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O que é nota de corretagem? Saiba como interpretar os dados!

Seu CPF está (ou estará) entre os 3,4 milhões de investidores na bolsa de valores? Se a resposta foi “sim”, “possivelmente” ou algo do tipo, você chegou ao lugar certo. No post de hoje, abordaremos o que é nota de corretagem e o motivo pelo qual ela é tão importante. 

Para adiantar, trata-se de um tipo de extrato financeiro que demonstra a movimentação da  compra e venda de ativos. Nessa perspectiva, os traders que realizam diversas operações devem redobrar a atenção para acompanhar de perto os resultados dos investimentos. 

E, se você se identifica com esse tipo de trading, continue conosco para compreender o que é a nota de corretagem. Afinal, seja para o seu controle financeiro ou para declarar o imposto de renda (IR), você definitivamente precisará saber desses detalhes. 

O que é nota de corretagem, na prática?

A seguir, temos três questões que explicam o que é a nota de corretagem na bolsa de valores. Assim, será mais fácil manter o planejamento financeiro e tributário sob controle, de modo que as contas fiquem em dia e os impostos sejam devidamente recolhidos.  

1. O que é a nota de corretagem?

Nota de corretagem é um documento que detalha a movimentação de compra e venda de ativos na bolsa de valores. De maneira similar ao extrato financeiro ou à nota fiscal, o trader poderá verificar as informações-chave de cada dia de negociação, incluindo:

  • valores gastos;
  • operações feitas;
  • preços dos ativos;
  • taxas (emolumentos);
  • incidência de tributação. 

Para facilitar o entendimento, veja abaixo um exemplo da nota de corretagem do day trade, da XP Investimentos. E, nos próximos tópicos, abordaremos a dinâmica dessa modalidade operacional, ok?

O que é nota de corretagem - exemplo XP Investimentos

2. Para que serve a nota de corretagem?

A nota de corretagem serve tanto para o controle financeiro do investidor, quanto para o planejamento tributário. Isso porque os dados deste documento serão usados para fazer a declaração do imposto de renda.

3. Quando a nota de corretagem é emitida?

Em geral, as corretoras de valores emitem esse documento na data em que a operação é efetuada. Por exemplo, quem opera no day trade (compra e venda de ativos no mesmo dia) deve declarar o imposto de renda mensalmente, além do ajuste anual que vale para todos.

Por falar nessa modalidade operacional, aproveite para baixar o “Guia de boas práticas para day trade”. Neste e-book, você descobrirá os conceitos que te ajudam a tomar boas decisões de investimentos, inclusive usando um simulador antes de começar na conta real. 

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia de Boas Práticas para Day Trade" da Faculdade XP School.

Como interpretar nota de corretagem? 3 dicas

Não basta saber o que é nota de corretagem, pois o mais importante é interpretá-la bem, certo? Por isso, confira três dicas para identificar os dados de forma assertiva e, depois disso, fazer seu planejamento financeiro e sua declaração do imposto de renda.

Para isso, tomaremos como base a nota de corretagem da XP Investimentos, de acordo com o Manual XP PRO:

1. Faça o download das notas de corretagem na plataforma digital

Acesse a plataforma da corretora para baixar suas notas de corretagem, conforme os dias de negociação. Por exemplo, se você operou em três pregões (períodos de negociação da bolsa de valores), confira as três notas de corretagem, sendo uma para cada dia. 

No caso da plataforma XP Pro, selecione as respectivas datas dos pregões e veja as notas completas. Em cada uma delas, você terá seus dados e os da corretora, bem como a relação dos negócios efetivados naquelas ocasiões. 

2. Identifique as operações com as letras C (compra) e V (venda)

No corpo da nota de corretagem, você verá todas as operações efetuadas no referido dia. E, se houve a negociação de ativos diferentes, eles estarão devidamente separados na lista.

Além disso, as compras aparecem com a letra “C” e, consequentemente, as vendas com a “V”. À primeira vista, isso pode parecer simples, mas isso faz diferença na hora de declarar o imposto de renda.

Antes de preencher o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) é preciso apurar o lucro ou o prejuízo. Para tal, verifique todas as notas de corretagem para calcular o custo de aquisição, isto é, o valor pago para adquirir cada ativo.

Segundo a especialista em tributação de renda variável, Alice Porto, esse é o cálculo do custo de aquisição:

O que é nota de corretagem - custo de aquisição

Fonte: Contadora da Bolsa

Resumindo, considere o seguinte cálculo para usar na declaração do imposto:

  • custo de aquisição: some o custo da compra e as taxas de corretagem;
  • venda líquida: nas vendas brutas, deduza as taxas e veja o resultado líquido;
  • resultado final: basta subtrair o custo de aquisição do valor obtido na venda líquida. 

3. Acompanhe de perto os custos das movimentações financeiras

Já o rodapé da nota de corretagem tem o resumo das movimentações de compra e venda. E isso inclui os custos operacionais, que se dividem em três seções:

  • custos da CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que “guarda” as transações da B3. Para resumir, essa é uma medida de segurança para os investidores, garantindo a regularidade das operações na Bolsa de Valores do Brasil;
  • custos da Bovespa, lembrando que o nome da entidade foi alterado para B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). No caso, entram as cobranças que são aplicadas conforme os tipos de investimentos, incluindo as taxas de negociação, liquidação e registro;
  • custos de corretagem, que variam conforme as corretoras. Na XP Investimentos, por exemplo, houve uma redução de 75% nas taxas de corretagem. Para o day trade, a ordem executada custa R$ 2,90, enquanto o swing trade fica em R$ 4,90.   

Depois de analisar todos os custos, vale a pena refletir sobre a contratação do pacote de corretagem. Aliás, isso reduz o valor unitário das ordens de compra para day trade (compra e venda no mesmo dia) e swing trade (negociações que levam mais de um pregão).  

Para conhecer esse pacote, assista ao vídeo da XP Investimentos logo a seguir. Por sinal, essa alternativa vale para diversos ativos, como: ações, opções, ETFs (exchange traded funds) e FIIs (fundos de investimento imobiliário). Então, dê o play para conferir: 

>>> Saiba mais sobre cinco tipos de investimento em renda variável

O que é nota de corretagem? Sugestão extra 

Muito além de saber o que é nota de corretagem, é vital ampliar a base de conhecimento para investir melhor. Nesse sentido, conte com os cursos da Faculdade XP School, incluindo a formação  “Aprenda a investir na bolsa de valores”. Aproveite a oportunidade para refinar as estratégias e, assim, obter lucros ainda mais expressivos.

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Como aplicar dinheiro no banco e potencializar seus ganhos?

Você decidiu investir seu dinheiro para aumentar seu patrimônio? Apesar dessa ser uma jornada longa, garantimos que esse processo trará mais segurança e conquistas para sua vida!

E um dos primeiros passos que você pode dar é entender o que são aplicações bancárias e como aplicar dinheiro no banco. Como existem muitas opções disponíveis, é preciso conhecer as possibilidades para tomar a melhor decisão possível. Veja, a seguir, como aplicar dinheiro no banco!

O que são aplicações bancárias?

Aplicação bancária equivale à compra de um ativo com a expectativa de conseguir um bom retorno financeiro ao longo de um período. Esse investimento, que pode ser feito por pessoas físicas ou jurídicas, tem como propósito a rentabilidade.

Dentre os principais tipos de aplicações, é possível encontrar diferentes rentabilidades, liquidezes, aportes e vencimentos. Isso permite que cada investidor consiga alocar seus ganhos em títulos e papéis que melhor se encaixem com seu perfil de investidor.

O que é perfil de investidor?

