A tecnologia facilitou a vida da sociedade. Hoje é comum utilizarmos softwares para tudo, seja para pesquisar assuntos, comprar e vender. Tudo é feito por um aplicativo de celular. E para isso funcionar um desenvolvedor back-end se torna uma profissão essencial.
Primeiramente, vamos diferenciar o termo back-end e front-end, que são muito comentados no setor de tecnologia da informação.
Ambos são camadas de softwares mas com funções diferentes. O front-end é o responsável por tudo que acontece ao usuário, como a organização das interfaces de apps e outros conceitos para a melhor experiência do usuário. Já o back-end fica nos bastidores, ou seja, é o que cuida da inteligência do software, do aplicativo que o usuário usa.
Neste artigo você vai entender sobre o que faz um desenvolvedor back-end, quais são suas principais responsabilidades, onde ele pode atuar, o salário médio do profissional e quais as principais habilidades para investir numa carreira na área. Continue a leitura e descubra!
O que faz um desenvolvedor back-end?
O Back-end não fica armazenado no celular nem no computador do usuário. Ele é armazenado e executado em um servidor, um computador central. É assim que ele consegue fornecer informações em tempo real.
O desenvolvedor back-end é fundamental para o desenvolvimento de um projeto.
O desenvolvedor back-end é aquele que responde às necessidades do cliente. Ele é quem está por dentro das linguagens de programação, de desenvolvimento de software, e também domina conceitos de HTML, CSS e outras ferramentas importantes para desenvolvimento e manutenção dos softwares.
Por essas funções, é essencial que ele saiba resolver problemas do site e tenha toda uma lógica para identificar parâmetros.
Por exemplo, imagina que você acessa um app para comprar um produto, mas ele está com erro, cliques indo para locais errados e os códigos e comandos estão com algo estranho, é o desenvolvedor back-end quem vai solucionar.
Em resumo, sua principal função é entender os objetivos dos projetos e criar soluções eficazes, armazenando os dados e os assegurando que estão funcionando de maneira correta.
Quais as as responsabilidades e as principais áreas de atuação do desenvolvedor back-end?
Complementando o que foi falado anteriormente, o desenvolvedor back-end gerencia todos os recursos de APIs de dispositivos variados, assim como em toda a arquitetura do sistema e análise de dados para a implementação de algoritmos e resolução de problemas.
Dentre algumas principais responsabilidades deste profissional estão:
Acessar os banco de dados para guardar e resgatar as informações do sistema;
Cuidar da inteligência do software;
Fazer a comunicação com outros sistemas para validade uma compra, por exemplo, junto com uma instituição financeira;
Fornecer dados para o Front-end exibir na tela do usuário;
Sempre se preocupando com os dados e não com a aparência, essa segunda é função do front-end.
Em relação às áreas de atuação, o mercado está em alta, pois qualquer projeto envolvendo a internet são onipresentes e o conhecimento de quem entende do assunto é valioso. Além de que o que mais surgem são aplicativos para dispositivos móveis para resolver nossos problemas.
Junto a isso há a questão da Internet das Coisas, onde há a conexão de objetos cotidianos na web.
Assim, qual a diversidade do Desenvolvimento Back-End? Fizemos um compilado com as possibilidades:
criação de aplicativos;
desenvolvimento de e-commerce;
desenvolvimento de sites;
administração e desenvolvimento de banco de dados;
consultoria em desenvolvimento.
Lembrando que também podemos separar os devs em juniores, plenos e seniores, dependendo das skills que eles possuem.
Skills necessárias para trabalhar com programação back-end
Sabendo das principais funções que um desenvolvedor back-end realiza, chegou o momento de entender como construir uma carreira na área.
Aprender algumas soft e hard skills vão fazer a diferença no seu sucesso profissional. Assim, conheça algumas das mais recomendadas:
Ter domínio de sistemas operacionais específicos para servidores;
Saber fazer relatórios de erros e de estatísticas;
Entender sobre frameworks;
Ter agilidade e flexibilidade;
Ter habilidades de comunicação;
Gostar de trabalhar em equipe;
Saber mais de um idioma.
Sendo importante destacar que não existem cursos específicos para quem quer se tornar um desenvolvedor, mas normalmente esses profissionais se formam em Engenharia da Computação, Sistema de Informação ou Ciência da Computação.
O importante para você começar a investir é fazer muita pesquisa sobre a área, estudar as linguagens mais utilizadas e sempre se colocar no lugar do usuário, pois você vai trabalhar sempre focando nele e em suas necessidades.
Qual o salário de um back-end?
Agora que você já sabe o que esperar da área, tem uma dúvida que sempre surge: será que investir nessa carreira vale a pena? Qual é a média salarial de um profissional?
Segundo pesquisa da empresa de recrutamento digital Intera e divulgada pelo Valor Globo, o salário de desenvolvedor back-end no Brasil varia de R$ 5.465,23 para cargos juniores e pode chegar até R$ 15.675,13 para especialistas.
Essa é uma área que se você é tecnólogo ou bacharel, o seu salário vai ser alto por ser do setor de tecnologia.
Importante destacar que isso vai variar de acordo com a oferta e a demanda da região em que você atua, o porte da empresa que vai trabalhar ou se é autônomo, e a sua progressão de carreira.
Vamos especializar na carreira de Dev?
Portanto, a profissão de desenvolvedor back-end é muito necessária para o momento atual e vem crescendo cada vez mais.
Só que os profissionais precisam se dedicar para conquistar os melhores cargos.
Você quer ser um deles? Confira mais detalhes das nossas especializações em desenvolvimento e veja qual mais tem a ver com seus objetivos.
Conhecer a rentabilidade dos papéis escolhidos é um dos motivos pelos quais investidores de perfil conservador tendem a optar por produtos de renda fixa. No entanto, mesmo com uma boa previsibilidade, é necessário considerar oscilações nestes papéis. E isso acontece por conta da marcação a mercado.
O conceito de marcação a mercado está ligado ao valor de um ativo naquele momento exato — ou seja, é especialmente relevante se você, investidor, tem a intenção de liquidar algum produto antes de seu vencimento.
Continue a leitura para entender, com mais detalhes, o que é marcação a mercado e como ela impacta especificamente o Tesouro Direto.
Essa marcação ocorre diariamente, e é impulsionada por movimentos do mercado — daí o nome.
A base para a oscilação do valor dos ativos é a mudança nos valores dos indexadores, os indicadores de referência para cada produto.
Esses indexadores variam de acordo com movimentos internos (como a lei da oferta e da demanda, que determina ativos com maior ou menor procura no mercado) ou externos, como acontecimentos macroeconômicos.
Recentemente, por exemplo, a crise ocasionada pela eclosão da pandemia fez com que os ativos sofressem desvalorização. Isso porque os investidores adotaram uma postura defensiva, com medo de grandes retrações no mercado, e liquidaram seus papéis, reduzindo seu valor de mercado.
Quais outros fatores impactam a marcação a mercado?
Além dos impactos do cenário microeconômico e da situação macroeconômica, outros fatores também se relacionam com a marcação a mercado. A seguir, adicionamos mais duas variáveis à equação, estas, relacionadas à natureza dos investimentos realizados.
Rentabilidade
De acordo com o tipo de rentabilidade previsto em cada produto, varia, também, a forma como a marcação a mercado acontece.
Por exemplo: em títulos pós-fixados, o ajuste nos preços ocorre seguindo a taxa de referência do produto. Em casos como estes, costumamos dizer que há um retorno “sempre positivo”, mesmo que o crescimento da rentabilidade seja menor em relação à taxa de juros.
Já nos títulos pré-fixados e relacionados à inflação, as oscilações acompanham o comportamento da taxa Selic ao longo do período do investimento. Nesse caso, a rentabilidade pode ser negativa caso o resgate do investimento não ocorra no vencimento pré-determinado.
Liquidez
Assim como o tipo de rentabilidade, a liquidez também impacta a maneira como ocorre a marcação a mercado.
Investimentos com maior liquidez, como os títulos públicos (é o caso do Tesouro Direto), a marcação é mais rápida, e toma, como base, o fechamento diário dos preços.
Por outro lado, investimentos com menor liquidez têm sua marcação relacionada a uma estimativa de preço justo para a negociação.
Quais os objetivos da marcação a mercado?
Mas afinal, quais os objetivos da marcação a mercado? O movimento acontece com o objetivo de orientar os investidores sobre a melhor decisão a tomar.
Utilizando a referência da marcação a mercado, você, na figura do investidor, pode avaliar se o momento em que considera adquirir ou vender um papel ou cota de fundo de investimento é propício.
Vamos retomar a situação da crise do coronavírus, pontuada no tópico anterior? Podemos dizer que a marcação a mercado deu sinais aos investidores de que aquele não era o melhor momento para liquidar seus ativos.
