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Como fazer análise de investimentos? Prós e contras de um produto financeiro

Como fazer análise de investimentos para embasar decisões de compra? É preciso, sobretudo, conhecer os principais critérios de referência para identificar comportamentos nos papéis e comparar seu desempenho, selecionando, assim, aqueles com mais sinergia ao seu perfil de investidor;

Ao longo do artigo de hoje, mostramos como calcular se um investimento é viável a partir de variáveis essenciais, como rentabilidade e risco, lucro, liquidez, performance do papel, comportamento do mercado, entre outras. 

Prepare-se para elevar sua capacidade de avaliação a um novo nível! 

Por que fazer análise de investimentos? 

Seja você um day trader ou um investidor conservador, com preferência por ativos de renda fixa, a análise de investimentos sempre será uma etapa fundamental do seu processo de aquisição de papéis e produtos financeiros. 

Isso porque, com a combinação certa de fatores, técnicas e estratégias, você será capaz de:

  • Acompanhar o desempenho econômico e financeiro de um ativo, incluindo sua rentabilidade no curto, médio e longo prazo;
  • Embasar decisões em atrativos compatíveis às suas expectativas e necessidades enquanto investidor;
  • Prever riscos e prejuízos com base em avaliações e projeções realistas. 
  • Antecipar tendências de alta e obter ganhos em ativos pouco visados pelo mercado.

Componentes de uma boa análise de investimentos

O que levar em conta ao fazer uma análise de investimentos? O componente zero ao ser considerado para uma boa avaliação é o seu perfil de investidor. Afinal, de nada adianta classificar o produto em diversos critérios se ele não atende às suas necessidades e expectativas. 

>>> Ainda não sabe qual o seu perfil? Assista ao vídeo abaixo e descubra! 

Conhecendo o seu perfil de investidor, é hora de considerar, também, aspectos como estes, que mostramos a seguir. 

1- Lucro

Entendemos o lucro como sendo o resultado da diferença entre a receita recebida e as despesas e custos de um projeto. 

No mundo dos investimentos, o lucro gerado por uma empresa de capital aberto é distribuído entre seus acionistas em forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio (JCP).

2- Liquidez

A liquidez tem relação direta com capacidade que uma aplicação tem de ser convertida em dinheiro na conta corrente. Na prática, costumamos dizer que quanto mais rápido é o processo de resgate, aliado a uma menor perda no valor investidor, mais líquido é o investimento.

Acontece que, em geral, rentabilidade e liquidez são valores inversamente proporcionais. Isso significa que quanto mais alta a tendência de rendimento, menor a liquidez do investimento. 

Dica de ouro: para neutralizar os impactos de um investimento muito rentável, mas pouco líquido, a saída é diversificar a carteira! Antes de seguir em frente, aprenda mais sobre esse pulo do gato no vídeo abaixo:

3- Risco x Retorno

Por fim, não podemos deixar de pontuar a importância da análise de risco x retorno para embasar a escolha de um investimento.

Costumamos classificar o risco de um investimento em duas grandes categorias: sistemático e não-sistemático (ou diversificável). 

Enquanto o primeiro diz respeito a acontecimentos de escala global, que impactam — como o próprio nome diz — de maneira sistemática nos investimentos, o segundo está atrelado às características de cada ativo. 

O risco diversificável sofre influência de diferentes fatores, e pode ser neutralizado ou reduzido por meio da construção de uma carteira de ativos variada.

Além de entender os principais tipos de risco, é essencial estabelecer sua relação com o retorno obtido. Costumamos dizer que, no mundo dos investimentos, o risco é diretamente proporcional ao retorno. Ou seja, investimentos de alto risco tendem a ser mais rentáveis.

Como calcular se um investimento é viável? 

Além de considerar as características pontuadas acima, é preciso ir além para entender como calcular se um investimento é viável. A seguir, mostramos mais 5 aspectos que ajudam a embasar análises de investimentos e direcionar a sua escolha. 

1- Payback

O payback tem, como objetivo, mensurar o tempo no qual o investidor obtém um retorno sobre o seu investimento, ou seja, o intervalo no qual o investimento “se paga”. 

Suponhamos que você invista R$10.000,00 em um produto que gere R$1.000 de retorno mensal. Neste caso, o payback é de 10 meses, e, ao final deste período, você começará a lucrar integralmente com o investimento.

2- Valor Presente Líquido

O VPL, Valor Presente Líquido, é uma métrica que tem, como objetivo, apontar o valor, em medidas monetárias, que determinado projeto adiciona aos investidores.

O que isso significa na prática? 

Significa que, com o cálculo do VPL, é possível estimar o lucro futuro com o  investimento e, convertendo este retorno em reais para os dias atuais, o investidor é capaz de decidir se o projeto vale a pena ou não.

3- Taxa Interna de Retorno (TIR)

Já a Taxa Interna de Retorno é utilizada como um complemento do VPL, fazendo com que o valor das entradas se iguale ao valor das saídas. 

Na prática, o TIR calcula a taxa mínima de retorno para que não haja perda do valor investido.

Quer um exemplo?

Suponhamos um investimento de R$5.000,00. Ao fim do período de um ano, você recebeu R$500,00 de lucro, além do valor original do investimento. Neste caso, podemos dizer que a TIR é de 10%.

4- Contexto (Análise Fundamentalista)

O entendimento do contexto atrelado ao modelo de investimento é chamado de Análise Fundamentalista. No contexto do mercado de ações, ele tem, como base, o estudo de três pilares: a macroeconomia, o setor de atuação e o histórico de uma empresa, com o objetivo de avaliar diferentes alternativas de investimento.

Como resultado da análise fundamentalista, é possível identificar o potencial de crescimento do lucro da empresa — o que leva suas ações a valorizar no mercado.

5- Performance (Análise Técnica)

A análise de performance, também conhecida como análise técnica, é outra ferramenta essencial para a análise de investimentos de renda variável. Ela parte do princípio de que todos os fatores do mercado são refletidos no preço do ativo.

Assim, ela se pauta em gráficos de performance para identificar o comportamento dos preços durante um determinado período, buscando identificar padrões de repetição para tentar prever os movimentos de alta ou queda.

Análise de investimentos na prática!

Ao longo deste artigo, você viu alguns dos métodos utilizados para fazer análise de investimento. Este é um dos passos essenciais para quem deseja atuar na bolsa de valores.

Porém, a trajetória de um investidor tem, ainda, outros passos importantes. E nós preparamos uma trilha que te ajuda a conhecer cada um deles. Faça a sua matrícula no curso Introdução ao Universo de Trading e aprenda os principais conceitos do mercado de ações.

*Créditos imagem de capa: Tezos em Unsplash

O que é correção monetária? Conheça seu impacto nos investimentos

Entender o que é correção monetária pode te ajudar a compreender a lógica de correção de valores em um cenário de inflação acumulada. Afinal, a operação pauta o ajuste da moeda nacional (no nosso caso, o Real), em relação a outras circulantes em nível global. 

Parece algo distante de você? Mas saiba que a correção monetária faz parte da vida de grande parte dos brasileiros. Ela é aplicada em parcelas de financiamentos, salários e, claro, nos investimentos. 

Neste artigo, reunimos algumas informações importantes para te ajudar a entender o que é correção monetária e como ela impacta em diferentes tipos de movimentações financeiras. 

Boa leitura!

O que é correção monetária?

Como adiantamos na introdução deste artigo, correção monetária (também chamada de atualização monetária), representa os ajustes financeiros aplicados na moeda nacional — o Real — em relação ao desempenho de outras moedas e aos índices de inflação. 

O cálculo e os anúncios de correção monetária são atribuições do Banco Central. Periodicamente, o Banco utiliza indexadores como a taxa Selic e o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo (no caso de títulos pós-fixados) para identificar a correção monetária a ser aplicada. 

Na prática: exemplo de ação da correção monetária

Para ficar mais fácil entender o que é correção monetária, que tal um exemplo cotidiano? 

Suponhamos que você tenha um crédito de R$15 mil para receber de uma instituição financeira. 

Se a inflação do período do empréstimo for de 10%, seu crédito valerá R$16.500 com a correção.  

Caso você seja um investidor de renda fixa, por exemplo, a correção monetária também irá impactar seus ganhos. 

Se a inflação e o rendimento do ativo forem equivalentes, isso significará que não houve ganho real. Entretanto, o poder de compra do investidor foi mantido. 

