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Mulheres investidoras: exemplos e perfis para seguir

Muitas mulheres investidoras se destacam no mercado pelos seus próprios trabalhos e suas decisões adequadas sobre o melhor momento de investir. Inspire-se com elas e saiba como aumentar o seu patrimônio!

Lugar de mulher é onde ela quiser. E a prova disso é o aumento do número de mulheres investidoras no Brasil.

Segundo uma pesquisa feita pela bolsa de valores brasileira, a participação feminina na B3 cresceu 118% entre 2019 e 2020. Em 2022, as mulheres representam 23,96% dos investidores na B3, contabilizando no total, 1.268.231.

E não é só isso: um estudo realizado pelo Fidelity, grupo de investimentos dos EUA, mostrou que as mulheres lucram mais do que homens ao investir.

O relatório, chamado “Women and Investing Study“, analisou 5,2 milhões de carteiras de janeiro de 2011 a dezembro de 2020 e constatou que os portfólios femininos, na média, tiveram um retorno de cerca de 0,4% ao ano superior aos masculinos.

Não é à toa que os grandes bancos desejam mais líderes femininas no mercado financeiro. Afinal, apenas 7% são gestoras profissionais de carteiras certificadas pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

O caminho ainda é longo, mas a boa notícia é que a participação feminina está em ascensão e possui representantes renomadas no mercado financeiro. Continue a leitura e descubra quem são elas e confira sites e plataformas de mulheres que são dicas sobre investimentos!

O cenário da mulher na Bolsa de Valores

Entre os pilares que definem as mulheres investidoras, estão: foco no futuro, cautela e estratégia.

LouAnn Lofton — editora chefe do site focado em independência financeira, The Motley Fool, e especialista em finanças — fez uma pesquisa extensa com investidoras para traçar o perfil das mulheres que aplicam na bolsa.

Segundo a especialista, a tendência é que as mulheres optem por investimentos mais conservadores e tenham uma visão a longo prazo.

Sendo assim, consequentemente, elas possuem menor tolerância a riscos e preferem seguir uma estratégia mais sólida, aplicando em ativos que oscilam menos — o que é algo positivo.

Por que o mercado financeiro é ainda dominado por homens?

Embora as mulheres estudem mais sobre as possibilidades de investimentos, o mercado financeiro ainda é dominado, majoritariamente, por homens. E, para compreender a razão disso, é necessário retomar algumas décadas.

Em comparação aos homens, as mulheres ingressaram no mercado de trabalho há pouquíssimo tempo. Logo, até então, eram financeiramente dependentes deles, não possuindo patrimônio próprio para aplicar.

Além disso, a desigualdade salarial também é um ponto que deve ser considerado ao entender porque ainda há poucas mulheres inseridas no mundo dos investimentos.

Por ganharem menos dinheiro do que os homens, e muitas ainda serem chefes de família e criarem seus filhos sozinhas, resta pouco ou nada para investir.

Mas, dando pequenos passos, é possível chegar longe e formar um bom patrimônio por meio dos investimentos. A prova disso são mulheres investidoras que servem como inspiração!

13 exemplos de mulheres investidoras no mundo

Para estimular e inspirar ainda mais mulheres a investirem, reunimos os principais exemplos de mulheres investidoras ao redor do mundo. Confira!

1. Geraldine Weiss

Geraldine Weiss é conhecida por muitos como “a grande dama dos dividendos”. Ela começou a se interessar por finanças na década de 60, quando iniciou a leitura e os estudos sobre o assunto e tornou-se referência em Dividend Yield.

A investidora foi rejeitada por várias corretoras antes de fundar o Investment Quality Trends (IQT) em 1966, boletim informativo que presidiu até 2002.

Devido ao machismo, ela assinava como G. Weiss, para omitir seu primeiro nome, pois analisava e classificava o rendimento de dividendos de organizações de grande porte.

Ela só revelou sua verdadeira identidade em 1977, quando apareceu no talk show “Wall Street Week with Louis Rukeyser”. Os leitores ficaram surpreendidos, mas não ligaram muito porque, afinal, estavam ganhando dinheiro com suas dicas e análises financeiras.

Geraldine Weiss foi a primeira mulher a oferecer serviços de consultoria de investimentos e teve seu trabalho divulgado em veículos renomados na época, como Los Angeles Times, Fortune, Barron’s e The Wall Street Journal.

Os retornos das suas recomendações giraram em cerca de 11,2% por ano nas últimas três décadas, ultrapassando grandes nomes do mundo dos investimentos.

Se quiser conhecer suas obras literárias, veja os livros escritos por ela.

< Conheça mais sobre dividendos: Dividendos de ações: o que são e como aumentar o rendimento com esse tipo de investimento? />

Fonte: The Lion

2. Lorena de Carvalho

Conhecida como “rainha das coxinhas”, Lorena de Carvalho transformou seu negócio em franquia. Atualmente, existem cerca de 50 lojas da sua marca, que vende coxinhas, quibes e bolinhas de queijo em formato de coxinha, bolinho de bacalhau, entre outros salgadinhos.

Com apenas 22 anos, Lorena investiu R$60 mil na lanchonete Zé Coxinha, que vendia um copo com 15 desses salgados por apenas R$1. Esse valor, justo para o seu cliente, rendia até 16% de lucro à empreendedora.

Mensalmente, a empresária fatura mais de R$600 mil com as vendas dos salgadinhos, que custam a partir de R$1.

3. Leila Velez

Leila Velez é sócia-fundadora e presidente do Instituto Beleza Natural, rede de cabeleireiros especializada em cabelos ondulados e crespos. Com foco em consumidores de classe C, a marca desenvolveu produtos e serviços que geraram uma verdadeira revolução no mercado.

Hoje, a rede possui mais de 25 institutos espalhados pelo Brasil e atingiu a marca de se tornar internacional: abriu uma filial em Nova Iorque. 

A história de Leila começou aos 14 anos, no Mc Donald´s, e aos 16, foi promovida à gerente. Após quatro anos, saiu do cargo e investiu em um salão na Tijuca junto com uma amiga, no Rio de Janeiro. Ao desenvolver um super-relaxante para cabelos crespos, o salão ficou cheio e a empresa se expandiu de forma rápida e sólida no mercado.

Fonte: Americas Quarterly

4. Janete Vaz

Além de investidora, Janete Vaz é co-fundadora do Sabin, uma das grandes empresas de medicina diagnóstica do Brasil que conta com cerca de 235 laboratórios de saúde.

O Sabin atua em 11 estados e também no Distrito Federal, oferecendo serviços de checkup executivo, análises clínicas, vacinas e diagnóstico por imagem.

A empresa é referência em gestão de pessoas. Janete foi eleita por dois anos consecutivos uma das melhores gestoras de empresas do Brasil pela Revista Valor Liderança. De aproximadamente 4 mil colaboradores, 80% deles são mulheres.

Janete é formada em bioquímica pela Universidade Federal do Goiás e atua em diversos conselhos e diretorias, como:

  • Conselho Diretor da Universidade de Brasília (UnB);
  • Conselho de Administração da Junior Achievement Brasil (programa empreendedorismo de jovens na escola);
  • Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Distrito Federal;
  • Diretoria do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Distrito Federal (IBEF);
  • É membro titular do G100 do Núcleo de Estudos do Desenvolvimento Empresarial e Econômico.

Fonte: UOL

5. Cher Wang

Muitos consideram Cher Wang a empresária mais bem-sucedida da atualidade. Isso porque seu patrimônio líquido é estimado em US$8 bilhões.

Toda essa fortuna vem da HTC, empresa taiwanesa de smartphones e tablets, da qual ela é cofundadora: a cada 6 smartphones vendidos nos Estados Unidos, 1 foi produzido por esta companhia.

Sua carreira começou com a venda de placas-mãe para uma organização da Europa. Em determinado momento, Wang decidiu que era mais interessante priorizar smartphones. 

Essa decisão apresentou um certo risco na época, mas depois, percebeu-se que foi a melhor escolha. Ao analisar o mercado, a cofundadora da HTC fez os investimentos necessários no momento adequado e conseguiu expandir o negócio.

Cher Wang foi eleita uma das mulheres mais influentes do universo da tecnologia pela Fast Company em 2011.

Fonte: Insight Sucess

6. Luíza Helena Trajano

Luiza Helena Trajano, ou simplesmente Luíza Trajano, nasceu no interior de São Paulo e foi a grande responsável por transformar uma loja local em um dos maiores varejos do país: o Magazine Luiza.

Atualmente, a rede opera em 21 estados e possui cerca de 1.110 lojas físicas espalhadas por 819 cidades brasileiras.

A rainha do varejo do Brasil iniciou na empresa de sua tia logo após se formar em Direito, em 1972, trabalhando em diversos setores. Em 1991 ela assumiu a liderança da marca e elaborou estratégias que a colocaram no topo.

Algumas delas foram a criação das primeiras lojas virtuais, vendas pela televisão, a Liquidação Fantástica e a entrada na bolsa de valores, que permitiu a aquisição de várias redes, como Netshoes e Estante Virtual.

Hoje, o cargo de presidente é ocupado por seu filho, que já mostrou talento nato para a função e foi o responsável pelo desenvolvimento do avatar Lu, sucesso entre os brasileiros. Isso para Luiza Trajano se dedicar a outros projetos corporativos, como o Mulheres do Brasil, que forma empresárias de micro e pequenas empresas.

Atualmente, Luiza Trajano é a maior acionista e atual presidente do Conselho de Administração.

Fonte: Forbes 

7. Sônia Hess

Sônia Hess foi eleita a terceira mulher de negócios mais poderosa do país, pela Forbes. A ex-presidente da Dudalina, camisaria catarinense, expandiu a empresa com crescimento de 30% ao ano em apenas seis anos no comando da marca.

Hoje ela é vice-presidente do Grupo Mulheres do Brasil, que possui mais de 100 mil associadas no Brasil e em outros países.

A proposta é transformar a sociedade por meio do protagonismo feminino com projetos que englobam as áreas de educação, saúde, habitação e emprego.

Fonte: Metrópoles

8. Oprah Winfrey

Embora todos conheçam a Oprah Winfrey apresentadora, nem todos conhecem a Oprah Winfrey investidora.

A americana possui um patrimônio líquido de aproximadamente US$3 bilhões e é uma das empresárias mais bem-sucedidas do mundo, de todos os tempos. Ela se tornou a primeira mulher bilionária negra e foi eleita como a celebridade e uma das mulheres mais poderosas do mundo.

Além disso, a apresentadora, atriz e produtora ganhou o Emmy Awards de melhor programa de talk show com o “The Oprah Winfrey Show”. Com a maior audiência dos Estados Unidos, a atração durou 25 anos e acabou em 2011.

Ela nasceu em um bairro pobre dos Estados Unidos e foi criada pela avó até os seis anos, pois seus pais moravam longe para trabalhar. Após se mudar com a avó, sofreu abuso sexual do tio e de seus primos.

Depois desse pesadelo em sua vida, ela foi morar com o pai, estudou e agarrou a primeira oportunidade de trabalhar com o público em uma rádio voltada à comunidade afro-americana.

Os próximos passos de Oprah mostraram para o que ela veio: formou-se em Comunicação e Artes Cênicas, participou da WJZ-TV News e coproduziu seu primeiro talk show. O sucesso com o público foi tanto que outra emissora a contratou e aumentou o tempo de seu programa.

