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Investimentos seguros e rentáveis: quais são os 5 melhores?

Já se perguntou se existe um investimento seguro e rentável? Essa dúvida é bem comum para quem quer fazer seu dinheiro render, mas não deseja enfrentar a volatilidade e a imprevisibilidade do mercado.

A boa notícia é que existem várias formas de investimentos seguros e que podem oferecer boas rentabilidades, como a renda fixa. Não é à toa que a aplicação nessa modalidade voltou a subir no segundo semestre de 2022.

De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a renda fixa representa 61,3% dos investimentos feitos por brasileiros.

Há vários tipos para conhecer e escolher em qual aplicar. Quer saber quais são os principais? Então confira este artigo e descubra as cinco melhores opções para você começar a investir hoje mesmo!

Quais os 5 investimentos mais seguros e rentáveis?  

1. Tesouro Direto 

Uma das principais opções de investimento seguro e rentável é o Tesouro Direto. Ele foi criado em 2002 com o intuito de permitir que pessoas físicas pudessem adquirir papéis do governo.

O funcionamento do Tesouro Direto é bem simples: pessoas comuns emprestam dinheiro para o Governo Federal e esse valor é devolvido, com juros, dentro de uma data acordada.

As principais vantagens dessa modalidade de investimento são:

  • segurança, pois o dinheiro é emprestado ao governo, portanto há garantia de recebimento;
  • bom rendimento, que é maior que o da poupança;
  • é possível investir com pouco, já que existem títulos a partir de R$ 30;
  • tem liquidez diária uma vez que é possível resgatar o dinheiro a qualquer momento.

Quando se fala de rentabilidade, existem três tipos de títulos do Tesouro Direto disponíveis:

  • prefixados: é possível saber quanto será o rendimento final pois a taxa é fixa;
  • pós-fixados: os ganhos são vinculados a algum tipo de indexador. É possível que eles não ofereçam o retorno esperado, pois o valor muda de acordo com o indexador utilizado. Porém, ele tem chances de ofertar um rendimento maior;
  • híbridos: parte do valor é fixo e a outra parte é calculada por um indexador.

< Aprenda mais: Como funciona a poupança? Descubra o rendimento e se vale a pena manter o seu dinheiro lá />

2. Certificado de Depósito Bancário

Outra possibilidade para quem procura um investimento mais seguro e rentável é o Certificado de Depósito Bancário, conhecido popularmente pela sigla CDB.

“Mas o que é isso e por que ele é considerado um investimento seguro e rentável?”

Bem, em primeiro lugar, o CDB é um tipo de empréstimo em que pessoas físicas fazem a uma instituição financeira com a promessa de receber o valor aplicado acrescido de juros depois de um determinado período acordado com contrato.

Ele é considerado seguro, especialmente por ser coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Isso significa que, caso o banco declare falência, o investidor poderá reaver o valor que foi aplicado, contanto que ele esteja dentro do limite de R$250 mil por CPF e instituição financeira.

Os CDBs também são bastante atraentes em questão de rentabilidade. É preciso, no entanto, ter em mente que, quanto maior é a promessa de rendimento, maiores são os riscos da operação não ser frutífera.

Por isso, é importante avaliar bem a situação e os seus objetivos antes de começar qualquer investimento do tipo.

3. Letras de Crédito

Outro tipo de investimento seguro e rentável são as Letras de Crédito. Basicamente, existem dois tipos: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

As duas funcionam de maneira bem semelhante: um investidor faz um empréstimo a uma instituição financeira e recebe o valor aplicado com juros. A diferença está no que esse dinheiro será investido: no mercado imobiliário para as LCIs e no agronegócio para as LCAs.

Esse tipo de aplicação é protegida pelo FGC. Portanto, é considerada bastante segura. Quando adquirida na modalidade prefixada, é possível saber exatamente o quanto você receberá na hora de fechar o negócio. Ótimo, não é mesmo?

As Letras de Crédito podem oferecer uma rentabilidade um pouco maior caso sejam pós-fixadas, mas os riscos também aumentam, viu? Por isso, avalie com cuidado o indexador utilizado para verificar se o investimento valerá a pena.

4. Letras de Câmbio 

Quando se pensa em “qual o investimento mais rentável e seguro”, outro tipo que não poderia ficar de fora são as Letras de Câmbio ou LCs. Elas são aplicações de renda fixa, por isso são consideradas estáveis.

Essa modalidade de investimento funciona a partir de empréstimos a uma instituição financeira. Em troca, o investidor recebe o valor aplicado acrescido de juros.

A taxa de rendimento das LCs costuma ser maior do que os outros tipos já citados neste artigo. Porém, isso também significa que elas costumam oferecer um pouco mais de risco.

No entanto, nada que faça com que sejam consideradas um investimento arrojado, uma vez que são protegidas pelo FGC.

Elas podem ainda serem incluídas em três modalidades de rentabilidade:

  • prefixada;
  • pós-fixada;
  • híbrida.

Quer aprender mais sobre renda fixa? Então confira este vídeo no canal da Faculdade XP e veja como começar a investir nesse setor! É só apertar o play!

5. Letra Hipotecária

Por último, existem as Letras Hipotecárias (LHs), que também são investimentos mais rentáveis de renda fixa protegidos pelo FGC. Portanto, são considerados seguros.

Elas funcionam de maneira semelhante às Letras de Crédito. A diferença é que o dinheiro é voltado para hipotecas.

O rendimento das LHs pode ser prefixado ou pós-fixado. Na segunda opção, há, inclusive, a possibilidade desse investimento render mais.

Porém, é preciso saber que os riscos de não ganhar o que era esperado também são maiores. Isso porque as LHs são calculadas em cima de um indexador, que pode ser IPCA, CDI ou vários outros.

O que torna um investimento seguro e rentável?

Afinal, como investir meu dinheiro de forma segura?”, pode ser uma dúvida que ficou após analisar as opções que separamos. Mas, calma que nós vamos explicar!

Para que um investimento seja classificado como seguro e rentável é preciso que ele tenha baixo risco ao mesmo tempo que ofereça oportunidade de ganhos.

Isso significa que as chances de perder o capital aplicado são quase nulas e que você tem a possibilidade de sair ganhando no final.

Por esse motivo, a renda fixa é a melhor resposta para a pergunta: qual é o investimento mais seguro.

Nela, é possível ter uma ideia de quanto será o rendimento final. Além disso, há uma proteção maior contra as flutuações do mercado e é coberta pelo FGC.

Mesmo nos casos em que a instituição na qual o investimento foi realizado quebre e vá à falência, o investidor tem a garantia de que receberá de volta o valor aplicado. Desde que ele seja inferior a R$250 mil.

Gostou de ver que existem várias opções disponíveis para quem procura um investimento seguro e rentável? Se você ficou interessado em conhecer melhor cada uma das modalidades, não perca tempo e comece a estudar sobre elas!

Como investir meu dinheiro de forma segura?

Quanto mais cedo investir, mais dinheiro conseguirá obter ao longo dos anos. Mas, como fazer isso sem entender nada sobre o mercado financeiro? Nós temos a solução perfeita.

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Hadoop ou Spark: qual ferramenta utilizar na era dos dados?

Estamos vivendo a grande era dos dados. Por isso, é importante  contar com ferramentas como a Hadoop ou Spark, utilizadas para preparar, processar, gerenciar e analisar grandes conjuntos de dados.

Há pouco tempo, nosso cotidiano era marcado por grandezas que giravam em torno de gigabytes (109 bytes) e terabytes (1012 bytes). Nos dias atuais, as grandezas estão na escala dos petabytes (1015 bytes) e, por que não, na escala dos exabytes (1018 bytes).

Um importante estudo realizado pela IDC – International Data Corporation apontou que a quantidade total de dados no mundo em 2012 era de 2,8 Zettabytes (1021 bytes) e que em 2020 esse total de dados chegaria a 40 zettabytes. O estudo previu que, a partir de 2012, a quantidade de dados total iria dobrar a cada dois anos.

O Universo Digital: crescimento dos dados em 50 vezes, do início de 2010 até o fim de 2020. Fonte: IDC – Dezembro de 2012.

Diante desse grande volume de dados, como utilizar toda essa informação disponível para orientar os negócios, por exemplo? É o que veremos a seguir. 

A importância de ferramentas de big data

Ainda de acordo com a IDC, estimava-se que em 2012, 25% dos dados totais eram úteis para processamento Big Data e que em 2020 esse percentual chegaria a 33%. No entanto, dos 25% de dados úteis, apenas 3% eram classificados e 0,5% efetivamente analisados. 

Nesse sentido, o estudo previu que até 2020 esse percentual de dados classificados e analisados aumentasse consideravelmente, conforme apresentado no gráfico abaixo, de Oportunidades do Big Data.

Oportunidades do Big Data. Fonte: IDC – Dezembro de 2012

< Aprenda com este outro artigo: Ciência de Dados – conheça a profissão do futuro />

O que significa, na prática, se mais dados pudessem ser classificados e analisados?

Bem, o aumento da quantidade de dados classificados e analisados pode resultar em valiosas informações para a tomada de decisão em diversas áreas da sociedade. O processo de análise dessa grande quantidade de dados é encarado como uma grande oportunidade e desafio para os especialistas da área. 

Isso porque essas análises exigem volumosos investimentos em infraestrutura computacional, ferramentas e recursos humanos especializados. 

Mas, essa evolução tem um lado positivo. Ainda segundo a IDC, o custo de cada gigabyte teria uma redução de preço saindo de $2 (dois dólares) em 2012 para $0.20 (vinte centavos de dólar) em 2020, conforme apresentado no gráfico abaixo. Essa queda de preços contribui diretamente para o aumento da quantidade de dados classificados e analisados.

Queda do custo e aumento do investimento. Fonte: IDC – Dezembro de 2012

Os investimentos necessários para transformar toda essa grande quantidade de dados em informação e conhecimento inevitavelmente passará pela pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de processamento distribuído, principalmente por meio de software frameworks, que facilitam o trabalho dos desenvolvedores de software. 

Essas ferramentas já realizam automaticamente a distribuição do processamento, permitindo que os desenvolvedores mantenham o foco no que realmente importa: o negócio. Diante dessa necessidade surgiram diversas ferramentas de big data (frameworks) para processamento distribuído, como Apache Hadoop ou Spark.

Veremos mais sobre o sistema Hadoop e a tecnologia Spark na sequência. 