Em contrapartida, a análise dos indicadores em um momento de otimismo pode ser a receita para ganhar dinheiro com a marcação a mercado.
No caso específico dos fundos de investimentos, a marcação a mercado é obrigatória segundo a CVM (Comissão de Valores Imobiliários), Isso significa que todos os cotistas de um fundo têm acesso à oscilação do valor investido ao longo do tempo.
Tesouro Direto e marcação a mercado: entenda a relação
A esta altura, você já consegue responder qual a relação entre Tesouro Direto e marcação a mercado, certo? Isso porque o Tesouro se enquadra na categoria de investimentos de renda fixa, uma das quais sofre incidência do processo de marcação.
Neste caso específico, o processo de marcação define a oscilação dos títulos do Tesouro Direto ao longo do período de investimento. Por se tratar de um produto com alta liquidez, ele é marcado diariamente, e a liquidação dos títulos pode acarretar em uma perda de rentabilidade se feita sem a avaliação desta oscilação.
>>> Antes de partir para a conclusão do artigo, veja algumas vantagens de investir no Tesouro Direto:
Em busca de alternativas para ganhar com baixo risco?
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O leque de possibilidades de investimentos em renda fixa é vasto, e cada produto oferece características diferentes, como rentabilidade e liquidez variadas.
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É investidor e mira a formação de patrimônio? Busca caminhos para administrar seus bens de forma segura e rentável? Neste caso, saber o que é holding de investimentos pode te ajudar a tomar uma decisão.
Isso porque este é um caminho para gerenciar múltiplos patrimônios de forma unificada, usufruindo, inclusive, de alguns benefícios fiscais.
Ao longo deste artigo, falaremos com mais detalhes sobre esta modalidade de gestão de investimentos e quais as vantagens e pontos de atenção ao adotá-la.
O que é holding? Como funciona?
Antes de mais nada, um passo para trás. Você sabe o que é holding?
Holding é o nome dado a uma empresa — constituinte de um CNPJ —, que tem participação no capital de outras. O nome vem do inglês, “to hold”, verbo que significa “segurar”, e português.
Entendendo a origem do termo, fica mais fácil identificar, também, seu significado. A holding “segura” a gestão das empresas, centralizando sua administração.
Para que serve uma holding?
Como pontuamos no tópico anterior, a existência de uma holding diz respeito, sobretudo, ao controle, ou à centralização deste controle, de uma ou mais empresas. Estão entre as atribuições da holding:
atuar na administração gerencial de empresas;
organizar estruturas de capital;
fazer parcerias com outras empresas;
gerir fundos de investimentos, ações, imóveis, patentes ou outros ativos, de acordo com o modelo de negócio das empresas integrantes do grupo.
Do ponto de vista do mercado, negócios que funcionam sob o guarda-chuva de uma holding tendem a ter modelos gerenciais semelhantes e, portanto, servem como referência de desempenho.
Portanto, se um investidor tem interesse em adquirir ações de uma empresa que integra uma holding, sua análise fundamentalista tomará, como base, a performance dos outros empreendimentos do grupo.
Tipos de holding
Agora você sabe o que é holding. Que tal entender como este tipo de estratégia se divide? Aqui estão alguns dos mais comuns tipos de holding e suas principais atribuições.
1 – Holding patrimonial
Organização criada com o objetivo de centralizar a gestão do patrimônio dos sócios, incorporando-os ao capital social da empresa.
2 – Holding pura
Neste caso, a função exclusiva da organização é gerenciar o capital social da(s) empresa(s). Por este motivo, as decisões tomadas no grupo são restritas a assuntos financeiros, não cabendo à holding nenhum tipo de interferência em outros aspectos econômicos do negócio.
3 – Holding mista
Diferente da holding pura, neste caso, a organização participa de outras decisões que não apenas ligadas à gestão do capital social, tais como a operação, produção e comercialização dos produtos ou serviços das empresas.
Nesses casos, é comum que a holding mista obtenha receita por duas fontes diferentes: dividendos das subsidiárias e lucro proveniente das demais atividades realizadas.
5 – Holding administrativa
O objetivo da holding administrativa é centralizar a tomada de decisões das empresas envolvidas no grupo. Além disso, a existência da holding é um caminho para “blindar” as figuras dos sócios gerenciais e de seus patrimônios pessoais.
Exemplo de holding
Entendeu o que é holding e quais características diferem os principais modelos de organização existentes no mercado?
Que tal um exemplo para ilustrar?
A holding que trazemos a seguir é bastante popular, e você certamente já ouviu falar sobre ela ou sobre as empresas que a integram.
Estamos falando da Itaúsa, holding criada em 1965 e que hoje detém o banco Itaú Unibanco e controla também marcas como Duratex, Deca e Elekeiroz, além de participações em empresas de serviços financeiros e manufatura.
O que é holding de investimentos? Como ela funciona?
A esta altura da leitura, você pode estar se perguntando “mas o que é holding de investimentos e por que ela ainda não foi mencionada?”. A verdade é que utilizamos um outro nome dado a esta organização para defini-la no tópico anterior.
Holding patrimonial e holding de investimentos são sinônimos, e servem para definir organizações cujo principal objetivo é gerenciar bens de forma centralizada.
Diferenças entre holding de investimentos e fundos de investimentos
Antes de falarmos sobre as diferenças entre uma holding de investimentos e um fundo de investimentos, um aviso: neste caso, não nos referimos aos fundos abertos, que oferecem cotas a acionistas.
Os fundos fechados, ou privados, são aqueles criados para gerenciar o patrimônio de uma empresa ou investidor, e não operam de acordo com o produto de renda variável que você conheceu neste artigo.
Sendo assim, o que diferencia um fundo de investimento privado de uma holding?
O principal aspecto de diferenciação entre os dois modelos de gerenciamento de patrimônio é a facilidade na formalização.
Enquanto um fundo de investimento necessita da ação de um gestor certificado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a holding de investimentos pode ser formalizada por meio da mediação de contadores e advogados, sem que haja grande burocratização.
Outras vantagens de fazer uma holding e pontos a considerar
No tópico anterior, você viu que criar uma holding de investimentos pode ser mais simples do que optar pelo gerenciamento de patrimônio via fundo de investimentos. E sim, a desburocratização do processo de formalização é uma vantagem das holdings.
Porém, há mais alguns pontos positivos no modelo, os quais você conhece a seguir.
1- Benefícios tributários
Empresários e gestores com patrimônio que optam pelo modelo da holding para centralizar a administração de seus bens contam com alguns benefícios tributários. Um exemplo é a escolha do regime tributário. Se for o lucro presumido, há um abatimento de 32% na base de cálculo do Imposto de Renda.
Outro aspecto tributário positivo na formação de holdings de investimento diz respeito ao processo de sucessão patrimonial. Quando ocorre dentro de uma holding, a transferência de bens é menos custosa do que a tradicional sessão via inventário.
2- Planejamento sucessório
E por falar em transferência de bens…o planejamento sucessório também é facilitado quando o patrimônio é centralizado em uma holding.
Dessa forma, ele pode ser segmentado entre os potenciais herdeiros por meio de cotas — em um modelo semelhante àquele praticado nos fundos de investimentos.
3- Blindagem patrimonial
Ao se associar a uma holding, você, na figura do detentor do patrimônio, se protege da potencial perda dos bens no caso de ações judiciais ou outras crises.
Isso porque, quando estão sob a gestão da holding, a execução dos bens torna-se mais complexa, o que possibilita a construção de estratégias legais mais contundentes no sentido da reversão da decisão.
Agora que você já sabe o que é holding de investimentos, que tal dividir seu conhecimento com amigos e colegas? Para isso, convidamos você a compartilhar esse conteúdo em suas redes sociais!
Às vezes, manter um time de profissionais motivados é um dos maiores desafios para aqueles que trabalham com Recursos Humanos (RH). Por isso, o treinamento e desenvolvimento(T&D) é um elemento muito importante para corporações que desejam alcançar um alto desempenho.
Porém, não basta ofertar treinamentos sem planejamento ou sem profissionais qualificados para conduzir as atividades propostas.
Neste artigo, vamos falar sobre treinamento e desenvolvimento de pessoas, a diferença entre cada um dos processos e como aplicá-los no seu ambiente de trabalho.
O que é treinamento e desenvolvimento?
Resumidamente, podemos falar do conceito de treinamento e desenvolvimento como um conjunto de ações de práticas e ações planejadas pela empresa para capacitar os seus colaboradores a curto e longo prazo.
Dessa forma, os colaboradores entregam melhores resultado e cada vez mais alinhados com os objetivos organizacionais da empresa.
