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Bomb Crypto: dá mesmo para ganhar dinheiro com jogos NFT?

Quem atua no mercado financeiro está sempre buscando novas e rentáveis opções de investimento. Nos últimos tempos, quem ganhou espaço com suas promessas de lucro foram as criptomoedas. Entre as opções, o Bomb Crypto virou febre, por unir ganhos e entretenimento. Mas, você sabe como esse jogo NFT funciona?

Neste artigo, explicamos mais sobre o conceito e funcionamento desta criptomoeda e como jogar o game Bomb Crypto.

Além disso, falamos um pouco sobre a situação atual do mercado de jogos na Blockchain, com informações relevantes que você precisa saber antes de investir neste meio. Continue conosco!

O que é Bomb Crypto?

Se a palavra Bomb te lembrou o jogo Bomberman, você está no caminho certo. Bomb Crypto é inspirado nesse clássico do videogame dos anos 80 e 90.

Assim como no jogo original, no Bomb Crypto NFT os jogadores são colocados em um labirinto. Nele, seus personagens se deslocam pelo espaço destruindo blocos e baús em troca da criptomoeda BCOIN (Bomb Crypto Token).

Se você está um pouco familiarizado com esse universo, percebeu que o jogo funciona como uma espécie de mineração — o que lembra outra famosa criptomoeda, o Bitcoin.

No entanto, além de se tratar de um jogo, ele opera por meio de NFT, uma espécie de certificado digital que confere sua originalidade e exclusividade.

Tela do jogo Bomb Crypto
Tela do jogo Bomb Crypto. Fonte: Bitcoiner TV.

Como funciona o game Bomb Crypto NFT?

Antes de falar sobre o Bomb Crypto no NFT, é preciso falar sobre o próprio NFT.

Essa é a sigla para Non-Fungible Token, cuja tradução significa token não-fungível. No cenário econômico, isso representa um tipo de ativo não substituível, ou seja, que não existe outro igual.

Quando falamos sobre jogos NFT, os ativos podem ser os personagens customizados. Nesse caso, ao ser registrado como NFT, ele recebe um certificado digital que o torna único em todo o mundo, podendo, inclusive, ganhar valor de mercado.

E o que significa o NFT no Bomb Crypto? Basicamente, que o funcionamento do jogo está atrelado à tecnologia e criptografia, o que protege sua exclusividade.

Por esse motivo, quando um personagem é melhorado, em aparência ou habilidades, ele se torna um ativo mais valioso, podendo ser comercializado entre a comunidade e por meio da própria plataforma.

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Como jogar Bomb Crypto?

O primeiro passo para jogar Bomb Crypto é se registrar em uma exchange, como a Binance, por onde você realizará as transações necessárias.

Em seguida, deve criar uma conta na Metamask, que é uma carteira digital utilizada para armazenamento e negociação de criptomoedas.

Você pode instalá-la como extensão em seu navegador ou baixar o aplicativo no smartphone. É por meio dela que você irá criar a sua conta e fazer login no jogo.

Confira no vídeo abaixo um passo a passo detalhado de todo o processo necessário para criar a sua conta, transferir dinheiro e começar a jogar o game Bomb Crypto:

< Leia também: Adicionar Binance Smart Chain na MetaMask – Como fazer? />

Como funcionam os personagens do Bomber Crypto?

Após criar a sua conta, o próximo passo é comprar seus personagens. Quanto mais aquisições, maior a mineração. Consequentemente, maiores os ganhos.

Mas não pense que todos os personagens são iguais. Por conta do caráter de exclusividade do NFT, há diferenças entre poderes, habilidades e características, o que torna alguns mais raros que outros.

Personagem Bully Frog Bomb Crypto
Personagens e suas habilidades. Fonte: Bomb Crypto Medium

Para comprar um ou mais personagens é preciso utilizar a criptomoeda do jogo, isto é, a BCOIN. Não se esqueça de que ela possui cotação diária, alterando o valor da compra periodicamente.

Quanto custa cada personagem?

O personagem classificado como “raridade aleatória” custa 10 BCOINS, portanto esse é seu investimento mínimo.

Mas o que significa a raridade aleatória? Assim como o nome sugere, a aquisição do personagem é feita aleatoriamente e, neste caso, é possível receber um personagem comum ou até mesmo um superlendário, dependerá da sua sorte.

Na tabela abaixo você confere a lista das raridades disponíveis, bem como a probabilidade de tirar cada uma delas:

RaridadeChance
Comum82,87%
Raro10,36%
Super Raro5,18%
Épico1,04%
Lendário0,52%
Super Lendário0,04%

Antigamente havia uma ferramenta chamada Bomb Crypto Simulator, pela qual os jogadores simulavam o desempenho do time e o tempo necessário para o retorno do investimento. Porém, o jogo foi atualizado e o site saiu do ar.

Comprando personagens no Marketplace

Outra forma de comprar personagens é utilizando o Marketplace do jogo, espaço onde os jogadores colocam seus heróis à venda. Neste caso, você pode escolher a raridade, status e habilidades.

Contudo, o preço neste mercado é definido pelos próprios jogadores, então pode variar bastante. Se você optar por esta modalidade, vale a pena “dar uma garimpada” em busca de boas oportunidades.

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Como funciona o jogo Bomb Crypto?

O modo de mineração — primeiro a ser lançado — funciona de forma automática. O jogador loga na conta do Bomb Crypto pela Metamask e coloca o time para minerar.

Contudo, os personagens possuem barras de energia. Conforme o esforço depositado na quebra de pedras e na abertura dos baús de moedas, essa energia vai diminuindo, até seu esgotamento completo.

Quando isso acontece, ele entra em repouso para recuperação, devendo ser reativado posteriormente. Nesse período, não há atividade. Ou seja, no modo de mineração, o jogador atua no gerenciamento do time.

Para garantir que haverá escavação durante todo o tempo, os jogadores recomendam a aquisição de mais personagens. Isso pode ser feito com as recompensas recebidas ao longo das escavações ou com novos investimentos.

Atualizações e novos modos de jogo

O jogo está constantemente passando por atualizações, com o objetivo de solucionar bugs e oferecer novidades aos jogadores. 

Entre as principais atualizações até o momento está o modo aventura, que possui uma pegada nostálgica, já que os jogadores realmente controlam o personagem pelo mapa, passando por fases e derrotando inimigos com suas bombas.

Outro grande modo de jogo adicionado recentemente é o PvP (Player versus Player), onde os jogadores se enfrentam por uma posição de destaque no ranking, em busca de recompensas.

Como funciona o saque no Bomber Crypto?

Caso você entenda que já tem um número suficiente de personagens e quer trocar a criptomoeda minerada por dinheiro, também é possível. Neste caso, é preciso ter no mínimo 40 BCOINS na conta para realizar o saque.

Quer saber mais sobre o mercado de jogos NFT? Então, confira o vídeo abaixo, no qual Clara Sodré explica o que são, como investir e quais os riscos desse tipo de investimento:

< Aproveite para conferir este post: Axie Infinity: quanto ganha um jogador e como fazer dinheiro />

Em quanto tempo eu consigo ganhar BCOINS?

Não existe uma regra sobre o tempo de lucro no Bomb Crypto. Tudo irá depender da raridade de seus personagens e do tempo que você dedicar ao jogo.

Lembrando que o Bomb Crypto, assim como inúmeras criptomoedas, depende de fatores como sua cotação. Além dessa variável externa, há também outras internas, como a raridade e a quantidade de personagens disponíveis na conta.

Quais são os tokens do Bomb Crypto?

Primeiramente, é importante entender que token é como são chamadas as criptomoedas negociadas e utilizadas nesses jogos que rodam na blockchain.

Inicialmente, a única moeda do Bomb Crypto era o BCOIN. Contudo, a partir das atualizações, também foi adicionado o Senspark Token (SEN), com o objetivo de ser a principal moeda do ecossistema da desenvolvedora do Bomb Crypto, a Senspark.

Cotação do BCOIN atualmente

Atualmente, (25/11/2022), o valor da moeda do Bomb Crypto, o BCOIN, está cotado a R$0,04837. Bem distante de sua máxima histórica, registrada em 28/11/2021, quando chegou a valer R$46,32.

Cotação do SEN atualmente

Hoje, o token SEN está cotado a R$0,007265. A máxima histórica foi atingida em seu lançamento, no dia 14 de abril de 2022, quando atingiu o pico de R$4,05.

Para acompanhar a cotação do BCOIN, SEN ou qualquer outra criptomoeda, você pode utilizar o site da CoinMarketCap. Basta fazer uma busca pelo nome do token desejado e conferir seu valor atual e histórico.

Qual é a relação entre Bomb Crypto e Bitcoin?

Como sabemos, o Bitcoin foi a primeira e mais famosa moeda digital do mundo. Por conta disso, suas oscilações influenciam diretamente nas demais criptos, incluindo os tokens do Bomb Crypto (BCOIN e SEN).

Assim, quando cai, é muito provável que leve consigo várias outras. Isso ocorre, em grande parte, devido à perda de confiança dos investidores nesse tipo de ativo, levando-os a tirar o dinheiro aplicado para aportar em opções mais seguras.

Inclusive, é o que temos visto nos últimos tempos. Com a crise global, vivemos o chamado inverno cripto, O próprio Bitcoin, que chegou a ser cotado em R$351 mil em novembro de 2021, hoje, exatamente um ano após, está valendo R$89 mil.

Como sabemos, o mercado vive de ciclos. O que parece furada para alguns, é uma grande oportunidade para outros. Entretanto, não podemos negar que esse tipo de ativo é extremamente volátil. Portanto, indicado para investidores mais experientes.

Se você ainda tem inseguranças sobre o mercado das criptomoedas, assista ao vídeo abaixo, no qual a Clara Sodré fala sobre essa modalidade de investimento:

< Saiba mais em: Os ciclos Bitcoin seguem um padrão? Saiba como eles funcionam />

Há futuro para o valor da moeda do Bomber Crypto?

Quando se trata do mundo da Web 3.0, não há como prever o que virá pela frente.

No passado, jogos assim fizeram muita gente ganhar dinheiro. Mas, aqui vale a máxima dos investimentos: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. E hoje, como vemos, a situação é bem diferente.

Apesar dos esforços da empresa por trás do game em trazer novidades, a pesada desvalorização da moeda nos últimos tempos aponta para um grande risco nesses mercados, que dependem de inúmeros fatores para se sustentar. 

Vale a pena investir em jogos NFT como o Bomb Crypto?

Quando falamos sobre o universo de investimentos em geral, qualquer aplicação pode apresentar risco em maior ou menor grau. Por isso, é fundamental que cada investidor entenda seu perfil e quais são as melhores opções associadas a ele.

Por ser muito novo, o mercado de criptomoedas ainda gera dúvidas e preocupações. Não à toa, as cotações sofrem flutuações frequentes.

Por isso, se decidir dar os primeiros passos nos jogos NFT em busca de lucro, lembre-se de que ele estará atrelado a inúmeros fatores.

Agora, se você quer trilhar este caminho e aproveitar todo o potencial de lucro que as criptomoedas oferecem, saiba que para obter bons resultados é preciso estudar muito. E a gente pode te ajudar!

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Se você gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos, para que todos fiquem por dentro das novidades, riscos e possibilidades do mundo NFT, que além do Bomb Crypto, possui diversas outras formas de investir e ganhar dinheiro.

Certificado de Operações Estruturadas: o que é COE? Como funciona?

Por ser relativamente nova no Brasil, pouco se ouve falar neste tipo de aplicação. Contudo, vale a pena conferir do que se trata e se faz sentido tê-la em seu portfólio.

Neste post explicamos o que é Certificado de Operações Estruturadas, como funciona esse tipo de investimento, para qual perfil é indicado e como declarar. Além disso, apresentamos as principais vantagens e desvantagens da aplicação em COE.

O que é Certificado de Operações Estruturadas (COE)?

O Certificado de Operações Estruturadas, ou simplesmente COE, é um instrumento financeiro que combina elementos de renda fixa com renda variável, atrelados a ativos e índices do mercado financeiro, como inflação, câmbio, commodities, ações nacionais e internacionais, etc.

Criado em 2010 pela Lei 12249, o COE só foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional em 2013. Mas foi em 2015 que ele se tornou mais popular, a partir da regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), quando passou a ser negociado por meio de corretoras e distribuidoras de valores.

Como se trata de certificados emitidos pelos bancos, na prática, ao aplicar em um COE o investidor está emprestando dinheiro para a instituição financeira, assim como nos CDBs. Contudo, as semelhanças entre os instrumentos param por aí.

COE: a versão brasileira das Notas Estruturadas 

A aplicação COE lembra as Notas Estruturadas, títulos muito populares nos Estados Unidos e na Europa.

A principal ideia desse tipo de investimento é possibilitar que, por meio de uma única aplicação, o investidor tenha acesso a diversos mercados.

Investimento em Certificado de Operações Estruturadas: como funciona?

Indo direto ao ponto, podemos dizer que Certificado de Operações Estruturadas se refere a operações financeiras que envolvem diversos tipos de ativos, e atuam com limites de perdas e de ganhos

A ideia desses limites é oferecer proteção ao investidor, que já entra na aplicação sabendo qual o valor máximo que pode ganhar ou perder.

