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Como funciona a bolsa de valores: o que é, tipos de ativos e como investir?

A bolsa de valores é um ambiente de negociação em que investidores compram e vendem ativos financeiros representados por títulos de empresas com capital público, misto ou privado. 

Muita gente conhece a bolsa como o local de compra e venda de ações, entretanto entre os ativos que podem ser negociados estão:

  • Ações, 
  • Derivativos de ações,
  • Títulos de renda fixa, 
  • Títulos públicos federais,
  • Derivativos financeiros,
  • Moedas à vista,
  • Commodities agropecuárias.

O que significa B3? 

Entender o que é B3 é bastante simples. B3 é a Bolsa de Valores oficial do Brasil, sediada na cidade de São Paulo. 

No País , desde março de 2000, existe apenas uma bolsa de valores, a BM&FBovespa (ou B3) sediada em São Paulo. Ela é a maior da América Latina. Entretanto, em outros países, como os Estados Unidos existem duas: NYSE e NASDAQ.

Independentemente do número de bolsas dentro de cada região, o objetivo delas é o mesmo: é reunir negociações financeiras e garantir um ambiente seguro e organizado para investidores.

Outro valor importante das bolsas de valores é a transparência. Exatamente por isso que qualquer pessoa pode acessar as informações das transações que foram realizadas. 

Como funciona a bolsa de valores?

Entendido o que é bolsa de vamos seguimos para a compreensão sobre como ela funciona. 

A bolsa de valores reúne quem deseja vender ativos e quem deseja comprar esses ativos como forma de investimento, em busca de rentabilidade. 

Se uma empresa decide abrir seu capital e disponibilizar ações para que possam ser compradas, deve se registrar como companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pedir permissão para ser listada na bolsa de valores. 

Ou seja, deve solicitar autorização para ter suas ações disponibilizadas e negociadas. 

Isso quer dizer que empresas que desejam disponibilizar ações devem, obrigatoriamente, disponibilizar suas ações por meio da bolsa de valores. 

Na outra ponta, alguém que decide comprar uma ação também deve se direcionar até a bolsa e escolher seus ativos, a partir de uma corretora.

A bolsa de valores funciona como um mercado que reúne fornecedores (empresas com ações disponíveis) e consumidores (pessoas que desejam comprar as ações disponibilizadas).

Aqui surge um ponto importante: a primeira coisa que você deve entender ao planejar fazer aplicações na bolsa é que pessoas físicas não são autorizadas a negociar. Por isso, é fundamental se cadastrar  em um corretora como a Rico ou a XP Investimentos

É por meio delas que você poderá aplicar , negociar ativos, comprar e vender ações e mais. 

Outra informação relevante  é que grande parte dos pregões, atualmente, ocorre de forma eletrônica.. 

Isso quer dizer que aquela imagem clássica de homens engravatados, gritando ao telefone, não reflete mais a realidade do mercado. 

No pregão eletrônico as negociações de compra e venda são atualizadas automaticamente pela internet. 

Como funciona o mercado de ações? Mercado primário e mercado secundário

Afinal, o que é mercado primário e mercado secundário e o que isso têm  a ver com o funcionamento do mercado de ações? 

O mercado de ações engloba dois tipos de mercado:

  • primário, 
  • secundário. 

Mercado primário

Assim que uma empresa é listada no mercado de ações ela tem seus títulos negociados no mercado primário. Isso indica que é a primeira vez que esses ativos estão disponíveis. O investidor compra os títulos diretamente da empresa e se torna um tipo de sócio da empresa. 

Para colocar as ações da empresa disponíveis na B3, a empresa deve fazer um IPO (Initial Public Offering ou Oferta Pública Inicial). Na prática, é quando as companhias  colocam as ações disponíveis para ofertas públicas, ou para a compra. 

Esse movimento do mercado primário ajuda a delimitar uma relação de oferta e demanda pelos títulos.

Ao vender os títulos no mercado primário, as empresas recebem os aportes feitos pelos investidores. 

Ou seja, o valor pago por uma ação  é direcionado para a própria organização.

Esse é o principal motivo de uma empresa disponibilizar ações no mercado: receber capital de investimento para suas operações

Mercado secundário

Depois de ser negociada no mercado primário, as ações só serão negociadas novamente no mercado secundário. 

Ou seja, depois de comprar uma ação no mercado primário, o investidor que quiser vender suas ações só poderá realizar essa transação no mercado secundário. 

Imagine que comprou    ações no mercado primário e que esses ativos valorizaram.  Logo, você prevê que o preço delas irá cair nos próximos dias. Diante desse cenário,  você opta por vender suas ações. Essa negociação será feita no mercado secundário. 

Como investidor primário você lança uma ordem de venda com um valor que deseja obter pelas ações, usando a corretora de valores. Essa ordem é enviada à bolsa de valores.

Um segundo investidor interessado em comprar a ação, por acreditar em sua valorização futura, envia uma ordem de compra, com o valor que está disposto a pagar por ela. Isso também acontece com o intermédio da corretora. 

Quando a ordem de compra e venda chega à bolsa com o mesmo valor, a negociação é concluída e as ações passam a ser de propriedade do investidor que optou por comprá-las.

Já o capital investido na compra da ação é direcionado ao investidor que vendeu a ação, e não mais à companhia que inicialmente disponibilizou o título. 

Toda essa negociação entre investidores é feita no mercado secundário, assim como todas as futuras negociações de compra e venda.

Para o investidor todas essas movimentações são realizadas dentro do home broker, nome dado aos sistemas das corretoras que fazem o processamento de compra e venda das ações. 

E é importante deixar claro que esse processo que parece ser lento e demorado é, na verdade, bastante rápido e automático, conectando quem deseja comprar com quem deseja vender suas ações. 

[EXTRA] Mercado de balcão

O mercado de balcão é um ambiente descentralizado de negociação de títulos. É nele em que ocorrem a compra e venda de ativos que não são negociados na bolsa de valores. Ou seja, ele funciona como um mercado paralelo.

Essas operações também são registradas pela CVM, mas as condições de compra e venda não precisam ser divulgadas com tanta transparência.

Essas transações podem ocorrer por telefone, e-mail e por um canal eletrônico.

mercado da bolsa de valores funcionando na prática
No Brasil, a única bolsa de valores do país, B3, é considerada a maior da América Latina

Quais os ativos que são negociados na bolsa de valores?

Entendido como funciona a bolsa de valores, seguimos para a lista de ativos que podem ser negociados dentro dela. Muita gente acredita que apenas as ações podem ser compradas e vendidas dentro da B3, mas isso não é verdade. 

Entre os ativos que podem ser negociados na bolsa de valores estão:

  1. Ações
  2. Opções de ações
  3. Contratos futuros
  4. Fundos de investimento
  5. Fundos de índices (ETF)

1. Ações

Ao longo deste artigo falamos muito sobre ações. Elas representam uma parte significativa do funcionamento da bolsa de valores e são ativos que devem ser considerados pelos investidores que desejam iniciar aplicações de renda variável.

Os títulos de renda variável não possuem um retorno previsível e nem conhecido previamente. Por isso recebem este nome. 

Ao  aplicar nas ações de uma empresa, o investidor pode obter lucro a partir da compra e venda dos títulos, mas também a partir de dividendos que algumas empresas pagam aos seus sócios/acionistas. 

Esses dividendos de ações representam parte do lucro que a companhia teve no período e que é repartido com seus acionistas. 

É por isso que ter ações de algumas empresas consolidadas e muito lucrativas é uma boa forma de investimento para quem deseja viver de renda. 

2. Opções de ações

As opções são um tipo de contrato que dá ao seu titular o direito de comprar ou de vender um ativo por um valor determinado em uma data específica, no futuro.

São uma categoria  de derivativo em que o preço de uma opção “deriva” do preço do ativo ao qual está atrelada.

Quando negociadas pela B3, as opções possuem características padronizadas e têm data de vencimento estipuladas. Resumindo, no mercado de opções são negociados contratos futuros. 

Entretanto, além de negociadas na B3, as opções também podem ser negociadas no mercado de balcão, sobre o qual falamos acima. 

Estamos falando de um tipo de ativo mais complexo do que as ações e que exigem um pouco mais de conhecimento sobre o mercado. Contudo , é uma opção que pode trazer bastante lucro. 

Para que você acelere o seu conhecimento sobre o mercado de opções e como funciona a bolsa de valores para esse ativo, leia o artigo,Mercado de opções: o que é, vantagens e riscos”.  

3. Contratos futuros

Falamos brevemente sobre mercado futuro ao citarmos opções como ativo negociado na bolsa de valores. Porém, as opções não são os únicos títulos que podem ser negociados desta forma. 

Os contratos futuros também são derivativos, mas são criados com base em outros produtos do mercado financeiro. 

As commodities, como café, milho e soja são produtos muito negociados no mercado futuro. 

Outros produtos que também representam grande parte das aplicações neste tipo de ativo são: petróleo, boi e até o dólar.

A grande vantagem desse modelo de investimento é que ele visa proteger o investidor contra as oscilações de preços do mercado. 

O mercado futuro padroniza o valor de um produto na bolsa de valores, evitando que as oscilações de preço prejudiquem compradores e vendedores. 

Se você faz o investimento em café, por exemplo, o contrato futuro garante uma transição equilibrada em que o preço de compra e venda não será um inviabilizante para a transação. 

< Leia mais em: Saiba como investir no mercado futuro e adquirir renda no tempo certo />

4. Fundos de investimento

Os fundos de investimento são formados por vários investidores que se reúnem para realizar seus aportes financeiros. 

Eles são uma opção muito cômoda para quem investe, porque ao entrar em um fundo você conta com um gestor profissional para cuidar das aplicações que serão realizadas pelo fundo. 

Esses fundos reúnem diferentes investidores e diferentes tipos de aplicação, montando uma carteira diversificada. 

Existem fundos de investimento de renda fixa, multimercado, ações e mais. E é possível fazer um fundo com um pouco de cada tipo de aplicação. 

Entretanto, existem regras relacionadas ao montante de cada ativo, dentro de cada tipo de fundo. 

Por exemplo, fundos de renda fixa devem possuir pelo menos 80% dos ativos da carteira alocados em renda fixa. 

Para fazer esse tipo de aplicação dentro da B3 você também deve usar a sua corretora e buscar pelos fundos de investimento que ela oferece. 

