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Investir em banco ou corretora? Quais as diferenças?

O que é mais prático e lucrativo: investir em banco ou corretora? Se você pensa em começar a aplicar na bolsa de valores ou fazer investimentos em renda fixa, provavelmente já se perguntou isso.

Essas dúvidas podem fazer com que muitos investidores iniciantes fiquem paralisados, sem entender as diferenças entre banco e corretora e, por vezes, não tomando a melhor decisão de acordo com as suas necessidades.

A questão é que esse não deveria ser um impedimento para começar os seus investimentos, certo? Afinal, quanto antes der início à construção da sua carteira de aplicações, melhor para você!

Ao mesmo tempo, entendemos que quando o assunto é nosso dinheiro, queremos ter certeza de que ele está sendo utilizado para os fins certos, sendo bem investido e, é claro, rendendo bem.

Os bancos são instituições bem consolidadas no cenário brasileiro e, por isso, oferecem uma segurança maior na visão de alguns investidores iniciantes. Até por conta da falta de conhecimento e de educação financeira no momento de investir, muitos acabam optando por essas organizações.

Por outro lado, as corretoras podem apresentar inúmeros benefícios, tanto para quem vai começar a aplicar pouco dinheiro quanto para aquele que já investe mais. 

Além disso, pelas inúmeras opções que existem, é possível encontrar a que seja ideal para seus propósitos – e seu bolso.

Mas, então, devemos investir no tesouro direto pelo banco ou corretora? E no caso da bolsa de valores? A verdade é que no mundo dos investimentos, muitas vezes, não existem respostas simples. 

Ainda assim, iremos apresentar várias informações relevantes para que entenda o que é melhor para você. Vamos refletir um pouco mais sobre o assunto? Boa leitura!

Comparações e diferenças entre banco e corretora

Não tem como definir se é melhor investir em banco ou corretora se não fizermos uma boa comparação, certo? 

Afinal, são dois serviços muito utilizados e que possuem grandes referências dentro do mercado de capitais. As principais questões que vamos analisar neste momento são:

  • segurança;
  • diversificação;
  • rentabilidade;
  • atendimento;
  • cobrança de taxas.

Segurança

Quando o assunto é o nosso dinheiro e investimentos, a segurança é uma das primeiras questões em que pensamos. 

Como falamos, pelos bancos serem instituições consolidadas, muitos acreditam que eles são mais seguros. Mas a verdade é que as corretoras (quando escolhemos uma boa) também oferecem muita segurança.

Quando pensamos se é melhor investir no tesouro direto pelo banco ou corretora, por exemplo, no quesito segurança os dois oferecem as mesmas soluções. Isso porque esse tipo de investimento é garantido pelo Tesouro Nacional, e não pela instituição. Além disso:

  • o CDB, LCI e LCA são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos);
  • os fundos são garantidos pelos ativos que os contêm;
  • as ações e debêntures são garantidas pelas empresas que as emitem. 

A grande questão é que uma corretora de confiança irá dar todas as informações para que você se sinta seguro. Além disso, normalmente oferecem um maior portfólio de investimentos, que veremos a seguir.

Diversificação

Essa é uma das principais questões quando estamos falando sobre as diferenças entre bancos e corretoras. Isso porque os bancos oferecem muitos outros serviços além de investimentos, como seguros, créditos, poupanças, entre outros.

Isso pode fazer com que o investidor não tenha espaço para diversificar os investimentos. Outro ponto que merece destaque é que os bancos acabam ficando restritos aos produtos da sua própria instituição.

Por exemplo, se você quer investir em CDB, então o banco provavelmente irá oferecer apenas opções de seus créditos bancários – afinal, eles querem que você invista em seus produtos, não dos concorrentes. Isso faz sentido do ponto de vista dessas instituições. Mas e o que é melhor para você?

As corretoras, por outro lado, costumam ter um leque muito mais diversificado de opções, de diferentes estilos, liquidez, preço mínimo para entrar e até mesmo rentabilidade. 

Ou seja, fica muito mais fácil encontrar o investimento que tem mais a cara do seu perfil de investidor.

Rentabilidade

Esse é um dos assuntos que mais preocupa os investidores, certo? A verdade é que normalmente é possível encontrar aplicações mais rentáveis nas corretoras, principalmente quando não temos muito dinheiro para aplicar.

Até mesmo por conta da diversificação, podemos ver produtos com maior rentabilidade nas corretoras como, por exemplo, CDBs que pagam acima de 120% do CDI. 

Nos bancos, essas opções mais rentáveis muitas vezes não são acessíveis, estando disponíveis apenas para quem tem muito dinheiro para investir.

>>> Indicação de leitura: Rentabilidade: significado, tipos e como calcular

Atendimento

Quando você tem milhões para investir, é provável que terá um atendimento diferenciado tanto no banco quanto nas corretoras. Mas e quando esse não for o caso? 

Será que as duas instituições se propõem a tirar dúvidas e estão preparadas para aconselhar o pequeno investidor a começar?

É possível que você não encontre esse tipo de atendimento nos bancos. Entretanto, algumas corretoras oferecem serviços para tirar dúvidas sobre investimentos por meio dos chats em seus sites. Esse já é um grande diferencial, certo?

Cobrança de taxas

Por fim, a última diferença entre banco e corretora que trouxemos está relacionada a taxas e tributos, ou seja, quanto essas instituições irão cobrar pelos seus serviços.

Em um primeiro ponto, devemos considerar que as corretoras dificilmente cobram pela abertura da conta. Em alguns casos, inclusive, possuem taxas isentas para operar o tesouro direto. 

É o caso da Rico, por exemplo, em que você não paga nada para investir em renda fixa. Nesse caso, dá para entender se é melhor investir no tesouro direto pelo banco ou corretora, certo?

Investir em banco ou corretora: o que é melhor?

Agora que você conhece os principais detalhes e diferenças entre banco e corretora, se sente mais confortável para tomar essa decisão? O importante é sempre pesquisar sobre as suas opções para encontrar a ideal para você.

Se optar pelo banco, é provável que fique com o que você já possui uma conta. Mas se quiser investir pela corretora, fica uma dúvida: dentre as várias que existem, como escolher?

Afinal, cada corretora tem os seus produtos e serviços a serem oferecidos. Cabe ao investidor decidir qual irá atender melhor às suas necessidades.

Separamos alguns conteúdos que podem ser interessantes para você:

Saber definir entre investir em banco ou corretora faz muita diferença para os seus investimentos. Porém, há outro ponto fundamental para realizar bons aportes: o conhecimento.

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Qual a diferença entre liquidez e rentabilidade? Saiba o que priorizar

Conhecer o tripé de investimentos é fundamental para quem quer começar a investir, uma vez que influencia diretamente no tipo de aplicação que fazemos. Essa tríplice é composta por: segurança, liquidez e rentabilidade.

A segurança é um conceito fácil de ser compreendido, já que está relacionado aos riscos que estamos dispostos a correr em algum investimento. Por outro lado, entender o significado de liquidez e rentabilidade e, principalmente, como se comportam, pode ser um pouco mais complexo.

A decisão sobre em qual tipo de investimento colocar o seu dinheiro é feita considerando tanto as características dos ativos quanto o seu perfil de investidor. Mas, para definir essa última questão, precisamos entender qual a diferença entre liquidez e rentabilidade.

Então, como aproveitar esses conceitos para fazer escolhas mais eficientes e que se encaixem com o seu perfil? Como diferenciar os dois termos? De que forma isso influencia nos seus investimentos? Falaremos mais sobre isso neste artigo. Continue a leitura!

Qual a diferença entre liquidez e rentabilidade?

A melhor maneira de pensar na diferença entre esses dois termos é entendendo o conceito de cada um, como faremos a seguir.

O que é rentabilidade?

A rentabilidade corresponde ao retorno financeiro que pode ser obtido por meio de um investimento. Ou seja, quanto maior for a rentabilidade de uma aplicação, maior será a possibilidade de ter bons ganhos.

Normalmente, na renda fixa é indicada como uma taxa de quanto sua aplicação vai pagar sobre o valor investido. Podemos entender também como uma porcentagem que indica o quanto você irá receber.

Por exemplo, uma rentabilidade de 5% ao ano mostra que, após um ano investido, você terá essa porcentagem de retorno sobre o investimento inicial. Ou seja, se tiver investido 1.000 mil reais, então esse retorno será de R$ 50, o equivalente a 5% de R$ 1 mil.

