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Investimento de alto risco: veja 5 exemplos dos melhores ativos

O que é um investimento de alto risco e quando ele vale a pena? Como o próprio nome sugere, trata-se de uma aplicação que não apresenta tantas garantias, mas que tem por objetivo maximizar o retorno da carteira.

Ou seja, trata-se de uma aplicação que tende a gerar bons rendimentos. Em contrapartida, oferece menos segurança. Por conta disso, é indicada para quem possui um perfil de investidor arrojado.

Neste conteúdo, vamos falar mais sobre o seu conceito, os principais exemplos de investimentos de alto risco e os melhores. Continue a leitura!

O que é investimento de alto risco?

O investimento de alto risco é aquele que não possui previsibilidade ou até mesmo garantias de rentabilidade. Ou seja, no momento da aplicação, não é possível saber qual será a margem de lucro ou de eventuais perdas.

Esse modelo é mais associado às rendas variáveis, as quais podem apresentar grandes variações de valorização em um tempo curto por conta das oscilações do mercado.

Por essas questões, o investimento de alto risco é indicado para o perfil de investidor arrojado e experiente, que já possui um bom volume de patrimônio acumulado. 

Ainda assim, fazer uma aplicação desse porte requer um bom planejamento financeiro e muito estudo. Do contrário, pode colocar a estabilidade financeira do investidor em risco. 

Mas é exatamente a possibilidade de ganho que torna o investimento de alto risco tão atraente. Afinal, quanto maiores as oscilações dentro do mercado financeiro, maiores são os rendimentos no caso de aplicações favoráveis.

Com isso, já dá para entender as suas maiores vantagens e desvantagens: enquanto de um lado temos o risco de perder, do outro encontramos o potencial de gerar grande lucro. Isso é o que significa risco alto em investimentos.

< Leia também: Gerenciamento de risco: 10 dicas para implementar a seu favor />

5 exemplos de investimentos de alto risco

Agora que você já sabe o que é, vamos conhecer os melhores investimentos financeiros de alto risco. Confira 5 exemplos!

1. Ações

As ações são um dos tipos de ativos mais comuns entre as rendas variáveis. Se você quer ser um investidor de alto risco, provavelmente já se aventurou na bolsa de valores.

Mas, afinal, nem todas as aplicações na bolsa fazem parte dessa classificação de risco de investimento. Por apresentar uma ampla variedade de possibilidades de aplicações, normalmente, há menos quando se investe em empresas com bom histórico e fundamentadas

Entretanto, caso procure por potencializar os retornos, é possível ser acionista de companhias novas, que se encontram em mercados com altas flutuações ou aquelas que estejam com dificuldades financeiras.

2. Day trade

O day trade é um dos principais exemplos de investimentos de alto risco, também da bolsa de valores. Isso porque, como o nome sugere, ele se baseia em operações de curtíssimo prazo, que abrem e fecham no mesmo pregão, ou seja, com liquidez diária.

Sendo assim, é um tipo de investimento que dispõe das flutuações ao longo de um dia, podendo ser realizados com diversos tipos de ativos. Apesar disso, as ações são as mais populares.

Além do risco elevado, essa operação exige dedicação exclusiva do trader, por serem ações que ocorrem em um prazo muito curto. 

Os investidores de alto risco desta modalidade precisam ser ágeis e precisos para tomar as melhores decisões no momento certo, além de ter uma boa inteligência emocional.

Quer saber mais sobre como funcionam as operações de day trade? Confira um ebook completo sobre o assunto:

Imagem da campanha de um livro digital gratuito com o tema "Guia de Boas Práticas para Day Trade" da Faculdade XP School.

3. Câmbio

As operações financeiras de câmbio são consideradas uma boa forma de se proteger contra as variações do mercado. Essas aplicações podem ser vantajosas principalmente quando há uma grande desvalorização da moeda brasileira.

Entretanto, por ser um mercado imprevisível, com oscilações que podem ser causadas por diversos acontecimentos internacionais, políticos e econômicos, é considerado um investimento de alto risco.

< Leia também: Como aplicar em dólar no Brasil: 5 principais formas / >

4. Investidor anjo de startups

A startup é uma empresa de tecnologia digital que se encontra em um estágio inicial do seu negócio, mas que possui grande potencial de crescimento. É exatamente neste cenário que se encaixa o investidor anjo.

Muitas organizações pequenas ainda não possuem o capital necessário para crescer o seu modelo de negócio e tornar as operações internas sustentáveis. 

Contudo, com o aporte financeiro de um investidor, é possível alcançar melhores níveis de competitividade no mercado, trazendo grandes retornos.

Além disso, o investidor anjo pode atuar e contribuir internamente no direcionamento da empresa por conta de sua expertise. Entretanto, é considerado um investimento de alto risco porque a startup pode não alcançar os resultados esperados e não ir para frente.

5. Contrato futuro

Conhecidos também como mercado futuro, são um tipo de investimento derivativo, ou seja, são contratos financeiros com liquidação predefinida. Isso significa que o investidor pode comprar ou vender um ativo pelo valor de mercado, que é reajustado diariamente.

Então, na prática, as operações são ajustadas todos os dias de acordo com as expectativas do mercado para o preço futuro do ativo

É considerado um investimento de risco porque, no caso de ajuste negativo, o investidor precisa pagar a diferença. Porém, se for positivo, receberá o valor na sua conta.

< Talvez você também se interesse por este post: Saiba como investir no mercado futuro e adquirir renda no tempo certo />

5 dicas para realizar um investimento financeiro de alto risco

Análise das empresas

Ao falar sobre o que significa risco alto em investimentos, ressaltamos a importância de ser um investidor experiente, já que é necessário avaliar bem em quais empreendimentos irá negociar.

Para isso, é necessário analisar relatórios e outros dados disponíveis, além de avaliar a volatilidade do nicho em que a empresa está inserida ou possíveis crises. 

Todas essas questões fazem a diferença para que o seu investimento de alto risco não seja um tiro no escuro.

Metodologias comprovadas

O planejamento baseado em metodologias qualificadas e comprovadas é fundamental ao realizar investimentos de alto risco. 

Isso pode ser feito por meio de tecnologias especializadas para minimizar riscos e perdas, mas também ao conversar com especialistas na área, que possuam um olhar analítico e estratégico.

Por conta disso, encontrar uma boa corretora, como a XP Investimentos, pode representar um grande diferencial, principalmente quando falamos em aplicações de alto risco. 

O importante é procurar por uma empresa que seja confiável e disposta a solucionar possíveis dúvidas ou problemas.

Seja paciente

Se você já é investidor, então sabe que a paciência é um dos principais segredos para conquistar melhores resultados e ter uma boa margem de lucros.

Você pesquisou os principais exemplos de investimento de alto risco, estudou sobre as empresas que deseja investir e conversou com os especialistas.

Uma vez que as aplicações foram feitas, é necessário ter inteligência emocional para lidar com as possíveis flutuações do mercado, algo natural na renda variável.

Diversifique a carteira

Quando falamos sobre a classificação de risco de investimento e consideramos o cenário de perdas e ganhos, uma boa prática é a diversificação de ativos, podendo ser tanto de renda fixa quanto de variável.

Dessa maneira, mesmo que você arrisque uma parte do seu patrimônio em uma aplicação e acabe perdendo, ainda conta com outros ativos que podem suprir essa perda, sem trazer maiores complicações financeiras.

Afinal, se o seu capital está bem distribuído em diferentes investimentos, há uma maior possibilidade de adquirir mais lucros do que prejuízos. Essa é uma dica de ouro para qualquer pessoa que busca construir um patrimônio estável e positivo. 

Além disso, outra dica é diversificar em diferentes setores da bolsa. Dessa forma, caso ocorra uma crise em algum segmento específico (como Energia ou Saúde, por exemplo), possíveis prejuízos podem ser recuperados com ganhos em outros setores que passaram inabaláveis a essa instabilidade.

Continue estudando!

Estudar nunca é demais quando estamos falando sobre investimentos financeiros, principalmente quando eles são de alto risco. Afinal, ninguém quer perder dinheiro, não é mesmo?

Mas como você viu, com uma estratégia bem fundamentada e uma atenção extra às principais tendências do mercado e aos principais indicadores, é possível ter bons resultados.

Mas, para isso, você vai precisar estudar para ter mais segurança e rentabilidade com esses investimentos, reduzindo suas chances de perda.  

Com a Faculdade XP, você consegue se desenvolver ainda mais nesta jornada de aprendizado. Confira nossos cursos, que irão te preparar para entender o mercado financeiro de alto risco e dar seus primeiros passos de forma segura e confiante: 

E se você quiser ainda mais vantagens, conheça o XPE Multi+: uma plataforma completa com aulas feitas pelos maiores especialistas da área. Assim, você terá acesso a dezenas de cursos com uma única assinatura. 

Aproveite essa oportunidade de aperfeiçoamento e seja Multi+!

11 livros de Day Trade obrigatórios para ter sucesso na área

Sabemos que neste mercado a prática é decisiva. Contudo, a teoria é a base do conhecimento. Por isso, os livros são uma ótima forma para se desenvolver. Sem contar a oportunidade de estudar lições de profissionais experientes e renomados.

Além disso, aprender nunca é demais, principalmente quando o assunto envolve investimentos, onde informação e lucro andam lado a lado.

Pensando nisso, preparamos uma lista dos melhores livros sobre day trade para investidores, dos iniciantes aos experientes.

Afinal, para ter sucesso nessa modalidade de investimento, é preciso ter bons conhecimentos sobre o mercado, conhecer as técnicas de análise e aprender a avaliar as melhores oportunidades para entrar e sair de suas aplicações.

Por que ler um livro sobre day trade?

O day trade consiste em operações de compra e venda, que são feitas no período de um dia, ou seja, no mesmo pregão. Por conta do dinamismo das operações, é fundamental que o trader saiba acompanhar e interpretar as oscilações do mercado.

Além disso, ele deve conhecer os principais conceitos, índices e métricas, a fim de conseguir fazer uma boa análise técnica e, consequentemente, tomar as melhores decisões.

Essa breve explicação sobre a metodologia está aqui para deixar clara a importância do aprendizado da técnica, que também pode ser adquirido por meio de bons livros sobre day trade.

A verdade é que, quanto mais fontes confiáveis você tiver, maiores são as chances de absorver o conteúdo, e assim, conseguir aplicar tais conhecimentos com eficiência em seu dia a dia no mercado acionário.

Quer saber mais sobre os livros que todo trader deve conhecer? Então, confira nossa lista com 11 obras indispensáveis que separamos para você:

  1. Fora da Curva – Florian Bartunek, Pierre Moreau e Giuliana Napolitano;
  2. O Investidor Inteligente – Benjamin Graham;
  3. O Jeito Warren Buffett De Investir – Robert G. Hagstrom;
  4. Os Axiomas de Zurique – Max Gunther;
  5. Comprar ou Vender? – Eduardo Matsura;
  6. Aprenda a Operar no Mercado de Ações: Alexander Elder;
  7. O Trader Vencedor – Mark Douglas;
  8. Candlestick – Carlos Alberto Debastiani;
  9. Análise Técnica para Leigos – Barbara Rockfeller;
  10. Manual de Análise Técnica – Marcos Abe;
  11. Análise Fundamentalista – José Kobori.

11 livros que todo investidor e trader deve ler

Como deixamos claro no início deste post, todo conhecimento é válido, ainda mais quando nos ajuda a entender o mundo ao nosso redor e melhorar nossas práticas. 

Pensando nisso, focaremos primeiro nos livros que todo investidor deveria ler, pois dão uma boa base para quem deseja atuar nesta área.

Em seguida, entraremos no universo do trading, com indicações de livro de day trade para iniciantes e também para os mais experientes.

1. Fora da Curva – Os segredos dos grandes investidores do Brasil – e o que você pode aprender com eles

Capa do livro - Fora da curva
  • Organização: Florian Bartunek, Pierre Moreau e Giuliana Napolitano
  • Editora: Portfolio-Penguin (1ª edição, 2016)

Essa obra reúne depoimentos de alguns dos maiores investidores do país: André Jakurski, Antonio Bonchristiano, Luis Stuhlberger, Guilherme Affonso Ferreira, Guilherme Aché, José Carlos Reis de Magalhães Neto, Luiz Fernando Figueiredo, Meyer Joseph Nigri, Pedro Damasceno e o próprio Bartunek. 

O grande diferencial de “Fora da curva”, é que muitas dessas personalidades são avessas a entrevistas, mas decidiram contar a história de suas carreiras neste compilado, a fim de espalhar valiosas lições de negócios para o público brasileiro.