5. Fundos de índices (ETF)

Fundos de índices (ETF), ou “Exchange Traded Funds”, também representam cotas de um fundo de investimento, entretanto, esse fundo é referenciado a algum índice, também conhecido como valor econômico. 

Como são ativos negociados na bolsa de valores mais complexos, vamos deixar que o vídeo abaixo aprofunde o conteúdo com você e explique o que são os ETFs e porque são opções de investimento interessantes. 

Quais são os riscos e as vantagens de investir na bolsa de valores? 

Dentro das explicações sobre como funciona a bolsa de valores, uma questão é sempre muito levantada: afinal, quais são os riscos e os benefícios de investir na B3?

Alguns dos riscos que o investidor precisa considerar ao investir na bolsa de valores, entre eles a possibilidade de uma ação desvalorizar e não voltar a valorizar dentro do período que você deseja. 

Além disso, o mercado de ações é fortemente influenciado pelo o que acontece no mercado, podendo variar negativamente em momentos de instabilidade.

Sem dúvida um dos maiores riscos, entretanto, é a pressa e a falta de conhecimento. Como estamos falando de um tipo de investimento de renda variável, é preciso ter cuidado ao escolher onde aplicar seu capital. 

Entre as práticas necessárias estão:

  • aprender como avaliar muito o mercado, 
  • entender como analisar os gráficos,
  • definir seus objetivos, 
  • saber identificar os melhores momentos de vender e comprar ações e mais. 

Ao dominar as metodologias de investimento e entender o mercado, suas chances de ganhar são muito altas.

Daí surgem os benefícios deste investimento que incluem alta liquidez (você pode vender uma ação e receber o dinheiro imediatamente) e alta rentabilidade.

Além disso, também estamos falando de um tipo de investimento que paga dividendos, permitindo que você aproveite a lucratividade oferecida pelo ativo sem precisar vender seus títulos.   

O que é ganho de capital? Como declarar os impostos?

Ao pesquisar sobre as suas obrigações com o fisco, provavelmente já te passou pela cabeça: “o que é ganho de capital?”. Este conceito, muitas vezes confundido com a ideia de juros, está relacionado à diferença entre o custo de venda de um produto e seu custo de aquisição. 

Para driblar problemas fiscais, cabe a você, investidor, conhecer o conceito e saber como declarar o valor para a Receita Federal, arcando com os impostos cabíveis. 

Continue a leitura para entender com detalhes o que é ganho de capital e quais os passos necessários para cumprir as obrigações tributárias relacionadas a estes montantes.

O que é ganho de capital?

No site da Receita Federal, encontramos a definição de ganho de capital como sendo “a diferença positiva entre o valor de alienação (venda, por exemplo) de bens ou direitos e o respectivo custo de aquisição (compra, por exemplo)”. 

A partir desta classificação, podemos entender, então, que o conceito representa o lucro obtido a partir de operações de vendas de imóveis, automóveis e até ações. 

Ganho de capital x juros: tem diferença? 

É comum que haja alguma confusão entre os conceitos de ganho de capital e juros. No entanto, há diferenças substanciais entre os dois, as quais pontuamos a seguir.

Enquanto os juros funcionam como um tipo de remuneração ao credor pelo tempo em que ele abdicou da liquidez de determinada quantia de dinheiro, os ganhos de capital funcionam de maneira diferente. 

Ele tem relação com a obtenção de bens e imóveis e, acima de tudo, é um conceito tangível, facilmente calculado. Enquanto os juros variam sob diferentes índices e taxas referenciais, o ganho de capital tem, como base, a relação exclusiva entre o preço de compra x o preço de venda. 

Por exemplo, ao comprar um imóvel por R$150 mil e vendê-lo por R$250 mil, o ganho de capital é equivalente a R$100 mil. 

Como calcular o ganho de capital?

No tópico anterior, você descobriu o que é ganho de capital e viu como é simples estruturar seu cálculo. 

Além de ajudar a entender o valor da transação, o cálculo do ganho de capital também ajuda a ficar em dia com o fisco. Isso porque, pessoas físicas que tenham ganhos dessa natureza devem apurar e pagar imposto de renda sobre eles. 

Para calcular o ganho, basta realizar a relação entre o valor de venda e o valor de compra de um produto ou ativo. 

Como pagar ganho de capital? 

O caminho para entender como pagar o imposto devido pelo ganho de capital é simples. Basta acessar o portal do Governo do Brasil e seguir o passo a passo, que leva ao programa Ganhos de Capital. 

Por meio do serviço, é possível inserir informações sobre as transações realizadas, apurar o valor do imposto, emitir a guia DARF e pagar o imposto incidente sobre o ganho de capital. 

Além disso, é importante considerar que a alíquota de pagamento é calculada segundo uma tabela predefinida. Ou seja, mesmo antes de emitir sua guia, você já pode projetar o valor do imposto devido.  

Veja a tabela de alíquotas sobre Ganhos de Capital vigentes no IR 2022: 

Ganho de capital Alíquota aplicada
Até 5 milhões10%
De 5 a 10 milhões17,5%
De 10 a 30 milhões20%
Acima de 30 milhões22,5%
Fonte: LEI Nº 13259

No caso de ganhos de capital sobre ativos financeiros, como ações de investimento, a porcentagem de tributação varia de acordo com a situação. 

Em operações de Day Trade, por exemplo, a alíquota cobrada equivale a 20%. Já em ações com ganhos convencionais, a porcentagem é de 15%. 

É importante salientar, porém, que, caso a movimentação mensal das ações não atinja o valor de R$20 mil, você, investidor, fica isento da contribuição com o IR. 

Exemplo prático

Suponhamos que você tenha um imóvel, comprado há 5 anos pelo valor de R$450.000. No ano passado, você realizou sua venda pelo valor de R$600.000. 

Isso significa que o ganho foi de R$150.000, e que, portanto, o imposto incidente sobre a movimentação será equivalente a 15%. 

Como declarar impostos relacionados ao ganho de capital de pessoa física? 

Mas afinal, como declarar impostos relacionados ao ganho de capital de pessoa física? A seguir, algumas informações importantes. 

Isenção de imposto de renda sobre ganho de capital

Mesmo sabendo o que é ganho de capital, a obrigatoriedade do pagamento de tributos pode gerar algumas dúvidas. Para te ajudar a eliminá-las, aqui vai uma lista dos casos em que há isenção de IR sobre este tipo de ganho:

  • Venda de um único imóvel por valor menor que R$ 440.000,00 (desde que não tenham sido efetuadas alienações de outros imóveis até 5 anos antes);
  • Vendas de imóveis comprados até o ano de 1969;
  • Vendas de bens imóveis com recursos utilizados para a aquisição de outro imóvel residencial (desde que a operação seja feita em até 180 dias após a alienação).

Como pagar imposto sobre o ganho de capital? 

Se você não se enquadra em nenhuma das condições acima descritas, terá de pagar os impostos sobre seus ganhos. E isso deve ser feito logo após a transação, obedecendo a um prazo máximo de 180 dias e seguindo as orientações dadas anteriormente neste artigo. 

Como declarar ganho de capital no IR?

Mesmo emitindo a guia DARF e efetuando o pagamento do  imposto no prazo de 180 dias, é preciso apresentar a transação realizada na declaração do Imposto de Renda

Dessa forma, qualquer atividade de compra e venda precisa constar na lista de movimentações do ano-calendário, assegurando, assim, o cumprimento de todas as normas fiscais.

Quer ler mais sobre imposto de renda? Veja nossa seleção de artigos sobre o tema

Agora você já sabe o que é ganho de capital e como calcular o valor adquirido e a alíquota devida ao Imposto de Renda. 

Sabemos que este é um assunto complexo, e que gera dúvidas, sobretudo para investidores que optam por produtos variados, como a renda variável.

Para te ajudar a se orientar, preparamos uma lista de leituras com alguns de nossos conteúdos sobre o tema: 

Como calcular o Imposto de Renda em operações Day Trade?

Declaração de LCI no Imposto de Renda

Como declarar renda variável no Imposto de Renda?

TUTORIAL: Como preencher e pagar o DARF Renda Variável?

*Créditos da imagem de capa: Scott Graham em Unsplash

CNPI: saiba como receber o certificado e se tornar um analista de investimentos

Em primeiro lugar, tirar CNPI não é simplesmente ter um certificado em mãos, e sim, provar a qualificação de um profissional voltado ao mercado de investimentos. Logo, a certificação credencia o analista de investimento a recomendar aplicações a terceiros.

No entanto, para exercer a profissão, é preciso passar por um exame realizado pela Apimec. Com isso, é possível trabalhar no mercado de capitais, analisando e indicando ativos.

Se este é o seu propósito, leia o nosso artigo até o fim, pois aqui vamos explicar como se tornar um analista CNPI. Continue com a gente!

O que é CNPI?

O CNPI (Certificação Nacional do Profissional de Investimento) é uma documentação direcionada a pessoas que trabalham com análise de investimento no Brasil.

Implementada pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais), a certificação visa fortalecer a competência dos profissionais ligados ao mercado financeiro. Por essa razão, ela é obrigatória para todos que atuam como analistas de valores mobiliários.

CNPI: para que serve?

O CNPI possibilita que o analista seja visto com profissionalismo no mercado de investimentos. Com a obtenção do registro, ele pode recomendar uma variedade de papéis, inclusive os da bolsa de valores

Além disso, com o selo CNPI, os profissionais são submetidos a um código de ética de conduta para que possam exercer o trabalho. 

Onde o analista CNPI pode atuar?

O analista de valores mobiliários pode indicar ativos na bolsa de valores, como ações, fundos imobiliários, ETFs, entre outros.

Para isso, ele deve ter conhecimento sobre as oscilações do mercado, usar a análise fundamentalista das empresas para entender como reagem no dia a dia, avaliando seu poder de crescimento e os aspectos econômicos.

Ao tirar CNPI, as principais funções de um analista é recomendar valores mobiliários, montagem de relatórios e análise de investimentos. Além disso, ele tem como habilidades:

  • administrar recursos e riquezas;
  • vender e operar no Mercado de Capitais;
  • analisar e realizar consultoria na área de finanças e de valores mobiliários;
  • prestar atendimento a instituições oferecendo serviços para captar recursos;
  • relacionar-se com investidores.

A área é tão abrangente que existem instituições como corretoras de valores, bancos de investimentos e casas de análises financeiras que buscam profissionais desse gabarito. Até consultoria autônoma é um campo bastante desejado.

