Início Site Página 51

Lean Seis Sigma: o que é e como funciona?

Você provavelmente já ouviu falar em Lean Seis Sigma (LSS). Mas você sabe que, na realidade, essa metodologia é a combinação de duas outras metodologias? 

Pois é! Lean Manufacturing + Seis Sigma = Lean Seis Sigma! 

Outra coisa que você pode não saber é que, além de ser um processo de aprendizagem, o LSS tem um conjunto de ferramentas que dirige a metodologia e, além disso, é hierarquizado por níveis conhecidos por “Belts”. 

Preparado para mergulhar nesse mundo de resolução de problemas e aumento de desempenho? Vamos lá!

O que é Seis Sigma?

Também conhecida por metodologia Six Sigma, o Seis Sigma é, em suma, uma estratégia de gestão focada em promover melhorias nos processos de uma empresa. 

As metodologias de qualidade surgiram no século XVIII, quando cientistas e inventores passaram a entender, analisar e fazer a gestão da qualidade dos produtos que produziam. 

Como uma evolução desse pensamento, surge o conceito de controle estatístico da qualidade, de Shewhart. E é por causa disso que, hoje, temos o uso indispensável de ferramentas que monitoram a qualidade dos processos.

Assim, depois de estudos e  evoluções, o conceito da metodologia Seis Sigma surge por volta de 1980. Bem recente, não é?

O Seis Sigma busca reduzir desperdícios em processos de produção, aumentando a qualidade de produtos e, como consequência, gerar resultados financeiros melhores. E, além disso, a sua base de trabalho tende a ser o método DMAIC, que iremos conhecer ao longo do artigo.

Ademais, o que poucas pessoas sabem é que essa metodologia está intimamente ligada à satisfação do cliente, pois visa gerar mais qualidade no produto final, que será adquirido pelo consumidor.

E o Lean? 

Em tradução livre, Lean Manufacturing significa manufatura enxuta, uma filosofia que, por sua vez, se relaciona com os 8 desperdícios no processo de produção.

Em suma, essa filosofia busca aumentar a eficiência produtiva e, ao mesmo tempo, reduzir desperdícios. O Lean, ao seu modo, reduz o Lead Time e, por consequência, diminui os custos da empresa.

Além disso, melhoria contínua e as 7 ferramentas da qualidade também se fazem fortemente presentes no Lean Manufacturing.

Diferença entre o Seis Sigma e o Lean Manufacturing

Você deve estar se perguntando, “ok, mas quais as diferenças pontuais entre o Seis Sigma e o Lean Manufacturing?” Nós iremos te explicar a seguir. 

  • Seis Sigma: é uma metodologia que deseja eliminar defeitos, tentando aproximação máxima dos 99,99% de perfeição;
  • Lean Manufacturing: é uma filosofia que busca aumentar a eficiência produtiva por meio da abolição dos 8 desperdícios Lean.

Qual o objetivo do Lean Seis Sigma?

Simples e fácil: dinheiro

O que o Lean Seis Sigma quer é transformar o seu negócio em um negócio bem sucedido, determinado, principalmente, pela progressão da performance financeira. 

Você pode até pensar “quanta ambição” e bom, é exatamente disso que estamos falando: da ambição de querer e trabalhar de forma estratégica e inteligente para ter um negócio bem sucedido.

Todas as empresas, e estamos falando de todas mesmo — inclusive ONGs — precisam de dinheiro para sobreviver e o Lean Seis Sigma ajuda na sobrevida desses negócios. 

Como funciona o Lean Seis Sigma?

De uma forma bem simples, na realidade: pela definição de metas e, para alcançá-las, a aplicação de projetos particulares, inclusive em projetos administrativos.

Esses projetos, a seu modo, funcionam a partir do método DMAIC, que já mencionamos no decorrer do artigo. 

O DMAIC, por sua vez, é a sigla para Definir, Mensurar, Analisar, Incrementar e Controlar

Vamos conhecê-las mais a fundo?

Definir

Na primeira etapa, você definirá, de maneira clara, metas para as atividades e melhorias que você quer implementar. 

Importante ressaltar que essas metas definidas serão os objetivos estratégicos da sua empresa.

Mensurar

No segundo estágio, você irá mensurar o sistema.

Entenda de “cabo a rabo” os processos internos do seu negócio e, assim, estabeleça as metas apropriadas para a manutenção do caminhar do progresso até atingir as metas estabelecidas na etapa anterior.

Analisar

Aqui, você analisará o sistema. 

Por meio de dados fundamentados, analise o que falta para que você atinja as suas metas.

Incrementar

Incremente o seu sistema. 

Não faça mudanças na estrutura, apenas, de forma criativa, transforme-o num sistema melhor!

Controlar

Esse controle é necessário para que as metas que você colocou sejam alcançadas e mantidas durante muito tempo.

Ferramentas utilizadas para o Lean Seis Sigma?

Para o Lean Seis Sigma funcionar bem, algumas ferramentas são utilizadas. Hoje, separamos 3 para você conhecer: 

1. Sistema 5S

Sistema 5S utilizado como ferramenta Lean Seis Sigma
Sistema 5S utilizado como ferramenta Lean Seis Sigma.

Com esse sistema, você conseguirá organizar o ambiente de trabalho, o que possibilita a eliminação do desperdício que existe como resultado de más condições de trabalho. Os 5S são: 

  • Seiri (utilização);
  • Seiton (organização);
  • Seiso (limpeza);
  • Seiketsu (saúde ou higiene);
  • Shitsuke (disciplina).

2. Kaizen

Kaizen é uma boa ferramenta de Lean Seis Sigma
Kaizen é uma boa ferramenta de Lean Seis Sigma baseada no PDCA.

Uma das mais populares ferramentas usadas no Lean Seis Sigma, o Kaizen ajuda na redução gradual de desperdício por meio de melhorias. Essas melhorias são implementadas através de estratégias do ciclo PDCA

  • Plan (planejar);
  • Do (executar);
  • Check (controlar);
  • Act (agir).

3. FMEA

Essa ferramenta é utilizada para detectar e corrigir problemas antes que eles aconteçam por meio da identificação e eliminação de pontos fracos no processo.

Como aplicar a estratégia DMAIC em um projeto?

Vamos dividir em três grandes etapas para te ajudar no entendimento, ok? Vamos lá! 

1.Pré-projeto 

Preparação

Nessa etapa, prepare, planeje e organize as suas ações do futuro, além de definir metas claras. Depois disso, analise e mensure o sistema existente e busque ser especialista no mesmo!

Desenvolvimento de métodos

Para estabelecer métricas apropriadas e confiáveis, você precisa ter métodos de avaliação de resultados! Portanto, estabeleça-os nessa segunda etapa. 

Engajamento

Você, definitivamente, precisará de uma equipe engajada! 

Os Belts estarão presentes como liderança, mas outras pessoas farão parte da equipe e precisam comprar o propósito de um projeto LSS.

2. Durante o projeto

Oportunidades e defeitos

Identifique os defeitos do seu projeto sob a ótica do cliente e defina as oportunidades de melhorias que você poderá implementar.

Medições

Subtraindo o número total de defeitos do número total de oportunidades, em seguida dividindo o resultado pelo número total de oportunidades e, por fim, multiplicando o resultado por 100: você terá a taxa do seu rendimento. 

Use uma tabela de conversão e faça a medição do Sigma do processo. 

3. Pós-projeto

Implementação de melhorias

Quanto mais você analisar o que está fazendo, mais você irá encontrar lacunas e defeitos. Assim, identifique formas de acabar com essas lacunas e melhorar tudo!

Seja criativo e um solucionador de problemas!

Monitoração constante

Se você quer que todo o seu esforço durante essas etapas continuem apresentando resultados relevantes, monitore e aplique os seus cálculos!

Por que adotar a metodologia Lean Seis Sigma?

Em suma, para alcançar a excelência. Com a metodologia Lean Seis Sigma você irá: 

  • Eliminar defeitos dos seus produtos;
  • Reduzir custos;
  • Aumentar lucros;
  • Melhorar o serviço de atendimento ao cliente;
  • Maior qualidade na entrega;
  • Maior produtividade dos funcionários.

Tentador, não é? Nós também achamos!

O que são os Belts no Lean Seis Sigma?

Para falar sobre carreiras em Lean Seis Sigma, precisamos falar dos Belts. 

A metodologia ágil funciona por meio de uma hierarquização. A diferença é: você não precisa seguir cada etapa em particular para chegar ao topo. 

Vamos conhecê-las!

White Belt

Faixa branca, em tradução livre, os White Belts estão no primeiro nível das certificações em Seis Sigma.

Esses profissionais solucionam problemas que têm relação com gestão de qualidade e redução de resíduos, além de participar de projetos e tarefas específicas.

Yellow Belt

Em suma, os Yellow Belts vão além dos fundamentos conhecidos pelos White Belts. 

Eles ajudam gerentes que têm Belts mais altos, passam por desenvolvimento e treinamentos maiores, e vão para projetos que podem ser orientados pelos mesmos e contribuem de forma satisfatória nos mesmos.

Green Belt 

Um dos fatos que diferenciam os Green Belts é que eles precisam participar de cursos completos de introdução ao Seis Sigma e aprendem como aplicar o DMAIC, por exemplo. 

São responsáveis, muitas vezes, por estabelecer métricas, examinar dados, implementar soluções e o mais desafiador: manter esses resultados ao longo do tempo.

Se você é um profissional que trabalha com gerenciamento de projetos, gestão financeira e administração, o treinamento Green Belt será valiosíssimo para a sua carreira.

Black Belt

Terminou o seu curso de Green Belt? Tem muito ainda para você subir. Que tal se tornar um Black Belt? 

Para fazer o treinamento que te preparará para ser um profissional Black Belt, você precisa ter um vasto conhecimento das estratégias de Lean Seis Sigma, além de saber planejar e liderar projetos e mudanças mais complexas. 

Além disso, os faixas pretas do LSS monitoram resultados e gerenciam a dinâmica da equipe, impactando significativamente na produtividade de toda a empresa.

Master Black Belt Lean Seis Sigma

Se você chegou ao Master Black Belt: parabéns, você chegou ao topo da hierarquização do Lean Seis Sigma! 

Em suma, esses profissionais têm uma visão ampla da estratégia ao longo de uma empresa e coordenam equipes de Black Belts e afins.

Como se qualificar e melhorar o nível Lean Seis Sigma?

Como falamos no tópico anterior, apesar de existir uma hierarquização na metodologia, você não precisa passar por todas as etapas. 

Se você fizer o treinamento de Black Belt, você receberá todos os conhecimentos do White e do Green Belt, além do upgrade para o Black Belt. Legal, não é?

Os treinamentos Lean Seis Sigma são focados em ensinamentos teóricos e práticos em prol da melhoria contínua e existem diversas empresas que os oferecem, já que não há nenhum órgão regulamentador da certificação no Brasil. 

Por isso, avalie bem a instituição de ensino que você deseja fazer o treinamento.

Se você quer entrar nesse mundo da metodologia ágil e não sabe como começar, nós temos uma dica: o bootcamp Agile Expert da Faculdade XP! 

Com ele você conseguirá implementar todas as estratégias do Scrum nas mais diversas áreas da sua empresa, além de poder ser responsável pela potencialização do seu negócio. Tenha acesso assinando a Multi +

Scale Up: saiba o que é e as diferenças com uma startup

Você sabe o que é Scale Up? É a designação de uma empresa sustentável com um produto pronto, validado pelo mercado e com potencial de crescimento do que oferta em ritmo exponencial e acelerado.