< Leia também: Bootstrap – como usar e para o que serve esse framework? />

Hadoop ou Spark? Conheça cada uma delas

Antes de respondermos essa pergunta, vamos apresentar cada um desses frameworks. Você verá com mais detalhes, abaixo, as características tanto do sistema Hadoop quanto da tecnologia Spark. 

Tecnologia Hadoop

A tecnologia hadoop foi criada em 2007 baseado no modelo MapReduce (um modelo de programação para processamento paralelo de grandes volumes de dados distribuídos em clusters). 

O objetivo do Hadoop na prática era ser uma ferramenta escalável e tolerante a falhas. Nela, os dados são tratados como pares chave/valor (Key/Value) e processados por meio de duas funções principais, Map e Reduce. 

Mesmo possuindo algumas deficiências, como a dificuldade de lidar com algoritmos iterativos, devido a necessidade de gravação dos dados em disco a cada iteração, o Hadoop reinou por muito tempo como o framework mais utilizado para processamento Big Data. 

Grandes empresas em todo o mundo obtiveram bons resultados com o Hadoop na prática, devido ao seu sistema de arquivos distribuídos (HDFS) e outros sistemas que compõem seu ecossistema, tais como HBase, Hive, Pig e Mahout. 

Apesar de apresentar bons resultados de tempo de execução, consumo de recursos e escalabilidade, com o tempo observou-se que a ferramenta apresentava uma deficiência crucial, que era o excesso de gravações de dados no disco. 

Essa característica acrescentava tempo considerável (overhead) às aplicações interativas, referentes à leitura e à gravação em disco a cada iteração do algoritmo.

Tecnologia Spark 

Com o objetivo de ser mais uma opção de framework distribuído, tolerante a falhas e escalável, surgiu em 2010 o  Apache Spark, com o propósito de ser uma ferramenta com capacidade de manipular grandes massas de dados em memória. O sistema é também mais eficiente que o modelo MapReduce para aplicações executando em disco. 

Em alguns testes realizados, o Spark alcançou números impressionantes ao produzir resultados até 100 vezes mais rápidos que o Hadoop, para algumas aplicações específicas. 

O Spark surgiu para suprir a principal deficiência do modelo MapReduce e da ferramenta Hadoop, apresentando-se como uma importante alternativa para solução de problemas que exigem a implementação de algoritmos iterativos.

Entretanto, o Spark tem a característica de usar muita memória RAM para o processamento e armazenamento de dados intermediários das iterações do algoritmo. Caso não exista memória suficiente disponível, o Spark começará a utilizar o disco para armazenamento e funcionará de maneira 

O Apache Spark vai substituir o Hadoop?

Como vimos, o Hadoop é uma estrutura de processamento de dados paralelo que tem sido tradicionalmente usada para executar tarefas de mapeamento/redução. Esses são trabalhos de longa duração que levam minutos ou horas para serem concluídos.

Já o Spark foi projetado para ser executado em cima do Hadoop e é uma alternativa ao modelo tradicional de mapeamento/redução em lote que pode ser usado para processamento de dados de fluxo em tempo real e consultas interativas rápidas que terminam em segundos. Portanto, o Hadoop suporta tanto o mapa/redução tradicional quanto o Spark.

Para responder a pergunta deste tópico, devemos olhar para o Hadoop como uma estrutura de propósito geral que suporta vários modelos e devemos olhar para o Spark como uma alternativa ao Hadoop MapReduce em vez de um substituto para o Hadoop.

Preciso aprender o Hadoop primeiro para aprender o Apache Spark?

Não, você não precisa aprender Hadoop para aprender Spark. Spark foi um projeto independente. 

Mas, depois do YARN (que fornece gestão de recursos para os processos que estão sendo executados no Hadoop) e do Hadoop 2.0, o Spark se tornou popular porque este pode ser executado em cima do HDFS (sistema escalável baseado em Java que armazena dados em diversas máquinas, sem organização prévia) junto com outros componentes do Hadoop. 

Assim, o Spark se tornou outro mecanismo de processamento de dados no ecossistema Hadoop e é bom para todas as empresas e comunidades, pois fornece mais capacidade para o Hadoop.

Para os desenvolvedores, quase não há sobreposição entre os dois. Hadoop é uma estrutura na qual você escreve o trabalho MapReduce herdando classes Java. Spark é uma biblioteca que permite computação paralela por meio de chamadas de função.

Para os operadores que executam um cluster, há uma sobreposição de habilidades gerais, como configuração de monitoramento e implantação de código.

Hadoop ou Spark: qual é a melhor?

Finalmente, chegamos à grande pergunta por trás de toda essa história – qual a melhor opção: Hadoop ou Spark? 

Para responder essa questão, devemos analisar algumas variáveis, como o problema a ser trabalhado, a experiência do desenvolvedor em lidar com as ferramentas e, principalmente, os recursos computacionais disponíveis. 

Se o conjunto de máquinas (cluster) que vai ser utilizado possui muita memória RAM disponível e o algoritmo a ser implementado tem a característica de ser iterativo, talvez o Spark seja a melhor solução. 

Por outro lado, se a quantidade de memória RAM no cluster é pequena e o algoritmo não tem a característica de interatividade, a melhor solução pode ser ainda o bom e velho Hadoop

Tudo isso ainda dependerá da experiência do desenvolvedor em lidar com cada um dos frameworks, pois essa questão sempre afeta o tempo de desenvolvimento das soluções.

Hadoop ou Spark: qual escolher?
Conclusão

O Spark surgiu como uma alternativa viável ao Hadoop. Entretanto, necessita de grandes quantidades de memória RAM para o seu efetivo funcionamento. 

O Hadoop ainda é muito utilizado e se apresenta como uma boa solução para uma grande quantidade de aplicações de diversos tamanhos e características. 

Cabe ao desenvolvedor e ao administrador de sistemas Big Data avaliarem cada uma das variáveis acima e decidir pelo uso do framework que mais se adequa ao problema a ser resolvido e ao orçamento que será destinado.

Agora que você já sabe o que ponderar na hora de escolher entre hadoop ou spark, é importante estar atualizado e se especializar nessa área para se manter relevante e ser um profissional procurado no mercado de trabalho. A Faculdade XP ajuda você nisso! 

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Engenharia reversa de banco dados de BI e a alta performance da equipe

Muitos bancos de dados de BI possuem um crescimento orgânico que não permite a modelagem correta, acarretando um banco enorme sem uma documentação necessária para a implementação dos relatórios, como a de engenharia reversa de banco de dados.

A documentação da modelagem física ou dos processos do banco de dados é vital para manter a alta performance das equipes e a vantagem competitiva da empresa. Ela é feita por meio da engenharia reversa de banco de dados a fim de evitar que o conhecimento sobre o sistema se perca durante o crescimento corporativo ou a troca de profissionais.

A partir do momento que a organização se desenvolve, a complexidade do banco de dados cresce exponencialmente. A quantidade de tabelas se torna incontável. Principalmente, quando há um alto turnover da equipe de BI.

Com esse alto turnover, perde-se o bem mais valioso para as empresas: o conhecimento. Sem as pessoas que conhecem bem a estrutura das tabelas, não há como ter os workshops de treinamento, manutenção e atualização do banco. Por isso é fundamental documentar a estrutura, as operações e suas respectivas funções.

Para que você não passe por esse problema, continue a leitura até o final e aprenda o que é engenharia reversa, como ela funciona e como fazer uma de modo adequado.

O que é engenharia reversa?

A engenharia reversa é um processo de análise de um sistema, objeto ou dispositivo (banco de dados, peça de uma máquina, uma máquina etc) que busca entender como é o seu funcionamento analisando estruturas, funções e operações. Ou seja, refaz todo o desenvolvimento até o seu projeto inicial.

Um ótimo exemplo do que é engenharia reversa é a desmontagem de uma máquina para analisar suas peças e tecnologia e descobrir como ela funciona.

Se a engenharia tradicional funciona no esquema planejamento > análise > projeto > construção, a reversa trabalha com construção > projeto > análise.

Quando aplicada para o banco de dados, ela é definida como a atividade de refazer toda a parte do desenvolvimento com uso de metodologias para retornar ao projeto inicial a partir do projeto físico atual.

A engenharia reversa de banco de dados é então um documento que mapeia as propriedades do banco para fornecer um modelo físico que facilite o entendimento sobre ele.

< Leia também: Especialista em bancos de dados: o que faz e como se tornar um? />

Como funciona a engenharia reversa em banco de dados?

O desenvolvimento dos repositórios de dados, como Big Data, ODS e Data Mart, é normalmente incremental. Isto é, o seu crescimento é orgânico porque acompanha a evolução da empresa e as diversas mudanças durante os anos, como alteração do planejamento estratégico e turnover da equipe de BI.

Essas mudanças podem prejudicar a transmissão de conhecimento da estrutura do repositório de dados de BI. Por isso é importante investir na engenharia reversa de banco de dados para assegurar que nenhum conhecimento seja perdido.

A complexidade do processo de ETL, modelagem dos dados e as constantes melhorias no processo de BI fazem com que, muitas vezes, essa documentação seja deixada de lado e a passagem de conhecimento ocorra por meio de workshops periódicos ou simplesmente com a velha conversa.

Porém, como sabemos, os bancos de dados de BI possuem centenas de tabelas, muitas vezes sem Foreign Key e sem respeitarem a 3FN. Com isso, há alta redundância de informações. Em alguns casos, existem até tabelas resumo de relatórios, em que os dados já são preparados para a apresentação.

Então, como iniciar essa engenharia reversa sem apresentar uma teia de aranha do seu modelo? Veja a seguir!

< Continue aprendendo: ETL: descubra o seu significado e como é aplicado />

Como fazer a engenharia reversa de banco de dados?

A utilização de ferramentas adequadas que facilitam a engenharia reversa também é importante nesse processo. Fazer tudo à mão e com prazo determinado, torna humanamente impossível manter a qualidade desejada.

Por isso, nossa primeira dica de como fazer engenharia reversa de banco de dados de BI é: procure no mercado as ferramentas apropriadas para a modelagem física e com uma potente funcionalidade de engenharia reversa.

Confira abaixo mais algumas dicas para não prejudicar a manutenção ou futuras atualizações do seu banco de dados.