Principais diferenças entre treinamento e desenvolvimento
Apesar do T&D caminharem lado a lado, e muitas vezes serem aplicados em conjuntos, treinamento e desenvolvimento são coisas distintas.
De acordo com Chiavenato, escritor e consultor administrativo, o treinamento é uma iniciativa focada no presente, ou seja, é uma iniciativa a curto prazo que ajuda no aprimoramento das habilidades dos colaboradores. Em alguns casos, o treinamento é exigido por lei para que o colaborador possa ocupar o cargo ou realizar certas atividades.
Já o desenvolvimento é um processo a longo prazo focado em desenvolver competências chave a partir das necessidades estratégicas do negócio e do plano de carreira construído para o colaborador.
Para não restar dúvidas, preparamos um quadro com as diferenças entre T&D:
Treinamento
Desenvolvimento
Resultado imediato
Resultado a longo prazo
Qualificação de competências individuais
Desenvolvimento de novas competências que serão requeridas no futuro
Prepara o colaborador para exercer sua função atual
Prepara o colaborador para assumir novos cargos dentro da empresa
Melhora as habilidades e competências
Aumenta a competitividade mercadológica
Principais diferenças entre treinamento e desenvolvimento
Importância do T&D nas empresas
Independentemente se o projeto da empresa envolve só treinamento ou desenvolvimento, quando bem executados eles trazem uma série de benefícios para todos os colaboradores.
Abaixo, listamos 5 dos inúmeros benefícios que o T&D proporcionam a organização:
Aumento na produtividade: quanto mais capacitado o colaborador estiver, melhor ele desempenhará suas atividades e menor serão as chances de erros;
Descoberta de novos talentos: muitas vezes, as ações de T&D fazem com que a pessoa descubra habilidades que ela nem imaginava ter aptidão;
Maior competividade no mercado: com uma equipe de profissionais qualificados, a empresa consegue se destacar no mercado pela qualidade dos serviços ou produtos entregues;
Melhoria no clima organizacional: ao entender o seu papel e a sua importância dentro da organização, o colaborador se sente pertencente à instituição e se relaciona melhor com seus colegas de equipe;
Satisfação com o trabalho: ao perceber as oportunidades de crescimento na empresa e ao se sentir valorizado, o colaborador se sente mais feliz com o seu trabalho.
Papel do RH no plano de treinamento e desenvolvimento
Os profissionais de RH os responsáveis por incentivar e investir no crescimento de seus colaboradores.
Logo, para que isso funcione bem, a equipe de recursos humanos deve atuar de diversas maneiras. Por exemplo, investir em um sistema de gerenciamento, dar feedbacks constantes para os colaboradores ou desenvolver um plano de carreira e salários.
O RH é parte fundamental nas ações de treinamento e desenvolvimento nas empresas.
Tipos de treinamento e desenvolvimento
Agora que você já sabe a diferença entre treinamento e desenvolvimento, deve estar se perguntando quais os tipos de T&D mais populares nas empresas.
Confira abaixo quais são e qual o objetivo de cada um:
Tipos de Treinamento
Atualização profissional: acontece quando as habilidades do colaborador já estão defasadas e ele precisa se atualizar as novas práticas do mercado;
Integração e promoção de pessoas: ocorre quando um colaborador é promovido ou quando um novo chega a empresa e precisa de treinamentos para entender melhor o funcionamento do setor;
Soft skills: as soft skills estão ligadas as habilidades de se relacionar os outros e lidar com as próprias emoções. Os treinamentos buscam melhorar essa relação interpessoal entre a equipe.
Tipos de desenvolvimento
Alinhamento de mudanças: indicado para quando a empresa fazer grandes mudanças em seus processos para continuar acompanhando as inovações tecnológicas;
Carreira: aqui, o RH faz um trabalho de crescimento profissional a partir do plano de carreira desenhado para o profissional;
Educação contínua: a empresa oferece ao colaborador especialização e cursos externos para que ele se mantenha em uma rotina de constante aprendizado.
Métodos de treinamento e desenvolvimento
Os tipos de T&D falam sobre o que será desenvolvido, já os métodos de T&D sobre como isso será desenvolvido e colocado em prática.
Confira abaixo a aplicação de cada metodologia:
Métodos de treinamento
Aprendizagem social
É o aprendizado por meio do contato direto com profissionais e com o local onde o colaborador vai atuar.
Cursos EADe bootcamps
Alternativa para quando a empresa deseja aplicar o treinamento com vários colaboradores de diferentes locais. Os bootcamps, por exemplo, são cursos extremamente imersivos e práticos que garantem um excelente treinamento dos colaboradores.
Workshops
Oficinas com foco na prática dos processos desenvolvidos pela função do colaborador.
Métodos de desenvolvimento
Feedback
Consiste em retornos sobre as atividades e o trabalho desempenhado pelo colaborar, visando a melhoria contínua.
Qualificação externa
Quando a empresa dá ao colaborador a oportunidade de fazer pós-graduação, curso profissionalizante e afins. Ou seja, cursos de longa duração.
Mentoria
Profissionais bem-sucedidos são escolhidos para estimular o colaborador e fazer com que ele mude o seu mindset, focando no seu crescimento profissional.
T&D para cada nível hierárquico
As práticas de treinamento e desenvolvimento precisam acontecer em todos os níveis da empresa. Desde os colaboradores até a diretoria.
Abaixo, falamos um pouco sobre como treinar cada nível:
Líderes: as atividades são desenvolvidas a partir da identificação do tipo de liderança que a empresa deseja na sua cultura organizacional;
Gestores: atividades voltadas para planejamento estratégico e entendimento da instituição;
Colaboradores: aqui, primeiro é preciso coletar informações sobre os diversos cargos para então desenvolver atividades voltadas para melhorias. Por exemplo, com foco em produtividade, educação continuada, etc.
Por que investir no T&D nas empresas?
Se você deseja ter uma empresa cada vez mais competitiva no mercado em que atua, é preciso ter por trás uma equipe competente. Assim, quanto mais você investir em treinamento e desenvolvimento, maiores são as chances do seu negócio.
Os impactos positivos dentro da instituição e as chances de retorno financeiro acima do que foi investido são altas e podem durar por um longo tempo.
Principais desafios do treinamento e desenvolvimento
Em primeiro lugar, muitas empresas têm dificuldade devido às suas limitações financeiras, visto que promover ações de treinamento e desenvolvimento requer um alto investimento.
Além disso, um outro desafio que o RH encontra é em relação a direção. Muitas vezes, eles precisam de um longo trabalho até convencer os diretores de que investir em T&D é um bom negócio para a empresa, principalmente a longo prazo.
Por fim, um outro desafio é estimular a equipe para que elas realmente se dediquem e aprendam o máximo nas ações de T&D.
Todo novo ano começa do mesmo jeito: com IPTU, IPVA e rematrícula. Isso sem falar nas promessas feitas logo na virada, como iniciar uma dieta, trocar de emprego e juntar dinheiro. E no meio de tantos planos e obrigações, as metas financeiras costumam ser deixadas de lado.
Se muitas vezes alcançar objetivos materiais parece difícil, a falta de planejamento e definição de metas pode ser a explicação. Afinal, de nada adiantar pensar no futuro sem que as ações sejam tomadas no presente.
Para ajudar, preparamos um conteúdo com 5 metas financeiras que podem mudar a relação com o dinheiro. Papel e caneta na mão!
O que são metas financeiras?
A meta financeira nada mais é que um conjunto de estratégias traçadas para atingir objetivos. Trocar de apartamento, por exemplo, é um objetivo. Atreladas a ele, existem algumas questões, como:
Qual é a diferença de valor entre o apartamento atual e o que será adquirido?
É preciso dar um valor de entrada? Se sim, quanto?
Qual é o valor do condomínio a ser pago todos os meses?
Quando será feita essa troca? Até lá, será preciso ter quanto em dinheiro?
Diante dessas perguntas, surge outra ainda mais importante: como arcar com todos esses custos? Essa é a função das metas financeiras.
Em resumo, elas são usadas para que objetivos sejam alcançados em um determinado período. E para que esses objetivos não sejam apenas sonhos, as metas precisam ser atingíveis no tempo estabelecido.
>>> Se para você, a relação com o dinheiro ainda é um desafio, veja as dicas do head de Educação Financeira da Faculdade XP, Thiago Godoy, para não gastar dinheiro à toa.
Como as metas financeiras ajudam no dia a dia?
Acordar no horário, se alimentar melhor, começar uma faculdade e até mesmo juntar dinheiro para a aposentadoria. Objetivos, sejam eles de pequena ou grande complexidade, fazem parte da vida. E para que todos sejam alcançados, é preciso de esforços.