Exemplo de como funciona um COE na prática

Para entender melhor o que é COE em investimentos, imagine que você, como investidor, observe o mercado e presuma o aumento do dólar. Na sequência, resolve adquirir um COE ligado à variação da moeda com rentabilidade de até 20%.

Se, porventura, a variação do dólar for de 30%, você receberá o seu capital investido, mais o teto de 20% da rentabilidade. No entanto, é possível que o dólar tenha recuado, logo, você terá apenas o valor aplicado. 

Conclusão: na pior das hipóteses, você terá o montante investido na operação, e, assim, não sairá do banco zerado.

Quais são as modalidades de COE?

Os certificados de operações estruturadas podem ser emitidos em duas modalidades:

  • Valor Nominal Protegido – oferece a garantia de receber pelo menos o valor aplicado. Porém, sem correção pela inflação;
  • Valor Nominal em Risco – quando há possibilidade de perda até o limite do capital investido.

Antes de investir, é importante ler o Documento de Informações Essenciais (DIE), a fim de se certificar de que realmente está investindo na modalidade mais adequada para o seu perfil de risco e seus objetivos financeiros.

Para saber sobre o funcionamento do investimento em Certificado de Operações Estruturadas, confira o vídeo abaixo, no qual a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) dá todos os detalhes:

Como funciona a tributação do COE?

Apesar de ser um instrumento que investe em diferentes ativos, o COE é um título único, logo, tem apenas uma tributação, que segue a tabela da alíquota regressiva do Imposto de Renda.

Ou seja, quanto maior for o prazo de vencimento, menor são os encargos sobre o lucro obtido, conforme a tabela abaixo:

Tabela regressiva de Imposto de Renda. Fonte: XP Investimentos

Vale mencionar que esses certificados são tributados na fonte. O que significa que, ao realizar o resgate do COE, o IR já vem descontado.

< Talvez você também se interesse por este post: Como saber o valor da restituição do Imposto de Renda? Passo a passo detalhado! />

Como declarar Certificado de Operações Estruturadas?

Assim como qualquer tipo de investimento, é preciso declarar o Certificado de Operações Estruturadas para a Receita Federal em seu Imposto de Renda

Declaração de posse de COE

Para declarar a posse dos títulos, você deve acessar a guia “Bens e Direitos”.

Selecione o grupo 04 – “Aplicações e Investimentos” e o código 02 – “Títulos públicos e privados sujeitos à tributação (Tesouro Direto, CDB, RDB)”.

Em seguida, preencha o campo “Discriminação” com o nome do COE que você possui, o nome e CNPJ da instituição financeira que tem a custódia do título e o número da conta.

Já para o preenchimento do campo “Situação”, utilize os valores que constam no informe de rendimentos fornecido pela sua corretora.

Declaração de rendimentos provenientes de COE

Se você obteve rendimentos com COE no ano de referência, também deverá declará-los.

Para isso, acesse a guia “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” e selecione o código 06 – “Rendimentos de aplicações financeiras”.

Em seguida, preencha os campos com o nome do beneficiário, nome e CNPJ da instituição custodiante e o valor recebido, conforme consta no informe da corretora.

< Leia também: Como declarar renda variável no Imposto de Renda? Dicas + passo a passo />

Qual instituição fiscaliza os investimentos em COE?

Os COEs são registrados na B3, órgão que autoriza, deposita e faz a liquidação do certificado. No entanto, os títulos são emitidos pelas instituições bancárias, que são responsáveis por definir:

  • o vencimento do título;
  • o valor mínimo de aplicação;
  • a taxa usada na remuneração; 
  • o cenário de ganhos e perdas do investimento.

Após a emissão, o COE é registrado na Cetip (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), cujo objetivo é assegurar que os bancos ofereçam opções de retorno dos certificados com segurança para o usuário.

Por essa razão, é imprescindível que você verifique se sua corretora possui o selo Cetip Certifica, o qual garante a preservação do seu dinheiro para aplicações. Assim, você pode acompanhar as suas movimentações bancárias a cada minuto.

Vale frisar também que todo Certificado de Operações Estruturadas conta com o DIE (Documento de Informações Essenciais), onde constam dados como:

  • modalidade e garantia do COE;
  • banco emissor do título;
  • rentabilidade;
  • prazo de aplicação;
  • regras para ganhos e perdas.

Portanto, se você deseja investir em COE, leia o DIE e verifique se todas as condições do título atendem às suas expectativas.

Vale a pena investir em COE? Vantagens e desvantagens

Agora que você já sabe o que é COE e como funciona esse tipo de investimento no mercado financeiro, deve estar se perguntando se vale a pena ou não.

Para te ajudar a tomar uma decisão, reunimos as principais vantagens e desvantagens da aplicação em Certificado de Operações Estruturadas. Confira:

Vantagens de investir em COE

  • é uma forma simples de diversificar sua carteira de investimento, uma vez que o COE, em sua essência, é composto por renda fixa e variável em um único ativo;
  • permite se expor a diferentes tipos de ativos, como índices internacionais, commodities, câmbio, etc;
  • é uma maneira interessante de investir em ativos internacionais, sem a necessidade de criar conta em corretoras estrangeiras ou enviar dinheiro para fora do país;
  • previsibilidade e controle de perdas, uma vez que COEs na modalidade Valor Nominal Protegido possui limites bem definidos para as oscilações do mercado.

Desvantagens de investir em COE

  • não possui liquidez diária, logo, é preciso se planejar e só investir o dinheiro que você sabe que não irá precisar até a data de vencimento;
  • não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ou seja, se o banco quebrar, o investidor não tem garantia de receberá seu dinheiro de volta. Por isso a importância de estudar e investir apenas em títulos emitidos por instituições sólidas e confiáveis;
  • a proteção de capital da modalidade Valor Nominal Protegido só é garantida para resgates no vencimento do título;
  • os valores não são corrigidos pela inflação, o que significa que, dependendo da situação do mercado, é possível perder dinheiro mesmo com capital protegido;
  • assim como há um limite para perdas, também há um limite para ganhos. Portanto, mesmo que o mercado oscile a seu favor, seus ganhos serão limitados.

Com base nas vantagens e desvantagens do COE, podemos dizer que se trata de uma aplicação mais indicada para investidores de perfil moderado ou arrojado.

< Aproveite para ler também: Perfil de investidor: como se analisa e tipos />

Como obter bons resultados ao investir em Certificado de Operações Estruturadas?

Agora que você sabe o que é COE e como funciona esse tipo de investimento, tem mais uma opção para investir e diversificar a sua carteira.

Já analisou todos os cenários e decidiu investir em Certificado de Operações Estruturadas? Então, aqui vão algumas dicas para você não errar nas escolha:

  1. dê preferência a COEs na modalidade Valor Nominal Protegido;
  2. verifique se o prazo de vencimento está de acordo com os seus objetivos;
  3. leia atentamente o DIE (Documento de Informações Essenciais);
  4. certifique-se de que a instituição emissora dos títulos seja sólida e confiável.

No mundo dos investimentos, conhecimento é a chave do sucesso. Então, que tal continuar estudando e conhecer outras aplicações promissoras para incrementar seu portfólio? Confira nossos cursos:

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O que é trading e trader? Entenda a diferença e como funciona

Uma das primeiras constatações que qualquer pessoa faz ao começar a estudar o mercado financeiro é que há diversas modalidades de investimento. Assim, podemos dizer que entender o que é trading e trader é um dos caminhos possíveis.

O trade se destaca justamente pelo seu alto potencial de ganhos. Contudo, envolve certos riscos, por isso requer estudo e prática para gerar bons resultados.

Para te ajudar a desbravar este universo repleto de possibilidades, neste post explicamos qual a diferença entre trader e trading, o que significam esses termos e quais as vantagens e riscos inerentes a esse tipo de investimento.

O que é trading e trader? Qual a diferença?

O mercado financeiro está repleto de termos semelhantes, que podem ser um tanto confusos para os iniciantes. Mas não se preocupe, pois estamos aqui para te ajudar em sua jornada de aprendizado. Então, vamos por partes.

O que é trading?

Trading é o nome dado para as operações de compra e venda de ativos no mercado financeiro, que normalmente ocorrem na bolsa de valores.

A ideia do trading é simples: aproveitar a volatilidade do mercado para gerar lucro. Para isso, funciona da seguinte forma: o operador compra determinada ação a um preço x e, em seguida, vende por um preço mais alto, lucrando a diferença.

Essas negociações podem ser realizadas com diversos tipos de ativos, como ações, minicontratos e criptomoedas. Geralmente tais operações se dão no curto prazo, por isso devem ser feitas com ativos de alta liquidez.

É importante destacar que há vários tipos de estratégias, o que faz com que essa prática se aplique a diferentes perfis de investidor. Conheça as principais:

  1. scalping trade – caracteriza-se pela compra e venda de ativos em um curtíssimo período de tempo, no intervalo de segundos ou minutos;
  2. day trade – provavelmente a mais famosa modalidade de trading entre os traders. Nela, o espaço entre as operações é um pouco maior, variando entre minutos ou horas, mas sempre fechando a posição no mesmo pregão;
  3. swing trade – aqui, a compra e venda nunca ocorre no mesmo pregão e os investidores podem manter a posição por dias ou semanas;
  4. position trade – trata-se de uma estratégia de longo prazo, na qual mantém-se a posse dos ativos por meses ou anos, aguardando sua valorização para só então realizar o lucro;
  5. buy and hold trade – se diferencia das demais, uma vez que a compra do ativo não se dá com a intenção de lucrar com a venda, mas sim com o recebimento de proventos, ou seja, dividendos.

< Quer saber mais sobre cada uma delas? Então, leia este post: Conheça os principais tipos de trading e descubra qual se encaixa no seu perfil />

Quem é o trader?

Agora que você sabe o que é trading, fica fácil compreender o conceito de trader.

Trader é como chamamos o investidor que realiza operações de trading.

Seu objetivo é aproveitar a volatilidade do mercado para obter ganhos financeiros, realizando compra e venda de ações ou outros ativos negociados em bolsa.

O que faz um trader? Como ele atua?

Para encontrar boas oportunidades de lucro, esse tipo de investidor precisa fazer uma boa leitura de mercado e se manter atualizado sobre acontecimentos que podem interferir na cotação dos ativos.

Quanto mais bem fundamentadas forem as suas decisões, maior será a segurança em suas ações, o que aumenta as chances de ganho. Entretanto, é preciso prática.

Por isso, é indicado que, antes de fazer trading, os traders iniciantes treinem em simuladores, a fim de adquirir experiência sem colocar seu caixa em risco.

Uma das principais estratégias para isso é a análise gráfica, que basicamente indica o melhor momento para entrar e sair de um ativo.

Além de seguir as estratégias mencionadas anteriormente, o trader pode atuar de duas formas. São elas:

Trading manual

Como o nome sugere, o trading manual é o realizado pelo investidor manualmente.

Ou seja, é o próprio trader quem envia as ordens de compra e venda pelo home broker de sua corretora. Logo, exige muito conhecimento e leitura acerca do mercado, a fim de identificar e aproveitar boas oportunidades.

Trading automático

Já o trading automático é feito por meio de robôs.

Neste caso, o papel do trader é configurar o sistema, com objetivo de automatizar as negociações de acordo com sua estratégia de operação.

< Saiba mais em: O que é um robô de investimento? Quais as principais vantagens e riscos? />

Quem pode ser trader?

Muitos se perguntam se para atuar com trading é necessário ter alguma formação específica, e a verdade é que não.

Porém, isso não significa que não é preciso ter conhecimento. Pelo contrário! Não é só chegar na bolsa e ficar rico do dia para a noite. 

É importante enfatizar que o sucesso nesta área requer muito estudo. É preciso entender os principais conceitos de economia e conhecer todos os fatores que podem influenciar os preços dos ativos negociados em bolsa.

< Está iniciando a sua jornada no trading? Então, confira este post: Guia de Day Trade para iniciantes: 7 etapas que você deve conhecer />

Qual a importância do trading e suas vantagens?

A figura do trader é essencial ao funcionamento do mercado, pois ele é responsável por “precificar” os ativos no curto prazo, além de lhes conferir liquidez.

Com isso em mente, alguns fatores potencializaram, e muito, os ganhos deste profissional, tais como:

  • aumento da volatilidade dos ativos no Brasil nos últimos anos;
  • evolução das ferramentas utilizadas;
  • criação de novos produtos.

Isso tudo contribui para fortalecer ainda mais essa carreira do mercado financeiro, que conta com vantagens como:

  • alavancagem com risco controlado;
  • alta liquidez;
  • oportunidade de operar 24 horas em determinados mercados;
  • possibilidade de resultados rápidos.

< Veja também: Qual a diferença entre trader e investidor? Confira 4 aspectos no comportamento de cada um />

Como o emocional afeta os resultados no trading?

O trader, antes de ser um investidor, é um ser humano. Logo, está sujeito às emoções como qualquer pessoa. E, cá entre nós, conhecemos bem os efeitos que elas têm em nossas vidas, sobretudo em situações extremas. 