Diferença entre juros e correção monetária

Certamente, ao ler o primeiro exemplo do tópico acima, você pensou: “certo, então juros e correção monetária são sinônimos”. Atenção neste momento! Embora à primeira vista pareçam a mesma coisa, existem diferenças substanciais entre os conceitos. 

Enquanto os juros são valores adicionados a uma dívida, ou seja, cobrados como valores extras sobre um montante inicial, a correção monetária simboliza uma equiparação do valor, ou uma correção financeira. Isso significa que ela incide sobre o valor total de um investimento, incluindo  sobre seus juros. 

>>> Saiba mais: Diferença entre juros simples e compostos (GUIA!)

Como calcular a correção monetária?

Mas, afinal, como calcular a correção monetária? Aqui está o passo a passo.

Passo 1

O primeiro passo é consultar o fator acumulado do índice de atualização monetária em um período pré-determinado. Você pode consultar o fator acumulado de acordo com diferentes indexadores (sobre os quais falamos logo a seguir) na Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central.

Passo 2

Após obter o fator acumulado, é hora de fazer a conta! Para isso, você multiplica o valor atualizado pelo fator acumulado apontado pela Calculadora do Cidadão. 

Suponhamos que a correção seja aplicada sobre um valor inicial de R$5.000,00 com um fator acumulado indexado pela taxa Selic equivalente a 2,74140543 em um período de 12 anos. 

Veja abaixo o resultado do cálculo realizado no portal do Banco Central: 

(fonte: Banco Central)

Principais indexadores de correção monetária

No exemplo anterior, utilizamos a taxa Selic como indexador da correção monetária calculada. Porém, é possível fazer o cálculo considerando diferentes índices, tais como: 

  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o mais abrangente;
  • IGP-M, muito utilizado em negociações no mercado imobiliário (presente, por exemplo, em contratos de aluguel); 
  • Taxa Referencial (TR),  um dos fatores que estabelecem a rentabilidade de títulos de capitalização, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), caderneta de poupança e investimentos relacionados a fundos imobiliários;
  • CDI, os Certificados de Depósito Bancários, muito utilizado como indexador em operações de curto prazo. 

Qual o melhor índice de correção monetária? 

Depende! Cada índice de correção impacta de maneira diferente o investimento realizado. 

Por isso, na hora de escolher seu indexador, considere aspectos como o objetivo do investimento (rentabilidade no curto ou no longo prazo) e o comportamento do mercado no momento do fechamento do contrato.

Impacto da atualização monetária nos investimentos e contratos

Já deu para perceber que, ao entender o que é atualização monetária, sua percepção sobre valorização de um investimento ao longo do tempo muda por completo, certo? 

A verdade é que a correção é essencial para amenizar a desvalorização da renda, recompor o poder de compra do brasileiro e assegurar a manutenção da rentabilidade dos investimentos. 

Entretanto, em alguns casos, ela não é suficiente para garantir que um investimento performe acima da inflação. Para isso, a melhor saída é conhecer diferentes tipos de investimentos e criar carteiras diversificadas e pautadas em diferentes índices. 

Inicie sua jornada como investidor

A melhor saída para manter a rentabilidade dos seus investimentos sem depender da correção monetária é construindo uma carteira diversificada e apoiada em diferentes indexadores. 

E nós podemos te indicar o melhor caminho a trilhar para compreender os conceitos e fazer escolhas compatíveis ao seu perfil de investidor! 

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Em paralelo, aprenda sobre investimentos na Bolsa de Valores, produtos de Renda Fixa e Gerenciamento de Risco agora mesmo e elimine esses erros de investidor iniciante do seu radar!

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*Créditos imagem de capa: Emil Kalibradov em Unsplash

O que é CCB e como funciona?

CCB é a sigla de Cédula de Crédito Bancário, uma modalidade de concessão e captação de crédito aprovada por lei no Brasil em 2004.

Além de entender o que é CCB em detalhes, a leitura deste artigo também te mostra como a cédula funciona, por que trata-se de um instrumento confiável para a formalização de acordos financeiros e como você, na figura de investidor, pode direcionar aportes para este produto. 

O que é CCB?

Como dissemos logo no início deste artigo, CCB significa Cédula de Crédito Bancário. Trata-se de um título de crédito que pode ser emitido tanto por pessoa física quanto jurídica, em favor de uma instituição financeira ou de natureza semelhante. 

A Cédula de Crédito Bancário formaliza o acordo, documentando a promessa de pagamento correspondente à operação de crédito realizada. 

Por que você precisa saber o que é um título CCB?

Ao entender o que é CCB, você fica a par das vantagens de utilizar este documento como meio formalizador de operações de crédito. Algumas delas são a possibilidade de atuação fora das fronteiras nacionais (sendo emitida para uma instituição localizada no exterior), e a possibilidade de transferência para outro credor, ainda que não seja uma instituição financeira.

O CCB é confiável?

A CCB é formalizada pela Lei Federal nº 10.931 de 02/08/2004, tornando as partes envolvidas oficialmente amparadas pela legislação brasileira.

Quais os requisitos da Cédula de Crédito Bancário?

Agora você já sabe o que é CCB e como a cédula funciona. Para ter um entendimento ainda mais completo sobre o produto, saiba que, para se classificar como CCB, a operação precisa cumprir alguns requisitos conforme previsto na Lei Federal acima citada. Veja quais são: 

  • O documento deve ser denominado “Cédula de Crédito Bancário”;
  • deve conter informações como data e local de pagamento da dívida, bem como os valores de cada prestação — no caso de parcelamento;
  • formalização da promessa do emitente de quitar a dívida em dinheiro na data do vencimento;
  • nome da instituição credora com cláusula à ordem (a possibilidade dada ao titular de um direito de crédito de transferir esse direito à outra pessoa), se for o caso;
  • data e o lugar da emissão da CCB;
  • assinatura do emitente e, se for o caso, do terceiro garantidor da obrigação, ou de seus respectivos mandatários.

Na hora de firmar o contrato da CCB, devem ser definidas informações como:

  • modalidade de juros incidentes sobre a dívida;
  • multas;
  • ocorrência de mora;
  • atualização monetária;
  • penalidades contratuais;
  • condições da concessão do crédito.

Qual a diferença entre Cédula de Crédito Bancário e contrato de financiamento?

É muito comum que haja confusão entre os conceitos de CCB e contrato de financiamento. No entanto, estamos falando de documentos com finalidades distintas. 

Enquanto o contrato de financiamento tem uma finalidade específica (a compra de um carro ou imóvel, por exemplo), o devedor de uma CCB pode destinar o valor recebido a quaisquer investimentos que deseje, sem que haja, necessariamente, obrigatoriedade na comprovação da destinação do recurso. 

Além disso, por ter destinação conhecida, o próprio bem adquirido por meio do contrato de financiamento funciona como garantia de execução do pagamento do empréstimo. 

Por ser um título de crédito extrajudicial, na CCB (Cédula de Crédito Bancário), em caso de inadimplência, é possível que o banco ou a instituição credora faça a cobrança sem que seja necessária a intermediação da justiça.

Quando utlizar a Cédula de Crédito Bancário?

Existem diferentes situações nas quais a Cédula de Crédito Bancário pode ser utilizada. Algumas delas são:

  • cheque especial;
  • crédito consignado;
  • contratação de empréstimos bancários.

Por que investir em CCB?

Até aqui, você viu o que é CCB e como o documento funciona. Agora, vamos falar sobre a CCB para investidores. Vale a pena investir no título?

Por ter uma classificação de risco 3 – moderado, de acordo com a Anbima, a rentabilidade da CCB costuma ser mais atrativa do que a de outros produtos de renda fixa

Conheça outros produtos de renda fixa do mercado dando play no vídeo abaixo: 

Além disso, há casos em que o título é emitido com uma garantia real – um imóvel, por exemplo – o que garante mais segurança ao investidor que destina seu dinheiro ao título. 

Outro benefício é a possibilidade de aquisição pelos fundos mútuos, fundações e seguradoras. 

Por fim, a remuneração da CCB pode ser por taxa prefixada, taxa flutuante (como a Selic), Índice de Preços e Variação Cambial, o que torna o investimento adequado a perfis de investidores com diferentes níveis de tolerância ao risco. 

Mais sobre investimentos de renda fixa

Se a Cédula de Crédito Bancário despertou sua vontade de investir em um título seguro, com rentabilidade interessante e risco baixo/moderado, outros produtos de renda fixa podem ser interessantes para você. 