O livro é composto por entrevistas, nas quais cada uma dessas personalidades, contam sua trajetória, compartilhando seus aprendizados e desafios que enfrentaram até se tornarem quem são hoje: grandes investidores, conhecidos pelos seus resultados no mercado financeiro.

É uma leitura super recomendada, pois mostra que o caminho para o sucesso está repleto de altos e baixos. Logo, é importante aprender que para chegar ao topo, é preciso muito estudo, disciplina e dedicação.

2. O investidor inteligente: o guia clássico para ganhar dinheiro na bolsa

Capa do livro - O investidor inteligente
  • Autor: Benjamin Graham
  • Editora: HarperCollins (1ª edição, 2016)

Warren Buffett, um dos maiores investidores de todos os tempos, disse: “Se você tiver que ler um só livro sobre investimentos em toda a sua vida, que seja esse.”

O autor de “O investidor inteligente” é uma das principais referências em investimentos no mercado de ações.

Entre suas principais lições, estão:

  • diferenciar investimento de especulação;
  • a importância da análise fundamentalista;
  • o conceito de “buy and hold”;
  • ativos com “margem de segurança”.

< Quer conhecer outras obras desta lenda dos investimentos? Leia este post: Warren Buffett: livros do maior investidor e suas recomendações />

3. O Jeito Warren Buffett de Investir – Os Segredos do Maior Investidor do Mundo

Capa do livro - O jeito Warren Buffett de investir
  • Autor: Robert G. Hagstrom 
  • Editora: Benvirá (2ª edição, 2019)

O investidor mais famoso e um dos homens mais ricos de todos os tempos tem lições valiosas para oferecer a quem deseja investir na bolsa de valores.

O Jeito Warren Buffett de Investir” traz tudo que você precisa saber sobre Buffett e suas técnicas.

Dentre os conteúdos que você verá neste livro, estão:

  • os 12 princípios básicos que orientam suas compras de ações;
  • sua formação intelectual e os mestres em que se inspira;
  • seu foco no investimento de longo prazo;
  • um aprofundamento do campo das finanças comportamentais, que explicam o que há por trás dos principais obstáculos enfrentados pelos investidores.

< Leia também: Tudo sobre Warren Buffett: da trajetória às melhores frases />

4. Os Axiomas de Zurique – Os conselhos dos banqueiros suíços para orientar seus investimentos

Capa do livro - Os axiomas de Zurique
  • Autor: Max Gunther
  • Editora: Best Business (1ª edição, 2016)

Em “Os axiomas de Zurique”, Max Gunther mostra os segredos de um grupo de homens que, após a Segunda Guerra Mundial, resolveram ganhar dinheiro investindo em várias frentes: de ações a imóveis, de commodities a moedas estrangeiras.

Assim, apresenta as regras e princípios infalíveis que esses banqueiros estabeleceram para diminuir riscos e aumentar seus lucros. 

Essas regras preciosas estão divididas em 12 axiomas principais e 16 secundários, que devem ser seguidos em busca de especulações de sucesso.

5. Comprar ou Vender? – Como investir na Bolsa utilizando Análise Gráfica

Capa do livro - Comprar ou vender?
  • Autor: Eduardo Matsura
  • Editora: Saraiva (1ª edição, 2020)

Para quem quer começar a investir na bolsa de valores, a análise técnica pode ser uma grande aliada.

Ela ajuda a identificar tendências e padrões gráficos que sinalizam tendências de alta e de baixa. Dessa forma, auxilia no processo de tomada de decisão sobre o melhor momento para comprar ou vender um ativo.

Comprar ou Vender?” é um ótimo livro de análise gráfica para day trade. Nele, você aprenderá a: 

  • identificar tendências;
  • melhorar o timing das suas operações;
  • identificar o risco e o retorno de cada operação;
  • definir estratégias de curto e longo prazos;
  • simular, testar e avaliar as opções, antes de colocá-las em prática no mercado real.

< Quer saber mais sobre os principais conceitos da bolsa de valores? Confira este guia completo que criamos para auxiliar nos investimentos: Guia da Bolsa para investidores />

6. Aprenda a Operar no Mercado de Ações – Um Guia Completo para Trading 

Capa do livro - Aprenda a operar no mercado de ações
  • Autor: Alexander Elder
  • Editora: Alta Books (1ª edição, 2020)

Em “Aprenda a Operar no Mercado de Ações”, Alexander Elder ensina a gerenciar seu dinheiro e tempo, transmitindo a estratégia que lhe permitirá entrar nos mercados com confiança, e como sair deles com lucro.

Além disso, o livro ainda oferece: 

  • iniciação completa aos fundamentos das operações de mercado;
  • visão geral da psicologia das operações de mercado;
  • sinopse prática das análises técnicas, inclusive com novos indicadores e sistemas;
  • passo a passo para a manutenção de registros e para a organização de seu tempo.

Definitivamente, uma ótima pedida para quem está iniciando no trading.

7. O Trader Vencedor – Como operar em flow e dominar o mercado com confiança

Capa do livro - O trader vencedor
  • Autor: Mark Douglas
  • Editora: Portfolio-Penguin (1ª edição, 2021)

Escrito por Mark Douglas, “O Trader Vencedor” não poderia ficar de fora da nossa lista dos melhores livros de day trade.

Esta é a nova edição de um grande clássico que, há anos, ajuda traders ao redor do mundo a obter ganhos consistentes.

Um dos primeiros livros do mercado a introduzir o conceito de psicologia do trading, essa obra te ajudará a desenvolver confiança e disciplina, ao adotar uma atitude vencedora que traz bons resultados.

8. Candlestick – Um método para ampliar lucros na bolsa de valores 

Capa do livro - Candlestick
  • Autor: Carlos Alberto Debastiani 
  • Editora: Novatec Editora (2º edição, 2021)

A análise dos gráficos de candlestick é uma técnica amplamente utilizada pelos operadores de bolsas de valores no mundo inteiro. 

Candlestick” é uma obra bem estruturada e totalmente ilustrada, uma vez que o autor se preocupa em utilizar uma linguagem clara e acessível, o que a torna leve e de fácil assimilação, mesmo para leigos. 

Além disso, cada padrão de análise abordado no livro possui um modelo com sua figura clássica, facilitando a identificação. 

Depois das características, das peculiaridades e dos fatores psicológicos do padrão, o autor apresenta o gráfico de um caso real, aplicado a uma ação negociada na Bovespa

Um livro obrigatório para quem quer estudar análise gráfica para day trade.

9. Análise Técnica Para Leigos – Os Primeiros Passos Para o Sucesso! 

Capa do livro - Análise técnica para leigos
  • Autor: Barbara Rockfeller
  • Editora: Alta Books (4ª edição, 2021)

Os princípios básicos da análise técnica permitem que os traders interpretem as informações do mercado. Dessa forma, são capazes de maximizar seus lucros. 

Indicado para iniciantes em day trade, o objetivo de “Análise Técnica Para Leigos” é ajudar qualquer investidor a entender como usar esses princípios por conta própria, ao invés de depender de especialistas.

Assim, o livro ajuda a compreender o básico, descobrir fórmulas úteis, explorar teorias atuais sobre as tendências de mercado e aprimorar suas habilidades para identificar indicadores essenciais. 

10. Manual de Análise Técnica – Essência e Estratégias Avançadas 

Capa do livro - Manual de análise técnica
  • Autor: Marcos Abe
  • Editora: Novatec Editora (1ª edição, 2018)

Manual de Análise Técnica” é outro livro destinado a iniciantes no trading, bem como investidores que ainda não desenvolveram uma metodologia própria para operar na bolsa de valores.

Nele, o leitor aprenderá:

  • conceitos clássicos da análise técnica de forma diferenciada, de maneira que assimile não só os princípios, mas também desenvolva o raciocínio necessário para utilizar os gráficos como ferramenta para interpretar os movimentos da massa de investidores no mercado;
  • identificar oportunidades para lucrar na bolsa de valores a longo e curto prazo, de forma que seja possível maximizar lucros e minimizar prejuízos;
  • estruturar e proteger operações por meio do gerenciamento de capital.

11. Análise Fundamentalista – Como obter uma performance superior e consistente no mercado de ações

Capa do livro - Análise fundamentalista
  • Autor: José Kobori
  • Editora: Alta Books (2ª edição, 2019)

Apesar de muitos considerarem a análise fundamentalista um tema complexo, esta obra não é destinada aos especialistas. Pelo contrário, este é mais um livro dedicado aos iniciantes, e serve como porta de entrada para quem está começando a aprender sobre o mercado acionário.

Análise Fundamentalista” traz conceitos financeiros abrangentes em uma linguagem simples e direta, que permite uma leitura dinâmica e um aprendizado rápido das ferramentas utilizadas pelo mercado.

O livro mostra como olhar para o mercado e analisar a saúde financeira de uma empresa com base em seu desempenho, a partir de dados como: Demonstrações de Resultado do Exercício (DRE), fluxos de caixa, balanços patrimoniais, etc.

E agora, qual é o próximo passo para ser um day trader de sucesso? 

Agora que você já conhece os principais livros sobre day trade, consegue ter uma boa base para as melhores oportunidades nessa modalidade de investimento.

Dos conceitos básicos às análises técnica e fundamentalista, o que não faltam são boas leituras para aprofundar seus conhecimentos.

Mas, se você quer aprender ainda mais, aqui na Faculdade XP temos diferentes opções de artigos e vídeos que podem te auxiliar nesta jornada.

Agora, se você quer ir além, e entrar de cabeça nesse universo, temos duas opções de cursos imperdíveis:

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Gostou deste conteúdo? Então, compartilhe esta lista de livros sobre day trade com seus amigos traders, assim todos terão a oportunidade de aperfeiçoar seus conhecimentos, dominar as melhores técnicas e, assim, aumentar os lucros.

CDB tem juros compostos? Como seu dinheiro se valoriza nessa aplicação?

O CDB está cada vez mais em evidência quando o assunto é investimento seguro e acessível, com um funcionamento simples e rendimento que costuma ficar bem acima da caderneta de poupança. Mas como essa aplicação faz seu dinheiro valorizar? O CDB tem juros compostos ou simples?

Esse é o tema do nosso post. Afinal, uma parte muito importante quando o assunto é investimento está na forma como essas aplicações trazem retorno para quem aplica. Geralmente, isso está ligado ao tipo de juros utilizado em cada título. 

Na prática, o CDB é uma forma de empréstimo que você pode fazer aos bancos, disponível por meio de títulos de renda fixa que podem trazer um retorno maior do que a poupança. 

Esta modalidade de investimento, considerada de baixo risco, é uma opção escolhida tanto por iniciantes quanto por experts. Isso porque eles veem nela um caminho seguro e rentável para investir dinheiro no médio/longo prazo, uma questão essencial para diversificar e balancear sua carteira. 

Antes de sair investindo, é bom entender como funcionam esses rendimentos e qual expectativa pode ser traçada sobre quanto e quando irá receber as recompensas de aplicar no CDB. 

No artigo de hoje, vamos explicar tudo sobre CDB, juros simples ou compostos e outras aplicações que vale a pena conhecer. 

O que são juros compostos? 

De modo geral, os juros compostos, são aqueles “juros sobre juros”. Isso significa que eles são calculados sobre o valor corrigido anteriormente, o que gera um aumento exponencial no rendimento. 

Existem calculadoras de juros compostos, que facilitam essas contas, mas também podemos aplicar a fórmula M = C x (1-i)n. Nesse caso, M é o montante total, C é o capital inicial do investimento, i representa a taxa de juros fixada e n é o tempo entre a aplicação e o resgate, seja mês ou ano.

Você certamente se lembra da ideia de juros da escola — especialmente porque eles fazem parte da nossa vida, presentes em praticamente todo tipo de negociação de compra, de cartões de crédito a compra de imóveis. 

Enquanto preferimos fugir dos juros na hora de adquirir um bem, no caso dos investimentos, diferente dos cartões de crédito e outras compras nas quais o juros onera o comprador, eles são vistos como pontos favoráveis, já que impactam positivamente o valor de um ativo. 

< Saiba mais sobre a ação dos juros no mercado de investimentos />

Diferença entre juros simples e compostos

A diferença entre juros simples e compostos está no valor do capital usado para calcular o ajuste no valor. No juro simples, todo cálculo é feito em cima da quantia inicial, já no juro composto, sempre se usa o montante do período anterior na hora da conta.

Quando um investimento tem rentabilidade a partir da lógica dos juros compostos, isso significa que os juros não serão aplicados somente ao valor do capital inicial investido, mas sobre o valor total investido somado aos juros já acumulados no período aplicado.

Que tal um exemplo para ilustrar melhor?

