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O que é especulação financeira e como ela funciona?

O que significa especulação financeira? Especular é o mesmo que investir? Ao longo deste artigo, vamos esclarecer o conceito e explicar como ele funciona. 

Iniciar a jornada no mercado financeiro exige uma constante busca pelo conhecimento. As inúmeras movimentações do mercado, assim como influências externas, demandam que investidores montem boas estratégias e se mantenham atualizados para não ficarem no prejuízo.

Uma dessas táticas é a especulação financeira. Compreendê-la pode deixá-lo mais perto de conquistar bons investimentos a curto prazo ou curtíssimo prazo. Isso porque a prática exige agilidade, experiência e bom capital, sem contar com uma boa dose de sorte.

Se você deseja se tornar um especulador financeiro, é essencial estar ciente de que a possibilidade de ter lucro elevado é totalmente proporcional à probabilidade de vivenciar alto risco. É por isso que esta estratégia é recomendada para traders experientes e investidores que tenham o perfil arrojado.

É o seu caso ou quer se aprofundar no assunto? Pois, estamos aqui para isso! Nesse texto, você conhecerá tudo o que envolve a especulação financeira, como: o que é especulação financeira, os riscos que a envolve e quais são os seus tipos. Boa leitura!

O que é sistema financeiro especulativo?

O sistema financeiro especulativo é uma área do sistema financeiro, na qual os agentes de mercado (acionistas) fazem operações de curto prazo, com o objetivo de obter retornos financeiros significativos em um breve período de tempo.

Nesse sentido, a especulação financeira é um tipo de estratégia dentro do mercado financeiro que envolve altos riscos e que pode garantir bons lucros, caso dê certo. Em outras palavras, essa estratégia tem como objetivo fazer com que o investidor lucre, a partir da compra e venda de ativos de maneira rápida.

A especulação tem como foco movimentar a bolsa de valores, o que pode contribuir ou não para a valorização de um ativo. Essa prática é baseada em como o mercado irá se comportar.

Nesse sentido, o foco da especulação é mais na volatilidade dos ativos, do que propriamente o tipo de ativo em si. Afinal, o intuito é lucrar com esse sobe e desce do mercado financeiro. Por isso, é importante ter um perfil de investidor arrojado, ou seja, de quem não teme assumir riscos. 

Pensando nisso, o especulador precisa estar atento e fazer suas análises com base na variação dos ativos. 

Risco da especulação financeira

É verdade que todo tipo de operação ou investimento no mercado financeiro apresenta algum grau de risco. Com a especulação financeira não seria diferente.

Mas, qual o principal risco do investidor na especulação financeira?

Nesse tipo de estratégia, o risco de se perder dinheiro é alto. Afinal, neste caso, a relação lucro x risco é diretamente proporcional.

Para não se perder na ambição da lucratividade alta em pouco tempo e sofrer prejuízo, é preciso se atentar para alguns pontos. São eles:

  • estude muito sobre o tipo de estratégia para cada momento do mercado;
  • faça um bom gerenciamento de risco;
  • controle a mente para não se deixar levar pela “fartura” e se desfocar de sua   estratégia.

Colocando esses pontos em prática, mesmo que o risco exista, o especulador estará preparado para contorná-los.

< Quer entender mais sobre os tipos de riscos no mercado financeiro? Leia o post: 3 principais tipos de riscos de investimentos. Confira agora! />

Especulação financeira é crime?

Não. O especulador busca lucros altos em pouco  tempo, como vimos. O que acontece é que muitos especuladores esperam que os papéis subam até o máximo, mesmo sabendo que talvez não exista  uma alta. 

Portanto, a especulação financeira não é um crime, embora alguns especuladores ajam desesperadamente para inflar o preço das ações. Dentre as práticas ilegais, estão:

  • manipulação nas informações passadas à imprensa; 
  • fraudes no balanço das empresas e na distribuição de lucros.

Assista à aula sobre formação de investidores e saiba como ter dinheiro na mãos todos os meses:

Como funciona a especulação financeira na B3?

Basicamente, a especulação financeira consiste na compra de ativos em baixa para depois vendê-los em alta. Isso pode representar ganhos significativos, já que, em tese, suas cotações estariam bem mais valorizadas do que quando o investidor adquiriu os ativos.

Porém, por se tratar de um palpite que o investidor tem com base em análises, uma característica marcante da especulação financeira é a incerteza, uma vez que não há garantia de que se obterá os resultados esperados.

Assim, compreender o que é especulação financeira é primordial para aplicar essa estratégia na compra e venda de ativos na bolsa de valores. Mas, essa não é a única questão importante para começar a ser um especulador.

Antes de entrar nesse mundo é preciso entender como funciona a especulação financeira na Bolsa de Valores do Brasil (B3)

A especulação no mercado de renda variável acontece de forma cíclica. Os traders  (pessoa, empresa ou entidade financeira que compra e vende instrumentos financeiros, como ações, criptomoedas, títulos, etc.) utilizam ferramentas de análise técnica que, com base em uma série de fatores, indicam tendências de altas ou baixas nos preços dos ativos. 

Essas análises influenciarão as decisões de compra ou venda de quem estiver operando e, se realizadas devidamente, poderão contribuir para o resultado esperado. 

Nesse sentido, a especulação na Bolsa de Valores envolve o trabalho de observação e análise dos movimentos realizados pelos principais players de mercado para, a partir disso, ser possível fazer projeções de possíveis movimentações lucrativas para Day Trade, Swing Trade, flippagem com IPOs, entre outros tipos de especulação no mercado de ações.

Tipos de especulação financeira

Em primeiro lugar, para saber como especular na bolsa de valores é preciso decidir em qual modelo de especulação irá atuar. Ficou confuso? Calma, que iremos explicar a você!

Da mesma maneira que um investidor decide de qual maneira ele irá operar na bolsa de valores, o especulador também tem essa opção. De modo geral, os tipos de operação não se diferenciam tanto um do outro.

Confira, abaixo, os detalhes dos modelos de operação mais utilizados por especuladores financeiros: Day trade, Swing trade, Robôs traders e Flipper. 

Day trade

Como já informado neste guia, a especulação financeira é uma estratégia que acontece no curto prazo. Nesse sentido, o Day trade é o que tem a menor duração dentre os tipos mais comuns de operação. 

Uma operação de day trade é aquela que acontece em determinado dia, durante um mesmo pregão. 

Assim, neste modelo, todas as transações envolvendo a operação, seja de compra ou de venda de um ativo, são iniciadas e fechadas no mesmo dia pelo especulador. 

É por isso que é preciso estudar bastante as movimentações do mercado para não perder dinheiro devido a uma análise mal feita.

Inserida no Day trade está a estratégia de Scalper. Nesse caso, os especuladores realizam operações com apenas alguns minutos de duração. Ela é muito mais rápida e, se bem utilizada, pode trazer mais lucros.

Swing trade

O Swing trade é uma operação que acontece de maneira bem parecida ao da Day trade, porém possui uma maior duração. Nesse caso, os especuladores buscam guardar suas posições por mais um dia ou semana. Sendo assim, a abertura e o fechamento da operação acontecem em pregões de dias diferentes na Bolsa.

É preciso atenção para não desviar da estratégia e acabar tendo prejuízos. Portanto, se começou o dia pensando nos lucros no modelo Day trade, não mude para o Swing trade simplesmente por mudar.

Muitas vezes, por ver que um ativo está lucrando, o especulador não o vende no mesmo dia pensando em uma maior rentabilidade. Mas, o mercado é volátil e pode mudar em questão de minutos.

Robôs traders

O nome pode parecer um pouco futurístico, mas a especulação com robôs traders nada mais é do que a automatização dessa estratégia. No entanto, além de saber sobre o mercado financeiro, o especulador precisa entender um pouco de programação.

Afinal, o robô atenderá as ordens que o especulador programar. Além de funcionarem sem parar, esse modelo é uma boa opção para não perder o foco da estratégia original.

Nesse sentido, a especulação feita por robôs auxilia os especuladores a optarem por ações de forma mais assertiva. Eles estão sempre antenados no mercado, são configurados em servidores na nuvem e detêm mecanismos avançados de investimentos.

Na hora de utilizar essa plataforma, o especulador deve escolher robôs que estejam alinhados com os seus reais objetivos no mercado.

Flipper

Neste tipo de especulação financeira, o investidor compra as ações em sua fase de oferta pública inicial (IPO) e vende os ativos no pregão por um preço mais elevado. Nesta operação, os especuladores conquistam altos lucros no IPO.

Quem faz especulação financeira?

Devido à natureza do processo, nem todo investidor deve se dedicar à especulação financeira, somente aqueles que realmente se preparam para o que esse contexto exige.

Nesse sentido, para se tornar um bom especulador financeiro, é importante ter algumas características fundamentais, como:

  • experiência no mercado e conhecimento técnico;
  • autocontrole emocional;
  • paciência para ganhar dinheiro.

Além disso, para se enquadrar nesse processo, é preciso:

  • querer ganhos acima da média do mercado;
  • arriscar boa parte do investimento inicial;
  • ter objetivos a curto prazo;
  • projetar cotações a curto e médio prazo;
  • aproveitar ofertas de mercadorias a preços mais baratos.

Apesar da especulação funcionar em um curto prazo, é crucial ter paciência e inteligência para não desistir logo no início. Principalmente, é preciso ter o perfil certo para atuar nesse ecossistema de incerteza. 

A seguir, veremos com mais detalhes as diferenças entre o especulador e o investidor. 

Qual o seu perfil: especulador ou investidor financeiro? 

Até aqui você já entendeu o que é, como funciona e qual o principal risco de atuar na especulação financeira. Mas, você sabia que existem diferenças entre o perfil da pessoa que decide ser um investidor na bolsa de valores e a que decide ser um especulador?

Não? Confira a seguir as principais diferenças entre um e o outro, e veja em qual deles você mais se encaixa.

1- Foco dos resultados

Enquanto o investidor foca seus resultados na compra de títulos ou ativos, o especulador foca na volatilidade dos ativos. Ou seja, no quanto ele irá ganhar com a venda deste ativo no curto prazo.

2- Tempo de aplicação

Investidores podem aplicar em ativos pensando na rentabilidade no médio ou longo prazo. O que, como já explicitamos, não é o foco de um especulador.

3- Alto risco x níveis de risco

Os especuladores possuem o perfil arrojado, pois são as pessoas que estão dispostas a correr grandes riscos por uma maior lucratividade.

A título de curiosidade, além do perfil arrojado, existem também os investidores de perfil moderado e conservador. O moderado gosta de ter segurança em seus investimentos, mas também aplica em algumas opções de renda variável, assumindo um pouco mais de risco.

Já o perfil conservador não está disposto a correr riscos, nem moderados, nem altos. Portanto, ele prefere investir nos ativos que garantem uma maior segurança mesmo que isso implique menos rendimentos.

Especular x Investir: as principais diferenças

Agora que já vimos as especificidades de perfil do especulador e do investidor, abordaremos as diferenças entre especular e investir.

É comum confundir especulação com investimento, no entanto, essa relação pode ser perigosa para o investidor e representar grandes perdas.