Entretanto, para investimentos de alta volatilidade, como na renda variável, é mais difícil “prever” a rentabilidade, uma vez que pode variar conforme o sucesso ou fracasso de cada papel.

Já as aplicações em renda fixa são as únicas que indicam o quanto seu dinheiro pode render logo no momento da aplicação.

Além disso, devemos entender que quanto maior a rentabilidade, maiores são os riscos

Então, os investimentos que são mais rentáveis normalmente são os de renda variável. Já os de renda fixa, exatamente por serem mais previsíveis, costumam oferecer um retorno menor.

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O que é liquidez?

Podemos definir a liquidez pensando na facilidade e até mesmo na possibilidade de resgatar o valor que foi investido, assim como seu lucro. Também podemos explicar esse conceito como a velocidade em converter uma aplicação em dinheiro.

Basicamente, quando falamos sobre liquidez, estamos nos referindo ao tempo do investimento. Isso porque existem aplicações em que você deixa o seu dinheiro rendendo e pode retirar o valor investido e o lucro quando quiser. 

Por outro lado, outros tipos de investimento possuem a liquidez de anos, o que significa que mesmo que você precise, não conseguirá retirar o valor investido sem ter algum tipo de perda.

Para entender melhor, vamos ver os tipos:

  • liquidez alta: possuem maior facilidade para o resgate dos investimento, como é o caso de CDBs (dependendo do tipo escolhido), ações (que também variam de acordo com o ativo) e até o Tesouro Direto (que costuma apresentar melhores opções que a poupança);
  • liquidez baixa: o investidor só consegue resgatar o valor do papel sem perdas no prazo de vencimento, que varia de acordo com a aplicação. É o caso de investimentos como Letras de Câmbio (LCs) que podem oferecer rentabilidade de até 120% do CDI ou LCIs e LCAs, que são bons ativos para quem conta com um aporte maior.

A grande questão em relação à liquidez é pensar em suas metas e objetivos. Os investimentos com baixa liquidez podem ser indicados para quem tem planos de médio e longo prazo, já que normalmente possuem uma melhor rentabilidade. 

Entretanto, é fundamental ter certeza de que não precisará do dinheiro antes do prazo para conseguir obter todos os lucros.

Por essas questões, ressaltamos a importância de ter uma reserva de emergência, principalmente quando falamos de investimentos de médio e longo prazo. 

Afinal, nunca podemos prever o dia de amanhã e a reserva serve exatamente para dar uma maior segurança à nossa saúde financeira.

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Agora você já entende quais as diferenças entre liquidez e rentabilidade. Mais do que isso, conhece o impacto dos dois nos investimentos. Já consegue visualizar a relação entre os dois? Vamos falar um pouco sobre isso.

Qual a relação entre liquidez e rentabilidade?

Acabamos de descobrir que a rentabilidade está relacionada ao retorno financeiro que obteremos com um investimento, enquanto a liquidez em quanto tempo conseguimos resgatar esse valor.

Mas, afinal, como essas duas questões estão relacionadas? Como vimos, é essa interação que caracteriza as alternativas do mercado, junto com o fator segurança, formando o tripé de investimentos.

A grande questão é, na maioria dos casos, quanto mais alta a liquidez, mais baixa a rentabilidade

Ou seja, esses termos costumam ser inversamente proporcionais, o que indica que os investimentos mais longos normalmente trazem retornos maiores.

Mas, então, o que devemos priorizar ao escolher quais aportes investir? Tudo depende dos seus objetivos

Por exemplo, se você já possui uma reserva de emergência e quer comprar um apartamento em 10 anos, então um investimento que tenha uma alta rentabilidade, mas uma baixa liquidez pode ser uma boa alternativa.

Entretanto, se você não sabe se irá precisar desse dinheiro que está investindo em pouco tempo, então provavelmente a melhor opção é uma aplicação com alta liquidez, mesmo que renda um pouco menos.

Pode parecer complexo, mas a verdade é que sempre precisamos priorizar a nossa saúde financeira. Por isso, recomendamos criar uma reserva de emergência. Ao mesmo tempo, uma boa alternativa é ter uma carteira diversificada de investimentos.

Assim, você consegue manter ativos com diferentes tipos de liquidez e rentabilidade. Nessa situação, mesmo que você precise retirar uma parte do valor dos investimentos, consegue fazer isso do que possui alta liquidez, sem prejudicar os outros aportes.

A grande questão é que se o seu capital estiver bem distribuído em diferentes investimentos, há uma maior possibilidade de ter mais lucros do que prejuízos.

Mas a outra dica que podemos dar é se aprofundar cada vez mais nos temas relacionados a investimentos. Aprender sobre liquidez e rentabilidade é apenas o primeiro passo.

Nessa busca por aprendizado, não podemos deixar de pensar na importância dos indicadores econômicos. Afinal,  no mercado financeiro tudo está conectado e uma questão pode afetar a outra. 

É o caso, por exemplo, dos indicadores macroeconômicos. Você já deve ter ouvido sobre eles: PIB, inflação, taxa de juros e muitos outros. Quer saber mais sobre os impactos deles nos seus investimentos? Confira este vídeo:

Além disso, aqui na Faculdade XP temos diferentes opções de artigos e vídeos para que você continue aprofundando os seus conhecimentos. Confira este curso incrível sobre o assunto:

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Touro de Wall Street: tudo sobre o Charging Bull da Bolsa de NY

O Touro de Wall Street é reconhecido mundialmente como um símbolo de sorte. Reza a lenda que agarrar seus chifres ou coçar seu focinho atrai o sucesso. 

Mas, você conhece a história da obra e sabe o motivo dela ser tão representativa não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo?

Neste artigo, você vai conferir todas as informações sobre a escultura, desde a sua criação até as oposições existentes.

Acompanhe a leitura!

O Touro de Wall Street

Escultura do touro de wall street

O nome oficial do Touro de Wall Street é Charging Bull — que em tradução livre para o português, significa “Touro em investida”. 

A escultura de bronze pesa 3,2 toneladas e fica no Bowling Green Park, localizado no distrito financeiro de Wall Street, região sul de Manhattan, Nova Iorque.

Ela foi idealizada por Arturo di Modica e instalada em dezembro de 1989, como uma forma de arte de guerrilha. A obra representa um touro em posição de ataque, e simboliza um mercado financeiro forte (bull market).

Logo após sua instalação, tornou-se uma das atrações turísticas mais populares da cidade.

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A história da estátua

O artista idealizou a estátua depois do colapso do mercado acionário de 1987 e, dois anos depois, presenteou Nova Iorque com a obra, “símbolo da força e do poder do povo americano”.

Modica gastou US$ 360 mil na escultura, que foi instalada em frente ao prédio da Bolsa de Valores, na Broad Street, no dia 15 de dezembro de 1989.

O touro foi apreendido pela polícia da cidade e levado a um estacionamento. Entretanto, um protesto público fez com que o Departamento de Parques e Recreação de Nova Iorque instalasse a estátua dois quarteirões ao sul da Bolsa, em Bowling Green.

Com isso, no dia 21 de dezembro de 1989, exatamente uma semana depois. houve uma cerimônia de instalação.

Quem foi Arturo di Modica, o criador do Charging Bull

Arturo Di Modica, filho de Giuseppe e Angela Di Modica, nasceu no dia 26 de janeiro de 1941 em Sicília, na Itália, pouco antes da invasão das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Seu pai era dono de uma mercearia e sua mãe era dona de casa. Ele foi inspirado pelos antigos artefatos gregos e romanos de sua casa na infância.

Seu pai não queria que ele se tornasse um artista, por isso, ele fugiu aos 18 anos para Florença para seguir sua carreira de escultor.

Ao chegar em Florença, Di Modica aceitou trabalhos braçais para sobreviver. Além disso, ele também estudou na Accademia di Belle Arti di Firenze.

Por não ter recursos para usar as fundições locais, ele construiu suas próprias ferramentas de forjamento e metalurgia.

Sua primeira apresentação foi na Villa Medici, em 1968, com peças brutas de bronze abstrato.

Di Modica foi amplamente conhecido por sua escultura Charging Bull e, em 1999, recebeu a Medalha de Honra Ellis Island.

Em 2018, foi citado pelo escritor de arte Anthony Haden Guest, ao descrever sua motivação para o Charging Bull.

“Meu ponto era mostrar às pessoas que, se você quiser fazer algo em um momento onde as coisas estão muito ruins, você pode fazê-lo por si mesmo. Meu ponto era que você deve ser forte.”

