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Como a Taxa Selic é definida? Descubra se o aumento da Selic é algo bom ou ruim

Antes de explicarmos como a Taxa Selic é definida, é essencial explicarmos o que é esse índice, não é mesmo?

Bem, você provavelmente já deve ter visto no noticiário brasileiro alguma manchete do tipo: “Banco Central aumenta a Taxa Selic em 0,5% para conter a inflação”.

Na reunião do Copom de 23 de setembro de 2021, por exemplo, a taxa Selic foi aumentada para 6,25%, um aumento considerável, de 1 ponto percentual.

Mas o que a Taxa Selic tem a ver com os seus investimentos? A resposta é: tudo!

Considerada como a taxa básica de juros da nossa economia, a Selic exerce influência sobre as outras taxas de juros cobradas em empréstimos bancários, diferentes tipos de financiamentos e, claro, aplicações financeiras.

Qualquer mudança na Selic, por menor que seja, pode gerar impactos da rentabilidade de investimentos que estejam indexados a ela.

Para esclarecer todas as suas dúvidas sobre esse tema, convidamos você a prosseguir com a leitura deste conteúdo e conferir nas linhas a seguir:

  • O que é Taxa Selic?
  • Como a Taxa Selic é definida?
  • O aumento da Taxa Selic é bom ou ruim?

O que é Taxa Selic?

Antes de falarmos sobre a taxa selic, você deve entender o significado da sigla. A Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Administrado pelo Banco Central do Brasil, esse sistema é uma infraestrutura do mercado financeiro em que ocorrem as transações dos títulos públicos federais.

Apenas as instituições financeiras são autorizadas a realizar negociações de títulos públicos no Selic. Isso significa que você, investidor comum, não pode entrar nesse sistema para investir no Tesouro.

A Taxa Selic, por sua vez, se refere à média dos juros apurados nas operações de compra e venda diária desses títulos por instituições financeiras no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Também conhecida como taxa básica de juros, a Selic é utilizada pelo mercado financeiro como referência para definir a taxa de juros dos empréstimos, financiamentos e, claro, investimentos de renda fixa.

>>> Leia também: Como aplicar na Selic: 3 passos simples e rápidos

Este gráfico mostra a evolução da taxa Selic em 2021, até agosto, antes da reunião que elevou a taxa para 6,25% ao ano. Note que a tendência é claramente de alta:

Como a Taxa Selic é definida

Como a Taxa Selic é definida?

Agora que você já sabe o que é Taxa Selic, deve estar se perguntando: “como a Taxa Selic é definida”, certo?

A Taxa Selic é estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O órgão foi criado em 1996 para controlar a liquidez da nossa economia e estabelecer diretrizes da política monetária nacional

A cada 45 dias, os membros do Copom se reúnem para saber se a Selic será aumentada, diminuída ou mantida. 

Em situações específicas, o presidente do Banco Central pode convocar uma reunião extraordinária do Copom para discutir o valor da Selic.

A Taxa Selic só pode aumentar ou diminuir a partir de 0,25%. Na prática, isso significa que o Copom não pode, por exemplo, aumentar a Selic de 6% para 6,15% ou 6,85%.

Só é permitido aumentar ou diminuir a Selic em uma porcentagem que seja múltipla de 0,25% (0,25; 0,5; 0,75; 1,0; 1,25…). 

Principais impactos da taxa selic

A decisão do Copom sobre a Taxa Selic impacta a inflação, o acesso ao crédito e o mercado de investimentos.

Mas por que tudo isso é afetado? Continue com a gente e você entenderá nos próximos tópicos.

Entender como funciona a taxa Selic e outros indicadores financeiros e econômicos é um dos primeiros passos para quem quer começar a investir em renda fixa.

Por isso, para você se aprofundar no assunto, a escola da XP Inc, Faculdade XP School, oferece um curso completo para você dar os primeiros passos. Clique no banner abaixo e aprenda tudo sobre a Selic, como aplicar em CDB, LCA, LCI e muito mais: 

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O aumento da Taxa Selic é bom ou ruim?

Há diferentes formas de encarar o aumento da Selic. Primeiramente, é preciso entender a dinâmica dessa taxa na economia. Vamos aprender isso agora? Continue a leitura!

Taxa Selic alta

Quando a taxa Selic está alta, isso tende a melhorar a rentabilidade de investimentos em renda fixa. Isso acontece porque esses títulos são atrelados a própria taxa Selic ou a outros indicadores que são influenciados por ela. 

Assim, se beneficiam da alta da Selic quem aplica em títulos como:  

  • Tesouro Direto;
  • CRI e CRA (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio); 
  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio);
  • CDBs (Certificado de Depósito Bancário.

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Este vídeo da Claro Sodré mostra como os indicadores econômicos (como a Selic) podem afetar seus investimentos:

Taxa Selic em queda

Quando a inflação está sob controle, a Selic mais baixa incentiva o consumo e o aquecimento da economia. As pessoas conseguem fazer empréstimos e financiamentos com juros mais convidativos.

E as empresas também podem conseguir recursos no mercado financeiro com taxas mais baixas, permitindo ampliar sua produção e modernizar suas instalações

No entanto, para quem investe em produtos de renda fixa atrelados à Selic, o dinheiro rende menos. Afinal, se a taxa selic é menor, a rentabilidade de títulos relacionados a ela também será menor. Nesse caso, é mais interessante procurar outras opções de investimento.

O ideal é optar pela renda variável, como ações, e Fundos de Investimento Imobiliário (FII).  

A Bolsa de Valores é um ambiente totalmente online onde você pode procurar rentabilidades superiores à renda fixa, diversificar seus rendimentos e se tornar sócio de grandes empresas.

Para começar a investir na modalidade de renda variável, vale conferir este conteúdo: Bolsa de Valores: como aprender a investir?  

No caso do FII, além do rendimento superior à renda fixa, há pagamento periódico de dividendos e ele é isento de Imposto de Renda.

Veja mais sobre esses fundos neste vídeo da Clara Sodré:

Como a taxa Selic é definida? Dica bônus 

Esperamos que tenha ficado claro para você o que é e como a Taxa Selic é definida. Fique atento a esse importante índice e escolha investir o seu dinheiro em produtos com melhores rendimentos.

Se você está começando a se interessar por investimentos, saiba que existem diversas opções! Mas como escolher a melhor? 

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Investimentos a curto, médio e longo prazo: entenda as diferenças, afinal, tempo é dinheiro!

Que diferença faz deixar o seu dinheiro em um investimento de curto, médio, ou longo prazo? Não tem ideia? Pois deveria!

Isso porque conhecer os diferentes tipos de investimentos no que se refere ao tempo estabelecido para o resgate do dinheiro aplicado é fundamental para tomar melhores decisões na hora de fazer seus aportes

Trata-se de uma estratégia essencial pois, no mercado financeiro, o tempo é considerado um fator-chave que exerce influência direta no potencial de rendimentos das aplicações.

Quem se dispõe a deixar o dinheiro aplicado por mais tempo tende a conseguir rendimentos mais significativos. No entanto, é preciso se planejar muito bem, para evitar resgatar essa aplicação antes do prazo, devido a alguma emergência, e perder parte do rendimento projetado.

Neste conteúdo, vamos explicar qual a diferença entre investimentos a curto, médio e longo prazo e aprender a escolher as melhores opções para diversificar sua carteira. Confira!

Investimentos a curto, médio e longo prazo: quais as diferenças?

Quando você faz investimentos a curto, médio e longo prazo, você basicamente está abdicando da liquidez da quantia investida por um período específico. Como recompensa, a instituição que emitiu os títulos que você comprou te paga uma taxa de juros sobre o montante da sua aplicação.

Quanto mais tempo você deixa o dinheiro na aplicação, maior tende a ser o seu rendimento. Essa é a dinâmica básica de uma estratégia de investimento.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, os prazos para as aplicações financeiras são definidos da seguinte forma.

Curto prazo – até 2 anos

A aplicação financeira de curto prazo serve para contemplar objetivos não tão distantes.

Geralmente, os títulos com vencimento previsto para até dois anos possuem rentabilidade menos atraente. Mas ainda assim tendem a ser mais vantajosos do que deixar o seu dinheiro parado na poupança ou na conta corrente.

Ao escolher uma aplicação de curto prazo, você deve considerar o risco que ela oferece. A recomendação é que, para objetivos financeiros que estão “logo ali”, opte-se por títulos em que se tenha maior segurança sobre o rendimento. Afinal, se seu objetivo é mais imediato, caso haja uma perda, você não terá como se recuperar em tempo.

Lembre-se: quanto menor o risco, menores são as chances de perda do valor investido. No entanto, como já mencionamos, a rentabilidade tende a ser mais modesta.

Portanto, uma boa opção para quem não quer esperar muito para resgatar as aplicações são os produtos de renda fixa, como Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA.

