A inovação é um dos maiores desafios das empresas nos dias de hoje. Encontrar novas oportunidades de negócio e buscar soluções interessantes para os clientes tem sido cada vez mais difícil.
Sabendo disso, algumas companhias começaram a olhar para o mercado recorrendo à estratégia de intraempreendedorismo. Afinal, essa é uma forma que tem se mostrado muito eficaz. Mas você sabe o que é intraempreendedorismo?
Esse conceito tem apresentado resultados interessantes dentro das corporações e ganhado cada vez mais espaço.
Para ajudar a entender um pouco mais a respeito do tema, preparamos este artigo com as principais informações sobre intraempreendedorismo. Saiba qual é a sua importância, os principais benefícios, como se tornar um intraempreendedor, além das suas principais características.
Aproveite o texto e tenha uma boa leitura!
O que é intraempreendedorismo
Você já deve ter ouvido falar em empreendedorismo. Basicamente, ele acontece quando uma pessoa tem uma ideia de produto ou de negócio e resolve lançá-la no mercado.
Suponha que uma costureira tenha criado um modelo de vestido inovador, bem diferente do que se vê no mercado. O conceito chama a atenção dos clientes e, consequentemente, essa exclusividade passa a ser um diferencial. O resultado, claro, é um aumento expressivo na procura pelo produto e, também, nas vendas.
O intraempreendedorismo funciona praticamente da mesma forma. A diferença é que a empresa busca encontrar essas oportunidades dentro da própria companhia, aproveitando os seus funcionários para ter ideias em favor do negócio.
O sentido disso é estimular a criatividade e incentivar a inovação. Tudo isso promovendo uma política de maior liberdade na execução dos projetos.
>> Por falar em empreendedorismo, que tal se aprofundar no assunto? Você sabia que educação financeira e criação de negócios precisam andar juntas? No vídeo a seguir, Guilherme Benchimol, Edu Lyra, Kondzilla, Izabella Mattar e Thiago Godoy fazem um bate papo sobre o tema.
Dê o play e veja como aplicar os ensinamentos dessas feras tanto noo mundo financeiro como no de negócios. Confira:
Qual a importância do intraempreendedorismo?
Estimular esse tipo de atividade nas empresas é muito importante por uma série de aspectos. Porém, um dos principais pontos é com relação à satisfação dos colaboradores.
Poucas são as companhias que oferecem liberdade criativa, em especial na execução de projetos que podem se tornar referência no mercado. Afinal, quem não gosta de dizer “ajudei a criar aquela ideia do zero”?
Profissionais que participam de projetos de inovação dentro das empresas têm uma participação mais ativa na organização. Isso ajuda, entre outras coisas, no estímulo das equipes, proporcionando um ambiente de mais engajamento entre os colaboradores.
Vale ressaltar, no entanto, que esses fatores podem se tornar mais efetivos quando os funcionários da própria empresa participam do processo. Portanto, o ideal é evitar a busca de um intraempreendedor no mercado, dando oportunidade para quem já está na empresa.
Principais benefícios do intraempreendedorismo
Há uma série de benefícios ao aderir o intraempreendedorismo nas empresas. Além da própria companhia, os colaboradores também podem se aproveitar dessa estratégia de negócio.
A seguir, você pode conferir algumas das principais vantagens que ela traz tanto para a corporação quanto para os funcionários. Confira:
Retenção de Talentos
Essa talvez seja uma das principais vantagens. Com a implementação de uma estratégia de intraempreendedorismo na empresa, é possível valorizar alguns colaboradores que tenham o perfil da posição. Muitas vezes, é natural que haja a realocação de cargos, adaptando os talentos a uma vaga que exige inovação e criatividade.
Ao fazer isso, é natural que a companhia consiga reter talentos por valorizar esse tipo de profissional. Dessa forma, o colaborador não vai precisar ir ao mercado em busca de vagas que estejam dentro desse seu desejo. Afinal, há uma boa oferta de oportunidades, já que muitas empresas procuram por perfis inovadores.
Impulsionar a inovação
Quando a empresa identifica um grupo de profissionais com perfil inovador, pode criar uma área específica focada somente nesse setor. Trabalhar a inovação faz com que a companhia ganhe mais competitividade no mercado, se diferencie dos concorrentes e crie soluções alternativas de produtos e serviços.
A vantagem desse tipo de trabalho se torna ainda maior quando a companhia busca a solução na própria empresa. Afinal, não é necessário ir ao mercado e contratar especialistas se ela possui os talentos dentro de casa.
Essa é uma ótima alternativa e pode render bons resultados, uma vez que os custos desse time ficam bem reduzidos com a estratégia de internalização.
Vantagem competitiva
Ao estabelecer uma equipe de inovação a empresa ganha também em competitividade dentro do mercado. Isso ocorre porque, na maioria das vezes, o time formado fica ainda mais motivado para executar as ideias e tirá-las do papel. Esse processo agiliza a execução dos projetos e acelera o planejamento.
Como se tornar um intraempreendedor?
O primeiro passo é saber se você tem o perfil de um empreendedor. Depois, é necessário entender se a empresa que você trabalha dá abertura para ideias criativas e apoia a inovação.
Embora as companhias modernas vejam isso com bons olhos, existem algumas que ainda não enxergam como essa tendência pode fazer a diferença nos resultados.
Se você tiver abertura, o próximo passo é se aprofundar ainda mais no tema.
Estude, faça cursos e aprimore os seus conhecimentos. Isso vai dar a você mais propriedade para sugerir novos projetos e, até mesmo, tomar as melhores decisões. Procure cases de sucesso. Uma boa opção é olhar para startups reconhecidas, uma vez que elas são bons exemplos de inovação.
Principais características do intraempreendedor
Se você está pensando em ser um intraempreendedor, precisa ficar de olho em algumas características importantes que esse profissional possui.
Essas dicas também servem se você é gestor e está querendo criar esse time na sua empresa. São qualidades essenciais e que estão presentes em quase todos os profissionais que atuam nesse segmento. Confira:
Proatividade
Essa característica é fundamental. Um profissional que precisa criar não pode esperar as coisas caírem no colo. Com isso, a proatividade se torna essencial neste tipo de cargo.
São pessoas capazes de antever problemas. Consequentemente, é muito mais fácil resolver qualquer contratempo. Se você é dessa forma, já está a alguns passos na frente daqueles que não têm essa característica.
Motivação
Quando uma pessoa não tem motivação para fazer qualquer coisa, o resultado de qualquer trabalho acaba comprometido. Por isso, busque algo ou uma empresa que apoie suas ideias. Isso faz com que a motivação seja sempre a mesma.
Caso você seja gestor, tente entender o que faz com que o colaborador não perca essa qualidade, especialmente quando falamos sobre intraempreendedorismo.
Inovação
Essa talvez seja a principal qualidade que um intraempreendedor deve ter. A veia empreendedora precisa estar em você ou neste profissional.
É essencial que ele tenha uma visão dos problemas da empresa e, mais do que isso, as soluções que dá para resolvê-los. Tudo isso, obviamente, ganha ainda mais força quando acontece de forma sustentável, sem onerar muito os cursos da companhia.
Pensamento crítico
O pensamento crítico permite que este profissional tenha uma visão diferente sobre os desafios da empresa. Ele possibilita ainda tomadas de decisões mais racionais, que geralmente têm embasamento em dados e números.
É por meio do pensamento crítico que não nos deixamos levar pelo momento, e consideramos riscos eventuais de novos projetos.
Capacidade de comunicação
Saber falar bem e escrever adequadamente são pontos importantes desse profissional. Afinal, ele terá que lidar com muitas áreas na empresa e a clareza na comunicação é essencial.
Repassar detalhes de projetos, entender as necessidades das áreas e transitar em vários departamentos requer habilidades de argumentação. Mais do que isso; é imprescindível saber ponderar todos os lados.
Agora que você já sabe o que é intraempreendedorismo, que tal aprofundar os seus conhecimentos também no mercado financeiro?
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Modernizar a partir dos avanços tecnológicos tem sido cada vez mais comum em empresas ao redor do mundo. O objetivo é oferecer soluções inovadoras aos clientes e se manter relevante no mercado. Nesse contexto, a transformação digital no sistema financeiro tem sido uma das mais significativas.
Se antes o acesso a esse mercado era burocrático e limitado, hoje ele está cada vez mais democrático. Assim, a relação entre pessoas e dinheiro também se moderniza.
No artigo abaixo falamos mais sobre o conceito de transformação digital e como ele tem provocado mudanças no âmbito financeiro. Além disso, você também confere alguns exemplos de soluções que já estão revolucionando o setor.
O que é transformação digital?
Para entender o conceito de transformação digital é preciso olhar para trás.
Antes, as empresas nasciam e se estabeleciam apenas em suas regiões. Um mercado, por exemplo, só vendia seus produtos a pessoas que moravam nas proximidades.
Com o tempo e, evidentemente, com a tecnologia abrindo cada vez mais espaço, isso mudou. Hoje mercados se conectam a plataformas de entrega e os produtos chegam até o endereço do comprador sem esforço.
A transformação digital funciona exatamente como no exemplo acima. A tecnologia impulsionando mudanças na mentalidade e no comportamento de empresas em prol da evolução.
Com esse movimento, além de ficarem mais próximas e atentas às necessidades de seu público, também encontram espaço para oferecerem soluções antes restritas.
Como a transformação digital aparece no mercado financeiro?
Volte sua memória em alguns anos e imagine que precisa abrir conta em um banco. O que você faria? Provavelmente, iria até uma agência com uma série de documentos, certo? Tempos depois, se precisasse de ajuda com algum serviço, precisaria ir até essa mesma agência para falar com seu gerente.
A função da transformação digital é justamente quebrar as barreiras físicas e oferecer uma experiência mais confortável aos clientes.
O mercado financeiro é um dos que mais tem se beneficiado da transformação digital. Em pouco tempo, processos e serviços foram digitalizados e reduziram consideravelmente a conhecida burocracia do setor.
Hoje, basta ter um smartphone em mãos para ter acesso a diversas funcionalidades financeiras. A abertura de conta, por exemplo, é feita em poucos toques na tela. Já a conversa com o gerente pode ser feita pelo WhatsApp. E esse é só o começo.
Veja abaixo cinco das vantagens que essa transformação proporciona ao mercado:
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Elimina burocracias
A burocracia sempre foi uma das características mais conhecidas dos bancos. Muitas vezes, para fazer uma simples alteração de senha ou solicitar um empréstimo, era preciso se dirigir a uma agência física. Porém, com a transformação digital, este cenário mudou.
Muitos serviços comuns, como a abertura de uma conta, agora podem ser feitos eletronicamente. Essa facilidade permitiu que muitas pessoas, independentemente da cidade onde moram, tivessem acesso a um serviço mais democrático, com processos mais ágeis e soluções mais acessíveis.
Descentraliza a terceirização
A descentralização dos serviços foi uma das principais responsáveis para que esse novo modelo bancário e financeiro tivesse sucesso.
O avanço da internet e a melhoria tecnológica permitiram que muitos serviços bancários ficassem mais baratos e acessíveis. Com isso, as novas instituições perceberam que aquela estrutura robusta por trás de um banco não era mais necessária.
Essas mesmas empresas também notaram que a terceirização da mão de obra tecnológica era essencial para o sucesso do negócio. Com o boom crescente de prestadores de serviço nessa área, as companhias passaram a utilizar o “know how” de empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologia. Com isso, o resultado foi uma diminuição no custo das operações, além da melhora na entrega dos serviços, impactando diretamente os clientes.
Analisa dados
Todo esse avanço da tecnologia também trouxe, de quebra, uma análise mais detalhada de todos os dados obtidos pelas instituições.
Com ferramentas poderosas e especialistas no assunto, as fintechs passaram a dar mais atenção a essas informações. Afinal, são esses mesmos dados que podem trazer respostas importantes sobre os clientes, bem como necessidades, desejos, entre outros.
Mais do que entender seus consumidores, as empresas também conseguiram, por meio dos dados, fazer a personalização dos seus serviços. Com isso, conseguiram criar alternativas que aproximassem os clientes do negócio, gerando fidelidade e, consequentemente, uma satisfação maior entre os correntistas.
Tudo isso, claro, com estratégias de marketing e ativações específicas para cada segmento de cliente.