Em 2004, aos 63 anos, Di Modica disse: “Tenho muita arte para criar. Tenho mais 15, 20 anos para fazer algo bonito”.

Ele morreu em 19 de fevereiro de 2021, em sua cidade natal, Vittoria, na Sicília, após lutar contra o câncer durante vários anos.

O que o símbolo de Wall Street significa

O Touro de Wall Street nada mais é do que uma metáfora sobre o mercado de ações em alta, pois o touro ataca de baixo para cima com seus chifres.

Por outro lado, o urso, que simboliza o mercado em baixa, ataca de cima para baixo com suas garras.

Inclusive, foi a partir das características de cada um desses animais que os termos bull market e bear market foram criados.

O touro e urso

o touro e o urso

O Touro de Wall Street inspirou a escultura “O Touro e o Urso”, instalada em 1985 em frente à Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, para a comemoração do aniversário de 400 anos do principal mercado da Europa.

Críticos e defensores do Touro de Wall Street

O Touro de Wall Street tem sido muito criticado a partir da perspectiva anticapitalista. Protestos do Occupy Wall Street usaram a figura do touro como símbolo da ganância corporativa.

Em 2011, uma imagem do grupo Adbusters, que representa uma dançarina de balé de arabesque sobre a escultura, foi utilizada para divulgar os protestos que aconteceriam.

Devido às manifestações, a polícia cercou o touro por barricadas e o guardou até 2014.

O símbolo de Wall Street também foi comparado ao bezerro de ouro, adorado pelo povo de Israel durante o Êxodo do Egito.

Nos protestos, em vários momentos um grupo inter-religioso, composto por líderes religiosos, ministrou a procissão de uma figura de bezerro de ouro, modelado com base no touro.

Em 2014, uma grande pinhata de papel-machê, feita pelo designer Sebastian Errazuriz, para um festival de design de Nova Iorque, foi recebida como uma lembrança do bezerro de ouro e do Charging Bull.

Além disso, comentaristas das religiões judaica e cristã também compararam o touro ao bezerro de ouro.

Estátua é alvo de protestos

O maior protesto foi realizado no dia 7 de março de 2017. Na véspera do dia internacional de mulher, a estátua de uma menina de 1,30m de altura e 110kg foi posicionada diante do touro, com uma postura destemida.

A Fearless Girl, encomendada pela State Street Global Advisors e criada pela artista plástica Kristen Visbal, foi pensada para destacar o papel das mulheres no mercado financeiro e estimular as companhias a contratarem mulheres para posições de liderança.

“Saiba do poder da mulher na liderança. Ela faz a diferença”, diz a placa sob a estátua.

A princípio, a Menina Sem Medo recebeu autorização para permanecer no local durante uma semana, porém a licença foi estendida e a escultura só foi removida em novembro de 2018, após muitas queixas do criador do Touro de Wall Street, Arturo Di Modica.

Para ele, a menina manchava seu trabalho, pois dava ao touro um caráter negativo.

Inclusive, o artista chamou a Fearless Girl de “truque publicitário” — e não estava totalmente errado, pois, como mencionamos, a escultura foi uma iniciativa da State Street Global Advisors, uma das maiores empresas do setor financeiro.

Um dos pontos turísticos mais famosos de NY

O Touro de Wall Street se tornou um dos pontos turísticos mais famosos de Nova Iorque. A visitação é de graça e, normalmente, está cheia de turistas, e, embora algumas pessoas tentem organizar filas, a organização não costuma durar muito.

Apesar de existirem muitas interpretações sobre o touro, a New York Stock Exchange considera o Charging Bull como o retrato dos investidores mais arrojados da bolsa de valores.

Além disso, existe uma lenda popular, um tanto quanto curiosa, em torno da estátua: as pessoas acreditam que esfregar as mãos no focinho, no chifre ou nos testículos do Touro de Wall Street traz muito dinheiro, sorte e prosperidade.

Se funciona ou não, não há como saber. A verdade é que diversos visitantes acreditam na lenda e estão dispostos a comprová-la.

A escultura fica localizada no Financial District, sul de Manhattan, em frente ao Bowling Green, o parque mais velho de Nova Iorque.

Caso você esteja pela região, é bem fácil de chegar de metrô, usando a linha 1 vermelha e saltando na estação Rector Street, pertinho da Times Square.

O Touro de Ouro da B3

No Centro Histórico de São Paulo, a Bolsa de Valores do Brasil, B3, inaugurou uma escultura chamada Touro de Ouro, inspirada no Charging Bull de Nova Iorque.

Seguindo com a B3, a estátua foi um presente do economista Pablo Spyer e do artista plástico Rafael Brancatelli “para a cidade de São Paulo e o mercado financeiro brasileiro”.

“O Touro de Ouro representa a força e a resiliência do povo brasileiro. A B3 está trazendo esse novo símbolo para valorizar não apenas o centro de São Paulo, mas o desenvolvimento do mercado de capitais do Brasil, que passa pela própria história da bolsa”, disse o CEO da Bolsa, Gilson Finkelsztain.

Porém, o Touro de Outro da B3 não foi bem recebido, e foi alvo de protestos, por isso, a obra foi retirada da frente da sede da B3, e tem sido mantida em um galpão, até que seu destino seja definido.

E você, o que pensa sobre o Touro de Wall Street? É um crítico ou defensor? Independentemente disso, investir na bolsa de valores é um ótimo meio de formar um bom patrimônio.

Mas, para que isso seja possível, é preciso compreender o mercado.

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Fearless Girl: conheça a estátua da Menina sem Medo em NY

Quando o assunto é Wall Street e mercado financeiro, é comum que a imagem da famosa estátua do Charging Bull venha à cabeça de muitos investidores. No entanto, outra escultura artística, posicionada no mesmo local durante algum tempo se tornou igualmente famosa: a Fearless Girl.

Você conhece a real história por trás da inspiradora Menina sem Medo? Continue lendo para saber como ela surgiu, qual é o seu significado e entender o que ela, de fato, representa.

A estátua Fearless Girl, “Menina sem Medo”

Criada em 2017, a Fearless Girl é uma escultura de bronze que possui 130 centímetros de altura, 110 quilos e retrata a imagem de uma menina latina que “desafia” o famoso Touro de Wall Street.

A menina está de pé, com as mãos na cintura e a cabeça erguida, sem temer a investida do adversário.

Ao olhar comum, é possível notar uma imagem bastante impactante e inspiradora. Por esse motivo, milhares de turistas visitam o local todos os dias.

A história da estátua

No dia 7 de março de 2017, data que antecede o Dia Internacional da Mulher, a estátua da Menina sem Medo apareceu em Wall Street. No entanto, sua história começou bem antes disso.

A empresa por trás da escultura é a State Street Global Advisor, a divisão de investimentos da State Street Corporation. A companhia encomendou a obra com a agência McCann New York.

O objetivo da organização era comemorar o aniversário do seu Fundo de Índice de Diversidade de Gênero, que havia sido lançado no ano de 2016.

Para a elaboração do conceito da escultura, centenas de fotos de meninas em poses distintas, transmitindo diferentes significados, foram levadas em consideração.

Essa análise foi necessária para que fosse possível criar a imagem de um coração feminino o mais universal possível — isto é, facilmente compreendida em qualquer cultura.

Quem é Kristen Visbal

Kristen Visbal foi a artista responsável pela estátua Fearless Girl. Ela é formada pela Salisbury State University e especialista no trabalho com bronze fundido.

Entretanto, as criadoras do conceito da estátua foram as publicitárias Tali Gumbiner e Lizzie Wilson.

Portanto, Kristen foi responsável por transformar o trabalho conceitual em realidade.

Além disso, ela também alterou o tamanho original da estátua, deixando-a um pouco maior, a fim de equipará-la ao Touro de Wall Street.

O significado da Garota em Wall Street

A escultura da Garota sem Medo é uma intervenção artística que tem o intuito de propagar a diversidade de gênero no mercado corporativo.

Além disso, como mencionado acima, ela também é uma peça publicitária para a comemoração do aniversário de um dos Fundos da State Street Global Advisors.

No dia 8 de março de 2016, a companhia lançou um ETF conhecido como SHE, com o objetivo de acompanhar de perto as empresas que se destacam por promover a diversidade de gênero em seu quadro de colaboradores.

Entre os principais requisitos, estão:

  • ter um número elevado de mulheres no conselho diretivo;
  • ter mulheres ocupando posições de liderança executiva.