Como funciona o CNPI?

Criada pela Apimec em parceria com a ACIIA (Association of Certified International Investment Analyst), a certificação qualifica os profissionais que atuam com análise de valores mobiliários, como vimos anteriormente. Assim, eles aconselham sobre os principais ativos financeiros a novos e experientes investidores.

No entanto, é fundamental ser aprovado no exame do CNPI, realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). E, por isso, o profissional deve rigorosamente respeitar as normas descritas no Código de Conduta da Apimec, como, por exemplo:

  • manter o compromisso de buscar informações idôneas para serem utilizadas em análises;
  • cumprir as instruções e nomas emitidas pela CVM;
  • buscar o aprimoramento técnico, entre outros

Isso significa que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia vinculada ao Ministério da Economia, deve fiscalizar e organizar o mercado de valores mobiliários no Brasil, a fim de que não sejam descumpridas as regras estabelecidas. Caso contrário, o analista será punido pela Apimec.

Quais são as categorias do analista de investimento?

Em suma, existem três categorias para a certificação, por isso, o profissional deve decidir por qual delas antes de prestar o exame.

CNPI

Direcionada a trabalhar como analista fundamentalista, o profissional deve ser aprovado no exame CB (Conteúdo Brasileiro) e no CG1 (Conteúdo Global 1). Assim, ele terá direito de analisar os ativos, identificando se estão caros ou baratos, por meio de dados financeiros das companhias listadas na B3.

CNPI-T

Aqui o foco é a formação de analista técnico, mas, para isso, é necessário ser aprovado no exame CB e CT1 (Conteúdo Técnico 1).

Logo, o profissional poderá recomendar o tipo de investimento mais adequado aos clientes, a partir da leitura de gráficos, além de analisar o seu perfil de investidor, gerenciar riscos e criar estratégias durante as operações.

CNPI-P

A categoria mais completa visa formar um analista pleno (fundamentalista + técnico), que será habilitado para atuar tanto na escola fundamentalista quanto na técnica.

Para isso, ele deve ser aprovado em todos os testes aplicados: Conteúdo Brasileiro, Conteúdo Global 1 e Conteúdo Técnico 1.

O que estudar para as provas CNPI?

Após as categorias, vamos descobrir quais são os conteúdos que caem nas provas CNPI, considerando que todas têm, duas horas de duração e 60 questões de múltipla escolha.

CB – Conteúdo Brasileiro

Disciplinas:

  • Sistema Financeiro Nacional;
  • Mercado de Capitais, de Renda Fixa, de Derivativos;
  • Conceitos Econômicos;
  • Conduta e Relacionamento;
  • Governança Corporativa;
  • Relações com Investidores;
  • Sustentabilidade.

 CG1 – Conteúdo Global 1

 Disciplinas:

  • Análise e Avaliação de Ações e Finanças Corporativas;
  • Contabilidade Financeira e Análise de Relatórios Financeiros.

CT1 – Conteúdo Técnico 1

Disciplinas:

  • Fundamentos de Análise Técnica;
  • Teoria de Dow;
  • Conceito de Tendência;
  • Figuras Gráficas;
  • Teoria das Ondas de Elliott;
  • Padrões de Candlestick;
  • Indicadores;
  • Gerenciamento de Risco;
  • Estratégias Operacionais;
  • Trading Systems.

Obs.: O candidato tem um prazo de 12 meses, a partir da data da realização do primeiro exame em que foi aprovado, para concluir o próximo teste.

Isso significa que não precisa seguir uma ordem para realizar os exames. No entanto, caso o candidato perca seu prazo de 12 meses, precisará inscrever-se novamente e ser aprovado nos exames já realizados.

Como se tornar analista CNPI?

Algumas regras são fundamentais para se tornar analista CNPI. Vamos explicar uma por uma:

Ter nível superior

A primeira condição é ter nível superior completo em qualquer área reconhecida pelo MEC. Vale ressaltar que o comprovante de ensino superior completo solicitado deve ser apresentado somente no momento do credenciamento.

Isto é, o candidato pode se aprofundar nos estudos para tirar boas notas sem ter o diploma em mãos, desde que complete a graduação em até 24 meses (12 meses para finalizar os exames + 12 meses para requerer o certificado).

Fazer a inscrição

O próximo passo para tirar CNPI é realizar a inscrição dos exames. Como vimos, existem três provas, mas agora trazemos o número mínimo de questões que devem ser respondidas corretamente.

  • Conteúdo Brasileiro: no mínimo 40 questões certas;
  • Conteúdo Global 1: no mínimo 40 questões certas, mas em cada módulo o candidato deve acertar pelo menos 50%;
  • Conteúdo Técnico 1: no mínimo 40 questões certas.

A Apimec divulga o resultado do exame em duas etapas:

  • Resultado provisório: disponível no fim do exame, com possibilidade de alteração até a divulgação do resultado definitivo;
  • Resultado definitivo: publicado no site da FGV em até cinco dias úteis após a realização das provas com o índice de aproveitamento do candidato.

Custo da prova

A taxa para realizar a inscrição na prova do CNPI varia entre R$457 e R$762, diferindo para associados e não associados. Lembrando que esses são os valores para realizar cada etapa da certificação.

Além do mais, os profissionais são submetidos a exames de reciclagem, com valores que podem ficar entre R$375 a R$510. Essa exigência acontece porque as certificações têm validade de cinco anos da data da solicitação.

Dessa maneira, antes do vencimento da certificação, o profissional deve escolher entre dois modelos de educação:

  • aprovação em Exame de Reciclagem;
  • manutenção da certificação por meio de créditos com atividades válidas, como reuniões presenciais de trabalho.

Além disso, fica a cargo do profissional o custeio da manutenção da certificação por meio do pagamento trimestral à Apimec de uma taxa de R$239. 

Um ponto importante é que os profissionais certificados, porém não credenciados (aqueles que não exercem a função de analista de valores mobiliários) devem atualizar anualmente os dados cadastrais e pagar a taxa.

Caso contrário, a situação fica pendente e ele será proibido de usar a identificação de CNPI até regularizar sua situação. 

Por outro lado, os analistas licenciados são isentos dos pagamentos de taxas e outros requisitos de manutenção do CNPI.

Enfim, como tirar CNPI?

Resumindo, para o candidato tirar CNPI e receber a certificação, ele deve:

  • cadastrar-se no site da APICEM, pagar o boleto e agendar a prova;
  • passar na prova da APIMEC, principalmente no exame de Conteúdo Brasileiro, fundamental para ser uma analista técnico ou fundamentalista;
  • ser aprovado em uma segunda durante os próximos 12 meses

Outras observações:

  • os exames são distribuídos nos Centros de Testes da FGV, em todo território nacional;
  • para solicitar a emissão do certificado, é necessário acessar o site do Apimec no campo Certificação/Credenciamento;
  • após a publicação dos profissionais certificados, o documento estará disponível para download no site. OBS: vale frisar que o aprovado tem um ano para requerer o certificado CNPI.

Como ser um analista de investimentos?

Para se tornar um profissional qualificado e requisitado no mercado de investimentos é necessário tirar o certificado CNPI, afinal, a documentação comprova a veracidade do seu esforço e conhecimento. 

Mas para chegar a esse patamar, é necessário passar por um caminho que vem desde entender o conceito dos investimentos até criar as primeiras operações. E nisso, muitos investidores iniciantes se perdem por não aprender o básico. 

Nesse ponto, é indicado fazer um curso específico que mostre as informações sobre o mercado de investimentos, altos e baixos, e ensine na prática a criar operações. 

Por isso, invista no curso Tudo o que Aprendi em 12 anos de Day Trade. Fundado por André Moraes, analista de investimentos da Rico, ele mostra como ingressou no mercado como trader e virou analista. É um material fascinante e servirá como inspiração para você!

Inscreva-se agora e mude a sua vida. 

Campanha de um curso online sobre "Tudo que aprendi em 12 anos de day trade" da Faculdade XP School.

Programação Funcional: o que é e como funciona?

Quando o assunto é a área da tecnologia da informação são diversos os conceitos, softwares e ações que podem ser utilizados, principalmente na área de desenvolvimento. Um dos conceitos muito presentes no dia a dia dos desenvolvedores é o de programação funcional. Você já ouviu falar?

Se você é da área da tecnologia, sabe que é um dos paradigmas existentes no desenvolvimento de sistemas e que possibilita muitas oportunidades aos programadores.

Neste artigo você vai descobrir em detalhes o que é a programação funcional, suas principais características e importâncias, quais os conceitos regem sua execução, além das principais vantagens de se ter no seu cotidiano. Confira!

O que é programação funcional?

É um processo na construção de um software de desenvolvimento que utiliza composições puras, evita compartilhamento dos estados, bem como seus dados mutáveis ou qualquer efeito colateral.

Numa linguagem mais simples, é um conceito de paradigma de programação que dita como é que vamos resolver um problema, ou seja, como é que vamos usar um código.

Tem como característica ser declarativa, ao invés de imperativa. Essa diferenciação você vai entender mais adiante no conteúdo.

Então, podemos dizer que o paradigma na programação é a organização do código e de todas as suas ferramentas como funções e variáveis, diferente dos outros paradigmas de desenvolvimento existentes, como a programação orientada a objetos, a programação imperativa ou programação estruturada.

Na orientação a objetos as funções e os dados serão modelados pensando em entidades do mundo real, com características e comportamentos espelhados de objetos. Já na imperativa, há uma sequência de passos simples com o objetivo único de resolver um problema específico.

O paradigma funcional não dita diretamente o código e suas responsabilidades, ele divide todo o processo de transformação de dados em funções complementares, que fazem, cada uma de uma vez, parte do processamento para resolver o problema.

Assim, tem como conceito principal as funções, mas enxerga essas funções como abstrações.

Pensando num conceito matemático de funções, ou seja, tem um esquema muito complexo para resolver e abstrair isso em funções, e então ele absorve dados e devolve dados.

Portanto, pode-se simplificar dizendo que um código de paradigma funcional possui múltiplas funções, que trabalham de forma unificada para a resolução de um problema.

Principais conceitos de programação funcional

Entendendo o conceito de programação funcional, pode ser gerada uma confusão a respeito das definições existentes para seus processos de compreensão e execução.