O perfil de investidor pode ser definido como uma categorização que cada pessoa recebe ao aplicar seu dinheiro de acordo com o risco que ela está disposta a tomar com suas aplicações. Ele é dividido em três grandes grupos:

  • conservador: prefere evitar perdas, mesmo que isso signifique ganhar menos. Costuma optar por investimentos de renda fixa;
  • moderado: costuma correr um risco médio em suas aplicações, disposto a assumir alguns riscos para aumentar sua rentabilidade – sem deixar a segurança de lado. Esse perfil investe em renda fixa, mas também se interessa por algumas opções de renda variável;
  • arrojado: dispostos a correr riscos para ter maior rentabilidade, costuma investir a maior parte da sua carteira em produtos de renda variável.

Por meio dessa categorização, os investidores terão mais facilidade para entender qual a melhor aplicação bancária dentre inúmeras possibilidades.

Como aplicar dinheiro no banco em 4 passos?

1º passo – Escolha a instituição que melhor atenda as suas necessidades

O primeiro passo em como ganhar dinheiro aplicando no banco é escolher a instituição financeira que ofereça os melhores benefícios. Enquanto uma pessoa busca opções com um aporte reduzido, outras preferem bancos que apresentem uma grande variedade de títulos.

Ou seja, o melhor banco para investir é o que atende às suas necessidades.

Mas o que muitos ainda não sabem é que algumas das principais corretoras do mercado também oferecem as principais funcionalidades de um banco, com o benefício de encontrar ainda mais opções de investimentos.

Na XP Investimentos, por exemplo, os correntistas conseguem:

  • pagar contas, fazer agendamentos e gerenciar comprovantes;
  • realizar transferências para outras contas e bancos com agilidade e segurança;
  • criar códigos PIX;
  • administrar o cartão XP;
  • realizar aplicações em títulos e papéis direto da conta investimento;
  • taxa zero.

Ou seja, com a conta investimento dessa corretora é possível aumentar o leque de alocações enquanto o acesso às principais funcionalidades de uma instituição bancária é garantido. 

2º passo – Analise o portfólio de investimentos oferecidos

Com a conta aberta, o próximo passo para aplicar dinheiro no banco ou corretora é analisar o portfólio de investimentos oferecidos. Muitas pessoas olham para a poupança como a mais conceituada aplicação, mas seu baixo rendimento é uma enorme desvantagem.

Isso acontece por conta da equação definida para se basear o rendimento dela. Quando o investimento estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, o cálculo é:

Rendimento da poupança = 0,70 x taxa Selic atual + TR (Taxa Referencial, que atualmente está zerada). 

Se usarmos a taxa de 6,25% de outubro de 2021, por exemplo, chegaremos a  um rendimento de 4,37%. 

Mas a conta mudou em dezembro de 2021. Neste NMesse mês, a Selic alcançou 9,25% e o rendimento passou a ser de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Ou seja, a rentabilidade será menor que a taxa Selic, rendendo abaixo da inflação.

É possível evitar esse cenário buscando outras opções de renda fixa. Mas vale reforçar o que falamos acima: são as corretoras que costumam oferecer uma gama maior de opções.

Dentre as opções que possibilitam ganhar dinheiro aplicando no banco, estão:

Além de olhar os investimentos disponibilizados aos correntistas, também é importante se perguntar:

  • quanto dinheiro tenho para investir?
  • posso precisar desse dinheiro para alguma emergência?
  • quais são os objetivos que quero alcançar com esses investimentos?
  • quando eu precisarei usar o dinheiro investido?

O vídeo abaixo, da série Investimento às Claras, também pode ajudar você a alinhar suas economias com seus objetivos. Aperte o play e confira!

3º passo – Realize as aplicações

Com os investimentos escolhidos de acordo com sua rentabilidade, seu perfil de investidor e seus objetivos, o próximo passo para aplicar dinheiro no banco ou corretora é a alocação do patrimônio.

Para isso, é necessário transferir a quantia necessária para a conta em que os investimentos serão realizados. Em seguida, é só selecionar os títulos e papéis e realizar as aplicações.

4º passo – Siga aprimorando a carteira de investimentos

“Agora que investi os R$ 10.000 que tinha separado para minha reserva de emergências, é só deixar o dinheiro trabalhando, certo?” Errado.

O crescimento do nosso patrimônio precisa ser transformado em um hábito a fim de tentar garantir o melhor presente e futuro possível. 

Mais que entender como aplicar dinheiro no banco, esse hábito significa investir novas quantias com frequência e buscar melhores opções de títulos e papéis para maximizar os ganhos com o menor esforço possível.

E para conseguir aprimorar sua carteira de aplicações, o melhor investimento que você pode fazer é na sua educação financeira. 

Por meio do conhecimento, dúvidas como “qual é a melhor aplicação bancária?” e “como aplicar dinheiro no banco?” são deixadas de lado, trazendo mais segurança e rendimento para suas aplicações.

Se você quer entender mais sobre o mundo dos investimentos e quer saber mais sobre ele antes de aplicar o seu suado dinheiro em algum título ou papel, faça um curso da Escola de Investimentos da XP Inc.. Na Faculdade XP School, nós mostramos o caminho!

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O que é Long & Short? Como montar a operação de trading?

Por acaso, você já ouviu algum trader falar sobre “operar comprado e vendido” na bolsa de valores? Se esses termos te deixam curioso, siga conosco para desvendar esse mistério. Nos post de hoje, explicaremos o que é Long & Short e como lucrar com essa estratégia.

Antes de mais nada, tenha em mente que o “long” diz respeito ao termo “comprado” e o “short” significa “vendido”. Juntando os conceitos, temos operações simultâneas de compra e venda, sejam de ações ou outros ativos que fazem parte da renda variável.

A princípio, pode até parecer algo complicado, mas, na realidade, a dinâmica é bem simples. Contudo, vamos além de simplesmente dizer o que é Long & Short para então contribuir com a estratégia de investimento, rumo à independência financeira. Vamos lá?

4 questões para entender o que é Long & Short

Se você está começando a investir em renda variável, uma boa pedida é descobrir o que é Long & Short. Isso porque é uma operação relativamente simples para os iniciantes, muito embora seja importante gerenciar os riscos de modo efetivo para potencializar os ganhos. 

>>> Saiba mais sobre o gerenciamento de risco nos investimentos

Com isso em mente, abordaremos quatro questões para explicar o significado de Long & Short. Além disso, continue conosco para saber como montar a operação, além de conferir exemplos práticos dessa estratégia. 

1. Na prática, o que é Long & Short?

Long & Short é uma operação de trading que se realiza em duas pontas: uma compradora e outra vendedora. Basicamente, a proposta é lucrar na diferença de preço dos ativos, por exemplo, comprando uma ação e encerrando a sua posição em outra, ao mesmo tempo.

>>> Descubra qual é o melhor momento para comprar e vender ações 

2. O Long & Short é indicado para swing trade ou day trade?

Em linhas gerais, o Long & Short tende a ser usado por quem tem uma estratégia de médio prazo. Por isso, quem opera no swing trade costuma ter resultados expressivos com essa tática, sobretudo quando há o ajuste da cotação dos ativos financeiros ao longo do tempo.  

Por outro lado, isso não significa que seja uma opção exclusiva dos swing traders. Ou seja, quem opera no day trade pode considerar essa alternativa. Porém, a compra e venda de ativos no mesmo dia requer mais cautela para ponderar sobre as distorções de preço, ok?

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3. Quais são os tipos de Long & Short?