Um desses esforços são as metas financeiras. Elas existem justamente para ajudar no atingimento de objetivos. E mesmo que eles sejam de longo prazo, para 20 ou 30 anos, as metas precisam ser executadas diariamente.
Falando em dia a dia, ter metas financeiras definidas ajuda não só a manter a motivação. Elas são fundamentais também para dar visibilidade às finanças, ajudar no controle financeiro e aumentar as noções de controle, necessidade e prioridade.
Como criar metas financeiras eficientes?
Para muitos, viajar até a Lua é um sonho. Mas considerando os custos e a complexidade, não passa disso. É por isso que as metas financeiras só são eficientes se estiverem atreladas a objetivos alcançáveis.
Neste caso, é preciso mirar no objetivo e, logo em seguida, listar tudo o que seria preciso para conquistá-lo. Lembra do exemplo do apartamento que demos no começo desse texto? Ter esse tipo de visibilidade é fundamental.
Outro ponto importante é entender a situação financeira. Assim, toda a estratégia será amparada por dados reais e dentro de um cenário possível. E para não haver desânimo no meio do caminho, é fundamental estabelecer pequenos objetivos até que o principal seja alcançado.
Em resumo, a eficiência das metas financeiras dependem de uma boa dose de realidade, planejamento e foco.
5 metas financeiras que podem mudar sua relação com o dinheiro
A falta de controle financeiro é uma das dificuldades mais comuns entre quem não consegue conquistar objetivos. Em se tratando de planos futuros, eles podem ser facilmente destruídos se no meio do caminho o foco for desviado. É aí que as metas financeiras entram.
Como foi dito, além de viabilizar as conquistas de médio e longo prazo, as metas ajudam na relação com o dinheiro. Por isso, listamos 5 metas que podem ajudá-lo nesse processo.
Meta 1: conheça TODOS os seus gastos
Como é possível poupar dinheiro se muitas vezes você nem sabe para onde ele vai? É por isso que o primeiro passo é ter visão dos gastos. É possível fazer isso em uma planilha do Excel ou, se preferir à moda antiga, em um caderno. O importante é entender exatamente como a quantia que você tem mensalmente é distribuída.
Liste as contas fixas, como água, luz, internet e telefone. Depois, as variáveis, que costumam estar na fatura do cartão, como os famosos aplicativos de transporte e alimentação. Feito isso, é preciso ver quanto de dinheiro é consumido por cada item para, enfim, ter visibilidade sobre os gastos.
Meta 2: defina seus objetivos de curto e longo prazo
As metas devem ser planejadas de acordo com a complexidade e importância de cada objetivo. Afinal, ao longo da vida são inúmeros os planos a serem realizados.
Para isso, a dica édefinir objetivos de curto, médio e longo prazo. No primeiro caso, se enquadram aqueles objetivos que demandam cerca de 1 ano para serem concluídos, como o de redução de gastos. No segundo, estão os objetivos de, no mínimo, 2 anos. É o caso de uma viagem internacional ou o da compra de um carro.
Por fim, os objetivos de longo prazo são aqueles que precisam de 5 ou mais anos para serem alcançados. Entre os exemplos, o de ganhar uma boa aposentadoria.
Meta 3: corte gastos desnecessários
Depois de saber quais são seus gastos, o passo mais sábio é cortar aqueles que são desnecessários. É claro que um delivery sempre vai bem, mas com frequência causa de dor de estômago (quando chega a fatura).
Uma dica é reavaliar até mesmo os custos fixos. Você realmente precisa de toda a velocidade de internet contratada? E os canais da TV por assinatura?
Meta 4: quite suas dívidas
Você sabia que os juros anuais do cartão de crédito podem chegar a até 875%? É por isso que de nada adianta ter um objetivo claro para o futuro se no presente as dívidas não forem eliminadas.
Antes de começar qualquer planejamento a longo prazo, estabeleça metas para o presente. Quais são as dívidas em aberto? Juntas, elas somam qual valor? O que é preciso fazer para quitá-las?
Meta 5: quando possível, inicie sua reserva de emergência
Problemas de saúde, quebra do carro e até um encanamento furado. Mesmo com muito planejamento, algo sempre pode sair do controle. E para que os imprevistos não prejudiquem seu orçamento e objetivos, a dica é fazer uma reserva de emergência.
O valor deve girar em torno de três a 12 meses de salário ou equivaler a pelo menos seis meses do custo fixo. Pode parecer muito – e de fato é –, mas você pode ir montando essa reserva aos poucos, conforme suas possibilidades e metas financeiras.
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A área de dados é uma das que mais tem sido disseminada dentro das empresas, uma vez que ela ajuda a construir estratégias de negócios mais eficientes. Para os profissionais, elas são grandes oportunidades, com bons salários e diversas possibilidades de atuação.
Entretanto, por ser uma área ainda em evolução, não é incomum encontrar vagas com atribuições e requisitos iguais, mas com nomenclaturas muito distintas. Por isso, é importante conhecer as possibilidades e o que as empresas têm solicitado aos candidatos para ocupar esses cargos. Confira abaixo mais informações sobre o tema.
O que é área de dados?
A área de dados é o setor que lida com os dados coletados, realizando a análise e interpretação das informações, o que abrange muitas subcategorias e vertentes. As opções de carreira variam em áreas como Cientista, Engenheiro, Arquiteto ou Analista de Dados, além de Analista de Business Intelligence, Especialista em Machine Learning ou Inteligência Artificial, entre outros.
A diferença entre elas varia desde a função de construir o sistema para coletar e analisar dados, até o profissional que os analisa ou mesmo o que utiliza as informações para criar estratégias que impulsionam resultados positivos para as empresas. Nós vamos aprofundar mais esse tema à frente.
Por que a área de dados está em ascensão?
Com o avanço da capacidade de processamento dos computadores e a popularização da internet, começou a ser produzido um volume enorme de dados. Por isso, um conceito que está sendo muito bem difundido é de que os dados são o novo petróleo. Coletar informações, extrair valores delas e gerar insights pode fazer com que a empresa consiga investir menos e ser mais assertiva nas suas estratégias.
A Ciência de Dados usa métodos computacionais e matemáticos, além de estatística e otimização para processar e analisar tais dados, explorando e prevendo o comportamento do usuário para gerar insights estratégicos.
Mitos e verdades sobre a área de dados
Por ser uma área ainda em evolução, é comum que surjam alguns mitos acerca dos seus processos. Separamos alguns mitos e verdades para você entender melhor a área de dados e como ela funciona.
Os algoritmos vão substituir o trabalho humano
Este é um mito em que muita gente acredita. Porém, milhares de dados são gerados todos os dias e, apesar de surgirem cada vez mais ferramentas para coletá-los e processá-los, ainda é necessário interpretá-los, tomar decisões e pensar de uma maneira que dificilmente poderá ser substituída por algoritmos.
O que pode acontecer, é que essas ferramentas podem ajudar o trabalho a ser mais automatizado, poupando tempo e esforço que seriam gastos em tarefas repetitivas. Sendo, portanto, aliadas, não concorrentes.
Todos os dados devem ser armazenados
Mito. Na verdade, cada empresa conta com as suas próprias normas de acordo com o setor em que atua. Não existem regras específicas, apesar de terem orientações regulatórias que ajudam a estipular o que deve ser feito com os dados.
Além disso, a LGPD também conta com algumas orientações sobre o armazenamento dos dados pessoais, mas eles englobam apenas uma parte dos dados coletados.
Apenas grandes empresas podem fazer análise de dados
Mito. Com o avanço das tecnologias de Big Data, Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT), surgiram diversas soluções com valores atrativos. Algumas ferramentas são até gratuitas.
Além disso, as soluções em Big Data com armazenamento em nuvem também ajudaram a tornar essa área uma possibilidade para empresas que não contam com uma infraestrutura robusta.
Com um curso é possível saber tudo sobre a área de dados
Mito. Apesar do curso ser uma ótima forma de ingressar na área, o mercado digital muda o tempo todo e exige que o profissional se mantenha constantemente atualizado. Além disso, as empresas costumam ter processos e metodologias diferentes, que podem exigir que você estude novas ferramentas e conceitos.
É possível migrar para a área de dados de diversas origens profissionais
Verdade. Para migrar para a área de dados, você não precisa ter necessariamente começado com Engenharia da Computação ou Ciência de Dados. Pessoas de outros segmentos como, por exemplo, Economia, Administração, Estatística e Engenharia também podem optar por essa área.
Profissões na área de dados
Como já mencionado anteriormente, existem diversas possibilidades de atuação na área. É importante conhecer as características de cada uma para poder escolher a mais compatível com o seu perfil profissional. Listamos abaixo!