Melhora a segurança, transparência e visibilidade
Apesar de muitas pessoas ainda serem receosas com relação a uma conta digital, o avanço da tecnologia permitiu que esse tipo de serviço fosse um dos mais seguros.
Da mesma forma que trouxe benefícios para a descentralização de serviços, a segurança também foi aprimorada: dos dados pessoais ao dinheiro guardado. Afinal, esses são alguns dos itens que mais geram preocupação entre as pessoas.
Para ilustrar essas coisas, podemos trazer alguns exemplos de segurança que são muito eficientes, como: token id, implementação de biometria, reconhecimento facial, entre outros recursos que só aumentam a segurança. Tudo isso com tecnologias modernas, como a criptografia, que é muito importante para a proteção de dados de todos os clientes.
Agiliza operações
Quem é um pouco mais velho deve lembrar que, há um tempo atrás, para colocar dinheiro na conta só era possível através de depósitos nas agências. Você precisava colocar a grana em um envelope, digitar a conta e esperar até o fim do dia – ou dia seguinte – para ele pingar na conta.
Com o avanço tecnológico, isso mudou de cenário. Todos ganham em agilidade nesses tipos de operação.
Nos dias de hoje, basta ter acesso a um smartphone com o aplicativo do banco e, em alguns passos, a transferência já é realizada. Essa praticidade permitiu que as pessoas ganhassem tempo no dia a dia e não ficassem mais, por horas, na fila dos bancos.
Como a transformação digital no mercado financeiro muda o comportamento do consumidor?
Não foi só o setor financeiro que aceitou as mudanças provocadas pela transformação digital.
De acordo com um levantamento feito pela Idwall, o Brasil já soma mais de 250 milhões de contas digitais. O movimento demonstra uma maturidade digital do cliente, que busca por soluções cada vez mais inovadoras e tecnológicas para o seu dinheiro.
Ainda segundo o estudo, 75% desses clientes estão dispostos a migrar do banco tradicional para o digital. A facilidade na utilização dos serviços, incluindo a abertura de conta, é uma das razões.
Em um universo cada vez mais tecnológico, características como essas passam a ser prioridade. Nesse contexto, algumas soluções já estão ganhando espaço.
Veja abaixo algumas delas:
PIX
O Pix é um dos serviços que mais se popularizaram nos últimos tempos. Basicamente, sua função é viabilizar a transferência de valores entre contas. O diferencial é que esse processo é feito a qualquer dia e horário, em poucos segundos e sem taxas.
A aceitação foi tamanha que mais de 1 bilhão de transações são feitas ao mês. Atualmente, o recurso já equivale a mais de 80% do número total de transações.
Open Banking
Um dos maiores reflexos da burocracia bancária é observado no acesso às informações de um cliente. Com o Open Banking, a expectativa é eliminar tais barreiras.
Assim como o nome sugere, o Open Banking – ou banco aberto -, tem como premissa dar ao cliente autonomia para levar suas informações para onde quiser. Se antes os bancos eram proprietários dos dados, com esse recurso o cliente ganha flexibilidade e liberdade.
Um exemplo de aplicação dessa solução está relacionado ao crédito financeiro. No cenário como conhecemos hoje, pedir dinheiro em uma instituição na qual não se tem conta aberta é um processo quase impossível. Isso porque a instituição não tem acesso ao seu perfil financeiro. Com o Open Banking, o compartilhamento de informações ocorre de maneira transparente e simples, facilitando as concessões de crédito.
Blockchain
Falando em tecnologia e ambientes digitais, a segurança também deve ser vista com cuidado. Afinal, o setor está vulnerável a golpes e crimes virtuais. Neste caso, o blockchain atua como uma camada de proteção às informações financeiras.
Basicamente, o blockchain armazena informações em uma espécie de blocos. Esses blocos são organizados de maneira descentralizada, para garantir que os dados contidos neles não sejam violados.
OCR
Se antes a validação de documentos era um calcanhar de Aquiles para a digitalização financeira, a OCR promete acabar com isso. Sua tecnologia viabiliza a leitura e conversão de documentos físicos para o ambiente digital. Assim, processos como abertura de conta e solicitação de empréstimos acontecem com mais agilidade, precisão e, claro, segurança.
O futuro financeiro é digital
A transformação digital no setor financeiro é uma realidade e cada vez mais uma tendência. Pelos exemplos acima, provavelmente você percebeu que o mercado caminha para uma completa digitalização, né? Tudo isso graças a tecnologia!
A expectativa é que em pouco tempo todos os serviços financeiros estejam ligados a um sistema e uma plataforma. Além disso, eles devem atuar de maneira integrada e transparente, garantindo liberdade e flexibilidade aos clientes.
Se você quer fazer parte desse processo evolutivo e lidar melhor com o seu dinheiro, que tal sair da poupança? Tão antigo quanto os bancos tradicionais, esse serviço parou no tempo e certamente não será sua fonte de riqueza.
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Ter uma veia sólida para o empreendedorismo sem dúvidas é excelente para começar um negócio. Se o projeto também for inovador, as chances de sucesso aumentam ainda mais. Porém, engana-se quem pensa que isso é suficiente.
Certa vez, o ex-jogador de basquete Michael Jordan disse: “O talento vence jogos, mas só trabalho em equipe ganha campeonatos”. Assim, se você quer alcançar o verdadeiro sucesso, precisa ter uma boa equipe ao seu lado. Mas como construir um time do zero?
Esse talvez seja um dos maiores desafios de quem está dando os primeiros passos na construção de um negócio. E para ajudá-lo nesse processo, reunimos algumas dicas fundamentais que você deve saber para começar com o pé direito.
Qual a importância de saber como construir um time do zero?
Um erro comum do novo empreendedor é focar na construção de sua ideia. Esse não deveria ser exatamente um problema, mas se torna quando vem acompanhado de outro: o descuido com outras questões.
Enquanto desenvolve o negócio, esse empreendedor usa um time paliativo para ocupar suas primeiras cadeiras. Esse time até executa as atividades necessárias do dia a dia, mas não atua em alta performance. O problema, nesse caso, é que o crescimento pode ser mais custoso.
Assim como a frase que citamos no começo desse texto, existem dezenas de outras reforçando a importância da equipe. A razão é muito simples: nem mesmo uma ideia brilhante sobrevive em uma única mão. Para mantê-la em pé, é preciso ter ao lado um time competente, que suporte e impulsione seu crescimento.
>>> E falando em time, a equidade é um fator que vem ganhando cada vez mais força no cenário corporativo. No vídeo abaixo, Raj Sisodia fala sobre a importância da diversidade e inclusão nas empresas. Dê o play para conferir:
5 passos de como construir um time do zero
Embora muitos empreendedores saibam da importância de ter um time qualificado ao lado, nem sempre eles sabem como começar. Uma das características mais importantes nesse processo é a visão apurada. Com feeling e técnica é possível montar uma equipe altamente eficiente. Somada a uma boa liderança, as expectativas de crescimento aumentam consideravelmente.
Quer saber como construir um time do zero? Então confira cinco passos primordiais que listamos não só para ajudar a montá-lo, mas também para mantê-lo.
1. Tenha metas bem definidas
Imagine que você está com fome e, em vez de se alimentar, toma um copo cheio de água. Certamente ficará mais hidratado, mas não mais saciado, certo? O mesmo acontece quando você investe em um talento que não tem as habilidades necessárias para o escopo que precisa. Lembre-se que nem sempre um profissional que gerou excelentes resultados em uma empresa fará o mesmo quando estiver na sua.
Para evitar situações como essa, a primeira ação que deve tomar é definir suas metas. Para onde você quer ir e o que precisa fazer para chegar até lá? Quais habilidades o time precisa ter para entregar os resultados esperados? Além das hard skills, quais soft skills são importantes para a cultura da empresa?
Definindo as perguntas corretas, alinhadas com as suas estratégias, as respostas surgirão com mais clareza. Nesse caso, a resposta a ser buscada é o perfil que cada profissional deve ter para atender ao seu planejamento.
2. Saiba comunicar o que procura
Você já viu alguma divulgação de vaga em que as atividades não estavam alinhadas com a posição buscada? Isso pode acontecer quando a comunicação é feita por quem não entende de um assunto em profundidade. A dica aqui é contar com o apoio de um recrutador habilidoso e, por que não, do líder da área. Assim, montar um escopo compatível com o perfil fica mais fácil, assim como filtrar o candidato ideal.
3. Valorize a autonomia
Confiança é a base de qualquer relação, incluindo a profissional. Por isso, depois de trazer um colaborador para o seu time, dê a ele liberdade para atuar. A construção de um ambiente saudável faz com que o profissional se sinta engajado e à vontade para contribuir. Uma relação que excede a troca trabalho x salário facilitará o desenvolvimento do time e, consequentemente, do seu negócio.
4. Estimule o desenvolvimento de habilidades
Nem tudo é tão perfeito que não possa evoluir. Nesse caso, manter a roda da criatividade girando é fundamental. Em algum momento, mesmo uma equipe de alta performance precisará se desenvolver.
Para evitar perder talentos ou prejudicar a evolução do seu negócio, estimule o desenvolvimento individual. Oferecer cursos, oficinas e palestras pode manter o time conectado e gerar novos insights.
5. Tenha suas expectativas sempre bem alinhadas com o time
Se a primeira dica que demos foi de definir as metas com clareza, a última será a de comunicar isso ao time. Mesmo as mentes mais brilhantes precisam de direcionamento. Não basta contratar um talento e esperar que ele conduza seu negócio até o sucesso. É seu dever comunicar a ele quais são suas expectativas para que, juntos, definam os melhores caminhos para atingi-las.
Como manter um time de sucesso?
Não adianta aprender a construir um time do zero se você não souber mantê-lo. Além das dicas acima, que também se aplicam ao relacionamento diário, confira outras quatro ações fundamentais que você deve ter.
Saiba lidar com erros
Qualquer pessoa ou negócio estão sujeitos ao erro. E, até um certo nível, eles são toleráveis e importantes para o crescimento. Mais que estar preparado para eles, é importante preparar o seu time.
Dentro daquele ambiente saudável que você construiu a partir das dicas acima, estimule a transparência e o reconhecimento dos erros. Entenda o que levou o time a cometê-los e o que precisa ser feito para que eles não aconteçam novamente.
Dê feedbacks
Se você não estiver constantemente olhando para a bússola, a direção pode mudar sem que perceba. Para ajustar a rota antes de algum prejuízo, absorva a cultura de feedbacks em seu negócio. Com transparência seu time tem a oportunidade de saber o que precisa fazer para manter a roda girando.
Saiba incentivar
Incentivo não é só dizer “você consegue”, é preciso ter algo mais. Você pode fazer isso, por exemplo, incentivando a cooperação entre os times. Assim, áreas diferentes podem se organizar em prol de um resultado em comum – e os resultados podem ser incríveis. Incentivar o desenvolvimento pessoal também é uma maneira de extrair mais do colaborador e colher os frutos disso.
Saiba delegar
Um dos piores erros de um empreendedor é se manter no controle de tudo. Principalmente depois de saber como construir um time do zero. Como dono do negócio, seu dever é manter o time na rota da sua estratégia, mas não definir como eles devem chegar até lá. É por isso que a confiança é uma das características mais importantes em um líder. Tenha certeza de que fez uma boa contratação e isso será suficiente.
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Empreender é uma das iniciativas que mais tem ganhado força nos últimos anos. De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor, pesquisa global sobre empreendedorismo, o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking mundial. Isso significa 14 milhões de empreendedores com negócios em atividade a mais de 3,5 anos. Mas esses números podem aumentar ainda mais.
Se você tem uma ideia guardada, mas falta coragem para tirá-la do papel, que tal um pouco de inspiração? Abaixo você confere 10 empreendedores brasileiros de sucesso e que definitivamente estão deixando seus nomes na história do país.
O que podemos considerar empreendedorismo de sucesso?
É fato que não existe fórmula mágica que faça de empreendedores ou de seus negócios um sucesso. Mas isso não significa que não existam tendências. Basta olhar para nomes de pessoas ou empresas que têm conquistado bons resultados para observar comportamentos em comum entre eles.
Uma das características mais importantes para um empreendo ismo de sucesso é o impacto que ele causa. Isso porque todo grande negócio contribui de maneira significativa com sua área de atuação. Entre as possíveis contribuições estão a redução do desemprego e aceleração da economia.