Para operar comprado e vendido, podem ser realizadas operações de vários tipos, tais como:

  • ativos da mesma empresa, como a Taesa, com a venda da TAEE4 e a compra da TAEE3. Aqui, vale diferenciar as ações ordinárias e preferenciais, respectivamente; 
  • ações do mesmo setor, como o de energia. Nesse caso, um exemplo seria a venda da CPFE3, da CPFL, bem como a compra da ENGI3, da Energisa;
  • ativos versus Ibovespa, considerando papéis que têm o mesmo peso na carteira do Ibov. Se a participação de ambos os ativos for de 0,7%, a operação pode ser feita.

4. Como montar operações Long & Short?

Para montar a operação de Long & Short, lembre-se de identificar as anomalias nos preços, certo? Depois disso, considere os seguintes passos:

  • acesse o Home Broker, que é a plataforma da corretora de valores;
  • selecione a ação em que você deseja operar vendido, que é o short;
  • inclua o preço de venda e a garantia, como títulos públicos ou ações;
  • liste a ação em que se pretende operar comprado, que é o long;
  • para finalizar, inclua o preço de compra e, então, envie a operação.

O que é Long & Short? 3 exemplos

Para facilitar o entendimento sobre o que é Long & Short, vamos aos exemplos da Rico. Afinal, a corretora busca possibilitar “o acesso das pessoas ao mundo de investimentos”, de forma simples e intuitiva, o que abrange a recomendação de estratégias como essas:

1. Ativos da mesma empresa: ELET6 x ELET3

Hipoteticamente falando, aconteceu uma anomalia de mercado e as ações da Eletrobras tiveram cotações diferentes. Nesse cenário, a ELET6 estava cotada a R$ 32,58, enquanto a ELET3 foi precificada em R$ 28,91. 

Para lucrar com a volatilidade dos ativos, um investidor optou por vender a ELET6 e comprar a ELET3. Ou seja, ele operou vendido e comprado nessa mesma empresa, obtendo seu retorno devido à diferença dos preços.

>>> Veja como usar a volatilidade a seu favor

2. Ações do mesmo setor: LREN3 x HGTX3

Em outro cenário hipotético, imagine que as Lojas Renner fizeram um lançamento que valorizou seus papéis. De fato, é algo que outros players poderiam replicar em breve, mas, no momento, suas ações disparam em relação ao seu segmento.

Nessa perspectiva, um trader optou por comprar ações de outra empresa do setor varejista de moda. Durante a operação, ele comprou os ativos da Cia Hering, que estavam mais baratos, ao passo que vendeu os papéis da Renner, que deram um retorno maior.

3. Ativos versus Ibovespa: CYRE3 x USIM5 x Ibov

Para finalizar as situações hipotéticas, chegamos ao Ibovespa, que é o índice da Bolsa de Valores do Brasil. Suponhamos que, na carteira do Ibov, duas companhias tenham a mesma participação, Cyrela e Usiminas, sendo que cada uma dispõe de 0,3% do Ibovespa.

Pense que, eventualmente, um trader notou que a ação CYRE3 estava cotada a R$ 15,11 e a USIM5 em R$ 14,86. Nesse sentido, ele decidiu operar “vendido e comprado” para embolsar a variação do preço dos ativos que compõem a carteira do índice.

O que é Long & Short? Próximo passo! 

Na Faculdade XP School, temos um compromisso com a prosperidade do Brasil. Logo, vamos além de explicar o que é Long & Short, pois queremos contribuir com a independência financeira. Para tal, é importante que você adquira mais autonomia para alavancar seus ganhos e gerir os riscos de forma eficiente.

E, para te ajudar nisso, temos o curso Long & Short Pro, que é facilitado pelo especialista Thiago Alvarenga. Nesta formação, você aprenderá mais detalhes sobre como montar operações de “comprado e vendido”, avaliando a relação risco-retorno assertivamente.

Vamos começar agora mesmo?

Como fazer trading esportivo? As apostas são lucrativas?

Gosta da emoção dos esportes e acha que seus palpites de resultados podem trazer lucro? Então, este artigo é para você. Hoje, explicaremos como fazer trading esportivo, bem como suas vantagens e desvantagens.

Apesar do nome “trading” e das semelhanças com uma modalidade operacional, esse não é um investimento financeiro como os outros. Isso se compararmos com as aplicações que são feitas na bolsa de valores, claro. 

Em todo caso, quem está apostando dinheiro pode se beneficiar dos insights que abordaremos a seguir. Sendo assim, siga conosco para entender melhor o que faz um trader esportivo na prática.

O que é preciso saber antes de descobrir como fazer trading esportivo?

Antes de explicar como fazer trading esportivo, vamos abrir um parêntese para falar das suas características. À primeira vista, essa operação tem algumas similaridades com o day trade na bolsa de valores, visto que a negociação começa e termina no mesmo dia.

Contudo, os propósitos e os retornos são bem diferentes, assim como os ambientes de negociação. Por isso, continue a leitura para compreender as diferenças entre as apostas esportivas e os investimentos financeiros em vias de fato.

>>> Saiba mais sobre o que é trading e quem é o trader

O que é trading esportivo?

Trading esportivo é uma maneira de apostar nas probabilidades de acontecimentos em um determinado esporte. Tais apostas são negociadas em uma bolsa esportiva (bolsa de apostas), que é diferente da bolsa de valores tradicional.

Portanto, tenha em mente que o trading esportivo diz respeito às apostas de resultados dos esportes. Se fosse um investimento financeiro, aconteceria a análise dos cenários econômicos que refletem na valorização ou desvalorização de ações, por exemplo.

Como funciona o trading esportivo?

Em geral, o trader esportivo se expõe aos ganhos ou prejuízos ligados aos resultados do esporte escolhido. Nesse caso, as apostas podem ser feitas para campeonatos de futebol, vôlei e basquete, corridas de automobilismo, lutas de UFC e afins. 

Por exemplo, imagine uma partida de futebol entre os times A e B. Nesse jogo, você poderá palpitar sobre o vencedor, o total de gols e cartões vermelhos etc. Quanto mais improvável for a aposta (que é um conceito similar ao risco), maior será o retorno que seu palpite trará.

No decorrer da partida, é possível vender a posição para outro trader esportivo, lucrando com a diferença de preço. Novamente, esse conceito se assemelha à especulação financeira, uma vez que leva em conta a estimativa sobre o comportamento de um ativo. 

Quais as vantagens do trading esportivo?

A principal vantagem do trading esportivo é que ele está previsto na Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018. Ou seja, a legislação prevê que o apostador tentará prever o resultado dos eventos esportivos e receberá o lucro do eventual acerto de um prognóstico.

Adicionalmente, existe a chance de obter lucros sem precisar sair de casa. Se as previsões se concretizarem, pode-se lucrar com a variação dos preços. Aliás, a volatilidade é uma medida de risco, lembrando que, quanto maior for o risco, maior o potencial de retorno. 

E quanto às desvantagens do trading esportivo?

Em se tratando de desvantagens, muitas pessoas se perguntam se trader esportivo é crime. Como já mencionamos, esse tipo de loteria está previsto na legislação. Porém, lembre-se que é justamente uma loteria, diferente dos investimentos feitos no mercado financeiro

E, como o trading esportivo não é uma atividade regulamentada no Brasil, é preciso acessar as bolsas de apostas estrangeiras. Consequentemente, isso aumenta o risco de ter problemas com uma negociação, sem um órgão regulador nacional a quem recorrer. 

Se o problema acontecesse no mercado financeiro, o trader poderia recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Afinal, a entidade protege os direitos dos investidores brasileiros, o que ainda não ocorre no âmbito do trading esportivo. 