Assim como o potencial de ganhos com algumas estratégias de trading é alto, o risco de perda segue a mesma proporção. E isso mexe com nosso psicológico.

Portanto, desenvolver um bom controle emocional é fundamental para se manter nos eixos e fazer boas escolhas ao operar. Além disso, é preciso muito estudo, treino e disciplina para adquirir experiência e segurança.

Você já pensou em atuar como trader?

O trading é mais uma entre as várias modalidades de investimento que o mercado financeiro proporciona. 

Quando bem utilizada, pode gerar ótimos lucros. Contudo, é sempre importante considerar os riscos envolvidos, além de respeitar seu perfil de investidor.

Só adquire experiência quem estuda e pratica, e nós podemos te ajudar a dar os primeiros passos nesta jornada. Confira nossos cursos focados em trading:

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Como juntar dinheiro por mês? Confira 10 dicas

Pode ser difícil adquirir o hábito de poupar. Afinal, lidar com as economias nem sempre é muito empolgante e requer alguma disciplina. Mas coloque na cabeça que você é capaz e saiba aqui como juntar dinheiro por mês.

Entenda que você não precisa ganhar muito dinheiro para economizá-lo. Coloque uma pequena quantia mensal como meta e isso, ao longo do tempo, irá gerar um valor guardado bem maior.

Quando se pensa em guardar dinheiro, o que todas as pessoas devem saber inicialmente é que é preciso formar uma reserva de emergência para cobrir problemas financeiros que surgirem em um futuro próximo.

Quer saber como economizar ganhando pouco? Nós separamos diversas dicas, ferramentas e demais informações para ajudar você nesse processo. Boa leitura!

Como se planejar financeiramente ganhando pouco?

Para juntar dinheiro por mês, você vai precisar de um planejamento financeiro. Entenda que ele é um método e não uma mercadoria.

Em síntese, ele é uma estratégia de longo prazo para gerenciar seu dinheiro inteligentemente, para que você possa atingir suas metas e objetivos enquanto navega pelos obstáculos financeiros que inevitavelmente surgem em todas as fases da vida.

Como criar um orçamento perfeito? 🤔

Use a técnica 50/30/20 para realizar uma boa gestão e ainda sobrar dinheiro no fim do mês. Primeiramente, faça o registro de todos os seus ganhos médios mensais. Se atuar como autônomo, conte o mínimo mensal.

  • 50% do seu salário: deve ser destinado a cobrir seus gastos fixos mensais (aluguel, luz, etc.);
  • 30% do seu salário: deve ser destinado a cobrir seu estilo de vida: saídas, passeios, etc;
  • 20% do seu salário: deve ser destinado aos investimentos (reserva de emergência, CDBs, ações e outros).

Importância do planejamento financeiro

O planejamento financeiro pode ajudar você a descobrir problemas de uma maneira muito mais eficaz. Além de te preparar para lidar com cenários e circunstâncias que podem exigir assistência financeira imediata.

Ele é um mini roteiro para você seguir ao longo dos meses e até anos.

(Getty Images)

10 dicas de como juntar dinheiro por mês ganhando pouco

Nós elencamos algumas dicas para te ajudar nessa missão de guardar dinheiro para realizar seus sonhos. Vamos lá?

#1 – Defina seus objetivos

Primeiro de tudo, você deve definir o motivo pelo qual quer economizar dinheiro. Será para objetivos de curto, médio ou longo prazo? Defina valores e prazos, isso é essencial.

9 dicas práticas para você economizar dinheiro todo mês

 #2 – Conheça suas despesas fixas e variáveis

Algumas de suas despesas mensais são fixas: aluguel, contas de água e energia, e enfim – enquanto outras podem variar, como as compras mensais. Liste todas as despesas fixas e o valor delas.

Para suas despesas variáveis, escreva o valor máximo que você planeja gastar nessa categoria ou o valor que espera que seja sua conta. Por exemplo, você pode planejar gastar R$ 600 nas compras mensais do supermercado e R$ 180 com gasolina.

Use seus extratos bancários e de cartão de crédito anteriores para ajudá-lo a descobrir o que você normalmente gasta a cada mês.

 #3 – Evite gastos desnecessários

Se você quer poupar dinheiro, é importante fazer uma autorreflexão e direcionar seu dinheiro para coisas que realmente valem a pena. Evite sair para muitos lugares por um tempo, gastar com roupas que não precisa no momento e compras por impulso.

Não alimente seu prazer momentâneo em prol de algo que não vai te fazer falta futuramente.

#4 – Crie um plano de gerenciamento de gastos

Fazer um plano de gerenciamento de gastos é uma peça-chave de uma base financeira sólida. Ter um orçamento ajuda você a gerenciar seu dinheiro, controlar seus gastos, economizar mais dinheiro, pagar dívidas ou ficar sem dívidas.

Sem você saber o que está entrando e saindo de sua conta bancária, você pode facilmente gastar demais ou depender de cartões de crédito e empréstimos para pagar suas contas. Se você já tem um orçamento, agora é um bom momento para atualizá-lo. Se não tiver, inicie já!

<Leia também: como acabar com as dívidas? Plano estruturado em 5 passos />

#5 – Pesquise preços antes de realizar qualquer compra

Você sabia que pode reduzir custos com o supermercado, por exemplo? Sim, isso é possível. Ao fazer pesquisas (seja para qualquer compra) você pode economizar de 10% até 30% do valor.

Um pequeno hábito para fazer é pesquisar os valores dos produtos da lista mensal em pelo menos três estabelecimentos comerciais diferentes. Isso também vale para compras online!

#6 – Utilize alguma ferramenta para registrar seus gastos e investimentos

Como economizar ganhando pouco? Tenha o hábito de anotar o que entra e o que sai em relação ao dinheiro, pois você pode analisar quais são seus maiores gastos todos os meses e fazer reduções. Isso também vale para investimentos na renda fixa ou variável.

Conheça alguns aplicativos (com planilha para juntar dinheiro) que podem te ajudar nisso:

  • Organizze;
  • Guia Bolso;
  • Money Lover;
  • Minhas Economias.

Cada um deles possui suas respectivas particularidades. Veja qual mais agrada você e use desde já!

Veja tambémplanilhas para controle de gastos pessoais aqui.

#7 – Evite usar o cartão de crédito

Entenda que o cartão de crédito não é uma extensão do seu salário. Ele pode te ajudar em algumas situações emergenciais, mas não deve ser usado com tanta frequência.

Quando for fazer compras com alto valor, parcele o tanto que a marca/empresa permitir, mas fique atento aos juros.

Se possível, não use o cartão. Ele tem taxas abusivas em casos de atraso e se não pagar, pode virar uma bola de neve.

#8 – Encontre uma fonte de renda extra

Juntar dinheiro é muito importante, principalmente para formar uma reserva de emergência. Mas, além disso, outro olhar que se deve ter é para aumentar sua renda mensal. Como assim? Você deve procurar por ideias de renda alternativa de acordo com suas habilidades e colocar em prática.

Confira abaixo algumas oportunidades de renda extra:

  • Revender produtos (Avon, Natura, Jequiti e outros);
  • Dar aulas particulares ou de reforço sobre algum assunto que domina;
  • Trabalhar como motorista de aplicativo;
  • Entregador de comidas;
  • Oferecer serviços domésticos (lavar e passar roupas);
  • Ser garçom ou garçonete em bares e restaurantes no fim de semana;
  • Crie uma loja virtual;
  • Trabalhe como babá de crianças;
  • Faça lavagem de carros em grandes estacionamentos;
  • Venda comidas doces ou salgadas.

#9 – Crie o hábito de investir um pouco por mês

Ao ter o salário ou renda na conta, já faça a transferência da % destinada aos investimentos para a corretora e invista em seus ativos, sejam eles de renda fixa ou variável. Pague-se primeiro!

Não tenha a vergonha de começar, mesmo com R$ 10 ou R$ 50. O importante é dar o primeiro passo em prol do seu futuro!

Após a realização do investimento, adapte seus gastos com o dinheiro que sobrar e repita esse processo todos os meses.

#10 – Estude sobre finanças

Na internet existem muitos materiais e ferramentas disponíveis sobre educação financeira e você as tem ao seu dispor. Procure por canais no YouTube sobre os assuntos que tem mais dúvida, se aprofunde em assuntos que poderão te auxiliar e enfim.

O vídeo abaixo, por exemplo, traz algumas dicas para te ajudar com as contas mensais.

Há também muitos livros de temática financeira que poderão abrir sua mente. Nós indicamos alguns para leitura:


Gosta do assunto? Faça o curso Dinheiro Sem Tabu: Crenças Limitantes. Um conteúdo completo que vai te auxiliar a ressignificar suas crenças e quebrar os tabus relacionados com o dinheiro para buscar a sua prosperidade financeira.

Conheça a assinatura Multi Mais e tenha acesso imediato a TODOS os cursos e bootcamps oferecidos pela XP educação!

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!


Os 3 tipos de capitais que um Assessor de Investimentos precisa ter!

Caso você seja um aspirante à profissão da assessoria de investimentos, saiba que não basta estudar sobre o mercado financeiro para se dar bem na carreira: é preciso se atentar, também, á regra dos 3 capitais.

Também chamados de 3 “K”, eles são um conjunto de princípios amplamente seguidos por profissionais assessores de investimentos. Como Superintendente da ABAI (Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos), trouxe esse ensinamento porque acredito neles como pilar não somente de autoconhecimeto, mas também para desempenhar as funções como assessor de investimentos.

Neste artigo você vai entender o que são os 3 capitais, o que significa cada um deles e como realizar o teste de perfil individual

Afinal o que são os 3 “K” ou capitais?

Os 3 capitais que estamos falando nada mais são que habilidades essenciais para profissionais do mercado financeiro.

Quem estiver pensando em se tornar um assessor de investimentos, deve se perguntar se possui as características necessárias para cada um deles e, caso não possua, se estaria disposto a mudar o mindset e aprimorar os pontos que lhe faltam. São eles:

  1. Capital intelectual
  2. Capital financeiro
  3. Capital social

Agora, iremos discutir de maneira aprofundada quais as qualidades de cada princípio e como adquiri-los.

Capital intelectual: por que é importante?

O assessor de investimentos, de acordo com a Resolução 16 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula a atividade, é a pessoa natural registrada, na forma dela, para realizar sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, a atividade de:

  1. Prospecção e captação de clientes;
  2. Recepção e registro de ordens e transmissão dessas ordens para os sistemas de negociação ou de registros cabíveis, na forma da regulamentação em vigor; e
  3. Prestação de informações sobre os produtos oferecidos e pelos serviços prestados pela instituição a qual esteja vinculado contratualmente.

Ou seja, não basta, apenas, ser aprovado na certificação ANCORD e registrado na CVM, para se tornar um assessor de sucesso. 🏆

>>> Isso é apenas o pré-requisito básico para o exercício da atividade e para se obter sucesso ainda são necessárias muitos aprendizados, muitas leituras, uma jornada constante de educação continuada, conhecimento profundo dos produtos financeiros, dos impactos que eles podem ter nos mais diversos cenários políticos e econômicos e cada vez mais relevante o conhecimento de finanças comportamentais.

Além disso, é fundamental saber avaliar o perfil do seu cliente, adequar as suas necessidades aos produtos e serviços oferecidos e para tanto a importância do capital intelectual para o profissional de sucesso.

Então, tenha em mente a importância que do lifelong learning ao longo de sua jornada de trabalho. Quanto maior for o seu conhecimento, maior será a credibilidade que passará aos seu cliente, que afinal de contas é o seu maior ativo.

Onde entra o capital financeiro?

A assessoria de investimentos, na forma da resolução atual, pode ser exercida sob a forma de sociedade ou de firma individual, constituída exclusivamente para esse fim ou pela pessoa natural registrada que possua contrato escrito com instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários.

Nesse contrato, é imprescindível detalhar a prestação de serviços em questão ou, caso for sócia de uma instituição, é necessário apresentar o contrato que vincula com o escritório.

Na prática, é cada vez mais comum as instituições contratarem pessoas jurídicas, ou seja, escritórios de assessoria de investimentos, registrados na CVM, com a finalidade do exercício tão e somente dessa atividade, o que faz que o profissional constitua a sua empresa ou se associe a uma já em atividade.

⭐ Se você optar em abrir o seu próprio escritório, incorrerá em custos fixos e variáveis, como aluguel de espaço, compra de equipamentos e móveis de escritórios, despesas para prospectar e captar clientes, só para ilustrar algumas delas.

Para tanto, ciente de que todo negócio precisa de um investimento inicial e de um capital de giro, é recomendável que você faça um planejamento muito bem-feito para ter ideia do montante necessário para que o seu negócio prospere e comece a se pagar.

Se a decisão for a de entrar como sócio em um escritório já constituído, a importância de se ter um fôlego financeiro é proporcional ao tempo de maturação na formação de uma carteira de clientes, que lhe gere retorno adequado a sua expectativa.

Isso por vezes pode demorar alguns meses ou mesmo anos e irá dispender de muita dedicação, de muito foco, de muita resiliência, de disciplina e de responsabilidade.

Apesar de não ser uma regra, por vezes, o escritório poderá financiar o início da sua atividade, dependendo do acordo comercial realizado ou a empresa no qual você resolveu se associar poderá oferecer uma pequena ajuda de custo no início.

