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O que são cotas de fundos de investimentos? Como adquirir e calcular seu valor?

Se você se interessa por alternativas de investimentos seguras e mais rentáveis do que a clássica poupança, certamente já ouviu falar nos fundos de investimento. O que você pode não saber ainda é como funcionam as cotas de fundos de investimento, e como estas frações do patrimônio total de um fundo chegam aos acionistas. 

Para te ajudar a entender a dinâmica e conhecer a fundo a composição desta modalidade, preparamos este artigo. 

Ao longo dos próximos tópicos, você descobre:

  • O que são cotas de um fundo de investimento?
  • Tipos de cotas
  • Como saber a quantidade de cotas de um fundo?
  • Como calcular o valor das cotas de um fundo?
  • Como funciona a distribuição de cotas de fundos de investimento?

Boa leitura! 

O que são cotas de um fundo de investimento?

Se você acompanha nosso blog, já nos viu falando sobre fundos de investimento anteriormente.

Neste tipo de aplicação financeira, um ou mais investidores — também chamados de cotistas — realizam aplicações em ativos mobiliários ou imobiliários.

O patrimônio destes fundos é dividido em partes, chamadas cotas. Dessa forma, ao aplicar nesta modalidade, você adquire cotas do fundo escolhido.

Estas “fatias” dos fundos representam uma fração de participação, e o valor total do fundo é o resultado das somas das participações de cotas compradas pelos investidores.

Nesta dinâmica de operação, a rentabilidade do fundo de investimento também acontece a partir do valor das cotas adquiridas.

Se, por exemplo, você aplica R$10.000,00 em um fundo de investimento com cotas a R$10,00, acumula um total de mil cotas.

A partir daí, se as cotas de R$ 10 sofrem uma valorização e sobem para R$15 depois de um ano, você obtém um lucro de 50% após o período (afinal, o valor da soma de suas cotas cresce, de R$10.000,00 para R$15.000,00). 

Antes de seguir em frente, refresque a memória ou veja um resumo completo sobre os Fundos de Investimento Imobiliário — uma das mais populares modalidades de fundos de investimento — no vídeo abaixo: 

Tipos de Cotas

Podemos classificar as cotas de fundos de investimento em duas principais categorias: 

Cotas de Abertura

Calculadas a partir da atualização dos valores dos ativos que integram a carteira do fundo de investimento até a data do dia anterior, devidamente atualizadas por 1 dia, quando se tratar de fundos classificados como Renda Fixa

O nome “cotas de abertura” vem do fato de que, nesta dinâmica, o valor da cota é conhecido na abertura dos negócios do dia, e as conversões das aplicações e resgates do acontecem a partir deste valor. 

Cotas de Fechamento

As cotas de fechamento, em contrapartida, são calculadas a partir da atualização dos valores dos ativos componentes da carteira do fundo de investimento no próprio dia do cálculo da cota. Dessa forma, e por serem divulgadas após o fechamento do mercado, no 1º dia útil seguinte, recebem este nome. 

Como saber a quantidade de cotas de um fundo?

É possível consultar todos os fundos de investimentos registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a partir do CNPJ ou do nome do fundo. 

Nesta consulta, você tem acesso a informações como: 

  • valor diário da cota;
  • valor diário do patrimônio líquido;
  • número de cotistas;
  • valores captados e resgatados;
  • Regulamento;
  • Prospecto;
  • Lâmina de Informações essenciais;
  • Composição da carteira;
  • Fatos Relevantes sobre o Fundo;
  • Balancetes.

Faça uma consulta aos fundos imobiliários cadastrados no CVM.

Como calcular o valor das cotas de um fundo?

O valor das cotas de fundos de investimento é calculado a partir da divisão do patrimônio líquido pelo número de cotas do fundo. 

Vamos entender essa conta por partes? 

Para calcular o patrimônio líquido de um fundo, é preciso somar o valor de todos os títulos com o valor disponível em caixa. A partir daí, são subtraídas as obrigações do fundo (relativas à sua gestão e administração). 

Suponhamos que você aplique R$2.000,00 em cotas de um fundo cujo patrimônio líquido equivale a R$500.000 e está dividido em 100.000 cotas. 

Com essas informações, conseguimos dizer que: 

  • Na data de aplicação, cada cota valia R$5. (R$500.000 / 100.000 = R$5)
  • Com uma aplicação de R$2.000, o investidor adquiriu 400 cotas (R$2.000 / R$5 = 400)
  • Após a aplicação, o fundo somou 100.400 cotas;
  • O patrimônio líquido do fundo de investimento passou a R$502.000,00 após a aplicação; 
  • O valor da cota permaneceu o mesmo após a aplicação: R$ 502.000,00 / 100.400 = R$ 5,00.

O exemplo acima mostra que, de acordo com o fluxo de cálculos de um fundo de investimentos, a entrada de novos investidores não interfere na posição dos demais cotistas do fundo.

Há, porém, outros caminhos pelos quais o valor da cota sofre valorização. Por exemplo: se,  em determinado intervalo de tempo, o patrimônio líquido sofrer um aumento de 20%, o valor da cota aumentará (R$602.400 / 100.400 = R$6). Isso gera um impacto positivo no valor de resgate do cotista do exemplo anterior(400 x R$6 = R$2.400).

Rentabilidade

Para calcular a rentabilidade no período, basta dividir o valor da cota no resgate pelo valor na data da aplicação e ajustar para percentual: R$6,0 / R$5 = 1,2 ou 20%. 

Como funciona a distribuição de cotas de fundos de investimento? 

A distribuição de cotas de fundos de investimento acontece a partir da Oferta Pública de Distribuição, que deve ser registrada na CVM (com algumas exceções, nas quais há dispensa de registro).

Nesse processo, os administradores dos fundos apresentam o investimento a potenciais acionistas, destacando seus diferenciais. O objetivo desta exposição é captar os recursos necessários para a realização dos investimentos previstos. 

Ao longo desta etapa, a CVM atua como um mecanismo de proteção dos investidores, regulamentando as informações mínimas necessárias para que os acionistas possam tomar decisões embasadas. 

Estas informações (política de investimentos, a descrição dos imóveis, fatores de risco, estudo de viabilidade, etc.) são condensadas em um prospecto, que deve ser lido e estudado detalhadamente pelo investidor. 

Esta é a primeira oportunidade para você adquirir cotas em seus fundos imobiliários de interesse. 

Participação em uma Oferta Pública de Distribuição

Para participar da oferta pública e adquirir cotas do fundo de interesse, o investidor deve acionar sua corretora de valores e registrar seu pedido de reserva.

Mais sobre fundos de investimento? Nós temos! 

Entender o funcionamento das cotas de fundos de investimento é um excelente primeiro passo para quem tem o perfil para investir nesta modalidade de aplicação. 

Mas, é claro, é possível ir além e aprender ainda mais. 

Para te ajudar a trilhar o caminho do conhecimento que abre caminhos e ajuda a realizar sonhos, idealizamos a Faculdade XP School. Lá, você encontra diversas oportunidades de cursos e treinamentos que te ajudam a enxergar o verdadeiro potencial de rentabilização dos seus investimentos. 

O curso Viva de Renda com Fundos Imobiliários é um caminho para te ajudar a abrir a mente sobre esta modalidade de investimento segura e rentável. Em 5 horas de aprendizado, você conhece os fundos imobiliários, suas características e os melhores métodos para avaliar e negociar este tipo de ativo. 

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*Crédito da imagem de capa: Freepik

Qual o significado dos códigos das ações? Saiba identificar os ativos na Bolsa

Entender o significado dos códigos das ações é um requisito básico para operar na bolsa de valores. Isso porque, embora pareça simples, existem diferentes segmentações que compõem um ticker — nome dado ao código das ações. 

Os tickers variam de acordo com a classificação da ação, o mercado no qual opera e as características do papel. 

Para te ajudar a desmistificar o significado dos códigos das ações e compreender a lógica por trás das siglas, preparamos este artigo. 

Continue a leitura para aprender a identificar rapidamente os papéis mais atrativos para a sua estratégia! 

Qual o significado dos códigos das ações?

Os códigos das ações são compostos por quatro letras e um número, e ficam listados no home broker no book de ofertas.