Suponhamos que um CDB pague  juros compostos de 10% ao mês e você invista  R$10.000. A cada mês, o ganho equivale a 10% do valor do ativo, ou seja, no primeiro mês, o rendimento eleva o valor do produto a R$11.000.

No segundo mês, o valor do produto passa a ser R$12.100,00. Isso porque, na lógica dos juros compostos, o rendimento do segundo mês acontece sobre o valor ajustado. Ou seja, R$11.000, e não sobre os R$10.000 originais, como seria o caso dos juros simples. 

< Saiba mais: entenda na íntegra a diferença entre juros simples e juros compostos/>

O que é o CDB e como ele funciona?

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário. O ativo representa um título de crédito emitido por um banco, e funciona como se ele pagasse um empréstimo do investidor.

Dessa forma, cabe ao banco pagar ao investidor taxas de juros que variem de acordo com o contrato do título de crédito. Estes juros são o rendimento do CDB. Essa é uma opção utilizada amplamente em estratégias de investimento, independentemente do perfil.

Isso acontece porque é uma aplicação de renda fixa, ideal para diversificar a carteira e multiplicar o valor aplicado de maneira recorrente. No momento da aquisição, o rendimento pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido, o que funciona da seguinte forma:

  • CDB prefixado: a taxa de juros da aplicação é definida no momento que o título é disponibilizado ao investidor, permitindo o cálculo exato de quanto ele receberá no vencimento;
  • CDB pós-fixado: nesse modelo, os juros são atrelados a um indicador externo, que pode flutuar. Um desses exemplos é o CDI, índice de referência para muitas instituições financeiras;
  • CDB híbrido: é uma combinação das duas versões anteriores, combinando uma taxa de juros fixa e um índice adicional, por exemplo juros de 7% ao ano + variação do IPCA.

É possível conhecer o rendimento aproximado que o título terá já na hora da sua compra, oferecendo mais segurança ao investidor. A segurança também aumenta no caso de aplicações de até R$ 250 mil, que são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Vale destacar ainda que esse tipo de aplicação costuma apresentar valores mínimos fixados em cada título ofertado, tem imposto de renda descontado na fonte e pode ter incidência de IOF caso o investidor solicite o resgate antes do vencimento, em títulos nos quais isso for permitido.

CDB tem juros compostos?

Investir nessa aplicação é uma excelente alternativa porque o CDB tem juros compostos, o que garante a incidência de rendimentos em cima do valor ajustado do capital com o passar do tempo.

Isso é somado à segurança e versatilidade da aplicação, sendo ideal para quem busca diversificar sua carteira de investimentos.

Ao contar com o rendimento do CDB pagando juros compostos, você está aplicando com menor risco e valorização exponencial. Uma boa ideia é optar por esse tipo de investimento para metas de médio e longo prazo, que variam de um ano a períodos maiores que cinco anos.

Dessa forma, o capital investido se multiplica de forma previsível e permite um rendimento excelente.

Quais investimentos rendem juros compostos? 

Sabendo que o CDB rende juros compostos e permite uma boa alavancagem para o capital investido, esse tipo de aplicação chama a atenção. Afinal, quem não busca por oportunidades de potencializar seus rendimentos?

A boa notícia é que existem diferentes tipos de aplicações com rendimentos em juros compostos. Dessa forma, seja qual for o seu perfil de investidor, há uma opção indicada para você. 

Veja alguns exemplos de investimentos que rendem juros compostos a seguir. 

Tesouro Direto

Assim como o CDB tem juros compostos, o Tesouro Direto também segue esse padrão e apresenta crescente popularidade. A principal diferença dele para o CDB é para quem o investidor estará “emprestando” o seu capital. 

Neste caso, você empresta dinheiro ao Estado, em contratos que estipulam as condições da negociação, como as taxas de referência para o cálculo dos juros pagos e o período de conclusão dos contratos. 

< Aprenda mais sobre o Tesouro Direto assistindo ao vídeo abaixo />

LCI

As Letras de Crédito Imobiliário são um investimento de renda fixa com juros compostos, e operam em lógica semelhante à do CDB. Nela, a aplicação é voltada para fomentação das atividades do setor, por meio de crédito emitido por bancos e outras instituições financeiras.

Entre as principais diferenças entre CDB e LCI, podemos citar que as Letras de Crédito Imobiliário não sofrem dedução de imposto de renda. Porém, esse investimento tem baixa liquidez, com grande chance de prejuízo para quem não cumpre o seu vencimento, fazendo a LCI ser indicada para objetivos de longo prazo apenas.

Ações

Diferente dos modelos anteriores, como o CDB com juros compostos que são calculados automaticamente ao longo da aplicação, quando falamos em renda variável, podemos dizer que há um funcionamento “indireto” da lógica de juros compostos. 

Isso porque não há como saber o valor do papel ao final de um período, não sendo possível, portanto, prever o rendimento. 

Entretanto, você mesmo pode reaplicar os ganhos obtidos ao final de um período predeterminado, multiplicando o capital investido de maneira recorrente, com valorização incidindo sobre o lucro que teve no período anterior. 

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Como calcular a desvalorização do dinheiro e manter seu poder de compra?

Quem acompanha a economia em geral já ouviu falar em inflação, ou pelo menos já sentiu os seus efeitos. De fato, a inflação é a queda da nossa moeda, porém saber como calcular a desvalorização do dinheiro pode ajudar a equilibrar nossas finanças.

Nos dias de hoje, não se pode negar a volatilidade dos preços. “Mascarar” a realidade só irá aumentar os impactos da perda do poder de compra do Real.

Digamos que um dia o quilo do arroz esteja R$5, e no outro, o dobro. Isso significa que algo está errado.

Ou melhor: você define uma lista de compras no mercado cogitando um limite de gastos, mas ao chegar no caixa percebe que suas finanças não irão suprir a alta dos preços. Nesse caso, você terá certeza de que seu dinheiro desvalorizou.

Para te ajudar a entender melhor sobre o quanto a elevação dos preços dos produtos mexe no seu bolso e como você pode se prevenir do prejuízo, vamos explicar como calcular a desvalorização do dinheiro. Acompanhe a gente!

O que é inflação?

A inflação é um termo da economia que representa o aumento dos preços de bens e serviços, interferindo no poder de compra do consumidor.

Ela é medida pelo IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador que controla as metas para a inflação e prevê a mudança dos hábitos de famílias brasileiras com remuneração entre um e 40 salários mínimos.

A inflação se reflete em diversos ramos da economia, como:

  • alimentação;
  • roupas;
  • comunicação;
  • saúde e cuidados pessoais;
  • despesas pessoais;
  • despesas educacionais;
  • transporte;
  • entre outros.

Em outras palavras, isso significa que a inflação impacta esses setores, desvalorizando o nosso dinheiro e gerando a perda do poder de compra.

< Dê o play no vídeo abaixo e entenda como economizar dinheiro em gastos cotidianos e começar a investir! />

Quais são os efeitos da desvalorização da moeda?

A desvalorização da moeda, ou inflação, é um efeito de ação e reação. Ou seja, quando os preços aumentam, o mercado tenta cobrir os custos desse “inchamento” econômico, o que, consequentemente, leva a diversos problemas na sociedade, como:

  • indecisões no setor econômico;
  • desmotivação de investimentos;
  • perda do poder de compra de famílias com menos recursos;
  • paralisação de futuros projetos. 

O que é taxa de desvalorização da moeda? 

A taxa de desvalorização das moedas representa o índice de redução em seu valor. A consequência, já mencionada anteriormente, é a perda do poder de compra quando comparada a outras moedas e em relação ao seu próprio mercado. 

Para você ter uma ideia, o real vinha perdendo valor de forma progressiva em 2021. Em setembro, por exemplo, nossa moeda fechou o terceiro trimestre com desvalorização de aproximadamente 31% em relação aos seus fundamentos, segundo a FGV.

Em 2022, no entanto, o desempenho do Real em relação ao dólar foi positivo. Um levantamento feito pela Austin Rating e divulgado pela CNN Brasil mostrou que  a moeda brasileira subiu 10,1% em comparação com a divisa dos Estados Unidos. 

Como a desvalorização da moeda impacta seu poder de compra?

Na prática, o impacto da desvalorização da moeda no poder de compra é visto de forma cotidiana. 

O número de produtos adquiridos no supermercado com uma nota de R$ 100, por exemplo, é menor depois da desvalorização da moeda. Da mesma forma, sentimos o impacto no valor pago por um mesmo produto (como vimos acontecer recentemente com itens da cesta básica, como óleo e leite) em períodos diferentes.

Em um cenário de alta da inflação e desvalorização da moeda, é comum que o aumento apareça antes nos produtos importados. 

Porém, em seguida, aqueles que são exportados (como a soja) e comercializados em dólar também sofrem ajustes. Isso porque a tendência é que a elevação do preço do produto no mercado externo empurre o valor interno para cima, evitando prejuízos para os comerciantes locais. 

A consequência dessa ação em cadeia é a queda do poder de compra da população, ou seja, a redução no número de produtos adquiridos com um mesmo valor em comparação a períodos anteriores. 

< Antes de seguir em frente, leia mais sobre o funcionamento da inflação na economia. />

Como calcular a desvalorização do dinheiro?

Para te ajudar a entender como calcular a desvalorização do dinheiro, vamos exemplificar.

Digamos que um trabalhador CELETISTA receba R$800 mensais para fazer as compras no mercado. Com este salário, ele percebe que pode comprar 100 quilos de feijão, considerando que cada pacote custa R$8.

No entanto, ele descobre que haverá o reajuste no valor dos alimentos, sendo que o feijão aumentará seu valor em 10%. Logo, o produto passará a custar R$8,80.

Com o valor reajustado, ao invés de comprar 100 pacotes, ele poderá comprar 90,9. Isto é, o dinheiro dele desvalorizou 9,1% em relação ao feijão.

Ficou em dúvida? Para entender de forma simplificada, confira o seguinte passo a passo:

  1. Quantia de dinheiro disponível: R$1000;
  2. Custo do produto: R$8;
  3. Reajuste da inflação: +10%, o que leva ao novo valor do produto: R$8,8 (8 + 10%);
  4. Considerando a quantidade de dinheiro para gastar com o novo valor do produto, em vez do funcionário comprar 100 pacotes como originalmente, agora ele tem poder de compra de 90,9 pacotes. Ou seja: (800 / 8,8 = 90,9);
  5. Para saber como calcular a desvalorização do dinheiro, diminui-se o poder de compra anterior pelo atual (100-90,9 = 9,1%).

Como se proteger da desvalorização do dinheiro?

Quem viveu períodos intensos de inflação sabe como pode prejudicar o poder de compra da moeda. A boa notícia é que existem maneiras de atenuar o problema, e quando falamos nisso, tratamos de investimentos. 

Agora que você já sabe como calcular a desvalorização do Real, é hora de entender como proteger a moeda.

O primeiro passo para se proteger da desvalorização do dinheiro é desenvolver um bom planejamento financeiro. Conhecer o seu perfil de investidor, identificar suas necessidades e expectativas e, a partir daí, direcionar seus investimentos para produtos compatíveis é a melhor forma de construir um plano de investimento sólido e coerente. 

Além disso, outra dica para construir uma carteira menos volátil diante de oscilações da moeda é a diversificação de produtos. Um portfólio consistente conta com opções pré-fixadas e indexadas por taxas estratégicas, que garantem rendimentos superiores aos da inflação. 

Veja algumas sugestões que preparamos a seguir!

Títulos públicos

O Tesouro Direto IPCA+ é um tipo de investimento de renda fixa com possibilidade de ganho real que paga uma taxa de juros pré-definida, junto à variação do IPCA no ano.

Desse modo, o rendimento ao final do ano será sempre maior do que a inflação, mas saiba que o rendimento só aparece no vencimento do contrato. Caso o investidor deseje o dinheiro antecipadamente, ele poderá retirá-lo, considerando que o rendimento pode ou não ser elevado.

Imóveis

Receber aluguel é uma boa saída porque é geralmente corrigido pelo IGPM (Índice Geral de Preços-Mercado), índice de inflação superior ao IPCA, o que pode render bons frutos.

Mas quando se trata de imóveis, existem duas considerações interessantes:

  1. Para conquistar um rendimento elevado com o aluguel de imóveis, seria interessante o proprietário ter três ou mais inquilinos, e não depender apenas de um, como acontece com a maioria dos investidores.
  2. No momento em que o imóvel ficar vago, o proprietário terá despesas extras até que se chegue um novo locatário..

