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Finanças 4.0: o que é e como implementar na sua empresa?

Você já ouviu falar na Indústria 4.0 muito provavelmente. Mas e as Finanças 4.0, você conhece? 

A Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), nuvem pública e a automação de processos cognitivos estão apagando as linhas entre o mundo físico e digital, o que comumente conhecemos por Indústria 4.0. 

Tal Indústria tem perturbado tudo: serviços de saúde, mineração, mídia e vários outros têm se visto buscando uma remodelação com a ajuda de tecnologias, biometria, cadeias de bloqueio e automação de processos robóticos (RPA) para conseguir se encaixar nesse novo modelo tecnológico. 

A indústria de serviços financeiros não ficaria de fora, obviamente. 

O uso crescente de RPA para eliminar ao máximo os erros humanos, nas experiências ao redor de moedas cibernéticas e transações peer-to-peer tem sido uma forte evidência de que o impacto da Indústria 4.0 foi forte e veio para ficar. 

Assim, os nossos olhos devem estar bem abertos para o que veremos nascer e desabrochar deixando a sua marca na remodelação de várias empresas e processos: as Finanças 4.0. 

Vamos conhecê-las?

Entenda o conceito de Finanças 4.0

Imagine a junção de IA, IoT, blockchain, automação e machine learning para fazer um melhor uso dos dados financeiros de uma empresa? Conseguiu imaginar? 

Simples: esse é o conceito das Finanças 4.0! Ou seja, a busca pela modernização de funções da indústria de serviços financeiros como gestão, planejamento e orçamento. 

Em linhas gerais, é um termo criado para referir-se a uma transformação digital no setor financeiro que, por sua vez, mudará a forma e estrutura de se fazer finanças no futuro. 

É importante ressaltar que, para implementar o conceito, é preciso aliar o pensamento tecnológico (e não só a tecnologia em si) a ferramentas tecnológicas de forma inteligente e automatizada (quando for possível aplicar automação). 

Quais os objetivos das Finanças 4.0?

Em suma, integrar a tecnologia e as capacidades financeiras. 

Com esses sistemas integrados por meio de tecnologias inovadoras, as empresas serão capazes de melhorar o gerenciamento de suas informações financeiras e, com o entendimento dessas informações, serem capazes de gerar insights para o negócio, ampliando a estratégia. 

Ademais, o conceito de Finanças 4.0 busca a expansão e crescimento do mercado gerenciando os custos e os resultados com maestria.

Quais as vantagens das Finanças 4.0 para a sua empresa?

Preparado para entender como as Finanças 4.0 podem impactar positivamente a sua empresa? Vamos lá: 

  • Otimização de processos: com a implementação de uma tecnologia de alta capacidade, a ação humana diminui e os processos passam a ser mais eficientes e a prova de erros;
  • Mais insights: com a tecnologia, os dados aumentam e a equipe pode analisá-los com mais cautela, trazendo a tona diversos insights pontuais;
  • Foco no que importa: operações focadas não mais em processos que poderiam ser feitos por máquinas, mas sim no que realmente é relevante para a empresa: o cliente;
  • Mais produtividade e menos erros: segundo a Oracle, mais de 30% de aumento de produtividade e cerca de 37% de diminuição de erros são vistos em empresas que usam Inteligência Artificial na área do financeiro;
  • Mais credibilidade e resultados: com tecnologias inovadoras, empresas são cerca de 9 vezes mais precisas nas métricas financeiras e operacionais quando comparadas com aquelas que não usam essas tecnologias. 

Além disso, empresas que empregam tecnologias inovadoras são 9,5 vezes mais propensas a obter maior precisão nas métricas financeiras e operacionais do que aquelas que não têm. 

Como saber se a minha empresa está pronta para adotar o modelo Finanças 4.0?

Antes de observar quais, dos diferentes tipos de tecnologias disponíveis você deseja implementar na empresa, primeiro é necessário que se tenha clara o entendimento do impacto da tecnologia em suas ações e necessidades, por mais pequenas que pareçam. 

Questione-se: 

  • Sua empresa, caso pense em se tornar digital, tem condições de implementar tecnologia que possa cobrir todas as necessidades financeiras do negócio? 
  • Nas suas projeções, você consegue ver uma garantia de retorno sobre investimento?
  • Você tem noção que é necessária uma continuidade de uso da tecnologia para implementação da transformação 4.0? 

Ao responder estas perguntas, você conseguirá compreender se a sua empresa está pronta ou não. 

E aí, qual foi o seu parecer?

Etapas para implementar o modelo de Finanças 4.0

Chegou a hora de entender como implementar o modelo de Finanças 4.0.

Já adiantamos: não será fácil, porém, com certeza não será impossível. Mãos na massa e vamos entender o funcionamento dessa implementação.

Revisão e mapeamento de processos

O primeiro ponto é, definitivamente, focado em entender todos os processos. 

Você não pode, simplesmente, eliminar tudo e modificar fluxos de trabalho sem entender realmente se eles funcionam bem ou não. 

Por isso, faça um revisional, entenda o que pode ser levado adiante, e o que não for seguir em frente, elimine-os. 

Logo, depois de entender o que realmente seguirá o caminho, pense no que é necessário ser reorganizado: os reorganize e pense quais tarefas precisam ser adicionadas e como você automatizará demandas que são manuais. 

Mapear e organizar os processos para as finanças 4.0
Mapear e analisar todos os processos é fundamental para implementar o modelo de Finanças 4.0 na sua empresa.

Automatização

Esse é, sem dúvidas, um dos passos mais característicos do conceito de Finanças 4.0, já que ele visa a aplicação de tecnologias para otimizar processos. 

Questione-se quais tarefas a sua empresa põe em prática que não precisam de tomada de decisão, análise humana ou critérios complexos. Já sabe quais? Ok! Essas demandas podem ser inseridas no automático.

Com a automação, você não precisará de uma equipe tão grande na empresa, mas mesmo assim, seu número de clientes aumentará, ou seja, lucro à vista. 

Criação de uma estrutura escalável

Uma estrutura escalável é, em suma, um modelo de organização que permite que, quando o volume de tarefas alcance um nível mais alto do que o normal, a estrutura, ou seja, pessoas, processos e tecnologia, suportem tal demanda sem necessidade de intervenção cotidiana. 

Portanto, pense em como criar rotinas e ações que permitirão a sua equipe a performar mesmo com muitas tarefas. 

Aplicação da Inteligência Artificial e definição os parâmetros

Nós já citamos muito, ao decorrer do texto, como a tecnologia é importante na otimização de processos, já que elimina trabalhos feitos manualmente. 

No entanto, não é só para isso que ela deve ser aplicada: a Inteligência Artificial pode ser aplicada e realizar demandas como criação de relatórios em certo período de tempo, emissão de notas fiscais além de interpretação de textos.

Integração de ferramentas

Este é um dos principais focos das Finanças 4.0: ela necessita que o backoffice e a estrutura financeira estejam altamente conectados como um só, com uma comunicação bilateral para cada software. 

Assim, melhora o trânsito de dados e documentos e as quebras de fluxos serão eliminadas. 

Importante ressaltar a relevância de utilizar integrações nativas, como APIs.

Definição a coleta de dados

Após montar toda a estrutura financeira e de backoffice de maneira organizada, flexível e produtiva, é hora de ser inteligente, finalmente: o momento do aproveitamento dos dados chegou! 

Entender e aproveitar o que foi feito anteriormente, gerando insights e auxiliando análises é essencial para uma ótima gestão e alcance de resultados. 

Assim, aplicam-se diferentes tipos de análises de dados, Big Data e mineração de dados para chegar em funcionalidades vantajosas.

Principais desafios ao implementar o modelo de Finanças 4.0

Como nós já citamos, a implementação do conceito de Finanças 4.0 em uma empresa é um processo difícil. Alguns dos desafios que serão enfrentados pelos empresários e pela sociedade como um todo, são: 

  • Grande parte das PMEs e do setor agrícola não têm acesso digital a serviços realmente importantes;
  • Maior desigualdade: com a divisão entre aqueles que têm acesso e os que não têm, conseguiremos enxergar uma desigualdade mais aflorada;
  • Instabilidade social;
  • Possibilidade de contribuição com crise financeira;
  • Necessidade de se antecipar à curva tecnológica.

Conclusão

Finanças 4.0 busca direcionar menos recursos a tarefas no setor financeiro que não impactam tão fortemente os negócios, diferentemente de redução de custos e ações com potencial de aumento de lucro, por exemplo. 

Com a introdução da tecnologia, metodologias novas e com a geração de diferentes tipos de oportunidades, o conceito de Finanças 4.0 promete modificar o mundo. 

E você, acredita que isso pode acontecer? Então, é melhor se especializar em uma das áreas mais crescentes da tecnologia 4.0 com o MBA em Ciência de Dados para o Mercado Financeiro da Faculdade XP.

Gestão 4.0: o que é e como surgiu? Veja benefícios

Se você é um gestor ou tem um negócio, conhecer sobre Gestão 4.0 é muito importante atualmente.

Explico! Por meio do gerenciamento com uso das novas tecnologias e da análise de dados será muito mais fácil para tomar decisões internas que beneficiem os consumidores de um produto/serviço.

Saiba que o aumento da automação exigirá habilidades de nível superior que resultarão em salários mais altos para os profissionais.

Leia o conteúdo na íntegra e entenda sobre o assunto. Boa leitura!

O que é Gestão 4.0?

A gestão 4.0 se trata de um modelo de gerenciamento em relação aos processos produtivos que incorpora aspectos digitais para transformação do espaço e fluxos.

Como surgiu a Gestão 4.0?

O conceito Gestão 4.0 foi instituído na 4ª revolução industrial — sendo um movimento que segue até os dias atuais, marcado pela convergência entre tecnologias digitais, físicas e biológicas.

A revolução ocorre após os três processos históricos:

  • 1ª Gestão – ritmo da produção manual à mecanizada (1760 – 1840).
  • 2ª Gestão – uso da eletricidade e manufatura em massa (1850 – 1945).
  • 3ª Gestão – chegada da eletrônica, TI e das telecomunicações (1950-2000).
  • 4ª Gestão – uso de tecnologias mais avançadas (dias atuais).

O termo “4ª revolução industrial” teve origem em programa de estratégia de alta tecnologia do governo alemão em 2011, mas só ternou popular quando o Fórum Econômico Mundial o adotou em 2016.

Em comparação com seus antecessores, essa revolução está evoluindo em um ritmo exponencial. Devido à velocidade, escopo e impacto da Indústria 4.0, existem implicações, oportunidades e riscos para as empresas e a população.

Entenda mais abaixo:

(Fonte: SESI/RS)

Quais princípios deram origem a Gestão 4.0?

A Gestão 4.0 possui princípios parecidos da gestão libertária, sendo a horizontalidade e a descentralização da gestão.

Como funciona? As decisões são feitas pela equipe e com isso, evidencia-se quais são os líderes daqueles grupos.

A liderança 4.0

A liderança 4.0 é aquela responsável pela condução dos funcionários em um ritmo ditado pelas alterações do mercado, por vezes com base em novas tecnologias.

Ao mesmo tempo, em que se lida com as transformações estratégicas e operacionais, os líderes necessitam ter bons relacionamentos com seus liderados, baseados na cultura da organização, estrutura laboral e valores do negócio.

Entenda que o fator humanização nas relações é um pilar muito relevante na liderança 4.0, bem como o desenvolvimento das habilidades de cada colaborador. O autoconhecimento, relacionamentos saudáveis e a visão também são valores muito importantes, sendo considerados para formar um líder.

Quais são as características de um líder 4.0? Para ingresso na ocupação, é preciso planejamento e desenvolvimento de uma série de características que são inerentes ao cargo. Quanto mais exigências o líder preencher, melhor serão os resultados alcançados com as equipes no setor. Confira algumas qualidades desejáveis para o perfil:

  • Ter empatia;
  • Ser flexível;
  • Ter senso de propósito;
  • Ser engajado;
  • Ser resiliente.

