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3 tipos de previdência: aposentadoria com dinheiro no bolso!

Ser previdente não é o forte dos brasileiros, já que 90% não guardam dinheiro para a aposentadoria. Segundo o Relatório Global do Sistema Previdenciário 2020, estamos em 43° lugar no ranking de planejamento financeiro de longo prazo. E, para ajudar a mudar esse cenário preocupante, nosso post visa esclarecer os diferentes tipos de previdência

Aliás, existem várias classificações no universo previdenciário: social, complementar, privada, fechada, aberta, PGBL, VGBL etc. Mas não se assuste com a sopa de letrinhas, uma vez que, nesse artigo, vamos detalhar tudo isso, de modo prático e simples, para que assim, você possa se planejar para o futuro. E, claro, sem precisar depender do INSS, o Instituto Nacional de Seguridade Social.

O primeiro passo é descobrir o tipo de previdência que é compatível com o seu bolso e as suas necessidades. Mas, antes disso, fica a reflexão: quais são os seus planos para a aposentadoria? Ou seja, com qual valor você gostaria de se aposentar, seja para viver de renda ou abrir um negócio próprio? Pense nisso enquanto continua a leitura do post, ok? 

Por que os tipos de previdência são importantes para pessoas jovens e maduras?

Antes de mais nada, é importante deixar bem claro: conhecer os tipos de previdência é uma prática essencial para todas as idades. Definitivamente, isso não é “coisa de velho”, nem mesmo “cringe”. Aqui, vale considerar o ciclo de vida em relação ao volume de aplicações e à tolerância aos riscos.

Isso porque o jovem tem mais tempo para acumular recursos e pode ter uma exposição maior aos riscos, se quiser. Se tiver um perfil de investidor mais agressivo, por exemplo, terá muitos anos para recuperar as eventuais perdas, se a estratégia traçada não der certo.

Do outro lado da moeda, as pessoas maduras têm menos tempo para acumular capital. Afinal, estão mais próximas da data da aposentadoria. Além disso, muitas delas assumem perfis conservadores e moderados nessa fase, a fim de proteger seus bens. 

Dica de ouro: como turbinar a aposentadoria?

Independentemente da sua idade, comece hoje a adotar uma visão de longo prazo para os investimentos. Assim, será mais fácil construir (e rentabilizar) o seu patrimônio, o que te aproxima das conquistas e do futuro que você almeja. 

Por sinal, conte com o apoio da Faculdade XP School para realizar o seu projeto de vida, conforme o seu horizonte de investimento. Para tal, aproveite o curso: “Previdência e planejamento: turbinando a sua aposentadoria”. 

E aqui vai um spoiler do curso: já pensou em escolher um fundo de previdência para a sua idade? Se você ainda não está familiarizado com esse conceito, não se preocupe: continue lendo o post para descobrir as vantagens deste produto financeiro. 

O que é preciso saber antes de conhecer os tipos de previdência?

Listamos cinco questões que ajudam a contextualizar as regras que envolvem o mercado de previdência. Com isso, será mais fácil compreender o custo-benefício dos produtos que serão abordados nos tópicos seguintes.

1. O que é previdência?

No mundo das finanças, a previdência é uma reserva financeira que, provavelmente, só será resgatada na aposentadoria. A sua proposta é guardar dinheiro para a fase de pós-carreira, contando com a remuneração atrativa dos investimentos de longo prazo. 

2. Quais são os regimes previdenciários?

Basicamente, os tipos de previdência se dividem entre três regimes, sendo que cada um tem suas regras e finalidades. Compare!

Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Conhecida pela sigla INSS, a previdência social é a mais famosa, mas não é um investimento em si. Trata-se de um seguro social estabelecido pelo governo e que, no futuro, poderá conceder o benefício de aposentadoria, seja por idade ou invalidez. 

Os profissionais CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) contribuem para o INSS de forma compulsória. Por sua vez, os autônomos têm a opção de recolher suas contribuições para ter direito à aposentadoria pública. 

Atualmente, o INSS tem o teto de R$ 6.433,57, que é o limite máximo deste benefício. Porém, nem todas as pessoas conseguem se aposentar com esse valor. E mais: a inflação corrói o poder de compra com o tempo. 

>>> Conheça os investimentos que protegem da inflação

No fim das contas, é vital pensar em alternativas para não depender do INSS na aposentadoria. Justamente por isso, vale conferir os outros tipos de previdência que serão fundamentais para a liberdade financeira quando chegar o momento da pós-carreira. 

Regime de Previdência Complementar (RPC)

Esse é o regime privado de previdência, que se subdivide em entidades abertas e fechadas. Em ambos os casos, a contribuição com a previdência privada é opcional. Sendo assim, o benefício de aposentadoria dependerá do valor acumulado e das regras dos planos. 

Para complementar, veja a definição do Ministério do Trabalho e Previdência:

“O RPC tem o objetivo de oferecer uma proteção a mais ao trabalhador durante a aposentadoria. É, portanto, uma segurança previdenciária adicional àquela oferecida pela previdência pública, para os quais as contribuições dos trabalhadores são obrigatórias.

Agora, falaremos sobre as divisões da indústria de previdência privada:

  • EAPC – Entidades Abertas de Previdência Complementar: são instituições que oferecem produtos às pessoas físicas, sem a necessidade do vínculo empregatício. Por exemplo, podem ser: bancos, seguradoras, fintechs e corretoras
  • EFPC – Entidades Fechadas de Previdência Complementar: são os Fundos de Pensão. Para resumir, a proposta é administrar os planos de benefícios dos funcionários de órgãos públicos, empresas, sindicatos e afins.

Vale lembrar que essas entidades seguem normas rígidas de governança, transparência e compliance. Afinal, elas lidam com os recursos aplicados durante a vida toda (e por milhares de pessoas). 

Segundo a Anbima, a indústria de fundos de previdência fechou 2020 com R$ 1 trilhão de patrimônio líquido. A propósito, esse gráfico da corretora XP demonstra o crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior:

tipos de previdência - patrimônio dos fundos XP Investimentos

Regime Próprio da Previdência Social (RPPS)

Os entes federativos podem ter seus próprios regimes previdenciários, no âmbito de suas atividades. Por exemplo, os estados e municípios têm a possibilidade de gerenciar os benefícios de aposentadoria dos servidores públicos sob suas alçadas.  

3. O que muda para os brasileiros após a Reforma da Previdência?

Em 2019, foi promulgada a Reforma da Previdência no Brasil, o que alterou as regras de aposentadoria. Veja algumas das mudanças para os trabalhadores do setor privado:

  • idade mínima para se aposentar: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres;
  • tempo mínimo de contribuição: 20 anos para homens e 15 anos para mulheres;
  • fim do benefício que era concedido proporcionalmente pelo tempo de contribuição;
  • o valor da aposentadoria será calculado conforme a média de todos os salários;
  • entre outras questões, que podem ser conferidas em detalhes no portal InfoMoney.

Depois dessas mudanças, se tornou ainda mais importante conhecer os tipos de previdência privada, não é mesmo? Então, siga conosco!

4. Qual é a tributação do plano de previdência complementar?

O cliente deve escolher um regime de tributação do Imposto de Renda (IR). Durante o período de acumulação de recursos, não existe tanta diferença. Mas, ao receber a renda de aposentadoria ou fazer o resgate, deve-se considerar a tabela regressiva ou progressiva. 

E atenção: essa é uma escolha que deve ser feita na adesão ao plano e, depois, não poderá ser alterada. Por isso, é uma decisão que deve ser pensada com cautela, conforme o objetivo de uso dos recursos. 

Tabela regressiva

A alíquota de IR vai diminuindo com o passar do tempo. Logo, essa é uma opção interessante para quem vai deixar o dinheiro aplicado por mais de 10 anos.

tipos de previdência - tabela regressiva IR

Fonte: InfoMoney

Tabela progressiva

Nesse ponto, a alíquota de IR vai aumentando conforme a renda. A dica é calcular o valor que pretende receber na aposentadoria e verificar na tabela qual será a parcela a deduzir:

tipos de previdência - tabela progressiva IR

Fonte: Receita Federal

5. Vale a pena ter um plano de previdência complementar?

Sim, vale muito a pena escolher um dos tipos de previdência privada. Para exemplificar, vamos citar as principais vantagens do produto da XP Investimentos:

  • gestores experientes, que buscam a melhor rentabilidade em mais de 50 planos;
  • taxas de administração competitivas para assegurar a alta qualidade na gestão;
  • sem burocracia na solicitação de portabilidade, em um processo online e seguro;
  • ferramenta para comparar o desempenho do fundo atual com o produto da XP;
  • equipe especializada para orientar sobre a estratégia acumulação de recursos;
  • isenção fiscal do IR, com o abatimento das aplicações feitas no plano PGBL;
  • taxa zero de carregamento sobre as movimentações financeiras efetuadas;
  • sem come-cotas, que é a antecipação do imposto sobre o ganho de capital;
  • diversificação da carteira com: renda fixa, multimercado, inflação e balanceados;
  • liquidez facilitada para possibilitar as retiradas mensais, se for necessário;
  • livre escolha dos beneficiários, em caso de falecimento do titular, sem inventário.

3 tipos de previdência privada para um investimento de longo prazo

Finalmente, chegamos aos tipos de previdência complementar, cujas taxas variam conforme as políticas de cada instituição. E lembre-se: eles são produtos de baixa liquidez, tendo em vista que a ideia é formar uma reserva para o futuro, certo? Dessa maneira, a aplicação demora mais tempo para se transformar em dinheiro de novo.

1. Fundos de previdência

A primeira opção segue a linha dos fundos de investimentos, que são “condomínios” formados por investidores. Eles contam com o apoio de gestores especializados na alocação dos ativos, visando trazer a melhor relação risco-retorno das aplicações.