  • Tesouro Direto: Programa do Tesouro Nacional que permite que pessoas físicas invistam em títulos do Governo Federal por meio de uma plataforma na internet.
  • CDB: Certificado de Depósito Bancário é um investimento de renda fixa em que se empresta dinheiro ao banco e se recebe juros por isso.
  • LCI: Letra de Crédito Imobiliário é uma aplicação de renda fixa em que se empresta dinheiro para financiar projetos imobiliários e se recebe juros como retorno do investimento.  
  • LCA: Semelhante à LCI, a LCA é um investimento para financiar projetos do Agronegócio, remunerado com juros.

Este vídeo te ensina mais dicas sobre esse tipo de investimento, conheça os 4 passos para investir me renda fixa:

Médio prazo – de 3 a 10 anos

Em se tratando de aplicações financeiras de médio prazo, o dinheiro fica investido por um pouco mais de tempo. Isso permite que o investidor escolha títulos com rentabilidade mais elevada, tendo em vista que a liquidez dos ativos não é uma preocupação imediata.

A médio prazo, o montante investido tem mais tempo para crescer com a incidência dos juros compostos.

Se seus objetivos financeiros são para daqui a 3, 5 ou 10 anos, você pode diversificar sua carteira de investimentos realizando aplicações em títulos com um grau um pouco mais elevado de risco.

Existem, por exemplo, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII), que se enquadram na modalidade de renda variável e que podem trazer bons rendimentos pensando a médio prazo. 

Trata-se de uma espécie de condomínio de investidores que aplicam um capital conjunto no mercado imobiliário.

Existem três tipos: 

  • Fundos de tijolo: investem em empreendimentos reais, imóveis já construídos, para receber aluguéis.
  • Fundos de papel: reúnem títulos do mercado imobiliário, formando uma carteira de investimentos.
  • Fundos híbridos: trata-se de uma carteira que reúne tanto ativos reais como títulos de papel.  

Se você quer ter uma renda estável aplicando em imóveis sem ter que se preocupar em administrar aluguéis e recebimentos, faça o curso: Viva de renda com fundos imobiliários e aprenda:

  • Quais são os tipos de fundos imobiliários;
  • Que impostos você vai pagar;
  • Quais os riscos;
  • Como analisar relatórios de fundos imobiliários.

E muito mais!

Longo prazo – mais de 10 anos

Diferentemente do que vimos até agora em aplicação financeira de curto prazo e de médio prazo, o investidor não tem pressa nenhuma para acessar suas aplicações e está disposto a deixar seu dinheiro investido por um longo tempo.

Como a liquidez não é uma preocupação para quem compra títulos com vencimento superior a 10 anos, o investidor tem à sua disposição produtos com uma rentabilidade bem mais convidativa.

Investimentos de longo prazo ligados a objetivos de vida

Se você está pensando na sua aposentadoria ou na compra da casa própria, por exemplo, uma modalidade muito recomendada para objetivos financeiros desse tipo é o fundo de investimento de longo prazo.

Essa é uma forma de você diversificar suas aplicações para obter diferentes rentabilidades de maneira mais segura para o seu patrimônio.

Investimentos de longo prazo para investidores arrojados

Para quem tem um perfil de investidor mais arrojado, o mercado de ações também é uma boa alternativa para acumular ganhos a longo prazo. Isso porque seus investimentos tendem a sofrer menos o impacto das oscilações do mercado se você abrir mão da liquidez por um período mais extenso.

Não se afobe com quedas momentâneas do valor das ações, elas tendem a se estabilizar em longo prazo, com taxas positivas. Tome decisões com calma!

Selecionamos este vídeo com 5 especialistas em finanças, Guilherme Benchimol, Edu Lyra, Kondzilla, Izabella Mattar e Thiago Godoy, que vão te passar dicas incríveis de investimento de longo prazo:

E então, agora ficou mais claro qual a diferença entre investimentos a curto, médio e longo prazo?

Lembre-se de que, independentemente do prazo das suas aplicações, é muito importante manter a constância e investir com periodicidade. Assim, ficará mais fácil alcançar seus objetivos.

E se você quer se aprofundar nesse tema para descobrir como criar uma carteira de investimentos diversificada, pode ser interessante fazer este combo de 4 cursos: Diversifique sua carteira

Você vai aprender, entre outras coisas, como criar uma carteira com mais rentabilidade, como investir nos Estados Unidos, liquidez, riscos e muito mais.

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Venda coberta de opções: como fazer e estratégias [Call e Put]

A venda coberta é uma alternativa do mercado de renda variável, especificamente do mercado de opções, que oferece aos investidores uma rentabilidade maior que a renda fixa.

Além disso, a estratégia é mais “pé no chão”, ou seja, não expõe os traders a riscos ilimitados. Com isso, podemos afirmar que a venda coberta é um caminho para quem tem receio de ingressar no mercado de opções.

Porém, para que dê tudo certo, é necessário se dedicar e, principalmente, buscar conhecimento sobre o assunto.

Por esse motivo, neste artigo, vamos ajudar você a entender o que é a venda coberta, qual é a diferença entre venda descoberta, como funciona e muito mais. Confira!

O que é venda coberta de opções?

Também conhecida como lançamento ou financiamento, a venda coberta de opções é uma alternativa de abordagem do mercado de opções

E, para compreendê-la totalmente, é preciso entender como funciona este mercado.

Resumidamente, no mercado de opções são negociados direitos, sejam de compra (call) ou de venda (put), sobre ações ou outros ativos financeiros.

Isso tudo com negociações pré-determinadas de preço (strike) e prazo.

Outro ponto importante que vale ser mencionado é que quem compra opções não possui o que chamamos de obrigação, mas sim o direito.

Seguindo este raciocínio, o comprador tem a opção de ceder o contrato, caso seja benéfico para ele.

Portanto, a venda coberta é uma forma de lucrar com as ações que o operador já possui na carteira, vendendo-as como opção com um valor de strike acima do que foi comprado.

>>> Leia o artigo O que é mercado de opções: como ele funciona na bolsa? e saiba mais sobre este mercado.

Diferença entre venda coberta e descoberta

A diferença entre a venda coberta e a venda descoberta está ligada à posse e aos riscos do ativo original.

Em relação à posse, enquanto na venda coberta é vendida a opção que o investidor tem a ação original em sua carteira como garantia, na venda descoberta há a obrigação de comprar o papel pelo valor que o estiver, se for exercido.

E esse é o risco da venda descoberta, pois, caso seja exercido, o lançador será obrigado a comprar as ações pelo valor oferecido e, dessa maneira, pode ter prejuízo em seu portfólio. 

Como funciona a venda coberta de opções?

Em primeiro lugar, o investidor que deseja realizar a venda coberta deve possuir as ações em sua carteira, pois elas são fundamentais para a essência da estratégia, que é a venda coberta de opções de call sobre as ações que o operador tem.

Depois, o lançador, que é aquele que tem alguma obrigação, estipulará em contrato um preço de venda superior ao que ele comprou, o que resultará em lucro quando o contrato for exercido. 

Caso não seja exercido, não necessariamente gerará prejuízo, pois mesmo com o lucro não vindo desta maneira, ainda há a quantia da taxa do Prêmio, que é um valor de garantia do contrato.

Venda coberta de Call

A venda coberta de call é uma das opções para realizar a venda coberta. Confira abaixo um exemplo prático.

Vamos supor que o operador tenha adquirido 200 ações da empresa X, que custam R$ 10 cada, resultando no valor total de compra de R$ 2.000.

O operador poderá lançar essas 200 ações no mercado de opções por meio de calls, dando direito a outro investidor comprá-las e sua obrigação de vendê-las, se outro investidor desejar. 

Entretanto, com a obrigação vem a quantia do Prêmio, isto é, o valor recebido pela venda das opções.

Dessa forma, o operador pode colocar um valor de cerca de R$ 0,50 para cada opção, preço de exercício (strike) de R$ 15 para cada ação e prazo de vencimento pré-estabelecido.

Com base nessas definições, haverão dois caminhos.

O primeiro é que outro investidor exerça o direito de compra no prazo de vencimento das opções.

No entanto, é importante deixar claro que isso só acontecerá se o preço da ação no mercado for maior do que o valor de strike ou exercício, pois só dessa maneira o outro investidor terá lucro ao comprar as ações.

A partir disso, vamos imaginar que a ação X tenha se valorizado no mercado à vista e agora custa R$ 20. Neste caso, tanto o proprietário quanto o lançador terão lucro.

Cálculos 

Veja a seguir os cálculos em caso de exercício:

Proprietário: gasta ao todo R$ 15 do valor de strike vezes 200 (a quantidade de ações que comprou), resultando em R$ 3 mil, somado a R$ 0,50 (valor do Prêmio), vezes 200, que dará R$ 3.100 gastos.