  1. Segregue os assuntos dentro do seu banco de dados: dessa forma, você enxerga o relacionamento entre as tabelas e consegue trabalhar com minimodelos.
  2. Identifique as tabelas corporativas: as tabelas de cadastros que são utilizadas em diversos minimodelos, como tabelas de clientes, produtos, fornecedores etc.
  3. Aproveite a modelagem para identificar melhorias no seu processo de ETL e fazer a documentação do ETL, incluindo tabela de origem, transformação realizada e tabela de destino.
  4. Por último, não deixe essa documentação morrer. A atualização do documento de engenharia reversa de banco de dados deve ser constante. Isso é o que a mantém viva e útil para a sua equipe e para os novos integrantes.

Convencer a gerência ou diretoria que você deve “gastar” o seu tempo com documentação é outro desafio desse processo. Na maioria das vezes, o trabalho é feito para clientes externos e ter um tempo para “arrumar a casa” é praticamente impossível.

Mas, então, como conquistar a permissão dos gestores e líderes da empresa? Uma boa apresentação dos resultados atuais e dos esperados é essencial para conseguir esse aval de sua gerência. Então prepare uma boa apresentação e boa sorte!

Como aprender sobre banco de dados?

Se você está iniciando no mercado ou deseja mudar de profissão para se tornar um profissional voltado ao trabalho com banco de dados, é essencial investir em especializações de alta qualidade que forneçam conteúdo teórico e prático, aplicado ao dia a dia das grandes corporações.

Para facilitar o acesso a cursos qualificados, a Faculdade XP oferece uma plataforma completa com mais de 40 opções de Bootcamps, aulas interativas, Imersões Internacionais com referências mundiais e tradução simultânea e oportunidade de se candidatar a várias vagas de TI.

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Como comprar ações americanas? Confira 3 alternativas para investir fora do país

Aprender como investir em ações americanas é um passo decisivo para quem deseja internacionalizar parte de seus recursos, a fim de aproveitar as oportunidades que as bolsas estadunidenses têm a oferecer.

Quem já investe no mercado brasileiro sabe quão vantajoso é construir uma carteira diversificada, pois além do alto potencial de rendimento, a diversificação ajuda a reduzir riscos. 

As bolsas dos EUA estão repletas de oportunidades. Por isso, saber como comprar ações americanas pode ser muito útil, uma vez que esse mercado conta com empresas de renome, capazes de gerar alta rentabilidade aos investidores. 

E, ao contrário do que muitos pensam, investir em companhias internacionais não é uma exclusividade de quem tem muita grana.

Hoje em dia, é possível aplicar em ações dos EUA por meio da bolsa brasileira, sem precisar abrir contas internacionais ou fazer câmbio. Ou seja, investir em ações de empresas americanas é menos burocrático do que se imagina.

Se você tem interesse em expandir suas aplicações para fora do Brasil, chegou o momento de aprender como fazer isso!

Neste post, explicamos como investir em ações americanas e o que você precisa saber antes de entrar neste mercado. Além disso, apresentamos três opções de aplicações, bem como suas vantagens e desvantagens. Continue conosco!

Por que investir em ações de companhias americanas?

As bolsas de valores dos Estados Unidos são compostas por algumas das maiores multinacionais do mundo. Entre elas, há nomes como: Apple, Microsoft, Facebook, Google, Netflix, ExxonMobil, Boeing, General Motors, e muitos outros.

Ou seja, é o sonho de muitos investidores se associar a players fortes como esses.

Além do mais, a economia americana é uma das mais sólidas do mercado, devido à força da moeda do país. Assim, o dólar possibilita proteção contra crises e instabilidades que ocorram em países menores, como o Brasil.

Outro ponto relevante, é que a cultura do investimento americano não surgiu de repente. Desde o fim do século XVIII, os maiores investidores do mundo aplicam seus recursos por lá, consolidando a potência do país e de seu sistema capitalista.

O que é importante saber antes de investir em ações de empresas dos EUA?

Todos sabemos que os Estados Unidos são, atualmente, a maior economia do planeta. Com duas das maiores bolsas de valores do mundo, NYSE (New York Stock Exchange) e NASDAQ (National Association of Securities Dealers Automated Quotations), o país atrai a atenção e interesse de investidores de toda parte.

Contudo, investir em ações americanas, como você deve imaginar, envolve particularidades. Portanto, embora seja visto como um mercado de grandes oportunidades, é importante tomar alguns cuidados para aplicar com segurança.

Ações negociadas em dólar

O primeiro ponto a ser destacado é que, originalmente, essas ações são negociadas em dólar, diretamente nas bolsas americanas.

Contudo, há formas de investir em ações de empresas dos EUA daqui mesmo, do Brasil, utilizando nossa moeda. Isso é feito por meio de aplicações como ETFs e BDRs, os quais abordaremos com mais detalhes adiante.

De qualquer forma, ainda estamos falando do mercado americano, ou seja, papéis cotados em dólar. Assim, se tais ações sofrem uma queda, o impacto para quem investe em real tende a ser maior do que quando aplicamos em empresas brasileiras. Em contrapartida, quando estão em alta, tendem a gerar mais lucro.

Necessidade de acompanhar o mercado americano

Outro ponto básico, mas que precisa ser mencionado, é que, assim como você acompanha o mercado brasileiro para investir em ações nacionais, para comprar ações de empresas americanas, deve ficar de olho no mercado norte-americano.

Aliás, esse é um ponto vital para quem deseja investir com segurança em qualquer tipo de ativo.

Exposição à volatilidade do mercado financeiro

Além dos pontos já listados, é importante não se deixar levar apenas pela fama internacional de empresas como Netflix, Facebook, Tesla, Apple e outras.

Embora sejam nomes de destaque no cenário mundial, essas companhias também estão expostas à volatilidade do mercado. Portanto, fique ligado!

< Leia também: Como investir em dólar no Brasil: 5 principais formas />

Como investir em ações americanas? 3 principais alternativas

Para investir no exterior, é importante aprender como comprar ações na bolsa americana ou descobrir outras maneiras de aplicar nesses papéis.

A seguir, apresentamos três formas de investir em ações de empresas estadunidenses, considerando seus prós e contras, rentabilidade e aportes. Analise cada uma das opções, a fim de escolher a que faz mais sentido para o seu perfil.

1. ETFs

Os ETFs, ou Exchange Traded Funds, são fundos de índices que acompanham as altas e baixas de grupos de empresas listadas em um mercado exclusivo.

Existem ETFs que correspondem a índices de bolsas americanas, como é o caso do IVVB11, negociado pela XP Investimentos. Este título replica o índice S&P 500, que representa as 500 maiores empresas listadas na Bolsa dos Estados Unidos.

Outros exemplos de ETFs atrelados a índices norte-americanos, são: 

  • Dow Jones;
  • NASDAQ 100;
  • NASDAQ Composite.

Ao aplicar nesses títulos, o cotista se expõe ao mercado estadunidense de forma indireta.

Vantagens de investir em ETFs

  • esses títulos são negociados diretamente na bolsa brasileira, o que significa que você não precisa abrir conta em uma corretora internacional. Além disso, sua compra e venda é realizada em real;
  • é uma opção para quem deseja diversificar a carteira de investimentos;
  • oferece proteção contra risco cambial, uma vez que as ações americanas são cotadas em dólar;
  • os aportes iniciais são baixos, permitindo que o investidor aplique valores mínimos.

Desvantagens de investir em ETFs

  • períodos de oscilação na economia americana interferem no rendimentos dos ETFs;
  • não há isenção do Imposto de Renda, como em outros ativos da bolsa de valores;
  • os lucros são reinvestidos nas empresas que integram o índice, portanto, não existem dividendos.

2. BDRs

BDR (Brazilian Depositary Receipts) ou Certificado de Depósito de Valores Mobiliários, são títulos emitidos no Brasil, que representam ações de empresas estrangeiras.

Esses certificados estão atrelados aos títulos originais. Ou seja, ao adquirir um BDR de uma empresa dos EUA, é como se você estivesse investindo em ações na bolsa americana, só que de forma indireta. Ficou claro?

Até meados de 2020, esses ativos só podiam ser adquiridos por investidores qualificados, isto é, por aqueles que dispusessem de mais de R$1 milhão para aplicar. Contudo, nos últimos anos houveram mudanças na forma como são negociados. Desde então, esses títulos se tornaram acessíveis para qualquer investidor.

Vantagens de investir em BDRs

  • as negociações são realizadas em reais, diretamente na B3, ou seja, sem conversão de valores em dólares;
  • é possível comprar e vender ou ativos sem precisar abrir conta em corretoras internacionais;
  • contribui para a diversificação da carteira de investimentos;
  • as taxas e encargos cobrados são os mesmos para papéis de empresas nacionais.

Desvantagens de investir em BDRs

  • a instituição responsável pela emissão do BDR cobra uma taxa sobre os dividendos da empresa;
  • esse tipo de ativo costuma apresentar baixa liquidez;
  • por se tratar de uma cota de um ativo lastreado em ações americanas, e não uma ação da empresa propriamente dita, o investidor não é considerado um acionista, já que o papel é emitido pela instituição depositária.

< Leia também: Empresas estrangeiras para investir: como escolher as melhores? />

3. Corretoras americanas

Outra possibilidade para quem deseja saber como investir em ações americanas é comprar os títulos por meio de corretoras que operam nos Estados Unidos.

Contudo, é importante ter em mente que esse processo tende a ser mais burocrático e envolve custos extras

Como comprar ações na bolsa estadunidense?

O primeiro passo para poder comprar e vender ações nas bolsas dos EUA é abrir uma conta em uma corretora internacional.

Após isso, você deve transferir o dinheiro que deseja investir para esta nova conta, ou seja, para fora do país, o que envolve uma taxa de câmbio. Só aí você poderá começar a operar na bolsa americana.

Vantagens de investir em corretoras americanas

  • ativos com alto rendimento e negociados em dólar;
  • dividendos pagos ao investidor sem a cobrança de taxa da mediadora;
  • diferentemente do que ocorre nos BDRs, aqui o investidor se torna acionista da companhia;
  • ampla variedade de ações cotadas nas bolsas dos EUA.

Desvantagens de investir em corretoras americanas

  • necessidade de realizar aportes altos;
  • tarifas sobre o envio de recursos a corretoras estrangeiras;
  • existe uma burocracia que compromete a relação entre corretoras e clientes, já que nem todas aceitam investidores ou contas bancárias estrangeiras. Nesses casos, é necessário que o investidor solicite uma permissão do Governo Americano.

