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Qual o melhor entre LCI ou previdência privada? Entenda essas opções de investimento

A renda fixa possui várias oportunidades de investimento para quem busca ativos mais conservadores e com menor volatilidade. Dentre essas opções, temos, por exemplo, produtos como a LCI e a previdência privada.

Ambos os títulos são emitidos por instituições privadas que prometem um retorno em juros sobre o capital investido e geralmente com foco no longo prazo. 

A previdência privada, por exemplo, é bastante popular no País. Os últimos dados estatísticos, coletados pela FenaPrevi, apontam que cerca de 13,5 milhões de brasileiros possuíam dinheiro aplicado nesse investimento em 2020.

Já a LCI, por sua vez, sempre se posiciona como uma das queridinhas dos investidores pelo fato de apresentar um aspecto  bastante atrativo:  a não incidência de Imposto de Renda e IOF nos rendimentos.

Diante disso, qual escolher: LCI ou previdência privada? Continue a leitura para saber a resposta!

LCI ou previdência privada: qual a diferença?

Para tornar mais claros os benefícios e desvantagens de cada uma dessas modalidades de investimentos, vamos falar brevemente sobre as características de cada um separadamente. Comecemos então com a previdência privada:

O que é previdência privada?

A previdência privada é um produto financeiro desenvolvido por instituições particulares que tem como objetivo o pagamento de rendimentos complementares ou substitutivos à aposentadoria do INSS.

Ao aderir a uma previdência privada, você   faz aportes periódicos em um fundo gerido por um especialista da instituição financeira contratada. Portanto, quanto mais tempo for aplicado dinheiro, maior será o rendimento no momento do saque.

Geralmente, esses aportes são feitos em um período mínimo de 10 anos. Ao receber o rendimento, fica a seu critério sacar todo o montante de uma vez ou recebê-lo em parcelas para simular a remuneração de uma aposentadoria.

Basicamente, existem dois tipos de previdência privada que se diferenciam pela forma de tributação:

  • Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL): tipo de previdência privada indicada para quem faz declaração completa de Imposto de Renda, pois oferece um desconto da base de cálculo do IR de até 12% de toda a renda bruta tributável. A alíquota incide sobre todo o montante aplicado + rendimentos.
  • Vida Geradora de Benefícios Livres (VGBL): indicado para quem faz a declaração simplificada do IR. Ele não permite restituição e a alíquota de tributação incide apenas sobre os rendimentos, isso é, os ganhos do investimento.

Dentre as principais vantagens da previdência privada podemos listar a alta liquidez para saque imediato, mas sem a rentabilidade esperada garantida; a facilidade em portar o plano para outras instituições financeiras e isenção de imposto sobre herança.

Já entre as desvantagens, podemos citar a necessidade pagamento das taxas de administração e de carregamento, que podem corroer parte da rentabilidade no momento do saque.

>> Saiba mais sobre as vantagens da previdência privada:

O que é LCI?

Para sabermos se é melhor escolher LCI ou previdência privada, precisamos falar também desse ativo de renda fixa que é famoso entre os investidores pela isenção tributária. Isso mesmo, a rentabilidade da LCI não é corroída por Imposto de Renda ou IOF. 

Também conhecida como Letra de Crédito Imobiliária, esse produto financeiro é disponibilizado por instituições bancárias com o objetivo de financiar projetos do setor imobiliário.

Ao emprestar dinheiro para esses financiamentos, você recebe o retorno acrescido de juros ao final da data de vencimento estipulada.

A LCI, assim como outros títulos de renda fixa, é um produto extremamente seguro, pois o investidor já conhece rentabilidade ou o indexador que dita os rumos da variação do rendimento já de antemão. 

Além disso, esse título é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com o intuito de proteger o investidor e dar credibilidade aos produtos de instituições privadas. Assim, em caso de calote ou falência do banco, qualquer valor de até R$ 250 mil volta para o bolso do investidor.

Existem, basicamente, três tipos de LCI:

Prefixada: a taxa de rentabilidade é fixa e já conhecida pelo investidor antes de adquirir o título;

Pós-fixada: a rentabilidade pode variar no decorrer do tempo, pois ela está indexada a algum indicador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Híbrida: como o próprio nome indica, esse tipo LCI possui uma rentabilidade híbrida, isso é, tanto tem uma taxa prefixada invariável, como também soma-se a isso uma rentabilidade pós-fixada indexada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que espelha a inflação de um período. 

Se a maior vantagem da LCI é a isenção de IR, a desvantagem fica por conta do valor dos aportes mínimos que geralmente são bem altos, especialmente aos prefixados.

>> Saiba mais sobre LCI e LCA:

LCI ou previdência privada: qual escolher?

E então, qual o melhor? LCI ou previdência privada? Não há uma resposta definitiva para esse tipo de pergunta. Afinal, apesar de pertencerem à família da renda fixa, são dois produtos com características bem diferentes entre si.

A previdência privada, por exemplo, é um investimento mais flexível e voltado para um prazo bem mais longo. Além disso, ele só funciona por meio de aportes periódicos de pequenas quantidades.

Em suma, ele é um investimento perfeito para quem pode mensalmente dedicar uma pequena parte de sua renda para um complemento da aposentadoria.

Já a LCI, por sua vez, não funciona pelo sistema de aportes periódicos. Por ter um sistema contratual diferente, o título só pode ser adquirido uma única vez por meio de uma única aplicação. Isso condiz, por exemplo, com seus valores mais elevados de aplicação mínima, que geralmente vão de R$5 mil a R$ 30mil.

Além disso, a LCI normalmente apresenta rentabilidades mais elevadas e ainda tem o diferencial da total isenção de IR e de taxas administrativas.

Portanto, todas essas variáveis devem ser pesadas e ajustadas tanto aos seus objetivos quanto ao seu perfil de investidor.

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Conheça 10 filmes sobre a bolsa de valores e aprenda enquanto se diverte

O cinema é uma ótima oportunidade de adquirir conhecimento por meio de um momento de entretenimento, não é verdade? E nada melhor que complementar o conhecimento do público sobre o mercado financeiro com alguns filmes sobre bolsa de valores!

Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 filmes sobre o tema que podem te passar alguns ensinamentos preciosos. Ficou curioso? Continue a leitura para conhecê-los!

10 filmes sobre bolsa de valores

1. Wall Street: Poder e Cobiça

Começamos nossa lista de 10 filmes sobre a bolsa de valores com um grande clássico dessa temática: “Wall Street: Poder e Cobiça”. 

Lançado em 1987, o filme conta a história de Bud Fox (Charlie Sheen), um corretor da bolsa de valores que tem uma obsessão para conseguir acesso e torna-se assessor de um grande bilionário do mercado financeiro, Gordon Gekko (Michael Douglas).

Para chamar a atenção do poderoso magnata, ele passa um uma informação sigilosa de que a companhia aérea pela qual seu pai trabalha vai ganhar um grande processo que subirão os preços das ações.

Por essa informação, Gekko adota Bud como seu fiel escudeiro para conseguir informações preciosas do mercado sem ligar especialmente para ética e honestidade.

2. O Lobo de Wall Street

Vamos falar agora de um sucesso de bilheteria um pouco mais recente, mas que também tem tudo para se tornar um clássico dos filmes sobre bolsa de valores: “O Lobo de Wall Street”, de 2013.

O filme conta com a direção de Martin Scorsese (“Os Bons Companheiro”) e tem Leonardo DiCaprio no papel principal, interpretando o analista de investimentos Jordan Belfort em sua trajetória meteórica de vendedor agressivo até dono de uma bilionária empresa de corretagem americana.

O estilo de vida luxuoso de Belfort, o excesso de drogas e suas artimanhas para obter sucesso a qualquer custo no mercado financeiro são os ingredientes que dão o tom dramático da ascensão e queda do protagonista.

A obra recebeu 5 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

3. A Grande Aposta

Se você precisa da motivação de um elenco estrelado, “A Grande Aposta” com certeza vai responder suas demandas. Afinal, não é todo dia que atores desse quilate se juntam nesse que é um dos melhores filmes de finanças disponíveis.

A obra, que tem como contexto a crise de 2008 do setor imobiliário americano, conta a história de Michael (Christian Bale), que aloca uma enorme quantidade de dinheiro de um fundo de investimento que administra apostando na hipótese de que a bolha do sistema imobiliário do país iria explodir.

É diante desse cenário que as histórias de Michael, Jared (Ryan Gosling), Mark (Steve Carell) e Ben (Brad Pitt) se cruzam. Afinal, os desafios enfrentados por essas pessoas que investiram tudo contra as tendências do sistema são dignos de uma obra cinematográfica.

O filme, no final das contas, é uma aula sobre análise macroeconômica e fundamentalista de mercado.