1.Cientista de Dados
Também chamada de Data Science, essa área está baseada em três pilares: estatística, programação e business. Os profissionais da área são responsáveis por desenvolver modelagens e algoritmos para que os dados sejam usados em análises preditivas ou descritivas. Além do conhecimento em programação e matemática avançada, é preciso ter visão de negócio.
De acordo com o site Vagas, a média do salário de um Cientista de Dados é de R$6.144,00 e pode chegar a R$8.170.
2. Engenheiro de Dados
Os profissionais de Engenharia de Dados são responsáveis por construir e manter databases, que precisam ser eficientes para captar, armazenar e organizar os dados de maneira que sejam feitas análises confiáveis.
A média salarial desse cargo é de R$7.701, mas pode chegar a R$10.180, de acordo com o site Vagas.
3. Arquitetura de dados
O profissional de Arquitetura de Dados realiza um trabalho essencial que vem antes do que é realizado pelos Engenheiros de Dados. Isso porque eles criam o design dos frameworks de dados, traduzindo as necessidades da empresa em uma estratégia de organização eficiente para a construção do banco de dados.
O salário médio de um Arquiteto de Dados no Brasil é de R$10.547 por mês, podendo chegar a R$18.000,00 de acordo com o Glassdoor.
4. Engenheiro de Big Data
Essa profissão é uma extensão da Engenharia de Dados, com o diferencial de focar em Big Data. Com isso, o profissional dessa área monta uma estrutura para armazenar e processar grandes conjuntos de dados, de acordo com o projeto específico.
De acordo com o Glassdoor, um Engenheiro de Big Data no Brasil ganha uma média de R$7.087 mensais. Porém, existem vagas que chegam a mais de R$20.000.
As profissões da área de dados tem salários muito acima da média nacional.
5. Analista de Dados
Os Analistas de Dados têm como objetivo transformar os dados em relatórios que podem ser analisados e transformados em insights. É uma área menos técnica que as anteriores, porém exige uma visão de negócios maior, além de planejamento estratégico e análise de dados.
O Vagas informa que a média salarial de um Analista de Dados é de R$3.094 e pode chegar a R$4.888.
6. Business Analytics
Também conhecido como Analista de Negócios, esse profissional tem como objetivo auxiliar as empresas a implementar soluções eficientes, que gerem lucro, determinar os requisitos do projeto e comunicar aos interessados, facilitadores e parceiros.
A média salarial para Analista de Negócios no Brasil é de R$4.331,00 e pode chegar a R$6.510,00, de acordo com o Vagas.
7. Business Intelligence
Os Analistas de Business Intelligence tem um foco ferramental e operacional, analisando, levantando requisitos, definindo a modelagem de dados, transformando e estudando a melhor maneira para extrair os dados.
O site Vagas estima a média salarial de R$ 4.525,00, podendo chegar a R$ 6.479,00.
8. Especialista em Machine Learning
O Especialista em Machine Learning (aprendizado de máquina) é o responsável por ensinar para a Inteligência Artificial como aprender. Ele cria cálculos que simulam o processo de decisão dos usuários, por meio de coleta de dados e entendimento dos padrões para depois transferir esse conhecimento para que a máquina possa, a partir dele, gerar novos dados e realizar ações com base neles.
O Glassdoor estima a média salarial de um Especialista em Machine Learning em R$7.660, sendo que pode chegar a R$16.000.
Skills necessários para trabalhar na área de dados
Para trabalhar na área de dados, você precisará fazer uma formação que ensine a encontrar, coletar, organizar, processar e modelar dados, além de saber analisar grandes volumes de dados e apresentá-los de modo que possam ser usados para solucionar problemas.
Também é preciso saber utilizar as ferramentas usadas no mercado, conhecer e aplicar técnicas para desenvolvimento de análise e compartilhar os resultados usando aplicativos ou painéis de autoatendimento.
Dependendo da função exercida, será preciso criar programas ou algoritmos para análise sintática de dados e coletar e preparar dados usando APIs. Conhecimentos em matemática e estatística também são essenciais, bem como conhecimentos em Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina.
Além disso, precisará ir além da formação técnica. Existem habilidades que podem fazer toda a diferença no momento de disputar uma vaga, por exemplo:
Pensamento crítico: é preciso formular os questionamentos certos e entender como os resultados se relacionam para gerar insights;
Comunicação: será necessário se relacionar com a equipe, além de explicar com clareza as suas descobertas para elas serem aplicadas de forma eficiente;
Proatividade: trabalhar com dados é sinônimo de resolver problemas e, tão importante quanto indicar um problema, é saber como resolvê-lo, identificando os métodos mais eficientes para chegar às respostas certas;
Curiosidade: será necessário ter a curiosidade para buscar por respostas, investigar a fundo, indo além de resultados e hipóteses superficiais;
Visão de negócios: no final, o objetivo será beneficiar a empresa de alguma maneira, resolvendo problemas e transformando os dados em ações que possam contribuir para o sucesso futuro. Para isso, precisará conhecer a empresa e o setor em que ela atua.
Mercado de trabalho na área de dados
O mercado da área de dados está muito aquecido. Com os dados sendo gerados a todo momento e as empresas reconhecendo a necessidade de utilizá-los, a demanda por esses profissionais só aumenta.
Porém, faltam especialistas nessa área, o que acaba por tornar as oportunidades ainda mais vantajosas para quem procura por elas. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o déficit de profissionais de TI deve chegar a 797 mil até 2025. Entre os profissionais dessa demanda, estão incluídos também os que trabalham na área de dados.
Vale a pena trabalhar na área de dados?
Como você pode perceber, a área de dados é muito abrangente e promissora. A tendência é que a demanda por especialistas aumente cada vez mais. Uma pesquisa da hrtech de recrutamento digital Intera mostrou que muitos profissionais estão planejando migrar para a área de dados, entre diversos motivos, pelo desafio de estar em uma nova empresa, falta de oportunidade no emprego atual e vontade de mudar de setor ou área de atuação.
E tem espaço para todo mundo. Os profissionais brasileiros são disputados até mesmo por empresas estrangeiras, que permitem o trabalho remoto e pagam em euro ou dólar. No Brasil, a pesquisa mostrou um aumento de 485% na abertura de vagas para cargos na área de inteligência de dados no primeiro semestre de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020.
Porém, é preciso analisar alguns fatores, como a compatibilidade do perfil com a área. O profissional que trabalha com dados precisa estudar constantemente, gostar de ser desafiado e usar os problemas como propulsores do aprendizado, afinal, lidará com eles todos os dias. No geral, a área é uma excelente oportunidade, sendo uma das profissões do futuro. Se você sente que tem um perfil compatível, vale a pena investir nela.
Como aprender e desenvolver habilidades para trabalhar na área de dados?
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Competitividade é uma das características mais comuns do mundo dos negócios. Praticamente todos os mercados que conhecemos hoje disputam espaço e visibilidade entre si. No mundo ideal, é a concorrência perfeita quem garante a igualdade nessa relação.
Ainda que não seja não real, esse conceito é importante para o mercado. É ele quem ajuda a estabelecer um padrão do que seria o equilíbrio correto entre oferta e demanda. Para entender melhor o que isso significa, confira o artigo abaixo.
Concorrência perfeita, entenda o que é
Já diziam os pensadores: a perfeição não existe. Sendo assim, a concorrência perfeita também não. Mas, de qualquer maneira, ela serve como guia para direcionar os mercados na construção de seus modelos econômicos.
A concorrência perfeita, também conhecida como concorrência pura, é um conceito pertencente ao universo da microeconomia. Nela, a existência de uma grande quantidade de vendedores e compradores evitaria que o mercado fosse influenciado individualmente.
Para isso, os preços seriam equilibrados naturalmente pela relação entre a oferta e a demanda, o que faria com que tudo que fosse oferecido por uma empresa fosse consumido. Outra característica desse modelo é que ele evita o lucro extra, que é a discrepância entre receita e custo.
>>> E falando em mercado e economia, no vídeo abaixo o Rajendra Sisodia fala sobre como o capitalismo consciente pode ajudar nos negócios. É só dar o play.
Qual a estrutura de mercado da concorrência perfeita?
Uma empresa que adere à natureza da concorrência perfeita precisa aceitar os preços de equilíbrio do mercado. Isso significa ser uma tomadora de preços, operando com o mesmo valor da concorrência para manter a competividade.
Neste cenário, uma empresa que destoa, ou seja, que cobra a mais pelo produto, não é capaz de vender.
Pontos principais
A existência de uma concorrência perfeita só é viável caso estruturas e comportamentos básicos do mercado sejam estabelecidos.