O termo scale up surge a partir da junção das palavras “scale” (escala) e “up” (acima, para cima). A tradução literal do termo seria “escalonar para cima” ou “aumentar a escala”.

Nos negócios, nada mais é do que um processo que envolve o aumento do número de clientes, da equipe de trabalho, dos processos e da infraestrutura.

Para alcançar o sucesso, é importante que a empresa possua um modelo de negócio escalável, ou seja, que consiga suportar o crescimento. As companhias com forte potencial são peças importantes na economia de um país, principalmente no que diz respeito a geração de renda.

Para entender mais sobre o assunto, continue a leitura e aprenda o que é scale up, origem, características e muito mais.

O que é scale up?

O scale up é um termo que se refere ao aumento do tamanho ou da escala de um negócio. É um processo pelo qual uma empresa cresce de forma sustentável, aumentando sua produção ou seus serviços para atender a uma demanda crescente.

Isso geralmente envolve aumentar a força de trabalho, fortificar a capacidade de produção ou aumentar a eficiência operacional.

O crescimento pode ser definido com uma expansão anual de 20% por três anos consecutivos em organizações com mais de 10 funcionários.

Segundo o relatório Scale-ups no Brasil da Endeavor, empresas do tipo scale up contratam 100 vezes mais que o restante dos demais negócios. Sendo assim, enquanto uma scale up contrata, em média, 31,3 novos funcionários por ano, a média do restante das empresas é de apenas 0,34 funcionário.

Origem do termo

Foi em 2014 a primeira vez que o termo scale up foi utilizado, pela empresária e investidora-anjo, Sherry Coutu.

A canadense utilizou a palavra no documento “The Scale Up Report”, em que fez a definição de companhias que sustentam vários períodos de crescimento. Vários aspectos foram analisados para obter o resultado indicado no material.

Principais características de uma scale up

Os atributos de um negócio em escala de crescimento são:

  • Negócio escalonável;
  • Ter no mínimo 10 funcionários;
  • Sustentar crescimento de 20% ao ano durante o período de três anos;
  • Ter um produto/serviço já validado pelo mercado;
  • Produto em crescimento;
  • Funções já estabelecidas internamente;
  • Processos mais organizados por setor.

Como diferenciar scale up de startup?

Mesmo com processos parecidos como metodologias ágeis, abertura para experimentos e foco no resultado, há distinções entre start up e scale up. Conheça abaixo:

START UPSCALE UP
– Fase inicial.
– Negócio que busca uma oportunidade com poucos recursos.
– Funcionários são próximos dos fundadores.
– Empreendedores e funcionários multitarefas e multifuncionais.
– Corre grandes riscos.
– Empresas que começaram como startups, mas alcançaram simultaneamente o ajuste ao mercado do produto e modelo de negócios.
–  Funções mais setorizadas e menor proximidade com os fundadores.
– Maior capital para aperfeiçoar o negócio.
– Recursos humanos experientes e especializados.
– Assumir menos riscos.
Quando comparativo entre Startup e Scale Up.

O que é uma start up

Uma startup é uma empresa em estágio inicial. O objetivo dela é desenvolver um produto ou serviço inovador e comercializá-lo no mercado.

As startups são caracterizadas pelo seu ambiente de trabalho dinâmico e criativo, onde os funcionários são motivados a pensar fora da caixa para criar soluções inovadoras.

<Leia também: saiba tudo sobre investimentos para Startups />

Empresas brasileiras em scale up

Conheça alguns negócios no país em crescimento:

  • 4intelligence (software e serviços empresariais);
  • Bxblue (soluções financeiras no digital);
  • EasyCrédito (soluções financeiras no digital);
  • Frete Rápido (software e serviços empresariais);
  • Lastlink (Comércio: Varejo e Tecnologia de Consumo);
  • Omnilogic (software e serviços empresariais);
  • Plusdin (soluções financeiras no digital);
  • Tangerino (software e serviços empresariais);
  • Vamos Parcelar (soluções financeiras no digital);
  • Workalove (educação) e outros.

Como colocar uma empresa em scale up?

Para alcançar o sucesso e se tornar uma scale up, é importante que a corporação possua um modelo de negócio escalável. Isso significa que ela deve conseguir suportar o crescimento a longo prazo.

Além disso, é preciso ter um time de trabalho comprometido com a evolução da empresa e um plano bem estruturado para alcançar os objetivos.

Confira algumas atitudes importantes:

  • Planejamento e metas;
  • Troca de experiências;
  • Flexibilidade;
  • Pensar grande;
  • Persistência;
  • Gestão de mudanças.

A titulação pode ser alcançada de diversas formas, como aumentando a capacidade produtiva, contratando mais funcionários, abrindo novas lojas ou filiais, ou aumentando a eficiência operacional.

Para alcançar o sucesso, é importante que as empresas identifiquem as oportunidades de crescimento e planejem o scale up de forma estratégica, considerando todos os fatores envolvidos. Pense nisso!

<Leia também: confira todas as informações sobre Empreendedorismo no Digital />

Indicações de leituras

Confira alguns livros sobre negócios para incentivar você a estudar mais sobre o assunto:

Indicações de livros sobre negócios e scale up.

<Veja depois: tudo o que você precisar (urgentemente) sobre investidor anjo />

Principais desafios que uma empresa em scale up pode enfrentar

Uma empresa em scale up encontra diversos desafios para operacionalizar suas atividades. É preciso ter um bom planejamento estratégico para garantir que todas as áreas da empresa estejam alinhadas e trabalhem em conjunto.

Também é importante ter um sistema de gestão eficiente para monitorar o crescimento da empresa e garantir que todos os processos estejam funcionando corretamente.

Planejamento estratégico

Um planejamento estratégico é um processo que ajuda uma empresa a ter um direcionamento para o futuro, considerando fatores internos e externos que possam impactar o negócio.

Como fazer isso? Deve ser feita a análise da situação atual da empresa, a definição de objetivos a longo prazo e a criação de um plano para alcançá-los. É importante levantar também informações sobre o mercado, a concorrência e o ambiente econômico todo.

O processo de planejamento estratégico deve ser realizado de forma participativa, envolvendo todos os setores da empresa e colaboradores.

Sistema de gestão eficiente

Para ter um sistema de gestão eficiente, é preciso que todos os envolvidos na execução dos processos e atividades estejam cientes das suas responsabilidades. Todos os funcionários devem ter acesso às informações necessárias para a execução das suas tarefas.

Além disso, o sistema de gestão só será eficiente se for constantemente monitorado e ajustado para garantir que os objetivos sejam alcançados. É preciso identificar os problemas e oportunidades e tomar as medidas necessárias para corrigir os problemas e aproveitar as oportunidades.


Quer se tornar destaque nos negócios?
Faça o MBA em Gestão Exponencial.

O curso é uma formação de empreendedores e intraempreendedores em parceria com o IBMEC. Também é voltado para quem já tem um CNPJ, pretende tê-lo ou precisa se destacar no exercício de uma gerência, além daqueles que lideram projetos e unidades de negócios trabalhando em empresas de grande potencial.

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

Conheça também a assinatura Multi Mais e tenha acesso imediato aos cursos e bootcamps oferecidos pela Faculdade XP!

Para que serve o Google Cloud Platform? Confira!

Se você trabalha ou tem interesse em tecnologia, provavelmente já teve curiosidade em saber para o que serve o Google Cloud Platform.

Proveniente do conceito de computação em nuvem, esse é um software que engloba diversas funções e traz praticidade aos desenvolvedores e programadores.

Como vivemos em uma sociedade totalmente conectada, a plataforma se alinha a essa evolução tecnológica de tal forma ao ser capaz de compartilhar informações sem a necessidade de um sistema de armazenamento de dados instalado ou comprado.

Continue a leitura para conhecer os principais detalhes desta ferramenta do Google e como usá-la no seu dia a dia. Vamos lá?

O que é o Google Cloud Platform?

Imagina a situação de você conseguir fazer qualquer processo de forma online, sem precisar da instalação de diversos sistemas ou aplicativos, ou integrar ferramentas?

Essa é a ideia do Google Cloud Platform. Ele nada mais é que um provedor focado na computação em nuvem que proporciona uma infraestrutura com diversas funcionalidades e ferramentas para que você e seu time façam um gerenciamento mais eficiente e seguro

Pode ser considerado o software em nuvem mais completo e personalizável do mercado, com mais de 100 opções de soluções. Conheça algumas das principais:

  • Compartilhamento e processamento de dados;
  • Armazenamento de arquivos;
  • Ferramentas de gestão;
  • Análise de dados;
  • Hospedagem de sites;
  • Criação de aplicativos;
  • Entre outras.

Para que serve o Google Cloud Platform?

O Google Cloud Platform atende as mais diversas demandas da empresa. Assim é algo bem útil para o funcionamento de toda a equipe. Sendo que suas funções principais estão relacionadas a:

Aplicativos e sites web

A sociedade hoje busca pela melhor experiência na hora de navegar e buscar conteúdos online sobre determinada marca. E com o Google Cloud Platform, isso se torna possível, seja nas aplicações de sites web ou nos seus aplicativos. 

Assim, ele trabalha como um fornecedor de informações em tempo real para o seu público, como o tempo de espera para algum serviço ser concluído, por exemplo.

O melhor de tudo é que ele garante a melhor satisfação do usuário.

Networking

Ele também é uma ferramenta criada para estreitar o relacionamento entre os profissionais. Sua grande agilidade permite melhores resultados ao negócio, bem como maior conexão de alta qualidade com pessoas e locais ao redor do mundo, ao mesmo tempo. 

Com o Google Cloud Platform se reduz a latência dos processos, garantindo que o seu conteúdo seja entregue da melhor forma possível. Isso vale para qualquer tipo de empresa e setor do mercado. 

Redução de custos

Ao usar o melhor do Machine Learning e do Big Data, o Google Cloud é uma ferramenta que possibilita a redução de custos e flexibilidade. Sua estrutura de alta performance é de bom custo-benefício, uma vez que substitui processos antes demorados e caros, com apenas uma inteligência pela computação em nuvem. 

Como usar o Google Cloud Platform?

Com tantas funções, a ferramenta permite diversas formas de uso. Confira cinco delas:

1. Análise de dados de mídia

Uma das características mais marcantes é a possibilidade de analisar os dados das criações que subir na plataforma. Assim, torna mais fácil o engajamento do público, além de melhorar as produções para trazer mais resultados, pois identifica principais problemas encontrados para reverter. 

2. Otimização de logística e fornecimento

Muito recomendada para operações digitais de vendas de produtos e serviços do setor de e-commerce, pois permite a utilização da inteligência de dados para analisar se o processo de logística é sustentável. 

Além disso, consegue reunir os feedbacks para melhorar a experiência do cliente, automatizar os processos comerciais, e outros assuntos de cunho operacional que gere resultados.

3. Melhorar serviços financeiros

Com o Google Cloud Platform você consegue criar ferramentas na nuvem que fazem o gerenciamento de dados financeiros de um negócio.

O open banking é um exemplo de serviço da área de Finanças que funciona 100% na nuvem.

4. Recursos educacionais

Também serve como ação estratégica no desenvolvimento de atividades escolares, otimizando a gestão escolar e criando práticas dinâmicas e inovadores para o conhecimento dos alunos. 