Isso porque a principal diferença entre especular e investir é a quantidade de risco envolvida

Os especuladores procuram  obter retornos excepcionalmente altos a partir de projeções que podem se mostrar certeiras ou não. Já os investidores buscam por conseguir um retorno satisfatório sobre seu capital assumindo um risco médio ou abaixo da média.

Dessa forma, enquanto o especulador está de olho no movimento que o ativo terá no mercado, o investidor se preocupa com o rendimento que determinado ativo irá oferecer.

Especulação

Assim, a ação de especular é realizada quando o especulador tem conhecimentos sólidos que o ajudam na previsão sobre um determinado setor. 

Esses agentes normalmente identificam um catalisador ou evento que provavelmente desencadeará um movimento significativo em direção à sua previsão inicial. Se um especulador sentir que o evento é provável, ele comprará ativos que acredita que o beneficiará se sua previsão se concretizar.

Assim, resumidamente, a especulação envolve:

  • Expectativa de ganhos rápidos e voláteis;
  • Risco de grandes perdas;
  • Realização de muitas negociações;
  • Muitas projeções sobre gráficos e dados das transações;
  • Perfil de investidor agressivo, aquele que pondera o risco e o possível retorno.

Investimento

Análise e pesquisa é uma parte essencial do processo de investimento. Envolve a avaliação de diferentes ativos, setores e padrões ou tendências que ocorrem no mercado. Os investidores podem usar ferramentas como análise fundamentalista ou técnica para escolher suas estratégias de investimento ou projetar seus portfólios. 

Ao usar a análise fundamentalista, os gestores ou estrategistas podem determinar quais fatores afetam o valor dos títulos, desde fatores microeconômicos até macroeconômicos. A análise técnica, por outro lado, usa tendências estatísticas, como preços e volumes de títulos, para encontrar oportunidades no mercado.

Dessa forma, resumidamente, o investimento envolve:

  • Expectativa de ganhos lentos e consistentes;
  • Proteção de capital ao máximo;
  • Manutenção dos ativos, mesmo depois de comprados;
  • Estudo profundo do investimento;
  • Investidor que pretende enriquecer ao longo dos anos.

< Saiba mais: Como investir pouco e ganhar muito: guia completo />

Especulação financeira: como operar certo?

Agora que você já sabe o que é especulação financeira, o que acha de aprofundar seus conhecimentos sobre as técnicas de investimentos? Desse modo, poderá fazer aplicações estando bem informado sobre as práticas e poderá obter os melhores resultados!

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O primeiro ensina a você os principais conceitos do mercado de ações, como as diferentes análises, modalidades operacionais e estratégias de trading que vão alavancar seus investimentos financeiros.

Já com o segundo curso, você aprende as dinâmicas que acontecem por trás das compras e vendas de ações na bolsa de valores. Além disso, entende as diferentes ferramentas e técnicas usadas por traders. 

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O que são e como funcionam as debêntures incentivadas?

Apesar de ser um título de renda fixa mais desconhecido e menos popular que a maioria, entender o que são debêntures incentivadas e seu funcionamento é mais simples do que se pode imaginar!

Com o recente aumento da taxa Selic, muitos investidores estão voltando o olhar com mais interesse aos investimentos de renda fixa. Segundo matéria na BBC, no Brasil, o mais recente ciclo de alta começou em 17 de março de 2021. Desde então, a Selic subiu 12 vezes consecutivamente, de 2% para 13,75%, patamar atingido no último dia 3 de agosto. É o patamar mais alto desde 2016, quando a taxa começou o ano em 14%.

Dentre as opções mais famosas de renda fixa, como Tesouro Direto e CDB, outras acabam esquecidas. Por exemplo, você sabe o que são debêntures incentivadas?

Se você nunca ouviu falar nesta estratégia de renda fixa no crédito privado, não se preocupe, pois, neste artigo, iremos contar tudo para você. 

Essa modalidade de investimento, apesar do histórico de volatilidade, atrai muitos investidores. Fatores como rendimentos geralmente mais altos somados a uma análise fundamentalista da gestão dos fundos dos ativos costumam se sobrepor às incertezas relacionadas a possíveis riscos.

Segundo dados do Governo Federal, só em junho de 2021, a emissão de títulos dessa modalidade de renda fixa atingiu o patamar de R$ 5,5 bilhões. Esse alto número é fruto do lançamento de 10 debêntures vinculadas aos setores de Energia, Transportes e Telecomunicações.

Além disso, de acordo com o site , especialistas dizem que essa modalidade de debêntures é atualmente “boas alternativas de renda fixa para gerar renda passiva”. 

Pensando nisso, preparamos esse conteúdo para que você entenda como funciona essa modalidade de investimento, além de conhecer as opções disponíveis no mercado, como o XP debêntures incentivadas e a Sparta debêntures incentivadas

Ficou interessado em aprender mais sobre essa modalidade de investimento em renda fixa? Então, leia este artigo até o fim!

O que são debêntures incentivadas?

As debêntures incentivadas são  títulos emitidos para captar  recursos financeiros e viabilizar projetos de interesse nacional ligados ao aprimoramento da infraestrutura do país. Simplificando, esses papéis atuam como uma espécie de empréstimo. Isso porque ao realizar a compra desses títulos, você está “emprestando” dinheiro para a empresa que os emitiu. 

Ao comprar uma debênture, o proprietário do papel empresta dinheiro para uma empresa tocar um projeto previamente referendado na escritura. Assim, ao fim do contrato, o investidor recebe o valor investido acrescido de juros. 

Portanto, a compra dessa modalidade de debênture resulta numa espécie de crédito de financiamento para que empresas privadas consigam executar projetos geralmente ligados a:

  • saneamento básico;
  • geração, transmissão e distribuição de diversas matrizes energéticas, como a energia solar;
  • logística;
  • transporte, como aviação civil e infraestrutura rodoviárias;
  • telecomunicações;
  • concessões;
  • mineração, entre outros segmentos.

O que diz a Lei 12.431?

A legislação que regula o funcionamento das debêntures incentivadas foi consolidada em 2011 pela Lei 12.431. O primeiro parágrafo do documento diz o seguinte:

“As debêntures objeto de distribuição pública, emitidas por concessionária, permissionária, autorizatária ou arrendatária, constituídas sob a forma de sociedade por ações, para captar recursos com vistas em implementar projetos de investimento na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, considerados como prioritários na forma regulamentada pelo Poder Executivo federal também fazem jus aos benefícios dispostos no caput, respeitado o disposto no § 1º.”

Para emitir debêntures, a empresa precisa ter capital aberto (grupos autorizados a emitir e realizar a distribuição pública de seus valores mobiliários), mas não precisa necessariamente ter ações na bolsa. Dessa forma, ao comprar o título, o investidor vira credor da empresa, não acionista.

Por que elas são consideradas “incentivadas”?

Elas são incentivadas justamente por conta de seus objetivos. As debêntures são emitidas como “incentivadas” somente quando o recurso captado na sua emissão é  utilizado em projetos de infraestrutura no setor público. 

Debêntures incentivadas: prazo mínimo

Pela sua natureza e características específicas, essa modalidade de debênture tem períodos mais longos para a liquidação. Geralmente, os títulos são emitidos com um prazo mínimo de quatro anos para o seu vencimento.

Debêntures incentivadas têm IR?

Essa modalidade de debênture está isenta da aplicação da alíquota de imposto de renda para pessoas físicas. Assim, é possível incentivar a compra por parte dos investidores e o desenvolvimento de projetos que beneficiam o país.

Essa isenção é um dos principais diferenciais desse investimento em relação a outros exemplos de renda fixa, como Tesouro Direto.

Como declarar o imposto de renda de debênture incentivada?

Mesmo essa modalidade de debênture sendo um investimento, cujo rendimento não é tributável, você ainda precisa incluí-las na sua declaração anual do imposto de renda (IR)

O mesmo ocorre com outras modalidades de investimentos de renda fixa isentas, como poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI) e do Agronegócio (CRA).

Mas, como fazer isso? Siga esse passo a passo abaixo:

  • acesse a ficha “Bens e Direitos”;
  • clique em “Novo”;
  • selecione o grupo “04 – Aplicações e investimentos”;
  • escolha o código “03 – Títulos isentos de tributação” para LCI, LCA, CRI, CRA, LIG, LH e debêntures incentivadas;
  • em “Discriminação”, digite os dados, como o nome do título;
  • neste mesmo campo, insira o nome e o CNPJ da fonte pagadora e o saldo disponível, conforme o Informe de Rendimentos; 
  • nas colunas correspondentes devem ser informados os respectivos saldos dessas aplicações em 31/12/2022 e em 31/12/2021.

Você também deve informar, na sua declaração de imposto de renda, os rendimentos obtidos a partir dessas aplicações. Para isso, basta fazer o seguinte:

  • acesse a ficha “Rendimentos isentos e não tributáveis”;
  • clique em “Novo”;
  • selecione o código “12 – Rendimentos de cadernetas de poupança, letras hipotecárias, letras de crédito do agronegócio e imobiliário (LCA e LCI) e certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários (CRA e CRI), conforme o informe de rendimentos”;
  • insira o nome e o CNPJ da fonte pagadora e o valor, de acordo com os dados do Informe de Rendimentos.

O que são fundos de debêntures incentivadas?

Os fundos de debêntures incentivadas são muito semelhantes aos outros fundos de investimento. Ou seja: o dinheiro arrecadado por meio da negociação de cotas é voltado, geralmente, para a compra de títulos públicos e dessa modalidade de debênture.

Quais são as melhores debêntures incentivadas?

Escolher entre as opções disponíveis não é uma tarefa fácil e o investimento inicial nesses ativos geralmente não é muito acessível. Algumas gestoras de recursos como a Kinea, o Bradesco e a XP ofertam investimentos desse tipo atrelados a outros papéis de renda fixa.

De maneira geral, o objetivo com essa prática é tornar mais prático e tangível o investimento nesses títulos de crédito privado. Apesar de algumas opções desse tipo ainda exigirem investimentos iniciais bem salgados, é possível encontrar opções mais acessíveis. 

Portanto, quais são as melhores? Separamos cinco opções interessantes que merecem ser analisadas:

    1. XP Debêntures incentivadas: alcançou uma rentabilidade de 8,79% nos últimos 12 meses (até setembro de 2022). Taxa de administração de 1% ao ano e aplicação mínima de R$ 5.000. 
    2. ARX Elbrus Advisory FIC de Fundos Incentivados de Infraestrutura RF: alcançou uma rentabilidade de 10,11% nos últimos 12 meses (até setembro de 2021). Taxa de administração de 0,70% ao ano e aplicação mínima mais modesta de R$ 500.
    3. Bradesco Debêntures Incentivadas: alcançou uma rentabilidade de 12,10% nos últimos 12 meses (até setembro de 2022). Taxa de administração de 0,5% ao ano e aplicação mínima de R$ 1.000. 
  • Sparta Debêntures Incentivadas: alcançou rentabilidade de 11,50% nos últimos 12 meses (até setembro de 2022). Taxa de administração de 0,8% ao ano e aplicação mínima inicial de R$ 1.000. 
  1. Itaú Debêntures Incentivadas RF CP: alcançou rentabilidade de 7,84% nos últimos 12 meses (até setembro de 2022). Taxa de administração de até 0,85% ao ano e aplicação mínima de R$ 1,00.