Grande quantidade de vendedores e consumidores
Em um mercado restrito, ou seja, com poucas empresas ou clientes, a sensibilidade diante de mudanças é consideravelmente maior. Neste cenário, uma empresa que decide ajustar o preço de seus produtos afeta o mercado por inteiro. Do outro lado, uma baixa no número de consumidores também impacta profundamente a oferta.
É por isso que o equilíbrio de um mercado depende diretamente do seu volume. Quanto maior a quantidade de vendedores e de compradores, menos vulnerável ele fica a possíveis mudanças.
Similaridade na oferta
Nesse sistema, é primordial que as empresas ofereçam seus produtos com valores e características similares. Afinal, quando há semelhança, a escolha não é pautada pelas diferenças.
Permeabilidade
Outra característica fundamental para que a concorrência perfeita exista é a permeabilidade do mercado. Isso significa estar aberto para receber novos negócios, sem barreiras que dificultem ou desestimulem a competição.
E quais são os principais modelos de concorrências imperfeitas
Se de um lado a concorrência perfeita estimula o equilíbrio, a imperfeita é exatamente o oposto. Mais comum de se ver, esse modelo permite que um negócio domine e influencie o mercado no qual está inserido.
Pense em uma marca de refrigerantes, por exemplo. Provavelmente um nome surgiu imediatamente em sua cabeça. O mesmo deve acontecer se pensar em uma rede de fast-food e até mesmo em um buscador da internet.
Dentro do contexto de concorrência imperfeita, entretanto, existem algumas variações. É por isso que esse modelo tem algumas subdivisões, sendo as principais: monopólio, monopsônio, oligopólio e oligopsônio.
Monopólio
Lembra do jogo Monopoly, cujo objetivo é conquistar todos os bairros do tabuleiro e lucrar com as vendas futuras? O modelo de monopólio funciona assim.
Nesse sistema, apenas uma empresa é detentora de um produto ou serviço. Como resultado, há uma grande quantidade de compradores diante de um único vendedor, o que lhe dá poder para definir seus preços.
Um exemplo de monopólio são as patentes medicamentosas. Alguns nomes conhecidos só podem ser produzidos por uma única farmacêutica, o que faz com que ela seja dona desse mercado. Outros exemplos são as patentes e direitos autorais.
Monopsônio
Inverso ao monopólio, no monopsônio há um único comprador para um grande número de vendedores. Assim, quem tem poder sobre os preços neste caso é o consumidor.
Um exemplo são as licitações. Quando uma empresa decide contratar outra para fazer uma obra, ela abre uma licitação. Assim, fornecedores interessados enviam suas propostas, mas é a contratante que tem poder para escolher o valor.
Oligopólio
O conceito de oligopólio é semelhante ao de monopólio. Eles se diferenciam apenas pela liderança do mercado.
Enquanto no monopólio uma única empresa tem domínio, no oligopólio esse poder é dividido com um pequeno número de outras empresas. Isso acontece porque poucas marcas produzem um determinado produto, fazendo com que o fornecimento esteja restrito a elas.
Uma boa referência de oligopólio é a Coca-Cola. Uma das maiores marcas de refrigerante do mundo, ela é também uma das referências na produção da bebida. Por isso, divide a fatia com poucos outros nomes – que não têm o mesmo alcance.
Como a estrutura de mercado da concorrência perfeita se difere da concorrência imperfeita?
Fazendo um comparativo entre os dois modelos de concorrência, são as estruturas de cada uma delas que impactam no equilíbrio ou desequilíbrio do mercado.
De um lado, um modelo que defende uma grande quantidade de vendedores e consumidores a fim de manter a competitividade. Do outro, um sistema desigual, no qual vendedores disputam uma pequena fatia de clientes ou de clientes que pagam altos preços por um mercado restrito.
Veja um comparativo entre esses dois formatos:
Concorrência perfeita
Concorrência imperfeita
Grande quantidade de vendedores e consumidores
Diferente concentração entre vendedores e consumidores
Produtos com preços e qualidades similares
Grande variação no preço dos produtos, bem como na qualidade oferecida
Fácil acesso das empresas ao mercado de atuação
Mercados restritos, com dificuldade de entrada e alcance do público
Qual a importância da concorrência perfeita na inteligência competitiva do mercado?
Embora seja um modelo ideal e não real, a concorrência perfeita pode ser usada como referência pelo mercado. Empresas que avaliam entrar em um determinado nicho ou lançar um novo produto, por exemplo, podem medir o nível de oferta e demanda a partir desse modelo. Assim, as chances de atingirem as necessidades do público e competirem em igualdade com outras empresas é maior.
Outra funcionalidade desse sistema é orientar órgãos como o do governo sobre possíveis formações de monopólios e oligopólios pelo mercado. Tendo uma métrica indicadora sobre quais são as práticas de vendedores e compradores, identificar as ilegais se torna mais fácil.
Buscar pela concorrência perfeita é uma maneira de estruturar mercados com fácil permeabilidade. A visão sobre as necessidades e expectativas daquele público dá maior assertividade no processo de construção e, a curto prazo, aumenta as chances de lucro.
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Pensa em investir no mercado de forma ativa? Então você precisa conhecer os tipos de empresas disponíveis e qual o status do empreendimento no Brasil — duas informações que daremos neste artigo.
Para começar, um breve raio-x do empreendedorismo no país. De acordo com o Infomoney, sete em cada 10 empresas ativas no Brasil são de Microempreendedores Individuais (MEIs). Os dados são do balanço do Ministério da Economia, e mostram que este é um mercado que segue em crescimento no país.
Mas será que este é o tipo de empresa mais indicado para você? Continue a leitura e entenda.
O que caracteriza os diferentes tipos de empresas no Brasil?
Existem diferentes tipos de empresas no País, e esta classificação não acontece apenas no campo semântico. As categorias são definidas de acordo com critérios e características dos negócios, como:
porte da empresa;
atividade-fim;
faturamento;
constituição do negócio;
regime tributário;
etc.
Além disso, é importante destacar que, acima das categorias de empresas trazidas neste artigo, há a segmentação dos negócios em públicos e privados.
As instituições públicas, segundo a Constituição Federal, são aquelas dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e administradas exclusivamente pelo poder público.
6 tipos de empresa no Brasil: características e diferenças
A seguir, você conhece os 6 principais tipos de empresas no Brasil. Entenda as características destes tipos de CNPJ e as condições necessárias para que um negócio se enquadre em cada um deles.
1- MEI (Microempreendedor Individual)
É um dos tipos de empresas mais populares no país. Para se enquadrar nesta modalidade, o empreendedor deve cumprir os requisitos pré-definidos pelo Governo Federal e disponíveis no Portal do Empreendedor, a saber:
Ter sua atividade-fim presente na lista de ocupações permitidas para o MEI (disponível no Anexo XI da Resolução CGSN Nº 140, de 2018. (Arts. 100, Inciso I e 101, § 1º, Inciso I, § 2º) Ocupações Permitidas ao MEI);
Contratar no máximo um empregado ou empregada, que receba o piso da categoria ou 1 salário mínimo;
Não pode ser ou se tornar titular, sócio ou administrador de outra empresa;
Não pode ter ou abrir filial;
Faturamento anual (lucro) de até R$81.000,00 por ano, ou proporcional* no ano de abertura.
O empreendedor enquadrado nesta categoria também conta com o pagamento simplificado de tributos, realizado por meio de um DAS – Documento de Arrecadação Simplificada, com valores considerados baixos em comparação a outros tipos de empresas.
Confira abaixo a tabela de tributos para o MEI praticada no ano de 2022:
Outro tipo de empresa voltado a quem deseja empreender individualmente é o chamado EI – Empresário Individual.
De acordo com o portal do Governo Federal, Empresário Individual (EI) é o empresário pessoa física que exerce profissionalmente uma atividade econômica, organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, sem a participação de qualquer sócio.
A principal diferença entre o MEI e o EI diz respeito à restrição de atividades permitidas e ao faturamento anual. Enquanto o MEI possui uma lista de atividades econômicas permitida, o Empresário Individual poderá registrar qualquer atividade econômica no seu objeto social.
Além disso, o empreendedor classificado como EI Empresário não tem limite de faturamento anual, diferente do MEI.
O Empresário Individual ainda pode se classificar como ME (Microempresa) ou como EPP (Empresa de Pequeno Porte), observados os limites de faturamento, ou mesmo não se enquadrar nem como ME nem como EPP, caso não se enquadre em nenhuma das classificações.
3- Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)
Na Sociedade Limitada Unipessoal, o empreendedor pode iniciar seu negócio com qualquer valor de capital social (diferentemente da extinta EIRELI, que exigia do empreendedor um investimento inicial equivalente a 100 salários mínimos)
Além disso, este tipo de empresa possibilita a separação entre o patrimônio corporativo, atrelado ao CNPJ, do patrimônio pessoal do empreendedor. Isso significa que, em situações de crise, os bens em nome do proprietário do negócio não podem ser utilizados para quitação das dívidas contraídas.