Renda variável

As aplicações de renda variável se tornaram uma ótima sugestão, principalmente para investidores arrojados devido às oscilações do mercado. Mas, para isso, é necessário ter uma estratégia definida, com foco nas ações ou fundos de investimentos, sem agir por impulso diante da possibilidade de queda.

< Antes de seguir em frente, dê o play no vídeo abaixo para saber mais sobre renda variável! />

Entendeu como calcular a desvalorização do dinheiro? É hora de ir além! 

Saber como calcular a desvalorização do dinheiro lhe deu uma base de como equilibrar suas finanças de acordo com o aumento ou a baixa dos produtos ou serviços.

Dominar as oscilações do mercado e prever a valorização e desvalorização da moeda ajuda a evitar perdas repentinas e a escolher, de maneira estratégica, os investimentos.

Mas, é importante conhecer mais sobre o mundo dos investimentos para encontrar produtos que se adequem ao seu perfil de investidor, bem como às suas ambições e necessidades.

Nossa dica é a Multi+, plataforma de ensino da Faculdade XP.  Um ecossistema digital de aprendizado contínuo para capacitar profissionais que querem se destacar na nova economia: disruptiva, inovadora, flexível. 

Na Multi+ , você encontra formações, cursos, bootcamps e aprendizado em diferentes formatos. É uma oportunidade imperdível para aprender mais sobre o mundo dos investimentos e se destacar. 

Quer conhecer? Preencha o formulário e teste a plataforma gratuitamente por 15 dias!

Onde investir 200 reais? 2 opções de renda fixa e variável + 3 exemplos

Conseguiu guardar um pouco de dinheiro no fim do mês? Então, que tal aproveitar o momento e ver essa quantia trabalhar para você? Existem alternativas interessantes para você que quer saber onde investir os 200 reais, ou outro valor inicial que conseguiu economizar

Acha que não vale a pena, pois o valor é baixo? Pois saiba que está muito enganado! É possível sim investir 200 reais e conquistar metas de curto, médio e até longo prazo.

Por falar em metas, elas são maneiras de tangibilizar aquilo que você quer alcançar nos próximos meses ou anos. A propósito, já ouviu aquela expressão em inglês “eyes on the prize”, que se traduz como “olhos no prêmio”?

Esse termo destaca justamente a importância de manter o foco no resultado final que será conquistado futuramente, seja ele qual for. 

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste artigo para descobrir onde investir 200 reais, a começar pelas duas opções que abordaremos a seguir. 

Onde investir 200 reais? 2 melhores opções

Antes de mostrar as opções de onde investir 200 reais, vale a pena fazer uma breve reflexão. Afinal, já dizia o megainvestidor Warren Buffett

“Se você não encontrar um jeito de ganhar dinheiro enquanto dorme, você vai trabalhar até morrer.”

E é justamente por isso que cada vez mais brasileiros estão entrando no universo dos investimentos. Aliás, mesmo que você tenha pouco dinheiro à disposição, isso não te impede de buscar opções mais acessíveis para começar hoje, se você quiser. 

O mundo dos investimentos está cada vez mais popular, com opções acessíveis e seguras, seja na renda fixa ou variável. Algumas dessas alternativas permitem que se comece com um valor pequeno, ideal para quem está nos primeiros passos.

Com isso em mente, listamos duas alternativas para quem quer descobrir onde investir 200 reais. E, ao final do post, temos mais uma dica de ouro para traçar uma estratégia mais  assertiva e tomar boas decisões, a fim de obter os melhores resultados financeiros.

1. Investir 200 reais no Tesouro Direto

O Tesouro Direto possibilita a compra de títulos públicos federais por apenas R$ 30, sabia disso? Trata-se de um “empréstimo” feito ao governo para financiar a dívida pública. Em troca, você recebe sua remuneração com juros, na data de vencimento do título.

E, se essa for a sua intenção, é possível investir 200 reais por mês ou aplicar de uma vez só. Seja qual for a sua escolha, vale lembrar que, no segmento de renda fixa, a taxa de juros é informada no momento da contratação: 

  • prefixada: a taxa não se altera até o prazo de vencimento. Se o retorno for de 10,64% ao ano, por exemplo, é exatamente assim que a aplicação é remunerada;
  • pós-fixada: o resultado fica vinculado a um índice de mercado, que, no caso, é a taxa Selic. Se, por acaso, a Selic subir, essa rentabilidade fica ainda mais atrativa; 
  • híbrida (parte prefixada e parte pós-fixada): a primeira parte é definida na compra. Já a segunda fica atrelada a um índice do mercado. Por exemplo: IPCA + 5% a.a.

Desse modo, fica fácil saber quanto rende 200 reais no Tesouro Direto, bastando fazer as contas. Por exemplo, quando temos uma taxa prefixada em 10,64% para uma única aplicação desse valor e resgate após um ano, a conta fica:

R$ 200 (valor inicial + R$ 21,28 (rendimentos de 200 x 0,1064) = R$ 21,28

Pode não parecer muito, mas já é uma forma de valorizar suas economias, com um rendimento superior ao da Poupança. Além disso, quem guarda esse dinheiro com frequência já sabe onde investir 200 reais todo mês e quanto pode ter de retorno com isso.

< Conheça os títulos de renda fixa mais populares, incluindo CDB, Debêntures e mais />

2. Investir 200 reais em ações

Sabia que existem ações que podem ser adquiridas por apenas R$ 1? Isso mesmo: um único real. Por outro lado, é vital apostar no conhecimento para obter lucros. Assim, evita-se o prejuízo..

Nesse caso, antes de investir 200 reais em ações, é importante verificar as taxas para realizar essa aplicação, como custos de corretagem e custódia, que devem ficar abaixo do lucro em potencial.

Para quem busca onde investir 200 reais todo mês, essa pode ser uma ideia interessante, já que estaria aumentando o valor aplicado, ao mesmo tempo que acompanha o retorno de seus rendimentos.

E, se você se interessa pelo segmento de renda variável, a dica é assistir ao vídeo da série “Investimentos às claras”. Dê o play para esclarecer as principais dúvidas sobre a compra e venda de ações:

A seguir, vamos mostrar como investir 200 reais em renda fixa, com simulações de títulos do Tesouro Selic, em exemplos de curto, médio e longo prazo. Continue lendo!

Como investir 200 reais em renda fixa? 3 exemplos

Agora que chegamos às simulações, cabe ressaltar que o retorno da renda variável depende de uma série de fatores. E isso inclui o cenário econômico do país, a situação financeira da empresa detentora dos papéis, a estratégia de investimento e daí em diante.

Portanto, seguem três simulações com foco na renda fixa, uma vez que se conhece a taxa de juros antecipadamente. Mas, antes de mostrar como investir 200 reais no Tesouro Direto, vamos fazer uma pausa para pensar nas metas de curto a longo prazo.

Quando se trata de investimentos, elas são organizadas da seguinte forma:

  • curto prazo: são objetivos que espera realizar em até um ano, envolvendo ideais mais simples, como fazer uma viagem de férias ou trocar seu smartphone por um modelo mais novo;
  • médio prazo: aqui temos metas mais significativas, que levam  de um a cinco anos para serem concretizadas, algo como comprar um carro novo, reformar sua casa ou iniciar um empreendimento próprio;
  • longo prazo: por fim, temos os objetivos que espera alcançar em mais de cinco anos. No geral, a ideia é acumular um valor alto o bastante para que possa investir em imóveis ou até curtir a aposentadoria com um bom padrão de vida.

Os exemplos citados acima servem apenas para facilitar o entendimento sobre cada tipo. É essencial adaptar esses conceitos de uma forma que eles façam sentido para a sua realidade. Também vale citar que você pode manter diferentes investimentos ao mesmo tempo, cada um com um propósito.

Para manter a linha de raciocínio, vamos mostrar quanto rende 200 reais no Tesouro Direto, em aplicações do Tesouro Selic para 2025, 2027 e 2033, utilizando simulações feitas no portal do Tesouro Direto

Depois, basta escolher aquela que é compatível com as suas metas e, finalmente, começar a investir!

1. Curto prazo: como investir 200 reais e ter retorno rápido?

Para começar, simulamos um investimento com 200 reais e metas de curto prazo. Nesse caso, consideramos uma aplicação no Tesouro Selic 2025. O primeiro quadro mostra um investimento único, enquanto o segundo simula o que aconteceria com aportes mensais do mesmo valor:

Como vemos, é uma boa forma de conseguir uma reserva para bancar uma viagem dos sonhos com a família.

2. Médio prazo: o que investir com 200 reais para receber em menos de cinco anos? 

Se puder aguardar mais ou quiser fazer outra aplicação para o médio prazo, seu retorno será mais expressivo. Aqui, temos os mesmos cenários citados anteriormente, com investimento único de R$ 200 e opção com aportes mensais do mesmo valor, na simulação do Tesouro Selic 2027.

3. Longo prazo: onde investir 200 reais para resgatar em dez anos?

Por fim, se os R$ 200 ficarem investidos por mais de dez anos, para uma meta de longo prazo, você ainda receberá os juros semestrais. Seguindo os exemplos anteriores, confira as simulações de rendimento para títulos do Tesouro Selic 2033:

Vale lembrar ainda que existem diversas opções de títulos para metas de qualquer prazo, permitindo diferentes estratégias de investimento.

Tenho 200 reais, onde investir? 

Conforme apontado, onde investir 200 reais por mês depende inteiramente de você encontrar uma aplicação com rendimento que se alinha ao seu perfil e os objetivos traçados. Nenhum título oferece lucro garantido e algumas podem até ter custos e tributos, mas existem sim opções seguras e alternativas com custo zero.

Para você que deseja saber como investir 200 reais e ter retorno rápido, é necessário entender que o rendimento pode ser modesto nessas condições. Nesse caso, estudar uma opção mais arrojada, como a compra de ações, pode ser uma alternativa, desde que entenda os riscos.

Se mesmo após conhecer as opções de investimento e conferir as simulações práticas, ainda restou algum receio no ar? Se você continua receoso em relação às finanças, saiba que não é o único, pois muitos brasileiros têm ansiedade e fobia financeira, sentimentos que podem ser superados.

Segundo dados de pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, 46% dos brasileiros têm ansiedade por conta de sua condição financeira, 47% da população afirmam se sentir inseguros ao lidar com informações sobre finanças e até 39% podem adiar decisões por receio dos seus custos.

Para driblar isso, a busca por conhecimento é sua maior aliada e a Faculdade XP está pronta para ajudar. Pensando na formação de jovens e no desenvolvimento de uma boa relação com o dinheiro desde cedo, oferecemos o Curso Livre de Educação Financeira para Jovens.

Com um conteúdo pragmático e completo, vamos prepará-lo para os desafios e responsabilidades que a vida adulta traz, principalmente quando se trata de finanças e das decisões irracionais capazes de prejudicar suas economias e realizações.

Assine agora mesmo e invista na sua Educação Financeira!

Como juntar 2 mil reais em 3 meses ou 1 ano? Sem mistério!

Está pensando em fazer uma viagem nacional ou mesmo trocar seu celular no próximo lançamento? Para contribuir com as suas metas de curto prazo, preparamos um conteúdo para mostrar como juntar 2 mil reais, sem crise, nem mistério.

Ter disciplina para guardar um pouco por mês pode ser um desafio para muitos. Exatamente por isso, é fundamental montar um planejamento financeiro. 

Com essa ferramenta, será mais fácil colocar as contas em dia para cumprir as suas metas pessoais, sejam elas quais forem.

Neste artigo, temos maneiras práticas para reunir esses recursos nos prazos de três meses e um ano. Dessa maneira, você descobrirá como juntar dinheiro de modo  simples e prático. Vamos nessa?

Como juntar 2 mil reais? 5 dicas para preparar o terreno! 

Para quem ainda não tem o hábito de economizar, saiba que é possível começar com pouco e ir aumentando conforme a sua realidade. Mas, para isso, é necessário criar um plano para juntar dinheiro.

Confira cinco dicas que preparam o terreno para poupar e realizar muito mais.  

1. Use uma planilha de controle financeiro

Aqui, o primeiro passo é equilibrar as receitas e despesas, fazendo um controle financeiro assertivo. Ou seja, é preciso anotar tudo o que entra e o que sai de dinheiro, a fim de verificar os itens em que é possível economizar, sobretudo nos gastos supérfluos.

Para isso, conte com a planilha de gastos mensais do InfoMoney, que é uma ferramenta prática e funcional. Além de facilitar a organização do orçamento, você terá um resumo financeiro para analisar os momentos em que as suas contas ficaram no vermelho. 

2. Defina as metas para o uso dos recursos

Estabelecer objetivos será uma mão na roda para visualizar o que você quer conquistar no futuro. Entretanto, para isso é preciso ter disciplina, organização e autoconhecimento.