Representatividade feminina no mercado financeiro

Anos depois da escultura surgir pela primeira vez, as mulheres ainda têm um longo caminho a percorrer no mercado financeiro.

Hoje em dia, as mulheres ocupam somente 17% das posições de liderança em bancos de investimento nos EUA. E, aqui no Brasil, a situação não é muito diferente: somos o 10º país do planeta em termos de empresas lideradas por mulheres.

Porém, os números indicam que devemos tentar reverter este cenário.

A liderança feminina impacta o mercado financeiro de forma significativa: as empresas que contam com lideranças femininas entregam resultados 20% melhores, de acordo com a ONU (Organização das Ações Unidas).

Apesar de tudo, vale ressaltar que, aos poucos, a situação dá sinais de mudança.

A maioria dos investidores têm percebido como a diversidade nas empresas é algo positivo e tomado ações para mudar o cenário atual.

O crescimento da importância dos índices de diversidade também mostra isso.

De todo modo, ainda há muita chão pela frente até que um mundo com mais equidade e diversidade seja alcançado.

No entanto, a Fearless Girl pode ter contribuído para muita gente a dar o primeiro passo nessa direção.

A Menina sem Medo foi alvo de crítica

O artista plástico Arturo Di Modica, que criou a estátua do Touro de Wall Street em 1989, criticou a estátua da Fearless Girl, colocada em frente ao touro no Dia Internacional da Mulher.

Di Modica falou que a estátua foi colocada na praça sem sua autorização e que isso viola seus direitos autorais, pois mudou o sentido original do touro.

“O touro representa a liberdade no mundo, paz, força, poder e amor. A estátua da garota transformou a minha obra em algo negativo”, disse o artista em coletiva de imprensa.

Na época, os advogados do artista pretendiam entrar com um processo para a retirada da estátua da menina.

O que disseram os defensores da estátua

A State Street Global, empresa que encomendou e colocou a Fearless Girl na praça Bowling Green respondeu às críticas por meio de um comunicado.

“Nós agradecemos o apoio contínuo da cidade de Nova York e das pessoas ao redor do mundo que defendem o que a ‘Fearless Girl’ representa – o poder e o potencial que as mulheres podem ter no mercado financeiro.”

Entre aqueles que defendiam que a estátua ficasse mais tempo ,estava a representante dos EUA, Carolyn Maloney, do 12º distrito congressional de Nova York, que declarou:

“Esta estátua tocou corações em todo o mundo com seu simbolismo da resiliência das mulheres.”

A Defensora Pública da cidade de Nova York, Letitia James, escreveu uma carta demonstrando apoio à manutenção da estátua:

“Fearless Girl permanece como um farol poderoso, mostrando às mulheres – jovens e velhas – que nenhum sonho é grande demais e nenhum teto é alto demais”.

Uma petição no Change.org, que pedia que a estátua fosse permanente, teve 2.500 assinaturas em 48 horas.

Os movimentos para tornar a estátua permanente continuaram após a Menina sem Medo receber uma permissão de um ano.

Onde está a Fearless Girl hoje

No fim de 2018, a escultura colocada do lado de fora da Bolsa de Valores de Nova York.

Isso porque a Fearless Girl causava um grande engarrafamento devido aos turistas que desejavam tirar fotos.

A instalação, na época, recebeu a devida autorização da presidência da Bolsa de Valores de Nova York. Desde então, estátua está aberta para visitação.

Estar situada em frente à New York Stock Exchange faz com que a obra de arte tenha ainda mais representatividade, pois executa seu devido papel de protagonista.

O endereço da estátua da Menina sem Medo é Broad St, New York, NY 10004, EUA.

Agora que você já conhece a história da Fearless Girl, pode ser um bom momento para deixar seus medos de lado e começar a investir na bolsa.

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Educação financeira para mulheres: por onde começar?

A educação financeira para mulheres é um tema que está ganhando cada vez mais relevância no mercado e na sociedade como um todo.

Isso porque, cada vez mais mulheres estão gerindo suas finanças de forma totalmente independente, o que faz parte do processo de empoderamento feminino que vivenciamos atualmente.

Para se ter noção, de acordo com um estudo realizado pelas pesquisadoras Renata Piacentini Rodriguez (UNIFAL) e Mariana Ribeiro (IEB-USP), em parceria com a ONU mulheres, 3 a cada 10 mulheres pagam todas as despesas de casa sozinhas.

Diante desse cenário, é possível perceber que as mulheres, muitas vezes, são as maiores gestoras de renda familiar de seus lares.

No entanto, esse número não se reflete em outros aspectos, como em cursos de educação financeira, por exemplo.

A importância da educação financeira para mulheres

Aos poucos, as barreiras culturais que impediam as mulheres de dominarem essa esfera de suas vidas de forma independente estão caindo, o que é ótimo para a sociedade como um todo.

Sendo assim, é extremamente importante que todas tenham fácil acesso a informações de qualidade, nas mais diferentes situações, sobre a administração de recursos.

Todavia, para isso acontecer, é necessário que o interesse sobre esse assunto seja despertado de forma recorrente, e existem diversas maneiras de fazer isso.

Uma delas, por exemplo, é incentivar a conversa e a troca de informações acerca desse assunto entre as próprias mulheres, pois, apesar de ter grande importância, trata-se de uma temática ainda pouco explorada.

Afinal, com a troca de informações e o compartilhamento de conhecimento, fica muito mais fácil descobrir boas práticas financeiras, novas formas de investimento e, principalmente, aprender dicas de finanças para gerir melhor o dinheiro disponível.

Se falar sobre salário ou qualquer outro assunto relacionado a sua vida financeira com desconhecidos for algo desconfortável para você, talvez seja interessante procurar por ambientes que sejam mais tranquilos, pelo menos no começo.

Nesse sentido, as redes sociais e os blogs se tornam meios de comunicação excelentes para realizar essa troca.

Como começar? Dicas de finanças femininas

Para as mulheres que estão começando a se interessar pelo assunto, existem algumas questões bem importantes e essenciais para uma boa educação financeira. Veja a seguir:

Faça uma análise de seus gastos

Fazer um mapeamento de todos os seus gastos do mês é um excelente ponto de partida para quem deseja ter uma vida financeira mais saudável, e isso pode ser feito de forma manual ou com o auxílio de alguns aplicativos.

Assim, você pode analisar todas as suas despesas e identificar quais são os gastos essenciais e quais são os supérfluos.

Defina metas realistas

Após mapear seus gastos, a próxima dica é estipular metas de curto, médio e longo prazo.

Não se preocupe em tentar cortar 100% de seus gastos supérfluos em um primeiro momento, pois, se você conseguir eliminar entre 5 e 10% dos gastos de cada categoria, já será um grande avanço.

Com metas pequenas e tangíveis, você terá sempre uma grande gratificação quando conseguir alcançar os objetivos.

As metas de médio prazo, por sua vez, devem ser inspiradoras, como a realização de uma viagem dos sonhos, por exemplo.

Já as de longo prazo devem ser sempre visando a sua independência financeira.

Poupe sempre que possível

Se o objetivo é se educar bem financeiramente, você deve se preocupar sempre em gastar o mínimo possível.

Sendo assim, tente buscar formas mais baratas de adquirir seus itens.

Por exemplo, se o seu principal gasto estiver relacionado à comida, pesquise os preços e marcas que consome, e faça suas compras no local que for mais barato.

Invista de maneira inteligente

Fazer bons investimentos é outra dica extremamente importante que está diretamente relacionada a uma boa educação financeira. 

Aqui, é importante ter em mente que o melhor investimento nem sempre é aquele que rende x% ao final do mês.

Se você investir 2 mil reais em um curso de capacitação, por exemplo, pode eventualmente ter um aumento de salário muito maior do que o lucro que ganharia com o dinheiro rendendo no banco.

No entanto, não se limite somente a isso e busque sempre a opinião de especialistas no assunto para estar sempre bem apoiada e orientada sobre as melhores opções de investimento.

Negocie as dívidas

As dívidas além de comprometerem toda a sua saúde financeira, também geram uma grande dor de cabeça, conseguindo atrapalhar até mesmo o seu bem-estar emocional.

Dessa forma, é fundamental encontrar maneiras de evitá-las e, quando for o caso, quitá-las. Afinal de contas, quanto mais tempo demorarmos para pagar uma conta, maiores são os juros cobrados.

Portanto, se a situação já estiver fora do controle, não hesite em contatar a instituição responsável para renegociar todos os seus débitos o mais rápido possível.