Ela é ativista de causas como abuso sexual em crianças e criou a própria rede e instituições de apoio à famílias: a Harpo Productions, a Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls e a OWN (The Oprah Winfrey Network).

Fonte: Forbes

9. Wu Yajun

Wu Yajun é diretora-executiva e co-fundadora da Longfor Properties, incorporadora imobiliária. Seu patrimônio líquido é avaliado em US$11,7 bilhões.

De acordo com a Forbes, Wu Yajun é a mulher mais rica do mundo por seu trabalho. Afinal, ela já trabalhou em uma fábrica de instrumentos e medidores, onde ganhava US$16 por mês de salário.

Formada em engenharia, ela atuou como jornalista antes de trabalhar no setor imobiliário.

Fonte: Forbes

10. Sara Blakely

Sara Blakely é uma empresária americana e a única dona da Spanx, empresa que fundou. No portfólio da companhia, há mais de 200 peças de lingerie, vendidas em cerca de 11 mil lojas de departamentos, espalhadas em mais de 50 países.

O começo da marca foi devido a um incômodo da própria Sara ao se vestir: a roupa que iria a um evento marcava e apertava seu corpo. Para solucionar, ela cortou os pés de uma meia-calça e a colocou por baixo da roupa, modelando discretamente o corpo.

Com investimento inicial de 5.000 dólares, a empresa, hoje, é avaliada em um pouco mais de 1 bilhão de dólares. Sara se tornou a mulher mais jovem do mundo ao entrar na lista de bilionários. Em 2012 também foi citada como uma das 100 pessoas mais influentes mundialmente pela revista Times.

Além da Spanx, ela está à frente de uma fundação com o seu nome desde 2006. Ela se dedica a educar mulheres com formação empresarial e financia bolsas de estudo para jovens mulheres na África do Sul, no Community and Individual Development Association City Campus.

Fonte: Forbes

11. Alcione Albanesi

Alcione Albanesi é uma filantropa brasileira, presidente e fundadora da fabricante de lâmpadas FLC, sediada em São Paulo, e da ONG Amigos do Bem.

Ela tornou-se líder de mercado, conquistando diversos prêmios, devido às suas viagens à Ásia. Em 1992, ela voltou da China com as primeiras lâmpadas econômicas e, em 2014, inaugurou sua primeira fábrica de LED no Brasil, com investimento em tecnologias sustentáveis.

Atualmente, a empresária deposita sua energia na instituição “Amigos do Bem”, um dos maiores projetos sociais brasileiros, que muda a vida de milhares de pessoas que vivem em situação de miséria no Brasil.

A ONG atende a 60 mil pessoas no sertão nordestino e já garantiu prêmios como Empreendedor do Ano, da Ernst & Young, e Projeto Generosidade, da Editora Globo.

Fonte: Isto É

12. Patrícia Bonaldi

Patrícia Bonaldi é estilista e despontou no mercado de moda brasileiro ao abrir uma loja multimarcas em Uberlândia, Minas Gerais. Após receber muitos pedidos de ajustes em vestidos que eram produzidos por ela, surgiu um pedido para desenvolver um vestido sob medida.

Essa foi a oportunidade que Patrícia precisava para decolar como estilista e ganhar fama por suas roupas de alta costura com sua marca PatBO. Hoje, ela possui uma loja imensa de 1.500 metros quadrados nos Jardins, em São Paulo, e outra recentemente inaugurada no SoHo, em Nova York.

Além disso, suas roupas participam de desfiles importantes dentro e fora do país, como New York Fashion Week.

Atualmente, a marca PatBO é vendida em 25 países, em aproximadamente 250 pontos de vendas, além de seu e-commerce.

Fonte: Forbes

13. Folorunsho Alakija

A nigeriana Folorunsho Alakija é dona de dois impérios: Famfa Oil, empresa ligada à exploração de petróleo com participação na Agbami Oilfield, um ativo offshore prolífico, e Supreme Stitches, organização que pertence à indústria da moda, que veste pessoas renomadas, como a esposa do ex-presidente nigeriano Ibrahim Babangida.

Conhecida como “baronesa do petróleo”, a empresária e investidora iniciou sua carreira como executiva de banco. Em seguida, se tornou designer de moda. Por fim, virou a magnata do petróleo.

< Leia também: Noções do mercado financeiro para iniciantes [Guia Completo] />

Fonte: Pulse

5 páginas e perfis de mulheres investidoras para seguir

Para auxiliar nessa caminhada, também selecionamos alguns de perfis que contribuem para educação financeira das mulheres. Veja a seguir quais são eles!

1. Nós, mulheres investidoras

O movimento Nós, Mulheres Investidoras reúne áudios e vídeos a fim de incentivar o público feminino a buscar sua autonomia financeira e cuidar do seu próprio dinheiro.

Assista aos vídeos e ouça podcasts sobre questões que envolvem o mundo das finanças.

2. O espaço da mulher no mundo das finanças 

No podcast O espaço da Mulher no Mundo das Finanças, Taís Laporta e Priscila Yazbek conversaram com a diretora de marketing da Franklin Templeton, Carolina Cavenaghi.

Carolina é a criadora do movimento #fin4she, que estimula o ingresso feminino no mercado financeiro.

Ouça o bate-papo e saiba mais sobre as histórias e os projetos dessas mulheres investidoras.

3. Invista como uma garota 

O Invista como uma garota é um perfil do Instagram que tem o intuito propagar informações sobre investimentos para as mulheres.

A ideia é mostrar que saber administrar o dinheiro é fundamental para conquistar a independência, alcançar os objetivos e atingir o potencial. 

4. Me poupe!

O Me poupe! é uma das grandes mídias de finanças pessoais de todo o mundo. No site, existem artigos, simuladores de investimentos e planilhas para controle financeiro.

5. Nath Finanças 

Nath Finanças é o nome do canal do YouTube criado por Nathália Rodrigues com o intuito de ensinar educação financeira de forma simples e acessível para quem não entende nada do assunto.

Nathália fala principalmente com pessoas de baixa renda, sejam desempregados, estudantes, trabalhadores ou estagiários.

Como investir ou buscar investimento?

Você já ouviu falar no Mulheres Investidoras-Anjo? O MIA, associado à rede de investidores da Anjos do Brasil, foi fundado em dezembro de 2013 com o objetivo de fomentar investimentos de mulheres para mulheres.

Maria Rita Spina Bueno, que já atuava na Anjos do Brasil, juntou-se a Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, e a Camila Farani, ex-sócia do Lab22 e fundaram o movimento.

A proposta é promover encontros entre mulheres que já foram ou possuem potencial de serem investidoras para injetarem dinheiro em startups inovadoras e diversas.

Inspirou-se com a história dessas mulheres investidoras no Brasil e no mundo? Quer aprender mais sobre o mundo do investimento e saber quais passos são necessários para expandir seu próprio patrimônio?

Então aproveite essa oportunidade da Faculdade XP e assine mensalmente a plataforma de educação continuada que oferece dezenas de cursos completos, com certificados e conteúdos interativos.

A XPE Multi+ possui cursos como:

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Soft Skills e Hard Skills: o que são e como desenvolvê-las?

Você já ouviu ou leu os termos Soft Skills e Hard Skills por aí. Estamos certos? Mas você sabe qual o significado dessas palavras?

Soft Skills e Hard Skills são expressões frequentemente presentes no vocabulário de recrutadores. Elas são usadas para categorizar as habilidades que candidatos às vagas de emprego têm, ou até mesmo para ajudar na realização da avaliação de colaboradores de uma empresa. 

É importante ressaltar que profissionais de Recursos Humanos (RH), no passado, focavam única e exclusivamente nas Hard Skills ao avaliar candidatos e funcionários. No entanto, com o avanço e desenvolvimento do mercado de trabalho, esse cenário mudou e a bola da vez vem sendo as habilidades conhecidas como Soft Skills.

Vamos conhecer as Soft e Hard Skills e aprender a desenvolvê-las? É só continuar a leitura!

O que são os soft skills e hard skills?

Com a popularização da língua inglesa, acabamos trazendo alguns termos dela para o nosso cotidiano. A palavra skills é um deles. 

“Skills” significa, nada mais que “habilidades” em português, ou seja, são termos que dão significado aos tipos de aptidões que uma pessoa pode ter. Vamos conhecer mais delas!

Soft Skills 

Estas são as habilidades que dizem respeito ao comportamento do indivíduo. As soft skills elencam a capacidade que um ser humano tem de conviver com pessoas, trabalhar sob pressão e como se dá a sua adaptação em diferentes e conflituosas situações, por exemplo.

Em suma, são essenciais para mensurar o fit com a cultura de uma empresa, de um time e como um provável funcionário irá se comportar caso seja aprovado em um processo seletivo. 

Andrea Iorio, palestrante e best-seller provou para a Época Negócios que, em estudos com os seus mais de 200 profissionais de Recursos Humanos, para 93% dos RHs pesquisados, o melhor candidato é aquele que tem Soft Skills desenvolvidas, não o contrário.

Isso quer dizer que as Hard Skills não são importantes? Definitivamente não. Elas são essenciais para a condução de muitas profissões. É chegada a hora de conhecê-las.

Hard Skills 

As Hard Skills são as competências técnicas, ou seja, aquelas que você normalmente adquire por meio de formação acadêmica, cursos e certificações. 

Elas são essenciais para o recrutador selecionar as pessoas corretas para uma vaga específica, e para o candidato saber o que precisa estudar para se destacar no mercado. 

Hard Skills estão normalmente expostas nas vagas de emprego, muitas vezes até no título da oportunidade. Assim, ter o currículo alinhado com elas facilita a possibilidade do seu ser escolhido pelos softwares que fazem uma varredura nos candidatos e selecionam os profissionais que dão “match” com a vaga. 

Qual a diferença entre soft skills e hard skills?

Enquanto as Soft Skills representam as habilidades comportamentais, as Hard Skills representam as técnicas. 

Apesar de o mercado vir buscando e valorizando profissionais com Soft Skills bem desenvolvidas, se faz necessário um equilíbrio dos dois tipos de habilidades, visto que, um não funciona bem sem o outro. 

Aqueles profissionais que conseguem aliar as habilidades técnicas dominando a inteligência emocional são os que se destacarão, definitivamente, no mercado de trabalho.

Fisiologicamente falando, os dois tipos de habilidades divergem. 

Mulher medita para desenvolver soft skills e hard skills
Soft skills e hard skills podem ser desenvolvidas ao longo do tempo.

Ao passo que as Soft Skills são reguladas pelo lado direito do cérebro, já que equivalem à capacidade emocional e mental, as Hard Skills são reguladas pela parte esquerda do cérebro, a metade da lógica.

Outro fator que diferencia essas características é o fato de que os diferentes tipos de Hard Skills são bem similares: todo Assessor de Investimentos, por exemplo, faz o mesmo trabalho. Não importa a empresa que atue, ou até mesmo sendo autônomo, as skills necessárias não divergem muito. 

Já quando falamos de Soft Skills, elas podem ser muito variáveis, visto que dependem da personalidade da pessoa, dos times que trabalhou e, principalmente, da cultura organizacional das empresas onde passou. 

Vamos conhecer exemplos dessas habilidades? 