5. Estruturação de processos industriais

Grande potencial no ramo industrial, já que é um setor que necessita de constante otimização, agilidade e evitar erros ou desperdícios. 

Com o Google Cloud Platform essas empresas conseguem migrar seus processos para nuvem, analisando dados de produção como defeitos, atrasos, entre outras melhorias.

Benefícios do Google Cloud Platform

Conforme citado no tópico anterior, o Google Cloud Platform possui diversas funcionalidades. São elas que tornam a ferramenta tão útil para as empresas e para os profissionais. 

Ao utilizar essa tecnologia, você consegue facilitar a comunicação vertical e horizontal do seu time, assim como diminuir as lacunas na interpretação de dados e ter mais clareza e agilidade nas tomadas de decisões

Outro fator importante é o estímulo ao trabalho remoto, uma vez que os colaboradores têm autonomia para atuar com a utilização da ferramenta de qualquer lugar e ainda integrado a todos os outros do time. 

Além disso, possui altos níveis de segurança, com sistema criptografado, que impede a invasão no sistema, roubo de dados e queda dos sistemas. E também tem uma infraestrutura para simplificar processos, fazendo mais que automatização.

Principais recursos disponíveis

Dentros dos melhores recursos, três deles são considerados destaques:

Google Container Engine

Funciona como um container mesmo, onde permite a criação e execução de aplicativos na infraestrutura do Google.

Google App Engine

É função de desenvolver e hospedar aplicações web na infraestrutura do Google. É uma das principais opções de PaaS disponíveis para empresas atualmente, pois facilita o gerenciamento de forma mais acessível dos aplicativos integrados.

Google Cloud Storage

É um serviço de armazenamento para grandes volumes de dados. Nessa ferramenta, os arquivos são salvos em contêineres chamados buckets. Cada bucket é associado a um projeto, que pode ser agrupado para uma organização.

Como aprender a usar o Google Cloud Platform?

Agora que você já sabe a definição, as funcionalidades e a importância do Google Cloud Platform, é a hora de colocar em prática.

A principal recomendação é aprender a usar a ferramenta profundamente para entender quais são seus objetivos e recursos ideais de execução.
Você pode começar estudando em nossa trilha de especialização em cloud computing. Saiba mais sobre ela.

O que é Venture Capital e como funciona?

Conhecido por muitos brasileiros como Capital de Risco, saber o que é Venture Capital, ou VC, essencial para compreender como essa modalidade de investimentos se tornou popular entre negócios com histórico operacional curto. 

Se você já ouviu falar nessa categoria de aplicação e acredita que ela é para qualquer tipo de empresa, devemos afirmar que esse pensamento é errôneo, e nós iremos te explicar o porquê. 

Porém, caso você nunca tenha ouvido falar nesse termo, mas quer se inteirar, mergulhar no mundo dos investimentos e, quem sabe, levar o seu negócio para outro patamar, você está no lugar certo e na hora certa! 

Preparado para conhecer o que é e como funciona o Venture Capital? 

Sendo assim, vamos lá! 

O que é Venture Capital?

Imagine uma empresa que tem até 2 anos de funcionamento, é de pequeno porte, tem baixo faturamento, porém, tem um potencial alto e rápido de crescimento e rentabilidade.

Imaginou? Bom, são nessas empresas que a modalidade de investimento Venture Capital, ou Capital de Risco tem foco.

Assim, o investimento ajuda com que essas empresas possam crescer consideravelmente, fazendo operações de vendas, fusão ou, quem sabe, futuramente, fazer uma abertura de capital na bolsa de valores, por exemplo.

Mas por que é “de risco”? 

Simples: como as empresas são jovens, ou seja, estão em início de carreira, elas não são consolidadas. Por causa disso, o investimento passa a ser de risco. 

Se você tem dúvida em como os fundos de Venture Capital são regulados, na realidade, eles são controlados pela CVM, ou seja, a Comissão de Valores Imobiliários e têm duas constituições: 

  • FMIEE: Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes; 
  • FIP: Fundos de Investimento em Participações.

Além disso, existem duas grandes modalidades no Capital de Risco importantes de serem conhecidas. São elas: 

  • General Partner ou Parceiro Geral: essa modalidade se aplica quando todos os investidores são livres no momento da escolha das próximas ações importantes da empresa;
  • Limited Partner ou Parceiro Limitado: ocorre quando nem todos os investidores têm a mesma função. Normalmente se dividem dois grupos: um focado na gestão da empresa e o outro no cuidado das aplicações financeiras.

Como funciona o Venture Capital?

Funciona basicamente como uma aposta que um investidor faz numa startup

Além de indicar profissionais para atuarem nas áreas executivas da empresa, os aqueles que investem por meio do Venture Capital dão orientação aos empreendedores, buscando sempre o alto crescimento e alta rentabilidade do negócio.

Caso a empresa cresça e os sócios queiram se retirar do negócio, os investidores retiram suas participações de lucro, o que conhecemos por “exit” ou evento de liquidez. É como um grande e sério acerto de contas.

Voltando ao funcionamento central do Venture Capital, muitas pessoas o confundem com Investidores Anjos e até mesmo com Private Equity, que são conceitos diferentes. 

Vamos conhecê-los? 

Diferença entre investidor anjo e Venture Capital

O Investidor Anjo realmente é um anjo para o seu negócio.

Ideal para empreendedores que estão nascendo, o investidor anjo é uma pessoa física que investe por meio de capital próprio na sua empresa, desde que ela tenha um alto potencial de evolução. 

O que o diferencia do Venture Capital é o fato de que o VC é o fundo que investe em empresas jovens, mas que já são mais maduras e têm certo posicionamento no mercado, enquanto o foco do investidor anjo é em empresas e/ou startups que estão em fase de nascimento.

Private Equity vs Venture Capital

Mas e o Private Equity, qual a diferença dele para o VC? 

  • Private Equity: é um fundo de capital para grandes empresas que estão prestes a abrir o seu capital, ou já o abriram;
  • Venture Capital: excelente para PMEs, os fundos de VC investem em empresas de médio porte, com faturamento expressivo, mas que precisam e podem ir bem mais longe.

Panorama Venture Capital no Brasil

Os números de Capital de Risco, no Brasil, são expressivos: segundo o Distrito, foram cerca de US$ 2,9 bilhões investidos em startups brasileiras no primeiro semestre de 2022. 

Além disso, esses investimentos aconteceram através de mais de 300 rodadas de negociação.

No entanto, por mais que esses bilhões de dólares pareçam muito aos olhos de pessoas de fora do nicho, quando comparamos os dados com o mesmo período de 2021, enxergamos uma diminuição de quase 50% no valor total dos investimentos. Isso é muita coisa.

Porém, profissionais da área afirmam que não se surpreenderam com o desaceleramento do número dos aportes de risco: em 2021, o ecossistema de inovação brasileiro estava, definitivamente, em alta.

Na imagem abaixo você conseguirá, de forma mais visual, compreender o avanço (e queda) no número dos investimentos em VC em 2020, 2021 e no primeiro semestre de 2022.

Valores investidos em startups brasileiras semestralmente | Reprodução Faculdade XP | Fonte: Distrito
Valores investidos em startups brasileiras semestralmente | Reprodução Faculdade XP | Fonte: Distrito

Qual o objetivo do VC?

Em suma: ganhar dinheiro. 

Os investidores de Capital de Risco colocam capital em um negócio e, em troca, os empreendedores os dão uma percentagem societária, que pode chegar até 40%. 

Depois de algum tempo, caso o investidor queira, ele pode vender suas ações através do IPO, que é a Oferta Pública Inicial, ou à compra da empresa por uma maior corporação.

Qual o momento certo de receber Venture Capital?

Você precisa compreender que os investidores de VC querem retorno significativo e, se possível, em um curto espaço de tempo. 

Você precisa fazer a si mesmo algumas perguntas sobre o seu negócio e, assim, chegar a conclusão de que está, ou não no momento de receber Venture Capital. 

Algumas delas são: 

  • A sua startup alcançou um grau mais alto de maturidade? 
  • Ela tem uma atuação expressiva no mercado? 
  • Os seus dados provam que o seu negócio tem potencial para ir mais longe? 
  • Ele é escalável? 

Após responder todas essas perguntas, analise-as e tenha todo embasamento necessário para apresentar uma proposta para os investidores.

Algumas dicas para apresentar o seu projeto para investidores: 

  • Prove que a sua ideia é inovadora;
  • Traga meios de rentabilizar o negócio;
  • Mostre que tem profissionais especializados na sua equipe;
  • Prove que você é um ótimo líder. E atenção, pois há uma grande diferença entre líder e chefe;
  • Confirme que tem um time de líderes fantásticos.

O que o Venture Capitalist busca no negócio?

Um profissional de Venture Capital sabe exatamente o que procurar quando vê um investimento em potencial. 

Veja, agora, quais são algumas das considerações importantes:

Gestão Sólida

Os Venture Capitalists analisarão se a gestão da empresa tem a capacidade de execução do plano de negócios acima de qualquer outra coisa. 

Ademais, eles estão à procura não de gerentes, mas de executivos de negócios de sucesso, que tenham, como resultado, alto retorno para investidores. 

Portanto, tenha uma lista com pessoas qualificadas, experientes e capazes de gerar resultados em mãos e mostre os papéis centrais que elas desempenharão na empresa. 

A liderança é levada muito a sério pelos Venture Capitalists: eles preferem investir numa ideia não tão inovadora, mas que tem uma ótima liderança, do que investir em algo inovador, mas que conta com uma péssima administração.

Tamanho do mercado 

Você, enquanto empreendedor buscando investimento, precisa provar que o seu negócio tem uma oportunidade de mercado grande. 

Mas o que é grande? Simples: um mercado que pode gerar mais de US$ 1 bilhão em receita.

Assim, tenha, no seu plano de negócios, uma análise bem detalhada do tamanho de mercado e coloque estimativas e relatórios de pesquisa e até mesmo feedbacks de clientes em potencial. 

Vantagem competitiva

Um bom VC quer investir em serviços e produtos com uma duradoura vantagem competitiva. 

Eles procuram soluções para problemas que ainda não foram resolvidos pelo mercado e produtos e serviços que os clientes não vivem sem! 

Setores mais procurados no Venture Capital

A nível mundial, os setores que mais se destacam são Saas, e-commerce, serviços financeiros e saúde, considerando a quantidade de rodadas, segundo a Reuters. 

No Brasil, por sua vez, alguns setores se destacaram no primeiro semestre de 2022 segundo o Distrito. São eles: 

  • Serviços financeiros (US$ 2,4 bilhões);
  • Mercado Imobiliário (US$ 829,4 milhões);
  • Varejo e e-commerce (US$ 416,2 milhões);
  • Recursos Humanos (US$ 231,8 milhões);
  • Supply Techs (US$ 223,9 milhões).

Vantagens e desvantagens do Venture Capital

Existem coisas boas e ruins em tudo, inclusive no VC. E nós, que amamos listas de prós e contras, não iríamos deixar essa de fora. 

Siga a leitura e conheça três vantagens e desvantagens do Capital de Risco. 

Vantagens

  • Investimento Financeiro: muitas empresas não crescem por falta de capital e, com o investimento de VC, esse problema será solucionado;
  • Apoio em diversas áreas: seja na gestão, no administrativo ou na fiscalização, com o Capital de Risco, vários recursos são disponibilizados, inclusive a ajuda de sócios do fundo;
  • Parceria longa: definitivamente a parceria entre os investidores e os donos da empresa será de longo prazo.