Falando especificamente sobre o empreendedor, é inegável que saber guiar um negócio é primordial. Além disso, liderar com firmeza, se manter atento às tendências e buscar oportunidade de crescimento também são fundamentais para alcançar o sucesso.
Conheça os 10 maiores empreendedores de sucesso no Brasil
Talvez você já tenha se imaginado inúmeras vezes na posição de empreendedor. Porém, por conta de fatores como insegurança, falta de tempo ou preocupação, esse projeto foi deixado de lado. Mas será que é tarde para voltar atrás e dar o pontapé?
Para renovar suas doses de inspiração, reunimos 10 nomes de empreendedores brasileiros que se destacaram nos últimos anos. Talvez você reconheça o nome de todos ou de boa parte deles, mas aqui contaremos suas trajetórias e, claro, como estão transformando o país.
Fabiana Salles
Fabiana Salles sempre teve uma veia empreendedora. Prova disso é que, ainda na infância, alugava gibis e vendia figurinhas aos colegas. Mais tarde, na faculdade, desenvolveu seu primeiro negócio: um eletrocardiógrafo por telefone, que enviava o exame para centrais e médicos. Foi o projeto universitário que conectou Fabiana ao seu atual sócio, o Dr. Bento de Toledo.
Juntos, Fabiana e Bento deram vida à Gesto, empresa de tecnologia voltada para a área de saúde corporativa. Em 2010, após algumas mudanças no modelo de negócios, deixaram de ser um produto para se tornarem um serviço. Hoje, a Gesto é considerada pioneira em big data para gestão de saúde e tem mais de 1,5 milhão de vidas em sua base.
Roberto Justus
Talvez você associe esse nome ao famoso programa O Aprendiz, sucesso nos anos 2000. Porém, há muito mais história por trás desse rosto que um reality televisivo.
A carreira de Roberto Justus foi construída na publicidade e propaganda. Pouco depois de terminar a faculdade, na década de 1980, foi sócio fundador da Fischer & Justus Comunicação, companhia que anos mais tarde seria eleita a agência do ano e premiada no Festival de Publicidade de Cannes.
Em 1998, Justus fundou a Newcomm Comunicação, uma das maiores agências do país. Além de acumular prêmios e parcerias internacionais, o empresário também é detentor do título de Publicitário do Ano, 1996.
Atualmente, além da carreira brilhante na publicidade, Roberto Justus dedica seu tempo na área financeira. Ele é sócio de uma holding e ainda se aventura no mercado de criptomoedas, sendo dono de um token, o WiBX.
Luiza Helena Trajano
Eleita Person of The Year pela Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos, Luiza é, sem dúvidas, um dos nomes mais importantes da atualidade. Sua história, entretanto, começa ainda na infância. Aos 12 anos, Luiza trocou as férias pelo balcão da loja de seus tios, a Cristaleira, nome que seria substituído mais tarde por Magazine Luiza.
Por sua formação em Direito, Luiza passou por áreas como cobrança e vendas. A experiência contribuiu com o grande passo que daria em 1991, quando assumiu a empresa. À frente do negócio, Luiza fez diversas modernizações, incluindo o lançamento da loja online. O crescimento foi tamanho que, em 2011, abriu capital na Bolsa de Valores.
Atualmente Luiza faz parte do conselho da empresa e divide seu tempo entre investimentos e palestras corporativas. Além disso, a empresária lidera um grupo para mulheres, com profissionais de diversos segmentos.
>>> Veja por que diversidade e inclusão são fundamentais para o sucesso de um negócio neste vídeo comandado pelo Raj Sisodia.
Flávio Augusto da Silva
Carioca de origem humilde, Flávio iniciou sua trajetória aos 19 anos vendendo cursos de inglês pelo orelhão. Quatro anos depois, sua dedicação e resultados o colocaram na posição de gerente de vendas da companhia.
Por conta da vivência no meio, Flávio percebeu que o setor de idiomas estava carente. Com isso, aos 23 anos usou um empréstimo para fundar a Wise Up, atualmente uma das maiores escolas do país.
O sucesso foi tamanho que Flávio passou a ser considerado um dos empresários de maior sucesso da atualidade. Agora, ele se dedica a dar dicas sobre negócios de sucesso e investimentos e ao ramo do esporte, tendo adquirido o clube de futebol Orlando City.
Dulce Pugliese
Pense nas maiores empresas de assistência médica do Brasil. Pensou em Amil, né? E é graças aos esforços da empresária Dulce Pugliese que a companhia ocupa essa posição.
Dulce se formou em medicina no Rio de Janeiro, onde também conheceu seu namorado, futuro marido e futuro sócio, Edson Bueno. Juntos, compraram a primeira clínica que, poucos anos depois, seria trampolim para a criação de uma carteira de segurados.
A Amil nasceu desse trabalho e, mesmo após a separação do casal, continuou mantendo Dulce e Edson juntos. Para expandir sua visão, a empresária de dedicou a um PHD de administração nos Estados Unidos.
Em 2014, a companhia vendeu 90% de seu capital para a United Health, maior operadora de saúde americana. O valor da venda, estimado em US$ 5 bilhões viabilizou a compra da rede de diagnósticos Dasa.
Dulce é considerada uma das mulheres mais ricas do mundo e a mais rica do Brasil.
Alexandre Costa
Se você gosta de chocolate, provavelmente já deve ter experimentado uma das delícias de Alexandre Costa. Fundador da rede Cacau Show, o empresário soube identificar uma oportunidade de empreender após aceitar fazer ovos de Páscoa para uma empresa que estava precisando. Criou gosto pelo ramo, fez cursos e entendeu o nicho de mercado. Com o dinheiro que ganhou, em 2001 inaugurou a primeira loja daquela que viria a se tornar a maior rede de chocolates finos do mundo.
Por conseguir identificar oportunidades e ter a veia empreendedora, passou a ser um dos empresários mais respeitados do país.
Antônio Luiz Seabra
Antônio Luiz Seabra é um dos empresários mais bem sucedidos do país. Fundador da companhia de cosméticos Natura, soube ganhar espaço no mercado por meio de um formato inovador de venda: por meio de consultoras nas ruas, casas e escritórios. Esse modelo de negócio fez com que a Natura abocanhasse um espaço pouco explorado no varejo brasileiro. Com isso, os resultados não demoraram a aparecer.
A veia inovadora sempre esteve presente, principalmente pela preocupação ambiental que a companhia teve na produção de seus cosméticos. Eles foram pioneiros, por exemplo, na fabricação de refil dos seus produtos, diminuindo a fabricação de embalagens. Atualmente, Seabra tem uma fortuna avaliada em mais de 15 milhões de reais, o que o coloca entre as 20 pessoas mais ricas do Brasil.
Abílio Diniz
Um dos mais importantes empresários do país, Abílio Diniz tem uma carreira consolidada no ramo de varejo. Fundou nada mais nada menos do que o Pão de Açúcar, uma das principais redes de supermercados do Brasil. Estima-se que ele tenha uma fortuna avaliada em mais de R$ 5 bilhões, sendo uma das pessoas mais ricas em território brasileiro.
Apesar de ter fundado a empresa, foi na sua reestruturação que Abílio se mostrou daqueles empreendedores visionários. Conseguiu recuperar a companhia dos resultados ruins até se tornar uma empresa de capital aberto, em 1997. Após vender os ativos da empresa para a multinacional Casino, se dedicou a outras companhias ligadas ao varejo. Atualmente é dono da operação Carrefour no Brasil e presidente do conselho da BRF, que possui em seu portfólio marcas como Sadia e Perdigão.
Gustavo Caetano
Gustavo Caetano é considerado uma das principais promessas entre os empreendedores do Brasil. Criador da Samba Tech, Caetano soube explorar a tendência dos conteúdos online. Afinal, a empresa que criou ganhou destaque na criação de vídeos, além da sua distribuição entre as plataformas da rede. O crescimento da companhia foi meteórico e, após um ano de sua criação, a empresa já tinha lançado mais de 40 canais, com sede em vários países da América Latina.
Porém, a grande sacada de Caetano foi criar a subdivisão da empresa, a Samba Ads. Voltado para a distribuição de mídia, o negócio chamou a atenção de grandes players do mercado, pois conseguia ativar clientes de forma assertiva e segmentada. Com vários clientes na carteira, sua ideia fez com que a companhia fosse eleita uma das 100 startups mais inovadoras do mundo pelo mercado norte-americano.
Guga Mafra
Considerado um dos maiores empreendedores brasileiros, Guga Mafra é uma das personalidades empresariais que soube aproveitar o boom da internet para fazer negócios. Ele é um dos fundadores da Amazing Pixel, companhia de audiovisual focada em conteúdos para redes sociais. Com boa experiência no ramo digital, o publicitário vendeu a empresa em meados de 2018 para a Snack, multinacional que presta um serviço similar em outros países. O valor da negociação girou em torno de R$ 12 milhões. Apesar disso, ele se manteve como membro do conselho.
Após a venda, Guga virou sócio da empresa FTPI Digital, que chegou a ser controladora das operações do Spotify no Brasil. Referência no mercado, o empresário ainda ajudou no processo de digitalização de várias empresas, trazendo ideias inovadoras para os conteúdos feitos exclusivamente para internet. Atualmente, tem um podcast muito conhecido nas plataformas de streaming e que leva seu nome, o Gugacast.
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Em algum momento você já se perguntou sobre o tamanho de uma empresa listada na Bolsa de Valores? Se sim, provavelmente sabe que o Market Cap é um dos indicadores mais importantes para obter essa resposta. Também chamado de Capitalização de Mercado, ele ajuda investidores a desenharem estratégias com mais clareza e viabilizarem os lucros.
No artigo abaixo nós trazemos não só a definição desse indicador, mas o que ele revela sobre uma companhia. Que tal se aprofundar no conceito e em como usá-lo na hora da montagem da carteira? Confira!
Market Cap: definição
Na abertura do texto nós dissemos que o Market Cap é um indicador. Mas antes de se aprofundar em suas particularidades, vamos relembrar a definição desse termo.
Os indicadores são métricas usadas no mercado financeiro que ajudam na projeção de desempenho de um papel. Com eles, um investidor tem mais insumos para definir suas estratégias e fazer escolhas mais assertivas.
O Market Cap – também chamado em português de Capitalização de Mercado – representa o valor total de mercado de uma empresa. Ou seja, o valor que seria necessário ter para comprar todas as ações disponíveis no preço atual de mercado.
Por isso, se você está em busca de boas opções para montar o portfólio, manter-se atento ao indicador é fundamental. Assim, é possível dimensionar uma companhia e seu potencial de crescimento e lucratividade.
O que é capitalização?
Comum no mercado financeiro, o termo capitalização está relacionado às estratégias usadas para aumento de valores de uma companhia. Ou seja, a uma aplicação que resulta no acúmulo de mais capital.
Para simplificar ainda mais o conceito, imagine que você aplicou R$ 1.000 a uma taxa de juros de 3%. Ao fim do primeiro mês, a capitalização da aplicação será de R$ 1.030.
Trazendo para o Market Cap, o valor está relacionado ao volume total de papéis em circulação. Com essa quantia, é possível fazer projeções sobre a situação e possibilidades de ganho futuras de uma determinada empresa.
Como calcular Market Cap?
Se você quer descobrir o valor de mercado de uma empresa, basta calcular seu Market Cap. Para isso, lembre-se que o conceito está relacionado ao cenário de compra de todas as ações em circulação da companhia. Tendo isso em mente, a equação fica simples de visualizar e resolver.
Market Cap = Valor negociado pela ação x Número de papéis existente
Agora vamos ao exemplo? Imagine que uma empresa possua 700 mil ações em circulação no mercado. Cada uma delas, negociada ao valor de R$ 57.
Market Cap = R$ 57 x 700.000
Nesse cenário, se um investidor quisesse comprar todos os papéis dessa empresa, deveria desembolsar a quantia de R$ 39.900.000. É esse resultado que ajuda o mercado a ter noção do tamanho de uma determinada companhia.
Antes de sair calculando o Market Cap de todas as empresas, porém, lembre-se que o preço muda a todo momento. Além disso, outras ações podem impactar nesse resultado, como a recompra de ações.