No entanto, caso isso ocorra não está eliminada a importância do capital financeiro, pois tanto esse financiamento como a ajuda de custo poderão trazer uma fonte de pressão adicional.

Isso porque a máxima “there’s no free lunch” (não existe almoço grátis) é verdadeira e o tão almejado sonho da independência financeira pode ficar um pouco mais longe, mas não inviabilizado. Daí a importância de um planejamento financeiro. 💰

Faça um planejamento financeiro realista no início da sua carreira como assessor(a) de investimentos, para evitar percalços no meio do caminho.

Antes de se tornar assessor de investimentos, é preciso de uma reserva financeira para investir na própria carreira

Qual o papel do capital social?

Você é uma pessoa comunicativa? Gosta de se relacionar com outras pessoas? É extrovertido?

Ponto para você! Ter o capital social é uma das características mais importantes para se conquistar o sucesso na assessoria. Afinal, o que faz o assessor de investimentos mesmo? Vamos relembrar:

  • Prospectar e captar clientes;
  • Receber, registrar e transmitir ordens;
  • Fornecer informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados.

Uma pessoa introvertida, que não gosta de falar ao telefone, de se expor com outras pessoas, tenderá a ter muita dificuldade na prospecção de clientes e na geração de oportunidades de negócios. 🙁

Portanto, avalie bem como é esse seu capital, pois ele será o primeiro passo para a chave do seu sucesso.

>>> Uma boa organização, uma boa agenda de contatos e até o bom uso da tecnologia e das redes sociais poderá influenciar na sua produtividade.

Poderá ocorrer de alguns escritórios fornecerem uma lista de leads (potenciais clientes teoricamente interessado no seu negócio, que poderão ser convertidos), eliminando a necessidade de uma rede de contatos própria, mas mesmo nesse caso as características descritas acima continuarão válidas, pois sem uma proatividade na prospecção o resultado não aparecerá.

Existe a velha técnica do funil de vendas e da jornada do cliente. Sugiro que você se aprofunde nesses dois conceitos e, se possível, até utilize uma ferramenta de CRM (Customer Relationship Management) para facilitar a sua organização no dia a dia.

Originalmente o funil de vendas funciona com a lógica do 1.000/100/1, ou seja, você gera 1.000 leads, tem sucesso em marcar 100 reuniões e converte 1 cliente.

Há quem obtenha mais sucesso invertendo essa lógica, ou seja, converta e fidelize 1 cliente, que ele lhe atrairá outro cliente, que lhe apresentará mais um cliente e por aí vai.

💡 Lembre-se: um cliente satisfeito atrairá 5 novos clientes, um cliente insatisfeito lhe levará 5 clientes com ele.

Torne-se Assessor de Investimentos com a Faculdade XP

Agora que você conhece o que são e a importância dos 3 capitais na vida de um Assessor de Investimentos, está na hora de se tornar um.

Se você está pronto para transformar sua carreira e se juntar à elite da Assessoria de Investimentos do Brasil e fazer parte da rede de escritórios da XP — eleita por seis anos consecutivos como a melhor Assessoria do país — a hora é agora!

Jornada de Formação de Assessores é um curso preparatório para a certificação da ANCORD e exclusivo da Escola de Assessoria de Investimentos da Faculdade XP, com bolsas gratuitas.

Faça agora mesmo sua pré-inscrição!

Como é a rotina de um assessor de investimentos? Confira de um especialista!

Nos últimos anos, a rotina da assessoria de investimentos vem atraindo muitos profissionais dos mais diversos perfis e áreas de conhecimento, não se restringindo, apenas, àqueles com formação em economia.

A busca pela independência financeira, a possibilidade de empreender abrindo o seu próprio escritório ou sendo sócio de um já em atividade, a liberdade para gerenciar o seu tempo e a busca pela transição de carreira podem ser alguns dos motivos que têm feito pessoas a procurarem cada vez mais informações sobre essa atividade profissional.

Neste artigo, iremos entender o que faz um assessor de investimentos propriamente e qual a rotina desse profissional. Além disso, vou compartilhar algumas dicas de mercado que aprendi em mais de 30 anos de carreira. Dessa forma, você poderá se preparar para qualquer desafio do mercado!

O que faz um assessor de investimentos?

O assessor de investimentos é responsável, basicamente, por auxiliar o investidor na melhor tomada de decisões. Para que isso ocorra, ele deve estar credenciado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após passar no exame de certificação da ANCORD.

Segundo dados da ANCORD (Associação Nacional das Corretoras de Valores), hoje são quase 21.000 profissionais credenciados em aproximadamente 1.200 escritórios que possuem o registro na CVM, entidade esta também responsável pela regulação e fiscalização da atividade profissional de assessoria de investimentos.

Entre as responsabilidades de um assessor de investimentos, está a prospecção de clientes, negociação com corretoras, a orientação constante sobre o mercado financeiro para investidores, o direcionamento de estratégias de alocação, entre muitas outras.

Para exercer qualquer uma destas atividades, o assessor de investimentos pode atuar filiado a um escritório de assessoria ou de maneira individual. Estes últimos são chamados Agentes Autônomos de Investimento, ou AAI.

banner do ebook sobre mba em assessoria de investimentos

Afinal, qual a rotina de um assessor de investimentos?

De fato, não é uma pergunta simples de se responder. Como cada assessor de investimentos possui um amplo espectro de trabalho, cada rotina se torna única e diversificada. Basicamente, nenhum dia é o mesmo que o outro. Inclusive, dois assessores que trabalham lado a lado não necessariamente irão possuir a mesma rotina de trabalho.

🤔 Vamos refletir: imagine uma pessoa que trabalhou por muitos anos como colaborador de uma companhia. Neste meio tempo, ela aprendeu a ter uma rotina empresarial, com horário para chegar, almoçar e ir embora, tarefas pré-estabelecidas, rotinas de reuniões infindáveis e até comportamentos corporativos.

Por vezes, essa “mesmice” de hábitos inibe o crescimento e desenvolvimento do funcionário e ele acaba entrando em um estado letárgico, que por consequência leva à acomodação e falta de iniciativa.

Essa pessoa hipotética tem a segurança que seu salário entrará todo mês na conta, que seu plano de saúde e outros benefícios estarão disponíveis sempre que precisar, sem contar as férias, que serão programadas, entre inúmeras outras vantagens.

Nada disso acontece com a rotina de um assessor de investimentos. Como todo bom empreendedor, ele por vezes trabalhará 24/7, pois seus clientes só poderão recebê-lo à noite para o jantar ou aos fins de semana.

>>> Também vale ressaltar que a remuneração de um assessor está atrelada ao seu resultado. Ou seja, você não pode perder a oportunidade de sentar com um “prospect” no horário e no local que ele estiver disponível para conversar com você.

A importância do conhecimento faz com que o assessor de investimentos tenha a necessidade de estar sempre atualizado com as principais notícias do mundo e do Brasil, sem contar que se trata de uma atividade muito técnica, exigindo educação continuada e muito estudo sobre os mais diversos instrumentos financeiros, seus riscos e adequação ao perfil do seu cliente.

rotina de um assessor de investimentos estudando
A rotina de um assessor de investimentos é bastante agitada e fornece constante aprendizado

Dicas para lidar com a rotina de assessoria de investimentos

Sabemos que a rotina de um assessor de investimentos é agitada e, por consequência, não deve ser tratada como uma profissão tradicional. Desse modo, é imprescindível termos em mente qual o passo a passo que precisamos recorrer para desenvolvermos o perfil adequado para se tornar um assessor.

Após 30 anos de carreira, acabei descobrindo alguns “hacks” que podem auxiliar qualquer estudante a construir uma rotina de assessor de investimentos que leve ao sucesso. Reuni alguns deles abaixo:

1# Dedique pelo menos uma ou duas horas do dia para se atualizar

O mercado financeiro está em constante mudança. Logo, não é de se espantar que o assessor de investimentos, mais do que qualquer outro profissional, precise se manter sempre atualizado do que acontece no mundo das finanças.

Isso porque, no dia a dia de um assessor de investimentos, a consultoria e negociação com clientes ocupa um papel-chave. E como o profissional irá fornecer um atendimento qualificado se ele não estiver antenado no que acontece ao seu redor?

👉 A primeira dica, portanto, é esta: dedique uma ou duas horinhas por dia para conferir portais de notícias, escutar podcasts ou realizar a leitura de jornais de confiança, com o intuito de se manter atualizado sobre o mercado financeiro.

O planejamento, a organização e o foco são fatores que poderão influenciar nos seus resultados no curto, no médio e no longo prazo. Portanto, tenha em mente que quanto mais esforços dedicar a esses pontos, melhor será a administração do seu tempo e por consequência a sua produtividade.

Leve em consideração, também, que esse esforço diário de 1 ou 2 horas tem como objetivo principal a fidelização com os investidores.

Sem ética e sem conduta profissional você não fideliza o seu cliente. Ele é o principal protagonista do mercado e o seu maior ativo. Preserve-o e o sucesso será garantido!

2# Faça um planejamento de onde gostaria de chegar em 1, 3 e 5 anos

Para se tornar um assessor de sucesso, é necessário ter ambição. Em outras palavras, sem um objetivo final, você não irá encontrar as energias necessárias em sua rotina de assessoria de investimentos para enfrentar todos os desafios da área.

Para te ajudar alcançar seu planejamento pessoal, trouxe algumas dicas que podem ser aplicadas no dia a dia de um assessor de investimentos:

  • Programe quantos contatos/ligações telefônicas e reuniões fará por dia e siga à risca essa programação
  • Estabeleça metas de geração de leads;
  • Revise sua programação e suas metas semanalmente;
  • Organize o seu pitch (apresentação curta e assertiva) de forma matadora, mas antes faça uma análise e estude bem o perfil do seu prospect (pragmático, analítico, intuitivo ou emotivo);
  • Determine um horário para entrar nas suas redes sociais. Isso poderá ajudá-lo a manter o foco e não dispersar ao longo do dia.

Essas dicas podem fazer a diferença caso levadas em consideração no planejamento semanal ou até diário. Lembre-se que uma carreira de sucesso é construída a partir de uma rotina constante, evoluindo pouco a pouco e comemorando pequenas vitórias todos os dias.

>>> Um outro exercício que poderá ajudar muito na sua rotina é fazer a matriz de Einsenhower, ou de urgência, nas suas atividade. Com ela você poderá gerenciar melhor o seu dia e as suas prioridade. Confira abaixo como construir esse esquema:

matriz de eisenhower
(Fonte: Runrun.it)

Desse modo, a administração do tempo aumentará a sua produtividade e ajudará você a conciliar a sua vida pessoal com o seu trabalho.

Além disso, a resiliência é um exercício diário na vida de um comercial, o que inclui a rotina de um assessor de investimentos, pois por vezes esse profissional se deparará com frustações, negativas, mercados adversos e até mesmo com a concorrência.

Assim, guarde um tempo do seu dia para o seu bem-estar mental e desligue de tudo para se recarregar e se reenergizar. É o que falaremos a seguir!

3# Exercite constantemente o seu corpo e a sua mente

Buscando fazer exercícios físicos todos os dias e mantendo um equilíbrio mental e físico, pode ter certeza que você se sentirá cada vez mais apto para encarar os desafios do dia a dia com mais leveza.

Além disso, é de extrema importância exercitar a sua mente com estudos e atividades diárias relacionadas à área. Foi com o desenvolvimento desses entre os colaboradores que alguns escritórios atingiram relevância e grau de complexidade.

Mantendo a mente e o corpo sempre na ativa e dentro da rotina do assessor de investimentos, o profissional poderá se especializar em alguma outra área não necessariamente comercial. Desse modo, o dia a dia acabará sofrendo alguns ajustes.

Para finalizar esse tópico, trago alguns mantras que aplico em minha carreira diariamente, e que pode te auxiliar como pontos fundamentais para lidar com seus objetivos como assessor de investimentos:

  • Ética;
  • Conduta Profissional;
  • Planejamento e organização;
  • Administração do tempo;
  • Disciplina;
  • Responsabilidade;
  • Proatividade;
  • Resiliência.

Pratique esses elementos constantemente e a sua produtividade o surpreenderá! 🌟

4# Faça cursos especializados em assessoria de investimentos

É comum existir nos escritórios de assessoria de investimentos especialistas dos mais diversos tipos: em produtos, em renda variável ou renda fixa, na alocação de carteiras, no operacional ou até na liderança de times.

Isso, no entanto, faz parte de um processo de evolução da profissão do assessor de investimentos e o mais comum é que no início dela o relacionamento com clientes seja o caminho mais natural.

Com o tempo e a experiência, essas outras habilidades poderão ser descobertas e desenvolvidas, mas perceba que quanto mais especialista você for, mais o conhecimento técnico e a educação continuada – também chamada de lifelong learning – serão essenciais para o seu sucesso.

O MBA de Assessoria de Investimentos da Faculdade XP é a oportunidade para você, que se identificou com toda essa jornada descrita, para aumentar o seu aprendizado sobre a atividade do mercado financeiro que mais cresce nos últimos anos e quem sabe ser mais um assessor de sucesso!