Procure por fontes de renda extra

Caso as suas contas não estejam fechando, uma dica interessante é procurar por fontes de renda extra.

Nesse momento, é importante utilizar toda a sua criatividade e pensar em como as suas habilidades ou conhecimento podem ser úteis para gerar dinheiro, seja para dar aulas, prestar serviços, revender produtos ou, até mesmo, abrir um pequeno negócio.

Exercício diário

Por fim, é importante ter em mente que a educação financeira funciona da mesma maneira que uma dieta, ou seja, é necessária uma mudança de hábitos, que  só vem com o tempo e exercício diário.

Sendo assim, tente manter a disciplina recorrente de poupar e investir todo mês, bem como praticar o consumo consciente, especialmente se você estiver na fase de acumulação de capital.

Para ajudar você nesse processo de conhecimento, criamos um guia da bolsa para investidores, com todas as informações que você precisa para ingressar no mundo dos investimentos com segurança.

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ROA e ROE: o que são, diferença, como calcular e analisar

No mundo dos investimentos, existem diversos indicadores para qualificar os ativos financeiros que você investe ou deseja investir, como o ROA e o ROE.

É fundamental analisar o desempenho desses ativos frequentemente, a fim de verificar se eles estão entregando a rentabilidade esperada.

Por esse motivo, neste artigo, vamos explicar como funcionam os indicadores mencionados. Acompanhe a leitura!

O que é ROA?

ROA é a sigla de Return on Asset, que significa Retorno sobre o Ativo, em tradução livre.

Ou seja, o indicador mostra a rentabilidade e a capacidade total de lucro de um ativo dentro de uma organização.

Por meio dele, os investidores podem identificar as possibilidades de lucratividade das companhias com base nos ativos demonstrados em balanço.

O que é ROE?

Já ROE é a sigla de Return on Equity, que significa Retorno sobre o Capital, em tradução livre.

Trata-se de um indicador fundamentalista que mensura a capacidade que um negócio tem de agregar valor a si mesmo utilizando recursos próprios.

Isto é, o ROE mede a rentabilidade de uma empresa ao mostrar o quanto de lucro ela é capaz gerar com o dinheiro dos acionistas, revelando seu nível de estabilidade e potencial.

Vale ressaltar que dificilmente uma organização que tenha o ROE alto durante muitos anos terá um desempenho negativo.

Qual a diferença entre ROA E ROE?

O ROE permite a avaliação da geração de valor de um negócio a partir do uso de seus próprios recursos.

Por outro lado, o ROA representa o retorno que a organização obteve com seus investimentos relacionados aos seus ativos — o total que a companhia detém entre bens e direitos.

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Como calcular ROA e ROE?

Os cálculos de ROA e ROE são bastante simples. Confira abaixo.

Cálculo de ROA

ROA = Lucro Líquido / Ativo Total x 100

O resultado deste cálculo deve ser revertido em valor percentual, e mostra eficácia de uma empresa em transformar seus ativos em dinheiro.

Esse indicador será elevado quando o lucro superar os ativos que a companhia tem, demonstrando, dessa forma, o retorno para seus acionistas.

A métrica também pode ser usada na comparação de organizações concorrentes — aquela que possui maior ROA tende a ser a mais lucrativa.

Cálculo de ROE

ROE = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido (considerando o mesmo período)

Imagine a seguinte situação: uma empresa tem lucro líquido de R$ 100 milhões nos últimos 12 meses e patrimônio líquido de R$ 500 milhões no mesmo intervalo de tempo.

ROE = 100 milhões / 500 milhões

ROE = 0,2

ROE = 20%

Este exemplo ilustra um bom ROE na escala de análise das empresas que apresentam retornos satisfatórios sobre seus capitais.

Ou seja, teoricamente, a cada R$ 100 de patrimônio líquido da empresa, é gerado um lucro líquido de R$ 20.

Mantendo esse ritmo, em cinco anos o negócio será capaz de recompor seu próprio patrimônio líquido — o que é um movimento positivo.

Como analisar ROE e ROA?

Veja a seguir como fazer a análise do resultado dos cálculos de ROE e ROA.

Análise de ROE

Como mencionamos, o objetivo do ROE é entender a capacidade de uma empresa gerar valor a partir de recursos próprios e também de acionistas.

Entretanto, por utilizar o lucro líquido de um período determinado, o indicador pode não ser preciso a curto prazo.

Pensando nisso, a primeira dica é acompanhar o histórico de resultados, para compreender como a métrica se comportou ao longo do texto.

Além disso, vale destacar que o ROE negativo de um período isolado não quer dizer, incontestavelmente, que a companhia é ruim — por abranger um ponto específico.

Por outro lado, caso se trate de um resultado frequente, indica destruição de valor, o que se torna insustentável a longo prazo.

Outro fator importante para a análise é sempre levar em consideração negócios do mesmo segmento, visto que, não faz sentido comparar lucros de instituições financeiras com empresas do varejo, por exemplo.
Cada setor possui uma realidade própria, portanto, a recomendação é fazer essas análises entre duplas.

Por fim, também é válido considerar o momento da companhia. Empresas menores e em fase de expansão normalmente possuem um ROE mais alto devido a esse estágio. Porém, simultaneamente, oferecem mais riscos em comparação à organizações já consolidadas no mercado.

Análise de ROA

Como também mencionamos, o ROA representa o retorno dos investimentos em relação ao ativo total de uma empresa.

Assim como no caso do ROE, a indicação é utilizar essa métrica em companhias concorrentes, que pertençam ao mesmo setor.

De todo modo, o primeiro fator da análise de ROA é compreender o que é capital próprio e o que é capital de terceiros.

Isso porque uma companhia pode ter um ótimo ROE, mas também ser totalmente alavancada com capital de terceiros —  o que configura um risco de alto nível de endividamento, ignorado pelo ROA.

Outro forma de uso do ROA é como um comparativo com a renda fixa. Por exemplo, caso a Taxa Selic esteja em 3% ao ano e o ROA de uma empresa for de 2%, significa que não houve compensação dos riscos do investimento.

Sendo, inclusive, melhor ter deixado o patrimônio em um título mais seguro da categoria.

Para finalizar, um cuidado que deve ser tomado ao avaliar o ROA de uma companhia é ter em mente que a fórmula não leva em consideração o valor da marca.

Sendo assim, empresas muito renomadas requerem uma avaliação mais criteriosa e cautelosa do indicador.

Agora que você já conhece o ROA e o ROE, garanta sua vaga no curso Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa, da Faculdade XP School, e entenda os indicadores que ajudam a detectar empresas caras ou baratas no mercado.

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Stress test: o que é e por que aplicar nos investimentos?

Quando falamos em investimentos, em especial os de renda variável, o risco é uma constante que é sempre levado em consideração. Dessa forma, é comum que os investidores sempre busquem formas de minimizá-lo, e é nesse momento que o stress test pode ser útil.

Essa ferramenta é bastante ampla, e consegue ajudar tanto negócios, quanto investidores de diferentes segmentos e perfis a prever riscos, todavia, para aproveitar todos os seus benefícios, é necessário usá-la corretamente.

Pensando nisso, reunimos neste conteúdo mais detalhes sobre o stress test.  Aqui, você vai entender o que é essa ferramenta, como ela funciona, e, porque deve aplicá-la nos seus investimentos.

O que é Stress Test?

Também conhecido como teste de estresse ou teste de stress, essa ferramenta tem a finalidade de verificar como o seu patrimônio ou ativos de uma determinada carteira seriam afetados de acordo com diversos cenários possíveis.

No mundo das finanças, não existe nenhum tipo de investimento totalmente isento de risco. Há, sim, aqueles que apresentam menos riscos, como é o caso de títulos de renda fixa, e outros com um risco maior, como os títulos de renda variável.

Sendo assim, é sempre importante se atentar aos indicadores que impactam as organizações e investimentos, como é o caso do cenário político, taxa de juros, taxa de câmbio, inflação, crescimento do PIB, mercado global, entre outras variáveis.

Nesse sentido, podemos dizer que o stress test é um teste realizado por empresas, bancos, gestores e investidores, que atua como uma forma de verificar o patrimônio em questão e compreender como ele seria afetado por uma série de cenários futuros que podem ocorrer.

Dessa maneira, seu processo permite avaliar a vulnerabilidade de um determinado ativo ou carteira.