Que tal separar 2 horas do seu dia para um intensivo sobre o tema? O curso Renda Fixa: ganhos com baixo risco, elaborado por especialistas, oferece módulos completos sobre o tema — incluindo um sobre os principais produtos de renda fixa do mercado, suas características e indicações. Faça a sua matrícula e aprenda mais sobre o tema agora mesmo!

*Créditos imagem de capa: Cytonn Photography em Unsplash

Servidor DNS: entenda o que é e qual a sua importância

Se quer entender como a internet funciona com foco em redes, você deve saber o que é DNS. Ele é o acrônimo de Domain Name System ou Sistema de Nomes de Domínios, em português.

Tecnicamente, é um sistema de hierarquização de nomes de sites na Internet mediante o uso de domínios. Funciona como um tradutor de nomes para endereços IP, permitindo que os nomes de domínio sejam usados em vez de de endereços IP.

Os nomes de domínio são usados na Internet para identificar um site específico. Por exemplo, o nome de domínio da Google é google.com. O nome de domínio da Microsoft é microsoft.com.

Um nome de domínio é composto por duas partes: o nome do domínio e a sua extensão. A extensão do domínio é o que vem após o ponto (.) no nome do domínio. Algumas das extensões de domínio mais populares são .com, .net e .org.

E como o DNS funciona? Bem, ele traduz o nome do domínio em um endereço IP, permitindo que os usuários acessem sites usando um nome de domínio fácil de lembrar, ao invés de um endereço IP. Por exemplo, o nome de domínio www.example.com pode ser traduzido para o endereço IP 192.0.2.1. Muito mais simples, né?

Além disso, o DNS também fornece outras informações sobre um domínio, como o endereço de e-mail do administrador do domínio, o endereço de servidores de nomes secundários e outros registros de DNS.

O DNS é de extrema importância, ele é um dos pilares da Internet sendo usado em todo o mundo. Sem o DNS, seria necessário digitar endereços IP para acessar sites e enviar e-mails. Haja memória e dedos!

Quer compreender melhor sobre o assunto de forma aprofundada? Leia o conteúdo na íntegra e você saberá o que é servidor DNS, para quê serve, em qual contexto foi criado, importância e as principais respostas para questionamentos sobre o tema. Boa leitura!

O que é servidor DNS?

Cada dispositivo conectado à internet tem um endereço IP único que outras máquinas utilizam para localizar o dispositivo. Como dito inicialmente, o Servidor DNS é um sistema que traduz o nome de um domínio para o seu endereço IP. Isso permite que os usuários acessem sites pelo seu nome, em vez de seu endereço IP.

Existem dois tipos de servidores de DNS: os servidores privados e os servidores públicos. Entenda os detalhes de cada tipo.

Servidores DNS privados

Os servidores privados são administrados por uma empresa ou organização e só podem ser acessados por seus funcionários ou clientes.

Servidores DNS públicos

Já os servidores públicos são abertos ao público. Os servidores públicos de DNS são administrados por provedores de Internet ou por organizações de tecnologia, como a Google. Eles são gratuitos e podem ser usados por qualquer pessoa.

Os servidores de DNS públicos são mais rápidos que os privados, isso porque eles têm mais recursos e são melhor administrados. Além disso, os servidores de DNS públicos são mais seguros, pois, eles são monitorados constantemente para evitar ataques.

Os melhores servidores DNS públicos de 2022 são:

  • OpenDNS (Cisco),
  • Cloudflare,
  • DNS do Google,
  • QUAD9,
  • AdGuard DNS e
  • CleanBrowsing.

Como funciona o DNS?

Antes de explicar sobre como funciona o DNS, você precisará entender sobre o uso de IP. O Internet Protocol (IP) é um conjunto de normas para a transmissão de dados na Internet. Ele define o formato dos pacotes de dados (datagramas) e o endereçamento de cada computador na rede.

E como o DNS entra nisso? O Domain Name System (DNS) atua como um sistema de tradução de nomes de domínio para endereços IP. Ele permite que os usuários acessem sites usando nomes de domínio (por exemplo, www.example.com), em vez de seus endereços IP numéricos (por exemplo, 192.0.2.1).

Já em contrapartida, o Uniform Resource Locator (URL) é um endereço na Internet que especifica o local de um arquivo ou recurso na Web. Ele pode especificar o protocolo a ser usado (por exemplo, http ou ftp), bem como o nome do servidor e o caminho para o arquivo ou recurso.

Como surgiu o servidor DNS?

O Domain Name System (DNS) foi criado em 1984 para tornar a Internet mais fácil de usar e para substituir um sistema anterior de gerenciamento de nomes de host baseado em arquivo texto. Ele funciona como um tradutor de nomes de domínio, traduzindo o nome de um site para o seu endereço IP.

O sistema DNS foi criado para resolver dois problemas principais com a Internet naquela época. Primeiro, o número de endereços IP na Internet estava crescendo rapidamente e era difícil para as pessoas se lembrarem deles. Segundo, havia muitos servidores na Internet e foi se tornando complicado para as pessoas saberem onde encontrar o que eles estavam procurando.

O DNS foi criado para resolver esses problemas, permitindo que os nomes de domínio sejam usados em vez de endereços IP e fornecendo um sistema de busca para encontrar servidores na Internet.

<Saiba mais: Inovação: o que é Inovação, importância, relação com tecnologia e empresas />

Qual a importância de um servidor DNS?

É importante ter um servidor DNS porque ele fornece um mecanismo para traduzir nomes de domínio para endereços IP e vice-versa. Isso é fundamental porque os nomes de domínio são mais fáceis de serem lembrados pelos seres humanos, enquanto os endereços IP são os que são usados pelos computadores para se comunicarem uns com os outros.

Sem um servidor DNS, as pessoas teriam que se lembrar dos endereços IP de todos os sites que visitam, o que seria extremamente difícil e incontrolável, digamos. Existem milhões de servidores DNS em todo o mundo.

Além disso, os endereços IP são propriedade exclusiva dos provedores de Internet e podem ser alterados a qualquer momento. Com o DNS, você sempre pode usar o mesmo nome de domínio para acessar um site, independentemente do seu endereço IP.

<Confira também: o que são linguagens de programação e quais são as mais utilizadas />

 Como descobrir o número do servidor DNS de um site?

O número do servidor DNS de um site pode ser encontrado usando um programa de diagnóstico de rede, como o “nslookup“.

O nslookup é um programa de linha de comando que pode ser usado para consultar o sistema de nomes de domínio (DNS). O nslookup pode ser usado para verificar o endereço IP de um determinado site ou para verificar o nome do servidor DNS para um determinado site.

Para usar o nslookup para descobrir o número do servidor DNS para um determinado site siga os passos abaixo:

  1. Abra o prompt de comando;
  2. Digite o seguinte comando: nslookup NOMEDOSITE;
  3. O nome do servidor DNS será exibido na saída do comando.

<Leia depois: Como iniciar no mundo da programação />

(Fonte: Freepik)

Principais dúvidas sobre servidor DNS

Agora que você entendeu mais sobre o que é e a aplicabilidade no cotidiano, entenda as principais dúvidas dos usuários.

Como resolver quando “servidor DNS não está respondendo”?

O servidor DNS não está respondendo? Calma, esse é um problema de rede comum que pode afetar qualquer usuário de computador. Geralmente, o problema é causado por um servidor DNS offline ou por um problema de conexão de rede.

Se o seu servidor DNS não estiver respondendo, você não será capaz de carregar sites ou usar outros serviços de rede. Mas como resolver isso? Leia as dicas abaixo.

Primeiramente, verifique se o seu servidor DNS está online. Você pode fazer isso acessando o site do seu provedor de DNS e verificando se o site está carregando. Se o site não estiver carregando, isso significa que o servidor DNS está offline. Se o seu servidor DNS estiver online, verifique sua conexão de rede.

Certifique-se de que o seu computador está conectado à Internet e que não há nenhum problema com a sua conexão. Se o seu computador estiver conectado à Internet, tente desligar e ligar novamente o seu roteador. Isso pode resolver o problema de conexão de rede.

Se o problema persistir, você pode tentar trocar o seu servidor DNS. Existem muitos servidores DNS diferentes que você pode usar. Você pode encontrar uma lista de servidores DNS públicos em sites como o OpenDNS ou o Google Public DNS.

Para trocar o seu servidor DNS, você precisará acessar as configurações de rede do seu computador. Consulte o manual do seu computador ou o site do seu provedor de Internet para obter instruções detalhadas. Se o problema ainda persistir, entre em contato com o suporte técnico do seu provedor de Internet.