5 Exemplos de Soft Skills

Hoje, listamos 5 exemplos de habilidades comportamentais. São elas: 

1. Gestão do Tempo

Além de promover uma melhor qualidade de vida dentro e fora do trabalho, manter uma boa gestão do tempo contribui para uma maior produtividade, ou seja, chega de demandas entregues em cima da hora!

2. Inteligência Emocional  

Diz respeito à capacidade que um indivíduo tem de reconhecer os seus sentimentos, além de lidar e reconhecer as emoções do outro. 

3. Boa comunicação

A comunicação pode acalmar ânimos ou criar grandes conflitos. Assim, para manter a linearidade nos processos, demandas organizadas e uma equipe que trabalha de maneira saudável e respeitosa, ter uma boa comunicação é essencial. 

4. Atitude Positiva

Nos momentos mais tensos do trabalho, a energia da equipe normalmente cai. Por isso, ter profissionais que atuam com atitude positiva em meio às dificuldades é essencial para que o time continue performando e acreditando no porquê de fazer o que fazem. 

5. Resiliência

Como você reage aos seus problemas? E aos feedbacks? 

A resiliência é a soft skill que mostra a capacidade que um indivíduo tem de lidar com contratempos, mantendo a educação e buscando a adaptação à situação. 

Soft Skills mais desejadas pelas empresas 

O relatório do Fórum Econômico Mundial, “O Futuro do Trabalho 2020”, listou 11 habilidades comportamentais mais desejadas pelas empresas até 2025. São elas: 

  1. Pensamento analítico e inovação;
  2. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizado;
  3. Resolução de problemas;
  4. Pensamento crítico;
  5. Criatividade;
  6. Liderança;
  7. Resiliência;
  8. Raciocínio lógico;
  9. Inteligência emocional;
  10. Foco no cliente;
  11. Persuasão e negociação.

5 Exemplos de Hard Skills

Agora, vamos falar de Hard Skills!

1. Línguas 

Diz respeito ao seu nível de proficiência em línguas estrangeiras como inglês, espanhol e francês.

2. Design 

Essas habilidades são referentes ao seu domínio em ferramentas usadas por designers: Illustrator, Photoshop, InDesign e até mesmo o UX Design

Além disso, podem estar relacionadas à arte, como desenho à mão, ilustração e tipografia. 

3. Marketing

Essenciais para profissionais que desejam imergir no mundo publicitário: domínio de social media, copywriting, vendas, pesquisa de público, customer success e entre outros. 

4. Habilidades relacionadas à escrita

Neste caso, para profissionais do jornalismo ou da área acadêmica, são indispensáveis. 

Remetem a escrita básica, ou seja, gramática, concordância verbal e não-verbal, pontuação, ortografia e até mesmo vocabulário.

5. Formações

Diplomas universitários ou técnicos também são Hard Skills. Inclusive, são os mais comuns!

Como mapear as suas habilidades?

No que diz respeito às Hard Skills, procure todos os cursos, diplomas, certificações e softwares que usa/fez e observe: quais desses eu aprendi e consigo colocar em prática? Assim, rapidamente você mapeará as suas habilidades técnicas. 

Já falando das habilidades comportamentais, você precisará fazer uma autoanálise profunda. Caso a empresa que trabalhe possua feedbacks ou avaliações periódicas de desempenho, essas são ótimas oportunidades para conversar com o seu líder e chefe para receber respostas acerca do tema.

Importância das Soft Skills e Hard Skills para os profissionais

Provavelmente, as Hard Skills facilitarão a sua entrada em empresas, mas são as Soft Skills que o manterão lá. Unir as duas competências fará de você um profissional completo. 

Portanto, exercite o autoconhecimento e compreenda que o desenvolvimento dessas habilidades não tem um fim, precisa fazer parte de toda a sua jornada profissional.

Importância das Soft Skills e Hard Skills para as empresas

Quando falamos de habilidades técnicas, precisamos ressaltar a importância de manter-se atualizado, visto que, o ambiente corporativo está sempre em constante evolução e as Hard Skills que você tem hoje provavelmente não serão suficientes daqui há 2 anos. 

Além disso, empresas não caminham sem profissionais que sejam realmente bons tecnicamente falando, ou seja, que não dominem línguas, softwares, escrita e análises, por exemplo.

No que toca às habilidades comportamentais, empresas com profissionais que as dominam além de serem mais diversificadas, são mais criativas e geram pontos de vista diferentes, colaborando com a expansão e posicionamento à frente da concorrência. 

Qual a relação das habilidades no desempenho do profissional?

Soft Skills e Hard Skills caminham lado a lado do desempenho profissional dos indivíduos. 

As Soft Skills dominam esse quesito, já que, se uma pessoa domina gestão do tempo, por exemplo, ela conseguirá ser mais produtiva, fazer mais e melhor e, além disso, dará importância a demandas mais relevantes, fazendo com que a empresa caminhe e o profissional também. 

Como desenvolver as habilidades de soft skills e hard skills?

  • Soft Skills: ouça bem os feedbacks dos seus líderes e comece a implementar melhorias no que você não é tão bom; 
  • Hard Skills: busque o que está em alta na sua profissão e faça cursos, veja videoaulas e invista em línguas estrangeiras para se diferenciar no mercado.

Como as empresas podem ajudar no desenvolvimento das habilidades?

Treinamentos, sejam eles teóricos ou práticos são utilizados por muitas empresas para desenvolver Soft Skills e Hard Skills dos seus colaboradores.  

Andrea Iorio, best-seller e palestrante já citado neste artigo, ressalta que no seu estudo, cerca de 75% das empresas que participaram da pesquisa declararam que nos próximos dois anos darão prioridade aos treinamentos de Soft Skills. 

Se você quer começar a treinar agora, sem esperar pela sua empresa, temos a solução para você: a Multi+! Uma plataforma focada em te ensinar de forma prática com os melhores profissionais do mercado e com diversos cursos livres e bootcamps que ajudarão você a potencializar as suas Soft Skills e Hard Skills.

Quais as melhores ferramentas de prototipagem? Conheça 14

Veja alguns dos fatores que mais podem influenciar e quais as opções disponíveis para você escolher!

As opções de ferramentas de prototipagem disponíveis no mercado continuam a aumentar. A Figma, por exemplo, foi uma das ferramentas que mais cresceu nos últimos anos, atingindo uma avaliação de US$ 10 bilhões em menos de 5 anos 

Quem sabe o que estará disponível daqui um mês ou um ano?

Antes de irmos aos principais fatores e quais as melhores ferramentas de prototipagem, vamos entender rapidamente um pouco sobre o seu conceito!

O que é prototipagem? 

A definição de um protótipo é uma amostra, modelo ou lançamento inicial de um produto construído com o objetivo de testar conceitos ou processos. Ou seja, a prototipagem serve para avaliar um novo produto ou projeto e a sua usabilidade antes de investir tempo e dinheiro em seu desenvolvimento.

A principal finalidade de uma prototipagem é validar o design com antecedência, coletando feedbacks do mercado, que orientarão os esforços no desenvolvimento do produto.

Em geral, a prototipagem funciona para:

  • descrever melhor a intenção do seu design final;
  • defender suas decisões com o feedbacks dos clientes;
  • economizar tempo e dinheiro fazendo as alterações necessárias durante o desenvolvimento;
  • trazer confiança para apresentar um produto ou projeto adequado ao mercado.

< Leia também: UI e UX Design: diferenças e semelhanças / >

A criação de protótipos é essencial no processo de design, uma vez que serve para revisar os conceitos básicos do projeto desde a fase inicial de desenvolvimento, além de permitir compartilhar feedbacks com toda a equipe.

Com as ferramentas de prototipagem para design de UX (User Experience), é possível desenvolver um modelo interativo de sites e aplicativos para identificar qualquer problema no fluxo.

Como escolher uma ferramenta de prototipação?

O que levar em consideração ao escolher Marvel, Invision, Axure ou outra ferramenta de prototipagem? Estes são os principais fatores influenciadores que podem impulsionar a escolha da plataforma ideal, em ordem de importância:

  1. intenção do protótipo;
  2. familiaridade e disponibilidade;
  3. tempo e esforço para produzir um protótipo funcional;
  4. criando protótipo utilizável para teste;
  5. curva de aprendizado;
  6. preços;
  7. capacidade de criar os próprios Widgets GUI (Graphical User Interface);
  8. recursos de design colaborativo e remoto;
  9. soluções e padrões integrados para transições;
  10. Widgets de GUI incorporados;
  11. Criação de código fonte utilizável.

Você pode notar a presença de “criação de código fonte utilizável” e que está na parte inferior da lista de prioridades. Este é um ponto um pouco complicado, já que a criação de protótipos que são reutilizáveis para a produção final não é algo comumente feito ou recomendado e há várias razões para isso.

14 melhores ferramentas de prototipagem

As opções abaixo formam uma lista das melhores ferramentas de prototipagem que podem ajudar a apresentar melhor suas ideias de design. Ela serve para diminuir as suas opções à medida que escolhe o que melhor acomoda seu projeto e restrições de tempo. 

Porém, tenha em mente que é difícil encontrar uma ferramenta que faça tudo. Às vezes, precisamos usar as melhores partes de um software antes de transferir nosso trabalho para uma plataforma com recursos diferentes.

A sugestão é descobrir o que você precisa para a apresentação na qual está focando, identificar o seu público e determinar a fidelidade que precisa. Às vezes é necessário desenvolver algo do zero, enquanto em outras você só precisa estabelecer o link entre as telas.

A seguir, confira as melhores ferramentas de prototipagem!

1. Figma

Uma das preferidas de muitos usuários e cada vez mais em alta, o Figma foi uma das primeiras ferramentas de prototipagem baseadas em navegador. 

Com ele, é possível criar layouts de alta fidelidade e coletar comentários ou anotações sobre os projetos para trazer as ideias da equipe à vida.

< Indicação de leitura: Figma: o que é e como utilizar a ferramenta de design / >

2. Marvel App 

O Marvel App é fácil de usar e faz um ótimo trabalho com transições simples. Tudo que você precisa é de um papel, caneta e um telefone para começar o seu projeto.

Também está disponível para iOS e Android com a possibilidade de tirar fotos do seu rascunho e linkar

3. Balsamiq

O software de wireframe Balsamiq apresenta mais fidelidade no próximo passo após o papel. 

A biblioteca de widgets do wireframe do Axure é mais bem avaliada, mas as duas ferramentas de prototipagem online funcionam de forma parecida.

4. Keynotopia 

A plataforma Keynotopia oferece uma vasta biblioteca de modelos de wireframe e é ideal para criar protótipos em Apple Keynote, PowerPoint e Google Slides

É uma das maiores coleções de kits de interface do usuário para projetar mockups, wireframes e protótipos de aplicativos interativos em 30 minutos ou menos.

5. Justinmind

A ferramenta Justinmind ganhou bastante fama nos últimos tempos e muitos a acham parecida com o Axure. 

Um de seus recursos de destaque é poder selecionar a plataforma para a qual você está projetando desde o início.

6. Axure

Com o Axure, é possível partir para a alta fidelidade, mas o ideal é para wireframes. Talvez seja a ferramenta de prototipagem mais popular no UX, sendo amplamente utilizada desde 2002, ainda mais graças a suas inúmeras funcionalidades.

7. AfterEffects

O famoso software de animação e efeitos especiais da Adobe, AfterEffects, possui uma curva de aprendizado longa, mas tem uma vasta quantidade de opções para personalização.