Especificamente nos fundos de previdência, é possível escolher entre o PGBL ou VGBL. Na prática, a principal diferença consiste na declaração do IR, se ela é feita no modelo simples ou completo. Confira as vantagens:

  • Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL): costuma ser indicado para a declaração no modelo completo. Dessa forma, poderá contar com a isenção fiscal para abater até 12% da renda bruta tributável e, assim, pagará menos Imposto de Renda; 
  • Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL): quem faz a declaração no modelo simples tende a preferir essa opção. No ato do resgate, a alíquota incidirá apenas sobre os rendimentos – e não sobre o patrimônio, o que também trará economia.

Para complementar, confira o vídeo de Clara Sodré. Nele, a professora da Faculdade XP School fala sobre o segmento de fundos de investimentos, abordando as características dos fundos de previdência, que incluem: tributação, taxas e liquidez.

2. Planos patrocinados

A previdência privada pode fazer parte das cestas de benefícios que as empresas oferecem aos seus funcionários. A contratação é opcional, mas tem o grande diferencial de contar com a contrapartida da patrocinadora. 

Nessa contrapartida, o colaborador aplica um valor e a empresa contribui todo mês com a mesma quantia. Por exemplo, se a paridade for 1:1, a cada R$ 100 que o funcionário aplica, a empresa deposita mais R$ 100. Isto é, o capital inicial será duplicado no ato da aplicação (R$ 200/mês), além de contar com a rentabilidade dos investimentos.

Em geral, o dinheiro precisa ficar aplicado até o encerramento do vínculo empregatício. Depois disso, existem algumas possibilidades que variam conforme o regulamento do plano, como o recebimento da renda mensal de aposentadoria. Se preferir, o cliente pode fazer a portabilidade (transferência para outra instituição) ou o resgate do saldo.  

3. Planos familiares

Algumas entidades disponibilizam planos de previdência para familiares dos funcionários e associados. Por exemplo, é possível começar a poupança previdenciária para uma criança que acabou de nascer, depositando pequenos valores, mês a mês, de forma consistente.

Imagine que são depositados R$ 100 mensalmente, pelo período de 18 anos. Embora essa opção não tenha a contrapartida da empresa, o acúmulo é de mais de R$ 20 mil. Isso sem contar a rentabilidade dos investimentos, conforme o desempenho dos ativos na carteira.

Extra: o guia da previdência privada

Se você ainda está em dúvida sobre esses produtos financeiros, não se preocupe. É um tema cheio de detalhes, afinal. E, para facilitar, o InfoMoney divulgou um vídeo com 11 respostas para quem quer começar a investir em previdência complementar:

Como escolher a melhor opção entre os tipos de previdência?

Escolher um tipo de previdência pode ser desafiador. Tudo depende do seu propósito e dos fatores que realmente importam para o seu projeto de vida. Mas, seja qual for a opção escolhida, saiba que estará um passo adiante para realizar seus planos. 

Se você se interessa pela temática ESG, a XP Investimentos conta com produtos de previdência focados em um mundo melhor. Em inglês, a sigla significa “environmental, social and governance”, o que se traduz nos conceitos: ambiental, social e governança.

Os investimentos ESG trazem um novo olhar para os impactos desses ativos, tanto no meio ambiente, quanto na sociedade. Por falar nisso, site da XP traz uma reflexão relevante: 

“A escolha de um produto ESG é muito importante porque faz com que os nossos investidores se tornem protagonistas da transformação do nosso país, direcionando o propósito dos investimentos, através de conhecimento e soluções de produtos nos quais o impacto está alinhado aos seus valores.”

Portanto, na hora de escolher entre tantos tipos de previdência, não deixe de conferir essas opções focadas em ESG:

tipos de previdência - ESG XP Investimentos

Bônus: o que fazer depois de conhecer os tipos de previdência?

Agora que você conhece os tipos de previdência, a sua jornada de aprendizado não precisa parar por aqui, né? Então, aproveite para fazer a trilha Faculdade XP. Ela te ajudará a traçar uma rota assertiva para a sua liberdade financeira. Vamos nessa?

Banda de Bollinger: como usar essa ferramenta nos seus investimentos?

Banda de Bollinger, como usar isso? Antes de mais nada, essa é uma ferramenta muito utilizada por investidores da bolsa de valores, pois pode ajudar nas especulações.

Isso é, em tentar prever o comportamento futuro de algum ativo de acordo com os dados de períodos de tempo anteriores. Portanto, ela pode ser útil e possibilitar um maior rendimento.

Mas para que isso ocorra, é preciso saber usá-la e nós vamos te ajudar com isso. Neste artigo, explicamos para você o que é essa ferramenta, como usá-la e ainda qual é a fórmula utilizada para fazer o cálculo e as vantagens de aplicá-la nas suas negociações. Não perca tempo e confira!

O que é a banda de Bollinger?

O que é banda de Bollinger costuma ser uma dúvida comum, especialmente entre as pessoas que estão começando a estudar agora sobre investimentos.

Porém, essa é uma ferramenta muito útil para quem faz negociações financeiras na bolsa de valores e vale a pena conhecê-la.

Basicamente, a banda de Bollinger (chamada em inglês de Bollinger Bands) é uma ferramenta utilizada como indicador financeiro. Trata-se de uma métrica que ajuda a medir a saúde financeira de uma empresa que comercializa seus ativos na bolsa.

Esse conceito foi criado pelo analista técnico John Bollinger, de quem ganhou o nome, na década de 80 e ganhou bastante popularidade entre os investidores que trabalham com especulação. Ou seja, que tentam prever o comportamento do mercado para servir de guia para as suas negociações.

>>> Ainda não entendeu bem o que é a Banda de Bollinger? Confira nosso conteúdo “O que é banda de Bollinger?”

Banda de Bollinger: como usá-la?

Você descobriu o que é a banda de Bollinger, mas como usá-la nas operações financeiras? Porque sim, você pode e ela oferece uma boa visualização da situação do mercado.

O primeiro passo é estudar sobre a ferramenta. Pois é e isso porque você saber ler o gráfico para fazer uma análise confiável e assim, aumentar as chances de realizar uma previsão mais certeira.

O segundo ponto para usá-la é ficar bem atento aos sinais de topo e fundo dos ativos. Eles são os maiores e os menos preços atingidos no período de tempo verificado, respectivamente.

São esses dados que costumam ser indicadores de tendências. Só para exemplificar para você, quando uma banda de Bollinger ultrapassa o fundo, isso pode servir como indicação de que os preços poderão subir no futuro.

O mesmo acontece quando ela ultrapassa o topo, com os valores tendendo a diminuir, pois perdem força de crescimento.

Mas a ferramenta é melhor quando usada em conjunto com outros indicadores financeiros, como o faturamento da empresa ou a rentabilidade dela em relação ao investimento, o ROI.

Isso proporciona mais segurança e reduz um pouco a margem de erros nas especulações.

Como a banda de Bollinger funciona? 

A banda de Bollinger funciona usando um gráfico composto por três linhas. A do meio representa a média móvel, que é utilizada como análise técnica para estudar as variações do preço de um ativo em um determinado período de tempo.

As linhas superiores e inferiores – também chamadas de banda superior e inferior, respectivamente –, por sua vez, são o que é chamado de desvio padrão. Isso é, o quanto de variação eles sofreram.

banda de Bollinger como usar
Reprodução/ InfoMoney

Mas como eu vejo o desvio padrão? Bom, para descobrir isso você pode usar a fórmula: DP = √ (∑ x (xi – xm)² / n). Na qual:

  • DP é o desvio padrão;
  • ∑ é a soma dos elementos, ou seja, das médias móveis;
  • xi é o valor individual;
  • xm é a média aritmética;
  • n é a quantidade de elementos.

Não precisa ficar desesperado com isso. Atualmente é possível encontrar aplicativos para celular e sites variados que fazem esse cálculo a partir das informações fornecidas de maneira fácil e rápida. Porém, é importante saber como ele é.

Dito isso, quanto maior for a diferença entre duas médias móveis, maior é considerado o desvio padrão. Isso porque a ferramenta mostra que houve uma variação grande dos valores. Portanto, maior é a volatilidade.

Como calcular a banda de Bollinger?

Pode parecer bastante complicado até agora, não é? Mas o cálculo da banda de Bollinger é até bem simples. O ponto que precisa de mais atenção é aprender a ler o gráfico corretamente.

Dito isso, o cálculo segue a seguinte fórmula:

  • Banda Superior é igual a média móvel simples de 20 dias mais duas vezes o desvio padrão do período;
  • Já a Banda Inferior é igual a média móvel simples de 20 dias menos duas vezes o desvio padrão do período.

Ao ser colocado no gráfico, os resultados exibem qual foi a volatilidade. A partir daí é possível avaliar as possíveis tendências.

Aprenda mais sobre volatilidade apertando o play no vídeo a seguir!

Quais as vantagens da banda de Bollinger?

Entre as vantagens de utilizar a banda de Bollinger em operações financeiras está a possibilidade de analisar e, assim, entender melhor o comportamento dos preços dos ativos no mercado.

Eles estão caindo, subindo ou se mantendo estáveis? Qual a volatilidade do mercado para os títulos de determinada empresa? Isso pode parecer pouco, mas é algo bem importante para saber ao investir na bolsa de valores.

Outra vantagem é a possibilidade de conseguir antecipar as tendências do mercado e, assim, montar estratégias voltadas para lucrar com elas.

Por exemplo, uma análise da banda de Bollinger indica uma tendência de alta nos preços de um determinado ativo, que no momento está em baixa. Sabendo disso, o investidor pode se arriscar e comprá-los, para vendê-los quando eles atingirem preços mais altos. Com isso, ele obtém lucro.