4. Wall Street: o Dinheiro Nunca Dorme

“Wall Street: o Dinheiro Nunca Dorme” é a continuação do primeiro item da nossa lista e é um grande exemplar dos filmes sobre bolsa de valores. 

Lançado em 2010, o filme retoma a história de Gekko (Douglas) após cumprir pena de prisão por fraudes financeiras. Banido do mercado de capitais, ele passa a se dedicar a palestras e conferências sobre os riscos do mundo dos ativos de renda variável

Até que ele é interpelado pelo jovem Jacob Moore (Shia Labeouf) para tornar-se seu novo pupilo e receber orientações para salvar o patrimônio de um antigo mentor.

Gekko aceita o desafio, mas com uma condição: Jacob, que vive com a filha do antigo bilionário, precisa atuar a favor de uma reaproximação entre ambos.

5. A Fraude 

“A Fraude” é um filme estrelado por Ewan McGregor, que interpreta o jovem analista Nick Leeson, que trabalha para um famoso banco inglês denominado Barings Bank. 

Dono de um grande ímpeto de crescimento profissional e ganhos financeiros, Nick é promovido pela instituição a trabalhar como analista de ações no mercado futuro na Cingapura.

Lá ele conhece Lisa (Anna Friel), seu grande amor, e também se envolve em um processo que visa a esconder os prejuízos que ele deixou nas contas da empresa. Sem fiscalização, Nick finge que está tocando o negócio com sucesso ao mesmo tempo que as perdas se acumulam.

Desesperado e cada vez mais sem condições de esconder os prejuízos, ele se aventura em novas negociações bem pouco ortodoxas e arriscadas com o dinheiro dos clientes do banco.

6. Margin Call: O Dia antes do Fim

Se você deseja aprender mais sobre o dia a dia de uma corretora, esse filme pode ser uma ótima pedida. Ele foi lançado em 2011 e é um drama que conta a história de três colegas que trabalham juntos no setor de risco de uma corretora de valores. 

Eles são Peter Sullivan (Zachary Quinto), Seth Bregman (Penn Badgley) e Will Emerson (Paul Bettany). 

Subitamente, 80% dos funcionários que trabalham nesse setor são demitidos, inclusive o chefe do trio: Eric Dale (Stanley Tucci). Em sua despedida, Eric empresta um pendrive para Peter. Esse dispositivo contém informações extremamente importantes sobre as contas da corretora, que está à beira da falência.

Se você quer saber qual estratégia os protagonistas vão desenvolver para solucionar esse problema, você vai ter que assistir ao filme até o fim!

7. Como ser Warren Buffett

Mudando um pouco o gêneros da nossa lista de filmes sobre bolsa de valores, vamos falar a respeito do documentário sobre a vida de, para muitos, o maior investidor de todos os tempos. Warren Buffett.

Lançado pela HBO em 2017, o filme traz uma extensa minutagem de entrevistas feitas com um dos maiores nomes do mercado financeiro em 2017. 

O espectador tem a oportunidade de se tornar íntimo de curiosidades da vida do bilionário e saber como seus conhecimentos em matemática e sua visão cirúrgica o colocaram sob os holofotes.

8. Mercado de Capitais

“Mercado de Capital” conta a história de uma ambiciosa profissional de uma instituição financeira em Wall Street. Seu nome é Naomi (Anna Gunn).

Após sofrer uma grande frustração ao perder uma seleção que resultaria em uma promoção de cargo na empresa, ela passa a liderar um polêmico projeto a favor de uma ação. 

Com enorme pressão de investidores e sob a sombra de uma crise financeira mundial, ela tenta, assim, mostrar seu valor e provar-se digna do cargo que pleiteia.

9. Grande Demais para Quebrar

“Grande demais para quebrar” conta a história da crise imobiliária de 2008 sob o ponto de vista do Secretário do Tesouro Americano, Hank Paulson. 

Com uma trama simples e extremamente rica em detalhes, o filme aborda as conversas e negociações de grandes autoridades americanas que tentaram costurar planos com o Congresso Nacional e investidores internacionais para salvar a companhia Lehman Brothers.

10. Billions

Encerramos nossa lista tentando variar um pouco. Em vez de falar de filmes sobre bolsa de valores, por que não falar também de uma série de TV?

“Billions” é uma série disponível na Netflix que já está em sua sexta temporada. A base da trama se desdobra em torno da investigação feita por um procurador federal contra um ambicioso bilionário que gere fundos de investimentos.

Nela, é possível aprender conceitos importantes, como hedge funds (fundos de maior volatilidade e risco), divisões societárias de ações, alavancagem de dinheiro, dentre outros.

E aí, o que achou da nossa lista de filmes de bolsa de valores? Podemos garantir que todas as indicações prometem sessões de muita emoção e aprendizado. 

Se você tiver interesse em aprimorar mais ainda seus conhecimentos sobre o mercado financeiro, que tal contar com a ajuda de grandes especialistas do segmento? É esse o propósito por trás da Escola de Investimentos da XP Inc.

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Tudo o que você precisa saber sobre investidor anjo

Quantas boas ideias você já teve, mas deixou de lado por falta de recursos ou até mesmo de conhecimentos técnicos? Talvez você não saiba, mas começar um negócio próprio é desafiador para a maior parte das empresas. Diante desse cenário, o investidor anjo ocupa um papel de grande importância no mercado.

Muitas vezes o apoio financeiro/intelectual é o pontapé que falta para que um negócio promissor saia do papel. Aqui neste artigo, falamos mais sobre como funciona esse tipo de investimento e, claro, como conquistar um.

O que é um investidor anjo?

O investidor anjo é uma pessoa física que usa parte de seu próprio capital para alavancar novas ou pequenas empresas com alto potencial de crescimento. Historicamente, esse formato de investimento data da década de 1920, quando investidores americanos custeavam produções da Broadway.

Além do recurso financeiro, esse investidor também agrega valor ao negócio através de experiências acumuladas e uma rede de relacionamentos.

De acordo com informações do site Anjos do Brasil, o investidor anjo se trata de um profissional — empresário, empreendedor ou executivo — que possui um histórico de sucesso e, consequentemente, acumula uma boa quantia em recursos. Desse patrimônio, ele investe entre 5% e 10% em empresas consideradas promissoras, tendo como objetivo retorno financeiro e impacto positivo para a sociedade e sua economia.

No Brasil, uma pesquisa do mesmo site indica que esses investidores são predominantemente do sexo masculino (93%) e que o valor médio investido anualmente é de R$ 129 mil.

O que um investidor anjo ganha?

A negociação mais comum entre uma empresa captadora de recursos e um investidor anjo é a de participação societária. Isso significa que em troca de injetar capital para o desenvolvimento do negócio, ele recebe uma fatia dele.

Falando sobre essa fatia, é comum pensar que seu tamanho é proporcional à importância do investimento ou que ela está ligada a uma posição executiva no comitê. Na verdade, a sociedade é minoritária e a relação com os membros da diretoria é de aconselhamento.

Ao investidor, cabe oferecer orientação ao time com base em suas experiências anteriores e participar das decisões estratégicas. À empresa, a responsabilidade é de escalar os projetos e gerar bom retorno a quem nela apostou.

>>> Falando em investimentos, descubra quais são os 5 hábitos do investidor de sucesso com a Clara Sodré:

Como funciona o investimento anjo?

Assim como em qualquer investimento, o investimento do tipo anjo funciona com uma parte injetando capital em outra. Nesse caso, um executivo apostando no crescimento de uma empresa.

Como o objetivo do investidor não é participar da rotina do negócio ou até mesmo liderá-lo, normalmente esse aporte é realizado em grupo. Assim, todos podem contribuir com parte do seu tempo na construção de ideias e estratégias, além de dividir os riscos de apostar em uma empresa em estágio inicial.

Normalmente, quando há esse tipo de investimento, o corpo diretivo assume a responsabilidade de manter o anjo atualizado sobre todas as movimentações do negócio. Isso inclui produzir e apresentar relatórios de performance e resultados periodicamente, além de sinalizar projetos, falhas e melhorias. Já o investidor tem como responsabilidade acompanhar todas essas informações e encaminhar a companhia rumo ao crescimento através de consultoria.

É muito comum ouvir sobre investimentos anjo quando uma empresa está praticamente embrionária ou, como o mercado costuma chamar, é uma startup. Quando isso acontece, o investidor usa seu recurso para transformar uma ideia em um projeto e, depois, acompanhar todas as etapas de seu desenvolvimento.

Como conseguir um investidor anjo?

Se você vê no investimento anjo uma oportunidade para escalar os projetos da sua empresa, deve estar pronto para tentar uma captação de recursos. Não existe fórmula pronta, mas maturidade e estruturação definitivamente são ingredientes fundamentais para o sucesso nessa empreitada. Veja 3 dicas extremamente importantes:

Tenha mais que uma boa ideia

É provável que durante um banho mais longo você tenha sido iluminado por uma ideia que julgou mirabolante. Mas, para que alguém decida tirar dinheiro de seu próprio bolso para apoiá-lo, isso não é suficiente.

