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Tudo o que você deve saber antes de investir em títulos privados

Saber o que são títulos privados pode te posicionar mais perto da realização de sonhos, sabe por que? Porque são alternativas seguras de investimento, com rentabilidade superior à da poupança e atreladas a instituições sólidas no País, como bancos e empresas do setor imobiliário e agrícola.

Continue a leitura e entenda quais os tipos de investimentos privados disponíveis no mercado, suas vantagens e desvantagens e dicas para descobrir se estes títulos são compatíveis com o seu perfil de investidor. 

O que são títulos privados? 

Títulos privados são ativos de renda fixa emitidos por empresas da iniciativa privada. Os investimentos privados funcionam assim: você, como investidor, “empresta” dinheiro para o emissor do título (no caso, uma empresa). 

Em troca, recebe o retorno do capital investido com uma bonificação que, em geral, corresponde aos juros incidentes na data de vencimento do título ou nos prazos acordados no momento da compra do ativo. 

Quais os tipos de investimentos privados? 

A seguir, você conhece alguns dos mais populares tipos de investimentos privados disponíveis. Será que você já ouviu falar em alguns deles? 

1. CDB

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. Trata-se de um título emitido por bancos e corretoras de valores, bastante procurado por quem quer um investimento seguro — o CDB é protegido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que assegura aportes de até R$250 mil por CPF.

A lógica de funcionamento do CDB é a seguinte: você “empresta” dinheiro ao banco e, no momento do fechamento do contrato, define a data de vencimento do empréstimo, sua liquidez e a taxa de juros incidente sobre o valor aportado. 

Existem diferentes tipos de CDB:

  • prefixado, no qual a taxa de juros é definida no momento da aplicação, possibilitando ao investidor saber exatamente quanto vai receber no futuro;
  • pós-fixado, em que sabe-se o indicador que será usado como referência para a rentabilidade (por exemplo, 110% do CDI) mas não é possível prever o valor exato recebido no vencimento em decorrência da oscilação do indicador;
  • híbrido: apresenta uma parte do retorno a partir de uma taxa prefixada e outra pós-fixada que varia de acordo com algum índice financeiro. É bastante comum que o indexador seja o IPCA, também conhecido como inflação.

2. LCI e LCA

LCI e LCA correspondem, respectivamente, a Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio. Nestes dois casos, e assim como no exemplo anterior, você, na qualidade de investidor, financia as atividades dos respectivos setores. 

O investimento em LCI e LCA é vantajoso por ser isento de tributação no Imposto de Renda, além da garantia do FGC.

Quer saber mais sobre LCI e LCA? Dê o play no vídeo abaixo! 

3. Debêntures

Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas privadas. Quem compra uma debênture segue o mesmo fluxo dos investimentos descritos anteriormente e se torna um credor da empresa, recebendo, no vencimento, juros sobre o valor investido. 

Existem diferentes tipos de debêntures disponíveis no mercado, incluindo as chamadas debêntures incentivadas, que, por serem voltadas a setores estratégicos da economia — como energia e transporte —  têm alíquota zero no Imposto de Renda. 

4. LC

As Letras de Câmbio são emitidas por financeiras, ao invés de bancos e têm uma lógica bastante semelhante à do CDB. 

A principal diferença entre uma LC e um CDB é a possibilidade de encontrar, na sua corretora, um título com a data de vencimento ideal para você e um rendimento compatível às suas expectativas. 

Quer conhecer mais sobre as Letras de Câmbio? Assista ao vídeo abaixo e fique por dentro. 

5. CRI e CRA 

Assim como LCI e LCA, os Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio são títulos semelhantes que operam em segmentos distintos. 

Eles são emitidos por empresas privadas – chamadas de securitizadoras – e são lastreados em operações de crédito ligadas aos setores imobiliário e do agronegócio.

Assim como outros investimentos de renda fixa, o CRI e o CRA podem ser prefixados, pós-fixados ou atrelados à inflação no chamado modelo híbrido. 

Além de oferecer diferentes opções de rentabilidade, os certificados de recebíveis são isentos de Imposto de Renda e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Vantagens e desvantagens dos títulos privados

E aí, se interessou pelos títulos privados? Se ainda está em dúvida se este é o melhor tipo de investimento para você, vamos te ajudar. Separamos alguns prós e contras deste padrão de aplicação.

Vantagens 

Isenção de Imposto de Renda

Como você viu, grande parte dos investimentos privados mostrados no tópico acima têm isenção de Imposto de Renda. Isso acontece porque os títulos têm, como finalidade, viabilizar projetos de infraestrutura, transmissão de energia, transporte de cargas e matérias-primas e reformas. 

Dessa maneira, para incentivar mais investidores a optarem por esta modalidade, viabilizando o avanço econômico do país, o Governo oferece a isenção fiscal como um incentivo.

Risco reduzido

Ao investir em títulos de empresas de grande porte, instituições bancárias e financeiras, você ganha em segurança e confiabilidade. Isso porque as chances de inadimplência são menores, o valor investido não oscila no mercado e, em grande parte dos casos, ainda conta com a garantia do FGC. 

Rentabilidade

Quanto menor for o porte da instituição emissora de um título de crédito privado, maiores são os retornos previstos aos seus investidores. Isso acontece para que esses títulos sejam atrativos, gerando alta rentabilidade.

Desvantagens

Antes de tomar sua decisão sobre os títulos privados, atente-se às desvantagens das aplicações e avalie o quanto elas podem impactar na sua expectativa: 

  • É preciso avaliar com atenção e cuidado as empresas emissoras do título, considerando sua reputação e histórico no mercado;
  • Em alguns títulos privados, não há garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Nestes casos, as garantias existentes são feitas pelas próprias instituições emissoras, o que reforça o ponto anterior.
  • Há títulos privados em que o valor mínimo do investimento tende a ser mais alto, com aportes entre R$1 mil, R$10 mil e até R$30 mil. 

Perfil de investidor: encontre a aplicação perfeita para você 

Como saber se os títulos privados são a melhor opção para você? Comece pelo seu perfil de investidor

O perfil de investidor é um espelho das tendências comportamentais de cada investidor. Essa análise acontece partir da descrição do comportamento do indivíduo diante das características — e principalmente dos riscos — de diferentes tipos de investimentos. 

A tolerância ao risco, o conforto ou desconforto diante de oscilações e da possibilidade de perda de capital são alguns dos elementos de avaliação no momento do desenho da “personalidade investidora”, que pode ser classificada como Arrojada (alta tolerância a riscos), Moderada (alguma tolerância a riscos) e Conservadora (baixa tolerância a riscos).

Considerando as características dos títulos privados, podemos dizer que a modalidade é indicada a investidores de perfil conservador a moderado, a depender do tipo de aplicação escolhido.

Quer entender mais sobre os perfis de investidor? Assista ao vídeo abaixo: 

Renda fixa: alternativa para a poupança

Seja qual for o seu perfil de investidor, é essencial manter em mente que, se seu desejo é obter rentabilidades superiores à da poupança, a renda fixa é um bom lugar para começar. 

Aliás, está mais do que na hora de você abrir a mente e aprender mais sobre o universo dos investimentos. Para começar, que tal fazer o curso Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco? Aproveite!

*Créditos da imagem de capa: Mercado de trabalho foto criado por DCStudio – br.freepik.com

Qual o melhor investimento para aposentadoria? Veja o que considerar

Saber qual o melhor investimento para aposentadoria pode te ajudar a enxergar o seu futuro com mais tranquilidade. Afinal, um bom planejamento financeiro na chamada “melhor idade” possibilita a realização de sonhos e a manutenção — e até o crescimento —  do padrão de vida conquistado ao longo da vida. 

Diante de tantas possibilidades, os brasileiros vêm, aos poucos, abrindo a mente para novos caminhos de investimento visando ao futuro. 

De acordo com o 4º Raio X do investidor, publicado pela Anbima em 2021, 18% dos brasileiros já preveem sua renda na aposentadoria a partir de investimentos. No relatório de 2020, esse número correspondia a 14% e, no ano anterior, a 10%. 

Você faz parte desse número crescente de cidadãos em busca de alternativas para viabilizar uma aposentadoria sem dores de cabeça? Então continue a leitura. Vamos te ajudar com isso! 

Definindo o melhor investimento para aposentadoria: o que levar em conta? 

Antes de mais nada, para decidir qual o melhor investimento para a aposentadoria, considere sua expectativa de futuro.

Que padrão de vida você espera ter? Quais conquistas devem ser alcançadas? Há o plano de fazer aquisições de bens? Quais serão os gastos básicos na longevidade (considere custos de transporte, moradia, alimentação, saúde e lazer)? Estas devem ser suas perguntas-guia. 

Você já tem uma reserva de emergência? Se não, coloque-a no planejamento também.

>>> Antes de seguir em frente, aproveite e saiba mais sobre esse importante recurso dando o play no vídeo abaixo: 

No momento do planejamento, é fundamental levar em conta o aumento da expectativa de vida. De acordo com o estudo Tsunami 60+. a expectativa de vida cresceu mais de 30 anos entre 1940 e 2016, e a tendência é que a curva continue ascendente.

Por último, mas não menos importante: considere o seu perfil de investidor. Mesmo quando falamos em títulos de longo prazo, é preciso entender pontos como:

  • tolerância ao risco;
  • prioridade no momento do investimento;
  • expectativas no longo prazo.

Isso ajudará a classificar o seu perfil como moderado, conservador ou arrojado, e assim,  entender qual o melhor investimento para a aposentadoria. Este, aliás, é o tema sobre o qual falaremos no tópico seguinte. 