Por fim, essa ferramenta também é útil para estudar e entender como o mercado financeiro funciona. Isso, ao analisar as mudanças naturais do mesmo.

Agora que você viu como usar a banda de Bollinger, que tal fazer o curso Aprenda a investir na bolsa, da nossa Escola de Investimentos? Nele você vai aprender tudo o que precisa saber antes de investir nesse setor, como montar e diversificar a sua carteira, além de muitas outras coisas.

O que é banda de Bollinger? Veja como usá-la em operações financeiras

Você sabe o que é banda de Bollinger? Essa é mais uma das ferramentas utilizadas pelos investidores para tentar prever o comportamento do mercado financeiro e, assim, aumentar as possibilidades de retorno ao adquirir algum ativo da bolsa de valores.

Ela pode ser muito útil. Mas para obter resultados positivos é necessário que se tenha entendimento sobre o seu funcionamento..

Ficou interessado? Quer aprender mais sobre a banda de Bollinger? Então continue lendo, pois nós explicamos o que ela é, como funciona e ainda como usá-la e quais as vantagens que traz para os investidores. Confira!

Afinal, o que é banda de Bollinger?

“O que é banda de Bollinger?” Pois bem, também chamada de Bolling Bands em inglês, essa ferramenta é um tipo de indicador financeiro criadona década de 80 pelo analista técnico John Bollinger.

Ela é formada por padrões que são desenhados nos gráficos da bolsa de valores e é derivada da média móvel, que é uma estratégia de análise técnica que mostra o comportamento dos preços de um ativo em um período de tempo.

Dito isso, a banda de Bollinger é focada em determinar a volatilidade nesses preços.

O resultado que ela oferece é um melhor entendimento sobre a movimentação do mercado, como os topos (maior preço do ativo em um período), os fundos (menor preço no mesmo tempo) e a intensidade com que ele está sendo valorizado ou desvalorizado.

A ferramenta é composta por um gráfico de três linhas. A do meio é a média móvel. Já a superior e a inferior são os desvios padrões dos valores. Isso, por sua vez, é simplesmente de quanto foi a variação dentro do período analisado.

Ou seja, quanto mais eles variaram, maior será o desvio padrão.

Afinal, o que é banda de Bollinger?
Reprodução/ XP Expert

E o que são indicadores financeiros?

Um indicador é uma métrica utilizada pelos investidores para avaliar a saúde financeira de uma empresa. Eles se baseiam em dados para descobrir, por exemplo, tendências de alta ou queda nos ativos dessas instituições.

Desse modo, é possível tanto observar resultados anteriores quanto fazer uma previsão sobre como esses ativos se comportarão no futuro. Com isso, dá para ter uma ideia sobre quando comprar ou vendê-los, apenas para exemplificar.

A banda de Bollinger é apenas mais um tipo de indicador disponível. Alguns dos outros são:

  • Certificado de Crédito Interbancário (CDI);
  • Índice Brasil;
  • Retorno Sobre o Investimento (ROI), que mostra como está a rentabilidade em relação ao que foi investido e o lucro;
  • Faturamento;
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

>>> Quer saber mais sobre indicadores financeiros? Confira nosso conteúdo exclusivo sobre o tema: 9 principais indicadores financeiros para investimento: o que são + importância

Como a banda de Bollinger funciona?

A banda de Bollinger funciona a partir de um cálculo feito, de maneira separada, para cada uma das linhas, ou bandas, superiores e inferiores. Esse cálculo costuma utilizar uma média de 20 dias, mas pode ser alterado, e é o seguinte:

  • Banda Superior = a média móvel simples de 20 dias + 2 vezes o desvio padrão desse mesmo período;
  • Banda Inferior = a média móvel simples de 20 dias – 2 vezes o desvio padrão do período.

O resultado é apresentado no gráfico e mostra a volatilidade do preço dos ativos. Quanto mais afastadas estiverem as linhas superiores e inferiores, mais volátil é ele.

Como a banda de Bollinger funciona?
Reprodução/ InfoMoney

 

É justamente o desenho que é usado para fazer as previsões. Por exemplo, quando as duas linhas se estreitam, isso indica que pode acontecer uma tendência de alta ou queda no futuro.

Ao mesmo tempo, quanto a linha ultrapassa o topo, isso pode indicar uma mudança, pois o ativo perde força. O mesmo acontece ao contrário, quando a banda ultrapassa o fundo.

Quer aprender mais sobre como usar a volatilidade a seu favor? Então, aperte o play no vídeo a seguir!

Como usar a banda de Bollinger em suas operações financeiras?

A banda de Bollinger pode ser utilizada nas operações financeiras, pois auxiliam na criação de estratégias de investimento que estejam alinhadas com as probabilidades de tendências mostradas no gráfico.

Porém, é preciso estudar bastante para entender, não apenas sobre ela, mas sobre o comportamento do mercado como um todo. Apenas assim será possível fazer a interpretação correta das informações.

De maneira geral, é importante ficar atento aos sinais de fundo e topo dos ativos, uma vez que eles servem como indicação para o que poderá acontecer em seguida. Ou seja, auxiliam na previsão de tendências.

É interessante, no entanto, que o investidor utilize essa ferramenta aliada a outros indicadores financeiros, mas que não sejam focados em volatilidade. Com isso, ele aumenta as chances de ter mais segurança na hora de avaliar.

Quais as vantagens da banda de Bollinger para o investidor?

Você viu o que é a banda de Bollinger e como ela funciona, mas essa ferramenta pode trazer vantagens para o investidor?

A resposta para essa dúvida é sim, desde que ele saiba usá-la. Entre as principais vantagens que podemos citar está a possibilidade de fazer uma análise e ter um maior entendimento sobre a volatilidade dos preços.

Isso significa entender como eles mudam dentro de um determinado período de tempo. O resultado, como citamos, é a probabilidade de conseguir fazer previsões sobre as variações do mercado e, assim, ter a possibilidade de aumentar os seus lucros.

Outra vantagem de adotar o uso da banda de Bollinger é identificar os padrões que antecedem os melhores momentos para compra ou venda de papéis.

E aí, gostou de aprender o que é banda de Bollinger e quer começar a investir na bolsa com o pé direito? Então, confira o curso Aprenda a investir na bolsa de valores, da nossa Escola de Investimentos! Nele você verá tudo o que você precisa saber antes de começar a fazer seu dinheiro render investindo na bolsa, desde como ela funciona até como montar a sua carteira!

Atualizar valor pelo IGP-M: como calcular a correção monetária?

O IGP-M é um indicador que serve de termômetro do cenário macroeconômico do Brasil. Altamente sensível, ele é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e atua como um método alternativo para acompanhar a inflação, ao mesmo tempo que serve de indexador de contratos de aluguel, financiamentos e investimentos diversos.

Ele impacta muitas pessoas de forma direta, já que é utilizado para reajuste de aluguéis e financiamentos, mas também pode alterar os rendimentos de fundos de investimento atrelados a ele.

Por isso, é muito importante que você saiba como atualizar valor pelo IGP-M e assim realizar a correção monetária quando necessário. Trata-se de uma importante medida essencial para realizar uma gestão ativa de investimentos, além de servir como prevenção em períodos de reajuste.

Veja como calcular a correção monetária pelo IGP-M, mas antes, vamos definir o indexador e explicar como ele é formado. Vamos lá?

O que é o IGP-M?

IGP-M (que também pode ser escrito como IGP-M) é um dado macroeconômico que significa Índice Geral de Preços do Mercado, sendo calculado mensalmente pela FGV. Para acompanhar a inflação, esse indexador considera principalmente a variação de preços que afetam a produção industrial e agrícola.

Além de levar em conta os preços do varejo para sua formação, ele também é estruturado por alterações nos valores cobrados no mercado atacadista, bem como indústria, agropecuária e construção civil.

Por conta disso, sua variação é muito mais rápida e precisa do que a apontada pelo IPCA, que é o índice oficial da inflação, medido pelo IBGE, ou seja, calculado pelo Governo Federal.

O IGP-M é composto por outros três índices, cada um representando uma porcentagem fixa do seu valor final. São eles:

  • IPA-M: sigla para Índice de Preços ao Produtor Amplo, utilizado para acompanhar as flutuações que ocorrem no preço do mercado varejista. É o principal componente do IGP-M, representando 60% do valor total;
  • IPC-M: aqui temos o Índice de Preços ao Consumidor, que avalia o preço de alimentos, serviços, custo de saúde e outros fatores que afetam o poder de compra do público consumidor. O IPC-M representa 30% do total do IGP-M;
  • INCC-M: por fim, temos o Índice Nacional de Custo de Construção, que acompanha o custo de construção habitacional, medindo variações no valor cobrado por mão de obra e materiais em geral. Esse índice compõe os últimos 10% do IGP-M.

Diferença entre IPCA e IGP-M

Ambos os índices servem para medir a inflação, porém eles são obtidos e utilizados de maneira bem diferente.

Enquanto o IGP-M é calculado pela FGV com base em indicadores que focam no preço praticado para todos os setores da economia, o IPCA mede a inflação pelos preços gerais de transporte, alimentação e saúde, entre outros, cobrados ao consumidor final.

De modo geral, o IGP-M é mais amplo, sensível e rápido que o IPCA, já que avalia oscilações no início da cadeia de consumo. Porém, o IPCA é o método oficial para acompanhar a valorização do Real.

Como o IGP-M impacta nosso dia a dia

Antes de mostrar como atualizar valores pelo IGP-M, fazendo a correção monetária por esse índice, é importante mostrar para que ele serve. Isto é, como ele impacta os valores em diversos níveis de nossa sociedade.

Em primeiro lugar, temos o reajuste do aluguel, que normalmente ocorre uma vez por ano, considerando assim o cálculo do IGP-M acumulado nesse período. Como o índice é computado todos os meses, a variação total é verificada para fazer o ajuste do valor inicial.