Como fazer trading esportivo? Passo a passo

Se você realmente tem interesse nessa estratégia, listamos três passos para saber como fazer trading esportivo. Mas lembre-se de que esse tipo de aplicação não é regulamentado por órgãos como a CVM, ok? 

Além disso, se a ideia é transformar diversão em retorno financeiro, existem outras opções a considerar. Por exemplo, a corretora XP Investimentos trabalha com o Fundo Trend eSports. No caso, o objetivo é replicar o desempenho do ETF “HERO”, que, por sua vez, investe em empresas focadas em games e campeonatos online.

>>> Saiba mais sobre os Fundos de Investimentos, que são “condomínios” de investidores

E, sem mais delongas, vamos ao passo a passo para descobrir como fazer trading esportivo. Continue a leitura para conferir!

1. Escolha uma plataforma para trader esportivo

A dica é pesquisar as regras de cada plataforma de apostas esportivas, como Betfair e Sportingbet. De modo geral, são os apostadores que definem as respectivas cotações, o que representa o potencial de lucro a ser obtido em relação ao valor apostado.

2. Faça sua aposta em um evento esportivo

Antes de começar uma partida, a recomendação é fazer uma análise apurada sobre as probabilidades. Depois disso, inclua uma das seguintes operações na plataforma digital:

  • back: aposta a favor de uma ocorrência, como a vitória do time A;
  • lay: palpite contra um acontecimento, a exemplo de um gol de pênalti.

Aqui, é fundamental manter o controle emocional para fazer apostas mais assertivas, do ponto de vista financeiro. Se você ficar pensando no resultado que gostaria de ter para o time do coração, isso pode gerar prejuízo no seu bolso.  

3. Lucre com os resultados ou realize os prejuízos

No decorrer do jogo, verifique se pretende vender sua posição para terceiros. No futebol, por exemplo, a dinâmica da partida pode mudar com a substituição de um centroavante. Nesse momento, você poderá fazer a venda e, assim, buscar o lucro com a diferença de preço.  

O que fazer depois de descobrir como fazer trading esportivo? Próximos passos

Agora que explicamos como fazer trading esportivo, fique à vontade para decidir se essa é a estratégia ideal para você. Em paralelo, não deixe de conferir outras opções para investir seus recursos assertivamente, buscando lucros consistentes.

Por sinal, aproveite para conhecer o curso “Tudo que aprendi em 12 anos de day trade”, da Faculdade XP School. Assim, você aprenderá diversas táticas para colocar seu dinheiro no lugar certo e ter retornos consistentes, indo muito além dos palpites.  

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Qual é o papel do mercado de capitais no sistema financeiro?

Que tal conhecer o segmento que movimentou muitos negócios e captou R$ 404,8 bilhões, segundo a Anbima? Aliás, essa foi a contribuição do mercado de capitais para aquecer a economia, sendo que os dados são relativos ao período entre janeiro e setembro de 2021.

Neste ano, 30 empresas começaram a negociar as suas ações na B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Ou seja, são sociedades anônimas (S/A) que abriram seu capital social para obter novos sócios e, assim, buscar novas fontes de recursos. 

A propósito, o mercado de capitais não se resume à compra e venda de ações (a menor fração do capital de uma companhia). Portanto, siga conosco para conhecer melhor essa dinâmica de negociação, bem como dois ativos que podem ser comprados e vendidos.

Conheça o mercado de capitais para investir melhor

Se você ainda não está familiarizado com o mercado de capitais, fique tranquilo, pois explicaremos logo adiante. Nos próximos tópicos, confira cinco questões que contextualizam a negociação de ativos financeiros na bolsa de valores

Por falar nisso, aproveite para fazer o download do “Guia da bolsa para investidores”! 

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

1. O que é o mercado de capitais?

Mercado de capitais é um segmento do sistema financeiro que distribui valores mobiliários entre os agentes econômicos. Basicamente, é uma forma de melhorar o fluxo de recursos e promover a liquidez dos títulos, que é a capacidade de transformar a aplicação em dinheiro.   

E, para que isso aconteça de modo seguro, existe a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Nesse sentido, a autarquia trabalha para assegurar o bom funcionamento do mercado, além de proteger os investidores. 

2. Quem faz parte do mercado de capitais?

Embora o mercado de capitais seja formado por muitos agentes do sistema financeiro, podemos destacar os seguintes:

  • CVM, que é o principal o órgão regulador desse mercado;
  • bolsas de valores, que propiciam o ambiente de negociação;
  • corretoras de valores, que fazem a intermediação dos investimentos;
  • bancos e fintechs, que contribuem para viabilizar as operações;
  • empresas, que emitem os papéis que serão negociados. 

3. Qual é a principal função do mercado de capitais?

Para facilitar o entendimento, listamos as principais funções do mercado de capitais:

  • intermediar as negociações de ativos, sobretudo os que são das classes de renda fixa e renda variável;
  • conectar as companhias que buscam captar dinheiro com as pessoas e instituições que querem investir;
  • impulsionar a atividade econômica e gerar empregos, com a ampliação da capacidade produtiva das empresas;
  • rentabilizar o patrimônio dos investidores, com base nas respectivas estratégias e  nos horizontes de investimento. 

4. Como funciona o mercado de capitais?

Com a regulação da CVM, o mercado financeiro de capitais viabiliza a negociação de valores mobiliários. Para conectar as empresas emissoras de papéis e os investidores que vão comprar seus títulos de dívida, o sistema dispõe dos mercados primário e secundário.

Em outras palavras, a estrutura é a seguinte:

  • mercado primário: aqui, é a empresa que recebe recursos ao vender ativos. E isso pode ser feito no IPO (initial public offering) ou nas emissões posteriores (follow on);  
  • mercado secundário: trata-se de um repasse das ações que já foram adquiridas. Por meio das corretoras de valores, os investidores negociam os papéis entre si.

Para garantir a sustentabilidade do mercado, os participantes devem adotar as boas práticas de governança e compliance. E isso inclui a conformidade com as leis, diretrizes e normas reguladoras, tais como:

5. Como investir no mercado de capitais?

Até aqui, já deu para perceber que o universo dos investimentos tem uma série de detalhes, certo? Por isso, recomendamos cinco conteúdos complementares que preparam o terreno para investir assertivamente:

  1. conheça seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado). Para adiantar, essa é uma forma de descobrir a sua tolerância aos riscos do mercado de capitais;
  2. defina os objetivos de uso dos recursos para montar uma carteira mais eficiente. Afinal, é importante escolher aplicações que têm prazos adequados às suas metas;
  3. veja o passo a passo para abrir uma conta de investimento na corretora de sua preferência. E esse é um jeito de dar adeus às altas taxas cobradas pelos bancos;
  4. escolha dois itens do tripé de investimentos: segurança, rentabilidade e liquidez. Se optar pelos dois primeiros, será preciso abrir mão do último item, por exemplo;
  5. comece a estudar sobre investimentos para tomar as melhores decisões financeiras. Para isso, uma boa pedida é o curso “Aprenda a investir na bolsa de valores”.

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

2 exemplos de aplicações no mercado financeiro e de capitais

Para consolidar as informações sobre o mercado de capitais, traremos duas opções de investimentos. Nesse caso, o primeiro deles pertence ao segmento de renda variável, bem como o segundo faz parte da renda fixa. 

>>> Confira as diferenças entre renda fixa e renda variável

1. Ações

Como já mencionamos, as ações representam a menor fração do capital social de uma companhia. Na prática, isso significa que, ao comprar esses ativos, você se torna um acionista da empresa. 