Porém, se o mercado continuar subindo, ele vende as 200 ações que no mercado valem R$ 20, por exemplo, à vista, embolsando R$ 4 mil.

Depois, subtraindo o que ele conquistou (R$ 4 mil), do que ele gastou (R$ 3.100), dá o valor final de R$ 900 — um lucro de cerca de 30%.

Lançador: pagou R$ 2 mil, mas recebeu o valor total do strike das 200 ações (que custam R$ 15): R$ 3 mil, com o acréscimo de 200 vezes R$ 0,50 (o valor do Prêmio) = R$ 100. Somados, os valores resultam em R$ 3.100.

Então, subtrai-se os R$ 2.000 e tem-se um lucro de R$ 1.100. Ou seja, 55%.

Já o segundo caminho é aquele no qual a ação fica menor do que o valor de strike — isto é, vira pó.

Nesta situação, temos o seguinte cenário:

  • Lançador: obterá lucro, pois terá o valor do Prêmio (R$ 100) 
  • Proprietário: terá prejuízo, visto que não irá exercer a opção, deixando que ela vire pó, tendo pagado o Prêmio de R$ 100.

Venda coberta de Put

Ao contrário da call, a característica da put é a obrigação de compra e o direito de venda.

Com base nessa afirmação, na venda coberta de put é preciso ter dinheiro suficiente para ficar com o papel em caso de exercício como garantia da operação.

Nesse sentido, o lançador terá a obrigação de, no dia do vencimento, comprar as ações do titular, que tem o direito de venda e vai pagar um valor de Prêmio para cada opção.

Portanto, vamos supor que 200 opções foram compradas e que cada opção X custe R$ 0,50. Caso essa opção vire pó, o lançador terá R$ 100 na conta. 

Em caso de exercício, ele teria que comprar 200 ações X do contrato feito com o outro investidor que tem um valor de strike R$ 25, por exemplo.

Consequentemente, foram gastos R$ 4.900, sendo esse valor o resultado do valor pago pelas ações subtraído pela quantia recebida e prêmio.

Entretanto, como vantagem, ele poderia fazer a venda coberta de call com as novas ações adquiridas e render como financiamento, à título de exemplo.

A estratégia de venda coberta vale a pena?

Depende do seu perfil de investidor. A estratégia de venda coberta tem muitos benefícios, mas o que realmente implica sua utilização é o prazo.

A venda coberta é um tipo de financiamento, portanto, leva tempo. Logo, pode ser considerada uma forma de rentabilização segura a longo prazo.

Dessa forma, caso você seja um investidor seguro, de longo prazo e saiba o que deve ou não ser feito, vale, sim, a pena apostar nesta abordagem. 

De todo modo, veja a seguir os prós e os contras da estratégia para formar sua própria opinião.

Os prós

  • Baixo risco de operações: existem poucas formas de sair no prejuízo pelo contrário, há lucro mesmo caso a opção não seja exercida. Desde que você tenha ações para cobrir as operações, o único risco é deixar de ganhar.
  • Lucro superior à renda fixa: em vez de deixar seu dinheiro parado na poupança, a venda coberta é uma excelente opção de rentabilização.
  • Ausência da necessidade de acertar a direção do mercado: não há necessidade de torcer para o mercado subir ou cair, pois, na queda há a rentabilização por parte do prêmio e na alta há rentabilização da venda mais o prêmio.

Os riscos

  • Baixa liquidez: um dos desafios quando se trata de opções. Por isso, para fazer sua venda coberta, escolha os papéis com liquidez nas opções, assim você não terá que se preocupar caso tenha que desmontar ou até mesmo rolar a operação.
  • A possibilidade de lucrar mais no mercado à vista: por mais que a venda coberta possa dar renda, existe a possibilidade de lucrar mais vendendo as ações no mercado à vista (mas terá que contar com mais riscos obviamente).  
  • Lucros limitados: por fim, os lucros limitados podem ser um risco para determinados investidores, pois toda renda que o lançador terá já é predestinado lá no acordo, com o valor do strike e do prêmio. Dessa maneira tem um limite do quanto pode-se ganhar.

Como fazer venda coberta na Clear?

Agora que você já sabe como a venda coberta funciona, confira a seguir o passo a passo de como fazê-la na Clear Corretora:

  1. abra seu Clear Pro;
  2. vá ao modo de garantias;
  3. selecione estratégia de opções;
  4. arraste a ação desejada para direita;
  5. coloque as ações como garantia;
  6. vá para o módulo de opções;
  7. selecione call e put;
  8. no ativo, selecione a mesma ação que colocou como garantia;
  9. coloque o vencimento;
  10. selecione o strike de call ou de put;
  11. envie a ordem de venda.

Ficou com alguma dúvida? Assista o vídeo-tutorial abaixo.

Como você pode perceber ao longo do texto, a venda coberta de opções é uma alternativa mais segura de ingressar no mercado de opções. Entretanto, não dispensa conhecimento sobre o mercado – pelo contrário.

Portanto, se você quer começar a lucrar com opções, uma boa opção é fazer o curso In The Money: Como começar a lucrar com Opções, da escola da XP Inc., e descobrir como construir sua estratégia e dar seus primeiros passos neste mercado.

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Turtle Traders: dom ou prática? Conheça a história e o livro

Turtle Traders foi o nome dado a um experimento comportamental, psicológico e social realizado no mercado financeiro dos EUA na década de 80.

Particularmente, você acredita que pessoas bem-sucedidas já nascem “predestinadas” ao sucesso ou é uma questão de esforço?

Esse é um dos questionamentos mais antigos da humanidade e é provável que você tenha uma opinião. Afinal, por que algumas pessoas se dão bem na vida e outras não?

Talento natural? Sorte? Merecimento? Essa especulação gera bons debates e, em 1983, dois americanos bem-sucedidos no mercado financeiro criaram um experimento para “tirar a prova”. Continue lendo e saiba mais.

Conheça a história dos Turtle Traders

Richard Dennis e William Eckhardt eram sócios, gestores de investimentos e traders, no entanto, tinham ideias distintas do que era um “trader de sucesso”.

Dennis era simpatizante de causas radicais, libertário e adepto do conceito “tábula rasa”, de John Locke.

De acordo com este conceito, as pessoas são um “livro em branco”, escrito no decorrer da vida.

Ele defendia a tese de que as pessoas não nascem predestinadas, por isso, podem traçar qualquer caminho na vida.

Supostamente, tudo seria uma questão de receber os conhecimentos e estímulos corretos e, a partir disso, seguir no caminho.

Já William Eckhardt defendia a tese de que “pau que nasce torto, morre torto”.

Ele acreditava que algumas pessoas têm “dons naturais” que não podem ser desenvolvidos. Ou seja, ou você nasce daquela maneira, ou “já era”.

Nos anos 80, os sócios resolveram colocar o próprio dinheiro em jogo (muito dinheiro, inclusive) para ver qual dos dois tinha razão.

A origem do nome 

De forma geral, o trading é uma atividade associada à rapidez. Logo, se referir a um trader como “tartaruga” (turtle) pode soar estranho. 

Entretanto, dizem que durante uma viagem à Cingapura, Dennis ficou impressionado ao visitar uma fazenda de criação de tartarugas, onde esses animais se desenvolviam de forma rápida e uniforme.

Teria sido por esse motivo que ele decidiu batizar os participantes do experimento de trading com esse nome.

A ideia é que os traders seriam criados de forma semelhante à que as tartarugas eram criadas naquela fazenda. Embora existam controvérsias sobre a origem do nome, essa é a história oficial.

O experimento

Inicialmente, treze participantes foram selecionados por meio de anúncios de jornal. O objetivo era “recrutar” pessoas de diferentes formações, para validar o experimento.

Mais de mil candidatos foram submetidos a um processo seletivo que incluía testes lógicos e comportamentais.

Os candidatos escolhidos realizaram um treinamento intensivo de duas semanas, onde aprenderam fundamentos do mercado financeiros e regras de um trading system idealizado por Dennis.

O sistema tinha regras de entrada, entradas adicionais, saída, stop loss e um limite máximo de risco (position sizing) para cada operação.

Além disso, era secreto (depois virou informação pública) e o contrato previa que os turtles poderiam operar suas contas por até cinco anos.

As contas (que os turtles operavam), eram do próprio Dennis e variavam de US$ 500 mil a US$ 2 milhões (em valores da época).

A remuneração nos turtles viria de uma porcentagem dos lucros dessas contas, lembrando que eles não investiam nenhum valor.

O experimento foi iniciado em 1983 e, em 1984, uma nova turma foi recrutada, seguindo os mesmos critérios.

A lógica central do experimento era bem simples: se várias pessoas, de formações e origens diferentes, operassem o mesmo sistema, seguindo as exatas mesmas regras, com disciplina, os resultados deveriam ser próximos.

No fim das contas, Dennis comprovou sua tese. Durante o período do experimento, o retorno médio anual dos turtles foi de 80%.