Financiamentos e empréstimos também são afetados por esse indexador, até mesmo em alguns casos de imóveis adquiridos na planta.

A atualização de valores pelo IGP-M pode ser prevista em contratos firmados com as construtoras. Nas situações em que as prestações a serem pagas se estendem por longos períodos, elas podem sofrer reajuste com base no índice.

Para o mercado de investimentos, esse índice também requer um monitoramento ativo. Como ele tem grande potencial para provocar alterações no valor do dinheiro, o rendimento obtido após um período de maior reajuste pode ser fortemente prejudicado pela atualização monetária de acordo com o IGP-M..

Investimentos que não possuem proteção contra a desvalorização da moeda brasileira podem ter a rentabilidade prejudicada por altas no IGP-M. A principal ameaça desse indexador é a rapidez com que ele impacta a correção monetária.

Não é preciso aguardar a reação do mercado e o repasse da oscilação ao consumidor final, já que ele é medido principalmente com base na cadeia produtiva do Brasil.

Desde 2006 o IGP-M não afeta mais títulos atrelados ao IPCA, principalmente o Tesouro IPCA+. No entanto, é possível que as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) sejam remunerados com base no índice geral de preços do mercado.

Dificilmente as corretoras de investimento terão títulos do tesouro calculados com base no IGP-M, mas isso pode ocorrer quando um investidor compra papéis de outros, o que é comum apenas para quem tem perfil mais arrojado.

Embora seja raro, alguns fundos imobiliários podem calcular a taxa de performance de rendimento com base no IGP-M, já que ele afeta diretamente os valores cobrados nesse tipo de empreendimento.

Acompanhar o cenário macroeconômico é essencial para proteger os seus investimentos por meio de uma gestão ativa e otimizada. Aprenda como realizar esse monitoramento com o curso de macroeconomia para investidores da Faculdade XP School, a escola da XP Inc:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

Como calcular a correção monetária pelo IGP-M?

Para calcular a correção monetária pelo IGP-M, é importante considerar o valor acumulado no último ano, não a variação mensal divulgada pela Fundação Getúlio Vargas. Tanto quem é locatário ou tem imóvel para alugar, como aqueles que possuem contrato de empréstimo ou financiamento, devem ficar atentos.

Nesses casos, para atualizar valores pelo IGP-M, devemos seguir a fórmula:

Valor inicial + IGP-M acumulado (últimos 12 meses) = valor do reajuste

Para obter o valor do IGP-M acumulado, basta conferir o índice inicial e multiplicar pela variação ao longo de 12 meses, conforme divulgado pela FGV.

Na imagem abaixo, temos o gráfico divulgado do valor acumulado pelo IGP-M até outubro de 2021:

valor acumulado pelo igpm de outubro 2020 a outubro 2021

Como atualizar o valor pelo IGP-M? Conclusão

O IGP-M é um dos índices mais impactantes do cenário macroeconômico brasileiro, considerando sua volatilidade, frequência de cálculo e potencial ameaça caso seja utilizado para correção monetária em períodos de alta acumulada, como aconteceu em 2019.

Para evitar que prejuízos com a atualização de valores pelo IGP-M, é recomendado negociar com as outras partes para alterar o indexador base. Ainda assim, nem sempre isso é possível, restando apenas se antecipar e manter uma reserva de emergência para não acabar endividado.

Entre os investidores, a principal recomendação é procurar títulos que ofereçam proteção contra desvalorização do real e rendimentos sempre acima da inflação, como é o caso do Tesouro IPCA e outras modalidades do Tesouro Direto.

Também é recomendado aumentar o cuidado na aquisição de títulos no mercado secundário, já que é possível encontrar nesse segmento os títulos mais antigos, que foram estabelecidos com o indexador IGP-M.

Para evitar surpresas, o conhecimento é o seu maior aliado. Por isso, a Faculdade XP School reúne diversos especialistas para desenvolver cursos práticos, pragmáticos e acessíveis, que abordam temas como educação financeira, trading, investimentos e empreendedorismo.

Se esses ramos estão no seu radar, não deixe de conferir nossos cursos totalmente digitais, perfeitos para encaixar na sua rotina e elevar o seu conhecimento sobre temas que realmente importam.

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Melhor corretora para iniciantes e pequenos investidores: como escolher a sua?

Começar a investir nunca foi tão popular ou “fácil”. Muito disso se deve ao surgimento e ao grande engajamento obtido pelas corretoras de valores. Empresas como a Rico, Clear e XP Investimentos, que hoje pertencem ao XP Inc., têm se destacado pela facilidade com a qual seus serviços podem ser utilizados.

Os atrativos são muitos, mas é válido ressaltar a importância de pesquisar as características de cada uma dessas marcas, bem como os principais produtos disponíveis no seu catálogo, para então definir qual a melhor corretora para iniciantes e pequenos investidores.

Para ajudá-lo nessa busca, vamos abordar quais vantagens e funcionalidades oferecidas pelas corretoras de investimento são mais interessantes para esse perfil, além de destacar como diferentes marcas podem acomodar uma carteira de investimentos com bons rendimentos desde o início.

O que torna uma corretora boa para iniciantes?

Não há investimento 100% seguro e garantido, mas quem começa essa jornada espera que a corretora possa ajudá-lo a dar os primeiros passos com um pouco mais de certeza. São muitas as características relevantes nesse caso, que podem determinar se a instituição é ou não capaz de levá-lo até seus objetivos no ramo.

Separamos aqui seis fatores que são muito relevantes e servem para mostrar se uma corretora é adequada ou não para iniciantes, pequenos investidores ou qualquer outro perfil que esteja à procura de uma nova opção para realizar suas aplicações. São eles:

  1. custos gerais;
  2. usabilidade e praticidade;
  3. estabilidade e versatilidade da plataforma;
  4. variedade de catálogo;
  5. suporte e indicações de investimentos;
  6. condições gerais.

1. Custos gerais

Um dos fatores mais importantes e frequentemente utilizados para definir qual a melhor corretora para iniciantes é o custo para utilização da sua plataforma.

Em geral, vemos uma grande variedade de corretoras de investimento anunciadas com taxa zero de corretagem, o que é um excelente atrativo para quem deseja experimentar uma dessas alternativas ou ver como funciona o mercado financeiro.

A isenção de corretagem significa que o investidor não precisa pagar a tarifa que costumava ser cobrada por aplicação, tornando o aporte em renda fixa ou variável uma iniciativa muito mais acessível e compreensível.

Além disso, a maioria delas não cobra taxas para abertura e manutenção das contas, apenas eventuais custos operacionais específicos para determinados títulos e alguns tributos.

No entanto, antes de fazer sua escolha, busque conhecer as tarifas praticadas por cada corretora para, assim, evitar surpresas negativas.

2. Usabilidade e praticidade

Uma vantagem importante para a popularização das corretoras é a possibilidade de acessar a carteira e gerenciar seus ativos por meio de uma plataforma digital, seja pelo computador, tablet ou smartphone.

Cada corretora desenvolve e atualiza seu sistema para oferecer a melhor usabilidade. Os usuários devem ter um acesso seguro e proteção total aos seus dados, enquanto mantêm uma visão ampla e clara sobre as características de cada aplicação, sobretudo aquelas que formam sua carteira.

3. Estabilidade e versatilidade da plataforma

A plataforma de investimentos deve estar acessível e estável o tempo todo para os investidores. Ou seja, ela deve ser capaz de suportar um grande número simultâneo de acessos, sem que isso resulte em erros, processos lentos e em outros fatores que prejudicam a experiência do usuário.

Tal fator deve ser considerado, principalmente por meio de avaliações, comentários e relatos fornecidos por clientes, fornecendo dados valiosos para quem deseja começar a investir.

4. Variedade de catálogo

Cada perfil de investidor pode se interessar por uma gama específica de aplicações, seja ele conservador, moderado ou arrojado.

Nesse caso, é interessante conferir em qual dessas classificações você se encaixa e conferir se a corretora de sua escolha oferece um catálogo de produtos capaz de atendê-lo.

De modo geral, os três perfis de investidores são:

  • conservador: esse perfil prioriza a segurança e previsibilidade dos investimentos, mesmo que isso signifique desfrutar de uma menor rentabilidade no geral;
  • moderado: faz questão de evitar grandes riscos, mas está disposto a abrir mão da segurança total para elevar moderadamente a sua rentabilidade;
  • arrojado: também chamado de agressivo, é aquele que está disposto a correr risco de prejuízo, priorizando oportunidades de alta rentabilidade em mercados difíceis de prever, como o investimento em ações na bolsa de valores.

5. Suporte e indicações de investimentos

Devemos sempre avaliar a qualidade do suporte oferecido pelas corretoras aos seus clientes.

De modo geral, todas fornecem algum tipo de sistema que faz indicações de títulos e aplicações que caracterizam uma boa oportunidade de rendimento.

Mas a melhor corretora para iniciantes é aquela que garante suporte adicional, com material de apoio, tutoriais ou até mesmo assessoria para guiar os primeiros passos no mercado financeiro. É claro que isso pode ter um custo adicional, mas ainda assim é uma alternativa interessante para algumas pessoas.

6. Condições gerais

Por fim, temos as condições gerais de aplicação. De certa forma, elas são uma extensão dos custos, mas abordam os requisitos e parâmetros exigidos para certas aplicações, como valor mínimo de investimento, prazo de liquidez e questões similares.

De acordo com o capital disponível para investir, nem sempre todas alternativas estarão abertas a receber a aplicação, deixando claro qual a melhor corretora para pequenos investidores como aquela que pratica um valor mínimo mais acessível que as demais.

Comece a investir com baixo risco para preservar seu capital e aumentar suas chances de assegurar um bom rendimento!