O objetivo do código de ações é auxiliar o trader na busca pelos papéis dentro do vasto universo de ações disponíveis no home broker, plataforma digital de negociação na bolsa. Também permite a identificação rápida de suas principais características (tipo de ação e modalidade de compra, por exemplo).

Além da rápida identificação do papel, o código das ações também ajuda o investidor a observar e estudar padrões dos ativos no mercado. É possível, por exemplo, visualizar a cotação de cada ativo, entender suas tendências e oscilações e identificar a natureza de cada um. 

Tipos de ações 

Para entendermos a composição das siglas da bolsa de valores, é preciso conhecer os diferentes tipos de ações disponíveis. São basicamente três os tipos de ações negociadas dentro da B3: as ações ordinárias (ON), as preferenciais (PN) e as Units.

A seguir, você vê um breve resumo de cada uma. 

ON

As ações ordinárias são identificadas pela sigla ON. Seus códigos têm o número 3 no final. Ações ON são aquelas que dão ao seu proprietário o direito de voto em assembleias de acionistas.

PN

Por outro lado, as ações preferenciais (PN), são aquelas que não dão direito a voto, mas garantem prioridade no pagamento dos dividendos. No código de ações da Bovespa, elas estão identificadas pelo número 4.

>>> Saiba mais: Diferenças entre ações Ordinárias e Preferenciais 

Entre as ações preferenciais e ordinárias também existem algumas variações que são classificadas por números que variam de 1 a 10. No tópico a seguir, você conhece o significado de cada número. 

Unit

As units representam uma mescla de papéis ordinários e preferenciais, e são identificadas pelo número 11 ao fim do ticker.

>>> Leia mais: diferença entre ações e títulos: em quais devo investir?

Significado dos códigos de ações nos diferentes mercados 

Mercado à vista

Letras

As letras fazem referência às empresas emissoras da ação, como PETR4 (de Petrobras), VALE3 (de Vale), ITUB4 (Itaú Unibanco) e AZUL4 (Azul).

Números

Os números identificam o tipo de papel que a ação representa, como as acima mencionadas ações ordinárias, preferenciais e units. 

Veja um resumo da classificação numérica das ações no Mercado à Vista (modalidade de mercado onde são negociados valores mobiliários e ouro, ativo financeiro, cuja liquidação física (entrega do ativo pelo vendedor) e financeira (pagamento do ativo pelo comprador) ocorrem, no máximo até o 3º dia após ao da negociação):

1 – Direito à subscrição de uma ação ordinária

Os códigos com final 1 dão o direito à subscrição de uma ação ordinária. A subscrição garante aos atuais acionistas de uma companhia o direito de adquirir, com preferência, novas ações emitidas por ela na mesma proporção da posição que já detém.

Logo, quando o investidor detém o direito de subscrição com final 1, por exemplo, ele pode comprar uma ação ordinária com prazo e preço predeterminados.

Caso não queira exercer o direito de subscrição, o trader também pode vender o direito de compra para terceiros no mercado secundário.

>>> Saiba mais sobre o Mercado Secundário

2 – Direito à subscrição de uma ação preferencial

Os códigos com final número 2 também dão direito à subscrição, mas para a compra de uma ação preferencial.

Caso o trader não queira exercer o direito de subscrição, também é possível que ele venda esse direito de compra para terceiros no mercado secundário.

3 – Ação ordinária

O final 3 indica que o papel correspondente ao código é uma ação ordinária – com direito a voto, como pontuamos no tópico anterior. 

4 – Ação preferencial

Os códigos com final 4 indicam que o papel é uma ação preferencial. Isso significa que o detentor do papel tem preferência no recebimento de dividendos,

5, 6, 7 e 8 – Ações preferenciais de classes diferentes

Códigos com final 5,6,7 e 8 indicam que as ações são preferenciais, mas pertencem a classes diferentes: classes A (PNA), B (PNB), C (PNC) e D, (PND).

Não há uma definição universal para as classes de ações. Por isso, para conhecer as características atribuídas a cada uma, é importante buscar o Estatuto Social da empresa em questão. 

9 – Recibo de subscrição sobre ações ordinárias

Ao obter o direito de subscrição de uma ação ordinária, o direito com código final 1, antes de entrar em sua carteira como uma ação ordinária, torna-se final 9, representando um recibo de subscrição, que indica que ela já pode ser negociada pelo preço predeterminado.

10 – Recibo de subscrição sobre ações preferenciais

Os códigos com o final 10, assim como os de final 9, indicam o recibo de subscrição, mas de ações preferenciais.

11 – BDRs e Units

Os códigos de final 11, na maioria das vezes, servem para indicar que os papéis são BDRs (Brazilian Deposit Receipts – Certificados de depósitos de ações de companhias do exterior) ou Units, como apresentado no tópico anterior. 

Códigos no mercado de opções

Para operar no mercado de opções — que garante ao investidor o direito, por um período determinado, de comprar ou vender um ativo – geralmente ações – por um valor predeterminado em uma data específica no futuro — também é preciso saber os tipos de códigos utilizados nas operações de compra e venda.

A lógica é semelhante à do mercado à vista: as 4 primeiras letras identificam a empresa emissora. No entanto, há, ainda, uma quinta letra, que aponta o mês de vencimento de acordo com a opção de compra ou venda. Por fim, há o número que indica o strike (valor de venda ou compra).

Exemplo: VALEB18

Veja, no vídeo abaixo, como funciona o mercado de opções: 

Mercado fracionário

Já no mercado fracionário, a lógica das 4 primeiras letras se mantém, porém, o complemento é da letra F, após a indicação numérica, apontando que o ativo é negociado neste mercado.

Exemplos: PETR4F

>>> Saiba mais: como comprar ações fracionadas

Mercado a termo

No mercado a termo, os códigos das ações também são parecidos com os do mercado à vista. O diferencial é o acréscimo da letra T, que aponta que o papel é negociado no mercado a termo.

Exemplo: PETR4T

Exemplos reais: códigos das ações na prática 

Uma boa forma de exercitar seu entendimento sobre o significado dos códigos das ações é acompanhar as cotações na B3.

Você pode fazer isso utilizando o seu home broker. Caso ainda não tenha criado um perfil na corretora de sua preferência, consulte o portal Infomoney

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(Fonte: Infomoney – Acesso em: 23 de março de 2022)

Mais sobre o mercado de ações 

E aí? Conhecer mais sobre o significado dos códigos das ações te deu ainda mais vontade de se especializar nesse tipo de investimento?

Então, prepare-se: temos boas notícias! 

Nós podemos te ajudar a orientar a sua jornada para o entendimento do mercado de ações e suas particularidades. A indicação é o curso Aprenda a Investir na Bolsa de Valores. Um curso introdutório e completo, com 5 horas de carga horária e módulos sobre: 

  • Conceitos básicos sobre o mercado de ações; 
  • Bolsa de Valores e escolas de análise; 
  • Ensinamentos práticos para investir em ações. 

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Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

 

* Foto de capa de Jeremy Bezanger em Unsplash

O que são altcoins? Saiba quais valem a pena e o que as diferencia dos bitcoins

O que são altcoins? Diversos investidores têm optado por alternativas de moedas digitais, visto que, em muitos casos, há um certo desgaste de aplicar o dinheiro em bitcoin. Neste caso, altcoins se enquadram em uma estratégia valiosa de criptomoeda.

Em geral, são os investidores mais arrojados que costumam se interessar por essa modalidade. Mas o que as difere das demais? Quais são suas vantagens? Ao longo deste artigo, você vai entender o conceito e como escolher altcoin. Confira!

O que são altcoins?

Em linhas gerais, altcoins são criptomoedas alternativas ao bitcoin. Logo, toda moeda digital pode ser considerada uma altcoin, menos o próprio bitcoin.

Por ser um produto criado após o bitcoin, somado à modernização da tecnologia, elas possuem maior velocidade de transação, o que gera maior procura no mercado.

Além disso, essas criptomoedas alternativas são variáveis por conta dos algoritmos, aprimoramento de ferramentas, ou por maior segurança digital para os usuários, enfim, um recurso aplicável que chama a atenção da maioria dos investidores.

Mas um fator preponderante para o sucesso das altcoins é a queda de mineração dos bitcoins, processo de produção e extração das critptomoedas. Suspendida pela China, a mais conhecida criptomoeda do mundo sofre com os problemas ambientais devido ao uso de carbono em sua mineração.