>>> Falando em ações, no vídeo abaixo você descobre o método XP de avaliar as ações. Dê o play para aprender tudo sobre o mercado de compra e venda de papéis com Gustavo Pitta e Leandro Rassier.
Variáveis de Market Cap
Como dissemos, o cálculo de Market Cap é uma das formas mais simples de conhecer o tamanho de uma empresa. Por outro lado, é preciso lembrar que o resultado obtido se trata de um indicador e não uma verdade absoluta. Nós explicamos: existem variáveis que podem alterar – para cima ou para baixo – esse valor em uma companhia.
Como as ações estão inseridas no contexto da renda variável, o preço poderá sofrer os impactos da volatilidade. Além disso, o movimento de recompra de ações também pode causar interferências nesse valor. Neste cenário, a própria empresa investe na compra de suas ações tendo como objetivo a valorização dos demais papéis disponíveis.
Stock Split: a exceção
Nas variáveis que citamos acima, o resultado do Market Cap é influenciado pela mudança no preço do papel. Já o Stock Split é a exceção desse movimento.
O Stock Split, também conhecido como desdobramento de ações, é o processo no qual uma empresa aumenta a quantidade de seus papéis na Bolsa ao mesmo tempo em que mantém a fatia do capital. Nesse cenário, a quantidade de ações aumenta e o valor individual diminui sem que o investimento diminua também. Pareceu confuso? Nós explicamos.
Imagine que você comprou a ação de uma empresa a R$ 20. No desdobramento, a ação passa a valer R$ 10, ou seja, metade de seu preço. No entanto, em vez acumular um prejuízo de R$ 10, você mantém o investimento. Isso porque, no lugar de um papel, passará a ter dois. 2 x R$ 10 = R$ 20. Simples, né?
É justamente por manter capital que o Stock Split é uma variável de exceção. Com ele, o valor de mercado de uma empresa se mantém o mesmo, sem que afete seu Market Cap.
Market Cap e preço de ações
Se você procura entender a relação existente entre Market Cap e preço de ações, nós explicamos. Basicamente, o cálculo de Market Cap depende diretamente do preço das ações da empresa a ser avaliada.
Além da quantidade de ações que uma companhia disponibiliza ao mercado, a descoberta de seu valor de mercado depende de outro dado: o valor negociado por cada papel. Por isso, sempre que ler algo sobre o Market Cap de uma empresa, lembre-se que ele está atrelado ao papel.
Categorias da capitalização de mercado
Uma estratégia bastante comum entre investidores é a de dividir o portfolio entre empresas de variados tamanhos. O objetivo da diversificação é lidar melhor com os impactos do mercado e aumentar as chances de lucro.
Atualmente, o mercado trabalha com sete classificações de porte. Elas são definidas com base no valor de Market Cap e ajudam a identificar o tamanho de uma companhia. Veja abaixo essas classificações e suas características:
Nano Caps
Assim como o nome já sugere, as Nano Caps são as menores empresas da Bolsa de Valores. Em termos de capitalização de mercado, seu valor total não ultrapassa a marca de US$ 50 milhões. Considerando que empresas com esse caixa são fortemente direcionadas para a economia e que um processo de IPO é custoso, encontrá-las na Bolsa de Valores é um cenário bastante incomum.
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Microcaps
Assim como as Nano Caps, as Microcaps também são empresas de pequeno porte raramente listadas na Bolsa. Seu Market Cap varia entre US$ 50 milhões e US$ 300 milhões.
Small Caps
Entre as empresas de pequeno porte, as Small Caps se destacam. Nesse grupo, o Market Cap é classificado pela faixa que varia entre US$ 300 milhões e US$ 2 bilhões. Já na Bolsa, seus papéis costumam ser aposta na carteira dos investidores mais arrojados e com estratégias de longo prazo.
O sucesso das Small Caps está ligado ao potencial de lucro que elas oferecem. Embora tenham menor valor de mercado e, consequentemente, a negociação seja menor, a possibilidade de crescimento é um fator relevante.
Middle Caps
As Middle Caps – ou Mid Caps – são as empresas intermediárias da Bolsa. Sem alcançar valores mínimos ou máximos, elas ficam na metade do caminho. Mas não se engane: também podem oferecer boas surpresas para a carteira.
No mercado, as companhias classificadas como Middle Caps têm valor de mercado superior a US$ 2 bilhões. Assim como as Small Caps, podem oferecer boa rentabilidade ao portfólio, com a diferença de que possuem maior liquidez.
Large Caps
As Large Caps são o primeiro grupo de empresas de maior porte em valor de mercado. Nele, estão as companhias com capitalização entre US$ 10 bilhões e US$ 200 bilhões.
Além do valor, outras características ajudam a identificar uma empresa Large Caps. Entre elas, sua relevância e posicionamento no mercado, bem como seu desempenho e crescimento ao longo dos anos.
Outra característica bastante considerada entre os que investem nesse tipo de empresa é a estabilidade. O que isso significa: uma companhia maior e mais consolidada oferece menor risco.
Mega Caps
No mercado, companhias com capitalização avaliada em mais de US$ 200 bilhões são classificadas como Mega Caps. Essas são empresas com alta liquidez e bastante conhecidas no mercado de investimentos e fora dele.
Blue Chips
Para finalizar a classificação de empresas por porte, as Blue Chips são a “elite” da Bolsa de Valores. Obviamente, sua principal característica é o considerável valor de mercado que possui. A Apple, por exemplo, uma das empresas com esse título, tem US$ 3 trilhões como Market Cap.
Entre outras características associadas a uma empresa Blue Chips estão:
Alto valor de mercado e alta geração de caixa
Boa liquidez
Consolidada em seu mercado de atuação
Forte geração de caixa e crescimento constante
Pagamento de dividendos
O Market Cap é um indicador válido?
Como mostramos ao longo deste artigo, conhecer o Market Cap de uma empresa permite que um investidor tenha mais clareza sobre os potenciais e riscos que ela oferece. Entretanto, este dado não deve ser avaliado de maneira isolada.
É esperado que uma empresa com menor capitalização de mercado tenha menor liquidez, mas maior rentabilidade. Do outro lado, empresas há mais tempo consolidadas são opções seguras, mas com menores chances de altos lucros. Embora esses conceitos sirvam como norteador na hora da definição de estratégia, eles são apenas parte de uma análise maior.
Histórico, notícias, posicionamento, relação com os investidores… Todos esses fatores são exemplos do que deve ser considerado durante a análise de uma companhia. Juntos, eles oferecem mais insumos ao investidor e aumentam as chances de sucesso dentro de sua estratégia.
Como começar a investir?
Se você está dando os primeiros passos no universo dos investimentos, a primeira lição é: não existe fórmula mágica. Neste mercado, o estudo incansável e um toque de sensibilidade são fundamentais.
Dito isso, a primeira coisa a ser feita é abrir conta em uma corretora confiável. Ela será a ponte entre você e seu capital e as opções disponíveis para compra na Bolsa. Mas não é só sair escolhendo as empresas com as quais simpatiza. Lembre-se do estudo!
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Avaliar se o benefício de um investimento sobrepõe o seu custo é uma prática comum. No ambiente corporativo, ela recebe o nome de análise marginal e ajuda a manter as estratégias das empresas em órbita.
Qualquer negócio que preze pela lucratividade e use a gestão financeira na tomada de decisões precisa inserir essa análise em seu contexto. Quer saber mais sobre ela? No artigo abaixo falamos sobre funcionamento, benefícios e como se diferencia do custo-benefício.
O que é análise marginal?
Imagine que você tenha uma bicicleta e que a use para entregar refeições por bairros próximos ao seu. Agora imagine que um amigo tenha lhe oferecido uma motocicleta seminova a um bom valor e condições. Certamente o custo de aquisição é alto, porém, antes de declinar, você coloca os prós e contras na balança. Entre eles a possibilidade que teria de ampliar o raio de entrega e fazê-las em um tempo menor. Independentemente da conclusão a que chegou, você fez uma espécie de análise marginal.
Basicamente, a análise marginal é a relação que uma empresa faz entre custo e resultado. O objetivo é entender se o esforço financeiro dedicado na compra de um produto/serviço ou no desenvolvimento de áreas como marketing e vendas foi superado pelo resultado gerado.
Por conta das informações que reúne, a análise é usada pelas companhias na tomada de decisões. Com ela, a liderança é capaz de calibrar e direcionar os esforços para iniciativas com maiores chances de lucro.
>>> Falando em custo e lucro, no vídeo abaixo o escritor e especialista em capitalismo Raj Sisodia fala sobre como aumentar vendas e reduzir custos. Além dele, participam Izabella Mattar, Guilherme Benchimol e Marta Pinheiro. É só dar o play:
Como surgiu a análise marginal?
O termo foi usado pela primeira vez no livro “Princípios da Economia”, do economista Gregory Mankiw. Ele é o Princípio de número 3 da obra, também chamado de “pessoas racionais pensam na margem”.
Segundo Mankiw, as pessoas fazem o melhor que podem para atingirem seus objetivos mediante as oportunidades que têm disponíveis. Pensar na margem é o melhor caminho para as decisões corretas e pautadas pela lucratividade. Esse pensamento faz parte do conceito de marginalismo, no qual as decisões são avaliadas com base na margem.
Falando em lucratividade, a teoria do economista defende que a maneira mais inteligente de aumentá-la é focando nos benefícios. Assim, antes de uma decisão ser tomada, é preciso avaliar se o resultado a ser obtido irá superar os custos.
Onde essa análise é aplicada?
Como dissemos no começo desse texto, a análise marginal pode ser adotada em qualquer situação. Afinal, ter benefícios sobre o investimento é vantajoso para qualquer pessoa, não é?
No mundo corporativo, ela é feita em cenários que podem ir desde a compra de um material até a contratação de um colaborador. Por exemplo: uma empresa deseja aumentar a compra de seu produto a partir da veiculação de campanhas em redes sociais. Embora esse seja um canal digital, um número maior de pessoas é alcançado mediante investimento. Neste caso, é função do gestor de marketing entender se a quantidade de pessoas que serão impactadas – e que irão converter em uma venda – irá superar a quantia investida.
Em outra situação corporativa, a análise marginal é usada para entender a viabilidade de contratação de um novo colaborador. Para isso, é preciso avaliar quais serão as obrigações desse profissional e as expectativas de resultados a serem atingidos. Com essas informações, é possível enxergar com mais clareza se o seu custo (salário) será superado pelos lucros.
No universo dos investimentos, a análise marginal é aplicada para tentar potencializar o retorno na compra e venda de ações. De que maneira: o investidor avalia o preço de compra de um papel e qual a expectativa de ganho sobre ele. Assim, ele pode entender se o valor do investimento será sobreposto ao lucro.
Qual a diferença entre análise marginal e custo-benefício?
Olhando grosseiramente, os conceitos de análise marginal e custo-benefício parecem os mesmos. E embora tenham, de fato, objetivos comuns, é a complexidade que os diferencia.
O requisito para uma análise de custo-benefício é uma unidade de medida comum. Com ela, é possível comparar os efeitos das decisões negociais, ou seja, dos custos e retornos projetados, a uma linha de fundo, que é o que define quais ações irão potencializar tais retornos.
Um exemplo clássico de análise de custo-benefício nos negócios é o de aumento de preço. Com ela, uma companhia pode avaliar se o movimento de aumento de preços de um produto/serviço e a consequente redução no número de clientes será superado pela receita.
A análise marginal, por sua vez, usa dois conceitos: a lei de diminuição da produtividade marginal e a lei de diminuição da utilidade marginal. Na primeira, o objetivo é entender quanto de insumo é acrescido quando há aumento de produção. Ela combina os fatores de capital, trabalho e tecnologia, fundamentais no processo produtivo. Já a lei de diminuição da utilidade marginal é baseado na teoria de que quanto mais um bem é consumido, menor é a sua satisfação ou utilidade.
Benefícios da análise marginal
Saber se um investimento será superado pelo lucro é o benefício direto da análise marginal. Entretanto, a prática não funciona pontualmente, apenas sobre a decisão de injetar, ou não, dinheiro em uma atividade.
Na verdade, a análise marginal guia as empresas na tomada de decisões. Com a visão sobre quais as potenciais chances de lucro, elas podem direcionar suas estratégias para ações que poderão maximizá-los. Aumentar a produção de um item? Investir na contratação de um novo colaborador? Dúvidas como essa podem ser respondidas com mais segurança quando a análise é executada.