<Leia também: o que é e quais as vantagens da gestão por competências? />

Os 6 pilares da Gestão 4.0

Para oferecer um gerenciamento inovador que torne os processos mais eficientes, a gestão 4.0 possui pilares. Conheça-os abaixo:

  • Relacionamento com o consumidor;
  • Diversificação de canais;
  • Análise de Informações;
  • Automação;
  • Equipe de alta performance;
  • Integração dos setores.

Relacionamento com o consumidor

Nos últimos tempos ficou visível que as pessoas não estão mais comprando produtos e serviços apenar para obtê-los, mas sim após criar uma relação de intimidade com a respectiva marca.

E como usar a gestão 4.0 nisso? Se deve tornar as interações mais humanas, como se fosse uma conversa de igual para igual com o público-alvo. Outros recursos disponíveis para captar atenção são: geolocalização, elementos audiovisuais e comunicação fluída.

<Leia depois: Customer Centric: o que é e como aplicar? />

Diversificação de canais

A diversificação e a integração entre os canais de comunicação são primordiais para uma empresa. O foco aqui não é sobre quantidade, mas sim, a convergência de linguagem encontrada nas plataformas.

O alinhamento da comunicação da marca no site, redes sociais e espaço físico faz com que se tenha mais fidelização dos clientes e atendimento personalizado. Assim, aumentando a conversão das vendas.

Análise de informações

Atualmente, a nossa maior moeda de valor é a informação. O que eu quero dizer com isso? Você, como empresário, deve ter meios para coletar os dados dos seus usuários e potenciais clientes e para fazer isso, considere usar formulários, pop-ups, chatbox e outros meios.

Ao utilizar o cruzamento de informações das ferramentas acima, você pode ter ouro nas mãos. Isso porque com a extração das informações, a empresa pode ter um norte para planejamentos comerciais, institucionais e de marketing.

Automação

A automação está presente nas nossas vidas, seja para efetuar um pagamento no aplicativo do banco ou solicitar um motorista para deslocamento entre locais.

Já a automação dos processos é essencial para empresários e negócios, isso porque traz mais facilidade e organização para setores, pessoas e corporação. A prática economiza tempo também.

Equipes de alta performance

A união da automação e dos dados determina ao aumento do desempenho das pessoas.

As equipes ganham mais tempo para investir em inovação, enquanto as atividades operacionais são realizadas por máquinas e sistemas tecnológicos.

Também, ao se ter os dados do mercado e dos consumidores, é possível aprimorar a abordagem de vendas.

Integração dos setores

As tecnologias visam garantir a integração entre os mais distintos setores e áreas em uma empresa, facilitando a troca de informações. Logo, todos os colaboradores trabalham visando a mesma meta e propósito.

Quais ferramentas auxiliam na aplicação da Gestão 4.0?

Conheça as principais funcionalidades utilizadas:

  • Business Process Management SuiteBPMS;
  • Enterprise Content Management – ECM;
  • CRM Omnichannel;
  • Analytics e outros.

<Continue aprendendo: conheça o método MosCoW./>

Principais benefícios da Gestão 4.0

Agora que você entendeu que a Gestão 4.0 está dentro da transformação digital, conheça vantagens de utilização em um negócio:

  • Tomadas de decisão mais rápidas;
  • Maior alcance de lucros;
  • Escolhas mais certeiras;
  • Vantagem competitiva;
  • Melhoria na experiência do consumidor;
  • Mais integração entre gestão e equipe.

Como e quando aderir à Gestão 4.0?

O modelo de gerenciamento deve ser implementado quando uma organização não tem ainda coleta de dados e nem otimização deles. Isso porque a extração e análise dos dados traz insights valiosos.

Além disso, a digitalização dos processos é essencial. Ela irá gerar produtividade, reduzir custos, agilizar atividades e ofertar melhorias internas.

Uma gestão 4.0 de sucesso

Confira um checklist para uma implementação certeira!

 √ Mantenha o controle constante de todos os dados relevantes e necessários.

 √ Mantenha seu desempenho, escalabilidade e acessibilidade em mente ao introduzir novas ferramentas. As tendências atuais da tecnologia da informação, especialmente de acordo com SMAC (Social, mobile, Analytics, Cloud) são altamente relevantes.

 √ Use métodos ágeis de gestão e defenda sua distribuição em todo o seu negócio.

 √ Para influenciar positivamente o ambiente de trabalho, a mentalidade de um líder é essencial. Use isso como ponto de partida e forneça o poder inicial de persuasão.

 √ Conheça os funcionários e espalhe entusiasmo por meio de oportunidades de desenvolvimento profissional e treinamento.

 √ Falhe logo! Não tenha medo de cometer erros e confessar eles. Aceite o papel de pioneiro, exige coragem e o colocará à frente de seus concorrentes.


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Você irá aprender, na prática, conceitos de tecnologias emergentes e mudanças culturais, de negócio, processos e as soluções de destaque!

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Cartão CNPJ: o que é e para que serve esse documento

Você sabe o que é um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica)? Trata-se de uma numeração de oito dígitos capaz de comprovar que a sua empresa está registrada na Receita Federal.

Em linhas gerais, ele está para a pessoa jurídica, assim como o CPF está para a pessoa física. Isso significa que esse certificado ajuda a identificar e analisar a real situação de qualquer organização formalmente inscrita. 👍

Agora vamos entender o que é exatamente o Cartão CNPJ e como ele pode ser importante para o seu negócio. A seguir, nós te explicamos como funciona esse documento, porque tê-lo e como emiti-lo. 🤓

O que é o cartão CNPJ?

Uma vez que já temos claro o que é o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, vamos ao Cartão CNPJ. Este é o documento digital que reúne as informações mais relevantes de qualquer empresa registrada. Ou seja, nele contém todos os dados cadastrados na Receita Federal que identificam juridicamente uma organização.

O que contém neste cartão?

Confira abaixo as principais informações que você encontrará no seu Cartão CNPJ:

  • Número do CNPJ
  • Razão Social
  • Nome Fantasia
  • Data de abertura
  • Endereço da empresa
  • Dados de contato, telefone, e-mail
  • Situação cadastral da empresa
  • Porte da empresa
  • Atividade principal
  • CNAE (Cadastro Nacional da Atividade Econômica), objeto social da sua empresa
  • Nomes dos sócios

Para que serve o cartão CNPJ?

Mas qual será exatamente a função deste documento? Além de ser uma importante fonte de consulta das informações cadastrais do seu negócio, o cartão CNPJ também é essencial para concluir certas atividades essenciais para uma empresa.

👉 Sem ele, seria impossível realizar a abertura de uma conta corrente de pessoa jurídica, por exemplo. Também seria impossível assinar contratos ou solicitar empréstimos bancários e financiamentos.

Esse certificado também é necessário para dar andamento a atividades realizadas em conjunto com fornecedores. Por exemplo, ele é necessário para a realização de pagamentos parcelados e emissão de Nota Fiscal.

Quer saber mais? Continue lendo para conhecer as vantagens que este cartão pode oferecer.

Quais os benefícios?

Como vimos acima, o cartão CNPJ demonstra que a sua empresa está registrada formalmente e qual é a situação cadastral dela perante a Receita Federal. Isso significa que esse documento oferece credibilidade à empresa que está com tudo em dia. 🤩

Isso se reflete não apenas na relação com seus consumidores, como também diante de outras instituições importantes para se manter um negócio. Por exemplo, é possível conseguir linhas de crédito mais vantajosas em bancos através do cartão de CNPJ. Também só é permitido participar de licitações públicas quem possui o certificado.

Além disso, é possível economizar recursos 🤑. Enquanto empreendedores autônomos contribuem com 20% do salário mensal ao INSS, um sócio de empresa com CNPJ paga apenas 11% ao mês.

Vender e adquirir produtos ou serviços no valor B2B, como no mercado de atacado, também só é possível através do uso deste documento. Afinal, essa é uma prática que ocorre apenas entre empresas com CNPJ.

Por fim, outra grande vantagem que o documento oferece é a possibilidade de contratar formalmente funcionários para trabalharem na sua empresa. Tudo de acordo com a lei trabalhista, garantindo carteira registrada e férias. Para empresas que visam o crescimento, esse é um passo importante.

Cartão CNPJ e certificado MEI são a mesma coisa?

O cartão CNPJ e MEI (Microempreendedor Individual) não são a mesma coisa. Porém, essa é uma dúvida bem comum, que costuma surgir com frequência. Veja a seguir qual é a diferença entre eles:

CCMEI – Certificado de Condição do Microempreendedor Individual

Primeiramente, vamos entender o que é o MEI. Em suma, trata-se de um modelo de empresa voltado para microempreendedores autônomos. Esse formato de cadastro foi criado para facilitar as microempresas que tem o limite de faturamento de R$ 81 mil ao ano.

Ao abrir um MEI, o microempreendedor ganha então o seu próprio CNPJ. Com isso, é possível solicitar um Cartão CNPJ. 🙂

Mas o microempreendedor Individual ainda possui um outro documento específico para a categoria, chamado CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual). Ele certifica que a empresa foi aberta e está funcionando.

Ou seja, esse certificado serve como um alvará de funcionamento. Também comprova a inscrição no CNPJ e na Junta Comercial do seu Estado. Se pensarmos a fundo, o CCMEI cumpre uma função similar à que cumpriria um Contrato Social em outros modelos de negócios.

CNPJ – Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas

Já o CNPJ é o número de cadastro de uma empresa, sua identificação, conforme vimos anteriormente. Todo negócio cadastrado na Receita possui essa numeração única e exclusiva, independentemente de seu porte.

É por isso mesmo que o MEI também tem direito ao seu próprio Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, como mencionado acima.

É possível consultar e emitir o cartão CNPJ em poucos minutos no site da Receita Federal. Foto: Getty Images

Como emitir e consultar o cartão CNPJ? 🔎

É empreendedor e ainda não tem o seu cartão CNPJ? A emissão é mais simples do que você possa imaginar. É possível consultar e emitir este documento em poucos minutos no site da Receita Federal.

Basta acessar a página de consulta e digitar o número do seu CNPJ. Em seguida, clique em consultar e logo aparecerá na tela o Comprovante de Inscrição. Por fim, é só imprimir, ou salvar o cartão. Pronto, você emitiu o seu cartão! 😀

A consulta possui algum custo?

A emissão e consulta do seu cartão CNPJ é totalmente gratuita. Como vimos acima, o processo pode ser feito online em poucos minutos e a impressão dele é feita em casa. Ou seja, nada de ficar esperando pela chegada de um documento.

Quem é elegível para emitir cartão CNPJ?

Esse é um certificado disponível para qualquer empresa que possui um CNPJ, independentemente do seu tamanho ou categoria. Mas ainda assim, existem algumas limitações. Por exemplo, é proibida a emissão do certificado por:

  • Menores de 16 anos que são absolutamente incapazes;
  • Menores de 18 anos que são relativamente incapazes;
  • Pessoas que possuem incapacidade devido a vícios tóxicos;
  • Empresários falidos que não conseguiram se reabilitar;
  • Condenados a pena que estão impossibilitados a exercer cargos públicos;
  • Pessoas que foram condenadas por crimes financeiros;
  • Sujeitos e proibições de caráter constitucional;
  • Condenados a crimes contra relações de consumo e é pública.

Conclusão

Enfim, se você é empresário e ainda não adquiriu o seu Cartão CNPJ, chegou a hora! Trata-se de um processo simples, rápido e gratuito. Além disso, o documento pode trazer uma série de facilidades e benefícios que podem ser importantes para o desenvolvimento do seu negócio. 🤩

Gostou do nosso conteúdo? Se você está em busca de independência financeira nos negócios e crescimento profissional, vale ficar de olho nos conteúdos do Blog Faculdade XP. Todos os dias postamos artigos novos sobre carreira, negócios e tecnologia. Acompanhe e mantenha-se atualizado!

O que significa empréstimo consignado? Saiba tudo aqui!

Você já ouviu falar em empréstimo consignado? Sabe qual o seu significado e como diferenciá-lo dos outros tipos de concessões? 🧐

Nesse texto, nós te explicamos tudo o que você precisa saber! Confira abaixo como funciona, além dos benefícios e desvantagens dessa modalidade.

O que é empréstimo consignado?