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Final do experimento

No último ano dos Turtle Traders, o próprio Dennis perdeu metade de um fundo que administrava em uma operação mal sucedida, sofrendo prejuízos em seu patrimônio.

Nos anos seguintes, ele teve outros tropeços e decidiu se aposentar, a fim de conservar a fortuna que ainda tinha.

Isso não intimidou diversos dos participantes do experimento, que continuaram no mercado mobiliário com relativo sucesso.

Deterioração do sistema de trading

Os turtles foram, no geral, bem sucedidos. Porem, eram muito correlacionados e operavam com volumes significativos.

Com o tempo, o próprio mercado foi se adaptando ao modo operacional dos turtles.

O sistema era baseado em rompimentos de canais (breakouts), e, a quantidade de “falsos rompimentos” vêm aumentando bastante nos últimos anos.

Isso levou, inclusive, à criação de uma técnica chamada de turtle soup (sopa de tartaruga), usada para explorar rompimentos falsos.

Para piorar as coisas, nos anos 90, um dos turtles resolveu “trair” os colegas e vender as regras, tornando-as públicas.

Aí, aconteceu aquilo que acontece quando um sistema vencedor cai nas mãos do público: ele para de funcionar.

A dinâmica do mercado financeiro é baseada na ausência de consenso, onde é preciso ter gente com visões contrárias.

Quando “todo mundo” passa a querer comprar e vender nos mesmos momentos, não tem mais mercado. Basicamente foi o que aconteceu.

Quanto mais o sistema se popularizava (e as pessoas compravam e vendiam nos mesmos preços), mais ele ia perdendo a efetividade.

Lições aprendidas com os Turtle Traders

Duas grandes lições podem ser tiradas do experimento dos turtle traders.

A primeira lição é que, caso você tenha um sistema consistente, com resultados validados estatisticamente, e um trader disciplinado operando, você vai ganhar dinheiro.

Ou seja, não é preciso ter nenhum talento natural ou capacidade premonitória. Basta ter um sistema sólido, risco controlado e regras bem definidas.

A segunda é: supondo que você desenvolva um sistema sólido e consistente, fique de boca fechada.

Isso porque, qualquer trading system “bom” perde efetividade ao se tornar público, pois, todos compram e vendem nos mesmos preços, o que desequilibra o mercado.

O sistema original dos turtles é, hoje, um sistema de baixa efetividade, mas muitos sistemas sólidos e consistentes, especialmente de trend following, que era o conceito usado no experimento, são inspirados no modelo original dos turtle traders, porém, com elementos e parametrizações diferentes.

Toda essa história interessante está no livro The Complete Turtle Trade.

Vale a pena conhecer esta narrativa para saber que qualquer um, sob boa orientação, pode fazer bons negócios na bolsa de valores.

Agora que você conhece a história dos Turtle Traders, imagine como seria incrível ter uma oportunidade semelhante a que Richard Dennis e William Eckhardt proporcionaram aos traders iniciantes?

O capital disponibilizado por ele impactou o volume de ganhos, no entanto, sem o conhecimento necessário todo o dinheiro poderia ter sido perdido, ou seja, para o grupo, fez toda a diferença contar com a experiência que Dennis adquiriu ao longo do tempo.

Pensando nisso, o analista de investimentos da Rico, André Moraes, criou o curso Tudo o que aprendi em 12 anos de day trade em parceria com a Faculdade XP School.

Por meio dele, você vai aprender mais sobre estratégias, técnicas e gerenciamento de risco sob a ótica de alguém que tem mais de uma década de experiência no mercado.

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Backtest: o que é, como fazer, vantagens e desvantagens

Se você investe no mercado financeiro, precisa saber o que é backtest. Afinal de contas, esse tipo de teste ajuda a identificar padrões ou comportamentos do mercado a partir de dados do passado, ou seja, ele pode te ajudar a ter uma tomada de decisão mais assertiva.

A curto prazo, por exemplo, o backtesting pode ajudar o trader a elaborar estratégias para tendências de alta ou queda do mercado, identificando, inclusive, momentos em que não se deve operar. Já a longo prazo, ele pode ser útil para complementar as análises fundamentalistas.

No entanto, a realidade é que grande parte dos investidores ainda desconhecem esse método, por isso, acabam deixando de aproveitar suas vantagens e benefícios.

Sendo assim, para ajudar você a entender mais sobre o backtesting, preparamos este artigo, onde explicaremos o que é esse método, como ele funciona na prática e quais são suas vantagens e desvantagens. Acompanhe a leitura!

O que é backtest?

O backtest ou backtesting, é um tipo de teste que usa dados históricos relevantes, com o objetivo de prever o que pode acontecer no futuro. Ele pode ser aplicado em diferentes áreas do conhecimento, incluindo o mercado financeiro.

No mercado financeiro, ele é utilizado para testar se uma estratégia será bem sucedida ou não, uma vez que ele é usado na hora de fazer determinados investimentos, quando são levantados dados passados do mercado. Com isso, é possível estimar de que forma cada estratégia irá funcionar.

Para atingir o seu objetivo, no entanto, o backtesting deve coletar o máximo possível de informações, pois, um maior detalhamento resulta em uma simulação mais realista do que, de fato, vai acontecer.

A partir disso, se o teste apresentar resultados positivos, o investidor coloca a sua estratégia em ação. Por outro lado, se os resultados do backtest se mostrarem menos favoráveis, talvez a melhor alternativa seja modificar a estratégia, fazer novos testes ou, até mesmo, abandoná-la.

Como funciona o backtest?

Como foi dito anteriormente, o backtest procura por um histórico do mercado que seja relevante para tentar prever o que acontecerá no futuro, visto que a lógica usada nesse tipo de teste é de que a história tende a se repetir.

Sendo assim, ele exige acesso a uma base de dados completa e de confiança, além da utilização de um software repetitivo, que permita a simulação do teste.

No entanto, tudo isso é possível graças ao avanço significativo da tecnologia, que por meio de algoritmos e da inteligência artificial, tornou esse método de previsão acessível ao grande público.

Isso porque, quando não haviam ferramentas capazes de facilitar e agilizar os cálculos, como temos atualmente, somente programadores conseguiam realizar um backtest da forma correta.

Todavia, apesar de o teste estar bem mais acessível atualmente, ainda existem alguns fatores que dificultam a sua aplicação.

O banco de dados utilizado, por exemplo, precisa ser totalmente confiável para disponibilizar resultados assertivos. Isso porque, qualquer discrepância presente nesse banco de dados, mesmo que mínima, pode levar a resultados totalmente equivocados.

Da mesma forma, também é preciso ter atenção ao número de séries usadas no teste, pois simular um alto volume de processos pode demandar bastante tempo. Por outro lado, o uso de poucas séries pode não se aproximar tanto da realidade do mercado.

Por essa razão, é comum que os simuladores passem por uma espécie de tratamento de dados, com o intuito de manter um número adequado de processos, pois isso pode otimizar o tempo e o resultado dos testes.

Qual a importância do backtest no mercado financeiro?

O backtest disponibiliza para analistas, investidores e traders uma forma de avaliar e otimizar suas estratégias de negociação e modelos, antes mesmo de colocá-las em prática.

Afinal de contas, a lógica utilizada nesse tipo de teste é que uma estratégia que funcionou bem no passado provavelmente funcionará no futuro, e vice-versa.

Nesse sentido, considerando que essa premissa é verdadeira, o backtest funciona como uma ferramenta de prevenção de riscos.

Vale a pena usar o backtesting?

Agora que você entendeu o conceito de backtesting, pode estar se perguntando se realmente vale a pena usar essa estratégia no mundo dos investimentos, certo? Para sanar essa dúvida, veja a seguir as vantagens e desvantagens desse tipo de teste.

Vantagens

Entre as principais vantagens, podemos destacar:

  • grande aliado na tomada de decisões sobre o uso de determinadas estratégias de investimento;
  • por se tratar de um teste prévio, os fatores emocionais não são considerados;
  • pode ser aplicado com a técnica de bootstrapping, que consiste na realização de sorteios no conjunto de dados históricos para construir passados considerados alternativos;
  • ao avaliar os cenários, o trader pode confirmar se uma estratégia irá funcionar ou não.

Desvantagens

Apesar de apresentar alguns benefícios bem consideráveis, o backtesting também possui alguns pontos negativos. Os principais deles, são:

  • apesar de mostrar dados históricos do passado, o backtesting não garante 100% de assertividade nos resultados futuros;
  • é necessário saber ponderar os resultados, usando outras métricas que contribuem para uma análise mais completa do backtesting;
  • é fundamental estudar continuamente para tomar decisões embasadas nos cenários econômicos.

Quais são os riscos do backtest?

É sempre importante destacar que, apesar de ser uma técnica bastante utilizada por investidores de grande porte, o backtesting não elimina os riscos do mercado financeiro.