É uma das ferramentas preferidas de profissionais de Motion Design.

8. Framer 

A ferramenta de prototipagem online Framer também pode ter uma curva de aprendizado difícil para os menos experientes e sem tantos conhecimentos avançados, mas é muito eficaz no que se propõe e com um grande potencial.

Ela é mais voltada a usuários que trabalham com aplicações da Apple e pode ser integrada ao Sketch.

9. Proto.io

A Proto.io dá vida à sua ideia em pouco tempo com uma solução de prototipagem para todas as suas necessidades, criando interfaces de alta fidelidade que podem ser executadas no seu dispositivo.

É uma das ferramentas de prototipação ideais para designers de UX, empreendedores, gerentes de produto e profissionais de marketing.

10. Origami Studio

Disponível para Mac e criado pelo próprio Facebook, o Origami Studio é ideal para apresentar animações para aplicações e funciona facilmente entre Sketch e o Figma. 

A ferramenta é usada principalmente em apps iOS, embora também seja compatível com protótipos interativos no Android com a integração Apple Quartz Composer.

11. Adobe XD

Embora ainda esteja em versão beta, tem muitos recursos promissores para o motion design, além de suporte para Mac e Windows.

O nome da Adobe é muito forte e a empresa sempre pode surpreender, mesmo tendo perdido tanto espaço dentro do design de interfaces.

12. Flinto 

O Flinto se diferencia com as suas transições que permitem organizar cada elemento de forma muito rápida e eficiente, sendo uma das melhores ferramentas de prototipagem para ajustar entre várias páginas e telas no celular.

Também faz algumas animações mais básicas.

13. Invision app

Com uma boa variedade de quadros com transições simples, o Invision possui recursos e um espaço de trabalho para que as equipes colaborem melhor em tempo real, alinhem-se mais rapidamente e avancem juntas.

14. Webflow

O Webflow oferece aos designers e desenvolvedores o poder de projetar, construir e lançar sites sensíveis visualmente, enquanto escrevem um código fonte bastante limpo.

< Não deixe de ler: o que é User Experience? Como seguir carreira em UX? / > 

Agora que você já sabe quais são as melhores ferramentas de prototipação, o que acha de procurar uma carreira com possibilidades de crescimento na área de User Experience e tecnologia?

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Saiba tudo sobre cartão de crédito para menor de 18 anos

Conhece alguém que é menor de 18 anos e precisa de um cartão de crédito? Saiba que é possível solicitar cartão de crédito para crianças e adolescentes. Para isso acontecer, os pais ou responsáveis devem solicitá-lo, e, em alguns casos, se o jovem for emancipado, existem bancos e contas digitais que permitem o pedido.

Além da função crédito, há no mercado mais tipos de cartões que podem ser indicados para os jovens, como: cartão mesada, cartão pré-pago e cartão de débito.

Mas, antes de pedir um cartão de crédito para menor de 18, é importante lembrar que a educação financeira deve ser ensinada desde cedo, pois, por meio dela, os menores aprendem a lidar com o dinheiro, e conseguem gerenciar melhor os seus recursos financeiros, entendendo, por exemplo, como usar um limite de cartão de crédito de maneira inteligente.

Para te ajudar a entender mais sobre como pedir um cartão de crédito para menor de 18 anos, tipos de cartão existentes e quais bancos e fintechs disponibilizam esse recurso, continue essa leitura!

Cartão de crédito: qual o melhor momento de pedir um?

Não existe um momento ideal para solicitar um cartão, mas se você precisa comprar itens ou serviços de alto valor e não possui o dinheiro integral, o cartão de crédito pode te ajudar.

Mas, atenção! Você deve considerar o seu nível de endividamento, identificando se você tem um histórico de pagamentos atrasados. Isso conta muito na hora que do banco decidir se libera ou não o cartão.

Além disso, é importante comparar as taxas e os limites de crédito de várias instituições financeiras antes de escolher o seu cartão de crédito.

<Leia depois: entenda conceitos e aplicabilidade de um planejamento financeiro />

É possível pedir um cartão de crédito para menor de 18 anos?

Sim! Para isso, um adulto deve pedir o cartão para o menor de 18 anos, considerando o formato e o limite de crédito mais adequado para o jovem.

Quais os tipos de cartão para crianças e adolescentes?

Confira abaixo os principais tipos de cartões para menores de idade e as funções:

Cartão adicional

Um cartão adicional é uma opção que muitas pessoas utilizam para dar para alguém usar. Alguns bancos pedem grau de parentesco, já outras, não.

Como funciona um cartão adicional? Nele, o titular do cartão principal pode acompanhar as compras feitas pelos usuários dos adicionais, seja na função débito ou crédito. Ambos utilizam do mesmo limite geral e a conta é única.

Cartão mesada

O cartão mesada substitui a quantia física dado pelos pais aos seus filhos como antigamente. Com isso, os jovens podem comprar com o cartão mesada — itens/serviços que querem ou precisam. Geralmente, são dados para crianças a partir de 8,10 e 12 anos.

O valor, indicado em um cartão de débito ou pré-pago, pode ser depositado semanalmente, mensalmente e até anualmente.

Cartão pré-pago

Os cartões pré-pagos são uma ótima opção para quem quer controlar o orçamento. Com um cartão pré-pago, a criança ou jovem só pode gastar o dinheiro que estiver carregado previamente no cartão. Além disso, esses cartões são aceitos em quase todos os lugares, o que os torna muito convenientes.

Veja algumas opções de cartão pré-pago do mercado:

  • Cartão pré-pago banQi;
  • Cartão pré-pago PagBank;
  • Cartão pré-pago Paypal;
  • Cartão pré-pago RecargaPay;
  • Cartão pré-pago Mercado Pago.

Cartão de débito

Também existem opções de cartão de débito, vinculados a uma conta digital aberta para o jovem. Mas o gerenciamento dessa conta fica na responsabilidade dos pais ou responsáveis.

Cartão universitário

Há várias instituições financeiras que emitem o cartão universitário, para aqueles que estão cursando a graduação ou querem ingressar na faculdade.

Como o cartão de crédito universitário funciona? Geralmente, ele é concedido mediante comprovação de recebimento de bolsa de pesquisa, iniciação à docência, estágio e afins.

O cartão pode fornecer diversos benefícios, dentre eles a meia entrada em eventos culturais. Alguns cartões desse tipo têm a isenção da anuidade por gasto mínimo, já outros são livres de taxas.

Conheça os mais indicados:

  • Itaucard Universitário;
  • Cartão Santander SX Universitário;
  • Cartão CAIXA Universitário Internacional;
  • Cartão Bradesco Universitário.

Quais instituições bancárias oferecem cartão de crédito para menor de 18 anos?

Algumas instituições financeiras e fintechs permitem que menores de 18 anos abram contam e tenham um cartão de crédito. As mais conhecidas são: Picpay, NEXT, Banco Z1, Banco Inter e Nubank.

<Confira também: educação financeira para jovens [guia] />

Benefícios de ter um cartão

Um cartão de crédito ou de débito pode proporcionar muitos benefícios, tanto para o titular do cartão quanto para a empresa que o emitiu.

Algumas das vantagens mais óbvias de um cartão são a facilidade de compra e a flexibilidade de pagamento que ele oferece. No entanto, existem outros aspectos menos óbvios que podem ser igualmente valiosos.

Por exemplo, um cartão de crédito pode ajudar a melhorar o seu credit score, facilitando a aprovação de empréstimo no futuro. Ademais, muitos cartões de crédito oferecem vantagens adicionais, como cashback (dinheiro de volta, em português), ou pontos de recompensa nos programas de fidelidade.

Quais cuidados tomar ao fazer um cartão de crédito para um menor de 18 anos?

Uma pesquisa do SPC Brasil revela que 47% das pessoas da chamada Geração Z, que tem hoje de 18 a 25 anos, não faz o controle dos seus gastos. Esse é um número alarmante!

É muito importante que as finanças sejam mantidas em ordem, por isso, veja algumas dicas que podem ajudar o jovem a organizar as compras no cartão de crédito:

  1. Pague as contas no prazo. Atrasar o pagamento pode render juros e taxas altas.
  2. O cartão de crédito não deve ser usado para comprar que não podem ser pagas posteriormente.
  3. Cuidado com as ofertas de crédito. Muitas vezes, as pessoas são atraídas por ofertas de crédito que parecem boas, mas acabam pagando mais juros. Leia as letras pequenas de qualquer oferta antes de aceitá-la.
  4. Ensine o menor a não comprar coisas das quais não precisa.
  5. Nunca usar o cartão de crédito como um empréstimo. Isso pode causar endividamento.

Qual a importância da educação financeira para menores de 18 anos que já utilizam cartão de crédito?

A educação financeira é muito importante para jovens porque ela os ajuda a entender como o dinheiro funciona no dia a dia. Assim, a criança ou adolescente aprende a economizar, investir e gerenciar o dinheiro de maneira consciente e eficientemente, desde a juventude.

Gosta do assunto? Faça ou dê de presente o curso Educação Financeira para Jovens. Um conteúdo completo para ajudar na preparação para os desafios e responsabilidades da vida adulta em relação às finanças.

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

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Saiba o que é IOF e quando esse imposto é cobrado

Você já reparou que na nota fiscal de suas compras o valor total inclui impostos e tributos? E não é só. Eles também estão presentes na fatura do cartão de crédito, no resgate de investimentos e até mesmo na compra de moedas estrangeiras. Embora digam que o Brasil é um dos países no qual se paga mais impostos, poucos sabem quais são eles. Por isso, hoje vamos falar sobre o que é IOF.

Talvez você não saiba definir o conceito dessa sigla, mas certamente ela já esteve embutida em algum pagamento que fez. No artigo abaixo falamos mais sobre o IOF, em que situações é cobrado e de que maneira ele impacta financiamentos. Confira!

O que é IOF?

IOF é a sigla de Imposto sobre Operações Financeiras. Assim como o nome já sugere, ele é pago em qualquer operação financeira, como:

  • Câmbio;
  • Crédito;
  • Operações de títulos;
  • Operações de valores mobiliários (como bolsa de valores e fundo imobiliário);
  • Seguros.

Por ser um tributo federal, o IOF é cobrado de todas as pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas. Já a porcentagem varia conforme o tipo de operação.

Para que ele serve?

A cobrança de IOF nas operações cumpre com dois objetivos. O primeiro, gerar receita para a União. Isso significa que o Governo recebe essa porcentagem e a redireciona para o desenvolvimento de questões sociais.

Já a segunda função do IOF é controlar a economia do país. Considerando que esse imposto está atrelado a operações financeiras, quanto maior a arrecadação, sabe-se que mais operações estão ocorrendo.

Mas cuidado: alta arrecadação de IOF não é necessariamente sinônimo de boa economia. Isso porque o imposto também é cobrado por operações como empréstimos.

Em quais situações o IOF é cobrado?

Como já dissemos, o IOF é cobrado sobre as operações financeiras. Quem usa cartão de crédito em compras internacionais, certamente já percebeu ele no detalhamento da fatura. Mas esse imposto também está presente em outros tipos de operações.

  • Compra ou venda de moeda estrangeira, como Dólar e Euro;
  • Empréstimos ou financiamentos (exceto imóveis residenciais);
  • Resgate de investimentos;
  • Contratação de seguros;
  • Uso de cheque especial.