Você já deve ter ouvido falar sobre o empréstimo consignado. Trata-se de uma das modalidades de concessão menos burocráticas e com o melhor custo benefício do mercado. Isso porque oferece taxas de juros mais baixas do que o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito.

O consignado é concedido pelos bancos e instituições financeiras em convênio com empresas ou com o Governo. Porém, ele contempla apenas públicos específicos. São eles:

  • Funcionários públicos
  • Funcionários com carteira assinada por empresas privadas
  • Aposentados e pensionistas do INSS

Em suma, um empréstimo com taxas de juros tão baixas é oferecido apenas para quem possui renda formal com folha de pagamento. Dessa forma, o banco se protege, pois garante estar emprestando dinheiro para quem recebe uma remuneração fixa. 💰

Além disso, o valor do empréstimo é descontado diretamente na folha de pagamento todos os meses. A quantia de cada parcela não pode ultrapassar 35% do total do salário mensal. Isso é o que chamamos de margem consignável. O teto do valor do salário que pode ser comprometido para pagar as mensalidades da concessão.

Mas para entender melhor, vamos ver como funciona o consignado para cada um desses públicos. 😉

Empréstimo consignado público

O empréstimo consignado público é concedido a funcionários públicos, cujas remunerações são de responsabilidade do Governo Federal.

Esse caso representa um dos menores riscos para o banco. Os servidores concursados normalmente não são demitidos ou exonerados de seus cargos. Salvo casos extremos. Ou seja, descartando o fator demissão, é pouco provável que ocorra inadimplência.

Empréstimo consignado privado

O empréstimo consignado privado é feito em parceria com uma empresa, apenas para funcionários com carteira assinada. A contratante é responsável por descontar todo mês uma parcela do empréstimo no holerite do seu colaborador.

👉 Esse modelo de empréstimo costuma ser oferecido pelo próprio RH. O setor busca por bancos com as melhores condições para facilitar o benefício aos seus funcionários.

Vale levar em consideração que em caso de demissão a dívida passa a ser responsabilidade do demissionário. Ou seja, o pagamento acontecerá através do débito em conta, ou via boletos, por exemplo.

Além disso, o benefício das taxas de juros baixas também muda. Portanto é importante entrar em contato com o banco para renegociar as condições em caso de demissão.

Empréstimo consignado INSS

Por fim, no empréstimo consignado INSS, a parcela é descontada diretamente do benefício pago mensalmente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos aposentados e pensionistas.

Esse também é um formato que oferece um risco menor para o banco, pois o pagamento depende do Governo. Isso diminui o risco de as pessoas atrasarem o pagamento ou deixarem de efetuá-lo.

Para que serve?

O empréstimo consignado é uma forma de obter um dinheiro extra para realizar algum sonho. Algo como dar entrada em uma casa própria, ou comprar um automóvel. Também pode ser uma forma de quitar alguma dívida, mas é um recurso que requer atenção e muita organização 👀.

Como fazer empréstimo consignado?

Para contratar um empréstimo consignado, basta entrar em contato com o banco, ou com o RH da sua empresa para entender as condições. É momento de avaliar muito bem

Para definir o valor de crédito possível para você e a quantidade de parcelas, o banco realizará uma análise de crédito que considera o seu score de crédito e seu comportamento financeiro. Além de documentos como RG e CPF, você precisará apresentar comprovante de renda e comprovante de residência, ambos atualizados.

Benefícios 👍

Um dos grandes benefícios do empréstimo consignado é a facilidade de se obter um. Por se tratar de uma modalidade de pouco risco para os bancos, há menos burocracia. Além disso, conforme vimos acima, o baixo risco também resulta em taxas de juros menores.

Outra grande vantagem é que essa modalidade oferece um prazo de pagamento estendido. Existem bancos que permitem realizar o pagamento em até 120 vezes!

Desvantagens 👎

O empréstimo consignado também pode ser arriscado para quem deseja. Um dos maiores problemas seria perder o emprego e ficar com uma dívida acumulada para pagar.

Conforme vimos acima, em caso de demissão, o colaborador deverá encontrar outra forma de pagar as parcelas, seja através de boletos, ou no débito automático em conta. Além disso, o banco certamente aplicará uma taxa de juros mais alta.

A boa notícia é que o trabalhador privado ainda pode usar até 10% do seu saldo do FGTS para terminar de pagar o consignado, segundo a Lei do Empréstimo Consignado.

Também é importante levar em consideração que imprevistos acontecem e gastos não planejados podem surgir a qualquer momento. 💸

Por esse motivo, o planejamento financeiro precisa estar em dia e considerar gastos surpresa. O ideal é sempre ter uma reserva de emergência para ter mais tranquilidade e lidar com esses sufocos. Caso contrário, a situação pode perder o controle e as dívidas se acumularem.

Qual a taxa de juros do empréstimo consignado?

Como vimos acima, essa modalidade oferece taxas de juros mais baixas em relação a outros tipos de empréstimos.

Para os beneficiários do INSS, a taxa de juros nominal máxima é de 2,08% ao mês para empréstimos. Já em relação ao prazo de pagamento, a negociação pode chegar a 72 meses.

Já para quem recebe ajuda do programa Auxílio Brasil, o Governo definiu um limite de juros mensais de até 3,5%.

As taxas de consignado privado podem variar de acordo com o banco e com o cenário econômico. Para checá-las e fazer uma comparação dos valores praticados pelo mercado, basta consultar o site do Banco Central.

O órgão divulga semanalmente uma tabela com as taxas de juros dos principais bancos e instituições financeiras para empréstimo consignado.

Como simular empréstimo consignado?

Hoje em dia é possível simular um empréstimo consignado nos sites das instituições que concedem esse benefício. Um exemplo fácil e prático é o Serasa Ecred, que oferece em poucos passos um panorama completo do crédito disponível. Dá para contratar em poucos cliques.

Afinal, quando vale a pena fazer empréstimo consignado?

Antes de você se comprometer a fazer um empréstimo, é importante traçar um planejamento e ser extremamente organizado para não cair em dívidas.

Por exemplo, se a sua ideia é realizar um empréstimo para pagar contas do dia a dia, provavelmente a sua saúde financeira não anda bem. Nesse caso, um empréstimo pode piorar, e muito, a situação 😓. A melhor estratégia seria iniciar uma contenção de gastos e utilizar o empréstimo como último recurso.

Mas tendo isso em mente e sendo organizado financeiramente, vale acompanhar a flutuação das taxas e aproveitar as baixas. Um cenário interessante para o empréstimo, seria investi-lo em algo que traga lucro no futuro, como um novo negócio.

Em geral, seja lá qual for o objetivo final, é extremamente importante ter clareza das suas metas financeiras antes de realizar empréstimos.

A organização do nosso dinheiro pode ser o fator chave para levar uma rotina mais tranquila e realizar sonhos. Mas são poucas as pessoas que se sentem no controle da situação de suas vidas financeiras.

Se você é uma delas, a Faculdade XP pode te ajudar! Conheça o curso O Poder do Autoconhecimento Financeiro, criado com o objetivo estimular uma reflexão sobre a nossa relação com o dinheiro e como recalcular a rota quando preciso. Clique e confira! 🤩

O que é CRM? Saiba mais sobre Customer Relationship Management

Uma dúvida comum entre as empresas que lidam com o público é como gerenciar os seus clientes e permanecer conectadas e próximas a eles, a fim de perpetuar seus negócios.

O segredo, ou a resposta para o questionamento acima, é o CRM. Esta é a sigla de Customer Relationship Management e significa, literalmente, o gerenciamento do relacionamento com o cliente. 🤝

Resumidamente, CRM é uma abordagem utilizada para fazer a gestão das interações de uma empresa com os seus stakeholders.

Quando as pessoas falam em Customer Relationship Management, geralmente, estão se referindo a um sistema de CRM.

O que é um CRM?

Basicamente, um CRM envolve uma combinação de práticas, estratégias e tecnologias que supervisionam e analisam as interações entre as empresas e os seus públicos, sejam clientes, prospects, usuários de serviços ou fornecedores.

Um sistema CRM oferece a todos – de vendas, atendimento ao cliente, desenvolvimento de negócios, recrutamento, marketing ou qualquer outra linha de negócios – uma maneira melhor de gerenciar os relacionamentos externos que levam ao sucesso.

O objetivo do Customer Relationship Management é melhorar as interações comerciais, reter clientes, expandir negócios e vendas, simplificar processos e aumentar a lucratividade.

💰 De acordo a Nucleus Research, cada dólar gasto com CRM traz um retorno de US$ 8,71. Esse ROI médio continua a aumentar à medida que os CRMs se tornam mais avançados e mais acessíveis.

Como o CRM funciona?

Um sistema de CRM é um software que compila todos os detalhes de seus clientes e prospects, como o histórico e a preferência de compras. 🕗

Essas informações ficam armazenadas em um banco organizado e fácil de usar, ao qual todos da empresa podem ter acesso. Os dados chegam a partir de várias fontes, como formulários da web, chamadas telefônicas, bate-papo ao vivo, e-mail e até mídias sociais.

O CRM ainda ajuda a identificar oportunidades de vendas, registrar problemas de serviço e gerenciar campanhas de marketing. Em suma, o sistema, além de oferecer um local centralizado e organizado para armazenar dados, fornece também uma visão completa da jornada de seus clientes junto à empresa.

Outras funções do CRM

Os sistemas de CRM estão sempre evoluindo e adicionando cada vez mais serviços. A tecnologia costuma ter ainda as seguintes funcionalidades:

  • Recursos de automação de marketing para automatizar tarefas repetitivas e aprimorar os esforços;
  • Ferramentas de automação da força de vendas que rastreiam as interações com os clientes;
  • Gerenciamento de leads, permitindo que as equipes de vendas insiram e analisem dados;
  • Automação de call center para reduzir tarefas tediosas;
  • Serviços baseados em localização, que criam campanhas de marketing com base nas localizações físicas dos clientes. Além do gerenciamento de recursos humanos para rastrear informações, avaliações e benefícios dos funcionários, entre outros.

Quando a empresa deve apostar em uma ferramenta de CRM?

O processo de gestão de relacionamento com o cliente é conduzido naturalmente pela maioria das empresas. É comum ter algum registro de comunicação com clientes, ainda que isso seja feito sem muita organização. Porém, à medida que o negócio cresce, fica cada vez mais difícil encontrar essas informações se não estiverem muito bem alocadas.

🎯 O CRM pode facilitar esse trabalho em companhias de todos os tamanhos, automatizando e direcionando a entrada de dados para um só lugar. E, consequentemente, aumentando a produtividade.

Por meio do sistema, os colaboradores conseguem saber como os clientes foram comunicados, o que e quando compraram, quanto pagaram e muito mais.

Em outras palavras: empresas que queiram manter um bom relacionamento com seus clientes precisam de uma ferramenta de CRM.

Em pequenas organizações, onde as equipes geralmente tem menos recursos, a tecnologia pode ser especialmente benéfica. O motivo é que o sistema CRM também pode automatizar fluxos de trabalho, rastrear leads de vendas, informações de funcionários e até prever comportamentos futuros de clientes. Isso tudo graças à inteligência artificial.

Tipos de empresas que se beneficiaram com um sistema CRM

Em dois tipos de empresas, o sistema de CRM é quase fundamental:

  • Empresas B2B, que rastreiam leads em ciclos de vendas consultivos mais longos e por meio de caminhos de atualização. Exemplos: empresas de software, agências ou companhias de recrutamento;
  • Empresas B2C de compra considerada. Exemplos: corretores de imóveis, serviços financeiros ou de paisagismo.

Há companhias que não se enquadram nestes grupos, mas certamente vão melhorar sua eficiência a partir da implantação de um bom sistema de CRM.

A escolha de um sistema CRM vai depender das necessidades específicas da empresa, seu tamanho e tipo de negócio. Foto: Getty Images

Como fazer a escolha do sistema de CRM?