Além disso, esse tipo de teste não dá total garantia que os resultados obtidos no passado se repetirão no futuro.

Afinal de contas, o método usa modelos matemáticos e estatísticos para realizar previsões, não considerando acontecimentos externos e qualquer tipo de fator que possa influenciar o mercado.

Contudo, mesmo sabendo dos riscos que estão por trás do backtest, grande parte dos especialistas recomendam o uso dessa ferramenta para potencializar os resultados e aumentar o índice de assertividade ao alocar recursos no em ativos no mercado financeiro.

Outra forma de identificar oportunidades de investimentos é aprender sobre Análise Fundamentalista, que avalia indicadores mais usados pelos analistas para entender o mercado.

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Market timing: o que é? Como funciona? Vale a pena?

Se você é um investidor, provavelmente já ouviu falar na expressão market timing, afinal, a prática é bastante utilizada por quem opera no mercado financeiro.

Seja no mercado de ações, em renda fixa ou qualquer outro tipo de investimento, o objetivo da maioria dos investidores que visam lucros a curto prazo é tentar prever movimentos futuros dos preços.

Por isso, é muito importante entender as variações do mercado, para comprar na baixa e vender na alta em um curto espaço de tempo.

Essa estratégia de tentar adivinhar as mínimas e máximas do mercado para conseguir comprar “na hora certa”, é o que chamamos de market timing.

Inicialmente, ela parece bastante tentadora, mas também pode ser bem inconsistente.

Neste artigo, ajudaremos você a aprofundar os seus conhecimentos sobre essa técnica e a saber como ela pode se enquadrar na sua estratégia de investimento. Aproveite a leitura!

O que é market timing?

Market timing é uma estratégia de compra ou venda de ativos financeiros, fundamentada na previsão do comportamento do seu preço no futuro.

Entre as ferramentas de análises utilizadas para prever esses comportamentos, estão:

  • os estudos de dados econômicos;
  • e os indicadores técnicos, que permitem que o investidor verifique a movimentação do mercado.

Ela pode ser considerada, ainda, o oposto de uma estratégia passiva — na qual os investidores compram títulos e os mantêm por um longo período de tempo, independentemente da volatilidade do mercado.

Entendendo o market timing na prática

O market timing pode ser utilizado como estratégia de investimento de diversas maneiras, a depender do que o investidor pensa que vai acontecer.

Por exemplo, se um determinado investidor notar uma ação sendo negociada a US$ 50 na terça-feira, e sentir que ela vai cair para US $47 no final de semana, ele pode vender a ação ou comprar uma opção de venda que expira na sexta-feira.

Nesse caso, as duas negociações são de baixa, pois dependem da queda do preço das ações para lucrar.

Sendo assim, caso o preço da ação caia abaixo do esperado pelo investidor, ele ganha dinheiro.

Por outro lado, se o preço da ação subir, significa que o timing de mercado do investidor falhou e, consequentemente, ele vai perder dinheiro.

Além disso, é importante sempre destacar que o oposto também funciona.

Ou seja, se um investidor achar que o preço de uma ação vai subir, ele pode entrar em posição comprada ou comprar uma opção de compra que expira no dia em que ele pensa que a subida vai acontecer.

Vale a pena utilizar o market timing?

Tentar prever o que vai acontecer no mercado tem seus pontos positivos e negativos. Veja a seguir as principais vantagens e desvantagens do market timing:

Vantagens

Apesar de apresentar alguns riscos, o market timing pode proporcionar aos investidores um retorno financeiro bastante satisfatório, visto que uma previsão bem sucedida acerca da volatilidade do mercado pode potencializar os resultados.

Isso significa que uma entrada assertiva na bolsa de valores, próxima dos limites de tendência, por exemplo, pode ser a fonte de grandes lucros para o investidor.

Além disso, essa estratégia de investimento ajuda o investidor a minimizar perdas financeiras, uma vez que, por meio de uma análise aprofundada e coerente acerca do mercado, é possível vender os ativos antes que as ações percam valor.

Desvantagens

Por outro lado, a grande desvantagem associada ao market timing, além da necessidade constante de pesquisa e investigação, é a alta volatilidade dos resultados apresentados.

Justamente pelo fato dessa técnica estar associada à constantes mudanças apresentadas pelo mercado, existe a possibilidade do retorno esperado pelos investidores demorar anos para chegar — ou até mesmo nunca acontecer.

Um grande exemplo que confirma esse ponto são as situações de crise. Nesse tipo de cenário, é comum que investidores adeptos ao market timing optem por adquirir muitos ativos, no entanto, pode ser que o retorno esperado por eles venha ocorrer somente após alguns anos.

Apesar disso não necessariamente causar um prejuízo, pode acarretar um custo de oportunidade mal aproveitado, uma vez que o dinheiro que não proporcionou retorno poderia ter sido investido em outros ativos.

Por esse motivo, ao optar por este tipo de estratégia, é extremamente importante que o investidor esteja plenamente seguro de suas decisões e das análises realizadas, de modo que tenha total confiança que o investimento trará retorno.

Críticas ao market timing

O estudo de referência “Ganhos prováveis do Market Timing”, publicado em 1975, no Financial Analyst Journal, por William Sharpe, foi realizado para tentar descobrir a frequência necessária para um timer de mercado ser bem-sucedido, bem como um fundo de índice passivo, rastreando um benchmark.

Ao final do estudo, Sharpe concluiu que o investidor que coloca a estratégia do market timing em prática precisa estar correto em 74% das vezes, para superar a carteira de referência de risco semelhante anualmente.

Já um estudo realizado em 2017 pelo Center of Retirement Research, do Boston College, descobriu que os fundos na data-alvo que buscaram o market timing, apresentaram um desempenho inferior a outros fundos em até 0,14 pontos percentuais, significando uma diferença de 3.8% em 30 anos.

Diante de todas essas informações, é válido reforçar que um investidor deve estar muito seguro do marketing timing para conseguir de fato lucrar com essa estratégia.

E, para obter essa segurança, um dos passos mais importantes é fazer uma análise correta do mercado.

Pensando em auxiliar você nesse processo, a escola da XP Inc. desenvolveu o curso Análise Fundamentalista: Identifique os Futuros Vencedores da Bolsa.

Por meio dele, você vai conhecer e entender como funcionam os indicadores mais utilizados pelos analistas para identificar oportunidades de investimentos.

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10 estratégias de opções para lucrar mais e diminuir riscos

Ter estratégias de opções bem fundamentadas é primordial para você obter lucros satisfatórios.

Isso porque, boas estratégias possibilitam que você saiba qual é a melhor hora para entrar em cada operação, com base na movimentação no mercado.

E a boa notícia é que existem alguns modelos de investimento em opções eficazes, que podem ser aplicados por qualquer investidor.

Eles podem funcionar tanto como um seguro de carteira quanto como uma diversificação de investimentos, por exemplo.

Ficou interessado? Então continue lendo e confira a nossa lista com 10 estratégias de opções para você aplicar em suas operações.

10 estratégias de opções

Antes de apresentarmos as estratégias, vamos explicar o significado de algumas letras e códigos que você verá ao longo do texto.

  • C e P: opções de compra e de venda, respectivamente;
  • S: ativo-objeto, como a ação preferencial da Petrobras (PETR4), por exemplo, que tem opções muito líquidas;
  • C1 e C2: ações de compra onde o preço de exercício K1 é maior que o preço de exercício K2 (para estratégias que tenham duas opções do mesmo tipo, com diferentes preços de exercícios);
  • Sinais positivo (+) e negativo (-): posições compradas e vendidas, respectivamente.

Para simplificar, apresentaremos somente estratégias que possuam opções com o mesmo vencimento e sejam de compra. Isso porque elas têm maior liquidez em comparação às opções de venda.

Além disso, vale destacar que qualquer estratégia com um tipo de opção pode ser replicada de forma exata com outro tipo

Vamos lá?

1. Venda coberta [+S -C]

A primeira estratégia da nossa lista consiste em uma posição comprada no ativo, e na mesma posição vendida em opção de compra com o valor de exercício relativamente elevado para o prazo estabelecido.

Ela é interessante principalmente para investidores que possuem uma determinada ação, e não têm a intenção de vendê-la no curto prazo.

Isso porque, ao lançar (vender) a opção, o investidor garante o prêmio e, consequentemente, rentabiliza sua carteira de investimento.

O pior cenário para a estratégia seria o preço do ativo subir além do valor de exercício acrescido ao prêmio recebido pela opção vendida.

Entretanto, ainda assim, o investidor teria garantido um bom retorno com a alta da ação e o prêmio recebido pela opção lançada.

>>> Leia o artigo Venda coberta de opções: como fazer e estratégias [Call e Put] e saiba mais sobre essa estratégia.