Desvantagens

  • Diminuição da liberdade: os investidores podem aplicar mecanismos de monitoramento e controle que podem, por sua vez, reduzirem a liberdade que o empreendedor tinha anteriormente;
  • Prestação de contas: tudo, absolutamente tudo, precisa ser alinhado. Assim, a exigência sobe e as obrigações crescem, afinal, só dessa maneira uma parceria pode dar certo;
  • Dedicação: muitas vezes será muito trabalho e pouco retorno, a priori. O processo do VC pode ser demorado, portanto, seja paciente.

Onde encontrar um Venture Capitalist?

Uma das melhores e mais populares formas de encontrar um gestor de Capital de Risco é através de empresas gestoras. 

Além disso, é importante procurar gestoras confiáveis, ok? 

Conheça três das principais gestoras presentes no Brasil a seguir:

Principais gestoras de Venture Capital no Brasil

1. Canary

Um dos fundos mais ativos do Brasil é, também, um dos mais jovens. 

A Canary investe em startups de agricultura, marketing, saúde e até entretenimento. A lista dos nichos é bem diversa. 

2. Valor Capital Group 

Tem escritórios em Nova Iorque e São Paulo e foi criada pelo ex-embaixador americano no Brasil Clifford Sobel. 

O que mais impressiona na Valor Capital Group é a presença de grandes unicórnios brasileiros como a Stone, Olist, Gympass e Loft. 

Já deu pra perceber que eles são um sucesso, não é?

3. Astella 

Contando com investimentos em 45 empresas na sua carteira, a Astella teve um exit da startup RD Station, vendida por R$ 1,8 bilhão, ou seja, a maior aquisição de uma empresa de software no Brasil. 

Dicas de como conseguir um Venture Capital

Em suma, as dicas são as seguintes: 

  • Crie um negócio realmente inovador: de preferência escaláveis, de fato, e lembre de fazer uma boa pesquisa de mercado e definir um nicho específico;
  • Faça a prospecção de investidores: a melhor forma de fazer isso é manter um bom relacionamento com grandes fundos de investimentos. Mantenha um bom network também;
  • Se organize: mapeie quais fundos de investimento você irá contactar, quando e como também são perguntas a serem respondidas;
  • Tenha sempre um ótimo pitch em mãos;
  • Colete feedbacks: recebeu um não? Pergunte aos fundos em quais aspectos você e/ou o seu negócio precisam evoluir.

Além disso, é importante dominar o tema investimentos ao entrar nessas negociações com fundos. 

A solução para não ficar para trás tem nome: o MBA em Ações e Stock Picking da Faculdade XP! 

Com ele você será capaz construir teses de investimentos em ativos dos principais setores da bolsa brasileira, fazendo uso da análise fundamentalista e valuation.

Incrível, né? Acesse agora e saiba mais.

Oracle Cloud: o que é e benefícios desse serviço na nuvem

As demandas de Tecnologia da Informação mudam cada vez mais rápido e tem se tornado ainda mais exigentes.

Diante dessa nova realidade, muitas empresas passaram a optar por migrar a sua estrutura de TI para a nuvem. O objetivo é otimizar o trabalho e reduzir custos.

Para isso, seguindo a tendência do mercado, as companhias têm apostado na contratação de provedores especializados em serviços na nuvem. ☁️

Este é o caso do Oracle Cloud. Mas do que se trata? Como funciona esse serviço e quais as suas vantagens e desvantagens. Confira a resposta para estas e outras perguntas ao longo do artigo.

O que é Oracle Cloud?

O Oracle Cloud é um provedor especializado em oferecer serviços de computação na nuvem para empresas.

O provedor oferece mais de 60 serviços de computação em nuvem (veja mais sobre o assunto no tópico abaixo), os quais podem ajudar clientes de setores variados. 🖥️

A Oracle exibe uma cartela relevante de empresas parceiras. Alguns exemplos de clientes Oracle são a montadora de veículos Toyota e o sistema de entregas Fedex. Na lista, ainda incluem a plataforma Spotify e a companhia de molhos Chipotle.

Como funciona um serviço de computação em nuvem?

A computação em nuvem é conhecida pelos usuários mais leigos, principalmente, como um espaço online para o armazenamento de dados, documentos e imagens. 📷

No entanto, este serviço de ‘memória’ é apenas uma pequena fração do que um provedor cloud computing pode alcançar.

Os serviços de computação em nuvem podem incluir de tudo. Aqui se encontram desde os conhecidos bancos de dados até a infraestrutura (servidores, rede e armazenamento), inteligência, aplicativos, plataformas de desenvolvimento de software e muito mais.

Ao optar por migrar para a nuvem, uma empresa passa a ter, por exemplo, a sua infraestrutura de Tecnologia da Informação armazenada externamente, em um data center mantido pelo provedor contratado.

O data center é um lugar físico onde empresas hospedam aplicativos e outros dados essenciais. Só que no caso da computação na nuvem, o provedor do serviço é quem tem a responsabilidade de, entre outras coisas, gerenciar a infraestrutura de TI e desenvolver recursos e funcionalidades para atender as demandas da empresa.

Tipos de serviços

Geralmente, os serviços de computação em nuvem se enquadram em três grandes categorias, de acordo com o tipo soluções ofertado. São elas:

  • Infraestrutura como Serviço (IaaS), que oferecem funcionalidades como a virtualização de servidores, armazenamento e redes;
  • Plataforma como Serviço (PaaS), que trabalham com o desenvolvimento, teste e implementação de aplicativos;
  • Software como Serviço (SaaS), que foca no oferecimento de aplicativos que podem ser acessados por um navegador Web;
  • Dados como Serviço (DaaS), que usa fontes da Oracle ou de terceiros para produzir resultados mais assertivos na análise de dados, especialmente nas áreas de marketing e vendas.

Oracle Cloud vale a pena?

Contratar um provedor de serviço de nuvem pode ser bastante benéfico. A computação em nuvem propicia agilidade, escala e flexibilidade para os clientes.

A premissa é que, ao invés de gastar energia e recursos em sistemas de TI legados, os clientes possam focar em outras áreas e tarefas mais estratégicas.

Existem no mercado hoje diversos provedores de destaque, como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, que hoje dominam o nicho de nuvem (cerca de 60% do mercado).

Por outro lado, a Oracle tem cativado o seu espaço na indústria. Por isso, é importante analisar tanto as vantagens quanto as desvantagens de se escolher a Oracle Cloud como o seu provedor de computação na nuvem.

Vantagens

Na busca de atrair um número maior de clientes, a Oracle apresenta uma abordagem um pouco diferente das outras empresas de referência do mercado.

😜 A companhia aposta em três grandes atrativos:

  • Preços competitivos;
  • Segurança avançada;
  • Maiores garantias sobre disponibilidade, desempenho e capacidade de gerenciamento.

Pode ser um serviço aplicado em organizações menores, incluindo Pequenas e Médias Empresas.

O sistema da Oracle Cloud traz automação e facilidade para os negócios e também facilidades para escalabilidade e provisionamento de recursos.

Desvantagens

Por outro lado, a Oracle Cloud deixa a desejar em alguns pontos. 🤔

No que se diz respeito à usabilidade, ela não é simples de integrar a outras ferramentas e leva um certo tempo para se aprender a usá-la, pois não conta com uma boa navegabilidade.

Outra questão é que o provedor é mais focado nos serviços de high-end. O que ele oferece para low-end pode ser bastante limitado. Também não apresenta um bom desempenho com as soluções baseadas em .Net

Ao optar por migrar para a nuvem, uma empresa passa a ter, por exemplo, a sua infraestrutura de TI armazenada externamente, em um data center mantido pelo provedor contratado. Foto: Getty Images

Oracle Cloud vs AWS

A Oracle Cloud e Amazon Web Services são empresas em patamares muito diferentes.

Enquanto a Oracle é relativamente nova, a Amazon Web Services já é vista como uma das maiores empresas do nicho.

Por um lado, o modelo de pagamento da Oracle Cloud permite que os clientes aproveitem de uma maior flexibilidade. Já a AWS é uma marca estabelecida, com experiência no fornecimento de serviços e suporte multilíngue.

Oracle Cloud vs Azure

A Azure, plataforma de cloud da Microsoft, também é uma das líderes de mercado nos serviços de computação na nuvem.

Entre os seus pontos positivos de maior destaque, podemos citar que é uma plataforma facilmente escalável, ou seja, que pode absorver e criar novas demandas e soluções.

A Oracle também oferece a escalabilidade como vantagem, mas de forma menos robusta.

É hora de decidir a melhor ferramenta de cloud computing para você!

No mercado existem várias ferramentas de cloud computing disponíveis para quem quer soluções de nuvem.

Não existe, exatamente, um provedor que seja melhor que o outro. Cada um deles oferece funcionalidades e especificidades diferentes que podem ser mais adequadas para determinadas empresas.

Para saber qual delas é a indicada para cada situação, é importante levar em conta variáveis, como a flexibilidade de pagamento, a capacidade de armazenamento e de inclusão de novas demandas, além da segurança do sistema.

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Conheça o curso da XPE em Cloud Computing e descubra tudo o que você precisa saber sobre o tema!

Sistemas de recomendação: como personalizar a experiência de seus usuários?

Sistemas de Recomendação (SR) são conjuntos de algoritmos capazes analisar e identificar padrões de comportamento dos usuários de determinada plataforma, com objetivo de fornecer sugestões personalizadas, com base em seus interesses e histórico de navegação.

A crescente variedade de informações disponíveis na web, somada ao rápido surgimento de novos serviços de e-business, gerou uma sobrecarga de opções aos usuários. Ter opções é  bom, mas, “infinitas” nem sempre é o melhor.

Surgem então, os Sistemas de Recomendação, a partir da necessidade de filtrar a quantidade de opções disponíveis para o usuário, automatizando a geração de recomendações baseadas na análise dos dados (Melville e Sindhwani, 2010).

Atualmente, os SR têm um papel fundamental em sites como Amazon, YouTube, Netflix, Yahoo, Tripadvisor, Walmart, Spotify e nas principais Redes Sociais, como Facebook, Twitter, e Instagram.

Quer entender como esses sistemas funcionam na prática?

Neste post, além de explicar o que é um Sistema de Recomendação, também mostramos como esse tipo de ferramenta funciona, quais tecnologias utilizar, exemplos e tendências para este mercado. Ao final, ainda indicamos algumas formações para quem deseja se capacitar para atuar na área. Boa leitura!

O que é um Sistema de Recomendação?

Um Sistema de Recomendação é um conjunto de algoritmos que utilizam técnicas de Aprendizagem de Máquina (AM) e Recuperação da Informação (RI) para gerar recomendações baseadas em algum tipo de filtragem. Seu objetivo é oferecer uma experiência de consumo mais personalizada para os usuários.

Para que serve um sistema de recomendação?

O objetivo dos SR é gerar recomendações válidas de itens que possam interessar aos usuários, tal como sugestões de:

  • livros e produtos na Amazon;
  • filmes e séries na Netflix;
  • amigos no Facebook;
  • vídeos no Youtube;
  • lugares no Foursquare;
  • e outras infinidades de recomendações.

Ou seja, podemos entender “item” como um termo geral, utilizado para designar o que o sistema recomenda ao usuário, podendo ser filmes, músicas, vídeos, roupas e até pessoas.