Logo, seu retorno virá de muitas formas, conforme o volume de papéis, o tipo de ação e o desempenho dos ativos. Por exemplo, é possível receber o pagamento de dividendos, ter direito ao voto nas assembleias e afins. 

>>> Veja as características das ações ordinárias e preferenciais (ON e PN)

2. Debêntures

Já as Debêntures são títulos de crédito emitidos por companhias, a fim de captar recursos. Para exemplificar, é um “empréstimo” que financia suas atividades, como a construção de uma fábrica. Em troca, o investidor recebe a remuneração com juros, no fim do contrato. 

>>> Saiba mais sobre os tipos e as vantagens das Debêntures

E, agora que você descobriu o que é o mercado de capitais, sua jornada de conhecimento pode (e deve) continuar. Para tal, aproveite para fazer a trilha Faculdade XP, da Faculdade XP School, com o objetivo de traçar um caminho que te aproxime das suas conquistas.

CryptoCars: como funciona e como obter lucro em um dos jogos mais populares da atualidade?

Se antes ganhar dinheiro com entretenimento parecia impossível, o metaverso tem mostrado que não é bem assim. Entre analistas e investidores, por exemplo, os jogos NFT já são vistos como apostas para o futuro. Você já imaginou engordar a carteira se divertindo? Neste post vamos mostrar como fazer isso com o CryptoCars.

O que são games NFT?

NFT é a sigla para non-fungible tokens, que em português significa token não-fungível. Esse token nada mais é que um ativo digital, que pode ser dinheiro, propriedades e até obras de arte.

Ao mergulhar nesse universo, é comum ver pessoas proprietárias de tokens. Isso significa que elas são detentoras de algum bem, cujo registro e originalidade está atrelado a um token.

Os jogos NFT são aqueles que utilizam a tecnologia de blockchain para proteger os token não fungíveis. Esses tokens dependem da característica do jogo, podendo ser personagens, itens ou acessórios, por exemplo.

O jogador recebe um token quando ele se apropria ou registra um ativo NFT. Isso lhe garante exclusividade do item, tornando-o valioso.

>>> As moedas digitais dos jogos NFTs também são influenciadas pelo mercado. Embora a volatilidade seja motivo de preocupação, ela também pode auxiliar nos investimentos. No vídeo abaixo a Clara Sodré fala mais sobre isso.

Como funciona o jogo CryptoCars?

Se você gosta de jogos, provavelmente já viu algum título parecido com o CryptoCars. Considerado um dos principais games NFT da atualidade, o objetivo desse jogo é construir carros e, com eles, participar de corridas.

Basicamente, quanto melhor você se sai nas competições, maiores as suas chances de conseguir itens e moedas. Você pode fazer isso a partir de três modos diferentes: corridas com outros jogadores do CryptoCars, corridas contra a máquina ou corridas virtuais.

Como os carros são construídos pelos próprios jogadores, os modelos são classificados a partir de suas características. Entre os pontos avaliados estão potência, velocidade, estabilidade e combustível.  Quanto melhor classificado, melhor as chances de bom desempenho nas partidas e consequente rentabilidade.

A moeda do jogo: CCAR

Assim como a maior parte dos jogos NFT, o CryptoCars possui uma moeda própria (ou token do jogo), a CCAR. Ela é utilizada para a aquisição de veículos e demais itens, mas também é oferecida como recompensa dos vencedores das partidas.

Para ter CCAR em sua carteira é preciso transacionar com uma corretora. Atualmente, opções como a Gate.io e LBank comercializam a moeda. Mas lembre-se: assim como qualquer tipo de investimento, a CCAR sofre variações diárias, podendo aumentar ou diminuir seu valor.

Como ganhar dinheiro no CryptoCars?

Para ganhar dinheiro no CryptoCars é preciso, antes, investir dinheiro. Como dissemos, isso é feito através da compra de CCAR em uma corretora de valores. Com a moeda ‘em mãos’, o próximo passo é adquirir um veículo para participar das partidas.

Cada carro pode participar de quatro corridas diárias. Nesse caso, se você quer aumentar suas chances de lucro, precisa ter mais de um carro. Lembrando também que o valor conquistado nas partidas varia conforme as características do carro. Nesse caso, quanto melhor, mais CCARs podem ser conquistadas.

>>> Confira uma lista com 6 opções de jogos NFT para você lucrar.

Estude o jogo

Embora a mecânica do jogo pareça – e de fato seja –simples, estudar suas particularidades é importante para aumentar as chances de lucro. Saber, por exemplo, quais atributos no carro aumentam a sua valorização, auxilia na hora de montar um modelo de destaque.

Outra vantagem de montar um carro único e de qualidade é a possibilidade de lucrar com a venda, seja das peças ou do veículo por completo. Além disso, o entendimento sobre o jogo permite que você elabore estratégias para a compra e montagem de veículos, bem como a participação em corridas.

Investimento inicial

Para ingressar no CryptoCars é preciso fazer um investimento inicial. Ele corresponde à compra de um carro que, atualmente, gira em torno de 600 a 700 CCAR.

Além da aquisição do veículo, é preciso arcar também com o custo do emplacamento, por volta de 10 CCAR e do abastecimento, cerca de 2 CCAR. Apenas um veículo devidamente emplacado e abastecido estará apto para as competições.

Lucro no jogo

A principal maneira de obter lucro no CryptoCars é através das competições. E como dissemos, o valor a receber é calculado com base no desempenho na prova e características do carro construído. Por isso, podemos dizer que neste jogo o lucro é proporcional ao investimento feito.

Outro ponto diretamente ligado ao lucro é o número de participações diárias nas competições. Cada carro pode disputar quatro corridas por dia. Neste caso, se você quiser ter um lucro maior, precisa adquirir mais veículos.

Outra maneira de obter lucro é através do comércio. Da mesma maneira que você compra veículos e peças para melhorá-los, é possível vender itens e carros.

Vale a pena investir no CryptoCars?

Como dizem os analistas de investimento, os títulos NFT são promessas do futuro. Entretanto, assim como as diversas opções já disponíveis no mercado, cautela e estudo são fundamentais. Afinal, jogos como o CryptoCars vão além de entretenimento.

Se você quer aumentar seu patrimônio com opções de games, é preciso entendê-los antes de fazer os investimentos iniciais. Mais que isso, é preciso lembrar de que suas moedas digitais funcionam como qualquer outra do mercado, com variações para cima e para baixo.

>>> Falando sobre a importância de estudar um investimento, se você tem ações em sua carteira, pode aperfeiçoar sua experiência em avaliar indicadores com o curso Valuation: Avaliação de Empresas e Ações. Para se inscrever, é só clicar no banner abaixo.

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Backtesting: como simular as operações na bolsa de valores?

Todo investidor bem-sucedido sabe que o ganho passado não é uma garantia de ganho futuro, certo? Mas será que as operações já concretizadas podem trazer insights para aquelas que ainda serão realizadas? Não tem certeza? Pois continue sua leitura para descobrir essa resposta e conferir o que é backtesting e sua importância para os traders.

Para começar, é fundamental que saiba que, por meio de uma conta de simulação, é possível testar as habilidades operacionais antes de partir para o mercado. 

Assim, o trader pode simular diferentes cenários no ambiente de negociação, sem comprometer seu patrimônio com perdas que poderiam ser evitadas. E o backtesting é uma forma prática de fazer isso acontecer.

Afinal, o que é backtesting e para que serve?

Antes de explicar sobre o backtesting, cabe ressaltar que ele pode ser usado por diferentes modalidades operacionais. Por exemplo, ele se aplica ao day trade ou swing trade, sendo que o primeiro é para negociações no mesmo dia e o segundo para alguns dias mais. 