Qual o melhor investimento para aposentadoria? 4 opções para considerar

Separamos 4 opções de investimento para aposentadoria para te ajudar a conhecer as possibilidades. O ideal é que você avalie cada uma delas em relação aos pontos levantados anteriormente e busque por aquela que combine com as suas expectativas enquanto investidor e, ao mesmo tempo, o ajude a alcançar os objetivos traçados. 

Previdência Privada

Este é, possivelmente, o mais popular investimento privado para aposentadoria. A previdência privada, oferecida por bancos e seguradoras, funciona por meio de aportes periódicos em um fundo de seguridade. 

O rendimento destes aportes no longo prazo pode ser revertido em renda na aposentadoria ou para viabilizar conquistas e planos. 

Vantagens do investimento

A previdência privada é uma boa opção para investidores de perfil conservador, que buscam previsibilidade para os resgates futuros e para os aportes mensais. Além disso, a previdência também oferece, como vantagens positivas: 

  • desconto progressivo no Imposto de Renda (quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor o imposto incidente no valor total);
  • não há cobranças antecipadas no IR, como acontece semestralmente em outros fundos;
  • Isenção do imposto sobre herança. Neste caso, o produto funciona como um fundo de seguridade e, por isso, não tem as obrigações comuns a outros ativos;
  • liquidez com a possibilidade de resgatar os valores a qualquer momento (embora haja multas e perdas pela operação, sinalizados em contrato no momento do fechamento do plano). 

Desvantagens

Em geral, as desvantagens da previdência privada têm relação às taxas de administração e carregamento, que são mais altas do que em outras modalidades de investimento. 

Além disso, investidores com mais conhecimento no mercado identificam a previdência privada como um fundo de baixo rendimento, especialmente se comparado a ativos de renda fixa e Fundos de Investimento Imobiliário (FII), por exemplo. 

>>> Ficou interessado nos FII? Leia mais sobre o assunto e saiba como funcionam os Fundos de Investimento Imobiliário e para quem são indicados

Poupança ou previdência privada: qual é o melhor? 

Uma dúvida recorrente entre investidores que estão dando os primeiros passos no mundo dos investimentos para a longevidade é: poupança ou previdência privada, em qual investir? 

A resposta é: depende! 

Ambas as modalidades de investimento são consideradas como tendo baixo rendimento (em comparação com outros ativos de renda fixa e, especialmente, de renda variável). Além disso, contam com características particulares e que devem ser levadas em conta juntamente com as expectativas e possibilidades do investidor, tais como: 

  • rentabilidade: enquanto o rendimento da poupança é atrelado às Taxa Selic e  Referencial — o que faz com que seu desempenho em alguns casos não supere a inflação, a previdência varia de acordo com a instituição seguradora escolhida;
  • prazo de resgate: é importante ter em mente que a previdência é um investimento de longo prazo, e que resgates a qualquer hora podem implicar no pagamento de multas e penalidades;
  • taxas e tarifas: conheça as cobranças atreladas a ambas as modalidades de investimento. Lembre-se de que a previdência conta com taxas de administração e carregamento. 

E aí? Pronto para conhecer outras opções mais rentáveis e eleger o melhor investimento para a SUA aposentadoria? 

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Tesouro Nacional. Seu objetivo é permitir que cidadãos comprem títulos do Governo Federal de forma online, tornando-se um credor do órgão. 

No Tesouro Direto, o investidor pode fazer aplicações baixas (a partir de R$30) e escolher diferentes planos, de acordo com sua expectativa e perfil.

Por isso, costumamos dizer que o Tesouro é uma modalidade de investimento democrática, com opções para investidores conservadores, arrojados e moderados que desejam desde a formação de uma reserva de emergência até a criação de um plano para a aposentadoria. 

>>> Saiba mais sobre o Tesouro Direto e os tipos de títulos disponíveis

Vantagens do investimento

Investir no Tesouro Direto é fácil e intuitivo. Esse é um dos diferenciais da aplicação. Além disso, o Tesouro também:

  • é considerado um título seguro, já que é emitido pelo próprio Tesouro Nacional; 
  • tem alta liquidez, ou seja, pode ser resgatado a qualquer momento;
  • funciona pela lógica dos juros compostos, ou seja, o rendimento de amanhã incide sobre o valor do rendimento de hoje, e não sobre o valor do aporte inicial;
  • diferentes opções de títulos com prazos e retornos variados

Desvantagens

As principais desvantagens atreladas ao Tesouro Direto dizem respeito às taxas e tributações, como o IOF (que incide nos primeiros 30 dias de contratação do título), a Taxa de Custódia, cobrada semestralmente pela B3, a Bolsa de Valores do Brasil e o Imposto de Renda. 

Além disso, é importante destacar que, embora o Tesouro Direto tenha alta liquidez, a venda antecipada de títulos pode levar a um prejuízo financeiro, decorrente das oscilações do mercado no período. 

LCI e LCA

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são tipos de investimento em renda fixa isentos de Imposto de Renda. Neste caso, ao comprar os papéis, você se torna credor das instituições bancárias emissoras, emprestando dinheiro a elas e recebendo o pagamento com juros no vencimento. 

As LCI e LCA são  opções interessantes para quem busca o melhor investimento para a aposentadoria, já que costumam gerar retornos consideravelmente superiores ao de investimentos convencionais, como a poupança. 

Além disso, e assim como o Tesouro Direto, oferecem títulos com diferentes prazos e rendimentos, sendo classificadas como: prefixada pós-fixada e híbrida (atrelada à variação da inflação).

>>> Mais sobre LCI e LCA e os diferentes tipos de títulos.

Vantagens do investimento

  • Isenção de Imposto de Renda;
  • Boa rentabilidade, até superiores a outros investimentos, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) considerado uma opção popular em renda fixa; 
  • Garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$250 mil por CPF;
  • Não há tributos ou taxas atreladas ao investimento. 

Desvantagens

A principal desvantagem atribuída às LCI e LCA é a liquidez limitada. Isso significa que, normalmente, é preciso aguardar o vencimento do título para acessar os recursos investidos, bem como o rendimento incidente.  

Fundos de investimento

Por fim, os Fundos de Investimento, modalidade na qual um ou mais investidores, chamados de cotistas, agrupam seus recursos e realizam aplicações conjuntas em ativos.

A lógica de funcionamento do fundo de investimento é semelhante a uma gestão de condomínio: cada cotista tem um ou mais apartamentos (as cotas), pagam uma mensalidade para a administração do espaço (o fundo, administrado pelo custodiante) e seguem algumas regras (estabelecidas e controladas por um auditor independente e credenciado na CVM – Comissão de Valores Mobiliários).

Assim como as modalidades de investimento mostradas anteriormente, os fundos também oferecem diferentes tipos de títulos para seus cotistas.

>>> Conheça os principais tipos de Fundos de Investimentos e suas regras de funcionamento. 

Vantagens do investimento

  • Possibilidade de diversificação da carteira de investimentos, com várias opções de fundos disponíveis; 
  • Liquidez: aplicação e resgate ágeis e sem cobrança de impostos; 
  • Gestão das cotas feita por profissionais credenciados e qualificados; 
  • Aporte mínimo de baixo valor (cerca de R$100);
  • Custos de corretagem divididos entre cotistas

Desvantagens

As desvantagens da aplicação em fundos de investimento dizem respeito às taxas (como a corretagem, mencionada anteriormente) e à relativa falta de autonomia na escolha das cotas (afinal, você precisa optar pelas opções já disponíveis em seu fundo).

>>> Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre os fundos de investimento: 

Tudo pronto para planejar uma aposentadoria tranquila? 

Agora você tem em mãos tudo o que precisa para escolher o melhor investimento para a aposentadoria. Lembre-se de levar em conta o seu perfil de investidor e considerar aquilo que cada modalidade de investimento pode, de fato, oferecer. 

Para te ajudar a tomar a sua decisão com mais segurança e garantir anos de tranquilidade, que tal separar 2 horinhas do seu dia para o curso “Previdência e Planejamento: Turbinando a sua Aposentadoria”?

Organizado por especialistas e dividido em módulos, o curso é dinâmico, com linguagem acessível e conteúdo atualizado. Aproveite e faça sua matrícula agora mesmo! 

*Créditos da imagem de capa: Amy Hirschi em Unsplash

A previdência privada pode quebrar? Riscos e vantagens da aplicação

Tem vontade de garantir um futuro confortável na aposentadoria? Fica adiando a realização deste sonho por medo dos riscos atrelados à sua escolha? 

Se sua resposta for “sim” para as perguntas anteriores, temos boas notícia. No artigo de hoje, você descobre se a previdência privada pode quebrar e como colocar na balança as vantagens e desvantagens deste modelo de aplicação. 

Continue a leitura e prepare-se para ir além do “pé de meia” para a aposentadoria!  

O que é previdência privada?

Antes de respondermos se a previdência privada pode quebrar, uma pausa para a contextualização. Caso você ainda não saiba, a previdência privada, também chamada de fundo previdenciário, é uma modalidade de investimento projetada com foco no médio e longo prazo. 

Por conta dessa característica, é uma aplicação bastante visada por quem deseja uma aposentadoria confortável e independente (ou complementar) do INSS. Afinal, neste cenário, os pré-requisitos podem passar por modificações que acabam dificultando o acesso à tão desejada remuneração passiva após anos de contribuição. 

Apesar de ser a finalidade mais popular da previdência privada, há quem invista na modalidade com outras ambições. Alguns exemplos são: adquirir um imóvel, construir uma reserva financeira para criar os filhos ou pagar um investimento. 

>>> Saiba mais: como fazer previdência privada? 

Existe risco de crédito em Previdência Privada? 

Agora que você já tem em mente o que é o fundo previdenciário, vamos à pergunta de um milhão de dólares: existe risco de crédito em previdência privada? 