Mais que uma boa ideia, é preciso ter uma ideia viável e, principalmente, escalável. Por isso, antes de levá-la ao mercado, avalie repetidamente os problemas que ela quer resolver, como fará isso e como irá crescer em seu mercado de atuação.

Explore o terreno

Parte importante na hora de avaliar a viabilidade de um negócio é olhar para o que já existe no mercado. Se for algo que outra empresa já oferece, veja como ela trabalha e quais são seus diferenciais sobre ela. Se a ideia for totalmente nova, entenda como potenciais clientes enxergariam o seu produto.

Venda bem

Após validar a sua ideia, é preciso convencer outras pessoas de que ela realmente merece investimento. Para isso, você deve preparar um pitch falando sobre seu projeto e convencer investidores a apostarem nele.

Dentro desse discurso, fale sobre diferenciais do negócio, problemas que ele irá resolver, como será o MVP e, principalmente, qual o seu modelo de negócio.

Quais métricas o investidor anjo analisa?

É preciso ter em mente que, muitas vezes, um investidor anjo usa de seus próprios recursos para apostar em uma ideia. Além disso, ele tem larga experiência e amplos conhecimentos de negócio. Por isso, antes de investir seu capital ou dedicar seu tempo a uma empresa, ele avalia criteriosamente suas métricas. Mas quais são elas?

  • ROI (Retorno sobre Investimento): basicamente, essa métrica ajuda a entender o quanto uma empresa ganhou a partir dos investimentos que realizou.
  • CAC (Custo de Aquisição de Cliente): aqui, o objetivo é avaliar quanto uma empresa gasta para conquistar um novo cliente. Na soma são considerados investimentos de marketing e vendas.
  • LTV (Lifetime Value): a principal função do LTV é identificar o valor que um cliente gera de retorno com o tempo.

Além dessas, outras informações fundamentais que devem ser apresentadas durante uma apresentação para captação são:

  • Lucro bruto
  • Receita, incluindo Ebitda
  • Taxas de usuários, engajamento e churn
  • Crescimento por período e projeções

FAQ — Confira a resposta para as principais dúvidas sobre investidor anjo

Em que momento se deve procurar um investimento anjo?

Essa resposta pode variar de empreendedor para empreendedor. Entretanto, o mais comum é que isso ocorra já em fase de operação. Isto é, quando a ideia já saiu do papel, o negócio teve suas primeiras experimentações e depende de investimento para que a operação continua ativa. Nesse momento, os investidores já puderam ter uma visão mais ampla sobre as expectativas e projeções das empresas e podem confiar seus capitais com uma dose a mais de segurança.

Onde encontrar um investidor anjo?

Não precisa acampar em frente às emissoras de TV para participar de programas de investimento. Você pode encontrar um anjo para o seu negócio em um círculo próximo, com amigos ou familiares, ou em redes de investidores anjos. Outra maneira é participando de eventos e concursos que abrem espaço para que você faça o seu pitch.

Existe um setor preferido pelos investidores anjos?

Embora seja comum as notícias de empresas de tecnologia que recebem aportes milionários, não existe uma regra sobre isso. A empresa que o investidor quer investir é aquela que tem a melhor ideia e as melhores chances de crescer e gerar impactos relevantes ao mercado.

Quem são os maiores investidores anjos do Brasil?

Além dos grupos de apoio de investimento, como o Anjos do Brasil, grandes nomes no cenário executivo do país se destacam entre quem busca por um aporte, entre eles Camila Farani, presidente da G2 Capital; João Kepler, CEO da Bossanova Investimentos e Marco Poli, da ClosedGap.

Como conseguir um investimento para o meu negócio?

Se você tem uma ideia fora da curva e um projeto bem estruturado, basta encontrar alguém disposto a apostar. Mas não pense que é só isso. Mais que o insight, um negócio se sustenta pela sua maturidade e capacidade de lidar com adversidades. Por isso, tenha uma visão clara sobre pontos como economia, finanças, marketing e vendas.

Aqui na Faculdade XP você pode ampliar seus conhecimentos sobre o mercado financeiro com o curso de macroeconomia para investidores. Nele, você compreende o cenário econômico do país, com pontos como inflação, PIB e taxas de juros. Além disso, entende mais sobre conceitos de política fiscal e monetária. É só clicar no banner abaixo:

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5 plataformas para você comprar e vender NFT

Os NFTs têm se popularizado cada vez mais ao redor do mundo. Prova disso é que em 2021 esse mercado gerou mais de US$ 23 bilhões em negociações e ainda caiu nas graças de celebridades. Com um mercado em larga expansão, saber como comprar e vender NFT é uma tarefa quase que obrigatória entre investidores.

Você pode não estar totalmente familiarizado com esse termo e seu conceito, mas certamente aprender sobre ele te ajudará a avaliar o futuro do mercado financeiro. Aqui neste artigo falamos mais sobre o assunto e quais plataformas você pode usar para fazer transações.

O que é NFT?

NFT é a sigla para non-fungible tokens que, em português, significa token não-fungível. Esse é o nome dado para uma espécie de certificado digital, cuja função é conferir exclusividade e originalidade a bens.

Quando falamos em bens NFT, nos referimos a uma grande variedade de produções digitais, como imagens, músicas, fotos e vídeos. Para que esses itens se tornem tokens não-fungíveis, devem ser exclusivos. Já a originalidade, e consequentemente o seu valor, ficam por conta do certificado.

É a possibilidade de adquirir um item raro e aumentar o patrimônio que faz com o NFT chame cada vez mais a atenção de colecionadores e investidores por todo o mundo.

Qual a relação entre criptomoedas e os NFTs?

À primeira vista, não existe relação direta entre NFT e criptomoedas. Isso porque, enquanto o NFT é um token não fungível, isto é, que não pode ser negociado por outro igual, as criptomoedas são fungíveis. Por outro lado, embora o sistema desses ativos seja diferente, ambos estão baseados na tecnologia blockchain.

Se você ainda tem dúvidas sobre esse conceito, o blockchain é um sistema que possibilita o rastreamento de informações na internet. Ao sincronizar e compartilhar informações por diversos pontos da rede, esse sistema “testemunha” que um evento ocorreu. Como exemplo, são considerados eventos de blockchain a compra e venda de criptomoedas e NFTs.

Outra relação bastante importante entre esses dois ativos é a de que NFTs são negociados em criptomoedas. Ou seja, para você adquirir um bem digital exclusivo, precisa negociá-lo através de uma moeda igualmente digital.

>>> Falando em criptomoedas, será que vale a pena investir nesse mercado? No vídeo abaixo a Clara Sodré fala a respeito. É só dar o play:

Como e onde comprar NFT?

Como já dissemos, os NFTs atraem a atenção do mercado financeiro e despertado interesse até mesmo entre celebridades. Em janeiro deste ano, por exemplo, o jogador de futebol Neymar desembolsou o equivalente a cerca de R$ 6 milhões por dois tokens de imagem.

Entre analistas e especuladores, esse ativo tem sido considerado como o futuro do digital e peça fundamental da economia global. Mas como e onde é comprado o NFT?

Assim como com itens já considerados convencionais na internet, a compra desse bem é feita por meio de uma espécie de marketplace. Ele pode ser um site próprio para essa comercialização ou estar hospedado dentro de outras plataformas, como jogos e, não menos importante, no metaverso.

A essa altura você já sabe que a compra de um NFT é feita com criptomoedas. Por isso, o primeiro passo para a aquisição de um é ter uma carteira digital de criptoativos que faça interação com o sistema de blockchain. Por fim, com uma carteira com saldo, basta acessar um dos marketplaces disponíveis e escolher o NFT de seu interesse.

E vender NFT, vale a pena?

O processo de venda do NFT é praticamente inverso ao de compra. Isso significa que caso você tenha interesse em vender seu ativo, é preciso adicioná-lo ao marketplace e habilitar sua venda. Caso algum usuário decida comprá-lo, o valor da transação é direcionado automaticamente para a sua carteira digital. Mas a venda vale a pena?

A primeira coisa que você deve ter em mente sobre esse ativo é que ele é extremamente especulativo e que essa característica não combina com investidores de perfis conservadores. Neste caso, a escolha do NFT como objeto de investimento deve ser realizada com cuidado e por aqueles que não têm medo de arriscar.

Dito isso, justamente por sua característica especulativa, a compra de um NFT com intenção de venda pode ser perigosa. Isso porque esse processo pode ser mais demorado que o planejado ou financeiramente inferior ao esperado.

Neste caso, é importante que o investidor não deposite todo o seu patrimônio nesse ativo e que, principalmente, entenda previamente desse nicho para que possa identificar as melhores oportunidades para negociação.