 Como resolver quando “servidor DNS indisponível”?

Quando o servidor DNS está indisponível, não é possível acessar sites na Internet. Isso significa que não é possível navegar na web, enviar e-mails ou acessar qualquer outro conteúdo online. Se o seu servidor DNS estiver indisponível, você precisará alterar as configurações de DNS para um servidor DNS alternativo.

Outra maneira de resolver este problema é editar o arquivo de configuração do seu navegador para usar um servidor DNS diferente. Por exemplo, se você estiver usando o Google Chrome, pode editar a configuração para usar o Google Public DNS (8.8.8.8). Contudo, se nenhuma das soluções anteriores funcionar, você pode tentar reiniciar o servidor DNS do seu computador.

Dá para registrar dois DNS com o mesmo registro?

Não é possível registrar dois DNS com o mesmo registro, pois isso causaria um conflito de endereçamento.

Alguns especialistas dizem que é possível registrar dois DNS com o mesmo registro A, mas isso pode causar problemas de resolução de nomes. Quando um cliente faz uma solicitação de um nome de domínio, ele receberá duas respostas diferentes, uma do DNS com o registro A e outra do DNS sem o registro A.

Logo, isso pode levar o cliente a se conectar a um servidor que não está mais ativo ou a um servidor que não está configurado para responder à solicitação. Ou seja, um grande problema!

Dá para trocar o DNS de um domínio?

Sim, é possível alterar o DNS de um domínio. Isso pode ser feito entrando em contato com o registrador do domínio e solicitando uma alteração nos registros DNS.

O mercado de trabalho para profissionais de cibersegurança no Brasil está em constante crescimento, devido à crescente consciência da importância da segurança da informação. Enquanto isso, o número de profissionais qualificados ainda é relativamente baixo, o que representa uma grande oportunidade para aqueles que buscam desenvolver carreira na área.

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Conheça os fundamentos da estratégia PyTorch

Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia permitiu que muitos recursos do nosso dia a dia fossem automatizados. A inteligência artificial é uma das áreas que mais ganhou espaço nas empresas modernas, fazendo com que muitos trabalhos manuais fossem substituídos por soluções tecnológicas. E quando falamos de linguagem de programação, uma das mais utilizadas é a Python. Mas é o PyTorch que tem chamado a atenção dos programadores.

Para ajudar você a entender um pouco mais sobre o assunto, explicamos neste artigo o que é PyTorch, como ele atua na resolução de problemas ligados ao machine learning, quais são os seus fundamentos, além de outras informações essenciais. Portanto, aproveite o texto e boa leitura!

O que é o PyTorch?

O PyTorch é um programa que funciona como se fosse uma biblioteca. O seu principal diferencial é que ele consegue, por meio de código aberto, implementar um aprendizado profundo em sistemas. Isso faz com que as máquinas tenham um aprendizado muito mais intuitivo do que quando outros programas com linguagem de programação são utilizados. 

Além disso, o PyTorch consegue fazer com que a GPU (Unidade de Processamento Gráfico) fique ainda mais rápida, pois o programa realiza cálculos matemáticos muito mais complexos. E isso só é possível porque o PyTorch trabalha na construção profunda daquilo que é conhecido como redes neurais. Se você não sabe o que significa, não se preocupe, pois falaremos disso daqui a pouco. 

Como o PyTorch resolve problemas de machine learning?

Quando falamos de machine learning, o PyTorch é uma solução extremamente eficiente para ajudar na resolução de problemas complexos. Mais do que isso: ele entende alguns comportamentos e toma algumas decisões com base nos dados apresentados.

Imagine que uma empresa possua uma plantação de soja e tenha o desafio de saber onde cada tipo de semente deve ser plantada. Para isso, ela conta com uma tabela de dados com muitas variáveis que vão desde área e perímetro até largura e assimetria do terreno. E é a partir disso que o PyTorch entra em ação. 

Por meio do machine learning, ele consegue fazer estimativas cruzando todos esses números. O resultado é uma resposta muito mais assertiva para a operação da empresa, que agora vai saber com mais precisão onde fazer cada tipo de plantio.

Relembrando, o que é machine learning

Basicamente, o machine learning tem como objetivo fazer com que as máquinas consigam identificar comportamentos por meio de dados. Essas informações podem ser bem diversas, desde números, textos e, até mesmo, imagens. Ao final, a ideia é que as máquinas possam executar as atividades sem a interferência humana.

Esse resultado, contudo, só é possível após uma profunda análise de dados. O machine learning, atrelado aos afazeres manuais de um determinado trabalho, pode otimizar bastante os resultados de uma empresa. Trata-se de um passo importante na transformação digital de uma empresa. 

Além disso, o machine learning é um ótimo aliado para o aumento da produtividade de uma equipe, para a redução de despesas operacionais, para a identificação/resolução de problemas, entre outros aspectos. 

Quais os fundamentos do PyTorch?

O PyTorch possui alguns fundamentos que compõem o seu racional. Por ser uma biblioteca de código aberto, ele conta com algumas particularidades que mostraremos a seguir. 

Tensores

Utilizados para acelerar as operações atribuídas tanto com a CPU como com o GPU, os tensores PyTorch são considerados a base de todos os trabalhos avançados realizados com o programa. Eles são variáveis indexadas multidimensionais utilizadas em todas as operações avançadas. Essas variáveis são conhecidas como arrays.

Redes neurais

Redes neurais são um outro fundamento do PyTorch. Elas são camadas de nós de várias conexões e ponderações de dados. É a partir dessas camadas que é possível identificar a correspondência desses dados, bem como as suas classificações. Além disso, o pacote torch.nn é utilizado pelo PyTorch para definir quais são essas redes neurais, sendo que cada camada da rede é representada por um conjunto de módulos.

Autograd

Um dos pacotes do PyTorch, o Autograd são derivadas da plataforma. Chamadas de gradientes, essas derivadas são imprescindíveis para fazer operações de redes neurais. Em apenas um tensor habilitado para gradiente, o autograd consegue registrar todas essas operações. Depois, para encontrar a relação entre este tensor e as demais operações, é criado um um gráfico acíclico, gerando uma operação conhecida como diferenciação automática.

Otimizadores

Com o objetivo de reduzir eventuais erros, os otimizadores possibilitam uma atualização de carga e predisposição dentro de um único modelo. Assim, é possível fazer a edição no formato de funcionamento do seu modelo, dispensando a hipótese de construí-lo mais uma vez desde o início. No PyTorch há uma série de opções de otimizadores. Portanto, o ideal é escolher aquele que mais combina com a sua necessidade.

Gráficos de computação

Os gráficos têm um papel super importante para entender melhor a relação entre Pytorch e redes neurais. Dependendo de suas formações, podem ajudar a compreender como eles funcionam nos bastidores, como os tensores podem ser afetados por mudanças em outros tensores, além de entender como eles se conectam.

Como é feita a instalação do PyTorch?

A melhor forma de fazer a instalação do PyTorch é por meio do Google Colab, que é uma plataforma de incentivo ao aprendizado de tecnologias relacionadas ao Machine Learning e Inteligência Artificial. O PyTorch, assim como outras plataformas que constam no programa, já vem instalado no Google Colab. Depois, é só importar para o seu notebook.   

Como conhecer mais sobre PyTorch?

A forma mais fácil de se aprofundar no tema PyTorch é investindo o seu tempo em leitura, estudos e, até mesmo, em cursos específicos. Esse é um tema que está super em alta, principalmente por estar relacionado a oportunidades de trabalho, já que muitas empresas têm procurado profissionais do segmento. Startups ligadas à tecnologia, principalmente, são as mais interessadas. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre PyTorch, que tal melhorar o seu conhecimento sobre temas relacionados? Aqui na Faculdade XP você pode fazer um bootcamp de Arquiteto de Machine Learning e atuar na resolução de problemas com ferramentas de aprendizado de máquina. Assine o Multi+ e tenha acesso a esse e outras dezenas de cursos.

O que é TradingView e como investir melhor com a ferramenta?

Você já investe ou pensa em investir na bolsa de valores? Se a resposta foi sim, você precisa saber o que é TradingView! 

Isso porque a ferramenta atua como uma aliada para investidores que analisam gráficos e acompanham a performance de diferentes ativos. Os gráficos fornecidos pela plataforma ajudam a manter uma visão macro do movimento da B3, e, de quebra, fornecem informações-chave para embasar escolhas, como a compra ou venda de determinados ativos. 

