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Como funcionam os custos operacionais de mini-índice?

Tem pouco capital acumulado, mas deseja operar em mercado futuro? Que tal considerar os minicontratos como opção de investimentos? Para isso, é preciso entender como funcionam os custos operacionais de mini-índice e mini-dólar, assunto sobre o qual falaremos neste artigo. 

Os minicontratos são acordos negociados na bolsa de valores com foco no mercado futuro. Isso significa que são pautados em projeções e expectativas relacionadas à natureza dos ativos, como o agronegócio e o mercado de dólar. 

O mini-índice é um dos tipos de minicontrato, e nele, a busca é por um investimento pautado na potencial performance do Ibovespa no futuro.

Vamos falar sobre tudo isso com mais detalhes e entender quais os custos operacionais de mini-índice? 

O que são minicontratos? 

Minicontratos, como dissemos na introdução deste artigo, são produtos financeiros baseados na compra e venda de ativos (como o dólar, um índice ou commodities — matérias-primas de uso global não industrializadas). Nos minicontratos, esses acordos são feitos no presente, mas concretizados no futuro.

>>> Saiba mais sobre o mercado futuro!

Mas como acontecem os acordos no minicontrato? 

Vamos lá. No minicontrato, determina-se um valor para compra ou venda do ativo a se realizar em uma data futura. 

Considerando o preço do produto negociado no minicontrato e o preço atualizado no dia do vencimento, o investidor recebe ou paga a diferença de valor, ajustado diariamente.

Antes de seguir em frente, dê o play no vídeo abaixo e aprenda mais sobre os minicontratos:

Por que os minicontratos são vantajosos?

A seguir, listamos algumas das vantagens de considerar os minicontratos como uma opção de investimento. Lembrando que, antes de aplicar seu capital em um produto, é importante conferir a compatibilidade entre ele e seu perfil de investidor

  1. Possibilitam a atividade de investidores sem capital acumulado: as aplicações tornam o mercado futuro acessível para pessoas físicas, pois representam a possibilidade de negociar apenas uma fração dos contratos cheios. 
  2. Alta liquidez: devido ao alto volume de operações ocorridas diariamente, é relativamente fácil comprar e vender minicontratos, garantindo a liquidez do produto;
  3. Boa opção de diversificação: para investidores que já têm ações, os minicontratos podem ser um caminho para diversificar a carteira de investimentos;
  4. De fácil operação: é possível negociar minicontratos diretamente pelo home broker da corretora. E mais: em corretoras como a Clear, a taxa de corretagem é zero para operações de minicontrato! 

O que é mini-índice?

O míni-índice é um tipo de minicontrato pautado pelo Índice Bovespa, negociado no mercado futuro. 

Isso significa que a proposta deste tipo de derivativo é projetar a performance do Ibovespa — carteira composta por ações em alta na B3 — em uma data futura pré-determinada. 

>>> Quer entender o que é o Ibovespa e como ele é composto? Leia nosso artigo completo sobre o tema! 

Por que é chamado de miniíndice?

Antes de falarmos propriamente sobre os custos operacionais do mini índice, uma curiosidade informativa. 

Você sabia que o nome mini-índice é dado porque este ativo representa uma porcentagem (20%)  do índice futuro (IND), o contrato futuro padrão do Ibovespa?

Este nome é dado, portanto, porque o mini índice não representa o contrato cheio, mas funciona como uma versão dele em miniatura. 

É importante destacarmos, também, que contratos futuros de índice se movem em pontos e não em reais

Nessa lógica, cada ponto do índice cheio (IND) equivale a R$ 1,00 e, consequentemente, cada ponto do mini-índice equivale a R$ 0,20.

Quais os custos operacionais de mini-índice? 

O custo operacional de produtos no mercado futuro varia de acordo com o tipo de contrato movimentado.. 

Abaixo, listamos alguns dos custos operacionais de mini-índice, comumente atribuídos às operações no mercado futuro. 

1- Taxa de custódia

A taxa de custódia é um valor cobrado pela B3, e representa os custos relacionados à manutenção do dinheiro que circula nas operações.

Embora sejam isentos de taxas de registro de emolumentos, a B3 cobra, aos minicontratos, uma taxa de permanência de R$ 0,00300 ao dia. 

2- Imposto de Renda

O Imposto de Renda é um dos custos operacionais de mini-índice. Se a sua operação for de day trade, ou seja, aberta e fechada no mesmo dia, a alíquota cobrada de Imposto de Renda é 20%.

Já em operações de swing trade, que duram mais de um dia, a taxa incidida equivale a 15%.

O percentual de imposto incide sobre a soma positiva dos ajustes diários entre a data de abertura e a de encerramento da sua operação.

Além disso, é retido na fonte 0,005% da soma positiva dos ajustes diários das suas operações — valor este que precisa ser pago até o último dia do mês subsequente ao período da sua operação.

3- Corretagem

A taxa de corretagem é cobrada pela instituição escolhida para mediar as transações. Os critérios para a decisão do valor desta taxa varia de corretora a corretora — é possível, por exemplo, que o valor cobrado pelo day trade seja menor que o do swing trade. 

Há, ainda, corretoras que isentam as taxas de corretagem para operações de mini índice, como acontece com a Clear Corretora

4- Taxa de liquidação 

A taxa de liquidação incide sobre cada minicontrato adquirido por você. No caso  do mini índice, ela corresponde a R$ 0,30 por contrato na liquidação.

Se quiser conhecer outras taxas cobradas pela B3 para diferentes minicontratos, basta consultar a tabela com todas as tarifas cobradas pela bolsa de valores.

Mais sobre os minicontratos? 

É um investidor de perfil arrojado, com boa tolerância à volatilidade e aos riscos e quer saber mais sobre minicontratos? Então, não deixe de ler o guia do InfoMoney. Em paralelo, a dica é fazer o curso Consistência no Day Trade & Gestão Emocional para embasar a tomada de decisão nos investimentos.

*Créditos da imagem de capa: m. em Unsplash

Empresas estatais: o que são e como funciona esse modelo de investimento

Compreender o que são empresas estatais é uma forma de acompanhar tudo o que envolve incentivos fiscais, inflação e privatização. A Petrobras, por exemplo, é uma das estatais mais importantes do País, e se enquadra em uma linha de empresa que sofre com os altos e baixos dos preços dos combustíveis.

Para se ter uma ideia, os frequentes reajustes nos preços dos combustíveis em 2021 geraram insatisfação dos caminhoneiros, o que, por sua vez, pressionou o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a frear a alta.

Por essa perspectiva, podemos observar que empresas estatais têm domínio ou intervenção do governo, e isso pode ser crucial para as finanças do consumidor. 

Mas, afinal, o que são empresas estatais? Vale a pena investir nelas?

