supervisor de TI;
  • Gerente de Projetos;
  • Consultor de Sistemas de Gestão;
  • Analista de Negócios.

Para saber se a vaga está realmente de acordo com as habilidades de um cargo de gestor de TI, confira sempre seu escopo e quais são os principais requisitos e atividades indicadas em sua descrição.

Quanto ganha um profissional de gestão de TI?

Agora que você já sabe o que é gestão de TI e o que faz um profissional da área, deve estar se perguntando: “afinal, quanto ganha um gestor de TI?”

De acordo com o site Glassdoor, a média salarial de um gestor de TI no Brasil é de cerca de R$ 8.000, podendo variar entre R$ 3.000 e R$ 19.000, dependendo do nível do cargo e do porte da empresa.

Interessante, não é mesmo?

Como direcionar sua formação em TI? Faça escolhas informadas e racionais! 

A carreira do profissional de Tecnologia da Informação vem passando por transformações interessantes. De atuações mais tradicionais como analistas de negócio, programadores, arquitetos de soluções, gerentes de projeto, este profissional vem assumindo cada vez mais espaço, atuando também como:

  • designer de soluções;
  • empreendedor em tecnologia (e intraempreendedor);
  • engenheiro de software;
  • cientista de dados;
  • estrategista digital;
  • etc. 

Toda essa mudança é reflexo do ganho de importância estratégica da Tecnologia da Informação em organizações de diferentes portes, atuando em mercados diversos. 

E, para trilhar esse novo caminho, diverso e múltiplo, é necessário buscar conhecimentos específicos, relevantes e atualizados, além – é claro – de construir experiência prática em sua aplicação.

Para te ajudar a direcionar a carreira e facilitar sua tomada de decisão, é importante seguir dois caminhos de escolha: a informação e a razão

Escolha informada

É importante que você, profissional da gestão de TI, esteja atento às tendências tecnológicas, entendendo que elas são constantemente atualizadas, revistas e maturadas. 

Normalmente, nas viradas de ano, revistas e relatórios publicam listas com as tecnologias e tendências com maior potencial para o ano seguinte. Em 2022, algumas das tendências apontadas pelo Gartner foram:

  • Internet of Things (IoT – Internet das Coisas), que envolve todas as tecnologias que suportam a conexão e comunicação entre diversos tipos de dispositivos eletrônicos;
  • Metaverso, espaço virtual coletivo e compartilhado em 3D, criado pela convergência de realidade física e digital virtualmente aprimoradas; 
  • Blockchain e NFT (Tokens Não Fungíveis), que suporta o desenvolvimento de transações distribuídas seguras;
  • Machine Learning, Inteligência artificial e Automação, com algoritmos especializados para traduzir dados em informações e modelos de suporte à decisão;
  • Sustentabilidade na nuvem, que defende o uso de serviços na nuvem para obter benefícios de sustentabilidade dentro de sistemas econômicos, ambientais e sociais.
  • Engenharia de plataforma, disciplina de construção e operação de plataformas de desenvolvimento interno (Internal Developer Platform, IDP) de autoatendimento para entrega de software e gerenciamento do ciclo de vida.

< Ficou interessado nos termos mencionados acima? Leia mais sobre Internet das Coisas! />

É interessante perceber como essas tendências se concentram em torno de três temas principais: expansão de experiências imersivas, automação e entregas. 

Isso aponta para um mercado em ascensão voltado para o desenvolvimento de sistemas, máquinas, algoritmos e plataformas capazes de explorar a grande disponibilidade de informações em ambientes seguros sociais, corporativos ou industriais.

Nesse sentido, diferentemente de formações específicas em gerenciamento de projetos, por exemplo, uma formação ampla e moderna em Gestão em Tecnologia da Informação poderia oferecer mais oportunidades de aprendizado e desenvolvimento em temas de grande relevância atual.

Escolha racional 

Além de considerar fontes de informação e pesquisa na hora de definir suas áreas de especialização, é importante compreender a dinâmica dos mercados em que se está inserido, identificando suas estruturas e tentando antecipar sua evolução. 

Não é uma tarefa fácil, mas é essencial, sobretudo em uma indústria tão dinâmica quanto a de tecnologia da informação. Por isso, a recomendação é observar tendências tecnológicas, padrões e sua adoção pela indústria para orientar tomadas de decisão.

Lembre-se, porém, de que é importante analisar essas informações com cuidado. A ideia é obter perspectivas realistas de crescimento, orientadas por uma avaliação de mercado. Dessa forma, fica mais fácil embasar decisões sobre quando, como e quanto investir em cada uma delas.

O que estudar para ingressar na carreira de gestão de TI?

Para se tornar um bom gestor de TI é preciso estudar, e muito!

Quanto mais qualificado você for, mais chances terá de crescer na empresa em que atua ou de conseguir aprovação na vaga que tanto sonha.

Para você ter uma melhor noção se o curso de Gestão de TI realmente é o que você busca, separamos as principais informações e tópicos que são abordados. Confira:

  1. Business Agility, cultura organizacional e transformação digital;
  2. Gestão, identificação, análise, transformação e organização de processos;
  3. Gestão Ágil de Projetos, Scrum, Kanban, entre outros;
  4. Planejamento estratégico organizacional e Balanced Scorecard.

Uma observação pertinente: para realizar um curso de gestão de TI, é importante que você já tenha algum tipo de graduação na área da Tecnologia da Informação.

< Não sabe onde estudar? Confira este post: Melhores faculdades de tecnologia: quais são? />

Como se preparar para ingressar na área de gestão de TI?

Como vimos, para atuar com gestão de TI, é imprescindível ter uma boa formação na área. Dessa forma, a melhor trilha de conhecimento é aquela que combina com o seu estilo de vida e seu momento profissional.

Existem opções rápidas de profissionalização, como os bootcamps em gestão de TI, por exemplo, em que você tem contato com profissionais experientes da área e consegue absorver ótimos conteúdos em poucos dias. Há, também, formações mais robustas e de maior duração, como os cursos de pós-graduação em Gestão de TI.

Vale ressaltar que muitos desses cursos são oferecidos de forma online, sem a necessidade de deslocamento, otimizando ainda mais o seu dia a dia.

Como o mercado está bastante aquecido, durante e após a formação você poderá:

  • atuar como gestor(a) de TI;
  • realizar o planejamento estratégico de TI, definindo seus indicadores de gestão;
  • direcionar e gerenciar equipes e processos de governança de TI;
  • gerir infraestrutura, desenvolvimento e áreas correlatas.

São inúmeras as vantagens de se investir em um curso de Gestão de TI para alavancar a sua carreira em uma das áreas que mais cresce no Brasil!

E o melhor de tudo, é que assinando a plataforma XPE Multi+, você terá acesso a dezenas de cursos, podendo se especializar em gestão de TI e em áreas correlatas, enriquecendo ainda mais o seu currículo.

Que tal se tornar um profissional super desejado no mercado? Inicie hoje mesmo!

Gostou das nossas dicas e informações? Então, compartilhe com sua equipe, assim todos saberão o que é gestão de TI e o que faz um profissional da área.

Aproveite também para conferir mais conteúdos no blog da Faculdade XP, e siga aprimorando seus conhecimentos.

O que é fundo de investimento? Vale a pena aplicar neles?

Descubra o que é fundo de investimento e como funciona a aplicação nos diferentes tipos.

Diante da popularidade desse produto financeiro, muitos investidores buscam entender o que é fundo de investimento, principalmente como uma maneira de ampliar seu leque de aplicações e, assim, obter melhores resultados. 

Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pela B3, Bolsa de Valores oficial do Brasil, mais de 1 milhão de investidores optaram por fundos imobiliários em 2021.

Mas o que se deve à alta procura nesta modalidade? Você sabe, exatamente, o que é e como funciona o fundo de investimento? Quais são os diferentes tipos? É o que explicaremos ao longo deste artigo. Boa leitura!

O que é fundo de investimento?

Os fundos de investimento são uma modalidade de aplicações coletivas em que são reunidos recursos de vários investidores que repassam as decisões de investimentos para profissionais especializados. 

Basicamente, os fundos de investimento funcionam como um condomínio. Neste sentido, cada integrante adquire uma cota (o equivalente a um apartamento) e paga uma mensalidade para a administração, seguindo as regras determinadas.

Então, os recursos de várias pessoas formam o patrimônio do fundo, que é administrado pelo gestor e aplicado em conjunto no mercado financeiro e de capitais. Já os ganhos obtidos com as aplicações são divididos entre todos os cotistas, proporcionalmente ao valor que cada um depositou.

Por fazer parte de um investimento “em grupo”, o gestor fica responsável para tomar decisões relacionadas aos ativos da carteira, seja para a compra ou venda. Por isso, existem taxas atribuídas que devem ser pagas para este serviço.

Exatamente por isso, essa é uma opção que pode agradar diferentes perfis de investidores. Isso porque os fundos são simples, e podem ser interessantes para quem deseja sair da poupança para aplicações mais rentáveis. 

Ao mesmo tempo, há diferentes tipos de fundo de investimentos, sendo alguns mais sofisticados, ideais para quem já está mais familiarizado ao mercado financeiro.

Antes de falar sobre como funciona o fundo de investimento, é importante conhecer quem faz parte do planejamento e a função que desempenham. Confira.

Quem são os participantes do fundo de investimento?

Fazem parte do planejamento de investimentos de fundos:

  • Gestor e administrador;
  • Custodiante;
  • Distribuidor;
  • Auditor.

Confira em detalhes o papel de cada um dentro dessa aplicação.

Gestor e administrador

Em relação às figuras envolvidas nesses fundos, uma das principais é o gestor. Fazendo o paralelo com um time de futebol, o gestor seria o técnico, profissional que decide quem participa ou não do jogo.

O administrador também tem grande relevância. É dele a responsabilidade de fiscalizar se tudo ocorre de acordo com as normas da política de investimentos do fundo. Além disso, cabe a ele proteger os cotistas.

Custodiante

Em boa parte dos casos, a função do custodiante é exercida pelo próprio administrador.

Ou seja: é preservar os ativos financeiros comprados pelo fundo de investimento sob custódia, “guardados” na carteira.

Distribuidor

O distribuidor é responsável por comercializar no varejo esse produto financeiro. Na verdade, essa função acaba sendo desempenhada pelas corretoras ou pelos bancos em geral.

Auditor

Entre as normas e requisitos impostos pela CVM para que um fundo seja constituído, está a contratação por parte do gestor de um auditor independente e credenciado.

Ele irá atestar se o fundo está sendo gerido conforme as boas práticas do mercado.

Fundo de investimento: o que é e como funciona?

Agora você já sabe o que é fundo de investimento. Mas como exatamente eles funcionam? Confira as respostas para as principais dúvidas a respeito dessa aplicação.

Qual o investimento mínimo no fundo de investimento?

O fundo de investimentos é um modelo relativamente acessível, uma vez que, dependendo do tipo, as quantias são mínimas para quem esteja interessado em aplicar. 

No mercado, existem os fundos de renda fixa que exigem aporte mínimo de R$1, por exemplo. Assim, é possível investir tanto com uma quantia pequena quanto com valores maiores, como R$100 ou R$200.

Já nos fundos negociados na bolsa de valores, pode-se montar um lote disponível pelo preço de compra para descobrir o quanto investir. Ou seja, se você dispuser de R$1000 e a cota custar R$10, poderá adquirir 10 cotas, investindo, sucessivamente, até seu limite financeiro.