Como a análise marginal pode ser utilizada na gestão financeira?
A gestão financeira de uma empresa está diretamente ligada às decisões que são tomadas no dia a dia. Afinal, manter um caixa saudável depende das ações executadas e dos lucros alcançados com elas. É por isso que a análise marginal deve ser utilizada nesta etapa de gestão.
Quando uma companhia consegue avaliar antecipadamente suas chances de lucro, ela age estrategicamente e reduz as más decisões que levam a prejuízos incalculáveis.
>>> Assim como no mundo corporativo, avaliar as possibilidades de lucro com a compra e venda de ações é um movimento estratégico entre investidores. Uma excelente maneira de fazer isso é através da análise fundamentalista. Com ela, os indicadores de uma empresa são avaliados e ajudam o investidor a identificar os futuros vencedores da Bolsa. Se você quer potencializar as chances de lucro de sua carteira, clique aqui para se inscrever.
Antigamente, era comum empresas utilizarem uma metodologia de desenvolvimento em cascata. Porém, com o passar dos anos, esta forma de trabalhar se tornou inadequada, por conta do processo nesse modelo ser mais demorado, caro e pouco assertivo. Para solucionar o problema, um grupo de 17 desenvolvedores, autores e consultores de software criaram uma forma mais eficiente e colaborativa de produzirem sistemas. E assim nasceu o desenvolvimento ágil de software!
Continue conosco e entenda como a metodologia ágil funciona e pode ser aplicada no dia a dia das organizações. Para compreender melhor sobre o assunto, por que não começarmos relembrando o que são as metodologias ágeis? Boa Leitura!
Entendendo as Metodologias Ágeis
Uma das principais dificuldades apresentadas por quem pretende desenvolver um produto ou serviço diz respeito à diferença entre o que é proposto e o produto final. Entre esses dois polos há uma infinidade de demandas e barreiras.
Foi graças a esses desafios envolvendo o processo de desenvolvimento que surgiu a filosofia ágil no mercado de TI. Ela tinha como finalidade auxiliar as equipes no gerenciamento de projetos e, na época, muitas empresas amargavam prejuízos por conta de etapas de produção longas e empreendimentos sem data definida para a entrega.
Com isso, as metodologias ágeis surgiram com a proposta reduzir os ciclos de desenvolvimento, por meio de cronogramas bem definidos, comunicação clara, foco na otimização de processos e maior engajamento das equipes.
Desenvolvimento Ágil de Software: o que é e como funciona?
O desenvolvimento ágil de software tem em sua essência o mesmo conceito das metodologias citadas anteriormente. Ou seja, seu propósito é atingir o objetivo de entregar sistemas mais eficientes e convenientes ao cliente, de uma maneira ágil e menos burocrática.
Apesar do termo metodologia estar relacionado a uma série de orientações, esta forma de trabalhar pode ser vista como uma filosofia de produtividade. Tudo isso com uma abordagem focada no trabalho colaborativo de uma equipe multidisciplinar.
Assim, soluções que permitem a geração de resultados, aumento da criatividade, inovação e, principalmente, flexibilidade podem ser englobadas na abordagem do desenvolvimento ágil de software.
Existem diversas formas de colocar o desenvolvimento ágil de softwares em prática, como o Scrum, XP e Kanban, que você verá ainda neste artigo. Outra técnica própria da metodologia é a criação de frameworks para trazer mais rapidez ao desenvolvimento, unindo sistemas, componentes, ferramentas e guias.
Quando o termo foi usado pela primeira vez?
Lembra que falamos no início que o desenvolvimento ágil de softwares surgiu com a insatisfação de 17 profissionais decididos a mudar as metodologias de desenvolvimento tradicionais?
Este evento aconteceu em 2001, lá no estado de Utah, Estados Unidos, durante uma reunião desse mesmo grupo. Com a troca de experiências geradas na ocasião, um documento foi organizado e serviu de guia para criação de uma nova mentalidade, o Manifesto Ágil.
O documento serve, até hoje, como uma espécie de manual para aqueles que possuem a ambição de aplicar as metodologias ágeis em suas rotinas de desenvolvimento, funcionando como um verdadeiro dicionário para quem está começando.
Diferença entre o Desenvolvimento Ágil e o tradicional
Assim como dito anteriormente, no passado as empresas apresentavam um modelo de produção em cascata, ou seja, uma etapa que se inicia apenas com o término da anterior. O desenvolvimento tradicional possui etapas bem definidas, separadas em:
Planejamento do projeto;
Prazo de entrega;
Orçamento;
Execução;
Entrega final.
Neste modelo, o produto tem mais valor pronto quando entregue do jeito que foi prometido, dentro do orçamento e do prazo estipulado. Contudo, nem sempre o esperado atende à realidade existente e o processo pode levar até anos para ser finalizado.
Enquanto isso, no desenvolvimento ágil, o projeto inteiro é dividido em inúmeras partes. Logo, ele pode ser repensado sempre que necessário. Afinal, com a velocidade das mudanças, especialmente no mercado de tecnologia, o escopo precisa estar sempre atualizado. A proposta é a maior conveniência possível para o cliente.
4 valores do Desenvolvimento Ágil de de software
Conforme já explicamos, o desenvolvimento ágil veio de uma série de recomendações criadas por um grupo de experts da tecnologia. Os mesmos são responsáveis pela criação do Manifesto Ágil, um guia com 4 recomendações para colocar essa filosofia na prática!
1. Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
Todo o desenvolvimento do software deve ser realizado levando em consideração as necessidades do cliente, assim como a interação do sistema com os usuários. Deste modo, o consumidor irá nortear todas as decisões da equipe.
2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente
Menos burocracia e mais proatividade. Deste modo, os desenvolvedores podem se concentrar em buscar soluções para os problemas apresentados ao invés de perder tempo com documentações extensas e desnecessárias.
3. Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
Um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento ágil de software está em uma participação do cliente que vai além dos contratos. Portanto, a empresa e o comprador do serviço devem se enxergar como parceiros, colaborando durante o desenvolvimento.
4. Responder às mudanças mais que seguir o plano
Existem diversos momentos em que a rota precisa ser recalculada, principalmente quando surgem novas tecnologias ou mudanças de comportamento na sociedade. Logo, com o desenvolvimento ágil de software fica mais fácil de se manter atualizado.
12 princípios do Desenvolvimento Ágil
Além dos valores, o Manifesto Ágil também destaca os 12 princípios desta filosofia de processos que vem revolucionando as técnicas do TI. Confira a seguir quais são:
Satisfação do cliente;
Obter vantagens competitivas;
Rápida renovação das versões;
Ser colaborativo e multidisciplinar;
Integrar a comunicação entre os membros da equipe;
Foco em resultado;
Ritmo de trabalho constante;
Maximizar a excelência das entregas;
Simplicidade nos processo de desenvolvimento;
Equilíbrio entre técnica e relacionamento;
Contínua atenção a excelência técnica e um bom design;
Realizar intervalos regulares.
Metodologias ágeis utilizadas em desenvolvimento
Sabemos que são muitas recomendações para seguir, e provavelmente você deve estar pensando que aplicar uma metodologia tão complexa é um projeto bastante complicado. Mas, não se preocupe! Atualmente existem técnicas para ajudar as equipes de desenvolvimento ágil de software.
Scrum
O desenvolvimento ágil scrum é um sistema de controle e acompanhamento de processos. Ele funciona como uma metodologia ágil que acontece por meio de sprints, ou seja, ciclos de trabalhos de duração mensal.
Marcado pela transparência das funções, o scrum prega que todos os integrantes do time saibam exatamente o que o outro está fazendo, entendendo, assim, os processos e tendo plena consciência do que não pode faltar no produto final.
Todo o trabalho ocorre paralelamente a um acompanhamento de processos. Por isso, há sempre uma reunião de planejamento antes do início de uma sprint e também acontecem reuniões durante o dia a dia para a apresentação das funcionalidades implementadas.
O desenvolvimento ágil scrum é composto por um product owner, que lidera a equipe, um scrum master, que coordena o projeto e um dev team, que são os desenvolvedores. Agora, iremos conhecer mais um pouco sobre a próxima metodologia!
Kanban
Diferentemente do método anterior, o Kanban é uma metodologia ágil que tem como foco o controle do fluxo de trabalho. Para aplicá-la é utilizado um quadro dividido em duas colunas, cada uma representando uma fase da atividade, conforme a imagem abaixo:
Com isso, os profissionais podem ter um controle visual bem detalhado sobre cada parte do projeto e, ao contrário dos outros métodos, o Kanban não surgiu no mercado de tecnologia, mas sim em uma fábrica da Toyota. Viu como soluções simples podem ser inovadoras?
XP ou Extreme Programming
O Extreme Programming, ou XP, é muitas vezes utilizado de forma complementar ao scrum, uma vez que, durante as reuniões de acompanhamento, as funcionalidades apresentadas geralmente precisam de avaliação.
Deste modo, o XP foca em experimentações, ajustes, incrementações e na comunicação entre os membros. Para tanto, ele se utiliza dos seguintes valores: feedback rápido, simplicidade, alterações incrementais, mudanças eficazes e resultados de alta qualidade.
Neste método, todos os desenvolvedores podem modificar o código, sendo o mesmo pertencente a todos. O objetivo desta metodologia ágil é testar, revisar, corrigir e simplificar sempre que possível.
Vantagens e benefícios do Desenvolvimento Ágil
A esta altura do campeonato, você já deve ter notado que o desenvolvimento ágil de software está cheio de ganhos. Mas você sabe quais são essas vantagens na prática e como elas se agregam ao trabalho dos desenvolvedores, clientes e empresas? Confira a seguir:
Entregas mais rápidas
Com maior colaboratividade é possível produzir mais, gastando menos energia, acompanhando as mudanças no mercado e propondo atualizações com mais qualidade e eficiência. Assim, o cliente consegue acompanhar a evolução do software em tempo real e validar cada parte.
Métodos ágeis deixam o software mais flexível
Partindo do pressuposto que o cliente irá validar e participar do projeto, é possível criar sistemas mais maleáveis e com uma certa receptividade a implantação de funcionalidades. Isso permite que o cliente possa fazer sugestões durante todo o processo.
Aumento da qualidade
Por conta de seus caráter colaborativo e testagem constante, fica mais fácil entregar produtos que estejam o mais próximo possível do desejado. Visto que, é possível entender melhor os objetivos tendo como base o que já foi validado.
Gerenciamento de riscos e métodos ágeis
Ao utilizar o desenvolvimento ágil de software, todas as partes do sistema passam constante aprimoramento. Por isso, em situações em que o mesmo apresenta bugs e defeitos, a solução é mais rápida, pois o produto tem acompanhamento constante.
Como começar a aprender sobre metodologias ágeis?
O que achou do nosso artigo sobre desenvolvimento ágil de software? Conhecer esta metodologia pode tornar o trabalho de criação de softwares muito mais produtivo e interessante. Além disso, o engenheiro de software ágilé um profissional considerado extremamente valioso para empresas!
Caso você tenha se identificado com o assunto, está na hora de se aprofundar mais um pouco. Atualmente, a Faculdade XP oferece cursos de qualidade sobre Engenharia de Software Ágil, com um investimento que cabe no seu bolso! Não deixe passar a oportunidade de aprender mais!
Fruto da época em que vivemos, a transformação digital nada mais é do que a aplicação de tecnologias emergentes na resolução de problemas, visando melhorar a vida das pessoas. Mais do que isso, trata-se de uma mudança de perspectiva na forma como enxergamos a tecnologia e o que esperamos do futuro.
Dentro das organizações, ela se dá por meio da modernização de processos, com o objetivo de aumentar sua performance e melhorar a experiência do consumidor.
Assim, podemos perceber que a era da transformação digital se refere a uma revolução tecnológica, que alterou definitivamente a forma como vivemos e nos relacionamos com a tecnologia. Aliás, ela está em curso neste exato momento!
Porém, apesar de fazer parte do nosso dia a dia, o termo ainda gera dúvidas em muita gente. Afinal, o que é transformação digital e quais são seus reais impactos nas organizações e na vida das pessoas?
Com isso em mente, preparamos este post completo, falando tudo sobre transformação digital: o que é, como ocorre, qual a sua importância, exemplos e tendências para o futuro.