É importante ter em mente que a previdência privada não entra no rol de investimentos cobertos pelo FGC — Fundo Garantidor de Créditos, órgão responsável pela proteção dos interesses dos investidores contra bancos e instituições financeiras em casos de falência, intervenção ou liquidação extrajudicial.

Apesar disso, não podemos dizer que a previdência privada não conta com nenhum mecanismo de proteção. A SUSEP — Superintendência de Seguros Privados é um órgão vinculado ao Ministério da Economia. Ela é responsável por regular e fiscalizar o mercado de previdências e seguros no Brasil. 

Além disso, as seguradoras de previdência privada não são submetidas à Lei de Falências. Por isso, têm a obrigação de apresentar soluções para recuperar o prejuízo de seus clientes mesmo em casos de falência declarada.

Afinal, a previdência privada pode quebrar? 

A resposta é sim. A empresa escolhida para gerenciar sua previdência privada pode, sim, quebrar, e os seus investimentos não serão cobertos pelo FGC. 

Porém, como mencionamos acima, há outras instituições que trabalham para regular e fiscalizar o funcionamento destas empresas, com o intuito de tornar este tipo de aplicação segura para seus investidores. 

Quais os riscos da previdência privada? 

Até aqui, você entendeu que a previdência privada pode quebrar, e que não é uma modalidade de investimento assegurada pelo FGC, mas que conta com a supervisão de outros órgãos reguladores. 

Mas será que há, ainda, outros riscos na previdência privada? 

Quando falamos em aplicações financeiras, há sempre que se considerar alguns riscos que são, ao mesmo tempo, pontos de atenção. A seguir, você descobre quais os riscos da previdência privada. 

1- Escolha da empresa

A escolha da empresa gestora dos fundos de previdência deve ser feita com atenção e cautela. 

Ainda que a Lei de Falências não se aplique ao caso destas organizações, passar por uma situação de quebra e fechamento pode trazer dores de cabeça e preocupações desnecessárias. Especialmente se você estiver buscando exatamente o contrário ao optar por este modelo de investimento. 

2- Inadimplência da gestora

Ainda que não quebre ou declare falência, uma gestora de previdência sem procedência pode deixar de cumprir sua parte no momento mais decisivo do contrato. 

Algumas seguradoras alegam que não há recursos disponíveis para os pagamentos dos beneficiários e, portanto, deixam na mão aqueles que aguardam seu recebimento. 

O ponto de atenção é: assegure-se de que esteja prevista em contrato a obrigação do pagamento dos valores mensais investidos até o fim da vida do beneficiário.

3- Baixa rentabilidade

O indexador de referência da previdência privada é o CDI, o Certificado de Depósitos Interbancários. Por ser um indicador que oscila de acordo com o mercado, este pode não ser sempre o parâmetro de investimento mais rentável, ficando atrás de outros tipos de aplicação. 

O segredo para contornar este risco é investir na diversificação da sua carteira de investimentos. Acha que diversificação é necessária apenas para aplicações em renda variável, como as ações da bolsa? Nada disso! Ter uma carteira com diferentes tipos de investimento funciona bem também para investidores de perfil moderado! 

Dê o play no vídeo abaixo para saber mais sobre o poder da diversificação de investimentos: 

Bônus 1 : tipos de fundo e riscos atrelados

Além dos riscos mencionados acima, vale a pena destacar que o tipo de investimento do fundo previdenciário escolhido traz mais ou menos riscos ao investidor. 

Fundos previdenciários de renda fixa, por exemplo, são considerados mais conservadores, enquanto os de ações, mais arriscados, sendo, portanto, indicados a investidores de perfil arrojado. 

>>> Perfil de investidor: você sabe quais os tipos? 

E as vantagens da aplicação? 

Agora que você já sabe se a previdência privada pode quebrar e quais os outros riscos atrelados, que tal falarmos sobre as vantagens da aplicação? Dessa forma, você terá em mãos tudo o que precisa para ponderar e tomar a melhor decisão baseada em suas necessidades e no seu perfil de investidor. 

Confira, abaixo, alguns dos benefícios da previdência privada: 

  • Sem come-cotas (a tributação semestral de Imposto de Renda no formato de cotas mesmo em casos em que não há resgate); 
  • Pode ser repassado para dependentes em caso de falecimento, sem necessidade de pagamento do ITCMD — Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação, tornando o processo de pagamento mais ágil;
  • Tributação regressiva de Imposto de Renda, com alíquota de 10% (a mais baixa) para aplicações com mais de 10 anos;
  • Portabilidade: possibilidade de migrar para outra instituição caso você, na qualidade de beneficiário da previdência, sinta que é mais vantajoso retirar seus investimentos da instituição atual; 
  • Diferentes tipos de plano, o que possibilita a adesão a um fundo com condições compatíveis ao perfil do investidor e ao objetivo do investimento; 
  • Facilidade para poupar dinheiro, já que o compromisso do investidor é apenas o de garantir o aporte mensal. 

E ainda tem mais! Quer conhecer mais alguns benefícios da previdência privada? Dê o play no vídeo abaixo e confira: 

Quer ajuda para decidir se esta solução é para você? Conte com a Faculdade XP! 

Ao fim deste artigo, você tem em mãos todas as informações essenciais para analisar se este é o melhor investimento para você: sabe se a previdência privada pode quebrar, o que acontece com os investimentos neste caso, outros riscos atrelados a esta modalidade de aplicação e suas vantagens. 

Mas o que fazer com tantas informações? Que tal incrementar esse conhecimento com mais alguns dados importantes? Assim, será mais fácil ponderar se este é o melhor modelo de investimento para você! 

Em nosso curso Previdência e Planejamento de Aposentadoria, explicamos as previdências social e privada em detalhes, tipos de contratação, comparação com outros tipos de investimento e muito mais — em 3 horas intensivas de aprendizado com especialistas! Faça sua inscrição agora mesmo!

*Créditos da imagem de capa: Beth Macdonald em Unsplash

Como calcular IRRF em atraso? Passo a passo para regularizar sua situação

Como calcular IRRF em atraso? Essa pergunta já passou pela sua cabeça? Então saiba que o Imposto de Renda Retido na Fonte é uma atribuição da fonte pagadora, que pode ser seu contratante ou a instituição financeira responsável por gerenciar seus investimentos em renda fixa. 

De toda forma, o pagamento dos tributos do Imposto de Renda seguem sendo uma obrigação sua, e entender como calcular o imposto de renda atrasado pode te ajudar a resolver essa pendência com agilidade e ficar quite com o Leão. 

Confira, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre o assunto! 

IRRF: do que estamos falando? 

IRRF é a abreviação de Imposto de Renda Retido na Fonte. Na prática, ele funciona como uma espécie de antecipação do Imposto de Renda, obrigação tributária anual em que os cidadãos informam os rendimentos recebidos ao longo de um ano. 

Da mesma forma em que, na declaração anual do Imposto de Renda, o governo recolhe (ou devolve) uma parcela correspondente a encargos relacionados à faixa de renda recebida pelo declarante, há, também, alguns rendimentos sobre os quais os encargos incidem mensalmente. Estes encargos correspondem ao IRRF.

O imposto deve ser apurado e retido pelo pagador do contrato, que pode ser PF (Pessoa Física) ou PJ (Pessoa Jurídica) fazendo pagamentos a outra PF ou PJ.

Como o IRRF incide? 

De acordo com o portal do Governo brasileiro, consultado em março de 2022, estão sujeitos à incidência do IRRF:

  • rendimentos do trabalho assalariado, pagos por pessoas físicas ou jurídicas;
  • rendimentos do trabalho não assalariado pagos por pessoa jurídicas;
  • recebimentos de aluguéis e royalties pagos por pessoa jurídica;
  • rendimentos pagos por serviços entre pessoas jurídicas, tais como os de natureza profissional, serviços de corretagem, propaganda e publicidade;
  • valores pagos, creditados, empregados, entregues ou remetidos a pessoas jurídicas domiciliadas no exterior por fontes situadas no Brasil.

Como calcular IRRF?

Para apurar e destinar o valor equivalente ao IRRF à Receita Federal, evitando problemas com o fisco, é importante que você, na condição de fonte pagadora, siga algumas regras. 

A principal delas é considerar a tabela de alíquotas e parcelas dedutíveis do Imposto de Renda. Este documento, emitido pela própria Receita Federal, determina qual a incidência de imposto cabível a cada faixa salarial. Veja a seguir a tabela vigente e conheça as faixas de tributação: 

(Fonte: Valor Investe)

Como calcular IRRF? Exemplos práticos 

Salário

Para entender a incidência do IR nos salários, é importante ter em mente que:

  • é necessário descontar o valor pago ao INSS (taxas entre 8% e 11%, destinadas à garantia do pagamento da aposentadoria e demais benefícios aos trabalhadores brasileiros);
  • calcular o IRRF sobre o valor restante, identificando a faixa à qual pertence a remuneração em questão. 

Se a faixa salarial for inferior a R$1903,98, não há retenção de IR. Se for superior, cabe a tributação correspondente à alíquota prevista para a faixa de renda (conforme tabela acima).

Investimentos

Alguns tipos de investimento (como a LCI– Letra de Crédito Imobiliário) são isentos de Imposto de Renda. Entretanto, podemos dizer que grande parte dos investimentos de renda fixa têm IRRF, como as debêntures, os planos de previdência privada e o Tesouro Direto. Neste caso, o cálculo do IRRF segue a tabela regressiva de Imposto de Renda. Isso significa que investimentos de longo prazo tendem a ter menor incidência do tributo, conforme mostra a imagem abaixo, correspondente à tabela regressiva para planos de previdência privada:

Além disso, ao investir em aplicações tributáveis, o IRRF já é descontado dos rendimentos no momento do recebimento. Por isso mesmo, dizemos que o valor recebido é equivalente ao rendimento líquido da aplicação.