Além disso, vale lembrar que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) são os órgãos responsáveis por classificar e fiscalizar todas as atividades.

< Leia também: O que são fundos de renda fixa? Como funcionam? / >

Fundos imobiliários pagam dividendos?

De acordo com a Economática, existem diversos tipos de fundos de investimento imobiliário que pagam dividendos (parte do lucro de uma empresa dividido entre os acionistas) com taxas acima da Selic.

Esses fundos são lucrativos porque contêm em sua carteira Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), títulos indexados a indicadores macroeconômicos, como IPCA e IGP-M, por exemplo. Eles acompanham a pressão da inflação e a alta da taxa de juros.

Como declarar fundos de investimento no imposto de renda em 2023?

Existem diferentes tipos de fundo de investimento e, para descobrir como declarar no imposto de renda, é necessário considerar a categoria e o período em que você manteve a aplicação.

Mas, de maneira geral, há pelo menos duas informações que devem ser incluídas na declaração: o saldo e o rendimento.

Para saber mais sobre como declarar fundos de investimento no imposto de renda, confira este vídeo:

O que é cota de fundo de investimento?

A cota é a menor parte de um fundo de investimento. Quando o investidor (cotista) aplica em um fundo, ele está adquirindo cotas. 

Assim, o patrimônio total dele é composto pela somatória de cotas distribuídas (todas elas têm o mesmo valor), e a soma delas totaliza o patrimônio do fundo.

As taxas cobradas também são proporcionais à sua parte no fundo de investimento. Contudo, o valor das cotas, por sinal, muda diariamente conforme a performance do fundo.

Além das cotas, há outros elementos que compõem a estrutura de um fundo de investimento e que você precisa conhecer. Falaremos sobre isso a seguir.

< Aprenda mais: O que são cotas de fundos de investimento? / >

Estrutura de um fundo de investimento 

Assembleia Geral de Cotistas

Embora o gestor tenha autonomia para decidir sobre diversos assuntos, há situações que necessitam da validação por parte da Assembleia Geral de Cotistas, como:

  • possíveis substituições na gestão do fundo;
  • mudanças nas políticas de investimentos;
  • na maneira de calcular as taxas.

Aliás, todo cotista que detém mais de 5% dos ativos de um fundo tem direito a convocar uma assembleia. A realização deve ser avisada com pelo menos 10 dias de antecedência.

Uma vez concluída, o gestor do fundo terá 30 dias para comunicar aos cotistas as decisões tomadas.

Quais são os tipos de fundos de investimentos?

Segundo a Instrução CVM 555, o fundo de investimento pode apresentar quatro classificações, a depender da composição de sua carteira. 

Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda fixa possuem regras de remuneração definidas no momento da aplicação. Eles têm como principal fator de risco a variação da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, e o IPCA, a inflação oficial do Brasil.

Entre os ativos que os fundos dessa classe investem, destacam-se:

  • os títulos públicos do Tesouro Direto;
  • as debêntures;
  • as emissões bancárias, em geral, como CDBs, LCIs e LCAs;
  • os fundos de investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs).

Fundos de Ações

Os fundos de ações possuem uma carteira de ativos investidos em renda variável. Neste caso, o principal fator de risco do fundo de ações negociadas na bolsa de valores fica por conta da variação de preços dos papéis.

Como exigência da CVM, no mínimo, 67% do patrimônio líquido do fundo de ações deve ser composto por:

  • ações, bônus ou recibos de subscrição;
  • cotas de fundos de ações;
  • cotas de fundos de índice de ações;
  • Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Em geral, são fundos que possuem um nível de volatilidade mais elevado em relação aos de renda fixa e multimercado.

Fundos de Multimercado

Os fundos de multimercado apresentam maior liberdade para alocação e podem investir em diversos ativos.

Por serem mais complexos, eles requerem um conhecimento mais apurado por parte do investidor. Afinal, existe uma ampla variedade de ativos que precisam de uma estratégia mais específica a ser traçada pelo gestor.

Por fim, eles possuem a liberdade de aplicação em ativos de renda fixa, renda variável e cambial, e são ótimos para manter uma carteira de investimentos diversificada

Fundo Cambial

O fundo de investimento cambial apresenta, como principal fator de risco, a variação do preço de moeda estrangeira ou cupom cambial. Em geral, são mais comuns os fundos que buscam replicar a variação do dólar ou do euro.

Como exigência da CVM, no mínimo, 80% do patrimônio líquido do fundo cambial deve estar investido em ativos relacionados direta ou indiretamente a tal fator de risco.

Os gestores trabalham por meio de derivativos, via contratos futuros de moeda. Além disso, é possível que eles invistam em títulos públicos ou privados denominados em moedas estrangeiras.

Fundos de fundos

Os fundos de fundos têm esse nome específico porque é o investimento de fundos em outros fundos.

Com centenas de reais é possível, por exemplo, montar uma carteira diversificada de fundos de renda fixa, multimercados ou de investimento em bolsa.

Além disso, o gestor pode acessar estratégias para:

  • investimentos em fundos fechados para captação;
  • apenas para investidores qualificados (dentro do limite permitido pela regulamentação).

Basicamente, o planejamento dos fundos de fundos replicam outras estratégias, sejam de ações, renda fixa, multimercados, entre outros.

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

Vale a pena aplicar em fundos de investimentos? Conclusão

Agora que você já sabe o que é fundo de investimento, pode ter dúvida sobre as reais vantagens desta aplicação e, principalmente, se vale a pena.

  • Liquidez: a agilidade na aplicação e no resgate das cotas (sem taxa e livre de impostos) facilita para apuração do imposto de renda;
  • Gestão especializada: formado por profissionais de mercado dedicados à gestão da carteira de investimentos;
  • Diversificação: acesso a uma carteira de ativos diversificada;
  • Acessibilidade: alcance para mais modalidades de investimento com menos recursos para todo perfil de investidor;
  • Diluição de custos: os gastos com corretagem são divididos igualmente entre todos os cotistas.

Como você viu, uma das principais vantagens do fundo de investimento é uma gestão profissionalizada, ficando nas mãos do gestor a tomada de decisões. Isso pode ser extremamente positivo principalmente para quem tem um perfil mais conservador ou está começando a atuação no mercado financeiro.

Contudo, é fundamental que o seu gestor seja um aliado, e não visto como dono do seu investimento. Então, é necessário se aperfeiçoar no assunto. E, nisso, a Faculdade XP pode ajudar você. Confira essas opções:

  • Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco: descubra por que você deve abandonar a poupança e obter retornos melhores em um investimento que é tão seguro quanto. Entenda como funciona a inflação e como a renda fixa pode te proteger dela;
  • Especialista em Investimentos no Exterior: aprenda como investir no exterior e tenha uma carteira de investimentos com ativos financeiros que rentabilizam em dólar;
  • Introdução ao Universo de Trading: aprenda os principais tipos de investimentos negociados na B3 e descubra, na prática, como tomar as melhores decisões, inclusive nos fundos de investimentos. 

Além disso, para ter acesso a todos estes cursos e muitos mais, você pode assinar o Multi+: uma plataforma de assinatura da Faculdade XP. Turbine sua vida financeira agora mesmo e seja Multi+!

O que faz um Agile Master e como se tornar um?

Fazer parte de uma empresa focada no consumidor é ter que se adaptar constantemente a mudanças sociais, tecnológicas e comportamentais. Na tentativa de reduzir os impactos causados por elas, as companhias têm aderido cada vez mais a ações e metodologias ágeis. Neste contexto, o papel do Agile Master é fundamental.

Para ajudar você a entender um pouco mais sobre a função desse profissional, preparamos o artigo abaixo. Nele, explicamos quem é o Agile Master, sua relação com a metodologia ágil e, claro, damos dicas de como se tornar um. Vamos lá?

Agile Master: quem é esse profissional?

Diante de uma sociedade cada vez mais dinâmica, as empresas viram a necessidade de dar velocidade aos seus processos e tarefas. As metodologias ágeis foram introduzidas para guiar a execução das atividades, aumentando a produtividade e os resultados alcançados. Mas e o Agile Master?

Esse profissional, também conhecido como agilista, é justamente o responsável por facilitar essa metodologia entre o time. Por ter uma visão completa sobre diferentes métodos e estruturas, ele é capaz de identificar as necessidades da área e oferecer soluções compatíveis.

No dia a dia, ele define processos, evita impedimentos, acompanha e mensura entregas. Pensando hierarquicamente, é possível dizer que ele atua como um líder dentro do time, sendo ponto focal na resolução de necessidades não só de sua própria área, como também da empresa e seus clientes.

Onde atua e quanto ganha um Agile Master?

É comum pensar que essas novas profissões estão inseridas apenas dentro do contexto da tecnologia. De fato, muitas das habilidades necessárias para executar a função estão atreladas ao conhecimento de programas e ferramentas. Entretanto, isso não é impeditivo para que o profissional atue em diversas áreas da empresa.

Na verdade, o Agile Master pode participar de times como o de Recursos Humanos, Vendas e Marketing. Neles, busca entender as dores do negócio, a relação com o usuário e, a partir disso, de que maneira as atividades podem ser executadas para garantir agilidade e inteligência.

De acordo com o site Glassdoor, a remuneração média desse profissional é de R$ 9 mil. Esse valor, é claro, varia de acordo com fatores como: região, empresa e perfil do profissional.

agile master gerindo uma equipe
Em um mundo cada vez mais exigindo rapidez, o Agile Master é a solução ao mercado corporativo.

Agile Master x Scrum Master x Agile Coach: quais as diferenças?

Falando em metodologia ágil, é muito comum confundir ou até mesmo não conhecer as posições e responsabilidades dos profissionais envolvidos. Além do Agile Master, há também o Scrum Master e o Agile Coach.

Scrum Master

A função do Scrum Master é garantir que todos do time conheçam a metodologia ágil. Não só o seu funcionamento, como também seu objetivo e valores. Além disso, é esse profissional quem ajuda o PO (Product Owner) a organizar o backlog do produto de maneira estratégica, garantindo as entregas e resolvendo impedimentos.

Agile Master

O Agile Master tem as mesmas responsabilidades do Scrum Master. Entretanto, como já dissemos neste artigo, ele tem uma visão mais ampla e completa sobre diferentes tipos de métodos e estruturas. Isso significa que, além da metodologia ágil, o agilista também pode implementar, por exemplo, o uso de Kanban e de métricas ágeis.

Agile Coach

Assim como o nome já sugere, o papel do Agile Coach é dar suporte aos demais profissionais. Isso inclui os Scrum Masters e Agile Masters, os Product Owners e demais gestores da companhia.

Outras funções do Agile Coach envolvem treinar os times, promover workshops e disseminar o contexto ágil na organização.

Qual a relação dessa profissão com a Metodologia Ágil?

A responsabilidade do Agile Master é justamente garantir que a metodologia ágil seja cumprida dentro dos times. Por isso, ambos estão totalmente ligados.

Veja mais quais as principais atividades do Agile Master que estão relacionadas à metodologia ágil:

  • Promover a transformação ágil do time a partir de métodos como Scrum, XP e Kanban;
  • Organização de cerimônias ágeis para acompanhamento e direcionamento de atividades;
  • Interface com Product Owner para garantir a priorização do backlog;
  • Busca de melhoria contínua a partir da disseminação dos valores da metodologia.

Como se tornar um Agile Master?