Torne-se Assessor de Investimentos com a Faculdade XP + ABAI

Depois de entender a importância de se manter sempre em constante aprendizado, aqui vão algumas indicações de cursos para deslanchar sua carreira em assessoria de investimentos.

A primeira delas é a capacitação gratuita em Empreendedorismo para o Mercado Financeiro, ofertado pela ABAI – Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Este curso online, de caráter introdutório, visa exatamente oferecer a você a oportunidade de conhecer o seu perfil empreendedor, além de ouvir a experiência de profissionais de sucesso, como Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos, que talvez possam te ajudar nesse processo de decisão.

Após conhecer os básicos do mercado financeiro, por que não aprofundar sua carreira com o novo MBA em Assessoria de Investimentos da Faculdade XP?

>>> Com duração de 8 meses, o MBA é uma imersão completa para quem deseja fazer transição de carreira ou aprimorar suas skills em assessoria de investimentos. Além disso, você terá aulas ao vivo com mais de 10 grandes especialistas do mercado financeiro do Brasil. Eu estarei entre eles, claro!

O que está esperando? Inscreva-se agora!

7 filmes sobre empreendedorismo para te inspirar em 2023

Se você está começando a empreender, já é empreendedor ou é apenas um admirador do empreendedorismo, esta lista foi feita para você! Afinal, para abrir e gerenciar um negócio, é essencial ter boas referências, não é mesmo? E nada melhor do que filmes sobre empreendedorismo para inspirar.

E já que o final do ano é o momento ideal para rever erros e acertos e reorganizar estratégias profissionais e pessoais, é também uma excelente época para expandir os horizontes e pensar “fora da caixa” com um ótimo elenco de histórias que ajudam a desenvolver ideias e projetos.

E isso tudo durante o tempo em que você pode estar sentado ou deitado descansando de um ano tão agitado como foi 2022.

Se quiser unir o útil ao agradável, prepare a pipoca e convide uma boa companhia para maratonar os filmes indicados abaixo. Boa diversão e inspiração!

7 filmes sobre empreendedorismo impactantes 

Todos sabem o poder dos filmes de emocionar e conduzir o espectador a outras histórias e a pontos de vista completamente diferentes da sua realidade.

Dependendo da forma que for contado, um roteiro pode compartilhar conhecimentos e aprendizados e provocar mudanças de comportamentos e pensamentos. Quem nunca teve um insight ou uma reflexão após assistir a algum filme?

Se você quiser conhecer histórias empreendedoras e se inspirar com elas, leia até o final e confira nossas dicas de filmes sobre empreendedorismo.

1. Steve Jobs (2015)

Fonte: Seja Criativo

Quando pensamos em marcas inovadoras e transformadoras, a Apple com certeza é uma das primeiras a aparecer na nossa mente, certo?

Não à toa, diversos cineastas e autores tentam capturar a essência da empresa que modificou o modo como as pessoas lidam com seus celulares.

E, uma das tentativas mais bem-sucedidas foi o filme Steve Jobs, lançado em 2015, com Michael Fassbender como protagonista e Danny Boyle na direção.

Essa nova versão é considerada um dos melhores filmes para empreendedores, porque ela mostra um lado mais rígido do executivo, o que é pouco mencionado em outras gravações.

O longa foca em três momentos principais da carreira de Steve Jobs:

  • o lançamento do computador Macintosh, em 1984;
  • o lançamento da NeXT, então nova empresa de Jobs, em 1988;
  • a chegada do iMac G3, em 1998.

De modo geral, o filme retrata os bastidores que envolvem uma grande marca e reforça Jobs como o grande visionário que ele foi.

Dessa forma, a produção oferece uma lição importante para os empreendedores: persista no que acredita.

O filme está disponível na Apple TV, no Youtube e no Google Play Filmes.

2. À procura da felicidade (2006)

Fonte: Veja Dica

Toda a história desse filme de empreendedorismo é baseada em fatos reais e foi iniciada em uma cena em que Chris vai até um homem que está em uma Ferrari procurando vaga para estacionar.

Após o sujeito dizer que era corretor da bolsa de valores e chegava a faturar US$ 80 mil por mês, Chris se surpreende e memoriza tudo o que foi falado.

Naquele período, Chris sofre perdas graves no trabalho e tem que buscar outras formas de ganhar dinheiro para dar boas condições de vida a ele e ao próprio filho.

E como sair daquela situação era prioridade máxima, luta (e estuda) muito dentro de um programa de estágio não-remunerado até conquistar a vaga permanente.

Esse filme sobre empreendedorismo conta a trajetória e a persistência de um homem, que em momento nenhum deixou de correr atrás dos seus objetivos, mesmo diante pesadas e intensas adversidades da vida.

Em suma, é um longa comovente, que mostra a importância de acreditar na luta pelos seus sonhos, mesmo que momentos adversos passem pelo caminho.

O filme está disponível nas plataformas: Star+, HBO Max, Youtube, Google Play Filmes, Amazon Prime, Apple TV e Netflix.

< Leia também: 10 empreendedores de sucesso para você se inspirar />

3. A rede social (2010)

Fonte: HBO Max

Outro filme que fala sobre empreendedorismo é A rede social, que conta a história da criação do Facebook.

E ele ganhou muito destaque quando contada por David Fincher, em 2010, numa produção estrelada por Jesse Eisenberg (como Mark Zuckerberg), Justin Timberlake e Andrew Garfield.

O filme recebeu oito indicações ao Oscar, em categorias como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor, levando três estatuetas na premiação.

Da noite em que Mark começa a trabalhar na ideia que surgiria o Facebook até os conflitos judiciais com o próprio parceiro que o ajudou a criar essa rede social, dá para tirar muitas lições e aprendizados da história.

Uma delas é a frequente percepção de expansão, já que em vários momentos o longa retrata a busca incessante por aumentar a área de alcance do Facebook no mundo todo.

A produção consegue retratar a geração que cresceu com o crescimento da Internet e, ao chegar à idade adulta, aplica seus conhecimentos no trabalho.

Por esses e outros motivos, “A rede social” representa como poucos o momento em que vivemos e, por isso, é considerado um dos principais filmes sobre empreendedores de sucesso.

O filme está disponível nas plataformas HBO Max, Paramount+, Amazon Prime, Youtube, Google Play Filmes, Apple TV e Star+.

4. Joy: o nome do sucesso (2015)

Fonte: Disney Plus

Baseado na história real de Joy Mangano, esse é um excelente filme sobre empreendedorismo feminino. Ele mostra a perspectiva de uma mulher criativa desde pequena, mas que enfrenta um caos familiar enquanto estrutura sua vida.

Joy vive uma luta constante para conciliar a jornada de mãe divorciada com a de inventora. São várias as situações complicadas que a personagem passa com a família, tendo de ser responsável não só pela própria casa e filhos, bem como pelos pais e ex-marido, em determinados momentos.

Mas quando seu pai retorna, Joy resolve de uma vez por todas reinvestir em si mesma. Um dia, ao limpar o chão com cacos de vidro, Joy fere as mãos e inventa um esfregão prático e seguro que pode ser torcido sem contato.

Então, ela sai atrás de alguém que produza e distribua sua invenção. A obstinação da protagonista, mesmo quando todos parecem estar contra ela, é o que a faz ir mais longe.

Diante de tanta luta e determinação, Joy se torna uma história real de sucesso como empreendedora e inventora nos EUA, sendo inspiração para tantas outras mulheres.

O filme está disponível na plataforma Star+.

5. Um senhor estagiário (2015)

Fonte: Prime Video

Ben Whitaker é um senhor de 70 anos, aposentado, que inicia um projeto como estagiário de uma grande empresa.

O protagonista entra de forma discreta no novo local de trabalho, convencendo aos poucos as pessoas ao redor de sua utilidade e de seu valor.

Por outro lado, a presidente da empresa, Jules Ostin, é uma trabalhadora dedicada que, depois de um tempo, também começa a observar e perceber melhor a postura do novo colaborador.

Com o contato entre eles passando a ser cada vez mais frequente, Jules ganha confiança em Ben, aprendendo com a experiência de um estagiário incomum.

O filme acaba sendo uma lição de carreira, mostrando que ouvir os mais experientes também faz toda diferença, mesmo que estejam em cargos mais baixos.

Ter um mentor não só nos negócios, mas também na vida, ajuda qualquer um a decolar ainda mais na empresa ou no empreendimento que está.

Você pode assistir ao filme nas plataformas HBO Max, Apple TV, Amazon Prime, Youtube e Google Play Filmes.

6. Ford vs Ferrari (2019)

Fonte: Portal IG

Mais uma indicação de filme e documentário sobre empreendedorismo é o relato do longa que ganhou dois Oscar (Melhor Edição e Melhor Edição de Som) e foi indicado também para as categorias Melhor Filme e Melhor Mixagem de Som.

Com Matt Damon e Christian Bale, o filme retrata o momento em que a Ford entrou no ramo das corridas automobilísticas com foco em ganhar todo o prestígio e a fama da marca concorrente, que é a Ferrari.

Para começar com o pé direito, a Ford contrata o ex-piloto Carroll Shelby (Matt Damon) para ser o responsável pela jornada. Ele montou uma ótima equipe, mas encontrou dificuldades com a diretoria da Ford, que defende uma forma diferente de se destacar nas corridas.

Ele se uniu ao piloto britânico Ken Miles (Christian Bale) para combater a interferência da diretoria em suas ações e seus planejamentos. A partir disso, eles fizeram de tudo para construir um carro mais rápido de corrida que pudesse competir de igual para igual com os carros da Ferrari.

Esse filme emocionante, disponível na plataforma Star+ , mostra os bastidores das corridas automobilísticas, retratando que é preciso ir além para se destacar no seu mercado de atuação.

< Continue aprendendo: Finanças para empreendedores: 5 dicas para mudar a sua visão sobre dinheiro />

7. O menino que descobriu o vento (2019)

Fonte: Estação Nerd

Esse é realmente um filme sobre empreendedorismo inspirador e comovente! Baseado em uma história real sobre o jovem William Kamkwamba, morador de um vilarejo Malawi, que é marcado por fome e pobreza.

Mas, há algo especial nesse jovem: ele tem o desejo de mudar a vida das pessoas ao seu redor. Com esse objetivo e olhar empreendedor, William elabora e cria uma turbina eólica para contribuir com o cultivo de alimentos da região.

Mesmo com muitos olhares desacreditados e diversas situações de desigualdade, William mantém o seu mindset otimista  e consegue transformar completamente a vida de seu vilarejo.

Esse filme sobre empreendedorismo na Netflix é um que vale a pena assistir! Ele mostra que é necessário acreditar nos seus projetos e nos seus sonhos, mesmo com poucos recursos e apoios.

Bônus: A vida e a história de Madam C. J. Walker (2020)

Fonte: Conduta Literária

Apesar de não ser um filme sobre empreendedorismo – pois se trata de uma série – ainda assim trouxemos a produção, que possui tudo a ver com o tema deste artigo e conta uma história igualmente inspiradora. 

Produzida pela Netflix, aqui conhecemos a história real de Madam C.J Walker, que é um mulher de garra e determinada, além de ser empreendedora e ativista política e social afro-americana.

Com família pobre, ela consegue desenvolver um produto voltado para cabelos negros e, após muitos obstáculos, constroi um verdadeiro império da beleza de mulheres negras.

Madam C.J Walker se tornou a primeira empreendedora americana milionária e entrou para o Guinness Book of World Records.

Como ser um empreendedor de sucesso?

Para ser um empreendedor de sucesso tem que ir muito além dos filmes de empreendedorismo. É fundamental se especializar na sua área de atuação e estudar sobre outras que impactam diretamente o trabalho realizado como visionário e gestor de negócios.

Se quiser investir em educação continuada e aprender mais sobre o universo das finanças, dos investimentos e da economia digital, assine a plataforma Multi+ e acesse dezenas de cursos, imersões internacionais, bootcamps e conteúdos completos e interativos para potencializar o seu aprendizado.

Feature Driven Development: tudo sobre a metodologia

O Feature Driven Development (FDD), ou Desenvolvimento Orientado a Recursos, em tradução literal para o português, é uma das metodologias ágeis utilizadas por desenvolvedores de software.

O FDD é uma das metodologias mais antigas do ramo, sendo anterior, inclusive, ao Manifesto Ágil, criado apenas em 2001.

Neste artigo, você vai entender um pouco mais sobre o Feature Driven Development. Vamos explorar desde a sua criação até as aplicações da metodologia no desenvolvimento de softwares.

Boa leitura!

O que é o Feature Driven Development (FDD)?

Feature Driven Development é uma metodologia ágil para desenvolvimento de softwares orientada pela modelagem. Ela se baseia no estudo de problemas e no entendimento dos processos interativos para propor soluções. Seu principal objetivo é entregar ao cliente um software funcional em tempo hábil. 

O FDD se preocupa em promover aplicabilidade. Em outras palavras, é uma função com valor para o cliente, que pode ser desenvolvida em duas ou menos semanas. 

Para isso, o FDD trabalha os projetos a partir de 5 processos:

  • desenvolvimento de modelo geral;
  • criação de lista de funcionalidades;
  • planejamento por funcionalidade;
  • modelagem por funcionalidade;
  • construção por funcionalidade.