A escolha de um sistema CRM vai depender das necessidades específicas da empresa, seu tamanho e tipo de negócio. A tecnologia pode ser oferecida como sistemas locais ou baseada em nuvem. Dessa forma, para entender qual a melhor opção para a sua empresa é importante levar em conta algumas questões:

  • Sua empresa possui suporte de TI adequado para administrar um CRM local?
  • Quais são seus requisitos de segurança, tanto de acessibilidade quanto dos próprios dados?
  • Quanta personalização você precisa?
  • O método de custo por cabeça está a seu favor?
  • Deseja integrar seu CRM com outras soluções corporativas?

O CRM em nuvem pode ser uma escolha melhor se sua empresa for relativamente pequena. Os sistemas de CRM em nuvem têm qualidades que podem aumentar muito a eficiência e tornar as operações diárias mais fáceis para o proprietário e para os funcionários.

Já em empresas maiores e mais complexas, com recursos para oferecer suporte, o CRM local pode ser uma maneira mais segura de acompanhar as informações dos clientes. Os principais fornecedores de CRM para grandes empresas incluem Salesforce, Microsoft, SAP e Oracle.

Tipos de CRM

De maneira geral, os sistemas de CRM têm ferramentas que ajudam a aumentar a receita, criar campanhas direcionadas e acompanhar KPIs. Os dados dos clientes podem ser usados ​​para vários aspectos e é importante tê-los armazenados em um sistema que funcione bem em sua empresa.

Modelos de sistemas CRM

Portanto, antes de comprar um software de CRM, uma organização deve entender as diferenças entre os principais sistemas e como determinar qual é a escolha certa. ➡️ Existem três tipos principais de sistemas CRM: Operacional, Analítico e Colaborativo.

Operacional

O CRM operacional combina todos os processos de negócios, como vendas, marketing e serviço, em um único local dentro da empresa. É a opção mais abrangente e comum. Seu objetivo principal é ajudar a simplificar tarefas, centralizar as interações e vendas com o cliente, os processos de marketing e os esforços de serviço e suporte.

Esse modelo ajuda as empresas a gerarem leads, converter leads em contatos e fornecer a infraestrutura de serviços necessária para reter clientes. Alguns exemplos são: Mailchimp e HubSpot.

😀 Dessa forma, um CRM operacional pode melhorar a eficiência organizacional, levando a processos aprimorados, coesão interna e satisfação do cliente.

No entanto, esse sistema depende da entrada adequada de dados para atingir seus objetivos. Isso pode ser um processo demorado, especialmente, para organizações de pequeno ou médio porte.

Analítico

O CRM analítico permite que as organizações entendam melhor os dados coletados sobre os clientes e suas interações com os negócios. O principal objetivo é transformar essas informações em tendências e insights ​​que a organização possa usar para melhorar a experiência do cliente. Portanto, alguns exemplos são: Salesforce CRM Analytics e Zendesk Explore.

📊 Os sistemas analíticos de CRM são excelentes para ajudar as organizações a analisar grandes quantidades de dados e desenvolver estratégias para os departamentos de vendas e marketing.

Eles também podem ser mais técnicos e difíceis de entender. E entradas inconsistentes podem distorcer os resultados. Diante disto, os sistemas de CRM analíticos são melhores para organizações de médio e grande porte que coletam grandes quantidades de dados.

Colaborativo

Um CRM colaborativo, também conhecido como CRM estratégico, permite que diferentes equipes ou áreas funcionais de uma organização compartilhem dados de clientes.

👉🏼 O resultado é que todos usam a mesma base de conhecimento sobre os clientes para tomar decisões, criando uma abordagem holística para gerenciar relacionamentos. Alguns exemplos são: Microsoft Dynamics 365 e Copper.

As ferramentas operacionais de CRM geralmente se concentram em marketing e vendas. Já os sistemas colaborativos tem como foco principal o atendimento ao cliente.

Uma ferramenta de CRM colaborativa pode ajudar a reduzir a distância entre setores distintos. Dada a natureza interdependente e colaborativa deste sistema, é essencial usá-lo corretamente. Caso contrário, a conexão entre os pontos de contato pode ser interrompida e a experiência do cliente será prejudicada.

Tipos de sistemas de CRM.

CRM Local

Como visto acima, a tecnologia de CRM pode ser oferecida como sistemas locais ou baseada em nuvem. Essencialmente, a diferença entre o software na nuvem e o software local é onde ele reside.

🖥️ O software local é instalado localmente nos computadores e servidores da sua empresa. Já o software em nuvem é hospedado no servidor do fornecedor e acessado por meio de um navegador da web.

Além da acessibilidade, há uma série de outros fatores que precisam ser considerados ao escolher o modelo que mais se adequa à sua empresa.

Vantagens do CRM Local

  • Custo total de propriedade: Como você está pagando apenas uma vez pela licença, uma solução no local pode ter um custo total de propriedade menor do que um sistema em nuvem;
  • Controle total: As plataformas de dados, hardware e software são todas suas. Você decide sobre a configuração, as atualizações e as alterações do sistema;
  • Tempo de atividade: Com sistemas locais, você não depende da conectividade com a internet ou de fatores externos para acessar seu software.

Desvantagens do CRM Local

  • Alto custo para a implementação: Os sistemas locais geralmente exigem grandes compras antecipadas, o que significa que muitas vezes são necessárias despesas de capital;
  • Responsabilidade pela manutenção: Você é responsável pela manutenção do hardware e software do servidor, backups de dados, armazenamento e recuperação de desastres. Isso pode ser um problema para empresas menores que têm orçamentos e recursos técnicos limitados;
  • Tempos de implementação mais longos: As implementações no local demoram mais devido ao tempo necessário para concluir as instalações nos servidores e em cada computador individual.

CRM na Nuvem

Esse modelo tem ganhado cada vez mais popularidade. Além de dispensar a necessidade de instalar software em dezenas de dispositivos, o CRM na nuvem permite que a empresa tenha acesso mais rápido e amplo ao banco de dados em um ambiente online seguro. ☁️

Vantagens do CRM na Nuvem

  • Acesso em qualquer lugar, a qualquer hora: É possível acessar seus aplicativos a qualquer momento por meio de um navegador da web de qualquer dispositivo;
  • Custos mais previsíveis: Os pagamentos são regulares, o que a torna uma despesa operacional. Os serviços de licença, manutenção, atualização, suporte e backups são incluídos, eliminando a necessidade de contratos anuais;
  • Não requer manutenções: Não é necessário se preocupar com a manutenção do software ou do hardware em que ele reside. Essa é uma atribuição do provedor de serviços em nuvem.
  • Segurança: Os data centers empregam medidas de segurança além da acessibilidade da maioria das empresas;
  • Implantação rápida: O software baseado em nuvem é implantado pela internet em questão de horas/dias. Diferentemente dos aplicativos locais que precisam ser instalados em um servidor físico e em cada PC ou laptop;
  • Escalabilidade: As tecnologias na nuvem oferecem maior flexibilidade. Você paga apenas pelo o que usa e pode dimensionar facilmente para atender à demanda.

Desvantagens do CRM na Nuvem

  • Conectividade: As soluções em nuvem são acessadas via internet;
  • Custos de longo prazo: Os aplicativos em nuvem podem ser mais caros ao longo do ciclo de vida do sistema, aumentando o custo total de propriedade;
  • Menos personalizável: O software em nuvem geralmente é configurável. Dependendo de como ele está hospedado, pode não ser capaz de lidar com desenvolvimentos complexos.

Por que o CRM é importante e quais seus benefícios?

Como observado ao longo do artigo, o software de CRM é uma plataforma que beneficia comerciantes e compradores. As ferramentas do sistema ajudam as empresas a cultivar relacionamentos duradouros, significativos e lucrativos. Já os clientes obtêm uma experiência personalizada e eficiente.

Ao implementar um sistema CRM, as organizações têm como principais vantagens:

  • Centralização de dados dos clientes;
  • Identificação e conversão de mais leads;
  • Alta das taxas de retenção de clientes;
  • Tomada de decisões inteligentes e orientadas por dados;
  • Automatização de tarefas;
  • Alta dos lucro.

Não por acaso, o CRM é a categoria de software de aplicativo empresarial com maior e mais rápido crescimento de acordo com a Gartner. Estima-se que os gastos mundiais com CRM atinjam US$ 114,4 bilhões até o ano de 2027, segundo a Grand View Research Inc.

Colocar o cliente no centro da estratégia é fundamental para que uma empresa cresça a longo prazo. E dominar os conceitos de armazenamento em nuvem é o primeiro passo para melhorar o gerenciamento do relacionamento com os seus clientes.

Especialistas acreditam, portanto, que o desenvolvimento mais significativo em sistemas de CRM tenha sido a migração do software local para a nuvem.

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Como investir em Bitcoin com segurança? É possível? Dicas + riscos

Bitcoin foi a primeira criptomoeda do mundo e, sem dúvidas, é a moeda virtual mais famosa da atualidade, principalmente devido à sua cotação. Mas, entre tantas dúvidas, uma das principais é: como investir em Bitcoin? Será que realmente é seguro e vale a pena?

Mesmo  aqueles que acompanham o mercado apenas de longe, já devem ter ouvido falar sobre as altas e baixas do Bitcoin. Afinal, nos últimos anos, a criptomoeda atraiu a atenção de muitas pessoas em todo o mundo. 

Muito disso se deu por conta da valorização crescente que a moeda teve em 2020, indo de US$7.300 para US$ 29.433, que fez dele um dos investimentos mais valorizados. 

Em novembro de 2021 alcançou o seu valor máximo, chegando a US$ 69 mil. Contudo, em 2022, este cenário já é diferente. 

Se você é uma delas ou está pensando em aplicar em criptomoedas para diversificar sua carteira, que tal aprender como funciona o investimento do Bitcoin?

Neste conteúdo, explicamos o que é um investimento em Bitcoin, como funciona, por que faz tanto sucesso e por onde começar. Boa leitura!

O que são criptomoedas?

As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, ou seja, não são emitidas por nenhuma instituição ou governo. Para isso, são utilizadas a blockchain e a criptografia para manter as transações seguras.

Apesar da Bitcoin ter sido criada em 2008 e ser considerada a pioneira, a história das criptomoedas vem de muito antes. 

Em 1983, David Chaum criou o ecash, uma moeda digital anônima e criptografada. Já em 1995, ele implementou a Digicash, considerada uma forma inicial da criptomoeda, que podia ser enviada a outras pessoas por um sistema digital que previa o anonimato do dono.

A história continua até que, em 2008, a Bitcoin foi criada. A partir disso, outras implementações de moedas digitais começaram a aparecer, com desenvolvimento constante e ao longo do tempo.

Hoje, novos ativos digitais continuam a aparecer, já passando de mais de 17 mil criptomoedas em circulação.

< Para saber mais, confira: Criptomoedas: quem inventou e como surgiu? />

O que é Bitcoin?

Criado por Satoshi Nakamoto, Bitcoin (BTC) é considerado a primeira criptomoeda descentralizada. Trata-se de uma moeda digital mundial que não é controlada por nenhum governo ou banco, tendo seu valor regulado pelo próprio mercado.

Para se aprofundar nessa história e conhecer a origem do Bitcoin, veja um vídeo que fizemos sobre o assunto. Aperte o play e confira:

Por que o Bitcoin faz tanto sucesso?

Um dos grandes motivos da popularidade do Bitcoin está no fato de ele ser considerado a “criptomoeda original”, já que permaneceu sendo a única durante dois anos, até que começaram a surgir outras.

Mesmo não existindo fisicamente, alguns estabelecimentos já aceitam essa moeda. Isso traz mais relevância ao investimento em Bitcoin, que já possui cotação na Bolsa de Valores.

Outra razão para o sucesso da moeda são os valores que ela alcança. Em novembro de 2021, por exemplo, a sua cotação era de US$ 67.549, muito à frente da segunda colocada, Ethereum, que era cotada em US$ 3.594.

Contudo, é exatamente por isso que é tão importante saber como investir em Bitcoin. Uma das principais características de criptoativos é a alta volatilidade, ou seja, as oscilações do mercado.

Em 7 de novembro de 2022, a moeda caiu para US$ 20.545, o que pode ser convertido para aproximadamente R$ 105.987.