É possível dividir suas metas em três categorias:

  • metas de curto prazo: objetivos mais simples e/ou urgentes, que devem ser realizados em até um ano;
  • metas de médio prazo: objetivos de média complexidade, que serão realizados entre um e cinco anos;
  • metas de longo prazo: objetivos de alta complexidade e/ou dificuldade, para serem realizadas em mais de cinco anos.

< Leia também: Metas de curto, médio e longo prazo: o que são? + 6 exemplos e sugestões de investimentos / >

3. Baixe um aplicativo para juntar dinheiro por mês

Existem diversos recursos tecnológicos que contribuem para a saúde financeira. Nesse sentido, confira as funcionalidades dos seguintes aplicativos para juntar dinheiro por mês:

  • GuiaBolso: agiliza a sua gestão financeira ao se conectar com a conta corrente e o cartão de crédito;
  • Organizze: monitora os gastos, em paralelo ao cadastro de contas para evitar os juros por atraso;
  • 52 semanas: desafio focado em poupar mais de 13 mil reais no período de  um ano.

4. Busque alternativas para economizar recursos

Quem tem o orçamento apertado provavelmente acha difícil poupar, mesmo que sejam valores pequenos. Por outro lado, é vital rever gastos desnecessários, sempre pensando no que se pretende conquistar nos próximos meses ou anos.

A propósito, temos um vídeo que traz insights preciosos para economizar de maneira significativa

Dê o play agora mesmo para saber como evitar as taxas dos bancos e cartões de crédito, bem como os juros ocasionados pelo atraso nos pagamentos de boletos.   

5. Estude os conceitos da educação financeira

Educação financeira significa compreender suas finanças e saber como lidar com os gastos. 

Com isso, é possível assegurar que eles se mantenham menores que os valores recebidos de todas suas fontes de renda, permitindo manutenção ou até melhoria da qualidade de vida.

Entendendo esses conceitos, você pode:

  • ressignificar sua relação com o dinheiro
  • se desprender das crenças limitantes para finalmente construir uma vida financeira mais saudável;
  • desenvolver o autoconhecimento financeiro para nortear a tomada de decisão de modo assertivo;
  • adquirir segurança e autoconfiança para dar os primeiros passos no mundo dos investimentos;
  • promover o equilíbrio financeiro, com destaque para a trilha da consciência do consumidor. 

E, é claro, entender como conseguir juntar dinheiro dentro do prazo que você precisa!

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Como juntar 2 mil reais em 3 meses?

Depois de conhecer essas dicas práticas, chegou o momento de colocar a mão na massa. E, se você tem apenas três meses para juntar 2 mil reais, obter uma renda extra pode ser uma boa pedida nesse caso. 

Confira algumas alternativas para obter uma grana adicional:

  • vender produções caseiras, como doces, marmitas fitness, artesanatos e afins;
  • cuidar de bichinhos de estimação enquanto seus donos viajam e trabalham;
  • baixar aplicativos para ganhar dinheiro, como o Google Opinion Rewards;
  • lançar um curso online para compartilhar seu conhecimento com outras pessoas;
  • trabalhar como marketing de afiliados em plataformas como Eduzz e Monetizze.

Como juntar 2 mil reais em 1 ano?

Segundo o Valor Investe, a proposta é começar poupando 25 reais e, depois, aumentar 25 reais por mês. Nesse cálculo, você chegaria ao final do ano com quase 2 mil reais, mas nada impede de aumentar um pouquinho o valor para atingir o objetivo, não é mesmo?

Falando nisso, veja a tabela que demonstra como os valores vão aumentando, mês a mês:

JaneiroR$ 25JulhoR$ 175
FevereiroR$ 50AgostoR$ 200
MarçoR$ 75SetembroR$ 225
AbrilR$ 100OutubroR$ 250
MaioR$ 125NovembroR$ 275
JunhoR$ 150DezembroR$ 300

No final, o total poupado será de R$ 1.950.

Outra alternativa é seguir o desafio das 52 semanas. O método propõe que seja separado semanalmente uma quantia de dinheiro ao longo de um ano, que vai aumentando gradativamente conforme as semanas vão passando.

Pensando em como juntar 2 mil reais em um ano, o ideal é começar com R$ 2 na primeira semana. Na segunda, você irá guardar mais R$ 4. Na terceira, R$ 6, depois R$ 8, e assim por diante.

Ou seja, você sempre irá adicionar o seu valor base (no caso, 2 reais) à quantidade que você depositou na semana anterior. Ao fim de um ano, você terá guardado R$ 2.756!

Para ficar mais claro sobre como o método funciona, confira este infográfico que já possui quanto você deve poupar semanalmente:

Tabela do Desafio das 52 semanas. Fonte: Mobills

Como juntar 2 mil reais? Próxima etapa

Até aqui, já deu para perceber que juntar dinheiro por mês não é um bicho de sete cabeças, certo? De agora em diante, te convidamos a adotar o hábito de investir para construir um futuro financeiro muito mais saudável. 

E o melhor: você pode fazer investimentos mesmo se tiver pouco dinheiro à disposição no momento. Para exemplificar, o programa do Tesouro Direto possibilita aplicações financeiras com apenas 30 reais, sabia disso?  

Nessa linha, imagine que você tem aqueles 2 mil reais que já foram poupados nas etapas anteriores do conteúdo. Sendo assim, que tal aplicar esse dinheiro para fazer os juros trabalharem a seu favor?    

A seguir, veja uma simulação de 2 mil reais aplicados em um ano, com dados coletados em outubro de 2022. Nesse comparativo, o site do Tesouro Direto informa que a aplicação traria um retorno 2.8% maior do que a Caderneta de Poupança. 

Simulação do Tesouro Direto – outubro de 2022.

Com tudo isso em mente, você poderá ir muito além de simplesmente descobrir como juntar 2 mil reais. Para tal, conte com o apoio da Faculdade XP. Temos cursos exclusivos que podem ajudar ainda mais nessa jornada de prosperidade financeira:

E o melhor: assinando o Multi+, você tem acesso a todos esses cursos e a muitos outros, com professores que são referência no mercado financeiro.

Como calcular um investimento? Aprenda a monitorar seus ganhos

Talvez você não saiba, mas aprender como calcular um investimento e acompanhar seu rendimento é a chave para ter maior controle sobre suas aplicações, maximizar seus ganhos e evitar perdas em longo prazo.

Não faz a mínima ideia por onde começar? Pode ficar tranquilo, pois vamos te ajudar!

Além de mostrar a importância de calcular um investimento, iremos demonstrar aqui como fazer o cálculo da rentabilidade de aplicações em renda fixa e na renda variável, bem como da sua carteira de investimentos. 

Tudo isso com fórmulas e exemplos bem didáticos. Vamos lá? Boa leitura!

Quais as ações que mais pagam dividendos?

Quem compra uma ação, compra uma parte de uma empresa, então se essa empresa crescer, as ações dela se valorizam, o que também aumenta os lucros do seu investimento.

Mas não é apenas com o crescimento das organizações que é possível ganhar dinheiro na Bolsa. Há mais de uma forma: por exemplo, os dividendos!

Dividendos são uma fatia dos lucros de uma empresa que podem ser repartidos aos acionistas como forma de remuneração. Esse rendimento tanto proporciona a permanência dos investidores, como possibilita atrair novas pessoas para se tornarem sócios de grandes companhias.

Como muitos já sabem: investir em ações na Bolsa de Valores é uma ótima forma de conseguir rendimentos maiores para as suas aplicações. 

Para saber mais, baixe agora o e-book completo, tire suas dúvidas sobre a bolsa de valores e comece a investir de forma inteligente.

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Saber como calcular um investimento é realmente importante?

Saber como calcular a rentabilidade líquida de um investimento é importante, pois permite comparar aplicações e identificar aquelas que vão proporcionar melhores ganhos.

Não é raro vermos investidores iniciantes satisfeitos com suas aplicações pelo simples fato de verem o valor aumentar. 

Isso pode dar a ilusão de que está gerando lucros, quando, na verdade, o rendimento está abaixo da inflação. Ou seja, o dinheiro está perdendo valor a cada dia.

Se você não quer passar por essa situação, deve aprender como calcular um investimento e comparar rentabilidades, a fim de optar por aplicações compatíveis com seus objetivos e com mais potencial de lucro.

Como calcular um investimento?

Antes de vermos como calcular um investimento, é essencial entender o que significa rentabilidade.

O que é rentabilidade?

A rentabilidade de um investimento nada mais é do que o rendimento da aplicação, ou seja, o percentual de valorização que ela teve em um determinado intervalo.

Por exemplo: se você comprou uma ação por R$ 10 e vendeu por R$ 20, você obteve um lucro de R$ 10, com uma rentabilidade de 100%. 

Porém, há ainda outros fatores que influenciam neste cálculo, podendo aumentar seu lucro (bonificações, juros e dividendos) ou reduzi-lo (inflação, impostos e taxas de corretagem).

Como calcular a rentabilidade de um investimento?

Agora que você já sabe o que é rentabilidade, vamos pôr a mão na massa e aprender como calcular um investimento em diferentes cenários.

Como calcular um investimento em renda fixa?

O primeiro passo para calcular um investimento em renda fixa é deixar clara a diferença entre juros simples e juros compostos.

Juros simples

Por juros simples, nos referimos a investimentos cujo rendimento se dá apenas sobre o valor que é depositado.

A fórmula para este cálculo de multiplicação é:  J = C * i * t.

Sendo:

  • J se refere à soma dos juros ao fim do período;
  • C é o capital investido inicialmente;
  • i é a taxa de juros (que, para o cálculo, sempre deve ser convertida em decimal);
  • t é o tempo de aplicação.

Veja um exemplo prático:

Vamos supor que você deposite R$ 1.000 em uma aplicação que prometa uma rentabilidade de 2% ao mês durante um ano. Aplicando a fórmula, temos: J = 1.000 * 0,02 * 12, que resulta em R$ 240 de lucro ao fim da aplicação.

Juros compostos

Os juros compostos, presentes na maioria das aplicações em renda fixa atualmente, oferecem um cenário muito mais atrativo. Afinal, além da rentabilidade sobre o valor aplicado, eles também incidem sobre o valor acumulado. 

Ou seja, são juros sobre juros, o que, a longo prazo, faz muita diferença nos seus resultados.

A fórmula para calcular o rendimento de um investimento em renda fixa com juros compostos é M = C * (1 + i)^t. Sendo que:

  • M corresponde ao valor final;
  • C é o valor aplicado inicialmente;
  • i é a taxa de juros, ou seja, a rentabilidade; 
  • t é o tempo de aplicação.

Vamos ao exemplo:

Digamos que você coloque os mesmos R$ 1.000 em um investimento de 12 meses que rende 2% ao mês — optamos por manter a mesma taxa de juros do exemplo anterior para que você perceba mais claramente o impacto dos juros compostos.

Ao aplicar a fórmula, temos: M = 1.000 * (1 + 0,02)¹², que nos leva ao resultado de R$ 1.268,24, ou seja, um lucro de R$ 268,24 ao fim de um ano. Logo, R$ 28,24 a mais do que nos juros simples. Agora, imagine o potencial dos juros compostos em aplicações mais longas.

Com essa fórmula você sabe como calcular o lucro bruto de um investimento, ou seja, não considera a inflação. 

Para saber quanto você lucrou de fato, ou seja, descontando a inflação, é necessário calcular o que chamamos de rentabilidade real.

Como calcular a rentabilidade real?

O cálculo da rentabilidade real é muito simples, basta subtrair o percentual da inflação atual. 

Para isso, você deve utilizar a seguinte fórmula: (1 + rendimentos) ÷ (1 + inflação) – 1

Vamos ao exemplo prático:

Digamos que a sua aplicação rendeu 8% no ano e a inflação neste período foi de 4%. Aplicando a fórmula, temos: (1 + 0,08) ÷ (1 + 0,04) – 1, o que nos dá uma rentabilidade real de 2,8%.

Ou seja, em um primeiro momento, parece que sua aplicação teve um rendimento de 8% no período, mas ao descontar a inflação, você percebe que o rendimento real foi de apenas 2,8%.

Quer mais exemplos? 

< Confira este outro artigo: Quanto rende 1 milhão na renda fixa? 3 papéis para comparar! / >

Como calcular um investimento em renda variável?

Quando o assunto é renda variável, o assunto  se complica, uma vez que a principal característica desse tipo de investimento é justamente o fato de ele variar, o que torna impossível prever seus rendimentos

Logo, o melhor que podemos fazer é olhar para o passado e verificar como determinadas aplicações se saíram.