A maneira como o IOF é aplicado varia conforme o tipo de operação. No caso de compras no cartão, por exemplo, essa aplicação ocorre em uma única vez. Já quando ela é decorrente do uso de produtos como o cheque especial, o cálculo é feito sobre a quantidade de dias da operação.

< Leia também: Como funciona o IOF no Tesouro Direto? Entenda a cobrança e calcule a taxa />

Tabela de alíquotas do IOF

O valor de IOF a ser cobrado varia de acordo com as seguintes variáveis:

  • Tipo de operação;
  • Valor da operação;
  • Tempo da operação.

Veja a tabela de alíquotas desse imposto de acordo com o tipo da operação:

Tabela de alíquota IOF 2022

Dá para saber o valor do IOF que será cobrado?

Embora o IOF a ser cobrado varie, é possível saber com antecedência o valor a ser pago por esse imposto. Para isso, é só multiplicar o montante da operação pela alíquota referente. Que tal um exemplo?

Imagine que você quer presentear uma amiga gestante com um carrinho. Sabendo que nos Estados Unidos esse produto é mais barato, decidiu acessar um site internacional para fazer a compra. O valor do carrinho, em reais, é de R$ 1.200 e você usou seu cartão de crédito para fazer o pagamento.

Neste caso, a conta a ser feita é:

IOF = R$ 1.200 x 0,0638 (alíquota para compras internacionais no cartão)

Assim, o pagamento de IOF será de R$ 76,56.

Porém, se você decidiu aproveitar e planejar uma viagem de férias para os Estados Unidos, o IOF será de R$ 13,20. Isso porque a alíquota para câmbio é de 1,10%.

Como o IOF impacta os financiamentos?

Seguindo a tabela de alíquotas que mostramos, o IOF cobrado por operações de financiamento é de 0,38%. Esse valor é fixo na contratação e aplicado sobre o valor da operação.

Além disso, há também uma porcentagem diária de 0,0082%, que é calculada de acordo com o prazo total previsto para o pagamento. Esse valor está embutido nas parcelas e faz parte do Custo Efetivo Total (CET).

O CET foi criado pelo Banco Central para determinar que as instituições financeiras informassem o custo total das operações já na contratação do serviço. Neste caso, é possível visualizar o total a ser pago pelo IOF já na assinatura do contrato.

Dá para conseguir isenção do IOF?

Embora a regra determine que o IOF seja cobrado em todas as operações financeiras, existem algumas situações que podem isentar essa cobrança. Uma delas é o financiamento imobiliário residencial e os seguros relacionados a esses financiamentos.

Os portadores de deficiência também podem fazer financiamento para a compra de carros adaptados sem pagar pelo imposto.

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Ao fim, além de saber mais sobre como o país é influenciado pelas questões financeiras, também aprende a dar os primeiros passos rumo aos investimentos de sucesso. Para saber mais, é só acessar a página oficial do curso.

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Hacker Ético: o que é e como se tornar um

Você já deve ter ouvido falar sobre o termo hacker, certo? A primeira coisa que a maioria lembra é que são pessoas ruins e criminosas que invadem sistemas e outras informações que deveriam ser privadas. Só que você sabia que nem todo hacker é ilegal ou corrompido? Existe o hacker ético.

Não muito conhecido, essa profissão pode ajudar muito as empresas e outras estratégias governamentais, pois nada mais é do que programadores que sabem mais do que os outros. 

Continue a leitura deste artigo para entender mais detalhes sobre o que é o hacker ético, sua função e outros detalhes para saber se é uma carreira que vale a pena investir. Confira! 

O que é hacker ético?

O hacker ético, também conhecido como white hat hacker, é um especialista em segurança da informação que faz uma invasão autorizada em um sistema de computador, rede, aplicativo ou outro recurso de computação em nome de seus proprietários

Vamos com um exemplo prático para explicar: seu gestor precisa solucionar um problema de vulnerabilidade de dados dentro do sistema da empresa. Daí ele convoca um programador para hackear o sistema e identificar o que ele encontra. Isso é o hacker ético: agir violando regras, mas com uma autorização prévia para isso. 

É muito comum as empresas planejarem e executarem os chamados testes de invasão porque são eles que vão prevenir que um realmente aconteça e cause problemas para a organização.

O que os hackers éticos fazem?

Eles fazem todo o processo que envolve encontrar e tentar explorar vulnerabilidades para determinar se o acesso não autorizado ou outras atividades maliciosas são possíveis. Assim, ajudam as organizações:

  • Encontrando vulnerabilidades – aqui eles veem se as medidas de segurança de TI são eficazes, se há a necessidade de alguma atualização e pensam em soluções para os problemas que encontrarem. 
  • Demonstrando os métodos dos cibercriminosos – a ideia é ser transparente em como um hacker criminoso atuaria, mostrando as principais técnicas da área, o que pode ser feito de mal intencionado e coisas nesse estilo de causar grandes estragos à organização.
  • Ajudando a se proteger para um ataque cibernético – é de conhecimento geral que os ataques cibernéticos podem paralisar ou destruir uma empresa, principalmente se for uma empresa menor, por isso, a função dos hackers éticos é entender como esses agentes de ameaças operam e criar meios para impedir isso.

Skills necessárias para ethical hacking

Se você quer investir uma carreira na área é importante se atentar a alguns fatores. 

Primeiramente, não há critérios de educação padrão para um hacker ético, portanto, uma organização pode definir seus próprios requisitos para essa posição. No entanto, é necessário que a pessoa goste de tecnologia da informação e das técnicas das funções de programador e desenvolvedor. 

Logo, é natural gostar de números, linguagens de programação e computador

Falando de assuntos específicos, seriam os relacionados a:

  • Sistemas operacionais;
  • Redes de computadores;
  • Segurança da informação;
  • Desenvolvimento de sistemas;
  • Técnicas de criptografia;
  • Computação em nuvem;
  • E muito mais.

O interessante é que profissionais especializados na área podem atuar de diversas formas além do hacker ético, conforme você verá no próximo tópico.

Como é o mercado de ethical hacker?

Por ser um mercado relativamente novo e pouco conhecido, existem algumas oportunidades interessantes. A demanda vem aumentando a cada dia, mas o importante é que qualquer tipo de empresa pode exigir desse profissional, principalmente as multinacionais ou relacionadas à governos, pois têm mais vulnerabilidade a ataques cibernéticos.

Lembre-se que todos os dias empresas de portes variados sofrem tentativas de invasões e precisam de defesas cibernéticas e os prejuízos podem custar bem alto, além de impactar de forma negativa sua reputação no mercado. 

Quanto ganha um hacker ético?

Os altos salários são um dos fatores que chamam bastante atenção. Há previsões que eles podem chegar até R$50 mil reais no mês.

Segundo a Glassdoor é em torno de mais 100 mil dólares no ano, o que dá em torno de 40-50 mil reais ao mês mesmo.

Como se tornar um profissional de ethical hacking?

Agora que você já sabe sobre o conceito, a profissão e o mercado, como investir na área?

Primeiramente é preciso gostar muito de tecnologia, sistemas computacionais e outras redes de internet. 

Depois você pode procurar cursos de tecnologia da informação, seja por formação, bootcamps, para se especializar como programador, desenvolvedor ou engenheiro de software. 

Assim você terá o embasamento necessário para iniciar na carreira e alavancar no mercado. 

Aqui na Faculdade XP nós temos uma pós-graduação em Segurança Cibernética que vai dar o necessário para você atuar como hacker ético. Saiba mais como podemos lhe ajudar em busca de construir seu sucesso profissional.

Quer trabalhar com BI? Conheça a carreira em Inteligência de Negócios

Inteligência de negócios é uma especialização muito valorizada pelo mercado. Entenda como trabalhar com BI, seus desafios e diferenciais

No mundo globalizado digital, o bem mais precioso é a informação. 

As organizações estão, cada vez mais, em busca de dados íntegros e com qualidade para auxiliar na tomada de decisões estratégicas e geração de valor. Isso porque elas reconhecem os dados como um ativo da organização, e que apoiam a tomada de decisões nos negócios. 

Os resultados da análise de Inteligência são usados para desenvolver previsões de comportamento ou de ações recomendadas a serem adotadas pelas lideranças de uma organização, país ou indústria.

Devido a essa crescente necessidade, se torna imprescindível a existência de processos inteligentes e automatizados que garantam a entrega da informação de maneira segura e confiável. 

Para que isso seja possível, existe o Analista de BI (Business Intelligence). 

Ele é quem consegue responder questões como essas: como essas informações devem ser coletadas? É possível consolidar informações de diferentes origens? Como devem ser tratadas e armazenadas? Existem ferramentas apropriadas? Como garantir a qualidade? De que forma desenvolver processos performáticos e automatizados? Como garantir a governança destes dados?

As respostas para essas perguntas e tantas outras serão encontradas nesse artigo. Tem vontade de trabalhar com BI? Então continue a leitura. 

Desafios do analista de BI

Atualmente, as organizações precisam de informação para se manterem competitivas e entregarem valor para seus clientes e parceiros. 

Contudo, para que seja possível gerar informação segura e de qualidade, o analista de Inteligência de Negócio deve superar alguns desafios, como:

  • Cultura da organização;
  • Singularidade do negócio;
  • Entendimento das necessidades da organização ;
  • Múltiplas origens dos dados;
  • Diversidade de tecnologias sistêmicas;
  • Disponibilidade dos usuários;
  • Investimento em Tecnologia;
  • Segurança das aplicações;
  • Conformidade com órgãos reguladores;
  • Soluções que não utilizam padrões de mercado;
  • Necessidade de integrações com diversas soluções legadas na própria organização e de parceiros;
  • Problemas na definição do escopo dos projetos relacionados aos requisitos de negócio e arquiteturais.
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Quer trabalhar com BI? Veja se você tem o perfil

Um profissional que deseja seguir carreira em BI precisa desenvolver habilidades para resolver os desafios que a posição lhe compete. Aqui estão algumas das competências-chave do analista de Inteligência de Negócios: 

Comunicação

Saber expressar e se fazer entender são pontos cruciais para o sucesso. Ter clareza na definição de premissas para execução de atividades, habilidade para comunicar e definir escopos e riscos, buscando apresentar as soluções de Inteligência em uma linguagem direta e objetiva, que tanto o sponsor quanto às áreas interessadas entendam.

Pacificador

O analista de BI tem uma tarefa árdua, porém gloriosa: é ele quem faz a ponte entre o sponsor e as áreas interessadas. Ele é a pessoa capaz de traduzir a regra do negócio para o mundo técnico. É ele o responsável por alinhar expectativas de quem paga o projeto com quem usa os entregáveis do projeto.

Liderança

O analista de BI precisa ter perfil de liderança. É quem irá direcionar as soluções e conduzir as pessoas envolvidas. Ele precisa ser o maestro dessa orquestra para que tudo saia de acordo. Deverá dar posicionamentos adequados e seguros, além de orientar a equipe e as áreas interessadas.

Conhecimento técnico

O analista de BI tem que ter conhecimento técnico abrangente, não apenas conhecer o desenho da solução. Ele também é responsável por garantir que a solução seja desenvolvida dentro do melhor escopo, com o menor esforço possível e com a tecnologia adequada.

Atitude (Fazer acontecer)

O analista de BI não é um mero contribuinte ou participante das iniciativas. Ele é quem faz as coisas acontecerem efetivamente.  