Apesar da desvalorização em apenas um ano, o que assustou muitos investidores, dados do Glassnode mostram uma estabilidade nos valores, o que poderia indicar uma potencial recuperação do mercado. 

Ainda assim, é importante ter cuidado. O investimento em Bitcoin é considerado de alto risco, ou seja, não possui previsibilidade e nem garantia de rentabilidade. 

O que é um investimento em Bitcoin?

Um investimento em Bitcoin é basicamente um investimento em criptomoeda, no qual você não obtém rendimentos quando compra, mas sim quando vende. Ou seja, depende da sua valorização para gerar lucro.

Por ser uma moeda descentralizada, o Bitcoin não está atrelado a nenhuma economia estatal, o que significa que não há nenhuma regulamentação específica sobre ela. 

Em outras palavras,sua cotação é influenciada apenas pela lei da oferta e demanda e pelas expectativas do mercado em relação a notícias sobre ela. 

É por conta disso que as oscilações são tão presentes neste investimento, levando muitos a terem receio de comprar por não conseguirem prever como estarão os números no futuro. 

Mas, então, será que é possível entender como investir em Bitcoin de maneira segura? Veremos mais sobre isso a seguir.

< Leia mais: Saiba como funciona a valorização das criptomoedas e que fatores impactam a alta e a baixa />

Como funciona o investimento em Bitcoin?

De modo geral, o investimento em Bitcoin funciona da seguinte forma: você compra a criptomoeda, espera ela valorizar, e então a vende, lucrando com a diferença entre essas operações. A ideia é bem simples, concorda?

O investimento em Bitcoin não é como outros tipos de aplicações, nos quais você simplesmente deposita o seu dinheiro e espera ele render. 

No caso dessa criptomoeda, é necessário ter uma postura ativa, comprando e vendendo. Logo, seu lucro depende diretamente da valorização da moeda no ato da venda.

No entanto, este rendimento não é previsível, uma vez que, assim como outras criptomoedas, o valor do Bitcoin está sempre oscilando

Ou seja, pode ser que você compre e ele tenha uma alta no mês seguinte, gerando lucro na venda, como ele pode cair. De qualquer modo, assim como para ações, a ideia é nunca vender em baixa.

Vale lembrar que, diferentemente do mercado de ações, no qual as bolsas possuem horário de funcionamento, o mercado de criptomoedas permanece ativo 24 horas por dia o ano inteiro.

Outro aspecto importante sobre como investir em Bitcoin é que não é necessário comprar uma moeda inteira. Isso significa que é possível adquirir uma fração dela, conhecida como Satoshi, em referência ao pseudônimo utilizado pelo criador da criptomoeda.

Quando investir em Bitcoin?

Mesmo que, até então, você não soubesse como funciona o investimento do Bitcoin, é bem provável que já tenha visto notícias envolvendo a criptomoeda na mídia, geralmente nos períodos em que a moeda digital bate recordes de valorização.

Momentos como este sempre atraem a atenção de investidores iniciantes que, deslumbrados com o potencial de lucro, começam a investir sem pesquisar mais sobre. 

Contudo, isso pode ser visto como um erro. Afinal, períodos de grande alta normalmente são seguidos por quedas, frustrando os novatos no ramo.

“Mas, eu quero investir em Bitcoin. Quando devo começar?”

Como já foi mencionado anteriormente, o Bitcoin é uma moeda extremamente volátil. Ou seja, sua cotação oscila muito, tornando difícil prever a variação. 

Por essa razão, o investimento em Bitcoin é indicado para quem tem o perfil mais agressivo, ou seja, que está mais disposto a correr riscos.

O melhor que se pode fazer neste sentido, é acompanhar análises técnicas de especialistas em criptomoedas, a fim de identificar momentos oportunos para a compra.

Como investir em Bitcoin?

Basicamente, existem duas formas de investir nessa criptomoeda: a primeira delas é comprando de uma pessoa que esteja vendendo.

No entanto, se você é um investidor iniciante, talvez seja mais fácil (e até mesmo seguro) investir por meio de uma corretora que atue no mercado das criptomoedas

Aqui, vale aquelas recomendações de sempre: busque por empresas confiáveis, com mais tempo de mercado e uma boa reputação.

< Confira: Como comprar bitcoin? Vantagens e dicas especiais />

Quanto posso investir em Bitcoin?

Muitos têm dúvidas em relação ao valor mínimo para comprar investir em Bitcoin. A resposta é: depende

Cada corretora possui suas próprias taxas, incluindo um valor mínimo para depósito. Por isso, é importante pesquisar entre as principais corretoras que trabalham com Bitcoin e verificar qual se encaixa melhor no seu perfil.

Quanto a um valor máximo, aí depende exclusivamente de você, mas lembre-se: o investimento na moeda Bitcoin, como em qualquer outra, é uma aplicação de alto risco

Portanto, uma dica de ouro é: nunca invista mais do que você está disposto a perder.

Vale a pena investir em Bitcoin? É seguro?

Essas são questões muito difíceis de responder, pois há vários critérios em jogo, além, é claro, do perfil de cada investidor.

O fato de a cotação do Bitcoin alcançar valores altíssimos atrai a atenção de muitas pessoas interessadas na possibilidade de lucro. No entanto, é preciso destacar que todo investimento tem seu risco e, como você já viu, o grande problema do Bitcoin são suas oscilações.

Para saber se vale a pena investir em Bitcoin e em outras criptomoedas, e entender como esse mercado funciona, confira este vídeo completo que fizemos sobre o assunto:

Ficou claro como investir em Bitcoin?

O Bitcoin é caracterizado como um investimento de alto risco por conta de sua volatilidade. Ao fazer esse tipo de aplicação, é preciso ter clareza de que a cotação da criptomoeda pode subir muito e te render bons lucros, mas também pode cair.

Tenha em mente que se a cotação cair, você precisará ter paciência e aguardar ela voltar a subir para poder vender, do contrário, ficará no prejuízo. Ou seja, é preciso ter um coração forte e equilíbrio emocional para lidar com as incertezas do mercado.

Afinal, como diria Warren Buffett: “Se você não pode controlar suas emoções, você não pode controlar o seu dinheiro”.

A boa notícia é que você não precisa fazer isso sozinho! Há ótimas corretoras no mercado que podem ajudá-lo a investir com segurança, pois contam com times que aliam experiência e conhecimento. Esse é o caso da XP Investimentos.

Agora que você sabe como investir em Bitcoin, pode decidir se vale a pena ou não, com base no seu perfil de investidor. E para te ajudar, separamos alguns artigos relacionados ao tema para que você tire todas as suas dúvidas:

Mas se você quiser ir além, conheça o curso Criptoinvestidor: descubra como entrar na nova economia digital com as criptomoedas e aprenda a investir no ativo que mais rendeu na última década.

E o melhor de tudo: você terá aulas com verdadeiros especialistas da área, que te ensinarão como investir em criptoativos com total segurança, sabendo analisar os cenários do mercado das moedas digitais. 

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Como preparar o imposto de renda em 2023?

Se você vai declarar o imposto de renda em 2023, leia este texto até o final e saiba quais foram as mudanças já implementadas e quais ainda estão em discussão e aprovação do governo brasileiro.

A ideia é ajudar você a se adiantar e não fazer parte da maioria das pessoas que só  se prepara para a declaração nos meses de fevereiro e março.

Quanto antes aprender como preparar documentos para imposto de renda é melhor: evitam-se erros, esquecimentos e dúvidas ao longo do processo.

Continue a leitura e entenda como funciona a declaração anual, o novo cálculo do imposto de renda e outras mudanças realizadas.

Quando começa a ser preparado o imposto de renda de 2023?

O seu imposto de renda de 2023 começou a ser preparado no dia 01/01/2022, sabia? Isso mesmo, no primeiro dia do ano-calendário, enquanto o ano de 2023 é o ano de exercício.

Isso parece confuso, mas é bem simples.

O ano-calendário é o ano no qual as informações se baseiam e o ano de exercício é o ano em que você produz uma declaração. Ou seja, em 2023 você realiza a declaração do imposto de renda de 2022.

É sempre assim, o imposto de renda (IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física) tem essa forma de apresentação:

  • IR 20/21;
  • IR 19/20;
  • IR 18/19;
  • e assim por diante.

Como já se pode imaginar, o ano menor é o ano-calendário e o maior é o ano do exercício.

Portanto, o preenchimento da declaração começou no primeiro dia do ano-calendário, pois é de lá que todas as informações são fornecidas.

Por que começar cedo é importante?

Pensar cedo no seu IRFP 2023 é importante pelo fato de que todas as informações que você precisará declarar são capturadas muito tempo antes de você preencher uma declaração.

Vamos imaginar algumas hipóteses:

  • Demissão em 2021: com recebimento das verbas demissionais em janeiro de 2022. Neste caso, você precisa de um informe de tecnologia da empresa na qual você já não trabalha para completar a sua declaração;
  • Troca de carro em 2022: você precisa dos dados da venda do antigo e da compra do carro novo para lançar na sua declaração de imposto de renda de 2023. Por sinal, você guardou cópias dos recibos?;
  • Pagamentos a médicos e outros profissionais que sejam dedutíveis: você guardou os recibos? Esses pagamentos são dedutíveis apenas se você puder comprovar e tiver os dados do profissional, como o CPF ou o CNPJ. Para isso, você necessita dos comprovantes;
  • Os profissionais liberais (aqueles livres para exercer sua profissão após ter concluído a graduação ou um curso técnico) precisam se preocupar em preencher o Livro Caixa do Carnê-Leão. Assim, pode deduzir uma série de despesas referentes à sua prestação de serviços e isso deve ser feito mês a mês, com o pagamento do respectivo DARF mensal.

Por que é importante pensar cedo no Imposto de Renda 2023?

Todas as informações que você utiliza são capturadas muito tempo antes de você preencher uma declaração!

Veja mais algumas situações 

Por exemplo, no mês passado, uma cliente ligou perguntando como fazer para inscrever-se como filha na universidade.

É isso mesmo que você leu, uma forma de inscrição na universidade do seu filho pode fazer bastante diferença no seu imposto de renda!

Imagine a seguinte situação:

O filho ou filha do qual estamos falando é fruto de um casamento ou qualquer outra relação que já não existe mais. Ou seja:

  • foi feita uma separação, divórcio ou outra formalização do fim da relação em que uma das partes ficou obrigada a pagar para a outra parte uma pensão alimentícia;
  • há um rendimento sendo pago para o filho ou filha e que cai diretamente na conta corrente dele (filho). Portanto, ele fará declaração em separado.

Dessa forma, não será seu dependente.

Isso porque se você o incluir como dependente para abater das suas rendas terá que incluir os prováveis ​​que ele tem e isso vai piorar a sua situação, o aumento do seu imposto.

Isto posto, ele declara em separado e lança como despesas de educação, médicos e outras declarações dele.

Você não pode lançar para abater, porque ele não é seu dependente.

Dica: entenda o novo imposto de renda de 2023

Os contribuintes devem, diariamente, manter os olhos abertos a tudo que pode ser útil para sua declaração no próximo ano e se preocupar em coletar os dados e os comprovantes regularmente.

Se você não entende o que deve ou não ser lançado na declaração, como você vai economizar no imposto?

É por isso que é importante saber o que está ocorrendo na sua declaração de imposto de renda, seja você quem a preenche ou não.

Por exemplo, há novas regras do imposto de renda que estão valendo desde o ano passado:

  • declaração pré-preenchida: a Receita Federal disponibilizou uma solução digital para descomplicar o preenchimento do Imposto de Renda para quem possui conta no gov.br com nível ouro ou prata;
  • pix: o contribuinte pode pagar o DARF pelo pix e também receber sua restituição por essa forma de pagamento.

As novidades sobre o imposto de renda de 2023 podem ser acompanhadas pelo portal do Governo Federal. É de extrema importância que o contribuinte esteja atualizado sobre novas regras e verifique as mudanças publicadas pela Receita Federal.

As alterações costumam ser divulgadas entre os meses de janeiro e março.

Como será a nova tabela do imposto de renda?