Ao longo deste artigo vamos tirar essas dúvidas e mostrar quais os riscos para ficar de olho ao investir em ações desse tipo de companhia.

Vamos lá!

>>> Leia também: Passo a passo para abrir uma conta na Bolsa de Valores

O que são empresas estatais?

Empresa criada por meio de lei, uma estatal pertence ao governo e é controlada total ou parcialmente por algum nível governamental – municipal, estadual ou federal.

Geralmente, empresas estatais são criadas para administrar recursos estratégicos do país, respeitar uma função social e garantir que a população tenha acesso a determinados serviços.

No nosso País, as empresas estatais brasileiras são regulamentadas pela Lei das Estatais (N°13.303, de 2016), cuja administração deve respeitar as respectivas funções:

CAPÍTULO III

DA FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA PÚBLICA E DA SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

Art. 27.  A empresa pública e a sociedade de economia mista terão a função social de realização do interesse coletivo ou de atendimento ao imperativo da segurança nacional expressa no instrumento de autorização legal para a sua criação.

  • 1o  A realização do interesse coletivo de que trata este artigo deverá ser orientada para o alcance do bem-estar econômico e para a alocação socialmente eficiente dos recursos geridos pela empresa pública e pela sociedade de economia mista, bem como para o seguinte:

I – ampliação economicamente sustentada do acesso de consumidores aos produtos e serviços da empresa pública ou da sociedade de economia mista;

II – desenvolvimento ou emprego de tecnologia brasileira para produção e oferta de produtos e serviços da empresa pública ou da sociedade de economia mista, sempre de maneira economicamente justificada.

  • 2o  A empresa pública e a sociedade de economia mista deverão, nos termos da lei, adotar práticas de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social corporativa compatíveis com o mercado em que atuam.

Vale frisar que empresas estatais são de Administração Indireta, correspondendo a um modelo de descentralização ou distribuição de competências.

Na prática, isso significa que a empresa não é diretamente administrada pelos órgãos governamentais, pois o governo escolhe transferir essa tarefa a outras entidades administrativas, seja por meio da nomeação de cargo ou por meio de concurso público, por exemplo.

Ou seja, embora essas empresas sejam pertencentes ao Estado, o governo não necessariamente é dono da totalidade da empresa.

Muitas vezes, o governo abre a empresa para acionistas privados que passam a exercer algum poder na administração e a receber parte dos lucros.

>>> Aprenda mais: Perfil de investidor: saiba qual é o seu e onde você deve investir

Tipos de empresas estatais 

Empresa pública  

Estas são estatais que pertencem integralmente ao governo – dono de 100% das ações, de forma que a administração da empresa é totalmente pública.

A Justiça Federal é responsável por julgar quaisquer irregularidades dessas empresas, já que se trata de uma instituição governamental.

Entre os exemplos de empresas estatais de forma pública se enquadram a Caixa Econômica Federal e os Correios. 

Sociedade de economia mista  

Ao contrário do primeiro tipo, estas são empresas em que o Estado não é o único proprietário.

Essas empresas são abertas para acionistas privados e as próprias ações são comercializadas na bolsa de valores. Isso significa que os acionistas possuem direito de voto nas decisões da empresa e têm participação nos lucros.

Mas sociedades de economia mista ainda são estatais, ou seja, o governo é proprietário da empresa.

Isto é, apesar de constatar a participação dos acionistas na decisão e nos lucros, a parte majoritária das ações pertence ao governo.

A Petrobras e o Banco do Brasil são exemplos desse tipo de estatal.

Aperte o play no vídeo e saiba um pouco mais sobre como funcionam as empresas estatais:

O que é governança corporativa?

A governança corporativa é um meio de assegurar que os interesses dos administradores estejam alinhados aos dos donos do negócio. Além disso, busca garantir que os processos e as estratégias estejam sendo corretamente seguidos, além de promover uma cultura de prestação de contas na empresa.

Dessa forma, com uma governança corporativa de boa qualidade e eficiente, você:

  • evita escândalos e conflitos;
  • valoriza a imagem da empresa;
  • atrai investidores;
  • aumenta o valor de mercado da empresa.

Isso tudo, principalmente, tem fundamento em 4 princípios básicos, de acordo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa):

  • Transparência;
  • Equidade;
  • Prestação de contas;
  • Responsabilidade corporativa.

Assista ao vídeo e saiba tudo sobre como investir em ações:

Vale a pena investir em empresas estatais?

Como já ficou evidente durante este texto até aqui, empresas podem ser controladas pelo governo e, ainda assim, possuir ações negociadas na bolsa de valores.

Aliás, com algumas dezenas de reais, já é possível se tornar sócio de uma das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo. Ou seja, não é preciso muito dinheiro, mas é importante ter um nível de conhecimento para entender o que está fazendo.

Para ficar mais claro, supomos que, quando você adquire ações de uma empresa, espera que o seu gestor tome decisões que a façam crescer e lucrar, certo? Afinal, ninguém que investe quer perder dinheiro, não é verdade?

O ponto é que as empresas só se valorizam no decorrer do tempo quando bem administradas.

Seguindo essa lógica, você só deve investir o seu capital em companhias bem conduzidas, já que a má gestão resultará em prejuízos. No entanto, no caso das estatais, grande parte é gerida por políticos ou pessoas indicadas (de forma direta ou indireta) pelos políticos no poder.

Os políticos e seus indicados tomam decisões que interferem nos resultados das empresas e, consequentemente, afetam os resultados dos investimentos dos pequenos investidores – que são os sócios minoritários.

Foi exatamente o que aconteceu com as ações da Petrobras logo após o presidente Jair Bolsonaro anunciar o desejo de mudar o presidente da estatal.

O melhor a se fazer é analisar se os fundamentos dessas estatais estão atraentes e se as empresas possuem boas perspectivas no seu próprio negócio.

No mais, um ponto importante antes de investir em estatais é entender como funciona a bolsa de valores, afinal, ser sócio de uma estatal sem saber como e onde procedem as negociações pode ser algo bastante arriscado.

Nesse sentido, a Faculdade XP School pode dar uma ajudinha para você! Nós oferecemos o curso Aprenda a Investir na Bolsa de Valores, um modelo de treinamento essencial sobre o mercado de capitais e de investimento em renda variável com solidez e segurança.

Com isso, você vai saber montar sua carteira com papéis adequados ao seu perfil de investidor.

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Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

Qual a taxa de juros do Tesouro Direto? Como funciona a rentabilidade de cada título?

Você sabe qual a taxa de juros do Tesouro Direto e como funciona a rentabilidade de cada um dos títulos disponíveis na plataforma? Pois fique sabendo que essa informação é fundamental para entender onde alocar seu dinheiro, a fim obter os melhores rendimentos conforme com seus objetivos.