Outro ponto é que autoridades chinesas afirma que as criptomoedas causam desordem econômica e facilitam transferências ilegais de ativos e lavagem de dinheiro. 

Esse fator fez com que as altcoins se consolidassem como uma opção viável, enquanto o bitcoin procura fontes de energia renováveis para a sua produção. 

Resultado: os números de usuários de altcoins aumentaram consideravelmente entre os meses de fevereiro e maio de 2021, saindo da casa dos 106 milhões para os 203 milhões de usuários, de acordo com a pesquisa da Crypto.com, corretora de criptomoedas.

Embora seja vista como uma boa solução, é preciso tomar cuidado com as moedas digitais alternativas, uma vez que muitas delas são objetos de especulação financeira e de golpes para arrecadar fundos, e no fim, desaparecem.

Quais as vantagens e os riscos dos altcoins?

As altcoins têm próprio modelo de funcionamento, usando sistemas diferentes do blockchain, sistema que permite rastrear o envio e o recebimento de informações pela internet.. 

Outra questão é que as altcoins podem ser negociadas a um preço menor ou oferecer ganho futuro maior. 

Outro ponto em questão é que alguns tipos de altcoins são baseadas em tecnologias diferentes dos bitcoins, conhecidos como stablecoins.

Algumas stablecoins, inclusive, são pareadas ao dólar, o que eleva o poder dos altcoins, além de garantir maior segurança para o investidor.

No entanto, os riscos atrelados aos investimentos em altcoins estão ligados à falta de regulação, o que compromete a liquidez do investimento. Além do mais, os “ativos digitais” tem grandes flutuações em seu valor em curto período de tempo. 

Por um lado é bom, já que a volatilidade traz a sensação de que as criptomoedas podem trazer fortuna em pouco tempo, fazendo com que elas cresçam e subam o valor. Por outro, gera ansiedade e dúvida em aplicar o dinheiro em um ativo instável. 

Vale a pena investir em altcoins?

Agora que você já sabe o que são altcoins, pode notar que elas têm benefícios interessantes, mas também que nenhum investimento em criptomoeda é 100% garantido.

Sendo assim, alguns investidores preferem as altcoins por dois motivos básicos: um porque acreditam no valor delas, ou de alguma modela digital específica. Outro ponto é devido ao hype, ou seja, um assunto bastante difundido no momento, o que atrai a curiosidade dos investidores e aumenta sua valorização no mercado.

Embora as razões variem, essa modalidade de investimento possibilita retornos financeiros vantajosos. Porém, como nada é feito sem o mínimo de conhecimento, recomenda-se estudar com afinco para prever o momento em qual aplicar o dinheiro.

>>> Leia também: http://blog.xpeducacao.com.br/criptomoedas-promissoras/

Quais são as altcoins?

Para definir a relevância das moedas digitais, o principal critério é a capitalização de mercado (market cap), ou seja, uma estimativa de valor de mercado de cada projeto, baseada na quantia de dinheiro alocado no ativo.

Isto é, para saber qual a melhor altcoin para investir, é preciso avaliar o quanto ela vale no mercado. De acordo com a revista Exame, o market cap do bitcoin, maior criptomoeda do mundo, gira em torno de US$ 220 bilhões. Em segunda posição, segue o ether (ETH), do projeto Ethereum, cujo market cap é de US$41 bilhões, sendo então, a maior de todas as altcoins.

Outras altcoins tão relevantes quanto o ether são:

  • Tether (USDT);
  • Ripple (XRP);
  • Bitcoin Cash;
  • Binance Coin (BNB);
  • Chainlink (LINK);
  • Polkadot (DOT);
  • Cardano (ADA);
  • Litecoin (LTC)..

No entanto, não é apenas o market cap que registra a importância de uma altcoin. Outros critérios podem ajudá-lo a saber como escolher um altcoin, como:

  • a comunidade de usuários;
  • o tipo de tecnologia utilizada;
  • o objetivo do projeto; 
  • a popularidade;
  • a qualidade do time de desenvolvedores;
  • a atuação no mercado.

Quer saber quais são as altcoins que valem a pena conhecer melhor? Na live As criptomoedas mais promissoras para 2022, Alex Buelau e Vinícius Terranova conversam sobre o mercado e mostram as principais expectativas para 2022. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=P7foPo6n9nI&feature=emb_logo

O que são altcoins? Dica Como vimos, o mercado de altcoins é vasto, e não é de um dia para outro que você terá todas as informações necessárias para investir o seu dinheiro corretamente.

É por isso que um material didático pode acompanhá-lo sempre que precisar, e assim, você fortalecerá seu conhecimento na área. Nesse sentido, indicamos o curso Cenários e Investimentos: macroeconomia para investidores, em que você terá uma visão mais abrangente do que vale a pena ou não investir. 

 

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

 

 

Finanças para mulheres: dicas essenciais para incrementar as economias 

Quando se trata de dinheiro, as mulheres são mais perspicazes em relação aos homens. Além de lidar com multitarefas em casa, na educação dos filhos, elas precisam controlar o orçamento para encaixar todos os gastos. Pensando nisso, o mercado literário, como o audiovisual, investem em materiais de finanças para mulheres. 

Tratando-se do empenho feminino, elas se destacam no mercado de trabalho. De acordo com os dados do Global Entrepreneurship Monitor, o Brasil possui uma média de 30 milhões de mulheres empreendedoras.

Para complementar essa informação, a Rede Mulher Empreendedora sinaliza que esse número é equivalente a quase metade do mercado empreendedor (48,7%), e somente em 2020 houve um aumento significativo de 40%.

Todos esses aspectos mostram a importância feminina em adquirir estabilidade financeira e buscar um espaço no ramo profissional. 

Diante disso, elaboramos um post com dicas valiosas de finanças para mulheres, abordando aspectos relevantes para a conquista da liberdade econômica.

4 dicas de finanças para mulheres

1. Fuja do consumismo

Existe uma crença de que as mulheres são consumistas. De fato, elas são. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 47% das mulheres entrevistadas já realizaram compras por impulso em momentos de tristeza, angústia ou ansiedade. Já entre os homens, este percentual cai para 37% dos casos. 

Nesse sentido, nossa primeira dica de finanças para mulheres é diminuir os gastos desnecessários. Entre a vontade de comprar algo e a compra em si, aguarde o intervalo de uma noite de sono para avaliar as consequências antes de realizar o ato.

2. Evite compras por empolgação

As compras podem ser um momento de entusiasmo, o que pode dificultar o controle dos gastos.

Evidentemente, não é saudável viver em privações, mas sim, moderar os gastos para se sentir bem. Por isso, uma boa forma de controlar os gastos é elaborar listas de compras.

Antes de ir ao mercado, ao shopping ou à farmácia, tenha em mente as razões pelas quais pretende comprar determinados produtos. E, para isso, anotar os itens essenciais ajuda a diminuir o tempo nos estabelecimentos.

3. Opte por cartão com milhas

As milhas são um passaporte para a redução de gastos. Essa é uma das mais rentáveis dicas de finanças para mulheres, já que para as adeptas do cartão de crédito, ao realizar compras nessa modalidade, é possível acumular milhas para viagens ou outros serviços.

Antes de colocar essa ideia em prática, confirme a disponibilidade com a administradora do cartão de crédito, já que cada banco, bandeira ou categoria tem regras diferenciadas.

Depois, cadastre seu cartão no programa e acumule pontos, pois cada compra realizada é transformada em milhas, o que facilita para fazer a viagem dos sonhos.

4. Invista seu dinheiro

Todos os seus objetivos podem ser alcançados se você planejá-los corretamente pensando em fortalecer seus ganhos.

A primeira dica é criar uma reserva de emergência. Assim, você terá parte do seu dinheiro guardado para solucionar algum problema ou para obter o que tanto deseja, o que certamente aumentará sua motivação para buscar novos resultados.

Em segundo lugar, fuja da poupança, pois a rentabilidade é baixa comparada a outros investimentos. Tesouro Direto, Fundos Imobiliários, ações, títulos públicos, por exemplo, têm mais chances de elevar seu patrimônio e suas finanças. 

Neste caso, recomendamos entrar em contato com uma corretora especializada no assunto, como a XP Investimentos.