5 plataformas para comprar e vender NFT

Se você vê no NFT uma oportunidade para ampliar o seu patrimônio, listamos abaixo cinco plataformas para que você compre ou venda esse ativo. Lembrando que as transações estão vinculadas a uma carteira digital com criptomoedas.

OpenSea

Considerada o primeiro marketplace de NFT do mundo, a plataforma OpenSea é também a mais conhecida e utilizada. Nela, há mais de 34 milhões de itens disponíveis, com opções como obras de arte e elementos de jogos.

Além da diversidade e fama, outra vantagem da OpenSea é sua compatibilidade com as blockchains Ethereum, Klaytn e Polygon.

Rarible

Outra plataforma bastante conhecida é a Rarible. Sua rede é construída em Ethereum, o que garante que o comércio entre vendedor e comprador seja feito sem intermediação.

O primeiro passo para quem quer transformar um item em NFT é cunhar o token. O processo é feito através de um software e do preenchimento de informações. A criptomoeda dessa plataforma é a RARI e ela quem permite que os usuários possam interagir, fazendo curadoria de obras e de criadores.

Mintable

Na Mintable, tanto a publicação quanto a comercialização dos NFTs é gratuita. Mas antes, os criadores recomendam que os interessados acessem a Mintable Academy, que reúne dicas e tutoriais para quem quer entrar nesse universo.

Se você for usar essa plataforma, saiba que os pagamentos são feitos em Ethereum e Ziliqa.

Binance NFT

Por conta do volume de negociações, a Binance é considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo.  Em outubro de 2021, decidiu se aventurar no mercado de NFTs também e lançou sua plataforma.

Na Binance NFT estão artistas e criadores que podem publicar seus NFTs, dar lances ou comprar NFTs de outros criadores.

Outro destaque desse marketplace é que ele possui espaço para eventos. Neles, é possível acessar ofertas de artistas cujos NFTs são premium e exclusivos.

SuperRare

Embora seja mais uma plataforma para negociação de NFTs, a SuperRare tem uma característica diferente. Nela, o foco é a exclusividade dos participantes. Para isso ser garantido, os interessados devem passar por um processo de seleção com a equipe do site.

Como resgatar o dinheiro dos NFTs vendidos?

Se você chegou até aqui, já sabe que precisa de uma carteira digital para fazer transações de NFT. E se você criou um e publicou em uma plataforma, o primeiro passo para o resgate do dinheiro é feito através dessa carteira.

Quando um outro usuário compra o token que você criou, o valor da venda é transferido automaticamente para a carteira e na moeda negociada na plataforma. Para transformá-la em dinheiro real é preciso transacionar com uma corretora que faça compra e venda de criptomoedas.

Conclusão

Embora pareça tentadora a ideia de criar um item virtual e ganhar uma grande quantia com ele, o mundo dos NFTs exige cuidado. Como dissemos e repetimos ao longo deste artigo, todo esse universo digital é extremamente novo e, muitas vezes, especulativo. Por isso, antes de se arriscar nesse mercado e tentar comprar e vender NFT03, a dica é estudá-lo e entender quais são seus riscos e oportunidades.

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Fluxo de ordens no Day Trade: o que significa?

Você é aquele tipo de pessoa que gosta de basear as suas decisões em uma análise do posicionamento de outras pessoas, preferencialmente das que já têm um envolvimento com a questão na qual você está em dúvida? Então você precisa entender o que é o fluxo de ordens no Day Trade e como embasar as suas escolhas nos movimentos do mercado. 

De maneira resumida, dizemos que o fluxo de ordens no day trade representa o conjunto de movimentos de entrada e saída de capital do mercado financeiro por meio de ofertas de compra e venda.

Quem entende o que é o fluxo de ordem e utiliza a sua leitura — conhecida como tape reading — para identificar tendências e desvendar os caminhos dos grandes investidores do mercado consegue tomar decisões com mais segurança e minimizar os riscos.

Quer descobrir se este caminho faz sentido para você? Então continue a leitura! 

O que é fluxo de ordem no day trade? 

O fluxo de ordens no day trade é o conjunto de movimentos que aponta as maneiras como o capital gira no mercado financeiro. Como o próprio nome diz, este fluxo é composto por diferentes tipos de ordens. Aliás, falaremos sobre esse assunto a seguir com mais detalhes

As ordens representam as compras e vendas realizadas em diferentes condições. E estas condições, por sua vez, ajudam a identificar tipos de operações com maior demanda no trade. 

Principais tipos de ordens

Podemos dizer que ordens são instruções para envio de pedidos de compra ou venda para a Bolsa. O entendimento da ordem mais adequada em cada operação potencializa as chances de sucesso em uma operação.

A seguir, com as descrições dos principais tipos de ordens disponíveis, você entende o porquê.

Ordem limitada

Como funciona? O trader define um limite de preço para que ela seja executada. Assim, é possível ter total controle da operação. Para as ordens de venda, o limite é um valor mínimo; e para as ordens de compra, um valor máximo.

Quando é usada? Normalmente, a Ordem Limitada é utilizada por quem opera em Swing Trade, e, portanto, não acompanha o mercado diariamente. 

Ordem a mercado

Como funciona? Nesta operação, a oferta é executada no melhor preço do momento. Para executar uma ordem a mercado, o trader deve descrever qual o ativo e qual a quantidade que deseja comprar para garantir maior agilidade à operação.

Quando é usada? A ordem a mercado é uma das mais utilizadas no módulo Day Trade.

Ordem Stop Loss

Como funciona? O trader programa um preço mínimo como parâmetro para seus ativos. Com o atingimento deste valor, há o disparo de uma ordem limitada com limite de venda ou compra para os ativos. 

Quando é usada? Esse recurso é usado para mitigar riscos, já que, basicamente, consiste em uma reação a possíveis perdas.

Ordem de Stop Móvel

Como funciona? O trader pode colocar um stop móvel baseado em uma porcentagem do preço de mercado, tanto para cima quanto para baixo.

Quando o valor da ação supera o percentual pré-definido, ela não é executada, e continua a gerar lucros. Entretanto, quando o preço cai abaixo deste percentual, a ordem é executada e a venda é realizada, gerando um “stop” nas perdas.

Quando é usada? A estratégia é utilizada quando o trader deseja proteger seu ganho.

Por que é estratégico conhecer o fluxo de ordens no day trade? 

Compreender o fluxo de ordens no day trade traz clareza sobre o funcionamento do mercado e segurança para tomar decisões embasadas em tendências. 

A leitura adequada dos fluxos de ordens é um elemento-chave para a identificação e percepção de padrões. Eles apontam, por exemplo, quais ativos têm maior movimentação e quais são os posicionamentos estratégicos tomados por outros traders com ações semelhantes às suas. 

A seguir, vamos falar com mais detalhes sobre os principais tipos de fluxos de ordens no day trade. Também mostraremos como fazer uma análise a partir de sua observação. 

Quais os principais tipos de fluxos de ordens disponíveis no day trade? 

A seguir, listamos alguns dos padrões que podem ser identificados a partir da leitura de fluxos de ordens no day trade. 

Tendência à continuação da agressão

Neste tipo de fluxo de ordem, a tendência observada é de que o mercado compra ativos a preços cada vez maiores e vende a valores cada vez menores. Este movimento, considerado “agressivo”, representa o fluxo do mercado na maioria das vezes. 

Fluxos de ordens passivas

Neste caso, o padrão é que os players adotem um posicionamento de emissão de ordens passivas (como as ordens limitadas, que aguardam movimentos do mercado para serem executadas). 

Cabe ao investidor optar por seguir esta tendência ou operar paralelamente em um fluxo que o ajude a consumir as ações em posição passiva por preços favoráveis. 

Volume de negociação

Este fluxo aponta o volume de negociação por nível de preço. Ou seja: aponta grupos de ações com excesso de negociação, implicando em um congestionamento do mercado, bem como regiões em que houve pouca negociação. 

Como fazer a leitura do fluxo de ordens? Conheça a técnica do tape reading

Agora você conhece alguns dos tipos de fluxos de ordens disponíveis no day trade. Mas o que fazer com eles? É hora de entender como funciona a técnica do tape reading

O nome “tape reading”, ou “leitura da fita”, pode parecer antiquado. Isso porque ele surgiu a partir do nome de uma máquina, conhecida como Ticker Tape Machine. Ela registrava informações relevantes sobre o fluxo de compra e venda de um papel (código da ação, variação de preço, dados sobre a negociação, etc.). 

A partir da leitura desta fita, os traders conseguiam avaliar o mercado e entender em quais papéis o fluxo de investimento era maior ou menor.

Hoje em dia, já não há mais fitas físicas com informações sobre as negociações na bolsa. Entretanto, a prática de avaliação de tendências e análise de fluxos seguiu firme ao longo dos anos, consolidando o tape reading no formato que conhecemos hoje. 