De acordo com dados do Tesouro Nacional, o número de investidores ativos no Tesouro Direto em março de 2022 foi o maior da série histórica, atingindo a marca de 1.900.778 pessoas. Enquanto isso, o número total de investidores cadastrados na plataforma cresceu 73,94% em relação a março de 2021.

Além de serem considerados por especialistas como algumas das aplicações mais seguras do mercado, os títulos do Tesouro Direto possuem uma barreira de entrada muito baixa, permitindo aportes mínimos de R$30. Não é à toa que costumam ser a porta de entrada para muitos novatos no mundo dos investimentos.

Se você quer saber mais sobre o assunto para iniciar sua jornada com o pé direito, venha com a gente! Neste post explicamos qual é a taxa de juros do Tesouro Direto e como funciona cada um dos títulos. Boa leitura!

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é composto por títulos de dívida emitidos pelo Governo Federal. Esses papéis são então colocados à disposição dos investidores, visando captar recursos para investimentos, financiamento da dívida pública e outros projetos.

Ou seja, ao adquirir tais títulos, você está emprestando dinheiro para o Governo em troca de juros.

Qual a taxa de juros do Tesouro Direto?

O primeiro ponto que você precisa saber é que os títulos do Tesouro Direto são divididos em três grandes grupos: prefixados, pós-fixados e híbridos. Cada um deles funciona de um jeito, logo, possuem rentabilidades e taxas de juros diferentes. 

Está parecendo confuso? Relaxa, pois vamos explicar cada um deles.

Como funciona a rentabilidade e a taxa de juros de cada tipo de Tesouro Direto?

Para facilitar o entendimento, vamos conhecer cada uma das categorias de títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Tesouro Direto prefixado

Nos títulos prefixados do Tesouro Direto, a taxa de juros é conhecida no momento do investimento. Isso permite que o investidor saiba exatamente quanto irá receber. Porém, tal rentabilidade só é garantida para resgates feitos no vencimento do título.

Neste ponto, vale lembrar que todos os títulos do Tesouro contam com liquidez diária, ou seja, você pode vender seus papéis a qualquer momento.

No entanto, quando resgatados antes do vencimento, os títulos prefixados estão sujeitos ao que chamamos de marcação a mercado, o que significa que o preço dos papéis irá oscilar de acordo com as expectativas do mercado para os juros.

Logo, você pode acabar recebendo menos do que investiu ou até mais, tudo depende de como estarão os preços no momento do resgate.

Há ainda uma subcategoria, o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, que conta com o pagamento do “cupom” a cada seis meses, que nada mais é do que os juros referentes ao período. Porém, vale destacar que esta modalidade prevê o desconto da alíquota máxima do IR sobre estes ganhos, que equivale a 22,5%.

Como saber qual a taxa de juros mensal do Tesouro Direto prefixado?

Para saber qual a taxa de juros mensal do Tesouro Direto prefixado, basta dividir a rentabilidade anual por doze meses.

Por exemplo: se você adquirir um título prefixado que paga 8% ao ano, logo, sua taxa de juros para resgate no vencimento será de 0,66% ao mês.

Tesouro Direto pós-fixado

Diferentemente dos títulos prefixados, nos pós-fixados não há como saber de quanto será o retorno de um investimento, uma vez que sua rentabilidade está atrelada a um indexador dinâmico, que pode oscilar ao longo do tempo.

O maior exemplo aqui é o Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic.

Um diferencial deste título, é que ele acompanha a variação diária dos juros. Por conta disso, não está sujeito à marcação a mercado, o que significa que sua rentabilidade não será comprometida em caso de resgate antecipado. Logo, é uma ótima opção para quem deseja fazer uma reserva de emergência.

Como seus rendimentos são calculados de acordo com um indexador dinâmico, não há como especificar com precisão qual a taxa de juros do Tesouro Direto Selic. Porém, você pode acompanhar a rentabilidade acumulada diretamente no site do Tesouro Direto, além de sempre ter acesso a esses dados no ato da aplicação.

Quer saber mais? No vídeo abaixo, Clara Sodré, especialista em investimentos, dá dicas valiosas de como lucrar com a alta da Selic. Aperte o play e confira:

Tesouro Direto híbrido

Também conhecidos como títulos indexados à inflação, os papéis híbridos apresentam sua rentabilidade atribuída de duas formas: a primeira é uma taxa prefixada, conhecida no momento da aplicação; já a segunda, está atrelada a algum indexador que mede a inflação do país, como o IPCA, no caso do Tesouro IPCA+.

Sendo assim, a taxa de juros do Tesouro Direto será a inflação do período somada a uma taxa fixa.

Pense na seguinte situação: você compra um título x, que lhe gera um rendimento de 4% em um ano. Em um primeiro momento, acredita que tenha tido lucro, afinal, o montante aumentou, não é mesmo? Agora, imagine que a inflação neste mesmo período tenha sido de 5%, revelando que a desvalorização foi superior ao seu lucro.

No caso do título híbrido, isso não ocorre, uma vez que o rendimento real se dá a partir da taxa de juros prefixada, seja qual for o resultado da inflação durante o período da aplicação. Logo, é uma ótima forma de proteger seu patrimônio contra a desvalorização, já que seu rendimento sempre se dá acima da inflação.

Assim como os títulos prefixados, o Tesouro IPCA+ também conta com uma modalidade com juros semestrais.

Qual taxa de juros do Tesouro Direto mais combina com seus objetivos?

Mais do que uma aplicação para iniciantes, o Tesouro Direto é uma ótima estratégia para quem quer diversificar investimentos ou se proteger contra a terrível inflação.

Tendo isso em vista, saber qual é a taxa de juros do Tesouro Direto e entender como os diferentes títulos funcionam é fundamental para que você faça uma boa escolha, considerando tanto seu perfil de investidor quanto seus objetivos.

Agora, que tal continuar os estudos e aprender mais sobre estes e outros títulos que não podem faltar no seu portfólio? Conheça o curso: Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco. Fique por dentro das principais aplicações desta categoria e veja como montar uma carteira diversificada na prática.

Este conteúdo foi útil para você? Então, nos conte o que achou e compartilhe com seus amigos, para que saibam qual a taxa de juros do Tesouro Direto e quais os melhores títulos para cada situação.

Causas da inflação: o que faz os preços subirem? 5 consequências

Apesar de fazer parte do nosso dia a dia, afetando a vida de todos os brasileiros, a maioria de nós sequer sabe quais são as causas da inflação. Afinal, por que os preços sobem?

De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em março de 2022, o Brasil registrou a maior inflação para o mês desde o lançamento do plano real, em 1994. Foi uma alta de 1,62% nos preços, somando um total acumulado de 11,30% nos últimos 12 meses, a maior alta desde 2003.

Quer ficar por dentro do assunto? Neste post, além de explicar o que é e quais são as causas da inflação, apresentamos seus principais tipos e consequências. Fique conosco e entenda de uma vez por todas qual o papel da inflação em nossas vidas.