4 conteúdos produtivos de finanças para mulheres

Diversos materiais podem reverter o quadro da economia feminina para melhor. Pensando assim, listamos algumas dicas de livros e vídeos de finanças para mulheres. Acompanhe!

1. Virada financeira

Sucesso pelos livros Bolsa Blindada 1 e 2, Patrícia Lages lança Virada Financeira, material que ensina como as mulheres podem gerenciar seu próprio dinheiro de modo que evitem contrair dívidas.

A autora também promove um desafio para que o leitor possa mudar seus hábitos em um prazo de aproximadamente seis meses. E instiga o equilíbrio financeiro por meio de 25 tarefas que devem ser cumpridas ao longo de cada semana. Interessante, não é?

2. O Meu Guia de Finanças Pessoais

Em O Meu Guia de Finanças Pessoais, a autora Mara Luquet mostra como acumular recursos e conduzir os próprios investimentos de maneira eficiente.

A jornalista conta de forma didática suas experiências com mercado financeiro, administração de finanças e gestão de orçamento, ressaltando detalhes para transformar hábitos prejudiciais referentes ao dinheiro. Em suma, ela salienta como fugir da atração dos cartões de crédito.

3. O tripé de investimento para finanças

No vídeo do youtube da Faculdade XP School a especialista em investimentos, Clara Sodré, explica o que pode fazer diferença na hora de escolher as melhores aplicações alinhadas aos objetivos. 

Ela também comenta rapidamente sobre a importância da liquidez e de como buscar maior rentabilidade. Confira abaixo:

4. Como não gastar dinheiro à toa

Neste vídeo, o Head de Educação Financeira da Faculdade XP School, Thiago Godoy, apresenta a Trilha da Consciência do Consumidor, um método que orienta as pessoas a não gastar dinheiro sem necessidade.

No conteúdo que você verá abaixo, o autor seleciona uma bateria de perguntas que irão ajudá-lo a decidir se vale a pena adquirir ou não o produto, ou o serviço que você deseja.

https://www.youtube.com/watch?v=TKOkpEHyxZk

Como aprimorar o conhecimento sobre finanças para mulheres?

Para aprofundar o conhecimento sobre finanças para o público feminino, a dica é fazer o curso Combo: Educação Financeira. São três cursos incríveis que farão você despertar para um hábito mais consciente. Aproveite agora!

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Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.

E, para complementar, nos nosso canais digitais têm muitos materiais ricos. No Youtube , por exemplo, tem vídeos sobre como lidar bem com o dinheiro, e no blog artigos sobre os diversos tipos de investimentos para todos os perfis de investidor.

Não perca essa chance!

 

 

 

 

 

 

Bullish vs Bearish: saiba o que é e como tomar boas decisões nesses mercados

Quando você começa a investir no mercado financeiro, não é raro se deparar com expressões e nomenclaturas incomuns no dia a dia. Uma das mais populares é a comparação entre bullish vs bearish market. Mas você sabe o que é isso? 

Entender esses dois conceitos é fundamental para os seus investimentos. Seja para aproveitar boas oportunidades ou para evitar eventuais prejuízos. Eles podem ajudar você a operar de forma mais tranquila e a compreender os movimentos de tendências de mercado. Mas não se preocupe: para ajudar, preparamos um texto completo com as principais informações sobre o tema. Boa leitura! 

O que é bullish market?

O bullish market, também chamado de bull market, demonstra uma tendência de otimismo no mercado financeiro. Geralmente, isso acontece quando fatores econômicos do país estão positivos, como o aumento no consumo, a elevação do PIB, o crédito fácil, a inflação baixa, entre outros dados relevantes. 

Todos esses fatores podem fazer com que os investidores — e também especuladores — comprem mais ativos no mercado. Com a procura mais alta, a oferta diminui e, consequentemente, há uma valorização em boa parte dos ativos, que podem seguir essa tendência por um breve período.

Essa expressão surgiu por conta do comportamento do touro. O animal, quando está em postura de ataque, projeta sua cabeça e chifres de baixo para cima, na intenção de levantar o seu oponente. Justamente por ter essa atitude, quando o mercado está em alta, ele é comparado com o comportamento do touro. 

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E bearish market, o que é?

Assim como o bullish, o bearish market tem esse nome também por conta do comportamento de um animal: o urso (bear, em inglês). Isso porque, na hora de um ataque ao oponente, ele fica em pé e joga suas garras de cima para baixo. A comparação com o mercado financeiro é para representar a tendência de baixa em determinados ciclos, assim como os movimentos do urso. 

Com isso, ao falarmos de bear market estamos olhando para um momento delicado no mundo dos investimentos. Geralmente isso é reflexo de uma série de coisas que impactam os resultados na economia de um país, como desemprego alto, recessão, desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto), inflação descontrolada, entre outras conjunturas.  

Em momentos como esse, é natural que muitos investidores e especuladores vendam os ativos no mercado. Isso reflete diretamente no resultado da Bolsa de Valores, uma vez que esse efeito manada faz com que os preços fiquem ainda mais baratos. Ao olhar com o copo meio cheio, pode ser uma excelente oportunidade, pois muitos ativos tendem a estar mais em conta em relação ao que realmente valem. 

Por que é importante entender os conceitos de bullish vs bearish market?

Uma das principais razões para entender esses conceitos é saber identificar as tendências e procurar oportunidades. Caso o investidor tenha uma estratégia de longo prazo, nos momentos de bear market é importante que ele não se desespere, pelo contrário. É nessas horas que, ao analisar uma empresa, você pode encontrar uma excelente chance de se tornar sócio dela. Afinal, a paciência e a racionalidade são grandes aliadas no mundo dos investimentos.

Por que investidores e especuladores acompanham esses mercados?

O principal motivo para investidores e especuladores observarem esses mercados é aproveitar as oportunidades. Afinal, são eles que mostram as tendências de alta e de baixa em um determinado período.   

Quem são os investidores?

Toda pessoa que faz aporte no mercado de renda variável, fundos, ETFs, entre outros, é um investidor. A maioria delas é formada por pessoas físicas, assim como você. Portanto, geralmente, os aportes não são tão significativos e capazes de mudar valores e tendências de um determinado papel. 

Isso pode acontecer em alguns casos, onde uma empresa passa por alguma crise grave, causando um medo generalizado e muitos investidores vendem seus papéis ao mesmo tempo. Um exemplo prático são as ações da Vale após o desastre de Brumadinho, quando uma barragem da empresa rompeu, em 2019. Na ocasião, houve uma queda de 20% nas ações da companhia no dia seguinte ao acidente.  

E os especuladores?

Capazes de fazer os maiores investimentos no mercado, as instituições financeiras são as grandes responsáveis por movimentar os preços das ações. Além de bancos, há corretoras, instituições internacionais, entre outras operadoras que entram nesse rol. Por conta disso, são elas que podem atuar como especuladores, ou seja, ditar as tendências de preço de um determinado papel. 

Portanto, sempre que uma ação estiver em alta ou em baixa, o ideal é que o investidor não vá contra essa tendência. Afinal, um investidor “pequeno” não terá força suficiente para atuar como especulador. 

Como tomar boas decisões nos mercados de bullish vs bearish? 

A melhor dica para tomar as decisões certas é não se deixar levar pela emoção, tanto nas tendências de alta, como nas de baixa. Portanto, é preciso ter cabeça fria, principalmente se você estiver pensando em investimentos de longo prazo. Caso você tenha uma estratégia de curto prazo, o ideal é fazer todas as avaliações antes, utilizando análise técnica, fundamentalista, entre outras. 

Outro ponto importante é entender o seu perfil de investidor: será que você está pronto para assumir riscos e lidar com as imprevisibilidades do mercado? Seja conservador, moderado ou arrojado, o mais importante é saber tomar a decisão certa, na hora certa. Vale lembrar que você é 100% responsável por fazer as suas escolhas. 

Agora que você já sabe um pouco mais como funciona o bullish vs bearish market, que tal investir mais conhecimento? A Faculdade XP possui uma série de cursos e conteúdos para você ter mais confiança na hora de investir. No curso “Superando o Medo de Investir”, por exemplo, você aprenderá por onde investidores de primeira viagem devem começar. Aproveite e faça a sua inscrição clicando no banner abaixo:

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O que é análise fundamentalista? Como funciona essa técnica de avaliação de ações?