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Qual a melhor corretora para iniciantes?

É praticamente impossível determinar conclusivamente qual a melhor corretora para iniciantes, já que temos muitas variáveis no perfil dessas instituições e dos próprios clientes. No entanto, podemos observar como algumas marcas em destaque no mercado se classificam nos fatores abordados acima.

Para isso, vamos focar nas corretoras de investimento que pertencem ao grupo XP Inc.

Rico

A Rico foi apontada como a melhor corretora do Brasil em 2020 pelo Yubb, o que se deve em muito a uma plataforma extremamente clara, funcional e fácil de usar. Além disso, os conteúdos disponíveis em seu blog e no canal do YouTube são fontes valiosas de informação para investidores iniciantes.

Desde o início, a Rico reforça que todos podem entrar no ramo de investimentos de forma confiante e segura, elevando o patrimônio e a qualidade de sua relação com o dinheiro. A partir de R$ 40,00 você já pode começar sua carteira.

A corretora possui um vasto catálogo de produtos em renda fixa, renda variável, ações e outras aplicações, atendendo todos os perfis, tamanhos e níveis de experiência.

Também é importante destacar que a Rico fornece relatórios e insights para dar maior suporte e aumentar as chances de investimentos bem sucedidos entre os seus clientes.

>>> Clique aqui e acesse o site da Rico!

XP Investimentos

Uma das corretoras mais conceituadas do país, a XP Investimentos tem ótima usabilidade, amplo catálogo de aplicações e estrutura amplamente consolidada. A marca é a peça central da XP Inc., um grupo de grande destaque no mercado e que possui capital aberto na Bolsa de Valores.

Apesar de contar com algumas taxas operacionais em títulos de renda variável, a renda fixa e os fundos de investimento são alternativas com custo zero e alta segurança.

A imagem conceituada da XP é reflexo dos seus clientes. Ela inclui nos seus pacotes de serviço uma série de conteúdos de apoio e consultorias para desenvolver o conhecimento dos investidores que a escolhem, transformando iniciantes em clientes experientes.

Como prova disso, podemos observar os depoimentos desses usuários, exibidos no próprio site da corretora:

depoimentos de clientes xp investimentos

>>> Clique aqui e acesse o site da XP Investimentos!

Clear

Conhecida como a primeira corretora a cobrar taxa zero de corretagem, a Clear possui um catálogo de produtos acessível e variado, ideal para iniciantes e pequenos investidores. O aplicativo para dispositivos móveis possui uma interface amigável e extremamente intuitiva.

Sua autoridade no ramo é um grande atrativo para investidores e traders, fornecendo opções interessantes para montar uma carteira de investimentos variada e rentável, além de ter todo o aporte do grupo XP.

A Clear se destaca pelo pioneirismo e grande variedade de aplicações disponíveis para seus clientes, além de disponibilizar um time de especialistas para ajudar investidores a encontrar as melhores oportunidades no mercado, inclusive mantendo salas online para atendimento, discussão e suporte.

Conhecimento vale ouro nos investimentos

O mundo dos investimentos pode ser confuso, já que aborda diversos termos com os quais não estamos acostumados, como renda fixa e variável, ações, day trade, Tesouro Direto, IPCA e Selic, entre muitos outros.

Para fazer sentido de tudo isso, adquirir conhecimento é o investimento mais indicado, algo que a Faculdade XP School se orgulha de oferecer aos seus clientes. Da escola de educação financeira, passando pelo empreendedorismo, trading até o domínio completo do mercado de investimentos, tudo está ao seu alcance.

São diversos cursos práticos, acessíveis e criados por quem realmente entende do assunto. Para ajudar você a encontrar o conteúdo certo para seu perfil e objetivo financeiro, a Trilha Faculdade XP é um teste criado para guiá-lo até sua próxima grande conquista.

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Como transferir dinheiro do banco para corretora? [Passo a passo]

As corretoras de investimento estão cada vez mais populares e práticas. É possível abrir uma conta em poucos minutos e ter acesso a uma infinidade de aplicações diferentes. No entanto, muitas pessoas ainda ficam na dúvida sobre como transferir dinheiro do banco para corretora, para começar a investir.

Em geral, o problema está nas taxas cobradas por transferências bancárias, principalmente o TED e o DOC, que “comem” parte do valor e geram um pequeno prejuízo, mas podem ser cumulativas e gerar assim grandes perdas.

No post vamos mostrar como transferir dinheiro do banco para corretora, utilizando como base as principais marcas desse mercado, criando um passo a passo prático e simples. Além disso, veja como evitar as taxas e realizar transferências gratuitas entre as instituições financeiras.

Aproveite a leitura!

O que são corretoras de investimento?

De modo geral, corretoras de investimento são responsáveis por facilitar o acesso de investidores a uma grande variedade de produtos financeiros. Por meio dessas instituições, a Pessoa Física pode adquirir títulos do Tesouro Direto, CDBs, ações de empresas e participar de fundos de investimentos.

Neste contexto, é válido ressaltar que nem todos esses produtos financeiros são abertos ao público. Por isso, quem tem interesse na sua aquisição precisa de um representante autorizado a negociar com o mercado, que por sua vez fica a cargo das corretoras.

A autorização é fornecida pelo Banco Central do Brasil. Depois disso, sua operação é monitorada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que estabelece e fiscaliza o cumprimento das normas para atuação das corretoras.

Além de definir essa conexão entre o mercado financeiro e o investidor individual, as corretoras também pesquisam as ofertas disponíveis para indicar opções mais assertivas aos seus clientes, otimizando suas chances de lucro.

De fato, um serviço muito importante oferecido pelas corretoras é a assessoria, onde especialistas do mercado financeiro estudam o cenário econômico e sugerem investimentos mais interessantes para cada cliente, com base no seu perfil e objetivo de rentabilidade.

Para aproveitar essas vantagens, é preciso saber como transferir dinheiro da conta do banco para a corretora. Vamos ver como isso é feito?

Como transferir dinheiro do banco para corretora em 3 passos? 

A operação de transferência de valores da conta do banco para a corretora é relativamente simples, mas existem alguns cuidados importantes para evitar taxas e não perder nenhuma porcentagem do seu dinheiro. Confira como concluir essa operação:

1.  Confira as formas de depósito aceitas pela corretora

O primeiro passo começa antes mesmo de ter uma conta na corretora. Para escolher a melhor opção de acordo com o seu perfil, pesquise quais as formas de transferência aceitas pela instituição.

O aporte via TED do mesmo titular é o mais comum. Corretoras como a Clear e Rico aceitam apenas essa forma de transferência. Quem não gostar dessa modalidade por conta das taxas cobradas, vamos mostrar mais a frente como evitá-las.

2: Abra sua conta na corretora de sua escolha

Encontrou uma corretora que atende suas necessidades? Então prossiga com a abertura da sua conta! Dependendo do tipo de investimento adotado, podem ocorrer custos operacionais, no entanto, corretoras como a XP Investimentos, Clear e Rico não cobram nada para abrir e manter as carteiras.

No cadastro, é importante informar sua conta corrente principal, junto dos seus demais dados, além de selecionar o seu perfil de investidor, informações que serão úteis em etapas seguintes.

 3.  Acesse sua conta corrente e transfira o dinheiro do banco para a corretora

No caixa eletrônico, aplicativo ou via internet banking, você pode transferir o dinheiro do banco para a corretora via TED. Os dados da conta de destino ficam salvos entre os seus dados na plataforma ou aplicativo da instituição de corretagem.

Dessa forma, você só precisa acessar sua conta corrente, selecionar o valor e preencher os dados do favorecido com a conta informada pela corretora de investimentos.

Como realizar transferências bancárias sem custo?

A transferência via TED pode estar sujeita a taxas por operação, dependendo do seu banco ou modalidade de conta utilizada. Essas taxas não dependem das corretoras, portanto devem ser levantadas junto ao emissor da sua conta corrente.

Para evitar esse tipo de encargo e fazer a operação de forma gratuita, bancos digitais oferecem uma boa alternativa, combinando a funcionalidade de emissão de boleto para depósito e transferências via TED sem taxa ou número limitado de operações.

Depois, você precisa levar o seu dinheiro para essa conta com TEDs ilimitados. Para isso, alguns bancos, como o NuBank e Inter, têm a opção de emitir boleto, na quantia de sua preferência.

Esse boleto pode então ser pago pela sua conta corrente principal e logo o valor cairá na conta que permite a transferência livre de custo. O recomendado aqui é ter ambas as contas correntes cadastradas na sua corretora. Você pode conferir uma explicação sobre o método no vídeo a seguir. Aperte o play agora mesmo!

4. Verifique as opções de investimento adequadas ao seu perfil

Com o dinheiro disponível na sua conta de investimentos, é hora de começar a investir. Confira as recomendações indicadas de acordo com o seu perfil, verifique informações como prazo de liquidez, tributos, custos operacionais, indexadores e prazos para vencimento.

A escolha do investimento certo precisa ser bem informada, seja ela na renda fixa ou variável. Pronto, agora é só acompanhar seus investimentos no painel de controle e ficar de olho no seu rendimento!

Como transferir rendimentos da corretora para conta corrente?

Escolheu sua corretora, viu como transferir dinheiro do banco para sua conta de investimentos, eles renderam e agora você já pode fazer o resgate? Ótima notícia! Mas como transferir dinheiro da corretora para sua conta corrente?

As corretoras de investimento não atuam como instituições bancárias, por isso, não oferecem um cartão para utilizar o seu saldo ou possuem caixas eletrônicos para saques. O jeito é fazer o caminho inverso e transferir da corretora para a conta corrente.

Antes de mais nada, é preciso solicitar o resgate. Com isso, começa a contar o prazo de liquidez, período que leva para o dinheiro cair na conta da corretora. Cada investimento possui um prazo específico, que deve ser informado no momento da aquisição.