O que é inflação?

Inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos, bens e serviços em face da desvalorização da moeda, ocasionando uma redução do poder de compra da população. Ou seja, quanto maior é a inflação, mais altos ficam os preços. Logo, as pessoas precisam de cada vez mais dinheiro para comprar as mesmas coisas.

Sabe quando você vai ao supermercado e percebe que os preços aumentaram? Isso ocorre justamente por causa da inflação. Porém, seus impactos vão muito além das compras do mês, elevando o custo de vida de modo geral, dos produtos mais básicos ao aluguel, afetando até mesmo a rentabilidade dos seus investimentos.

Como a inflação é calculada?

No Brasil, há vários índices utilizados para calcular a inflação. Dentre eles, o mais conhecido é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Porém, além deste, também temos:

  • IGP-M: Índice Geral de Preços – Mercado;
  • IGP-DI: Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna;
  • INCC: Índice Nacional da Construção Civil;
  • IPC-S: Índice de Preços ao Consumidor Semanal;
  • INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor;
  • IPC-Fipe: Índice de Preços ao Consumidor – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Toda essa diversidade ocorre pelo fato de que a inflação não afeta todo mundo da mesma forma. Por isso, cada um desses índices possui sua própria forma de calculá-la, considerando diferentes aspectos, com o objetivo de ter uma retrato mais fiel da situação real do país.

Quer saber mais? No vídeo abaixo, Clara Sodré, professora da Faculdade XP e especialista em investimentos, explica como utilizar índices como o IPCA e IGP-M a seu favor. Dê o play e confira:

4 principais tipos de inflação e suas causas

Antes de prosseguirmos, é importante ter clareza de que não há apenas um tipo de inflação, mas vários, que diferem entre si principalmente por conta de sua origem.

Dito isso, você deve estar se perguntando: “afinal, o que causa a inflação e o que faz ela subir?” Então, vamos conhecer cada uma delas.

1. Inflação de demanda

Como o próprio nome sugere, a inflação da demanda está relacionada à lei da oferta e demanda, afinal, quando há um aumento na procura por determinado produto, seu preço tende a subir.

Um exemplo recente desse tipo de inflação ocorreu em relação às máscaras de proteção, logo no início da pandemia de Covid-19, com a demanda por este item aumentando consideravelmente de uma hora para a outra, inflacionando os preços.

2. Inflação da oferta ou Inflação de custos

Também está relacionada à lei da oferta e demanda. Porém, ao contrário do tópico anterior, as causas da inflação de oferta geralmente estão relacionadas ao aumento dos custos de produção de modo geral, o que pode incluir o encarecimento da mão de obra e/ou da matéria prima, aumento dos impostos, taxas de juros, etc.

Com isso, além de limitar a produção, reduzindo a oferta de produtos em circulação no mercado, esse aumento de custos também pode ser repassado para o consumidor, elevando ainda mais os preços.

3. Inflação estrutural

Semelhante à inflação da oferta, porém, neste caso, a causa da inflação é a ineficiência da infraestrutura do país, que é incapaz de prover sua demanda interna, comprometendo a oferta de bens e serviços para a população. Logo, como sabemos, o movimento natural diante da escassez de oferta é a alta nos preços.

4. Inflação inercial

Se dá a partir do histórico da inflação do país, por meio do que chamamos de memória inflacionária que, com base na inflação do passado, promove reajustes automáticos nos preços de modo geral, bem como nos salários, com o objetivo de manter certo nível de estabilidade econômica.

Outras causas da inflação

Além dos motivos já citados no tópico anterior, há ainda outros fatores que geram desequilíbrio no mercado, causando a inflação, dentre eles, temos:

Emissão de dinheiro pelo governo 

Quem nunca se fez a clássica pergunta: “porque o país não imprime mais dinheiro para saldar suas dívidas?”

Acontece que injetar dinheiro na economia de forma descontrolada faz a inflação subir, afinal, quando o volume de dinheiro em circulação é maior do que a oferta de produtos e serviços, ocorre uma escassez, ou seja, uma inflação da demanda. Logo, o mercado precisa ajustar os preços para recuperar seu equilíbrio.

Desvalorização do real em relação ao dólar

Quando a moeda brasileira encontra-se muito desvalorizada em relação ao dólar, é comum haver altas na inflação dos preços até mesmo de produtos de consumo básico produzidos no Brasil. 

Vimos isso ocorrer recentemente por aqui com o arroz. Com a alta do dólar, valia muito mais a pena para os produtores exportarem a maior parte de sua produção, o que gerou o desabastecimento do mercado interno, que levou a escassez, elevando consideravelmente seus preços para a população.

5 consequências do aumento da inflação

Agora que você já conhece os tipos de inflação, suas causas e o que faz ela subir, vamos conferir algumas de suas principais consequências para o país e para a população como um todo. Afinal, não é segredo para ninguém que a inflação afeta a sociedade de diversas formas.

1. Desvalorização do dinheiro

É intuitivo imaginar que o aumento dos preços leva a uma desvalorização do dinheiro. Em períodos de grandes oscilações, é comum que as pessoas até mesmo percam a noção do valor real do dinheiro e de quanto as coisas custam.

2. Reajustes constantes nos preços

Conforme a moeda perde seu valor, o preço dos produtos, bens e serviços precisam ser reajustados constantemente, na tentativa de fechar a conta e recuperar o equilíbrio do mercado.

3. Perda do poder de compra

Se os salários não acompanham o aumento da inflação, ocorre a redução do poder de compra da população, que precisa se adaptar à nova realidade para sobreviver. Isso costuma afetar em maior escala a parcela mais pobre da população.

4. Aumento da pobreza

O aumento da pobreza, gerado por causa da inflação, é uma consequência direta dos itens anteriores. Com o dinheiro valendo menos, o poder aquisitivo diminui, fazendo com que as pessoas passem a consumir cada vez menos.

5. Comprometer a rentabilidade dos investimentos

Como é de se esperar, quando você coloca seu dinheiro em uma aplicação, está sujeito às oscilações do mercado, e é claro que isso inclui as variações da inflação.

Por isso, antes de investir, é importante verificar se os rendimentos esperados se darão acima da inflação. Do contrário, mesmo que seu dinheiro continue rendendo, se o aumento da inflação for maior do que a rentabilidade da aplicação, ele pode estar perdendo valor diariamente.

Tendo isso em vista, uma ótima opção para proteger seu patrimônio em momentos de crise é o Tesouro IPCA+, que oferece rendimento equivalente à taxa da inflação no período, acrescido de um percentual fixo.

>>> Quer entender mais sobre o assunto? Então, leia este post: Como se proteger da inflação e maximizar sua rentabilidade?

Que tal aprender a usar a inflação a seu favor?