2. Straddle [+P +C]

Conhecida como straddle, essa carteira se refere à compra de uma opção de compra e outra de venda — as duas com o mesmo valor de exercício.

Nessa estratégia, o investidor aposta na forte subida ou na forte descida do ativo-objeto.

Em resumo, quanto mais longe o ativo-objeto estiver do valor de exercício das opções, mais alto será o ganho no vencimento.

Obviamente, caso o vencimento do ativo-objeto encerrar perto a K, a estratégia acumulará prejuízos que podem atingir a quantia total investida.

Vale ressaltar que requer um investimento inicial, porém o potencial de ganho é maior.

3. Hedge [+S +P]

Essa é uma das estratégias de opções que protege a carteira, pois garante um limite mínimo de preço no vencimento da opção, igual ao seu valor de exercício.

Mas, é claro, não existe almoço grátis, e essa proteção possui um custo: é necessário pagar o prêmio da put.

Quanto mais alto for o nível de proteção, mais caro será o valor de exercício e, consequentemente, maior será o preço do seguro.

4. Estratégia de renda fixa [+S +P -C]

Gerada a partir da relação de put-call-parity, essa carteira representa uma estratégia de renda fixa, com valor atualmente conhecido.

Isto é, no vencimento das opções, o valor sempre será o mesmo da quantia de exercício.

Se o preço do ativo S for menor que o preço do ativo K, o investidor vai exercer a posição comprada na put, além de garantir o mesmo valor total de K.

Entretanto, caso o preço do ativo S for maior que o preço do ativo K, o investidor será exercido e terá a obrigação a entregar o sobrepreço do ativo em relação a K. 

Essa é uma das estratégias de opções que favorece, em algumas situações, uma taxa de juros superior ao CDI.

5. Estratégia de baixa [-C1 +C2]

A estratégia de baixa é aquela que lucra com a queda do valor do ativo-objeto até a data de vencimento.

Como a opção vendida é mais cara que a comprada, você recebe uma quantia inicial que corresponde à diferença dos prêmios na hora que a carteira foi montada.

Caso o ativo-objeto esteja valendo K1 ou menos no vencimento, as opções não terão valor e, consequentemente, você não terá que pagar nada.

Com isso, todo o montante que você recebeu no início será seu lucro com essa estratégia. No entanto, se o ativo-objeto estiver valendo mais ou o mesmo K2, você terá um grande prejuízo.

6. Box de quatro pontas [+C1 – P1 +P2 -C2]

A carteira Box de quatro pontas é mais uma alternativa de estratégia prefixada com opções. Seu valor no vencimento sempre será igual à diferença de K2 e K1.

Em algumas situações, essa estratégia favorece uma taxa de juros superior ao CDI, e diversos grandes fundos se beneficiam disso para terem um desempenho acima do CDI com riscos quase inexistentes.

7. Borboleta [+C1 -2C2 +C3]

A carteira borboleta aposta que, no vencimento das opções, o ativo-objeto estará girando em torno de K2.

Isto é, essa estratégia espera um retorno financeiro tanto maior no vencimento quanto mais próximo que o valor do ativo-objeto estiver de K2.

Nesse caso, se o ativo-objeto subir (acima de K3) ou descer (abaixo de K1) no vencimento, todo o valor investido na montagem da carteira será perdido, representando uma perda total.

8. Estratégia de alta [+C1 -C2]

A estratégia de alta que aposta na subida do preço do ativo-objeto.

Para isso, é preciso comprar uma opção de compra com valor de exercício mais baixo (K1) e vender a opção de compra por um valor de exercício mais alto (K2).

Logo, é necessário investir dinheiro, visto que a opção comprada custa mais do que a opção vendida.

No vencimento, é necessário torcer para que o valor do ativo-objeto seja igual ou maior que a K2, assim, você recebe a diferença entre K2 e K1, que resulta em uma quantia significativamente maior do que o capital investido inicialmente. 

Se os preços do ativo-objeto acabar entre os dois valores de exercício, você receberá a diferença entre essa quantia e K1.

O cenário mais prejudicial para essa estratégia seria o valor do ativo-objeto ser encerrado abaixo de K1.

Isso porque, nesse caso o capital investido de início seria 100% perdido, visto que as duas opções não teriam valor algum.

9. Strangle [+ P1 + C2]

A strangle, assim como a stranddle, é uma das estratégias de opções que se refere à compra de uma opção de compra e outra de venda — as duas com o mesmo valor de exercício.

A diferença entre elas é que, na strangle, o valor do exercício da opção de compra é superior ao valor do exercício da opção de venda.

Ela requer um investimento menor no momento da montagem, pois compra uma put com menor preço de exercício e/ou uma call com maior preço de exercício.

Porém, mais uma vez, não existe almoço grátis. Em contrapartida, os lucros são mais escassos, ficando no máximo abaixo de K1 ou acima de K2.

Vale ressaltar que, caso o ativo-objeto feche no vencimento entre esses dois valores de exercício, a estratégia culminará em perda total da quantia investida para a compra das opções.

10. Estratégia de curto prazo [-C1 +2C2 -C3]

A última estratégia da nossa lista é de curto prazo. Nela, o investidor aposta que o ativo-objeto estará acima de K3 ou abaixou de K1 no vencimento das opções.

Trata-se de uma estratégia interessante para eventos binários de curto prazo, como por eleições disputadas por duas vertentes distintas, com grandes chances de sucesso.

Embora exista incerteza sobre o ativo-objeto cair ou subir, é certo que o preço será grandemente impactado por esse evento. 

Agora que você já conhece 10 estratégias de opções para aumentar os lucros e diminuir os riscos, é hora de compreender mais sobre esse mercado.

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Saiba o que faz o Agente Autônomo de Investimentos e como se tornar um!

Que o mercado financeiro tem ganhado cada vez mais destaque não é segredo para ninguém. Prova disso são as mais de 4 milhões de contas criadas na Bolsa de Valores, com um aumento de 45,5% no número de pessoas físicas entre 2020 e 2021. Surfando nessa onda, uma profissão também tem se popularizado: a do Agente Autônomo de Investimentos. Mas você sabe o que ela faz?

Neste texto, reunimos tudo o que você precisa saber: desde o escopo de trabalho desse profissional até salários e como se tornar um. Vamos lá?

O que é AAI (Agente Autônomo de Investimentos)?

O Agente Autônomo de Investimentos — ou AAI — é o profissional responsável por oferecer os produtos de investimentos. Para que as ofertas estejam alinhadas com os perfis dos investidores, ele precisa ter grande conhecimento do mercado. E é ele que faz a ponte entre clientes e corretoras.

Embora, como o nome já sugere, o AAI trabalhe de maneira autônoma, ele deve estar credenciado a uma corretora. Só com esse vínculo ele poderá oferecer os produtos. Isso é feito por meio  da plataforma de distribuição da empresa, o que lhe confere um contrato de distribuição.

O que faz um Agente Autônomo de Investimentos?

São três as principais funções de um AAI:

1- Captar possíveis clientes investidores

Como o AAI atua em parceria com a corretora, seu papel é intermediar o contato entre investidor e financeira. Isso significa que ele atua como ponte facilitadora, encontrando pessoas interessadas em investir e conectando-as com quem tem o produto.

2- Oferecer informações sobre os os produtos e serviços da corretora

Hoje, nas corretoras, existe uma série de produtos disponíveis na cesta da renda fixa e da variável. O papel do profissional é apresentar as opções disponíveis dentro delas e esclarecer possíveis dúvidas que os clientes tenham acerca de temas como mecânica, forma de investimento e rentabilidade.

3- Receber e registrar ordens de compra e venda de ativos

A responsabilidade de decidir em qual investimento apostar é do próprio investidor. Neste sentido, você pode estar se perguntando: “Mas o Agente Autônomo de Investimentos pode operar?” A resposta é sim! Depois que a escolha dos produtos é feita pelo investidor, o AAI pode executar as ordens de compra e venda de ativos — desde que solicitado pelo próprio cliente.

De modo geral, suas funções são bastante comerciais. Por isso, é importante que, além de profundo conhecimento financeiro, esse profissional também tenha facilidade para se comunicar e vender.

Faz parte do escopo dos AAI oferecer as melhores opções de renda variável aos seus clientes. Uma maneira de fazer isso é  sabendo como se formam os preços dos ativos. Faça o download do nosso e-book gratuito sobre o tema e aprender sobre movimentações de preços por oferta e demanda e conceitos de volatilidade e liquidez.

Banner com CTA para e-book Como se formam os preços dos ativos

Agente Autônomo de Investimentos: salário e receita média anual

A receita média anual de um agente pode variar entre 0,6% e 1,5% da quantia total captada. Considerando esse dado, um AAI cujo cliente captado investir R$ 20 milhões em sua carteira, pode ter como remuneração anual até R$ 300 mil.