Tá interessado em investir em debêntures ou em outro título de renda fixa ou variável? Veja no canal Investimento às Claras como a volatilidade pode ajudar os seus investimentos:

Investir nessa modalidade de debênture vale a pena?

Investir nessa modalidade de crédito privado pode valer a pena sim, por tudo aquilo que vimos até agora no nosso artigo: isenção de imposto de renda e promessa de rendimentos atrativos, geralmente bem superiores aos de outros títulos de renda fixa. 

Entretanto, é preciso tomar consciência dos riscos. Em especial, podemos citar:

Para conter a volatilidade nos preços, especialmente dos títulos prefixados, algumas gestoras desenvolveram uma proteção chamada Hedge. Esse mecanismo permite atrelar à rentabilidade dos ativos a índices como o CDI e ao de referência da família IMA-B, da Anbima, que acompanha a variação de títulos de Tesouro IPCA+.

Dessa forma, as oscilações tornam-se menos frequentes, porém, em compensação, o valor dos rendimentos também cai.

Como investir em debêntures incentivadas?

Entendido o que é essa modalidade de investimento e seus riscos, o primeiro passo para investir nesses títulos de crédito privado é abrir uma conta em uma corretora de investimentos, como a XP, que intermediará o processo. 

Na plataforma da corretora, você também poderá definir o seu perfil do investidor e contar com o aconselhamento de um consultor de investimentos. 

É importante dizer que essa modalidade de debênture pode ser disponibilizada tanto no mercado primário, quando a empresa emite os títulos e os disponibiliza para os investidores, quanto no mercado secundário, em que você compra os títulos diretamente de outros investidores. 

Por meio das corretoras, também é possível adquirir cotas de fundos de investimento que aplicam nessa modalidade de debênture, diversificando o montante da sua aplicação. 

Além disso, para investir certo é importante ler e estudar bastante sobre o assunto. No fim das contas, somente o conhecimento sobre esse ativo e suas opções disponíveis trarão a resposta certa para essa pergunta.

Assim, se você quer aprofundar seus conhecimentos em debêntures incentivadas e no universo dos investimentos, a Faculdade XP pode ajudar! Oferecemos cursos livres sobre diversos temas relacionados, como este sobre Renda Fixa: ganhos com baixo risco

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Quais são os tipos de Machine Learning?

A sociedade atual é marcada pela tecnologia e automação das máquinas. Com o uso da inteligência artificial, os setores viram uma oportunidade de melhorar e agilizar os seus processos. Por isso, o machine learning tem se tornado cada vez mais tendência entre os diversos setores do mercado de trabalho.

Mas o que é machine learning? Podemos afirmar que é tudo que torna uma ação mais inteligente e prática no cotidiano. Desde a criação de carros mais autônomos, ou a criação de sistemas de reconhecimento e seleção online, ou mesmo o diagnóstico de doenças por imagens na saúde.

Neste artigo você vai entender os detalhes sobre o machine learning, além de seus diferentes tipos e aprendizados. Confira!

O que é Machine Learning?

Machine Learning nada mais é que um ramo dentro da tecnologia, mais especificamente da inteligência artificial, que usa máquinas que têm a capacidade de aprender padrões a partir de uma análise de dados e conseguem chegar a um resultado, servindo de solução para um problema que você tenha. 

Ou seja, é uma máquina que é capaz de tomar decisões sozinha, com o mínimo ou nenhuma intervenção humana em seu processo. 

O surgimento do conceito de Machine Learning e suas tecnologias ocorreu com Alan Turing na década de 1950. Este foi o período em que foram feitos testes que mediam o quanto máquinas seriam capazes de pensar e elaborar o raciocínio tal como seres humanos.

Nesse sentido, para a máquina realizar essas ações ela utiliza de aprendizados na execução, que você entenderá melhor no próximo tópico.

Tipos de aprendizado Machine Learning

Pensando mais na parte prática, o machine learning possui diferentes tipos de aprendizados para funcionar. São eles compostos por 4 variações:

Aprendizado supervisionado

É o mais comum. Ele se baseia no processo que funciona a partir de resultados pré-definidos, ou seja, que utiliza valores já repassados e, então, os analisa e suas variáveis, para aprender quais são os resultados de saída mais cabíveis

Por exemplo: uma pessoa pega um banco de dados e ensina a máquina o que é uma moto, como reconhecer seus padrões e semelhanças. Diante disso, mesmo que as cores e tamanhos variem, a máquina consegue reconhecer as características básicas.

E a partir desses conceitos chaves ela repete esses conceitos e tira suas conclusões quando necessárias. 

Outro exemplo seria um e-mail ser classificado como SPAM automaticamente. Para chegar nesse resultado, há um treino contínuo com a máquina em que contém e-mails com a resposta de que é spam. A partir das características dos e-mails classificados como “Sim”, o algoritmo aprende a rotular o que é spam ou não.

Empresas que usam muito deste tipo de aprendizagem no machine learning são a Walmart e a Amazon dos Estados Unidos, onde seus varejistas utilizam o modelo para a reposição de estoques, agilizando e melhorando o processo como um todo. 

Aprendizado não-supervisionado

É a forma menos utilizada pelas empresas, pois muitos resultados podem ser inconclusivos, já que a máquina começa a analisar sozinha os dados e a identificar os padrões, mesmo de conceitos que nunca viu antes. Então, a chance de não sair 100% como esperado é maior, certo? Além disso, é um processo mais demorado e, por isso, não muito popular no mercado. 

Por exemplo: a própria máquina aprende o que é uma lata e uma garrafa de refrigerante, e até chegar a essa conclusão ela faz vários testes.

Outro exemplo prático seria as combinações a partir de dados coletados sozinhas no aplicativo Tinder, onde há as sugestões de conexões e pessoas que combinam sem ninguém informar nada previamente. 

Entretanto, o Spotify e a Netflix quando recomendam algo, o que é feito de fato é a execução de um algoritmo não-supervisionado para agrupar os clientes e fazer recomendações com base nas experiências nas plataformas. 

Aprendizado semi-supervisionado

É uma espécie de aprendizado supervisionado que possui poucos exemplos rotulados e muitos exemplos não rotulados para atuar. Então, necessita de um apoio humano ao mesmo tempo que uma independência de máquina para descobrir.

Um exemplo clássico é o de classificação de sites na web, onde se gasta muito tempo para rotular uma amostra de forma confiável. Entretanto, um crawler (rastreador de rede) é capaz de coletar inúmeras amostras sem rótulo rapidamente.

Aprendizado reforçado

Podemos compará-lo com a nossa vida de criança até se transformar em adulto. Quando éramos crianças, engatinhamos até aprender a andar, e erramos e caímos várias vezes.

O processo de aprendizagem atua nessa linha, onde a máquina testa muitas e muitas vezes. Por isso, ela é reforçada por nós humanos a aprender com o que errou até encontrar a abordagem certa. 

Um exemplo seria usar a recomendação de vídeos do YouTube, por exemplo. Após assistir vídeos ele propõe novas opções (daí acontece o não-supervisionado), só que essas opções não tem nada a ver com o que você quer assistir no momento. Então, a partir dessas negativas, o algoritmo vai mostrando outras opções. Essa aprendizagem pelo erro é reforçada.  

É um tipo de aprendizagem de machine learning muito utilizada no ramo de jogos e robótica.

Quais são as diferenças entre os tipos de Machine Learning?

As diferenças ocorrem a partir da forma de execução e processo de cada aprendizado. Enquanto os supervisionados dependem de um contato humano para funcionar e deduzir as soluções, o semi supervisionado não precisa tanto, pois possui mais independência. Já o não supervisionado faz tudo sozinho e o reforçado precisa aprender com os erros.

Afinal, onde e como usar o Machine Learning?

Sabendo o conceito e os tipos de aprendizagem de machine learning existentes, fica o questionamento de onde comumente são utilizados. 

Qualquer empresa precisa dessa metodologia para funcionar de forma eficiente e com produtividade, sendo nos aspectos mais comuns de uso:

  • Detecção de Fraudes;
  • Sistemas de Recomendação;
  • Mecanismos de Busca;
  • Sistemas de Vigilância em Vídeo;
  • Reconhecimento de Manuscrito;
  • Bots de Serviço ao Cliente;
  • Segurança de TI;
  • Manutenção Preditiva (Internet da coisas);
  • Detecção de Anomalia online; 
  • Logística.

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Carreira em Y: Como desenvolver e aproveitar seus benefícios?

As novas demandas do mercado têm provado a importância de oferecer mais oportunidades para que um profissional se destaque dentro de uma empresa. E um dos conceitos que têm feito muito sentido nas organizações é o de carreira em Y.

Trata-se de um formato inovador em que o profissional pode optar por desenvolver suas capacidades de gestão ou se tornar um especialista em sua área. Em ambas as opções, ele tem o reconhecimento que almeja e progride dentro da estrutura da organização.

A proposta central é fazer com que cada vez mais profissionais tenham liberdade de escolher seus caminhos, trabalhando com aquilo que mais faz sentido para sua vida. Isso acaba resultando em bons retornos para a empresa.

Para entender mais, neste artigo, o Tangerino – controle de ponto digital esclarece o conceito de carreira em Y, mostra as principais vantagens para a empresa e o profissional e também dá dicas de como desenvolver e criar um plano de carreira em Y. Confira!

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O que é carreira em Y?

A carreira em Y é um formato inovador de plano de carreira em que o funcionário pode ser promovido a um cargo de especialista ou de liderança. 

O objetivo desse modelo é possibilitar que o colaborador cresça na empresa também em papéis técnicos, diferentemente do que sempre ocorria, quando um funcionário só era considerado promovido quando assumia um cargo de gestão.

A importância dessa flexibilidade é garantir oportunidades de desenvolvimento de carreiras para todos os colaboradores.

Isso porque, diferentemente do que se pensa, a princípio, nem todos os funcionários desejam assumir um cargo de gestão. Muitas vezes, eles se sentem felizes ocupando uma vaga de analista e querem se desenvolver nessa ocupação.

Assim, caso o profissional tenha foco em funções gerenciais, pode dar sequência em seu plano de carreira tradicional, podendo também aperfeiçoar seus conhecimentos.

Já aquele que deseja se tornar especialista em uma área ou setor pode se dedicar na busca por soluções alternativas de desenvolvimento de produtos, projetos ou pesquisas. Além de dar continuidade aos estudos, com pós-graduações e MBA.

Como funciona o plano de carreira em Y?

A carreira em Y traz duas possibilidades para que o profissional cresça dentro da empresa: por meio do caminho da liderança e da gestão e por meio do caminho da especialização em uma área.

É importante entender como se dão esses caminhos e quais são as principais características que o RH deve considerar ao avaliar um funcionário, uma vez que a área tem um papel crucial na condução do plano de carreira em Y. Confira abaixo!

Carreira em Y como líder

O crescimento de um colaborador dentro da empresa para se tornar líder é muito importante, principalmente porque esse profissional ficará responsável pela gestão de equipes, coordenando o trabalho de outras pessoas.

E é importante ter em mente que nem todas as pessoas possuem condições de assumir esse posto. Um bom líder é importante para a organização, pois ele se torna a referência para seu time. Por isso, esses profissionais devem ser cuidadosamente escolhidos.