Nessa metodologia, as entregas são incrementais ao longo de todo o projeto. Por isso, o FDD é um método indicado para projetos longos que estão em fase inicial.

Características do FDD

Agora você já sabe o que é FDD. Mas, afinal, o que diferencia esta metodologia de outras, que também têm o propósito de entregar soluções de forma ágil? 

Aqui estão algumas características que tornam o FDD uma ferramenta única: 

  • é uma ferramenta iterativa (baseada na repetição, em ciclos);
  • tem, como base, a criação de produtos de qualidade;
  • funciona com pequenos e grandes projetos; 
  • é uma ferramenta pautada na geração de muitas informações (enriquecimento do processo de criação);
  • foco no processo em si, e não no resultado final; 
  • funciona sob uma abordagem sistemática e simples;
  • seu método operacional facilita a evolução do processo (apenas aquilo que funciona passa para a fase seguinte). 

A História do FDD em metodologias ágeis

De acordo com os registros, a metodologia foi concebida por Jeff De Luca, estrategista global de Tecnologia da Informação. De Luca foi inspirado nos princípios da modelagem de objetos criada por Peter Coad, um empresário de software norte-americano.

A metodologia FDD foi aplicada pela primeira vez em 1997, durante um projeto de desenvolvimento de software para um grande banco em Singapura. 

Nesse projeto, Jeff entregou um conjunto com cinco processos que atenderam às necessidades do banco, em um projeto de desenvolvimento de software que durou 15 meses e envolveu 50 pessoas.

Em seguida, o Feature Driven Development foi utilizado em um segundo projeto que durou 18 meses e envolveu 250 pessoas. A partir disso, a metodologia se tornou popular entre equipes de desenvolvedores de softwares. 

O método Coad/Yourdon

O FDD surgiu a partir de uma metodologia de análise orientada a objetos chamada método Coad/Yourdon. Tal método, criado pelos norte-americanos Peter Coad e Edward Yourdon, tem, como objetivo, identificar a razão dos problemas e os requisitos do sistema para sua solução.

Inicialmente, o método Coad/Yourdon foi pensado apenas para a fase de análise. Porém, logo em seguida, começou a ser aplicado também na fase de desenvolvimento do projeto.

Para identificar os problemas, no momento da análise, o processo toma, como base, 5 fases preliminares de análise que acontecem de forma simultânea. São elas: 

  1. identificação de classes;
  2. objetos;
  3. estruturas;
  4. assuntos;
  5. definição dos atributos e dos serviços.

Os 5 processos do Feature Driven Development

A partir das cinco fases da metodologia Coad/Yourdon, definem-se os 5 processos do FDD. Eles são amplamente utilizados por equipes de desenvolvedores de softwares até os dias atuais. 

Veja, no desenho abaixo, um esquema ilustrativo dos 5 processos do Feature Driven Development. A seguir, explicamos como cada um deles funciona.

Os 5 processos do FDD - Feature Driven Development

1- Desenvolver um modelo geral

O primeiro momento é de conhecer o sistema. Isso possibilita sua análise, bem como a avaliação do contexto no qual ele se insere. A partir desse entendimento, o profissional estuda os domínios do sistema e desenvolve um modelo geral com base nesses estudos. 

Então, pequenas equipes são designadas para criar uma modelagem superficial para cada área de domínio do sistema. 

Cada modelo criado é revisado por outros membros do projeto, que não fazem parte da equipe inicial de criação, a fim de escolher imparcialmente o melhor modelo de domínio para cada área.

Assim, ao final do processo, os modelos escolhidos são unificados no modelo geral do domínio do sistema e o trabalho é iniciado.  

2- Gerar uma lista de funcionalidades

Nesta fase, cria-se uma lista de funcionalidades do sistema, descrevendo e identificando a área de domínio de cada uma delas

As funcionalidades são importantes para o processo, porque cada uma é uma pequena tarefa que precisa ser implementada ao projeto, com o objetivo de gerar valor ao cliente. 

Os itens de funcionalidade não devem levar mais de duas semanas para serem concluídos, e são ordenados na lista por ordem de prioridade no desenvolvimento. Por exemplo: uma lista de funcionalidades pode conter os seguintes itens: “validar a senha do usuário”, “liberar o login” e “gerar relatório de vendas”. 

Caso a equipe não consiga criar a lista de funcionalidades, o processo de desenvolvimento sofre atraso, pois a primeira etapa de criação de modelo geral precisa ser refeita. Caso contrário, as fases seguintes do projeto sofrerão as consequências de erros e mais atrasos.

3- Planejar por funcionalidade

Após a lista de funcionalidades, é hora de planejar o desenvolvimento de cada uma delas. Para cada funcionalidade, são designados programadores-chefe, responsáveis por algumas classes ou códigos. 

A partir disso, formam-se as equipes de planejamento. Dentro desses times, cada integrante é encarregado de uma parte do projeto. 

4- Modelar por funcionalidade

Assim como na primeira fase, nessa etapa, cria-se uma modelagem com as funcionalidades a serem desenvolvidas. 

A diferença dessa modelagem é que o programador-chefe a cria de acordo com uma funcionalidade específica e a divide em classes, métodos e atributos. 

Quando finalizada, a funcionalidade passa por testagens da equipe desenvolvedora. 

5- Construir por funcionalidade

Após a modelagem passar por diversos testes, o código começa a ser implementado no sistema. Dessa forma, as funcionalidades são incorporadas e já podem ser colocadas em prática. Efetivado o código, ele é escrito e essa funcionalidade tem sua conclusão. 

Fazem parte dessa fase:

  • implementação das regras de negócio das classes;
  • inspeção do código;
  • condução dos testes unitários;
  • release (lançamento) da funcionalidade.

Como executar um projeto FDD? Conheça a equipe necessária

Por ser um processo repleto de tarefas executáveis, o capital humano envolvido em um projeto FDD é essencial. Aqui está um resumo da equipe necessária para suprir todas as demandas do Feature Driven Development em uma empresa. 

  1. Gerente de projeto, responsável por aspectos administrativos do projeto, gestão de tarefas e de prazos, operação do centro de controle, contato com o cliente e o compartilhamento do status do projeto;
  2. Arquiteto-chefe, responsável pela criação do sistema e gerenciamento dos demais arquitetos;
  3. Programador-chefe, que coordena a equipe de programadores;
  4. Gerente de desenvolvimento, profissional que lida com a equipe de desenvolvedores, gerencia prazos de sprints e coordena entregas e relatórios junto ao arquiteto-chefe;
  5. Proprietário da classe, desenvolvedores que gerenciam conjuntos menores de desenvolvimento de recursos, com prazo rápido de execução (até 2 semanas);
  6. Especialista em domínio: pessoas que entendem o contexto do projeto e contribuem para otimizá-lo. Podem ser usuários, clientes, patrocinadores etc.;
  7. Funções de suporte como testadores, escritores técnicos, administradores de sistema, gestores de ferramentas etc. 

FDD em metodologias ágeis: entenda a relação

Apesar do FDD ser uma metodologia ágil focada no processo de desenvolvimento do software com seus princípios bem definidos, ela é bastante flexível.

Por isso, consegue se adaptar e se integrar a outros métodos. Um deles é o Scrum, um framework de trabalho para gestão de projetos

Qual a diferença entre FDD e Scrum?

O FDD tem, como base, um conjunto de ações executadas de acordo com comandos pré-determinados. O objetivo é que as pequenas iterações (ciclos de repetições) sejam concluídas em um curto período de tempo (aproximadamente duas semanas) sem afetar o longo período de desenvolvimento do projeto. 

Os processos no FDD, apesar de serem adaptáveis, são bem definidos já no início do projeto. 

Enquanto isso, o Scrum é uma metodologia ágil que tem como objetivo principal, criar um projeto focado nas pessoas, mas que se adapta de acordo com as mudanças repentinas que surgem ao longo do processo de desenvolvimento. 

Além destas diferenças na essência da metodologia, outros detalhes separam o Scrum do FDD, como: 

  • estrutura das equipes: no FDD, os times são grandes, já que há muitas funções para execução. Já no Scrum as equipes são pequenas, e cada um acumula poucos papéis;
  • características dos projetos: o Scrum foi pensado para grupos e projetos pequenos, para respeitar o princípio da comunicação. Já o FDD foi criado para grandes projetos desenvolvidos por grandes equipes, sem precisar de divisão dos integrantes da equipe em pequenos grupos;
  • Riscos: no método FDD, o gerente é responsável por identificar os riscos durante o desenvolvimento do software. Em contrapartida, no Scrum, a própria equipe conversa para discutir os riscos e as melhores soluções para o problema. 

Embora sejam essencialmente diferentes, é importante pontuar que empresas que buscam a alta performance na entrega de resultados podem utilizá-las de forma complementar.

< Leia mais sobre a metodologia Scrum e o papel do Scrum Master! />

Diferença entre Feature Driven Development e Extreme Programming

O Extreme Programming é uma metodologia de desenvolvimento ágil baseada na testagem extrema dos softwares que estão sendo desenvolvidos. Além disso, o método enfatiza o trabalho em dupla, a colaboração entre a equipe e a boa comunicação entre o cliente e a equipe.

Podemos dizer que o XP, como é conhecido o Extreme Programming, mescla características da metodologia Scrum e do FDD. Isso porque trata-se de um método criado para desenvolvimento de software com base na criação de sistemas de alta performance. 

Sua estrutura, assim como o Scrum, prevê uma interação próxima com os clientes ao longo do processo de desenvolvimento. Além disso, contempla etapas de testagem em ciclos de desenvolvimento reduzidos (assim como no FDD).

FDD e XP: como escolher o melhor método?

O Extreme Programming é ideal para projetos em que o cliente não sabe muito bem o que quer. Assim, ele pode mudar de ideia durante o processo de desenvolvimento do software e a equipe de DevOps pode fazer as alterações solicitadas com agilidade, sem prejudicar o plano. 

Isso acontece porque o contato com o cliente é frequente, e eles estão sempre recebendo feedback. 

Por isso, decidir qual método se aplica melhor na rotina da sua equipe é uma decisão que precisa ser tomada após uma série de avaliações. 

É importante pensar no tamanho da sua equipe, observar o estilo de trabalho praticado por eles e estudar os prós e contra de cada metodologia. 

Vantagens e Desvantagens do FDD

Assim como qualquer metodologia, o FDD possui vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração na hora de optar pelo método. Abaixo listamos alguns desses itens.

Vantagens 

  • Ideal para trabalhar com equipes grandes em projetos grandes;
  • projetos bem estruturados desde a sua primeira fase;
  • permite que várias equipes trabalhem simultaneamente, reduzindo o tempo de execução do projeto;
  • o processo é altamente documentado, o que o torna muito rastreável (é mais fácil identificar gaps e corrigi-los);
  • equipes trabalham com as etapas de desenvolvimento com agilidade.

Desvantagens 

  • Não funciona bem em equipes menores, já que projeto FDD demanda a execução de muitas tarefas;
  • grande produção de documentação escrita nas primeiras fases do projeto;
  • o projeto depende muito das decisões dos programadores-chefe.

Torne-se um expert em Agile com a Multi+

Para entender, de forma profunda, como funciona o Feature Driven Development e outras metodologias ágeis, é preciso unir duas habilidades: conhecimento e prática. 

A boa notícia é que, na Multi+, plataforma de ensino da Faculdade XP, você alcança os dois objetivos de uma só vez.

Isso porque, dentre os diversos cursos e formações oferecidos, estão os bootcamps. São experiências imersivas, práticas e interativas que te ajudam a colocar em prática os conhecimentos adquiridos em aulas com especialistas do mercado. 

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O que são fundos imobiliários? Como funcionam?

Muitos brasileiros, após entenderem o que são fundos imobiliários, enxergam neste produto uma oportunidade interessante de investimento em renda variável. 

Prova disso é o Boletim FII, emitido pela B3. Em outubro de 2022, o número de investidores em fundos imobiliários ultrapassou 1,95 milhão. Comparativamente, em dezembro de 2021, o montante foi de 1,56 milhão. 

A verdade é que é possível viver de renda aplicando em fundos imobiliários, em vez de imóveis físicos, por exemplo. E este fator torna o produto bastante atrativo para alguns investidores, que faz com que cada vez mais novas carteiras emitidas com FIIs surjam, impulsionando o mercado.

Se você tem vontade, mas ainda não entende como investir em fundos imobiliários, não se preocupe. Preparamos este artigo completo com todas as informações necessárias para te ajudar a conhecer o produto e verificar a compatibilidade com o seu perfil de investidor.

O que são fundos imobiliários?

Fundos imobiliários podem ser relacionados com uma espécie de ‘condomínio’ de investidores, já que esses reúnem recursos para aplicar em conjunto no mercado imobiliário. Tais recursos aplicados costumam ser usados para a construção ou aquisição de imóveis, que depois são locados ou arrendados.

Assim, os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

No fundo, as decisões tomadas pelo gestor sobre o que fazer com os recursos precisam seguir e seguem objetivos e políticas predefinidos.