Por isso, confira abaixo os principais conceitos relacionados a esse processo e os demais paradigmas de desenvolvimento de sistemas.

Composição de Função

É quando você tem uma série de instruções que vão ser chamadas no mesmo dado.

Imagina que você tem uma lista e quer fazer um mapeamento dessa lista para realizar um filtro, e depois você quer fazer a soma de todos esses dados. Você pode compor as chamadas funções para executar várias operações no mesmo dado.

Portanto, é possível criar uma nova função através da composição de outras.

Funções Puras

É uma função que, seja quantas vezes você a chamar ou incluir diferentes parâmetros, o resultado sempre será o mesmo.

Portanto, ela tem como característica não alterar nenhum estado fora dela, e também sem ter efeitos colaterais. Basicamente é uma função que recebe dois parâmetros e devolve a soma deles.

Imutabilidade

Quando uma função ou dado não pode ser alterado. Então, uma função não altera os dados que ela recebe, ela devolve com um novo valor que precisa ser realizado.

Efeito Colateral

Significa toda interação da função com o mundo externo, o que fazemos o no dia a dia e que nem sempre podemos prever resultados, como:

  • Acessar banco de dados;
  • Realizar chamadas assíncronas,
  • Alterar propriedades de objetos entre outras tarefas.

Estado Compartilhado

Quer dizer qualquer valor que está acessível por mais de um ponto de uma aplicação, ou seja, ele está sendo consumido por várias ramificações, como um compartilhamento.

Programação imperativa X declarativa

Numa programação imperativa você vai escrever na linha exatamente o que o programa deve fazer e, assim, ele vai executar como um roteiro.

Já na declarativa, você não manda o computador executar. Simplesmente basta dizer o que você precisa que ele faça, o resultado que deseja chegar e ele por conta própria vai decidir o melhor caminho. Um exemplo de paradigma declarativo é o SQL.

Essas são as principais diferenças entre imperativa e declarativa. É muito comum aprender a programar de forma imperativa, onde mandamos alguém fazer algo. Só que a declarativa é muito mais ágil e dependendo do seu desejo pode contribuir para o resultado de uma forma melhor.

Na programação funcional tentamos programar de forma declarativa, onde declaramos o que desejamos, sem explicitar como será feito.

Quais são as vantagens da programação funcional?

Agora que você já sabe o que é a programação funcional e a definição dos principais conceitos que englobam essa temática, deve estar se perguntando: mas esse tipo de paradigma vale a pena mesmo?

Se você perguntasse a algumas pessoas programadoras mais experientes elas diriam que sim, pois ajuda nos processos de trabalho. Como? Por que usam a programação funcional para aplicar, na prática, alguns pensamentos matemáticos. No entanto, isso vai além!

Normalmente, o código em programação funcional tende a ser mais curto e objetivo do que os de outros tipos de paradigma. Além disso, ele facilita a manutenção do código e suas eventuais mudanças, sendo mais simples adicionar testes e isolar uma função para fazer análises e corrigir falhas.

Outra vantagem é que, por ser baseado em funções matemáticas, o paradigma funcional induz o uso do conceito de imutabilidade.

Para quem já programa e está acostumado com outro paradigma, o caminho para aprender a pensar nesse modelo pode ser um desafio. Mas, se você está começando agora, pode ser uma ótima ideia iniciar pela programação funcional.

Um exemplo que deu certo foi o Nubank. Quando ele surgiu em 2013, buscou-se tecnologias que ajudassem a atingir as metas do negócio, ao mesmo tempo que mantivesse a eficiência e escalasse de forma segura e sustentável.

Naquele momento, o paradigma funcional foi uma das melhores opções para os desafios apresentados, principalmente devido ao princípio de imutabilidade, pois em uma instituição financeira isso se torna importante dado o tamanho de registro de todas as informações.

Assim, conseguiram usar as vantagens da programação funcional para construir soluções que devolvem às pessoas o controle sobre o seu dinheiro.

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Como comprar Ibovespa? Principais ações para negociar

O índice Ibovespa é um dos principais da Bolsa de Valores do Brasil (B3). É com ele que acionistas e investidores de outros ativos da bolsa se preocupam ao aplicar sua renda, pois ele demonstra como “anda” o mercado. 

É comum ler ou ouvir alguma notícia que fale sobre o índice Bovespa. Mas, você sabe o que ele é? E mais: tem como comprar Ibovespa?

Há muitos detalhes que envolvem o índice e também as maneiras de como comprar ações Ibovespa. Para te ajudar a entendê-los, preparamos este conteúdo que pode servir como um guia sobre o assunto.

Ficou curioso? Continue a leitura e saiba tudo sobre como comprar no índice Bovespa!

O que é Ibovespa?

Ibovespa ou simplesmente IBOV é o principal índice da B3. Criado em 1968, ele serve como um medidor do andamento das ações negociadas no ambiente da bolsa.

Essa mensuração é feita a partir de uma carteira teórica onde estão um grupo de ações com o melhor desempenho na B3. Ou seja, a queda ou aumento do índice Ibovespa depende do andamento dessas ações e, principalmente, das que possuem um percentual maior de importância dentro da carteira. 

Ficou confuso? Imagine a seguinte situação:

Hoje a ação da Vale representa mais de 10% de participação na carteira teórica do IBOV, portanto se ela sofrer uma queda ou alta muito brusca irá impactar bastante no índice. Independentemente se ações de menor expressão obtiverem alta. 

Isso não significa que as ações de menor expressão não possuam importância dentro da carteira. Usando a situação acima, a queda do índice seria bem maior caso as de menor expressão não obtivessem alta. 

A queda ou alta de uma ação é impactada diretamente por fatores macroeconômicos. Veja no vídeo abaixo como acontece essa relação. Aperte o play!

Requisitos para compor o Ibovespa

Antes de entrarmos de fato nas dicas de como comprar no Ibovespa, é preciso entender o que faz uma ação entrar na carteira teórica do IBOV. 

Como comentamos anteriormente, não são todas as ações que fazem parte desse restrito grupo. Para fazer parte dele é preciso cumprir alguns requisitos, como:

  • ter boa liquidez;
  • possuir, pelo menos, 85% de grau do Índice de Negociabilidade, ou grau de negociação, em um ano;
  • também em um ano, a ação precisa estar presente em 95% dos pregões;
  • volume financeiro de no mínimo 0,1% no mercado à vista nos últimos três anos;
  • não possuir cotação abaixo de um real.

Dito isto, o impacto das ações pode mudar conforme as variações do mercado. No dia 18/05/2022 as 10 ações com maior impacto na carteira IBOV são: 

  1. Vale (14,83%);
  2. Petrobras – PETR4 (7,69%);
  3. Itaú Unibanco (5,95%);
  4. Bradesco (5,07%);
  5. Petrobras – PTR3 (5,03%);
  6. B3 (3,51%);
  7. Ambev S/A (3,18%);
  8. Brasil (2,55%);
  9. JBS (2,28%);
  10. Itau S.A (2,17%);

É importante citar que há mudanças nas ações que fazem parte da carteira teórica. Ela acontece a cada três meses (janeiro, maio e setembro). Portanto, caso queira entender como comprar no índice Bovespa é preciso estar atento a lista de composição da carteira.

Como comprar Ibovespa? 3 maneiras de investir com o índice

Antes de seguirmos com o aprendizado de como comprar no índice Bovespa, é preciso deixar claro que ele não é um ativo onde você aplica para tê-lo em sua carteira de investimentos. Como já explicamos, ele é um índice de desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil. 

No entanto, é possível aplicar em produtos negociados na B3 e ligados ao índice IBOV. São três as opções de investimentos:

  • ETFs;
  • Contratos do mercado futuro;
  • Fundos de ações Ibovespa.

Veja abaixo como comprar Ibovespa com cada uma dessas opções de investimentos.

ETFs

A primeira opção é investir em Exchange Traded Funds (ETF), ou fundos de índice. Existem diversos ETFs que podem ser investidos na bolsa, mas para aplicar nos que possuem o índice Ibovespa como referência tem quatro opções disponíveis.

  • BOVV11;
  • BOVA11;
  • BOVB11;
  • XBOV11.

Para investir em alguns desses ETFs é preciso sempre estar atento à variação do índice. 

Contratos do mercado futuro

Outra maneira de comprar ativos que se baseiam no índice Bovespa é investir em contratos ou minicontratos de índice do mercado futuro. Esse mercado funciona fora do ambiente da B3, e é necessário muito estudo e atenção ao investir nele. 

Para investir em um contrato futuro de índice IBOV, é preciso acompanhar a variação do índice Ibovespa. E, a partir disso, fazer uma análise de prospecção de qual será a pontuação do índice ao término do contrato. 

>>> Quer entender mais sobre como funciona o mercado futuro? Leia o post “Mercado a termo e mercado futuro: o que é + diferenças”.

Fundos de ações Ibovespa

A última das opções para investir com base no Ibovespa são os fundos de ações. O funcionamento é semelhante aos ETFs, mas com a diferença de que nos fundos de ações Ibovespa o gestor tende a ser mais agressivo.

Portanto, caso seja um investidor mais arrojado essa pode ser uma opção mais interessante pois está mais disposto a correr riscos para um melhor resultado.

Como comprar ações do Ibovespa? Passo a passo completo

1. Estude o mercado

O primeiro passo para entender como comprar ações do Ibovespa que façam sentido para os seus objetivos é conhecer como funciona o mercado de ações. Para isso, estudo o mercado, a volatilidade dos ativos e também os modelos de investimento.

2. Escolha uma corretora

Entendendo um pouco mais do mercado acionário, chegou a hora de escolher uma corretora para começar a investir. Todo investimento na bolsa de valores é necessário que se tenha o intermédio de uma instituição financeira. 

Existem várias corretoras no mercado para os mais variados tipos de perfis de investidor. Nós recomendados três, são elas:

  • XP Investimentos;
  • Rico;
  • Clear corretora;

>>> Leia também: Como escolher uma boa corretora de investimentos? Passo a passo detalhado!

3. Abra sua conta

Corretora escolhida agora é só abrir sua conta nela! É importante seguir os passos solicitados pela corretora, como: preenchimento de cadastro e informação de dados pessoais.

4. Transfira o dinheiro

Com a conta aberta, transfira o dinheiro inicial que quer investir em uma das ações do Ibovespa. Seja consciente e responsável nesta etapa e invista a quantia que separou para esse objetivo.