Não existe uma graduação específica para se tornar Agile Master. Entretanto, o mercado oferece diversos cursos, especializações e workshops relacionados a essa carreira.

Em um curso de formação de Agile Master, é possível aprender sobre os métodos e ferramentas ágeis e como elas se comportam diante dos projetos. Há também empresas que oferecem certificações oficiais.

Na Faculdade XP, o MBA em Inovação e Gestão Ágil prepara o profissional para se tornar um líder de transformação ágil. Ao longo de 7 meses, são aprendidos conceitos e práticas de processos e metodologias inovadoras ao lado de profissionais experientes.

Se você tem interesse em ingressar nessa carreira, clique aqui para acessar a página oficial do curso e conferir mais informações!

18 melhores livros sobre investimentos para iniciantes, intermediários e experientes

Livros de investimentos são valiosas fontes de conhecimento para quem deseja aprender a cuidar melhor do próprio dinheiro e tomar as melhores decisões para investir de forma assertiva e, assim, alcançar seus objetivos financeiros.

Independentemente de sua experiência no mundo dos investimentos, a literatura é capaz de te oferecer grandes ensinamentos para que possa investir de maneira mais inteligente e potencializar seus ganhos.

Pensando nisso, elaboramos aqui uma lista com 18 dos melhores livros sobre investimentos para quem está começando, quem já sabe um pouco mais sobre esse mundo e para quem já é experiente e investe há mais tempo:

  1. Como organizar sua vida financeira – Gustavo Cerbasi;
  2. Os Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker;
  3. Pai Rico, Pai Pobre – Robert T. Kiyosaki;
  4. Do Mil ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho – Thiago Nigro;
  5. Os Grandes Investidores – Glen Arnold;
  6. O Homem Mais Rico da Babilônia – George S. Clason;
  7. Os Axiomas de Zurique – Max Gunther;
  8. Investimentos: Segredos de Soros e Warren Buffett – Mark Tier;
  9. Interpretação das Demonstrações Financeiras – Benjamin Graham;
  10. Conversas com Gestores de Ações Brasileiras – Luciana Seabra;
  11. Investimentos inteligentes – Gustavo Cerbasi;
  12. Crash: Uma Breve História da Economia – Alexandre Versignassi;
  13. Os Ensaios de Warren Buffett – Warren Buffett;
  14. O jeito Warren Buffett de investir– Hagstrom;
  15. Ações Comuns Lucros Extraordinários – Philip Fisher;
  16. The Intelligent Asset Allocator – William Bernstein;
  17. The Outsiders – William Thorndike Jr;
  18. Security Analysis – Benjamin Graham.

Continue a leitura!

Por que ler livros sobre economia e investimentos?

Se você quer obter resultados mais consistentes em suas aplicações financeiras, é extremamente importante estar em busca constante por conhecimentos, uma vez que eles irão servir de base para suas futuras decisões sobre como e onde investir seu dinheiro.

No geral, livros para investidores iniciantes abordam desde os conceitos básicos da educação financeira até os primeiros passos que uma pessoa pode dar nesse mundo, para que possa entender os mecanismos importantes e gerar rendimentos de acordo com o seu perfil.

Os livros para investidores intermediários geralmente apresentam lições de grandes personalidades, os quais costumam indicar caminhos a serem explorados para aqueles que desejam chegar ao próximo nível.

Por fim, livros para investidores experientes trazem conteúdos mais complexos e desafiadores. Logo, são ideais para quem quer entender, em detalhes, os riscos de investimentos arrojados, o funcionamento do mercado de ações e outros temas similares.

< Confira também: Como fazer análise de investimentos? Prós e contras de um produto financeiro />

Melhores livros sobre investimentos para iniciantes

Como falado, as obras para iniciantes abordam temas mais básicos, desde a educação financeira até uma forma descomplicada de começar a montar sua carteira.

Esse tipo de leitura ajuda quem está dando seus primeiros passos no mundo dos investimentos a ter mais segurança e embasamento na tomada de decisões. 

Dessa forma, temos 6 dicas de livros de investimento para iniciantes. Confira:

1. Como organizar sua vida financeira – Gustavo Cerbasi

Por meio de uma linguagem simples e acessível, o autor Gustavo Cerbasi aborda nesta obra as melhores ferramentas de gerenciamento do dinheiro.

A intenção é prestar uma espécie de consultoria financeira, ajudando você a diagnosticar a situação atual e oferecendo orientações para melhorá-la.

Dessa forma, você consegue adquirir um autoconhecimento e inteligência dentro do próprio orçamento caseiro/familiar ao colocar em prática as dicas de como controlar e lidar com as despesas.

O livro “Como Organizar Sua Vida Financeira” pode ser encontrado em versão física e para Kindle.

2 – Os Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker

Melhores livros sobre investimentos

Encabeçando a nossa lista de livros sobre investimentos para iniciantes, “Os Segredos da Mente Milionária” elenca 17 comportamentos que podem te ajudar a transformar sua vida financeira para a melhor.

O autor busca derrubar mitos sobre os conceitos de riqueza e dificuldade financeira, mostrando o que realmente influencia as suas chances de sucesso e melhorando a percepção que temos em relação ao dinheiro como forma de adquirir prazer, liberdade e recompensa.

3 – Pai Rico, Pai Pobre – Robert T. Kiyosaki

Pai Rico, Pai Pobre” é leitura obrigatória para quem está começando a investir. Robert T. Kiyosaki compartilha suas experiências pessoais para inspirar os leitores a se educarem financeiramente e transmitir esses conhecimentos para seus filhos.

A ideia principal do livro é mostrar como a relação com o dinheiro não faz parte dos ensinamentos que costumamos passar de uma geração para a outra. Além de apresentar o problema, ele tenta instruir o leitor a mudar essa postura, tanto para sua vida quanto daqueles ao seu redor

4 – Do Mil ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho – Thiago Nigro

Best-seller brasileiro, “Do Mil ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho” mostra como é possível enriquecer e atingir a independência financeira gastando melhor, investindo melhor e ganhando mais.

Nesse livro, Thiago Nigro, o Primo Rico, ensina os pilares da independência financeira, mostrando com dados e conhecimento como todos que estão dispostos podem mudar sua realidade e gerar riqueza por meio de investimentos.

5 – Os Grandes Investidores – Glen Arnold

Como grandes nomes do mundo dos investimentos construíram suas fortunas? Em “Os Grandes Investidores”, Glen Arnold mostra as estratégias de Warren Buffett, George Soros, Anthony Bolton, Philip Fisher e outros para acumular riqueza.

É uma boa forma de mostrar como a metodologia de investidores renomados pode ser aplicada até mesmo para carteiras mais simples de quem está iniciando sua jornada nessa área. 

Na prática, o livro faz a ponte entre esses diferentes momentos e mostra os elementos mais importantes das estratégias que fizeram a fama dessas personalidades.

6 –  O Homem Mais Rico da Babilônia – George S. Clason

Melhores livros sobre investimentos

Encerrando a lista de livros sobre investimentos para iniciantes, “O Homem Mais Rico da Babilônia” mostra os caminhos que pessoas comuns podem tomar para construírem sua riqueza, revelando os segredos dos babilônios.

Esse é um grande clássico, cheio de segredos dos antigos habitantes de uma das cidades mais famosas da história humana, que traz diversos métodos de como solucionar problemas financeiros e acumular riqueza.

Melhores livros para investidores intermediários

Os melhores livros para investidores intermediários são aqueles que trazem lições e conceitos que levam suas carteiras para o próximo nível, otimizando cada vez mais os seus rendimentos. Veja nossas sugestões:

7 –  Os Axiomas de Zurique – Max Gunther

Melhores livros investimentos

Para quem já possui um conhecimento razoável sobre investimentos, “Os Axiomas de Zurique” para entender sobre gestão de riscos em diferentes tipos de aplicação.

Ele aborda com detalhes o sistema bancário suiço, que é um dos mais ricos e favorito por milionários do mundo todo. O autor ajuda a revelar os segredos desses investidores e mostra como as regras que eles seguem podem facilitar as especulações que colocamos em prática por aqui.

8 – Investimentos: Segredos de Soros e Warren Buffett – Mark Tier

Nesta obra de Mark Tier, você vai conhecer os hábitos e segredos de George Soros e Warren Buffett, dois dos mais bem sucedidos investidores do mundo, que os levaram a acumular suas fortunas.

É uma leitura interessante para mostrar como diferentes estratégias de investimento foram praticadas para começar do zero e chegar até a uma riqueza medida em bilhões.

9 – Interpretação das Demonstrações Financeiras – Benjamin Graham

Melhor livro de investimentos

Com foco maior em aspectos técnicos sobre finanças, “Interpretação das Demonstrações Financeiras” mostra como analisar a contabilidade e o balanço de empresas antes de investir nelas.

É um guia atemporal para quem se interessa por investimentos, que mostra como é possível entender o mercado e usar esse conhecimento para definir aplicações mais assertivas ao cenário que tem à sua frente.

10 – Conversas com Gestores de Ações Brasileiras – Luciana Seabra

Em “Conversas com Gestores de Ações Brasileiros”, Luciana Seabra traz um compilado de entrevistas com gestores e investidores de sucesso que compartilham seus processos de análise e tomada de decisão.

O foco deste livro é mostrar como os grandes nomes do mercado financeiro nacional tomam suas decisões e usam os mecanismos da bolsa de valores para gerenciar suas fortunas.

11. Investimentos Inteligentes – Gustavo Cerbasi

Esse livro sobre investimento de Gustavo Cerbasi promove a explicação de investimentos como:

  • Renda fixa;
  • Fundos;
  • Planos de previdência;
  • Ações;
  • Imóveis.

O foco é levar os melhores investimentos do mercado de acordo com aquele mais alinhado aos objetivos e necessidade de cada um.

É assim que qualquer pessoa pode alcançar a independência financeira ou mesmo chegar ao primeiro milhão, a partir do momento que souber investir seu dinheiro de forma inteligente.

12 – Crash: Uma Breve História da Economia – Alexandre Versignassi

O livro de Alexandre Versignassi faz um apanhado dos mais de 12 mil anos de história econômica e explica conceitos como ciclos da economia, inflação, câmbio, ativos do mercado financeiros e muito mais.

É uma leitura que traça paralelos históricos e mostra como o dinheiro é um mecanismo extremamente engenhoso, abstrato e poderoso.

< Leia também: Saiba quais são as principais estratégias de investimento e como usá-las a seu favor/>

Melhores livros para investidores mais experientes

13 – Os Ensaios de Warren Buffett – Warren Buffett

Agora falando sobre os melhores livros para investidores com mais experiência, “Os Ensaios de Warren Buffett” trata de temas mais complexos, como ações ordinárias, fusões empresariais e aquisições.

Esse livro aborda os princípios da análise fundamentalista e mostra como eles ainda são eficazes para o direcionamento das práticas de investimento que adotamos no mercado atual.

14. O jeito Warren Buffett de investir– Hagstrom

De maneira mais detalhada, Hagstrom apresenta o pensamento e a filosofia do homem que ficou bilionário usando ferramentas disponíveis para qualquer um.

Então, se você deseja descobrir respostas para perguntas como “como ele se tornou tão bem-sucedido com a compra de ações e empresas?” e “que ensinamentos ele pode oferecer a quem pretende investir na Bolsa”, “O Jeito Warren Buffett de Investir é o livro indicado para você.