Uma inflação equilibrada é vital para a estabilidade econômica de um país. Com base nisso, é possível dizer que o que causa a inflação é um desequilíbrio na economia, e isso pode ocorrer por diversos motivos. Neste contexto, a alta dos preços é uma reação instintiva do mercado, tentando voltar à normalidade.

Compreender as causas da inflação e o que faz ela subir, além de te ajudar a entender como a economia funciona, também te ajudará a tomar decisões de investimentos melhor embasadas. 

Para ajudar em sua jornada, apresentamos o curso O Beabá Financeiro, que se aprofunda mais nas causas da inflação. Assim, você terá uma ampla visão de tudo o que deve avaliar ao optar por um investimento, de acordo com seu perfil. Não perca esta oportunidade!

O que é fundo DI? Vale a pena investir nessa aplicação?

Você sabe o que é fundo DI? Nesses fundos, seus investimentos são geridos por especialistas na área que aplicam seu conhecimento para fazer seu dinheiro trabalhar, de forma segura, para você.

Quer saber mais? Então continue lendo para entender como funciona o fundo DI, qual a sua rentabilidade, taxas, dentre outros detalhes cruciais.

Vamos lá?

O que é fundo DI?

Fundo DI é um tipo de fundo de investimento em renda fixa que reúne aportes em títulos atrelados aos principais indexadores econômicos, CDI ou Selic

Porém, por determinação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro (ANBIMA), os fundos DI precisam ter uma carteira de, no mínimo, 95% em títulos públicos atrelados à taxa Selic.

De acordo com a definição do Banco Central do Brasil, a Selic é a taxa básica de juros da economia e o principal instrumento do BC para controlar a inflação no país. Ela influencia todas as taxas de juros do país, inclusive as das aplicações financeiras.

Veja como funciona a Taxa Selic no infográfico abaixo:

Fonte: Banco Central do Brasil

Mas o que é Fundo DI na prática? De um jeito simples, fugindo do “economiquês”, quando você aplica em um fundo DI, na verdade está comprando cotas de um fundo de investimento.

Essas cotas são administradas por gestores, ou seja, por especialistas do mercado que podem comprar títulos públicos e privados com a meta de conquistar o máximo de remuneração.

Porém, é importante frisar que por ter a maioria dos seus títulos atrelados à Selic, e possuir desconto da taxa de administração, como veremos mais adiante, a rentabilidade do Fundo DI tende a ser inferior a de outros tipos de investimentos.

Como funciona o fundo DI?

Agora que você já sabe o que é fundo DI, vamos entender melhor como ele funciona?

Os fundos de investimento funcionam como uma espécie de condomínio, no qual o gestor  organiza uma estratégia e a documenta na forma de um prospecto, que você pode verificar no site da instituição que distribui esse fundo ou solicitar ao seu agente de investimento.

A estratégia desse fundo é uma espécie de porto seguro, uma referência do que será feito com o seu dinheiro, e que tipos de aquisições serão realizadas com ele para que você multiplique seus ganhos. 

Essa é uma grande vantagem em investir em fundos de investimento: a gestão especializada e a praticidade. Afinal, são experts que tomam conta da carteira de ativos do fundo para você. 

É por isso que os fundos DI têm a cobrança de uma taxa de administração e, em alguns fundos específicos, há também a  uma taxa de performance, como veremos mais adiante.

>>> Saiba mais detalhes sobre o que é fundo DI e como funciona no vídeo abaixo. Aperte o play para dar o start!

Quais tributos incidem sobre o fundo DI?

Depois de saber o que é fundo DI e como ele funciona, vamos entender quais os custos desse tipo de investimento?

Taxa de administração e taxa de performance

Ao investir em fundo DI é muito comum ouvir falar da taxa de administração e da taxa de performance. E são realmente dois pontos de atenção, já que impactam o rendimento. 

A taxa de administração é referente ao serviço do gestor, ao serviço do administrador e às demais instituições que estão presentes na operacionalização do fundo.

Já a de performance é cobrada do cotista apenas quando a rentabilidade do fundo supera a  do indicador de referência, ou seja, quando ultrapassa o benchmark do fundo. 

Ex. Se o indicador for o CDI e a taxa de performance do fundo for de 20%, isso quer dizer que será 20% sobre o rendimento que superou o CDI. 

Caso isso não aconteça, a taxa de performance não é cobrada. 

IOF e IR

Em relação à tributação dos investimentos, existem cobranças diferentes para cada tipo de fundo. O IOF sempre será cobrado caso haja resgate antes dos 30 dias da aplicação.

Os fundos de longo prazo possuem uma carteira de títulos com prazos médios ou igual a 365 dias. Eles acompanham a Tabela Regressiva do Imposto de Renda dessa forma:

  • de 0 a 180 dias você pagará uma alíquota de 22,5% sobre o rendimento;
  • de 181 a 360 dias, 20%;
  • de 361 a 720 dias 17,6%
  • e acima de 720 dias 15%.

Geralmente, é mais comum encontrar fundos de renda fixa seguindo a tributação de fundos de longo prazo.

Nos fundos de curto prazo, a tributação é um pouco diferente. Isto é, caso você resgate o seu dinheiro antes de 180 dias,  pagará um IR de 22,5% sobre o rendimento e, caso resgate após os 180 dias, pagará um IR de 20%. 

Além disso, esses fundos de renda fixa têm a presença do “come cotas”, o que significa que no último dia útil dos meses de maio e novembro haverá cobrança antecipada do IR.

Para os fundos de longo prazo, essa alíquota  é de 15%. Já para os de curto prazo,ela é um pouco maior, uma vez que a taxa é de 20%.

No fundo de ações a alíquota de 15% é cobrada somente no momento do resgate e não há presença do “come cotas”. 

Qual a rentabilidade do fundo DI?

Os fundos DI geralmente possuem um rendimento de 100% do CDI, com rentabilidade semelhante à taxa básica de juros.  

Porém, algumas taxas de custo incidem sobre esses fundos (taxa de administração e de performance), impactando sua rentabilidade. 

Para você entender melhor essa questão:

  • Vamos supor que o rendimento do fundo DI foi de 100% do CDI. Se ele sofre desconto da taxa de administração, que pode variar de 0,3% a 3,5%, na verdade ele vai render ao final entre 80% e 100% do CDI.

Por isso, um fator crucial para saber qual a rentabilidade do fundo DI é conhecer sua taxa de administração. 

>>> Entenda mais sobre o rendimento do CDI: Clique aqui!

O fundo DI é seguro?

Os fundos de investimento não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege o saldo de algumas aplicações de renda fixa em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira. Logo, esse é um ponto que merece atenção, uma vez que há o risco de crédito, ou seja, da empresa não te pagar. 

Porém, o fundo DI tem como vantagem possuir um CNPJ próprio, por isso, o dinheiro não fica misturado ao da instituição financeira emissora.