Para não ter problemas com as suas finanças, é importante saber como classificar gastos pessoais. Assim, você terá um maior controle de todo o dinheiro que entra e o que sai.

5. Aplique em uma das ações do Ibovespa

A última etapa para entender como comprar ações do Ibovespa é a de escolha. Confira a listagem da carteira teórica, analise cada uma das ações e decida em qual delas quer aplicar. 

Para começar a investir, basta acessar a plataforma da corretora, entrar no Home Broker e pesquisar a sigla do ativo que quer aplicar. Por exemplo, caso queira investir na Vale basta colocar na busca o código VALE3. 

Tenha um guia para chamar de seu!

Agora que já entendeu como comprar Ibovespa e também como investir nas ações que estão na carteira IBOV, o que acha de ter o conhecimento sobre a bolsa de valores sempre à mão? 

A Faculdade XP School também pode te ajudar nisso! Com o Guia da Bolsa para Investidores, sempre que a dúvida surgir você terá um companheiro ao seu lado.

Ele é totalmente gratuito e conta com informações de qualidade sobre conceitos e práticas para investir sem medo na bolsa de valores. O que está esperando? Clique no banner aqui embaixo e tenha agora mesmo seu guia para investir com propriedade!

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Juros de previdência privada: saiba quanto rende esse investimento

Os anos vão passando e a preocupação com o futuro tende a aparecer mais frequentemente, não é mesmo? Nesses casos, pode ser que você comece a pesquisar sobre os juros de previdência privada e  também sobre a rentabilidade desse investimento.

Se essa é a sua situação, hoje é seu dia de sorte!  

Neste conteúdo, iremos te apresentar os tipos de previdência privada, como ela funciona, o percentual de rendimento e as taxas que precisam ser pagas. 

Ficou curioso? Continue a leitura e elimine todas as suas dúvidas!

O que é previdência privada?

A previdência privada pode ser entendida, basicamente, como um meio de ter aposentadoria sem depender exclusivamente da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Existem algumas diferenças entre a aposentadoria pública e a privada.

A principal é que a previdência privada funciona como um investimento. Ou seja, há diversos planos, maneiras de resgate, juros e taxas. 

É preciso muita atenção para escolher o plano que mais combine com seus objetivos de longo ou médio prazo. Além disso, é fundamental estar atento às instituições que de fato podem oferecer o serviço de previdência privada.

O setor é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Portanto, só comece sua previdência privada em instituições fiscalizadas pelo órgão. 

Tipos de previdência

Agora que você já sabe o que é previdência privada, é importante citar também que existem tipificações dela. Entender sobre cada uma delas será essencial para decidir qual plano mais se encaixa com seu objetivo e, além disso, compreender de maneira mais eficaz acerca dos juros de previdência privada.

>>> Vale a pena investir em previdência privada? Conheça as vantagens deste produto!

É válido ressaltar também que independentemente do plano de previdência escolhido, você precisa decidir se o pagamento será vitalício ou por um período. Quando é vitalício, você recebe uma quantia mensalmente pelo resto da vida, com base no que foi investido. 

Dito isto, quais são os tipos de previdência? Existem dois, são eles:

  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL);
  • Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Entenda mais sobre cada um deles a seguir.

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre 

O primeiro tipo de previdência é mais indicado para as pessoas que possuem uma renda maior ou que façam a declaração do Imposto de Renda completa. O motivo é que todo o valor aplicado na previdência pode reduzir a taxa de IR que precisará pagar. 

Mas é preciso atenção redobrada no PGBL. O motivo é que a restituição do IR só acontecerá se o valor representar até 12% da renda bruta anual. Além disso, ao sacar o montante o IR irá taxar em cima do total e não apenas do rendimento do período.

VGBL – Plano Vida Gerador de Benefício Livre

No caso do VGBL , ele não é abatido no IR e, por esse motivo, é mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou para as pessoas que não precisam fazê-la. Além disso, ao sacar o dinheiro, a taxação do IR acontece em cima do rendimento que ficou aplicado.

Ou seja, caso tenha um saque de 800 mil reais e desse valor 300 mil é de rendimento, o IR irá taxar em cima apenas do último valor. 

Quer entender melhor como funcionam os juros de previdência privada e as taxas que precisam ser pagas? Continue a leitura que explicaremos também esses detalhes.

Como funcionam os juros de previdência privada?

É sempre importante lembrar que a previdência privada funciona como um tipo de investimento. Portanto, como todo investimento seja ele de renda fixa ou variada, a previdência privada rende juros.

Para saber o percentual de juros de previdência privada que irá incidir sobre o investimento é preciso decidir qual plano mais se encaixa com o seu perfil. Como assim? 

Por ser feito com o intermédio de uma instituição, terá uma pessoa administrando sua conta e investindo nos fundos que mais valem a pena para os seus objetivos. Portanto, é preciso deixar claro algumas questões:

  • preferência por fundos de renda fixa ou variável;
  • seu perfil de investidor;
  • prazo do plano (médio ou longo).

A partir disso, o administrador terá uma noção maior de quais fundos investir. Mas, você pode estar se perguntando:

“A previdência privada rende juros de quantos por cento?”

Caso decida pelos fundos de renda fixa, como os CDBs, o rendimento tem como base o percentual do CDI. Já nos fundos de renda variável, como as ações, o percentual é avaliado conforme a movimentação do mercado.

>>> Leia também: O que é CDI? Veja como funcionam os investimentos atrelados a ele!

Taxas e tributação da previdência privada

Nem só de juros vivem os investimentos nos fundos de previdência privada. As taxas também fazem parte desse processo, são elas:

  • taxa de carregamento;
  • taxa de administração;
  • taxa de resgate;
  • imposto de renda.

Veja os detalhes de cada uma abaixo.

Taxa de carregamento

Todo valor depositado na previdência é cobrado a taxa de carregamento, ou taxa de entrada. Ela serve para suprir os custos operacionais da instituição. No entanto, algumas empresas já possibilitam o investimento em fundos sem precisar pagar essa taxa, portanto pesquise por essas, para que evite uma das taxas.

Taxa de administração

Para manter o plano ativo, as instituições cobram anualmente a taxa de administração. É uma maneira de remunerar a empresa pelo serviço que presta por monitorar e administrar os fundos de previdência.

Taxa de resgate

Funciona como a taxa de carregamento mas, ao invés de ser cobrada na entrada, a taxação acontece ao retirar o dinheiro. Esse valor é decidido ao assinar o contrato, no início do processo. Atenção também a essa taxa, pois muitos fundos de investimentos não a utilizam mais. 

Imposto de renda

Além das taxas, existe também a tributação do Imposto de Renda. Ela pode acontecer de duas maneiras, no modelo progressivo ou regressivo.

IR regressivo

Neste modelo a tributação acontece seguindo a tabela regressiva do IR. Portanto, quanto mais tempo demorar para sacar o dinheiro da previdência, menos irá pagar de IR. Veja a tabela abaixo.

Tabela do Imposto de Renda regressivo.

IR progressivo

Este modelo de tributação é mais indicado para quem não tem um objetivo de longo prazo. O motivo é que o percentual incide sobre o valor, e quanto maior mais será cobrado. Confira a tabela abaixo seguindo o rendimento mensal.

Tabela do Imposto de Renda progressivo.

É importante lembrar que todas essas taxas e modelos de tributação do IR irão impactar diretamente nos rendimentos do seu investimento. Portanto, para além de entender qual o percentual do juros de previdência privada esteja muito atento às taxações. 

Que tal ir além dos juros de previdência privada? 

Agora que já entendeu tudo sobre o que é e como funcionam os juros de previdência privada, assim como a rentabilidade desse investimento, o que acha de potencializar seu aprendizado sobre suas finanças?

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O que são LCI e LCA? Saiba como funciona cada tipo de investimento

Investimentos ligados ao setor imobiliário e ao agronegócio possuem três características fundamentais: rentabilidade, juros baixos e são assegurados pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Somente por essas razões é importante entender o que são LCI e LCA

Nos últimos anos, as letras de crédito têm se tornado cada vez mais acessíveis ao investidor. Para se ter uma ideia, de acordo com a B3, a quantidade de investidores em LCA subiu 17% até o primeiro semestre de 2022, chegando a marca de 10,4 milhões de pessoas

Especialistas acreditam que a alta da Selic, isenção do Imposto de Renda e riscos baixos são os principais motivos para aplicar em LCI e LCA.

Então, isso quer dizer que vale a pena investir nessas modalidades? Saiba a partir de agora o que são LCI e LCA e como funcionam?

Boa leitura!!

O que são LCI e LCA?

LCI e LCA investimentos de renda fixa isentos de Imposto de Renda, que, inclusive, costumam garantir retornos consideravelmente superiores aos da caderneta de poupança.

Eles são muito similares aos CDBs emitidos pelos bancos, no sentido de que quem compra esses papéis “empresta” dinheiro para uma instituição financeira.

Em troca, o investidor recebe remuneração, os famosos juros, dentro do período em que mantiver esses recursos aplicados. Embora tenham segmentos diferentes, não há diferença física entre investir em LCI e LCA, a não ser o lastro do papel.

Mesmo assim, vamos entender seus conceitos. 

O que é LCI?

Letras de Crédito Imobiliário são um título de renda fixa que financia o ramo imobiliário. Elas são emitidas por instituições que possuem carteiras de crédito imobiliário em seu portfólio. 

>>> Leia mais: O que é aplicação LCI? Quando vale a pena investir?

O que é LCA?

Letras de Crédito de Agronegócio são um modelo de investimento que consiste em emprestar recursos a uma instituição para custear operações no setor agrícola. Elas são empréstimos concedidos a produtores rurais ou cooperativas.

>>> Aprenda também: Quanto rende a LCA?: Saiba como investir

Como funcionam a LCI e a LCA?

Para que compreenda de forma mais clara como funcionam a LCI e a LCA, vamos às suas principais características.

Rentabilidade

A remuneração aos investidores desses papéis pode ser tanto prefixada quanto pós-fixada e até atrelada à variação da inflação (híbrida).