Vale lembrar que rentabilidade passada não garante lucro no futuro. Isto é, o fato de uma ação ter rendido X no passado não assegura que terá o mesmo rendimento no futuro. 

Porém, fazer este cálculo nos dá uma estimativa do potencial de lucro que esses ativos possam ter em situações semelhantes.

A fórmula para calcular o rendimento passado de uma ação é esta: (Preço atual ÷ Preço anterior) * 100 – 100. Veja abaixo um exemplo para entender sua aplicação.

Digamos que você tenha comprado uma ação de determinada empresa por R$ 9 e, após um ano, ela esteja valendo R$ 14. Aplicando a fórmula, temos: (14 ÷ 9) * 100 – 100 = 55,55, ou seja, durante o período verificado, esta ação teve um rendimento de 55,55%.

< Leia também: Como calcular a rentabilidade de ações? 10 passos práticos! / >

No vídeo abaixo, você pode ver uma análise do Primo Rico sobre os rendimentos de alguns desses ativos nos últimos anos. Confira:

Como calcular a rentabilidade da carteira de investimento?

Agora que você já sabe como calcular um investimento, digamos que  queira verificar quanto a sua carteira está rendendo para saber se suas aplicações realmente estão valendo a pena. Então, vamos aprender a calcular a rentabilidade da sua carteira de investimentos.

Após fazer todos os cálculos, conforme demonstramos anteriormente, você terá o percentual correspondente à rentabilidade real de cada uma de suas aplicações.

Utilizando valores hipotéticos, digamos que a composição da sua carteira seja a seguinte:

  • 40% Tesouro Selic, que rendeu 12% no último ano;
  • 30% de um CDB, com rendimento de 10% no mesmo período;
  • 20% da ação x, que rendeu 5%;
  • 10% da ação y, com rendimento de -20%.

Para fazer o cálculo, primeiro você deve transformar os valores percentuais em números decimais, dividindo por 100. Em seguida, multiplique a quantidade alocada de cada ativo pela sua rentabilidade no período. Então, vamos lá:

  • 0,4 * 0,12 = 0,048
  • 0,3 * 0,1 = 0,03
  • 0,2 * 0,05 = 0,01
  • 0,1 * -0,2 = -0,02

Somando tudo, encontramos como resultado 0,068 que, multiplicado por 100, nos revela que o rendimento da carteira no período analisado foi de 6,8%.

Neste conteúdo, mostramos as principais fórmulas para que você entenda o que está por trás do cálculo de um investimento. Para facilitar, você pode utilizar uma das várias calculadoras de investimentos disponíveis na internet.

Caso queira uma noção mais precisa sobre alguma aplicação específica, você pode utilizar o simulador da XP Investimentos, que conta com análises feitas por especialistas capazes de recomendar os melhores investimentos, de acordo com o seu perfil e seus objetivos.

Como potencializar a sua rentabilidade? 3 dicas

Observe o imposto sobre o rendimento 

No Brasil, o Imposto de Renda recai sobre os rendimentos em grande parte das possibilidades de investimentos disponíveis, seja no Tesouro Direto, CDB e ações.

Com isso em mente, sempre que você aplicar o cálculo da rentabilidade de algum título, deduza as cobranças de IR do valor ofertado na negociação.  

Contudo, existem opções de investimentos que são isentos de Imposto de Renda e que podem ser adicionados à sua carteira. Escolher essas alternativas é uma estratégia para proteger os seus lucros contra o ataque do leão. 

Veja abaixo quais são os principais ativos livres de impostos sobre rendimento. 

  • Caderneta de poupanças; 
  • LCI e LCA;
  • CRI e CRA; 
  • Fundos Imobiliários (FII); 
  • Debêntures Incentivadas;
  • Dividendos de ações e Fundos Imobiliários, entre outros.

< Para saber mais, confira: O que é IR? Tudo o que você precisa saber! De forma simples />

Atente-se a cobranças escondidas 

Geralmente, os investidores não levam em consideração algumas cobranças que ficam escondidas, como as taxas administrativas e de corretagem

  • Taxas administrativas: cobrança que está acoplada em produtos financeiros (fundo de investimentos ou previdências privadas). Esse valor está relacionado a uma quantia, já pré-definida na negociação. Ela é paga para instituição financeira pela gestação e administração do portfólio de ativos que pertencem a esse tipo de produto. 
  • Taxas de corretagem: esse valor pode ser contornável. Afinal, o mercado contém várias corretoras, plataformas de investimento e bancos digitais e garantem isenção dessa tarifa. 

Trabalhe a paciência e a disciplina 

Quem está envolvido com o mundo dos investimentos sabe o quanto paciência e disciplina são fundamentais no dia a dia. Elas são importantes para qualquer tipo de investidor, seja aquele conservador, moderado ou arrojado. 

Pense, por exemplo, na renda fixa. Nesse cenário, quanto mais o investidor demorar para resgatar a quantia, maiores são as possibilidades de garantir boas taxas de retorno. 

Se você aplica uma quantia no Tesouro IPCA+, com data de vencimento em 2035, ele oferece um rendimento melhor do que aquela alternativa com período vencido em 2026. 

Agora, relembre as características da renda variável. Os investidores que não pretendem ter retorno imediato com day trade e análise técnica de gráficos, o longo prazo é uma boa saída, uma vez que ele traz premiações às carteiras escolhidas com critério e análise fundamentalista.

Lembre-se de sempre alinhar o tipo de investimento que você irá fazer com as suas metas (de curto, médio e longo prazo). Assim, você saberá quando aplicar em cada modalidade, considerando os seus objetivos.

Calcule o rendimento dos seus investimentos hoje mesmo!

Saber como calcular se um investimento é viável e acompanhar sua rentabilidade é o mínimo que você precisa fazer para garantir que o seu dinheiro esteja empregado em boas aplicações, capazes de gerar lucros reais. Mas relaxa, pois logo você pega o jeito!

O que não pode faltar neste ramo é informação, afinal, o investidor que está sempre antenado nas notícias e acontecimentos do mercado financeiro é aquele que tem mais chances de encontrar boas oportunidades de fazer seu dinheiro render mais. Portanto, mantenha-se alerta e bem informado!

Se você é um investidor iniciante e quer aprender mais para começar com o pé direito, conheça nosso curso: Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco! Com ele, você irá aprender:

  • os conceitos que norteiam a renda fixa;
  • como funciona a inflação e como a renda fixa pode te proteger dela;
  • como aproveitar as altas das taxas de juros com investimentos tão seguros quanto a poupança, mas que podem trazer maior rentabilidade.
  • como comparar produtos com diferentes taxas e prazos para fazer seu dinheiro render cada vez mais.

E tudo isso com os maiores profissionais do mercado. Inscreva-se agora mesmo e saiba usar a renda fixa a seu favor!

Principais tipos de risco de investimento: proteja-se e evite surpresas!

Entrar no mercado financeiro e de investimentos requer, ao menos, entender as situações básicas. Não dá para explorar algo novo sem estar preparado.

Se você está nesse momento, chegou a hora de aprender sobre os tipos de riscos de investimentos. Preparamos um conteúdo especial para que saia daqui sabendo onde e quando investir.

A relação entre riscos de investimentos financeiros e retorno é muito estreita. Para que os riscos não afetem tanto suas aplicações, é necessário estudar e entender as variações do mercado.

Continue por aqui para dominar o assunto!  

Existe investimento sem risco?

Se alguém te oferecer a possibilidade de investir sem riscos: FUJA! O motivo é que não existe investimento sem riscos!

Isso não significa, porém, que você deva deixar seu dinheiro parado. Muito pelo contrário!

Investir, mesmo com os riscos, traz mais rentabilidade do que não aplicar nada ou confiar na “boa e velha poupança” que, de boa, já não tem mais nada, visto que está perdendo para inflação por vários meses consecutivos, de acordo com dados da Economática.

Há muitas outras opções além da caderneta que também são seguras e apresentam rentabilidades bem mais atrativas.

Mais para frente, vamos te explicar como conseguir retornos mesmo com os vários tipos de riscos de investimentos. Continue a leitura para não perder nada!

< Leia mais: 5 opções para sair da poupança! />

Quais são os tipos de riscos de investimentos?

Como dissemos ali em cima, não existe investimento sem riscos. Mas você sabe exatamente quais são e como eles afetam suas aplicações?

Existem três principais tipos de risco de investimento. São eles:

  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco de crédito.

A seguir, confira os detalhes dos tipos de riscos de investimentos mais relevantes.

Risco de mercado

O primeiro dos principais riscos de investimentos financeiros é o de mercado. Ele explora, basicamente, como as variações do mercado financeiro podem afetar seus ativos.

Este tipo de risco está mais presente nos investimentos de renda variável. O motivo é que a rentabilidade delas está diretamente ligada às oscilações do mercado, que podem ser motivadas por:

  • mudanças nas taxas de juros;
  • mudanças no câmbio;
  • alteração no mercado acionário;
  • inflação.

Para reduzir o risco, o mais recomendado é diversificar sua carteira. Assim, mesmo que um dos ativos esteja sendo mais impactado, outros podem valorizar e manter os seus rendimentos. Entre os investimentos que apresentam maior risco de mercado estão:

  • ações;
  • fundos de investimentos;
  • mercado futuro.

Caso esteja entrando no mercado de investimentos, é interessante estudar mais sobre o assunto. Com cada vez mais conhecimento, você vai começar a entender sobre riscos atrelados a cada ativo financeiro e como amenizá-los.

Risco de liquidez

O segundo dos principais riscos de aplicação é o risco de liquidez. Para entender de fato o que esse risco representa voltemos ao início: o que é liquidez?

A liquidez é um dos três fatores que fazem parte do “tripé dos investimentos”. A definição dela é, basicamente, o quão rápido e fácil seu ativo pode virar dinheiro. 

Para compreender melhor, no mercado financeiro existem ativos de liquidez imediata, diária e a que acontece com mais de um dia. Geralmente os ativos com maior risco de liquidez são os mais demorados.

Por quê?

Isso acontece por dois motivos:

  • por ter pouco comprador, você precisa abaixar o preço do seu ativo para concluir a venda;
  • e/ou pela demora do dinheiro entrar na conta.

Para você ter uma ideia, existem ativos em que o investidor só terá o dinheiro na conta após 180 dias de pedir a retirada de seus recursos. Estes são chamados de liquidez D+180. Além dele também existem:

  • liquidez D+3: quando o dinheiro entra na conta após três dias, como é o caso das ações na bolsa de valores;
  • liquidez D+30: dinheiro na conta após 30 dias, caso de alguns fundos de investimentos.

Saber em qual liquidez seu ativo está enquadrado é muito importante para ter um bom gerenciamento de risco e crédito. Assim você não ficará perdido sobre o quanto de antecedência precisará pedir o resgate do seu ativo, para ter o dinheiro em conta quando realmente for utilizá-lo.

< Quer aplicar em investimentos de liquidez imediata? Leia o post: Reserva de liquidez: o que é e como poupar para emergências? />

Risco de crédito

O terceiro dos principais tipos de riscos de investimentos é o risco de crédito. Esse tipo de risco está diretamente ligado à capacidade, ou não, da empresa ou governo pagar as taxas de juros aos investidores.

Para ficar mais claro, estamos falando do famoso calote. No entanto, ao invés do “nome” da empresa a qual você comprou a ação ir para o SPC e Serasa, ela entra no nível de inadimplência do rating.

Os títulos que mais possuem risco de crédito são os que não possuem o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse fundo protege o investidor caso o banco ou instituição financeira “quebre” e não consiga pagar.

Dito isto, os títulos com maior risco de crédito são:

  • Debêntures: títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais;
  • CRIs: Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos de renda fixa de crédito privado que representam a promessa de um pagamento futuro referente a imóveis;
  • CRAs: Certificados de Recebíveis do Agronegócio. Semelhantes aos CRI, são títulos de renda fixa de crédito privado vendidos para financiar atividades ligadas ao agronegócio.

Qual é o risco de investir na bolsa de valores?

Quando você, investidor, opta por uma carteira de ações na bolsa de valores, precisa considerar os riscos envolvidos neste tipo de operação. Além dos riscos de mercado e liquidez, mencionados acima, o investimento na bolsa também sofre interferência de: 

  • risco da empresa: atrelado à reputação e à solidez do negócio que oferta seus papéis. Para contornar este risco, é importante embasar suas decisões de investimento em avaliações estratégicas, como a análise fundamentalista, que ajuda a conhecer o histórico do negócio, sua performance no mercado, a solidez e credibilidade da companhia e tendências para o futuro;
  • risco da corretora: reforça a importância de avaliar a empresa que faz a mediação das operações. Para compreender o risco da corretora, é preciso buscar informações sobre a empresa em diferentes canais, como redes sociais e sites de avaliação reputacional — como o ReclameAqui, além de ouvir clientes antigos e atuais. 
  • cambial: diz respeito à interferência da taxa de câmbio no lucro das operações; 
  • juros: o risco de juros, de maneira semelhante ao câmbio, pode “encurtar” o lucro das operações.