Atualmente a estrutura da prática do tape reading se divide em 3 blocos: 

  • avaliação do book de ofertas: no book de ofertas, estão disponíveis as ordens que aguardam a execução e os seus respectivos volumes. Assim, é possível identificar as intenções de compra e venda de ações. 
  • leitura do histórico de negócios: permite a visualização das negociações que ocorreram no período de interesse. Dessa forma, é possível acompanhar o movimento de escolha de ações pelos grandes players do mercado. 
  • observação do volume de profile: define regiões de concentração de preços das ações. Esta observação permite identificar pontos de resistência e rompimento das cotações.

No vídeo abaixo, você aprende um pouco mais sobre a técnica e vê, na prática, como obter informações sobre fluxos de ordens: 

Invadindo o gráfico: descubra como ser um tape reader

Assim como todo processo de análise no mercado de ações, para aplicar o tape reading com assertividade, é preciso estudar o comportamento da bolsa. Mas mais do que isso, é preciso saber interpretar as informações obtidas. 

Se você tem este perfil de investidor, tempo e disposição para aprofundar seu entendimento sobre leituras de gráficos e interpretação de dados do mercado, temos aqui uma sugestão que pode te dar um empurrãozinho. Conheça nosso curso Start na Renda Variável

Além do tape reading, o curso, realizado em formato intensivo, com 3h de duração, traz uma introdução ao trading, gestão de riscos e alavancagem, além de conceitos essenciais para o trade market. 

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*Créditos da imagem de capa: Jason Briscoe em Unsplash

Carência na renda fixa: o que é e como ela afeta o rendimento dos seus investimentos?

O prazo de carência da renda fixa é o tempo mínimo em que um investidor deve manter seu dinheiro em uma aplicação. Durante este período, não é possível resgatar ou fazer qualquer tipo de movimentação com este capital.

Após o fim da carência, é possível retirar o dinheiro aplicado sem nenhum tipo de penalidade.

Você já deve ter percebido que investir requer planejamento, e é por isso que antes de colocar o seu dinheiro em uma aplicação, você primeiro precisa entender como ela funciona. Compreender cada detalhe é extremamente importante para planejar seus investimentos com base em seus objetivos.

Para te ajudar a investir de forma mais consciente, preparamos este post, no qual explicamos o que é e como funciona o prazo de carência da renda fixa, o que significa este termo e como ele pode impactar os rendimentos de suas aplicações.

O que significa carência nos investimentos?

Carência é o período em que o dinheiro investido em uma aplicação fica retido pelo banco ou instituição financeira. Ou seja, estar no período de carência significa que você não pode retirar o dinheiro que investiu até o fim do prazo definido no contrato.

Ficou confuso? Calma que a gente explica!

Por exemplo, quando falamos de um título de renda fixa sem carência, significa que ele terá liquidez desde o momento de sua aquisição. Isto é, você pode retirar o dinheiro aplicado a qualquer momento.

Em contrapartida, ao adquirir um título com carência, você tem um prazo mínimo para resgatar todo o dinheiro investido.

O período de carência é mais comum em investimentos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs. Porém, não são todas as aplicações dessa modalidade que contam com este prazo. Algumas possuem liquidez diária desde o início, como é o caso dos títulos do Tesouro Direto, fundos DI e alguns CDBs.

>>> Não por onde investir? Este post vai te ajudar a decidir: Investir em banco ou corretora? Quais as diferenças?

Qual a diferença entre liquidez, vencimento e carência na renda fixa?

Como você já deve ter percebido, o mundo dos investimentos possui muitos conceitos diferentes, mas que soam como sinônimos. Então, para facilitar o entendimento, vamos te explicar qual a diferença entre liquidez, vencimento e carência na renda fixa:

Liquidez

O termo liquidez se refere ao nível de dificuldade de um ativo ser convertido em dinheiro real.

Em aplicações com baixa liquidez, os investidores são impedidos ou encontram maior dificuldade para resgatar o dinheiro antes do prazo de vencimento. Já em ativos com alta liquidez, esse processo é muito mais rápido, principalmente quando apresentam liquidez diária, permitindo solicitar o resgate a qualquer momento.

Vencimento

O vencimento é definido no momento da aquisição de um ativo, e se refere ao prazo fixado para o resgate do investimento juntamente dos rendimentos acordados. Em outras palavras, é quando o período da aplicação “termina”.

>>> Para entender como isso funciona na prática, confira este post: Posso resgatar CDB antes do vencimento? Veja se vale a pena e melhores opções

Carência

Carência é o prazo mínimo que o investidor deve manter o dinheiro aplicado, sem poder sacar ou fazer qualquer tipo de movimentação.

Ao fim deste período, a aplicação passa a ter liquidez, podendo ser resgatada junto de seus rendimentos a qualquer momento, sem nenhum tipo de penalidade, mesmo antes do vencimento.

É importante prestar atenção ao prazo de carência ao adquirir um título, uma vez que algumas aplicações possuem liquidez somente no vencimento, o que significa que você só conseguirá obter o rendimento total ao fim do período contratado.

>>> Leia também: Qual a diferença entre liquidez e rentabilidade? Saiba o que priorizar

Como a carência pode interferir no rendimento dos meus investimentos?

Agora que já deixamos claro o que é carência na renda fixa, é importante que você entenda como esse prazo mínimo para resgate pode interferir nos seus investimentos.

Esse é um ponto muito relevante, ao qual você deve atentar no ato da aquisição de um título, sempre considerando quais são seus objetivos com a aplicação.

Para facilitar o entendimento, vamos ver dois exemplos de situações comuns para a maioria das pessoas quando se trata da carência na renda fixa.

Vamos imaginar que você queira juntar dinheiro para comprar uma casa em 10 anos, logo, seu objetivo é de longo prazo, concorda? Sendo assim, o período de carência não será um empecilho para o seu investimento, uma vez que você não pretende resgatar o dinheiro aplicado tão cedo, correto?

Agora, digamos que o seu objetivo seja fazer uma reserva de emergência, que obrigatoriamente precisa ter alta liquidez — já que você nunca sabe quando irá precisar deste dinheiro. Neste caso, o mais indicado é optar por aplicações de renda fixa sem carência, nas quais você possa contar com liquidez diária. Ficou claro?

Quando posso retirar o dinheiro aplicado em renda fixa?

Há aplicações em que o prazo de carência se estende até a data de vencimento do título. Isso significa que você só poderá obter o rendimento total do investimento se fizer o resgate ao fim do período acordado na aquisição. Outras, possuem um prazo de carência menor, apresentando liquidez diária após este período.

Há ainda as que possuem liquidez diária desde o início, o que significa que você poderá solicitar o resgate do dinheiro aplicado a qualquer momento, sem sofrer nenhum tipo de penalidade.

Porém, vale lembrar que, em geral, quanto mais tempo você deixar o dinheiro investido, maior tende a ser seu rendimento. Então, analise as opções e se planeje de acordo com seus objetivos.

Quer aprender mais sobre renda fixa? Então veja este vídeo, onde nossa musa dos investimentos, Clara Sodré, explica tudo sobre o assunto:

Como definir qual é o melhor prazo de carência na renda fixa de acordo com meus objetivos?

Entender o que é e como funciona o prazo de carência na renda fixa é fundamental para que você possa se planejar e investir de forma consciente.

Se você está pensando em algo a longo prazo, pode optar por aplicações com prazos de carência maiores sem nenhum problema. Já se precisa ter acesso a esse dinheiro rapidamente, como é o caso de uma reserva de emergência, o ideal é buscar opções de renda fixa sem carência, ou seja, com liquidez diária.

Quer aprender mais sobre esse tipo de investimento? Conheça o curso: Renda Fixa: ganhos com Baixo Risco.

Por meio dele, você conhecerá as mais variadas opções de aplicações desta categoria, além de obter dicas valiosas de como investir em renda fixa na prática e montar uma carteira diversificada. Clique no banner abaixo e se inscreva!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco" da Faculdade XP School.

Se esta informação foi útil para você, que tal compartilhar com seus amigos e familiares, para que todos aprendam o que é o prazo de carência na renda fixa e se mantenham informados sobre o mundo dos investimentos.

Qual a diferença entre CDB e debêntures? Escolha a melhor opção

Quer investir em renda fixa, mas não sabe qual a diferença entre CDB e debêntures? Não se preocupe, você chegou ao lugar certo! 

CDBs, ou Certificados de Depósito Bancário são, como o próprio nome diz, papéis emitidos por uma instituição bancária. Em contrapartida, as debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas. 

Para entender com mais detalhes o que essa diferença implica e como direcionar seus investimentos em debêntures ou CDB, continue a leitura.

O que é CDB?

CDB é a abreviação de Certificado de Depósito Bancário. Como pontuado logo na introdução deste artigo, este modelo de investimento em renda fixa é emitido pelos bancos.  