Siga em frente neste artigo para entender melhor o que é TradingView e como extrair o melhor da plataforma. 

A importância da análise gráfica para o entendimento dos fluxos de mercado

Investidores que atuam como traders precisam conhecer a análise gráfica se quiserem tomar decisões mais seguras e orientadas para as suas necessidades. Neste método, a variação do preço dos papéis é controlada por meio de gráficos, que ajudam a identificar padrões, apontar tendências e antecipar movimentos de oscilação no mercado.

Geralmente, investidores que buscam rentabilidade no curto prazo, como os Day Traders, utilizam a análise gráfica para pautar suas escolhas e decisões.

Ainda assim, para um resultado ainda mais certeiro, a análise gráfica (ou técnica), deve ser utilizada em sinergia com a avaliação fundamentalista, direcionada para a avaliação dos prospectos e de fatores políticos, sociais e econômicos que impactam no preço dos ativos.

Dê o play no vídeo abaixo para entender como as análises técnica e fundamentalista se complementam e se diferenciam:

Como o Day Trader usa a análise gráfica para embasar suas escolhas? 

A ideia é que, para obter lucro, o day trader trabalhe com um alto volume de capital, antecipando as tendências diárias dos gráficos e fazendo movimentos de compra e venda embasados nestas tendências. 

Neste sentido, a análise técnica é ideal, já que possibilita uma tomada de decisão rápida e uma avaliação de impacto no curto prazo, o que difere esta ferramenta da análise fundamentalista. 

No caso dela, as tendências costumam ter impactos perceptíveis no médio e no longo prazo, sendo, portanto, realizadas de forma contínua ao longo do período de detenção do papel. 

O que é TradingView?

O TradingView é um grande aliado de investidores que utilizam a análise gráfica como base para as tomadas de decisão. Trata-se de uma plataforma de gráficos que funciona no navegador e possibilita o acompanhamento da performance de ativos financeiros em tempo real.

Além da análise de gráficos, o TradingView tem uma componente que confere a ele uma característica semelhante à das redes sociais: ao usar a plataforma, você, como investidor, pode compartilhar suas estratégias de trading e transmitir suas análises em tempo real, bem como assistir aos streams de outros usuários da plataforma. 

Agora que você já sabe o que é TradingView, confira algumas das funcionalidades da plataforma. 

Para que serve o TradingView?

Além de possibilitar a análise gráfica das ações desejadas, o TradingView possibilita a personalização de indicadores técnicos e a criação de gráficos de acordo com as carteiras de ativos dos investidores. 

Para facilitar a utilização da ferramenta, desenvolvida para uso no navegador, o TradingView passou a ser disponibilizado também como aplicativo, compatível com aparelhos iOS ou Android. 

Dessa forma, você, trader, consegue acessar e acompanhar oscilações do mercado em tempo real a qualquer hora, de qualquer lugar.

Funcionalidades disponíveis no TradingView

E aí? Tem interesse em descobrir, na prática, o que é Trading View? Então confira algumas das funcionalidades que você encontra ao acessar a plataforma.

1- Gráficos customizáveis

A plataforma TradingView oferece aos investidores 12 tipos de gráficos, incluindo Renko, Kagi e Ponto & Figura — todos customizáveis.

2- Replay de Barras

Além disso, você, usuário e investidor, pode rebobinar os vídeos publicados no stream da plataforma, assistindo-os com a velocidade e resolução desejadas.

3- Spreads

O TradingView permite que você crie suas próprias fórmulas personalizadas para embasar as análises dos seus ativos.

4- Suporte à análise gráfica

Caso você não tenha o know-how para criar uma análise gráfica do zero, pode utilizar os estudos predefinidos disponíveis na plataforma. São centenas de estudos predefinidos e mais de 50 ferramentas inteligentes de desenho. Além disso, a ferramenta oferece um conjunto de ferramentas para análise do mercado com base nos conceitos de negociação mais populares.

Para qual perfil de investidor o TradingView é indicado? 

De maneira geral, o investimento no mercado de ações (especialmente na modalidade Day Trading – nas quais as movimentações de compra e venda na bolsa de valores acontecem em no intervalo de um dia), se adequa a investidores de perfil arrojado, com alta tolerância a riscos e às oscilações do mercado. 

Ainda não conhece seu perfil de investidor? Dê o play no vídeo abaixo e identifique suas características! 

Além de ter um perfil arrojado, é essencial conhecer as principais ferramentas de análise do mercado para fazer boas escolhas.

Nesse sentido, e uma vez que o TradingView é um programa focado em análises técnicas (ou gráficas), é importante que você, na qualidade de investidor, entenda a fundo esta modalidade de avaliação. Dessa forma, saberá extrair, dos gráficos e modelos apresentados diariamente, tendências e características dos papéis avaliados. 

Essas informações devem ser consistentes o suficiente para guiar suas decisões de compra e venda de ações. 

É possível operar pelo TradingView?

A plataforma web do TradingView conta com a modalidade “integração de negociação”.

Isso significa que, caso a corretora utilizada por você seja suportada pela plataforma web do TradingView, você, como usuário, poderá acessar sua conta, receber dados da corretora e enviar ordens diretamente da plataforma para o seu home broker. 

Faça parte do Universo de Trading com a ajuda da Faculdade XP! 

Para surfar na onda do trading, é necessário ter bagagem para entender o mercado financeiro — complexo, mas repleto de boas oportunidades.

E nós, da Faculdade XP, temos um curso completo preparado especialmente para te ajudar com isso. 

Ao longo das 8 horas do curso Introdução ao Universo de Trading: conceitos básicos, nosso time de especialista conduz os investidores por uma trilha de aprendizado completa. Está imperdível! E as matrículas podem ser feitas agora mesmo! 

*Crédito da imagem de capa: Tech Daily em Unsplash

Bem-estar financeiro: entenda a importância de atingir

Você sabe o que é bem-estar financeiro? Trata-se da sensação de segurança e conforto que vem com o controle de suas finanças.

Ele é alcançado por meio do gerenciamento eficiente do orçamento, investimentos realizados e da redução das dívidas. Também por meio dele há a preparação para os imprevistos e objetivos de longo prazo, como a aposentadoria ou um grande gasto inesperado.

Olha esse dado alarmante! O endividamento das famílias brasileiras cresce a cada dia e conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 69,7% das famílias brasileiras estão endividadas.

Assustador, não é mesmo? Boa parte dessa dívida é composta por empréstimos bancários, cartões de crédito e financiamentos, e o endividamento das famílias afeta diretamente a economia do país!

Nesse conteúdo iremos te explicar melhor sobre o conceito, a relação com a educação financeira e os principais pilares do bem-estar financeiro. Boa leitura!

O que é bem-estar financeiro?

Bem-estar financeiro é um termo que se refere à capacidade de uma pessoa de gerir seu dinheiro de forma eficaz e ter sucesso financeiro. O bem-estar financeiro envolve uma série de fatores, incluindo a capacidade de pagar as contas, investir e poupar dinheiro, além de gerenciar o endividamento.

Nesse sentido, em poucas palavras, é sobre liberdade, independência e tranquilidade.

< Leia depois: Saúde mental é sinônimo de saúde financeira? Entenda />

Como ele se relaciona com a educação financeira?

O bem-estar financeiro é o resultado de uma boa educação financeira. A prática ensina as pessoas a gerenciar seu dinheiro eficazmente, a pagar suas dívidas e a investir seu dinheiro.

Quando as pessoas se educam financeiramente, elas estão mais bem preparadas para lidar com imprevistos e para garantir que seus recursos financeiros sejam usados da melhor maneira possível.

Do mesmo modo, a educação financeira é importante porque ajuda as pessoas a compreenderem como o dinheiro funciona, o que pode ajudá-las a tomar decisões mais inteligentes sobre dinheiro. Também pode ajudar as pessoas a evitar dívidas e a poupar para a aposentadoria.

< Confira também: Conheça o Programa Educação Financeira nas Escolas />

Pilares do bem-estar financeiro

Para ser sustentável a longo prazo é importante entender as bases da prática. Conheça abaixo mais elementos sobre o assunto.