Na imagem abaixo é possível ver um exemplo do Foursquare, com recomendações de lugares relacionados a busca por alimentação em Belo Horizonte: 

 Fonte: Foursquare.com – Screenshot de Recomendação de Lugares

< Quer conhecer melhor seus usuários? Então, leia este post: Saiba como montar um mapa de empatia para conhecer o seu cliente />

Como funciona um sistema de recomendação?

Fazer um sistema de recomendação, como você pode imaginar, envolve a análise de dados como preferências e padrões de navegação dos usuários. Desse modo, é possível personalizar sua experiência, sugerindo conteúdos e produtos mais adequados ao seu perfil.

Para que isso seja possível, é preciso filtrar toda essa informação, de modo a encontrar padrões. Dentre as modalidades de filtragem mais comuns, temos:

  • colaborativa – considera a experiência de todos os usuários;
  • baseada em conteúdo – considera a experiência do usuário alvo;
  • híbrida – tanto a filtragem colaborativa, quanto a baseada em conteúdo são consideradas.

Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas a seguir:

Filtragem Colaborativa

Os algoritmos de recomendação de Filtragem Colaborativa são amplamente utilizados no ramo de e-commerce, assim como nas Redes Sociais.

O usuário alvo recebe recomendações baseadas nas avaliações de todos os outros usuários, de forma coletiva.

Por exemplo: em uma loja de comércio eletrônico, ao buscarmos por uma geladeira da marca X, recebemos também recomendações de geladeiras de outras marcas, com base nas avaliações realizadas pelas pessoas.

As avaliações dos itens podem ser feitas de diversas maneiras. Dentre os exemplos mais comuns, temos:

  • escala de pontuação;
  • escala de estrelas;
  • ícones de gostei e não gostei (avaliação binária);
  • comentários sobre o item.

Na imagem abaixo, temos o exemplo de sistema do recomendação de produtos utilizado pela Amazon:

Fonte: Amazon.com – Screenshot de Recomendação de produtos

Filtragem Baseada em Conteúdo

Já os SR que utilizam Filtragem Baseada em Conteúdo, apresentam sugestões de acordo com as configurações de preferências definidas pelo usuário, e/ou com base em seu histórico de navegação, indicando itens semelhantes aos que demonstrou interesse no passado. Ou seja, as recomendações são personalizadas.

Por exemplo, os anúncios patrocinados nas redes sociais são filtrados de acordo com as características do perfil, incluindo histórico de postagens, amigos/seguidores e seguidos.

Esse tipo de filtragem parte da premissa de que os usuários tendem a se interessar por itens semelhantes aos escolhidos no passado.

Abaixo, você confere um exemplo de sistema de recomendação de produtos no Twitter:

Fonte: Twitter.com – Screenshot de Anúncios Patrocinados

Similaridade de Item/Usuário

Um dos principais conceitos utilizados nos SR é a similaridade, que consiste em descobrir itens similares aos que o usuário já adquiriu, ou mesmo, usuários que sejam semelhantes entre si (vizinho mais próximo).

Utilizando as avaliações e preferências de todos os usuários, pode-se calcular a similaridade entre o grupo geral e um usuário alvo. Assim, se torna possível recomendar filmes ainda não assistidos para uma pessoa, com base na similaridade com os demais e na classificação deste item (Liu, 2014).

Por exemplo, em um site de filmes, podemos recomendar ao usuário, títulos que pessoas com gostos similares aos dele já assistiram.

A semelhança dos itens pode ser determinada pela busca booleana, métodos probabilísticos e também modelos vetoriais. Nessa abordagem, os algoritmos de Classificação mais utilizados são: Vizinho K-mais-próximo; Árvores de Decisão; Classificador de Bayes; SVM e Redes Neurais.

Um dos problemas em considerar a similaridade é o denominado Cold-Start, causado, por exemplo, por novos usuários que não tenham apresentado quaisquer avaliações e, portanto, não podem ser comparados a outros.

Método Híbrido

Para aumentar a eficiência dos algoritmos de sistemas de recomendação, vários métodos híbridos, que combinam as duas abordagens, foram propostos. Dentre as filtragens híbridas, destacam-se:

  • produzir listas separadas de recomendação (de cada abordagem) e unir seus resultados, a fim de produzir uma lista final;
  • utilizar pesos para os tipos de filtragem, por exemplo, na técnica colaborativa, podemos valorizar itens que receberem mais acessos;
  • utilizar as técnicas de classificação de Aprendizagem de Máquina. Pode-se, por exemplo, prever qual filme o usuário gostaria de ver, e também estimar se este conteúdo será ou não apreciado pelo usuário.

< Quer saber mais sobre como aprimorar a experiência do seu usuário? Então, confira este post: UI e UX Design: diferenças e semelhanças />

Exemplo de sistema de recomendação da Netflix

Um dos SRs mais personalizados atualmente é o utilizado pela Netflix, que aprimorou o algoritmo de seu sistema de recomendação de tal maneira que, cerca de 75% da atividade de sua audiência é direcionada pelas indicações da plataforma.

Um dos conceitos aplicados na Netflix é a diversidade, realizada a partir da combinação de várias métricas. Com foco nos dados do perfil de cada usuário, o sistema possibilita a recomendação de itens relevantes, mesmo que não possuam similaridade com o conteúdo já visto por ele.

A integração com as redes sociais, como o Facebook, também contribui para personalizar recomendações. Assim, é possível recomendar itens vistos pelos amigos do usuário.

Na imagem abaixo, vemos o exemplo do sistema de recomendação de conteúdos utilizado pela Netflix:

Fonte: Netflix.com – Screenshot de recomendações Híbridas

Quais são as tendências em sistemas de recomendação?

Não é novidade para ninguém que a tecnologia está em constante evolução, não é mesmo? Pegando carona nesses avanços, os mercados de consumo e entretenimento estão sempre em busca de inovações para oferecer experiências cada vez melhores a seus usuários. 

Conheça algumas tendências:

  1. agrupar os usuários por gostos similares, assim, a similaridade pode ser calculada entre os membros do grupo, ao invés de compará-lo com todos os usuários do sistema;
  2. aplicação de técnicas avançadas de Aprendizagem de Máquina, como Deep Learning, e também análise de sentimento;
  3. explorar a combinação de features, além das tradicionais, relacionadas aos itens e ao usuário, explorar a integração com outras plataformas, como as redes sociais;
  4. inserir diversidade e novidade nos resultados contribui para melhorar a experiência do usuário, impedindo a monotonia e previsibilidade do sistema.

Por fim, é importante ter clareza de que, quanto mais o usuário interagir com o sistema, mais precisas serão as recomendações obtidas, independentemente do tipo de técnica utilizada.

< Leia também: Quais são as profissões do futuro na área de tecnologia? Como se preparar? />

Como se preparar para atuar nesta área?

Os Sistemas de Recomendação tornaram-se essenciais para a fidelização de usuários. Principalmente pelo fato destes se sentirem reconhecidos, ao serem tratados com individualidade.

Ao que tudo indica, esta é a direção natural para esse tipo de tecnologia, uma vez que o caminho do sucesso passa pela personalização, a fim de oferecer experiências cada vez mais completas e satisfatórias para os consumidores.

Quer atuar nesta área, mas não sabe por onde começar? Confira algumas dicas de formação que vão te levar ao próximo nível:

E aqui vai a cereja do bolo: aderindo ao XPE Multi+, com uma única assinatura, você tem acesso a dezenas de cursos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos e enriquecer o seu currículo. Experimente agora mesmo!

Este post foi escrito pela professora Michelle Hanne Soares Andrade. Se você deseja explorar este universos e entender mais sobre o assunto, não deixe de conferir:

Referências utilizadas

MELVILLE, P.; SINDHWANI, V. Encyclopedia of machine learning.[s.l.] Springer-Verlag, chapter Recommender systems, 2010.

LIU, Yang. Sistema de recomendação dos amigos na rede social online baseado em Máquinas de Vetores Suporte. Dissertação (Mestrado), Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

Recomendações de leitura

Recommender Systems: An Introduction, DietmarJannach, Markus Zanker, Alexander Felfernig, Gerhard Friedrich. Cambridge University Press, 2010.

Recommender Systems Handbook, Francesco Ricci, LiorRokach, BrachaShapira, Paul B. Kantor. Springer, 2015.

Recommender Systems: The Textbook, Charu C. Aggarwal. Springer, 2016.

O que são tuplas em Python e qual a importância delas?

Quem trabalha ou ao menos já se interessou pela área de Tecnologia da Informação (TI), com certeza já ouviu falar da linguagem de programação Python. Uma das linguagens mais simples e versáteis da programação, o Python tem três tipos básicos de sequência de dados: listas, objetos de intervalos e tuplas.

Quando bem utilizadas, as três sequências podem facilitar a vida do programador. Porém, muitas vezes, ao invés de ajudar, essas estruturas acabam confundindo quem está iniciando na área de programação ou não tem tanto domínio em Python.

Se esse é o seu caso, este artigo vai te ajudar a entender o que são tuplas em Python e qual a principal diferença entre as tuplas e as listas. Além disso, vamos te ensinar como criar e quando é indicado usar as tuplas. 

 Boa leitura! 

O que são tuplas em Python?

Tupla é um tipo de estrutura de dados do Python que tem como principal característica ser imutável. Ou seja, ao criar uma tupla você não consegue alterar nenhum elemento que faça parte dela. 

Normalmente, as tuplas são utilizadas para armazenar sequências de códigos que não serão modificadas. Isso porque a sua característica de imutabilidade dão mais segurança ao desenvolvedor e maior proteção ao código.

Entretanto, apesar dessa característica imutável, existe uma forma de fazer pequenas alterações nas tuplas. Para isso, você pode criar tuplas e armazenar objetos mutáveis nelas, como listas.

Dessa forma, você não altera a estrutura da tupla, mas sim o conteúdo do seu objeto.  

Qual a diferença entre as listas e as tuplas em Python?

Para entender a diferença entre as listas e as tuplas, existem dois conceitos do glossário Python que são bem didáticos em relação a isso: mutável e imutável

O mutável se refere a objetos que podem ter o seu valor alterado e ainda assim manter a identidade do objeto. 

Enquanto o imutável se refere a objetos com valor fixo, que não podem ser alterados. Para armazenar um novo valor, é preciso criar um novo objeto imutável.  

Se vai programar em Python, deve entender que a grande diferença entre as listas e as tuplas é que as listas são mutáveis e as tuplas são imutáveis. Ou seja, nas listas você consegue alterar as informações, adicionando ou removendo elementos quando achar necessário.

Já o contrário acontece nas tuplas. Ao definir uma tupla, você não consegue adicionar ou remover nenhum elemento que faça parte da sua estrutura. 

Abaixo, mencionamos outras características das listas e das tuplas para que você possa visualizar melhor no que elas se diferem:

ListasTuplas
Usada para armazenar itens homogêneos Usada para armazenar itens heterogêneos
Ordena dados em sequênciaOferece estrutura para os dados
Indicadas entre [colchetes]Indicadas entre (parênteses) 
Diferença entre listas e tuplas em Python

Quando utilizar as tuplas em Python?

Normalmente o uso das tuplas é indicado para armazenar dados heterogêneos ou armazenar informações que não serão alteradas.

Por exemplo, os meses, as estações do ano ou as vogais do alfabeto são informações que não serão alteradas com facilidade. Sendo assim, esses são elementos que podem ser colocados em tuplas sem problemas.  

Como criar tuplas em Python?