Saber qual é o risco de investir na bolsa de valores te assustou? Calma! 

Lembre-se de que, no mercado financeiro, risco e lucro são diretamente proporcionais, ou seja: quanto maior o risco, maior a chance de lucro.

Se o seu perfil de investidor é compatível com aplicações mais arrojadas, as ações podem ser uma boa oportunidade de ganhos. 

Qual o risco de investir em títulos públicos? 

Os títulos públicos são considerados investimentos de baixo risco. Isso porque, como o nome diz, são investimentos em ativos garantidos pelo próprio governo. 

Nesse sentido, podemos dizer que títulos como o Tesouro Direto têm baixo risco de crédito, boa liquidez (na maioria dos casos, o resgate dos valores está disponível um dia após a solicitação) e baixo risco de mercado, uma vez que é um investimento assegurado pelo Governo Federal. 

Risco e retorno: qual a relação?

Agora que você já sabe quais são os principais tipos de riscos de investimentos, chegou o momento de entender como eles se relacionam com o retorno de ativos. Afinal, todo investimento é feito pensando no retorno que ele trará.

Como já alertamos no decorrer de todo o artigo, não existe investimento sem risco. No entanto, há maneiras de se trabalhar pensando nos riscos que estão atrelados aos ativos.

Por esse motivo, antes de pensar em qual relação de risco e retorno irá aplicar nos seus investimentos, é importante definir qual investidor você é. Assim, descobrirá quanto de risco está disposto a correr para ter o retorno esperado.

Montar uma carteira com diversidade de investimentos é uma boa opção para a gestão de crédito e risco. Assista ao vídeo abaixo para entender mais sobre como diversificar sua carteira. 

< Aperte o play! />

Como funciona a escala de risco de investimentos? 

Anteriormente, falamos sobre os tipos de risco de investimentos e como eles impactam na avaliação de cada produto. Mas afinal, como avaliar o grau de risco de um investimento? 

O que é rating?

A palavra rating traduzida para o português significa avaliação. E é exatamente isso! Agências de rating pelo mundo avaliam a probabilidade de empresas privadas e estatais honrarem com o pagamento das taxas de juros aos investidores.

As principais agências no mundo que fazem essa avaliação de risco de crédito são: Moody ‘s, Fitch e Standard & Poor’ s. É muito importante que ao investir você peça a sua corretora ou banco o rating para assim se precaver desse risco.

Nesse caso, a classificação de risco dos investimentos segue um padrão de notas, que variam de acordo com o grau de investimento (investment grade, ou a nota dada pela instituição a partir de uma avaliação de cada empresa) ou grau especulativo (classificação de risco considerada por investidores).

Como funciona a classificação de risco fundos de investimentos?

Para auxiliar no entendimento dos diferentes níveis de risco atrelados aos fundos de investimento, a Anbima — Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, desenvolveu a Cartilha da Nova Classificação de Fundos. 

O objetivo do documento é agrupar fundos de investimento com as mesmas características, identificando-os pelas suas estratégias e fatores de risco. 

Dessa forma, a associação busca facilitar a comparação de performance entre os diferentes fundos e auxiliar o processo de decisão de investimento. Além disso, espera contribuir, também, para aumentar a transparência do mercado.

Conheça a cartilha Anbima de classificação de fundos e informe-se sobre as características dos fundos de investimento mais adequados ao seu perfil de investidor.

Além disso, é possível consultar as classificações de risco de fundos de investimentos junto às instituições financeiras que os oferecem. 

Neste caso, e em geral, os riscos são classificados em muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto, de acordo com as características componentes do fundo ofertado.

Continue aprendendo sobre o mercado financeiro 

Agora você conhece os principais tipos de risco de investimento e pode tomar melhores decisões na hora de escolher seus produtos. 

Mas saiba que, para se tornar um expert em investimentos, é preciso expandir ainda mais os seus conhecimentos. 

Para te ajudar na sua jornada, desenvolvemos a Multi+, um verdadeiro ecossistema digital de aprendizado contínuo para capacitar profissionais que querem se destacar na nova economia.

A partir da sua assinatura na plataforma de educação, você tem acesso a diversos cursos livres e formações em finanças e investimentos com experts do mercado financeiro. 

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Como fazer aportes mensais no CDB? Descubra se essa é a melhor opção!

Você está interessado em investir repetidamente mês a mês em um ativo de renda fixa mais conservador, que te ofereça mais previsibilidade e menor volatilidade ao longo do tempo? Neste conteúdo, vamos te ensinar como fazer aportes mensais no CDB, um dos produtos bancários mais populares entre os investidores.

O Certificado de Depósito Bancário é um opção de investimento de origem privada, utilizada para captação de recursos por instituições financeiras, como bancos e corretoras.

Muito semelhante a outros tipos de renda fixa, como o Tesouro Direto e a LCI, quanto à rentabilidade e à segurança, ele, entretanto, possui particularidades que os interessados devem saber de antemão.

Principalmente, se você faz o perfil de investidor disciplinado que quer todos os meses direcionar uma quantia para esse ativo, há alguns tópicos a serem discutidos. 

Quer descobrir se o CDB permite aportes mensais? Então, continue a leitura.

Como fazer aportes mensais no CDB? É possível?

Antes de responder a essa pergunta, é importante assinalar o que é aporte mensal. 

Essa prática consiste no repasse mês a mês de valores para um ativo financeiro, seja ele de renda fixa ou variável.

Por exemplo, você pode fazer um aporte mensal tanto em alguns títulos específicos de Tesouro Direto, como também em um fundo de previdência privada ou em uma ação específica listada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. 

Assim, quando investido com estratégia e conhecimento, esse valor vai se somando ao que já estava rendendo e a sua rentabilidade pode ficar ainda mais robusta.

Feita essa pequena introdução sobre o que é aporte mensal, voltemos ao tópico principal do texto: afinal, como posso fazer aportes mensais no CDB? É possível?

Se você deseja fazer o aporte no mesmo título no qual investiu no mês anterior, a resposta é: não, não é possível.  

Isso porque cada ativo de Certificado de Depósito Bancário possui um contrato único de empréstimo entre o emissor (o banco ou outra instituição financeira) e o investidor. Isto é, ao fazer o investimento, ele é registrado de forma definitiva e não pode ser alterado. 

Portanto, diferentemente de um investimento em poupança ou de um fundo de previdência social, por exemplo, o montante relativo ao primeiro aporte será a base de rentabilidade até o final da data de vencimento.

Devo fazer aportes em outro CDB? Preste atenção! 

Quando falamos de renda fixa, existe um fator que deve ser considerado sempre ao fazer um novo aporte nessa modalidade. É o chamado risco de reinvestimento. Mas, o que ele significa?

Como o próprio nome indica, esse termo aborda a possibilidade das mudanças nas condições de ofertas de determinado ativo com o passar do tempo.

Por exemplo, as taxas atrativas que o título de Tesouro Direto tinha até um mês atrás podem não mais existir. 

Afinal, mudanças na política fiscal e nos indicadores macroeconômicos podem diminuir a remuneração e alterar a data de vencimento para um novo período não muito vantajoso para o investidor.

O contrário também é possível: a remuneração pode aumentar e as condições podem acabar se tornando mais atrativas.

Nesse sentido, apesar de um mesmo ativo de CDB não poder receber um novo aporte, novas opções podem surgir no mês seguinte. Ou seja, o mesmo produto, emitido pela mesma instituição, pode aparecer. 

Contudo, é fundamental que você fique de olho para ter certeza de que as condições ainda são vantajosas.

A verdade é que quando se trata de renda fixa ou de renda variável, o ideal é continuamente reavaliar sua estratégia e remanejar posições quando necessário. Afinal, novas e melhores oportunidades sempre estão surgindo. 

Nesse caso, não se prender a determinado ativo e procurar sempre diversificar sua carteira de investimentos é sempre a melhor solução.

Aprenda como diversificar sua carteira com este vídeo:

Quais produtos são mais interessantes para aportes mensais?

Como você viu, o CDB não permite aportes mensais. Portanto, para quem tem esse objetivo, a única possibilidade é procurar produtos diferentes e diversificar a carteira.

Até mesmo porque, como o Certificado de Depósito Bancário geralmente pede um investimento mínimo (que muitas vezes gira em torno de R$ 5 mil e R$ 10 mil), ele acaba não sendo a melhor opção para aportes mensais.

Nesse sentido, ativos que cumprem melhor esse papel, são:

  • Fundos de previdência privada;
  • Tesouro Selic;
  • Fundos Imobiliários (FIIS);
  • Ações.

Confira, em detalhes, mais sobre cada um desses tipos de investimentos!

Fundo de previdência privada

A previdência privada consiste em um investimento periódico em um fundo de seguridade cujo rendimento a longo prazo pode ser revertido em renda extra na aposentadoria ou para outra meta específica.

O período de aportes geralmente é de no mínimo 10 anos. Ao chegar no tempo estipulado, o saque pode ser de forma integral ou parcelada mensalmente de acordo com uma data combinada.

Alguns podem achar que esse investimento oferece baixos rendimentos. Contudo, o retorno desse produto não é muito diferente dos oferecidos por outros títulos de renda fixa, como o Tesouro Direto, LCI e o próprio CDB.

Inclusive, até mesmo a rentabilidade mais baixa possui as contrapartidas positivas de um investimento conservador: maior previsibilidade e segurança.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. Sua rentabilidade é do tipo pós-fixada, o que significa que é indexada à taxa básica de juros da nossa economia – a Selic.

Essa taxa é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Os rendimentos das aplicações neste título são pagos de acordo com a variação da Selic no período que o dinheiro ficou aplicado. 

Outra característica do Tesouro Selic é que ele tem liquidez diária. Isso significa que você pode fazer o resgate dos aportes no mesmo dia sem perder a rentabilidade.

Além disso, você pode agendar compras regulares desse título, ou seja, programar os aportes mensais. Essa é uma forma de você evitar repetir esse processo todas as vezes que for investir.

Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs)

Os fundos de investimentos imobiliários funcionam como uma espécie de “condomínio” de investidores, que são chamados de cotistas.

Eles reúnem seus investimentos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. Então, os ganhos obtidos são repartidos proporcionalmente ao que cada um investiu entre os participantes.

Normalmente, o recurso acumulado é revertido para a construção ou aquisição de novos imóveis, para que posteriormente eles sejam alugados ou arrendados. É desse último processo que os cotistas recebem o seu lucro.

< Leia mais: Fundos imobiliários: significado, funcionamento, tipos e vantagens />

Ações

O capital de uma empresa é dividido em centenas ou até mesmo milhares de pequenas partes. E, portanto, cada uma delas é uma ação

Isso significa que quando você investe em ações, está comprando frações do capital social de uma organização, tornando-se um acionista da companhia.

Sendo assim, ao comprar esses papéis no mercado, o investidor passa a ter direito sobre os resultados dos negócios, por meio dos ativos e de resultados financeiros (sejam eles positivos ou negativos).

As ações são a opção mais famosa da renda variável. Muitas vezes até mesmo os ativos de renda variável são melhores opções para aportes mensais do que o CDB. 

Afinal, se você fez uma análise fundamentalista (avaliação dos indicadores de performance da empresa) de uma dessas opções e confia nelas no longo prazo, tanto as ações quanto os FIIs podem gerar, além da rentabilidade, o pagamento de dividendos cada vez mais volumosos à medida que você investe.

Quer conhecer quatro passos simples para começar a investir em ações? Confira este vídeo:

Aprenda mais sobre CDB e o mercado financeiro

Gostou do conteúdo? Respondemos todas as suas dúvidas sobre como fazer aportes mensais no CDB?

Se você deseja entender mais sobre esse ativo como também tudo sobre renda fixa e variável, a Faculdade XP pode te ajudar. 

Ela oferece cursos que vão te ensinar tudo sobre mercado financeiro e te guiar para trilhar o melhor caminho possível no mundo dos investimentos de acordo com seu perfil.

Portanto, conheça o curso “Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco”. Além de aprender mais sobre o CDB, você também terá acesso a métodos práticos de investimento em Tesouro Direto, LCA, LCI e muito mais.