Inclusive, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estabelece que esse teste seja realizado pelos gestores, e que seu resultado seja publicado periodicamente para os investidores.

Como o Stress Test funciona?

Como mencionamos, o teste de stress considera o valor de um determinado indicador e aplica diferentes cenários.

Seu objetivo é avaliar situações que podem causar, como o próprio nome indica, estresse aos gestores e aos resultados esperados.

Para isso, é designado um peso para cada variável testada, e, obviamente, não é possível saber exatamente o que irá acontecer com essas variáveis.

Dessa forma, é atribuído um determinado valor a elas e então é verificado o que aconteceria com seus investimentos se esses valores, de fato, refletissem a realidade.

Pense, por exemplo, em uma instituição financeira que oferece crédito.

Nesse caso, ela está sujeita ao risco de inadimplência por parte dos seus clientes, o que pode prejudicar o retorno de suas atividades, seno assim, ao realizar o stress test, a instituição consegue descobrir o quão vulnerável ela ficaria com a possível inadimplência. Isso permite que ela atenue os riscos.

Além disso, a instituição também pode compreender o quão forte as suas carteiras estão, de forma que ela possa manter o negócio girando mesmo em meio a crises e futuros problemas. No entanto, como também mencionamos, o stress test não é restrito apenas às instituições financeiras.

Dessa forma, como cada empresa ou investidor possui suas particularidades, que, por sua vez, estão relacionadas a diferentes riscos, podemos dizer que não há um funcionamento padrão para o stress test.

Portanto, é preciso analisar cada condição de maneira individualizada, ou seja, deve-se observar o histórico do que tem ocorrido ou pode ocorrer no negócio quando há alterações nas variáveis apresentadas.

Por que ele é utilizado nos investimentos?

O stress test é muito vantajoso para os investidores, especialmente para aqueles que investem em renda variável. Isso porque ele ajuda no objetivo de diminuir os riscos relacionados à bolsa de valores.

Além disso, ele proporciona outras duas vantagens importantes aos investidores. São elas:

Estimular a visão crítica

Ao avaliar constantemente o quão robusta está sua carteira, você, consequentemente, estimula uma visão mais crítica.

Desse modo, consegue ter uma noção mais assertiva sobre as tendências do mercado financeiro, podendo prever situações antes de investir, além de saber quais ativos tendem a estar mais vulneráveis à respectivos cenários.

Isso te permite elaborar uma estratégia de investimento que drible esses riscos, aumentando, assim, as oportunidades de potencializar seus resultados.

Conhecer melhor os produtos da sua carteira

Além de estimular a visão crítica, o stress test possibilita um conhecimento maior acerca do seu portfólio.

Títulos de renda fixa nem sempre estão relacionados às mesmas variáveis que as ações, por exemplo.

Sendo assim, ao analisar os riscos que cada um deles está sujeito, você consegue entender como os fatores externos e internos afetam cada produto de sua carteira de investimentos.

Como aplicar o Stress Test nos meus investimentos?

Até aqui, você entendeu o que é stress test, como funciona e como ele pode impactar uma empresa. Agora, é preciso saber como aplicar essa ferramenta nos seus investimentos.

Antes de tudo, é necessário analisar todos os ativos presentes no seu portfólio de investimento.

Vamos considerar o exemplo de uma ação.

Em um momento de baixa atividade e com recuperação lenta do PIB nacional, faz sentido que algumas ações desvalorizem, certo?

Nesse sentido, para saber como isso pode causar impacto na sua carteira, é inteligente aplicar o stress test. Dessa forma, você consegue avaliar o comportamento dessa ação em um momento histórico semelhante ao que está sendo vivido.

Seguindo a linha de raciocínio deste mesmo exemplo, o Brasil passou por um período de baixa atividade e lenta recuperação do PIB no ano de 1999. Desse modo, se você avaliar as mudanças sofridas pelo ativo (ou ativos semelhantes) na época, poderá ter uma noção mais correta do que esperar.

Neste momento, é preciso trabalhar com probabilidades, ou seja, imaginar quais são as chances de tal cenário tomar forma e afetar seus investimentos.

Além disso, aprofundar seus conhecimentos sobre outros métodos de avaliação, como a Análise Fundamentalista, também é uma forma de identificar oportunidades de investimento.

E, nesse sentido, o curso Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa, da escola da XP Inc., pode te ajudar.

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Feriados Bolsa de Valores: fique atento ao calendário da B3!

Para você ficar por dentro dos feriados da Bolsa de Valores em 2022, preparamos este conteúdo com todas as novidades que passam a vigorar este ano.

No total, serão 10 dias sem atividades no mercado financeiro, segundo a agenda oficial da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Continue lendo e fique por dentro do calendário da B3.

Feriados Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores funcionará normalmente em todos os feriados municipais.

Ou seja, houve pregão de liquidação e negociação durante o aniversário de São Paulo (25 de janeiro) e haverá durante a celebração da Revolução Constitucionalista (9 de julho) e o Dia da Consciência Negra (20 de novembro).

Isso porque, em 2022, a B3 só não abrirá em feriados nacionais.

A alteração foi comunicada ao mercado antecipadamente, há mais de um ano, para facilitar a adaptação ao novo esquema, igual ao das principais bolsas do mundo.

No comunicado divulgado no período, a Bolsa brasileira afirmou que a mudança não deve impactar o sistema bancário negativamente, visto que a transferência e o envio de recursos acontece em feriados municipais.

Calendário de Feriados da B3

  • Carnaval: Não haverá pregão no dia 28 de fevereiro (segunda-feira) e 1º de março. Na quarta-feira de Cinzas (2 de março), as negociações começam às 13h.
  • Sexta-feira Santa: Não haverá pregão no dia 15 de abril (sexta-feira).
  • Tiradentes: Não haverá pregão no dia 21 de abril (quinta-feira).
  • Corpus Christi: Não haverá pregão no dia16 de junho (quinta-feira).
  • Independência do Brasil: Não haverá pregão no dia 7 de setembro (quarta-feira).
  • Nossa Senhora Aparecida: Não haverá pregão no dia 12 de outubro (quarta-feira).
  • Finados: Não haverá pregão no dia 2 de novembro (quarta-feira).
  • Proclamação da República: Não haverá pregão no dia 15 de novembro (terça-feira).
Feriado Data
Carnaval 28/02/2022
Carnaval 01/03/2022
Sexta-feira Santa 15/04/2022
Tiradentes 21/04/2022
Corpus Christi 16/06/2022
Independência do Brasil 07/09/2022
Nossa Senhora Aparecida 12/10/2022
Finados 02/11/2022
Proclamação da República 15/11/2022
Natal 25/12/2022
Ano Novo 30/12/2022
Ano Novo 31/12/2022

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Feriados nos EUA em 2022 que afetam a B3

Devido à negociação de ativos financeiros que seguem o mercado norte-americano, como é o caso dos ETFs, a B3 também se adequará aos feriados dos Estados Unidos. São eles:

Feriado Data
Martin Luther King, Jr. 17/01/2022
Dia dos Presidentes 21/02/2022
Memorial Day 30/05/2022
Dia da Independência 04/07/2022
Dia do Trabalho 05/09/2022
Columbus Day 10/10/2022
Dia dos Veteranos 11/11/2022
Dia de Ações de Graças 24/11/2022
Natal 26/12/2022

Horário funcionamento B3 (pregão da bolsa)

Os pregões da B3 iniciam sempre às 10h, horário de Brasília, e seguem até às 18h — horário de funcionamento que passou a vigorar em 8 de novembro de 2021, para equilibrar o mercado brasileiro com o fim do horário de verão EUA.

Com o novo horário de funcionamento, o after market, que hoje ocorre das 17h às 18h, é encerrado. As negociações pós pregão só acontecem nos dias de vencimentos de opções. As negociações do Ibovespa futuro vão das 9h às 18h25.

Agora que você já sabe quais os feriados da Bolsa de Valores em 2022, o próximo passo é começar a investir.

No curso Aprenda a investir na Bolsa de Valores, da escola da XP Inc., você vai conhecer o essencial sobre o mercado de capitais para iniciar seus investimentos em renda variável com solidez e segurança.

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Nova economia: conceito, características, tendências e mais

A nova economia é uma tendência que representa uma quebra de paradigma em relação a diversas premissas que serviam como base para as empresas até o final do século XX, como a centralização do mercado e consumidores passivos.

Esse conceito consegue reunir startups e empresas tradicionais, formando ecossistemas que viabilizem uma nova fase de desenvolvimento do país.