Vale mencionar que quem aplica, na verdade, está comprando cotas – partes nas quais a divisão do patrimônio (soma dos recursos) é feita.

Aliás, o cotista desses fundos não pode exercer direito real algum sobre os empreendimentos contidos neles.

< Leia também: Por que a liberação do empréstimo de cotas de fundos imobiliários é boa notícia />

Como funcionam os fundos imobiliários?

Para te ajudar a entender, a fundo, o que são os fundos imobiliários, separamos alguns conceitos-chave relacionados ao funcionamento do produto. 

1- Ticker

Assim como as ações de empresas abertas, as cotas de fundos imobiliários são identificadas no pregão por um código (ou ticker).

Tal código é formado por quatro letras maiúsculas, seguidas do número 11 – como XXXX11.

Porém, se o fundo for listado no mercado de balcão organizado da B3, haverá ainda a letra B no final (XXXX11B).

2- Portfólio

Existe uma variedade de empreendimentos imobiliários em que os fundos podem investir.

A escolha da estratégia de investimento e do que entra no portfólio é o que define o nível de risco e o potencial de retorno de cada carteira.

Dessa forma, os fundos imobiliários são classificados em grupos como os abaixo.

  • Fundos de tijolo (ou de renda): são os que investem em ativos reais (imóveis de fato) e que costumam ganhar com aluguéis. Alguns aplicam em vários empreendimentos, em diferentes regiões, enquanto outros se concentram em um só imóvel. No entanto, outros focam em determinados tipos de empreendimentos – como escritórios, prédios industriais, hotéis, shopping centers, hospitais e por aí vai. Por fim, também há os que fazem uma mistura de tudo na carteira.
  • Fundos de papel (ou de recebíveis): esses compram títulos ligados ao mercado imobiliário no lugar dos imóveis em si. Podem constar nas mais variadas carteiras, como de letras de crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários e outras mais.
  • Fundos híbridos: mesclam, na carteira, tanto papéis do segmento imobiliário (outros fundos imobiliários, LCIs, CRIs e afins) quanto investimentos em imóveis diretamente.

3- Valor mínimo

Na B3, é possível investir em fundos imobiliários a partir de uma única cota, o que significa que, com quantias pequenas (até mesmo inferiores a R$ 100), já dá para começar a aplicar nessa modalidade.

4- Custos

Basicamente, há 2 tipos de custos.

De um lado, é preciso pagar pelos serviços de administração e gestão.

Só que ainda pode haver uma taxa de performance, calculada com base no desempenho do fundo – se for superior ao de um indicador de referência, uma parte do ganho fica com o gestor.

Além disso, há custos de negociação das cotas. Isso porque para comprá-las e vendê-las na Bolsa, é preciso pagar taxa de corretagem à corretora que intermediar as operações e emolumentos.

Também é necessário checar se a corretora cobra pela custódia (ou guarda) das cotas.

5- Rendimentos

Uma das formas mais conhecidas de retorno dos FIIs é a distribuição periódica de rendimentos.

Por lei, esses fundos são obrigados a distribuir rendimentos, no mínimo, uma vez por semestre.

Porém, muitos optam por realizar pagamentos mensais aos investidores, o que acaba sendo, então, uma fonte de renda recorrente.

No geral, o volume de rendimentos depende da política de investimento do fundo, com a renda do aluguel dos imóveis pertencentes à carteira sendo a mais comum.

Mas os fundos também podem ganhar com:

  • Incorporação;
  • Venda dos direitos reais sobre os imóveis;
  • Juros de títulos e valores mobiliários.

6- Tributação

Uma parte do retorno obtido com o investimento nos fundos é isenta de tributação, mas outra, não. Olha só como isso funciona:

  • Rendimento: o rendimento distribuído periodicamente aos investidores pessoas físicas é isento de Imposto de Renda desde que: 1) o cotista tenha menos do que 10% das cotas do fundo; 2) o fundo tenha no mínimo 50 cotistas; 3) as cotas do fundo sejam negociadas exclusivamente em Bolsa ou mercado de balcão organizado;
  • Ganho de capital: o ganho obtido pelos investidores em função da valorização das cotas do fundo na Bolsa paga Imposto de Renda. Assim, na hora em que as cotas forem vendidas, recai uma alíquota de 20%.

7- Amortização

Em algumas situações, podem ocorrer amortizações das cotas de um fundo imobiliário. As amortizações são pagamentos que representam a devolução do capital aplicado pelo investidor na carteira.

Um caso de amortização ocorre quando o fundo vende algum dos seus imóveis, sem previsão de reinvestir o dinheiro em outro ativo.

8- Índice Ifix

Criado para acompanhar o desempenho dos fundos imobiliários, o Ifix é um índice composto por cotas de fundos negociados nos mercados de Bolsa e de balcão organizado da B3.

O Ifix reflete tanto as variações nos preços dos fundos incluídos no índice quanto o impacto da distribuição de rendimentos por parte das carteiras.

A carteira do Ifix é revisada a cada quatro meses.

Para ser incluído no índice, um fundo imobiliário precisa obedecer a alguns critérios – como ter sido negociado em 60% dos pregões durante o período de vigência das três carteiras anteriores.

< Antes de seguir em frente, aprenda mais sobre fundos imobiliários com Clara Sodré, especialista em investimentos e professora da Faculdade XP: />

Tipos de fundos imobiliários

A Anbima, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, classifica os fundos imobiliários de acordo com o tipo de aplicação que eles realizam e com a estratégia de investimento que adotam.

Dessa forma, as carteiras são agrupadas da seguinte forma:

  • Desenvolvimento para renda: esses fundos investem acima de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento ou na incorporação de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção. O objetivo é gerar renda com locação ou arrendamento dos espaços depois de prontos;
  • Desenvolvimento para venda: aplicam mais de dois terços do patrimônio líquido no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários em fase de projeto ou construção para vendê-los no futuro;
  • Renda: neste caso, investem acima de dois terços do patrimônio líquido em empreendimentos imobiliários já construídos, visando gerar renda com locação ou arrendamento deles;
  • Títulos e valores mobiliários: fundos que investem mais de dois terços do patrimônio líquido em títulos como ações, cotas de sociedades, fundos de participação (FIPs), recebíveis e fundos creditórios (FIDCs), sempre ligados ao mercado imobiliário;
  • Híbridos: fundos com estratégia de investimento que não se concentra particularmente em qualquer das estratégias anteriores.

Para que tipo de investidor os fundos imobiliários são recomendados? 

Os fundos imobiliários são investimentos de renda variável. Isso significa que, embora seja possível optar por carteiras com papéis menos voláteis, há uma tendência de oscilação no valor das cotas. 

Por esse motivo, é mais comum que os FIIs façam parte de carteiras de investidores moderados e arrojados, que têm maior tolerância à volatilidade do mercado. 

< Conheça os principais tipos de perfil de investidor e descubra qual é o seu! />

É um investimento seguro?

Se você quer investir em fundos imobiliáros, aqui está mais um indicativo positivo: trata-se de um produto financeiro seguro do ponto de vista da regulação. 

Embora não tenham garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), os diferentes fundos oferecidos para negociação têm o aval da CVM (Comissão de Valores Imobiliários) e são acompanhados pela B3, a bolsa de valores brasileira. 

Vantagens de investir em fundos imobiliários

Agora você já sabe o que são fundos imobiliários e para que perfil de investidor eles são indicados. Que tal entender também as principais vantagens do produto financeiro?

1- Gestão de um profissional especializado

Para um pequeno investidor ou quem acompanha com pouca frequência o mercado, contar com a ajuda de um especialista para gerir um fundo é bastante interessante. Isso porque ele decide sobre os investimentos a partir de uma série de critérios e análises técnicos e fundamentalistas, embasados na análise de performances e gráficos.

Por outro lado, investidores que já conhecem melhor o mercado não têm a possibilidade de interferir nas decisões ou escolher os ativos negociados, porque esse é o papel do gestor.

2- Mais acessível

Mesmo pessoas com pouco dinheiro para investir têm acesso ao mercado imobiliário com os FIIs.

Isso porque é possível comprar cotas na Bolsa com valores próximos de R$ 100, enquanto o preço de um imóvel pode facilmente chegar a muitos milhares de reais.

3- Investimento fracionável

O investimento em fundos é fracionável. Isso quer dizer que, caso precise do dinheiro que aplicou, o investidor pode vender apenas parte das cotas, e não um imóvel inteiro – como seria o caso se investisse no mercado de cimento e tijolo.

4- Menos preocupações

O investidor de fundos não precisa se preocupar com certidões, escrituras ou pagamento de certos impostos relacionados ao setor imobiliário. Esta é uma responsabilidade do administrador.

Da mesma forma, não é o cotista quem realiza diretamente ações de manutenção, conservação e reparos dos imóveis.

5- Investimento barateado

Os custos da administração dos imóveis do fundo são diluídos entre todos os cotistas, na proporção da sua participação, barateando o investimento.

Como investir em fundos imobiliários? Aspectos a considerar

Chegou a hora de entender como investir em fundos imobiliários. Para te ajudar, separamos um passo a passo com alguns aspectos importantes a considerar antes de adquirir suas cotas. 

  1. Avalie o portfólio dos fundos disponíveis: lembre-se de que a qualidade dos imóveis listados será essencial para assegurar que sejam lucrativos;
  2. Entenda o perfil dos imóveis componentes do fundo: considere que imóveis comerciais tendem a ter mais rotatividade de locação, enquanto imóveis industriais tendem a render contratos de longo prazo, por exemplo;
  3. Conheça os locatários dos imóveis: afinal, são eles os responsáveis pelo rendimento periódico dos fundos; 
  4. Considere a relação risco x retorno x preço: qual o valor de compra e venda da cota do fundo imobiliário? E qual a taxa de retorno obtida nos últimos meses e anos? E o risco envolvido nas operações?
  5. Cadastre-se em uma corretora de valores para negociar os fundos. 

Fundos imobiliários 2023: perspectivas e tendências

De acordo com especialistas ouvidos pelo portal Infomoney, a tendência de crescimento dos fundos imobiliários deve se manter em 2023. 

Isso porque, ainda do ponto de vista dos analistas consultados, o novo presidente, eleito em 2022, não deverá influenciar o comportamento da taxa básica de juros da economia nacional, a Selic, que é um fator sensível para o mercado de fundos imobiliários.

Aprenda mais sobre investimentos

Saber o que são fundos imobiliários é uma boa maneira de começar a olhar de forma analítica para a sua carteira de investimentos. Mas o leque de possibilidades é vasto, e o melhor caminho para obter lucros no mercado é o da educação. 

Pensando nisso, a Faculdade XP desenvolveu o Multi+, um ecossistema educacional disruptivo e digital, com mais de 100 cursos nas áreas de educação financeira, tecnologia e carreiras. Você assina a plataforma e pode começar a aprender com a ajuda dos maiores especialistas do mercado. Faça a sua inscrição e caminhe rumo ao futuro!

Como funciona o Tesouro Direto? Segurança e rentabilidade

Em busca de um investimento seguro e rentável? Então é hora de entender como funciona o Tesouro Direto. Isso porque, em comparação com a poupança, esse é um recurso mais promissor, já que tem maiores chances de segurança e rendimentos.

Não à toa, segundo o Governo Federal, o número de investidores neste produto financeiro ultrapassou a marca de 2.090.026 usuários em setembro de 2022. O número representou um crescimento de 61,53% em relação ao mesmo período de 2021. 

Mas, afinal, como funciona o Tesouro Direto? Por que chama a atenção dos investidores? Vamos tirar essas dúvidas e responder outros detalhes a partir de agora. Continue com a gente!

Tesouro Direto: o que é e como funciona? 

O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Tesouro Nacional – órgão responsável pela gestão da dívida pública que permite que pessoas físicas comprem papéis do governo federal pela internet.

Na prática, o Tesouro Direto funciona com uma lógica semelhante à do crédito pessoal, em que o cliente empresta dinheiro em troca de rendimento. Você, investidor, compra um título público por um preço e, mais adiante, recebe o mesmo valor emprestado ao governo somado aos juros.

Simples, não é mesmo? 

Quer saber mais sobre Tesouro Direto e outros tipos de investimentos? Tenha um guia ideal para sempre que precisar saber mais sobre o mundo dos investimentos. Faça o download agora:

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia da bolsa para Investidores" da Faculdade XP School.

O Tesouro Direto ficou popular entre os investidores justamente pela facilidade em aplicar o dinheiro, além de oferecer baixo risco de crédito. 

Aliás, pode-se dizer que o aumento de popularidade desta modalidade de investimento se deve por ser bastante democrática. Isso porque permite fazer aplicações com valores muito baixos (a partir de R$30) e oferece liquidez diária para todos os papéis.

Além disso, o Tesouro Direto não é restrito a poucas instituições financeiras. Pelo contrário: investidores podem aplicar por meio de diversos bancos e corretoras de valores. 

Na própria plataforma do Tesouro Direto há várias opções de títulos públicos à venda para perfis diferentes de investidores. Assim, é possível escolher diferentes indexadores, prazos de vencimento e fluxos de remuneração.