< Quer saber mais sobre esse grande investidor? Então leia também: Tudo sobre Warren Buffett: da trajetória as melhores frases />

15 –  Ações Comuns Lucros Extraordinários – Philip Fisher

Philip Fisher, outro expoente do mercado financeiro, conta em “Ações Comuns Lucros Extraordinários” como tomar as melhores decisões na compra de ações.

É um compilado de conhecimentos e metodologias aplicadas por um dos maiores gênios do mundo dos investimentos no mercado de ações, publicado originalmente em 1958, mas que se mantém relevante até os dias atuais.

16 – The Intelligent Asset Allocator – William Bernstein

The Intelligent Asset Allocator” mostra como você pode diversificar sua carteira de investimentos ponderando melhor os riscos de cada aplicação.

Ele traz as principais estratégias utilizadas por William Bernstein, um investidor autodidata de renome, que explica de maneira objetiva como criar um portfólio de investimentos feito sob medida para resultados de longo prazo.

17 – The Outsiders – William Thorndike Jr

Em “The Outsiders”, você vai aprender a como analisar o desempenho de empresas listadas na bolsa de valores e como isso pode influenciar o rendimento das sua carteira.

Esse livro faz parte da lista de leituras recomendadas por Warren Buffett, trazendo uma compreensão ampla sobre CEOs que atingiram alto nível de excelência na alocação de capital.

18 –  Security Analysis – Benjamin Graham

Benjamin Graham explica em “Security Analysis” as principais técnicas de diversificação dos seus ativos e como é feita a precificação das ações de uma empresa.

É um dos livros mais influentes para quem estuda o mercado financeiro, trazendo insights valiosos e atemporais que podem ser aplicados em qualquer mercado, qualquer país e qualquer tipo de ativo.

Conhecimento nunca é demais

Do iniciante ao experiente, todo investidor pode e deve continuar aprendendo para se manter atualizado e engajado com as estratégias que moldam nossa economia. Assim finalizamos a nossa lista com os melhores livros sobre investimentos, classificados de acordo com o nível de experiência de cada investidor. 

Todo conhecimento é válido para quem está disposto e essas sugestões são apenas o começo para quem deseja obter sucesso nessa carreira.

Gosta de aprender e quer se especializar no assunto? Então a Faculdade Faculdade XP tem uma dica bônus. Em nossa plataforma, você encontra diversas opções de especialização em Finanças, ideais para quem deseja aproveitar seu talento e conjunto de habilidades para seguir carreira nesse mercado.

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O que é volatilidade? Tudo o que você precisa saber

Desmistifique a ideia de volatilidade e entenda como usar oscilações de mercado a seu favor para fazer bons investimentos. 

Quando você começa a estudar o mercado financeiro, percebe que ele é repleto de termos únicos e que, na maioria das vezes, podem parecer difíceis de entender. Um dos mais comuns é a volatilidade. Ele está presente na maioria dos tipos de investimentos, desde ações na Bolsa até em fundos de criptomoedas. Mas o que é volatilidade?

Um bom investidor tem que estar de olho em tudo o que acontece no mercado. Mais do que isso: estudar muito e entender as terminologias utilizadas. Afinal, caso ele se depare com alguma informação desconhecida, pode perder uma boa oportunidade. 

Para ajudar você a entender mais o tema, separamos, neste texto, tudo sobre volatilidade: como ela funciona, quais são os tipos, os riscos e como se beneficiar dela.

Aproveite o artigo e boa leitura!

O que é volatilidade no mercado?

Volatilidade é o termo usado para se referir às oscilações que acontecem no mercado. Ou seja, ela representa as altas e as quedas dos preços dos ativos. É de olho na volatilidade que os investidores podem fazer análises e previsões, além de identificar tendências de um determinado papel. 

Com ela é possível estudar as variações e a capacidade de rendimento de uma ação. Você pode, inclusive, avaliar os riscos de uma escolha dentro da sua estratégia de investimento. A volatilidade está dentro de um grupo de indicadores necessários que pode determinar ou não o sucesso de uma aplicação. 

Como funciona a volatilidade?

Basicamente, quando um ativo apresenta alta volatilidade, quer dizer que há muita variação no seu preço. Isso ocorre principalmente quando falamos de papéis que estão na Bolsa de Valores, que é onde as negociações do mercado de renda variável acontecem. 

Para ajudar a entender isso na prática, vamos ao seguinte exemplo:

Suponhamos que a ação da empresa X custe R$ 50 e, todos os dias, há uma variação de R$ 0,50, seja para mais ou para menos. Entretanto, os papéis da empresa Y, que custam R$ 20, têm uma variação de R$ 2 também diariamente, positiva ou negativamente. 

Com isso, é possível avaliar que os ativos da companhia X são mais previsíveis e apresentam volatilidade mais baixa. Entretanto, a empresa Y possui um valor menor, mas conta com uma margem de variação maior e, consequentemente, mais volatilidade. 

Esse tipo de análise é interessante para você, investidor, avaliar um papel no curto prazo. Porém, caso a sua estratégia seja de longo prazo, pode levantar os números de variações anuais de um determinado papel. Com isso terá uma visão mais concreta do histórico de desempenho da ação avaliada. 

A especialista em investimentos da Faculdade XP, Clara Sodré, dá algumas dicas essenciais antes de aplicar em ações. Não perca essa explicação. Dê o play no vídeo abaixo e aproveite!

Volatilidade e risco: qual a relação?

Saber o que é volatilidade em investimentos é essencial para entender seu risco. Isso porque ela é importante no equilíbrio das aplicações, possibilitando que a sua diversificação esteja dentro perfil de risco que deseja assumir. 

De maneira prática, quanto mais volátil um ativo for, mais risco você estará assumindo ao fazer seus investimentos. Isso acontece porque a rentabilidade pode ser menor do que o valor que você aplicou no momento que investiu. 

Além disso, é por meio da volatilidade que é possível estimar o valor de um ativo por conta do histórico de oscilações que ele possui. 

Se você não sabe como acessar esse histórico, saiba que é possível encontrá-lo no próprio site da B3 colocando o ticker (ou código das ações). Lá é possível conferir gráficos e números apresentados pela companhia durante todo o período em que ela esteve ativa no mercado de renda variável. 

Tipos de volatilidade

A maioria dos investidores procura a hora certa de entrar em um ativo por meio da volatilidade. Afinal, como dissemos, é através dela que observamos as principais variações e comportamentos de um ativo. 

Apesar disso, existem jeitos diferentes para calcular a volatilidade de uma ação. É possível fazer isso de 3 formas. A seguir vamos apresentar quais são elas, além das diferenças e da finalidade de cada uma. Confira:

1- Volatilidade histórica

Nesse tipo de volatilidade, como o próprio nome diz, utiliza os dados históricos de uma determinada ação para analisar o seu desempenho. Ao observar como a empresa evoluiu em 12 meses, o investidor consegue fazer uma previsão do quanto ela poderá render no futuro, caso apresente os mesmos resultados no mesmo período. 

Vale lembrar que essa é uma análise que funciona apenas como estimativa, portanto não há como garantir que isso acontecerá na realidade. Afinal, há muitos fatores que podem impactar no crescimento de uma empresa, desde uma eventual crise econômica até mesmo resultados financeiros abaixo do esperado. 

2- Volatilidade real

Nesse tipo de cálculo, que também é conhecido como volatilidade futura, o investidor toma como base os valores das ações negociadas no mercado futuro. Nesse caso, as variações levam em conta os preços que têm contratos fixados em uma data específica. Eles podem se concretizar ou não. 

Basicamente, essa é uma forma de especulação que deve dar algumas pistas do que pode acontecer com uma ação lá na frente. Quando os contratos negociados chegam na data limite para serem executados, ou seja, no vencimento deles, a volatilidade real se torna histórica. 

3- Volatilidade implícita

Nessa forma de volatilidade, o investidor consegue calcular uma estimativa da variação de preço no futuro. Para fazer esse cálculo, é necessário considerar a variação histórica de um ativo, além dos valores que são negociados recentemente no Ibovespa. As informações precisam considerar, ainda, as negociações realizadas em outros mercados, como o de derivativos, o de opções e futuros. 

O que você acha de ter um material sobre renda variável para consultar sempre que surgir alguma dúvida? 

Pensando nisso, a Faculdade XP oferece, gratuitamente, o e-book Guia da Bolsa para Iniciantes. Repleto de conteúdo, ele possui informações essenciais no dia a dia de qualquer investidor. Para baixar é muito fácil: clique na imagem abaixo e faça o seu download sem pagar nada. Aproveite!

https://forms.xpeducacao.com.br/guia-da-bolsa-para-investidores/ 

O que é volatilidade do mercado financeiro?

O conceito de volatilidade é aplicado para uma série de indicadores presentes no mundo dos investimentos. Mais do que os ativos, o mercado financeiro como um todo também sofre com a volatilidade. Consideradas um termômetro para o humor dos investidores, essas variações podem ser identificadas nos principais índices. Aqui no Brasil, o principal deles é a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. 

O mercado como um todo sofre com a volatilidade, pois contempla o total de investimentos e negociações que acontecem no dia. Um exemplo claro disso é quando as pessoas investem em ETFs, que são fundos que replicam o desempenho de um índice. No caso do Ibovespa, o ETF que segue seus rumos é conhecido como BOVA11.

O que é a volatilidade de um fundo? 

A volatilidade de um fundo de investimento é um espelho do que acontece na economia de um país. Quanto mais pessoas investem, mais alta a variação. 

Quer um exemplo para entender, na prática, o que é volatilidade de um fundo de investimento? Tomemos como exemplo os fundos X e Y.

O fundo X é um fundo de alta volatilidade. Isso significa que sua oscilação tende a ser maior, o que amplifica as possibilidades de ganho e de também de perda.  Nesse sentido, é comum que a volatilidade de um fundo de investimento como este indique altas expressivas sem que isso signifique, necessariamente, um padrão de estabillidade. 

Por outro lado, suponhamos que o fundo Y tenha baixa volatilidade. Nesse caso, risco e rentabilidade são mais controlados. 

Como lidar com a volatilidade em investimentos?

Para lidar com um mercado volátil é preciso ter, sobretudo, uma boa dose de racionalidade. Isso é extremamente importante para que o investidor não se deixe levar pela emoção. 

A dica é não se desesperar quando há uma desvalorização brusca, nem ficar otimista demais quando a tendência for de alta. A palavra de ordem é: equilíbrio. 

É fundamental que isso norteie a sua estratégia de investimentos, principalmente quando falamos de longo prazo. Ao fazer boas escolhas e investir em empresas sólidas, é preciso acreditar nos resultados e não se deixar levar pelo momento. Acima de tudo você tem que ter em mente que, sem assumir riscos, os retornos não serão tão rápidos ou consideráveis.

A volatilidade é algo intrínseco no mercado de renda variável e todos os investidores precisam saber lidar com ela. Com o passar dos anos, você poderá ter ganhos mais expressivos do que investimentos em renda fixa, como a poupança. E lembre-se do conselho de Warren Buffet: 

“Se você não está pensando em possuir ações por 10 anos, nem pense em possuí-las por 10 minutos.”

E volatilidade do câmbio, o que é?

A volatilidade cambial é quando nos referimos às oscilações que acontecem nos valores das moedas estrangeiras. Os principais – e também os mais negociados no mundo – são o dólar e o euro. Porém, há mais moedas importantes nesse mercado, como a libra, o yen, os rublos, entre outros. 