Veja abaixo as principais características necessárias para desenvolvimento de uma carreira em Y para a liderança:

  • Possuir habilidade na condução de relações interpessoais;
  • Conduzir um completo processo de onboarding, que é crucial para o engajamento de novos funcionários;
  • Ter empatia;
  • Comunicação eficiente desenvolvida;
  • Domínio das estratégias de trabalho em equipe;
  • Ter capacidade de desenvolver planejamento e gestão estratégica;
  • Tranquilidade e condições para tomar decisões das mais simples até as mais complexas;
  • Conhecer o trabalho e a forma de atuação da empresa;
  • Estar por dentro de todo o trabalho que é executado por sua equipe.

Carreira em Y como especialista técnico

Para muitos, um profissional só cresce dentro da empresa se alcançar um cargo de chefia e passar a realizar a gestão de uma equipe.

Porém, contar com bons analistas técnicos nas áreas é tão importante quanto ter à disposição gestores diferenciados. 

Muitos profissionais têm excelentes atuações trabalhando como especialistas executores de tarefas. Mesmo muitos tendo características de líderes, eles preferem realizar uma autogestão, o que rende bons resultados para a empresa e para si próprio.

Veja agora algumas das características necessárias para o desenvolvimento da carreira em Y voltada à especialistas:

  • Domínio de conceitos e técnicas da sua área;
  • Proximidade e segurança para atuar na área da especialização;
  • Atua com autonomia, de forma prática, ágil e com responsabilidade;
  • É capaz de solucionar problemas, até os mais complexos;
  • Possui capacidade de liderança, mas voltada à orientação para soluções;
  • É flexível e consegue atuar de forma multidisciplinar, sempre que demandado.

Como desenvolver a carreira em Y?

O desenvolvimento do modelo da carreira em Y requer pesquisas e um completo conhecimento acerca das necessidades da empresa. 

Primeiramente, os gestores da empresa devem identificar as principais necessidades da organização, suas demandas, seus objetivos de curto, médio e longo prazos e como querem se destacar no mercado.

Após esses levantamentos, o RH deve iniciar uma completa pesquisa sobre o perfil dos empregados, quais são suas formações, tempo de casa e de carreira e, por fim, o que esperam da empresa e como enxergam o seu futuro nela. 

Com isso, fica mais fácil alinhar as expectativas da empresa e dos funcionários para propor o plano de carreira em Y.

A carreira em Y traz duas possibilidades de crescimento ao colaborador dentro da empresa: a de líder ou especialista.

Quais as vantagens da carreira em Y

A gestão de carreira é um processo importante para o profissional e para a empresa, pois ambos se beneficiam. 

E quando se trata de colocar em prática o modelo da carreira em Y, as empresas mostram como fazer um plano de carreira eficiente e com base nas demandas do mercado.

As vantagens são muitas e vão desde melhora no ambiente de trabalho até mais resultados e aumento de lucro para as empresas. Veja a seguir:

Vantagens da carreira em Y para o profissional

A carreira em Y proporciona uma série de vantagens ao profissional, incluindo a de trabalhar com aquilo que a pessoa melhor e mais gosta de fazer, proporcionando um desenvolvimento alinhado às expectativas de vida, até mesmo a uma maior valorização. Confira em detalhes!

1 – Fazer o que se gosta

Essa é uma das vantagens mais importantes para o funcionário. Quando ele se sente bem atuando no cargo que tem propósito dentro das suas aspirações, fica mais fácil realizar entregas e enxergar uma carreira no futuro.

Quando a empresa tenta fazer com que um colaborador se adapte a uma vaga em que ele não está preparado ou não se enxerga nela, aumentam-se as chances de não dar certo.

2 – Maior valorização individual

Sentir-se valorizado no trabalho é muito importante para fazer com que o profissional entenda o seu papel dentro da empresa e, consequentemente, seja mais produtivo e engajado. 

A carreira em Y é uma forma interessante de valorizar a individualidade de cada colaborador, respeitando aquilo que ele espera, seus sonhos e, claro, estando em alinhamento àquilo que a empresa também espera.

3 – Desenvolvimento de novas competências e habilidades

Assim como o funcionário passará a se sentir mais motivado para crescer dentro das suas preferências, ele também se interessa mais pela busca de novos conhecimentos, por meio de cursos, especializações e treinamentos.

A partir disso, a empresa também tende a investir nesse profissional por meio da educação corporativa, pois sabe exatamente qual é a proposta do seu plano de carreira em Y e como ajudar esse profissional a crescer junto com a empresa.

4 – Aproveitamento das melhores habilidade do profissional

Assim como há pessoas que transformam equipes estando à frente delas, há aquelas que executam trabalhos técnicos de forma impecável e com total conhecimento.

Para o profissional, a carreira em Y é uma maneira de se sentir útil e tendo os seus serviços aproveitados pela empresa, independentemente do perfil de cada um.

Vantagens da carreira em Y para a empresa

Não apenas ao profissional, mas incentivar uma carreira em Y dentro da própria empresa pode ser vantajoso ao negócio. Atrair e reter talentos é uma delas, mas não somente isso.

Atração e retenção de talentos

O conceito de employer branding ou marca empregadora é algo buscado, na prática, pelas empresas. E a valorização do colaborador é fator crucial para tal.

Empresas que atuam com carreira em Y tendem a mostrar para o mercado que respeitam e valorizam seus profissionais e que têm como política interna escolher, alinhados ao funcionário, a melhor forma de vê-los crescendo junto ao negócio.

Esse contexto aumenta a atração e retenção de talentos, que são tão buscadas pelas empresas.

Mais produtividade

Em muitos casos, a queda na produtividade dentro das empresas é sinal de falta de motivação e de identificação com o trabalho por parte dos funcionários.

Quando esse mesmo funcionário passa a enxergar o seu futuro dentro da empresa e como poderá ser aproveitado, ele passa a se enxergar como parte do processo e como o seu desempenho leva a empresa a ter um bom desempenho também.

Assim, passa a atuar com entusiasmo e propósito, entregando os resultados almejados pela empresa.

Pessoas certas nos lugares certos

A carreira em Y possibilita que os colaboradores tenham poder de escolha sobre a direção que querem seguir. O que é importante, pois as empresas podem aproveitar as habilidades dos profissionais nos departamentos em que eles terão seu melhor desempenho.

Por isso é importante ter muito bem estabelecido o propósito daquela vaga e qual perfil de profissional será o melhor para ocupá-la, considerando seus conhecimentos técnicos, as soft skills e, claro, como eles gostariam de conduzir sua carreira.

Redução do turnover

O turnover é um índice que mostra o percentual de funcionários que foram contratados e desligados em um determinado período. Quanto maior esse número, sinal de que a empresa enfrenta problemas.

Funcionários insatisfeitos, clima organizacional ruim, processos seletivos malfeitos, tudo isso pode aumentar a rotatividade, o que também gera gastos para a empresa.

Com a carreira em Y, a empresa atua de forma mais estratégica, contratando mediante um propósito e permitindo que o próprio colaborador participe do seu processo de crescimento na empresa.

Como criar um plano de carreira em Y?

Para criar um plano de carreira em Y, após alinhar as expectativas da empresa e dos colaboradores, é um processo que pode ser adaptado para cada empresa, dependendo de suas necessidades.

Mas é preciso planejar cada passo para executar com conhecimento a estratégia. Veja abaixo algumas dicas de etapas a serem realizadas:

  • Identificar e analisar as habilidades que são mais necessárias para a organização;
  • Levantar os principais problemas que ocorrem em termos de gestão de pessoas;
  • Avaliar se as equipes precisam de remodelação;
  • Aplicar testes de conhecimento e práticos para medir o desempenho dos colaboradores;
  • Investir em treinamento e desenvolvimento de funcionários.

Como a empresa pode motivar um profissional para a carreira em Y?

Com um mercado cada vez mais competitivo, atrair e reter talentos é algo muito buscado pelas empresas. Especialmente porque a retenção de bons profissionais é algo que exige investimento na satisfação dos funcionários, para além de aspectos financeiros.

Por meio da carreira em Y, as empresas podem mostrar a seus funcionários como enxergam a importância de cada um para o negócio. 

A proposta de possibilitar que tanto colaboradores que almejam cargos de liderança, quanto aqueles que preferem se manter especialistas tenham sucesso e possam crescer junto com a empresa é uma ótima ferramenta para engajar e incentivar seus funcionários.

Assim, as empresas devem ser transparentes e manter a comunicação aberta para que esses profissionais sintam-se realmente valorizados e seguros para construírem uma carreira em Y sólida naquela organização.

Conclusão

Com um bom planejamento e a colocação em prática de um plano de carreira em Y, todos os funcionários que vislumbram o seu crescimento dentro da empresa têm o seu lugar.

O modelo da carreira em Y reforça a importância de conhecer e valorizar todos os perfis existentes na organização, já que cada um possui sua importância para o negócio.

Assim, a empresa deve prezar sempre pelo alinhamento de expectativas junto aos colaboradores, a fim de encontrar equilíbrio entre o que eles esperam e aquilo que o negócio busca para se destacar no mercado.

O que faz um Dataminer e como é a sua rotina?

Você já ouviu falar em mineração de dados? Ou, melhor, você já ouviu falar na profissão de Dataminer? Hoje em dia, em um mundo com tantas informações, conseguir extrair aquilo que é importante para o seu negócio tornou-se um grande desafio. Por isso, o Dataminer foi criado para facilitar a sua vida e a sua relação com os dados!  

Se você nunca ouviu falar ou se tem pouco conhecimento sobre essa profissão de minerador de dados, continue a leitura deste artigo. Nele, vamos falar o que é Dataminer, a importância para as empresas e como fazer a mineração de dados. 

O que é Dataminer?

O Dataminer, ou minerador de dados em português, é o profissional que domina a ciência dos dados e a utiliza para identificar padrões e prever ações futuras.

Para isso, o Dataminer precisa ter conhecimentos de Big Data, Data Analytics e outras tecnologias que ajudam na análise de dados. 

O que faz o Dataminer?

A principal atividade do Dataminer consiste em analisar dados para gerar informações de qualidade.

Essa atividade pode classificada de duas formas:

  • Descritiva: identifica semelhanças compartilhadas em um determinado grupo de dados;
  • Preditiva: contribui na previsão de futuras ações ou na estimativa de resultados de uma ação. 

Etapas de trabalho do Dataminer

Apesar das ferramentas disponíveis para ajudar o Dataminer na análise estatística de dados, esse ainda é um trabalho complexo. Por isso, muitos processos precisam ser executados pelo próprio profissional.

Abaixo, falamos sobre o funcionamento de cada etapa que deve ser executada pelo Dataminer:

1. Definição de objetivo

Primeiramente, toda ação de data mining precisa ter um objetivo pré-estabelecido. Normalmente, esses objetivos são definidos conforme o planejamento estratégico do negócio.

Por exemplo, o objetivo é aumentar as vendas no e-commerce da empresa. Nesse caso, os dados podem ajudar a esclarecer o perfil do seu público, como eles se comportam ao acessar o site da loja, entre outras questões.  

2. Exclusão de informações repetidas

Após definir o objetivo da ação, a segunda etapa consiste em reduzir os dados duplicados do seu banco de dados.