É ele quem possui o raciocínio lógico, define processos, desenha modelos de soluções e detém o conhecimento do negócio e técnico. Portanto, sem ele, as coisas não funcionam.

< Leia também: Como iniciar uma carreira em Business Intelligence? />

Áreas de conhecimento técnico necessárias

O profissional também precisa dominar áreas de relevância para conseguir exercer as atividades dessa carreira.

Se você se pergunta “o que aprender para carreira em business intelligence?”, aqui estão algumas das respostas: 

Gestão de Pessoas

O profissional precisa dominar a comunicação pessoal por meio de técnicas de liderança, negociação e gestão de conflitos. 

O analista de BI também deve ser capaz de estabelecer um planejamento estratégico para buscar autoconhecimento, mapeando as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que são inerentes a qualquer projeto na área de Inteligência de Negócio.

Business Intelligence, Business Analytics e Big Data

A análise de Inteligência se desenvolve usando uma ampla gama de fontes de informação disponíveis, e avalia informações para responder às necessidades estabelecidas pelos que possuem poder de decisão e liderança, a fim de auxiliar na tomada de decisão.

O analista de BI precisa ter conhecimentos consolidados das principais tecnologias que atualmente entregam para o negócio condições de explorar e avaliar a informação. 

Business Intelligence, Business Analytics e Big Data são hoje os pilares conceituais e tecnológicos que direcionam as estratégias de gestão de informação no mundo atual. 

O profissional, portanto, precisa ter em seu portfólio profissional o maior domínio possível destes conceitos e tecnologias para endereçar a melhor solução para sua organização.

< Conheça o curso da XPE: Gestor(a) de Business Intelligence />

Governança de Dados

Quando uma organização consegue transformar dados em informação, esta se transforma no ativo mais valioso da Organização. 

Uma gestão de dados tem a função de orientar e zelar por todos os modelos de dados criados em projetos novos e por manter a atualização e qualidade dos modelos de dados antigos. 

A preocupação crescente com privacidade, segurança e utilização efetiva dos dados fez da gestão da informação uma das atividades mais críticas das Organizações. É dever do analista de BI zelar pela Governança dos Dados da sua organização, visto que o dado é o seu ativo mais importante.

Segurança da Informação

O profissional que assume o papel de analista de Inteligência deverá ter uma noção sobre segurança da informação, pois este trabalhará diretamente com as bases de dados dos clientes, as quais possuem informações sigilosas sobre o negócio da Organização.

Conhecimento em estratégias de negócio

O profissional que dominar conhecimento das áreas de negócio e buscar o alinhamento entre as soluções a serem desenvolvidas e os objetivos das organizações, terá sucesso em seus projetos.

mulher explicando como trabalhar com bi
O analista de BI deve ser capaz de criar planejamentos estratégicos com eficiência

Vai trabalhar com BI? Este será o seu escopo de trabalho

Um profissional que almeja o papel de analista de BI precisa ter em mente quais serão as atividades exigidas para esse perfil. Nesse sentido, podemos elencar como essenciais:

  • Produção de resultados técnicos e de negócio satisfatórios: o analista de BI não pode se contentar com resultados que não sejam satisfatórios, e deve sempre buscar a melhoria contínua das entregas técnicas e dos componentes utilizados nos projetos de solução.
  • Análise estratégica de negócio: alinhar o que as áreas de negócio das organizações esperam da área de TI é um dos maiores desafios para um analista de BI. Entregar uma solução que agregue valor e esteja alinhada para apoiar os processos de negócio primário das organizações é seu principal objetivo.
  • Enfrentar os problemas gerados no projeto: o analista de BI deve ser aquele que não tem medo dos problemas gerados nos projetos de solução. Deve sempre encará-los de frente, avaliando suas possíveis causas-raiz, bem como as soluções de contingência e definitivas ao longo do projeto de solução.

Ainda tem mais! 

  • Influenciar, Colaborar e Democratizar Decisões: o analista de BI deve saber ouvir sua equipe no que tange à construção de uma arquitetura de solução. O envolvimento da equipe é fundamental, pois todos precisam acreditar naquilo que será proposto. Contudo, mais de um caminho surgirá para escolha, e é nesse momento que o profissional deve assumir e guiar o time para o que ele acredita ser o melhor caminho.
  • Inovar: o analista de BI precisa estar aberto para inovações e tendências de mercado. Ele deve ser um dos profissionais que mais acompanha as novidades tecnológicas lançadas. É importante que ele tenha em mente quais componentes de solução estão em alta, quais estão em desuso e quais devem ser evitados na construção de uma arquitetura de solução.
  • Buscar aprendizado contínuo: o analista de BI deve estabelecer mecanismos de feedback para identificar quais áreas de conhecimento precisam ser melhoradas. Além disso, não existe conhecimento congelado, pois o profissional que se julga sênior e assume uma zona de conforto não sobrevive no atual mercado de trabalho.
  • Aceitar a utilização de sistemas legados: as organizações atuais já têm uma infraestrutura de aplicações diversificada. Nesse sentido o analista de BI deve conhecer bem produtos de mercado para soluções como ERP, CRM, Gestão de Identidades, Soluções de BPMS (Business Process Management), já que suas soluções com certeza terão que se comunicar com todo esse ecossistema tecnológico.

Outras atividades do analista de BI

O principal objetivo de um analista de BI é entregar soluções que atendam as expectativas do negócio, sem deixar de lado requisitos arquiteturais. 

Isso significa que ele é o responsável por garantir que a solução entregue os requisitos funcionais de valor para o cliente aliado a segurança, escalabilidade, disponibilidade, desempenho, usabilidade.

Um analista de BI passa grande parte do tempo em reuniões com o time de desenvolvimento e com seus clientes. 

Nessas reuniões, ele é o responsável por comunicar os condutores e direcionar o time em decisões arquiteturais que suportam todos os componentes escolhidos para a solução. A defesa é realizada tanto no aspecto técnico como de negócio, onde custo, prazo e escopo delimitam suas fronteiras para a escolha de qual caminho tomar.

Dentre as atividades de um analista de BI, podemos destacar a lista abaixo:

  • Identificar e modelar requisitos de negócio;
  • Definir e direcionar arquiteturas para a solução;
  • Buscar novas soluções e inovações.
  • Realizar estimativas de esforço e prazo para apoiar o gerente de projetos;
  • Realizar PoC (Proof of Concept) para validar implementações de referência;
  • Selecionar componentes de solução como frameworks, bancos de dados, servidores de aplicação etc;
  • Garantir que a arquitetura proposta esteja sendo seguida;
  • Apoiar o time de desenvolvimento na resolução de problemas;
  • Participar de reuniões técnicas com a equipe;
  • Participar de reuniões com os clientes;
  • Ser responsável por todas as decisões técnicas do projeto;
  • Estabelecer critérios e componentes para a segurança da solução;
  • Gerir riscos técnicos.

Também é importante destacar que um analista de BI não vive em uma ilha. Ou seja, na definição de uma arquitetura de uma solução, o analista de BI sofre influências de outros papéis.

Por exemplo, as áreas de negócio o influenciam diretamente com a definição de metas de negócio. Já a área técnica o influencia diretamente com definições de governança, como o estabelecimento de produtos de parceiros a serem utilizados.

Comparação com outros perfis profissionais

Muita gente tem inicialmente a ideia de que um analista de BI é similar a um Cientista de Dados. Mas seus perfis estão longe de serem iguais. Eles podem ser complementares.

Observando abaixo, temos uma comparação entre o perfil do analista de BI com o do Cientista de Dados. Os dois gráficos polares abordam as dimensões envolvidas em cada perfil.

Analista de BI

Cientista de Dados

Podemos observar que um analista de BI deve ter uma formação muito forte em Gestão e Informação, ou seja, conhecimentos em:

  • Arquitetura de Business Intelligence;
  • Processos de extração e tratamento da Informação;
  • Gestão de pessoas;
  • Tecnologias para gestão da Informação;

Já o Cientista de Dados deve ter uma formação muito forte em Tecnologia e Ciência de Dados, ou seja, conhecimentos em:

  • Manipulação de grandes massas de dados;
  • Big Data;
  • Engenharia de soluções de software;
  • Tecnologia da Informação;

Analista de Inteligência de Negócios: salário

Quando consultamos o portal Glassdoor, comumente utilizado como referência para a análise salarial de diferentes cargos, encontramos a informação a seguir. O dado foi atualizado em agosto de 2022, e aponta uma média salarial de R$ 4.850 por mês. Analistas sênior, segundo o mesmo portal, podem obter remunerações semelhantes a R$7.300 por mês.

E aí? Tudo pronto para começar a trabalhar com BI?

Ao optar pela carreira de analista de BI é importante ter em mente que, como qualquer outra profissão, não será uma tarefa fácil. 

Os profissionais que já passaram por outros papéis, como analista de Negócio, analista de Sistemas, Líderes Técnicos, DBA, com certeza terão uma bagagem que facilitará essa caminhada.

O sucesso para um profissional na área de tecnologia da informação está na sua busca por conhecimento e aprimoramento. Sempre se atualizando e inovando.

Pode-se afirmar que a profissão de analista de BI é o topo de uma pirâmide que exigirá muita dedicação, conhecimento técnico e iniciativa, pois se tratando da área de exatas, Tecnologia da Informação é uma das carreiras mais cobiçadas na atualidade.

Tudo pronto para dar o primeiro passo na carreira? Então conheça o MBA em Business Intelligence da Faculdade XP

Professora autora: Fernanda Garro

Créditos da imagem de capa: Stephen Dawson em Unsplash

Entenda o que é trader e descubra a importância desse profissional

Conheça o trader: especialista responsável pela movimentação de investimentos e análise de potencial de ganhos na bolsa de valores. 

Você sabe o que é trader? O termo parece recente, pouco explorado, mas, na realidade, não é bem assim, uma vez que este profissional está há anos no mercado trazendo bons resultados tanto para o investidor iniciante como para o experiente.  

Na prática, este especialista movimenta as aplicações durante a compra e a venda de ações e outros produtos na bolsa de valores, na alta e na baixa. Para tanto, ele usa o próprio conhecimento para diminuir os riscos e elevar a possibilidade de ganhos em curto espaço de tempo.

E o melhor: para ser um trader, não há necessidade de ter uma profissão específica. É importante ter conhecimento em algumas áreas para obter sucesso, o que veremos ao longo deste artigo. 

Portanto, se você deseja entender melhor o assunto, vamos explicar todos os detalhes: o que é um trader, o que faz trader, categorias, vantagens, e muito mais. Acompanhe a gente!

O que é trading?

Trading é a modalidade de investimento na qual o trader opera. As negociações de trading ocorrem de forma online, por meio do home broker, plataforma onde são realizadas todas as operações.

Sendo assim, lembre-se de que:

  • Trade: troca entre duas organizações, o que significa a compra e venda de ativos;
  • Trading: ato de operar em curto prazo por meio de uma plataforma online;
  • Trader: profissional que trabalha em uma plataforma de trade, equilibrando a compra e venda de ativos.

O que é trader?

Trader é um investidor do mercado financeiro cujo objetivo é buscar dinheiro com operações de curto prazo, ou seja, que duram de minutos até dois a três dias. 