< Talvez você também se interesse por este post: Como investir em euro sem sair do Brasil? 7 aplicações na moeda estrangeira />

Que tal se tornar especialista em investimentos no exterior?

Agora que você sabe como investir em ações americanas, tem mais três opções para diversificar sua carteira, explorando novos mercados ao investir em ativos estrangeiros. Contudo, preparação nunca é demais, concorda?

Se o seu objetivo é entrar de cabeça no mercado americano, construindo uma carteira que rentabilize em dólar, é importante continuar aprendendo.

E nós temos a oportunidade perfeita para você se tornar um Especialista em Investimentos no Exterior: Encontre Oportunidades Fora do Brasil.

Este curso vai te ajudar a entender como funciona o mercado de renda fixa norte-americano, revelando as oportunidades de investimento para quem deseja compor uma carteira diversificada neste mercado sólido e rentável.

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Gostou deste conteúdo? Que tal compartilhar com seus amigos e familiares? Assim, todos ficam por dentro de como investir em ações na bolsa americana, e podem aproveitar as oportunidades que o mercado estadunidense oferece.

IOF regressivo: o que é? Como ele é calculado e como garantir a isenção?

IOF é a sigla para Imposto sobre Operações Financeiras. Trata-se de um tributo federal que incide sobre movimentações monetárias. Quando se trata de investimentos, temos o IOF regressivo, que significa que sua alíquota diminui conforme o tempo que o dinheiro permanece aplicado.

Entender como esse tributo funciona e aprender a usar a tabela regressiva de IOF para investimentos, pode te ajudar a evitar surpresas desagradáveis ao resgatar aplicações de curto prazo, ainda mais sabendo que o Brasil está entre os países que mais pagam imposto no mundo.

É isso mesmo! De acordo com o Estudo Sobre os Dias trabalhados para Pagar Tributos, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em 2021, o brasileiro teve que trabalhar um total de 149 dias apenas para pagar impostos, que correspondem a cerca de 40,82% da renda média no país.

Tendo isso em vista, qualquer alívio é bem-vindo, concorda?

Por isso, neste post explicamos o que é IOF regressivo, como ele funciona, de que forma é calculado e cobrado sobre seus investimentos. 

Além disso, mostramos a tabela regressiva de IOF na renda fixa, e revelamos como conseguir a isenção deste tributo. Afinal, já pagamos muitos impostos, não é mesmo?

O que é IOF?

IOF é a sigla para Imposto sobre Operações Financeiras. Trata-se de um tributo federal que incide sobre diversos tipos de movimentações monetárias que realizamos diariamente.

Entender como esse imposto é cobrado é importante, uma vez que ele impacta sua vida financeira, englobando o uso do crédito rotativo do cartão, compras internacionais e, até mesmo, a rentabilidade dos seus investimentos.

Quer um exemplo? Quando você usa seu cartão de crédito para compras do dia a dia, não precisa se preocupar com essa taxa, porém, ao comprar em moeda estrangeira, você paga 6,38% de IOF.

< Talvez você também se interesse por este post: Como calcular a rentabilidade de um investimento na prática? />

Qual é a função do IOF?

Mais do que simplesmente arrecadar recursos para o Governo, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem como função regular a economia, funcionando como um termômetro, que mede o estado da oferta e demanda de crédito no país.

Para isso, cobra-se uma taxa proporcional ao valor movimentado em cada operação financeira sobre a qual incide o imposto. Assim, quanto maior é a arrecadação em determinado período, maior é o número de movimentações financeiras realizadas.

Quem deve pagar IOF e que tipo de operações estão sujeitas à cobrança?

Tanto pessoas físicas quanto jurídicas estão sujeitas a pagar este imposto, que é cobrado em operações como crédito, empréstimos, seguros e câmbio.

Na tabela abaixo você confere a alíquota do IOF referente a cada tipo de operação:

Tabela de cobrança da alíquota do IOF
Tabela de cobrança da alíquota do IOF. Fonte: XP Investimentos

Para calcular o valor do imposto sobre uma operação financeira, basta multiplicar o valor movimentado pela alíquota do IOF referente a operação realizada.

Por exemplo: digamos que você compre um celular de R$ 2.000 em outro país utilizando cartão de crédito. Multiplicando 2.000 por 0,0638 — que é a alíquota referente a esse tipo de operação — descobrimos que terá de pagar R$ 127,60 de IOF.

Além disso, há incidência do tributo sobre alguns tipos de investimentos quando resgatados antes de um período de 30 dias.

Por exemplo, nessas condições, você pagará IOF em alguns fundos de investimentos e títulos de renda fixa, como: CDB, LF (Letra Financeira) e LC (Letra de Câmbio).

Vale destacar que o percentual do imposto varia de acordo com o tipo de transação e, no caso de investimentos, o IOF é cobrado sobre o rendimento, e não sobre o valor aplicado, sendo sempre proporcional ao lucro obtido.

< Leia também: Melhor investimento para renda mensal: 5 aplicações para quem quer viver de renda />

O que é IOF regressivo?

Quando se trata de aplicações financeiras, temos o IOF regressivo, que significa que este imposto diminui conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado.

Assim, nos resgates efetuados no primeiro dia da aplicação, a alíquota é de 96% sobre os lucros. No segundo dia, ela cai para 93% e segue diminuindo, até o 30º dia, a partir do qual não há mais cobrança.

Como é feita a cobrança do IOF em investimentos?

O primeiro ponto a ser destacado é que o IOF é regressivo, e é cobrado apenas sobre os rendimentos resgatados dentro do período de 30 dias após a aplicação. 

Tabela regressiva de IOF sobre aplicações financeiras na renda fixa

Para ficar mais claro como essa cobrança funciona na renda fixa, temos a tabela regressiva de IOF sobre aplicações financeiras como o CDB, Tesouro Direto, LC (Letras de Câmbio), entre outros.

Confira abaixo a tabela regressiva do IOF:

tabela regressiva do IOF
Tabela regressiva do IOF sobre aplicações financeiras. Fonte: XP Investimentos

Perceba que a alíquota, que inicia em 96%, vai diminuindo gradualmente ao longo do tempo, até chegar em zero, no 30º dia, o que significa que o investidor não precisa mais pagar IOF para fazer o resgate de seus recursos.

Ou seja, quanto maior o tempo de aplicação, menor é a tributação sobre seus rendimentos.

“Mas, como faço para calcular a cobrança do IOF sobre um investimento?”

É muito simples!

Digamos que você tenha investido um valor x em um CDB, e que, após 19 dias, a aplicação tenha rendido um total de R$ 70. Na sequência, você optou por fazer o resgate.

De acordo com a tabela regressiva do IOF sobre aplicação financeira, você terá de pagar uma taxa correspondente a 36% do rendimento que obteve no período, ou seja, R$ 25,20.

< Você também pode se interessar por este post: Como montar uma carteira de renda fixa? 3 dicas para lucrar />

O que fazer para não pagar IOF sobre investimentos?

Para ter isenção de IOF em investimentos nos quais o tributo é cobrado, basta aguardar 30 dias após a aplicação para efetuar o resgate. Assim, você aproveitará o benefício do IOF regressivo, que zera o imposto depois deste período.

Outra opção é montar uma carteira com investimentos isentos de IOF, sempre levando em conta seus objetivos e perfil de risco.

Alguns exemplos de aplicações nas quais não há incidência do tributo, são:

  • ações;
  • caderneta de poupança;
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário);
  • LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio).

Agora que você já tem uma ideia de como conseguir a isenção do IOF em seus investimentos, que tal aprender a diversificar a sua carteira? Confira as dicas da nossa especialista, Clara Sodré, no vídeo abaixo:

Que tal iniciar uma jornada de transformação financeira hoje mesmo?

Um dos pontos mais importantes da educação financeira é aprender a lidar com o dinheiro, e isso inclui saber para onde ele vai, seja em forma de consumo, investimentos ou tributos.

Compreender o funcionamento do IOF regressivo é um bom exemplo de situação em que você pode economizar e aumentar a rentabilidade de suas aplicações.

Com uma boa estratégia, é possível garantir a isenção do imposto ou optar por aportes em ativos nos quais ele não incide, como é o caso das ações.

Agora, se o seu objetivo é ir além, e mudar a forma como você se relaciona com o dinheiro, nós temos o que você procura. Conheça os cursos que vão te abrir os caminhos da riqueza:

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É hora de se preparar para a nova economia digital. Não perca esta oportunidade!

E se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos e familiares que ainda não sabem o que é IOF regressivo nos investimentos. Assim, todos ficam informados e aprendem como economizar ao garantir a isenção deste tributo.

O que é armazenamento all flash? Como fazer a migração correta?

Cada vez mais se vê a migração dos storages híbridos, convencionais, para ambientes de armazenamento all flash, que oferecem alta performance com custo competitivo e grandes inovações ao mercado.

Devido ao crescimento exponencial da geração de dados no mundo, que alcançou 40 trilhões de gigabytes em 2020, diversos fabricantes de equipamentos de armazenamento buscaram diferentes formas de aumentar a densidade de dados entregues.

Foram realizadas melhorias na forma como os dados são gravados nos discos magnéticos, os famosos HDs, na arquitetura ou no software. No software, o aprimoramento baseou-se em dois conceitos:

  • scale up: incremento de mais capacidade (memória, disco, CPU etc) em um mesmo equipamento;
  • scale out: mais moderno, diz respeito à capacidade de usar diversos equipamentos diferentes, trabalhando e disponibilizando recursos como se fossem um único dispositivo.

Logo, podemos concluir que a capacidade de armazenamento de dados já foi resolvida. Os fabricantes de equipamentos de storage investiram em soluções com preços competitivos e permitiram que as empresas guardassem informações na grandeza dos petabytes (PB).

Além disso, há ainda as opções de serviços em nuvem com sua capacidade virtualmente ilimitada de armazenamento. Mas, diante de tantas possibilidades, por que investir no armazenamento all flash? Como fazer uma migração para esse tipo de storage? 

Continue a leitura e aprenda!

O que é armazenamento all flash?

O armazenamento all flash é um equipamento de armazenamento de dados em larga escala, baseado apenas em memória flash. Esse dispositivo possui um alto desempenho, fornecendo gravação e acesso rápidos a informações, com análises de dados em tempo real, e menor custo com energia elétrica e refrigeração.