Seja qual for a sua escolha, a dica é baixar o e-book “Modalidades operacionais e curva de aprendizado”. Neste material, você conhecerá os objetivos, os riscos e as habilidades essenciais para operar em position trading, swing trading, day trading e scalping.  

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Daqui em diante, explicaremos os conceitos-chave que contextualizam o backtesting para os traders. Depois disso, traremos exemplos práticos para quem tem interesse em aplicar essa tática, a fim de otimizar o retorno das aplicações na bolsa de valores. Vamos lá?

O que é backtest? 

Backtest é um jeito de testar a estratégia de investimento, conforme o comportamento dos  ativos no passado. Com base no histórico dos pregões (períodos em que a bolsa está aberta para negociação), pode-se verificar se uma estratégia teria sido assertiva ou não.

Em outras palavras, trata-se de um “teste prévio” para analisar a performance da tática adotada pelo trader. Ou seja, ele poderá acompanhar se a estratégia operacional seria concretizada conforme o planejado, de acordo com os movimentos anteriores do mercado.   

Quais as vantagens e desvantagens de fazer o backtesting?

Até aqui, já deu para perceber que o backtest serve para aprimorar a estratégia de investimento, certo? Entre as principais vantagens, podemos citar: 

  • por ser um teste prévio, os fatores emocionais não afetam seus resultados;
  • é uma forma de aprimorar a tomada de decisão para operar no mercado real; 
  • ao analisar os cenários, o trader poderá confirmar se uma tática funciona ou não.

Por outro lado, não deixe de considerar os seguintes pontos de atenção antes de rodar o backtest:

  • esse teste mostra a performance do passado, mas sem garantir os resultados no futuro;
  • um cenário analisado de 2019, pré-pandemia de Covid-19, é diferente do que temos hoje;
  • é importante estudar continuamente para tomar decisões embasadas nos cenários econômicos. 

Como fazer o backtest no Profit? 

Na plataforma ProfitChart, disponível na Clear Corretora, o backtest pode ser feito no day trade ou swing trade. Além de ensaiar a estratégia operacional, é possível usar a função “replay” para acompanhar os eventos que já aconteceram. E, na função “simulação”, o trader fará seu próprio backtesting, como se estivesse aplicando recursos de verdade. 

Em linhas gerais, esses são os sete passos para fazer um backtest:

  1. entre na plataforma Profit para ter acesso a uma base de dados que seja confiável;
  2. verifique qual é o período em que as informações estão disponíveis para o backtest;
  3. quanto mais tempo disponível, mais cenários de altas e baixas você poderá estudar;
  4. no menu “estatísticas” do Profit Pro, teste sua estratégia em pregões do passado;
  5. confira a assertividade da estratégia e o drawdown que falaremos no próximo tópico;
  6. inclua a estratégia predefinida no gráfico candlesticks para facilitar a visualização;
  7. veja a performance do ativo, inclusive os pontos de entrada e saída das operações.

Extra: setups estratégicos

Em paralelo, vale a pena conferir um vídeo do “Bê-a-bá da Bolsa” para saber como criar setups estratégicos. A propósito, lembre-se de considerar que o backtest não leva em conta os fatores que influenciam no resultado atual do mercado, ok?

Por sinal, vale destacar alguns pontos-chave abordados no vídeo, em termos de estratégia assertiva:

2 exemplos para conhecer o potencial de rodar o backtesting

A seguir, temos dois exemplos que consolidam a relevância do backtest para aprimorar as estratégias. Confira!

1. Drawdown

Uma boa pedida é analisar o drawdown, que mede a volatilidade dos ativos, tanto na queda, quanto na cotação máxima. Com isso, o trader terá mais insumos para nortear suas decisões financeiras e, depois, colocá-las em prática no mercado, de modo assertivo. 

E, para saber como usar essa volatilidade a seu favor, dê o play nesse vídeo da websérie “Investimentos às claras”:

2. Fundos quantitativos

Também conhecidos como quants, os fundos quantitativos são focados em investir com o apoio de algoritmos. Nessa gestão voltada para a análise quantitativa, os fatores emocionais e subjetivos ficam de lado, visto que a seleção de ativos é feita por um “robô”.

No backtest (modelo de teste) e nos quants, é necessário “vasculhar” um grande volume de informações. Dessa forma, pode-se estabelecer a relação preço-lucro, dentro de um recorte de tempo, para simular o desempenho de uma carteira nos pregões que estão por vir. 

Enfim, esperamos que o post tenha esclarecido a relevância do backtesting para os traders iniciantes e experientes. Já que os resultados das aplicações são afetados por uma série de fatores, é fundamental investir em conhecimento para prever tendências e lucrar com isso.

Nós, da Faculdade XP School, estamos à disposição para te ajudar na sua jornada de aprendizagem. Por exemplo, o curso “Tudo que aprendi em 12 anos de day trade” conta com a expertise de André Moraes, que é Analista de Investimentos da corretora Rico. 

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Que tal dar mais um passo em direção à sua independência financeira?

O que é vacância financeira nos fundos imobiliários?

Quer investir em fundos de investimento imobiliário (FIIs) e está analisando os riscos em potencial? Então, você definitivamente chegou ao lugar certo. Hoje, explicaremos o que é vacância financeira nos FIIs que pagam os dividendos com base na receita dos aluguéis. 

E, se a palavra “aluguéis” te remete a “viver de renda”, também te mostraremos como fazer acontecer. Mas, antes disso, abordaremos o que é vacância financeira para que você possa estabelecer a melhor relação entre o risco e o retorno desse tipo de aplicação financeira.

O que é vacância financeira nos fundos imobiliários?

Para contextualizar o que é vacância financeira, é importante falar dos tipos de fundo de investimento imobiliário. Basicamente, os FIIs são “condomínios” de investidores em que os cotistas se reúnem para aplicar recursos, podendo escolher entre os seguintes fundos:

  • tijolo: investimento feito nos imóveis físicos, a exemplo das lajes corporativas;
  • papel: títulos de recebíveis com foco no segmento imobiliário, como CRI e LCI;
  • FoF (fund of funds): é um fundo de fundos, focado nas cotas dos outros FIIs.

Com isso em mente, vamos prosseguir com o significado da vacância de FII e os impactos para os investidores. Sendo assim, continue conosco para entender um conceito-chave que poderá nortear suas decisões na hora de escolher um fundo imobiliário.

Na prática, o que é vacância financeira nos FIIs?

Vacância financeira é uma forma de mensurar a geração de renda dos imóveis que estão na carteira dos FIIs. Nesse sentido, a taxa de vacância demonstra o percentual de espaços vagos (e que poderiam ser alugados) diante da área total de um prédio ou empreendimento.

Quais os impactos da vacância de FII para os investidores?

Se a taxa de vacância do FII estiver muito alta, isso poderá afetar o retorno do investimento. Afinal, os dividendos que vêm dos aluguéis dos imóveis representam uma das formas de remunerar os cotistas do fundo, não é mesmo? 

Em outras palavras, há um risco de vacância quando esses imóveis ficam muito tempo desocupados. Por conseguinte, eles não geram a renda que esses cotistas geralmente receberiam se estivessem alugados.

>>> Saiba mais sobre a importância do gerenciamento de risco nos investimentos

Além disso, o fundo continua custeando os impostos (como o IPTU) e os outros gastos do empreendimento. Mesmo que os espaços estejam vagos, eles ainda precisam ser devidamente mantidos, sob pena de enquadramento na legislação de execução fiscal

Qual a diferença entre vacância física e financeira? 