Assim que o dinheiro cair na sua conta com a corretora de investimentos, você poderá transferir o valor para sua conta corrente.

No momento da abertura do cadastro na corretora, é solicitado que o usuário forneça os dados de suas contas correntes, dessa forma, por meio do aplicativo ou painel, já é possível concluir a retirada. Basta escolher a conta para a qual o valor retirado será enviado e pronto.

Fique atento a possíveis taxas de custódia, corretagem e transferência que possam incidir sobre esse valor. Cada corretora possui valores próprios.

Quer aprender mais sobre como investir em Renda Variável e Renda Fixa? 

O mundo dos investimentos e a ideia de deixar o seu dinheiro trabalhando por você têm chamado sua atenção? Então a Faculdade XP School tem o que você precisa para entrar nesse universo com as maiores chances de sucesso!

A Escola de Investimentos Faculdade XP possui cursos desenvolvidos sob medida para investidores de todos os perfis e níveis de experiência, incluindo os iniciantes em busca dos primeiros passos dessa jornada altamente rentável.

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Qual a diferença entre receita e despesa? Entenda sua importância!

Tanto para formar os conceitos básicos da educação financeira quanto para a sua relevância para administradores e pessoas querendo investir, conhecer a diferença entre receita e despesa é parte essencial de uma situação financeira saudável e promissora.

Para demonstrar essa importância, nesse post vamos explicar o que é despesa, o que é receita e como elas se diferem. Além disso, você poderá conferir como elas impactam desde o orçamento doméstico até a carteira de investimentos. Continue lendo!

O que é receita?

A receita é todo tipo de capital obtido em troca de produtos ou serviços, ou seja, é o dinheiro que você ganha para executar uma determinada função, atividade ou comercializar algum produto para outra pessoa, seja ela física ou jurídica.

Além dessa definição básica, que considera principalmente a perspectiva do orçamento doméstico, a gestão empresarial também lida com a receita, considerando todo capital adquirido por meio de sua atividade principal, aumentando assim o ativo patrimonial da organização.

No entanto, nem toda entrada de dinheiro é classificada como receita. A aquisição de empréstimos é um exemplo claro de entrada, mas que não foi obtida em troca da prestação de serviços ou venda de produtos. Além disso, será preciso pagar com juros o valor emprestado, o que torna essa ação um exemplo de despesa.

Antes de explicarmos esse segundo conceito e qual a diferença entre receita e despesa, é válido citar que investidores também lidam com esses fatores, sendo obrigatório se informar a respeito deles.

Os rendimentos obtidos com a sua carteira de investimentos devem ser registrados no seu planejamento financeiro como fonte de receita, já que eles representam um aumento do seu patrimônio mediante uma atividade específica, a aplicação ou compra de títulos, por exemplo.

Principais exemplos de fontes de receita

A seguir, listamos alguns exemplos de receita que podem auxiliar nessa compreensão, confira:

  • comercialização de produtos para pessoas e/ou empresas;
  • prestação de serviços para terceiros;
  • rendimento de investimentos em geral;
  • dividendos em ações de renda variável;
  • pagamento de royalties.

O que é despesa?

As despesas podem ser encaradas como todo tipo de pagamento ou uso de recursos financeiros necessários para manutenção do patrimônio ou atividade em questão, um conceito também aplicável ao planejamento financeiro em diferentes posições.

Para o orçamento doméstico, despesas são os gastos obrigatórios para manter sua qualidade de vida, como o pagamento de contas de água e luz, compra de mantimentos e outras saídas recorrentes.

No ramo empresarial, as companhias classificam despesas como todo custo administrativo do negócio. Ou seja, todos os pagamentos necessários para mantê-lo em atividade, como pagamento de insumos, compra de matéria-prima e recolhimento de impostos.

Investidores também lidam com despesas em suas aplicações financeiras, como o pagamento de custo de corretagem, taxas administrativas e recolhimento de imposto de renda. Vale destacar que cada tipo de investimento e cada corretora pode definir as taxas aplicadas sobre os seus títulos, sendo as mais comuns:

  • taxa de administração;
  • taxa de corretagem;
  • taxa de custódia;
  • comissão;
  • taxa de carregamento.

Principais exemplos de despesas

Listamos aqui alguns exemplos gerais de despesas que podem figurar em diversos modelos de planejamento financeiro. Veja:

  • contas de água, luz, telefone, gás e internet;
  • compra de alimentos;
  • pagamento de empréstimos;
  • recolhimento de impostos;
  • contratação de serviços terceirizados;
  • aquisição de novos equipamentos;
  • pagamento de taxas de administração.

Qual a diferença entre receita e despesa?

Com base nessas definições, podemos entender a diferença entre receita e despesa, afinal de contas, são conceitos opostos. Enquanto a receita é todo capital obtido em troca de uma atividade, a despesa é todo custo para que essa operação continue.

Acompanhar ambos os valores é primordial para uma vida financeira estável e promissora. Para isso, a receita deve superar sua despesa, o que pode ser chamado de superávit. Caso isso não ocorra, você pode entrar em déficit, acumulando dívidas cada vez maiores pela incidência de juros.

Por que é importante entender suas receitas e despesas? 

Planejar sua vida financeira é essencial para evitar dívidas e permitir conquistas importantes, como comprar uma casa, carro ou aumentar o patrimônio. É preciso mapear suas fontes de renda, conhecer todos os seus gastos e garantir que os valores de entrada superam os valores de saída.

Para organizar o orçamento doméstico, é recomendado utilizar uma planilha ou aplicativo de acompanhamento de ganhos e gastos. Ao observar com clareza como seu dinheiro está sendo gasto, é possível cortar despesas desnecessárias e estabelecer importantes metas de economia.

Dessa forma, você se prepara para realizar sonhos. De uma viagem internacional a comprar um carro novo, sabendo qual o saldo positivo, temos uma projeção ideal de quanto tempo levará para juntar o valor total para concluir seus objetivos.

Educação financeira é um desafio para você? Então aprenda mais sobre o assunto com a Faculdade XP School!  O Combo de Cursos sobre Educação Financeira reúne as principais lições sobre o tema, desenvolvendo um relacionamento mais saudável entre você e o seu dinheiro. Confira:

Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.

Qual a diferença entre receita e despesa? Considerações essenciais

Muitos se enganam, acreditando que entender o significado de cada termo, assim como a diferença entre despesas e receitas, como algo reservado para o orçamento doméstico, serviços contábeis e administração de empresas.

Porém, quem está interessado em entrar no mundo dos investimentos também utiliza esses conceitos básicos para avaliar e manter a rentabilidade de seus títulos e aplicações.

Enquanto muitas corretoras zeraram as taxas de corretagem, como é o caso da Rico, Clear e XP Investimentos, tributos como Imposto de Renda ainda são descontados em muitos tipos de aplicações.

Para não sair no prejuízo, o rendimento esperado deve estar acima do custo de manutenção e tributações aplicáveis, o que está diretamente ligado ao conceito de lucro líquido, que é a margem positiva que se alcança ao descontar todas as despesas de uma iniciativa.

E então, compreendeu o que é e qual a diferença entre receita e despesa? Viu como esses conceitos interagem e impactam os seus rendimentos e objetivos em diversos ramos?

A educação financeira para iniciantes pode ser simples em muitos aspectos, ainda assim, muitos não costumam dar atenção aos seus conceitos básicos e podem acabar se complicando em questões administrativas, investimentos e até mesmo com o seu orçamento doméstico.

A Faculdade XP School surgiu do conhecimento e experiência do Grupo XP Inc., responsável por marcas como XP Investimentos, Rico e outras. Nosso objetivo é promover uma boa relação com o dinheiro, ensinando  importantes lições sobre educação financeira, investimentos e cenário econômico.

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Tipos de risco de investimento: o que significa baixo, médio e alto risco?

Conhecer os tipos de risco de investimento e saber como avaliá-los antes de aplicar o seu dinheiro é uma necessidade para quem deseja otimizar a sua chance de obter bons rendimentos e manter um nível de segurança adequado ao seu perfil.

Investidores conservadores, moderados e arrojados estão dispostos a aplicar o seu dinheiro em opções com variados níveis de risco, o que também influencia na rentabilidade que pode ser atingida.

Em outras palavras, quanto maior o risco, maior a projeção de rendimento. Portanto, é preciso conhecer as características de cada investimento para compará-las com a previsão de retorno e, assim, selecionar as opções que valem a pena para você.

Para ajudá-lo nessa tarefa, aqui vamos explicar:

  • o que são riscos de investimento;
  • fatores de risco;
  • tipos de risco de investimento: baixo, médio e alto;
  • como fazer análise de risco de investimento;
  • relação entre os tipos de risco e o perfil do investidor.

Boa leitura!

O que são riscos de investimentos?

Riscos de investimentos são basicamente todas as ameaças e incertezas que envolvem uma aplicação financeira. Podem ser encarados como uma variável, receio ou projeção negativa em relação ao investimento realizado.

Quando você está procurando comprar ações ou adquirir títulos públicos, é capaz de avaliar o histórico da instituição emissora, bem como índices econômicos utilizados para cálculo do rendimento, assim chegando a uma projeção positiva de quanto o investimento poderá trazer de retorno.

No caso dos riscos, temos as potenciais variáveis que diminuem a rentabilidade ou ainda podem levar a um eventual prejuízo financeiro, cada uma com sua probabilidade e impacto específicos.

Não existe investimento 100% seguro e garantido. Toda aplicação está sujeita a situações  diversas, que precisam ser consideradas na hora de escolher as modalidades que farão parte da sua carteira e qual o objetivo de cada uma delas no panorama geral.

Quer entender mais sobre a relação entre riscos e investimentos? Assista o vídeo abaixo:

Quais são os fatores de risco nas aplicações?