Muitas vezes, as coletas de dados são feitas de diferentes sistemas e bases de informações, por isso, pode acontecer de uma outra informação vir repetida.

Para evitar essa repetição, é preciso fazer uma análise minuciosa dos dados e observar o que está duplicado para eliminar do seu banco de dados.  

3. Limpeza de dados inúteis

Além da eliminação de dados duplicados, é importante também fazer uma análise para eliminar aquilo que não é importante para o seu projeto. Afinal, no momento de importação é comum que dados além do necessário sejam considerados.

Ao final dessa limpeza, restarão apenas os dados que são realmente necessários para o negócio. 

4. Mineração dos dados

Por fim, chegamos na etapa final de mineração de dados. Após fazer toda a curadoria dos dados, é hora de utilizar as ferramentas que você tem em mãos para fazer análises e gerar relatórios de forma rápida e precisa.  

Técnicas utilizadas na mineração de dados 

A mineração de dados pode ser aplicada de diversas formas, conforme os seus conhecimentos em inteligência artificial, machine learning e outras tecnologias.  Abaixo, falamos um pouco sobre cada técnica: 

1. Armazenamento em cluster

Diz respeito ao agrupamento de registros semelhantes que possam ser caracterizados em uma mesma classe. Para isso, é preciso encontrar itens em um mesmo conjunto de dados que possuam propriedades semelhantes. 

2. Classificação

Assim como o armazenamento em cluster, essa se baseia na classificação de itens. Entretanto, a diferença é que aqui é utilizada uma análise de tributos que verifica diversos tipos de dados.  

3. Árvore de decisão

É uma técnica bem visual que consiste na resposta de perguntas específicas. Através dela você consegue prever comportamentos e trabalhar na melhor forma para solucionar o problema. 

Dataminer trabalhando em nova análise
O trabalho do Dataminer é desenvolvido em diversas etapas.

4. Previsão

Uma das técnicas mais valiosas da mineração de dados, ela basicamente usa padrões encontrados em dados atuais para fazer projeções do futuro, ou seja, é o reconhecimento de padrões antigos para identificar ações e movimentações futuras. 

5. Associação ou relação

Técnica mais popular da mineração de dados, a associação consiste em analisar dados para identificar padrões em determinadas ações. 

Por exemplo, através da associação é possível identificar que a maioria dos pedidos de hambúrguer em fast food são acompanhados de batata frita e refrigerante.  

6. Padrões sequenciais

Essa é uma técnica utilizada a longo prazo onde é possível identificar comportamentos padrões dos clientes, o que lhe ajudará no planejamento de vendas. 

Por exemplo, através dos padrões sequenciais em um e-commerce, você consegue ver qual fluxo o cliente usa para montar o seu carrinho e propor um carrinho de compras personalizado.  

Importância do Dataminer para as empresas

Apesar de ser um processo complexo, que requer investimentos financeiros por parte da empresa, ele tornou-se essencial.  

Atualmente, muitos negócios investem em mineração de dados para conseguir mais assertividade nas suas ações. Dessa forma, conseguem montar um planejamento estratégico que atenda as necessidades tanto da empresa quanto dos clientes.   

Áreas que investem na mineração de dados

Diversas áreas já perceberam as vantagens da mineração de dados. Abaixo, citamos as principais delas e como aplicam a mineração de dados no seu dia a dia:

1. Bancos

Há anos que os bancos utilizam da mineração de dados para construir as bases de dados dos clientes com informações sensíveis sobre a vida financeira deles. É por meio da mineração que os bancos fazem análise de crédito, aprovam empréstimos, conseguem detectar fraudes, entre outras movimentações financeiras. 

2. Educação

Ajuda os profissionais a prever o desempenho do aluno, de modo que é possível identificar fatores que influenciam na diminuição da aprendizagem. 

3. Manufaturas

É aplicada para analisar dados de qualidade sob cada produto, alinhar planos de fornecimento, prever desgastes e antecipar a necessidade de manutenção, evitando problemas futuros. 

4. Saúde

Pode ser utilizada para armazenar informações do paciente no banco de dados médicos, além de ajudar na prevenção e diagnóstico precoce de doenças.  

5. Varejo

Aqui, a mineração serve para entender os comportamentos e as decisões dos clientes. Dessa forma, as empresas conseguem melhorar o seu relacionamento com eles e fazer ações mais direcionadas.  

Mercado de trabalho para Dataminer

O mercado para especialistas em Data Science está super aquecido e a tendência é crescente. Afinal, a cada dia que passa, as empresas entendem a importância de ter um especialista em dados para o sucesso do seu negócio.

Segundo o portal Vagas, a média salarial de um profissional na área de dados é de R$ 6.144,00, podendo chegar a até R$ 8.170,00 ou mais, dependendo da área de atuação.   

Como se tornar um Dataminer?

Primeiramente, você precisa ter conhecimentos técnicos sobre Ciência de Dados, saber utilizar bancos de dados e dominar ferramentas de análise. Por isso, um curso de graduação em Ciência de Dados facilita o seu ingresso e atuação na área.

Entretanto, se você tem formação em outro curso de Tecnologia da Informação, você pode se especializar em Data Science através de bootcamps e trilhas de conhecimentos disponíveis na plataforma XPE Multi +

Por fim, além do conhecimento técnico, você precisa ter outras skills. Por exemplo, boa comunicação, alta concentração e facilidade em resolução de problemas. 

Resiliência cibernética: como aplicar o conceito em sua empresa?

A ideia de resiliência cibernética surge a partir da robustez da qual as organizações contemporâneas dispõem para resistir às ocorrências de problemas, muitos deles relacionados aos avanços das novas tecnologias.

Mas, afinal, todo negócio deve abraçar a resiliência cibernética? Se sim, por onde começar? 

Neste artigo, falaremos sobre o contexto de surgimento do termo, além de dicas para aplicá-lo em sua empresa. 

Como surgiu o conceito de resiliência cibernética?

Tudo começou com a primeira revolução industrial, nas confecções têxteis da Grã-Bretanha. Com o avanço tecnológico, os sistemas produtivos passaram a atuar com perspectivas globais, o que gerou um crescimento no volume de produção.

A partir daí, a produção em massa configurou a segunda revolução industrial. No início do século XX, Henry Ford montou fábricas com linha de montagem em movimento. 

Com o avanço das tecnologias digitais, iniciou-se a terceira revolução industrial. 

Neste contexto, softwares com algoritmos mais complexos e robôs com mais funcionalidades passaram a operar nas indústrias. Aumentou-se o uso da impressora 3D e novos serviços foram oferecidos na internet.

Assim, a Indústria 4.0 apresentou-se como um avanço nas definições que configuraram os sistemas produtivos, possibilitando a obtenção de resultados por meio de tecnologias como Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas e Inteligência Artificial

A manufatura digital, ao englobar estas tecnologias, pôde proporcionar o alcance das metas organizacionais em função da estratégia empresarial. 

Logo, o novo ambiente empresarial da 4ª Revolução Industrial despontou como um terreno fértil para o surgimento dos sistemas físico-cibernéticos. 

Tais sistemas passaram a lançar mão de  inovações tecnológicas para aproveitar as capacidades computacionais, integrando os recursos físicos presentes nos ativos empresariais na interação com os seres humanos. 

Estas interações possuíram a característica potencial de utilizar diversos meios sensoriais para se comunicar com as pessoas.

Indústria 4.0: berço da resiliência cibernética

A Indústria 4.0 está causando diversas mudanças no ambiente empresarial e vai continuar influenciando as estratégias organizacionais nos próximos anos. 

Um impacto não muito recente está na cadeia de valor e na relação entre as organizações que a compõem. 

Com o avanço das mídias sociais, a cadeia de valor pode adotar os mesmos conceitos destas redes. 

Assim, por meio de uma plataforma digital distribuída, as empresas que compõem a cadeia de valor podem interagir para trocar conhecimento sobre o portfólio de produtos, compartilhando ideias, comentários, avaliações e suas primeiras impressões sobre um determinado produto em desenvolvimento ou acabado.

O consumo dos produtos influencia o processo de produção nas empresas contemporâneas, percorrendo um caminho de transformação disruptiva. 

Os sistemas produtivos na era ciberfísica, associados às inovações adotadas pela Indústria 4.0, determinam que as organizações passem a adotar, imediatamente, iniciativas de Internet das Coisas nas suas linhas de produção e produtos.

Não é mais um tema de filme de ficção. As máquinas, hoje em dia, já comportam sistemas que possibilitam a troca de informação entre elas e com funcionários da manutenção ou pessoas consumidoras finais. 

O Asset Intelligence Network (AIN) torna-se uma plataforma que apoia o melhor desempenho dos recursos presentes no chão de fábrica dos sistemas produtivos industriais, elevando a capacidade produtiva por meio de uma manutenção de equipamentos que se comunicam em rede. 

Trata-se de uma espécie de cooperativa entre os proprietários de máquinas e os fornecedores destes ativos, criando um ambiente de comunicação ciberfísico. 

Peças e equipamentos em manutenção incorporam informações específicas que auxiliam no seu controle para alcançar um desempenho quando da sua utilização. Neste contexto, a melhoria na capacidade e desempenho das máquinas torna-se uma questão de adequação dos processos, passando por uma comunicação online, evitando trade-offs 

A Internet das Coisas trouxe muito progresso…

A Internet das Coisas proporcionou  uma possível evolução tecnológica, influenciando o desenvolvimento em diversos setores da Economia Industrial. 

Em destaque, está o segmento da Microeletrônica, que direciona esforços para aumentar a capacidade de comunicação e interação, por meio do sensoriamento, entre homem-e-máquina e máquina-e-máquina. 

Uma possível abordagem se faz pela conexão dos objetos na Internet. Assim, aumenta sua capacidade computacional e de comunicação com as pessoas e com os outros objetos ou máquinas conectadas a esta rede. 

Trata-se de uma combinação entre tecnologias complementares, integrando objetos no ambiente físico por meio de redes de computadores.

A Internet das Coisas alterou o conceito de redes de computadores. Dessa forma, possibilitou uma evolução do conceito para rede global, em que os objetos (coisas) podem se comunicar uns com os outros. 

As coisas estabelecem a comunicação com as outras coisas, determinando o conceito de rede para a Internet das Coisas.

…mas também ampliou o universo dos riscos cibernéticos

O problema acontece quando os riscos cibernéticos afloram, na mesma medida em que são criadas aplicações para a Internet das Coisas. Muito provavelmente, estamos diante de um novo processo evolutivo em que a ubiquidade computacional será cada vez maior — e está longe de terminar.

Contudo, estes sistemas cibernéticos podem gerar informações com base em dados imperfeitos ou que sofreram mutação, necessitando reparos para serem aplicados na geração de informação futura. 

Diante deste contexto, surge um novo conceito, relacionado com a capacidade das empresas em se manterem resilientes diante de ameaças e riscos sem abalar seu compromisso com a melhoria contínua dos processos. Estamos falando da resiliência cibernética. 

O que é resiliência cibernética?

Trata-se da capacidade das empresas de se prepararem, responderem e se recuperarem de ataques cibernéticos, compreendendo que sua existência faz parte do cotidiano de corporações alinhadas à tecnologia. 