Vale a pena investir em fundos DI?

Agora que você já sabe tudo sobre o que é fundo DI, deve estar se perguntando se vale a pena investir, não é mesmo?

Para obter essa resposta, é necessário avaliar suas vantagens e desvantagens e verificar se é um investimento que se adequa ao seu perfil de investidor. 

Como vantagem, temos que a liquidez da maioria desses fundos é diária, além de ser uma aplicação de baixo risco e não demandar acompanhamento, já que há um gestor que o faz. 

Porém, como desvantagem, esse é um tipo de investimento que não traz grande rentabilidade, por ser atrelado à Selic e, principalmente pelas cobranças aplicadas, como o famigerado “come cotas”.

Agora cabe a você analisar esses pontos e decidir se o Fundo DI atende aos seus planos de investimento. 

Mas antes, sabe o que pode ajudá-lo ainda melhor nessa decisão? Investir em conhecimento para se aprofundar no mundo dos investimentos. 

Assim, poderá aplicar seu dinheiro com a perícia de quem entende do assunto e, ainda, com o autoconhecimento que só você possui para entender suas próprias necessidades de investidor, não é mesmo?

Na Faculdade XP School, temos muitas formações que podem te interessar, como o curso Renda Fixa: ganhos com Baixo Risco, com o qual você tem acesso a: 

  • conteúdo facilitado por especialistas do mercado; 
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  • e, o melhor, com modelo flexível que se adapta à sua rotina. 

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Como funciona o pré-market na Bovespa?

Já imaginou contribuir para a formação dos preços dos ativos que integram o índice B3? Essa é uma das vantagens de participar do pré-market da Bovespa. 

Neste período, que antecede o pregão convencional, os chamados leilões de abertura são realizados. São períodos de grande volatilidade, mas, também, de grandes oportunidades.

Se você é um investidor de perfil arrojado e quer entender mais sobre o momento de pré-abertura da bolsa de valores brasileira, continue a leitura deste artigo! Vamos te explicar como funciona e pontuar as vantagens e desvantagens de participar da antecipação.  

Não sabe qual o seu perfil de investidor? Dê o play no vídeo abaixo e descubra: 

O que significam pré-market e after market? 

A bolsa de valores brasileira (Bovespa) tem um horário de funcionamento regrado. Apesar disso, conta com dois momentos específicos nos quais é possível negociar ações fora do pregão convencional. Estes momentos se chamam pré-market e after market. 

Ao pé da letra, podemos definir pré-market como “antes do mercado”, ou “pré-abertura”, como o período é chamado por aqui. 

Trata-se de um período pré-pregão, no qual os preços dos ativos são formados, guiando as primeiras negociações do dia.

Saiba mais sobre a formação do preço de uma ação, como interpretá-lo e incluí-lo dentro de suas estratégias para aumentar seus rendimentos em nosso e-book exclusivo e gratuito! 

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Já o after market é um período de negociação extra após o fechamento do pregão convencional. 

O objetivo da B3 e de outras bolsas de valores globais que realizam o after market é possibilitar a realização de operações por investidores que não obtiveram sucesso no período formal de funcionamento. O after market começa 25 minutos após o fechamento do pregão regular e dura cerca de 35 minutos. 

O que é o pré-market da Bovespa? 

A lógica do pré-market da Bovespa é a mesma apresentada anteriormente. Trata-se de um período reservado para movimentações específicas, geralmente iniciado de 20 a 30 minutos antes do início do pregão convencional da B3 (que geralmente inicia às 10h e encerra às 17h).

Se você tem interesse em participar do pré-market, deve se manter atento ao portal da B3, no qual são divulgados diariamente os cronogramas dos pregões, incluindo os momentos de pré-market e after market. 

Como funciona o pré-market da Bovespa? 

A estrutura de funcionamento do pré-market da Bovespa é a seguinte: 

Nos 15 minutos iniciais, os investidores têm a oportunidade de rever e cancelar ofertas feitas fora do pregão, desde que ainda não tenham sido concluídas. 

Em seguida, acontece o leilão de abertura. Neste período, com duração de 15 minutos, os investidores fazem ofertas para as ações. Este é o momento em que ocorre a formação dos preços das ações, especialmente as que têm maior liquidez

No leilão de abertura, os investidores “dão seu lance” no formato de ordens de compra e venda de ações. A bolsa, então, escolhe uma oferta que atenda tanto o valor de venda estipulado pelo dono do ativo quanto o oferecido para a compra do papel.

Importante: ao longo do período do leilão, a B3 não executa nenhuma ordem. Ela apenas recebe e especula um preço teórico de abertura, pautado na disposição de investimento dos investidores.

Somente no momento de abertura oficial do pregão é que as ordens de compra iguais ou acima do preço teórico de abertura são executadas, assim como as ordens de venda abaixo do valor previamente estipulado. 

Vantagens e desvantagens de operar no pré-market

Como você viu nos parágrafos anteriores, é preciso ser um investidor dinâmico e de perfil arrojado para operar no pré-market. Se você cumpre esses requisitos, vamos te ajudar a definir se a operação é ou não para você listando algumas das vantagens e desvantagens deste tipo de trade

Vantagens de operar no pré-market da Bovespa

O pré-market é omomento em que os investidores institucionais (representantes de empresas listadas na B3) defendem o preço de suas posições. Para os investidores, este é um bom momento para fazer ofertas, afinal,os ativos costumam passar por grande volatilidade.

Por isso mesmo, os investidores conseguem encontrar janelas de negociação e aproveitar escaladas ou quedas nos preços dos ativos para identificar oportunidades de compra ou venda obtendo lucro (ou evitando prejuízos). 

Desvantagens de operar no pré-market da Bovespa 

Como dissemos anteriormente, a volatilidade dos papéis no pré-market pode fazer com que o investidor perca dinheiro. Isso porque as ordens lançadas no pré-market não são canceláveis e, uma vez que você realiza uma ordem de compra muito superior ao valor determinado no fim do leilão, terá que arcar com a sua execução. 

Por fim, é importante pontuar que somente investidores com alto volume de capital são capazes de influenciar o preço de abertura de uma ação. 

Mais dicas sobre day trade e Bolsa de Valores 

E aí? Investir no pré-market da Bovespa é para você? Isso significa que você é um trader com perfil arrojado, com tempo para acompanhar tendências e jogo de cintura para lidar com oscilações e volatilidade, certo? 

Pensando nisso, queremos te ajudar a ir além. 

No curso Consistência no Day Trade & Gestão Emocional, conheça as dinâmicas que acontecem por trás da compra e venda de ações na bolsa de valores. Aproveite esses ensinamentos para tomar boas decisões, obtendo resultados consistentes e excelentes rendimentos! Faça sua matrícula agora mesmo.