>>> Tem investimentos em renda variável? Entenda como declará-los no Imposto de Renda

Imposto de renda atrasado: o que fazer?

Como calcular IRRF em atraso? O que fazer ao perder o prazo do pagamento dos tributos?

Antes de respondermos a estas perguntas, é importante termos em mente a diferença entre os conceitos de Imposto de Renda Retido na Fonte e Declaração de Imposto de Renda. 

Enquanto o IRRF é de atribuição da fonte pagadora (empresa contratante, no caso do salário, ou instituição financeira, no caso dos investimentos de renda fixa), a Declaração de Imposto de Renda é obrigação de todo cidadão com rendimentos tributáveis que se enquadrem nas determinações da Receita Federal. 

Em 2022, os critérios determinados foram: 

  • ter rendimentos tributáveis cuja soma foi superior a R$28.559,70 em 2021;
  • caso os rendimentos sejam oriundos de atividade rural, a receita bruta deve ser superior a R$142.798,50;
  • ter recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);
  • obter, em qualquer mês do ano de 2021, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • ter, em 31 de dezembro de 2021, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). 

Como pagar imposto de renda em atraso?

Anualmente, ao fazer a sua declaração do imposto de renda, você deve verificar se ainda há imposto a pagar ou se há imposto a restituir. Se o resultado da sua declaração for de imposto a pagar, você precisa pagar essa diferença de imposto por meio de uma guia DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais .

Dessa forma, caso você, na condição de cidadão com rendimentos tributáveis, tenha deixado vencer a guia DARF de pagamento dos tributos, aqui estão algumas dicas.

Para pagar imposto de renda em atraso, você deve: 

  • acessar o aplicativo Meu Imposto de Renda;
  • aba “Serviço de Pagamento”;
  • seleciona a opção “Consultar Débitos”;
  • “Emitir DARF”;
  • “Alterar Quotas”. 
  •  selecionar “Impressão” para emitir o novo documento.

Como calcular IRRF em atraso?

Novamente, é preciso chamar a atenção para o fato de que o que cabe a você, enquanto contribuinte, é se atentar ao pagamento da guia DARF correspondente ao seu Imposto de Renda. 

Neste caso, é possível simplificar o caminho e acessar o sistema da Receita Federal, que faz o cálculo do imposto de renda atrasado de forma automática. 

Se ainda assim você deseja conhecer o processo de obtenção do valor cobrado, confira a seguir: 

  • multa: 1% ao mês sobre o valor do imposto de renda devido. O valor mínimo da multa é de R$ 165,74, podendo chegar, no máximo, a 20% do valor do imposto de renda.
  • juros de mora: acréscimo de 0,33% por dia de atraso, com valor máximo limitado a 20%.
  • acréscimo legal: também inclui juros de mora sobre o valor do tributo, somando a taxa Selic do mês seguinte ao do vencimento da DARF até o mês anterior ao pagamento e o resultado obtido a 1% relativo ao mês do pagamento.

Organize seus gastos e ganhos e não passe aperto na hora do Imposto de Renda! 

Prestar contas ao Leão pode trazer ansiedade e preocupação, especialmente para quem não controla seus gastos e ganhos. 

Para te ajudar a começar a enxergar suas finanças como um valioso ativo em sua vida, temos uma dica: separe 1h30 do seu dia para o Beabá Financeiro da Faculdade XP!

De forma didática e dinâmica, nossos experts te ensinam a entender as lógicas de juros, inflação, taxa selic e como dar os primeiros passos para passar de devedor a investidor.

As inscrições estão abertas e você pode começar a mudar seu mindset financeiro agora mesmo! 

*Créditos da imagem de capa: Imposto de renda foto criado por katemangostar – br.freepik.com

Carreira em cibersegurança: tudo o que você precisa saber para se destacar no mercado

A Segurança da Informação (SI) visa garantir a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. Isso todos nós sabemos. Mas, qual a diferença de conceitos e capacidades de um profissional de SI para aquele que seguiu carreira em cibersegurança?

Com o mundo cada vez mais conectado, a figura do especialista em cyber security vem ganhando mais relevância a cada dia. Isso porque, ele é o principal responsável pela proteção de sistemas e usuários em relação aos dados que trafegam online.

Tem interesse no tema e quer saber mais? Então, continue conosco, pois neste post, explicamos tudo sobre a carreira em cibersegurança, o que faz o profissional que trabalha neste campo, média salarial, perfil, rotina e desafios da área.

O que é segurança cibernética?

Também conhecida pelo termo cibersegurança, que vem do inglês, cyber security, a segurança cibernética é um conjunto de medidas que visam à proteção de sistemas, processos e dispositivos, bem como seus usuários — que podem ser pessoas ou empresas — contra fraudes, roubos e outros tipos de ataques no meio digital.

Qual é a diferença entre segurança cibernética e segurança da informação?

A segurança cibernética é voltada para a proteção das informações que trafegam no ciberespaço, portanto, tem uma conexão direta com tecnologia e redes. Enquanto isso, a segurança da informação inclui tais desafios e outros, como a proteção da informação impressa, falada e outras formas além das trafegadas pelo ciberespaço.

A segurança cibernética dá um foco maior no que é digital, e nada melhor do que foco para desenvolver melhores processos, tecnologias e controles, não é mesmo?

Portanto, ao falarmos de segurança cibernética, estamos essencialmente falando de uma parte (subset) da segurança da informação.

diagrama representando a relação entre cibersegurança e segurança da informação
Relação entre segurança cibernética e segurança da informação

É natural que muita gente se preocupe em conhecer o todo, e não apenas uma parte. Porém, dependendo da situação, pode ser melhor se especializar em uma área, desenvolvendo um conhecimento mais aprofundado acerca de um tema específico.

Por exemplo, na medicina, temos o clínico e o cirurgião geral. Ambos possuem uma visão holística da saúde e do funcionamento do corpo humano. No entanto, nosso corpo é tão complexo, que são necessárias especialidades, como cirurgiões plásticos, cardíacos, médicos pediatras e dermatologistas, apenas para citar alguns. 

De modo semelhante, podemos dizer que um profissional que segue carreira em cibersegurança está se especializando em um ramo da segurança da informação focado na proteção das informações que trafegam no meio digital. Ficou claro?

O que faz um profissional de cybersecurity?

O profissional de segurança cibernética realiza uma série de atividades, dentre as quais, se destacam:

  • definição e implantação de arquitetura segura de redes;
  • definição e implantação de arquitetura segura de aplicações, incluindo integração de sistemas;
  • análise funcional de aplicações, no intuito de identificar e corrigir propostas de negócio que possam colocar em risco as informações da empresa;
  • análise não funcional de aplicações, no intuito de promover a utilização de recursos de segurança, como criptografia, logs de acesso, autenticação e autorização seguras, dentre outros;
  • definição de políticas para desenvolvimento de sistemas, operação e implantação de aplicações;
  • operação e monitoração de redes, sistemas operacionais e aplicações, podendo, inclusive, se estender a análise de transações, comportamentos de usuários e de tráfego, dentre outros;
  • análise de vulnerabilidades;
  • outras atividades, que podem ser de maior ou menor intensidade, dependendo da empresa em que atua, tais como: análise forense, segurança física, etc. 

Quanto ganha um profissional em cybersecurity?

O salário de um profissional de carreira em cibersegurança varia de acordo com fatores como: nível de experiência, grau de especialização e empresa na qual trabalha. Tendo isso em vista, podemos considerar que, no Brasil, a média salarial desta categoria gira em torno de R$5.000 mensais.

Perfil profissional e principais desafios da carreira em segurança cibernética

Tende a se destacar na carreira em cibersegurança o profissional que tem paixão por adquirir conhecimentos relacionados direta ou indiretamente à rotina da sua área. Isso permite encontrar soluções e superar desafios, elevando a qualidade do serviço entregue pela empresa, o que contribui para que se diferencie das demais.

Todas as empresas querem estar no topo das reconhecidas como o melhor lugar para trabalhar, o motivo é único: profissional motivado entrega muito mais.

Portanto, se esta é uma característica geral, o profissional de segurança cibernética precisa encontrar motivação para adquirir conhecimento o tempo todo. Afinal, há alguns anos, falávamos em proteção de rede por meio de firewalls, mas, e hoje, que o processamento é distribuído e a internet das coisas já é uma realidade? 

A evolução tecnológica é exponencial, como diria a lei de Moore, logo, a motivação para continuar se atualizando também deve ser.

Portanto, um grande desafio para o profissional de segurança cibernética é se manter atualizado, de forma a entender e propor soluções de segurança para um mundo em constante transformação.

Conhecimento, no entanto, não é tudo. O profissional de segurança cibernética precisa frequentemente exercitar a empatia. Sim, a empatia!

Imagine um cenário em que a empresa na qual trabalha é vítima de ataques cibernéticos que minam sua lucratividade e imagem.

O profissional de cibersegurança poderia colocar a culpa no time de TI, alegando que estes não seguiram as regras definidas. No entanto, será que não seguiram porque não quiseram ou porque era difícil e caro demais implantar soluções, quando a pressão era por entregas funcionais, que adicionasse valor rápido às vendas?

Empatia, portanto, diz respeito a se colocar no lugar do desenvolvedor de TI, e encontrar a solução que seja capaz de manter as entregas bem-feitas, mas também de forma segura.

O que estudar para cybersecurity? Áreas de conhecimento e competências técnicas necessárias

O ciberespaço é composto de computadores que se comunicam com o objetivo de trocar informações, tais informações são enviadas, recebidas e processadas por uma enormidade de sistemas operacionais, plataformas e, principalmente, aplicações. 