Diante do contexto de crescimento das ameaças cibernéticas, as organizações passaram a ser resilientes em relação às ocorrências de eventos originadas nos sistemas complexos definidos na adoção da Internet das Coisas. 

Desta forma, apesar dos ataques prejudicarem a produtividade, as empresas respondem, progredindo na evolução do seu sistema produtivo cibernético. 

Isto inclui não ser afetada por intrusos que degeneram seus processos de comercialização e prestação de serviço. Nesta ótica, percebe-se a importância da gestão de riscos cibernéticos no ambiente da Indústria 4.0, em especial, os relacionados com a Internet das Coisas.

Benefícios da resiliência cibernética 

Conheça alguns dos benefícios-chave da adoção da resiliência cibernética nas empresas.

1- Vantagem competitiva para as empresas 

Neste ambiente digital, configurado pela integração da computação e das tecnologias físicas associadas, a resiliência cibernética se tornou um fator-chave para a vantagem competitiva das empresas por meio do bom desempenho dos seus sistemas produtivos.

Nesta perspectiva digital, os sistemas buscam fortalecer as ações estratégicas voltadas para a adoção de novas tecnologias e a integração com os processos gerenciais dentro das organizações.

2- Ganhos de escala nas organizações 

Nesta ótica, e, no contexto da resiliência cibernética, o ambiente produtivo que não sofre com variações de problemas ocorridos devido a adoção de novas tecnologias digitais, pode proporcionar ganhos de escala para organizações e, como já mencionado, países.

3- Adequação em tempo real da produção para atender a cadeia de valor

Além disso, os sistemas produtivos na era digital necessitam de planejamento para utilizar com parcimônia as novas tecnologias digitais, permitindo o desenvolvimento de novos produtos e respondendo às variações de demandas. 

A adequação em tempo real da produção para atender a cadeia de valor deve vir em conjunto com o planejamento da resiliência em relação a estas tecnologias digitais.

4- Agilidade nas respostas aos ataques cibernéticos

Adequar os sistemas produtivos com rapidez é, talvez, o mais relevante fator crítico de sucesso para as organizações e, até mesmo, países inteiros num futuro próximo. 

Neste ambiente empresarial cada vez mais digital, as aberturas cibernéticas sempre ocorrem, sendo uma realidade que deve ser levada em conta. Hackers e usuários mal-intencionados podem destruir o negócio das empresas em questão de segundos. 

No entanto, com a resiliência, as organizações podem responder com agilidade aos ataques cibernéticos. 

Resiliência cibernética: por onde começar? 

Diante da expansão da Internet das Coisas, e consequente crescimento do risco cibernético, torna-se necessário construir uma estratégia de resiliência cibernética com ações deliberativas.

Assim, a diretoria das empresas precisa enfatizar interesse na fiscalização de medidas de contenção determinadas nas metas de gerenciamento de riscos cibernéticos. 

Além disso, a comunicação entre os setores deve ter boa qualidade. Ela precisa englobar os stakeholders necessários para a segurança cibernética, apoiando o fortalecimento da resiliência em casos de ataques aos sistemas computacionais.

Por fim, devemos ter especial atenção ao compartilhamento de informações críticas para a empresa em servidores de fornecedores ou de parceiros da cadeia de valor. Todos os funcionários devem estar comprometidos com as iniciativas de defesa, isto fortalece a resiliência cibernética.

Mais sobre segurança cibernética 

Orientar a liderança e os demais colaboradores da empresa à adoção da resiliência cibernética é um caminho efetivo para blindar a companhia dos impactos negativos de um ataque hacker. 

Da mesma forma, a postura promove a rápida incorporação de novos processos e a adoção de estratégias e tecnologias de proteção. 

Quer saber mais sobre a temática da segurança cibernética e os caminhos para proteger empresas e projetos de ataques hacker? 

Conheça o MBA em Segurança Cibernética da Faculdade XP! 

Professor autor: Eder Junior Alves

Créditos da imagem de capa: Dan Nelson em Unsplash

O que é gamificação e como aplicar em Gestão de Pessoas

Pontos, desafios, recompensas e troféus. A gamificação, do inglês gamification, é mais simples do que se pensa, por isso vamos te explicar tudo sobre o assunto.

A prática é definida como o uso de elementos de jogos em situações diárias, e a gamificação se torna cada vez mais popular, sendo usada em muitas áreas diferentes, como educação, saúde, empresas e governo.

Tecnicamente, ela serve para aumentar o engajamento, motivação e colaboração entre as pessoas, e, se você deseja conhecer mais sobre esse processo, continue essa leitura e aprenda como esse elemento pode ser aplicado a gestão de pessoas, educação, marketing, saúde e mais.

O que é gamificação?

A gamificação nada mais é do que o uso de elementos de jogos em ambientes não-lúdicos para aumentar a motivação e o engajamento. Em outras palavras, a gamificação é o processo de transformar tarefas rotineiras em algo mais dinâmico.

Ela é uma estratégia que pode ser aplicada nos mais diversos âmbitos, com o objetivo de tornar atividades mais estimulantes.

A gamificação envolve um sistema com pontuação, conquistas e recompensas. Para aplicá-la em um determinado contexto, você deve considerar os objetivos desejados e o público-alvo, além disso, é importante também estabelecer as regras e os mecanismos que serão utilizados, para garantir que o jogo seja justo e atrativo.

Outro ponto: é necessário criar um ambiente propício para a gamificação, considerando os recursos disponíveis e as limitações existentes. Fique de olho nisso!

Principais elementos da gamificação

Como dito anteriormente, para criar um ambiente de gamificação é preciso estar atento aos elementos que devem estar presentes. Conheça os tópicos e os detalhes de cada um logo abaixo:

  • Elementos dinâmicos;
  • Elementos mecânicos;
  • Componentes.

Elementos dinâmicos

Os elementos dinâmicos funcionam como uma estrutura de um sistema e contempla as características básicas do jogo.

Os principais são: emoções, narrativa, progressão, relacionamento com equipe ou adversários e restrições.

Elementos mecânicos

Os elementos mecânicos referem-se às orientações e restrições para os participantes. Aliás, nem todos os indicadores precisam estar presente no jogo, viu?

São eles: aquisição de recursos, avaliação ou feedback sobre o desempenho, cooperação e competição, desafios individuais ou coletivos, sistema de recompensas, turnos e vitória.

Componentes

Em relação aos componentes, eles são as aplicações mais específicas dentro da gamificação. Confira:

  • Avatar/personagem;
  • Gráfico social;
  • Missão;
  • Níveis;
  • Pontos;
  • Conquistas;
  • Bens virtuais;
  • Ranking e outros.

Como implantar a gamificação?

A gamificação pode ser implantada de diversas maneiras, desde a criação de um ambiente lúdico no local de trabalho, até a utilização de plataformas online especializadas no ensino fundamental até o superior.

Para começar, é importante identificar os objetivos a serem alcançados com a prática e quais mecanismos serão utilizados para isso.

Uma das maneiras de gamificar um ambiente de trabalho é criar um quadro de pontuação, onde os colaboradores ganham pontos por realizarem tarefas ou atingirem metas. Por exemplo, os pontos podem ser trocados por recompensas, como vale-compras ou dias de folga.

Outra ideia é criar um jogo interno, onde os colaboradores possam formar equipes e competem entre si para cumprir determinadas atividades.

Existem também plataformas online especializadas em gamificação, como o Gamify. Essas plataformas oferecem métricas e ferramentas para acompanhar o progresso dos colaboradores e motivá-los a atingir os objetivos estabelecidos.

Como funciona a gamificação na gestão de pessoas

A gamificação na gestão de pessoas ou no setor de Recursos Humanos de uma empresa é muito importante, pois incentiva o aprendizado contínuo pelos colaboradores.

Além disso, aumenta o engajamento, motivação e reconhecimento em relação ao trabalho que se realiza. O funcionário se sente mais motivado e com isso, aumenta a produtividade.

<Leia depois: o que é e como aplicar Treinamento e Desenvolvimento />

Benefícios da gamificação na gestão de pessoas

A prática pode trazer diversos benefícios para uma empresa, como aumento da produtividade, da criatividade e da colaboração entre os funcionários. Ademais, a gamificação pode ajudar a reduzir o absenteísmo e aumentar a motivação dos empregados.

Outras vantagens são:

  • Fortalece a cultura organizacional;
  • Reduz o estresse na equipe;
  • Melhora a comunicação interna;
  • Aumenta a colaboração entre os pares e times;
  • Otimiza os processos.

<Conheça: 10 soft skills mais valorizadas pelo mercado de trabalho />

Outros tipos de gamificação

Além da aplicação nas corporações, a ferramenta pode ser utilizada em outras áreas, como educação, marketing, saúde e outras.

Gamificação na educação

A gamificação na educação traz muitas vantagens para o professor e o aluno. O estudante acaba desenvolvendo seu lado criativo, a autonomia e a colaboração. Além de aprimorar habilidades socioemocionais e a capacidade de resolver problemas.

A prática traz maior participação dos alunos em sala de aula, e permite ainda melhorar as capacidades cognitivas como memória e concentração. Isso é importante, afinal, é comprovado que as atividades lúdicas trazem melhoria no desempenho escolar.

Em resumo, não se trata de fazer com que as aulas ou atividades sejam substituídas por jogos, mas sim de uma metodologia que transforma a dinâmica do aprendizado. É muito mais prazeroso aprender brincando, não é mesmo?

Gamificação no marketing

A gamificação no marketing é uma estratégia que envolve a criação de experiências lúdicas e interativas para engajar o público-alvo ou a persona. Ela pode ser usada para aumentar o interesse em um produto ou serviço, fidelizar clientes e aumentar a participação em campanhas de marketing ou nas redes sociais.

Por exemplo, quando uma marca realiza uma contagem regressiva para o lançamento de determinado produto/serviço, ela está gamificando. Quando uma instituição dá recompensas para os 100 primeiros compradores ou fornece um cartão fidelidade, também é uma recompensa pela participação efetiva.

Há também outras propostas, como: rankings, desafios dinâmicos, enquetes, encontre algo na sequência de dicas e enfim.

Gamificação na saúde

Aqui o foco é na saúde dos usuários. Exemplos de gamificação na saúde podem incluir a criação de um aplicativo que permita aos pacientes monitorar seus progressos em relação aos objetivos de condicionamento físico ou um programa que recompense os pacientes por tomar os remédios diariamente.

O objetivo da gamificação na saúde é aumentar a adesão aos programas de saúde, melhorar os resultados dos pacientes e reduzir os custos do cuidado de saúde.

Em geral, a prática pode ajudar as pessoas a se sentirem mais satisfeitas com o que estão fazendo e aumentar o seu senso de realização.

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São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

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O que faz um Data Steward? Saiba mais sobre essa profissão!

Acessos a sites, preenchimento de formulários, interações em redes sociais. Diariamente, uma quantidade incontável de dados são gerados por internautas ao redor do mundo. Enquanto isso acontece, empresas cruzam as informações coletadas com os interesses de seus clientes tendo como objetivo escalar seus negócios. E é por trás desses processos que está o Data Steward.

Talvez você não saiba, mas esse é o nome dado ao profissional responsável por fazer a gestão de dados nas empresas. Afinal, é preciso que as informações sejam organizadas e distribuídas com segurança e inteligência.