As soluções de armazenamento em larga escala representam uma solução à demanda cada vez maior das organizações de conhecerem seus clientes, seu público-alvo, suas características comportamentais, suas necessidades e seus problemas. 

Conhecimento é poder. Todos nós já ouvimos essa frase, que é repetida desde os primórdios da civilização. Hoje, ela é mais verdadeira do que nunca! A maior prova disso é o valor de mercado das principais empresas de tecnologia, como Google, Facebook e Amazon, cujo principal ativo é o conhecimento das pessoas e seus comportamentos.

A maior demanda pelo conhecimento de clientes e consumidores em todo o mundo gerou a criação de ferramentas de analytics, como machine learning e deep learning, que consomem uma quantidade gigantesca de dados e buscam cruzamentos inalcançáveis pela pura análise humana.

Mas, as análises feitas por elas possuem um tempo de resposta maior do que o necessário para manter a vantagem competitiva de empresas. Logo, a preocupação gerada tornou-se o desempenho dos dispositivos de armazenamento.

< Leia mais: Descubra como iniciar a sua carreira na Área de Dados />

Vantagens do armazenamento all flash

Antigamente, os equipamentos de armazenamento utilizavam apenas discos mecânicos, de maior densidade, e, consequentemente, mais baratos e de baixo desempenho. Depois, foram desenvolvidos os equipamentos híbridos, que combinavam discos mecânicos e magnéticos (tecnologias convencionais de HD com SSD).

Hoje, a solução aplicada são os equipamentos de armazenamento All Flash Array (AFA) ou storages que usam apenas os discos magnéticos. Esses dispositivos entregam um desempenho superior, tanto em quantidade de operações por segundo, os famosos IOPS e Throughput, quanto, e principalmente, uma latência de resposta extremamente baixa.

Veja mais vantagens de implementar o flash local storage na sua empresa:

  • otimização da densidade com melhor uso do espaço físico;
  • redução de custos corporativos com manutenção, consumo de energia, refrigeração, espaço etc;
  • melhor performance devido aos algoritmos avançados que permitem cargas intensas e crescimento de infraestrutura;
  • operações mais simples e rápidas que promovem a automatização da definição da infraestrutura de TI (provisionamento) e a proteção global de dados;
  • aumento da escalabilidade: há vários modelos de armazenamento all flash disponíveis no mercado, atendendo a diversas necessidades empresariais.

All flash storage vs SSD

O armazenamento all flash é conhecido pelo SSD (Solid State Drive) que tem substituído o tradicional HDD em vários dispositivos, desde os pessoais até os corporativos.

O SSD memória flash é não volátil, sem partes móveis, que pode ser apagada e reprogramada em blocos. Ela permite apenas leitura programável apagável (EEPROM) em apenas uma única ação ou flash.

Logo, a matriz pode transferir informações para unidades de estado sólido, os SSDs, em uma velocidade superior às unidades de discos mecânicos.

E por que a SSD memória flash é tão eficaz quando comparada com o armazenamento feito em disco (HDD)? Porque possui um melhor desempenho total da largura de banda e menor latência quando uma ferramenta aciona o armazenamento para consultar dados.

Neste sentido, é válido ressaltar que a memória em um armazenamento all flash geralmente vem como SSDs, como se fosse um circuito integrado.

Como migrar para o armazenamento all flash?

Com a diminuição de preço e o aumento da capacidade dos discos magnéticos torna-se cada vez mais viável a migração dos dados de uma corporação para o storage flash, o que resulta em aumento de produtividade.

Para realizar a migração de dados para dispositivos all flash deve-se ficar atento à arquitetura oferecida pelo fornecedor, bem como ao software entregue junto com o equipamento.

Além disso, é preciso entender algumas questões para escolher a melhor opção, como:

  • qual a demanda atual e previsão da necessidade futura da empresa?
  • qual será a vida útil do equipamento adquirido?
  • como o sistema vai responder durante o uso intenso do software?
  • caso haja um aumento na carga de trabalho, como ele vai impactar o equipamento?

Portanto, se você tem algum projeto para substituição do seu storage atual ou precisa melhorar o desempenho do ambiente, analise um equipamento do tipo all flash. Mas, se você precisa de um desempenho realmente brutal, talvez já valha a análise de um storage com discos NVMe, mas isso é assunto para um outro artigo.

< Alavanque sua carreira: Engenharia de dados ou Ciência de dados? Veja as diferenças e tendências />

Como trabalhar com sistemas de armazenamento?

Se você tem interesse em trabalhar na área de Ciência de Dados, saiba que esse é um setor que cresceu 485% durante a pandemia, de acordo com uma pesquisa feita pela empresa de recrutamento Intera.

Durante esse período, os profissionais de Data Analytics, Data Engineer e Data Science foram os mais contratados pelas empresas de inteligência de dados.

Ou seja, o futuro reserva muitas vagas para essas profissões. Afinal, nunca se produziu tanta informação no mundo. Assim sendo, é fundamental contar com ótimos sistemas para que elas sejam usadas de forma estratégica, como armazenamento all flash.
Quer aproveitar a grande oferta de vagas e se destacar no mercado de Ciência de Dados? Então não perca tempo e conheça a plataforma de educação continuada da Faculdade XP. O XPE Multi+ oferece dezenas de cursos e conteúdos de alta qualidade que preparam os profissionais para a economia digital.

Perguntas sobre educação financeira: confira as principais!

Por que as perguntas sobre educação financeira são tão importantes para aprender a lidar com a própria renda? Para desenvolver uma relação saudável com o dinheiro e não fazer parte de uma estatística ruim, como a exibida a seguir. 

Uma pesquisa feita pela Serasa Experian revelou que mais de 2 milhões de brasileiros estão inadimplentes em 2022. 

Independentemente dos motivos de querer saber mais sobre o tema, é importante deixar claro que um campo financeiro mais controlado impacta diversos âmbitos da sua vida.

Para ajudar nessa trajetória de aprendizado e rotina mais saudável, preparamos um conteúdo com as sete principais perguntas e respostas sobre educação financeira. Continue por aqui e tire todas as suas dúvidas para saber gerenciar adequadamente a sua renda!

Boa leitura!

Perguntas sobre educação financeira: 7 principais

No início de todo aprendizado é comum surgirem dúvidas e reflexões. É claro que com o estudo sobre finanças não seria diferente.

Entre tantas questões, sete delas se destacam:

  1. o que é educação financeira?;
  2. por que o estudo sobre finanças é importante?;
  3. perguntas sobre dinheiro: como controlar meus gastos?;
  4. quais são as principais formas de investir?;
  5. como investir com pouco dinheiro?;
  6. como montar uma reserva de emergência?;
  7. é importante ter educação financeira nas escolas?

Confira a seguir as respostas para cada uma delas!

1. O que é educação financeira?

A primeira das sete principais perguntas sobre educação financeira não tinha como ser outra. Afinal, o que ela significa?

Basicamente, a educação financeira é a área que ensina a lidar melhor com suas finanças. Ou seja, ela ajuda a criar uma relação mais saudável de consumo, fugindo das dívidas intermináveis.

Além disso, estudando sobre o tema, você entende também as melhores maneiras de fazer seu dinheiro render. A área de investimentos ainda pode ser uma incógnita para muitas pessoas que não possuem uma boa relação com seu dinheiro.

A boa notícia é que o estudo sobre finanças contribui para o aprendizado de diversas formas de investir, mesmo com pouco dinheiro.

A educação financeira é entendida como o estudo das boas práticas entre você e o dinheiro. Esse tema envolve, por exemplo, economia de recursos, investimentos para aumentar seu patrimônio e até mesmo questões emocionais.

< Aprenda mais: 5 livros sobre Educação Financeira que você precisa ler />

2. Por que o estudo sobre finanças é importante?

Uma vida financeira desregulada afeta não somente o bolso, mas também vários outros aspectos mentais. Como comentamos acima, lidar melhor com a renda mensal, fazendo o dinheiro render e evitando dívidas, influencia diretamente a saúde emocional.

Muitas pessoas sofrem com o fato de não conseguir fechar o mês no “azul”. De acordo com o estudo realizado pelo CNDL/SPC Brasil, grande parte da população endividada possui algum tipo de transtorno mental. Nesse “ranking”, os três mais citados são:

  • ansiedade (63,5%);
  • estresse e irritação (58,3%);
  • tristeza e desânimo (56,2%).

E por que isso é tão preocupante? De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Brasil atingiu o número recorde de endividados de 70,9%.

Nesses casos, uma boa educação financeira faz com que a pessoa reorganize as contas e volte a sua rota inicial, ou seja, antes das dívidas.

Ao descobrir métodos para ter uma relação saudável com o dinheiro, todas as outras áreas da sua vida são beneficiadas. Isso porque é possível organizar os seus gastos, controlando os excessos, e destiná-los às situações prazerosas e que tragam bem-estar.

3. Perguntas sobre dinheiro: como controlar meus gastos?

A terceira das perguntas sobre educação financeira mais feitas é relacionada ao dinheiro. Afinal, uma das primeiras dúvidas de quem está endividado e quer mudar essa situação é como ter um controle de gastos saudável.

Se você é uma dessas pessoas, o estudo da área financeira ajuda e muito nisso. É por meio do aprendizado que você passará a ter uma nova relação com o seu dinheiro e também do que é o consumo consciente.

Para ficar mais prático, considere os passos abaixo para um melhor controle de gastos.

  • Em uma planilha, anote toda a renda que entra no mês;
  • Separe seus gastos por grupos em comum, por exemplo: no grupo casa, insira as contas de luz, água e aluguel;
  • Analise onde e com o que está mais gastando;
  • No próximo mês, diminua aos poucos os gastos considerados desnecessários.

É verdade que não é tão simples assim ter estabilidade financeira. Nós sabemos! Mas, a visualização completa dos seus gastos é um ótimo começo para entender para onde vai o seu dinheiro e quais estratégias podem ser adotadas para economizá-lo.

Quer controlar melhor seus gastos? Leia os seguintes artigos para começar agora mesmo:

4. Quais são as principais formas de investir?

Sem dívidas e com uma vida financeira mais regulada, é comum que se pesquise quais as melhores maneiras de investir. Até porque a educação financeira também trata da possibilidade de fazer seu dinheiro render cada vez mais.