Conhecer todas as tecnologias e as falhas de segurança a que estão sujeitas é humanamente impossível. Portanto, cabe ao profissional conhecer profundamente as tecnologias mais usadas em seu ecossistema ou na empresa em que atua, e ter amplo conhecimento dos princípios que norteiam o funcionamento de todas elas. 

Agora, vamos conhecer alguns exemplos de tecnologias e plataformas que fazem parte da carreira em cibersegurança.

Segurança de Aplicações

SQL Injection, Cross Site Scripting e outras vulnerabilidades de aplicação são frequentemente citadas por profissionais como os principais problemas de segurança de aplicações.

Cabe ao profissional de segurança cibernética, saber analisar um código e identificar, ao menos em uma linguagem de programação, o erro de implementação que permite a sua exploração. 

É muito comum termos excelentes profissionais de cyber security, que utilizam ferramentas de teste de segurança web automatizadas para encontrar vulnerabilidades, mas são incapazes de identificar, no código da aplicação, a vulnerabilidade em si.

Conhecer o erro no código é fundamental para poder exercitar o que citamos anteriormente: a empatia com o desenvolvedor de TI. 

Aquele erro de código estava ali devido a um problema pontual ou por conta de um problema de arquitetura?

Se o profissional de segurança não souber fazer esta análise, irá aplicar o mesmo remédio para doenças distintas e, muitas vezes, atuará apenas nos sintomas, sem corrigir a causa raiz.

Ferramentas de teste automatizado te apontam onde, na aplicação, está o erro. A correção, portanto, pode ser pontual, até que uma nova apareça. 

O objetivo é atacar a causa raiz, evitando que o problema volte a ocorrer. Isso só é possível quando o profissional de cibersegurança é capaz de analisar o código e, junto da área de desenvolvimento de sistemas, propor soluções que possam se aplicar ao processo como um todo ou, eventualmente, apenas a uma parte.

Além disso, a ideia é que as soluções propostas estejam de acordo com o problema, evitando o gasto de tempo e dinheiro além do necessário.

Segurança de infraestrutura

DDOS e malwares são exemplos comuns de problemas que afetam as redes, desktops e servidores. O antídoto? Frequentemente aparecem na lista nomes de fabricantes, mas, pouco se discute sobre processos para evitar a paralisação da infraestrutura devido a ataques como estes. 

WannaCry, que virou manchete de telejornal, não era um problema de tecnologia, mas sim de processos e monitoração. “Bastaria” fazer o óbvio: manter os sistemas atualizados e segmentados, monitorando os ativos que não sofreram atualização para isolá-los da rede. 

A grande questão é que temos cada vez mais profissionais que entendem da configuração, instalação e operação de tecnologias, mas poucos que estão preocupados em manter tais sistemas orquestrados, funcionando corretamente e, principalmente, monitorados.

Isso só é possível fazendo a parte chata da história: escrevendo e implantando processos de monitoramento e operação de tais tecnologias, de forma a mantê-las atualizadas e testadas, para que, ao menor sinal de falha, o plano de contingência seja acionado.

Ao analisar currículos da área, vemos frequentemente que o profissional tem certificação em tecnologia X ou Y. Porém, raramente vemos currículos de profissionais que destacam melhorias em suas empresas, devido a implementação de processos pelos quais foram responsáveis.

Imagine quão brilhante seria receber um currículo assim: “profissional responsável por liderar a implantação da tecnologia X e Y, que, em conjunto com as adequações de processo, reduziu o número de incidentes de segurança em 30% num espaço de 6 meses, representando uma economia calculada no valor de R$ x mil reais/mês.”

Você já pensou em seguir carreira em cibersegurança?

Dizer que o mundo está cada vez mais conectado, significa que há um maior número de aparelhos interligados uns aos outros por meio da internet. Isso implica em uma quantidade crescente de dados e informações trafegando a todo instante.

Se antes, a segurança da informação já era uma área extremamente importante dentro das empresas, imagine em um mundo em que sua cafeteira ou até mesmo a lâmpada da sua sala pode estar conectada à internet.

Neste contexto, aumenta a demanda por pessoas capacitadas para manter usuários e empresas protegidos contra vazamentos, golpes e roubo de dados.

Logo, o profissional com carreira em segurança cibernética se torna peça-chave em um mercado completamente aquecido, fazendo da cibersegurança a carreira do futuro.

E você não vai querer ficar de fora, não é mesmo?

Chegou a hora de dar este importante passo na sua carreira!

Conheça nosso MBA em Segurança Cibernética, uma pós-graduação certificada pelo MEC, que irá te preparar para se destacar neste mercado, tornando-se expert na identificação e solução de problemas cibernéticos. Acesse a página do curso e saiba mais!

Gostou deste conteúdo? Então, compartilhe com seus amigos, para que eles também saibam o que é cyber segurança e porque esta área tem se tornado cada vez mais importante para as empresas de todos os setores.

História do Bitcoin: como surgiu e quais os prós e contras da criptoeconomia?

É impossível negar a revolução causada pelas criptomoedas, mas você sabe a história do Bitcoin? Por que ele surgiu, como, quem o criou?

Apesar de  existirem muitas pesquisas relacionadas a moedas virtuais antes da sua criação, o Bitcoin foi a primeira criptomoeda, de fato, posta em prática. E, mesmo com a multidão de incrédulos, como grandes nomes do Nobel de Economia, presidentes de instituições financeiras e muitos investidores, a moeda não apenas explodiu, como se mantém ativa ininterruptamente há mais de 12 anos. 

Tanto que muitos “criptocéticos” já não afirmam com tanta convicção a previsão de que a moeda virtual terá uma grande quebra. Isso pode ocorrer? Sim, o mercado é instável, novo e possui algumas fragilidades, como qualquer outro. Mas não podemos negar que, hoje, as principais previsões indicam que entramos na era das criptomoedas e que, em alguns anos, elas podem se tornar um dos principais meios de pagamento.

Para entendermos melhor por que a história do Bitcoin revolucionou tanto o mercado, é preciso saber como ele surgiu e como funciona a base das suas transações. Acredite, isso vai resolver muitas dúvidas que você ainda deve ter! Aproveitamos também para entender algumas vantagens e desvantagens desse investimento.

História do Bitcoin: da criação até os dias de hoje 

Você conhece algum ativo que tenha passado de US $0,0008 para US $56.143,80, em 12 anos? Foi exatamente o que ocorreu na história do Bitcoin, cuja valorização exponencial se deu logo nos primeiros anos de atividade.

Isso, claro, gerou inúmeras dúvidas sobre segurança, manutenção, regulamentação, etc. O fato é que a história do Bitcoin ainda é rodeada de mistérios e incertezas. Porque, apesar de 12 anos ser um fator que a afasta de uma tendência, existem alguns pontos soltos que ainda causam desconfiança. 

Antes de entendermos melhor quais são eles, quando foi criado o Bitcoin e quem o criou, vamos esclarecer o que esse termo significa exatamente.

O que é Bitcoin?

Bitcoin é uma moeda digital e virtual que faz parte das categorias de criptomoedas. Ou seja, um meio que surgiu no ambiente digital e atua nele desde o seu surgimento. Hoje, podemos fazer transações, investimentos, compras e pagamentos reais, no mundo virtual. 

O grande diferencial do Bitcoin está na proposta de uma economia descentralizada, sem um órgão ou uma pessoa que aja como regulador, como o Bacen, por exemplo. A ideia é que os agentes consigam, em grupo, regulamentar, monitorar, aprovar e assegurar todas as transações em conjunto. 

Ah! E tudo isso garantindo o anonimato dos investidores, segurança de dados e transparência de transações. Todos podem, por exemplo, seguir os “nós” de cada transação para encontrar o seu início no bloco. 

Não é à toa que especialistas chamam de uma revolução no mercado financeiro, não é verdade? Afinal, antes da sua existência, não poderíamos imaginar  trocas comerciais sem um intermediário, como bancos, governos e instituições.

Não deixe de ler:

>>>Como funciona o investimento em Bitcoin? Vale a pena? É seguro?

Quando foi criado o Bitcoin?

Os estudos relacionados a moedas digitais já existiam muito antes do Bitcoin ser, de fato, criado. Segundo o site Bitcoin.org, o conceito de criptomoeda foi “descrito pela primeira vez em 1998 por Wei Dai na lista de discussão cypherpunks, sugerindo a ideia de uma nova forma de dinheiro que usa criptografia para controlar sua criação e transações, ao invés de uma autoridade central.”

Mas, antes do Bitcoin, não havia um modelo que fosse aplicável na prática, normalmente pela falta de segurança, metodologias, estudo e tecnologia. 

Em 31 de outubro de 2008 isso mudou, foi o start da história do Bitcoin, logo após a falência do Lehman Brothers, um dos maiores bancos de investimentos dos EUA. O Bitcoin foi criado, portanto, em meio a uma das maiores crises financeiras do mundo. Mas não há qualquer prova de ligação entre um acontecimento e outro.

O fato é que, nesse dia, Satoshi Nakamoto enviou um e-mail para pessoas que se interessavam por criptografia, com o white paper (manual) do Bitcoin. Muitos, claro, não acreditaram no potencial de aplicação do conceito.

Mas, mesmo com a descrença, em 3 de janeiro de 2009 surgia Gênesis, primeiro bloco da blockchain, com o registro das primeiras transações de criptomoedas. Essa ação foi chamada de mineração e, assim, iniciamos uma verdadeira revolução dos padrões financeiros. 

Apesar do Bitcoin ter sido lançado no final de 2008, o primeiro bloco (nome do arquivo com informações sobre transações) da blockchain da criptomoeda foi minerado apenas no dia 3 de janeiro de 2009.

E, em 2010, o Bitcoin passou a ter valor real de compra, com a famosa transação das 2 pizzas, por 10 mil BTC, realizada por Laszlo Hanyecz.

Quando surgiu o Bitcoin no Brasil?