Enquanto a vacância física está ligada aos espaços vagos, a financeira trata do fluxo de caixa. Ou seja, é uma maneira de comparar o potencial de geração de receita com aquilo que está sendo gerado atualmente.

Por exemplo, digamos que o portfólio tem o potencial de gerar R$ 50 mil de renda mensal. Entretanto, existem muitos espaços não alugados, o que faz com que a receita gerada seja de R$ 40 mil e, consequentemente, ele deixa de arrecadar R$ 10 mil devido à vacância. 

Para descobrir qual é a taxa de vacância financeira, considere a seguinte fórmula:

Vacância financeira = (renda potencial de imóveis não locados / renda potencial total) * 100

No cenário que citamos, a taxa de vacância financeira seria 20%, considerando 10.000 / 50.000 * 100. Em outras palavras, isso significa que o fundo opera com uma capacidade 20% menor, em termos de geração de receita aos seus cotistas.

Existe relação entre ocupação financeira e vacância financeira? 

A vacância nos fundos imobiliários diz respeito aos espaços não locados, certo? Do outro lado da moeda, a ocupação financeira avalia a geração de caixa por parte dos aluguéis. No fim das contas, é fundamental levar em conta esses conceitos na hora de investir, ok?

E, por falar em fatores a se considerar antes de fazer um investimento, temos uma dica extra. No vídeo a seguir, confira tudo o que você precisa saber para aplicar recursos assertivamente em FIIs, incluindo o risco de vacância. Dê o play para descobrir!

Exemplo do que é vacância financeira

Para consolidar as informações sobre o que é vacância financeira, vamos a um exemplo real. Em dezembro de 2021, o fundo imobiliário Vinci Offices (VINO11) comprou a sede da Rede Globo. E, como um ativo de grande porte foi adicionado ao portfólio, sua taxa de vacância será revista em breve. 

Mas, antes dessa aquisição, em março de 2021, a XP Investimentos divulgou a seguinte análise deste FII:

A vacância física do fundo é de 25,9%, sendo que apenas um de seus ativos está vago no momento.

Na época da análise, o fundo já tinha inquilinos de grande porte, incluindo a Renner e a C&A. Agora, com a compra do prédio da Globo na operação de sale & leaseback, o potencial de retorno será ainda maior. Isso porque a rede de TV vendeu o prédio (sale), mas ainda será a inquilina desse empreendimento (leaseback), gerando renda aos cotistas.  

O que é vacância financeira? Dica bônus

Muito além de saber o que é vacância financeira, é essencial traçar a sua estratégia de investimento. E o curso “Viva de renda com fundos imobiliários” te trará mais insumos para tomar boas decisões na hora de escolher os FIIs e otimizar o retorno das aplicações. 

Nesta formação, você aprenderá uma série de conceitos relacionados os FIIs, que incluem:

  • conhecer os diferentes tipos de fundos imobiliários e suas características;
  • estratégias para montar e gerir uma carteira diversificada, segura e rentável;
  • como funciona a tributação dos FIIs na hora de declarar o imposto de renda;
  • gerenciamento de risco e acompanhamento dos principais índices de referência;
  • avaliação assertiva da performance e do rendimento dos fundos imobiliários;
  • negociação de FIIs diretamente no Home Broker da sua corretora de valores;
  • dicas práticas para fazer o monitoramento e o rebalanceamento da carteira.

Enfim, conte com o apoio da Faculdade XP School para maximizar o retorno dos investimentos. Por aqui, temos uma série de conteúdos que podem te interessar, seja para FIIs ou outros ativos na bolsa de valores. Aliás, que tal baixar o “Guia da bolsa para investidores”? Aproveite!

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O que é e como funciona o pregão da bolsa no Brasil?

Quem inicia no mundo dos investimentos costuma ter dúvidas sobre alguns termos. Essas dúvidas originam questionamentos, sendo um dos principais: o que é pregão na bolsa?

É o seu caso? Pois pode respirar aliviado, uma vez que neste artigo explicaremos, em detalhes, o que é pregão na bolsa, seus horários, como ele funciona, e muito mais!

Boa leitura!

O que é pregão da bolsa?

Basicamente, esse termo é utilizado para se referir ao período em que é possível fazer as negociações da bolsa.

Isso pode ser feito em ações de empresas, moedas estrangeiras – como o dólar –, contratos, títulos de renda fixa ou públicos e até mesmo commodities agrícolas. É como se fosse um leilão aberto em que pessoas jurídicas e físicas concretizam operações de compra e venda.

Atualmente, o pregão da bolsa no Brasil funciona apenas de maneira online, por isso ele é chamado de pregão digital ou eletrônico e é operado pela B3. Mas até 2005 ainda existia a versão por viva voz, que era realizada de forma presencial.

E Day Trade, o que é?

Ao procurar aprender sobre o pregão da bolsa de valores, você provavelmente deve ter ouvido a expressão Day Trade. Essa, na verdade, é mais simples do que se imagina, pois é apenas mais uma modalidade de investimento.

O Day Trade, no caso, é o tipo no qual todas as etapas da negociação são finalizadas no mesmo dia. Isso é, em um único pregão.

Ou seja, um investidor compra determinada ação no momento de abertura do pregão pela manhã e, durante a tarde, ela apresenta uma alta de 5%, por isso ele a vende por um preço maior.

Quer aprender sobre como investir em ações? Então aperta o pay no vídeo a seguir e veja tudo o que você precisa saber para começar!

Quais os dias e horários do pregão da bolsa?

A bolsa de valores brasileira funciona apenas em dias úteis. Ou seja, de segunda a  sexta-feira e é fechada aos fins de semana e feriados.

Já o horário de funcionamento costuma variar durante o ano, isso porque ela segue o horário de verão dos Estados Unidos.

Por esse motivo, é importante sempre acompanhar as mudanças que são anunciadas pelos canais oficiais da B3. Mas, afinal, qual o horário do pregão da Bovespa, como a B3 era chamada?

Antes de mais nada é preciso saber que o pregão é composto por várias etapas e cada uma possui horários diferentes de funcionamento. No geral, elas são:

  • cancelamento de ofertas;
  • pré-abertura;
  • negociação;
  • call de fechamento;
  • after-market.

Cancelamento de ofertas

Essa etapa tem duração de 15 minutos e é reservada, como o nome já indica, para realizar o cancelamento de ofertas, tanto de compra quanto de venda, que sobraram do pregão realizado anteriormente. Ela é realizada das 9h30 às 9h45.

Pré-abertura

Após os pedidos de cancelamento de ofertas serem analisados, a bolsa reserva mais 15 minutos, das 9h45 às 10h, para que os investidores registrem as suas ordens de compra e venda.

No entanto, nenhuma delas é finalizada na hora. Essas primeiras ofertas servem para ajudar na definição dos preços iniciais das ações que serão negociadas durante o dia.

Negociação

O período de negociação é, basicamente, o que é o ápice do pregão da bolsa de valores. Ele dura todo o dia e é nele que os investidores podem finalizar as suas propostas.

Durante esse tempo, os valores costumam mudar, pois são atualizados de acordo com as flutuações naturais do mercado. O horário para negociação costuma ser das 10h às 17h55 ou até às 18h25 para o mercado a termo.

Call de fechamento

O call de fechamento serve para fazer os ajustes finais e acontece, geralmente, das 17h55 às 18h. Alguns mercados finalizam essa etapa às 17h15. Nesse período, é definido o preço final de cada ação que foi negociada naquele dia.

Ou seja, se uma ação tinha um preço no momento da abertura do pregão, mas no final do dia estava com outro, é o último que vai contar.