  • Prefixadas: o investidor recebe uma taxa de juros definida já no momento da aplicação, podendo ser de 5% ou 7% ao ano, por exemplo. Com isso, é possível calcular a remuneração que ele obterá até o vencimento do papel;
  • Pós-fixadas: aqui o investidor conhece de antemão o indicador que servirá de referência para a remuneração da LCI ou da LCA, e o mais comum é a taxa do CDI. Assim, o retorno da aplicação segue a prática das variações do indicador;
  • Atreladas à inflação: nesse caso, a remuneração tem uma parcela prefixada e outra pós-fixada – ou seja, híbrida. Os casos mais comuns são aqueles em que o papel assegura uma taxa de juros mais a variação da inflação – medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Liquidez

Na média, ambas são consideradas investimentos de liquidez inferior a de outros produtos de renda fixa.

Ou seja, é mais difícil transformar os papéis em dinheiro novamente quando for resgatar os recursos, o que significa que não dá para sacar a qualquer momento.

Para quem observa atentamente as letras, o primeiro item de atenção é o prazo de carência, já que elas precisam obedecer a um período mínimo de investimento, determinado por regulação do CMN (Conselho Monetário Nacional).

Nas LCIs, o prazo mínimo é usualmente de 90 dias, valendo para as letras pré e pós-fixadas.

Porém, esse prazo pode ser maior quando a remuneração do título estiver atrelada a um índice de preços. Isto é, 12 meses em caso da atualização do título for anual, e 36 meses se for mensal. 

Referindo-se às LCAs o caso é semelhante, já que os prazos também são de 90 dias para as pré e pós-fixadas, e de 12 meses para as letras atualizadas todo ano por um índice de preços.

Além da carência, os investidores devem considerar a possibilidade de resgatar as letras antes do vencimento. Isso porque existem LCIs e LCAs com liquidez diária após cumprido o período mínimo de aplicação, o que quer dizer que o resgate pode ser feito a qualquer momento.

Mas há também letras que só permitem o resgate na data do vencimento do papel, que costuma variar de um a três anos.

Risco

Quem compra esses papéis fica exposto ao risco geral da própria instituição financeira que os emitiu. Então, se o banco apresenta qualquer problema de liquidez, mesmo que não diretamente relacionado ao lastro das letras, os investidores também sentirão o impacto.

Enquanto isso, a vantagem fica por conta do fato de que tanto as letras imobiliárias quanto as do agronegócio são cobertas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Isso significa que, no caso de a instituição financeira quebrar, o investidor recebe de volta até R$250 mil do valor aplicado.

Tributação e taxas

Tanto as LCIs quanto as LCAs são isentas de Imposto de Renda. Isso quer dizer que a rentabilidade obtida já é líquida, ou seja, não haverá novos descontos.

>>> Veja também: Como calcular a rentabilidade de LCI?

Vantagens LCI e LCA  

Juros baixos

Como grande parte dos investimentos, ainda mais em tempos de juros baixos, alternativas como as LCIs e LCAs podem ser instrumentos interessantes para qualquer investidor. Isso porque elas podem ser emitidas por instituições de diferentes portes com diferentes segmentos de atuação.

Garantia FGC

Com essa gama de variações, os investidores conseguem diversificar a carteira, contando com a garantia do FGC.

Segurança

LCi e LCA são investimentos de baixo risco e não perdem nada para a Poupança. A segurança se justifica por conta da cobertura do FGC até o limite de R$250 mil por CPF ou CNPJ. 

Desvantagens LCI e LCA

Vencimentos de curto prazo

O único ponto negativo em relação à LCI e à LCA é o pouco tempo para quem precisa ter o dinheiro em mãos. O investimento em LCIs ou LCAs pode se revelar um problema, já que há carências e os vencimentos não são, geralmente, muito curtos.

Além do mais, quem busca investimentos a longo prazo, também não é muito simples encontrar letras de crédito com vencimentos distantes.

Saiba com a especialista em investimentos, Clara Sodré, qual é o melhor momento para investir em LCI e LCA. Para isso, basta apertar o play! 

LCI e LCA vale a pena?

Pode-se dizer que o investimento em LCA e LCI vale a pena devido à sua gama de facilidades, mas também por oferecer taxas reduzidas e isenção do Imposto de Renda.

As baixas ou inexistentes taxas tornam os títulos mais rentáveis do que outras aplicações, fazendo com que o investidor conquiste mais dinheiro.

Vale ressaltar que LCI e LCA são mais indicados para investidores de perfil conservador ou moderado, já que são investimentos com baixa oscilação, isto é, quem assume esses títulos irão se deparar com pouca volatilidade do mercado.

Por fim, LCI e LCA tendem a gerar carteiras diversificadas, ótima fórmula para proteger o patrimônio e preservar bons rendimentos.

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O que é ETF? Saiba como funciona o fundo de índice

Aplicar o dinheiro na bolsa de valores com pouco risco e ter uma carteira diversificada define o que é ETF. Neste caso, o investidor pode fazer sua aplicação e conquistar boas rentabilidades.

De forma resumida, ETF representa um grupo de ações de empresas montado de acordo com algum índice, como o Ibovespa, por exemplo.

Ou seja, ETF é um fundo composto por cotas que replicam o comportamento das ações pertencentes a um índice, rentabilizando conforme sua variação. Tal índice acaba apresentando as “ações trends” (em tendência) de acordo com diferentes critérios, como:

  • as mais negociadas;
  • as de maior liquidez;
  • as com maior potencial de valorização;
  • as de maior distribuição de dividendos;

E afins.

Mas, de fato, o que é ETF? Neste artigo vamos tirar essa dúvida, mostrar vantagens e desvantagens, e analisar por que pode ser uma ótima alternativa de investimento. Continue com a gente!

O que é ETF?

ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de investimento que aplica recursos em vários tipos de ações negociadas na bolsa de valores.

Supomos que você compre ações de uma grande empresa, desse modo, é possível administrar esse investimento da sua maneira, acompanhando o resultado e tomando decisões, como definir o momento mais adequado para vendê-las.

Ao investir em ETF, você supervisiona o desempenho dos investimentos por meio de um índice de referência, como o Ibovespa. No entanto, quem administra as aplicações é o gestor do fundo, um profissional especializado para a compra ou venda de ativos.

Por isso, é importante analisar se este tipo de investimento é adequado para o seu perfil, já que possivelmente você não domina as transações, ficando a cargo de um gestor. Nesse caso, é válido pesquisar mais detalhes antes de escolher ETF e ouvir a opinião de profissionais que conhecem o mercado.

>>> Aprenda mais: Ibovespa: o que é composto e saiba como calcular

Como funciona um ETF?

A primeira dica é entender o tipo de índice, como o Bovespa, por exemplo, pois por ser composto de ações, ele reflete o desempenho do mercado em geral.

Ou seja, quando o índice se valoriza, o mercado financeiro acompanha esse movimento. O desempenho também pode ser reverso: a desvalorização do índice reflete na queda do mercado. 

Tratando-se do Índice Bovespa, caso o investidor queira se dedicar às empresas integradas a ele, deve-se então entrar no site da bolsa de Valores, analisar a composição da carteira de investimentos e adquirir individualmente os papéis que fazem parte do índice.

É por isso que o ETF facilita essa transação, pois o gestor compra as ações e negocia cotas do fundo. Dessa maneira, se você aplicar em todas as ações do Ibovespa, deve apenas comprar cotas de um ETF composto pelas mesmas empresas do índice.

Logo, investir em ETF pode ser uma saída interessante.

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ETF: diferença entre fundos e ações

Recapitulando… ETF é um fundo formado por ações de empresas que fazem parte de um índice, de acordo com diferentes critérios.

Porém, ETF não é nem um fundo, nem uma ação, e sim, um fundo negociado como ação.

Como fundo, o investidor compra cotas (cada fundo com um mínimo de cotas exigido) de um grupo de diversas ações, replicando o índice escolhido.

Como ação, o investidor pode comprar e vender um ETF a qualquer momento do dia – por meio de um home broker (plataforma de investimentos) – ,inclusive é possível fazer operações day trade com um ETF.

Assim como os fundos, os ETFs são administrados por um gestor que toma as decisões para aumentar a rentabilidade do fundo.

Quais são os tipos de ETFs?

ETFs de Índice

Como o próprio nome sugere, usa como base um índice de referência pertencente a uma carteira teórica, visando investir o patrimônio dos cotistas e do fundo.

ETFs de Renda Fixa

Os ETFs de renda fixa são fundos negociados em bolsa que refletem as variações e rentabilidade de índices de renda fixa compostas por títulos públicos ou privados.

ETFs de Commodities

São fundos de índice atrelados a empresas dos setores de minério de ferro, petróleo, ouro e outros metais valiosos, além de combustíveis fósseis.

ETFs de renda variável

Também chamados de ETFs de ações, os de renda variável são fundos negociados em Bolsa formados por ações que representam um índice de referência reconhecido pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

>>> Leia também: Saiba como montar uma carteira diversificada de investimentos

ETF: vantagens e desvantagens

Vantagens

Simplicidade 

Comprar e vender ETFs pode ser tão simples quanto negociar uma ação individual na Bolsa. Paga-se uma taxa de corretagem em cada operação e acompanham-se as cotações por meio dos dados divulgados diariamente pela B3.

O desempenho do ETF reflete a média da performance de todas as ações ou outros papéis incluídos nele.

Essa parte é considerada uma vantagem muito grande para quem não possui muito tempo para montar e monitorar uma carteira de ações.

Diversificação 

O ETF oferece a possibilidade para o investidor de aplicar em muitos ativos de uma vez só, apenas comprando as cotas do fundo.

Assim, mesmo que o investidor tenha poucos recursos financeiros, ele pode investir com riscos reduzidos. 

Facilidade de balanceamento

Os índices de referência do mercado costumam ter a sua composição atualizada periodicamente.

Na maioria das vezes, quem quer manter uma carteira ligada a esses indicadores precisa ajustar a participação de cada carteira de acordo com as atualizações, o que necessita de tempo para acompanhar as novidades do mercado. 

Tratando-se dos ETFs, os gestores fazem os ajustes necessários na carteira sempre que a composição dos índices de referência dos fundos é alterada.

Usos variados

Como os ETFs são valores mobiliários listados na bolsa, eles podem ser usados pelos investidores como margem para realizar outras operações no pregão – aliás, uma possibilidade que não existe com os fundos tradicionais.

Além disso, a versatilidade dos ETFs possibilita que sejam usados também em operações de aluguel.

Desse modo, os investidores que compram os fundos de índices com o objetivo de mantê-los na carteira a longo prazo podem obter uma renda extra.