Ainda em discussão, principalmente devido à troca de governo em 2023, a tabela do IRPF 2023 pode ser alterada com o objetivo de beneficiar mais contribuintes, principalmente os que ganham salários menores.

Afinal, a tabela do IR não é corrigida desde 2015 e está causando problemas a algumas pessoas. De acordo com uma pesquisa feita pela Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), os contribuintes perderam R$149 bilhões em 2022, com uma taxa de defasagem acumulada em 134%.

Para corrigir essa discrepância nos números, algumas medidas devem ser adotadas e o novo governo divulgará quais serão as mudanças na nova tabela de imposto de renda.

Atualmente ela está assim:

Fonte: site Receita Federal

Se quiser ver a tabela atual com todos os valores discriminados, clique aqui e confira diretamente no site da Receita Federal.

< Leia também: Como saber o valor da restituição do Imposto de Renda? Passo a passo detalhado! />

Como me preparar para o imposto de renda de 2023?

Um ótimo conselho a todos os contribuintes é: tenha em casa, em uma gaveta próxima à entrada, um envelope em que você vai escrever em letras grandes “IR 2023”.

E, tudo o que vier da rua nas suas mãos, sejam cartas com informes de rendimentos que chegarão a partir de janeiro, comprovantes de médicos, compra e venda de carros que você coleta mês a mês, guarde dentro desse envelope.

Assim, quando for a hora de preencher o formulário, você terá todas as informações centralizadas em um só local.

Quase da mesma forma pode ser feita em meio digital.

Você pode criar uma pasta no seu disco virtual, no Google Drive ou no OneDrive e ir guardando dentro desta pasta todos os comprovantes.

Dessa forma, quando a hora chegar, basta abrir a pasta virtual e começar a preencher a sua declaração.

Sabendo que a falta de comprovação documental é o maior motivo de problemas com a Receita Federal, ser organizado é a melhor coisa que um contribuinte sensato pode fazer.

E fica bem mais fácil organizar quando fazemos isso desde o começo, não é mesmo?

Quais são as ações sem imposto de renda?

Outro aspecto essencial na declaração anual é saber quais são as ações sem imposto de renda para evitar preenchê-la errado.

Entenda que, todos os rendimentos da venda de ações no mercado à vista, que valem até R$20 mil/mês e não são day trade, são isentos de impostos de renda. Assim como o recebimento de dividendos.

Entendam quais são os investimentos que são isentos do IRPF 2023:

  • poupança;
  • letra de crédito imobiliário (LCI) e de crédito do agronegócio (LCA);
  • debêntures incentivadas;
  • certificado de recebível imobiliário (CRI) e de recebível de agronegócio (CRA);
  • dividendos.

Os investimentos que possuem imposto retido são, por exemplo, títulos do Tesouro Selic, opções, ETFs, entre outros.

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O que é um robô de investimento? Quais as vantagens e os riscos?

É simples entender o que é um robô de investimento: basicamente, é um sistema que investe de forma automatizada, levando em consideração o perfil do investidor e seus objetivos financeiros.

Essa é uma tecnologia que vem crescendo cada vez mais no Brasil, sendo utilizada tanto por investidores iniciantes quanto pelos mais experientes. 

Apesar do benefício de baixos custos na operação, muitas pessoas ainda ficam em dúvida se vale a pena usar um robô de investimento ou receosos de que essa é a melhor opção.

Contudo, um estudo da Oracle mostrou que 75% dos consumidores e líderes empresariais confiam mais em robôs para gerenciar as finanças. Logo, é uma área que se mostra confiável e em plena expansão.

Mas, para responder às suas principais dúvidas, precisamos entender o que é um robô de investimento, como ele funciona e, então, conhecer alguns dos principais exemplos no mercado. Boa leitura!

O que é um robô de investimento?

Os robôs de investimento são algoritmos e softwares de uma plataforma online que funcionam seguindo uma série de normas e configurações.

Ou seja, é um programa de computador que, ao analisar o perfil do investidor, consegue estabelecer as melhores operações que podem ser feitas, sem deixar de lado os objetivos a serem alcançados.

Entender o que é robô de investimento é uma boa solução, principalmente para quem tem pouco tempo para analisar o mercado de ações, mas não quer deixar de investir. Eles efetuam a compra e a venda de ativos, com operações que trazem um maior balanceamento à carteira.

< Veja também: Como organizar sua vida para começar a investir />

Como funciona um robô de investimentos?

Agora que você já sabe o que é um robô de investimento, deve estar pensando como ele funciona, certo? 

Como falamos, os programas e softwares identificam as tendências do mercado, isto é, possuem uma função parecida com a de assessores ao indicar os riscos e as melhores opções de investimento. Mas como isso é feito?

Primeiramente, a pessoa que escolhe investir por um robô de investimento deve preencher um questionário respondendo diferentes questões. Entre elas, o nível de risco que está disposto a correr e os seus objetivos (para avaliar se investimentos de curto, médio ou longo prazo valem mais a pena).

Além disso, é importante entender que existem dois tipos de robôs de investimento.

  • Robô advisor: é um serviço de alinhamento, balanceamento e planejamento de investimentos automatizados. Funciona como se fosse um consultor, sugerindo como alocar seus recursos para ter determinado retorno dentro de um período.
  • Robô trader: como o nome sugere, atua como um trader, sendo conhecido também como algotrading (algorithmic trading). Ele negocia ativos financeiros de forma automatizada, atuando na compra e venda de ações.

O que faz um robô de investimento?

Para simplificar essas questões e entender o que é um robô de investimento, podemos analisar quais processos eles são responsáveis por fazer:

  • análise e escolha do investimento;
  • monitoramento de desempenho e dos resultados;
  • resgate de aplicações.

Em paralelo, a ferramenta é configurada de acordo com inúmeras preferências e regras estabelecidas pelo investidor, como:

Por mais que seja uma plataforma investindo seu dinheiro, para que as estratégias sejam bem-sucedidas e seguras, elas devem responder a inúmeros parâmetros em sua configuração

Essa questão já é uma resposta à pergunta se um robô trader ou advisor vale a pena, correto?

Contudo, é necessário ter atenção: mesmo o robô de investimento sendo confiável, é fundamental ter um conhecimento básico sobre o mundo dos investimentos e como funciona a bolsa de valores.

Para saber mais sobre este assunto, confira um guia que preparamos falando sobre os principais conceitos que você precisa conhecer para começar a investir na bolsa.

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

Robô de investimento é confiável? Vantagens e riscos

Mas agora que você já sabe o que é um robô de investimento, vamos falar sobre as suas principais vantagens.

O primeiro ponto a ser levantado é que, com os robôs de investimento, todo o processo é feito de forma digital, sem o contato com outras pessoas. 

Economia de tempo

Como falamos, os robôs de investimento são muito utilizados por quem não dispõe de muitas horas para ficar analisando as mudanças do mercado, para então decidir as melhores aplicações a serem feitas.

Tudo isso porque a ferramenta funciona de forma autônoma, sem precisar acompanhar tudo o que ela faz, o que nos leva ao próximo benefício.

Automatização do processo

Por serem máquinas, os robôs traders possuem uma vantagem em relação aos humanos: a rapidez

A propósito, eles permitem testar inúmeras combinações de indicadores para verificar as estratégias com maior probabilidade estatística de gerarem bons retornos.

< Veja mais: 9 principais indicadores financeiros para investimento: o que são + importância />

Segurança do investimento

Apesar de não ter garantia de lucros, como em qualquer investimento em renda variável, os robôs aumentam as chances de boas transações, especialmente por conta da ausência do fator emocional.

Ao entender o que é e como funciona o robô de investimento, vemos que ele está programado para tomar as melhores decisões baseadas no perfil, sem ser influenciado por vieses comportamentais e emocionais.

Mas, como toda estratégia em investimentos possui também seus riscos, vamos falar sobre as principais desvantagens de usar um robô.

Possibilidade de erros

Devemos lembrar que os robôs de investimentos não são perfeitos e, por dependerem que os algoritmos funcionem corretamente, além de uma boa base de dados, algumas vezes podem ocorrer investimentos que não sejam tão vantajosos.

No caso, uma boa dica é não fazer negociações manuais na mesma conta em que utilizar o robô de investimento. Isso pode levar a plataforma a realizar transações não desejadas.

Carteiras pouco arrojadas

Alguns dos robôs permitem um investimento máximo em renda variável, o que pode ser uma dificuldade no momento de diversificar a carteira. E sabemos como isso é importante para diminuir os riscos e aumentar o potencial de ganhos.

Até aqui, já abordamos o que é robô de investimento e como funciona, além de seus tipos, vantagens e riscos. Agora, vamos aos exemplos práticos!

Quais os melhores robôs de investimentos? 4 exemplos

Não adianta saber o que é robô de investimento se não falarmos sobre as principais opções que existem no mercado atualmente, certo? 

Antes, confira essa dica: provavelmente, nenhum investidor grande coloca todos seus recursos em uma única estratégia ou em um único robô. A diversificação de carteiras está aí para provar que essa é a melhor alternativa.

No caso dos robôs, a lógica é igual. Até mesmo porque, como você viu, não é recomendado fazer operações na mesma conta em que o robô atua. Essa é uma oportunidade para diversificar ou, até mesmo, ter mais de um robô de investimento.

Mas, para isso, é necessário conhecer os principais exemplos de robôs de investimentos. Confira essa lista que separamos para você.

Alkanza da Rico

Por meio de algoritmos, o Alkanza analisa quase que instantaneamente as melhores opções de investimento, de acordo com o seu perfil e objetivo como investidor.

Ele faz uma gestão com balanceamento automatizado, por um custo baixo, garantindo a diversificação na medida certa, com a segurança de investir com uma das maiores corretoras do Brasil.

Confira o passo a passo para utilizar o robô Alkanza:

  • responda algumas perguntas sobre o seu objetivo, perfil e principais metas;
  • os robôs avaliam os ativos e montam uma carteira personalizada para você;
  • em poucos cliques, você consegue implementar a sua carteira na Rico;
  • em seguida, os investimentos são realizados automaticamente.

< Leia também: Melhor corretora para iniciantes e pequenos investidores: como escolher a sua? />

SmarttBot

A SmarttBot  é uma plataforma completa para configuração, execução e acompanhamento de estratégias de investimento automatizadas. Seu foco são robôs traders, que atuam diretamente na Bolsa do Brasil, negociando qualquer ativo.

O diferencial é que, ao criar a sua conta, você pode cadastrar a sua corretora de preferência. A partir de então, basta escolher suas estratégias e os robôs começam a operar.

Algumas das principais corretoras parceiras são:

  • XP Investimentos;
  • Clear Corretora;
  • BTG Pactual;
  • Inter;
  • entre outras.

Warren

A Warren é uma empresa norte-americana que atua no Brasil desde 2016. Um de seus produtos é o robô advisor, que, assim como no exemplo da Rico, ao analisar o perfil do investidor, consegue sugerir os melhores investimentos.

Banco do Brasil

Uma das maiores instituições da América Latina e o banco mais antigo do país, o Banco do Brasil possui diferentes produtos na área de investimentos. Um dos seus principais serviços é o seu robô advisor.

O Robô Advisor BB cruza informações sobre você e seus objetivos com as tendências do mercado para te sugerir uma carteira de investimentos personalizada.

Afinal, vale a pena investir com robôs?

Agora que já falamos sobre o que é um robô de investimento, como funciona, além das principais vantagens e desvantagens de utilizá-lo, fica a dúvida: afinal, vale a pena ou não?

Tudo depende dos seus objetivos, da confiança em um trader ou corretora específica e, ainda, do tempo que você tem disponível.

Como falamos, ter um conhecimento básico sobre como funciona a bolsa de valores é fundamental para investir com segurança, mesmo com os robôs.

Por isso, é fundamental entender desde o que é robô de investimento até a dinâmica do mercado financeiro. Conhecimento nunca é demais, sobretudo quando falamos do nosso dinheiro.

Pensando nisso, a Faculdade XP dispõe da Multi+: com uma única assinatura, você tem acesso a inúmeras oportunidades. O que isso significa?