Lembrando que por sua atuação autônoma, sem vínculo empregatício com a corretora parceira, o agente não tem salário fixo mensal. Por isso, três fatores são determinantes para sua remuneração: 

1) O acordo feito entre o profissional e a corretora; 

2) A receita que o produto contratado pelo cliente gera; 

3) O potencial do profissional para captar novos clientes.

Considerando esses três pontos, não há limites de ganhos para um agente autônomo. Ou seja, quanto mais clientes ele captar e quanto mais receita os produtos adquiridos gerarem, maior será sua renda.

Quais os custos de um agente autônomo de investimentos? 

É importante que você, interessado em se tornar um agente autônomo de investimentos, conheça os custos atrelados ao exercício da profissão. 

O principal deles é a chamada Taxa de Fiscalização dos mercados de títulos e valores regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

O tributo, que custeia as atividades de supervisão da CVM, é obrigatório para pessoas físicas e jurídicas que operam no mercado de valores mobiliários, como: 

  • empresas nacionais e estrangeiras de mercado aberto;
  • corretoras;
  • fundos de investimentos;
  • distribuidoras;
  • securitizadoras;
  • bancos; 
  • auditores independentes;
  • agentes autônomos de investimentos. 

O valor das taxas varia de acordo com a categoria na qual se enquadra o pagador. A ideia é que haja uma relação de proporcionalidade entre o montante pago e o tamanho da instituição. Por exemplo, de acordo com a Medida Provisória 1072/21, aprovada em fevereiro de 2022, empresas com patrimônio líquido de até R$ 4 milhões, pagam uma taxa de R$ 15.715,61 a cada três meses. 

Já para os agentes autônomos de investimentos, a edição da MP trouxe boas notícias: a partir da aprovação do documento, a taxa para os assessores de investimentos pessoa física (categoria na qual se enquadram os AAI) passou a ser de R$ 530 por ano. Anteriormente, o valor era de R$ 634,63 trimestrais, o equivalente a R$ 2.538,52 por ano.

Como se tornar um AAI?

O passo mais importante para se tornar um agente autônomo é ser aprovado em um exame de certificação. 

Esse exame é realizado pela Ancord e tem como objetivo avaliar a qualificação técnica do profissional e se ele está apto a exercer a profissão.

Ao todo o exame da Ancord possui 80 questões. Nelas, temas sobre o mercado financeiro, como produtos de investimento, matemática financeira, lavagem de dinheiro e a profissão em si. Para se inscrever, basta ter ensino médio completo.

Após ser aprovado no exame, o profissional deve solicitar seu credenciamento na Ancord. Nessa entidade ele também deve aderir ao código de conduta que orienta os agentes. Por fim, é necessário se registrar na CVM.

Certificado AAI

A Ancord é a única entidade autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários a oferecer a certificação de AAI. Por isso, quando o profissional é aprovado no exame, ele passa a ter a permissão para trabalhar como agente autônomo.

Um Agente Autônomo de Investimentos tem futuro?

Como dissemos no começo desse texto, a Bolsa de Valores tem ficado cada vez mais popular. Com isso, a demanda por profissionais capacitados tem crescido também. Um agente autônomo é fundamental para orientar os investidores sobre as melhores opções de investimento para seu perfil.

Se você tem vontade de empreender, sabe trabalhar de maneira autônoma, tem amplos conhecimentos sobre o mercado de investimentos e facilidade em se relacionar e vender produtos e ideias, provavelmente ser um AAI vale a pena.

Com a B3 cada vez mais popular  e pessoas cada vez mais educadas financeiramente, a tendência é que esse mercado necessite cada vez mais de agentes.

Agente Autônomo de Investimentos XP

Dados da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras (Ancord) mostram que, em julho de 2021, o número de agentes autônomos foi 51% maior que o mesmo período em 2020. Isso indica que, cada vez mais, essa tem se tornado uma profissão promissora.

Além de maior corretora do país, a XP também é pioneira no universo de AAI no país. Ela é responsável por criar e desenvolver esse modelo de plataforma de investimentos aberta e conectá-la aos assessores independentes.

Em seu programa de parceria com agentes autônomos, a corretora oferece inúmeras vantagens, entre elas:

  • Autonomia no relacionamento com os clientes
  • Remuneração acima da média do mercado
  • Suporte na especialização em produtos financeiros

Para se tornar um assessor parceiro da XP, o profissional deve enviar seus dados para a corretora. Ela fará uma análise de perfil e experiências e, caso aprovada, serão disponibilizados cursos preparatórios para a Ancord. Por fim, em caso de aprovação na Ancord, a corretora oferece suporte para o agente encontrar um escritório compatível com o seu perfil.

O escritório no qual o AAI passa a atuar é uma sociedade independente. Dessa maneira, a relação com a XP é estabelecida através de contrato de distribuição. Por ter regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os assessores devem ter participação societária na empresa, mas a forma que os dividendos serão distribuídos pode ser definida internamente.

Prepare-se estudando

Sua certificação para se tornar um Agente Autônomo de Investimentos está atrelada a muita dedicação e estudo. E, com a ajuda de plataformas confiáveis e especializadas no mercado financeiro, você pode se tornar um expert no assunto. 

Na Faculdade XP você tem acesso a uma série de conteúdos, que vão do básico ao avançado, para aprender tudo o que precisa. Além do nosso blog, com centenas de materiais, reunimos diversos cursos para quem quer desmistificar o segmento e até iniciar uma carreira no mercado financeiro.

É hora de dar o primeiro passo! 

Faça parte da XPE Multi+, plataforma de assinatura da Faculdade XP. Sua assinatura dá acesso a um ecossistema digital de aprendizado contínuo para desenvolver profissionais para a nova economia: mais descomplicada, mais autônoma e muito mais dinâmica.

Aprender sobre investimentos: 6 dicas para cuidar melhor do seu dinheiro e fazê-lo render

Aprender sobre investimentos vai além do que simplesmente guardar o seu dinheiro ou aplicá-lo sob uma rentabilidade razoável.

Na verdade, por meio de uma estratégia bem estruturada, é possível proteger seu patrimônio e alcançar seus objetivos financeiros, que podem ser desde fazer uma viagem em família ou comprar um carro novo, até adquirir a casa própria ou viver uma aposentadoria confortável.

Neste artigo, você vai conferir algumas dicas de como começar a aprender sobre investimentos para fazer o seu dinheiro trabalhar para você, com segurança:

  1. Organize sua situação financeira;
  2. Matricule-se em cursos sobre investimentos;
  3. Assista a vídeos no YouTube;
  4. Comece investindo em produtos de renda fixa;
  5. Acompanhe as notícias de economia e mercado financeiro;
  6. Leia sobre investimentos.

Vamos lá?

Por que é importante aprender sobre investimentos?

Muitos dos nossos sonhos só são possíveis de se tornarem realidade se a gente tiver dinheiro para financiá-los.

Viajar, abrir uma empresa, comprar um carro ou uma casa, fazer uma graduação ou até mesmo adquirir a coleção completa de discos de vinil do seu cantor favorito (sim, os vinis voltaram com tudo e não são nada baratos).

A maioria das conquistas que almejamos está atrelada ao dinheiro. E aprender tudo sobre investimentos é importante para que nossos objetivos financeiros se concretizem mais rapidamente.

Além disso, saber como aplicar o seu dinheiro é necessário para proteger seu patrimônio da inflação.

Em vez de deixar o dinheiro parado na poupança ou conta corrente, você pode realizar investimentos em títulos de renda fixa ou de renda variável e evitar que o seu dinheiro perca valor com o decorrer do tempo.

Quer saber como? Continue aqui com a gente!

>>> Leia também: Formas de poupar dinheiro: 5 dicas para aprender a economizar

Aprender sobre investimentos: 6 dicas de como começar

Aprender tudo sobre investimentos demanda bastante tempo e dedicação. No entanto, existem algumas dicas que você pode seguir para conhecer mais sobre esse universo e se tornar um bom investidor.

Confira a partir de agora seis boas práticas essenciais para aprender sobre investimentos e tomar melhores decisões sobre onde aplicar o seu dinheiro.

1 – Organize sua situação financeira

A primeira dica de como começar a aprender sobre investimentos consiste em colocar a sua vida financeira em ordem.

Isso significa quitar todas as suas dívidas e fazer um levantamento de todas as suas despesas e fontes de receita.

Ao organizar as suas finanças, ficará mais fácil definir quanto do seu orçamento você consegue reservar para realizar as aplicações no mercado financeiro.

2 – Matricule-se em cursos sobre investimentos

Para quem é iniciante no mundo dos investimentos, o mercado financeiro pode parecer um bicho de sete cabeças.

Para desmistificar essa ideia, uma boa ideia é se matricular em cursos online ou presenciais que vão te explicar o “bê-á-bá” de tudo o que você precisa saber sobre o mundo das finanças e dos investimentos.