*Créditos da imagem de capa: Jason Briscoe em Unsplash

O que significa queda da bolsa? Como isso impacta seus investimentos

Qualquer investidor, seja iniciante ou experiente, já deve ter ouvido falar nesse termo. Mas, você realmente sabe o que significa a queda da bolsa?

Como você deve saber, o mercado financeiro é extremamente volátil. Por conta disso, tanto eventos internos quanto externos ao país podem gerar oscilações na cotação dos ativos. Quando os preços sobem, dizemos que a bolsa está em alta. Quando a movimentação é negativa, significa a queda da bolsa.

Mas, afinal, como isso impacta em seus investimentos, o que gera essa queda e como agir nessas situações? Relaxa, pois a gente está aqui para te ajudar a entender tudo isso!

Neste post explicamos o que significa a queda da bolsa, o que faz com que isso aconteça e ainda apresentamos o mecanismo de segurança que é acionado pela B3 quando isso ocorre, a fim de frear a queda e proteger os investidores. Boa leitura!

O que significa a queda da bolsa de valores?

Seja você um investidor experiente ou iniciante, já deve ter ouvido algumas vezes o termo “queda da bolsa de valores”, especialmente quando o país enfrenta momentos de crise financeira, não é mesmo?

“Mas, afinal, você o que significa esta expressão?”

Para ficar mais claro, vamos pegar como exemplo a Bolsa de Valores Brasileira, que funciona como um mercado de valores mobiliários, onde investidores negociam diariamente diversos tipos de ativos financeiros.

Quando os noticiários anunciam que a bolsa caiu, na verdade estão se referindo à queda do Ibovespa — principal indicador da B3 — que funciona como um carteira teórica, composta por ações das principais empresas do país, correspondendo a cerca de 80% das negociações realizadas na Bolsa de Valores Brasileira.

Tendo isso em mente, fica fácil compreender que a queda da bolsa significa que as ações dessas empresas estão sofrendo desvalorização. Por outro lado, quando essas mesmas ações sobem, é comum ouvirmos notícias sobre a “alta da bolsa”.

O que faz a bolsa cair?

Para entender o que faz a bolsa cair, é importante ter clareza sobre como o mercado financeiro funciona.

Primeiramente, você deve compreender que um dos principais fatores que influenciam na precificação de um ativo é a lei da oferta e demanda:

Quando o mercado está aquecido e há muitos interessados em determinada ação, seu preço tende a subir. Por outro lado, diante de momentos de incerteza, muitos investidores podem optar por vender suas ações para alocar o dinheiro em outras aplicações mais promissoras no momento, logo, a tendência é de que seu preço caia.

Agora, lembra que falamos que o Ibovespa é uma carteira teórica, composta pelas empresas mais importantes do país? Então, se há muita gente vendendo e poucos comprando estas ações, é natural que haja uma queda da bolsa, concorda?

Essas oscilações podem ser influenciadas tanto por fatores internos quanto externos, como o momento político do país, a economia mundial, conflitos internacionais e até mesmo crises sanitárias, como a que passamos por conta da Covid-19.

Para se aprofundar mais neste assunto, baixe gratuitamente nosso e-book: Como se formam os preços dos ativos. É só clicar no banner abaixo e fazer o download.

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O que acontece se a bolsa de valores cair?

Quando o Ibovespa começa a cair, o instinto natural dos investidores é vender suas ações para minimizar seu prejuízo. Fazendo isso, logo são seguidos por outros, derrubando ainda mais os preços das ações.

Para conter este “efeito manada”, a B3 possui um mecanismo de segurança, chamado Circuit Breaker, que tem como função, interromper as negociações para acalmar os ânimos dos investidores, freando a queda brusca na cotação das ações.

Seu acionamento possui três estágios:

  • Estágio I – as negociações são paralisadas por 30 minutos, caso o Ibovespa apresente uma queda de 10% em relação ao fechamento do pregão anterior;
  • Estágio II – uma nova paralisação, desta vez de 1 hora, caso o índice continue em queda, atingindo 15% de desvalorização;
  • Estágio III – caso a queda persista, ao chegar em 20%, a B3 definirá um novo período de suspensão, que será informado em seus canais oficiais de comunicação.

Um exemplo recente aconteceu em 2020, quando, por conta do cenário de incerteza econômica, provocado pela pandemia de Covid-19, o Ibovespa caiu de 114 mil pontos em fevereiro para 63 mil em março

gráfico representativo da queda queda do Ibovespa em 2020
Fonte: G1 com dados da B3

Apenas no período de maior queda, entre 9 e 18 de março, as negociações na bolsa sofreram seis paralisações. Conforme você pode ver no gráfico, felizmente, a bolsa voltou a subir gradualmente nos meses seguintes, até recuperar o antigo patamar no fim do ano.

Como lidar com a queda da bolsa?

Agora que você já sabe o que significa o termo “queda da bolsa” e o que acontece nessa situação, não irá se assustar tanto diante de um evento como esse. O importante é se manter bem informado e aprender a controlar suas emoções.

Mantenha a calma, aja com racionalidade e evite cair no efeito manada. Antes de fazer qualquer coisa, procure entender o contexto geral: “o que levou a esta queda?” Dessa forma, você terá a oportunidade de tomar uma decisão mais bem embasada.

Em outras palavras, procure agir com base em dados, ao invés de ceder ao impulso e deixar suas emoções controlarem seu comportamento.

Outra dica importante para se proteger é sempre diversificar seus investimentos. Assim, mesmo que a bolsa de valores esteja em queda, parte do seu patrimônio permanecerá em segurança, rendendo normalmente em outras aplicações.

Na vida e nos investimentos, conhecimento e experiência são tudo. Por isso, quanto mais você souber, melhor irá lidar com as adversidades do mercado, reduzindo perdas e identificando boas oportunidades para aumentar seus lucros. 

Tendo isso em mente, que tal dar o primeiro passo para fazer seu dinheiro render mais? Conheça o curso Introdução ao Universo de Trading. Por meio de um conteúdo super didático e completo, você vai aprimorar seu repertório de análise e aprender a identificar as empresas mais promissoras da bolsa.

O que é carteira de investimentos? 4 dicas para montar um modelo diversificado

Quem entra no mundo financeiro precisa saber o que é carteira de investimentos e como funciona, pois é muito provável que o investidor a utilize para fazer várias aplicações de uma única vez.

Antes de mais nada, carteira de investimentos é a aplicação de um conjunto de ativos financeiros, sendo uma modalidade onde se concentra vários tipos de aplicações. Neste caso, o investidor distribui o dinheiro em mais de um investimento, seguindo um modelo diversificado.

Mas montar uma carteira equilibrada e rentável exige esforço e conhecimento sobre títulos e produtos financeiros. 

Para estar preparado para lidar com esse modelo de negócio, neste artigo vamos explicar como montar uma carteira de investimentos ideal de acordo com o seu perfil de investidor e sua rentabilidade.