Dentro de uma plataforma digital, você consegue conferir diversos cursos, bootcamps, aulas interativas e conteúdos didáticos diferenciados, com o objetivo de ampliar seu repertório e te ajudar a fazer as melhores escolhas.

Confira alguns dos principais conteúdos!

Você não vai perder essa oportunidade, não é mesmo? Vá além de entender o que é um robô de investimentos para buscar a sua independência financeira. Seja Multi+!

Como calcular o reajuste de aluguel? Entenda esse cálculo!

Se você é inquilino ou locador de um imóvel, seja ele residencial ou comercial, precisa estar atento aos índices de reajuste do aluguel. Atualmente, tais valores são adequados seguindo dois índices: o IGP-M e o IPCA.

Para saber como calcular aumento de aluguel, é preciso observar qual dos índices está no contrato. Cada um deles irá apresentar um percentual de reajuste, portanto, é muito importante entender sobre eles.

Preparamos um conteúdo completo para te ajudar a entender qual a porcentagem de aumento de aluguel. Boa leitura!

Qual o índice do aumento de aluguel?

Atualmente, a maioria dos contratos de aluguel utiliza o Índice Geral de Preços e Mercado, o IGP-M, para o reajuste anual dos valores. Mas você sabia que ele não foi criado exclusivamente para esse interesse?

Elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1989, seu surgimento serviu como um monitor do aumento e queda dos preços de produtos e serviços. 

Foi apenas dois anos depois, com a Lei do Inquilino, que proprietários de imóveis começaram a visualizar o índice como uma boa opção para o reajuste dos valores de aluguel.

Em entrevista para a CNN Brasil, o coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, André Braz, explicou a escolha por dois motivos. São eles:

  • o IGP-M não tem envolvimento com a esfera pública, como o IPCA;
  • o resultado da variação mensal do índice é próximo ao início de cada mês.

No entanto, na década de 1990, a variação entre IGP-M e IPCA, que é o índice oficial da inflação, era próxima. Ou seja, o reajuste de aluguel era compatível com o poder de compra da população. Confira a semelhança nas tabelas abaixo:

Como calcular aumento de aluguel: Índice de preço IGP-M

Índice IGP-M em 1995

O IGP-M acumulado no ano de 1995 foi de 13,39%.

Como calcular aumento de aluguel: Índice de preço IPCA

Índice IPCA em 1995

Já o IPCA acumulado no ano de 1995 era de 20,41%.

Percebeu que, no ano de 1995, o acumulado do IGP-M foi menor do que o IPCA? Para o inquilino, isso significava que o aumento era menor que seu poder de compra, que enfrentava um ano difícil com a inflação nas alturas.

Quando a situação é inversa, IGP-M maior do que o índice IPCA, o inquilino sente mais no bolso o reajuste do aluguel. Este é o cenário, por exemplo, do ano de 2021.

< Leia mais: IPCA: o que é, como é calculado e para que serve? />

IGP-M e IPCA nos últimos anos

Até outubro de 2021 o IGP-M acumulado no ano era de 16,75% e o acumulado de 12 meses de 21,73%. Porém, em outubro de 2022, esse valor mudou para 5,57% e 6,51%, respectivamente.

Como a divulgação da Fundação Getúlio Vargas mostra, o índice IGP-M vem caindo no último ano, inclusive no mês de outubro.

Já no índice IPCA do mesmo período de 2021, o acumulado anual era de 8,9% e o de 12 meses 10,25%. Em outubro de 2022, o cenário também se alterou: 4,70% e 6,47% respectivamente.

< Você sabia que esses índices também podem influenciar nos seus investimentos? Confira o vídeo abaixo e entenda como usá-los a seu favor. Aperte o play! />

Limite do reajuste de aluguel

Observando a variação desses percentuais, você deve estar se perguntando: qual o reajuste de aluguel permitido por lei? Existe um limite para não comprometer muito a renda do inquilino? A resposta é não.

Não existe um limite máximo, nem mínimo, para quanto pode aumentar o aluguel por ano. O motivo é que os índices, tanto o IGP-M quanto o IPCA se movimentam conforme o padrão econômico e de consumo da sociedade.

Índices que compõem o IGP-M

Para saber como calcular aumento de aluguel pelo índice IGP-M, é preciso, antes de qualquer coisa, conhecer o que o compõe. O IGP-M é composto por três índices, são eles:

  • Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M);
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M).

Confira abaixo como cada um desses índices influencia o IGP-M.

< Para saber mais, confira: O que é o Índice IGP-M? Como ele funciona e como afeta a sua vida financeira? />

IPA-M

O Índice de Preços ao Produtor Amplo é o mais importante para verificar as variações do IGP-M. O motivo é que ele representa 60% da totalidade do principal índice de aluguel.

O IPA-M registra as variações de preços entre produtores e indústria. Ou seja, antes de chegar no consumidor final. Os setores que ele abrange são o agronegócio e o industrial.

IPC-M

Este é o segundo mais importante índice incluso no IGP-M. Ele representa 30% do todo. O IPC-M calcula a variação dos preços de bens e serviços utilizados por famílias com renda entre um e 33 salários mínimos mensais.

Os produtos e serviços analisados estão inclusos em oito grupos:

  • alimentação;
  • habitação;
  • vestuário;
  • saúde e cuidados pessoais;
  • educação, leitura e recreação;
  • transportes;
  • despesas diversas;
  • comunicação.

Sua funcionalidade é bem parecida com a do índice IPCA, no entanto, a abrangência do IPC-M é bem menor.

INCC-M

O último é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). Ele representa 10% da composição total do IGP-M.

Seu objetivo é registrar a variação de preços nos produtos necessários para a construção de moradias.

Como o IGP-M é calculado?

Como você viu, o IGP-M caiu consideravelmente durante o último ano e a explicação está na queda destes outros índices. 

Mas como esse cálculo é feito? O IGP-M é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da FGV. A instituição considera os preços de diversos itens de consumo e é feita uma média entre os três índices indicados anteriormente.

< Leia também: Custo de vida: definição e por que calculá-lo />

Reajuste de aluguel com IGP-M

Até aqui, você já entendeu que o principal índice de aluguel é o IGP-M e que ele é composto por outros três índices. Mas, afinal, como calcular o reajuste do aluguel?

Para realizar o cálculo corretamente, é preciso conferir a data de aniversário do contrato do aluguel. Por exemplo, se você alugou uma casa por R$ 1.000 no dia 15 de outubro de 2021, o valor reajustado será cobrado a partir do dia 15 de outubro de 2022.

O percentual do índice para o reajuste deverá ser o acumulado de 12 meses. Pegando o exemplo acima, o IGP-M acumulado do período é de 6,51%. Portanto, o cálculo deverá ser feito em cima dele.

Para o resultado dar certo, você precisará fazer a conversão do percentual para número decimal. Confira abaixo a fórmula para saber como calcular o aumento de aluguel:

Valor aluguel x (1 + percentual do índice) = Valor do aluguel a ser pago

Então, considerando o exemplo acima:

R$ 1.000 x (1 + 0,0651) = 1.000 x 1,0651 = 1.065,10

O valor que você passará a pagar no aluguel será de R$ 1.065,10. 

Aliás, vale lembrar que não há um limite para quanto pode aumentar o aluguel por ano. Então, é muito importante estar atento às variações do índice para realizar o cálculo de aumento de aluguel.

Para um comparativo, o reajuste referente ao período de outubro de 2020 a 2021 (ou seja, um ano antes) seria muito diferente, porque o índice IGP-M acumulado do período foi de 21,73%. Neste caso, o valor final seria de R$ 1.217,30, isto é, R$ 152,20 a mais do que um ano depois.

IPCA ou IGP-M: mudança na Lei?

Em abril de 2021, um deputado federal propôs o Projeto de Lei (PL) 1026/21. A proposta seria que o reajuste do aluguel (residencial e comercial) não poderia ser superior à inflação do país. 

Ou seja, deveria ser calculado pelo IPCA, alterando a Lei 8.245/91 (que não define o índice a ser utilizado, dependendo apenas do contrato estabelecido). Contudo, ainda aguarda votação na Câmara.

Mas, como você viu, o índice IGP-M teve uma queda considerável nos últimos anos. Atualmente, ele está muito próximo ao IPCA acumulado de 12 meses, que é de 6,47%. 

Além disso, como nas imagens do início do conteúdo mostram, em 1995, o IPCA era muito mais elevado, por conta da alta inflação. Apesar de quase 30 anos desde então, isso indica como a escolha por um índice no contrato do aluguel pode fazer toda a diferença.

Reajuste de aluguel com IPCA

Agora que você já sabe como calcular o reajuste pelo IGP-M, veja qual a porcentagem de aumento de aluguel pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Ele é monitorado pelo IBGE e é o índice oficial da inflação no país.

Assim como o IGP-M, o IPCA é medido todo mês, mas abrange uma maior parcela populacional. Entretanto, por não ter uma data certa para a divulgação dos resultados, este índice acaba não sendo tão escolhido pelos proprietários.

Como você viu pela Proposta de Lei, o IPCA estava se mostrando mais vantajoso para os inquilinos, pois a porcentagem de aumento era menor do que o IGP-M. Mas o cenário já não é mais o mesmo de um ano atrás, como veremos a seguir.

A fórmula para calcular o reajuste de aluguel pelo IPCA é a mesma que a anterior. Veja, neste caso, como fica, seguindo o mesmo exemplo anterior (R$ 1.000 de aluguel no período de outubro de 2021 a outubro de 2022), com o IPCA em outubro de 2022 a 6,47%.

R$ 1.000 x (1 + 0.1067) = 1.000 x 1,0647 = 1.064,70

No caso, o inquilino teria que pagar R$ 1.064,70 com o reajuste. Considerando o cálculo de 2020 a 2021, em que o IPCA estava em 10,67%, o valor seria de R$ 1.106,70, ou seja R$ 42,00 a mais do que um ano depois.

Comparativo IPCA e IGP-M nos últimos anos

Como você viu, o reajuste de aluguel pode mudar muito de um ano para o outro por conta dos índices IPCA e IGP-M. Para ficar mais claro, veja uma comparação nos últimos anos:

ÍndicePeríodoAcumulado 12 mesesReajuste (R$ 1.000)
IGP-Mout./20 – out./2121,73%R$ 1.217,30
IGP-Mout./21 – out./226,51%R$ 1.065,10
IPCAout./20 – out./2110,67%R$ 1.106,70
IPCAout./21 – out./226,47%R$ 1.064,70


Em negrito, temos os dados referentes a esse ano (de outubro de 2021 a outubro de 2022). Repare que, para este ano, a diferença no reajuste do aluguel entre o IGP-M e o IPCA é de R$ 0,40. Já em 2021, era de R$ 110,60.

Deu para perceber como a mudança dos índices (que deve estar determinado no contrato), assim como os seus percentuais, pode mudar o reajuste do aluguel, certo?

Efeitos dos índices na sua vida

Por essa razão é tão importante conhecer os principais indicadores que regem a nossa economia. Como você viu, eles têm impacto direto na sua vida, assim como terá também nos investimentos.

Entre IGP-M e IPCA, existem vantagens e desvantagens tanto para o locador quanto para o inquilino. É preciso entender o momento para não perder bons inquilinos que não conseguirão pagar um aumento de aluguel de mais de 20%, como era o cenário há um ano, por exemplo.

Agora que sabe como calcular aumento de aluguel, o que acha de aprender sobre outros assuntos que impactam na sua renda? Por sinal, já deu para entender a importância desses temas, não é?

A Faculdade XP tem como objetivo auxiliar as pessoas a entenderem desde os conceitos básicos de educação financeira até aos melhores investimentos. Confira estes cursos e veja como a transformação virá ao entender melhor o seu dinheiro!

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E o melhor: assinando a plataforma Multi+, você terá acesso a esses e dezenas de outros cursos que podem agregar ainda mais ao seu aprendizado, dos primeiros passos na educação financeira até o mundo dos investimentos. Aproveite a oportunidade e seja Multi+!

O que é private equity? Tudo o que você precisa saber

Se você buscasse “o que é private equity” na internet há alguns anos, considerando a opção como caminho para investir, possivelmente encerraria as buscas com alguma frustração. 