Existem diversas maneiras de aplicar parte da sua renda. Todos os investimentos são divididos em dois grandes grupos:

  • renda fixa: é um tipo de investimento que apresenta a taxa fixa de rentabilidade. Ou seja, no momento da aplicação você saberá quanto ele renderá em determinado período de tempo. Alguns exemplos de renda fixa são Tesouro Direto, CDB, LCI/LCA, poupança, entre outros;
  • renda variável: já essa forma de investimento é volátil e muda constantemente de acordo com as oscilações da bolsa de valores e questões econômicas mundiais. Ela oferece um retorno imprevisível, sem contar com um indexador fixo. Exemplos de renda variável: ações, fundos de investimento, criptomoedas, fundos imobiliários etc.

Nos dois modelos é preciso muito estudo sobre o seu perfil de investidor. A partir dele, é possível entender qual o melhor investimento para o seu caso e os seus objetivos.

< Se você pretende aprofundar seu conhecimento sobre questões sobre educação financeira, leia também: Como começar a investir em renda variável? Conheça 5 tipos de investimento. />

5. Como investir com pouco dinheiro?

A quinta pergunta sobre educação financeira não poderia ser sobre outro assunto: investimentos. 

Começar a investir pode ainda ser um assunto muito nebuloso para muitas pessoas. No entanto, ele está cada vez mais em evidência e muito mais democrático e acessível.

Atualmente existem diversas maneiras de se investir, com muito ou pouco dinheiro. Alguns investimentos permitem que você comece com apenas 50 reais. Alguns exemplos são:

O ideal é entender as suas necessidades e o seu perfil de investidor para realizar simulações de investimentos e decidir qual caminho seguir.

< Entenda como neste post: Guia prático: como fazer pequenos investimentos na bolsa de valores? />

6. Como montar uma reserva de emergência?

A reserva de emergência também faz parte sobre perguntas objetivas sobre educação financeira. Afinal, imprevistos acontecem a todo momento e, geralmente, são nesses momentos em que tudo se descontrola.

Fazê-la é bem simples: pense em quanto você precisa ter de renda mensalmente caso aconteça alguma dificuldade como, por exemplo, ficar desempregado.

É importante que analise também um período para essa reserva de emergência durar. No caso do desemprego, por exemplo, pode-se fazer a seguinte pergunta: em quanto tempo eu conseguirei outro trabalho?

Mesmo que ainda não saiba a resposta, uma boa dica é guardar uma quantia que equivale a, no mínimo, seis meses de salário.

Confira o vídeo abaixo e aprenda de maneira prática como montar a sua própria reserva de emergência.

7. É importante ter educação financeira nas escolas?

Por fim, precisamos falar sobre as perguntas sobre educação financeira para jovens, que, infelizmente, não são amplamente divulgadas nas escolas.

E essa é uma das principais formas de ensinar uma pessoa a saber lidar com seu dinheiro: compartilhando esse conhecimento o quanto antes, desde a infância.

As crianças e os jovens já crescem com uma breve noção de como controlar seu dinheiro e ter uma relação saudável com ele. Esse aprendizado traz uma sequência de benefícios para as outras fases da vida e, portanto, uma maior qualidade de vida associada ao consumo consciente.

Como aprender educação financeira?

Agora que sabe quais as principais dúvidas sobre educação financeira e entendeu um pouco mais sobre o tema, o que acha de evoluir esse aprendizado? A Faculdade XP pode ajudar você!

Nossa plataforma XPE Multi + reúne dezenas de cursos para você dominar todas as perguntas sobre educação financeira. Basta fazer a assinatura mensal e ter acesso a aulas, como:

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Como calcular LCI? Vale a pena investir nesse título?

Seja para investidores iniciantes, ou mesmo para os de perfil mais conservador, as LCIs são opções interessantes, uma vez que oferecem rendimentos superiores ao da velha caderneta de poupança e ainda contribuem para a diversificação de carteira.

Ao fazer essa análise, colocando tudo na ponta do lápis, você será capaz de escolher a opção mais vantajosa, de acordo com seus objetivos financeiros.

Neste artigo, você vai aprender como funciona esse tipo de aplicação, como calcular LCI, qual a rentabilidade desses títulos, e se vale a pena ou não investir. Boa leitura!

O que é uma aplicação em LCI?

As LCIs são Letras de Crédito Imobiliário. Essa modalidade de investimento em renda fixa foi criada em 2004, com o objetivo de financiar o segmento de imóveis no país.

Na prática, ao fazer uma aplicação em LCI, o investidor — que pode ser uma pessoa física ou jurídica — está emprestando dinheiro ao banco, que utiliza esses recursos para financiar projetos e empreendimentos no setor imobiliário.

Em contrapartida, a entidade que emite a Letra de Crédito Imobiliário, paga uma taxa de juros ao investidor, e cobra uma superior ao conceder empréstimos com foco na área de imóveis.

É importante ressaltar que os bancos não podem utilizar o dinheiro obtido com a venda de LCI para financiar projetos que não sejam do setor imobiliário.

Mas, afinal, como calcular a rentabilidade de um investimento em LCI? É o que veremos mais adiante!

Como funciona a rentabilidade de uma LCI?

A rentabilidade dos títulos de LCI podem ser de três tipos:

  • prefixada – quando o investidor sabe quanto irá receber no vencimento, a partir de uma taxa de juros fixa;
  • pós-fixada – quando o rendimento fica atrelado a um indexador variável;
  • híbrida – quando o rendimento tem como base um indexador variável e uma taxa de juros fixa.

Aliás, um título semelhante à LCI é a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Você pode saber tudo sobre eles assistindo ao vídeo abaixo, no qual, Clara Sodré explica com toda a sua didática, como cada um funciona. Aperte o play e confira:

< Para se aprofundar ainda mais no assunto e entender todas as vantagens de cada uma das modalidades, leia este post: Descubra qual a diferença entre LCI e LCA, a rentabilidade e o risco desses títulos de renda fixa />

Por que é importante saber como calcular LCI?

Você já ouviu aquela famosa frase: “É o olho do dono que engorda o gado”?

Nesse contexto, ela se refere ao monitoramento da performance e rentabilidade de cada ativo financeiro.

O bom investidor não escolhe suas aplicações ao acaso. Até mesmo porque o sucesso nos investimentos está diretamente relacionado ao acompanhamento dos resultados, concorda?

Ou seja, para obter o melhor retorno possível, é preciso ficar de olho nos rendimentos, a fim de escolher os melhores ativos para compor a sua carteira.

Logo, entender como funciona o cálculo de rentabilidade mensal de um investimento em LCI é importante para que você saiba se vale a pena aplicar ou manter este ativo em seu portfólio. Faz sentido?

Como calcular a rentabilidade da LCI?

Depois de entender o que é aplicação LCI, você deve estar se perguntando: “Afinal, como calcular a rentabilidade de uma LCI?”

Bom, o cálculo não é nenhum bicho de sete cabeças. Basta aplicar a seguinte fórmula:

  • M = C x (1+i)t

Cada uma das letras correspondem aos seguintes termos:

  • M = Montante resgatado
  • C = Capital investido
  • i = Juros
  • t = Tempo da aplicação

Exemplo prático do cálculo da rentabilidade de LCI

Para que fique claro como calcular o rendimento da LCI, vamos ver como a fórmula é aplicada na prática.

Imagine que você adquiriu um título de LCI de R$ 1.000, com prazo de 3 anos e rentabilidade de 80% do CDI.

Lembrando que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) representa os juros que os bancos cobram em empréstimos que fazem entre si. Taxa que é definida pela Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos).

No nosso exemplo, vamos estipular que o CDI está fixado em 6,5% ao ano.

Dessa forma, o cálculo da rentabilidade da LCI é feito da seguinte forma:

Inicialmente, você precisa definir a taxa de juros (i) que, no nosso exemplo, é de 80% do CDI, isto é:

0,8 x 6,5% = 5,2% ou 0,052

Substituindo os dados na fórmula, teremos:

M = 1.000 x (1+0,052)3 

M = 1.000 x 1,0523

M = 1.000 x 1,164

M = R$ 1.164,00

Então, no vencimento do título, você receberá o aporte inicial de R$1mil + R$164 do rendimento.

Viu como é simples?

Calcular a lucratividade de seus investimentos é um ponto básico para quem quer começar a investir. Portanto, não deixe de acompanhar seus rendimentos de perto.

Como calcular a melhor rentabilidade entre Tesouro Direto e LCI?

Primeiramente, é importante ter em mente que, assim como acontece com as LCIs, o Tesouro Direto também possui diferentes rentabilidades, de acordo com o tipo de título escolhido, podendo ser prefixado, pós-fixado ou híbrido.

O Tesouro Selic, por exemplo, tem seu rendimento atrelado à Selic — taxa básica de juros da economia brasileira — que, atualmente (outubro/2022) está em 13,75% ao ano. Isso significa que, hoje, este título paga cerca de 1,14% ao mês.

Contudo, um ponto que merece destaque é que os rendimentos da LCI são isentos de Imposto de Renda e IOF, enquanto os do Tesouro Direto, não. Tudo isso impacta diretamente o valor que você receberá no vencimento do título.

Para facilitar essa comparação, você pode utilizar a calculadora de investimentos da XP Investimentos, que fará os cálculos de rendimento de cada título automaticamente, basta selecionar a aplicação desejada e preencher os dados solicitados.

< Quer embasar melhor a sua decisão? Leia este post: Investir em LCI vale a pena? Confira as vantagens e desvantagens />

Como investir em LCI? Passo a passo

Agora que você já descobriu como calcular a rentabilidade da LCI, é hora de saber como investir nesses papéis.

  1. O primeiro passo que você precisa dar é abrir conta em uma corretora de valores, como a XP Investimentos , a Rico ou a Clear.
  2. Depois, você deve fazer uma transferência da sua conta bancária para a conta recém-criada na corretora.
  3. Feito isso, abra o aplicativo da corretora e procure por “títulos de LCI”, e escolha a rentabilidade e prazo que atendam melhor aos seus objetivos.
  4. Por fim, efetue a compra, inserindo o valor da sua aplicação no título de LCI e sua assinatura digital.
  5. Pronto! A ordem de compra será executada e o seu investimento será concretizado.

Vale a pena ressaltar que você não poderá fazer o resgate antecipado da sua aplicação antes de 90 dias.