Além disso, ainda apresentamos algumas dicas de como se preparar para ingressar neste mercado, que está em plena expansão e cheio de oportunidades. Boa leitura!
O que é transformação digital?
A transformação digital é o processo que engloba a adoção de tecnologias disruptivas, como Inteligência Artificial, Machine Learning, Internet das Coisas (IoT) e Cloud Computing para criar novos — ou modificar os já existentes — modelos de funcionamento de organizações, cultura e experiência do usuário.
Para se aprofundar um pouco mais nesta definição, a explicação do professor Diovani Luiz Merlo, no vídeo abaixo:
Qual é o objetivo da transformação digital?
O objetivo deste processo é atender às mudanças de comportamento e às novas demandas do mercado, adequando-se a uma realidade cada vez mais digital.
Ou seja, por meio da digitalização, as empresas buscam aprimorar processos internos, com o objetivo de melhorar sua performance com serviços mais ágeis, práticos e eficientes. Ao mesmo tempo, buscam enriquecer a experiência dos usuários por meio da inovação, resultado direto do uso de novas tecnologias.
Como é feita a transformação digital nas empresas?
Implementar a transformação digital, sem dúvida, é muito benéfico para os negócios. No entanto, o início deste processo costuma ser desafiador, no sentido de garantir o bom funcionamento, mudar o mindset dos envolvidos e empregar os investimentos de modo inteligente, por exemplo.
Para garantir que as mudanças ocorram da melhor forma possível, é importante que as organizações observem alguns pontos importantes. São eles:
1. Fazer um diagnóstico da situação atual
Uma companhia só saberá como a transformação digital pode agregar valor em sua operação a partir de um estudo interno, que gere um diagnóstico de suas carências atuais.
Exemplos comuns, são:
automação do setor de RH;
aumento da agilidade no atendimento ao cliente;
melhora na organização da gestão;
monitoramento do desempenho de campanhas de marketing.
Sejam quais forem as necessidades do negócio, antes de qualquer intervenção, é preciso conhecê-las e entendê-las.
2. Engajar as lideranças
A transformação digital envolve toda a gestão e dinâmica de negócios. Por esse motivo, é fundamental que todas as lideranças estejam engajadas neste objetivo.
Para isso, devem ser envolvidas em todas as etapas de implementação de novos recursos e processos. Assim, podem conscientizar os colaboradores sobre a importância das mudanças e orientá-los, de forma adequada, a utilizar as novas ferramentas.
3. Implementar a estratégia
Depois de fazer o diagnóstico e envolver as lideranças e suas equipes, é o momento de implementar, de fato, a estratégia.
Ou seja, a partir da necessidade identificada, deve-se colocar em prática as melhorias necessárias, que podem ser:
verificar qual o melhor software CRM para o relacionamento com clientes;
definir qual sistema de pagamento será adotado;
analisar se vale incluir recursos de autoatendimento e chatbots, etc.
4. Fazer testes
Todos os novos processos e ferramentas a serem implementados em uma organização devem ser testados, a fim de verificar se realmente atendem às necessidades.
Vale frisar que, independentemente da função de um sistema tecnológico, o objetivo final é elevar a lucratividade.
Portanto, no momento de testar determinado recurso, é importante verificar se tornaram a equipe mais produtiva, otimizaram o relacionamento com cliente e ajudaram a aumentar as vendas.
5. Identificar melhorias
A partir dos experimentos, a empresa terá uma visão ampla de como otimizar ainda mais seus processos, assegurando que todos funcionem de forma mais eficiente, simples e prática.
Neste sentido, é importante avaliar todas as novidades implementadas e verificar os resultados obtidos. Para isso, é importante monitorar indicadores de desempenho que permitam acompanhar os efeitos das mudanças realizadas.
Quais os estágios da transformação digital?
Para que a transformação digital nas empresas ocorra de forma plena, além de seguir os passos mencionados anteriormente, é preciso conhecer os estágios deste processo, que são:
Estágio 1: Digitização
O termo digitização, que vem da palavra em inglês, digitalization, por mais que seja confundido com digitalização, não se trata da mesma coisa.
Este primeiro estágio é voltado para a conversão da transformação analógica em formato digital, o que exige mudanças mais profundas, que vão desde o modelo de negócios até o fluxo de valor.
Para isso, os negócios precisam implementar novos processos, ferramentas, sistemas e ambientes colaborativos. Assim, as operações se tornam mais eficientes, rápidas e inteligentes. Além disso, esta etapa ainda ajuda a reduzir custos.
Estágio 2: Digitalização
A digitalização, por sua vez, consiste na forma como as tecnologias digitais são usadas para alterar processos de negócios existentes, permitindo uma coordenação entre métodos e criando um valor adicional para o cliente.
Um exemplo são os novos canais de comunicação online ou por mobile, que permitem que o consumidor se conecte facilmente com as organizações, mudando a forma como essa interação costumava ser realizada tradicionalmente.
Ou ainda, processos como assinaturas de contratos, que, ao invés de utilizarem papel e caneta, passam a ser feitos no formato digital.
Esta etapa não é tão focada em redução de custos como a digitização, mas inclui melhorias que podem, além de beneficiar as empresas, melhorar a experiência do usuário.
Estágio 3: Transformação digital
É nesta etapa que a transformação digital propriamente dita ocorre. Ou seja, é a fase mais aprofundada de todo o processo. Isso porque, envolve uma mudança mais abrangente, levando até mesmo à criação de novos modelos de negócios.
São várias consequências geradas por este movimento, principalmente porque o core business pode ser modificado a partir da implementação das tecnologias.
Apesar de exigir certa dose de esforços por parte de gestores e profissionais, há vantagens competitivas em função da reestruturação das operações.
Isso permite, por exemplo, que as empresas passem a atuar em novos mercados e se relacionem com diferentes públicos em um modelo inovador.
As metas de cada etapa também refletem a maturidade de uma empresa. Se ela está em uma fase inicial de digitização, por exemplo, o objetivo pode ser reduzir custos, tornando as atividades já existentes mais efetivas.
Em contrapartida, quando passa para a fase de digitalização, é possível trabalhar metas de aumento de receita, justamente porque há melhorias na experiência do cliente.
Por fim, quando o negócio passa pela transformação digital, é possível criar metas relacionadas ao novo modelo financeiro, já que houve uma reconfiguração dos ativos para desenvolvê-lo.
3 exemplos de transformação digital
Para que este conceito fique ainda mais claro, listamos 3 exemplos práticos de implementação da transformação digital. Confira:
1. Experiência de compra omnichannel
A transformação digital e suas diferentes tecnologias possibilitam a integração entre canais de atendimento e relacionamento, impulsionando o conceito de omnichannel.
Hoje, clientes e potenciais clientes de uma marca podem, por exemplo, acessar as redes sociais e serem levados para uma conversa no WhatsApp que, por sua vez, encaminha para o site e vice-versa.
Ou ainda, ao esclarecer uma dúvida ou solicitar suporte, é possível conversar com um atendente virtual no site, que, dependendo do assunto, pode transferir o atendimento para um agente físico. Há ainda o “compre online e retire na loja”.
Enfim, são soluções inovadoras, que garantem uma experiência multicanal, atendendo às exigências do consumidor atual.
Neste sentido, um exemplo clássico de empresas que passaram por transformação digital é o case do Magazine Luiza, que iniciou uma reformulação profunda em 2014, com a criação do Luizalabs. Trata-se de estrutura planejada para impulsionar a inovação tecnológica no interior da empresa.
Entre suas principais iniciativas está a adoção de um modelo omnichannel, com investimento pesado no e-commerce e na relação com os clientes.
2. Recomendações e campanhas segmentadas por comportamento
Por meio de ferramentas tecnológicas, como algoritmos, análise de dados, Inteligência Artificial, Big Data e Machine Learning, é possível implementar sistemas de recomendação de produtos e campanhas segmentadas por comportamento.
Ou seja, a partir das interações, buscas e outras características dos usuários, é possível ir de encontro com suas dores e desejos, aumentando a possibilidade de bons resultados.
As tecnologias para recuperação de carrinho abandonado, por exemplo, identificam quando um consumidor chegou à etapa final da jornada de compra, mas não a concluiu.
Desse modo, elas enviam um e-mail ou mensagem, de forma automatizada, para tentar recuperar esse cliente. Isso permite campanhas cada vez mais refinadas e assertivas, exibidas no momento ideal.
3. Integração entre o físico e o virtual
Outro exemplo interessante de transformação digital é a integração entre os ambientes físico e digital.
Neste quesito, uma empresa a ser citada é a Leroy Merlin, que levou a agilidade da venda mobile e as ferramentas do site para dentro da loja física. Desse modo, os vendedores do ponto de venda registram o pedido ou orçamento em smartphones.
Além disso, os aparelhos podem ler os códigos de barras dos produtos expostos, tendo acesso a todas as informações disponíveis no site, como fotos, vídeos, dicas de instalação, entre outros.
Isso ajudou a reduzir o tempo de espera dos clientes para o atendimento, uma vez que o mesmo vendedor consegue atender várias pessoas ao mesmo tempo.
Outro recurso oferecido pela marca é o Clique e Retire, que possibilita ao consumidor verificar a disponibilidade dos produtos em estoque pelo site, podendo decidir se quer receber seu pedido em casa, ir até a loja pessoalmente, ou até mesmo comprar online e retirar na loja física.
A importância e os impactos da transformação digital nas organizações
Aderir ao movimento de transformação digital deixou de ser um diferencial e tornou-se um requisito obrigatório para organizações que querem se manter competitivas pelos próximos anos.
Afinal, o comportamento dos consumidores mudou, e eles não esperam nada menos do que a excelência no atendimento, o que está diretamente ligado às inovações proporcionadas pelas novas tecnologias.
No entanto, é bom ressaltar que tudo começa com uma mudança cultural, que busca instituir uma nova mentalidade na organização.
Quando bem estruturada, a transformação digital impacta diretamente os processos internos, a geração de valor, a maneira com que os negócios se relacionam com seu público e a forma como conduzem suas estratégias de marketing e vendas.
6 vantagens da transformação digital para as empresas
Até aqui você já deve ter percebido que a adesão à transformação digital tende a ser bem positiva para as companhias. Mas, para que isso fique mais claro, vamos ver alguns de seus benefícios no dia a dia dos negócios:
Eleva a produtividade do time, que, se utilizando de ferramentas tecnológicas adequadas, ganha em agilidade, eficiência e tempo para pensar estrategicamente sobre o alcance de metas e resultados;
Aumenta a satisfação dos clientes, que podem interagir com o negócio por meio de novos canais, além de serem melhor atendidos a partir de processos mais inteligentes;
Aumenta a eficiência do fluxo de trabalho, que passa a ter menos atritos, devido à automatização de processos;
Maior diferencial competitivo a partir da otimização no desempenho em função de novas tecnologias e processos;
Simplifica processos produtivos e jornada de compra;
Amplia o alcance do negócio, o que leva a conquista de novos clientes.
Essas são apenas algumas das vantagens, as quais vão sendo ampliadas conforme o caminho da transformação digital vai se estruturando dentro da organização.
Para facilitar a transição das empresas rumo à transformação digital, é necessário que conheçam e tenham como base seus principais pilares, que são:
1. Cliente
O cliente deve ser o centro de todos os processos e estratégias de uma organização. Afinal, ele é o responsável por seu sucesso ou fracasso.
Ainda que a experiência do cliente não seja a única razão para se investir na transformação digital da empresa, ela deve ser tratada como prioridade.
Por isso, as ações disruptivas da indústria devem ser sempre no sentido de compreender melhor o público-alvo, quais são suas dores, anseios e vontades.
Desse modo, palavras como engajamento, personalização e interatividade devem fazer parte do conjunto de ações de toda organização que pretende estar em constante evolução.
Nesse contexto, algumas estratégias que auxiliam na promoção de uma experiência cada vez melhor são:
Segmentação do público: com o auxílio de ferramentas de analytics é possível segmentar o público com base em diversos dados e características, abordando os potenciais clientes de forma personalizada e assertiva;
Monitoramento dos canais de relacionamento: saber o que as pessoas pensam sobre a empresa é outra forma de conseguir um feedback que leva a melhorias na experiência do cliente. Isso pode ser feito com o monitoramento de canais como as redes sociais;
Simplificação: o cliente atual quer agilidade e facilidade na compra. Por isso, é preciso tirar o máximo de barreiras para facilitar o seu caminho ao longo da jornada até a etapa final, ou seja, a compra;
Otimização no atendimento ao cliente: estratégias como o suporte premium, SAC 2.0 e Customer Success garantem que o cliente tenha todas as necessidades atendidas, independentemente do momento em que se encontre;
Conveniência e identificação: atender em vários canais e ser coerente na forma de comunicação são maneiras de criar identificação com os clientes e facilitar o processo de compra.