4- Sociedade Limitada (Ltda.)
Neste tipo de empresa, é necessário que dois ou mais sócios abram o negócio em conjunto.Apesar disso, é possível que o administrador da empresa não faça parte do quadro de sócios.
A seguir, listamos algumas características de empresas que funcionam no modelo LTDA:
podem receber investimentos iguais ou correspondentes à porcentagem da empresa detida pelos sócios;
a responsabilidade dos sócios fica limitada apenas às cotas que possuem da empresa, ou seja, na participação que possui mediante a sua contribuição;
as funções de gestão dos sócios são formalizadas no contrato social, documento oficial de criação da sociedade. É nas alterações desse documento que se torna possível incluir ou excluir sócios.
5- Sociedade Simples
Na Sociedade Simples (ou SS), dois ou mais sócios são responsáveis pela gestão do negócio. Este modelo é bastante usado para formalizar negócios de trabalhadores autônomos, como médicos, engenheiros, advogados e arquitetos.
A Sociedade Simples pode ser subcategorizada como:
Sociedade Simples Pura: não há separação do patrimônio pessoal dos sócios com o empresarial.
Sociedade Simples Limitada: há a separação dessas finanças.
6- Sociedade Anônima (S/A)
Você certamente já conheceu alguma empresa cujo nome terminava com as iniciais S/A. Esta é a abreviação de Sociedade Anônima, último exemplo em nossa lista de tipos de empresas.
Este modelo de negócio não opera por meio de cotas para sócios, como os outros arranjos empresariais. Em vez disso, os investidores das Sociedades Anônimas são acionistas, pois detém “pedaços” da empresa em formato de ações.
Se a empresa no formato Sociedade Anônima é, também, uma empresa de capital aberto, ela passa a negociar seus papéis na bolsa de valores, fazendo com que seu grupo de investidores vá além dos convidados e sócios.
Grandes corporações, como a Petrobras e a Vale são categorizadas como S/A.
Tipos de empresas e gestão de investimentos: entenda a relação
Escolher, dentre os tipos de empresas, aquele que melhor enquadra um negócio, pode influenciar diretamente em sua gestão de investimentos.
Isso porque diferentes categorias de empresas têm diferentes regimes tributários, e, consequentemente, estão aptos a diferentes tipos de incentivo e investimento público e privado. Isso acontece, por exemplo, com os chamados “créditos PJ” (facilidade de obtenção de créditos para pessoas jurídicas) oferecidos por instituições financeiras.
Educação financeira para todos
A educação financeira é o caminho mais certeiro para que empreendedores novos ou experientes empreguem seu capital de forma rentável.
Conhecer os diferentes produtos disponíveis no mercado e entender como utilizá-los a favor da gestão do negócio pode ajudar a superar os desafios do early stage (estágio inicial) e tornar a empresa sólida.
Para te ajudar com isso, indicamos o curso O Beabá Financeiro. Com conteúdo facilitado por especialistas do mercado e módulos didáticos e práticos, te ajudamos a entender o mercado e estruturar o plano de ação ideal para realizar seus sonhos. Inscreva-se agora!
Você sabe o que são blocos econômicos? Sua resposta pode até ser “não” a princípio, mas você certamente já tem familiaridade com o termo.
Em 2022, por exemplo, os conflitos entre Rússia e Ucrânia expuseram fragilidades em blocos econômicos. Nesta matéria do portal O Globo, fala-se sobre a possibilidade de mudanças estruturais nos modelos econômicos praticados pelos blocos, sobretudo no que diz respeito ao país-sede de grandes fábricas.
De maneira resumida, podemos dizer que os blocos econômicos são acordos realizados entre países com interesses em comum. Estes acordos facilitam negócios e viabilizam transações de diferentes naturezas.
Mas, afinal, entender o que são blocos econômicos impacta na sua gestão de investimentos? A resposta é sim, e ao longo deste artigo você descobre o porquê.
O que são blocos econômicos?
Blocos econômicos são associações feitas entre países para fomentar a relação entre os membros. Esta relação é, sobretudo, comercial, mas o acordo também impacta, positivamente, questões sociais e econômicas.
Tipos de blocos econômicos
Para entender com mais profundidade o que são blocos econômicos, é preciso saber que existem diferentes tipos de acordos firmados neste modelo.
Cada tipo de acordo facilita e viabiliza arranjos comerciais e econômicos diferentes. Veja alguns exemplos a seguir.
Zona de Livre Comércio: neste modelo de acordo, os países membros comercializam produtos entre si com isenção de tarifas e impostos.
União aduaneira: neste caso, a interação entre os membros supera a zona de livre comércio. Pode haver definição de uma Tarifa Externa Comum (TEC), paga por países fora do bloco ao fazerem negócios com os países integrantes.
Mercado comum: visa a circulação de serviços e pessoas. Além do livre comércio e da possível criação da TEC, este modelo propõe a livre circulação de pessoas e serviços entre os membros.
União Política e Monetária: propõe a adoção de um banco central comum, bem como a utilização de uma única moeda entre os países envolvidos.
Qual a importância dos blocos econômicos?
Os blocos econômicos são um importante driver para a evolução das nações. Ao firmarem um acordo, os países têm a oportunidade de desfrutar dos mesmos benefícios vivenciados por todos os membros. E isso, em teoria, independe de seu nível de maturidade e desenvolvimento.
Também é importante destacar o papel dos blocos econômicos como geradores de produtividade (uma vez que estimulam e facilitam as regras comerciais entre os membros), respeitando as particularidades naturais e industriais de cada região.
Como consequência, o estímulo às relações comerciais entre os países membros de um bloco econômico aumenta a circulação de renda no grupo, gerando crescimento econômico mútuo aos integrantes.
Exemplos de blocos econômicos
Se você chegou até aqui sem reconhecer um bloco econômico entre as definições dadas anteriormente, é hora de se surpreender.
Aqui estão alguns exemplos reais de blocos econômicos existentes no mundo. De quantos deles você já ouviu falar?
União Europeia
Atualmente, a União Europeia é o único bloco econômico do mundo que segue o padrão de União Política e Monetária. É formado por 28 países europeus que compartilham, quase em sua maioria, além de facilidades comerciais, uma moeda única: o euro.
Mercosul
Também conhecido como Mercado Comum do Sul, é o bloco econômico do qual o Brasil faz parte. Além do nosso país, o tratado também engloba a Argentina. Uruguai e Paraguai. Embora o nome engane, o regime de atuação do bloco econômico do Mercosul é o da União Aduaneira.
APEC
Fazem parte do APEC, ou Cooperação Econômica Ásio-Pacífico, 21 países, entre os quais estão Austrália, Estados Unidos, China, Rússia, Chile e Canadá.
Comunidade Andina de Nações (Pacto Andino)
Atualmente conhecido como Comunidade Andina de Nações, o antigo Pacto Andino é formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Como a macroeconomia influencia a análise de investimentos?
Agora você sabe o que são blocos econômicos e quais os grupos mais conhecidos ao redor do mundo. Mas ainda falta a resposta a uma importante pergunta: de que maneira os blocos econômicos influenciam os seus investimentos?
Para isso, vamos recorrer a dois conceitos importantes e interligados: o de análise fundamentalista e o de macroeconomia.
Análise fundamentalista
Análise fundamentalista é o nome do estudo da situação financeira, econômica e mercadológica de uma empresa, com o objetivo de identificar padrões e traçar perspectivas que ajudem a embasar uma decisão de investimento.
Os três pilares citados (análise financeira, econômica e mercadológica) são as bases de uma boa análise fundamentalista. Antes de seguirmos em frente, aproximando a lente da chamada análise econômica — ou macroeconômica, dê o play no vídeo abaixo e entenda um pouco mais sobre o conceito:
Macroeconomia
A macroeconomia, um dos três pilares essenciais da análise fundamentalista, diz respeito ao estudo do cenário no qual uma empresa se insere.
A avaliação macroeconômica considera diversos aspectos, que englobam desde os resultados do PIB (Produto Interno Bruto) do país até seus índices de inflação, passando por taxas como juros e câmbio.
Mas não é só isso. Além de analisar indicadores pontuais, a avaliação macroeconômica também acompanha o desempenho de uma economia em seu contexto. Isso significa que considera indicativos de crises, guerras e outras situações políticas que contribuem para a adoção de medidas que impactam economicamente.
Análise fundamentalista e macroeconomia: impactos nos investimentos
Nesse sentido, podemos dizer que os indicadores macroeconômicos influenciam diretamente sobre os investimentos, sejam eles de renda fixa ou variável.