Existem diversas maneiras de construir tuplas em Python. Abaixo, mostramos cada uma delas:

  • Par de parênteses para tupla vazia: ( )
  • Vírgula à direita para identificar uma tupla singleton: a, ou (a, )
  • Itens separando por vírgulas: (a, b, c) ou a, b, c
  • Usando o tuple ( ) built-in: tuple()outuple(iterable)

Aqui, temos um exemplo para que você consiga visualizar melhor a criação de uma tupla:

1 | meses_ano = ('janeiro', 'fevereiro', 'março')

2 | 

3 | print(type(meses_ano)) # class=’tuple’

4 | print(meses_ano) # ('janeiro', 'fevereiro', 'março')

Por fim, o resultado fica da seguinte maneira:

1 | ('janeiro', 'fevereiro', 'março')

Declarar as tuplas em Python

Para declarar uma tupla em Python é super simples. Basta apenas você adicionar vírgula entre os elementos para separá-los.

O uso da vírgula é necessário para que o Python identifique que se trata de uma tupla. Abaixo, um exemplo de como declarar as tuplas em Python: 

# tupla com parênteses / declaração implícita

>>> tupla_meses = (janeiro, fevereiro, março)

>>> tupla_meses

(janeiro, fevereiro, março)

Aqui, um importante ponto para destacar é que, com exceção da tupla vazia, os parênteses são opcionais nas demais tuplas. Isso porque o que forma uma tupla é o uso da vírgula e não necessariamente dos parênteses. 

De modo geral, os parênteses são mais utilizados para evitar ambiguidade semântica do que por necessidade. 

Programadores criando tuplas em Python
Saber como criar as tuplas em Python e quando utilizá-las é um dos passos para aprender a programar.

Como saber se existem elementos em uma tupla?

Para identificar se um item existe ou não nas tuplas é bem simples. Você só precisa usar o operador in e ele automaticamente informa se o elemento existe ou não por meio do True se houver ou do False caso não exista.

Abaixo, trouxemos um exemplo utilizando os meses do ano:

Se existir o elemento na tupla:

>>> elementos_tupla = ('janeiro', 'fevereiro', 'março')

>>> print('março' in elementos_tupla)

True

Se o elemento não existir na tupla:

>>> elemento_tupla = ('janeiro', 'fevereiro', 'março')

>>> print('setembro' in elemento_tupla)

False

Contar elementos em uma tupla

Contar a quantidade de vezes que um determinado item aparece numa tupla também é bem simples. Para isso, basta você utilizar o método .count().

De forma resumida, o count faz o levantamento em todo o código e traz os números resumidos.

Confira o exemplo abaixo:

>>> tupla_meses = ('janeiro', 'janeiro', 'fevereiro', 'fevereiro', 'janeiro', 'janeiro', 'março')

>>> print (tupla_meses.count('janeiro'))

4

>>> print (tupla_nomes.count('março'))

1

>>> print (tupla_nomes.count('agosto'))

Perceba que o mês de janeiro apareceu 4 vezes no código e foi representado pelo número 4. Já o mês de agosto não apareceu nenhuma vez e foi representado pelo número 0. 

Exibir o índice do elemento em tupla

O método index() possibilita ao desenvolvedor encontrar a primeira aparição do elemento no seu projeto. Dessa forma, o trabalho do programador ganha mais velocidade para achar os elementos em um projeto com muitos dados.

Essa pesquisa do índice pode ser feita de três formas diferentes: elemento, início ou final. Abaixo, um exemplo de como é feita essa busca pelo índice:

>>> tupla_meses = ('janeiro', 'fevereiro', 'março', 'abril')

>>> indice_tupla = tupla_meses.index('fevereiro')

>>> print (indice_tupla)

Importância das tuplas no desenvolvimento de sistemas

O Python é uma das linguagens back-end mais utilizadas em todo o mundo. Essa popularidade se dá por conta da sua adaptabilidade, visto que ela é uma linguagem que funciona bem tanto para desenvolvimento web, quanto para aplicações web.

Diante da importância do Python para a programação, as tuplas assumem um grande papel na linguagem.

As tuplas são as principais responsáveis pelo armazenamento seguro de elementos importantes para o código. Isso porque elas são imutáveis e possuem uma estrutura mais consistente do que as listas em Python.  

Como aprender a programar as tuplas em Python?

Se você quer aprender a programar tuplas ou qualquer outra sequência de dados em Python, você precisa aprofundar os seus conhecimentos na linguagem Python.

Na internet existem diversos bootcamps e cursos 100% online gratuitos ou pagos, que podem ser o pontapé inicial para a sua carreira como desenvolvedor. 

Devido ao aumento na quantidade de cursos na bolha do desenvolvimento, é importante você ficar atento a reputação e a qualidade da instituição para não cair em uma cilada. 

Por isso, indicamos o nosso bootcamp online Desenvolvedor(a) Python. Nele você aprende tudo sobre a linguagem de programação em um curso com apenas 10 semanas de duração.  

O curso é totalmente imersivo, com aulas interativas ministradas por profissionais da área e atividades práticas que preparam você para ingressar no mercado de trabalho logo após a conclusão do curso.   

Mas, além de estudar, é preciso treinar bastante. Afinal, não adianta você saber toda a teoria e não entender como funciona a lógica de programação no dia a dia.  

Portanto, o segredo para aprender tudo sobre programação em Python é: estudar, treinar e se dedicar bastante a linguagem. 

O que é robótica: saiba TUDO sobre o assunto

Nos últimos anos, a tecnologia evoluiu de tal maneira que viabilizou a automatização de diversas atividades e processos. Hoje, é impossível imaginar, por exemplo, uma linha de produção automotiva composta por humanos. Se você sabe o que é robótica, provavelmente já associou grande parte dessas evoluções a essa área da tecnologia.

Mas não se engane ao pensar que robótica se resume apenas a um robô. Na verdade, os projetos que antecedem sua criação exigem grande estudo, lógica e cuidado. Se você tem curiosidade sobre o assunto ou quer dar os primeiros passos na área, confira o artigo abaixo. Nele, você confere um conteúdo completo com:

  • Conceito de robótica;
  • Como é a construção de um robô;
  • Categorias de robôs;
  • Aplicação da robótica nos negócios;
  • Robótica educacional;
  • Previsões para o futuro.

Aproveite!

O que é robótica?

Basicamente, a robótica é uma vertente da ciência dedicada ao estudo de robôs. Indo mais além nesse conceito, essa área envolve não só a ciência em si, como também a engenharia e a tecnologia. Mas e o que são, afinal, os robôs?

Talvez uma das primeiras imagens que venha à sua cabeça seja a do ator Robin Willians no filme O Homem Bicentenário. Fazer essa associação não é um erro, mas está longe de ser a mais comum.

Na verdade, o foco da robótica é direcionado para a criação de máquinas capazes de realizar movimentos e atividades antes executados pelos humanos. Isso inclui objetos do dia a dia, como um aspirador de pó ou um liquidificador. O objetivo é justamente auxiliar — ou até mesmo substituir — as ações do homem.

Onde surgiu e como a robótica foi conceituada?

A primeira vez que se ouviu falar sobre robôs foi em 1921, na peça R.U.R, produzida pelo escritor tcheco Karel Capek. Nela, Capek atribuía aos humanos artificiais o nome de robôs.

Já o termo robótica data de outra década: 1950. Na ocasião, o escritor Isaac Asimov falou sobre três Leis da Robótica em seu livro, intitulado Eu, Robô.

  • 1ª lei: sob nenhuma hipótese, os robôs devem machucar os humanos. Da mesma maneira, eles não devem permitir que um humano passe por uma situação de sofrimento.
  • 2ª lei: todas as instruções dadas pelos humanos devem ser obedecidas pelos robôs, a menos que essas instruções comprometam a primeira lei.
  • 3ª lei: a existência dos robôs deve ser protegida, inclusive por eles mesmos — a menos que essa existência comprometa as leis 1 e 2.

Se por algum momento você já teve medo de um robô se rebelar contra a humanidade com o propósito de destruí-la, saiba que são essas as leis que norteiam pesquisadores e desenvolvedores ao redor de todo o mundo. Dessa maneira, qualquer invenção deve ser pautada por elas, justamente com o propósito de manter o equilíbrio e segurança da sociedade.

Como os robôs são construídos?

São os engenheiros robóticos os responsáveis por idealizar e construir robôs. Esse processo é feito após uma série de estudos, que buscam entender pontos como necessidades, viabilidade, desafios e oportunidades.

Para que os esboços saiam do papel, é preciso ter conhecimentos específicos e técnicos, entre eles:

  • Linguagens de programação: para ser possível programar comandos;
  • Mecânica: para projetar movimentos e funções;
  • Física e química: para desenvolver pontos relacionados à condução de eletricidade e transmissão de calor;
  • Eletrônica: para a definição de componentes eletrônicos a serem usados.

Com esse conhecimento, os passos de construção envolvem, além do projeto, etapas de montagem e testes.

Quais são as categorias de robôs?

Engana-se quem pensa que os robôs pertencem a um único grupo. Na verdade, embora todos eles devam obedecer a critérios como a presença de componentes elétricos em suas estruturas, há características que os dividem em 5 classificações diferentes.

01. Pré-programados

Braços mecânicos atuando em linha de produção automobilística

Assim como o nome sugere, esses robôs são programados previamente para executarem funções simples e repetitivas. Um exemplo são os braços mecânicos usados nas linhas de montagem de concessionárias para apertarem parafusos.

02. Humanoides

Os humanoides possuem, muitas vezes, características semelhantes às humanas

Esse tipo de robô imita/reproduz o comportamento humano e, muitas vezes, tem até aparência semelhante. Entre as ações que podem ser executadas por um humanoide estão andar e carregar objetos.

Um exemplo de humanoide é a BINA48, desenvolvida pela empresa Hanson Robotics. Ela é conhecida como a primeira robô desse tipo a dar aulas em uma universidade.

03. Autônomos

Os robôs autônomos estão mais perto do que você imagina. Sabe aquele aspirador de pó que tem se tornado o sonho de consumo de muita gente? Ele é um exemplo.

Em resumo, os autônomos são os robôs que não dependem da assistência ou da supervisão humana para funcionarem.

04. Teleoperados

Os teleoperados são uma espécie de robôs semiautônomos. Isso porque eles têm certa autonomia para desempenharem suas funções (já que elas são executadas longe dos humanos), mas, ao mesmo tempo, são controlados a uma certa distância.

Imagine um terreno infestado por minas terrestres. Manusear um drone à distância pode ser uma maneira bastante segura de identificar esses artefatos. Neste caso, esses drones são exemplos de robôs teleoperados.

05. Robôs de aumento

Também chamados de robôs biônicos, eles têm a função de aumentar a capacidade humana. Isso significa, por exemplo, suportar grandes cargas, como fazem os exoesqueletos.

Outro exemplo de função dos robôs de aumento é a recuperação de partes do corpo perdidas pelos humanos. É o caso das próteses que substituem membros como pernas e braços.

Como a robótica pode ser aplicada nos negócios?

Agora que você já sabe o conceito, como funciona a tecnologia robótica, bem como as classificações e funcionalidades associadas aos robôs, provavelmente entendeu o quanto essa área é importante para o desenvolvimento humano. Prova disso é que de acordo com um estudo da Oxford Economic, até 2030 mais de 20 milhões de empregos industriais serão ocupados por robôs em todo o mundo.

Além de questões econômicas, outras razões que levam as empresas a optarem pelo uso de robôs em suas produções são:

  • Redução de erros;
  • Velocidade de produção;
  • Segurança;
  • Capacidade de aprendizagem;
  • Precisão.