Na escola da XP Inc, por exemplo, você encontra vários cursos que vão te ajudar a melhorar a forma com que você lida com o seu dinheiro e multiplicar seu patrimônio.

Uma excelente alternativa é fazer um Curso, como este: Primeiros passos no mundo dos investimentos

Neles você aprende, entre outras coisas, o que são juros reais, como aplicar em renda fixa, o que é volatilidade em fundos de investimento e muito mais!

Imagem da campanha de um curso online sobre "Os primeiros passos no Mundo dos Investimentos" da Faculdade XP School.

>>> Veja mais: Finanças: o que são, importância, dicas e cursos

3 – Assista a vídeos no YouTube

O YouTube é uma plataforma com uma infinidade de conteúdos para pessoas interessadas em começar a aprender sobre investimentos.

No canal da Faculdade XP, por exemplo, você tem acesso a vários vídeos em que especialistas explicam tudo o que você precisa saber para investir melhor.

Neste vídeo da Clara Sodré, você vai conhecer dicas de como começar a investir, veja:

4 – Comece investindo em produtos de renda fixa

Há quem diga que a melhor forma de aprender sobre investimentos é com a prática. 

Para quem está começando agora e quer entender como funciona a dinâmica do mercado financeiro, escolha realizar pequenas aplicações em títulos de renda fixa, os quais são considerados menos arriscados.

No Tesouro Direto, por exemplo, você pode começar a investir a partir de R$ 30,00.

Quer aprender agora mesmo como investir em renda fixa? Então, assista a este  vídeo da especialista e professora da Faculdade XP, Clara Sodré:

5 – Acompanhe as notícias de economia e mercado financeiro

É muito importante que você se mantenha informado sobre o que acontece no cenário econômico do país e sobre as movimentações do mercado financeiro.

Isso porque determinadas decisões sobre investimentos podem ser impactadas por questões macro da nossa economia, como inflação, juros, desemprego, taxa de câmbio etc.

Por Exemplo: se há uma alta da inflação, a taxa Selic pode ser elevada pelo Banco Central. O objetivo é aumentar os juros e diminuir o consumo. Com isso, investimentos baseados na Selic se tornam menos rentáveis.

Confira alguns portais que trazem dados atualizados sobre o mercado:

>>> Leia mais: Aprender a mexer com dinheiro: 5 dicas para começar!

6 – Leia sobre investimentos

Os livros também são excelentes fontes de informações para quem quer aprender sobre investimentos.

E boas leituras sobre esse tema não faltam.

Pai Rico, Pai Pobre” e “Me Poupe! 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso” são exemplos de bons livros que vão te ajudar a entender melhor sobre como cuidar melhor do seu dinheiro.

>>> Veja também: Livros sobre investimento: 5 dicas para elevar seu conhecimento

E por falar em leitura, aqui na Faculdade XP temos uma série de e-books gratuitos que você pode ler hoje mesmo para começar a entender mas sobre fianças, dê uma olhada em um deles e baixe agora: GUIA da Bolsa para Investidores

Como investir em dólar futuro? Entenda os 5 fatores preponderantes para negociar bem

Falar sobre como investir em dólar futuro ainda causa certo desconforto em grande parte dos investidores. Isso porque se trata de um tipo de investimento em que a cotação prefixada gera insegurança.

Mas ao contrário do que se imagina, o dólar futuro pode ser uma ótima alternativa para ganhar com a cotação da moeda  Mas para investir é preciso entender as oscilações do mercado e se o investimento está de acordo com o seu perfil. 

Se você se interessou pelo tema, ao longo do conteúdo explicaremos o que é e como investir em dólar futuro. Continue lendo até o final.

O que é dólar futuro?

O dólar é atualmente a moeda mais forte do mercado, considerada uma commodity financeira negociada nas bolsas de valores ao redor do mundo.

Como qualquer tipo de commodity, esse tipo de negociação pode ser comprada e vendida no mercado futuro por meio de contratos. Desse modo, podemos dizer que o dólar futuro é um investimento de compra e venda de moeda com datas selecionadas durante a aquisição.

A proposta é que entre o fechamento do contrato e sua execução, a moeda valorize, fazendo que no dia do vencimento do dólar futuro, o investidor obtenha o lucro esperado.

Como funciona o dólar futuro?

Existem duas maneiras de realizar a compra do dólar futuro por meio de contratos cheios (DOL), ou de minicontratos (WDOL).

  • Um contrato cheio (DOL) é uma movimentação de US$50mil, em que o lote mínimo padrão negociado é de 5 contratos, ou seja, equivalente a US$250mil.
  • Já os minicontratos (WDOL) representam 20% do DOL, ou seja, cada minicontrato vale US$10 mil, sem um valor mínimo para a operação.

A grande vantagem dos minicontratos é que ele serve para investidores que desejam aplicar menos dinheiro. 

Desse modo, as operações WDOL se tornam mais sólidas, fáceis e com alta liquidez, com resgate do dinheiro a qualquer momento, sem a necessidade de esperar o término do contrato.

Mas, de qualquer forma, se durante a execução do contrato o valor do dólar superar o do contratado, o investidor terá lucro. Por outro lado, em caso de desvalorização da moeda, ele deverá arcar com o prejuízo.

Vale frisar que o vencimento do dólar futuro acontece sempre no primeiro dia útil do mês. A data indicada pela B3 é feita por meio de siglas, como, por exemplo, Janeiro representa F; Fevereiro G; Março, H, e, assim, sucessivamente.

Como investir em dólar futuro?

A melhor forma para investir em dólar futuro é entender as técnicas desse tipo de negociação, já que a execução depende de cinco fatores preponderantes. São eles:

1. Home broker

Em primeiro lugar, os contratos de investimentos acontecem por meio de um home broker, sistema usado por corretoras para interligar os usuários ao pregão eletrônico.

O home broker é o recurso mais utilizado e moderno, contudo, também é possível negociar contratos por meio de uma mesa de operação. Neste caso, é de extrema necessidade contar com uma corretora de valor, como a XP Investimentos.

2. Margem de negociação

Tratando dos tipos de contratos DOL e WDOL, os dois envolvem uma margem de negociação. Enquanto os minicontratos custam R$65, nos contratos cheios o valor é de R$325, que pode ser representado em dinheiro ou em investimentos, como ações, tesouro direto, CDB, etc.

3. Alavancagem

Investimento em dólar futuro proporciona alavancagem, isto é, possibilidade de movimentação de valores muito além do que existem na conta.

4. Day Trade

Investimentos em dólar futuro também podem ser realizados em um único dia. É o caso do Day Trade, tipo de negociação de curtíssimo período que visa obter o máximo de lucro conforme as oscilações de preço em um determinado dia.

5. Longo prazo

As operações de longo prazo também resultam na satisfação do investidor, isso porque com elas é possível obter maiores chances de lucro e de proteção do patrimônio. 

À primeira vista, entender como investir em dólar futuro parece complicado, ainda mais com tantas opções no mercado. Mas após você analisar as possibilidades de operações e escolher a mais adequada, certifique-se de que tudo se encontra de acordo com o objetivo proposto e, assim, envie sua remessa de compra.

Quais os custos de investimento em dólar futuro?

Antes de fazer a negociação no mercado futuro, converse com uma corretora de investimentos sobre os custos envolvidos, pois elas dependem do tipo de aplicação. Nesse quesito, vale considerar três custos básicos:

  • Taxa de corretagem: valor cobrado pela corretora de investimentos;
  • Taxa de liquidação: taxa cobrada pela B3 para realização do registro, compensação, liquidação e gerenciamento de risco de operações das commodities em operações com dólar futuro;
  • Taxa de permanência: serve para pagar a produção e atualização dos relatórios de posições na operação de dólar futuro;
  • Taxas B3: prevista na venda antecipada do contrato sob o recolhimento de emolumentos e da taxa de registro da operação na B3.

Vale a pena investir em dólar futuro?

Agora que você já entendeu como investir em dólar futuro, deve ter percebido que existem vários fatores que implicam em negociações assertivas.

Primeiro, pela praticidade de usar uma plataforma home broker. Em segundo, pela possibilidade de escolher entre dois tipos de contratos: DOL e WDOL, além de optar por day trade ou longo prazo. 

Ou seja, esses detalhes são imprescindíveis para você optar ou não por investimento em dólar futuro.  

Mas não se preocupe! Para ajudá-lo a entender mais como atuar no mercado financeiro, é importante utilizar boas práticas, estudos e autoconhecimento a fim de criar uma estratégia equilibrada e um bom gerenciamento de risco. 

Indicamos o curso Tudo que aprendi em 12 anos de Day Trade, em que André Moraes, analista de investimentos da Rico, explica como iniciou no mercado e quais são suas técnicas para acertar nas aplicações. 

Aproveite essa oportunidade e comece agora.

Até a próxima!