Após esse período, a sua LCI passa a ter liquidez diária. Porém, você pode ter o seu rendimento prejudicado caso queira resgatar o investimento antes do vencimento.

< Leia também: LCI ou CDB? Saiba as diferenças e qual é a melhor opção />

Vale a pena investir em LCI?

Agora que você sabe como calcular LCI, já tem mais uma opção de investimento rentável na renda fixa para diversificar sua carteira.

Além de contar com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), ainda são isentas de Imposto de Renda e IOF, o que torna sua rentabilidade mais atrativa.

Se vale a pena ou não? Bom, essa escolha cabe somente a você.

Como calcular LCI? Bônus 

Antes de tomar uma decisão, é importante sempre considerar seu perfil de investidor, levando em conta seus objetivos financeiros e, é claro, analisar o momento do mercado. Dessa forma, terá maior embasamento para suas escolhas.

O mundo das finanças é assim: quanto mais você estudar, mais segurança terá em suas ações. Se você deseja continuar aprendendo, nós temos o caminho para te ajudar a desvendar os segredos do mercado financeiro. Confira nossos cursos:

Conheça também o XPE Multi+, a plataforma de assinatura da Faculdade XP, que dá acesso a diversos cursos para você aprofundar ainda mais seus conhecimentos.

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O que é um escritório de processos? Quais suas funções?

As empresas necessitam de um setor específico que tenha conhecimento adequado sobre a disciplina BPM, propiciando melhor gestão sobre os processos e disseminação da metodologia em toda a organização. 

O Escritório de Processos é o dono do gerenciamento de processos de negócio. Desempenha um papel fundamental na definição de prioridades e alocação de recursos para que a execução da estratégia e operação de rotina tenham maior organização e eficiência.

Assim, ele é capaz de promover um alinhamento otimizado entre a metodologia de trabalho de um negócio com as tendências e tecnologias que estão em alta no mercado.Com isso, tem um grande potencial para promover a transformação de um empreendimento, tornando-o mais valioso, maduro e adequado às metodologias e tecnologias em alta no mercado.

Nesse post, trazemos uma definição objetiva do setor, além de ressaltar sua importância e funções mais relevantes para uma empresa. Leia até o fim e confira como montar o escritório de processos no seu negócio com um roadmap completo. 

O que é o escritório de processos (BPM Office)?

O Escritório de Processos, também conhecido como Process Management Office, é um comitê interno de uma empresa que tem como responsabilidade definir a estrutura e assegurar a aplicação do gerenciamento de processos de um negócio, conhecido pela sigla BPM.

A gestão de processos pode ser entendida como o conjunto de estratégias de gerenciamento que define as diretrizes, valores e organogramas aplicados na rotina empresarial. Desse modo, cabe a essa área fazer a ponte entre esse planejamento e o que é praticado no dia a dia.

Ele mapeia toda a jornada operacional de um negócio, garante sua visibilidade para todos os colaboradores e funcionários, monitora sua execução, analisa o desempenho obtido e gera transformação e valor para o empreendimento.

Qual a importância do escritório de processos e projetos para uma empresa?

A relevância do escritório de processos e projetos para uma empresa está na sua capacidade de promover uma rotina eficiente, segura e organizada, capaz de fazer o planejamento valer a pena e estimular o desempenho ideal para alcançar as metas estabelecidas.

O setor acompanha todas as etapas operacionais de um negócio, desde a sua estruturação até o monitoramento diário e a realização de melhorias quando preciso. De certo modo, ele é o grande responsável por transformar a atividade interna e garantir os melhores resultados.

Ele não só lidera como dá apoio às equipes, para que elas atuem de forma mais engajada, produtiva e consciente, o que pode ajudar a reduzir custos e riscos, além de aumentar a sua competitividade no mercado.

< Leia também: Management 3.0: o que é? Qual sua ligação com os métodos ágeis? />

Escritório de processos e suas funções: para que ele serve?

Participando ativamente da operação de uma empresa, o escritório de processos desempenha funções de destaque para definir e promover um alto padrão de qualidade interna, para que o fluxo operacional se mantenha no ritmo ideal.

Ao mesmo tempo, ele atua para gerar engajamento e identificação entre os colaboradores e os valores aplicados na gestão da organização. Assim, busca organizar a rotina, definir o melhor caminho e garantir que o destino esperado seja alcançado.

Conheça algumas das tarefas mais importantes para atingir alto nível de excelência nas ações do BPM. São elas:

1. Promover o alinhamento da operação com o planejamento estratégico

O escritório de processos pode gerar um melhor entendimento sobre como os processos podem ser alinhados com as diretrizes estratégicas da organização, promovendo processos mais eficientes e aumentando as chances de atingir as metas definidas para o projeto.

2. Estabelecer uma liderança clara para a organização

Com sua implantação, é possível designar um coordenador ou líder para o setor. Este coordenador terá não só a liderança sobre sua equipe, como será o canal de comunicação entre o BPM Office e todos os demais gestores que necessitam do seu suporte. 

Ele também será o responsável por conduzir a definição de metodologias nas diversas áreas da empresa, para facilitar o acompanhamento de indicadores.

3. Capacitar profissionais especializados para o BPM

A equipe do escritório de processos deve permanecer dedicada exclusivamente às atividades relacionadas ao BPM, sendo que os analistas da área são especialistas e têm uma visão estratégica sobre o negócio. 

Dessa maneira, visa promover as transformações relacionadas aos processos e alinhamento estratégico. Esses profissionais podem atuar como na análise, modelagem, desenho de processos e levantamento de requisitos caso seja necessário.

Com o trabalho dedicado ao gerenciamento dos processos, a equipe tem demanda por formações e competências específicas, o que serve para facilitar a busca por melhores soluções e trazer confiança aos demais setores internos.

4. Analisar e otimizar os processos e a gestão do dia a dia

Deve atuar na análise e otimização de um processo (tanto na transformação quanto na gestão do dia a dia), potencializando os recursos humanos, financeiros ou de infraestrutura, além de realizar o monitoramento do desempenho e identificar pontos críticos, desperdícios e falhas.

5. Garantir o suporte às áreas da organização

Com o conhecimento adquirido, o escritório de processos pode auxiliar os gestores na tomada de decisões importantes, por meio do mapeamento, análise, desenho e transformação de processos.

Além disso, pode assumir um papel mais consultivo promovendo padronização no entendimento da maneira como a gestão de processos é realizada dentro da organização.

7. Planejar o cumprimento de metas de médio e longo prazos

Com o gerenciamento dos processos (gestão de portfólio e priorização de processos), é possível planejar o alcance dos resultados para médio e longo prazo, promovendo mudança de paradigma e visão de futuro da organização.

8. Promover o retorno de investimento por meio de iniciativas de BPM

A boa gestão de processos proporciona a redução de custos, identifica e elimina gargalos, otimiza fluxos de informação e melhora a qualidade das entregas de cada processo de negócio.

9. Reduzir conflitos

Pode atuar intermediando as demandas entre as áreas envolvidas nos processos, centralizando decisões e fazendo as escolhas necessárias para o atendimento dos objetivos estratégicos da organização.

< Confira também: O que é e quais as vantagens da gestão por competências? />

Como montar um escritório de processos em uma empresa?

Considerando a importância e o possível impacto do setor para o BPM de um negócio, é relevante conhecer o roadmap para implantação do escritório de processos e projetos em uma organização.

Nesse caso, a jornada aplicada pode ser personalizada para a realidade de cada empresa. Contudo, podemos definir quatro etapas essenciais para sua implantação de forma eficiente e otimizada. São elas:

1. Planejamento estratégico

Para garantir o melhor aproveitamento, é essencial conhecer a infraestrutura que está disponível para a empresa. Dessa forma, a primeira etapa consiste em listar os recursos disponíveis, do investimento financeiro ao quadro de funcionários e suas habilidades.

Diante dessas informações, podemos projetar o alcance de uma estratégia de otimização, definir objetivos e antecipar conflitos que podem dificultar sua implementação.

O primeiro passo exige que a gestão faça um levantamento dos recursos disponíveis para o escritório de processos, assim como prever as estratégias que podem ser utilizadas pelo setor e em quais pontos pode haver resistência à sua implantação.

2. Implantação de cultura de gestão de processos

Com a base de processos definida, é hora de disseminar essa cultura para toda a empresa, ressaltando sua importância e estimulando os participantes a reconhecerem seu valor e potencial, o que facilita a adoção e execução das estratégias.

3. Definição de diretrizes, políticas e normas processuais

A jornada continua com a formalização das diretrizes, políticas e normas que irão gerenciar os processos internos de uma organização, definindo a metodologia aplicada para o BPM.

4. Capacitação e monitoramento de colaboradores

Os colaboradores precisam receber conhecimento e treinamento sobre os processos estabelecidos pelo BPM Office, visando aumentar a qualidade obtida com a sua aplicação.

Por que vale a pena aprender sobre escritórios de processos?

A grande vantagem do setor está na sua capacidade de definir um alto padrão de qualidade para os processos internos de uma empresa, além de indicar o melhor caminho para que ele seja atingido. Nesse caso, o escritório de processos torna a operação mais consistente e objetiva.

Ele ajuda a definir as melhores políticas para organizar o fluxo interno do negócio, ao mesmo tempo que monitora o impacto dessas diretrizes e promove ajustes sempre que for necessário.

Conhecer esses mecanismos e o que pode ser feito para que eles sejam mais eficientes e assertivos é essencial para evoluir uma operação, permitindo estimular os setores de uma empresa a atuarem de forma colaborativa, uniforme e otimizada.

De modo geral, a estruturação do escritório de processos faz parte da inovação na forma como se gerencia uma empresa, uma demanda que está em alta no mercado. Quem se especializa nessa transformação atinge um nível de destaque capaz de abrir muitas portas.

Para você que deseja uma carreira no gerenciamento de pessoas e processos, a Faculdade XP tem uma seleção completa de especializações e bootcamps para gerar novas oportunidades no seu futuro. Confira algumas dessas opções:

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Investimento com pouco dinheiro: as melhores opções para quem está começando

Investimento com pouco dinheiro realmente é possível? Essa é uma dúvida comum entre os iniciantes. Mas, relaxa! Estamos aqui para descomplicar este universo, mostrando que sim, é possível obter bons rendimentos, mesmo investindo pouco. 