Quer ver alguns exemplos?
Quando falamos em investimentos em títulos públicos de renda fixa (como o Tesouro Direto), temos produtos atrelados a taxas que variam de acordo com performances macroeconômicas, como as taxas Selic e IPCA.
Já os títulos de renda fixa privados (como as LCI e LCA) são indexados ao CDI, indicador fortemente relacionado à Selic.
A relação entre macroeconomia e investimentos segue próxima quando falamos em renda variável. Neste caso, embora não seja tão direto, o impacto de aspectos contextuais é percebido na performance dos papéis na bolsa.
Há empresas que reagem positivamente diante de uma tendência de queda na Selic — como as do setor de construção civil, que veem na queda da taxa um indicativo de aumento no poder de compra da população , enquanto outras, como as do setor financeiro, não.
>>> Saiba mais sobre os impactos da Selic nos investimentos dando play no vídeo abaixo:
Mais sobre análise de investimentos
Saber o que são blocos econômicos pode te ajudar a enxergar a macroeconomia com mais clareza. Porém, há mais alguns aspectos que fazem a diferença na hora de escolher os melhores papéis para investir.
Na grade de conteúdos, moderados por especialistas do mercado, você aprende conceitos, diferenças entre os tipos de análise, como escolher ações alinhadas com seus objetivos. E, ainda, recebe dicas exclusivas para monitorar o desempenho da sua carteira de investimentos.
As matrículas estão abertas. Comece a aprender agora mesmo!
Saber como analisar o balanço patrimonial de empresas é um caminho para investimentos realizados com mais segurança e confiabilidade, sobretudo na bolsa de valores. Afinal de contas, a avaliação deste conjunto de documentos ajuda a identificar tendências e padrões na performance do negócio, que podem apontar para uma valorização (ou não) ao longo do tempo.
Seja você um investidor de primeira viagem ou um conhecedor do mercado, ler este artigo pode te ajudar a entender a estrutura do balanço. Assim, fica mais fácil identificar as estratégias fundamentais para analisar os dados e traduzi-los em indicativos para investimentos.
Siga em frente e descubra o que é balanço patrimonial e como analisá-lo para embasar suas decisões de investimentos.
O que é balanço patrimonial?
Balanço Patrimonial, também chamado pelas iniciais BP, é o documento que reúne dados relacionados à situação financeira de uma empresa em um período pré-determinado. Em geral, os balanços patrimoniais são lançados anualmente ou semestralmente.
Em suas páginas, o investidor encontra um retrato fiel do andamento do negócio naquele intervalo de tempo, com detalhes relativos ao patrimônio líquido, os ativos e passivos da empresa.
Composição do balanço patrimonial
Ao consultar o balanço patrimonial de uma empresa, você encontra três diferentes categorias de informações:
ativos;
passivos;
patrimônio líquido da empresa.
Ativos
Na categoria de ativos, você encontra bens, direitos e recursos disponíveis em um negócio — ou aquilo que, de alguma forma, agrega valor ao negócio.
Alguns exemplos enquadrados nesta classificação são máquinas, equipamentos, veículos, móveis, imóveis, material de estoque etc. Também integram os ativos valores correspondentes a contas a receber.
Passivos
Os passivos, em contrapartida, representam aquilo que “sai” da empresa. Nesta categoria, se enquadram despesas, dívidas e obrigações, incluindo o pagamento de salários, contas, tributos, empréstimos etc.
Patrimônio Líquido
O Patrimônio Líquido, por fim, representa o resultado da equação ativos – passivos da empresa. Ele é o equivalente ao retorno financeiro atribuído a sócios, investidores e acionistas no período analisado.
Além das informações citadas nos tópicos anteriores, o patrimônio líquido também é composto por:
Qual a relação entre balanço patrimonial e análise fundamentalista?
Antes de descobrir como analisar o balanço patrimonial de um negócio, que tal olharmos de maneira mais ampla para a avaliação de investimentos? Para isso, nosso foco se volta à ideia de análise fundamentalista.
Este é o nome dado ao estudo da situação mercadológica, econômica e financeira de uma empresa na qual se deseja investir.
O objetivo é observar sua performance considerando diferentes variáveis. A partir daí, é possível identificar tendências e traçar perspectivas realistas para o desempenho dos produtos financeiros atrelados a este negócio no médio e no longo prazo.
A análise fundamentalista considera, como base, a análise de 3 pilares: a macroeconomia, a análise setorial e a avaliação da empresa. O balanço patrimonial diz respeito a este terceiro pilar.
>>> Dê o play no vídeo abaixo e saiba mais sobre a análise fundamentalista de ações:
O impacto do balanço patrimonial na análise de ativos
Com a avaliação das componentes do BP, o gestor, analista ou investidor consegue se familiarizar com a gestão financeira do negócio e identificar frentes nas quais há maior direcionamento de recursos.
Estes elementos funcionam como combustível para a construção de estratégias de investimento, uma vez que ajudam a detectar potenciais momentos de crise ou tendências de crescimento e expansão.
Quer entender como analisar o balanço patrimonial na prática? Aqui vai um exemplo para te ajudar a entrar no clima.
Imagine que o balanço da empresa em questão mostra um grande volume financeiro investido na aquisição de novos equipamentos e maquinários. A leitura destes números pode apontar para a efetivação de um plano de expansão ou de amplificação do volume de entrega da empresa — o que tende a ser um bom sinal para investidores.
Se, por outro lado, o balanço revela um montante elevado em dívidas, além de apontar para a venda de insumos e equipamentos, é hora de colocar o pé no freio. Este pode ser um sinal de crise ou retração.
Lembre-se, porém, de que a análise do balanço patrimonial deve levar em consideração o seu perfil de investidor. Perfis arrojados e com alta tolerância ao risco podem enxergar, em balanços patrimoniais negativos, uma oportunidade de compra de papéis, acreditando em sua valorização futura.
Antes de seguir em frente, aprenda mais sobre perfis de investidor e a importância de conhecer o seu:
Como analisar balanço patrimonial? Passo a passo
Como você viu no tópico anterior, entender como analisar o balanço patrimonial de uma empresa pode fornecer informações-chave para guiar um investimento.
A seguir, mostramos como extrair tais dados do balanço e como transformá-los em indicadores de performance valiosos.
1- Acesse o balanço patrimonial da empresa
O passo inicial para entender como analisar o balanço patrimonial de uma empresa é saber como localizar o documento. Em alguns casos, as próprias companhias disponibilizam o relatório em seu site oficial.
Entretanto, também é possível localizar balanços em locais como:
site do Banco Central do Brasil;
Diário Oficial;
portal E-Diário.
2- Observe aspectos estratégicos do balanço
Com o balanço em mãos, é hora de observar aspectos estratégicos. Atente-se às informações que podem dar sinais do desempenho do negócio, tais como:
volume de empréstimos;
inventário de controle de estoque;
montante de dívidas com fornecedores;
volume pago a funcionários.
Estas informações ajudam a identificar o status de sustentabilidade financeira do negócio e até mesmo antecipar possíveis cortes ou expansões.
3- Transforme dados em indicadores
Mais do que encontrar informações estratégicas, entender como analisar um balanço patrimonial passa por transformar estes dados em indicadores.
Afinal, a intenção da análise é determinar padrões e projetar tendências que ajudem a classificar um investimento como bom ou ruim dependendo das expectativas do investidor.
Aqui estão alguns indicadores estabelecidos a partir da avaliação do documento:
1 – Liquidez
Quando falamos em investimentos, liquidez é o nome dado à capacidade que uma aplicação tem de ser convertida em dinheiro na conta corrente. Já no mundo corporativo, entende-se como liquidez a capacidade de pagamento das obrigações financeiras por parte de uma empresa.
Ao analisar indicadores de liquidez extraídos a partir do balanço patrimonial, você, investidor, consegue perceber qual o volume de dinheiro circulante na empresa no momento, identificando, também, sua saúde financeira.
2 – Indicadores de dívidas
Assim como a liquidez, os indicadores de dívidas são um retrato da saúde financeira do negócio. Porém, apontam um potencial de endividamento perante o patrimônio total do negócio.
Para calcular o endividamento de uma empresa, utiliza-se a equação passivo total / ativo total.
3 – Indicadores de renda
Por fim, os indicadores de renda são aqueles que relacionam os lucros com os ativos e o patrimônio líquido do negócio. Eles ajudam a entender qual o volume da reserva financeira do negócio, e, por isso, são bastante utilizados por bancos e credores, assim como por investidores.
Mais sobre análise de ações
Agora você sabe como analisar um balanço patrimonial a partir da observação de critérios-chave do documento.
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