Afinal de contas, um de seus principais objetivos é promover a inovação, apoiada por uma gestão ágil, com hierarquia mais flexível e compromisso com a sustentabilidade.

Mas, será que você e o seu negócio estão preparados para ela?

Para te ajudar nesse questionamento, preparamos um guia explicando detalhadamente qual é o conceito por trás da nova economia, quais são suas características, tendências e muito mais.

Acompanhe a leitura!

A nova economia: conceito

O conceito da nova economia foi registrado pela primeira vez no ano de 1983, na revista americana “Time”. O jornalista Charles P. Alexander afirmou, no artigo “The New Economy”, que a nova economia é definida por mudanças rápidas e contrastes acentuados.

Alexander afirmava, ainda, que enquanto as grandes indústrias tradicionais estão sofrendo com a concorrência estrangeira, as novas empresas de tecnologia, também chamadas de startups, irão liderar o mundo no que diz respeito à inovação.

Sendo assim, pode-se dizer que a nova economia consiste em um conjunto de mudanças pela qual o mercado e as empresas estão passando atualmente.

Estamos vivenciando essa época desde o final dos anos 1990, mas, hoje em dia, alguns conceitos disruptivos estão em alta.

Um bastante famoso, por exemplo, é o da indústria 4.0, que consiste na automação e máquinas cada vez mais inteligentes, elevando, assim, a eficiência dos produtos e serviços e possibilitando a diminuição de custos com mão de obra humana.

Nesse sentido, os humanos devem se dedicar apenas à promoção de bem-estar e encantamento de clientes, enquanto as tarefas monótonas, operacionais e repetitivas ficam a cargo das máquinas e robôs.

Outro aspecto extremamente importante relacionado à nova economia é o do desenvolvimento sustentável, que sugere evoluções econômicas em harmonia com os avanços sociais e preservação ambiental.

Características da nova economia: os 7 princípios

Existem sete princípios atrelados à nova economia que devem nortear o modelo de negócio das corporações de todos os segmentos, para que elas possam ser bem-sucedidas em suas respectivas áreas de atuação. 

Veja, a seguir quais são esses princípios:

1- Propósito

Lucro e fama por muito tempo foram os únicos indicadores de sucesso, seja para carreiras profissionais ou organizações, mas, atualmente não é bem assim.

Afinal, para ser bem-sucedido em algo, é preciso, antes de tudo, descobrir um propósito que motive a construção de uma carreira ou de um negócio, ou seja, uma causa maior para eles existirem.

Caso isso não aconteça, as chances de estabelecer um bom relacionamento com o cliente são reduzidas, já que ele também reconhece a sua missão.

Isso porque, cada vez mais pessoas estão dispostas a consumir de forma consciente, contratando produtos e serviços que estejam alinhados com seus valores pessoais.

2- O cliente é o centro

Atualmente, a melhor empresa não é aquela que tem a melhor ideia, mas sim aquela que conhece melhor o seu cliente e cria soluções inteligentes baseadas naquilo que ele, de fato, precisa.

Um dos exemplos mais conhecidos dessa cultura é o da Disney, que, ao vislumbrar o desejo de experiências marcantes e “mágicas”, inovou e criou parques temáticos que superam as expectativas de seus clientes. 

Dessa forma, a empresa estabelece fortes conexões emocionais que, como consequência, trazem uma fidelização por parte de seus consumidores e um crescimento maior de serviços, à medida que novos desejos são identificados.

3- Criação de novas demandas

Na velha economia, o mercado girava por meio da percepção de necessidades que deveriam ser atendidas.

Já na nova economia, além desse princípio continuar válido, há também a necessidade de criação de novas demandas.

Um bom exemplo para sustentar essa lógica é a história por trás do smartphone, afinal de contas, ninguém tinha a necessidade de responder e-mails ou acessar as redes sociais por meio de um celular.

No entanto, uma vez que os smartphones foram comprados pelos primeiros consumidores, a novidade atraiu um nicho maior de pessoas, construindo, assim, demandas baseadas no desejo de agilizar ações e serviços.

4- Falhas e flexibilidade

Na era digital, as transformações ocorrem em um curto espaço de tempo, portanto a flexibilidade ganha uma grande relevância.

Isso porque, esse atributo possibilita adaptações rápidas, fazendo com que as organizações aproveitem as melhores oportunidades e, caso necessário, corrijam os rumos por meio de certos mecanismos, como a pivotagem.

5- Ambiente de incertezas

Na nova economia entende-se que uma solução nunca está 100% pronta, pois sempre tem algo a ser melhorado.

Dessa forma, há um cenário de incertezas para companhias de todos os portes e setores, que têm o dever de monitorar seus consumidores continuamente para acompanhar e mapear suas preferências.

6- Oportunidade na crise

Em períodos calmos e prósperos dificilmente ocorrem inovações e descobertas significativas. Afinal de contas, é em meio ao caos que surgem diversas possibilidades de inovação não exploradas.

Durante o isolamento provocado pela epidemia de coronavírus, por exemplo, o e-commerce tomou fôlego e também surgiram novas opções de entretenimento dentro do próprio carro, como os antigos drive-ins.

7- Inovação para evoluir 

Outro princípio bastante marcante na nova economia é de que, para se manterem competitivas, as empresas precisam se reinventar e evoluir frequentemente.

Na maioria das vezes, é preciso mais de uma adequação a um determinado contexto ou detalhe que ainda não havia sido notado.

O novo perfil do consumidor

Para conseguir destaque na era digital, as empresas precisam saber como se conectar com seus clientes, e o primeiro passo para isso é entender que o perfil do consumidor mudou.

Se antigamente o perfil do consumidor era passivo e totalmente influenciável pela propaganda e marketing feito pelas empresas, atualmente esse público se transformou em usuários mais ativos e com um poder de decisão infinitamente maior.

Sendo assim, na nova economia, os modelos de negócio adaptam seus produtos e serviços conforme as necessidades de seus usuários.

Lembrando sempre que esse “encantamento” deve ser constante, pois com tanta variedade de opções disponíveis, as soluções antigas podem ser facilmente trocadas por novas que agregam mais valor em sua entrega.

Os novos tipos de negócios

A nova economia proporcionou a criação de novos tipos de negócios e empreendedores, que se diferenciam dos modelos tradicionais principalmente por causa do seu propósito e estratégia de crescimento.

Confira a seguir quais são eles:

Criativos

Parte por meio de uma reconstrução ou renovação de pensamentos, ou seja, de uma disrupção.

Modelos criativos são responsáveis por quebrar paradigmas e proporcionar transformações vitais. Na maioria das vezes, entregam bens intangíveis, como entretenimento e conhecimento.

Sociais ou de impacto

São empreendimentos que têm como foco a transformação da sociedade e não colocam os ganhos financeiros como objetivo principal.

Eles utilizam toda a estrutura de uma empresa para fazer o bem e deixar uma espécie de legado.

Inovadores ou corporativos

São colaboradores que atuam por meio do empreendedorismo interno, testando novas ideias e soluções com o dinheiro da corporação que atuam.

Diversas empresas buscam esse perfil, visto que eles são de suma importância para que a companhia siga repensando e aprimorando suas soluções, sempre com o objetivo de manter seu cliente satisfeito e, se possível, leal à marca.

Escaláveis

O foco desse tipo de negócio é criar um modelo que possa ser escalável e replicável de forma simples e eficiente, com o intuito de gerar lucro e um crescimento exponencial. É o modelo seguido pela maioria das startups.

As principais tendências da nova economia

Por fim, existem algumas tendências atreladas à nova economia, que podem ser consideradas um ponto-chave no funcionamento de novos negócios e diferem de conceitos tradicionalmente difundidos no mundo corporativo. 

Veja algumas das principais tendências:

  • a volta da confiança entre as pessoas, como acontece em empresas, como DogHero, Airbnb e também o Uber;
  • consciência social;
  • o governo como aliado, que contraria o senso comum que sempre coloca o poder público como inimigo;
  • a diversidade, que é um movimento que visa facilitar o acesso de minorias ao empreendimento, permitindo que mais mulheres, negros, gays, entre outros grupos, façam mais sucesso no mundo dos negócios.

Agora que você conhece o conceito de nova economia, aprenda tudo sobre Análise Fundamentalista aplicada aos investimentos com o curso da Faculdade XP School.

Por meio dele, você vai identificar oportunidades de investimentos por meio dos indicadores financeiros das empresas e entender quais deles ajudam a detectar companhias caras ou baratas no mercado.