Ele é a pessoa que executa uma estratégia de investimentos de curto prazo que tem como objetivo a especulação do preço de ativos na bolsa de valores.

O trader é uma figura essencial para a expansão do mercado de investimentos. Isso porque é ele quem ajuda a desenvolver planos de ação para definir o preço dos ativos, além de possibilitar a liquidez para o investidor.

Os insights para desenvolver esse plano de ação são obtidos a partir de uma análise técnica de gráficos que demarcam a variação de preços em um determinado tempo. Em geral, a estratégia pode ser executada segundos dois princípios: o day trade ou o swing trade.

Enquanto o primeiro reflete as operações de compra e venda efetuadas no intervalo de um dia ou de algumas horas, a segunda consiste em estratégias previstas para serem concluídas em períodos um pouco maiores, como dias ou semanas.

Nesse sentido, o trader é o investidor que atua no mercado financeiro segundo essa metodologia de curto prazo. Ele pode agir tanto de forma autônoma, como contratado por uma empresa.

Quando ligado a uma empresa, ele pode atuar em setores e funções diversas, como:

  • desenvolvimento de projetos para transações comerciais;
  • compra e venda;
  • análise de tendências de mercado;
  • importações e exportações, entre outras.

Para executar suas funções, ele precisa de ferramentas específicas, como o Metatrader. Assim, ele negocia, em tempo real, ativos diversos, como ações, derivativos, moedas estrangeiras, criptomoedas, etc.

O que é ser trader? Entenda a função do profissional

A principal função do trader é conquistar pequenos lucros em transações de duração reduzida. Dessa forma, o total de remuneração que um profissional da área fizer de forma autônoma deve ser calculada de acordo com os pequenos ganhos que ele conquista de pouco a pouco.

Como as operações ficam posicionadas em um intervalo curtíssimo, fica inviável fazer uma análise fundamentalista (ferramenta de avaliação que considera o histórico de uma empresa, a situação financeira e econômica a fim de determinar o valor de suas ações e suas expectativas para o futuro) para dar embasamento às escolhas estratégicas. 

Afinal de contas, essa avaliação de ativos, por meio de seus fundamentos, espelha mais uma variação no longo prazo, pois diz respeito a aspectos e a valores materiais da(s) organização(ões) por trás de cada uma das ações.

Portanto, para lidar com essas situações de curto prazo, o trader utiliza a análise técnica. Logo,  avalia apenas as tendências de variação gráfica baseada em históricos e em rompimentos de topos e fundos dos preços.

Por trabalhar com maior volatilidade, o trader fica exposto a riscos maiores. Entretanto, a possibilidade de obter um retorno mais rápido (até diário) é muito atrativa para diversos investidores de perfil mais arrojado.

Quais são os tipos de trade?

A seguir, você conhece os principais tipos de trade e quais as características de cada operação. Também mostramos como o trader atua em cada uma delas. 

1- Day Trade e Scalper Trade

O Scalper Trade é uma modalidade de negociação de curtíssimo prazo, em que os ativos adquiridos são encerrados em minutos ou poucas horas. O Day Trade, como já diz o nome, é “dia”, ou seja, considera uma operação de compra e venda no mesmo pregão.

Por conta do prazo apertado, esse tipo de trader negocia mais operando com valores consideráveis para o pagamento das taxas de corretagens. 

Isso significa que operar day trade com apenas R$500 ou R$1000 dificilmente vai gerar bons rendimentos. Por isso,  é importante diversificar investimentos para controlar possíveis riscos.

A rapidez desse tipo de operação faz com que o foco dos traders esteja na cotação e nos gráficos do mercado, e não nas informações sobre as empresas.

Embora relevante para conhecer a qualidade da organização, é o elemento menos preocupante durante o processo de negociações. Por essa razão, o trader utiliza a análise gráfica como modo de leitura e compreensão do mercado.

2- Swing Trade

O Swing Trade, como pontuamos anteriormente, é uma metodologia de negociação baseada na estruturação de posições a partir da percepção de tendências. Essas, por sua vez, são obtidas a partir da leitura diária de gráficos. 

Por conta desta característica, a conclusão do processo pode ser mais longa, demorando de dias a semanas.

Nesse sentido, o swing trader é o negociador que conquista um ativo e encerra sua posição em pregões diferentes. Por essa razão, ele geralmente faz menos trades do que o day e o scalper trade.

A grande vantagem é que, nesse tipo de operação, ele usa a análise técnica e a fundamentalista para ler as empresas conforme as características e resultados do negócio. Isto é, um movimento que lhe possibilita um pouco mais de tempo e de informações.

3- Position trade

Position trade, por sua vez, é uma modalidade de investimento baseada na compra de ativos no longo prazo. Neste caso, a expectativa é  que os papéis se valorizem com o passar do tempo.

O position trader, neste contexto, é personificado pelo investidor que compra ações e as segura por vários anos. Por isso, ele não se importa tanto com a oscilação dos gráficos, já que ele ganha dinheiro pelo pagamento dos dividendos da empresa, e não pela venda de papéis.

Qual é a formação de um trader?

Agora que você já sabe o que é trader, é importante compreender como os profissionais da área se formam. 

Um trader não precisa ter uma profissão específica, ele pode ser um advogado, engenheiro, professor, economista, bancário, ou outra especialização. O importante é entender os conceitos de economia e como se comportam os preços dos ativos negociados na B3.

Logo, um trader deve dominar técnicas de contabilidade e de economia para lidar com estratégias numéricas. Esse conhecimento potencializa as chances de sucesso de sua atuação. 

< Leia também: Consultor de Investimentos: saiba como ser um consultor CVM />

Vale a pena ser um trader profissional?

Dentre as principais vantagens de ser um trader profissional, podemos enumerar:

  • trabalhar de forma autônoma e sem sair de casa;
  • liberdade para definir uma média salarial de acordo os valores dos aportes e tempo de dedicação;
  • possibilidade de retorno no curto prazo.

As desvantagens, por sua vez, ficam por conta da exposição a riscos de perdas em algumas operações. Entretanto, adquirindo o conhecimento necessário e tendo a disciplina e a força psicológica necessárias para executar sua estratégia, fica mais fácil reverter possíveis prejuízos rapidamente..

Em todo caso, é fundamental avaliar seu perfil de investidor e determinar seus objetivos a longo prazo. Obviamente, ser trader não é indicado para investidores mais conservadores, por exemplo.

Qual é a média salarial de um trader?

Quem deseja ser um trader não pode se basear no salário de um ou outro profissional, pois a faixa depende do tipo de investidor, o que consideramos moderado ou agressivo.

O moderado é quem corre menos riscos e detém de uma rentabilidade, em média, de 2% ao mês. Já os categorizados arrojados podem conquistar ganhos de até 10% mensais.

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Como estudar para ser trader?

Agora que você entendeu o que é e quais as atribuições do profissional, deve estar se perguntando: como estudar para ser trader? 

Primeiramente, vale salientar que essa profissão pode ser exercida de forma autônoma. Não há nenhuma exigência formal para especular com ativos e obter lucro.

Porém, caso você queira ser contratado por alguma companhia, ela pode exigir algumas certificações e experiência prévia que comprovem suas habilidades para o cargo.

Em todo caso, apesar de não haver uma graduação ou certificação oficial para essa atividade, investir em conhecimento qualificado é essencial para quem quer se tornar um trader profissional.

Afinal, a atividade cobra um contínuo aprendizado sobre manipulação de ferramentas de mercado, além do estudo constante de variações do cenário econômico e dos melhores indicadores e métricas para entender o mercado financeiro.

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O que é Headhunter e como se tornar um?

Você sabe o que é um Headhunter? O termo em inglês Headhunter reúne as palavras “head” que significa cabeça, em português, e “hunter”, que é caçador. Curioso, não? Mas fique tranquilo: a profissão não é focada em caçar cabeças no seu modo literal.

No mercado de trabalho atual, que está altamente competitivo (tendência que só tem a aumentar), são necessários profissionais que ajudem organizações a encontrar os colaboradores certos. Esse é o papel dos Headhunters. Neste artigo, vamos te explicar sobre essa profissão essencial e requisitada.  

Vamos lá! 

O que é Headhunter?

Você já sabe que, literalmente, Headhunter (HH) significa caçador de cabeças. Porém, a palavra “cabeça” se refere ao topo, não ao corpo humano, ou seja, o HH é o profissional que procura por pessoas para assumir cargos altos.

Uma curiosidade sobre os hunters não surgiram recentemente como uma profissão nova. Pelo contrário, eles surgiram há pelo menos 60 anos em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A diferença é que, naquela época, eles não eram conhecidos por Headhunters.

Por volta de 1950, pequenas e promissoras empresas não conseguiam contratar profissionais adequados para suas posições de liderança e, por causa desse problema, a solução foi a criação dos hunters. 

Hoje, a profissão é altamente valorizada, estruturada e consolidada, e a suas funções centrais não divergem daquelas do passado: eles seguem selecionando profissionais de alta performance para cargos em altas posições. 

O que um Headhunter faz?

Um Headhunter pode atuar em empresas ou até mesmo no empreendedorismo, mas seu foco é o recrutamento e seleção das pessoas mais competentes do mercado de trabalho para ocupar uma determinada vaga em uma empresa. 

Além disso, o HH funciona como o intermediador entre o candidato à vaga e a empresa, buscando que as duas partes estejam altamente alinhadas.

Mas o que esse profissional faz na prática? 

Em adição a atração e contratação dos melhores profissionais da área buscada, os Headhunters também levam colaboradores que as empresas não estavam buscando, mas que eles viram potencial. 

Ou seja, uma empresa pode não estar buscando ter um Analista de Investimentos de ponta para o negócio, mas o HH pode ver oportunidades ainda não vistas pelos administradores e os levarem a contratar tal profissional. 

Headhunter seleciona candidato
Headhunter seleciona candidatos com perfis ideais para o que a empresa busca.

Os Headhunters fazem estudos aprofundados do mercado para entender o que procurar e esperar dos profissionais, além de se manterem extremamente atualizados neste ponto. 

São especialistas em avaliar os candidatos, seja pela ótica técnica, comportamental, dinâmica ou, até mesmo na avaliação de experiências anteriores que o profissional teve. 

Um fator importantíssimo na rotina de um Headhunter é manter um networking relevante e de qualidade: é lá onde ele encontrará as pessoas talentosas que procura. 

Ademais, o HH aplica a persuasão no seu dia a dia: se o profissional que ele quer recrutar está trabalhando no momento, precisará aplicar técnicas de venda, mostrar vantagens competitivas e um plano de carreira para convencer o candidato a deixar a empresa atual e ir para a apresentada. 

Diferença entre Headhunter e Job Hunter?

Pela grafia parecida, algumas pessoas confundem o trabalho do Headhunter e do Job Hunter. No entanto, eles são bem diferentes. 

O Headhunter presta serviço para empresas e não para pessoas físicas e, assim, busca candidatos que se alinhem com as vagas disponíveis na empresa, normalmente focado em vagas estratégicas e de liderança. 

O Job Hunter, por sua vez, é um expert em desenvolvimento de carreiras: ele é, basicamente, um assessor particular do candidato, o ajudando na preparação para o processo seletivo, de maneira planejada e organizada. 