Desvantagens

Análise superficial

Quando um investidor compra um ETF, normalmente ele não avalia uma empresa em sua totalidade, uma vez que a visão é quase sempre setorial, ou seja, sem uma análise aprofundada.

Com base nisso, o investidor pode adquirir algumas companhias de baixa performance. Por isso é fundamental o auxílio de um gestor.

Custos

O alto custo é uma das desvantagens do ETF, pois para efetivar as transações, o investidor deve arcar com custos adicionais, como a taxa de administração. Isso porque um ETF nada mais é que um fundo, exigindo custos referentes ao posicionamento.

Vale a pena investir em ETFs? Confira o vídeo e saiba qual é o momento certo.

ETF: como se aprofundar neste modelo de investimento?

Após saber o que é ETF, você pode perceber que há grandes possibilidades de rentabilidade com esse tipo de investimento.

Um ponto importante é que você conta com um gestor especializado para planejar suas transações, o que é interessante, mas que pode deixá-lo com dúvidas sobre o processo de aplicação.

Por isso, vale a pena se aprofundar no assunto e, assim, entender o processo de transação realizado pelo profissional contratado.

Pensando nisso, indicamos o curso Renda Fixa: ganhos com baixo risco, da Faculdade XP School, onde você terá uma visão mais detalhada sobre ETF de renda fixa e, assim, encontrar oportunidades incríveis de investimento.

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Entenda o que é educação financeira e conheça 4 dicas para  implementá-la

Compreender o que é educação financeira não significa  virar um especialista de juros compostos ou saber fazer contas complicadas. Na realidade, esse conhecimento tem muito mais relação com uma mudança de postura que traz reflexos extremamente positivos para o seu dia a dia.

Afinal, é por meio dela que o cidadão passa a ter autonomia sobre suas finanças e aprende a utilizar o dinheiro como um recurso provedor de paz e realização, não como um fator que gera dor de cabeça e ansiedade. 

Porém, infelizmente, esse segundo quadro ainda é predominante no nosso país. Por exemplo, cerca de 73% dos brasileiros não economizam dinheiro e 39% possuem mais gastos do que aquilo que recebem, segundo dados do Acordo Certo

Diante desse triste quadro, compreender o que é educação financeira é uma ferramenta emancipatória para fugir das dívidas, executar projetos pessoas e dar estabilidade à sua vida pessoal e de seus dependentes financeiros.

Portanto, quer aprender mais sobre o tema? Confira nosso conteúdo até o fim para te mostrarmos qual a importância da educação financeira na prática e mais quatro dicas de como implementá-la em seu cotidiano.

O que é educação financeira? 

Educação financeira consiste na capacidade do indivíduo em gerir seus rendimentos financeiros de forma organizada, planejada e eficiente como condição garantidora de autonomia, qualidade de vida e realização pessoal.

Essa prática oferece os insumos necessários para que o cidadão oriente suas decisões e repense sua postura não só quanto ao seu consumo, mas também quanto à economia de recursos e capacidade de investimento para pôr em prática sonhos e projetos.

Em suma, algumas das principais frentes que a educação financeira atua são as seguintes:

  • consumo consciente para evitar cair em fraudes e prevenir gastos desnecessários ou incompatíveis;
  • entendimento básico de como funciona a cobrança de juros para financiamento, investimentos, empréstimos e cobrança de dívidas;
  • planejamento para saber reconhecer a sua dinâmica entre receitas e despesas e não gastar mais do que aquilo que ganha;
  • conhecimento amplo das opções de investimentos para saber como multiplicar seu patrimônio e aportar seu patrimônio de acordo com objetivos e projetos específicos.

Portanto, como podemos ver, entender o que é educação financeira é uma combinação de aprendizado e aquisição de conhecimento teórico sobre o funcionamento do dinheiro com uma revisão de mentalidade que demanda disciplina e consciência do seu próprio comportamento. 

Qual a importância da educação financeira?

Para sublinhar a importância da educação financeira, imagine o seguinte exemplo ilustrativo: “fulano” ganha R$10 mil reais por mês, porém sua conta corrente sempre termina no cheque especial ao final do mês. 

Ele adquiriu um carro de luxo financiado e mais uma série de compras parceladas no cartão de crédito. Seus gastos fugiram do controle e superam seus rendimentos mensais e a capacidade de pagar contas básicas, como aluguel e Imposto de Renda.

Seu primo, “sicrano”, por outro lado, tem uma remuneração mensal que equivale à metade do que ganha “fulano”. Entretanto, “sicrano” organiza em uma planilha do Excel todas as suas receitas e gastos mensais de forma a se planejar financeiramente. 

Dessa forma, ele consegue todo mês investir dinheiro em títulos de renda fixa para comprar um carro novo em cinco anos. Além disso, ele aporta mensalmente outro percentual do seu salário em fundos imobiliários para garantir capital para sua aposentadoria daqui a 25 anos.

>>> Quer saber como começar a investir em fundos imobiliários? Veja esse conteúdo exclusivo do canal Investimento às Claras:

Essa história pode parecer fictícia, mas é extremamente comum e ela é fundamental para sublinhar o que é educação financeira na prática e a importância dela para a autonomia e qualidade de vida do indivíduo.

Com ela, mesmo tendo rendimentos inferiores, você adquire uma capacidade de gestão financeira que lhe priva de dívidas, dores de cabeça e te aproxima bem mais do seus sonhos e projetos.

Especialmente em um país com graves problemas de desigualdade social como o nosso, a educação financeira é fundamental para auxiliar na emancipação e inserção do indivíduo na vida econômica e na sociedade.

Qual a importância da educação financeira infantil?

Outro ponto vital a ser ressaltado no nosso guia sobre educação financeira é que ela não deve ser restrita a adultos economicamente ativos que recebem remuneração de seu trabalho.

Esses ensinamentos práticos são também essenciais para qualquer pessoa que recebe e precisa lidar com qualquer tipo de receita, como mesada, herança ou qualquer outro tipo de abono independente de sua origem.

É diante desse contexto que o tema da educação financeira infantil vem sendo colocado sob os holofotes ultimamente. Afinal, até a Turma da Mônica já entrou nessa discussão com o lançamento de episódios especiais sobre o assunto.

O fato é que promover a consciência das crianças sobre o dinheiro é importante para não deixá-los alheios em relação ao tema. É crucial desde cedo que as crianças saibam o valor de ter um consumo mais consciente e identifiquem, de forma realista, as vantagens e limites que a utilização do dinheiro possui.

Afinal, como a educação financeira somente é viabilizada por meio de uma postura e mentalidade bem consolidada, a criação de hábitos financeiros saudáveis desde a juventude pode trazer frutos extremamente positivos no futuro.   

Quais as principais dicas para ter educação financeira? Conheça 4

Agora que você entendeu direitinho o que é educação financeira, que tal agora começar a implementá-la no seu dia a dia? Nesse sentido, preparamos quatro dicas fundamentais que você precisa seguir para gerir seu dinheiro da melhor forma possível.

Confira!

1. Não gaste mais do que receba e fuja das dívidas

A primeira dica de ouro é não gastar mais do que receber para não cair em dívidas. Para isso, é primordial  que você tenha uma noção bem aproximada do total de receita que você tem no mês com a quantidade de gastos.

Em uma planilha do Excel, por exemplo, você separa suas receitas com a remuneração do seu trabalho ou qualquer outro valor extra que incremente o total do montante. Em outra coluna, você pode dividir seus gastos em:

  • contas fixas;
  • lazer;
  • imprevistos;
  • economias e investimentos.

Dessa forma, só ter uma estimativa aproximada desses valores já é muito valioso para que você possa se organizar para não gastar mais do que recebe.

Lembre-se de que dívidas, quando acumuladas de forma sistemática, transformam-se em uma verdadeira bola de neve de juros que só aumentam durante o tempo. Esse problema é fatal para sua organização financeira e abocanha até a rentabilidade que você pode ter com investimentos.

2. Defina sonhos e objetivos

Saber quais são seus principais sonhos e projetos tanto no curto quanto no longo prazo é uma etapa importante para desenvolver os moldes de sua educação financeira. Pois todo planejamento exige uma meta ou objetivo que deve ser atingido.

Definir esse norte, afinal, é o que vai ditar as diretrizes de como você deve se comportar com seu dinheiro. Para isso, primeiramente, você precisa escolher quais são suas prioridades e como enquadrar isso no seu orçamento.

Você quer ter espaço para pagar a universidade do seu filho? Sonha em comprar um carro novo? Deseja investir periodicamente uma determinada quantia para garantir sua aposentadoria? Quer fazer uma viagem no fim de ano com sua família?

Dessa forma, sabendo exatamente o que você deseja, você poderá pensar de forma mais clara no que você deve fazer para ter qualidade de vida e executar seus projetos. 

Por exemplo, ao hierarquizar prioridades, você vai saber o que pode cortar de supérfluo no seu orçamento para alcançar aquilo. Ou, se você deseja investir dinheiro para comprar um carro daqui a 5 anos, você vai saber quais opções de investimento de renda fixa ou variável, são a melhor escolha para esse projeto.  

3.Tenha uma reserva de emergência

A reserva de emergência funciona como um colchão de segurança para te proteger financeiramente de possíveis imprevistos no orçamento. 

Já pensou se inesperadamente você perde seu emprego e vai ficar sem renda por meses até encontrar outro? Ou se por acaso seu carro tem um problema mecânico bem caro cuja manutenção supera em muito o que sobrou do seu salário?

O valor que você tem guardado na sua reserva de emergência é justamente para te salvar nesses momentos de perrengue! 

Como esse dinheiro precisa ser acessível para situações inesperadas, a melhor maneira de construir sua reserva é por meio de investimentos de renda fixa com alta liquidez, pois você pode resgatar a qualquer momento e eles estão protegidos de maiores volatilidades que podem te deixar na mão.

E quanto você deve ter guardado na sua reserva de emergência? Especialistas afirmam que, a depender da estabilidade e frequência da sua remuneração, é preciso separar de 3 a 12 meses de gastos fixos e essenciais para cobrir suas eventuais perdas com segurança e tranquilidade.

>>> Quer aprender mais sobre reserva de emergência? Confira o conteúdo do canal Investimento às Claras:

4. Aprenda a investir seu dinheiro

Portanto, se você agora tem total controle sobre seus gastos e receitas, sabe quais são seus principais projetos e objetivos e possui sua reserva de emergência, chegou a hora de saber como proteger e multiplicar seu patrimônio com os investimentos certos.