Um dos principais desafios de toda pessoa que investe no mercado cambial é saber a hora certa de comprar ou vender uma determinada moeda. A volatilidade, nesse caso, nem sempre confirma uma tendência, pois há muitas coisas que podem interferir nas cotações, como eventos externos e questões econômicas. 

Como você viu até aqui, a volatilidade pode ser usada a favor das suas aplicações, ainda mais quando se alinha objetivos financeiros às características específicas dos ativos. 

Para explicar um pouco mais sobre o tema, a especialista em investimentos da Faculdade XP, Clara Sodré, preparou um vídeo com algumas informações a respeito. Dê o play no vídeo abaixo para ficar ainda mais por dentro do assunto!

Quais os riscos da volatilidade?

Na prática, a volatilidade não representa um risco para o investidor. Ela, na verdade, é um indicador que pode dar uma ideia do risco sobre determinado investimento. Ou seja, quanto mais volátil for um mercado, uma ação ou uma moeda, por exemplo, maior será o seu risco de perder dinheiro – ou ganhar. 

Vale ressaltar que a decisão de comprar ou vender um ativo não deve ser pautada apenas na volatilidade dele. Há uma série de coisas que precisa ser observada, desde análises técnicas até mesmo os seus objetivos sobre um determinado papel. 

E como se beneficiar da volatilidade? 

A volatilidade pode ajudar o investidor de diversas formas. Uma delas é a avaliação de risco ao se interessar pela aplicação em um determinado ativo. Isso é importante, pois vai ao encontro do seu perfil de investimento. Quanto mais riscos a volatilidade indicar, significa que mais agressivo o investidor precisa ser. 

Além disso, há boas oportunidades para quem deseja fazer movimentações a curto prazo. Isso porque, ao identificar uma tendência de alta na volatilidade, o investidor pode comprar as ações, estabelecer um preço alvo e vender após chegar no seu objetivo. 

Como há mais risco em uma negociação como essa, o mais indicado é fazer isso com mais conhecimento de mercado.

Agora que você já sabe o que é volatilidade e como ela afeta o mercado financeiro, que tal aprofundar ainda mais os seus conhecimentos? 

A XPE Multi+, plataforma de aprendizado contínuo da Faculdade XP, possui uma série de cursos para você melhorar a sua visão sobre o mundo dos investimentos. Em “In The Money: Como começar a lucrar com Opções” você aprenderá a teoria e a prática para te dar um base sólida de conhecimento sobre o tema. Faça já sua inscrição:

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O que é a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA)?

SOA é muito recomendada porque garante homogeneidade e mais agilidade na integração de sistemas.

Se você deseja começar os estudos na área de programação para ingressar no mercado de TI, precisa conhecer a Arquitetura Orientada a Serviços – ou simplesmente SOA. Isso porque a SOA representa uma das fases essenciais no progresso das aplicações do projeto.

Neste artigo vamos falar o que é, quais as vantagens e desvantagens e, porque você deve utilizar a SOA na sua rotina de trabalho. 

O que é Arquitetura Orientada a Serviços?

A arquitetura orientada a serviços é um conceito arquitetural que faz a integração otimizada entre diferentes aplicações, implementando novas funcionalidades ao sistema em formato de novos serviços disponíveis. A sua meta é facilitar o compartilhamento de recursos e aumentar a reutilização das soluções criadas.

Muito popular nos anos 2000, o conceito conhecido como Service-Oriented Architecture (SOA), traduzido para o português como Arquitetura Orientada a Serviços, é um padrão da arquitetura de software.

O objetivo principal da SOA é melhorar a forma como as demandas do mercado são atendidas pelo arquiteto de softwares e sua equipe, tornando sua operação mais ágil, flexível e eficiente. 

Em outras palavras, a arquitetura SOA serve para integrar diversos componentes de variados softwares diferentes em uma mesma solução. Dessa forma, ela possibilita que eles sejam utilizados para criar novas aplicações compatíveis com sistemas diferentes. 

Características da Arquitetura Orientada a Serviços

A Arquitetura Orientada a Serviços tem uma série de particularidades que caracterizam os seus serviços. Abaixo, listamos cinco delas para você conhecer. 

1. Ocultação de serviços

Uma das principais características da SOA se refere à abstração de serviços ao mundo externo. Dessa forma, toda lógica de funcionamento é restrita e as aplicações utilizadas nos serviços informam apenas o que elas fazem, mas não como elas são executadas. 

2. Baseado em padrões

Praticamente todas as soluções implementadas através da Arquitetura Orientada a Serviços são baseadas em padrões conhecidos no mercado. Por exemplo, o WSDL (Web Services Definition Language) e o protocolo de comunicação SOAP (Simple Object Access Protocol).

3. Reutilização de serviços

Com a SOA é possível reutilizar alguns serviços. Afinal, um dos propósitos da SOA é que os serviços possam ser utilizados em diferentes aplicações. 

Por conta dessa reutilização, você economiza tempo e recursos no seu projeto.

4. Interoperável

Um serviço interoperável é aquele que permite que o sistema se comunique de forma transparente, sem criar problemas. Neste contexto, é válido destacar que essa integração entre os sistemas não deve depender da plataforma ou da tecnologia utilizada para acontecer

Além disso, para que essa integração ocorra sem falhas, é importante utilizar corretamente os protocolos de comunicação e atender aos requisitos de interface dos sistemas. 

5. Composição de serviços

Assim como a reutilização de serviços, a composição de serviços também segue a lógica de aproveitar alguns componentes do sistema para compor novos serviços. 

Com a fragmentação de grandes problemas em menores problemas que podem ser resolvidos por funcionalidades específicas, você pode criar um novo conjunto de serviços, mais completo e mais abrangente, a partir da composição de vários serviços menores e menos complexos. 

<Leia também: O que é um processo de desenvolvimento de software? Práticas e desafios da área/>

Para que serve a SOA?

A princípio, a SOA surgiu com a promessa de resolver problemas e entregar sistemas facilmente distribuídos e altamente escaláveis.

De fato, ele cumpre o que se propõe a fazer. Uma solução baseada na Arquitetura Orientada a Serviços simplifica as relações entre os sistemas, aperfeiçoando o funcionamento e facilitando a inclusão de novos elementos. 

Por conta disso, os componentes de um serviço se tornam reutilizáveis e aplicáveis em outro serviço, independente da linguagem de programação utilizada.

<Vale a pena conferir: O que é Programação Orientada a Objetos (POO)?/>

Como funciona a Arquitetura Orientada a Serviços?

Os conceitos de arquitetura orientada a serviços facilitam a vida dos desenvolvedores web, pois funcionam integrando um componente central e sistemas de back-end. Isso permite que eles tenham acesso às interfaces de serviços e reaproveitem as funções já existentes. 

Para que isso dê certo, as funcionalidades do sistema são transformadas em serviços. Esses serviços são acessados via webservices e a integração é feita com o auxílio do Enterprise Service Bus (ESB) um barramento de serviços que deixa os serviços reutilizáveis e disponíveis em outros lugares. 

Dessa forma, é possível conectar componentes em um sistema de rede que transmite informações, reduzindo a dependência entre eles. 

Vantagens e desvantagens da SOA

A SOA é um conceito estrutural desenvolvido para facilitar a integração entre sistemas. Entretanto, assim como qualquer serviço, ela tem pontos positivos e negativos.

Abaixo, citamos as vantagens e as desvantagens que você deve considerar caso deseje implementar a Arquitetura Orientada a Serviços no seu trabalho. 

Vantagens

  • Garantia de homogeneidade nos processos;
  • Mais agilidade da integração de sistemas;
  • Redução no tempo de desenvolvimento.

Desvantagens

  • Aumento da complexidade para a governança devido à grande quantidade de serviços para serem gerenciados;
  • Dificuldade de implementar ações parecidas com o modelo DevOps devido à proposta da SOA de máximo reuso dos serviços; 
  • Performance depende diretamente do servidor onde o serviço está publicado. 

9 passos para implementar a Arquitetura Orientada a Serviços

Agora que você já sabe o que é a arquitetura orientada a serviços, suas vantagens e desvantagens, é hora de entender como essa abordagem pode ser implementada em uma empresa, com 9 passos que precisam ser seguidos pelo responsável pela nova estratégia:

Passo 1. Buscar apoio de lideranças e gestores

A etapa inicial consiste em obter apoio dos gestores e líderes de uma empresa, reunindo os principais benefícios que a estratégia de arquitetura orientada a serviços pode trazer para a organização, assim como um planejamento prévio sobre como ela será integrada na rotina operacional.

Passo 2. Definição de padrões e boas práticas

Depois disso, é importante ter o cuidado de criar os padrões e boas práticas que serão utilizadas pela SOA, para indicar como os desenvolvedores envolvidos no projeto devem alinhar o desenho de novas soluções em serviços.

Passo 3. Capacitação de desenvolvedores

Após criar os conceitos que irão guiar o setor, é hora de capacitar os desenvolvedores a respeito das diretrizes e padrões da arquitetura orientada a serviços, criando a base cultural para sustentar a nova estratégia.

Passo 4. Capacitação de gerentes e profissionais de outras áreas

Para garantir uma rápida implementação dos conceitos de arquitetura orientada a serviços, é relevante mostrar como gerentes e profissionais de outras áreas podem contar com a área, mostrando o processo ideal que deve ser seguido por eles e o que eles podem esperar de retorno.

Passo 5. Realização de ajustes processuais

Com a base consolidada, é hora de ajustar os processos internos do desenvolvimento de software, para que eles sejam transportados e alinhados com essas novas diretrizes com agilidade e eficiência.

Passo 6. Realização de provas de conceito (PoC)

As provas de conceito são etapas prévias da aquisição de novas soluções e servem para dar mais assertividade à arquitetura SOA, atribuindo o barramento de serviços, gerenciadores de APIs e repositórios que serão utilizados pelo setor.

Passo 7. Centralização do acesso às informações

A seguir, é necessário centralizar o acesso aos dados dos projetos em uma única plataforma, para facilitar a consulta e o levantamento de soluções.

Passo 8. Mapeamento de soluções

O mapeamento de soluções permite visualizar melhor o conjunto de soluções ligadas a cada projeto, além de servir para definir as prioritárias no fluxo de processos internos da SOA.

Passo 9. Seleção de projetos de maior valor

A implementação da SOA enfim pode começar, preferencialmente com projetos que agregam alto valor ao negócio, mas que possuem uma estrutura mais enxuta e fácil de controlar, guiando os passos iniciais do novo conceito arquitetural adotado.

Dicas práticas para otimizar os resultados da SOA

Quer mais? Então confira 10 dicas bônus para garantir os melhores resultados para arquitetura orientada a serviços aplicada ao seu negócio:

  1. Estude para dominar os princípios da SOA e aplicá-los de maneira correta; 
  2. Procure ajuda de um consultor (a) para auxiliar na implementação da SOA;
  3. Adote padrões populares, que estão em alta no mercado. Por exemplo UDDI, SOAP e WSDL;
  4. Nomeie os seus códigos de forma fácil e explicativa, para que outros desenvolvedores consigam entender o que foi feito até o momento;
  5. Nomeie também os seus serviços referenciando a que negócios eles pertencem. Assim fica fácil das pessoas que não fazem parte da equipe identificarem o projeto;
  6. Utilize o Enterprise Service Bus para fazer a comunicação entre os sistemas;
  7. Não acumule dados de outros serviços, como estornos e transações, no seu serviço atual;
  8. Tenha atenção ao transformar um item em serviço para não ficar sobrecarregado de serviços às vezes desnecessários; 
  9. Cuidado com as mensagens Simple Object Access Protocol (SOAP), um protocolo de envio de mensagens e troca de informações, e o seu formato XML que pode gerar um grande fluxo de informações;
  10. Divida bem os serviços para não sobrecarregar nenhum deles.