Controle sobre as finanças

Sabemos que é difícil controlar o dinheiro, especialmente quando existem muitas opções de compras ao nosso redor. No entanto, o primeiro passo para alcançar o bem-estar financeiro é ter um controle financeiro

Para ter um controle financeiro efetivo, não basta saber quanto você tem em conta. É preciso saber onde está gastando, quanto está gastando e, porque está gastando. E, na hora de fazer isso, você pode usar um aplicativo ou fazer registros em um caderno. 

Tudo o que você precisa fazer é anotar diariamente o que comprou, quanto gastou e, porque gastou.

Isso não significa que você precisa fazer isso para sempre, mas ao menos no início de sua jornada financeira, anotar todos os gastos é importante para você identificar e corrigir seus hábitos financeiros.

Conheça alguns aplicativos de controle financeiro pessoal que podem te ajudar!

  • Orçamento Fáci,
  • Money Lover,
  • Mobills,
  • Monefy e outros.

< Leia: Saiba como construir um plano financeiro />

Capacidade de lidar com gastos imprevistos

Os gastos imprevistos fazem parte da vida e, às vezes, podem ser um desafio para lidar. No entanto, há algumas coisas que você pode fazer para minimizar o impacto dos gastos inesperados.

Inicialmente, é interessante preparar uma reserva de emergência. Ter isso será importante para lidar situações que possam ocorrer. Determinar uma quantia que você pode poupar mensalmente para esse fundo irá ajudá-lo a estar preparado para os gastos inesperados.

Outra dica é sobre o uso do cartão de crédito. Utilize-o com cuidado. Se você for usar o cartão de crédito para cobrir os gastos inesperados, tente pagar o saldo total o mais rápido possível para evitar juros. Se possível, pague mais do que o mínimo para reduzir a quantia que será cobrada de juros.

4 ERROS QUE VOCÊ NÃO PODE COMETER COM SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

  • Ficar tirando dinheiro dela para comprar itens supérfluos;
  • Colocar em investimento de alto risco;
  • Colocar em investimento sem liquidez;
  • Não calcular o valor conforme o seu custo de vida.

Objetivos claros

Para conquistar qualquer objetivo, é preciso antes defini-lo com clareza. Tendo em mente o que se quer alcançar, fica mais fácil traçar um plano de ação e seguir.

É importante, ainda, estabelecer prazos e valores realistas para cada etapa do caminho, a fim de manter o foco e a motivação.

Outra dica importante é dividir o objetivo em pequenas metas, tornando o caminho menos árduo e mais fácil de ser trilhado. Afinal, conquistar objetivos não é uma tarefa fácil, mas com determinação e persistência é possível alcançar qualquer coisa que se proponha.

Usufruto das conquistas

É sempre gratificante conquistar algo que se deseja, seja uma promoção no trabalho, um aumento de salário ou até mesmo uma nova casa. A sensação de realização é única e faz com que a pessoa se sinta bem consigo mesma.

Para manter nesse ritmo, é importante ter gratidão pelas conquistas e continuar com hábitos da educação financeira.

Checklist para definir se você já atingiu seu bem-estar financeiro

Elaboramos uma listinha abaixo para você marcar e saber se está mais perto ou longe do seu bem-estar nas finanças. Quanto mais marcar, parabéns! Como resultado, você é consciente do poder do dinheiro e do bom uso dele!

○ Tem consciência dos hábitos de consumo para controlar e reduzir o impacto que eles têm em suas finanças;

○ Antes de comprar, reflete sobre as motivações para tal consumo;

○ Evita compras por impulso e acúmulo de produtos desnecessários;

○ Sabe o quanto de dinheiro que entra e sai todos os meses;

○ Compreende as despesas que mais pesam no orçamento mensal;

○ Você tem o hábito de poupar dinheiro (mesmo que seja pouco);

○ Tem um fundo de emergência;

○ Quando desconhece algum assunto financeiro, procura estudar sobre o assunto;

○ Investe para conquistar os objetivos.

Quer aprofundar os conhecimentos e multiplicar seu dinheiro? Faça o curso O Poder do Autoconhecimento Financeiro. Um conteúdo completo para te proporcionar uma análise e reflexão sobre as suas finanças.

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

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Por que usar o Planning Poker? Aprenda mais essa ferramenta!

Atingir o máximo dos resultados previstos é o objetivo de toda a empresa que deseja prosperar no mercado. Nesse sentido, ao falar de metas os prazos devem ser cumpridos, o que pode gerar um pouco de dificuldades em alguns setores, principalmente quando falamos de trabalhos mais complexos como o de tecnologia da informação (TI). Daí entra o planning poker.

Você já ouviu falar dessa metodologia? É uma técnica que favorece o trabalho em equipe e o brainstorming, por isso vem sendo cada vez mais investida pelas empresas.

Neste artigo você vai entender o que é o conceito de planning poker, sua relação com o Scrum, seus benefícios e como utilizá-lo no seu cotidiano de trabalho. Confira!

O que é planning poker?

O planning poker, traduzido como Poker do planejamento, visa auxiliar as equipes de TI com a utilização de um jogo de cartas em que cada pessoa que faz parte de uma equipe de desenvolvimento indica uma carta com a sua estimativa de prazo e execução de tarefas

Então, nessa carta, há um valor que representa o esforço que será gasto para desenvolver um determinado item do backlog. A partir disso, todo o time participante realiza discussões sobre o jogo a fim de avaliar os diferentes pontos de vista e chegar a um senso comum de resposta. 

Em resumo, é uma espécie de metodologia que utiliza uma ferramenta segura, rápida e simples para avaliar o esforço e o tempo que será empregado em um projeto de software.

Originada em 2022 por James Grenning, vem ganhando popularidade nos projetos de TI das empresas após a publicação no livro “Agile Estimating and Planning”, de Mike Cohn. Se você e seu time precisam fazer estimativas dentro de um projeto, o planning poker é a melhor maneira para definir isso. 

Mas o que é estimativa? É estimular uma hipótese, uma conta aproximada de quanto tempo será gasto no esforço de algum profissional para executar uma tarefa no backlog, ou seja, que ainda não foi iniciada.  

Qual é a sua relação com o Scrum?

O planning poker surgiu quando a metodologia Scrum já existia. 

E o que Scrum significa? É uma metodologia ágil que usa de um framework, ou seja, um conjunto de ações e estratégias para solucionar problemas, com o conceito de iniciar e finalizar projetos de forma rápida, com mais qualidade, otimizando todos os recursos e objetos utilizados.

Como serviu de base para sua criação, o planning poker centraliza suas ações nos três papéis principais do Scrum: 

  • Scrum Master: quem coordena a equipe e muitas vezes trabalha junto com o gerente de projetos. É o líder;
  • Product Owner: o dono do produto, isto é, aquele que vai delatar a problemática, responsável por uma temática e que inicia a discussão;
  • Team: que corresponde ao time de desenvolvimento do produto, que vai debater em conjunto as soluções até chegar em um consenso.

Quais os benefícios do planning poker?

Utilizar o Planning Poker traz vários benefícios para o seu projeto, principalmente aqueles voltados ao desenvolvimento de software e outros trabalho de tecnologia da informação.

São as principais vantagens:

  • Proporcionar melhores resultados no projeto e no trabalho já que reúne todo o time para debater os prazos e o processo;
  • Aumentar o engajamento da equipe, pois todos passam a ter ciência da demanda e pensar em conjunto nas melhores soluções. Esse brainstorming estimula o trabalho de equipe e a integração com todo o time;
  • Favorecer maior clareza nas tarefas, uma vez que todos estão ali ouvindo os problemas e soluções, dando espaço para tirar dúvidas;
  • Organizar as próximas tarefas conforme sua dificuldade, dando maior importância e detalhamento para as mais difíceis;
  • Evitar a ancoragem, que é quando uma pessoa mais experiente no grupo ou que tem mais conhecimento da empresa faz a sua estimativa e todos os outros, seja por insegurança ou falta de capacidade e vontade de estimar, classificam o projeto da mesma forma, com a mesma complexidade;
  • Prevenir contra imprevistos já que usa de estimativas para sua resolução, o que evita que imprevistos e intercorrências ocorram para atrapalhar o andamento;
  • Aumentar a confiabilidade das estimativas, pois são diversas cabeças pensando juntas e chegando ao fator que concordam.

Afinal, como e quando usar o planning poker?

Utiliza-se o planning poker na priorização de tarefas e na estimativa de esforço para concluí-las. Por ser um tipo de jogo de cartas, cada uma delas recebe o número de uma sequência de valores. 