Entender o que é análise fundamentalista pode transformar a maneira como você enxerga as ações no mercado financeiro. Isso porque o método ajuda a identificar os aspectos-chave a se avaliar para projetar o potencial de crescimento dos ativos. 

Quer entender mais sobre como o método funciona? Continue a leitura do artigo e tenha acesso a um material completo e descomplicado! 

O que é análise fundamentalista? 

Análise fundamentalista é uma técnica utilizada por investidores e gestores de ativos para identificar ações com potencial de crescimento. 

Sabe quando você vai comprar um carro, por exemplo, e leva em consideração diferentes aspectos, como a credibilidade da marca, a tabela Fipe (e o potencial de valorização ou desvalorização do veículo após alguns anos), as referências de amigos e conhecidos que compraram o mesmo carro, etc.? 

Sua intenção é se convencer, por meio de argumentos racionais, de que este é um investimento que vale a pena, não é mesmo? 

O princípio da análise fundamentalista é o mesmo. Considerando diferentes aspectos, esta metodologia de avaliação permite que o investidor construa um retrato de seu potencial investimento

A partir daí, consegue traçar uma perspectiva do que ele considera um “preço justo” para as ações, levando em conta seu histórico e suas tendências em geração de valor para o futuro, e decide se aquele ativo é interessante para a sua carteira. 

>>> Leia mais sobre análise fundamentalista e veja uma comparação do método com outro tipo popular de avaliação de ações: a análise técnica. 

Aproveite e dê o play no vídeo abaixo para saber mais sobre o tema! 

Como funciona a análise fundamentalista de ações? 

Assim como no exemplo do carro, a compra de ações segundo a análise fundamentalista depende da avaliação de diferentes aspectos. A seguir, te mostramos alguns deles. 

>>> Antes de continuar, aqui vai uma dica de leitura: Tudo o que você precisa saber sobre ações

Aspectos considerados

Macroeconomia

Durante a análise dos aspectos macroeconômicos relacionados à empresa cujas ações estão em avaliação, o investidor busca compreender a maneira como o cenário externo afeta a organização. Neste caso, ele leva em consideração fatores como: 

  • Nível de atividade (PIB, geração de emprego e renda);
  • Inflação (preço dos ativos, liquidez do papel);
  • Juros (custo de oportunidade da ação, potencial de crescimento do mercado);
  • Câmbio (valor do ativo, competitividade no mercado global).

Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre os impactos da macroeconomia nos seus investimentos! 

Análise setorial

Neste momento, o investidor parte do âmbito geral para o particular, entendendo que o cenário externo não impacta todos os setores da mesma maneira. Taxas de câmbio elevadas, por exemplo, são benéficas para exportadoras, mas ruins para empresas que operam com importação. 

Por isso, é preciso observar o segmento de atuação da empresa cujas ações são consideradas. É importante avaliar, por exemplo: 

  • incentivos governamentais concedidos ao setor; 
  • tamanho e faturamento do segmento; 
  • capacidade instalada (além da concorrência e dos diferenciais competitivos do setor);
  • posicionamento do segmento no mercado de importação e exportação;
  • novos entrantes/barreiras de entrada. 

Entendimento sobre a empresa 

Para entender por completo o que é análise fundamentalista de ações, é preciso voltar o olhar também aos aspectos “micro”. Neste caso, uma avaliação minuciosa sobre a empresa pode ajudar na projeção de seu crescimento no mercado de ações. 

Leve em conta o desempenho econômico-financeiro das organizações ao longo dos anos e acesse dados estratégicos, como: 

  • balanços financeiros;
  • demonstrativos de resultados;
  • fluxos de caixa;
  • reputação e credibilidade da companhia.

Quais os principais indicadores da análise fundamentalista? 

Os dados coletados na avaliação dos cenários macro e micro ajudam a construir os indicadores da análise fundamentalista. Eles possibilitam uma avaliação mais precisa sobre o potencial da ação. 

A seguir, citamos alguns dos indicadores fundamentalistas e deixamos uma sugestão de leitura para quem deseja se aprofundar mais no tema. 

P/VPA (Preço/Valor Patrimonial)

Indicador que diz o quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo patrimônio líquido da empresa. Seu cálculo, tal qual o nome diz, é feito a partir da divisão do preço da ação dividido pelo valor patrimonial correspondente. 

PSR (Price to Sales Ratio ou relação Preço/Vendas)

Mede o desempenho de vendas de uma companhia. O cálculo do PSR é feito por meio da divisão entre o valor da empresa e sua receita operacional líquida.

Índice Preço/Lucro 

Indicador utilizado para avaliar o preço das ações. Preço é o valor da ação na bolsa e lucro é o ganho líquido por cada ação no mesmo período de análise.  

Lucro Líquido

É a diferença entre receitas e gastos da operação. 

Patrimônio Líquido (PL)

Indicador que aponta a diferença entre o valor dos ativos (bens e direitos a receber pela companhia) de uma empresa e o seu passivo (obrigações com terceiros e com os sócios).

Ebitda

Representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Margem ebitda

Indica a margem de lucro operacional de um negócio. Seu cálculo é possível por meio da divisão entre o Ebitda registrado pela companhia em determinado período e as receitas.

Dividend Yield

Também chamado de Taxa de Retorno com Dividendos, mede o rendimento de uma ação com o pagamento de dividendos. Seu cálculo é feito por meio da relação entre os ganhos distribuídos pela empresa e o preço das ações da empresa na bolsa. 

ROE (Return on Equity, ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido)

Mostra quão eficiente é a empresa ao usar seus ativos para obter lucro. Seu cálculo é feito a partir da divisão do lucro líquido da empresa no último ano fiscal pelo patrimônio líquido. 

>>> Sugestões de leitura: conheça mais indicadores da análise fundamentalista

O que considerar antes de adotar a análise como o seu método de avaliação de ações?

Agora você já sabe o que é análise fundamentalista. Para decidir se este método é indicado para as suas análises de ações, é importante considerar as vantagens e desvantagens atreladas à estratégia. 

O método fundamentalista de avaliação de ações é bastante abrangente e completo. Ele é, inclusive, utilizado por ícones do mercado financeiro e stock pickers, como Warren Buffett

Além disso, a metodologia tende a entregar bons resultados no longo prazo, afinal, possibilita um entendimento profundo sobre o contexto da empresa que origina as ações. 

Por outro lado, para ser um bom analista fundamentalista, é preciso ter tempo e conhecimento sobre o mercado financeiro. Adquirir essa expertise demanda dedicação e experiência. 

Outra crítica bastante comum à análise fundamentalista é o fato de que, em alguns casos, os movimentos diários do mercado não refletem as perspectivas levantadas pelos analistas. Isso acontece, sobretudo, quando há desalinhamento de expectativas, sobretudo para investidores que desejam operar com frequência no pregão, se tornando impacientes quanto às previsões de longo prazo. 

Aprenda mais sobre análise fundamentalista

Se você gostou de descobrir o que é análise fundamentalista e acredita que o método pode te ajudar a escolher ações de forma mais estratégica, que tal avançar no aprendizado sobre o assunto? 

Indicamos o curso “Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa”, módulo de 3h de duração que  aborda os aspectos trazidos neste artigo de forma prática e aprofundada.

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Como operar vendido na bolsa de valores? Tudo o que você precisa saber

Já se imaginou lucrando com aquilo que não se tem? Pode parecer impossível, mas essa é a lógica de operar vendido na bolsa. 

Mas como isso funciona? 

Com a estratégia de operar vendido, você pode entrar em uma ação fazendo sua venda. Para isso, deve alugar as ações de um doador, que permanece sendo o dono das ações até o fim da operação. Neste momento, as recebe de volta do investidor-tomador.

E como é possível lucrar vendendo ações que não são suas? Tudo tem a ver com uma boa leitura de mercado. Mas explicaremos mais sobre isso ao longo deste artigo.

Siga em frente para entender mais sobre a operação, incluindo algumas dicas que podem ajudar a minimizar os riscos e potencializar as vantagens da estratégia. 

O que é operar vendido? 