Segurança aplicada ao SOA

A proteção de dados também deve ser aplicada à arquitetura orientada a serviços. Diante de casos em que os prejuízos globais nas empresas chegaram a US$6 trilhões por conta de ataques cibernéticos às empresas, investir em cibersegurança é cada vez mais necessário. 

Por isso, o Web Services Security, em conjunto com as especificações WS-Policy e WS-SecurityPolicy, funcionam como forte sistema de segurança com políticas gerais de segurança estabelecidas, qualidade e confidencialidade, como, por exemplo, autenticação em tentativas de login ao sistema. 

<Confira também o post: Arquitetura de segurança: melhores práticas para proteger seus dados!/>

SOA vs Microsserviços

A SOA é um conceito da arquitetura de software com baixo acoplamento que possibilita que aplicações já existentes sejam facilmente acopladas a outras.

Já os microsserviços são uma arquitetura de software que possibilita que os núcleos de um aplicativo sejam divididos em pequenos serviços independentes que se comunicam entre si.

Abaixo, fizemos uma comparação para você entender as diferenças entre cada arquitetura:

SOAMICROSSERVIÇOS
Arquitetura usada por toda empresaUsada pela equipe de desenvolvimento para cada aplicação
Implantados manualmenteImplantados de forma automatizada
Comunicação em ESBComunicação em APIs independente da linguagem
Não possui muitos testes unitários ou de integraçãoTestes de integração fazem parte da forma do serviço
Integração com outros sistemas, serviços e aplicaçõesIndependência entre os sistemas e linguagens de programação
Possui muitas operaçõesNúmero de operações reduzidos e maior flexibilidade

Qual a melhor arquitetura para o seu negócio?

Definir qual a melhor arquitetura é uma tarefa difícil, já que depende de qual problema você quer resolver. Por isso, é importante você avaliar o seu negócio para entender qual dos dois modelos de arquitetura melhor atende às suas necessidades. 

Para tomar a sua decisão, pode considerar que a SOA é recomendada para projetos mais simples, devido a seu alto número de operações. Enquanto os Microsserviços são indicados para projetos de alta complexidade. 

Independentemente de qual escolher, se bem implementadas individualmente, ambas arquiteturas trazem inúmeros benefícios para a empresa. Além disso, você pode analisar se não é o caso de trabalhar com as duas arquiteturas de forma a variar o uso de acordo com a necessidade de cada projeto.  

A melhor forma de investir nesse ramo é buscando uma boa especialização. Por isso, a Faculdade XP é a sua maior aliada. 

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Entenda o que são arquétipos de Bartle em jogos

Gosta da área de criação de jogos e quer entender mais sobre os arquétipos de Bartle? Você está no lugar certo!

O jogo é um mundo criado, e os personagens mais desafiadores são os atrativos. Ter um personagem com motivação determinada é importante para saber onde se quer chegar.

Nesse sentido, os arquétipos de jogadores são uma ferramenta extremamente útil para o desenvolvimento de personagens em games diversos. Eles fornecem uma base para o jogador criar seu personagem, ajudando-o a compreendê-lo em como se encaixa no mundo do jogo.

E aí, bora aprender mais sobre o assunto? Entenda ao longo do conteúdo o que são os arquétipos de Bartle, tipos e o gráfico de interesse em relação ao mundo dinâmico e “virtual”. Boa leitura!

O que são arquétipos de Bartle?

Os arquétipos de Bartle são quatro tipos de jogadores de videogame, identificados pelo acadêmico Richard Bartle. Cada um desses grupos de jogadores tem suas próprias motivações e comportamentos em um jogo.

<Leia depois: saiba todas as informações para criação de um jogo />

Quem foi Richard Bartle?

Nascido em 1960, Richard Allan Bartle é um escritor, professor e pesquisador de jogos britânico, conhecido por ter sido o criador do primeiro MUD, MUD1, e autor do livro seminal sobre criação de jogos, Designing Virtual Worlds.

Ele é um dos pioneiros da indústria de MMORPG, desenvolveu um modelo de jogadores conhecidos como arquétipos de Bartle. A análise durou em torno de 16 anos.

Richard Bartle, um dos pioneiros da indústria de MMORPG. (Fonte: Medium)

Quais foram as motivações de Bartle para criar seus arquétipos?

O pesquisador de games observou que existiam alguns comportamentos e motivações que se repetiam entre os jogadores de MDU, e essa foi a razão para instituir os arquétipos.

O que é MDU e como funcionava

MUD, em inglês Multi-User Dungeon, trata-se do avô de todos os jogos multiplayer. A primeira versão foi criada em 1978 por Roy Trubshaw e Richard Bartle.

Naquela época, a primeira versão do jogo foi completamente baseada em texto, ou seja, sem gráficos e nem sons.

Quais os 4 arquétipos de Bartle?

O estudioso classifica em quatro tipos:

  • Socializadores;
  • Exploradores;
  • Conquistadores;
  • Assassinos.

Socializadores

O maior foco dos socializadores são as pessoas e o que elas falam. Tecnicamente, para o personagem o jogo é um meio para o ato de socialização com demais jogadores. Em suma, eles são os maiores comentaristas em relação ao status e motivam desafios entre os grupos.

Exploradores

Os personagens exploradores são movidos pela vontade de descobrir todas as informações sobre o jogo. Logo, querem saber desde o mapeamento geográfico e mecanismos internos diversos. Os exploradores são extremamente curiosos e querem entender os motivos de todos os desafios indicados para eles.

Os exploradores podem facilmente acumular pontos suficientes para chegar ao topo, mas na visão deles, é um sinal limitado. Eles querem viver o mundo do jogo.

Conquistadores

Para os conquistadores o objetivo é ter destaque no jogo em relação aos demais jogadores. Os conquistadores querem acumular pontos, experiências, subir de níveis ou ganhar recompensas. Tais personagens querem, por fim, obter conquistas e troféus.

O maior orgulho do personagem é o status formal na hierarquia de níveis e de como em pouco tempo levou para alcançar algo.

Assassinos

Os assassinos são movidos pelo sofrimento alheio, ou seja, só ficam satisfeitos ao realizar alguma ação que desencadeie um momento de agonia e ansiedade nos outros jogadores. Geralmente, para que se torne ganhadores precisam perder muitas vidas.

Aliás, os assassinos se orgulham de sua reputação e de suas habilidades de luta muito praticadas.

<Confira: entenda mais sobre o Metaverso />

Como esses arquétipos se relacionam com jogos

Os personagens em um jogo são importantes porque eles dão ao jogador um papel para interpretar e uma história para seguir. Sem personagens, um jogo seria apenas um conjunto de regras e mecânicas sem sentido.

É essencial entender isso, pois cada arquétipo segue uma abordagem diferente para os jogos e tem motivações diferentes. Enquanto um visa conquistar mais itens, outro visam explorar todos os cenários do jogo.

Além disso, os tipos e o gráfico são ferramentas muito úteis para mapear o perfil da base de jogadores de um MUD, um MMORPG e outros jogos online de mundo aberto.

<Veja também: a importância e as linguagens de programação />

Gráfico de interesses (MUD/Jogo)

O “gráfico de interesse” é uma estrutura de representação que pode mapear o que os jogadores acham de interesse em um MUD. Os eixos podem ser atribuídos a uma escala relativa refletindo a razão de um interesse do indivíduo entre os dois extremos que ela admite.

Confira o gráfico de interesse em relação aos arquétipos de Bartle.

Em síntese, funciona assim:

  • Conquistadores: agir no mundo;
  • Exploradores: interagir com o mundo;
  • Socializadores: interagir com jogadores;
  • Assassinos: agir com jogadores.

Carreira na área de criação de jogos

O mercado de criação de jogos no Brasil está crescendo a cada ano. Mais empresas estão investindo em produtos para o mercado brasileiro e estão cada vez mais interessadas em criar jogos inovadores e divertidos.

A indústria de games no Brasil está em constante evolução e já conta com grandes nomes do mercado internacional.

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Como se tornar Assessor de Investimentos: aprenda agora!

Se você chegou nesse artigo, provavelmente quer conhecer mais sobre como se tornar Assessor de Investimentos

Segundo uma pesquisa interna da Faculdade XP, é uma profissão que vem crescendo gradualmente no Brasil. Cerca de 5% dos investimentos brasileiros são feitos por meio de uma assessoria. 

Taxa pequena, não é? Por isso mesmo é uma profissão que tem tudo para crescer e, de fato, aqueles que estiverem mais preparados quando esse “boom” chegar, serão as referências mais bem remuneradas. 

Vamos entender como a profissão funciona? 

Como se tornar Assessor de Investimentos?

Também conhecido como Agente Autônomo de Investimentos (AAI), o Assessor de Investimentos precisa ter cadastro na Comissão de Valores Imobiliários (CVM) para atuar na profissão. 

Porém, quem deseja atuar na área precisa seguir alguns passos. Vamos a eles! 

1. Exame da ANCORD

O primeiro passo para se tornar um Assessor de Investimentos é realizar o Exame de Certificação para Agentes Autônomos de Investimento e Empregados de Instituições Financeiras que confere o Certificado de Agente Autônomo de Investimento.

A prova é eletrônica, conta com 80 questões de múltipla escolha e é aplicada pela ANCORD (Associação Nacional das Corretoras de Valores).

Quais temas são abordados na prova?

Diversos temas. Alguns deles são:

  • Atividade do Agente Autônomo de Investimento;
  • Código de Conduta do Agente Autônomo de Investimento;
  • Economia;
  • Administração de Risco;
  • Matemática Financeira;
  • Mercados Derivativos;
  • Entre outros. 

Precisa de nota específica para passar?

Sim. Para ser aprovado no teste você, candidato, precisa acertar no mínimo 70% da prova

Porém, ainda com um detalhe: precisa ter ao menos 50% de acertos em temas como Atividade do Agente Autônomo de Investimento, Código de Conduta do Agente Autônomo de Investimento, Lei nº 9.613/98, Mercado de Capitais e Derivativos. 

2. Código de Conduta

Após aprovado no exame da ANCORD, o Assessor precisa, obrigatoriamente, aderir o código de conduta dos agentes autônomos. 

3. Registro na CVM

Após ser aprovado na prova e aderir o código de conduta é finalmente chegada a hora do Assessor se registrar na Comissão de Valores Mobiliários

Após isso, ele já é considerado e listado como um Agente Autônomo de Investimentos.

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Como funciona o trabalho de Assessoria de Investimentos?

Em suma, a Assessoria de Investimentos funciona como uma equipe preparada e focada no seu futuro. 

Eles avaliam o perfil do cliente, quais são seus objetivos futuros, qual o seu tipo de planejamento financeiro e indicam investimentos compatíveis com as necessidades do investidor. 

A Assessoria de Investimentos observa tendências da economia e variações nos índices da bolsa de valores e fundos, para ajudar o cliente a montar uma carteira de investimentos de forma facilitada e rentável.