After-market

O after-market é a última opção para quem deseja fechar o negócio no mesmo dia e acontece entre às 17h25 e 18h45, dependendo do mercado. Mas essa etapa só fica disponível para investimentos que fazem parte do Ibovespa e que foram movimentados durante o horário do pregão.

Também é necessário que os preços das ações não variem mais do que 2% do preço no momento do fechamento, sejam negociados à vista e não ultrapassem o limite de R$900 mil por CPF.

>>> Quer aprender mais sobre como funciona o after-market e como aproveitá-lo nos seus investimentos? Então confere este artigo: O que é e como funciona o after-market da B3? Como negociar após o pregão?

Como acompanhar e participar do pregão da bolsa?

Agora que você sabe o que é e em quais dias o pregão funciona, pode restar as dúvidas: como acompanhar e participar dele?

É possível fazer isso de duas maneiras: a primeira é acessar o site oficial da B3. Por meio dele, você pode acompanhar a quantia movimentada no dia, os índices e até ver por quanto as ações são negociadas.

A segunda maneira, que é a que dá acesso para participar ativamente do pregão, é abrindo uma conta em uma corretora, que é quem intermedia as negociações. A partir daí, você terá acesso ao home broker, um sistema que permite acompanhar o processo em tempo real.

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Entenda como as ações pagam dividendos

Quem tem interesse em renda variável já deve ter se deparado com os dividendos e, com isso, pode ficar com a dúvida: “afinal, como as ações pagam dividendos?”

Outros questionamentos que podem surgir é, como receber e como saber as datas desses pagamentos. Você está nessa situação?

Caso a resposta seja sim, pode ficar tranquilo. Isso porque nós preparamos esse artigo para te explicar como é feito esse tipo de pagamento, como verificar as datas e se os dividendos são tributados no Imposto de Renda. Confira!

Afinal, o que são dividendos?

Antes de saber, exatamente, como as ações pagam dividendos, é preciso entender o que é isso.

De maneira simplificada, dividendos são benefícios que as empresas que possuem capital aberto distribuem entre os seus acionistas. Basicamente, eles são uma parte do lucro e isso serve como uma forma de remuneração para os investidores.

Um detalhe importante é que nem sempre o dividendo é pago em dinheiro. Na verdade, existem cinco possibilidades, e a utilizada é escolhida pela própria empresa. São elas:

  • em dinheiro;
  • em ações, na qual o investidor receberá mais ações da empresa;
  • dividendo especial, quando o pagamento é fruto de um lucro excepcional da empresa;
  • Juros sobre Capital Próprio, ou JCP, que é um provento parecido com os dividendos, mas com tributação no Imposto de Renda;
  • direito de subscrição, quando é dado o direito de adquirir mais ações quando elas forem disponibilizadas para venda.

Explicado tudo isso, para que uma empresa distribua esses proventos, é necessário que elas apresentem lucros de forma consistente e, geralmente, por isso elas já estão consolidadas no mercado. Sendo assim, é possível receber dividendos ao investir em:

  • ações;
  • FIIs.

Como as ações pagam dividendos?

Uma das formas de conseguir receber dividendos, como já mencionamos, é investir em ações diretamente pela bolsa de valores.

Mas antes de distribuir os valores, é preciso que a empresa cumpra uma série de etapas. São elas:

  • ter a aprovação do Conselho Administrativo, que é um órgão interno responsável por supervisionar todas as atividades da empresa;
  • protocolar o pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é vinculada ao Banco Central;
  • creditar o valor nas contas.

A frequência desse tipo de pagamento costuma variar de empresa para empresa, então é bom ficar atento às datas divulgadas por elas antes de escolher no que investir.

Quer aprender como investir em ações? Então aperte o play no vídeo a seguir e confira quatro passos simples para começar!

Como os FIIs pagam dividendos?

Já caso você esteja procurando como receber dividendos mensais, uma solução é investir nos FIIs, sigla para Fundos de Investimento Imobiliário.

Eles são títulos que podem ser direcionados para imóveis, papéis com lastro em imóveis ou em cotas de outros fundos imobiliários.

O pagamento dos dividendos deles costumam ser mensais. Um detalhe é que 95% do rendimento financeiro dos fundos imobiliários precisa ser distribuído para os acionistas até o final do semestre, segundo a legislação.

Quais são os prazos para pagamentos dos dividendos?

Os prazos para receber os dividendos nem sempre são curtos, isso porque existem muitas etapas a serem cumpridas antes que o dinheiro seja, enfim, distribuído para os acionistas.

Mas isso não quer dizer que você sempre terá que esperar muito, como citamos no exemplo dos fundos imobiliários, que costumam fazer pagamentos mensais.

No caso de investimentos feitos na bolsa de valores, a frequência pode ser:

  • mensal;
  • trimestral;
  • semestral;
  • anual.

Quem decide quando e quanto o acionista receberá é o Conselho Administrativo.

Inclusive, é importante ficar bastante atento às datas divulgadas pelas empresas para o pagamento dos dividendos, pois isso é de grande ajuda na hora de se organizar para receber os valores.

As datas que servem para esse propósito e você precisa conferir são:

  • Data de Registro;
  • Data de Declaração;
  • Data Ex-Dividendo.

Data de Registro

É, basicamente, a data que as empresas verificam quem são os acionistas que têm direito de receber os dividendos. Ou seja, é preciso estar nessa lista até o dia determinado para conseguir participação no período descrito.

Data de Declaração

Na Data de Declaração é anunciado, pelo Conselho Administrativo, qual o valor do dividendo, a data que ele foi registrado e a data que o dinheiro será creditado nas contas dos acionistas.

Data Ex-Dividendo

Essa é uma fator que é preciso ficar bastante atento antes de comprar uma ação com o objetivo de receber dividendos. A Data Ex-Dividendo, ou data-ex, é um prazo limite para compra dos ativos para fazer parte desse provento.

Isso significa que se o acionista adquirir uma ação no dia seguinte, quem tem direito a receber os valores é o antigo dono.

Como as ações pagadoras de dividendos creditam os valores na conta do investidor?

Você já aprendeu sobre os prazos de quem tem direito a receber um dividendo, mas ficou na dúvida sobre como esse valor é crédito na conta?

Pois pode ficar calmo, porque não há nenhum mistério nesse tipo de transação. Basicamente, as ações pagadoras de dividendos depositam os valores diretamente na conta que o acionista tem em uma corretora, o que permite que ele faça negociações na bolsa.

Portanto, para saber exatamente quando você irá receber, basta apenas ficar de olho nas datas divulgadas pelas empresas e no seu Home Broker. Fácil, não é?

No caso dos FIIs, o valor cai, primeiramente, para o gestor do fundo. Essa pessoa é quem fica responsável por fazer a divisão e distribuição dos dividendos para todos os participantes.

Os dividendos são tributados no Imposto de Renda?

Uma boa notícia para quem busca receber dividendos é que esse benefício pode ser isento de tributação no Imposto de Renda (IR).

Isso mesmo, o IR só é cobrado para pessoas que negociam valores acima dos R$ 20.000,00 mensais. Nesse caso, a tributação é de 15% sobre o lucro.

No entanto, é possível que haja a necessidade de pagar outras taxas, como de corretagem, de custódia e ainda de Imposto Sobre Serviço (ISS). Esses valores, no entanto, não são cobrados por todas as corretoras, como a XP Investimentos, que não cobra taxa de corretagem, por exemplo.

E aí, gostou de descobrir como as ações pagam dividendos e que começar a investir? Então confira o curso Aprenda a investir na bolsa de valores, da Escola de Investimentos, e veja tudo o que precisa saber para perder o medo de começar a fazer o seu dinheiro render! Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.