Exemplos de aplicação da robótica

Já citamos neste artigo a participação dos robôs na indústria automotiva. Entretanto, eles estão presentes em outras áreas. Veja para que serve a robótica em outras áreas:

  • Medicina: máquinas capazes de fazerem pequenas incisões ou cirurgias tendo como objetivo reduzir sangramentos e acidentes;
  • Fisioterapia: equipamentos para estimulação motora e mobilização de membros, a fim de recuperar movimentos e melhorar desempenho físico;
  • Varejo: quem já foi ao mercado e experimentou finalizar as compras em um caixa automático já atuou diretamente com uma espécie de robô.

É possível aprender por meio da robótica?

Considerando que a tecnologia robótica envolve uma série de habilidades e conhecimentos técnicos, é completamente possível fazer dela um braço de aprendizagem.

Como já citado neste artigo, essa vertente científica pode direcionar alunos e curiosos para noções de programação, física, química e eletrônica. Isso sem falar em características como criatividade, curiosidade e raciocínio.

O que é robótica educacional?

A robótica educacional é um método de aprendizagem pautado por três tópicos:

  • Descoberta;
  • Pesquisa;
  • Construção;

O objetivo é estimular o lado investigativo dos alunos, de modo que eles usem o conhecimento adquirido em sala para construir máquinas. Os projetos são elaborados a partir de materiais não estruturadas, como itens de reciclagem e sucatas ou ainda kits de montagem.

Ao fim, as máquinas construídas devem conseguir receber comandos e executar determinadas tarefas.

Por que a robótica educacional é importante?

Os conhecimentos ligados ao estudo da robótica não se limitam a essa área. Pelo contrário, se tratam de temas globalmente em alta. É o caso da programação, que atrai um número crescente de profissionais e aquecido o mercado de tecnologia. Por isso, ela é importante para introduzir ao aluno, por meio de um conteúdo leve e divertido, temas relevantes.

Quais as vantagens da robótica educacional?

Além da visibilidade para conhecimentos técnicos da tecnologia, a robótica educacional acumula uma série de vantagens, especialmente comportamentais. Veja as principais delas:

  • Raciocínio lógico e pensamento crítico, a partir de problemas matemáticos;
  • Estímulo de criatividade diante de oportunidades de criação;
  • Capacidade de relacionamento, a partir de tarefas coletivas;
  • Noções de planejamento decorrentes do projeto desenvolvido;
  • Facilitação do entendimento de disciplinas técnicas, como matemática e física;
  • Enriquecimento curricular.

Previsões para o futuro da robótica

Nem sempre as previsões sobre o futuro são assertivas. Entretanto, se tratando de robótica, é possível afirmar que os próximos anos serão de crescimento substancial. A justificativa é simples: essa área gera resultados significativos em seus campos de atuação, sinônimo de evolução.

Se você não quer ficar de fora, mas também não sabe por onde começar, a Faculdade XP oferece um bootcamp de Arquiteto(a) de Machine Learning. Com ele, você aprende mais sobre essa linguagem e como aplicá-la na resolução de problemas diversos.

O curso tem duração de 10 semanas, nas quais você aprende com profissionais renomados do mercado temas relevantes, como:

  • Características básicas de Redes Neurais Artificiais;
  • Análise Semântica;
  • Introdução ao processamento da Linguagem Natural;
  • Computação em nuvem, neblina e edge na IoT.

Para saber mais informações, clique aqui. Lembrando que os bootcamps da Faculdade XP são exclusivos para assinantes Multi+. Não perca tempo e faça a sua assinatura!

Aprenda 5 maneiras de aplicar o Teste MVP (Minimum Viable Product) na sua empresa

Da ideia à validação de hipóteses de sucesso. Aprenda, com exemplos práticos, como aplicar um teste MVP!

Em contextos de incerteza de mercado ou de tecnologia, novas ideias, conceitos e estratégias precisam ser validados antes de se converterem em investimento. Afinal, nenhuma empresa quer perder dinheiro, não é verdade? 

Por isso, é tão importante realizar o teste MVP. Isso porque ele permite  avaliar a viabilidade de um produto e analisar sua aceitação no mercado, antes da empresa apostar em seu lançamento. 

O teste MVP, sigla em inglês para minimum viable product (ou produto mínimo viável), é uma ferramenta conceitual para validar hipóteses. 

O termo foi criado por Frank Robinson e popularizado por Steve Blank e Eric Ries, fundador da metodologia Lean Startup, para destacar uma questão simples e  importante:  vale a pena criar  uma solução brilhante para um problema que não interessa a ninguém?

De acordo com Ries, um MVP é a versão de um novo produto que permite à equipe reunir o máximo de conhecimento comprovado do cliente com o mínimo de esforço. 

Isso porque o teste MVP permite compreender bem o problema  e explorar as diferentes possibilidades de solução. Envolve, assim, avaliar hipóteses sobre o que pode ou não funcionar, sobre os níveis de engajamento de clientes potenciais, sobre o tamanho de mercado e vários outros fatores.

Nesse sentido, usar a validação MVP para testar um modelo de negócio é provavelmente a estratégia de lançamento de produtos e serviços mais popular entre as startups.

Teste MVP: o que é e para que serve?

O teste MVP é uma abordagem para validar hipóteses de interesse para um determinado problema. A sua ideia básica  é que a experimentação leva a melhores resultados. Ou seja, o processo de testar um produto mínimo viável deve passar por: elaborar ideias, levantar hipóteses, experimentar, avaliar os resultados e decidir.

A questão é que, para empreendedores e inovadores, realizar experimentos custa dinheiro, tempo e esforço. Assim, a ideia fundamental do MVP é obter, com o menor investimento possível, o máximo de informação possível sobre o problema. Com isso, os investimentos tornam-se mais assertivos, interrompendo projetos pouco promissores logo no seu início. 

Dessa forma, é possível priorizar investimentos em projetos ou ideias com maiores chances de sucesso. Essas chances, por sua vez, são bem mais assertivas que apenas insights após as hipóteses terem sido validadas no teste MVP.

Vejamos, abaixo, alguns exemplos de como fazer um processo de validação MVP.

Exemplos de como fazer um processo de validação MVP

Os dois exemplos que apresentaremos a seguir são icônicos e reúnem ideias para inspirar você ao mesmo tempo que ensinam na prática como testar um MVP. 

Zappos

Nick Swinmurn fundou a Zappos com base em um experimento para validar a hipótese: “existe demanda para um bom serviço online de venda de sapatos?”

Para avaliá-la, Nick realizou um experimento bem simples: ele foi até uma loja (física) de sapatos e tirou fotos de alguns produtos, combinando com o dono da loja que voltaria e compraria os sapatos caso alguém decidisse comprá-los pela Internet. 

Nick disponibilizou os produtos em um website bastante rudimentar, com funcionalidades limitadas de navegação e comunicação entre cliente e “loja”.

Mas, os resultados do MVP validado (que, no caso, era o site) foram animadores. Por meio deles, Swinmurn aprendeu sobre a demanda real e a experiência do usuário, como suas necessidades, comportamento e decisão de compra. 

O crescimento da Zappos foi impressionante. Tanto que, em 2009, foi vendida – muito a contragosto de seu fundador – para a Amazon, por US$1,2 bilhão.

Groupon

Num dado momento da história da Internet, havia o The Point, uma plataforma de “ativismo coletivo” que possibilitava organizar ações cívicas, influenciar a mudança e o impacto social positivo. 

Andrew Mason e seu time eram fascinados com a ideia, e investiram onze meses de trabalho intenso no seu desenvolvimento. Depois de lançar o The Point, no entanto, os fundadores perceberam que, apesar da ótima ideia, o valor obtido foi muito inferior ao  criado – ou seja, concluíram que o negócio não era  viável. 

O momento “revelação” veio quando Andrew decidiu usar a mesma estrutura de plataforma para ajudar a vender, com bons descontos, as pizzas produzidas no restaurante que ficava no andar térreo do prédio que sua startup ocupava. 

A ação foi um sucesso, o que levou o time a desenvolver um website simples para vender cupons de desconto, validando a dinâmica de divulgação, venda, entrega e execução das ofertas – nascia então o Groupon.

< Quer saber como validar uma ideia para startup? Leia este artigo: O que é MVP – para que serve e quais os benefícios />

5 maneira de realizar seu teste MVP

Os dois exemplos descritos acima mostram todo o processo, desde a concepção da ideia até o teste MVP na prática. Agora, vamos mostrar como validar o seu produto mínimo viável. 

Aqui estão cinco maneiras fáceis, mas comprovadas, de fazer a sua validação MVP antes de transformar sua ideia em um produto completo. 

1. Entrevistas com clientes

Entrevistar clientes em potencial é a melhor maneira de validar seu MVP. Isso porque, por meio delas, você recebe feedback de usuários potenciais reais do seu produto. Você pode coletar informações valiosas dessas entrevistas sobre suas queixas e expectativas de sua base de usuários e melhorar seu produto antes de lançá-lo no mercado.

2. Financiamento coletivo

Sites de financiamento coletivo, como Catarse, ajudam inovadores a criar protótipos de MVP financiados por pessoas interessadas  nesses projetos. Os benefícios do crowdfunding incluem uma base de usuários existente atraídos pelo seu produto e os fundos para levá-lo à produção.

3. Vídeos explicativos

Se você ainda não tem um produto, um vídeo explicativo pode ser uma ótima maneira de realizar uma apresentação corporativa. 

O Dropbox fez exatamente isso com seu vídeo explicativo, pelo qual eles mostraram a sua funcionalidade para um grande público. O vídeo  era simples – mas efetivo, comunicou bem o que eles queriam com o MVP, causando uma onda de inscrições que ajudou o Dropbox a chegar onde está hoje.

4. Landing pages

As landing pages (uma página que conta com todos os elementos voltados à conversão, do visitante ao Lead ou da oportunidade ao cliente) podem fornecer muitas informações sobre sua base de usuários em potencial. 

O uso de ferramentas para capturar análises dos usuários pode ajudá-lo a coletar métricas que determinarão o interesse deles e ver como eles interagem com sua página. Nesse sentido, as landing pages são informativas tanto para o cliente quanto para o desenvolvedor do MVP e podem ajudar a orientar um produto na direção certa.

5. Testes A/B

Os testes A/B ajudam a determinar a melhor versão entre as duas. Por exemplo, você pode criar duas páginas da web para mostrar duas versões diferentes do seu MVP. Você pode então avaliar as entradas do usuário do teste A/B MVP usando plataformas como o Google Analytics.

Agora que você já sabe como realizar seu teste MVP, o que acha de dar um passo além no caminho do conhecimento? Com o plano de assinatura da Faculdade XP Multi+, você tem acesso a todos os nossos cursos rápidos, como os bootcamps em Analista e Gestor(a) de Processos de Negócios, e ainda aproveita:

  • aulas interativas, ao vivo e online;
  • interação com professores internacionais;
  • formação prática para atuar no mercado de trabalho;
  • acesso às melhores oportunidades de carreira;
  • ensino inovador e disruptivo.

Clique aqui e saiba como fazer parte da XPE Multi+.

Padrões de navegação mobile: conheça vantagens e desvantagens!

Os padrões de navegação mobile mais usados possuem vantagens e desvantagens de acordo com a proposta e o público-alvo do seu aplicativo ou site responsivo.