Veja abaixo alguns títulos do Tesouro Direto disponíveis para compra:  

(fonte: portal Tesouro Direto | Acesso em 11/11/2022)

< Aprenda mais: 5 vantagens de investir em Tesouro Direto ainda hoje />

Como funcionam os juros do Tesouro Direto?

Além de entender como funciona o investimento no Tesouro Direto, é importante compreender sob qual lógica de juros ele opera. Afinal, é neste fator que reside a rentabilidade do produto. 

O cálculo-base do Tesouro Direto é o dos juros compostos. Isso significa que o rendimento do título é avaliado sempre com base no valor ajustado do mês anterior (valor investido + lucro). 

Como funciona o IR no Tesouro Direto?

Outra informação importante para entender como funciona o Tesouro Direto diz respeito à sua tributação no Imposto de Renda. 

De acordo com o portal oficial do Tesouro Direto no Governo Federal, os impostos cobrados sobre as operações realizadas no Tesouro Direto são os mesmos que incidem sobre as operações de renda fixa, como fundos de investimento e CDBs.

São eles: 

  1. Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), para resgates da aplicação em menos de 30 dias;
  2. Imposto de Renda (IR), com alíquota regressiva a depender do prazo do investimento.

Com relação à alíquota regressiva, a lógica é a seguinte: 

  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15% para aplicações com prazo acima de 721 dias.

Além disso, há incidência de impostos sobre os rendimentos financeiros obtidos no resgate antecipado, no pagamento de cupom de juros (O IOF não incide sobre os cupons de juros; somente o IR) e no vencimento dos títulos.

Como funciona o aporte mensal no Tesouro Direto?

Se o seu objetivo for atualizar o montante investido no Tesouro Direto, você pode optar pelos aportes mensais. São depósitos automaticamente direcionados para a conta do Tesouro Direto a partir da sua corretora de valores

Nesse caso, você define previamente a quantia e os depósitos ocorrem rigorosamente na data acordada. 

< Entenda qual a melhor corretora de valores para Tesouro Direto: XP ou Rico? /> 

Antes de continuar a leitura, assista ao primeiro vídeo da série Mapa do Tesouro, da XP, com informações valiosas para te ajudar a entender como funciona o Tesouro direto: 

Quais são os tipos de Tesouro Direto?

Como pontuamos acima, o Tesouro Direto funciona como um empréstimo do investidor para o governo federal em troca de uma remuneração porcentual. O programa foi criado por meio de uma parceria entre o Tesouro Nacional e a B3 (Brasil, Bolsa Balcão).

Existem três grupos de títulos públicos à venda no Tesouro Direto: prefixados, pós-fixados e híbridos – relacionados à remuneração desse tipo de investimento:

  1. Prefixados: no momento da compra, você sabe exatamente quanto vai receber de retorno, desde que faça o resgate apenas no vencimento do título;
  2. Pós-fixados: você conhece os critérios de remuneração, mas só saberá o retorno total do investimento no momento do resgate, uma vez que esses papéis são atrelados a um indexador que pode variar;
  3. Híbridos: títulos que têm parte da remuneração definida no momento da compra e o restante atrelado à variação da inflação.

Modalidades do Tesouro Direto 

Entendeu como funciona o Tesouro Direto? Ainda não acabou! Por ser um produto versátil, ele é repleto de possibilidades de investimento. Isso ajuda a encontrar opções que se adaptam a diferentes perfis de investidor, do arrojado (que não teme oscilações e possibilidades de perdas) ao conservador.

Conheça algumas dessas modalidades a seguir.

Tesouro Selic (LFT)

A Letra Financeira do Tesouro (LFT) é uma modalidade de investimento em títulos de renda fixa com rentabilidade diária atrelada à taxa básica de juros da economia – também conhecida como Taxa Selic e, popularmente, conhecida como Tesouro Selic.

O Tesouro Selic é pouco volátil, o que significa que o preço do papel oscila pouco ao longo do tempo e a aplicação tem liquidez diária. Não diferente, o rendimento é adicionado à aplicação todos os dias.

Outro ponto interessante é que, se você precisar vender o papel antes de seu vencimento, pode perder dinheiro, isso dependerá do momento do resgate. 

Outro ponto é que a rentabilidade será positiva, conforme o tempo em que seu dinheiro permanecer investido.

Diante de tudo isso, esse investimento é ideal para quem busca rendimentos pós-fixados de acordo com os juros com fluxo simples.

Tesouro Prefixado (LTN)

LTN (Letras do Tesouro Nacional) é a forma mais comum de investir em Tesouro Prefixado.

Como já explicado o porquê do “prefixado”, nesse tipo de papel, o retorno é informado na data da aplicação.

Isso significa que você sabe exatamente quanto receberá se mantiver o papel até a data de vencimento. Por outro lado, se decidir pelo resgate do dinheiro antes do prazo, você pode sacar um valor menor do que o investido, tendo prejuízo ou até ganhar mais que o esperado.

Isso porque o valor do título oscila ao longo do tempo, para cima ou para baixo, de acordo com as expectativas para os juros (marcação a mercado). Portanto, nesse caso, a rentabilidade depende do momento do resgate.

Atrelado somente à rentabilidade prometida no momento da compra, o LTN é indicado para investidores que acreditam que a taxa de juros oferecida será maior que a inflação do período.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

Mais uma alternativa ao investidor é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, que leva o nome oficial de NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F). A grande diferença desse tipo para o LTN simples é que existe aqui um pagamento periódico dos rendimentos.

Assim, dentro do NTN-F, o investidor recebe os rendimentos a cada seis meses, não precisando esperar o vencimento para poder resgatar seus ganhos de capital. Isso porque duas vezes por ano é pago o chamado cupom – juros devidos até aquela data.

A vantagem do título com pagamento semestral de cupom é que você passa a ter um fluxo de caixa sem precisar vender o título antes do vencimento. Isso te oferece a opção de sacar os recursos para compor seu orçamento, ou mesmo reinvesti-los.

Porém, sempre que receber o cupom, será descontada a alíquota máxima de Imposto de Renda sobre o ganho de 22,5%. Dessa forma, esse título é mais indicado para investidores que requerem fluxos de caixa semestrais.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal)

Existe ainda uma modalidade de investimento em Tesouro Direto que usa os valores da inflação como indexador de rentabilidade.

Esse, aliás, é um título da categoria híbrida, combinando uma parte do retorno prefixado e o restante indexado à inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Como o papel fica protegido contra a inflação, que prejudica o poder de compra do dinheiro desvalorizando aquele capital, a remuneração real se dá pela parte prefixada do título – essa é a grande vantagem deste tipo de investimento.

Se, por exemplo, você faz um investimento com 2,5% de retorno nominal em um ano, mas a inflação no mesmo período foi de 3,5%, ao final, seu dinheiro perdeu valor.

Aplicando no Tesouro IPCA+, isso não tem possibilidade ocorrer, já que haverá sempre um “ganho real” – acima da inflação.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B)

Também híbrido, esse papel conta com parte da correção atrelada à variação do IPCA e outra parte do ganho definido no momento de compra do papel.

A opção por um título com Juros Semestrais significa que, duas vezes por ano, será pago o proporcional da remuneração combinada.

Aliás, vale lembrar que a tributação do IR (Imposto de Renda) sobre o ganho semestral será de 22,5% no primeiro pagamento e, depois, vai seguir a tabela regressiva até 15% para juros distribuídos após 720 dias.

Outro ponto importante é que, como o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA+ também sofre marcação a mercado.

Isso quer dizer que, se o investidor decidir sacar os recursos antes do vencimento, estará sujeito às condições de mercado naquele momento – podendo receber mais ou menos que o esperado.

Por esse título também estar atrelado às altas e baixas da inflação, oferece ganhos reais ao investidor, sendo extremamente interessante.

< Leia também: Quais são os tipos de Tesouro Direto ideais para suas metas? />

Vantagens e desvantagens do Tesouro Direto

Assim como acontece com qualquer tipo de investimento, o Tesouro Direto possui pontos positivos e negativos.

Pontos, esses, que dependem de aspectos econômicos e pessoais. Aliás, é importante que você entenda que esses ativos financeiros podem ser usados em diferentes estratégias de curto, médio e longo prazo.

Dessa forma, o melhor momento para investir no Tesouro Direto é aquele em que os títulos disponíveis combinam com os seus objetivos financeiros.

Comecemos pelas vantagens do Tesouro Direto. 

Prós 

1- Facilidade

Investir no Tesouro Direto é muito simples e rápido, pois você só precisa ter acesso à internet e uma conta em uma instituição financeira. Logo, você investe no conforto da sua casa.

Diariamente, todos os títulos são disponibilizados em horários definidos para a compra e venda.

2- Segurança

Aqui, respondemos à seguinte questão: por que os títulos do Tesouro Direto são considerados mais seguros do que a poupança?

Porque ele é emitido pelo governo, órgão máximo do país, neste caso a possibilidade de quebra do Estado é mais baixa do que a de instituições financeiras. Por isso que o Tesouro Direto é considerado mais seguro que a poupança.

Além do mais, no Tesouro Direto o governo tem capacidade de aplicar impostos para cobrir suas despesas, enquanto o setor privado não pode financiar da mesma maneira. 

Aliás, quer sair da Poupança? Então, aperte o play e aprenda a investir em renda fixa:

3- Liquidez diária

Liquidez é o tempo de resposta das suas aplicações. Neste caso, por ser diária, é quando o investidor solicita o resgate do seu dinheiro no Tesouro Direto a qualquer momento. O governo faz a recompra dos títulos e, em apenas um dia útil, o dinheiro já fica disponível na sua conta.

Assim, o Tesouro Direto se faz qualificado para diversos objetivos de investimento, como:

  • Fundos de emergência;
  • Aposentadoria;
  • Compra de um imóvel.
4- Acessibilidade

Investir no Tesouro Direto é acessível até para pequenos investidores ou para quem ainda não sabe muito sobre o assunto.

Para se ter uma ideia, em janeiro de 2022, os papéis prefixados avançaram até 12 pontos -base (0,12 ponto percentual), como é o caso do Tesouro Prefixado 2026, que oferecia juros de 11,30%. O percentual também é considerado maior em relação aos 11,26% ao ano na abertura dos negócios.

Contras

1- Taxas e tributos

Como a maioria dos investimentos, o Tesouro Direto possui custos, que são as taxas e impostos. De acordo com o valor investido e o prazo de aplicação, esses tomam uma parte dos seus ganhos.

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um dos impostos cobrados pelo investimento em títulos públicos, incide sobre os rendimentos apenas nos primeiros 30 dias da aplicação – o que quer dizer que, se você solicitar o resgate dentro desse período, haverá a cobrança.

Aliás, o Tesouro Direto também possui a taxa de custódia. Cobrada semestralmente pela B3 para a guarda dos papéis e a segurança das suas informações pessoais, no ano, ela totaliza 0,25%.

Por fim, há o Imposto de Renda (IR), que atinge apenas sobre os rendimentos e de forma regressiva – ou seja, quanto maior o tempo de investimento, menor a alíquota.

2- Risco de venda no mercado

Se você precisar fazer uma venda antecipada, corre o risco de receber um valor menor do que pagou.

Os preços dos títulos no mercado flutuam de acordo com as oscilações na taxa básica de juros – quando a taxa Selic sobe, o preço dos papéis diminui.

Nesse cenário, esses papéis no Tesouro Direto valem menos do que você pagou e, ao vendê-los, você pode ter perdas no seu capital. 

Assim, fique muito atento à marcação a mercado, que representa a atualização do preço dos ativos, para saber o quanto você receberia se vendesse seu título hoje.

Como investir no Tesouro Direto?

Ao saber como funciona o Tesouro Direto você pode ter certeza que este não é um processo difícil. Basta ter um CPF em situação regular, cadastrar-se em um banco ou corretora de investimentos e responder um questionário indicando o seu perfil de investidor (conservador, moderado e agressivo).

Após isso, você deve acessar a tela de investimentos e escolher uma opção de acordo com o valor, a remuneração e a data de vencimento.

No site do Tesouro Nacional, há uma lista com todas as instituições habilitadas.

Quando vale a pena investir no Tesouro Direto?

Investir em Tesouro Direto vale a pena quando estão elevados o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e a Selic, fazendo com que aumente a remuneração dos investimentos.

O Tesouro Direto tem cobertura do FGC?

Os títulos públicos não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), como acontece em grande parte dos tipos de renda fixa. No entanto, eles são garantidos pelo Tesouro Nacional, o que assegura certa estabilidade.

Por exemplo, em caso de falência da instituição financeira representante pela intermediação, o investidor não é impactado financeiramente.

< Leia mais: Saiba quando vale a pena investir seu dinheiro no Tesouro Direto /> 

Aprenda mais sobre Tesouro Direto!

Após compreender como funciona o Tesouro Direto, foi possível perceber que esse é um tipo de investimento que traz segurança, liquidez e rentabilidade. 

Mas isso não significa que você terá um bom retorno financeiro imediatamente. Não esqueça que essa aplicação tem diversas taxas, o que pode comprometer seu orçamento. 

Nesse sentido, estudar nunca é demais quando se trata de investimentos de renda fixa. Por isso, acreditamos que você deva se aprofundar neste assunto investindo no curso Renda Fixa: ganhos com baixo risco.

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