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Sustentabilidade financeira: o que é e como criar um plano

Você sabe o que é sustentabilidade financeira? Provavelmente você já ouviu falar sobre sustentabilidade, afinal, esse conceito ganhou muita força nos últimos anos.

Isso porque, há uma preocupação constante com o meio ambiente, sobretudo devido à necessidade de preservá-lo para as futuras gerações.

Nesse sentido, podemos dizer que a sustentabilidade financeira é, basicamente, a aplicação desse mesmo conceito para a gestão das finanças.

Ou seja, administrar o dinheiro de forma responsável e cautelosa, evitando despesas desnecessárias e investindo parte do valor com pensamento a longo prazo.

E, felizmente, o número de pessoas interessadas em aprender a controlar e fazer o melhor uso dos seus recursos financeiros para realizar sonhos não para de aumentar.

Pensando em ajudar você a gerir melhor as suas finanças para alcançar os seus objetivos, preparamos este artigo.

Nele, você vai entender o que é sustentabilidade financeira e saber o que é necessário para criar um plano de sustentabilidade financeira pessoal.

Acompanhe a leitura!

O que é sustentabilidade financeira?

A sustentabilidade financeira pode ser definida como uma forma de utilizar seus recursos financeiros de maneira racional.

Isto é, de forma que consiga atender às suas necessidades pessoais de hoje, mas também se importando com as necessidades que surgirão no futuro.

Em outras palavras, aplicar a sustentabilidade financeira no dia a dia é saber gerir a sua renda mensal, evitando gastos desnecessários e administrando os recursos financeiros de maneira consciente.

Isso engloba desde a criação de reservas de emergência e a aplicação em investimentos, até o planejamento da aposentadoria.

Qual a importância da sustentabilidade financeira?

Quando aplicada corretamente, a sustentabilidade financeira proporciona uma vida mais equilibrada, segura e confortável ao indivíduo. 

Isso porque, ele estará sempre preparado para qualquer adversidade e imprevisto que possa surgir no futuro, assim como terá os recursos necessários para levar uma boa qualidade de vida.

Dito isso, veja a seguir alguns motivos que fazem a sustentabilidade financeira ser tão importante na vida de qualquer pessoa.

Mais equilíbrio no orçamento

Com a sustentabilidade financeira é possível não apenas alcançar o equilíbrio no orçamento, mas também poupar para o futuro.

No entanto, para conseguir isso é necessário que as suas fontes de renda sejam maiores que as suas despesas mensais, o que é um dos principais preceitos da sustentabilidade financeira.

Além disso, também é fundamental cortar gastos desnecessários e tomar decisões inteligentes em relação ao seu dinheiro.

Menores chances de endividamento

Um dos principais fatores responsáveis pelo endividamento é a má relação do indivíduo com o seu dinheiro, ou seja, a falta de disciplina com seus próprios gastos.

Todavia, sabemos que as pessoas não se endividam de propósito, mas sim por conta da dificuldade que elas possuem em encontrar o equilíbrio de seus ganhos e despesas.

Dessa maneira, levando em consideração que a sustentabilidade financeira é um conceito que exige mudanças na forma como as pessoas se relacionam com sua renda e lidam com suas despesas, podemos afirmar que ela é extremamente importante para evitar o endividamento.

Maior tranquilidade em relação ao futuro

A insegurança sobre o futuro é uma realidade de milhares de brasileiros, pois, nunca se sabe quando um imprevisto pode acontecer, seja a perda de um emprego ou outro problema que impacte significativamente na sua capacidade de ganhar dinheiro.

Dito isso, outro ponto importantíssimo por trás da sustentabilidade financeira, está no fato de que ela proporciona um futuro mais tranquilo e equilibrado.

Afinal de contas, seu conceito está relacionado a uma maior disciplina na hora de poupar e realizar i para gerar renda.

Como criar um plano de sustentabilidade financeira pessoal? 

Agora que você entendeu o que é a sustentabilidade financeira e qual a sua importância, é preciso saber como criar um plano pessoal para colocá-la em prática no seu dia a dia.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é tão difícil colocar esse conceito em prática, sendo necessário apenas ajustar alguns maus hábitos que podem comprometer as suas finanças.

Dito isso, veja as principais dicas de como criar um plano de sustentabilidade financeira pessoal:

1- Conheça e aplique os 4Gs

Na sustentabilidade financeira, existe um conceito chamado 4Gs — gerar, gastar, guardar e ganhar — que, quando colocado em prática, é extremamente importante para lidarmos da forma mais correta possível com nosso dinheiro.

Se analisarmos os 4Gs exatamente nessa ordem, é possível notar que há um ciclo perfeito e sustentável. Ou seja, tudo que é consumido é reposto na mesma quantidade.

Dessa maneira é perfeitamente possível alcançar o equilíbrio no orçamento e também conseguir guardar uma quantia interessante para o futuro.

2- Evite o consumo descontrolado

Como foi dito anteriormente, a ideia da sustentabilidade financeira não é obrigar a pessoa a deixar de fazer coisas que gosta, mas sim que ela compreenda melhor o seu rendimento mensal em relação aos seus gastos.

Nesse sentido, o consumo consciente exerce um papel fundamental, afinal de contas, é por meio dele que você vai conseguir desenvolver uma reserva financeira.

Sendo assim, avalie a sua renda líquida, aquela que sobra após todos os impostos serem descontados e o quanto você gasta.

Aqui, o ideal é separar o seu orçamento mensal nas seguintes categorias:

  • gastos essenciais: como aluguel, plano de saúde, ensino, alimentação, entre outros;
  • gastos supérfluos: como compra de roupas, pedidos de lanches, bebidas, alimentação fora de casa, entre outros.

Depois de listar todos esses gastos, faça uma avaliação e veja o que pode ser eliminado ou, ao menos, reduzido.

Por exemplo, se você almoça todo dia em um restaurante por causa do trabalho, uma boa opção pode ser começar a levar marmitas de casa.

Essa consciência financeira fará uma diferença bastante significativa no controle de seus recursos e dos seus futuros investimentos.

3- Tenha uma planilha financeira atualizada

Manter suas finanças bem organizadas certamente é uma das principais formas de contar com um orçamento sustentável, principalmente agora que é possível fazer isso por meio de diversos aplicativos e planilhas digitais.

Sendo assim, você pode criar uma planilha no Excel para listar todos os seus gastos ou, se preferir, também pode encontrar planilhas já prontas na internet e fazer uso de aplicativos financeiros.

Todavia, para que o seu planejamento financeiro seja, de fato, eficiente é preciso acompanhá-lo com frequência e refletir sobre o que foi feito durante o mês.

4- Crie uma reserva de emergência

Ter uma reserva de emergência é extremamente importante para estar sempre preparado para qualquer tipo de imprevisto.

Portanto, caso você ainda não tenha uma, não pense duas vezes antes de começar a formar uma boa reserva de emergência.

Uma dica interessante para iniciar, é começar a guardar o dinheiro que seria direcionado para gastos supérfluos. Contudo, vale lembrar que a reserva deve ser montada conforme os ganhos de cada pessoa.

>>> Se você ainda não tem uma reserva de emergência, e não sabe muito bem como iniciar a sua, aperte o play e aprenda como fazer a sua reserva de emergência agora mesmo!

5- Adote uma postura sustentável

O conceito de sustentabilidade é baseado na ideia de produzir, consumir e reproduzir em um ciclo auto-renovável, certo? E isso se aplica tanto para as questões ambientais quanto econômicas.

Por essa razão, quando falamos em adotar uma postura sustentável, trata-se de levar a vida de uma forma em que suas atitudes sejam focadas em evitar o consumo desnecessário e aproveitar todas as oportunidades possíveis.

Por exemplo, evitar o desperdício de energia elétrica é uma ação que, além de impactar diretamente na sua conta de luz e te ajudar a economizar dinheiro, também minimiza os impactos negativos ao meio ambiente.

Da mesma forma, se possível, você também pode deixar o carro ou o transporte público (metrô, ônibus e trem) de lado, e ir para o trabalho a pé ou de bicicleta. Assim, você além de cortar gastos com combustível ou passagem, estará também praticando atividade física e reduzindo a emissão de agentes poluentes no meio ambiente.

E, para ajudar você a investir seguindo o conceito de sustentabilidade financeira, a escola da XP Inc. desenvolveu um guia da bolsa para investidores, com todas as informações necessárias para você ingressar nesse mercado.

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