Na maioria das vezes a sequência é baseada numa parte da sequência de Fibonacci modificada: 0, ½, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40 e 100, e também os símbolos “∞”, “?” e uma xícara de café.

Além disso, é importante lembrar que os valores da sequência apresentada não representam as horas de trabalho que serão gastas em cada item, mas apenas a indicação da complexidade das tarefas do backlog de um produto.

Outro ponto importante é que uma carta com valor baixo significa que não há nada ou há pouca coisa para concluir o projeto. Conforme o número da carta é mais alto vai refletir mais complexidades para estimar a conclusão do projeto.

Passo a passo do planning poker scrum

Agora que você já sabe o que é o planning poker e como ele funciona, chegou a hora de colocar em prática. 

Confira as principais etapas para realizá-lo. 

#1 Descrever o product backlog

A reunião começa com o Product Owner mostrando o item que precisa resolver e descrevendo-o para a equipe.

#2 Fazer a estimativa individual

Em seguida, o item é discutido entre as partes e cada integrante do time de desenvolvimento faz a sua estimativa individual, escolhendo a carta do baralho que julga ser a mais adequada.

#3 Exposição das opiniões dos participantes

Após as escolhas, cada um mostra as suas cartas e se todas as pessoas tiverem feito a mesma escolha, a estimativa do item é finalizada, se não é preciso abrir uma discussão para as opiniões serem expostas e definidas.

#4 Decisão baseada no consenso

É feita a decisão da solução do problema convergindo tudo o que foi sugerido e estimado. 

Agora você já sabe o que é Planning Poker e como essa ferramenta pode ser usada para auxiliar no processo de criação de um software. Só depende de você para ela acontecer.

Essa é uma técnica que certamente vai ajudar a garantir o sucesso do seu projeto, por isso vale a pena conhecê-la bem antes de colocá-la em prática!

Gostou do conteúdo? Acompanhe nosso blog e saiba mais sobre as metodologias ágeis e como elas podem melhorar a qualidade do seu trabalho. 

O que é uma oferta pública de ações? Entenda como funciona o processo

O lançamento de uma empresa na bolsa de valores costuma ser um momento marcante para a organização e seus potenciais investidores. Nesse sentido, entender o que é uma oferta pública de ações pode te ajudar a encarar o momento com mais preparo, inclusive, identificando boas opções para investimento. 

A oferta pública de ações pode acontecer tanto no formato de um IPO, quanto de um OPA. As siglas te confundem? Não se preocupe! Ao longo do artigo de hoje, falaremos com detalhes sobre o significado de cada uma delas.

O que é oferta pública?

Antes de mais nada, um pouco de contexto. Uma oferta pública é a formalização de movimentos de uma empresa na B3, a Bolsa de Valores do Brasil. 

Esses movimentos podem representar o início da disponibilização de ações ao mercado, o lançamento de novas circulações (no caso de empresas já listadas na B3) ou ainda sua retirada total ou parcial deste mercado.  

Dependendo de seu objetivo, a oferta pública de ações ganha uma nomenclatura específica. As ações de entrada na B3 são chamadas de IPO. O lançamento de novos lotes são os Follow on. Por fim, a retirada de parte ou da totalidade de ações no mercado ganha o nome de OPA. 

Logo em seguida, falaremos um pouco mais sobre cada uma das ofertas. 

Qual a diferença entre IPO e OPA?

Como você viu no tópico anterior, IPO e OPA são dois tipos de ofertas públicas de ações. Entretanto, suas motivações são diferentes. Enquanto o IPO representa a Oferta Pública Inicial das ações da empresa na Bolsa de Valores, e o início da negociação de seus papéis, a OPA representa o oposto.

Quando uma empresa anuncia a sua Oferta Pública de Aquisição, ela tem a intenção de reduzir sua participação neste mercado, ou até mesmo fechar o capital, encerrando de vez sua participação na B3. 

Vamos destrinchar um pouco mais a ideia de IPO e OPA no contexto de uma oferta pública de ações? 

IPO – Initial Public Offering (Oferta Pública Inicial)

O IPO é a formalização da intenção de abertura de capital de uma empresa. No momento de seu IPO, a organização emite valores mobiliários e, dessa forma, passa a integrar o rol de participantes da B3. 

Curiosidade interessante: a oficialização de abertura do capital de uma empresa modifica a terminologia da organização, de Ltda (Limitada) para S/A (Sociedade Anônima). Isso porque, no processo de compra e venda de ações, os investidores tornam-se, de alguma forma, sócios anônimos do negócio. 

As ações ofertadas no IPO podem ocorrer de duas formas diferentes, as chamadas “ofertas primárias” e as “ofertas secundárias”. As primárias representam a venda de novas ações emitidas pelas empresas. O capital obtido nas operações primárias é direcionado ao caixa da própria empresa, e são utilizados para novos investimentos. 

Já a oferta pública de ações secundária diz respeito à comercialização de ações que já existiam. Nesse caso, os sócios detentores dos papéis são “revendidos” no mercado, e o dinheiro resultante desta transação vai diretamente para os proprietários das ações vendidas, e não para a empresa. 

OPA – Acquisition Public Offering (Oferta Pública de Aquisição)

Em uma oferta pública de ações do tipo OPA, a intenção é encerrar ou reduzir a negociação de suas ações na B3, tornando-se novamente uma empresa de capital fechado. 

Como funciona uma oferta pública de ações

Agora você sabe o que é uma oferta pública de ações e quais os tipos praticados no mercado. O que você ainda não sabe é como funciona uma oferta como essa: quais os passos necessários para a empresa e de que maneira ela se organiza interna e externamente. 

A seguir, resumimos o passo a passo para a realização de uma IPO, Oferta Pública Inicial, para que você tenha uma visão ainda mais ampla do processo. 

Etapa 1: preparação e auditorias

As fases iniciais costumam ser as mais extensas do processo. Para abrir seu capital, a empresa precisa ter e apresentar três anos de balanços auditados. Isso reforça a confiabilidade do negócio e garante sua atratividade na bolsa. 

Nesta etapa, também acontece a definição das características da operação, como volume previsto de captação de recursos, composição e quantidade de ações disponibilizadas, etc. 

Fase 2: criação e apresentação do roadshow

Roadshow é o nome dado à apresentação do projeto de oferta pública de ações da empresa para o mercado. Os encontros são presididos pela equipe de analistas financeiros envolvidos na operação — e que, aqui, atuam como representantes da empresa — e direcionados a potenciais investidores. 

Quem participa do roadshow? Além dos assessores financeiros e de grandes investidores em potencial, fazem parte do encontro os altos executivos da empresa, que se colocam à disposição para esclarecer dúvidas e evidenciar a transparência da empresa para com seus novos sócios em potencial. 

Etapa 3: registro na CVM e listagem na B3 

Esta é a etapa de formalização da listagem da empresa na B3. O primeiro passo do processo é o registro da empresa na CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, reguladora do mercado de capitais. 

Em paralelo, a empresa deve solicitar sua listagem na B3, fator essencial para a abertura das negociações no pregão.

Fase 4: criação do prospecto

O prospecto é a “carteira de identidade” de uma ação na B3. Ele apresenta todas as informações necessárias para que o investidor interessado conheça, identifique e entenda os princípios e objetivos da empresa que oferece suas ações. 

Bons investidores sabem que a leitura do prospecto é um passo importante para a realização de análises fundamentalistas bem embasadas, que levam a tomadas de decisão seguras. 

Além de informações sobre o histórico da empresa, os prospectos trazem dados importantes sobre a própria oferta, como as condições da operação e seus fatores de risco. 

Etapa 5: bookbuilding

Antes da comercialização efetiva das ações, acontece um “período de reserva”, no qual investidores que não tiveram a oportunidade de participar dos roadshows e pontuar com antecedência seu interesse nas ações podem pontuar quantas ações desejam comprar e reservar alguns papéis.

O processo é feito por meio de corretoras de valores pré-cadastradas. 

O resultado do período de reserva leva as empresas ao bookbuilding. Esse período considera o montante de ações reservadas e a média dos valores oferecidos pelos papéis. 

Essa média ajuda a estabelecer o preço efetivo de lançamento das ações, tomando como base projeções reais de interesse de potenciais compradores. 

Fase 6: lançamento das ações na bolsa

O chamado Dia D é o dia em que a empresa lança oficialmente suas ações no pregão. 

O acompanhamento da performance das ações nesse dia é um indicativo da receptividade do mercado ao IPO, mas não deve ser tomada como verdade absoluta. Ao longo do período pós-lançamento, ações que obtiveram um start favorável podem cair até atingirem o nível de estabilidade. 