No artigo a seguir você irá conferir quem é o Data Steward, quais são as suas responsabilidades, e ainda aproveitará dicas para se preparar e encarar essa profissão. Aproveite!

Data Steward: quem é esse profissional?

O profissional de Data Steward é a figura responsável por organizar e gerir os dados que uma empresa coleta, principalmente, dos seus consumidores. Seu maior objetivo é fazer com que essas informações estejam acessíveis às áreas estratégicas da companhia, garantindo que sejam confiáveis e seguras. 

Quais as suas principais habilidades?

Uma das principais habilidades que um profissional dessa área deve ter é com relação à visão estratégica de negócio. Isso porque, os dados que ele irá levantar e organizar estarão conectados, na maioria das vezes, com os interesses da companhia.

Apesar de muitas informações serem automatizadas atualmente, ainda é necessário que uma figura humana faça a interpretação desses números, por isso a profissão de Data Steward é importante.

Quais são as principais responsabilidades do Data Steward?

Além de organizar e interpretar as informações, o Data Steward tem como responsabilidade validar, sobretudo, a qualidade dos dados.

Mais do que isso: quando esse profissional identifica que o valor das informações não está aceitável, o mesmo pode apresentar propostas e séries de ações que ajudem a melhorá-lo. Além disso, cabe ao Data Steward ajudar na governança junto a uma equipe de banco de dados.

Gestão e Governança de dados, qual a diferença?

Quando falamos de Governança de Dados, é importante ressaltar que o Data Steward, apesar de ter uma grande responsabilidade na função, não é o único profissional que atua nesse contexto. Há outras áreas correlatas que estão conectadas, como o envolvimento do time de data science. Em outras palavras, vários setores em conjunto são responsáveis pela estruturação dos dados.  

Entretanto, quando falamos da gestão dessas informações, ou seja, a organização, a fragmentação e a interpretação dos dados, é o Data Steward que surge como principal figura no desenho estratégico da companhia.  

Por ser um profissional amplamente necessário, o data steward pode atuar nos mais diversos setores

Como é o mercado de trabalho para o profissional Data Steward?

A transformação digital pela qual muitas empresas passaram fez com que várias funções, que antes não existiam, ganhassem um espaço importante no mercado de trabalho. E a figura do Data Steward é uma delas.

Esse profissional pode integrar diversas áreas dentro das empresas como, por exemplo, os times de contabilidade, planejamento, vendas, finanças, marketing, entre outros setores. Essa pluralidade faz com que o mercado de trabalho para esse profissional tenha boas oportunidades. 

Quanto ganha?

Por ser uma profissão moderna e que as empresas têm investido bastante, essa função está com salários muito atrativos. De acordo com o site Glassdoor, um profissional de Data Steward ganha, em média, R$ 10.515. Ou seja, é uma remuneração de quase 10 salários mínimos!

Quais as tendências desse mercado?

Em um mundo cada vez mais digital, não é difícil afirmar que o mercado para profissionais de dados será igualmente promissor. Isso porque, conforme falamos anteriormente, apesar da maior parte das informações serem automatizadas, a presença humana para interpretá-las é cada vez mais importante. 

Além disso, a demanda por esse tipo de profissional tem sido crescente. Com isso, o mercado está valorizando cada dia mais quem possui conhecimentos específicos relacionados a dados.

Como se preparar para iniciar como data steward?

Se você ficou interessado nessa profissão e deseja se tornar um Data Steward, saiba que a maioria deles possui formação técnica em cursos relacionados a tecnologia. Podemos destacar, como exemplo, formações em Ciências da Computação, Sistemas de Informação, Análise de Sistemas, entre outros.

Apesar disso, não é incomum encontrar profissionais que também estudaram Economia, Matemática, Estatística e, até mesmo, Engenharia. Embora sejam cursos completos e de graduação, também há opções no mercado de cursos complementares que entram como capacitação técnica.

Como você pode ter visto, as profissões relacionadas ao universo de dados estão em alta no mercado. E a função de Data Steward é uma das principais desse setor.

E por falar em dados, você não pode perder a 6ª edição do Data Universe, maior evento do Brasil sobre este assunto. Nele você poderá conferir tecnologias, ferramentas e práticas do mercado em mais de 10 horas de sessões ao vivo com grandes profissionais do setor. Confira aqui todas as informações e garanta já a sua inscrição!

Afinal, o que é Design Thinking e quais as etapas?

Você sabia que existe uma abordagem criativa que ajuda empresas a solucionar problemas de acordo com as reais necessidades dos seus clientes? Ela existe e se chama Design Thinking (DT)

Apesar de ter a sua base envolvendo o pensamento dos designers, o Design Thinking serve para produtos, serviços e até mesmo tecnologia. Por isso, se você busca uma metodologia para aplicar no seu dia a dia, o DT pode ser uma solução ágil para o seu negócio. 

Continue a leitura para aprender mais sobre essa metodologia! 

O que é Design Thinking?

Basicamente, o Design Thinking é um processo de pensamento criativo e coletivo que permite solucionar problemas complexos e desenvolver estratégias de negócios eficazes de acordo com os seus objetivos. 

Ou seja, podemos definir o DT como uma abordagem humanizada para a inovação tecnológica e social. 

Qual o objetivo do Design Thinking?

Desde o início, quando o DT surgiu como uma alternativa para engenheiros abordarem os seus problemas e pensarem em soluções de forma mais criativa, esse é o seu principal objetivo. 

Etapas do Design Thinking

Antes de mais nada, você precisa saber que o Design Thinking não é um método clássico ou linear. Ao contrário de muitas metodologias “quadradas” que existem no ramo empresarial, o DT é um conjunto de princípios organizados de forma iterativa

Com essa informação em mente, vamos falar sobre as cinco etapas do Design Thinking e o papel de cada uma: 

Infográfico do Design Thinking
Etapas do Design Thinking | Divulgação/Interaction Design Foundation

Pesquisa

Em primeiro lugar temos a etapa que consiste em se colocar no lugar do outro para conseguir enxergar o problema que ele enfrenta. Sendo assim, não hesite em fazer análises e coletar feedback dos clientes sobre o seu produto para ter o máximo de informações sobre o que precisa ser solucionado.    

Ideação

Finalizado o processo de pesquisa, é hora de começar a pensar nas ideias que servirão para solucionar o problema.

Aqui, o ideal é que toda a equipe envolvida no projeto participe, pois esse é um momento de trocar o máximo de ideias possíveis — o famoso brainstorming

Prototipagem 

Logo em seguida, com as ideias já escolhidas, é momento de desenvolver o protótipo de cada uma delas para testar qual funciona melhor. 

Geralmente, um Mínimo Produto Viável (MVP), versão mais simples do produto, é muito utilizado nessa fase.   

Testes

Por fim, chegou o momento de testar o seu protótipo. Aqui, a ideia é que os usuários finais do seu produto tenham acesso à solução desenvolvida.

A partir dos testes você consegue saber se a solução resolveu as queixas dos clientes ou se ajustes ainda precisam ser feitos.     

Por que investir no Design Thinking?

Se você deseja ter uma gestão ágil e tornar os seus projetos mais rentáveis, o Design Thinking pode ser um grande aliado do seu negócio. Isso porque o DT é um processo barato de ser implementado, mas que pode trazer grandes resultados devido às suas soluções inovadoras. 

Além disso, o DT estimula a sua equipe a ter um mindset ágil, onde os profissionais têm uma rápida capacidade de adaptação a mudanças.  

Outras razões pela qual você deve investir no DT são:

  • Aumento da produtividade;
  • Fluidez na comunicação;
  • Integração entre equipe;
  • Valorização profissional. 

Design Thinking e Ciclo BPM

O Ciclo BPM, ou Gerenciamento de Processos de Negócios, é uma metodologia que tem foco no cliente e ajuda empresas a terem os seus processos bem definidos.

Ao unir o Design Thinking e o Ciclo BPM em um mesmo projeto, você consegue ter um processo contínuo de melhorias em cada etapa do projeto. Além disso, os processos estarão cada vez mais alinhados aos objetivos estratégicos da organização.  

Como aplicar o Design Thinking na empresa

Primeiramente, você precisa se certificar que a equipe está confortável no seu local de trabalho.

Logo depois, é preciso estimular a criatividade dos colaboradores. Para isso, é importante que a gestão empresarial tenha um viés inovador e esteja aberta a ideias e sugestões dos colaboradores, sem repreensões.  

Uma outra dica é investir em cursos na área de Agile, que estimulam a criatividade e o pensamento rápido. Alguns cursos, como Agile Expert para dominar o assunto, você encontra na plataforma Multi+ da XPE.   

Além disso, é necessário ter uma estratégia baseada na coleta e análise de dados para que os novos projetos realmente sejam úteis e funcionais. 

Ferramentas do Design Thinking

Existem diversas ferramentas que podem ser aplicadas no DT e escolher a certa é fundamental para o sucesso do seu projeto.

Abaixo, listamos as ferramentas mais populares:

  • Brainstorm: dinâmica em grupo onde acontecem uma chuva de ideias. Qualquer pessoa é livre para apresentar a sua ideia sem nenhum tipo de julgamento; 
  • Mapa Mental: um quadro formado por diversos elementos visuais que proporcionam a visão ampla e completa do projeto;  
  • Storyboard: apresenta a solução a partir de uma narrativa com início, meio e fim.

3 cases de sucesso que utilizam o Design Thinking 

Agora, que você já sabe como funciona o DT, que tal ver alguns exemplos dele sendo aplicados na prática? 

Confira abaixo empresas que obtiveram sucesso ao utilizar o Design Thinking:  

GE Healthcare

Um dos cases mais emblemáticos, o caso da GE Healthcare — fabricante de equipamentos de diagnóstico por imagem — consistia em fazer com que crianças perdessem o medo de fazer exames de ressonância magnética. 

Depois de um processo de observação em creches para entender o comportamento das crianças e conversas com pedagogos e pediatras, Doug Dietz, designer da GE, desenvolveu um protótipo chamado “RM Adventure Series”.

GE Healthcare utiliza o Desgin Thinking em salas de ressonância magnética
Imagem da sala do RM Adeventure Series utilizando o Desgin Thinking | Divulgação/GE Healthcare

Basicamente a solução consiste em uma sala de RM totalmente personalizada, com elementos infantis que prendem a atenção da criança e tiram a sua atenção do exame. 

Conforme o tempo foi passando, Doug e a equipe de especialistas do hospital observaram que as crianças não se sentiam mais ansiosas para fazer o exame e o índice de satisfação dos pais subiu em 90%.

Havaianas

Em 2008, a Havaianas queria lançar uma bolsa da marca no desfile do São Paulo Fashion Week (SPFW), mas não sabia como desenvolver o produto. 

Para ajudar na concepção do produto, a marca contratou a IDEO, empresa de consultoria em Design Thinking, que fez pesquisas e identificou que os usuários da marca a associavam à simplicidade, alegria e conforto.  

Havaianas desenvolveu uma bolsa a partir de pesquisa de Design Thinking
Bolsa da Havaianas desenvolvida após trabalho de especialistas em Design Thinking | Divulgação/Havaianas

A partir disso, a marca desenvolveu a sua bolsa que foi lançada no SPFW em 2008 e disponível para vendas em 2009.