Operar vendido significa vender um ativo a um determinado preço, esperando sua desvalorização. Para isso,  você só precisa dispor de uma margem de garantia. Ao encerrar a posição, cabe ao trader comprar o mesmo produto no mercado com a cotação atual. 

A diferença entre o preço de venda e o de compra será o lucro ou prejuízo.

Vamos a um exemplo. Digamos que você tenha uma ação com valor de mercado de R$50. No entanto, você prevê uma desvalorização nos próximos dias, o que levaria seu preço a R$30. 

A estratégia de operar vendido, neste cenário, consiste na venda desta ação por R$50 e recompra no momento da desvalorização, por R$30, gerando um lucro de R$20.

Quer entender o que é operar vendido com uma analogia simples e próxima da realidade? Dê o play no vídeo abaixo!

Diferenças entre operar vendido e comprado

Para  operar comprado, é essencial que você estude e conheça as análises técnica ou fundamentalista . Assim, pode definir qual empresa ou contrato irá sofrer uma valorização desde o preço de entrada. 

Neste caso, a expectativa é de que uma ação adquirida no início de um período possa ser vendida no curto prazo por um valor maior, gerando lucro. 

A contrapartida é o chamado “operar vendido” que explicamos no tópico anterior: você acredita — e baseia sua crença em análises aprofundadas sobre cada papel — que determinada empresa sofrerá uma desvalorização no preço de entrada. A partir daí, realiza sua operação de venda e recompra para obter lucro. 

Como operar vendido na bolsa de valores? 

Para operar vendido no mercado de ações, você precisa acessar o home broker da sua corretora. Em seguida, deve preencher a boleta de compra ou venda da operação. 

A boleta é o local onde se coloca quais ativos serão negociados na bolsa de valores. Da mesma forma, acontece com as ordens relacionadas às condições nas quais operação será feita (limitada, stop loss, stop móvel, stop simultâneo etc).

>>> Saiba mais sobre o home broker e sua importância nas operações 

É interessante pontuar que, na estratégia de operar vendido, é possível entrar em uma ação fazendo sua venda. 

Na prática, isso significa vender o que não se tem, como dissemos na introdução deste artigo. Neste caso, o trader precisará fazer o aluguel das ações ou, no caso do day trade, aquilo que chamamos venda a descoberto

Na venda a descoberto, os ativos (com potencial de queda) são vendidos no mercado e necessariamente recomprados ao final do dia. Caso o trader tenha acertado suas previsões, o preço de recompra é menor do que o preço de venda, originando um lucro. 

Caso as ações sejam alugadas, o trader (no papel de tomador — que pega o empréstimo) tem a obrigação de pagar ao doador (aquele que empresta) uma taxa correspondente ao período pelo qual as ações ficaram em sua posse. Caso a operação tenha sido bem-sucedida, a taxa pode ser descontada do lucro obtido.

>>> Antes de seguir em frente, que tal entender como é formado o preço dos ativos? Em nosso ebook gratuito sobre o tema, você também descobre como interpretar este valor e incluí-lo dentro de suas estratégias para aumentar seus rendimentos.

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Dicas para reduzir os riscos ao operar vendido

Operar vendido na bolsa de valores não é um bicho de sete cabeças. Entretanto, como sempre pontuamos, é essencial ter um perfil de investidor condizente com a estratégia. 

Além disso, separamos algumas dicas que ajudam a perceber a dinâmica da operação e reduzir os riscos inerentes ao investimento.

Comece devagar

Mesmo investidores de perfil arrojado devem sentir a dinâmica do mercado antes de mergulhar de cabeça na venda a descoberto. 

A dica é começar com segurança. Diversifique investimentos e faça operações simples, com ações de valor baixo a moderado. 

Os erros e acertos nesta etapa são fundamentais para trazer segurança e conhecimento para você, investidor. Com o passar do tempo, você começa a entender a dinâmica de operar vendido. 

Equilibre sua carteira

Antes de iniciar suas atividades e operar vendido, garanta o equilíbrio da carteira. Isso significa acumular capital e criar um fundo emergencial, que não será utilizado nas operações. 

A partir daí, é preciso definir prazos e objetivos. Então, é hora de estudar o mercado e a performance das ações para identificar aquelas com potencial de queda no prazo estipulado para a sua operação. 

Conheça o home broker

O home broker é a porta para o mercado financeiro, Por isso, dedique-se a compreender a plataforma e a aprender a ler as informações ali disponíveis. 

Dica extra: conheça o mercado financeiro

O melhor caminho para investir com segurança no mercado financeiro é a educação. Ao desmistificar a bolsa de valores e compreender as operações ali realizadas, um mundo de possibilidades se abre para que você possa explorar. 

E nós podemos te ajudar com este primeiro passo! O curso Aprenda a investir na bolsa de valores tem carga horária de 5h e um conteúdo robusto, facilitado por Leandro Rassier, educador financeiro na XP há mais de 20 anos. 

Entenda como montar uma carteira, diversificar investimentos e desmistificar a bolsa de valores agora mesmo!

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Entenda o que é overnight investimento e as regras dessa estratégia

A execução de empréstimos interbancários entre bancos comerciais não é a única forma de financiamento procurada pelas instituições financeiras no open market (mercado aberto). Outro recurso tradicional utilizado com esse intuito é o overnight investimento.

Essa estratégia tem esse nome por ser executada durante o período noturno. Por meio dela, bancos comerciais buscam financiamento junto a investidores para reforçar suas posições em títulos públicos negociados pelo Banco Central (Bacen).

Vale salientar que, no Brasil, esse tipo de investimento não existe desde 1991 ainda durante o Governo Collor. Entretanto, ele ainda está em prática em diversos países do mundo, com destaque especial para os membros da União Europeia. 

Mas quais são as principais condições para transacionar nesse mercado? Quais são as taxas aplicadas e os deveres e direitos dos investidores e instituições envolvidas?

Leia o conteúdo até o fim para entender melhor o que é overnight investimento em detalhes!

Overnight investimento: o que significa?

Em tradução direta, “overnight” significa “durante a noite”. Esse nome foi convencionado para as negociações de títulos públicos que são mantidos de um dia para o outro.

Para ser mais claro, esse tipo de negociação ocorre primordialmente a partir de três entidades participantes: o Banco Central, o banco comercial e o investidor. 

Em suma, o banco comercial negocia com o Bacen a compra de títulos da dívida pública  provenientes do Tesouro Nacional. Por sua vez, esse aporte é comprado pelos investidores junto aos bancos comerciais no dia seguinte por condições de taxas de juros diferenciadas.

As operações dessa modalidade de investimento são feitas diariamente pelo open marketing, que nada mais é que a negociação de dívidas públicas entre o Bacen e outras instituições financeiras que visa à gestão da política monetária nacional.

O principal objetivo por trás do overnight investimento é a obtenção de recursos por parte das instituições financeiras para manter sua posição de investimentos em títulos públicos do Tesouro Nacional.

Para o investidor, aplicar em um fundo Overnight trazia vantagens por sua taxa de juros de atualização diária que acompanha a mudança constante de preços em tempos de inflação. 

Os rendimentos, por sua vez, eram semelhantes ao da poupança e relativamente baixos. Entretanto, ele era relativamente atrativo para quem tinha uma estratégia com objetivo de resgates rápidos.

Importante também salientar que as aplicações em fundos Overnight tinham cobranças como taxas de corretagem e custódia.

>> Quer sair da poupança e encontrar investimento com melhor rentabilidade? Saiba mais com o vídeo do canal Investimento Às Claras:

Como funciona a taxa Overnight?

Se o fundo Overnight não existe mais, o mesmo não pode ser dito da taxa Overnight. 

Ela ainda é utilizada como uma referência para cálculo dos juros no mercado financeiro e é calculada de acordo com a capitalização dos juros em dias úteis de uma aplicação, mas é expressa anualmente.

Sua fórmula é feita a partir da multiplicação de sua taxa diária por 30, apesar de um mês só ter em média 23 dias úteis. Atualmente, ela ainda é muito usada como referência para negociações do open market.

Empréstimos corporativos de curtíssimo prazo, como o Hot Money, são um dos exemplos de produtos financeiros que a utilizam como referência para a taxa de juros.