Qual a importância do Assessor de Investimentos na vida dos investidores?

Para quem está entrando no mundo do mercado financeiro ou quer ampliar o seu dinheiro, ter um profissional de Assessoria de Investimentos é importantíssimo. E explicamos o motivo!

Dinheiro aplicado no lugar certo

Ninguém quer perder dinheiro. Na realidade, uma coisa temos em comum: queremos que o nosso dinheiro se multiplique

Segundo pesquisas da B3, 40% dos brasileiros que investem ainda mantêm dinheiro na poupança. No entanto, essa ação não é viável, visto que a inflação pode alcançá-la.

Buscar outras opções de investimento é difícil, principalmente para aqueles iniciantes no mercado financeiro. Por isso, os Assessores de Investimento são tão importantes: eles sabem onde colocar o seu dinheiro conforme o seu perfil de investidor.

Individualização e atenção

Quem nunca foi ao banco e passou horas tentando falar com um gerente que precisava atender centenas de pessoas no mesmo dia? Cenas como essa são muito comuns no Brasil. 

Agora imagine colocar os seus investimentos na mão de uma pessoa que não conseguirá, definitivamente, ter tempo para te dar a atenção devida e nem fará investimentos personalizados para você? 

Complicado, não é? Mais um ponto para o Assessor de Investimentos!

Assessor de Investimentos analisa gráficos do mercado financeiro
Estudar e entender como funciona o mercado é um dos primeiros passos de como se tornar um Assessor de Investimentos.

Quem pode atuar na profissão de Assessor de Investimentos?

Qualquer pessoa interessada no universo das finanças pode atuar na área de Assessoria de Investimentos, mas precisa estudar e obter certificações para começar a trabalhar de maneira autônoma ou em instituições financeiras. 

Caso opte por ser autônomo, precisa ser certificado pela ANCORD, como já falamos no decorrer do artigo. Já na ótica daqueles que querem trabalhar em instituições financeiras como corretoras de investimentos, precisam da certificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais, a ANBIMA.

Skills para se tornar um Assessor de Investimentos

Existem algumas habilidades essenciais para que se tornar um Assessor de Investimentos de sucesso. São elas: 

1. Proatividade 

Além de se manter atualizado das constantes mudanças da economia e do mercado financeiro, o Assessor de Investimentos precisa ser proativo, visto que o trabalho de captação de clientes é vitalício nessa profissão. 

Essa ação depende, muitas vezes, única e exclusivamente do próprio assessor.

2. Boa comunicação 

Saber se comunicar é importante em todas as profissões e no caso dos assessores é essencial. 

É importante lembrar que eles mantêm um contato direto com clientes investidores e, mais do que isso, ao cuidar do dinheiro e patrimônio, os Assessores de Investimento tratam do futuro dos seus clientes

Conseguir contornar divergências e clientes difíceis com uma boa comunicação é a chave para o sucesso. 

3. Cliente no centro 

Colocar o cliente no centro da estratégia, planejamento e dia a dia do Assessor de Investimentos é o diferencial que o fará entregar valor de forma significativa.

Focar em entregar uma ótima experiência ao cliente investidor desde momento da prospecção é fundamental.

Mercado de trabalho na Assessoria de Investimentos

No final dos anos 2000 a carreira na Assessoria de Investimentos era conhecida como o futuro. Hoje, é a carreira do momento. E a tendência é crescer.

Em setembro de 2022, somavam mais de 100 vagas para Assessor de Investimentos no Brasil segundo o Google. E algumas delas em empresas de renome e referências na área como por exemplo:

Quanto ganha um Assessor de Investimentos?

Vale ressaltar que muitas pessoas têm migrado para a área da Assessoria de Investimentos pela possibilidade de empreender, assim, o céu é o limite para os ganhos de um Assessor de Investimentos autônomo. 

Segundo o Glassdoor, a média salarial mensal, no Brasil, é de R$ 3.500. O site também nos apresenta a média praticada em algumas empresas, conforme a tabela abaixo.

EmpresaSalário médio mensal
XP InvestimentosR$ 4.105,00
XP Inc.R$ 6.966,00
SantanderR$ 7.329,00
ItaúR$ 6.905,00
Salário médio do Assessor de Investimentos. Fonte: Glassdoor.

Vale a pena trabalhar nessa área e investir na carreira?

No Brasil, temos cerca de 12 mil profissionais atuando na área de Assessoria de Investimentos, enquanto nos EUA o número passa de um milhão

Em suma, tem muito potencial na área que, definitivamente, será explorada pelos brasileiros nos próximos anos. Aqueles que estiverem capacitados, ganharão o país!

Por onde começar?

Comece estudando. Entenda qual o seu perfil, veja se prefere empreender ou buscar vagas em empresas estabelecidas, estude muito economia e mercado financeiro e, após ter feito tudo isso, busque a sua certificação obrigatória.

Como se especializar na área de Assessoria de Investimentos?

Sem enrolação, nós temos uma dica de ouro para você: o MBA em Assessoria de Investimentos da Faculdade XP. Aprenda com quem realmente entende do assunto!

Em apenas 8 meses, você se tornará um profissional altamente capacitado para atuar nesse mercado de trabalho promissor e com uma das melhores remunerações da área.

Não perca tempo, pois o mercado financeiro está se expandindo rapidamente! 

O que é CDB na renda fixa? Segurança, liquidez e rentabilidade

Quer fazer seu dinheiro render mais do que na poupança? Neste artigo, explicamos a você tudo o que há para saber sobre CDB na renda fixa!

Quer conhecer o investimento preferido de 40,45% dos brasileiros? Segundo a pesquisa da FGV e da Hashdex, os títulos privados de CDB são famosos entre os investidores do país. Pensando nisso, preparamos um post para falar o que é CDB na renda fixa e, claro, como lucrar com essa estratégia.

Por ser um título versátil, o CDB pode te proporcionar segurança, liquidez e rentabilidade. Assim, você poderá escolher quais fatores são mais importantes para as suas metas. Isso porque, no tripé dos investimentos, você seleciona dois itens entre os três que citamos. 

Com isso em mente, vamos começar o post com um vídeo do InfoMoney sobre o que é CDB na renda fixa. Em seguida, continue a leitura deste artigo para ter mais detalhes sobre esses títulos populares, juntamente com três exemplos práticos. 

A partir deles, você poderá decidir entre as opções de investimentos disponíveis como, por exemplo, CDB renda fixa ou poupança. Boa leitura!

CDB é renda fixa ou variável?

CDB é um investimento de renda fixa chamado Certificado de Depósito Bancário. Aqui, estamos falando de papéis emitidos por bancos e corretoras, a fim de financiar as suas atividades financeiras. Em troca, o investidor recebe sua remuneração em forma de juros, no vencimento do título.

Aliás, o CDB é uma das primeiras opções de quem está fugindo da Poupança, mas quer continuar na renda fixa. Por falar nisso, algumas características são similares às do Tesouro Direto e das Debêntures, razão pela qual falaremos sobre isso logo adiante.

CDB renda fixa: como funciona?

Para entender o funcionamento desse título, vamos retomar o conceito da renda fixa, ok? No caso do CDB, o investidor “empresta” dinheiro ao banco ou à corretora, em troca de juros. Mas, essa retribuição acontece apenas no vencimento ou ainda no resgate antecipado.

Por isso, lembre-se de considerar o prazo da aplicação, em relação aos objetivos para o uso dos recursos:

  • curto prazo: entre seis meses e um ano;
  • médio prazo: entre dois e três anos;
  • longo prazo: acima de quatro anos.

Existem diferentes tipos de CDB?

De acordo com seus objetivos (de curto a longo prazo), você pode escolher entre diferentes tipos de CDB. Nesse ponto, vamos começar com as opções de rentabilidade:

  • prefixada: o retorno do investimento é baseado na taxa contratada, independentemente da variação do mercado;
  • pós-fixada: essa taxa é vinculada a um dos índices de referência, como os indexadores CDI e IPCA;
  • híbrida: já a taxa híbrida tem uma parte prefixada e outra pós-fixada, por exemplo: IPCA + 4% ao ano. 

O que é CDB na renda fixa - yubb

Fonte: Yubb

Além disso, o quesito liquidez é outro fator relevante, lembrando do tripé dos investimentos que citamos no começo do post:

  • liquidez diária: no curto prazo, a conversão do título em dinheiro acontece mais rapidamente, além de ter baixo risco. Nesse caso, a prioridade está na liquidez e na segurança, mas não na rentabilidade;
  • liquidez no vencimento: já em um CDB de longo prazo, os recursos ficam aplicados por cerca de cinco anos. Isto é, o investidor opta por segurança e rentabilidade mais elevada, abrindo mão da liquidez. 

O CDB tem imposto de renda?

Sim, o CDB tem imposto de renda, que é cobrado sobre o rendimento. Além disso, os CDBs também estão sujeitos à tributação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), no caso de o resgate do investimento for realizado em menos de 30 dias, como uma forma de desestimular investimentos em curto prazo em renda fixa. 

Quais são as vantagens e desvantagens do CDB?

A lista de prós e contras representa uma maneira simples de entender o que é CDB na renda fixa, não é mesmo? Contudo, algumas dessas características também variam conforme o tipo de CDB. Por exemplo, os títulos indexados à inflação são impactados pela política monetária.

Vantagens do CDB

  • Baixo risco, com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 250 mil;
  • A rentabilidade é atrativa, visto que muitos papéis rendem acima de 100% do CDI;
  • Cenários de juros altos trazem bons retornos para os CDBs pós-fixados e híbridos;
  • Operações ficam registradas na Cetip, o que traz mais segurança aos investidores;
  • O CDB com liquidez diária é uma boa opção para formar a reserva de emergência;
  • É possível diversificar a carteira com os três tipos de CDB, junto a outros produtos.

Desvantagens do CDB

  • O valor mínimo varia entre as instituições financeiras, a partir de R$ 1.000 (como a XP Investimentos);
  • A política monetária impacta o retorno do investimento nos CDBs pós ou híbridos;
  • Em resgates de curto prazo, a alíquota de Imposto de Renda (IR) chega a 22,5%;
  • Há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no resgate em até 30 dias;
  • Antes de escolher um emissor do CDB, verifique o rating (a nota de risco de crédito).

CDB ou fundo de renda fixa?

Enquanto o CDB é um ativo de renda fixa, os fundos de renda fixa são “condomínios” de investimentos. Na prática, significa que ao realizar aportes em um fundo, você comprará cotas desse fundo, recebendo seus investimentos proporcionalmente à quantidade de cotas que possui. 

Investir em CDB ou fundo de renda fixa vai depender dos seus objetivos, a quantia disponível para aportes, entre outros fatores. 

Sabendo quais são as vantagens e desvantagens do CDB, aprenda o que são fundos de renda fixa, como funcionam e tome sua decisão bem-informado. 

Como realizar aplicação em renda fixa CDB?

O Certificado de Depósito Bancário fica disponível tanto nos bancos, quanto em algumas corretoras de investimentos. Por exemplo, a XP e a Rico já fizeram campanhas em que seus CDBs pagavam 200% do CDI. Em ambos os casos, foram ações para períodos e investidores específicos, mas seus produtos continuam sendo bem vantajosos.