Assim, será possível conhecer as melhores opções para fazer aportes mensais dentro do que você precisa. Aproveite e adquira mais conhecimento em busca da sua liberdade financeira. Domine a renda fixa e a utilize a seu favor com a Faculdade XP.

O que é CDB? Saiba como funciona esse investimento de renda fixa

Quem começa a investir em renda fixa tende a pesquisar sobre o que é CDB. Esse é um modelo de investimento de fácil compreensão, sendo uma das primeiras opções para quem deseja trocar a tradicional Poupança.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o CDB é conhecido por sua rentabilidade, liquidez, baixo investimento, imposto de renda e custos. 

Além disso, o título é oferecido por corretoras e, em muitos casos, envolve remunerações acima das encontradas em instituições financeiras.

Quer saber mais sobre o assunto? Ao longo deste artigo vamos explicar o que é CDB, como ele funciona, suas principais vantagens e para quem ele é recomendado. Boa leitura!

O que é CDB?

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa, geralmente emitido pelos bancos. Quem compra CDBs empresta dinheiro para os bancos financiarem suas atividades de crédito

Dessa forma, as instituições bancárias captam dinheiro com os CDBs oferecendo em troca remuneração (os juros) aos investidores.

Tais recursos vindos dos CDBs são usados por essas instituições para fornecer empréstimos a outras pessoas. Porém, cerca de um terço do valor total captado pelos bancos é obrigado a recolher como depósito compulsório junto ao Banco Central.

Essa obrigação serve justamente para que o governo controle o dinheiro em circulação na economia.

Como funciona o CDB?

Embora o CDB tenha características semelhantes a outros produtos de renda fixa, ele se destaca por cinco categorias:

  1. Rentabilidade;
  2. Valor mínimo;
  3. Liquidez;
  4. Custos;
  5. Imposto de Renda.

Confira, em detalhes, mais sobre o que é e como funciona o CDB.

1. Rentabilidade 

Um CDB, por exemplo, não possui rendimento específico e imutável, já que existem muitos tipos e cada um com aspecto particular. Veja quais são:

  • CDB prefixado: nesse caso, o investidor consegue calcular exatamente a remuneração em reais que obterá até o vencimento do papel. Isso porque a taxa de juros é definida e informada desde o momento da aplicação;
  • CDB pós-fixado: esse é o mais comum de CDB disponível no mercado. Aqui, o investidor conhece o indicador que servirá de referência para a rentabilidade do papel, mas não é possível ter certeza de qual será o retorno em reais, pois seguirá a dinâmica de variações do indicador;
  • CDB híbrido (ou atrelado à inflação): a remuneração desses papéis mescla as duas estruturas anteriores, ou seja, oferecem como retorno uma parcela prefixada (7% ao ano, por exemplo) e outra pós-fixada (variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo IGP-M).

< Leia também: Do básico ao avançado: saiba o que é rentabilidade e como calcular />

2. Valor mínimo 

Ao fazer aplicação em CDBs, as instituições financeiras podem fazer exigências, como determinar um valor mínimo de investimento. Esse investimento inicial varia em função do nível de risco e do potencial de retorno de cada papel.

Nos grandes bancos, você pode encontrar CDBs com valor a partir de R$500. Só que títulos desse tipo também disponibilizam remuneração menor, chegando a 80% do CDI (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, que é considerado um retorno baixo.

Já nas corretoras de valores e plataformas de investimento, é mais fácil encontrar opções com valores mais atrativos.

3. Liquidez  

O resgate do dinheiro investido em um CDB depende do tipo da liquidez do investimento, se ela é diária ou apenas no vencimento.

Os CDBs são papéis com vencimento, o que significa que as condições acertadas na aplicação são garantidas até uma determinada data, quando o dinheiro volta para as mãos do investidor.

Mas o que é CDB com liquidez diária? Mesmo com uma data de vencimento, muitos CDBs oferecem resgates a qualquer momento, mesmo antes do prazo final.

Por outro lado, esses investimentos passam a contar com liquidez diária após um certo prazo mínimo em que o dinheiro não pode ser resgatado – termo conhecido como “carência”.

Exemplos de liquidez no CDB

Supomos que em um papel de liquidez diária com carência de seis meses, o resgate seja permitido a qualquer momento depois do prazo cumprido. Isto é, após seis meses. Por outro lado, há também CDBs que preveem liquidez apenas no vencimento.

Isso significa dizer que o investidor não pode resgatar os recursos junto ao emissor antes do prazo final nas mesmas condições estabelecidas no momento da aplicação.

O ponto positivo, no entanto, fica por conta de esses papéis normalmente oferecerem uma remuneração melhor do que a dos CDBs com liquidez diária.

Dessa forma, temos CDBs com prazos de vencimento bem distintos:

  • papéis de curto prazo, resgatados a partir de seis meses ou um ano;
  • papéis de longo prazo, com vencimento a partir de dois anos, podendo chegar a cinco ou mais.

Então, qual é a melhor opção: investir em CDBs com liquidez diária ou em papéis de longo prazo? Isso dependerá das metas, objetivos e organização do investidor. 

Ou seja, se você tem metas de longo prazo e sabe que não precisará resgatar o dinheiro a qualquer momento, então a liquidez apenas no vencimento pode ser uma boa alternativa, já que oferece maior rendimento.

4. Custos 

Os CDBs não envolvem a cobrança de taxa de administração, mas em algumas corretoras pode haver taxa de corretagem ou de custódia para negociar esses papéis

De qualquer modo, muitas delas já isentam os investidores desses custos.

Aliás, vale lembrar que cada corretora estabelece uma margem específica de ganho sobre o valor “de fábrica” do CDB. O que significa?

Isso quer dizer que um mesmo CDB emitido pela mesma instituição financeira, com vencimento em um prazo igual, pode apresentar rentabilidade diferente, dependendo da plataforma de investimento.

Assim, em algumas, a rentabilidade pode ser maior do que em outras, e isso se reflete na final recebida pelo investidor.

5. Imposto de Renda

A tributação dos CDBs segue o padrão dos investimentos de renda fixa, com o investidor pagando Imposto de Renda seguindo uma tabela regressiva. Portanto, as alíquotas diminuem conforme o tempo.

Em relação à taxa, ela varia entre 22,5% sobre a rentabilidade para investimentos de até seis meses, e 15% sobre a rentabilidade para investimentos mantidos por mais de dois anos.

Isso significa que quanto mais tempo seu dinheiro ficar investido, menor será o imposto. Na tabela a seguir, você pode conferir como funciona:

Fonte: InfoMoney

Além disso, há a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas só incide sobre as aplicações resgatadas em menos de 30 dias.

Nessas situações, a alíquota pode variar entre 96% e 3% da rentabilidade. Isso porque o IOF também diminui com o tempo do investimento.

< Leia mais: Guia prático: como declarar aplicações de renda fixa no IR? />

Quais as vantagens e riscos dos CDBs?

Agora que você já sabe o que é CDB e como funciona, é o momento de avaliar os benefícios e riscos que essa modalidade de investimento oferece. 

Vantagens

Um dos principais pontos positivos desse investimento é o fato de ser simples e popular, já que facilita a aplicação de dinheiro. 

Então, praticamente todos os bancos oferecem pelo menos uma opção aos clientes e, para aplicar, basta transferir o dinheiro da conta corrente ao CDB. 

Mas não apenas nos bancos, bem como nas corretoras e plataformas de investimentos, há uma boa variedade de alternativas disponíveis.

Além disso, o CDB é considerado um investimento seguro. Exatamente por essa razão, pode ser recomendado para investidores iniciantes e que possuem uma baixa tolerância a riscos.

Até mesmo porque os CDBs são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Isso é uma espécie de “seguro” que devolve até R$ 250 mil do valor aplicado pelo investidor caso a instituição financeira quebre.

No entanto, vale ressaltar que essa garantia é calculada por CPF e por instituição, mas não por produto, por exemplo. O que isso quer dizer?

Que se o investidor tiver além de CDBs de um banco, dinheiro na conta corrente e na poupança, também será levado em conta. Assim, se a instituição quebrar, o limite para a devolução dos recursos pelo FGC acrescentará essas aplicações.

Mais um ponto positivo se dá nas muitas opções de CDBs com liquidez diária, fator importante principalmente para quem pode precisar do dinheiro antes do vencimento. Mesmo assim, nem sempre tais papéis apresentam remuneração interessante.

Riscos

O principal risco dessa modalidade é o de crédito, já que caso a instituição financeira que emite o papel quebre, a mesma pode te deixar sem receber a remuneração devida.

Por isso, vale muito investigar sobre o prestígio e a consistência financeira da organização antes de aplicar em um CDB.

Aliás, fica um alerta: quanto maior o risco de crédito de um emissor, maior tende a ser a remuneração oferecida nos papéis que lança.

Ou seja, um CDB com promessa de rentabilidade muito mais alta que os outros merece ser avaliado com critério.

< Leia também: Tipos de riscos de investimentos: quais são? Como fazer a gestão de crédito e risco? />

Como investir em CDB? 5 passos

Sabendo o que é investimento CDB e todas as vantagens que oferece, você pode estar em dúvida sobre quando começar a aplicar

Como você viu, é um tipo de investimento para um perfil mais iniciante ou conservador e principalmente indicado para quem deseja substituir a poupança por algo mais rentável.

Isso significa que não existe o momento certo para começar a investir em CDB. O importante é conhecer o investimento e encontrar as melhores opções para as suas necessidades. Então, confira esse passo a passo.

Passo 1: abra sua conta em uma corretora de investimentos

Corretoras digitais são ótimas opções para quem deseja investir com praticidade e segurança. A maioria oferece contas gratuitas, então vale a pena testar, não é mesmo?

Um exemplo disso é a XP, que oferece conta gratuita e diversos recursos para quem deseja dar seus primeiros passos no mundo dos investimentos. Abra sua conta agora mesmo!

Passo 2: defina seus objetivos

Para escolher o melhor tipo de CDB para você (considerando também a liquidez) é fundamental que você tenha suas metas e objetivos (de curto, médio e longo prazo) bem definidos. 

Assim, poderá escolher a melhor alternativa para alcançar seus objetivos. Entenda mais sobre a importância disso com este conteúdo:

< Indicação de leitura: Metas de curto, médio e longo prazo: o que são? + 6 exemplos e sugestões de investimentos / >

Passo 3: avalie o valor do investimento

Transfira para sua conta o valor a ser investido, lembrando que o valor mínimo ideal fica entre R$ 500 e R$ 1 mil, variando de acordo com a opção escolhida.

Passo 4: acesse a plataforma e busque pelos CDBs

No aplicativo da corretora, entre nas opções de Renda Fixa e filtre os resultados para mostrar as opções de CDB disponíveis para aplicação. Contudo, antes de tomar qualquer decisão, certifique-se de considerar a próxima dica.

Passo 5: analise as propostas

Você sabe como analisar um CDB? Para isso, observe fatores como tipo de produto (prefixado, pós-fixado ou híbrido), duração do investimento, data de vencimento, taxa de rendimento e valor mínimo. 

Além desses dados, o CDB pode ser classificado de acordo com o risco, sendo necessário avaliar a reputação e saúde da instituição financeira, para avaliar sua viabilidade.

Para encontrar a melhor opção considerando os seus objetivos de investimento, procure responder pelo menos essas perguntas sobre cada papel que estiver avaliando:

  • Qual é a remuneração oferecida em cada caso?
  • Qual é o prazo de vencimento do CDB?
  • Qual é o sistema de liquidez?
  • Qual é o nível de risco do emissor do CDB?

Passo 6: hora de investir 

Colocou tudo no papel, escolheu a opção mais vantajosa para o seu momento? Então é só comprar a ação. Normalmente, a compra de títulos CDB é feita em horário bancário, mesmo que esteja acessando por uma plataforma digital.

Quer ficar mais por dentro dos CDBs? Assista ao vídeo e saiba tudo sobre títulos de renda fixa:

Saiba usar a renda fixa a seu favor! Dica extra 

Agora que você já sabe o que significa CDB, vamos a uma dica: com a Faculdade XP, você tem acesso aos melhores cursos que podem ajudar nesta jornada.

Se você é um investidor iniciante, quer aprender mais sobre o que é CDB e outros tipos de investimento, então conheça nosso curso: Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco! Com ele, você irá aprender:

  • os conceitos que norteiam a renda fixa;
  • como funciona a inflação e como a renda fixa pode te proteger dela;
  • como aproveitar as altas das taxas de juros com investimentos tão seguros quanto a poupança, mas que podem trazer maior rentabilidade.
  • como comparar produtos com diferentes taxas e prazos para fazer seu dinheiro render cada vez mais.

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