Isso porque, historicamente, o modelo de investimento era tido como elitista, sobretudo por ser restrito aos detentores de grandes patrimônios. 

Contudo, com o passar dos anos, o cenário começou a mudar. Caminhamos para a democratização dos investimentos; e o surgimento de fundos de private equity com valores um pouco mais acessíveis é prova disto. 

Embora ainda demande o cumprimento de algumas condições específicas, investir em private equity (ou seja, destinar recursos a empresas já consolidadas no mercado) vem se tornando um tema de interesse para mais investidores. 

Você talvez faça parte deste grupo? Vamos, então, falar sobre investimentos private equity e os caminhos do produto no mercado? Boa leitura!

O que é private equity?

Private equity é o nome dado ao investimento em empresas já consolidadas no mercado, normalmente de grande porte. 

A grande diferença está no fato de que as cotas de private equity são compostas quase exclusivamente por ações de empresas de capital fechado, isto é, que não estão listadas na bolsa de valores.

Neste caso, detentores de capital destinam parte deste dinheiro para incentivar o desenvolvimento destes negócios, seja em um processo de expansão, lançamento de novo projeto ou criação de novas linhas de trabalho. 

Fundos de private equity

Os fundos de private equity surgiram nos Estados Unidos nos anos 1980. Eles têm o funcionamento semelhante ao de um fundo de investimentos convencional. 

Ou seja, a aquisição de cotas é feita por investidores interessados em estimular o crescimento de empresas que já apresentam potencial de desenvolvimento. Falaremos mais sobre isso a seguir.

Neste cenário, os cotistas de fundos de private equity costumam adotar uma postura ativa de gestão. O que isso significa?

Que compartilham sua expertise em administração de negócios, mediam relações com instituições financeiras, fazem renegociações de dívidas e gerenciam outros processos administrativo-financeiros, se assim desejarem.  

Então, por representarem um investimento com foco em expansão e desenvolvimento de um negócio já consolidado, os aportes em private equity são considerados de longo prazo, com duração estimada de 10 anos. 

Private equity e venture capital: quais as diferenças? 

Se você já pesquisou o que é fundo de private equity, certamente já se deparou com outra expressão popular no mercado de investimentos em empresas: venture capital

Mas será que estamos falando de conceitos sinônimos? A resposta é não. O que difere um private equity de um venture capital é, principalmente, o estágio de maturidade da empresa que recebe o aporte

Na primeira, como pontuado, o negócio é maduro, com visão expansionista ou de reestruturação. Em contrapartida, um venture capital busca investir em negócios em fase inicial, como startups e empresas recém-criadas. 

Considerando a alta taxa de mortalidade das startups no Brasil, entende-se que o investimento no modelo venture capital seja ainda mais arriscado. 

Entretanto, apesar de terem como alvo empresas em diferentes estágios, ambas as aplicações têm uma característica em comum: a participação ativa de seus investidores, no sentido de unir forças para desenvolver a empresa escolhida.

Além disso, outra diferença é que os ativos de venture capital são mais focados no setor de tecnologia, enquanto os fundos de private equity estão presentes em maior diversidade de setores.

< Leia mais em: O que é venture capital e como funciona? />

Outras categorias

Além do venture capital, considerado um segmento de private equity, há uma terceira segmentação possível. 

Ela também está relacionada ao estágio de maturidade da empresa aportada, e é considerada uma movimentação de altíssimo risco. Estamos falando de seed capital

Em essência, quem investe na modalidade seed capital destina recursos para um negócio ainda em fase de estruturação. Em outras palavras, trata-se de uma empresa que não “saiu do papel”. 

O próprio nome seed capital tem, como tradução, “capital semente”, e ajuda a entender a natureza deste tipo de aporte.

Afinal, assim como um empreendimento embrionário pode despontar como uma “startup unicórnio”, há a chance de falhar e converter os investimentos em prejuízos. 

Ainda assim, há empresas que receberam investimento seed money e, atualmente, estão bem consolidadas. Os dois principais exemplos disso são o Uber, em 2010, e o Nubank, em 2013.

< Quer saber mais? Confira: Seed money: saiba como funciona esse investimento />

Em todo caso, é fundamental ter cuidado, afinal, esses são grandes cases de sucesso. Se você, investidor, considera destinar recursos para estimular o lançamento de um novo negócio, deve considerar o fator risco-retorno envolvido na decisão. 

Quem investe em private equity? 

Como mencionado no início deste artigo, por muitos anos, o investimento em private equity foi restrito a uma parcela muito específica da sociedade. 

Isso porque o aporte em empresas já consolidadas e de capital fechado exige um elevado volume financeiro, o que torna a participação no investimento “exclusiva” a grandes empresários. 

Em geral, investidores qualificados devem ter, no mínimo, R$ 1 milhão investidos. Já os profissionais devem ter 10 milhões investidos.

Não por acaso, é comum que os cotistas da modalidade recebam convites das próprias empresas para fazê-lo, não sendo possível, em muitos casos, sequer acessar a oferta sem receber o convite. 

Contudo, o cenário mostra-se diferente atualmente. Mas por que isso mudou? 

Nesta reportagem do Estadão, uma representante da B3 afirma que 42% dos IPOs (ofertas públicas iniciais) de 2021 foram de empresas com investimentos por fundos de private equity ou venture capital. 

Isso mostra a relevância que estes fundos têm para o mercado de capitais, pois são eles que permitem às companhias crescerem e se estabelecerem.

E, agora que você já sabe o que é private equity, é o momento de entender como funcionam estes fundos. Confira.

< Indicação de leitura: IPO: o que é, como funciona e mais />

Fundos de private equity: democratização do investimento?

Os fundos de private equity surgem como uma possibilidade de democratização deste investimento. Neste caso, o investimento é feito de maneira coletiva. Para entender melhor, precisamos conceitualizar o que são fundos de investimentos.

O que são fundos de investimento?

Basicamente, os fundos de investimento são uma modalidade de aplicações em grupo. Nela, são reunidos recursos de vários investidores que repassam as decisões de investimentos para profissionais especializados (gestores ou administradores). 

Então, eles funcionam como uma espécie de condomínio. Aqui, cada integrante adquire uma cota (o equivalente a um apartamento) e paga uma mensalidade para a administração, seguindo as regras determinadas.

Dessa maneira, os recursos de várias pessoas formam o patrimônio do fundo, que é aplicado em conjunto pelo gestor. 

Como funcionam os fundos em private equity?

No caso dos fundos em private equity, o valor das cotas ainda costuma ser elevado. 

Porém, a segmentação das ações disponíveis em pequenas partes facilita o acesso aos investidores que não têm grande expressividade no mercado. Por conta disso, dificilmente seriam convidados a participar de uma equity no formato convencional. 

Para você ter uma ideia do funcionamento de fundos de private equity, elaboramos uma breve descrição das etapas básicas de negociação. 

  • Contato entre a empresa ou pessoa com interesse em fazer o aporte e a organização que oferece as cotas.
  • O potencial investidor avalia as características do negócio, têm acesso a relatórios e análises de performance e confirma se há potencial de crescimento.
  • O investidor tem acesso ao valor da companhia e das cotas a ele oferecidas. Nesta etapa, pode acontecer uma negociação entre as partes interessadas.
  • A partir da aprovação das condições, firma-se um contrato de investimentos que prevê formalmente a aquisição da(s) cota(s) do fundo de private equity. 
  • Cabe ao investidor acompanhar a gestão da empresa e participar, conforme sua expertise, ajustando-a às demandas do mercado em busca de valorização.
  • Ao fim do período de investimento, o fundo negocia as ações da empresa, revertendo o lucro para os cotistas. 

Ainda assim, os fundos em private equity podem ser acessados apenas por investidores qualificados e investidores profissionais. Os valores de investimento passam, por vezes, da casa dos milhões de reais. Como falado, é inacessível para muitas pessoas, certo?

Por outro lado, a proposta da  XP Investimentos é, exatamente, democratizar este tipo de investimento. O que isso significa? Que valores consideravelmente mais acessíveis são propostos como cotas.

E lembre-se: trata-se de um investimento de alto risco, logo, não há garantia de retorno. Mas, agora que você sabe o que é private equity e caso decida realizar esse aporte, é fundamental escolher um bom gestor do fundo e saber como ele montou seu time.

Essas são dicas de Chu Kong, acionista da XP em private equity, com mais de 20 anos de liderança no setor. Para conferir outros insights, veja este vídeo:

Quais os principais exemplos de private equity?

Finalmente, você sabe o que é private equity e os caminhos para investir em empresas consolidadas e com potencial de crescimento. 

Nessa linha, que tal conhecer alguns casos de empresas populares no Brasil e que já receberam aportes nesta modalidade? 

A Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) possui uma coletânea digital e gratuita. Nela, é possível conferir esses dois primeiros exemplos de empresas private equity no Brasil. 

Grupo São Francisco

O GSF é um dos maiores grupos de saúde do país, com 70 anos de história e mais de 100 unidades próprias, em diferentes estados. Estava em busca de um investidor minoritário para auxiliar na rentabilidade do negócio. 

Esse investimento veio da Gavea e, com menos de 3 anos, a companhia mais do que dobrou sua receita e aumentou em, aproximadamente, 40% a sua margem EBITDA.

Burger King Brasil

O BK Brasil foi lançado em 2011, como master franqueado, por meio de uma joint venture (associação de sociedades) da Burger King Corp. (BKC) e pelo equity brasileiro Vinci Partners. 

O que começou com apenas 100 restaurantes franqueados, seis anos depois já apresentava um grande crescimento: em dezembro de 2017, o IPO do BK Brasil movimentou R$ 2,2 bilhões na Bovespa. 

Atualmente, a marca tem quase 800 restaurantes espalhados pelo país (sendo apenas 30% franqueados) e mais de 18 mil funcionários que atendem cerca de 150 milhões de clientes por ano.

XP Investimentos

O primeiro aporte de capital na empresa foi feito por meio da Actis, Fundo de Private Equity da Coroa Britânica, em 2010, quando comprou uma participação minoritária (vendida completamente em 2016). 

Como diz Guilherme Benchimol, fundador e presidente: “Chu Kong foi o primeiro investidor a realmente enxergar valor na XP”

Atualmente, a XP Investimentos é uma das maiores empresas de investimento independente do país, com mais de 1,5 milhão de clientes.

Como uma das maneiras de diversificar seu portfólio de produtos, a instituição focou em estratégias para além da renda fixa. Um bom exemplo disso são os fundos de private equity, um projeto que é liderado pelo próprio Chu Kong. 

< Você pode ver mais neste conteúdo: Investindo em criação de valor: Indo a Fundo no Outliers com a XP Private Equity />

Mais opções de investimentos? 

Agora que você já sabe o que é private equity, que tal dar um passo além e construir uma carteira de investimentos diversificada? Buscar informações sobre diferentes produtos e aplicações é o primeiro passo. 

Aliás, diversificar a carteira é a principal maneira de manter seus investimentos mais seguros, não dependendo de um único ativo para ter sucesso. Mas, para isso, sempre é importante investir em conhecimento. Conheça os principais cursos da Faculdade XP que podem ajudar:

  • O Beabá Financeiro: não sabe por onde começar a estudar educação financeira? Então, esse beabá é para você! Aprenda o básico neste curso de Educação Financeira para Iniciantes. Tenha uma visão sobre juros, inflação, taxa Selic e comece a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.
  • Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco: aprenda como funciona o universo da renda fixa e como aproveitá-la a seu favor na hora de investir. Saiba o motivo pelo qual você deve abandonar a poupança e obter retornos melhores em um investimento que é tão seguro quanto. 
  • Introdução ao Universo de Trading: conceitos básicos: aprenda os principais conceitos do mercado de ações. Entenda, com especialistas, as diferentes análises, modalidades operacionais e estratégias de trading que vão alavancar seus investimentos financeiros.

E o melhor de tudo: acessando o Multi+, você tem acesso a esses e dezenas de outros cursos, com os maiores experts da área e certificação digital da Faculdade XP. Do aprendizado prático às melhores oportunidades! Seja Multi+.

*Créditos da imagem de capa: Erol Ahmed em Unsplash