Entenda os tipos de taxa de juros

Para efeito de comparação, as outras duas taxas de juros mais utilizadas pelo mercado financeiro, além da Over, funcionam da seguinte maneira:

  • Taxa efetiva: taxa de juros calculada de acordo com um período de capitalização previamente definido, como um ano ou um mês;
  • Taxa nominal: taxa expressa sem estar atrelada a um período específico de capitalização dos juros, como é o que acontece na rentabilidade de alguns investimentos populares, como a caderneta de poupança.

Outro ponto interessante que vale a pena ser sublinhado é a relação entre a taxa Over e a taxa básica de juros (SELIC). Quando calculada diariamente, a Selic é conhecida como Selic Overnight ou Selic Over.

A Selic Overnight, portanto, é calculada de acordo com a média dos empréstimos interbancários feitos diariamente entre as instituições financeiras nacionais.

>> Quer aproveitar a alta da Selic para aumentar seus rendimentos? Confira opções incríveis de investimento com esse vídeo do canal Investimento às Claras:

E aí, gostou do conteúdo? Entendeu direitinho o que é Overnight investimento, como funciona a taxa Over e seu impacto na economia brasileira?

Compreender o funcionamento do mercado financeiro, os principais indicadores macroeconômicos e as decisões de atores econômicos relevantes impactam na vida cotidiana e no mundo dos investimentos é fundamental para desenvolver uma carteira de sucesso.

Por isso, a Escola de Investimentos da Faculdade XP promove uma série de cursos e conteúdos especiais para aprimorar os conhecimentos do investidor e orientar suas decisões da melhor forma possível.

Por exemplo, com o curso “Cenários e Investimentos: macroeconomia para Investidores”, você vai aprender a analisar a conjuntura econômica a favor dos seus investimentos para sempre fazer as escolhas certeiras.

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Tudo sobre como declarar BDR no Imposto de Renda

Na vida adulta, todo ano começa do mesmo jeito, isso inclui IPTU, IPVA, material escolar e Imposto de Renda. E se além de adulto você também é investidor, sabe que os rendimentos devem estar em sua declaração anual. Mas, se você ainda tem dúvidas sobre como fazer isso, não se preocupe: aqui nós ensinamos a como declarar BDR no Imposto de Renda.

O BDR é um dos ativos cada vez mais em alta entre quem mira na diversificação da carteira. É por isso que no texto abaixo organizamos todos os passos para declará-lo. Papel e caneta na mão para não errar com o Leão!

O que é BDR?

Embora o BDR seja frequentemente associado a um ativo de ação internacional, seu conceito não é exatamente esse.

BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipt, que em português pode ser traduzido como certificado de depósito de valores mobiliários.

Basicamente, os certificados BDRs representam ações emitidas por empresas listadas fora do país, mas que são negociadas na Bolsa de Valores brasileira. Essa é uma alternativa para quem quer investir no cenário internacional sem passar pela burocracia que esse processo exige.

Quando você compra um BDR, não está comprando diretamente a ação da empresa, mas sim um título que representa esse papel no Brasil. Simplificando, esses certificados são uma espécie de recibo das ações que adquiriu. Feita a compra, o título é emitido por uma instituição chamada de depositária e fica sob custódia de uma outra instituição, conhecida como custodiante.

>>> Se você quer saber mais sobre esse tipo de ativo, é só dar play no vídeo abaixo. Nele, a Clara Sodré explica mais detalhes sobre ele, incluindo suas vantagens.

Quem precisa declarar BDRs no Imposto de Renda?

O fato de você ter esse ativo em sua carteira não exige, necessariamente, que ele seja colocado em sua declaração. Mas então, como declarar BDR no Imposto de Renda?

Existem três cenários nos quais ele deve, obrigatoriamente, ser informado. São eles:

  • Posição na carteira

Se você encerrou o ano-calendário com um BDR na carteira, ele deve ser declarado. Isso significa que o ativo deve constar em seu portfólio na data de 31 de dezembro.

  • Operações realizadas

Não pense que vender o BDR no dia 30 de dezembro vai tirar a obrigação de declará-lo. Se você comprou ou vendeu esse ativo e obteve lucros ou prejuízos ao longo do ano com as operações, também precisa declarar.

  • Dividendos

Você também pode estar pensando que se não movimentar o ativo na carteira não vai precisar declará-lo, né? Mas, se ao longo do ano você receber dividendos sobre ele, já sabe a resposta: precisa declarar.

Como funciona a declaração de BDR no Imposto de Renda?

Se você já faz declaração de renda variável, provavelmente não terá dúvidas sobre como declarar BDR no Imposto de Renda. Ambos os processos funcionam da mesma maneira, e são feitos por meio do programa da Receita Federal.

Ao abrir o programa, você deve escolher entre importar os dados da última declaração ou realizar uma nova. Independente da seleção que fizer, o próximo passo é abrir a área de Bens e Direitos e, considerando as mudanças de grupos e códigos definidas em 2022, selecionar a opção 4 — Ativos negociados em bolsa no Brasil.

>>> Se você quer saber passo a passo completo de como declarar BDR no Imposto de Renda, confira esta matéria do Infomoney.

Lembrando que os passos de declaração são apenas para, literalmente, declarar, que você possui o ativo. Mas se você operou os papéis de alguma maneira, seja lucrando com venda ou recebendo dividendos, ainda deve declarar lucros ou prejuízos.

Lembrando que caso você lucre com a venda de um BDR, é necessário fazer o recolhimento de imposto por meio da geração de uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

Quando declarar BDR no Imposto de Renda?

Se você pagou R$ 1 mil ou mais para colocar os BDRs na carteira, é preciso declará-los à Receita Federal. Mas não é só. Como já dissemos, existem três situações que exigem que o ativo seja informado, veja mais detalhes sobre cada uma delas.

Posição em 31/12

Nesse cenário, devem declarar aqueles que encerraram o ano-calendário (exatamente em 31/12) com o BDR na carteira. Essa informação é preenchida naquela ficha de Bens e Direitos que dissemos anteriormente.

Após selecionar todos os campos, você deve preencher o de discriminação. Nele, é preciso conter as seguintes informações:

  • Quantidade total de BDRs adquiridos.
  • Nome da empresa emissora do ativo + número do código.
  • Valor pago na aquisição do BDR.

Atenção a essa última informação: o valor a ser descrito é o pago na hora da compra, não o valor do ativo no momento da declaração.

Dividendos recebidos

Normalmente quando se fala em renda variável, não há incidência de Imposto de Renda sobre os dividendos recebidos. Mas não comemore: esse cenário não se aplica quando o assunto são os BDRs.

Lembra que dissemos mais acima que é preciso recolher impostos através de uma DARF? Existe uma tabela progressiva mensal do Imposto de. Ela vai de 7,5% a 27,5% e a incidência, falando sobre BDR, é calculada com base nos rendimentos mensais acima de R$ 1.903,98.

Por fim, as informações geradas devem ser importadas juntamente com o preenchimento da DARF.

Operações realizadas

A tributação de BDR sobre operações realizadas muda conforme o tipo de operação que você faz. Se você faz operações comuns, a incidência é de 15%. Já se você atua no day trade, a tributação é de 20%. E mais: não existe isenção de até R$ 20 mil, como no caso das ações. Por isso, você deve recolher todos os impostos referentes ao lucro das operações a partir da DARF.

Lembrando que o cálculo de lucro do BDR é feito da mesma maneira que o das ações. Ou seja, é preciso subtrair o preço de venda do preço médio de compra, além do abatimento dos custos relacionados às transações, como a taxa de corretagem e custódia.

Carnê-Leão: para que serve?

Como já dissemos, os lucros obtidos por meio dos BDRs são tributados de acordo com a tabela progressiva do IR. Esse recolhimento é feito por meio do carnê-leão e diretamente pelo contribuinte.

Talvez você não reconheça pelo nome, mas o carnê-leão nada mais é que a DARF. Ele é um processo obrigatório para os autônomos, que devem recolher imposto de renda mensalmente, já que não há retenção na fonte, como os assalariados.

Para que seja feito o registro dos rendimentos e a emissão da DARF, o investidor deve usar o sistema de recolhimento – o carnê leão – para fazer o preenchimento das informações do período.

BDRs com operações realizadas: como declarar?

Se você chegou até aqui, provavelmente já sabe como declarar BDR no Imposto de Renda. Mas se ficou alguma dúvida, nós reunimos as principais informações que você precisa ter em mente na hora de fazer a sua.