As fontes, assim como o volume de dados, são ilimitados. O grande desafio está em convertê-los em informações relevantes, que sirvam para tomadas de decisões mais estratégicas.
Por isso, esse elemento é considerado um dos mais importantes pilares da transformação digital.
Neste novo cenário corporativo, os dados assumiram um posto de ativo, já que podem ser empregados para gerar valor a uma empresa.
Aquelas que já estão neste movimento de transformação digital, conseguem compreender e analisar os dados com a ajuda de tecnologias como o Big Data.
Um exemplo são os padrões de compra dos clientes. Ao compreendê-los, uma organização pode se antecipar às demandas, fazendo, por exemplo, com que os produtos mais procurados estejam disponíveis, o que impacta positivamente o atendimento ao cliente.
Além disso, os problemas enfrentados pelo consumidor podem ser minimizados e resolvidos a tempo. Qualquer feedback negativo em seus canais de mídia social ou site pode ser detectado, e as ferramentas auxiliam a tomar medidas de forma rápida.
A boa gestão de análise de dados, que envolve plataformas de Big Data, Business Intelligence, Analytics, entre outras, tem ajudado muitos negócios a tornar seus processos mais automatizados e práticos, reduzir custos, elevar a produtividade, etc.
Já existem diversos exemplos do uso inteligente de dados no mercado. Um deles é o da marca Danone, que quando lançou o iogurte Grego, enfrentou o desafio de manter o produto disponível nas prateleiras de estabelecimentos como supermercados, mesmo com o curto prazo de validade.
A empresa, então, passou a utilizar o Big Data com os seguintes objetivos:
coletar e analisar informações sobre o consumidor final, com o objetivo de traçar um padrão comportamental e identificar como ele é afetado por promoções de concorrentes;
desenvolver uma forma de predizer o volume de consumo, observando a vida útil do produto em questão — que neste caso, é curta;
manter as prateleiras do varejo abastecidas sem desperdício do produto, ao mesmo tempo em que garante a satisfação de todos os envolvidos no processo de venda dos produtos da marca.
Com isso, a empresa pôde entender melhor o comportamento de seus consumidores e passar a realizar a entrega para as redes de varejo com melhor sincronia, reduzindo o gasto com produtos vencidos.
3. Inovação
Quando se fala em transformação digital, é comum pensarmos em inovação. Porém, inovar não significa, necessariamente, criar algo totalmente do zero.
Às vezes, pequenas melhorias já agregam valor e se mostram soluções capazes de entregar aquilo que o cliente busca.
Até alguns anos atrás, a inovação era gerenciada com foco exclusivo no produto acabado. Como os testes de mercado eram difíceis, a maioria das decisões se baseavam em intuição. No entanto, o custo do fracasso sempre foi alto, por isso evitá-lo era — e ainda é — essencial.
Com a transformação digital, a inovação passou a ser encarada de maneira muito diferente, com base no aprendizado contínuo e por experimentação rápida.
Conforme se facilita e acelera mais do que nunca o teste de ideias, é possível receber o retorno do mercado desde o início do processo de inovação, mantendo-o constante até o lançamento e após.
Essa nova abordagem se concentra em experimentos cuidadosos e em protótipos de viabilidade mínima, que maximizam o aprendizado, ao mesmo tempo que reduzem os custos.
As premissas são testadas sucessivas vezes, e as decisões sobre o projeto são tomadas com base em validação pelos clientes reais. Ou seja, se trata de um processo muito mais eficiente e confiável.
Não é porque uma solução agrega valor em um determinado momento, que sempre vai continuar entregando os mesmos resultados.
As necessidades estão em constante mudança e, para uma empresa manter esse processo de transformação digital de forma sustentável, é preciso ficar atento aos movimentos do mercado.
Tradicionalmente, a proposta de valor da empresa era considerada duradoura ou quase constante. Os produtos podiam ser atualizados, as campanhas de marketing renovadas, as operações otimizadas, mas o valor básico era constante e definido pelo segmento.
A empresa de sucesso era aquela que tinha uma proposta de valor clara, que estabelecia alguma diferenciação no mercado e focava na execução e na entrega.
Na era da transformação digital, confiar numa proposta de valor imutável é forçar desafios e dar vantagem para concorrentes com propostas mais atraentes.
Apesar de os setores serem diferentes entre si quanto à etapa de transformação em que se encontram, organizações que acham que o seu momento de mudar está longe, serão as primeiras a sentir o impacto da concorrência e da lucratividade.
5. Negócios
A transformação digital pode impactar as mais diversas áreas da sociedade.
No entanto, é possível que essa transição seja ainda mais notável no mundo dos negócios, onde ela pode ser vista em diversas áreas, como recursos humanos, marketing, vendas, logística e muito mais.
6. Consumo
A forma de consumir também mudou com a transformação digital.
Não é por acaso que produtos de interesse do cliente começam a aparecer cada vez mais em suas telas. Por meio das ferramentas de recomendação, como citamos, é possível realizar ofertas personalizadas, conforme suas características e preferências.
Aqui vale citar também que as pessoas passaram a ter um comportamento omnichannel. Ou seja, começaram a ter uma jornada de compra composta pelos ambientes online e offline, que se misturam para promover uma experiência única.
Para se ter ideia, uma pesquisa da Social Minner apontou que as compras online com retiradas em lojas físicas têm aprovação de 52% dos entrevistados.
Principais desafios para a transformação digital
Ao mesmo tempo que a transformação digital e suas tecnologias trazem diversas vantagens para indivíduos e empresas, ela também traz alguns obstáculos a serem conhecidos e transpostos. Entre os principais estão:
capacidade de armazenar e filtrar o grande volume de dados que podem ser gerados;
mudar a cultura organizacional;
enfrentar a falta de iniciativa de gestores e suas áreas para realizar alterações internas;
A tecnologia pode mudar a cultura de uma empresa, gerando a transformação digital em todas as suas áreas. Porém, assim como qualquer quebra de paradigma, existem os mitos, que podem desencorajar alguns negócios a seguirem adiante.
Veja alguns dos mais importantes:
1. Isso é apenas trabalho de TI
O processo de mudanças envolve todos os colaboradores de uma empresa, desde os gestores até o chão de fábrica. Isso porque, são estas pessoas que precisarão mudar a forma de trabalhar, logo, precisam estar dispostas a isso.
Por outro lado, o setor de TI é imprescindível em todas as etapas.
2. Esta é uma possibilidade para apenas grandes empresas
A transformação digital não é uma exclusividade das grandes empresas. Mudanças no plano de negócios, nos processos, na abordagem, metodologia e nas relações é algo que independe de porte.
3. É apenas uma fase
Nada disso! A transformação digital tende a evoluir cada vez mais nos próximos anos. Por isso, quem pensa que se trata de algo transitório, deve mudar a mentalidade agora mesmo.
4. A tecnologia vai acabar com os empregos
Este é outro mito que merece ser citado. Para que as tecnologias sejam bem empregadas, elas precisam da ação dos seres humanos.
Ou seja, a transformação digital não está acontecendo para substituir pessoas, mas sim para libertar o potencial delas através da tecnologia.
Tendências para o futuro da transformação digital
Há diversas tendências da transformação que podem ser citadas.
Dentre elas, está o movimento de que toda empresa acabe se tornando um polo de tecnologia. Na prática, isso consiste na integração de equipe de tecnologia em todos os setores da organização, principalmente na área de negócios e pessoas.
O objetivo é incorporar a inovação na cultura e no modelo de negócios.
Entre os recursos tecnológicos que são tendência estão a holografia, a evolução da Inteligência Artificial, o edge computing, a automação inteligente, a governança de dados e o aumento da cibersegurança.
Por que é importante aprender sobre transformação digital?
A resposta é muito simples: porque esta é uma tendência que veio para ficar!
Assim, aqueles que tiverem conhecimento aprofundado deste processo, certamente irão se destacar no mercado de trabalho e crescer na profissão.
Portanto, se você deseja turbinar o seu currículo e construir uma carreira brilhante, este é o momento para se especializar em uma área extremamente promissora!
Este é um caminho sem volta. Quanto maior for a adesão das companhias à transformação digital, maior tende a ser a demanda por profissionais qualificados para lidar com os desafios do setor de tecnologia.
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Embora existam diferentes perfis e estratégias de investidores, uma coisa é comum entre todos eles: a busca pelo lucro. Afinal, quem não quer multiplicar o patrimônio com escolhas assertivas para o portfólio, não é? Embora fatores como a volatilidade nem sempre permitam que isso aconteça, ter ações tenbaggers aumentam essas chances.
Já imaginou ter na carteira um papel que valoriza acima de 900%? No artigo abaixo, nós falamos mais sobre o conceito e origem dessas ações e, claro, como encontrá-las.
O que é Tenbagger?
Originalmente, tenbaggers — ou 10-baggers — é o nome dado a ações que podem gerar ganhos 10 vezes superiores ao valor investido. Atualmente, ele também é usado para se referir a papéis com grande potencial de rendimento, ou seja, os futuros tenbaggers.
Quem criou o termo Tenbaggers?
O termo foi criado e usado pelo gestor de fundos Peter Lynch no livro One Up on Wall Street e faz referência ao baseball. Nesse esporte, a palavra tenbaggers é usada para se referir a uma jogada de efeito e muito bem-sucedida.
Trazendo o conceito para o mercado financeiro, apostar em ações tenbaggers representa um movimento de sucesso devido o seu retorno.
Lembrando que Lynch é um dos principais investidores do mundo. Durante o período em que esteve à frente do fundo de ações Fidelity Magellan, a valorização acumulada foi de 2700%. O que representa um crescimento anual de 29,2%.
>>> Que tal usar a educação financeira para transformar sua vida? No vídeo abaixo Guilherme Benchimol, Edu Lyra, Kondzilla, Izabella Mattar e Thiago Godoy falam sobre o futuro financeiro a partir do planejamento a longo prazo:
Quais as principais características de ações Tenbaggers?
Embora fatores como a volatilidade façam do mercado financeiro um ambiente de risco, algumas características podem orientar o investidor a fazer escolhas mais seguras e assertivas. Seguindo nessa mesma linha, são essas características que também ajudam na identificação das ações tenbaggers.
Veja algumas delas:
Alto potencial de crescimento
Forte geração de caixa
Baixo endividamento
Bom retorno para seus investidores
Empresas pequenas, com soluções diferenciadas
Projeção de crescimento em seu mercado de atuação
Embora não exista qualquer tipo de promessa no mundo dos investimentos, as características acima tendem a indicar papéis de sucesso.
Como encontrar ações Tenbaggers?
De imediato você pode pensar que as empresas com considerável projeção de lucro são as que já possuem boa reputação. Na verdade, as ações tenbaggers são frequentemente o oposto disso.
Não existe uma regra, mas é comum que esses papéis estejam ligados a companhias com alto potencial de mercado. Isso porque elas estão inseridas em um contexto de crescimento.
Veja abaixo algumas das informações que o investidor deve considerar quando estiver em busca de uma ação promissora.
Tamanho da empresa
Empresas já consolidadas em seus setores são opções seguras pela estabilidade que oferecem. É isso que faz com que muitos investidores de perfil conservador optem por elas na carteira. Por outro lado, é essa característica que também impede que elas rompam a barreira para cima. Afinal, já não existe tanto espaço no mercado para crescimento.
É por isso que as ações tenbaggers costumam estar associadas a empresas menores. Afinal, elas têm um grande terreno para desbravar, o que viabiliza um alto desempenho também.
Se você já leu sobre small caps, sabe do que estamos falando: as companhias com maior risco e volatilidade são as que oferecem maior potencial de retorno.
Fundamentos
Ser pequena e dona de uma boa ideia não é suficiente para que uma empresa tenha ações tenbaggers. Na verdade, essa classificação está relacionada aos fundamentos da companhia.