Headhunter vs recrutador

Fato é fato: nós estamos mais acostumados com os recrutadores. São eles que mais vemos no LinkedIn e nos processos seletivos mais comuns, mas qual a diferença entre eles e os hunters? Segue: 

  • Headhunter: é um consultor externo que busca o profissional “perfeito”, utilizando, muitas vezes, a sua ampla rede de contatos como fonte de candidatos;
  • Recrutador: busca profissionais de maneira mais “geral” não focada apenas em cargos mais altos, anuncia vagas e capta currículos.

Importância desse profissional para as empresas

Quando profissionais de liderança ou de altos cargos saem da empresa, mesmo com aviso prévio, é difícil encontrar candidatos que estejam à altura com rapidez. 

Com isso, é muito comum ver equipes de Recursos Humanos frustradas com o insucesso de um processo seletivo ou que o profissional contratado não atendeu às expectativas. 

É em situações assim que conseguimos enxergar a importância de um Headhunter para empresas: ele se dedica exclusivamente para preencher aquele cargo, no melhor perfil para aquela vaga específica e, assim, diminui as probabilidades de erro nas contratações. 

Vantagens de contratar um Headhunter

Setamos 3 vantagens essenciais da contratação de um Headhunter: 

  1. Preenche vagas urgentes com precisão: por ter uma rede de contatos muito boa, o Headhunter sempre tem um ótimo profissional como uma carta na manga, ou seja, assim que uma empresa precisa de alguém, ele já sabe quem apresentar;
  2. Seleciona candidatos que dão “match” com a empresa: como já citado, o HH é um profissional que busca candidatos para altos cargos. Assim, ele não só busca pessoas com ótimas Hard Skills, mas também pessoas que casem com a cultura do negócio;
  3. Traz os melhores profissionais do mercado: um HH está sempre rodeado dos melhores. Logo, ele só irá levar para a empresa candidatos altamente capacitados.

Quem pode ser HH?

Qualquer pessoa, ao contrário do que muitos pensam. A formação mais comum entre os Headhunters é a psicologia, mas isso não quer dizer que você precisa ser formado na área para entrar no mercado de trabalho

É comum observar que, esses profissionais, por sua vez, estiveram em outras profissões anteriormente, por isso já tem diversas competências essenciais para desempenhar o trabalho. 

Skills necessários para ser um Headhunter

Agora que você sabe o que é Headhunter e tem interesse em se tornar um, precisa começar a se capacitar. 

A parte boa é que você não precisa fazer uma faculdade para isso, o que não significa que você irá estudar pouco, na realidade, é completamente o contrário. 

Um Headhunter precisa ter as seguintes soft skills

  • Uma ótima comunicação, seja escrita ou verbal;
  • Relevante e ampla rede de contatos; 
  • Boa reputação;
  • Referência em liderança e proatividade;
  • Inteligência Emocional;
  • Capacidade de análise, tanto de pessoas quanto de negócios; 
  • Ótima negociação.

Quanto ganha um HH?

Segundo o site Vagas, a média salarial de um Headhunter no Brasil é de cerca de R$ 2.800,00, com início salarial de R$ 2.000,00, podendo chegar até mais de R$ 4.500,00

Como se tornar um Headhunter?

Como já citamos, não existe curso na faculdade para se tornar Headhunter. As experiências que o profissional tem antes do cargo são o que o alimenta. 

Porém, é essencial que, se você deseja se tornar um, busque capacitações sobre as mais diversas áreas do mercado, visto que um Headhunter precisa dominar diversos nichos até se consolidar em um só. 

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Não perca tempo! 

Melhor investimento para renda mensal: 5 aplicações para quem quer viver de renda

Viver de renda é o sonho de muita gente. Mas, para isso, é necessário encontrar boas alternativas de aplicações, concorda? Logo, se você quer chegar lá, precisará conhecer os melhores investimentos para renda mensal.

Apesar de não existirem fórmulas mágicas que permitam viver de rendimentos, é possível encontrar ativos que gerem renda passiva. Entretanto, é preciso ter cautela, uma vez que nem toda aplicação serve a este propósito.

Mas, então, quais servem? Qual é o investimento com maior rentabilidade mensal? Qual estratégia devo seguir? O que fazer antes de optar pelo melhor investimento para retiradas mensais? 

São tantas dúvidas, não é mesmo? Mas, quando o assunto é dinheiro, é importante sempre ter atenção a cada mínimo detalhe.

Aliás, mais do que isso, é necessário entender que os melhores investimentos com renda mensal nem sempre serão os mesmos para duas pessoas diferentes.

Isso porque, é preciso considerar o perfil de cada investidor, a propensão em correr riscos, as metas de rentabilidade, entre outros aspectos.

A gente sabe que tudo isso é bastante confuso para quem está começando.

Por isso, preparamos este post para aqueles que desejam saber qual é o melhor investimento para renda mensal, quais são as aplicações com maior rendimento hoje e como investir o seu dinheiro para gerar lucro mensalmente. Boa leitura!

5 melhores investimentos para renda mensal

Afinal, qual o melhor investimento para renda mensal hoje?

Separamos cinco opções de investimentos de renda fixa e variável. Assim, é possível encontrar ativos com rendimentos periódicos para diferentes perfis e aproveitar as melhores oportunidades do mercado financeiro.

1. Tesouro direto

O Tesouro Direto foi criado pelo Tesouro Nacional em 2002. Trata-se de títulos de dívida pública emitidos pelo Governo Federal com o objetivo de captar recursos.

Na prática, ao aplicar nesses papéis, o investidor está emprestando dinheiro ao Governo em troca de juros.

Existem diferentes tipos de rentabilidade dentro dos títulos de investimento do Tesouro Direto. Entre eles, há dois que pagam rendimentos mensais: os prefixados e o Tesouro IPCA

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um título híbrido, cujo retorno é composto por uma taxa fixa, mais a variação da inflação.

Assim, nos momentos em que o índice da inflação está em alta, os investimentos atrelados ao IPCA garantem que o dinheiro aplicado não perca valor, mesmo diante do aumento dos preços.

Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado também é uma boa alternativa entre melhores investimentos para renda mensal. Entretanto, é necessário ficar atento, pois caso o mercado precifique um aumento da Selic, o papel pode ser desvalorizado.

Quer saber mais sobre como investir em renda fixa? Temos um curso completo para quem deseja aproveitar as melhores oportunidades e perder o medo de investir. Nele, você vai ver:

  • principais produtos;
  • marcação a mercado e tributação de RF;
  • como montar uma carteira de investimentos;
  • como investir em renda fixa na prática;
  • e muito mais!

Aproveite a oportunidade para conhecer mais sobre os melhores investimentos para o perfil conservador. Inscreva-se: Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco.

Agora, vamos falar um pouco mais sobre os melhores investimentos para retiradas mensais da renda variável. Acompanhe!

2. Fundos Imobiliários (FIIs)

Talvez o melhor investimento para renda mensal atualmente, os Fundos de Investimentos Imobiliários, também conhecido como FIIs, funcionam como uma espécie de “condomínio” de investidores, que aqui são chamados de cotistas.

Eles reúnem seu capital, visando aplicá-lo em conjunto no mercado imobiliário. Então, os ganhos obtidos são repartidos proporcionalmente ao que cada um investiu.

Normalmente, o recurso acumulado é revertido para a construção ou aquisição de novos imóveis, para que, posteriormente, sejam alugados ou arrendados. É desse último processo que os cotistas recebem seu lucro.

Existem FIIs que pagam dividendos, que é uma das principais maneiras de investir no mercado imobiliário sem precisar comprar o imóvel.

Entretanto, é necessário escolher um bom fundo imobiliário para que o investimento com renda mensal realmente valha a pena, gerando o lucro esperado.

Quer entender melhor o que são e como funcionam os fundos imobiliários? No vídeo abaixo, Clara Sodré tira as principais dúvidas sobre o assunto. Aperte o play e confira!

3. Ações que pagam dividendos

Aplicar em ações na bolsa de valores é uma das principais maneiras de ter investimentos com maior rentabilidade mensal.

Isso porque, quem compra uma ação, adquire parte de uma empresa. Logo, passa a ter direito sobre uma fração de seus ganhos. Assim, se essa organização cresce, suas ações valorizam, aumentando também os lucros do seu investimento.

Contudo, não é apenas com a expansão das companhias que se ganha dinheiro na bolsa. Você também pode lucrar por meio dos dividendos.

Como funcionam os lucros mensais com dividendos na bolsa?

O que ocorre é o seguinte: empresas que encerram o ano positivas distribuem parte desses ganhos entre seus acionistas na forma de dividendos. Ou seja, se você possui ações dessa companhia, tem direito a receber parte de seu lucro.

Porém, cada organização possui datas específicas para isso, podendo ser mensal, semestral ou anualmente.

Mas, atenção! Para evitar prejuízos, é importante optar por empresas mais consolidadas no mercado, e até mesmo fazer uma análise fundamentalista, que consiste em um estudo aprofundado sobre o histórico da empresa, sua saúde financeira, a situação do setor em que atua, momento do mercado, etc. 

Por se tratar de uma aplicação suscetível a maior volatilidade, esse tipo de investimento com maior rentabilidade mensal é indicado para quem possui boa tolerância a riscos. Ou seja, pessoas que tenham um perfil mais arrojado.

< Quer conhecer as melhores opções da bolsa para renda mensal? Confira este post: Ações que mais pagam dividendos: lista completa 2022! />

4. Previdência privada

Por fim, quando pensamos nos melhores investimentos para renda mensal, outra alternativa é a previdência privada.

Esse é um tipo de investimento pensado para médio e longo prazo, cujo objetivo é justamente promover uma fonte de renda passiva para o beneficiário.

Inclusive, o mais comum é que o investimento em previdência privada seja feito pensando na aposentadoria, como forma de complementar o benefício pago pelo INSS. Todavia, essa aplicação também pode ser feita com foco em outras metas.

O importante é entender como ela funciona: o investidor paga uma quantia mensalmente por determinado período. Ao fim, há a possibilidade de receber todo o dinheiro de uma só vez, ou então, mensalmente.

< Se o seu objetivo é se preparar para o futuro, temos o curso ideal para você: Previdência e Planejamento: Turbinando a sua Aposentadoria. />

5. Debêntures incentivadas

Outro bom investimento para gerar renda com retiradas mensais são as debêntures incentivadas.

Vale mencionar que debêntures são títulos de dívida corporativa emitidos por empresas. Na prática, essa aplicação funciona de forma semelhante ao Tesouro Direto, com a diferença de que aqui você empresta dinheiro para companhias privadas em troca de uma remuneração em forma de juros.

Neste caso, por se tratar de empresas importantes para o desenvolvimento do país, ligadas ao setor de infraestrutura, elas recebem um incentivo do Governo. Por isso, são isentas de Imposto de Renda — inclusive, é daí que vem o nome: incentivadas.

Contudo, a frequência de remuneração desses títulos pode variar, podendo gerar renda mensal, semestral e até mesmo anual. Logo, é importante prestar atenção ao fazer a aplicação.

O que fazer antes de escolher o melhor investimento para retiradas mensais?

Entender qual o melhor rendimento mensal hoje não é o suficiente para quem quer fazer boas escolhas e, finalmente, realizar o sonho de viver de renda

Outras dicas fundamentais para ter sucesso nesta empreitada, são:

  1. ter um planejamento financeiro eficiente;
  2. definir e entender o seu perfil de investidor;
  3. diversificar sua carteira;
  4. contar com uma boa corretora.

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