A lógica do CDB é a seguinte: ao comprar este papel, você passaria a ser uma espécie de credor dos bancos. O valor investido por você seria utilizado pelas instituições financeiras para suas próprias atividades de crédito, como empréstimos a outras pessoas. 

Em contrapartida, a sua remuneração pelos bancos acontece por meio da incidência de juros sobre o valor aportado no período estipulado.

>>> Mais sobre o tema:  CDB ou Poupança? Saiba qual é o melhor e mais rentável

A seguir, você conhece os principais tipos de CDB disponíveis no mercado e o que os diferencia. 

Tipos de CDB 

Como mostramos no tópico anterior, o lucro do CDB está atrelado às condições de pagamento e ao período de investimento selecionados. A seguir, você conhece as principais condições atreladas à esta modalidade.

1. Títulos pós-fixados

Nesta modalidade de CDB, a taxa de rentabilidade está condicionada a um indexador da economia. Isso significa que o emissor paga um percentual do índice de referência utilizado, como o CDI, por exemplo. 

Quem investe neste tipo de ativo tem acesso a uma previsão de ganhos futuros. No entanto, precisa considerar que os indexadores sofrem variações conforme a situação atual do mercado e o desempenho dos indicadores econômicos do país. Sendo assim, estão sujeitos a oscilações até o seu vencimento. 

Na Rico, por exemplo, os títulos de CDB têm taxas de rendimento de 110% a 130% do CDI, ou até mais.

2. Títulos prefixados

No caso dos títulos prefixados, a taxa de juros é definida no momento da aplicação. Assim, é possível prever o rendimento do investimento antes mesmo do vencimento do prazo do título escolhido. 

No comparador de renda fixa do Infomoney, é possível conhecer alguns dos títulos de CDB pré-fixados disponíveis, bem como a rentabilidade e o prazo de vencimento atrelados a eles: 

CDB - Infomoney

(Fonte: Infomoney – em 30 de abril de 2022)

3. Títulos Híbridos

Os títulos híbridos têm taxa de rentabilidade mista,. Isso significa que ela é composta por uma parte prefixada e outra pós fixada, atrelada a um índice econômico, como o IPCA. 

Por exemplo, o rendimento do título poderia ser  calculado da seguinte forma: IPCA + 5% ao ano.

O que são debêntures? 

Debêntures também são títulos de crédito, mas sua emissão está atrelada a empresas privadas. 

A lógica de funcionamento do papel é semelhante à do CDB. Ao adquirir uma debênture, você empresta dinheiro para uma empresa, que tem interesse, por exemplo, em uma operação de expansão ou um outro investimento de grande porte. 

Assim como todo investimento de renda fixa, as condições de remuneração e os prazos de vencimento são predeterminados no momento da emissão dos papéis pela empresa.

Por isso, quem investe neste formato de aplicação sabe seu período de duração e quais serão os índices responsáveis por determinar os juros agregados ao aporte inicial. 

Qual a diferença entre CDB e debêntures?

Para entender qual a diferença entre CDB e debêntures, é importante relembrar, inicialmente, quem são seus emissores. Enquanto o CDB é emitido por instituições financeiras, as debêntures são emitidas por empresas privadas não-financeiras. 

A garantia do FGC é outro elemento de diferenciação entre CDB e debênture. Enquanto o primeiro é assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até R$250 mil por CPF, as debêntures contam exclusivamente com a garantia das empresas emissoras. 

Além disso, e justamente por envolver este componente de risco, atrelado à falta de garantia sobre o investimento, a rentabilidade das debêntures costuma ser maior se comparada a outros papéis. 

Outro ponto que diferencia o CDB das debêntures é a incidência de impostos. Enquanto todos os CDBs são tributáveis pelo Imposto de Renda, as debêntures contam com a modalidade Incentivada. Ela busca captar recursos para projetos específicos, voltados ao desenvolvimento da infraestrutura do país.

Debêntures ou CDB? Qual escolher? 

Agora você conhece a principal diferença entre CDB e debêntures, bem como os pontos fortes e fracos de cada uma delas. 

Para te ajudar a tomar sua decisão, elencamos alguns elementos essenciais para considerar antes de bater o martelo. Veja como avaliar seu perfil de investidor, rentabilidade, risco e liquidez. 

Perfil de investidor

É muito importante que você opte por modalidades de investimento compatíveis ao seu perfil. Se, por exemplo, você tem um perfil conservador com baixa tolerância ao risco, o CDB pode ser a opção mais indicada. 

Se, em contrapartida, você for um investidor de perfil moderado, os riscos inerentes às debêntures podem ser irrelevantes, especialmente se comparados às possibilidades de lucro.

>>> Saiba mais sobre perfis de investidor e descubra, no vídeo abaixo, como identificar o seu. 

Risco

Em títulos assegurados pelo FGC, como o CDB, o fator risco é extremamente baixo. Isso porque, como pontuamos anteriormente, o Fundo garante o seguro de até R$250.000 por CPF.

Já nas debêntures, papéis não-garantidos pelo FGC, é preciso recorrer a outros mecanismos que apontem a credibilidade de cada papel ou instituição, como o rating

O rating é uma nota atribuída por agências externas ao nível de risco de crédito da companhia. Essa nota indica se a empresa é considerada uma boa pagadora ou não, o que auxilia na escolha de um investimento confiável. 

Neste sentido, a indicação dos especialistas é que se busque sempre por debêntures com classificação de risco de crédito AAA, AA, ou A+ e de empresas que atuam em setores com alta solidez, como óleo e gás, transmissão de energia, alimentação, ou companhias com receita atrelada ao dólar, como as empresas exportadoras.

Rentabilidade

Além da compatibilidade com seu perfil de investidor e a análise de riscos, a rentabilidade é um fator a ser considerado na escolha de CDBs ou debêntures. 

Aqui, é importante destacar que, em geral, as debêntures oferecem rentabilidade maior do que outros papéis. No entanto, o aumento da remuneração está diretamente relacionado com o risco atrelado a ela. 

Liquidez

Outro aspecto importante a se considerar antes de escolher debêntures ou CDBs é a liquidez

É comum ouvir dizer que “CDBs têm liquidez diária”, mas você sabe ao certo o que isso significa? 

Na prática, isso significa  que você pode resgatar seu investimento diariamente com as mesmas condições de contratação, ou seja, sem nenhum tipo de redução da rentabilidade.

As debêntures, por outro lado, são investimentos de baixa liquidez. Isso pressupõe que, caso deseje vender seus papéis ou ter acesso ao valor investido antes do vencimento, precisará recorrer ao mercado de balcão (espaço de negociação de ativos e operações que não têm registro na bolsa de valores), em uma operação mediada pela sua corretora.

E aí, o que pesa mais para você? Maior rentabilidade? Menor risco? Mais liquidez? Este é o raciocínio-base para escolher entre debêntures ou CDB.

Invista no seu sonho: aprenda mais sobre renda fixa

Para se transformar em um investidor seguro e capaz de fazer escolhas compatíveis com o seu perfil, é preciso dedicar tempo à aquisição de conhecimento. 

Se você tem uma rotina intensa e, ao ler a palavra “tempo”, se preocupou, aqui vai a boa notícia: é possível dar o primeiro passo se dedicando por 2 horas ao nosso curso intensivo Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco.

 

*Créditos da imagem de capa: Adeolu Eletu em Unsplash

Como operar na bolsa? 7 dicas para investir no mercado de ações

A cada dia, há mais brasileiros interessados em investir no mercado financeiro. De acordo com um levantamento da B3, divulgado em janeiro de 2022, o número de investidores pessoa física cresceu 50,6% em relação ao mesmo período de 2021.

Você faz parte deste grupo, e quer aprender como operar na bolsa, mas não sabe por onde começar? Relaxa! A gente vai te dar aquela forcinha para você começar a dar seus primeiros passos na direção certa.

Neste post, explicamos como operar na bolsa com dicas práticas e voltadas principalmente para você, que está iniciando sua jornada no mercado financeiro.

Como operar na bolsa? 7 dicas práticas para quem quer começar 

O mercado financeiro pode parecer confuso e assustador em um primeiro momento, mas, conforme você estuda e se informa, percebe que não há segredos. Tudo depende do quanto você se dedica para dominar suas práticas.

Quer aprender como operar na bolsa para se tornar um trader de sucesso? Então, confira as dicas que preparamos para você começar com o pé direito:

1. Toda trajetória de sucesso começa com muito estudo

Tenha em mente que você não irá se tornar um trader de sucesso da noite para o dia. É preciso conhecer o mercado a fundo, entender como ele funciona.

Para isso, você precisa dominar conceitos importantes, como: volatilidade, mercado financeiro, análise gráfica, tipos de operação, além, é claro, de conhecer muito bem o ativo que pretende operar na bolsa.