A história do Bitcoin no Brasil não tardou a começar, e isso ocorreu logo no ano seguinte à compra das 2 pizzas. Veja abaixo um pouco dos acontecimentos mais marcantes por aqui:

  • Em 2011, primeira exchange de Bitcoin no Brasil, a Mercado Bitcoin;
  • Em 2012, foi criada a primeira comunidade que debatia o assunto no Facebook, a Bitcoin Brasil;
  • Em 2014, primeiro caixa eletrônico de Bitcoin, publicação do livro do economista Fernando Ulrich, chamado “Bitcoin. A Moeda na Era Digital”, um dos mais citados e relevantes no mercado brasileiro de criptomoedas.

Nos anos seguintes tivemos recordes de investidores cadastrados em exchanges de criptomoedas e o assunto ganhou grande repercussão em todo país.

Saiba mais: 

>>>Criptomoedas: 5 mitos e mentiras desvendados pela Faculdade XP

Quem criou o Bitcoin?

Falamos acima que Satoshi Nakamoto que deu o start na história do Bitcoin. Mas quem exatamente é ele? Bom, isso é um dos mistérios que ainda permeia o universo das criptomoedas. Nakamoto pode ser Dorian Nakamoto, Hal Finney, uma mulher, uma empresa, ou um órgão financeiro. 

Muitas teorias surgiram, desde 2009, sobre quem criou o Bitcoin, mas provaram ser apenas especulações. E deve permanecer assim, afinal, Nakamoto não “aparece online” desde abril de 2011, quando entregou o controle do código da criptomoeda para Gavin Andresen.

O fato é que essa questão não recebe tanta importância, pois o sistema das criptomoedas possui código aberto e pode ser continuado pela rede, sem a presença ou interferência dos criadores.

Quais as vantagens do Bitcoin?

Segurança e transparência

Essas são, sem dúvidas, algumas das mais importantes vantagens do Bitcoin. A segurança se dá, em grande parte, pelo sistema de blockchain, que é imutável e precisa de mineradores para autorizarem e registrarem as transações.

O fato de não haver apenas um centro controlador, diminui as chances de fraude e ações duplicadas. E, apesar de garantir o anonimato dos investidores, o sistema blockchain possibilita que qualquer um verifique o histórico de transações, aumentando, assim, a transparência de todo o sistema.

Vale ressaltar também que durante toda a história do Bitcoin não houve sequer uma invasão ao sistema. Com o avanço tecnológico tão rápido, isso é um bom sinalizador de segurança.

Liberdade e economia descentralizada

A economia tradicional é altamente centralizada e burocratizada, o que, naturalmente, restringe a liberdade de ação e decisão de quem não está no controle. Quando foi criado o Bitcoin, a ideia era nadar contra essa corrente e permitir que as pessoas acessassem o sistema de uma forma rápida e muito mais simples.

Hoje é possível realizar um cadastro em uma corretora apenas com o documento de identificação e em algumas horas você já pode adquirir bitcoins. Sem burocracia! 

Valor que não depende de gestões políticas e interesses governamentais

As variáveis que mais impactam a economia estão relacionadas a decisões, trocas e interesses políticos. Isso quer dizer que muitas moedas e investimentos ficam à mercê das mudanças governamentais. 

Isso não ocorre com o Bitcoin, uma vez que seu valor, transações e programação independem do governo, de instituições bancárias ou decisões de órgãos reguladores.

O paper white do Bitcoin, inclusive, protege a moeda de uma possível inflação, tão natural e esperada na economia tradicional. Para isso, Nakamoto estipulou uma oferta máxima de bitcoins no mercado, apenas 21 milhões de unidades podem ser mineradas.

Esse fator limitante torna a moeda um bem escasso, com expectativa de valorização constante e sem risco de inflação devido à emissão indiscriminada de novas moedas. 

Por fim, como não precisa responder a um Banco Central, o Bitcoin não pode ser congelado, taxado ou controlado. Suas flutuações são baseadas apenas no mercado, sem interferências institucionais. Tornando as transações muito mais livres e baratas.

Quais as desvantagens do Bitcoin?

Excesso de liberdade e descentralização do Bitcoin pode gerar problemas

O fato de não haver um órgão regulador pode ser uma vantagem em muitos aspectos, mas a falta de regulamentação abre oportunidades para a insegurança. Existem alguns casos pontuais de empresas que agiram de má-fé e clientes que tiveram prejuízos astronômicos. 

Esse é um risco do excesso de liberdade. Então, para evitar cair em situações assim, não aposte em empresas sem autoridade no mercado. É melhor pecar pelo excesso do que pela falta de cuidado ao escolher sua corretora. E para os investidores iniciantes, não é recomendado transações diretas, ou seja, realizadas sem o intermédio de uma corretora. 

Mineração corre risco com queda constante da remuneração

Como explicamos acima, a mineração é o processo de análise e verificação das transações com criptomoedas. Você deve imaginar que os mineradores são remunerados para realizar essas funções, certo? Mas você sabia que, para evitar uma “inflação” da moeda, essa remuneração é decrescente? 

Seguindo protocolo estabelecido, há uma queda do valor pago de 50% a cada quatro anos. Segundo o Infomoney, a remuneração começou em 50 bitcoins por bloco, caindo para 25 em novembro de 2012 e, em 2021, 6,25 bitcoins.

Essa queda pode desestimular novos mineradores. Afinal, os custos para realizar a função são extremamente altos, com grandes investimentos em tecnologia, energia, etc. Isso quer dizer que daqui a alguns anos não existirão pessoas interessadas em fazer a mineração, certo? 

Não exatamente, esse não é o único meio de remuneração dos mineradores, eles podem, por exemplo, ganhar valores extras dando prioridade às negociações. Isso quer dizer que essa desvantagem só será provada com o decorrer da história do Bitcoin. 

Incertezas em relação ao futuro da história do Bitcoin

Uma das maiores desvantagens é, sem dúvida, a incerteza relacionada ao futuro. Alguns especialistas acreditam que a moeda pode se tornar um meio universal para todos os tipos de transações. Mas, apesar de algumas empresas já aceitarem pagamento via criptomoedas, como a Tesla, Microsoft, Reserva, ainda é um movimento considerado embrionário perto do potencial esperado.

Inclusive, existem grandes nomes da economia que não acreditam nesse futuro e pregam que o ápice da história do Bitcoin já passou. O fato é que nada é certo, são apenas previsões, isso quer dizer que daqui a dez anos o Bitcoin pode não existir ou se tornar a moeda mais utilizada no planeta.

Se tem uma certeza no mercado financeiro é a volatilidade, que, obviamente, tem suas consequências, mas pode ser muito vantajosa para os investidores. A dica é se informar, criar embasamentos para as suas estratégias  e compreender os riscos.


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Leilão de ações: entenda o que é, para que serve e como ele funciona na prática

Diariamente as ações de empresas listadas na bolsa de valores são negociadas no chamado pregão.

A todo momento realizam-se operações de compra e venda de ações. Quando há altas oscilações na oferta e demanda desses ativos, a bolsa de valores faz uso de um mecanismo para controlar a volatilidade do mercado.

Estamos falando do leilão de ações. Você já ouviu falar?

Neste artigo, vamos esclarecer o que significa ações em leilão, como funciona esse processo e por que ele acontece.

Continue a leitura para descobrir também quais são os principais tipos de leilão que são realizados na B3.

O que é leilão de ações?

Podemos definir o leilão de ações como um recurso da bolsa de valores para conter as altas oscilações no valor de ativos, diminuindo distorções nos preços.

Trata-se de um mecanismo pelo qual se interrompem as negociações das ações de determinada empresa no pregão e as ofertas de compra e venda passam a acontecer em um sistema fechado.

No leilão, a transação só é concluída quando a ordem de compra e a ordem de venda de uma ação são equivalentes.

>>> Leia também: Como operar na bolsa? 7 dicas para investir no mercado de ações

Como funciona o leilão de ações?

O leilão de ações funciona como uma forma de proteger não somente os ativos, mas também os investidores e o próprio mercado de ações.

O leilão é uma estratégia que interrompe a negociação imediata de ações com o objetivo de manter sob controle o valor dos ativos, que podem tanto subir de forma estratosférica como   descer vertiginosamente em determinadas situações.

A intenção é fazer com que as ofertas de compra e venda ocorram com preços mais racionais, evitando oscilações atípicas.

Geralmente, os leilões de ações duram cinco minutos e podem ser prorrogados pelo mesmo tempo.

Um exemplo mais notório de leilão ocorreu com as ações da Vale logo após o último rompimento da barragem de minério em Brumadinho, Minas Gerais.

Na época, as ações da empresa despencaram e foi preciso ativar esse mecanismo para conter a desvalorização desses ativos.

Veja mais: Qual o significado dos códigos das ações? Saiba identificar os ativos na Bolsa

Por que as ações entram em leilão?

Depois de entender o que é leilão de ações e como ele funciona, fica mais fácil compreender por que as ações de uma companhia podem passar por esse processo.

Como mencionamos, essa é uma estratégia a qual a B3 recorre para frear a alta volatilidade do mercado, quando tem muita gente querendo comprar ou vender ao mesmo tempo.

Basicamente, os principais motivos para justificar a entrada de ações em leilão são:

  • alta ou queda a partir de 10% no preço de um papel em relação ao preço registrado na abertura do dia (durante a sessão) ou no fechamento do dia anterior (antes de abrir o pregão);
  • oscilação entre de 10% a 20% no preço da ação em relação ao último preço desse papel antes de ele entrar em leilão.

Quais são os principais tipos de leilão de ações?

Existem três diferentes tipos de leilão de ações. Cada um possui uma finalidade específica e se diferem principalmente em relação ao momento em que ocorrem.