Um estudo feito com 179 pessoas, realizado pelo Nielsen Norman Group, concluiu que os menus de padrões de navegação online são mais usados nos dispositivos móveis (tablets e smartphones) do que nos computadores desktop (apesar do termo, os notebooks também entram nessa categoria). A equipe analisou seis websites com grande volume de acesso:

  • 7digital (música, e-commerce);
  • BBC (notícias);
  • Bloomberg Business (notícias sobre negócios);
  • Business Insider UK (notícias sobre negócios);
  • Supermarket HQ (e-commerce);
  • Slate (notícias);
Figura 1 – O uso do elemento de navegação é maior no mobile que no desktop

Esse estudo é um ótimo indicativo do comportamento de usabilidade mobile, uma vez que,  ao contrário do que se pensava, os menus são mais acessados nas telas menores.

Ou seja, boa parte dos usuários já entende as estratégias mais comuns que os designers utilizam para oferecer a navegação de um conteúdo para outro.

Quando alguém começa a usar um aplicativo ou um website responsivo, geralmente, precisa saber como navegar de uma tela para outra e, principalmente, saber de onde veio e para onde ir. Continue a leitura e aprenda tudo sobre padrões de navegação mobile e veja as vantagens e desvantagens dos mais usados atualmente!

Por que usar padrões de navegação mobile?

Uma boa estratégia de padrões de navegabilidade é como um ônibus confortável que leva os usuários aonde querem. Porém, estabelecer uma boa navegação num dispositivo móvel é um grande desafio devido às limitações da tela pequena e a necessidade de priorizar o conteúdo em relação aos menus.

Pois, ao contrário do desktop, não é aconselhável “gastar espaço” da tela enchendo-a com abas, menus e links. Afinal, esse espaço poderia ser melhor aproveitado com o conteúdo principal, não é mesmo?

Por causa disso, diversos padrões de navegação mobile foram concebidos para resolver esse desafio de diferentes maneiras. Mas todos eles sofrem com uma variedade de problemas de usabilidade.

Porém, como usabilidade é contexto, neste artigo, citamos cinco padrões básicos de navegação móvel e descrevemos os pontos fortes e fracos de cada um deles. Boa leitura!

< Leia também: O que é User Experience? Como seguir carreira em UX? />

Avaliação de usabilidade de aplicativo mobile 

1.   Menu Hambúrguer

No mobile, o espaço da tela é algo precioso e o menu de hambúrguer (ou drawer lateral) é um dos padrões de navegação mais populares para economizá-lo.

O painel drawer permite ocultar a navegação além da margem esquerda da tela e revelá-la somente após o usuário clicar no ícone das três barrinhas (daí vem o nome Hambúrguer).

Figura 2 – Drawer fechado e aberto após clicar no ícone hambúrguer

Vantagens 

Grande número de opções de menu

A principal vantagem desse menu é que ele pode acomodar um grande número de opções de navegação em um espaço minúsculo.

Layout mais limpo

O menu hambúrguer proporciona um design limpo e minimalista, que interfere muito pouco na composição da tela e dá mais importância ao conteúdo.

Desvantagens

Baixa percepção dos usuários

Quando o drawer está fechado, boa parte das pessoas ainda não percebe a presença do ícone. Porém, esse tipo de navegação está se tornando padrão e muitos usuários mobile já estão familiarizados com o famoso “ícone das três barrinhas”.

Conflito com regras de navegação do sistema operacional

O menu de hambúrguer tornou-se quase um padrão no sistema Android. Mas, no iOS, seu uso pode ser um tanto arriscado porque pode concorrer visualmente com os elementos básicos do sistema e isso pode sobrecarregar a barra de navegação.

padrões-de-navegação-mobile-3
Figura 3 – Barra de navegação do iOS
Perda de contexto

O menu hambúrguer não comunica a localização atual. Para saber onde o usuário se encontra é necessário clicar no ícone.

Figura 4 – O drawer esconde a localização atual do usuário

2.   Painel de abas (tab bar)

O padrão de navegação mobile painel de abas ou tab bar é mais um exemplo de padrão de interação herdado do desktop.

Geralmente, ele contém poucos itens que possuem o mesmo grau de importância e oferecem acesso direto de qualquer lugar do aplicativo/website.

padrões-de-navegação-mobile-4
Figura 5 – O painel de abas é visível em qualquer tela

Vantagens

O contexto é facilmente percebido

O painel de abas informa muito bem a localização atual. As pistas visuais, adequadamente utilizadas (ícones, etiquetas e cores), permitem que o usuário entenda sua localização atual de uma só vez.

Acesso rápido e fácil

Nesse padrão de navegabilidade, as abas são fixas. Com isso, a navegação permanece à vista independentemente da página que o usuário está visualizando. Ele tem visibilidade clara de todas as áreas/seções do aplicativo e pode acessá-las com um único clique.

Dentro do que chamamos de Thumb Zone o painel de abas é mais facilmente acessado quando localizado na parte inferior da tela.

Recentemente, até o Google com o Material Design já adotou o padrão de abas inferiores. Até 2016, o Material Design adotava apenas as abas superiores.

padrões-de-navegação-mobile-5
Figura 6 – Posição ideal para a utilização das abas de acordo com o UXmag

Desvantagens

As opções são limitadas

Se o menu de navegação do seu aplicativo tiver mais de cinco opções, mantê-los em um painel de abas pode ser uma tarefa árdua. Considere a opção de usar o menu hambúrguer nesses casos.

Tamanho é documento

Deve-se garantir que cada aba tenha, no mínimo, 10mm de largura ou altura.

padrões-de-navegação-mobile-6
Figura 7 – 10mm quadrados são suficientes para a maioria dos usuários

< Saiba mais: Keyvisual: dicas para ter uma identidade única />

3.   Hub de navegação

O hub de navegação é uma página (geralmente a página inicial) que lista todas as opções de navegação. Para acessar uma nova tela ou seção, os usuários devem primeiro voltar ao hub e usar uma das opções listadas lá.

Esse tipo de navegação é mais útil quando o app ou website é mais orientado à execução de tarefas e menos ao conteúdo.

padrões-de-navegação-mobile-7
Figura 8 – Fonte: Smashing Magazine

Vantagens

Sem distrações

Pode funcionar bem em sites e aplicativos baseados em tarefas, especialmente quando os usuários tendem a se limitar a usar apenas um ramo da hierarquia de navegação. Ou seja, quando realizam apenas uma tarefa durante a sessão.

Caminho seguro

Pode ser mais adequado e seguro para usuários que precisam realizar uma tarefa muito específica, como fazer check-in em um voo, gerar segunda via de boleto ou alterar as configurações do telefone.

padrões-de-navegação-mobile-8
Figura 9 – Hub de navegação do Yelp

Desvantagens

Pode ser um desperdício

Um hub de navegação precisa “gastar” uma página inteira só com links para outras áreas do app.

Pode ser enfadonho

Ter que voltar à página inicial toda vez que quiser navegar para outra área do app pode irritar bastante os usuários.

4.   Floating Action Button (FAB)

Esse padrão de navegação mobile pode até ser entendido mais como um botão de ação primária do que como um elemento de navegação. De toda forma, o FAB pode ser usado para saltar de uma seção para outra.

O Float Action Button é um dos principais expoentes do Material Design. Trata-se de um botão circular que flutua sobre a interface com uma cor bem distinta do restante dos elementos.

padrões-de-navegação-mobile-9
Figura 10 – O FAB pode ter duas ações, como Play e Pause

Vantagens

É uma boa maneira de priorizar a ação mais importante na tela. Ele ocupa pouco espaço e, quando comparado ao painel de abas, percebe-se que ele não ocupa uma linha inteira.

Um estudo feito por Steve Jones demonstra que um FAB prejudica a usabilidade mobile quando os usuários interagem pela primeira vez com o elemento.

No entanto, uma vez que os usuários concluíram com êxito uma tarefa usando o FAB, eles são capazes de usá-lo de forma mais eficiente do que um botão de ação tradicional.

Desvantagens

Distrai o usuário do conteúdo

Por ser chamativo, o FAB pode desviar a atenção do usuário do que realmente importa: o conteúdo.

padrões-de-navegação-mobile-10
Figura 11 – O FAB distrai o usuário do conteúdo
Pode bloquear conteúdo

No aplicativo do Gmail, por exemplo, o FAB bloqueia o ícone de “favoritar” (estrela), bem como o label de data/hora da última linha.

padrões-de-navegação-mobile-11
Figura 12 – O usuário precisa deslocar o conteúdo para acessar o ícone de favoritar ou para ver a data/hora da mensagem

5.   Navegação gestual

Com o uso cada vez mais difundido das telas multitoque, muitos designers começaram a explorar um padrão de navegação mobile entre telas além do gesto mais comum que é o clique (tap).

padrões-de-navegação-mobile-12
Figura 13 – App de tarefas que usa slide e pinch como gestos de navegação

Esse padrão é útil quando os usuários desejam explorar os detalhes de conteúdo específico de forma fácil e intuitiva. Ele é mais indicado para as situações em que as pessoas passarão mais tempo com conteúdo do que propriamente navegando pelo app.

Vantagens

Resolve a “desordem” da interface

Usar gestos como o cerne da interação permite que você torne suas interfaces mais minimalistas e economize espaço de tela para conteúdo.

Torna a interação mais natural

Luke Wroblewski fala sobre um estudo no qual 40 pessoas em 9 países foram convidadas a criar gestos para 28 tarefas diferentes, como exclusão, rolagem e zoom.

Ele descobriu que os gestos tendem a ser semelhantes em todas as culturas e níveis de experiência analisados.

Por exemplo, quando solicitado a “excluir”, a maioria das pessoas – independentemente da nacionalidade – tentou arrastar o objeto para fora da tela.

Determina a característica marcante de um produto

O Tinder popularizou massivamente o conceito de navegação baseada em gestos e, basicamente, fez com que esses swipes se tornassem sua marca registrada.

padrões-de-navegação-mobile-13
Figura 14 – O Swipe se tornou quase uma marca registrada do Tinder

Desvantagens

É praticamente invisível

Uma regra importante na concepção de uma interface é a visibilidade: por meio dos menus, todas as ações possíveis devem ser visíveis e, portanto, facilmente detectáveis. Não é o caso da navegação por gestos.

Demanda mais habilidade do usuário

A maioria dos gestos não são naturais nem fáceis de aprender ou lembrar. Ao criar uma navegação por gestos, tenha em mente que a curva de aprendizado tende a aumentar e é natural que os usuários fiquem confusos no início.

< Continue aprendendo: UI e UX Design: diferenças e semelhanças />

Como trabalhar com padrões de navegação mobile?

Criar interfaces ricas, usáveis e acessíveis já é suficientemente difícil em qualquer dispositivo. No mobile essa tarefa é ainda mais desafiadora. Não só pelas limitações da tela reduzida, mas até mesmo pelas possibilidades que esses dispositivos oferecem.

Uma das grandes habilidades de qualquer designer de interação é conhecer bem o seu público e, principalmente, o contexto de operação do seu produto interativo. Com esses dois conceitos bem-definidos, as chances de sucesso da avaliação de usabilidade de um aplicativo mobile são muito maiores.

Gostou de aprender as vantagens e desvantagens dos principais padrões de navegação mobile? Quer se tornar um especialista nesse e em outros assuntos da área? Aproveite a plataforma da Faculdade XP, a XPE Multi+, e assine dezenas de cursos online para alavancar sua carreira!