Antes de falarmos especificamente sobre os três principais tipos de risco de investimento, é essencial classificar os fatores de risco aos quais estão sujeitas a maior parte das aplicações disponíveis no mercado atual. São eles:

Mercado

Diz respeito aos riscos do mercado financeiro por conta das suas oscilações. Por exemplo, variações na taxa de juros ou na inflação podem afetar o rendimento de ativos e impactar a expectativa de ganhos de determinada aplicação.

Quer entender como o cenário macroeconômico afeta a rentabilidade de investimentos? A Faculdade XP School tem o curso perfeito para você! Acesse e saiba mais:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Macroeconomia para Investidores" da Faculdade XP School.

Liquidez

Risco de liquidez é relacionado ao nível de facilidade que o investidor tem para resgatar a aplicação. Quanto menor a liquidez, maior a dificuldade e a chance de impacto negativo ao movimentar o valor aplicado.

Temos um investimento de baixa liquidez quando o resgate a curto prazo pode representar prejuízo, sendo necessário aguardar meses para obter algum retorno. Já na alta liquidez, o resgate antes do vencimento é seguro, permitindo acesso rápido ao retorno de capital.

Crédito

O risco de crédito é a probabilidade de inadimplência ou calote. Ou seja, o investidor faz uma aplicação, mas a instituição que recebeu o valor não faz o pagamento do capital e juros quando se dá o vencimento do título.

Empresas e órgãos de boa reputação ou com melhor infraestrutura oferecem menor risco de calote, por isso, conhecer o emissor do título ou ação antes de realizar o investimento é tão importante.

Gestão operacional

Por fim, podemos citar o risco de gestão, que afeta principalmente fundos de investimento e outras aplicações onde a atuação de um gestor impacta na sua rentabilidade. Basicamente, diz respeito à probabilidade de decisões relativas ao capital não serem capazes de atingir a expectativa de retorno.

Quais são os tipos de risco de investimento?

Com base nesses fatores, podemos chegar então aos 3 principais tipos de risco de investimentos, que são:

1. Investimentos de baixo risco

São aqueles em que o risco é virtualmente nulo, contando com um emissor seguro, com rendimento atrelado a indicadores que evitam a desvalorização, que não necessitam de gestão operacional arriscada ou então permitem resgate em curto ou médio prazo, algo que pode ser encontrado principalmente na renda fixa.

2. Investimento de médio risco

Também chamado de risco moderado, são aqueles equilibrados entre os diferentes fatores.

Por exemplo, podem apresentar uma proteção de crédito ou emissor de boa reputação, atrelados a indexadores estáveis e previsíveis, mas ainda estar sujeito a crises e estratégias inadequadas ou então apresentar baixa liquidez.

3. Investimentos de alto risco

No alto risco temos os investimentos de renda variável, principalmente no mercado de ações, onde é possível aplicar em empresas de capital aberto na bolsa. Como a quantidade de variáveis é muito maior nesses casos, o risco e a expectativa de retorno também aumentam.

A partir dessas definições, temos uma compreensão mais clara sobre os tipos de risco em investimentos.

Em resumo, cada uma dessas classificações pode ser medida com base na soma das variáveis que têm potencial impacto e probabilidade sobre determinada aplicação, ou seja, na matriz de risco do investimento.

Tipo de risco X tipo de investimento

Para aprofundar esse entendimento, reunimos alguns exemplos de investimentos rentáveis de baixo, médio e alto risco. Confira:

Tipos de risco de investimento Baixo risco Médio risco Alto risco
Exemplos de aplicações
  • CDB;
  • Tesouro Selic;
  • LCI/LCA.
  • Tesouro IPCA;
  • Fundos Imobiliários;
  • Fundos multimercado.
  • Ações na bolsa de valores;
  • Mercado de ativos;
  • Câmbio de moedas.
Principais características São mais fáceis de prever, possuem alta liquidez e costumam ser atrelados a indexadores mais fáceis de acompanhar. Em grande parte são opções seguras, mas exigem maior cuidado na gestão, especialmente para atingir seu maior potencial de rendimento. Ideais para perfis mais arrojados, em que  não é possível prever o lucro e o capital está sujeito a maior volatilidade.

 

Tipo de risco de investimento X Perfil do Investidor

Em geral, podemos fazer uma correlação entre o tipo de risco de investimento e o perfil do investidor.

Opções mais seguras e expostas a uma menor quantidade de variáveis são mais assertivas para os mais conservadores.

A partir daí, é comum observar um aumento gradual no nível de ameaças e fatores variáveis.

Investidores moderados são mais propensos a selecionar investimentos de médio risco ou combiná-los com ações mais arrojadas, para se proteger de eventos negativos, ao mesmo tempo que maximizam as chances de lucro.

Por fim, investidores arrojados devem se esforçar para entender melhor o mercado e o funcionamento das opções de renda variável, para possibilitar uma gestão ativa do capital aplicado e se blindar das potenciais ameaças, mais frequentes nesse tipo de investimento.

Como fazer a análise de risco de investimento?

Considerando que toda aplicação está sujeita a perdas e ameaças, realizar a análise de riscos dos investimentos faz parte das tarefas do investidor ao montar sua carteira, independentemente do seu perfil.

Para isso, podemos optar pela metodologia de Value-at-Risk (VaR). Nela, é recomendado delimitar um período de tempo para o investimento e calcular a maior perda possível dentro dele. Também temos a alternativa do Stress Test, que observa o impacto de crises econômicas no histórico de perdas de um investimento.

Independentemente do método utilizado, você precisa levantar as seguintes informações:

  • quais os fatores de risco pertinentes ao investimento?
  • qual a probabilidade desses cenários  se realizarem?
  • qual o impacto que esses eventos podem ter no investimento?

Com esses dados, temos a chance de mensurar o risco atrelado a cada aplicação individual. No entanto, também é relevante citar a importância de variar sua carteira de investimentos para mitigar riscos.

Por isso, confira um vídeo da especialista em investimentos e professora da XP Inc, Clara Sodré, em que ela explica os passos essenciais para fazer uma boa gestão de riscos:

Ao equilibrar as chances de ganhos e prejuízos entre diferentes investimentos, cada um com seu tipo de risco, também temos acesso a maiores rendimentos, mantendo certa proteção contra eventuais situações negativas ou prejuízos.

Sabemos que montar uma carteira de investimentos diversificada pode ser algo complicado, mas essa é uma prática recomendada pelos maiores nomes do mercado. Se o seu objetivo é viver de renda, o primeiro investimento que podemos indicar é em si mesmo.

Venha para a escola de investimentos da Faculdade XP School e tenha acesso a cursos e conteúdos desenvolvidos para expandir seu conhecimento sobre o mercado e estimular estratégias  mais assertivas.

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O que é a renda fixa pós-fixada? Confira as principais opções e vantagens!

Você já ouviu falar em renda fixa não é mesmo? Mas o que é a renda fixa pós-fixada? Quais os principais investimentos dessa categoria e quais as suas vantagens? É isso que veremos neste post!

No mundo dos investimentos, as aplicações de renda fixa são aquelas que apresentam um rendimento atrelado a um indexador específico, fornecendo assim uma regra para que o valor de retorno seja calculado.

Nesse contexto, temos dois modelos principais, os títulos pré-fixados e os pós-fixados. No primeiro, a porcentagem de rendimento é conhecida desde o início, sem variações ao longo do tempo. Já no segundo, o título é atrelado a algum índice flutuante, passando por oscilações até o seu vencimento.

Apesar da imprevisibilidade, a verdade é que a renda fixa pós-fixada é considerada uma opção mais segura de investimento, capaz de proteger as aplicações de flutuações de mercado. Mas por que isso acontece?

Para explicar isso, é preciso reforçar a definição sobre o termo e dar mais detalhes sobre seu funcionamento. Se interessa por investimentos mais conservadores ou quer aprender sobre opções para montar uma reserva de emergência? Então continue lendo!

O que é renda fixa pós-fixada?

Entendemos que a renda fixa pós-fixada é aquela em que o rendimento dos títulos não é conhecido no momento da aplicação. Isso acontece porque eles são atrelados a índices flutuantes, que variam de acordo com o cenário econômico e financeiro.

Em geral, títulos pós-fixados são influenciados por três índices, que são:

  • Taxa Selic: é a taxa referencial de juros no Brasil, definida pelo COPOM a cada 45 dias;
  • CDI: sigla para Certificado de Depósito Interbancário, trata-se de uma taxa referente à transações e empréstimos feitos entre instituições financeiras, também tomando como referencial a Selic;
  • IPCA: é o índice que mede a inflação no país.

Por conta dessa influência da economia, temos a garantia de que o dinheiro aplicado nunca perderá seu valor por conta desses fatores, já que acompanha os índices determinados.

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Principais opções de renda fixa pós-fixada

Agora que temos uma definição mais clara sobre o que é a renda fixa pós-fixada, vamos conhecer as principais opções de investimento que seguem esse modelo.

É importante frisar que muitas aplicações de renda fixa podem ser encontradas com rendimento pré-fixado, pós-fixado ou mesmo com a combinação deles, que é conhecido como modelo híbrido.

Confira alguns exemplos interessantes:

  • Tesouro Selic: como o próprio nome indica, é uma variedade de investimento no Tesouro Direto que toma como indexador a taxa Selic para fazer a remuneração ao investidor;
  • Tesouro IPCA: modelo com rendimento obtido a partir da soma de uma taxa fixa e a variação da inflação apontada pelo IPCA;
  • CDB pós-fixado: títulos emitidos por instituições financeiras para bancar suas atividades, podendo ocorrer no modelo pós-fixado com base em um índice percentual com atualização constante, como a Selic e o CDI.

Outras opções de investimento em renda fixa pós-fixada podem ser encontradas nos debêntures, LCI e LCA.