Sua grana está “curta” neste momento? Não se preocupe. Ter pouca renda não é motivo para não investir. Pelo contrário! É aí que você precisa aplicar, para multiplicar seu patrimônio e começar a mudar a sua realidade.

Hoje em dia não é preciso ter muito capital para começar. Inclusive, de acordo com um levantamento da Anbima, 40% dos brasileiros já são investidores. Destes, 48% são de classe média e 43% cursaram até o Ensino Médio

Esses dados mostram que as aplicações financeiras estão cada vez mais acessíveis, independentemente de fatores como renda ou grau de escolaridade.

Para te ajudar a começar com o pé direito, preparamos este post, onde mostramos os melhores investimentos com pouco dinheiro, apresentando as principais opções, como e onde aplicar, quais cuidados tomar e por onde começar. Aproveite a leitura!

Realmente é possível investir com pouco dinheiro?

Quem olha para o mercado financeiro de fora, costuma pensar que este é um ambiente reservado apenas para gente rica. Mas isso não é verdade!

É importante que fique bem claro que qualquer pessoa pode investir, mesmo que não tenha alto poder aquisitivo.

Conforme você busca educação financeira, lendo artigos como este, percebe que é possível ganhar dinheiro investindo pouco, como mostramos a seguir.

< Quer saber mais sobre o assunto? Então, leia este post: Qual é a importância da educação financeira para o público de baixa renda? />

Como saber qual o melhor investimento com pouco dinheiro? 3 conceitos essenciais

No começo deste post, mencionamos que as aplicações estão ficando muito mais acessíveis, certo? Realmente, é possível começar a investir em ações com apenas R$ 1,00. Sim, isso mesmo: 1 real!

Mas, antes mesmo de decidir onde investir com pouco dinheiro, você precisa entender quais cuidados tomar e traçar uma estratégia.

Isso porque, é essencial levar em conta o seu perfil de investidor, seus objetivos financeiros, além de ampliar seus conhecimentos, para assim, investir melhor.

A seguir, apresentamos os três principais conceitos — e um bônus — que preparam o terreno para entender quais os melhores investimentos com pouco dinheiro.

E, lembre-se: não existe uma fórmula mágica, mas sim aplicações que te aproximam das suas próximas conquistas, ok? 

1. Tripé dos investimentos

Seja quais forem suas metas, é importante considerar o tripé dos investimentos. Como ainda não existe uma aplicação perfeita, para decidir no que investir com pouco dinheiro será necessário escolher dois desses três itens:

  • segurança: baixo risco de prejuízo, isto é, de não receber o retorno esperado do investimento;
  • liquidez: facilidade para transformar os recursos aplicados em “dinheiro vivo” novamente;
  • rentabilidade: remuneração sobre o investimento, considerando os impostos e encargos.

Para entender o tripé dos investimentos em mais detalhes, assista ao vídeo abaixo, no qual a especialista, Clara Sodré, explica como usá-lo a seu favor. Confira:

2. Perfil de investidor

De modo geral, investidores se dividem entre três perfis, conforme sua tolerância aos riscos do mercado:

  • conservadores: aqueles que prezam pelo quesito segurança nas aplicações para não sair no prejuízo;
  • moderados: os que buscam equilibrar segurança e rentabilidade, optando por um portfólio diversificado;
  • arrojados: estão dispostos a correr mais riscos, em busca de um maior potencial de rentabilidade.

Se você ainda não conhece o seu perfil de investidor, a dica é fazer o teste de suitability.

Outra maneira de desvendar esse mistério é abrindo uma conta em uma corretora de valores, como: XP Investimentos, Clear e Rico. Por meio de perguntas simples, essas plataformas darão um direcionamento para te ajudar a entender o seu perfil.

3. Diversificação da carteira

Sabe aquele ditado que nunca sai de moda: “Jamais coloque todos os ovos na mesma cesta”?

Pois bem, no universo dos investimentos, isso significa diversificar a carteira com ativos financeiros de renda fixa e renda variável. Confira as diferenças:

Renda fixa

Esta categoria se refere a títulos de crédito emitidos por empresas, bancos e até mesmo pelo governo.

A nomenclatura, renda fixa, diz respeito à definição da taxa de juros no ato da aplicação. Se os recursos continuarem aplicados até a data de vencimento, essa taxa não se altera.

< Que tal se aprofundar? Conheça cinco opções de renda fixa: Tesouro Direto, CDB, LCI/LCA, CRI/CRA e Debêntures />

Renda variável

Na renda variável, como o próprio nome sugere, o retorno tende a variar, uma vez que ele acompanha as oscilações do mercado.

Isso pode ser algo positivo, desde que você saiba usar a volatilidade dos diferentes títulos a seu favor. 

< Quer saber mais? Então, veja seis alternativas para começar a investir em renda variável: ações, ETFs, FIIs e mais />

Bônus: tomada de decisão

É fundamental se cercar de conhecimento para tomar as melhores decisões financeiras. Isso porque, quanto mais você estuda, mais segurança tem ao escolher um investimento para iniciantes com pouco dinheiro.

Aos poucos, irá perceber que informação é o ativo mais valioso para quem deseja obter bons rendimentos.

Por isso, é importante prestar atenção a tudo o que acontece ao seu redor, no mercado financeiro e no mundo, uma vez que isso pode embasar sua tomada de decisão.

Por falar nisso, para te ajudar nesses primeiro passos, assista este vídeo, onde apresentamos quatro truques para poupar dinheiro para começar a investir

4 opções de aplicações para quem quer começar a investir com pouco dinheiro

Quer saber qual o melhor investimento com pouco dinheiro? Separamos algumas opções que podem ser interessantes para o seu perfil. 

Vale lembrar que essa lista foi feita com base no custo inicial, mas a escolha de quanto aplicar e em qual opção, fica a seu critério.

1. Tesouro Direto

No Tesouro Direto você pode comprar títulos públicos federais a partir de R$ 30. Além de contar com a garantia dos recursos por parte do Tesouro Nacional, pode-se escolher entre três opções:

  • Tesouro Selic: possui taxa pós-fixada (vinculada à taxa Selic) e pode ser utilizado para as metas de curto prazo, como formar sua reserva de emergência, fazer uma viagem ou trocar de celular;
  • Tesouro Prefixado: com taxa de juros fixa, tem foco em objetivos de médio ou longo prazo. Nesta modalidade, você sabe quanto receberá no vencimento da aplicação. Pode ser usado para metas como: trocar de carro, reformar o apartamento ou fazer um intercâmbio;  
  • Tesouro IPCA+: possui uma taxa híbrida (variação do IPCA + percentual) e, geralmente, é indicado para os projetos de longo prazo. Por ser uma aplicação que protege da inflação, pode ser usada para dar entrada na casa própria, acumular patrimônio para a aposentadoria, etc.

2. CDB

Outra possibilidade de investimentos para quem tem pouco dinheiro é o Certificado de Depósito Bancário (CDB), que nada mais é que um título de dívida privada emitido por instituições financeiras.

Um dos diferenciais desse produto é a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por CPF.

Essa é uma das rentabilidades mais atrativas da renda fixa, podendo atender a diversos propósitos. Enquanto o CDB de liquidez diária é uma boa pedida para formar a reserva de emergência, o de longo prazo tem remuneração elevada para aumentar o patrimônio.

Conheça os tipos de CDBs mais comuns:

  • prefixado: o retorno do investimento é conhecido no ato da aplicação. Por exemplo, se a taxa contratada for de 4%, esta será a remuneração recebida no vencimento do título;
  • pós-fixado: a taxa será aplicada conforme a variação de um indicador específico, como é o caso do CDI. Assim, se o indexador seguir em alta no período, o retorno será maior;
  • atrelado à inflação: o fluxo de remuneração mescla as modalidades pré e pós. Caso a taxa seja 5% + IGP-M, por exemplo, o retorno prefixado está garantido e, somado a ele, ainda será aplicada a variação do índice.

3. Fundos de Ações

Esse é para quem deseja saber como investir na bolsa de valores com pouco dinheiro. Isso é possível e a gente vai te mostrar como.

A aplicação média na bolsa de valores gira em torno de R$ 352. Contudo, nada impede que você inicie com um valor menor. O importante é começar, concorda?

Embora seja possível comprar ações por apenas R$ 1, esta não é necessariamente a melhor escolha. Para quem está iniciando, os Fundos de Ações tendem a ser uma opção mais assertiva, já que eles contam com um gestor profissional.

Funcionando de forma semelhante a um “condomínio” de investidores, os cotistas reúnem recursos para aplicar em conjunto.

Neste caso, o gestor é remunerado por meio da taxa de administração, e deve seguir o regulamento do fundo para selecionar os ativos da carteira. 

Cada cotista terá o retorno proporcional às suas cotas. Logo, trata-se de uma possibilidade interessante para quem quer investir em ações com pouco dinheiro. 

4. Fundos Imobiliários (FIIs)

Outro tipo de aplicação na renda variável que tem atraído muitos investidores nos últimos tempos são os Fundos Imobiliários.

Semelhantes aos Fundos de Ações, os FIIs também reúnem investidores dispostos a somar recursos, só que neste caso, para aplicar no mercado imobiliário.

O montante pode ser utilizado na construção ou aquisição de imóveis, que posteriormente são arrendados ou alugados, gerando renda para os investidores, que são remunerados proporcionalmente ao número de cotas que possuem.

O preço das cotas varia de acordo com as oscilações do mercado, mas, de modo geral, é possível encontrar Fundos Imobiliários até mesmo abaixo dos R$10. 

É claro que quanto mais você aplicar, mais irá receber. Ainda assim, é uma ótima opção para quem está em busca de bons investimentos com pouco dinheiro.

Como escolher um investimento com pouco dinheiro?

Agora que você já sabe que é possível começar a investir com pouco dinheiro, basta escolher uma dessas opções e iniciar sua jornada da riqueza.

Atente-se para os pontos importantes que mencionamos, e busque equilibrar o tripé dos investimentos, sempre respeitando seu perfil de risco e objetivos financeiros.

Com a decisão tomada, basta criar a sua conta em uma corretora de confiança, transferir o dinheiro que pretende aplicar e adquirir seus títulos. Viu como é simples?

Investir não é este bicho de sete cabeças que muita gente pinta. E, para facilitar esse processo, nada melhor do que seguir estudando. Aqui mesmo, no Blog da Faculdade XP você encontra centenas de conteúdos sobre o tema.

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