Natura

O processo de DT mais popular da Natura é o dos shampoos e condicionadores da linha Sou

Ao lançar a linha eles tinham como objetivo desenvolver um produto mais barato e com menos impactos ambientais. Para isso, profissionais realizaram pesquisas e chegaram a uma solução muito conhecida por nós hoje em dia: os refis. 

Essa solução se deu ao identificar que os clientes preferem refil por ser mais barato e ocupar menos espaço. 

5 livros de design thinking para aprender mais

Se você deseja saber mais sobre Design Thinking, aqui vão 5 dicas de livros para dominar o assunto:

  • Design Thinking: Uma Metodologia Poderosa para Decretar o Fim das Velhas Ideias” de Tim Brown, fundador do DT;
  • Isto é Design Thinking de Serviços: Fundamentos, Ferramentas, Casos” de Marc Stickdorn;
  • Design Thinking Brasil” de Tennyson Pinheiro e Luis Alt;
  • Design Thinking na Educação Presencial, a Distância e Corporativa” de Andrea Filatro e Carolina Cavalcanti;
  • Inove com Design Thinking” de André Coutinho,‎ Henrique Poyatos Neto e Marta Mendes.

Com certeza ao final das leituras você saberá a melhor forma de aplicar o DT na sua rotina de trabalho.

O que são sistemas ciberfísicos? Entenda e gerencie seus riscos 

Trabalhar com sistemas ciberfísicos abre portas para que os gestores otimizem seus processos continuamente e, além disso, poupem recursos realizando testes, modelagens e prototipagens de maneira virtual. 

Entretanto, incorporar tecnologia de alto nível à rotina traz, também, mais complexidade para os riscos cibernéticos. 

Continue a leitura para saber quais são esses riscos e conferir os melhores caminhos para superá-los. 

O que são sistemas ciberfísicos? 

Sistemas ciberfísicos são aqueles que combinam componentes de software com equipamentos mecânicos ou eletrônicos. Como o próprio nome diz, são a mistura do “cyber” (cibernético) com o “físico”, o que, na prática, promove a integração da computação com os processos reais próximos dos seres humanos. 

Computadores e redes integrados monitoram e controlam os processos físicos, com retroalimentação recorrente, em que os processos físicos afetam os cálculos e vice-versa.

Exemplos de sistemas ciberfísicos

Este modelo de sistema está presente na rotina corporativa de diversas maneiras. São exemplos de sistemas ciberfísicos a Internet das Coisas (IoT), os robôs, computadores conectados à internet, veículos autônomos, máquinas conectadas em rede, etc.

Como funcionam os sistemas cyber físicos? 

Por meio destes mecanismos integradores, os sistemas ciberfísicos combinam computação, comunicação e controle. 

A partir daí, os gestores  são capazes de otimizar o desempenho e melhorar sua eficiência processual. 

Além disso, conseguem obter representações do mundo físico em ambientes digitais, o que facilita a realização de simulações, testes, predições e modelagens com menor investimento de capital.

< Mais sobre o poder da tecnologia? Leia sobre Machine Learning! />

Riscos dos sistemas ciberfísicos nas empresas

A evolução dos sistemas físico-cibernéticos, ou ciberfísicos, leva ao aumento da complexidade dos riscos nas organizações contemporâneas.

Devido a isso , o conhecimento fica cada vez mais imperfeito em relação aos eventos futuros.

A constante mudança nos cenários tecnológicos colabora para a sofisticação dos ataques aos sistemas ciberfísicos, expandindo os impactos possíveis originados pela sua ocorrência e configurando um cenário em que os riscos podem gerar mais danos aos sistemas produtivos.

Entendendo a origem dos riscos: um pouco de contexto histórico

O avanço da transformação digital e das novas tecnologias ciberfísicas presentes na 4ª Revolução Industrial (Indústria 4.0) vem acompanhado de novas incertezas e complexas possibilidades para registros de riscos. 

Segundo o autor Richard P. Rumelt, em um artigo publicado pela consultoria McKinsey,  momentos de ruptura estrutural nos setores industriais de alta tecnologia, tais como microprocessadores, computadores pessoais, software e outras inovações para a internet rompem a vantagem competitiva das organizações

Além disso, o agravante relacionado à expansão dos riscos atinge não somente os objetivos das organizações. A sociedade também pode estar em perigo se alguma organização atacada tiver seu sistema produtivo relacionado com um setor industrial estratégico para o bem-estar das pessoas.

< Antes de seguir, leia mais sobre Revolução Tecnológica! />

O impacto dos ataques cibernéticos

Ao explorar sistemas de infraestrutura, controle e monitoramento industrial críticos para os seres humanos, os ataques cibernéticos realizados por hackers representam uma ameaça à economia e à segurança pública. A evolução na natureza e a sofisticação das ameaças ciberfísicas têm sido deslumbrantes. E, certamente, refletem só o começo. 

Cada vez mais, os argumentos de Ulrich Beck, que defendia a Teoria da Sociedade de Risco, encontram sentido. 

O autor estrutura críticas à ciência da modernidade e a sua produção de conhecimento para a normalização dos riscos ambientais e sociais, criando parâmetros de aceitação política pela descaracterização e dissimulação dos perigos gerados à humanidade, fazendo uma simbologia da descontaminação por meio dos limites de tolerância. 

O conhecimento e a consciência do risco são reversíveis, gerando uma normalidade ao risco, desqualificando-o e deslocando a percepção da causa para a manifestação.

Atenção ao novo mercado: moedas digitais como caminho para ataques

Outro fato ao qual devemos nos manter atentos diz respeito à conexão entre o surgimento de novas tecnologias e, consequentemente, de novos riscos. Quer ver um exemplo? 

Com o advento das moedas virtuais ou digitais, como o BitCoin, minerações estão sendo expandidas e atacadas para roubar processamento. 

Os ataques chegam aos cidadãos comuns, que podem ter o processamento do seu computador sequestrado, sem sua permissão ou conhecimento. As empresas, por outro lado, devem agora enfrentar o espectro da manipulação de dados, extorsão e até inacreditáveis atos de terrorismo. Recentes casos de sequestros de todas as informações organizacionais, solicitando pagamento para resgate, ocorreram em diversas partes do mundo.

A existência do BitCoin, que opera transações financeiras no ambiente digital, ocorre por meio das redes abertas distribuídas que a Blockchain (cadeia de blocos) fornece. 

Esta plataforma permite que os bancos de dados descentralizados sejam utilizados para realizar a criptografia e autenticidade em transações de dados. Diversos computadores adotam o mesmo conjunto de dados, padronizando regras de armazenamento, modificação e processamento. 

Observa-se que os riscos nestas transações digitais atingem um nível de complexidade que ultrapassa o limite de conhecimento de muitas organizações ao redor do planeta. Já existem casos de pessoas utilizando a compra destas moedas virtuais com recursos proveniente de operações ilícitas.

Empresas em rede: risco multiplicado

A exposição das grandes empresas ao risco aumenta quando integrada em redes entre organizações. Não diferente, pequenas e médias empresas, com parceiras em cadeias de suprimentos, sofrem deste mesmo mal. 

Nesse sentido, tanto  planejar, como identificar  e analisar respostas e controlar   riscos configuram ações essenciais para projetos implantando tecnologias da informação. 

No entanto, quando a organização está integrada em redes empresariais, colaborando na cadeia de suprimentos, os riscos podem aumentar para as participantes levando à  necessidade de análise de riscos no nível corporativo. 

Em sistemas produtivos com riscos tecnológicos originados pela integração com outras empresas, a solução pode vir de algoritmos de proteção para regras de associação aplicadas ao banco de dados.

Vulnerabilidades na mira 

Situações com pouca ou nenhuma informação sobre o que está por vir gera esta incerteza, e este cenário inseguro gera insatisfação. Assim, a caracterização do ser humano oportunista toma forma como vetor para ataques cibernéticos

Aqueles que buscam obter acesso não autorizado aos registros dos computadores ou sistemas de informação, adotam uma estratégia de encontrar vulnerabilidades. São muitos os exemplos de ataques aos ativos físicos e de infraestrutura crítica que afetam a sociedade como um todo: 

  • redes elétricas;
  • satélites;
  • sistema de transporte;
  • instalações de telecomunicações;
  • instalações nucleares.

Estas estruturas ocupam as primeiras posições em grandeza de impacto.

5 ferramentas para gerenciar os riscos dos sistemas ciberfísicos nas empresas

Softwares vulneráveis deixam a porta aberta para incidentes de segurança da informação originados em atitudes desonestas de usuários. Assim, é crucial que os desenvolvedores pensem em segurança ao realizar a codificação. Ainda que este não seja um trabalho trivial, existem ferramentas disponíveis para segurança nos sistemas computacionais. 

  1. O FindBugs faz análise das classes e arquivos Java ARchive (JAR), identificando vulnerabilidade em função de erros padronizados. 
  2. Rips faz a verificação em aplicações PHP. 
  3. Sonar gerencia a qualidade do código, sendo possível sua integração com diversas linguagens e outras ferramentas de automatização. 
  4. Threat Modeling Tool da Microsoft modela ameaças no processo de desenvolvimento. 
  5. Web Application Protection (WAP) da Open Web Application Security Project (OWASP) realiza inspeção e correção no código fonte por meio de mineração de dados, prevendo falsos positivos. 

Além destes, existem outros projetos, guias e iniciativas que podem ser utilizados.

O uso destas ferramentas pode mitigar os riscos de cibersegurança. Entretanto, conforme mencionado antes, os hackers aumentaram a complexidade e sofisticação dos seus ataques, sendo que o impacto desses ataques está mais devastador devido às metas mais ambiciosas desses vetores. 

Mais alternativas para reforçar a segurança

A busca pela melhoria dos processos internos e a execução de análises de riscos periódicas pode ser auxiliada com a utilização de tecnologias como:

  • Firewall;
  • Security Information and Event Management (SIEM);
  • Endpoint Security;
  • Intrusion Detection Systems (IDS);
  • Intrusion Prevention Systems (IPS);
  • entre outros. 

Este aparato tecnológico ajuda, mas não é suficiente. As pessoas, com seu conhecimento tácito, ocupam papel fundamental. As organizações devem estar alertas aos perigos, controlando a segurança ciberfísica e apoiando-se em métodos seguros para realizar as atividades de gerenciamento de riscos.

Conhecimento como importante defesa

Neste contexto, reafirma-se que realizar a segurança ciberfísica não é uma tarefa fácil. O conhecimento é uma defesa importante para gerar a vantagem competitiva sustentável das firmas, fornecendo insumos para obter resultados mitigatórios em relação aos riscos na era da Indústria 4.0. 

O suporte da TI tem impacto positivo na combinação desse conhecimento com a criatividade, configurando um fator crítico para aumentar o desempenho organizacional. 

Negligenciar inovações pode desestruturar um negócio e a gestão do conhecimento é uma força direcionadora crítica para o sucesso nos resultados positivos da organização. 

Por outro lado, evoluções tecnológicas que geram drones, carros autônomos, tecnologias nucleares e integração físico-cibernética não estão livres da falta de racionalidade humana para alterar suas finalidades.

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Professor autor: Eder Junior Alves