3 exemplos para entender o que é CDB na renda fixa

Para facilitar o entendimento do que é CDB na renda fixa, confira algumas simulações práticas. Primeiramente, verificamos os produtos de duas corretoras, com o mesmo investimento inicial de R$ 10.000, por cinco anos. Depois, ampliamos a comparação com diversas opções de prazo, liquidez, rentabilidade e afins. Todas as simulações foram feitas em setembro/2022.

1. CDB disponível na XP Investimentos

Na XP, o CDB propicia uma rentabilidade acima da poupança, podendo até dobrar o valor. Dessa forma, se você estiver entre CDB renda fixa ou poupança, a primeira opção parece ser a mais vantajosa. Assim, confira a simulação feita no site da corretora: 

Simulação de rendimento do CDB disponível na XP (última barra), comparando com outras modalidades de investimentos. 

2. CDB da corretora Rico

Na Rico, o valor mínimo para aplicar no CDB é R$ 10.000, que é justamente o que foi usado na simulação. Confira!

Simulação de rendimento de diferentes CDBs da Rico, comparando com a poupança. 

3. Comparador de renda fixa do InfoMoney

Agora que você já viu duas simulações específicas, vamos ampliar ainda mais a base de comparação. Por meio da ferramenta do InfoMoney, a proposta é avaliar o desempenho de vários títulos, para entender melhor o que é CDB na renda fixa.

Simulação de rendimento de diferentes CDBs realizado pela ferramenta do site InfoMoney em 21/9/2022. 

Como declarar aplicações de renda fixa no CDB?

Para declarar suas aplicações CDB renda fixa no imposto de renda (IR), há dois caminhos que vão depender se os seus títulos estão sob custódia (ou seja, se você ainda os tem) ou se já foram resgatados. Não se preocupe! Explicamos, em seguida, como fazer em cada um dos casos. 

Se os seus títulos CDB estiverem sob custódia, você deve: 

  • no programa oficial da declaração do IR, abrir a ficha de “Bens e Direitos”;
  • clicar em “Novo” para cadastrar uma nova aplicação ou em “Editar” para atualizar informações anteriores;
  • escolher o grupo “04 – Aplicações e Investimentos” e o código “02 – Títulos públicos e privados sujeitos à tributação“;
  • indicar se a aplicação está vinculada ao seu CPF ou no de um dependente seu (como filhos, por exemplo);
  • inserir o CNPJ do banco ou corretora, de acordo com seu informe de rendimentos. Depois, descrever o tipo de renda fixa, o nome da instituição financeira/empresa emissora e CNPJ, e número da conta. Se a conta for conjunta, inserir o nome completo e CPF do co-titular no campo “Discriminação”;
  • preencher os campos “Situação em 31/12/2021” e “Situação em 31/12/2022” com os valores descritos no informe de rendimentos.
  • confirmar e repetir o processo com outros títulos de renda fixa, como CDB, LC, RDB e Tesouro Direto.

Já se os seus investimentos em CDB tiverem sido resgatados ou, no ano-calendário da declaração, o título expirou, é preciso declarar os rendimentos recebidos, mesmo o tributo já tendo sido pago. Confira, abaixo, como fazer:

  • abra a ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” e clique em “Novo”;
  • insira o código “06 – Rendimentos de aplicações financeiras“;
  • escolha se os rendimentos são do titular ou do dependente;
  • insira o nome e o CNPJ da fonte pagadora (nome do banco ou instituição financeira que possui a custódia do título) e o valor líquido do rendimento recebido;
  • confirme e repita a operação até preencher todos os rendimentos recebidos.

Enfim, esperamos que você tenha finalizado a leitura deste post sabendo mais sobre o que é CDB na renda fixa. Mas, se quiser aprofundar seus conhecimentos no universo dos investimentos, a Faculdade XP pode ajudar! Oferecemos cursos livres sobre diversos temas relacionados, como este sobre Renda Fixa: ganhos com baixo risco

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Phishing: o que é e como se proteger dele?

Você provavelmente já viu um phishing acontecendo ou até mesmo foi vítima de um, mas não sabia que esse era o nome dado a esta ação criminosa. 

Nos manter protegidos na internet é um desafio, visto que a quantidade de informações que compartilhamos, muitas vezes inconscientemente, que são extremamente valiosas e íntimas são vistas por pessoas que, nem sempre, mantêm boa índole. 

Por isso, todo cuidado é pouco!

Hoje aprenderemos mais sobre o que é phishing e como nos mantermos protegidos dele. Vamos lá?

O que é phishing?

Conhecido como um dos golpes mais populares da internet, o phishing é um ataque à identidade online, que resulta na coleta de informações privadas das vítimas.

É um tipo de ataque cibernético que, resumidamente, funciona seguindo os passos a seguir:

  1. Disfarce: os autores tomam posse da identidade de alguma pessoa ou empresa que a vítima confie: pode ser o melhor amigo, a mãe, o banco ou até mesmo uma marca famosa;
  2. Envio do conteúdo criminoso: pode ser através de uma mensagem, um e-mail ou um SMS com links, onde o conteúdo visa levar a vítima à sites fraudulentos; 
  3. Coleta de informações: através de softwares malfeitores presentes nesses sites, os autores do phishing conseguem coletar as informações que quiserem sobre as vítimas.

Com esses dados valiosos, que podem ser senhas, números de contas bancárias, fotos e arquivos pessoais, os criminosos conseguem, como se diz popularmente, “pintar e bordar” com o nome da vítima e às custas dela. 

Compras podem ser feitas no cartão, novas ações fraudulentas, exposição de arquivos confidenciais na internet e assim sucessivamente: os autores do phishing não têm limites.

Como surgiu e evoluiu o phishing?

Há quem questione e acredite que o phishing nasceu com as redes sociais, mas honestamente e de forma resumida, a resposta é não. 

Hoje, o phishing é mais obscuro e poderoso do que antigamente, mas o termo começou a ser utilizado no fim da década de 90.

Ele foi criado por hackers criminosos que roubavam contas da America Online e, pouco tempo depois, o termo começou a se popularizar após ser citado na mídia. 

O nome faz referência ao termo “isca” já que, o golpe funciona como uma isca para peixes

Cibercriminoso aguardando uma vítima cair no golpe de phishing
Todas as pessoas que utilizam internet já estiveram diante das armadilhas para cair em um phishing.

Tipos de phishing

Em uma coisa precisamos concordar: os cibercriminosos que praticam o phishing são criativos. Eles usam diversas formas para conseguir atacar pessoas e roubar as suas informações.

Chegou a hora de conhecermos 5 tipos de phishing:

1. Smishing

É o phishing realizado pelo SMS

Você provavelmente já recebeu algum SMS dizendo que você tinha uma grande dívida que precisa ser quitada ou que você ganhou um carro em um sorteio que nem lembra de ter participado e precisa clicar em um link para ter mais informações: isso é um exemplo claro do que é o smishing.

2. Blind Phishing

É o rei do phishing: o mais usado entre os cibercriminosos

Um email é disparado para diversas pessoas com os links fraudulentos. Uma característica forte do blind phishing é que ele não conta com estratégia e planejamento, ficam apenas à espera que as vítimas caiam no jogo.

3. Clone Phishing

Neste tipo de ataque, sites são clonados. Assim, a vítima entra no site acreditando estar no original, põe as suas informações e depois é direcionado para o site original sem nem perceber que passou pelo golpe.

4. Whaling

Aqui, os cibercriminosos estão caçando as “baleias”, por isso o nome whaling, que vem de whale, que significa ‘baleia’ em inglês. 

Essas baleias, aqui, nada mais são que pessoas ricas, personalidades, presidentes de corporações e grandes empresários.

5. Vishing

É o phishing realizado através de mecanismos de voz.

Podem vir tanto por ligações de voz, quanto relacionados com o smishing: o SMS chega dizendo que a vítima tem uma dívida e precisa ligar para um número específico para resolver o problema. Assim, ao ligar, os criminosos conseguem captar informações e aplicar o golpe.

Principais armadilhas virtuais de phishing

Tá pensando que os tipos de phishing eram o suficiente para os cibercriminosos? Não, não e não! É maior do que pensamos.

É aí, que entram as armadilhas virtuais: ações muito comuns no nosso dia a dia. Apresentamos três delas: 

1. Fake News

Se você é brasileiro e/ou vive nesse país há uma década, sabe exatamente do que estamos falando. 

As fake news são usadas para manipular opiniões públicas e são compostas por conteúdos sensacionalistas usados para levar usuários para páginas determinadas por eles e visualizar informações não verídicas.

2. Publicidade duvidosa

Você já recebeu algum aviso no seu celular te induzindo a fazer o download de um aplicativo ou pedindo para clicar em um link malicioso? Esses são dois exemplos da armadilha virtual do phishing: chamsdo de publicidade duvidosa.

Segundo o dfndr lab, o maior laboratório de segurança da América Latina, em 2017 foram mais de 60 milhões de detecções nesta armadilha. 

3. Perfis falsos

Focadas em espalhar notícias falsas ou golpes de estelionato os perfis falsos, essas contas, principalmente as do WhatsApp, segundo a Exame, são tendências de fraudes para 2022.

Como é feito o phishing?

Como já citamos no começo do artigo, mas de maneira resumida, o phishing segue algumas etapas. Agora, entraremos mais a fundo nelas.

  1. Planejamento: nesta etapa, são decididas as vítimas e qual o objetivo do golpe;
  2. Preparação: momento nos quais os conteúdos criminosos são criados;
  3. Ataque: envio das mensagens;
  4. Coleta: é feita a coleta de dados obtidos no ataque;
  5. Fraude: tem início quando o cibercriminoso usa os dados da vítima;
  6. Pós-ataque: na etapa final o cracker elimina as evidências do crime.

Como identificar um ataque phishing?

Agora que você já sabe o que é phishing e os principais tipos de iscas e armadilhas lançadas vamos ao que interessa: a identificação de um ataque.

Separamos algumas dicas para você

  • Suspeite de tudo: se a mensagem que você recebeu for de alguém que normalmente não tem contato, mantenha a atenção e evite clicar em links;
  • Observe o conteúdo da mensagem: se for muito assustadora e te pressionar a fazer algo simples, questione-se e não tome ações precipitadas;
  • Cuidado com os anexos: eles podem estar cheios de malwares;
  • Tenha atenção: observe os endereços de e-mail e se os links são seguros e saudáveis, normalmente mais “limpos”. 

O que fazer se sofrer um golpe de phishing?

Primeiro, reporte o crime para as autoridades e, assim que fizer isso, desconecte todos os seus dispositivos, faça o download de anti-malwares e mude todas as suas senhas. 

Não trate o phishing como algo simples ou brincadeira, essa ação é criminosa e pode trazer muitos prejuízos

Como evitar o ataque phishing?

Foque em cibersegurança. Se te pediram dados confidenciais, sempre observe se a URL da página inicia com HTTP ou HTTPS, se iniciar com a última opção, provavelmente o site é seguro

Além disso, se achar que um site não é seguro, procure o certificado digital do mesmo, nunca clique em links presentes em e-mails enviados por pessoas que você não conhece e não confia e jamais envie dados confidenciais por e-mail

E, sem dúvidas, tenha algum software de segurança anti-malware nos seus dispositivos. Eles irão te ajudar muito na proteção ao phishing.

Se tem interesse em proteger pessoas desse tipo de ataque cibernético, então a Especialização em Segurança Cibernética da Faculdade XP foi feita para você. Não perca tempo e se torne referência em análises de risco e segurança cibernética.