Quem pode fazer oferta pública?

Qualquer empresa registrada na CVM e listada na B3 pode fazer uma oferta pública de ações, seja ela IPO, Follow on ou OPA. 

É importante que, seja qual for o movimento feito pela empresa, a etapa de planejamento citada no tópico anterior aconteça com critério e sabedoria, preferencialmente contando com o apoio de um time de assessores financeiros que conheça a natureza do negócio, bem como as tendências e o funcionamento do mercado.

Vale a pena investir em ofertas públicas de ações?

A resposta é: depende! Assim como acontece com todas ações negociadas na B3, é preciso analisar os papéis com cautela. O objetivo é compreender se aquilo que é ofertado condiz com o seu perfil de investidor e com as suas expectativas naquele momento. 

No caso de um IPO, por exemplo, é comum que haja uma supervalorização da empresa no momento de sua entrada na bolsa. Por isso, a análise fundamentalista e a leitura detalhada do Prospecto podem ajudar a ter uma visão de médio prazo mais acurada e realista sobre o potencial do papel. 

Além da análise fundamentalista, outra dica é pedir opinião a especialistas de mercado e corretores de valores, que podem emitir relatórios que ajudam a orientar a escolha da movimentação realizada. 

Aprenda a investir na Bolsa de Valores!

Mas nem só de ofertas públicas de ações vive o investidor da Bolsa! Existem muitas outras movimentações possíveis e indicadas para os diferentes perfis de investidores.

E a melhor forma de conhecer cada uma delas é mergulhando no curso Introdução ao Universo de Trading. Assim, você aprenderá os principais conceitos do mercado de ações. Faça sua inscrição!

*Créditos imagem de capa: Orientador foto criado por pch.vector – br.freepik.com

Rede Mundial de Computadores: como evoluiu

Quantas vezes você já conseguiu resolver alguma coisa sem sair de casa, graças a internet? A Rede Mundial de Computadores já se tornou algo tão natural nas nossas vidas, que fica difícil encontrar uma resposta.  

Mas você sabe como a web surgiu e por que ela se tornou tão popular? Neste artigo, te explicaremos sobre a origem da Rede Mundial de Computadores e qual a função da internet.   

O que é Rede Mundial de Computadores?

A Rede Mundial de Computadores é um conjunto de dados e documentos, geralmente em formato HTML, que podem ser acessados através de um navegador conectado à internet em qualquer lugar do mundo. 

Provavelmente você não conhece a Rede Mundial de Computadores por esse nome, mas com certeza a conhece por Web ou WWW – sigla para World Wide Web.  

Como surgiu a internet?

A internet surgiu em 1969 quando um computador na Universidade da Califórnia se conectou a outro que estava na Universidade Stanford através de um e-mail. 

Entretanto, ela só veio se popularizar em 1990 com a criação da WWW. O responsável pela Rede Mundial de Computadores foi o cientista da computação, Tim Berners-Lee, que desenvolveu um projeto de documentos ligados por hiperlinks visualizados por browsers

Linha do tempo da internet 

Criada há mais de 50 anos, a internet tem momentos marcantes ao longo da sua história. Confira alguns desses fatos abaixo:

  • 1969: envio do primeiro e-mail;
  • 1985: criação do primeiro domínio de internet;
  • 1990: lançamento da primeira página web;
  • 1994: criação do primeiro blog, Open Diary, do pesquisador brasileiro Cláudio Pinhanez;
  • 1997: o Wi-Fi é criado; 
  • 2001: Wikipédia foi lançada;
  • 2004: chegada das redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter;
  • 2007: lançamento do iPhone e maior comercialização de smartphones;
  • 2014: início do vigor do Marco Civil da Internet no Brasil.

Popularização da internet

Depois da criação da Rede Mundial de Computadores, em 1990, a internet tornou-se popular entre universidades e laboratórios.  

Apenas no final dos anos 90 que houve um boom da internet e ela tornou-se acessível para todos. A partir daqui, houve um grande crescimento de sites comerciais, empresas investindo no digital e também a criação de redes sociais para interação entre os usuários.  

Evolução da internet para a rede mundial de computadores

Desde a sua criação, a World Wide Web passou por diversas transformações. À medida que nós e a tecnologia evoluímos, a rede mundial de computadores também se modificou. 

A internet no mundo globalizado
Rede Mundial de Computadores criou uma verdadeira evolução da web em tão pouco tempo.

Abaixo, falamos sobre as transformações da web até os dias atuais:   

Web 1.0

A Web 1.0 se refere aos seus primeiros anos de criação, em meados do início dos anos 90. 

Inicialmente, a primeira versão da web possuía uma estrutura estática, sem nenhum tipo de interação com o usuário que estava acessando a página. O principal objetivo das páginas na Web 1.0 era fornecer informações em sites de empresas ou portais de negócios.

Web 2.0

Ao contrário da primeira fase, na versão 2.0 da World Wide Web o usuário já começa a ter liberdade para interagir com as páginas e compartilhar as informações publicadas por sites e jornais.

Além disso, os usuários também podem publicar os seus próprios conteúdos. Por exemplo, foi nesse período da Web 2.0, situado nos primeiros anos de 2000, que blogs, fóruns e redes sociais, como o Orkut, começaram a se popularizar com a grande característica de ter conteúdos nichados. 

Web 3.0

A terceira fase da web é chamada de Web Semântica. Além da interatividade, marco da Web 2.0, a terceira versão da internet passa a contar com a interação também entre humanos e máquinas.

Essa troca com as máquinas transformou o nosso uso com a Web. A partir daqui, as nossas interações começaram a ser pautadas por lógicas algorítmicas, que otimizam processos e analisam o nosso comportamento.   

Web 4.0

Por fim, chegamos na versão atual da internet, a denominada Web 4.0. Imersos cada vez mais em uma cultura digital, ela é baseada em princípios de mobilidade e onipresença

É nesta fase que a Web passa a integrar praticamente todos os âmbitos das nossas vidas e se perde a distinção do online e do offline. Todas as coisas estão integradas através de um sistema inteligente e dinâmico pensado para proporcionar uma experiência omnichannel à população. 

Paralelo a isso, a Web 4.0 também marca a popularização do Big Data, a preocupação com a privacidade de dados pessoais e o uso excessivo das tecnologias.  

Como é a estrutura atual da internet?

A transformação digital que estamos imersos, faz parecer muito simples o nosso acesso à internet. Entretanto, para que consigamos nos conectar a pessoas de qualquer lugar do mundo, existe uma grande estrutura por trás. 

Primeiramente, os backbones, responsáveis pelo envio e recebimento de dados na rede, distribuem a informação utilizando a tecnologia TCP/IP para onde os dados devem ser enviados. 

Depois disso, a internet vai para os provedores de acesso que a distribuem para os provedores de serviços através da conexão com os backbones. 

A partir disso, os provedores distribuem a conexão para os usuários finais. E, por fim, a internet chega aos nossos dispositivos para que possamos usá-la como fazemos diariamente. 

Elementos da Rede Mundial de Computadores

Para funcionar, a Rede Mundial de Computadores depende de uma série de elementos. Abaixo, falaremos de alguns elementos:

1 – HTTP: o HyperText Transfer Protocol é uma série de documentos interligados por hipertexto. Esse é o protocolo básico da Web;

2 – URL: Uniform Resource Locator é onde estão localizadas as páginas e arquivos na Web. Cada elemento precisa de uma URL própria;

3 – Domínio: é a URL principal do site. Normalmente, é formada pelo nome do site, o tipo de site (.com, .net, .org, .gov, entre outros) e o país de origem (.br, .pt, etc). Por exemplo, o domínio do Governo Federal: https://www.gov.br/;

4 – HTML: uma das principais linguagens de programação, o HyperText Markup Language serve para definir o significado e a estrutura das páginas de um site;

5 – Hospedagem: é onde são armazenados todos os dados e documentos que fazem parte do site.  

Qual a importância da rede mundial de computadores

A web tornou-se um espaço cada vez mais importante pelas diversas possibilidades que ela nos oferece. Ela transformou profundamente a forma como nos relacionamos, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Além disso, hoje nós conseguimos resolver quase tudo da nossa vida em apenas alguns segundos, desde atendimento bancário, a uma compra online ou até mesmo uma consulta médica.

É praticamente impossível pensar a nossa vida sem a internet e os seus benefícios.