Além de treinar, fazer cursos, ler livros, você também pode acompanhar perfis de traders famosos nas redes sociais para pegar dicas pontuais e, aos poucos, ir aperfeiçoando seus conhecimentos.

2. Fique ligado em tudo o que acontece no mundo

Não é segredo para ninguém que o mercado financeiro é altamente influenciado pelo que acontece ao redor do mundo.

Por isso é extremamente importante acompanhar as notícias, principalmente assuntos que estiverem diretamente relacionados às empresas emissoras dos papéis que você pretende operar.

Uma crise no mercado de combustíveis, por exemplo, poderia impactar os preços de ações da Petrobras, concorda? Logo, você deve considerar esta informação ao operar ações desta empresa na bolsa.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira o vídeo abaixo, no qual a especialista em investimentos, Clara Sodré, explica tudo sobre o tema:

3. Tenha uma boa estratégia

Operar ações na bolsa, como você deve saber, vai muito além da simples compra e venda de ativos.

Se você quer ganhar dinheiro com trade, precisará, antes de tudo, ter uma boa estratégia. Isso porque saber o momento certo de entrar e sair de um ativo pode ser a diferença entre maximizar seu lucro ou sair no prejuízo.

Primeiramente, você deve saber que há diferentes formas de operar na bolsa. Dentre as mais utilizadas, temos:

  • scalping trade;
  • day trade;
  • swing trade;
  • position trade;
  • buy and hold trade.

A principal diferença está no tempo médio entre uma operação e outra. Além disso, cada uma possui suas próprias particularidades e diferentes graus de risco.

Antes de escolher, procure compreender como cada uma funciona e sempre considere seus objetivos e sua tolerância a riscos.

>>> Quer se aprofundar no assunto e saber mais sobre as diferentes formas de operar na bolsa? Confira este artigo: Conheça os principais tipos de trading e descubra qual se encaixa no seu perfil

4. Analise seu desempenho e reveja sua estratégia periodicamente

Reveja seu desempenho em tradings anteriores e observe o que poderia ter feito diferente para melhorar seus ganhos. Reavalie o gráfico, analise o momento de entrada e de saída. Isso te ajudará a operar de forma mais consciente e segura, evitando aqueles pequenos erros por impulso.

Nenhuma estratégia é tão boa que não possa melhorar, concorda? Mesmo que você venha tendo bons resultados, é importante fazer essa análise de tempo em tempo, a fim de identificar possíveis melhorias, bem como potencializar pontos fortes.

5. Comece devagar e foque em ganhar experiência

Você deve conhecer aquele ditado: “devagar e sempre”, não é mesmo? Lembre-se de que você ainda está aprendendo como operar na bolsa, portanto, tenha cautela.

Confiança em excesso pode prejudicar seu julgamento e fazer com que você se arrisque além do necessário.

Não esqueça que seu principal objetivo no início é ganhar experiência. Portanto, comece devagar, invista pouco, faça testes, aperfeiçoe sua estratégia. Assim, caso cometa erros, as perdas serão menores e o aprendizado será o mesmo.

6. Mantenha o equilíbrio emocional

Uma coisa é certa: o mercado financeiro não é brincadeira de criança.

Uma sequência de perdas é capaz de desestabilizar qualquer um, do mesmo modo que ganhos podem te deixar confiante demais. Para obter bons resultados ao operar no mercado de ações é necessário desenvolver o equilíbrio emocional.

É preciso ter resiliência para superar as perdas e autocontrole para segurar a euforia diante de ganhos. No fim das contas, o que vai te fazer ser um trader de sucesso é aprender a manter a cabeça no lugar, mesmo diante de adversidades.

Cuide bem da sua alimentação, não negligencie seu sono, desfrute dos momentos de lazer com sua família, enfim, cuide da sua saúde. Fazer acompanhamento psicológico também pode ser uma ótima opção para aprender a lidar com o estresse e com a pressão do dia a dia.

7. Escolha uma boa corretora

Pode não parecer, mas a escolha da corretora tem um impacto significativo na forma como você opera na bolsa e, consequentemente, em seus resultados.

Considere todos os custos envolvidos, afinal, quanto maiores as taxas, menor será o seu lucro. Verifique também a qualidade do suporte e das ferramentas disponibilizadas para os clientes. Quanto mais ágil for o home broker, por exemplo, melhor poderá ser o seu desempenho nos tradings.

Dentre as melhores corretoras do mercado atualmente, estão: XP Investimentos, Rico e Clear. Analise e compare as opções para uma escolha segura e consciente.

Tudo certo para começar a operar na bolsa como um trader de sucesso?

Você não irá aprender como operar na bolsa de uma hora para outra. É preciso muito estudo e dedicação para desenvolver uma boa estratégia, capaz de gerar bons resultados.

O importante é continuar estudando e se aperfeiçoando e, seguindo essas dicas, você já estará no caminho certo!

Quer se aprofundar ainda mais neste universo e aprender com quem entende muito sobre o assunto? Então, conheça o curso: Tudo que aprendi em 12 anos de day trade, ministrado por André Moraes, Analista de Investimentos da Rico, que compartilha todo o aprendizado de sua longa jornada investindo na bolsa.

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Quais os custos operacionais no Day Trade?

Investe ou pretende investir em ações? Então é hora de entender quais os custos operacionais do Day Trade. Isso porque essas taxas, que devem ser pagas para a bolsa de valores ou para as corretoras que intermedeiam as operações, têm impacto direto na rentabilidade líquida das movimentações realizadas. 

Os custos do Day Trade são divididos em três categorias de taxas. Elas são definidas em: corretagem, custódia e emolumentos. Além disso, dependendo do tipo de operação e do volume financeiro negociado no mês, há a incidência do imposto de renda. 

Quer entender melhor sobre cada um desses custos? Continue a leitura. 

Day Trade: opção para investidores arrojados 

Operar em Day Trade significa realizar uma negociação, com os mesmos papéis, do início ao fim, em um só dia. 

São operações de curtíssimo prazo que acontecem em algumas horas ou até mesmo em minutos. 

Por serem fortemente influenciadas pelas oscilações cotidianas do mercado, as operações de Day Trade demandam dedicação e habilidade do investidor. Ele deve conhecer as performances-padrão de seus ativos e saber identificar tendências de oscilação do mercado de forma certeira. 

A complexidade do movimento atrelada à volatilidade do mercado faz com que esse tipo de opção seja recomendada para investidores com perfil arrojado, que operam com alta tolerância a riscos.

Antes de seguir em frente, dê o play no vídeo abaixo para recapitular tudo o que você precisa saber sobre o investimento em ações: 

Quais os custos operacionais do Day Trade? 

A seguir, vamos falar sobre cada um dos custos operacionais envolvidos em uma operação de Day Trade. 

Corretagem

Esta taxa é cobrada pelas corretoras a cada transação de compra e venda realizada na bolsa de valores mediada pela instituição. Este valor pode ser fixo ou variável conforme o volume financeiro da transação. 

Cabe a você, no papel de investidor, avaliar suas tendências de operações. Assim, pode identificar qual o formato de taxa de corretagem é mais vantajoso. 

Se, por exemplo, for operar com altos volumes financeiros, a taxa fixa pode ser a melhor escolha. Em contrapartida, se realizar operações esporádicas e com valores menores, deve avaliar a possibilidade de cobrança por percentual em operação. 

Mas será que a taxa de corretagem é um custo indispensável para fazer movimentações na Bolsa? A resposta é não, e nós falaremos sobre isso no final deste artigo. 

Custódia

A taxa de custódia também é cobrada pelas corretoras, e tem como objetivo custear os gastos da empresa junto à Bolsa de Valores. 

Apesar de ser um custo comumente repassado ao investidor, ele não é uma taxa obrigatória. Algumas corretoras, como a Clear, a XP Investimentos e a Rico, não cobram este valor de seus clientes. 

Emolumentos

Cada transação realizada na B3 gera uma taxa fixa, chamada de emolumento. O valor desta taxa varia de acordo com:

  • tipo de operação;
  • características do investidor (se é pessoa física, membro de clubes de investimento etc) ;
  • volume financeiro investido. 

Além deste custo, popularmente conhecido como taxa de negociação, há a taxa de liquidação, igualmente cobrada sobre o valor da operação. 

Imposto de Renda

Em operações comuns com ações, a alíquota que incide sobre o ganho de capital é de 15%. No Day Trade, porém, esse percentual sobe para 20% sobre os ganhos – ou seja, o imposto é maior.

Lembrando que a forma de recolher o Imposto de Renda nas operações de day trade é a mesma das outras realizadas na bolsa. 

O Imposto de Renda que incide sobre as operações de Day Trade é recolhido mensalmente, com base nas notas de corretagem. 

Cabe a você, investidor, calcular o ganho apurado no período, o imposto correspondente e emitir um DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).A guia deve ser paga até o último dia útil do mês seguinte.