Leilão de pré-abertura

O leilão de pré-abertura é realizado 15 minutos antes de o pregão  abrir. Durante esse período, os investidores têm a oportunidade de fazer suas ofertas de compra e venda dos papéis de interesse.

No entanto, as negociações só começam mesmo com a abertura do pregão. Essa modalidade é mais comum para ativos de liquidez mais elevada e serve para testar os preços das ações logo no início do pregão.

Leilão de fechamento

Quando o pregão está a cinco minutos de fechar, inicia-se o leilão de fechamento. Esse tipo é restrito para ações atreladas a algum índice Bovespa.

Por exemplo: 3R Petroleum, Alpargatas, Ambev SA e Americanas.

Segundo dados da bolsa de valores divulgados pela Capital Search, muitos investidores aguardam os momentos finais do pregão para fechar lances, pois querem ter certeza de que estão adquirindo os ativos pelo preço final. 

Por isso, o volume de negociações no leilão de fechamento chega a ser de 5 a 10% das operações realizadas no dia.   

IMPORTANTE: As ofertas não podem ser canceladas, a não ser em casos muito atípicos.

Leilão durante o pregão

Há também os casos em que o leilão ocorre enquanto o pregão está aberto. A intenção é proteger o mercado de oscilações muito abruptas

Saiba mais: Conheça os principais tipos de ações e saiba como reconhecê-los

Bom, espero que tenha ficado para você o que é e como funciona o leilão de ações. 

Lembre-se de que estudar os mecanismos da Bolsa de Valores é indispensável para que você possa ser bem sucedido ao investir no mercado de ações.

Para isso, que tal fazer um curdo com dicas como estas:

  • Com funciona o mercado de ações;
  • Como é feita a remuneração dos acionistas;
  • Participação do mercado e controles.

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Como investir em LCA? Faça seu dinheiro render com Letras de Crédito do Agronegócio

Já pensou em se tornar um investidor do agronegócio? Sim? Bom, para isso, é importante saber como investir em LCA?!

Investir em LCA – Letras de Crédito do Agronegócio, significa que você pode entrar em um dos ramos mais rentáveis de nossa economia sem ter que comprar terras ou entender de agronomia. 

Mas como funciona esse tipo de investimento?

Bem, agricultura e pecuária são alguns dos setores estratégicos de maior importância para o nosso país. E, ao adquirir Letras de Crédito do Agronegócio, você ajuda a financiar o desenvolvimento dessa área que cresce cada vez mais.

Para quem prefere investir com mais cautela e não arriscar muito, as LCAs são categorizadas como investimento de renda fixa e de baixa volatilidade. Além disso, os rendimentos chamam a atenção de investidores que procuram diversificar sua carteira.

Ficou curioso e quer saber mais sobre esse produto? Então continue a leitura para conferir o que é LCA, como funciona a LCA e as principais vantagens de investir nessa modalidade.

Ao final deste conteúdo, vamos mostrar também um passo a passo de como investir em LCA de maneira fácil e segura:

  1. Abra sua conta em uma corretora de valores;
  2. Transfira o dinheiro do banco para a corretora;
  3. Escolha qual título atende melhor a seus objetivos;
  4. Finalize o investimento.

O que é LCA?

LCA significa Letra de Crédito do Agronegócio. Trata-se de um título de investimento de renda fixa que bancos e instituições financeiras públicas e privadas emitem para financiar o setor de agronegócio.

A emissão desse papel acontece desde 2004 e tem como objetivo ampliar a captação de recursos para promover o desenvolvimento de operações ligadas à produção e ao comércio de produtos agrícolas.

Como funciona a LCA?

A lógica de funcionamento da LCA é bastante simples.

Os investidores, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas, compram as Letras de Crédito do Agronegócio que são emitidas por bancos e outras instituições financeiras. Essas instituições oferecem uma remuneração em juros para quem adquire os títulos de LCA.

O dinheiro que os bancos recebem da compra dos papéis de LCA é utilizado para conceder empréstimos que vão financiar empreendimentos do agronegócio. Esse empréstimo é concedido a uma taxa de juros superior à acordada com os investidores para que, assim, os bancos ganhem nessa operação.

O valor captado com a emissão de LCAs pode ser repassado, por exemplo, como empréstimo para produtores rurais que precisam renovar o maquinário e comprar insumos para produção.

>>> Aproveite e confira: 

Quais as vantagens de investir em LCA?

A principal vantagem dessa modalidade é que as LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Além disso, há também a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

As aplicações em LCA são seguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito, que cobre investimento de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Portanto, se o banco “quebrar”, você não perderá o seu dinheiro.

>>> Veja também: O que são fundos de renda fixa? 2 opções para escolher!

Passo a passo: como investir em LCA?

Bom, agora que você já sabe o que é LCA, como funciona e quais são as principais vantagens, é hora de conferir o passo a passo de como investir em LCA.

1. Abra sua conta em uma corretora de valores

Você pode investir em LCA pelo seu próprio banco, aquele em que já tenha uma conta. No entanto, as opções costumam ser mais limitadas, a rentabilidade dos títulos tende a ser menor (pois as corretoras têm investidores especializados em achar as melhores opções de investimento) e, além disso, você ainda precisará pagar uma taxa de administração para o banco.

Com uma corretora de valores, como a XP, você tem mais opções de LCAs e não é cobrada a taxa de custódia.

Veja como é fácil abrir sua conta na XP, preenchendo formulários simples como este:

como investir lca

2. Transfira o dinheiro do banco para a corretora

É necessário fazer uma transferência da sua conta bancária para a conta na corretora que você escolheu. Lembrando que essa transação deve ser feita entre contas de mesma titularidade.

3.  Escolha qual título atende melhor a seus objetivos

Depois de abrir a sua conta na corretora e transferir o dinheiro, você deve entrar na área de produtos de renda fixa na plataforma da corretora e verificar a lista de papéis disponíveis para investir em LCA.

Ao escolher qual comprar, verifique o prazo de vencimento, o valor mínimo para investir e o rendimento. Este último pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido.

  • Prefixado: você já sabe qual será o rendimento no momento da aplicação;
  • Pós-fixado: o rendimento esteja atrelado a um índice, como CDI ou IPCA;
  • Híbrido: acrescenta-se uma porcentagem de juros ao índice escolhido.

Renda fixa é um mistério para você? Então, dê uma olhada neste vídeo e tire todas as suas dúvidas:

4. Finalize o investimento

Depois de escolher a LCA, você deve finalizar o investimento informando quanto quer aplicar no título. A compra será concluída após a sua assinatura digital.

Viu como investir em LCA é fácil?

Agora que você já conhece mais sobre Letras de Crédito do Agronegócio, que tal diversificar a sua carteira e fazer o seu dinheiro render com segurança em LCAs?

Se você quiser mais dicas de como investir, seja em LCA ou em outros tipos de ativos, temos um curso criado sob medida para você: Primeiros Passos no Mundo dos Investimentos.

Nele, com a ajuda de especialistas, você vai descobrir qual é seu perfil de investidor, aprender a definir objetivos, a manter uma reserva de emergência e saber qual é o melhor investimento para você, entre outros tópicos!  

Imagem da campanha de um curso online sobre "Os primeiros passos no Mundo dos Investimentos" da Faculdade XP School.

Como resgatar título de capitalização? Dicas de investimentos mais rentáveis

Recebeu uma oferta “irrecusável”, mas agora está em busca de entender como resgatar seu título de capitalização? Saiba que este produto, embora pouco rentável e com baixa liquidez, ainda é bastante popular em nosso País, o que leva muitas pessoas a tomarem   decisões semelhantes à sua. 

Se você se deu conta de que este investimento pode render muito mais em outra aplicação, mas ainda não sabe qual, não se preocupe. Temos aqui uma lista com 7 diferentes possibilidades. 

Continue a leitura e saiba mais!

O que é título de capitalização? 

De acordo com a SUSEP — Superintendência de Seguros Privados, órgão regulador dos títulos de capitalização, trata-se de um “produto em que parte dos pagamentos realizados pelo subscritor é usado para formar um capital, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições Gerais do Título) e que será pago em moeda corrente num prazo máximo estabelecido.

O restante dos valores dos pagamentos é usado para custear os sorteios, quase sempre previstos neste tipo de produto e as despesas administrativas das sociedades de capitalização”.

Você certamente já recebeu ofertas para aderir a um título de capitalização. Seja diretamente, por meio de um convite do seu gerente de banco, ou indiretamente, assistindo a propagandas na televisão e programas criados com o intuito de popularizar ainda mais o produto, os títulos fizeram parte da vida dos brasileiros com grande intensidade nos anos 90. 

De acordo com o InfoMoney, recentemente, em 2020, com a crise provocada pela pandemia, as vendas dos títulos de capitalização enfrentaram queda de 7%. Ainda assim, o produto respondia por um mercado de R$31 bilhões. 

Como funcionam os títulos de capitalização? 

Quando você compra um título de capitalização de um banco, sua verba é segmentada em três partes: uma equivale à taxa para concorrer aos prêmios, e a outra é destinada ao financiamento da manutenção de instituição financeira — a chamada taxa de administração. A última parte se destina à capitalização do valor investido.

O pagamento desses títulos pode ser feito mensalmente (no chamado PM, ou pagamento mensal) ou de uma só vez, no conhecido PU: pagamento único. 

Muitas pessoas optam pelos títulos de capitalização para criar uma reserva de emergência que funciona como garantidora de crédito no caso do aluguel de um imóvel. 

É possível, por exemplo, que o inquilino adquira um título (cujo valor mensal é acordado entre ele e o locatário) e se comprometa com o pagamento mensal das taxas. O valor “arrecadado” pode ser destinado para a cobertura de aluguéis atrasados, ou mesmo para a realização de reparos e reformas cuja necessidade tenha sido gerada pelo inquilino. 