Além de um produto/serviço inovador, alta lucratividade e baixo endividamento também são características que contribuem com o alto crescimento de uma empresa.
Uma maneira de levantar essas informações é realizando uma análise fundamentalista do negócio. Assim o investidor tem uma visão mais aprofundada sobre a empresa e pode tomar decisões mais assertivas.
Preço de negociação
Um cenário favorável aos investidores é aquele onde os papéis estão sendo negociados abaixo do valor devido. E as ações tenbaggers também são encontradas nesse contexto.
A partir de uma análise minuciosa, é possível chegar a uma conclusão. No caso de empresas com alto potencial de crescimento e baixo valor de negociação, a tendência é que a valorização seja maior e, consequentemente, o lucro também.
Segmento de operação
Pense em uma nova empresa que anunciou operações no ramo petrolífero. Provavelmente o próximo pensamento que terá é o de que a Petrobrás já ocupa uma grande fatia desse mercado, certo? Em cenários como esse, no qual uma ou mais empresas se destacam, encontrar espaço para um crescimento considerável é desafiador.
Diante disso, as ações tenbaggers estão diretamente ligadas ao mercado em que atuam. Quanto mais promissor ele for, maiores as chances de bons resultados.
Para se chegar a uma conclusão, é preciso avaliar o setor, condições econômicas associadas, aceitação mercadológica e potencial de crescimento.
Como investir em ações Tenbaggers?
Agora que você já sabe o que são as ações tenbaggers, suas características e como identificá-las, que tal considerar algumas dicas antes de incluí-las em sua carteira?
Seja paciente
Mesmo que uma empresa seja promissora em seu setor, isso não significa que seu crescimento será acelerado. Pelo contrário: em alguns casos, podem levar anos para que uma valorização relevante aconteça. Ainda assim, esse movimento pode ser mais rápido quando comparado a outros papéis.
Embora a projeção de crescimento e lucro de uma tenbagger brilhe os olhos, é preciso lembrar que esse tipo de ação pode surpreender negativamente. Concorrência, crises econômicas, dificuldades no setor… Um papel pode ser afetado por diversos cenários. Por isso, lembre-se de avaliar cuidadosamente quais riscos está disposto a correr.
Lucro não é só na casa dos milhares
Você sabe que uma tenbagger é a ação com valorização superior a 10 vezes o preço pago, certo? Mas o que talvez você pode esquecer é que essa matemática se aplica tanto na casa das milhares quanto das dezenas. Veja:
10 x R$ 0,50 = R$ 5
Estude sem parar
Não existe fórmula mágica para o sucesso financeiro. Ela, inevitavelmente, vem através de muito estudo e entendimento. Uma maneira de começar é fazendo a análise fundamentalista das empresas.
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Com o crescimento exponencial do mercado digital, você provavelmente já se perguntou o que é Product Manager e por que este profissional se tornou cada vez mais requisitado nas organizações.
Também chamado de gerente ou gestor de produtos, ele é o responsável por acompanhar um novo produto em toda a sua jornada, desde a concepção e desenvolvimento até a inserção no mercado.
Mas a função é muito mais complexa e nesse artigo vamos explicar melhor o que é Product Manager, como ele trabalha – e como você também pode se tornar um. Vem ler!
Product Manager: o que é?
O PM, como também é chamado, tem uma atuação altamente estratégica. Ele é o profissional encarregado de gerir e entregar produtos de alta qualidade, além de estar alinhado com os objetivos do negócio.
Por isso, sua função é entregar um produto que atenda também às necessidades dos usuários e, para cumprir esse objetivo, ele deve ser o elo entre a parte estratégica da empresa, a equipe de desenvolvimento e os desejos dos clientes – o público-alvo do produto.
Para que tudo fique mais claro, vamos ver o exemplo de um inspirador Product Manager: Steve Jobs.
O “pai do iPhone” (e muito mais) talvez seja o mais famoso PM que podemos citar, pois ele foi uma peça chave na revolução tecnológica pela qual vivemos nas últimas décadas.
Jobs conseguiu idealizar um produto visionário para a época, entendendo e antevendo as necessidades de um público-alvo definido. Aliou, também, o desenvolvimento tecnológico com os objetivos da empresa ao inaugurar um nicho de mercado que tornasse a concorrência irrelevante – surfando na crista da onda que foi o boom dos smartphones.
Até a sua morte, ele acompanhou todo o ciclo de vida dos produtos e realizou a gestão do portfólio com maestria tanto do ponto de vista tecnológico, do negócio e do usuário.
Steve Jobs conseguiu inspirar seus times (e clientes) de maneiras nunca antes vistas na indústria da Tecnologia. Essa característica é uma das mais importantes para o sucesso do seu legado como Product Manager.
Afinal, o que faz um Product Manager?
A atuação de um PM é bastante voltada para o mercado. Ele tem como função analisar a viabilidade de um produto para a empresa que o idealiza e precisa trabalhar para torná-lo factível na parte tecnológica.
Pensar no que os usuários querem é o seu terceiro foco. Por isso, User Experience (UX) é parte do dia a dia de um Product Manager.
Fazer a gestão de produtos exige do profissional uma visão holística, já que aliar todos os interesses no desenvolvimento é uma tarefa desafiadora.
Essas são algumas outras responsabilidades de um PM:
Fazer análises estratégicas do mercado e da concorrência;
Gerenciar o roadmap do produto, criando um plano de longo prazo;
Participar do desenvolvimento, dando feedbacks sobre as funcionalidades;
Fazer interface com outros times do negócio, como vendas, marketing e product design;
Além de tudo isso, um Product Manager precisa ter constantes interações com os vários stakeholdersda empresa, acelerando o desenvolvimento e colocando o produto no mercado. Podemos citar, além das equipes internas, investidores, imprensa, potenciais testadores de versões beta, entre outros.
Habilidades e Competências necessárias para o product management
Agora você já sabe o que é Product Manager, e entende que o profissional tem um papel altamente estratégico. Para transitar entre todos os times e interesses de um produto, ele precisa ter uma excelente capacidade de articulação entre as partes.
Outra característica importante na sua atuação é a habilidade da visão macro de todo o produto. Um forte conhecimento do mercado e das dores dos usuários ajuda nesse desafio.
Para além disso, como citamos ao mencionar Steve Jobs, um PM de sucesso deve ser apaixonado pelo que faz – e acreditar no seu produto é primordial para isso. Mas, muito mais que ter paixão, ele precisa saber transmitir isso para todos os envolvidos.
Soft Skills do Product Manager
Podemos destacar também algumas soft skills, como:
Capacidade de inspirar, liderando pela influência;
Excelente poder de comunicação;
Ter empatia, sabendo entender as dores dos usuários;
Curiosidade para ver mais e ir além;
Organização para lidar com diversas tarefas.
Já em conhecimento técnico, um Product Manager precisa ter um excelente conhecimento sobre metodologias ágeis.
Usar métodos como Scrum,Lean e Kanban orienta o desenvolvimento de um produto para ser mais assertivo e produtivo. Ou seja, isso otimiza a geração de valor, diminui os custos e maximiza as entregas, colocando o produto de forma mais rápida no mercado.
Para além da base teórica em Agile, um Product Manager deve ter outrashard skills, como:
Visão estratégica, com forte conhecimento do mercado;
Saber trabalhar com dados, análises, pesquisas e outras ferramentas;
Além de entender o que é Product Management, é importante ter em mente que esta é uma área complexa e compreende diversos perfis de atuação. Há profissionais com bagagens e focos distintos – e em muitos casos eles nem têm origem na área de TI. Vamos ver os principais tipos de PMs:
Product Manager de negócios
Normalmente, são profissionais com um vasto conhecimento do mercado e atuam na gestão de produtos de forma mais centrada emalavancar o negócio.
Têm uma abordagem bastante comercial, sem deixar de lado as habilidades técnicas necessárias para exercer a função.
Product manager técnico
É um profissional com foco principal no produto e no desenvolvimento. Tem grande domínio técnico e realiza uma abordagem de dentro para fora – do desenvolvimento para o mercado. Geralmente tem uma interface com os desenvolvedores e entende bem os processos internos e técnicas da área.
Product manager designer
Aqui o foco é maior na experiência do usuário. UX dita o caminho a seguir, tanto no desenvolvimento quanto na modelagem do roadmap do produto, geralmente feito com a ajuda de ferramentas como o Figma. Entregar produtos muito bem elaborados é o que guia esse profissional.
Growth Product manager
Focado em gerar crescimento para escalar o negócio, esse tipo de PM atua fortemente em encontrar meios de tornar o produto relevante no mercado. Com o propósito de gerar oportunidades, esse profissional trabalha com dados para criar insights e orientar as equipes.
Product Manager no mercado financeiro
Quando dizemos que a atuação do product manager vai muito além da área de tecnologia, não estamos brincando! O trabalho deste profissional também é indispensável no mercado financeiro, sobretudo em empresas visionárias como a XP.
Assista ao vídeo abaixo para entender como o profissional atua e de que maneira sua rotina ajuda a criar um produto cada vez mais alinhado às necessidades do cliente e adequado às tendências do mercado:
Product Manager vs Product Owner
As duas funções se parecem, até mesmo no nome. Afinal, ambos são responsáveis pelo produto. Entretanto, cada um tem uma abordagem.
O Product Owner tem um foco mais interno, trabalhando no processo de desenvolvimento e na gestão da equipe e do backlog – que são os requisitos, funcionalidades e prioridades que foram definidos junto com o Product Manager.
Já o PM, como você acabou de ler, tem uma atuação muito mais estratégica e ampla na gestão do produto, com uma forte atuação focada no negócio e no mercado.
Em projetos que usam metodologias ágeis, ambas as funções são importantes e trabalham em harmonia para obter sucesso com o produto que está em desenvolvimento.
Principais desafios
Como o mercado de produtos digitais se tornou gigantesco, um dos principais desafios de um Product Manager é identificar oportunidades para inovar. Sair do comum, ir além, antever necessidades e modelar o produto para atender aos desejos de todas as partes são os principais desafios de um PM.
O conceito de Product Discovery, que é analisar o mercado para encontrar um problema que pode ser solucionado por uma tecnologia disruptiva ou produto digital que ainda não existe, é uma das bases desafiadoras de um profissional da área.
Outro grande desafio é gerenciar as diversas tarefas que precisam ser definidas, muitas vezes sem uma visão clara do cenário macro.
Conseguir fazer o produto evoluir, saindo da concepção da ideia, passando pelo desenvolvimento de um Produto Mínimo Viável (MVP, na sigla em inglês) até o lançamento, exige do Product Manager uma capacidade holística muito grande.
Os desafios são inúmeros, mas um bom profissional de Product Management consegue usar a criatividade para inovar.
É um valor altíssimo e o desenvolvimento de todas essas soluções com certeza vai precisar de muitos Product Managers. E mais! No mesmo estudo, a consultoria aponta que, até 2024, 80% dos produtos digitais serão criados por profissionais de fora da área de TI.
Ou seja, um mercado com as portas abertas para pessoas que querem se especializar e ter empregabilidade garantida no futuro.
Salário de um Product Manager
Por ser uma área que teve um enorme crescimento nos últimos anos sem que o mercado tivesse a quantidade de profissionais necessários para atender à demanda, essa função acabou se tornando muito valorizada.
Há uma oferta muito grande de oportunidades e o salário de um Product Manager costuma ser alto, mesmo para aqueles em início de carreira.
Segundo o Vagas.com, um profissional de PM no Brasil inicia ganhando cerca de 8 mil reais, sendo que a média é de 10 mil reais mensais. Administração de Empresas é a principal formação apontada pelo site.
Como se tornar um Product Manager?
Buscando uma formação de Product Manager e tendo as habilidades necessárias, você estará capacitado para atuar como PM nos mais variados tipos de projetos e empresas. E, como vimos, o mercado é enorme mesmo para quem não é da área de TI.
Que tal conhecer os conceitos fundamentais que contribuem para a formação de um Gerente de Produtos, abordando conceitos e práticas sobre os principais processos e ferramentas da área? O caminho está bem aqui: no XP Multi +.
Você faz sua assinatura e ganha acesso exclusivo a mais de 80 cursos, incluindo um bootcamp em Product Management com duração de 10 semanas. Assine e abra a sua mente com a ajuda dos maiores profissionais do mercado! A hora é agora!
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