>>> Saiba mais: Como calcular o Imposto de Renda no Day Trade

Como os custos do Day Trade impactam o rendimento dos investimentos?

A melhor maneira de entender como os custos operacionais do Day Trade impactam no rendimento dos investidores é com um exemplo. 

Suponhamos que você invista R$1.000,00 em ações. Sua taxa de corretagem é de R$100. 

Repare que, proporcionalmente, apenas a taxa de corretagem equivale a 10% do valor investido. Para compensar, sua rentabilidade deveria ser maior do que esses 10% — o que pode ser bastante difícil, dependendo do prazo e das condições da aplicação escolhida. 

Diante de uma perspectiva como essa, o melhor caminho é avaliar previamente todos os custos atrelados às operações. Dessa maneira, o trader consegue aproveitar oportunidades para rentabilizar os papéis e neutralizar algumas das taxas, reduzindo o seu impacto no lucro recebido. 

>>> Leia também: como ganhar dinheiro com Trade? 

Alternativas: corretoras com operações sem custo

Lembra quando dissemos, no início deste artigo, que a taxa de corretagem nem sempre é um custo operacional do Day Trade? Isso porque algumas empresas, como a Rico e a Clear corretora, zeraram suas taxas de corretagem. Dessa forma, tornam o processo muito mais rentável para os seus investidores. 

Confira, nas tabelas abaixo, os custos operacionais do Day Trade praticados pela Clear e pela Rico: 

taxas Rico mercado de ações

(Taxas da Rico Corretora para operações no Mercado de Ações)

taxas clear mercado de ações

(Taxas da Clear Corretora para operações no Mercado de Ações)

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Agora você já tem em mente todos os custos operacionais do Day Trade — e sabe inclusive como evitar alguns deles. 

Nosso convite é para que você expanda seu universo de conhecimentos sobre o mercado de Trading com o nosso curso Trader Definitivo. 

Ao longo de 4 horas de aprendizado intenso com conteúdos práticos e objetivos, você aprende os principais conceitos e técnicas para se tornar um trader definitivo, incluindo caminhos para rentabilizar o seu capital e gerenciar os riscos das operações. 

As inscrições estão abertas e você pode dar o primeiro passo agora!

 

*Créditos da imagem de capa: Freepik

O que é SMA, seu funcionamento e como ele auxilia na tomada de decisões?

Saber o que é SMA é um dos requisitos mais importantes dentro da análise técnica do trading.

Como já sabemos, o mercado financeiro é extremamente volátil e essa característica pode ser vantajosa para os investidores, mas também é um ponto muito sensível. Afinal, diversas variáveis impactam nas oscilações e uma tendência nem sempre é garantia de continuidade.

Ou seja, uma sequência de valorização não garante ganhos futuros. Mas investir em ferramentas que ilustrem o histórico de preços é fundamental para criarmos previsões futuras.

Uma das estratégias mais utilizadas para realizar essa construção é o conhecimento de o que é SMA. Vamos entender melhor a definição desse termo, como ele funciona, suas variações e complementos?

O que é SMA?

SMA é a sigla em inglês para Simple Moving Average, ou, em português, média móvel simples. Como mencionamos anteriormente, o mercado de ações possui muitas oscilações, em questão de milésimos de segundos podem ocorrer baixas e altas, que impactam diretamente nos ganhos do investidor.

Isso, claro, dificulta a leitura e interpretação dos dados em gráficos de preços. E, tomar decisões baseadas nesses picos e declínios instantâneos pode ser uma péssima ideia. Principalmente no mercado de ações.

A SMA consegue suavizar essas variações e criar uma linha, que indica crescimento (valorização) ou declínio (desvalorização) de uma forma contínua. Por isso, inclusive, muitos chamam essa média de linha SMA.

Para facilitar a compreensão de o que é SMA, você pode analisar os termos que formam a sigla separadamente. Média simples é a soma de valores em um período, dividido pelo próprio período. Móvel quer dizer que não estamos nos referindo a algo fixo.

Então, a média móvel simples é uma representação resumida de valores que se alteram no decorrer do tempo. Mas por que móvel? Bom, para criar uma tendência SMA, precisamos atualizar as informações com o decorrer do tempo, descartando, assim, dados mais antigos e incluindo novos.

Para ilustrar melhor como o indicador SMA pode ajudar na leitura de gráficos, veja na imagem abaixo um comparativo:

Fonte: Infomoney

Acima temos o gráfico formado pelas oscilações sem a amenização e duas linhas de médias móveis (em roxo – período curto –  e laranja – período maior). Muito mais simples de identificar as tendências de alta e queda, não é mesmo?

Como funciona o indicador SMA?

A SMA funciona como um indicador de tendência. Mas é preciso ratificar que a média é uma representação atrasada dos valores, normalmente atrelada a preços de fecho. Isso quer dizer que ela se baseia em informações já ocorridas.

Em termos práticos, ela sinaliza a situação passada e não uma previsão certa do futuro.

Veja, no gráfico abaixo, um exemplo comparativo entre os diferentes funcionamentos da média móvel simples, baseada nos períodos.

Você deve ter notado que existem três linhas, certo? Isso ocorre porque é possível selecionar diferentes períodos de análise. Essa escolha, claro, serve para atender ao objetivo do investidor.

Por exemplo, para utilizar a média móvel simples no curto prazo, ou seja, negociações mais rápidas, o ideal é colocar o filtro do período de 10, 14 ou 20 dias. Estes são chamados de: SMA (10), SMA (14) e SMA (20).

Para análises de médio prazo, o ideal é a SMA (30), SMA (50) e de longo prazo SMA (100), SMA (200). Ressaltando apenas que o número entre parênteses refere-se ao período em dias!

Como calcular o indicador SMA?

Como já mencionamos por aqui, a média móvel simples é calculada considerando a soma do preço dos períodos, dividida pelo período. Isso quer dizer que se considerarmos 10 dias, essa é uma SMA (10) e é calculada por meio da soma dos preços de 10 dias, dividido por 10.

Então, imagine que temos o seguinte cenário:

Soma dos valores = 383A média móvel simples é:

Período = 10 dias

SMA = 383/10

Esse é um ponto do gráfico, o ponto seguinte deve ser realizado utilizando a mesma fórmula, mas excluindo o dia 1 e incluindo o dia 11. Vamos supor, por exemplo, que no dia 11 o preço foi de 43.

SMA = (383 – 40 + 43)/10 = 386.

Para construir a linha SMA, portanto,  repetimos esse cálculo tal como explicado acima até formar uma linha.

Como as decisões são tomadas considerando a tendência SMA?

Explicamos o que é SMA, mas como, de fato, ele auxilia na compreensão de valorização e desvalorização?

Você deve ter notado no gráfico que o indicador é uma curva, quando ela está descrente temos um claro sinal de desvalorização. Isso quer dizer que há uma expectativa de que aquele ativo está em um período que favorece a compra.

O contrário também acontece, uma curva ascendente sinaliza valorização do ativo. 

Isso significa ser uma indicação suficiente para comprar e vender? Não! Afinal, como já falamos por aqui, a média móvel simples reflete preços passados. O investidor, portanto, precisa fazer uma análise técnica, considerando outros suportes e indicadores, para compreender se há de fato uma tendência.

Quais são as principais aplicações da média móvel simples no mercado?

Por ser um indicador que minimiza as oscilações de curto prazo, a média móvel simples é comumente utilizada para análises de longo prazo. Afinal, decisões de curto prazo precisam considerar o período atual, o que não é o caso da SMA, que reflete preços passados.

Outra aplicação muito importante – e utilizada por grandes players – é o uso em conjunto com outros indicadores e médias. Como, por exemplo, o “método de cruzamento duplo”, que identifica pontos de intersecção entre linhas curtas e longas.

Além, é claro, de servir como ferramenta base para outros indicadores de tendências do mercado, como EMA, HiLo Activator e Bollinger Bands, MACD.

Falando em EMA, é muito comum a dúvida sobre as diferenças desse termo com a média móvel simples. Vamos entender um pouco melhor essa questão?

Diferenças entre SMA e EMA

Agora que você já sabe o que é SMA, precisamos salientar que existem outras médias móveis utilizadas, como a EMA, média móvel exponencial. Diferentemente da média simples, ela coloca um peso maior nos preços mais recentes.

Isso, claro, acaba tornando-a mais atualizada, criando um indicador de tendência com menos defasagem e mais sensível às alterações atuais. Precisamos salientar, no entanto, que um indicador não é melhor que o outro.

Eles inclusive andam juntos, afinal, para calcular a EMA é necessário utilizar a média móvel simples. Muitos investidores utilizam as duas para determinar, com mais confiança, mudanças de tendências.

Agora que você já compreendeu a definição de o que é SMA e a importância da análise de preços, que tal entrar no universo das ações com ainda mais segurança?

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