Você deve estar se perguntando: devo investir em renda fixa ou variável? Qual a melhor opção para quem quer receber uma aposentadoria? Qual o título mais conservador? Qual oferece maior rentabilidade e remuneração de rendimentos periódica?

O fato é que não existe investimento certo ou errado. Existem apenas aqueles que são interessantes para ser perfil de investidor e estratégia.

Por exemplo, se você pretende apenas proteger seu patrimônio da inflação e não gosta de se submeter à imprevisibilidade de rendimentos, você tem um perfil conservador e a renda fixa pode ser a melhor escolha para você.

Já se você quer receber dividendos periódicos, não se incomoda com volatilidade de rendimentos e procura maior rentabilidade em potencial, a renda variável com certeza é a melhor opção.

O fato é que, independentemente do seu perfil, é importante conhecer a fundo as opções de investimento em cada uma das modalidades para identificar a melhor para cada objetivo específico que você tenha.

Nesse sentido, você pode contar com a Escola de Investimentos da Faculdade XP para aprender tudo sobre o conceito de educação financeira e detalhes sobre o mercado de capitais.

>>> Conheça o combo de cursos de educação financeira da Faculdade XP School para ter totalmente autonomia sobre seu dinheiro e investimentos:

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Como investir dinheiro em ações? Dicas essenciais para iniciantes!

Se você é iniciante no mundo dos investimentos e quer aprender mais sobre o mundo da renda variável, com certeza  já deve ter se perguntado como investir dinheiro em ações.

Para um público mais leigo, esse processo pode parecer complexo e desafiador à primeira vista, mas com o conhecimento adequado é possível perder o receio de investir e entender por que essa prática se populariza tanto no Brasil.

Para se ter uma ideia, o número de investidores brasileiros na Bolsa de Valores cresceu 42% em 2021 com relação ao ano anterior, segundo informa a própria B3.

Mas, afinal, quais passos são precisos seguir antes de adquirir suas primeiras ações? Há algum risco? O que fazer para comprar os papéis de uma empresa? Qual conhecimento você precisa ter para escolher o melhor ativo financeiro de acordo com sua estratégia?

Pensando nisso, preparamos esse guia que vai te ajudar como investir dinheiro em ações e perder de vez o medo da renda variável. Ficou curioso? Continue a leitura até o fim!

Como investir dinheiro em ações?

O investimento em ações exige um conhecimento e aprendizado prévios sobre o funcionamento e a dinâmica do mercado de capital. 

Afinal, por ser considerado uma aplicação  mais arrojada, ter amplo domínio sobre suas decisões ou contar com a ajuda de especialistas para se proteger de riscos e conseguir o melhor retorno financeiro possível.

Diante disso, vamos começar nosso guia de como investir dinheiro em ações explicando o significado geral e funcionamento dessa modalidade de ativos financeiros. 

O que são ações?

Quando uma empresa abre seu capital social para atrair investimentos de pessoas físicas e jurídicas, ela emite inúmeras frações no mercado financeiro que representam uma parte dessa companhia. 

Essas frações são conhecidas como ações e correspondem a um pequeno pedacinho da empresa que o investidor adquire ao investir nesse ativo financeiro.

Em suma, as ações de uma organização são divididas entre seus donos, sócios majoritários e o restante é dividido entre os acionistas que adquiriram este papel no mercado acionário — mais comumente, pela bolsa de valores.

E como esse título financeiro funciona como investimento? Como ele pode dar bons rendimentos aos acionistas?

Basicamente, há dois meios de ganhar dinheiro com a compra de ações:

  • dividendos: são proventos resultantes de divisão de lucros a acionistas e pagos por algumas companhias listadas na bolsa de valores. O valor dos dividendos é contabilizado proporcionalmente ao número de ações que o investidor tem. Isso é, quanto mais frações de uma empresa você tem na sua carteira de investimentos, maior será seu retorno.  
  • valorização: o valor dos papéis de uma companhia tende a valorizar ou desvalorizar no decorrer do tempo. Dessa forma, a outra opção de lucro que o investidor tem ao adquirir ações é por meio da valorização do ativo. Isso é, se você comprou um lote de ações de uma empresa quando ele valia X e hoje ele vale o dobro, quer dizer que você teve uma rentabilidade de 100%.

Dentre os principais fatores que influenciam no preço de uma ação, estão a performance administrativa da empresa, assim como variáveis políticas, macroeconômicas ou eventos imprevisíveis.

>>> Veja como os indicadores macroeconômicos podem influenciar nos seus investimentos:

Existem duas formas de adquirir ativos nas bolsa de valores:

Mercado primário 

Consiste na compra de ações diretamente com a organização que faz emissão de ativos na bolsa. Por exemplo, quando uma companhia faz sua estreia na B3 por meio de um processo denominado Oferta Pública Inicial (IPO), todas as ações negociadas são primariamente vendidas pela empresa emissora.

Mercado secundário 

É quando a negociação de compra e venda é feita apenas entre os acionistas. Isso é, não há mais a participação da empresa emissora na venda de ações. Então, se você for adquirir um papel no mercado secundário, você vai negociá-lo  com outro investidor que possui-lo  e queira se desfazer dele.

Como investir em ações?

Entendeu o conceito direitinho? Então agora podemos falar como investir dinheiro em ações sem precisar nem sair de casa. Os dois meios acessíveis para que você possa adquirir papéis de uma organização são pela bolsa de valores e pelo mercado de balcão (OTC)

Enquanto no segundo você pode negociar ativos diretamente com as empresas emissoras, no segundo caso, entretanto, é necessário que seja durante o pregão da B3 (como é conhecida a bolsa de valores brasileira) e apenas das companhias registradas por essa instituição.

Como esse conteúdo é direcionado para o investidor que quer dar seus primeiros passos na renda variável, vamos falar exclusivamente sobre como investir em ações por meio da bolsa de valores, que é o caminho mais comum e aconselhável para aqueles que estão começando.

E como ter acesso a essas ações, seja do mercado primário ou secundário? Para isso, você precisa ter registro junto a uma corretora ou outra instituição financeira que possua permissão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar como intermediária entre o investidor e a bolsa de valores.

Dessa forma, por meio da instituição que você escolher como intermediária, você terá acesso a uma plataforma informatizada e totalmente online chamada home broker. Esse sistema é uma inovação da transformação digital que permite ao investidor negociar ativos na bolsa de valores sem precisar sair de casa. 

Você tem acesso a todos os títulos disponíveis, além de cotação e variação dele durante o dia. Fique atento que as operações precisam ser realizadas durante o pregão, que vai das 10h da manhã até as 18h.

Qual a melhor corretora para investir em ações?

Viu como investir dinheiro em ações é simples? Contudo, existem algumas informações importantes que você precisa saber antes de escolher uma corretora de valores para operar seus investimentos.

Isso porque algumas instituições ainda cobram taxas de corretagem para cada operação realizada no home broker. Essa cobrança é feita por cada negociação que você realiza na plataforma e tem como objetivo remunerar o serviço de corretagem feito pela instituição intermediadora.

Essa taxa acaba sendo uma desvantagem para o investidor, pois é mais um custo envolvido no processo que deve ser descontado de seus rendimentos.

Porém, atualmente existem opções no mercado que não cobram taxa de corretagem de seus clientes. Essas, sem dúvidas, são as melhores alternativas de corretora para investir em ações.

>>> Além de pagar taxa de corretagem, quer conhecer mais cinco erros comuns entre os investidores iniciantes? Veja mais nesse vídeo do canal Investimento às Claras:

Como saber se você deve investir em ações?

Não existe receita de bola ou aplicação certa ou errada no mundo dos investimentos. No final das contas, tudo depende de seu perfil de investidor e objetivos no longo prazo para, assim, desenvolver uma estratégia que corresponda às suas expectativas.

Por exemplo, se você faz parte do perfil conservador e espera previsibilidade e baixa volatilidade das suas aplicações, então investir em ações ou em outros ativos de renda variável deve ser descartado dos seus planos.

Entretanto, se você tiver um perfil moderado, apesar de ainda ser aconselhável priorizar títulos de renda fixa em sua carteira, é possível deixar um pequeno percentual de ações ou fundos imobiliários como uma possibilidade de maior rentabilidade.

Por fim, o perfil arrojado é o que melhor combina com ações e renda variável. Afinal, se você faz parte desse tipo de investidor, você entende que estar suscetível a uma maior volatilidade é normal e que não saber o retorno exato que seus aportes vão te dar é algo aceitável em prol de uma melhor rentabilidade. 

No final das contas, é essa mentalidade que vai te dar a disciplina para prosperar e conseguir ótimos rendimentos em ativos listados na bolsa de valores.

Como escolher ações?

E aí, qual o melhor investimento em ações para iniciantes em 2022? No final das contas, essa pergunta é muita vaga e depende de uma série de fatores. 

Você pretende ter retorno no curto prazo ou a longo prazo? Você tem perfil arrojado e parte majoritária de suas aplicações serão em renda variável? Ou você tem um perfil mais moderado e vai privilegiar a renda fixa? Vai priorizar pagamento de dividendos em detrimento da variação de preços? Essas são algumas perguntas que devem ser feitas.

Definido assim seu perfil e estratégia, você precisa priorizar o conhecimento para fazer as melhores escolhas. 

Durante esse aprendizado, é importante saber como diversificar sua carteira de investimentos para se proteger ao máximo de possíveis riscos ou saber o passo a passo de uma boa análise fundamentalista (avaliação dos fundamentos e principais indicadores de performance das companhias). 

>>> Conheça dicas preciosas para diversificar sua carteira de investimentos e proteger sua rentabilidade:

Diante disso, se você está precisando de ajuda para ampliar seus conhecimentos sobre investimentos e educação financeira, existem algumas soluções que podem te apoiar nessa caminhada.  

A Escola de Investimentos da Faculdade XP, por exemplo, possui uma diversidade de cursos para te orientar a entender tudo sobre a dinâmica do mercado financeiro e tomar decisões embasadas e alinhadas com seus objetivos.

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Gostou do conteúdo? Viu como investir dinheiro em ações é mais simples do que você imaginava? Continue acompanhando os conteúdos da Faculdade XP e dê mais um passo em direção a sua liberdade financeira! Bons investimentos!