Por que você deve resgatar seu título de capitalização? 

Olhando o tópico anterior, o título de capitalização não parece uma ideia ruim, certo? 

Esta é a hora em que te apresentamos o outro lado da moeda. 

A principal razão pela qual você deve resgatar seu título de capitalização é a consciência de que o produto não representa um investimento, e sim uma possibilidade de ganhar prêmios por meio de sorteios — algo semelhante a uma aposta na loteria ou à aquisição de uma rifa. 

O que diferencia o título de capitalização de um sorteio convencional é a possibilidade de resgate de parte do valor aplicado com uma correção monetária. No entanto, o rendimento gerado pelos títulos de capitalização é de cerca de 0,5% ao mês somada à Taxa Referencial (TR), o que torna a rentabilidade deste produto menor até que a da poupança;

>>> E por falar nela… Poupança: por que não é mais um bom investimento? 

Além da baixa rentabilidade do título de capitalização, o resgate dos valores aplicados no fundo é dificultado por períodos de carência: retirar o aporte antes do vencimento do título acarreta em uma multa rescisória. Isso faz com que o detentor do título não consiga ter acesso ao mesmo valor investido, e sim a uma parte dele. 

Falaremos um pouco mais sobre isso no tópico a seguir. 

Como resgatar o título de capitalização?

A maioria dos títulos prevê um período no qual o capital investido fica retido pela instituição e indisponível ao titular: a carência, anteriormente mencionada.

Isso significa que, se solicitar o resgate durante esse período, ou mesmo se optar por cancelar a aplicação, você, na figura de detentor do título, só terá acesso a uma parte do capital. 

De acordo com a SUSEP, em casos de resgate antecipado, cabe à Sociedade de Capitalização estipular uma penalidade de até 10% do capital constituído.

Para evitar a perda substancial de recursos, você também pode optar por um Resgate Parcial do título. Neste caso, a penalidade de 10% se restringe à parcela que você deseja sacar. 

Passo 0 para resgatar seu título de capitalização 

Caso você seja o detentor deste produto ainda em fase de carência e queira saber como resgatar seu título de capitalização, a dica é buscar pelas Condições Gerais ou o Contrato de adesão ao produto. Você deve buscar pelos dados que informam o prazo mínimo de contribuição que possibilita o resgate do maior valor possível. 

Comumente, essas informações aparecem em forma de tabela, com os percentuais equivalentes ao resgate em cada período do contrato.

Veja o exemplo da tabela disponibilizada no site da SUSEP e compare as porcentagens:

(Fonte: SUSEP)

Resgatei meu título, e agora? Conheça novas possibilidades de investimentos

Conseguiu resgatar seu título de capitalização? Ótimo! Hora de considerar novas possibilidades de investimentos — e nós vamos te ajudar com isso. 

Neste artigo, vamos considerar opções para investidores de perfil conservador a moderado. Caso ainda não conheça o seu perfil de investidor, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre o tema. 

A lista de ativos a seguir traz opções em Renda Fixa, ou seja, a modalidade de investimento cujo foco está na compra e na venda de títulos públicos e privados, com regras de rendimento definidas no ato da aplicação e taxas prefixadas, pós-fixadas ou híbridas.

Veja algumas opções de investimentos em renda fixa e clique sobre eles para saber mais sobre cada um: 

Quer aprender mais sobre o mercado de renda fixa e seu leque de ativos? 

Agora que você sabe como fazer o resgate do título de capitalização e como cancelá-lo, que tal dar um passo além e destinar 2 horinhas do seu dia a aprender mais sobre o tema? Nosso time de especialistas preparou um curso exclusivo para você, que quer abrir a mente e investir em novas formas de capitalização.

No curso Renda fixa: ganhos com baixo risco, você tem um panorama do mercado, conhece os principais produtos disponíveis e aprende como montar uma carteira diversificada e segura! 

As inscrições estão abertas e o início é imediato. Comece a reorientar sua percepção sobre o mercado financeiro agora mesmo! 

Créditos da imagem de capa: Towfiqu barbhuiya em Unsplash

Microeconomia e macroeconomia: entenda a diferença e a importância de cada uma

Em qual contexto você costuma ouvir falar sobre economia? Provavelmente no político, certo? Embora muitas vezes pareça distante do cotidiano das pessoas, é ela quem sustenta o conceito de sociedade que conhecemos hoje.

Para entender melhor esse conceito, podemos dividir a economia em duas partes: microeconomia e macroeconomia. Você sabe o que cada uma delas significa?

Basicamente, trata-se da perspectiva sobre a qual a sociedade avalia a economia. Em uma, os detalhes são priorizados, enquanto na outra o assunto é tratado de maneira mais ampla. Aqui nesse artigo, nós explicamos cada uma e suas características. Confira!

O que é microeconomia?

Assim como o nome já sugere, a microeconomia tem como objetivo analisar a sociedade em um nível maior de detalhes. Isso significa entender o comportamento, ações e impactos provocados por entidades específicas e individuais, como pessoas, empresas e até mesmo países.

A principal função da microeconomia é estudar como ocorre a interação entre esses indivíduos e como isso afeta a sociedade. Por exemplo: como uma empresa se relaciona com uma pessoa e como isso interfere na lei de oferta e demanda.

Outra prática da microeconomia está pautada pela maneira como os indivíduos usam os recursos disponíveis e se relacionam com fatores como serviços, bens e preços. Exemplo: de que maneira uma família utiliza sua renda mensal.

Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu um erro na jornada de investimentos. Porém, se você está começando agora, precisa estudar bastante para não cometer as falhas mais recorrentes dos investidores.

>>> Na série “Investimento às Claras”, a especialista da Faculdade XP, Clara Sodré, conta quais são os 5 principais erros do investidor iniciante. Dê o play e confira: 

Principais características da microeconomia

Imagine uma pirâmide. No topo, a sociedade como um todo, com suas relações internacionais e indicadores. Na base, elementos individuais de uma sociedade, como as pessoas, suas famílias e empresas. É na base que está fundamentada a microeconomia, e essa é sua principal característica.

Com as informações obtidas individualmente, a microeconomia analisa como elas impactam o todo, ou seja, a nação. Uma empresa listada na Bolsa de Valores, por exemplo, pode influenciar a situação econômica de um país apenas por anunciar fusões, lucros ou prejuízos.

Um dos desdobramentos mais importantes decorrentes de uma análise microeconômica é a formação de preços de um produto. Ao considerar variáveis individuais, que vão desde insumos e mão de obra, ela é capaz de determinar o preço de um item.

Em resumo, as principais características da microeconomia são:

  •   A análise de variáveis individuais e que ajudam a entender e determinar o todo.
  •   O foco em fatores como preços, produtos, ofertas e demandas.
  •   Aplicação em questões operacionais ou de menor complexidade. 

E macroeconomia, o que é?

Como o próprio nome também diz, a macroeconomia estuda fatores mais amplos, que conduzem vários aspectos do mercado financeiro.

É com ela que conseguimos observar alguns dos índices mais importantes da economia de um país, como: taxa de juros, de desemprego, nível de inflação, crescimento ou queda do PIB, entre outros. 

Com todas essas variáveis, os analistas conseguem descobrir tendências e relacionar informações como, por exemplo, o impacto da queda dos juros no índice de desemprego.

E não é só: os especialistas de mercado ainda levam em conta esses dados para fazer diversas análises, pois são números com uma grande representatividade no cenário financeiro de um país. 

Com os números em mãos, essas análises começam a ser cascateadas para quase todos os segmentos da economia. O resultado gera um forte impacto nesses nichos, seja positiva ou negativamente. 

Por falar nisso, como será que os indicadores macroeconômicos impactam seus investimentos?

>>> Na série “Investimento às Claras”, a especialista em finanças da Faculdade XP, Clara Sodré, explica rapidamente como esses dados são importantíssimos. Sabendo disso, o ideal é que você seja sempre uma pessoa atualizada e esteja por dentro de tudo o que acontece no país. Dê o play no vídeo abaixo e confira mais algumas dicas sobre o tema: 

Principais características da macroeconomia

Conforme falamos, a macroeconomia possui uma forma ampla de analisar o mercado. É com ela que podemos entender diversos movimentos financeiros, sejam nacionais, internacionais ou, até mesmo, globais.

Além dos indicadores que já citamos, alguns acontecimentos atípicos podem impactar diretamente a macroeconomia. Um bom exemplo é a pandemia do coronavírus, que trouxe uma série de impactos para todos os mercados.

Além desses fatores, há outras características importantes na macroeconomia, como: análise da renda per capita, poder de compra das pessoas, distribuição de renda e quantidade de pessoas empregadas.  

Microeconomia e macroeconomia: qual o conceito mais importante?

Na verdade, os dois mercados são extremamente importantes. A diferença está no objetivo da sua análise.

Para observar informações específicas como, por exemplo, relacionadas ao segmento de varejo, será necessário um mix entre ambas. A taxa de juros e de desemprego, que são indicadores macroeconômicos, além da lei de oferta e demanda, que são fatores micro, podem oferecer boas respostas para esse caso. 

No final das contas, o ideal é conhecer a fundo as principais diferenças entre um e outro. Isso fará com que suas análises tenham ainda mais assertividade.

Para quem está pensando em investir, entender cada um dos conceitos é essencial, pois eles impactam diretamente no resultado das aplicações.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre microeconomia e macroeconomia, que tal investir em mais conhecimento de mercado? Aqui na Faculdade XP você pode aprimorar ainda mais sua compreensão a respeito das principais formas de investir.

No curso “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores” você vai conhecer em profundidade os principais indicadores da economia brasileira e como elas impactam os investimentos. Faça já a sua inscrição clicando no link abaixo:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.