  • Diferentemente das ações, no BDR há tributação mesmo quando as transações são inferiores a R$ 20 mil.
  • O recolhimento de BDR deve ser feito mensalmente e através da emissão de uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
  • Os BDRs são obrigatoriamente declaráveis em três situações: posição no último dia do ano calendário; recebimento de dividendos; operações realizadas.
  • Tributação para operação normal é de 15%, já para as operações de day trade é de 20%

Tendo claras todas essas informações, fazer a declaração anual de Imposto de Renda fica muito mais fácil. Lembrando que depende diretamente das informações apresentadas nas DARFs do ano. O preenchimento desse documento é feito mensalmente e nele devem ser informados os lucros do ativo.

Com todas as DARFs preenchidas e os impostos devidamente recolhidos, basta acessar o programa da Receita Federal e avançar com a declaração do investimento.

É preciso declarar BDRs sem lucro na venda?

Se você teve prejuízos com seu BDR em um determinado mês, não deverá fazer o recolhimento de imposto por meio da DARF. Isso porque, já que não houve lucro, não haverá recolhimento também. Mas isso não significa que esse período não deva ser informado em sua declaração de IR.

Quando você abre o programa de declaração anual do Imposto de Renda, deve acessar a ficha de renda variável e selecionar a opção de operações. Nesse campo, deve preencher os resultados líquidos de cada mês, sendo eles positivos ou negativos.

Como compensar perdas?

Ter prejuízos é um comportamento esperado entre os investidores, principalmente os de renda variável. Entretanto, é possível compensar as perdas do BDR por meio de dedução de despesas e do ganho com outras operações (à vista, opções, termo e futuros).

Se você for fazer a compensação a partir de outros ganhos, só é preciso ficar atento em fazê-la de acordo com o tipo de operação. Ou seja, compensações de day trade com operações de day trade e o mesmo para swing e operações comuns. As compensações podem ser feitas a partir de ganhos obtidos no mesmo mês do prejuízo do BDR ou em meses subsequentes.

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O que é e como funciona: tudo sobre a estratégia de pairs trading

Uma das principais coisas que todo investidor precisa ter é estratégia. Afinal, é por meio dela que ele vai conseguir atingir suas metas e objetivos, seja no curto, médio ou longo prazos. Sabendo disso, o ideal é conhecer as principais técnicas utilizadas no mercado. Uma delas é o uso de pairs trading. Mas você sabe o que é isso?

Para ajudar, separamos neste texto as principais informações, desde o seu conceito até exemplos práticos de como ele funciona. Há diferenças importantes para outras avaliações, como a análise técnica ou a análise fundamentalista. Entenda melhor a seguir e boa leitura! 

O que é pairs trading?

O pairs trading é uma técnica utilizada por vários investidores do mercado financeiro. Ela tem como objetivo otimizar a rentabilidade da carteira, estabilizando as perdas ocasionadas pelas oscilações que todos os papéis estão sujeitos a passar. O termo vem do inglês e também pode ser chamado de operação de pares, ou negociação de pares, na tradução para o português.

A ideia principal dessa técnica é fazer uma correlação entre ativos de um mesmo segmento e aproveitar tendências opostas. Porém, para operar com ela é necessário fazer uma série de análises, uma vez que o risco é extremamente alto. Sendo assim, não faça nenhuma operação sem que tenha um bom conhecimento a respeito. 

>>> Hoje em dia, a consistência nas operações e um bom gerenciamento de risco são peças fundamentais para o sucesso dos seus investimentos. Para ajudar a entender um pouco mais sobre esse tema, a especialista em finanças, Ariane Campolim, e o trader Zé Rico, fizeram um bate papo imperdível a respeito. Saiba como ter mais segurança e consistência nos investimento assistindo o vídeo abaixo: 

Como funciona o pairs trading?

O pairs trading funciona com base em análises de tendências de alguns papéis que estão diretamente relacionados. Para operar dessa forma, é necessário fazer uma avaliação baseada em estatística, levando sempre em conta, pelo menos, duas variáveis. Ela pode ser feita por meio de vários dados, especialmente históricos já apresentados. 

Para tentar simplificar na prática, vamos ao seguinte exemplo. Vamos supor que duas empresas de varejo já consolidadas, chamadas de blue chips, estejam oscilando de maneira oposta. A empresa X, que você possui ações, está em queda, mas ao observar o mercado, nota que a companhia Y, que você não tem na carteira, está em alta. 

Quando você fizer uma análise fundamentalista ou técnica, percebe que a tendência pode ser essa nos próximos meses. Com isso, você vende os papéis da empresa X e compra os da Y, evitando as perdas que teria na primeira para otimizar seus rendimentos. 

Nesse tipo de operação, é natural o investidor observar que, em algum momento, as linhas de tendência voltem ao patamar de antes. Quando isso acontecer, o investidor vende as ações de Y e recompra as de X. Com isso, a sua estratégia de longo prazo para aquele ativo permanecerá válida, porém sem a desvalorização daquele período.  

Exemplo de ativos para pair trading

Um bom exemplo de ativos para pair trading é o segmento bancário. Vamos pegar dois dos principais papéis deste setor que são negociados no Ibovespa: Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4). Historicamente, as duas empresas sempre caminharam juntas no mercado, falando principalmente de tendências e precificação. 

Porém, ao observar os dados históricos, é possível notar que, ao longo dos anos, um sempre esteve um pouco à frente do outro. Essa alternância é natural no mercado, uma vez que fatores externos e resultados abaixo do esperado podem impactar no preço. É nesses intervalos que surgem as oportunidades do pair trading.  

>>> Você sabe como fazer a avaliação de uma empresa? A análise fundamentalista é uma das principais técnicas utilizadas pelos investidores. Domine diferentes métodos para avaliar o valor de uma empresa. Descubra quais dados utilizar para realizar os cálculos necessários antes de comprar um ativo. Aproveite esse curso da Faculdade XP e faça já a sua inscrição. Saiba mais clicando na imagem abaixo: Campanha de um curso online sobre "Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa" da Faculdade XP School.

Principais desafios do pair trade?

Um dos principais desafios é analisar, de forma assertiva, as tendências antes de tomar uma decisão. Avalie bem os ativos para fazer um pair trading, visto que há poucas opções no mercado com forte relação entre si. Além disso, é necessário ter em mente que não há garantias que as empresas escolhidas vão seguir caminhos opostos no curto prazo ou semelhantes no futuro. 

Mesmo que as companhias sejam do mesmo segmento, tenha em mente que elas podem ser afetadas de diferentes formas ao longo do tempo, seja pelos cenários econômicos do país, seja pelos resultados apresentados.   

Como escolher ações para pairs trading?

A primeira dica é encontrar ativos que possuam uma forte relação entre si. Essa já não é uma tarefa fácil, pois existem muitas variáveis que podem fazer com que eles se diferenciem. Com isso, analisar os fundamentos da empresa é primordial. Dê prioridade para ativos que são do mesmo setor, pois é mais fácil de encontrar essa correlação. 

O segundo ponto é a ferramenta utilizada para identificar as oscilações de preço dos papéis. A mais indicada para isso é a análise técnica. Compare gráficos, resultados e valor. Desconfie de qualquer informação que possa invalidar a tese de alta que o ativo apresenta. 

Por fim, nunca tome uma decisão no calor da emoção. É muito comum se deixar levar por uma valorização repentina e acabar cometendo erros de avaliação. Tente usar a racionalidade neste momento, pois assim você conseguirá fazer escolhas mais embasadas e assertivas. 

Vale a pena investir em pairs trading? 

Utilizar a técnica de pair trading pode ser uma ótima oportunidade para otimizar os investimentos. Afinal, você estará se aproveitando de uma tendência momentânea para melhorar os seus resultados. Porém, é uma operação de alto risco, que deve ser realizada somente quando você tiver segurança para isso. Ainda assim, é preciso ter em mente que pode não funcionar como planejado. Lembre-se: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre pair trading, que tal investir em mais conhecimento sobre o mundo das finanças? Aprenda como operar Day Trade com um dos investidores mais reconhecidos do mercado. André Moraes, analista de investimentos da XP, ensina tudo o que aprendeu nos 12 anos operando essa prática. Faça já sua inscrição:

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