Siga conosco até o fim.

Boa leitura!

O que é uma carteira de investimentos diversificada?

Carteira de investimentos é a união de transações de ativos de diferentes classes, tipos e mercados escolhida por você para fazer seu dinheiro render. 

Independentemente do valor, se você distribuiu suas economias em mais de um ativo, isso significa que já possui uma carteira de investimentos.

A formação de uma carteira de investimentos é relativa e subjetiva, por isso, não se deve definir um modelo ideal e padronizado, e sim, uma composição que faça sentido para cada investidor.

Nesse sentido, a intenção é garantir uma exposição variada aos riscos, o que permite proteger melhor o seu patrimônio. Assim, os recursos são alocados em proporções diferentes, de modo a balancear as características e potencializar as chances de resultado.

Na prática, você não está exposto aos impactos de somente uma instituição ou setor. Desse modo, caso ocorra a desvalorização de um ativo, você pode ser compensado pela valorização de outro.

Isso significa que a diversificação de carteira reflete não só a redução dos riscos, bem como pode diminuir eventuais perdas, especialmente em renda variável.

Para que serve a carteira de investimentos?

A carteira de investimentos tem como foco preservar o saldo positivo do investidor, mesmo se uma aplicação ou outra não apresentar resultados condizentes. As incertezas do mercado financeiro e do cenário econômico podem contribuir para a valorização e desvalorização das aplicações. 

Afinal de contas, é praticamente impossível prever exatamente os rendimentos dos investimentos em um prazo mais longo, principalmente quando entramos na renda variável.

Por conta disso, é de extrema relevância não colocar todo o dinheiro em um único ativo pela possibilidade de sofrer em caso de um choque.

Quer entender mais como funciona o mercado de investimentos e como criar uma carteira diversificada? Tenha um guia ideal em mãos para sempre que precisar saber mais sobre o mundo dos investimentos. Faça o download agora:

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Tipos de carteira de investimentos

Carteira recomendada

É um modelo de carteira composta por dicas de profissionais da área. Isto é, corretoras, consultorias financeiras e analistas independentes estudam o mercado e sugerem os melhores tipos de ativos para os investidores.

Durante a aplicação da carteira, os investidores recebem um relatório completo com dados e dicas sobre os ativos adquiridos. 

Carteira administrada

É quando uma empresa fica responsável por aplicar a carteira de investimentos de um cliente, distribuindo os ativos disponíveis no mercado conforme sua estratégia de negócios.

O planejamento realizado pela empresa contratada deve seguir adiante somente após o aval do investidor.

Assista ao vídeo e saiba as melhores formas para diversificar sua carteira de investimentos:

Como diversificar uma carteira de investimentos?

Veja as principais dicas para criar uma carteira de investimentos diversificada e rentável Analise os passos necessários a seguir:

1º passo: conheça seu perfil de investidor

Antes de fazer qualquer escolha dentro da sua carteira de investimentos, é preciso conhecer, primeiro, qual o seu perfil de investidor – é praticamente inviável alcançar melhores resultados e constantes sem essa parte.

Isso significa entender qual é o seu apetite ao risco e de quanta segurança está disposto a abrir mão em troca de um potencial maior de ganhos.

Se você ainda não sabe qual é o seu perfil, pense o quanto você tolera perdas e se sente desconfortável diante de possíveis perdas de rentabilidade.

  • Caso sua resposta seja “tolerância zero”, você tende a ter um perfil conservador;
  • Caso tenha um certo apetite por rentabilidades maiores, mesmo que com pouco risco, você tende a ser um investidor moderado;
  • Agora, caso não tema por possíveis perdas na expectativa de ter ganhos mais altos, seu perfil é mais alinhado com o perfil agressivo.

Assim, entender seu perfil ajuda a saber como dividir os investimentos, em termos de classes, tipos e riscos.

>>> Leia também: Saiba as melhores dicas de investimentos para o perfil conservador

2º passo: identifique seus objetivos e prazos

Conhecer os objetivos de curto, médio e longo prazo é outro fator muito importante e que precisa estar alinhado aos investimentos.

Por isso, lembre-se de que existe o tripé do investimento, formado por:

  • segurança;
  • rentabilidade;
  • liquidez.

Por exemplo, se você quiser um investimento seguro e com resgate diário (alta liquidez), é provável que ele não seja tão rentável. Agora, caso espere que ele tenha alta liquidez e grande retorno, aí provavelmente não será tão seguro.

Mas se for seguro e rentável, espera-se que a liquidez seja menor.

Para um objetivo de longo prazo, é possível investir com um pouco mais de riscos – mas sempre dependendo do seu perfil primeiro.

Por outro lado, se a intenção for investir para reserva de emergência (planos de curto prazo), é necessário escolher uma alternativa segura e com liquidez alta. Saber alinhar objetivos e prazos a investimento aumentará suas chances de alcançar seus sonhos desejados.

3º passo: explore as alternativas do mercado

Neste momento de preparar sua carteira de investimentos, é preciso entender o mercado como um todo.

Afinal, como alinhar objetivos e prazos a investimentos se não conhecemos, pelo menos, o suficiente de cada classe de ativos?

Por exemplo, na renda fixa é possível investir em títulos públicos e privados que são prefixados, pós-fixados ou híbridos, que costumam ter rendimentos mais previsíveis e seguros.

Na renda variável, o investimento em ações é o mais cobiçado, mas ainda há alternativas em derivativos da bolsa de valores (como Opções) e em fundos diversos (como Fundos Imobiliários, Fundos Multimercados, Fundos de Índice e outros), entre outros.

A partir do momento em que se sabe como cada investimento funciona, torna-se mais fácil entender a correlação entre elas.

4º passo: reanalise a carteira periodicamente

Para que a sua carteira de investimentos diversificada garanta resultados significativos de modo que siga atendendo suas necessidades e expectativas, é válido que faça análises periódicas. Isso porque com o tempo seus objetivos podem mudar, e, consequentemente, também os seus investimentos.

Então, veja se os seus objetivos permanecem os mesmos e confira como estão os resultados dos investimentos. Dependendo do contexto, você se mostrará disposto a correr mais ou menos riscos.

Dessa forma, é mais viável manter a carteira relevante e diversificada de acordo com as suas preferências.

>>> Aprenda também: Saiba como fazer pequenos investimentos na Bolsa de Valores

Como montar carteira de investimentos? Bônus

Agora que você já sabe o que é carteira de investimentos e como funciona, fica mais fácil planejar os ativos para buscar mais rentabilidade.

Mas saiba que é possível se aperfeiçoar no tema e aprender mais sobre este universo de forma prática e eficiente.

E como fazer isso? Conhecendo os métodos do curso Diversificação de carteira e Gerenciamento de Risco

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