As LCI são Letras de Crédito Imobiliário, enquanto as LCA são Letras de Crédito do Agronegócio. Na prática, esses investimentos compreendem a oferta de títulos para captação de recursos que serão aplicados no financiamento de empreendimentos privados nesses setores.

Vantagens dos títulos pós-fixados

Mas afinal de contas, quais as vantagens em escolher a renda fixa pós-fixada para fazer os seus investimentos? Ao longo do texto, já demos pistas sobre a resposta para essa pergunta, mas é importante deixar tudo claro e detalhar os motivos para tal.

Ao contrário do que se imagina, os rendimentos pós-fixados são teoricamente mais seguros que as variações pré-fixadas. Isso acontece exatamente por eles acompanharem as flutuações da economia, de forma que protegem a aplicação de eventuais desvalorizações.

De modo geral, uma aplicação pré-fixada vai render um valor conhecido desde o início. Porém, caso ocorra um aumento repentino na taxa de juros ou na inflação, esse rendimento se manterá e pode desvalorizar, ou seja, o investidor pode receber menos do que aplicou no fim das contas.

Já na renda fixa pós-fixada, como o rendimento flutua de acordo com esses índices macroeconômicos, ele dá ao menos a garantia de que o valor investido irá acompanhar essas variações, protegendo principalmente dos efeitos da inflação.

Também é relevante apontar que títulos pós-fixados atrelados à taxa Selic podem ter o rendimento elevado após altas na inflação, considerando que o aumento dos juros costuma ser implementado pelo Banco Central para frear o aumento nos preços.

Esse alinhamento ao cenário econômico coloca a renda fixa pós-fixada como uma opção interessante para criar reservas de emergência, já que mantém o seu valor e pode até crescer se houver alta na inflação, o que não é nada incomum.

Como escolher entre renda fixa pré e pós-fixada?

Podemos dizer que, se a inflação estiver em alta, o investimento em renda fixa pós-fixada é opção mais interessante, principalmente se o indexador utilizado for a taxa Selic. Conforme explicamos, a alta dos juros é uma forma de frear o consumo e, consequentemente, diminuir a inflação.

Quando a inflação começa a cair, é comum que a Selic também apresente quedas, mesmo que modestas. Nesse momento, o investimento pré-fixado pode ser o mais indicado.

Além da situação econômica na hora da aplicação, o perfil do investidor e o seu objetivo também costumam pesar na decisão. Quando se tem uma meta específica para rendimento e o modelo pré-fixado a atinge, essa pode ser a melhor opção.

No entanto, investidores conservadores, moderados ou mesmo aqueles que estão começando a investir e que desejam uma opção mais assertiva para sua carteira, podem encontrar na renda fixa pós-fixada um investimento mais protegido e sem surpresas negativas.

Dito isso, é relevante lembrar que uma carteira diversificada é sempre a alternativa mais segura. Observar investimentos isolados é uma coisa, montar uma carteira rentável é outra.

Por isso, a recomendação é equilibrar suas aplicações em diferentes modalidades, permitindo aproveitar o melhor dos dois mundos, enquanto se protege dos riscos.

A previsibilidade pré-fixada pode dar uma segurança para honrar vencimentos de aplicações pós-fixadas, da mesma forma que a tranquilidade de manter o valor investido apesar da inflação permite evitar perdas significativas.

E então, compreendeu o que é renda fixa pós-fixada e quais as vantagens de incluir esse tipo de investimento na sua carteira? Se curtiu, não deixe de compartilhar o post com seus amigos investidores!

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O que é o COPOM e quais suas funções? Tudo que precisa saber!

Essencial para a economia do Brasil, para a população em geral e com atenção especial dos nossos investidores, o Comitê de Política Monetária (COPOM) é um órgão que gera grande impacto na rotina de consumo dos brasileiros e pode deixar esse efeito ainda maior para quem acompanha de perto a taxa Selic.

Dito isso, é possível entender a importância de saber o que é o COPOM e quais suas funções, não é mesmo?

Esse é o tema em foco desse post, em que vamos contar como o COPOM afeta uma série de investimentos em renda fixa, e como você pode acompanhar suas ações para planejar sua carteira. Pronto? Então continue lendo!

O que é o COPOM e quais suas funções?

O COPOM é o Comitê de Política Monetária ligado ao Banco Central do Brasil. Foi criado em 1996 para tomar a responsabilidade sobre a taxa de juros básica e demais decisões relevantes para a Selic e a política monetária nacional.

A partir dessas decisões, o principal papel do COPOM é manter a saúde e o potencial econômico do país, controlando desde o cenário interno para consumo até a forma como a renda obtida por meio de investimentos é calculada.

Outro grande objetivo atribuído ao comitê é o acompanhamento da inflação, índice sobre o qual possui uma meta a cumprir. Para isso, ele controla a oferta e valorização da nossa moeda, a concessão de créditos e outros fatores que servem para ajustar a taxa Selic.

De maneira bem básica, quando temos uma taxa de juros baixa, o consumo é incentivado, os preços caem e eventualmente ocorre a desvalorização do Real, causando aumento da inflação, medida pelo índice IPCA.

Na contramão disso, quando ocorre a alta da taxa de juros, investimentos indexados junto à Selic rendem mais, os preços sobem e o consumo é freado. Diminuindo a demanda, a tendência é ocorrer queda na inflação.

>>> Saiba mais em: O que acontece com o aumento da Selic? Tesouro, LCA e Ações!

Como é de se imaginar, não é tão simples definir esses indicadores, sendo necessário elaborar e implementar uma estratégia composta por diferentes setores ligados ao Banco Central, algo que veremos com mais detalhe a seguir.

Quem faz parte do COPOM? Quando e como ocorrem as reuniões?

Conhecendo o que é o COPOM e quais suas funções, vejamos quem faz parte deste comitê.

O vínculo que o órgão possui com o Banco Central do Brasil fica claro, ao percebermos que ele é formado principalmente pela presidência do BC e diretores de departamentos internos que afetam os parâmetros da nossa economia.

Por ordem de relevância, os membros do COPOM são:

  • Presidente do Banco Central;
  • Diretor de Administração;
  • Diretor de Política Econômica;
  • Diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos;
  • Diretor de Fiscalização;
  • Diretor de Política Monetária;
  • Diretor de Regulação;
  • Diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania;
  • Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações de Crédito Rural;
  • Chefe do Departamento de Operações Bancárias e Sistemas de Pagamentos;
  • Chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto;
  • Chefe do Departamento Econômico;
  • Chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas;
  • Chefe do Departamento de Reservas Internacionais;
  • Chefe do Departamento de Assuntos Internacionais;
  • Chefe do Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais.

Periodicamente, os membros do COPOM se reúnem para avaliar a situação econômica nacional e definir uma nova meta para a Taxa Selic, assim como as estratégias necessárias para alcançá-la.

O vídeo abaixo, feito em 2017, apresenta uma entrevista com o então presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Nele, temos uma explicação sobre como funcionam as reuniões do COPOM:

Entender o que é o COPOM e quais suas funções facilita a compreensão sobre como ocorrem suas reuniões.

Elas se dividem em duas sessões, normalmente em dias seguidos. A primeira delas serve para apresentar as análises técnicas pertinentes à inflação, atividade econômica, contas públicas e outras movimentações.

Na sessão seguinte, com base nas informações apresentadas no dia anterior, temos a proposição da meta da Taxa Selic, definida por um sistema de maioria de votos. Ao fim da reunião, as decisões e, principalmente, a meta de juros são divulgadas ao país.

Além disso, a cada trimestre o COPOM produz o Relatório da Inflação, que aponta as projeções subsequentes para a taxa da inflação e apresenta detalhes importantes sobre a economia brasileira, mantendo o ideal de transparência e compliance atribuído ao órgão.

Qual a relação entre o COPOM, Taxa Selic e os seus investimentos? 

Com a responsabilidade de definir a meta para a Taxa Selic periodicamente e controlar a inflação, o COPOM atua diretamente sobre esses indicadores e, por consequência, impacta na rentabilidade de investimentos atrelados a ele.

Principalmente para quem investe em renda fixa, acompanhar as decisões do Comitê de Política Monetária e a flutuação da taxa básica de juros é uma tarefa essencial para a gestão ativa da carteira de investimentos.

Quando temos uma alta na taxa de juros, o Tesouro Selic e investimentos atrelados a esse índice se tornam mais vantajosos, mas é importante ficar atento à projeção futura e à previsão de vencimento para cada título.

Em contrapartida, quando temos uma queda na Selic, a tendência é que os títulos públicos se tornem menos interessantes, já que muitos deles são impactados por esse indicador. Nesse cenário, a indicação costuma favorecer investimentos em renda variável.

Mesmo para aqueles que priorizam opções em renda fixa, é uma boa oportunidade para diversificar a sua carteira com novas modalidades de aplicação.

Atenção aos resgates e vendas

Vale aqui uma ressalva importante para quem já possui os títulos. Quando temos essas flutuações nos índices, não significa que você deve se apressar para fazer o resgate e vender seus títulos. Isso acarretaria uma variação ainda mais arriscada na relação entre oferta e demanda. Nesses casos, a melhor opção é manter o título e aguardar a estabilização dos indicadores.

O caso do Tesouro IPCA, bem como outras variações do Tesouro Direto, deixa isso muito claro, já que honrar o vencimento assegura o rendimento acima da inflação mesmo com eventuais flutuações, por ser calculado em um modelo híbrido de IPCA (pós-fixado) + taxa pré-fixada.

Com isso, podemos concluir que entender o que é o COPOM e quais são suas funções fazem parte do dever de casa de todo investidor, dos iniciantes aos mais experientes, dos conservadores aos mais arrojados.

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Até a próxima!